Suporte para os livreiros

Chegou ao mercado livreiro uma plataforma de comércio eletrônico que disponibiliza aos empresários do setor uma livraria On-line com mais de 190 mil títulos cadastrados com informações de sinopse, autor, editora, ISBN, preços e capas, além de receber atualizações automáticas do banco de dados. O Sistema Suporti Livrarias foi lançado pela ABC Interactive, empresa especializada no desenvolvimento de soluções para comércio eletrônico, em parceria com a Distribuidora Superpedido Tecmed. Outras informações podem ser obtidas através do site ou pelo e-mail atendimento@abcinteractive.com.br.

PublishNews – 24/11/2009 – Por Redação

Editoras começam a se preparar para o leitor digital

A discussão sobre o livro como mera plataforma de texto ou objeto com outras dimensões simbólicas é antiga, mas ganhou força recentemente com o lançamento do leitor eletrônico de livros Kindle, da Amazon, e de aparelhos semelhantes, como o Sony Reader. No Brasil, o equipamento chegou ao mercado há pouco mais de um mês, mas já estimulou editoras a repensar as estratégias de vendas. Editoras como Ediouro, Leopardo e Bookess desenvolveram tecnologia própria ou contrataram empresas de software para produzir e vender livros eletrônicos no Brasil. Outras companhias preferem aproveitar o crescente interesse em função dos e-books para comercializar na internet obras em sua plataforma tradicional. A Ediouro, dona de aproximadamente 7 mil títulos, lançou 30 livros no formato eletrônico desde outubro e, no prazo de um ano, pretende digitalizar todo seu catálogo. A catarinense Bookess, uma editora e biblioteca virtual, já disponibilizava em seu site versões eletrônicas de mais de mil obras para leitura gratuita. No início deste mês, a empresa lançou versões para o Kindle e o Sony Reader.

Valor Econômico – 24/11/2009 – Por Cibelle Bouças e Gustavo Brigatto

Reforço para a venda de livros

As editoras que não pretendem lançar livros eletrônicos no curto prazo reforçam suas estratégias de divulgação na internet para estimular as vendas de livros no formato tradicional, aproveitando o súbito aquecimento da demanda. O grupo editorial Record decidiu fazer uso do iPhone como canal de vendas. A empresa desenvolveu em parceria com a brasileira Gol Mobile um aplicativo para o telefone celular. Mas em lugar da venda de livros, a empresa vai oferecer capítulos de alguns lançamentos para leitura gratuita. Os usuários do iPhone que acessarem o aplicativo terão a opção de ler os trechos e fazer a compra do livro em papel por meio do programa. Algumas editoras, como Companhia das Letras, Panda Books e Martins Editora Livraria, informaram não ter projeto de e-books no curto prazo. “Os nossos consumidores geralmente compram livros não só pelo conteúdo, mas por seu aspecto decorativo. Acredito que editoras especializadas em guias, livros técnicos ou de atualidades encontrem uma demanda nessa plataforma mais rapidamente“, diz Evandro Martins Fontes, diretor executivo da Martins Editora, especializada em obras de ciências humanas.

Valor Econômico – 24/11/2009 – Por Cibelle Bouças

Amazon protesta contra Google

A megaloja online Amazon entrou na última sexta-feira, 20/11, com pedido ao juiz que preside o caso do Acordo do Google na corte norte-americana para que ele reconsidere sua aprovação preliminar ao “novo” acordo proposto pelo Google e seus parceiros. A Amazon afirma que a sentença foi dada “sem a consideração de pontos de vista opostos”. A empresa ainda considerou que “ao invés de desperdiçar recursos dando andamento num acordo que certamente vai enfrentar resistências no seu estágio final de aprovação, a corte deveria negar a aprovação preliminar…” Pelo jeito a disputa ainda vai longe.

The Bookseller – 23/11/2009 – Por Philip Jones

Romances escritos no celular provocam mudanças no japonês

Formato curto e direto abre discussão sobre o futuro do idioma

Um ensaio publicado no jornal norte-americano The New York Times analisa uma nova mania no Japão, os romances para celular. Mas não é sobre isso que trata o texto “A tecnologia está emburrecendo o japonês?”. Segundo Emily Parker, a autora do texto, estes romances são escritos diretamente nos celulares, onde também são lidos. Com linguagem ágil, as matizes e sutilezas do japonês estariam virando coisa de antigamente.

Para os contrários à mudança, a dominância do inglês – aliada à internet – não está sendo levada a sério. Afinal, a simplificação do japonês teria começado após a Segunda Guerra, o que na época criou uma lacuna entre as gerações que presenciaram essa alteração. O premiado escritor Haruki Murakami [autor de, entre outros, Dance Dance Dance, publicado aqui pela Estação Liberdade], autor de vários best-sellers, afirma: “Se a língua quer mudar, deixe-a mudar. Toda língua é viva como um ser vivo, como você ou eu. E se está vivo, mudará. Ninguém pode parar isso”. E acrescenta: “As mudanças são para melhor ou para pior – e ninguém pode dizer se é melhor ou pior”.

Mas a mudança mais intensa na língua se deu via celular, onde autores, em sua maioria jovens mulheres, escrevem romances formados por sentenças curtas, geralmente histórias de amor.

O auge do fenômeno foi em 2007, quando cinco dos dez best-sellers japoneses eram desta natureza. Apesar do sucesso, autores como Murakami dizem não ter interesse nessa literatura. Outros argumentam que há espaço para leitores que se sentem confortáveis com a linguagem simples e também para os que não se satisfazem com simplicidade. Exemplo dessa diversidade do mercado é o lançamento do mais novo livro de Murakami no Japão [1Q84 - I], que em cerca de um mês vendeu um milhão de exemplares impressos.

Apesar da polêmica, de acordo com o ensaio, os japoneses estão lendo mais. E escrevendo mais também. Para um professor universitário consultado, “o tempo das cartas voltou”. Ele hoje recebe mais mensagens de alunos do que há 20 anos. As pessoas também estão usando mais o kanji. Em vez de decorar os ideogramas, hoje dá para digitar as palavras foneticamente e uma lista de caracteres aparece em pop-up, aí é só escolher a opção desejada.

Parker diz que “o japonês pode se tornar menos intimidador, encorajando muitas pessoas a desfrutar do prazer da leitura e da escrita”. E finaliza: “A tecnologia fará o Japão perder sua reputação de língua singularmente difícil? Possivelmente. Mas isso pode ser bom. O Japão, uma sociedade em envelhecimento, pode enfrentar um afluxo de imigração num futuro não muito distante. Uma linguagem mais acessível pode agilizar o processo de internacionalização do país”.

Publicado originalmente em www.estadao.com.br – Link – domingo, 22 de novembro de 2009 17:30 – por Rodrigo Villela

Escrita digital também muda o português

Não é só no Japão que a influência da tecnologia na escrita é tema de discussão. “O fenômeno da mudança linguística é incessante. É provocado pelos próprios falantes, embora sempre haja aqueles que lamentem a ‘ruína’ do idioma, negando-se a ver que, se a língua permanecesse estática, estaríamos falando latim e não português”, explicaMarcos Bagno, professor da Universidade de Brasília e autor do livro A língua de Eulália [Contexto, 2008], entre outros.

Segundo ele, pela primeira vez na história das línguas o que está provocando a mudança não é só a dinâmica da evolução da fala, mas o impacto dos novos meios de comunicação que se valem da escrita, como a internet [e-mail, blogs, bate-papo] e o telefone celular. “Só vamos poder avaliar esse impacto daqui a algum tempo, talvez uns cinquenta anos, quando as principais mudanças já tiverem consolidadas.

E quanto à qualidade literária, segundo Bagno: “O importante é ler. A leitura é que é a chave para a cidadania, não interessa se é só leitura de ‘clássicos’ ou de literatura ‘menor’ – se é que isso existe”. Assim como no Japão, nunca se escreveu tanto em português. “Crianças e jovens que têm acesso ao computador escrevem e leem muito mais. O problema é que o conceito de letramento ainda é muito elitista: literatura é só a ‘grande literatura’”, diz.

A jornalista e escritora Vanessa Bárbara (autora de O Livro Amarelo do Terminal, CosacNaify, 2008 e colunista do Estado) diz crer que a web ajuda a soltar a escrita. “Na internet a gente pode aprender a escrever sem muita preocupação. Não há a necessidade de escrever com as mãos atadas, do alto de um guarda-roupa e com um vestido de festa: pode-se fazer um texto de pijamas sem umbigo nem cabeça.” Segundo Bárbara, “essa falta de solenidade” não significa um texto desleixado. “E sim um texto menos solene”.

Ela conta que quando frequentava o IRC [programa de troca de mensagem] era comum entrar em conversas noturnas e escrever segundo a velocidade do pensamento. “Escrever muito rápido é legal pra soltar o jeito de escrever, não temer arriscar, prestar atenção no leitor”, afirma Bárbara. Para ela, seu blog, A Hortaliça, e o IRC contribuíram na construção do seu ofício.

Publicado originalmente em www.estadao.com.br – Link – domingo, 22 de novembro de 2009 17:33 – por Rodrigo Villela

Acordo do Google recebe aprovação preliminar

De acordo com o juiz Denny Chin, do distrito de Nova York, o acordo revisado do Google tem disposições que indicam a possibilidade de sua aprovação. A audiência final acontecerá dia 18 de fevereiro de 2010 para determinar se as condições do novo acordo são “justas, razoáveis e precisas”, explicou o juiz. A nova data limite para editores optarem por serem incluídos ou excluídos do acordo, e para novas objeções ao acordo, é 28 de janeiro de 2010. Entre as alterações no acordo está a inclusão de Canadá, Reino Unido e Austrália, junto com os Estados Unidos, como queixosos na ação.

The Bookseller – 20/11/2009 – Por Victoria Gallegher