Amazon fecha parceria com Nestlé para distribuir 30 milhões de eBooks


Vouchers para baixar e-books gratuitamente serão colcoados em caixas de bombons da Nestlé e Garoto

Alex Szapiro [Amazon] e Liberato Milo [Nestlè] comemoram parceria no projeto Bombom de Ler | © Divulgação

Alex Szapiro [Amazon] e Liberato Milo [Nestlè] comemoram parceria no projeto Bombom de Ler | © Divulgação

A Amazon brasileira acaba de fechar uma parceria com a Nestlé para uma ação chamada Bombom de ler. Com a iniciativa, serão distribuídos 30 milhões de e-books nas caixas de bombons da marca. O objetivo, segundo a varejista, é estimular à leitura e ao livro digital. Clientes que comprarem caixas de bombons Nestlé ou Garoto terão a possibilidade de escolher um dentre dez best-sellers da Amazon para baixar gratuitamente para ler nos apps de leitura digital da Amazon ou no Kindle.

A Nestlé e a Amazon estão unindo forças para promover a leitura para qualquer brasileiro que compre os bombons neste fim de ano. Chocolates e livros são sempre excelentes presentes e estamos oferecendo aos nossos clientes dois presentes em uma única caixa, bombons e livros digitais. Estamos muito felizes por ter a Nestlé como uma grande parceira para fomentar o hábito da leitura no Brasil”, disse, em comunicado, Alex Szapiro, country manager da Amazon no Brasil. “Os clientes que baixarem os livros também terão a opção de testar o serviço Kindle Unlimited gratuitamente por 30 dias. Esta é a união perfeita da doçura dos chocolates Nestlé com o prazer do ato de ler”.

Para participar é simples, após comprar as caixas de bombons das marcas Nestlé ou Garoto, o consumidor deverá entrar no site da ação, escolher um dos dez títulos selecionados e digitar o código impresso dentro das caixas. Os consumidores poderão ler os e-books participantes na família de dispositivos Kindle, nos aplicativos gratuitos Kindle para iOS, Android e outras plataformas, ou em qualquer navegador compatível com o Kindle Cloud Reader (ler.amazon.com.br). Os livros poderão ser baixados até 30 de abril de 2016.

Confira abaixo os títulos participantes da promoção:

• 1808, de Laurentino Gomes
• Scrum – a arte de fazer o dobro de trabalho na metade do tempo, de Jeff Sutherland
• 25 Anos do Menino Maluquinho, de Ziraldo
• As melhores receitas do ‘Que Marravilha!’, de Claude Troisgros
• Memórias da Emília, de Monteiro Lobato
• Guerra dos tronos – volume 1, de George R. R. Martin
• Guia politicamente incorreto do futebol, de Jones Rossi e Leonardo Mendes Jr
• Com Carinho, Lucy B. Parker: menina x superstar, de Robin Palmer
• Não pare! Você entregaria sua vida nas mãos da morte? – Edição 1, de FML Pepper
• Casei e agora? As aventuras do meu descasamento, de Tatiana Amaral

Por Leonardo Neto | PublishNews | 10/12/2015

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Árvore de Livros cria índice de dificuldade para eBooks


A startup brasileira Árvore de Livros vai lançar uma ferramenta que define o índice de dificuldade de leitura para cada livro. Desenvolvido em parceria com o Instituto de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro [UFRJ], o algoritmo vai analisar todos os livros digitais disponíveis no serviço e gerar uma nota que mostra o nível de complexidade da leitura. O programa leva em consideração mais de 250 critérios, como comprimento médio das frases, significado das palavras e velocidade média de leitura das pessoas.

A partir da classificação dos livros, a plataforma vai oferecer sugestões de títulos personalizadas para cada usuário. “A ferramenta vai reduzir o risco de a pessoa se desmotivar caso comece por livros que ele não compreenda bem”, diz o cofundador da startup, João Leal. Para os professores, será possível identificar como está o nível de leitura em uma sala e em cada aluno individualmente.

Presente em mais de 800 escolas, a Árvore de Livros dá acesso a um acervo de mais de 14 mil títulos – o preço, pago pela escola, varia conforme o número de alunos.

O serviço funciona como uma biblioteca virtual, na qual os alunos pedem livros emprestados. Os livros podem ser lidos em smartphones e tablets com iOS e Android e também no navegador. Os alunos podem salvar livros para ler quando estiverem sem conexão com a internet. O serviço permite que professores façam atividades relacionadas à leitura com os alunos.

Os índices de leitura no Brasil são baixos. De acordo com pesquisa da Federação do Comércio do Rio de Janeiro, divulgada em abril, sete em cada dez brasileiros não leram um livro sequer no ano passado. O último levantamento do Instituto Pró-Livro, feito em 2012, revelou que o brasileiro lê, em média, apenas 2,1 livros até o fim por ano. Para estimular o hábito de leitura, a Árvore de Livros realiza competições em que os alunos que leem mais ganham pontos. Ao final a escola e os alunos mais bem colocados são premiados.

Modelo de negócio. Para ter acesso ao serviço, a instituição paga uma mensalidade com base na quantidade de usuários – atualmente, cerca de 53 mil pessoas utilizam a plataforma. A startup paga às editoras por cada livro oferecido e pode emprestá-lo até cem vezes para um aluno de cada vez. A estante virtual do usuário pode ter no máximo três livros emprestados. Caso ele queira um novo livro, é preciso devolver um dos títulos.

Thiago Sawada | O Estado de S. Paulo | 23/11/2015

Editora investe em aplicativo para interagir com os leitores


Com cliques, usuário terá acesso a todos os projetos da editora

Com o objetivo de oferecer acesso rápido ao conteúdo do portal Paulus, com maior praticidade, agilidade e conforto, a Paulus Editora acaba de lançar um aplicativo. Agora, o usuário terá acesso a todos os projetos da editora, valores, história e missão, além de informações sobre cursos, lançamentos, eventos, novidades editoriais e as principais notícias do momento. Também é possível encontrar a livraria mais próxima, por meio de um mapa de localização. O aplicativo também é um espaço de oração: nele é possível acompanhar todas as mensagens do dia, textos bíblicos presentes na liturgia dominical, solenidades e festas, além dos roteiros homiléticos e reflexões diárias do Santo Padre, o Papa Francisco. Clique aqui para baixar o aplicativo, disponível apenas para o sistema operacional Android.

PublishNews | 13/11/2015

Leituras no papel e também na tela


Como a tecnologia digital afeta o mundo literário

Por Mayara Zago e Vitória Hirata | Publicado originalmente em ACONTECE | Página 5

 Os e-books têm ganhado grande atenção na mídia por se tratarem de uma maneira mais prática de ler. Entretanto, segundo Ednei Procópio, criador do site “eBook Reader” e especialista em e-books, o mercado nacional de e-books não chegou a 3% se comparado ao mercado estagnado dos impressos. Apesar disso, os digitais continuam em ritmo de alta com um faturamento de cerca de 17 milhões só em 2014.

Observando a grande oferta no mercado nacional livreiro, percebe-se que o consumo está aquecido. Acredito que existe espaço para ambos os segmentos” comenta Milsa Maria Tassi Marques, assessora pedagógica em literatura da Editora Moderna.

A aparente aceitação do público se dá por diversos fatores, como a facilidade de acesso aos conteúdos digitais, que ultrapassa fronteiras e gera proximidade entre o leitor e o autor; a liberdade de modificar a formatação a gosto de quem o utiliza [margem, espaçamento e tamanho da fonte]; ajustes de brilho; caixa de atalho para pesquisa [find/search]; oportunidade de fazer anotações; possibilidade da reedição do livro pelo autor e a leveza do produto. “Você pode levar uma biblioteca para ler em qualquer lugar sem ter o excesso de peso em malas” diz César Rocha Lima, sociólogo, teólogo e autor de e-books.

Outro beneficio é a rapidez do envio sem qualquer taxa nas entregas. “Por causa da viabilidade e facilidade de compra, quando você quer um livro já faz o download para o seu aparelho. Esta acessibilidade é maravilhosa.” Diz Solange Lima, pedagoga e leitora de livros digitais. Com isso, as plataformas preferidas pelo público são IOS [iBooksStore], Android [Google Play], Kindle [Amazon] e Kobo [oferecido pela Livraria Cultura].

Há vantagens também para quem escreve. A tecnologia oferece um meio alternativo para escritores independentes ao dispensar o custo da taxa de entrega e distribuição. É o caso da renomada escritora independente australiana Jaymin Eve, autora da série Walker Saga, que por meio de seus livros publicados na plataforma digital conquista leitores de todos os lugares. “Autores independentes estão quebrando barreiras todos os dias” diz ela.

Jaymin acredita ainda que as grandes editoras monopolizam o mercado ao escolherem qual será a próxima “febre”. A publicação independente abriu um novo mundo de possibilidades ao atender todos os tipos de público, e por meio do contato com os leitores e a divulgação pelas redes sociais é estabelecido uma proximidade maior entre quem escreve e quem lê. “E daí que o livro é horrível? Se há pelo menos uma pessoa que goste da história, não há razão para o livro não estar disponível ao público.” completa Jaymin.

Aplicativo de eBooks infantis aproxima pais e filhos


Motivar pais e filhos a passar mais tempo juntos, brincando e aprendendo enquanto viajam pela literatura infantil em e-books interativos, divertidos e educativos. Esta é a proposta do Kidint [www.kidint.com], um clube de assinaturas de livros infantis para crianças até 7 anos que pode ser acessado em smartphones e tablets.

O Kidint é um aplicativo da família que aproxima pais e filhos incentivando a leitura na primeira infância. As crianças estão acostumadas a usar tecnologia e a acessar a Internet desde muito pequenos e acabam se afastando do convívio familiar ao passar horas em jogos e conteúdos que não trazem nenhum aprendizado. Com o Kidint elas não só irão cultivar o hábito da leitura, como também estarão mais próximas dos pais”, diz Bruno Sanovicz, co-fundador do Kidint.

Já disponível para Android e iOS, a biblioteca da primeira versão do Kidint inclui mais de 100 livros interativos, ilustrados e sonorizados com trilhas, em português, inglês e espanhol, incluindo contos e fábulas como Branca de Neve, Chapeuzinho Vermelho e A Formiga e a Cigarra. No lançamento, a empresa oferece aos assinantes um mês gratuito para que possam conhecer e testar o aplicativo. A assinatura mensal custará R$9,90 e a anual R$89,90.

Além dos clássicos, o acervo do Kidint já oferece e irá publicar e-books infantis de novos e também de consagrados autores. Os livros podem ser lidos ou ouvidos, já que todas as obras estão disponíveis em áudio, ajudando no desenvolvimento das habilidades de leitura, escrita e pronúncia.

Os pais também podem ser narradores gravando o texto com as próprias vozes, o que cria um vínculo mais afetivo da criança com o livro. O aplicativo também permite criar um perfil para cada filho para monitorar individualmente, através de gráficos, diversas estatísticas sobre o progresso das crianças, como tempo de leitura, número de livros lidos e quantidade de perguntas respondidas corretamente e erradas. Além disso, o Kidint envia diariamente aos pais dicas e sugestões de atividades para realizarem com seus filhos com base nos interesses que demonstram quando estão navegando no app.

A maioria das soluções voltadas para educação não leva em conta que, durante a primeira parte da infância, os mais capacitados para educar as crianças são os próprios pais. Nosso objetivo é incentivá-los a participar de maneira ativa no desenvolvimento de seus filhos e, quando chegarem em casa, perguntem como foi o dia na escola, coloquem os pequenos no colo e contem uma história antes de dormir. Crianças que têm maior vínculo afetivo com os pais se sentem mais seguras para enfrentar as dificuldades do dia a dia”, observa Bruno Sanovicz.

Queremos ser uma das empresas mais inovadoras no mundo que usam tecnologia para associar educação e diversão para crianças e pais. Os pais também podem participar, criando uma maior aproximação com os filhos através do despertar, desde os primeiros passos na alfabetização, do prazer da leitura e do aprendizado de línguas, já que os livros interativos estão disponíveis em três idiomas”, acrescenta.

Para motivar as crianças, o aplicativo oferece medalhas na medida em que avançam na leitura e na realização das atividades. A criança também é premiada ao trocar um fundo do perfil ou avatar e ao baixar, avaliar ou marcar o primeiro livro favorito.

Nunca comparamos uma criança com outra. Se ela errar, nada acontece, mas se acertar é parabenizada e recebe uma medalha. Os pais podem conhecer a evolução individual de cada criança, em quais inteligências têm mais ou menos facilidade, mas sem nunca estabelecer qualquer comparação, mesmo entre irmãos. Nosso objetivo é ajudá-los a conhecer melhor seus filhos”, diz o empreendedor Luis Loyola, sócio-fundador e CEO do Kidint.

O aplicativo segue o conceito do edutainment e foi desenvolvido a partir da teoria das inteligências múltiplas, do Doutor Howard Gardner, professor de Harvard, incluindo perguntas feitas no meio das obras e sugestões de atividades depois do término da leitura para o aprimoramento de diversas habilidades cognitivas – matemática, musical, visual-espacial e linguística, que podem ser aplicadas diretamente na leitura e intepretação de textos, além de interpessoal, intrapessoal, cinestésica e naturalista.

Os recursos multimídia, as atividades e as perguntas interativas para testar o conhecimento dos pequenos leitores sobre as obras tornam o aprendizado mais divertido e natural para esta geração de nativos digitais. São crianças que não conhecem e imaginam um mundo sem Internet e já mexem em celulares e tablets praticamente desde os primeiros dias de vida. Queremos ajudar a reduzir a dificuldade dos pais em acompanhar e participar da primeira fase da educação da criança, a da alfabetização, que é a mais importante”, assinala Luis Loyola.

Impacto Social – Recentemente, a aceleradora de negócios sociais Artemisia selecionou nove startups para integrar seu próximo programa de aceleração e a Kidint está entre as escolhidas. O critério da aceleradora foi identificar empresas que podem tornar o mundo um lugar melhor. O projeto da Kidint chamou a atenção por ter forte impacto social.

O reconhecimento da Artemisia nos deixa ainda mais motivados para disseminar o Kidint pelo Brasil e novos mercados que anunciaremos em breve”, diz Bruno Sanovicz.

História do Kidint – Luis Loyola teve a ideia de criar o Kidint há 3 anos. Ele trabalhou no Japão e na Alemanha durante mais de uma década em diversas empresas na área de pesquisa e desenvolvimento.

Com uma visão global e sempre muito interessado pelas grandes mudanças trazidas pelas novas tecnologias na educação, especialmente em países emergentes, convidou Bruno Sanovicz para ser co-fundador da empresa e comandar a área de marketing no Brasil, um dos primeiros países em que o Kidint inicia suas operações.

Para viabilizar o projeto, Luis Loyola buscou investidores e conseguiu o apoio financeiro da ALLM Japan, empresa pioneira em tecnologia para as áreas de saúde e educação, onde foi executivo durante seis anos.

Luis Loyola é formado em engenharia civil elétrica pela Universidade do Chile e realizou mestrado e doutorado no Japão na área de infocomunicação. Reúne numerosas publicações em revistas científicas e já expôs em importantes conferências internacionais na área das telecomunicações e informática. Trabalhou como pesquisador sênior do Research Laboratories NTT Docomo e NTT no Japão e na Alemanha e atuou por seis anos como diretor de pesquisa e desenvolvimento da ALLM Japan.

Bruno Sanovicz é um jovem empresário e entusiasta da tecnologia que sempre teve o desejo de dedicar-se a um projeto com grande potencial de gerar impacto social. Tem experiência na área de produtos e marketing, tendo trabalhado em grandes corporações, como a LG. Antes de trabalhar na Kidint, Bruno liderou a área de produtos de outra startup, chamada Broou.

Saraiva lança novo aplicativo de leitura e vende eBooks com 80% de desconto


Com versões para iOS e Android o aplicativo Lev Saraiva foi desenvolvido pela empresa ucraniana Obreey Products

Em comunicado ao mercado, a Saraiva divulgou o lançamento de um novo aplicativo para leitura de e-books: o Lev Saraiva, disponível tanto para o sistema iOS como para Android. Segundo a empresa, trata-se de um “novo aplicativo gratuito para a leitura de livros digitais, desenvolvido para proporcionar a melhor experiência com e-books em qualquer dispositivo, hora e lugar“.

Ainda segundo o comunicado, “o aplicativo permite continuar a leitura do ponto exato onde foi interrompida, seja no próprio app em tablets e smartphones ou no LEV, o leitor portátil [e-reader] de livros digitais da Saraiva, criando, assim, um ecossistema integrado de acesso ao conteúdo“. E importante ressaltar que o aplicativo permite o acesso à biblioteca do usuário no ecossistema da Saraiva, mas, assim como os aplicativos Kindle da Amazon, não permite que compras de livro sejam feitas por meio dele. O novo aplicativo foi desenvolvido pela empresa ucraniana Obreey Products, que também produz uma linha de tablets androids e outra de leitores dedicados chamados PocketBook eReaders.

A Saraiva disponibilizou uma página com informações sobre o Lev Saraiva, que pode ser baixado aqui para a plataforma iOS e aqui para a plataforma Android. A empresa informa que já possui um catálogo de 50 mil e-books em português disponibilizado em sua loja.

O Lev, o leitor dedicado da Saraiva, acaba de completar seu primeiro aniversário no dia 5/8. E para comemorar o primeiro aniversário do seu gadget proprietário, a Saraiva vem desde a semana passada promovendo um mês com descontos de até 80% em seus e-books. As ações podem ser tanto instantâneas, durando apenas 24 horas, ou se estender por mais tempo. A loja também vem promovendo promoções de um título especial por dia, o que é bastante similar aos “Daily Deals” da concorrente Amazon. Entre as editoras participantes destas promoções estão Ediouro, Geração Editorial, LeYa e a própria editora Saraiva.

Por Carlo Carrenho | Publicado originalmente em PublishNews | 31/08/2015

Distribuidora de livros lança app voltado para professores de idiomas


A revista New Routes, publicação quadrimestral, produzida pela Disal Distribuidora e direcionada a profissionais de ensino de idiomas, ganha um reforço. É que a Disal acaba de colocar nas appstores um aplicativo pelo qual os leitores da revista poderão acessar seus conteúdos gratuitamente. A revista traz entrevistas e artigos de autores reconhecidos mundialmente e professionais de ensino de inglês, espanhol, francês, italiano e alemão, além de abordar assuntos relacionados a o que há de mais novo em materiais de ensino. O aplicativo está disponível para os sistemas Android e iOS.

PublishNews | 05/08/2015

Startup oferece soluções digitais para a Educação Superior


Editora Viva já tem soluções para Direito e, em breve, entrará nas áreas de Saúde e Finanças

Durante um ano, três baianos se debruçaram sobre o desafio de criar uma multiplataforma de educação superior que reunisse e-books, audiolivros e videoaulas nas áreas de Direito, Finanças e Saúde. O resultado acaba de ganhar corpo: a agregadora de conteúdos educacionais Editora Viva. O acesso pode ser feito via site ou via aplicativos na App Store e no Google Play. Um dos aplicativos já disponíveis é o Viva Direito ] para Apple e para Android], uma livraria jurídica digital, com conteúdos para estudantes de direito e para quem está se preparando para concursos públicos. Para o consumidor, funciona como uma livraria digital: ao fazer seu login, pode comprar e-books e acessar os livros digitais já comprados. O diferencial está nos conteúdos extras: vídeo aulas, notícias sobre o universo jurídico. Para Rico Néry, um dos sócios, a multiplataforma é voltada para um público ávido por consumo de informações e cada vez mais dependente de seus gadgets. “É preciso oferecer educação de qualidade dentro do universo digital”, defende. “Aplicativos não servem apenas para jogar ou conversar com amigos nas redes sociais. Eles também devem educar”, completa.

Para dar peso ao seu catálogo, os baianos fecharam parceria com provedores de materiais especializados, como a JusPodivm [líder no setor de vendas de material jurídico, com mais de 200 títulos publicados em 2014], a LTr, a Múltipla, o Instituto Baiano de Direito Processual e Penal [IBADPP] e a Freitas Bastos. Estendeu-se ainda para a área das finanças, fechando contrato com a AZ FuturaInvest [Azimut Group] para o desenvolvimento da sua segunda plataforma, a ClickInvest, que em breve será lançada no mercado.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 21/07/2015

Brasileiro cria “Cosmic” para estimular HQs nacionais


Plataforma Cosmic disponibilizará acervo de HQs a 16 reais mensais e reverterá 70% da receita aos autores e editoras. Lançamento acontece em novembro

Uma nova plataforma promete revolucionar o mercado nacional de quadrinhos. Chamado de Cosmic, o aplicativo de leitura digital vai disponibilizar um acervo de HQs seguindo o modelo de assinatura de streaming, que busca oferecer facilidade de acesso e disponibilidade em diversos dispositivos. O serviço tem lançamento previsto para novembro, com mensalidade de 16 reais.

De acordo com seus idealizadores, o Cosmic quer incentivar a criação nacional, cortando os custos de impressão e distribuição dos quadrinhos, proibitivos à maioria dos artistas independentes, que são obrigados a recorrer a sites de financiamento coletivo para viabilizar suas publicações.

Nos últimos anos, o preço cada vez mais alto do papel tem dificultado a venda e o acesso aos quadrinhos. Reduzindo custos de distribuição, pretendemos potencializar o papel mais importante das editoras, que é encontrar grandes talentos, criar selos e editar material de qualidade”, afirma Ramon Cavalcante, criador das webcomics Até o Fim do Mundo e Barafunda e um dos idealizadores da plataforma. “Nosso objetivo é facilitar a publicação digital para criadores e oferecer ao público de quadrinhos uma plataforma digital com todas as funcionalidades indispensáveis”.

O Cosmic se baseia em um sistema de remuneração por volume de leitura, onde 30% do valor das assinaturas fica com a plataforma para cobrir os custos de servidores, manutenção e equipe. Os 70% restantes são encaminhados às editoras e autores independentes proporcionalmente ao número de páginas lidas de suas respectivas obras.

Acreditamos que esse sistema recompensa editoras e autores que realmente trazem leitores e sustentam rendimento. Ele permite que um público razoável, mas fiel, gere renda significativa para a publicação”, explica Cavalcante.

Para o idealizador, o Brasil tem uma cultura de quadrinhos tradicionalmente rica, com editoras de sucesso e autores que publicam fora do país. Estudos internos do Cosmic apontaram para o hábito nacional de ler quadrinhos em dispositivos digitais visando comodidade e facilidade de acesso.

O mercado digital de leitura é uma tendência mundial, e o Brasil não é diferente. O leitor de quadrinhos gosta de colecionar, de ter a obra física para preservar e guardar, mas também gosta de experimentar e de ler muitas obras com facilidade, até para poder escolher o que vai comprar no impresso. Acreditamos que nosso modelo se encaixa perfeitamente nessa demanda”, pontua.

O cronograma de lançamento da plataforma ainda está em fase inicial e a periodicidade das atualizações, as editoras envolvidas e o tamanho do acervo inicial ainda não foram divulgados. “Pretendemos disponibilizar quadrinhos com uma boa frequência, com uma periodicidade que nos permita ter acesso a obras de alta qualidade e diversidade. No caso de séries, dependerá muito do ritmo do autor e será alinhado individualmente com autores e editoras”, esclarece Cavalcante, antecipando que nomes de renome integrarão o projeto, que prevê dezenas de títulos para seu lançamento.

O aplicativo gratuito do Cosmic poderá ser utilizado como solução única para a leitura de HQs baixadas pelo usuário [sendo ou não assinante], organizando os arquivos em uma biblioteca pessoal. As funcionalidades do leitor estarão disponíveis ainda este mês para Windows, Mac OS X e Linux. Para o lançamento do serviço de assinatura, o app ganha versões para Android e iOS.

Por Maria Clara Moreira | Publicado originalmentem em IDG NOW | 16/07/2015, às 16:57

IDGNow! é marca registrada da International Data Group, licenciada exclusiva no Brasil pela DigitalNetwork!Brasileiros, divisão de mídia digital da Brasileiros Editora

Brasil: o país do tablet, smartphone e Android


Por Carlo Carrenho | Publicado originalmente em Tipos Digitais | 22/06/2015

A IDC divulgou recentemente os números de vendas de tablets e smarthphones no Brasil em 2014, assim como suas previsões para 2015. No que se refere aos tablets, as vendas em 2014 ficaram abaixo da previsão da empresa de pesquisas. Ainda assim, vendeu-se 9,5 milhões de aparelhos no ano passado, quando a expectativa da IDC no início do ano era de 10,7 milhões. Ainda assim foi um crescimento de 20,25%. Para 2015, a IDC projeta queda de 2,11% nas vendas de tablets.

Os smartphones, por sua vez, superaram as expectativas. As vendas alcançaram 54,5 milhões em 2014, ou seja, um crescimento de 55,71% em relação ao ano anterior e 15,96% acima das projeções da IDC feitas há cera de um ano.

Como se vê, apesar da previsão de quedas nas vendas de tablets para 2015, o mercado continua bastante aquecido tanto para tablets como para smartphones. Eu continuo acreditando que o Brasil não é o país do e-reader dedicado, mas sim do tablet e do smartphone, como já expus aqui.

Aliás, esta força do tablet e do smartphone em terras tupiniquins é o que explica o market share relativamente alto de Google e Apple nas vendas de e-books no Brasil. Juntas, as empresas devem responder por cerca de um terço do mercado brasileiro, o que é algo bem acima que a média mundial.

Aliás, vale lembrar que o Android, da Google, domina tanto o mercado de smartphones quanto de tablets no Brasil, com market shares próximas ou acima de 90%. O e-Marketer publicou recentemente um artigo sobre a evolução da participação de mercado dos sistemas operacionais de smartphones no Brasil. A tabela abaixo foi originalmente publicada no artigo.

E o gráfico a seguir apenas permite visualizar o poder absoluto do Android no Brasil.

Clube Leiturinha lança serviço de assinatura de eBooks


Leiturinha Digital oferece acervo de 500 títulos para crianças de 0 a 12 anos

A Leiturinha, que mantém um clube de assinatura de livros infantis, o Clube Leiturinha, expandiu suas operações e acaba de lançar a  Digital, um acervo de e-books infantis, disponíveis ilimitadamente por meio de assinatura mensal. Para ter acesso ao catálogo com mais de 500 títulos para crianças de 0 a 12 anos, o assinante realiza a sua inscrição e recebe um e-mail com o link para baixar o aplicativo, disponível para tablets com sistemas IOS e Android.  O valor da assinatura mensal é de R$ 12,90. A Leiturinha Digital já possui cerca de 10 mil usuários. A previsão é chegar até o final deste ano com 50 mil e triplicar o acervo atual de títulos. Para obter mais informações sobre o serviço, clique aqui.

PublishNews | 02/06/2015

O eBook cuja história viaja com o leitor


Imagine ler um eBook cuja história se passa na cidade onde você está. Rio de Janeiro, Bueno Aires, Nova Iorque, Paris, Roma e Liboa. Trip Book Smiles é o primeiro eBook que se adapta ao roteiro da viagem do leitor.

O leitor também pode ter a experiência do Trip Book Smiles quando quiser. Basta baixar o aplicativo para iOS ou Android e embarcar nesta aventura. O leitor baixa o aplicativo Trip Book Smiles. Viaja e leva o tablet com ele. O aplicativo reconhece a cidade onde ó leitor se encontra e a versão do eBook correspondente.

Confira o case!

Marcelo Rubens Paiva lança livro digital onde a história viaja junto com leitor


O escritor Marcelo Rubens Paiva escreveu uma história diferente, que vai viajar junto com seus leitores. É um romance que muda de locação de acordo com o lugar do mundo onde o leitor está. A história é sempre a mesma, a trama também, mas as referências culturais e geográficas [museus, praças, restaurantes, etc.] mudam de acordo com o roteiro de viagem do leitor.

Para criar o “Trip Book Smiles”, a FCB Brasil desenvolveu uma tecnologia especial que identifica onde o leitor está por geolocalização. Ele estará disponível em e-reader especial e também em um aplicativo, que poderá ser baixado gratuitamente para usuários de iOS e Android.

O “Trip Book” será lançado no dia 27 de abril e abre caminho para um novo jeito de contar histórias. É o primeiro do gênero no país e faz parte das comemorações de 20 anos do programa de fidelidade Smiles . As primeiras cidades disponíveis são Buenos Aires, São Paulo, Lisboa, Rio de Janeiro, Roma, Paris e Nova York.

PUBLICADO ORIGINALMENTE EM VIAGEM LIVRE | 16/04/2015, às 13:46

Biblioteca virtual E-volution ganha novo layout


Biblioteca virtual da Elsevier tem mais de 600 obras

A biblioteca digital e-volution, da Elsevier, ganha novo layout, funcionalidades e recursos. Com mais de 600 títulos no seu acervo, composto por obras acadêmicas e profissionais, a nova plataforma ganha versões mobile feitas para Android e iOS, que permite o acesso off-line aos e-books via smartphones e tablets. Além disso, os usuários passam a ter a possibilidade de fazer anotações e marcações no texto e os livros passam a ser enriquecidos com conteúdos multimídia [vídeos, animações, banco de imagens, testes online, casos clínicos, etc].

PublishNews | 12/03/2015

Mauricio de Sousa lança app com mais de 500 gibis da Mônica


Quadrinhos da Turma da Mônica publicados desde a década de 1980 ganham aplicativo que garante acesso a 50 edições por vez mediante assinatura

 

Primeiras edições de ‘Turma da Mônica’ surgiram na década de 1960. FOTO: Reprodução

Primeiras edições de ‘Turma da Mônica’ surgiram na década de 1960. FOTO: Reprodução

SÃO PAULO – Mauricio de Sousa acaba de dar o passo mais importante da história da sua franquia, a Turma da Mônica, no meio digital. O cartunista colocou no ar o aplicativo Caixa de Quadrinhos que oferecerá acesso a todo o acervo de revistas publicadas desde a década de 1980 mediante assinatura.

O usuário poderá optar por uma assinatura mensal [US$ 5 no iOS, e R$ 13,07 no Android] ou anual [US$ 40 no iOS, e R$ 104,96 no Android] e ter acesso a 50 edições por vez. As revistas escolhidas serão substituídas por outras quinzenalmente. Quem optar por não assinar, terá acesso apenas a algumas tirinhas [e não a revistas completas].

No total, temos mais de 500 revistas digitalizadas”, diz Marcos Saraiva, gerente comercial da área digital da Mauricio de Sousa Produções. “O Mauricio avalia todo roteiro já publicado entre bom e ótimo. Para as primeiras edições do aplicativo, a gente escolheu as mais bem cotadas.

No acervo disponível, é possível filtrar as histórias que se quer ler por personagens, como Magali, Cebolinha, Cascão ou Chico Bento. O aplicativo permite também que se baixem edições para serem lidas dentro do app mesmo quando o usuário não estiver conectado. Caso a assinatura seja cancelada, as edições deixam de estar acessíveis automaticamente.

Há alguns anos, já tínhamos claro a direção que o digital apontava. Por isso, começamos a investir e, assim, fizemos apps de games, começamos a trabalhar forte nas redes sociais e remodelamos o site”, disse. “Mas o objetivo sempre foi colocar o conteúdo onde as crianças estão, e há tempos a plataforma dos tablets vem se mostrando forte nesse sentido.

Além das edições históricas do acervo, a ideia é concentrar no aplicativo diversos produtos, inclusive uma espécie de banca virtual para a venda das versões digitalizadas dos gibis da marca conforme forem para as bancas [físicas]. Para o futuro, a ideia é traduzir o aplicativo [e as revistinhas] para outros idiomas.

‘Mauricio de Sousa nunca acreditou na canibalização do digital’. FOTO: Estadão

‘Mauricio de Sousa nunca acreditou na canibalização do digital’. FOTO: Estadão

A empresa de Mauricio de Sousa está otimista sobre a recepção que o aplicativo terá. “Acreditamos que entre seis meses e um ano vamos ter o investimento recuperado”, disse Saraiva, sem dar valores.

Tem uma demanda forte de gente que sempre pediu versões digitais dos gibis para o Mauricio. E ele sempre viu isso de forma positiva, nunca acreditou na canibalização da revista física pelo digital. Para ele, são produtos complementares.

A gente esperou o momento certo para apostar nesse modelo de assinatura”, diz Saraiva. “E, a nosso favor, temos essa maior maturidade gerada com a penetração de smartphones e tablets no Brasil.

O aplicativo pode ser baixado gratuitamente em celulares e tablets Android e iOS.

Por Murilo Roncolato | Publicado originalmente em O Estado de S. Paulo | 10/03/2015, às 19h04

40 mil freeboks estão disponíveis na plataforma Kobo/Livraria Cultura


São tantas as novidades e inovações no campo tecnológico que cada vez mais nos encontramos ao alcance de apenas um clique de distância de nossas necessidades, desejos e curiosidades.

Sabendo disso, o aplicativo Kobo nos dá a oportunidade de ter fácil acesso ao conhecimento, cultura e diversão. Por que? O Kobo disponibilizou agora mais de 40 mil livros digitais totalmente grátis, além de todos os outros ebooks pagos. Incluindo na sua biblioteca digital best-sellers, histórias infantis, clássicos, lançamentos e muitas outras variedades.

Para os interessados em uma boa leitura, o app pode ser baixado para as plataformas iOS, Windows, Android, em dispositivos Blackberry, no Google Play para aparelhos móveis e também no seu Mac ou PC. E pode ser baixado gratuitamente.

Para completar toda a dedicação que o aplicativo tem com o cliente, pensando no seu conforto há recursos que te ajudam a ler onde estiver. Está indo dormir? Diminua o brilho da tela e acione o modo de leitura. A iluminação do ambiente está fraca? Basta aumentar o brilho. Você ainda pode optar por diferentes estilos de fontes para evitar que a vista fique cansada.

Saiba mais sobre o aplicativo Kobo.

Diário da Manhã – 27/02/2015

Widbook permite acesse a conteúdo de 1.400 livros pelo celular


Nos tempos de compartilhamento de músicas e vídeos, em que a aprovação ou reprovação dos artistas vêm em tempo real, e até mesmo discos, filmes e séries de tevê saem do papel graças aos fãs, era de se imaginar que uma hora ou outra os livros entrariam nesse mesmo processo. Criada por um grupo de jovens empreendedores brasileiros, o  possibilita às pessoas do mundo todo, sozinhas ou em grupo, escreverem seus próprios livros ou enviarem colaborações para obras de outros autores, tornando-se coautores.

O Widbook lanç0u um aplicativo gratuito de leitura. Disponível inicialmente para Android, o app possibilita acesso grátis a mais de 1.400 livros da plataforma além da interação entre os usuários da rede, que poderão seguir seus autores favoritos, comentar as obras e postar no mural um dos outros.

No celular ou tablet, é possível montar uma estante com os seus livros favoritos, enviar comentários e feedbacks. O app ainda permite continuar a leitura de uma obra a qualquer momento e lugar, além de dar acesso a um livro antes mesmo de ser lançado.

Faça o download gratuito do aplicativo.

Canal do Ensino

Os melhores ‘apps’ para ler e estudar


unnamedFolhas de papel, agendas, cadernos, livros. Quilos e quilos de papel que até poucos anos atrás pesavam sobre as costas e ocupavam mochilas, bolsas e mesas. Estão desaparecendo, pouco a pouco, da vida dos estudantes. A digitalização dos alunos nas universidades caminha no mesmo ritmo que eles; segundo o último estudo do serviço de telefonia Tuenti Móvil e da empresa de pesquisa de mercado IPSOS, 84% dos jovens pesquisados se conecta à Internet a partir do telefone celular e 40% utiliza o aparelho para estudar, trocar anotações ou trabalhar em grupo.

Celulares e tablets foram banindo a caneta e o papel para melhorar, maximizar e otimizar as tarefas dos universitários; deixaram que ser um elemento de distração durante as aulas para se tornarem uma ferramenta de trabalho. Quase sempre. Álex Rayón é professor na Faculdade de Engenharia da Universidade de Deusto e responsável pela TI [Tecnologia da Informação] nesse centro universitário. É ele quem está colocando em funcionamento a maquinaria que habilita as tecnologias de informação e comunicação na universidade basca: “Todo o plano de formação em competências digitais. Acredito que com isso é preciso ser valente”.

Os alunos ainda sentem dificuldades no uso dos aplicativos durante as aulas, embora fora delas isso já se tornou um hábito. “Os professores demoram em se acostumar. O maior medo é que, com o telefone na mão, os alunos possam estar fazendo outras coisas que não sejam da disciplina”. Facebook, Twitter, Whatsapp. “O que acontece então? Os celulares são proibidos em sala de aula”, conta Rayón. “Mas o que devemos fazer, e o que eu tento a cada dia, é levar as aulas ao celular, monopolizar a atenção dos alunos”.

Rayón dá aulas de Inovação e empreendedorismo na Universidade de Deusto e de Estratégia digital na Deusto Business School. Uma parte delas navega na nuvem, no Youtube e no Google Drive. “Quando os alunos fazem seminários, peço que gravem; depois postamos o material em canais temáticos que criamos no Youtube e se faz uma revisão por grupos. É uma das formas de levar a aula ao ambiente dos dispositivos móveis”. Com a ajuda de aplicativos como o Evernote, para gestão de conteúdos, e o Mindomo, para criar mapas conceituais, Rayón consegue colocar a aula no celular. “E não ao contrário, para aproveitar ao máximo todos os recursos disponíveis”.

Para ajudar a atingir esse objetivo, apresentamos os melhores aplicativos de iOS, Android e Windows Phone para compactar o curso.

Com a mão levantada

Para não perder o hábito de mover o pulso e o cotovelo ao escrever, reunimos aplicativos com os quais você poderá continuar escrevendo de forma tradicional, mas sobre uma tela.

  • Penultimate: Um aplicativo simples, intuitivo, extremamente bem cuidado visualmente e com uma gestão impecável da tinta. Pode-se escrever com o dedo, mas para aproveitá-lo ao máximo um stylus é a melhor opção. Disponível para iPad e gratuito.
  • Papyrus: Clara e fácil de usar, essa ferramenta tem uma janela para os clientes do Google Play for Education, que podem instalar este app e o Papyrus Licence EDU 2014-2015 para desbloquear as vantagens da versão premium. Disponível para Android e gratuito.
  • OneNote: A ferramenta para tomar notas do pacote Office da Microsoft é uma plataforma agradável e limpa visualmente. Permite escrever à mão, embora seja recomendável um lápis adequado. Disponível para Windows Phone, iOS e Android de forma gratuita.

Organizado e a tempo

Para quem não se importa em prescindir de agendas, post-its e papeizinhos no meio de dezenas de cadernos, seis ferramentas que ajudam a organizar, lembrar e guardar.

  • Evernote: Para tomar notas, fazer fotos, criar listas, gravar voz, guardar links. Tem sincronização na nuvem e capacidade para fazer apresentações com um clique. Gratuito. Para iOS, Android e Windows Phone em versão gratuita, premium [5 euros por mês, cerca de 14,65 reais] e business [10 euros por mês como usuário].
  • iStudiez Pro: Combina agenda, lista de tarefas e anotações com uma interface fluída e visualmente bonita. Disponível para iOS e Windows Phone por 8,7 euros.
  • My Study Life: Agenda, lista de tarefas e avisos em um único aplicativo para iOS, Android e Windows Phone. Gratuito.
  • Any.do: Combina tudo, do calendário à lista de tarefas. Sincroniza e compartilha com outros dispositivos. Com cada nova mudança, seus desenvolvedores sempre repetiram o mesmo: “Há muitos apps para cada coisa, por que não usar um que sincronize tudo?”. Disponível para iOS e Android de forma gratuita.
  • FantastiCal 2: Um calendário intuitivo, completo e com aperfeiçoamentos contínuos. Só está disponível para iOS, por 4,99 euros.
  • Wunderlist: Um aplicativo simples e intuitivo para organizar e compartilhar tarefas. Para iOS e Android, tem uma versão gratuita e outra paga, por 4,20 euros.

Guardar e compartilhar

Antes, se tiravam fotocópias. Agora, sobem-se arquivos à nuvem. Três lugares virtuais onde armazenar qualquer tipo de arquivo e poder acessá-lo a partir de qualquer dispositivo, compartilhar com os colegas do grupo de trabalho ou com os professores.

  • Google Drive: Compartilha, edita e guarda de forma instantânea. Disponível para iOS, Android e Windows Phone e gratuito.
  • Dropbox: Tudo vai para a nuvem, para consultar e sincronizar de forma instantânea com outros dispositivos. Para iOS, Android e Windows Phone de forma gratuita.
  • OneDrive: É o serviço de armazenamento de arquivos da Microsoft, embora tenha aplicativos para iOS e Android. Gratuito até 15 GB.

Página a página

Para muitos, o romantismo de virar as páginas dos livros e sentir seu aroma não é motivo suficiente. Nos leitores digitais se podem armazenar milhares de títulos, todos disponíveis de forma imediata.

  • iBooks: É o aplicativo da Apple para baixar e ler livros, sublinhar e acrescentar notas. Tem acesso direto à biblioteca da empresa da maçã.
  • GoodReader: Para ler e tomar notas em arquivos; sincroniza com o Dropbox, OneDrive, SugarSync, e qualquer servidor SFTP, FTP, SMB, AFP ou WebDAV. Disponível apenas para iOS, por 4,2 euros.
  • Kindle: A experiência e a interface dos clássicos do Kindle transformados em um aplicativo disponível para iOS, Android e Windows Phone de forma gratuita.

Sempre útil

Para escanear, fazer cálculos ou desconectar a rede wifi, que às vezes se torna mais tentação do que ajuda, uma reunião de aplicativos que podem ser um auxílio pontual.

  • Quick Graph: Uma potente calculadora gráfica com versão premium por 1,7 euros. Disponível apenas para iOS, embora seus desenvolvedores estejam trabalhando em uma versão para Android.
  • Genius Scan e CamScanner: Dois aplicativos para escanear, digitalizar, editar e enviar documentos e fotografias. Ambos disponíveis para iOS, Android e Windows Phone de forma gratuita.
  • Ommwriter: Se você não é capaz de desconectar a rede wifi do tablet ou não consegue pôr o celular em modo avião, este aplicativo lhe ajudará a se concentrar para trabalhar. Enquanto estiver aberto, as notificações não o atrapalharão. Disponível apenas para iOS, por 4,99 euros.
  • Pocket: Bolso virtual que permite guardar artigos, vídeos ou fotografias a partir de qualquer Web ou aplicativo para vê-los mais tarde. Disponível para iOS e Android e é gratuito.

El País | 28/01/2015

“Nuvem de Livros” abre biblioteca virtual e “democrática” na Espanha


Democrática, plural e muito responsável. Assim define a “Nuvem de Livros” o criador do projeto, Jonas Suassuna, que após conseguir 2,5 milhões de assinantes para 14 mil títulos no Brasil, desembarca nesta quarta-feira na Espanha com uma biblioteca virtual “rigorosa e ampla” a 3,99 euros por assinatura, metade do valor habitual.

Suassuna, presidente de Grupo Gol, apresentou hoje em Madri junto com o executivo-chefe da plataforma, Roberto Bahiense, e o diretor-geral da Fundação Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes, Manuel Bravo, um projeto que, afirmou, terá versões em francês e inglês, além de português e espanhol.

A ideia de Suassuna, segundo o próprio, é de que a plataforma, que oferece títulos de todos os gêneros, de romance a atlas, jogos educativos e notícias em tempo real, produzidas em mais de 160 países pelas agências Efe e France Press, seja neste mesmo ano uma realidade também em Portugal, México, Chile, Peru, Argentina “e a parte espanhola” dos Estados Unidos.

Ao contrário de outras bibliotecas digitais, a “Nuvem de livros” oferece um catálogo “rigoroso e amplo”, que inclui clássicos da literatura e conteúdos da Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes, que por enquanto abriga 420.000 títulos.

Na Espanha, onde começará funcionando com suporte da operadora de telefonia móvel Orange, já oferece 3.000 referências bibliográficas, selecionadas “com rigor e critério” por editores e “curadores”, sem “aceitar conteúdos publicitários”, explicou o presidente do Grupo Gol.

Quando comecei com esta ideia, nem meu cachorro acreditava nela. É preciso dizer que o Brasil tem o mesmo número de livrarias que Buenos Aires, ou seja, um país com muito baixa capacidade de leitura. Me diziam que estava louco, e quando há três anos nos estabelecemos na Espanha, me perguntaram ‘como você vai para um país em crise?’. ‘Porque os brasileiros amamos as crises’, respondia“.

Suassuna optou pela Espanha – “onde estão os melhores editores do mundo” – como segunda nação de desenvolvimento de seu projeto porque o país “é encantador” e queria que fosse “a central de operações para a Europa”. Além disso, afirmou estar “muito satisfeito” com o trabalho desenvolvido até agora, com o “grande” apoio de empresas como a Agência Efe, ressaltou.

O criador do projeto reiterou que apesar de os internautas terem que pagar para acessar a Nuvem de Livros, o valor “é muito pequeno, a metade do que a concorrência cobra e em relação ao muito que oferece”, uma biblioteca “pertinente e próxima”.

Os conteúdos podem ser acessados por meio da Orange – com a possibilidade de pagar o serviço pela conta de telefone – pelo site “www.nubedelibros.com” ou um aplicativo próprio [disponível para Android e iOS no Google Play e na App Store], e durante os primeiros 30 dias poderão ser testados gratuitamente.

O Grupo Gol também tem o plano de expandir sua “Nuvem do Jornaleiro”, que no Brasil já oferece 300 publicações e as notícias de EFE, AP, AFP e BBC, que fazem de tablets e celulares o “suporte frenético da leitura de notícias”, uma ferramenta que começará a funcionar em seis meses na Espanha.

Já Roberto Bahiense lembrou que, como diz Umberto Eco, a internet é “perigosa para o ignorante e útil para o sábio”, “um mundo selvagem” que pode “fazer mal” se não for hierarquizado e organizado.

A Nuvem de Livros, disse, se insere na tradição que goza “do silêncio absoluto dos templos”, nos quais reinam “os deuses das palavras”, ou seja, as bibliotecas, “mas sem sua segunda parte”, “tecas”.

“É preciso deconstruir respeitosamente esse sufixo e deixar de considerar ‘teké’, em seu significado de depósito, de caixa. As bibliotecas físicas se transformarão em espaços simbólicos”, previu Bahiense, seguro de que o futuro passará por “uma assembleia de usuários do conhecimento estejam onde estiverem”.

Após sua experiência no Brasil, acrescentou, o desafio da Nuvem é “oferecer a uma sociedade culturalmente rica e exigente como a Espanha uma biblioteca responsável, contemporânea e atrativa que atenda as exigências de uma sociedade mais madura”.

Manuel Bravo, por sua vez, lembrou que a Fundação Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes começou a colaborar com o Grupo Gol em 2013 e que, desde então, as duas entidades desenvolveram “um projeto muito complementar” que terá, segundo ele, “um grande sucesso na Espanha e na região ibero-americana” por seu “excelente catálogo”.

Da Nuvem de Livros fazem parte índices das editoras Nowtilus, Siruela, Susaeta, DK, Nórdica, Roca Editorial, Internet Academi, UNED, Geointeractiva e Elesapiens, entre outras.

Por Agência EFE | Publicado originalmente por Info Online | 21/01/2015

Estudo afirma que livros digitais estão em 95% das bibliotecas dos EUA


Em 2013, percentual de bibliotecas adeptas ao ebook era de 89%.Média de publicações digitais por estabelecimento é de 20.244.

Livros digitais, os chamados ebooks, estão presentes em 95% das bibliotecas públicas dos Estados Unidos, de acordo com uma pesquisa anual sobre o tema feita pela publicação especializada “Journal Library”.

O estudo acompanha a expansão dos livros digitais desde 2010 e na edição de 2014 captou um aumento na quantidade de bibliotecas adeptas às versões digitais. Entre 2013 e 2012, 89% desses estabelecimentos disponibilizavam ebooks. Quando a pesquisa começou a ser feita, o índice de aceitação era de 72%.

Em média, as bibliotecas norte-americanas possuem em seu acervo 20.244 livros digitais. Esse número, no entanto, é puxado para cima por grandes instituições. Aquelas que declaram não oferecer ebooks não o fazem por falta de recursos. No entanto, um exemplo da mudança dos ares nos EUA foi a abertura em 2013 de uma biblioteca em San Antonio [Texas] totalmente dedicada a livros virtuais.

Os livros digitais podem ser lidos em leitores digitais especializados como o Sony Reader, o Nook, da livraria Barnes & Noble, e o Kobo, vendido no Brasil pela Livraria Cultura, e o Kindle, da Amazon. Também são consideradas plataformas destinadas à leitura virtual o iPad, da Apple, e os tablets que rodam o sistema operacional Android, do Google.

Os empréstimo digitais variam conforme o sistema utilizado. Alguns necessitam da criação de uma conta pessoal do usuário que deve ser pareada à da biblioteca para que o ebook seja transferido de uma estante para outra via cabo USB. Outros permitem com alguns cliques a cessão de um livro de um lugar para outro, que automaticamente exibe a publicação assim que ocorre uma sincronização.

Publicado originalmente em Portal G1 | 01/12/2014, às 09h06

Escribo entra no mercado do livro didático digital


Uma tecnologia made in Pernambuco poderá ser acessada por 15 milhões de alunos a partir do próximo ano. A empresa pernambucana Escribo vai disponibilizar o livro digital junto com o livro didático de papel aos alunos das escolas públicas comprados pelo governo federal a duas grandes editoras, que detêm 25% do mercado do livro didático brasileiro. “Os alunos vão receber um voucher que dá direito a baixar o livro digital. Ainda não sabemos quantos estudantes e professores vão fazer isso”, explica o diretor presidente da Escribo, Américo Amorim. A Escribo é o novo nome da empresa D’accord que começou fazendo softwares para ensinar as pessoas a tocarem instrumentos em 2001.

O livro digital produzido pela Escribo tem o mesmo conteúdo do impresso, acrescentando um conteúdo interativo, que inclui jogos e simulações. “Customizamos o leitor digital com a cara da editora que é a nossa cliente. Fornecemos à editora mecanismos para acelerar a produção de conteúdo digital interativo com mais rapidez e menos custos”, diz Américo. A empresa investiu mais de R$ 1 milhão este ano na melhoria da plataforma do Livro Educacional Digital [LED] e contou com o apoio da Financiadora de Estudos e Projetos [Finep] do governo federal e do CNPq para desenvolver essa tecnologia.

A plataforma é complexa e inclui desde o software para a criação do livro até o sistema operacional usado pelo usuário. A plataforma faz a adaptação ao sistema operacional usado pelo usuário, tornando possível a leitura em vários sistemas, como o Linux, Android, IOS, entre outros. “Para as empresas, o custo de fazer essa adaptação seria alto, porque envolve o custo do desenvolvimento e o dos testes”, explica Américo.

A entrada da empresa no mercado de livros ocorreu aos poucos. Em 2010, começou a comercializar os livros impressos [dos alunos e dos professores] para auxiliar os softwares desenvolvidos com a finalidade de habilitar os mestres de artes a ensinar música. Hoje, seis prefeituras usam esse sistema.

A inovação é uma matéria-prima da Escribo que hoje concorre com uma empresa de São Paulo e com uma grande multinacional americana no mercado do livro didático digital brasileiro. “O nosso foco está mais nas escolas. É um mercado que está pipocando. A nossa ideia é que mais uma grande editora passe a usar a nossa plataforma”, conta Américo. Se isso ocorrer, a Escribo passará a ter 50% do mercado do livro digital didático no Brasil.

Ainda na época da D’Accord, a empresa ganhou os Prêmios Finep de Inovação em 2009 e 2012, além do Santander Inovação. “Isso foi muito importante para ter respaldo e conversar com empresas grandes. Geralmente, as corporações maiores têm medo de fornecedores pequenos e nordestinos”, afirma. Outro fator que contribuiu muito para o crescimento da empresa foi um aporte financeiro realizado pelo Criatec, o fundo semente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social [BNDES].

A empresa espera registrar um crescimento entre 30% e 40% este ano e emprega 20 pessoas. O faturamento da Escribo no ano passado chegou a R$ 1,6 milhão. Desse total, 80% representam o livro digital e 20% os softwares que ensinam música.

A empresa nasceu dentro do Centro de Informática [CIn] da Universidade Federal de Pernambuco [UFPE] com a ideia de fazer um software para ensinar as pessoas a tocarem violão. “Agora, somente a parte musical continuará com o nome da D’Accord, que passou a ser uma parte da Escribo. A palavra significa a pessoa que escreve em espanhol”, conclui Américo.

Jornal do Commercio Online | 23/11/2014

Rede social de livros lança app para iPhone


Nessa semana, a Skoob, que se orgulha de ser a maior rede social de leitores do Brasil, fez uma atualização do sistema e trouxe algumas novidades. Na última quarta-feira, foi a vez de usuários do sistema operacional iOS terem acesso a um app pelo qual podem compartilhar suas leituras, escrever resenhas e usar a câmera do seu celular ou tablet para escanear o código de barras do livro, o que ajuda a catalogar os livros por meio do ISBN, já puxando alguns metadados da obra. A versão para Android está em fase de testes e deve sair ainda esse ano. Os usuários também podem ler os primeiros capítulos de obras disponibilizadas pelas editoras. A Skoob já alcançou a marca dos 1,8 milhão de usuários, que em 2014 leram aproximadamente 5,6 milhões de livros. O mais lido em 2014 foi A culpa é das estrelas, com mais de 100 mil leitores. A comunidade é composta majoritariamente por mulheres [72%], que leem três vezes mais do que os homens, conforme informou os administradores da rede.

PublishNews | 20/11/2014

Tocalivros quer ser a Amazon dos audiolivros


Um dos melhores livros que Ricardo Camps já leu foi Crime e castigo, de Fiódor Dostoiévski. Ou melhor, é um dos melhor livros que Camps já ouviu. Ele é um dos sócios da startup Tocalivros, que começou suas operações oficialmente na última terça-feira [11]. Camps e seus sócios perceberam que existia um mercado não explorado aqui no país. Tudo que havia eram livros em CDs. Foram negociações com editoras e gravações de alguns títulos para o lançamento da Tocalivros. Além disso, foi desenvolvida uma plataforma completa, toda feita no Brasil. A Tocalivros chega com foco em apps para smartphones. Já estão disponíveis versões para iOS e para Android. A ideia é que o Tocalivros seja capaz de produzir 20 livros narrados por mês. Para isso, já são 50 narradores trabalhando em seis estúdios diferentes. A ideia dos audiolivros procura respaldo nos hábitos dos brasileiros. De acordo com uma pesquisa do Ibope, 50% dos entrevistados afirmaram não ler mais por falta de tempo. Um livro de 300 páginas tem em média seis horas de narração, de acordo com o Tocalivros. “Se uma pessoa passar meia hora no trânsito ouvindo um livro, em uma semana ela terá ouvido um livro completo”, afirma Camps.

Por Victor Caputo | Exame | 12/11/2014

Livros para ouvir


Chegam ao mercado brasileiro duas plataformas de audiolivros para smartphones e tablets

ubook.com.brOs audiolivros demoraram para se adequar aos novos tempos. No Brasil, a transposição do conteúdo de um livro para o formato em áudio era comercializada, até pouquíssimo tempo, somente em CDs. Demorou, mas os provedores desse tipo de conteúdo começam a aparecer. Já está no ar – e disponível para iOS e Android – o UBook. A plataforma cobra R$ 18,90 por mês [ou R$ 4,99 por semana para clientes Claro] e os usuários têm acesso ilimitado ao seu catálogo de mais de mil títulos, segundo os idealizadores do projeto Flávio Osso e Eduardo Albano, respectivamente CEO e diretor de parcerias. Cinco dias depois do lançamento, Osso e Albano garantem que amealharam mais de 20 mil usuários. Indo mais ou menos pelo mesmo caminho, a TocaLivros prepara o lançamento oficial de sua plataforma para novembro [uma versão beta entra no ar em meados de outubro]. De diferente, a TocaLivros optou pela venda unitária dos audiolivros, ao contrário da UBook, que adotou o serviço de subscrição.

http://tocalivros.comEm comum, a UBook e a TocaLivros têm a preocupação de criar um mercado de audiobooks no Brasil. “Não é que o mercado de audiolivros é fraco no País. Ele não existe ainda”, comenta Osso. “A nossa missão é difundir o audiolivro. Queremos, junto com as editoras, fomentar esse mercado no Brasil”, defende Marcelo Camps, que ao lado do irmão Ricardo Camps, fundou a TocaLivros. Os irmãos Camps acreditam que o formato em áudio se molda bem à cultura do brasileiro. “O brasileiro lê pouco, mas quer aprender sem perder tempo”, observa Ricardo. É na interseção dessas duas coisas [tempo x querer aprender] que os empreendedores apostam.

O mercado no Brasil é mesmo muito pequeno. “Não é que o audiolivro seja um mau negócio. O meio do audiolivro é que era equivocado. Não enxergamos que o mercado está falido. Para nós, o mercado ainda não aconteceu”, defende Eduardo Albano. E de repente, eles têm razão. Não há dados no Brasil, mas estima-se que o mercado recebe, a cada ano, algo entre 30 e 50 novos títulos em audiolivros. Nos EUA – onde nasceu a Audible, comprada pela Amazon -, a coisa é bem diferente. De acordo com a Audio Publishers Association, o mercado norte-americano tem mais de 18 mil títulos, cresce a taxas de 10% ao ano e movimenta mais de US$ 800 milhões ao ano.

Modelo de negócios

Se na ponta do consumidor a TocaLivros e a UBook diferem [uma vende o audiolivro em formato digital enquanto que a outra vende a subscrição], na ponta da editora as duas se assemelham em alguns pontos. As duas empresas fornecem um modelo de parceria, em que produzem o audiolivro, sem custas às editoras parceiras [os custos de produção podem chegar a R$ 20 mil]. No caso da UBook, as editoras que colocarem audiolivros produzidos por elas recebem pelo simples fato de estarem no catálogo e também pela audiência [vezes em que o audiolivro foi acessado pelos usuários]. Já a TocaLivros remunera as editoras garantindo parte do valor arrecadado por cada título, exatamente como funciona em livrarias de livros físicos.

Outra coisa em comum, as duas plataformas garantem a segurança dos arquivos, com sistemas anti-pirataria e um dashboard pelo qual as editoras podem acompanhar em tempo real o desempenho de cada um dos seus títulos.

Rede Sociais

A UBook promete para breve o lançamento de uma nova fase da plataforma que vai passar a funcionar como uma rede social. A ideia é que os usuários troquem informações sobre os títulos, criem grupos de discussões sobre livros e compartilhem trechos pela rede social. Mais para frente, a UBook quer se tornar em uma grande marketplace do audiolivro, reunindo em uma mesma página editores ou escritores que querem produzir um audiolivro e profissionais envolvidos na cadeia de produção do audiolivro. Mas, por enquanto, são planos para o futuro. Há que se esperar que o mercado passe a existir.

Por Leonardo Neto | Publicado originalmente em PublishNews | 08/10/2014

Pesquisa mostra como estudantes usam smartphones para estudar


Pesquisa realizada pela rede colaborativa para estudantes universitários Passei Direto traz levantamento sobre comportamento de estudantes em relação ao uso de smartphones. Segundo o estudo, 94,5% deles têm acesso à internet pelo celular, e somente 5,2% deles não possuem smartphone. A pesquisa apontou também que os jovens têm preferência pelo sistema Android, com 68% de usuários; em seguida vem o iPhone com 17%. A maioria, 64%, prefere acessar aplicativos pelo smartphone, e apenas 24,5% acessam sites também.

A enquete foi realizada entre junho e agosto deste ano com 2.143 universitários do norte ao sul do país. Os dados foram coletados pela SurveyMonkey, principal fornecedor mundial de soluções de questionário pela web e que permite análises estatísticas das respostas coletadas. De acordo com Rodrigo Salvador, gestor e criador da rede Passei Direto, o assunto é atual e relevante. “Decidimos fazer a pesquisa devido à importância que os celulares ganharam na vida das pessoas, por sua versatilidade como veículo de informação e interação coletiva. Além disso, faltam fontes de dados secundários sobre este tema“, explica.

A pesquisa confirmou que o uso da internet para estudar e a formação de grupos on-line para ajudar nas tarefas acadêmicas é um hábito consolidado entre os estudantes. 87% dos universitários afirmaram que fazem pesquisa on-line e 61,5% não fazem anotações das matérias em sala de aula. 22% estudam em grupo e 13% trocam informações por WhatsApp. Antes de uma prova, 58% acessam seus aparelhos inteligentes. Veja mais dados da pesquisa no infográfico abaixo.

A Passei Direto é uma rede social de estudos para universitários, que apresenta uma nova maneira de estudar. No ar há 1 ano, tem mais de 2 milhões de usuários de todas as universidades do Brasil. Por meio da rede, os usuários podem trocar dicas, compartilhar materiais de estudo, mensagens e oportunidades de estágios, além de tirar dúvidas e debater assuntos de todas as disciplinas, cursos e universidades.

Publicado originalmente em Correio Braziliense | 07/10/2014

Amazon brasileira tenta popularizar loja de apps


Mais conhecida pela venda de livros, empresa faz promoção que oferece de graça títulos que normalmente são pagos

SÃO PAULO | Apesar de mais conhecida por seu negócio de venda de livros, a Amazon no Brasil vem procurando reforçar sua presença também através de sua loja de aplicativos.

Já há um bom tempo, a Amazon App Store oferece todos os dias um aplicativo pago de graça, através do programa App Grátis do Dia. Como parte desta ação, a loja disponibilizará 24 apps e jogos pagos gratuitamente. Segundo a empresa, os apps e jogos somados valem mais de R$ 330. A promoção é válida de hoje até sábado.

Considerando que os aplicativos mais populares já são gratuitos [como WhatsApp e Facebook], quais seriam os benefícios da promoção para o usuário? “Os apps que estamos oferecendo são ‘premium’”, explica Milton Neto, diretor da Amazon App Store no Brasil. Entre os títulos oferecidos na promoção estão o Genius Scan+, que custa originalmente R$ 15,49, e o dicionário de língua inglesa Merriam-Webster’s Third New International, que, de acordo com a empresa, custa R$ 131,27.

A loja da Amazon distribui apenas aplicativos compatíveis com o sistema operacional Android. De acordo com a empresa, o consumidor tem como vantagem procurar títulos em sua loja em vez de ir na Play Store, do Google, porque sua curadoria seria mais rigorosa. A empresa também procura parcerias para lançar apps em primeira mão em sua loja.

Neto afirmou também que a empresa procura apoiar desenvolvedores brasileiros de aplicativos, inclusive promovendo suas criações em filiais da loja no exterior. O executivos citou como exemplo o jogo Coelhadas da Mônica, que traz a personagem de Mauricio de Sousa e que ganhou o nome de Monica’s Bunny Bashings no exterior.

Por Camilo Rocha | Publicado originalmente em O Estado de S. Paulo | 25/09/2014

Fundação Dorina lança app de leitura cegos em 3 idiomas


A Fundação Dorina Nowill para Cegos lança um aplicativo inédito no Brasil para os leitores com deficiência visual. O DDReader – Dorina Daisy Reader para Android é um app gratuito e com interfaces em português, inglês e espanhol. O leitor de livros digitais para tablets e smartphones em formato Daisy amplia o acesso dos portadores de deficiência visual à leitura e passa a ser o primeiro app brasileiro para aparelhos móveis que poderá atender a demanda de pessoas que precisam de livros digitais com acessibilidade.

O app DDReader para Android permite ler com os dedos e os ouvidos, facilitando ainda mais o acesso à leitura para as pessoas com deficiência visual. Com este app, que está disponível no Google Play desde o dia 15 de agosto, além do transporte dos livros, mantêm-se as vantagens do livro digital Daisy, que possibilita a leitura dos conteúdos da mesma forma que um livro impresso: com inserção de marcações, anotações ou observações, consideradas intervenções facilitadoras para o público que busca conteúdos específicos, como consultas a dicionários, por exemplo.

“Este aplicativo é um passo muito importante para o público com deficiência, pois aumenta significativamente o acesso às bibliotecas virtuais, com acervo formado por títulos em vários idiomas e que, em breve, serão conectadas ao aplicativo, dando mais liberdade, facilidade e acesso à leitura”, explica Pedro Milliet, desenvolvedor do APP na Fundação Dorina. “Com a evolução do aplicativo, prevê-se a integração com displays braille, além da implementação da capacidade da leitura de arquivos em formato EPUB3”.

Serão disponibilizados cerca de dois mil títulos em português e não é necessário estar conectado à internet para ler os livros que forem adicionados à biblioteca pessoal do usuário. Quem utilizar o app do DDReader e for cadastrado na biblioteca online acessível BookShared – http://www.bookshare.org terá acesso a um acervo ainda maior, com mais de 9 mil títulos em outros idiomas. Vale lembrar que o Brasil tem 18 milhões de tablets em funcionamento, segundo a FGV – Fundação Getúlio Vargas, e o público com deficiência visual também está incluído digitalmente.

Instituições de outros países como o INCI – Instituto Nacional Para Ciegos, da Colômbia, e a Benetech/Bookshare.org, dos Estados Unidos, também deverão adotar o uso do app gratuito e em código aberto. A novidade ainda permite o acesso a bibliotecas virtuais via smartphones e tablets, devido à mobilidade em nuvem, desde que o usuário seja cadastrado em bibliotecas online que tenham acervo de livros em Daisy.

O aplicativo é um desenvolvimento da Fundação Dorina em parceria com a Results, empresa de softwares acessíveis.

Sobre a Fundação Dorina Nowill para Cegos

A Fundação Dorina Nowill para Cegos atua há 68 anos facilitando a inclusão de crianças, jovens e adultos cegos e com baixa visão, por meio de serviços gratuitos e especializados de reabilitação, educação especial, clínica de visão subnormal e programas de empregabilidade. A instituição foi fundada por Dorina de Gouvêia Nowill, que ficou cega aos 17 anos e percebeu a defasagem de livros para pessoas com deficiência visual no Brasil. A partir disso, iniciou um trabalho para que os livros em braille e a alfabetização por este método chegassem ao país. Com o passar do tempo, a Fundação do Livro para o Cego no Brasil tornou-se Fundação Dorina Nowill para Cegos e passou a oferecer novos produtos e serviços, além dos livros em braille. Atualmente, a instituição é referência na produção de livros e revistas acessíveis nos formatos braille, falado e digital Daisy, distribuídos gratuitamente para pessoas com deficiência visual e para mais de 2500 escolas, bibliotecas e organizações em todo o Brasil.

Mais informações: http://www.fundacaodorina.org.br

Publicado originalmente em http://www.joribes.com.br | 04/09/2014

Acervos de bibliotecas russas estarão em smartphones e tablets


Em 2015, os acervos das maiores bibliotecas russas estarão disponíveis para smartphones e tablets e poderão ser acessados gratuitamente. Para isso, será necessário apenas se registrar em um aplicativo móvel especial para plataformas iOS e Android.

O Ministério da Cultura russo planeja liberar o acesso a mais de 6 milhões de arquivos dos acervos da Biblioteca Eletrônica Nacional [NEB, na sigla em russo]. A Biblioteca Estatal da Rússia, a Biblioteca Nacional da Rússia, a Biblioteca Presidencial B. N. Ieltsin e a Biblioteca Pública Técnico-Científica Estatal da Rússia também participam do projeto da NEB.

Os usuários poderão não apenas ler, mas também salvar textos e imagens para visualização on-line gratuita. Em primeiro lugar, estarão disponíveis as obras dos clássicos russos, documentos históricos e teses. Atualmente, muitos livros de arquivos e documentos dos tempos do Império Russo estão sendo vendidos em sites piratas.

O custo do desenvolvimento do aplicativo móvel será de pouco mais de 4 milhões de rublos [cerca de R$ 240 mil].

Gazeta Russa | 29/08/2014

Saraiva lança leitor de livros digitais por R$ 300


Aparelho permite acesso a acervo de 30 mil títulos em português e 450 mil em outras línguas

Aparelho permite acesso a acervo de 30 mil títulos em português e 450 mil em outras línguas

 

A Saraiva anunciou, nesta terça-feira [5], o Lev, leitor de livros digitais que chega para concorrer com aparelhos como o Kindle, da Amazon, e o Kobo, da Rakuten, que no Brasil é comercializado pela Livraria Cultura.

Produzido pela companhia francesa de eletrônicos Brookeen, o e-reader será comercializado em duas versões –uma sem luz de fundo, por R$ 300, e uma com luz por R$ 478 [R$ 400 até o dia 31 de agosto, em promoção de lançamento].

Em comparação, o Kindle Paperwhite [com tela retroiluminada] custa R$ 479 –no momento, está em promoção de Dia dos Pais por R$ 399.

O dispositivo vem com 14 títulos gratuitos e dá acesso ao acervo digital da Saraiva, que inclui mais de 30 mil obras em português e 450 mil em língua estrangeira que podem ser baixadas pelo próprio Lev.

A empresa informa que o aparelho possui integração com o aplicativo de leitura Saraiva Reader para iOS e Android, o que permite armazenar os livros em nuvem e acessá-los por meio de outras plataformas.

Com tela sensível a toque de 6 polegadas e resolução HD [758 x 1024 pixels], o aparelho possui memória interna de 4 Gbytes –o suficiente para guardar cerca 4 mil livros de acordo com a loja– com espaço para cartão MicroSD e bateria de 1800 mAh que dura até três semanas.

O produto pode ser adquirido tanto nas lojas físicas da Saraiva por todo o Brasil quanto no serviço de e-commerce da livraria.

SONY

Também nesta terça-feira, a Sony anunciou sua saída do mercado global de e-readers.

Não temos mais planos de desenvolver um novo leitor de livros digitais“, disse a empresa à BBC. O último dispositivo do tipo lançado pela companhia japonesa foi o PRS-T3, que também não será mais produzido.

A Sony já havia fechado a sua loja de e-books nos Estados Unidos e Europa no começo do ano, quando passou a redirecionar seus clientes para a loja de livros digitais da rival Kobo.

FOLHA DE S. PAULO | 05/08/2014 15h27

Nuvem de Livros lança versão de software com mais recursos técnicos


A biblioteca digital Nuvem de Livros, a maior do Brasil e que oferece acesso a cerca de 12 mil conteúdos, lançou uma versão mais atraente e com mais recursos tecnológicos, que será usada igualmente no serviço em espanhol, com previsão de lançamento para outubro.

A nova versão é mais robusta tecnologicamente, além de ser mais atraente, lógica e racional“, disse nesta quarta-feira à Agência Efe uma fonte do Grupo Gol, produtor e distribuidor de conteúdos multimídia de educação, que desenvolveu e opera uma biblioteca virtual online que já conta com cerca de 1,3 milhão de clientes no país.

De acordo com a fonte, a versão 2.0 da Nuvem de Livros conta com uma estrutura de metadatos mais complexa e rica, permitindo agilizar e melhorar as opções de busca e identificação de conteúdos.

Também apresenta um novo leitor [na tela] e um novo editor desenvolvidos pelo Grupo Gol no Brasil“, afirmou a fonte.

Além dos aproximadamente 12 mil livros, áudios, vídeos, conteúdos para reforço escolar, conteúdos interativos, jogos, cursos, reportagens e entrevistas oferecidos por esta multiplataforma, a nova versão inclui cursos de formação profissional certificados pelo Centro de Integração Empresa-Escola [CIEE].

Os conteúdos da biblioteca digital, pensada originalmente para escolas públicas e famílias, podem ser acessados a partir de qualquer plataforma com conexão à internet. O aplicativo pode ser baixado em aparelhos com sistema operacional iOS, Android ou diretamente no computador.

Apesar de ser oferecida aos clientes desde a primeira semana de julho, a versão 2.0 foi apresentada oficialmente no último fim de semana pelo presidente do Grupo Gol, Jonas Suassuna, na Festa Literária Internacional de Paraty [Flip].

O Grupo Gol também opera a Nuvem do Jornaleiro, uma plataforma digital que permite aos usuários de telefones celulares, tablets ou internautas acessar o conteúdo de 200 meios de comunicação, incluindo notícias da Agência Efe, sem baixar os arquivos nos aparelhos.

Ambas as iniciativas contam com parceria da operadora Vivo, subsidiária da espanhola Telefônica no Brasil.

Rio de Janeiro | Publicado originalmente por Yahoo | 06/08/2014 | Da Agência EFE

Tudo o que você precisa saber sobre o Kindle Unlimited, o “Netflix de livros” da Amazon


Por Paulo Higa | Publicado originalmente em Tecnoblog | 18/07/2014 às 14h49

Kindle Unlimited oferece mais de 600 mil ebooks por 10 dólares mensais

A Amazon confirmou as expectativas e lançou, nesta sexta-feira [18], o Kindle Unlimited, um serviço que oferece acesso ilimitado a um catálogo de mais de 600 mil ebooks e milhares de audiobooks com uma assinatura mensal de US$ 9,99. Sem prazo de devolução, os livros podem ser lidos tanto nos leitores Kindle quanto nos smartphones, tablets e computadores com o aplicativo gratuito do Kindle.

Como funciona esse negócio?

Pensar no Kindle Unlimited como um “Netflix de livros” é a maneira mais fácil de entender como o serviço funciona. Na página da Amazon, há uma opção para degustar o Kindle Unlimited por 30 dias. Enquanto você for assinante, receberá uma cobrança mensal de 10 dólares no cartão de crédito e poderá ler quantos livros quiser nos dispositivos atrelados à sua conta. Ao cancelar a assinatura, os ebooks são automaticamente retirados da sua coleção.

Tanto no Kindle quanto na loja da Amazon, próximo ao botão de compra, haverá um botão para “ler de graça” em mais de 600 mil obras. Depois que o ebook for baixado, você pode lê-lo como se fosse seu: há sincronização com o Whispersync, o que significa que a página, as marcações e as anotações são sincronizadas entre todos os seus dispositivos.

Não há prazo de devolução, mas há um limite de 10 ebooks emprestados simultaneamente. Quando você tentar ler o décimo primeiro livro, a Amazon irá sugerir a devolução do ebook emprestado há mais tempo — mas é possível selecionar outro. A qualquer momento, um ebook emprestado anteriormente pode ser baixado novamente, inclusive com as marcações sincronizadas na nuvem.

Além de livros em texto, o Kindle Unlimited permite acessar pouco mais de 2 mil audiobooks, mas eles só podem ser ouvidos em dispositivos com som, o que não inclui nenhum dos leitores Kindle vendidos hoje [Kindle e Kindle Paperwhite], só os tablets Kindle Fire e dispositivos Android e iOS com o aplicativo oficial do Kindle. O tamanho dos arquivos varia; aqui, gastei 156 MB para baixar o audiobook de The Hobbit.

Não está disponível no Brasil, mas…

O Kindle Unlimited só foi lançado nos Estados Unidos, mas o serviço funciona no Brasil caso você possua uma conta americana da Amazon com um endereço americano. O cartão de crédito precisa ser internacional, mas não necessariamente emitido nos Estados Unidos.

Se você se enquadra no caso acima, não deve ter dificuldade para testar e assinar o serviço. Se a conta for brasileira, é possível migrá-la para uma americana sem perder as compras já realizadas [no entanto, você não poderá adquirir novos conteúdos na Amazon.com.br]. Basta entrar em Gerencie seu Kindle e selecionar “Configurações do país”. Em “Brasil”, clique no link “Mudar”, preencha com o endereço americano e salve as alterações. É possível voltar para uma conta brasileira a qualquer momento fazendo o caminho inverso.

Em comparação com a Amazon brasileira, a Amazon americana possui uma quantidade maior de ebooks [2,7 milhões contra 2,2 milhões], mas menos títulos em português [27 mil contra 35 mil]. Os preços não estão totalmente conectados: alguns livros são mais baratos na loja americana; outros, na brasileira.

Na Amazon americana, é possível comprar audiobooks e fazer assinaturas de jornais e revistas, como O GloboZero HoraThe New York TimesNational Geographic e Vogue. Estranhamente, mesmo com jornais brasileiros, a assinatura não está disponível no Brasil, por isso, se você fizer o caminho inverso [migrar uma conta americana para uma brasileira], suas assinaturas serão automaticamente canceladas.

E quando o Kindle Unlimited será lançado oficialmente no Brasil? Procurada pelo Tecnoblog, a Amazon declarou que “não comenta planos futuros”. Como o serviço ainda não funciona nem no Reino Unido, outro mercado grande para a Amazon, é bom esperar sentado.

O que tem de bom para ler?

No momento em que escrevo este parágrafo, há 639 mil livros disponíveis no Kindle Unlimited, pouco menos de um quarto dos 2,7 milhões de ebooks da loja americana. Muitos títulos não estão disponíveis, mas a Amazon destaca algumas obras conhecidas: dá para ler a trilogia de The Lord of The Rings, os sete livros de Harry Potter, bem como 2001: A Space OdysseyThe Hobbit e Life of Pi, por exemplo.

Todos os livros acima estão em inglês, mas também há pouco menos de 8 mil títulos em português no Kindle Unlimited.

O problema é que, assim como na Netflix, liberar os conteúdos exige acordos comerciais. E as cinco grandes editoras americanas [Hachette, HarperCollins, Macmillan, Penguin Random House e Simon & Schuster] não disponibilizaram muitos livros, logo, há uma série de títulos famosos faltando. Boa parte dos livros do Kindle Unlimited, incluindo as obras em português, são de pequenas editoras ou autores independentes.

Portanto, mesmo que 600 mil ebooks pareça muito, na prática a história é um pouco diferente, e o acervo ainda é fraco se você estiver interessado apenas nos best sellers.

Quão fraco? Entre a lista dos 20 ebooks Kindle mais vendidos, apenas 3 estão no Kindle Unlimited: My Mother Was Nuts, em 1º; Pines, em 13º; e One Lavender Ribbon, em 20º. Na categoria Computadores e Tecnologia, a situação melhora [10 dos 20 podem ser lidos gratuitamente], mas a maioria dos livros são guias e tutoriais — nada de ler de graça a biografia do Steve Jobs ou o novo livro de Glenn Greenwald, portanto.

Entre os livros em português, a coisa é ainda mais triste, mas isso é até compreensível se considerarmos que o serviço, oficialmente, nem funciona no Brasil. Da lista dos 20 mais vendidos, só um está no Kindle Unlimited. E, na verdade, esse único livro não é voltado para brasileiros, mas sim para estrangeiros que desejam aprender a língua portuguesa.

Vale a pena o esforço?

O preço de US$ 9,99 por mês é bem atraente. Se você considerar que muitos ebooks custam esse preço ou até mais, basta pedir apenas um ou dois livros emprestados e a assinatura mensal já valeu a pena.

Só que a Amazon ainda precisa melhorar o acervo para o Kindle Unlimited ser realmente vantajoso. 600 mil ebooks é muita coisa, mas uma parcela bem pequena desses livros representa o que as pessoas querem ler. Eu tenho certeza que grande parte dos que estão lendo este texto passariam tranquilamente 10 horas por mês assistindo a filmes e séries na Netflix, mas não gastariam a mesma quantidade de horas lendo livros aleatórios na Amazon.

Resta saber se a Amazon conseguirá aumentar a disponibilidade de livros e, mais importante, se será capaz de convencer as editoras de que o modelo de negócios é interessante. Estamos até acostumados com serviços de streaming de músicas ou filmes, mas não de livros — embora já existissem opções antes do Kindle Unlimited, como o Oyster. Eu, como leitor, acho ótimo pagar só 10 dólares para ler quantos livros quiser. Mas, se estivesse do outro lado, comandando uma editora, não sei se toparia receber só alguns centavos por usuário.

Por Paulo Higa | Publicado originalmente em Tecnoblog | 18/07/2014 às 14h49

Aplicativos levam leitura dinâmica à era digital


A leitura dinâmica surgiu há mais de meio século, mas novos aplicativos estão trazendo a técnica à era digital, ajudando usuários a ler livros mais rápido.

O ReadMe!, novo aplicativo para iPhones, permite aos usuários controlar o ritmo da leitura de 50 para 1 mil palavras por minuto.

“É sobre ser capaz de ler um livro como ‘Harry Potter’ em uma hora e meia e ainda assim ter a completa compreensão”, disse Pierre DiAvisoo, que criou o aplicativo com sede em Boras, na Suécia.

Os leitores selecionam um e-book no aplicativo, que está disponível para o mundo todo e custa 1,99 dólares. Depois de abrir a tecnologia de leitura dinâmica, aparece uma palavra de cada vez. O aplicativo não trabalha com e-books que têm restrições de compartilhamento.

Em alguns minutos, os leitores podem aprender a dobrar sua velocidade de leitura para cerca de 400 e 450 palavras por minuto sem perder a compreensão, de acordo com a Spritz, companhia sediada em Boston que criou a tecnologia de leitura rápida.

“A leitura não mudou em milhares de anos. As técnicas de leitura dinâmica ainda estão focadas em consumo de textos em linhas e na leitura da esquerda para a direita, linha por linha”, disse Frank Waldman, presidente-executivo da Spritz.

Ele acrescentou que a tecnologia combina apresentação visual rápida e em série [RSVP, na sigla em inglês], com busca visual para apresentar palavras com reconhecimento ideal para um entendimento rápido.

Enquanto as pessoas passaram a ler em aparelhos pequenos, e até mesmo em relógios inteligentes, Waldman disse que a Spritz será o jeito mais conveniente de absorver informação.

Mas um pequeno estudo da Universidade de San Diego, na Califórnia, mostrou que a leitura dinâmica pode não levar ao mesmo nível de compreensão que uma leitura normal, porque é mais difícil de voltar para esclarecer o entendimento.

O estudo, que não inclui a tecnologia Spritz, mostrou que a compreensão era cerca de 25 por cento menor usando a técnica RSVP. Mas uma pesquisadora da universidade adicionou que se as pessoas só precisam absorver conteúdo rapidamente, os aplicativos podem ser benéficos.

Spritz também tem um aplicativo para todos os navegadores da Web chamado Spritzlet, que permite aos usuários ler mais rapidamente na web. Vários outros aplicativos de leitura de velocidade também usam a tecnologia Spritz.

Velocity, um aplicativo para iPhone que custa 2,99 dólares, e ReadQuick, que custa 9,99 dólares, usam RSVP, assim como o Speed Reader, um aplicativo gratuito para dispositivos Android.

Terra | 23/06/2014

Organização usa livro digital na luta contra analfabetismo em países pobres


Ter acesso a livros físicos é quase impossível em lugares como a África subsaariana em função de conflitos étnicos, políticos e militares. Os números relacionados à educação naquela área são desanimadores: apenas 18% das crianças recebem educação básica, segundo a Unesco [Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura]. No entanto, o uso da tecnologia tem ajudado a amenizar os baixos índices de analfabetismo na região e em outros países pobres.

Uma das organizações que trabalham com isso é a Worldreader. Ela atua de duas formas: disponibilizando leitores eletrônicos para escolas de países africanos e por meio de um aplicativo chamado Worldreader Mobile. Esse programa pode ser instalado em celulares simples [desde que eles tenham um navegador Java] e dispositivos Android.

Fundada em 2009 por ex-diretores da Microsoft e da Amazon, a instituição atua principalmente em países africanos. `Tentamos disponibilizar conteúdo digital onde, historicamente, os livros nunca chegam`, afirmou Susan Moody, diretora de desenvolvimento e marketing da Worldreader.

Os títulos vão desde livros africanos a guias práticos para uma vida saudável. Há ainda clássicos, como os escritos por William Shakespeare e Jane Austen, além de histórias curtas para pessoas em processo de alfabetização e livros didáticos. Esse conteúdo pode ser baixado em redes de baixa velocidade [2G] graças a uma tecnologia de compressão de dados.

Em conversa com o UOL por telefone, Susan explicou o funcionamento do aplicativo, o surgimento da organização e o desafio de erradicar o analfabetismo no mundo. Veja abaixo os principais trechos:

UOL Tecnologia: Como surgiu a Worldreader?

Susan Moody: Somos uma organização sem fins lucrativos e vimos uma oportunidade para lutar contra o analfabetismo ao notar o crescimento de três grandes tendências tecnológicas: crescimento do acesso à telefonia móvel, aumento da cobertura de internet móvel e a popularização de livros digitais.

Decidimos tentar disponibilizar conteúdo digital onde, historicamente, os livros nunca chegam.Fazemos isso de duas formas: distribuindo leitores eletrônicos Kindle em algumas escolas e por meio de um aplicativo para celulares simples e dispositivos Android.

UOL Tecnologia: Como funciona o aplicativo de livros digitais para celulares simples?

Susan: Com ele, você consegue acessar nosso acervo de livros em qualquer lugar que tenha sinal de telefonia móvel [não necessariamente 3G]. Fizemos uma parceria com uma empresa chamada Binu. Eles desenvolveram uma tecnologia de alta compressão de arquivos. Os dados são `reduzidos` na internet e isso faz o processo de download ser muito barato e rápido.

UOL Tecnologia: Os leitores digitais que vocês distribuem ficam com os alunos ou na escola?

Susan: Há métodos diferentes e isso depende do que a escola decide. Todos funcionam, mas um dos mais efetivos é o que os estudantes podem levar os leitores eletrônicos para casa. O bom é que o dispositivo acaba sendo compartilhado por outras pessoas da família.

Também temos o modelo `livraria`. Deixamos alguns equipamentos em escolas, e os alunos pegam emprestado. A vantagem é que esse método atinge mais pessoas.

UOL Tecnologia: Qual critério vocês utilizam para atender a determinadas localidades?

Susan: O primeiro critério é chegar a locais onde não há acesso a livros. Há lugares onde há um livro para cada 78 crianças.

Levamos em consideração também nossas parcerias. Algumas fundações já realizam outros tipos de trabalhos nessas localidades e isso facilita nosso acesso.

Temos conteúdos em inglês, francês, espanhol e português. Há também um esforço de contatar editoras locais para disponibilizar esses conteúdos nas línguas de cada país, como suaíli – falado no Quênia e na Tanzânia.

A demanda é imensa, pois os livros na região são escassos. Para a gente é importante conseguir dinheiro para poder licenciar mais títulos e achar parceiros estratégicos para implementar nossos projetos.

UOL Tecnologia: Como vocês se mantêm?

Susan: Recebemos dinheiro de três fontes. Há pessoas físicas, governos [trabalhamos com a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento, por exemplo] e instituições. Uma delas é a Fundação Bill e Melinda Gates [instituição de caridade comandada por Bill Gates, cofundador da Microsoft, e sua mulher]. É possível fazer doações via cartão de crédito em nosso site ou via PayPal.

UOL Tecnologia: O objetivo da organização é atingir apenas as crianças?

Susan: Sabemos que e-readers funcionam bem com crianças, pois é uma idade crucial para elas aprenderem a ler. O foco é tentar fomentar a leitura nos mais novos.

Porém, o aplicativo tem tido sucesso, pois pode atingir a todos [desde que tenham um telefone celular]. As pessoas utilizam o programa para continuar seus processos de educação, aprendendo e crescendo com a leitura.

UOL Tecnologia: Como essas pessoas tomam conhecimento do aplicativo desenvolvido por vocês?

Susan: Trabalhamos com alguns parceiros que, eventualmente, disponibilizam nosso aplicativo já pré-instalado no aparelho.

Uma vez que um leitor descobre, eles costumam amar. Algumas pessoas nos EUA dizem não entender como tem gente que lê numa tela pequena. No entanto, em países em desenvolvimento têm ocorrido o oposto. Fizemos uma pesquisa recente com a Unesco, e eles entrevistaram pessoas sobre seus hábitos de leitura. Cerca de 60% disseram que gostam de ler em celulares e que gostariam de ler mais. Isso só nos animou mais ainda.

UOL Tecnologia: Vocês têm noção de quantas pessoas já se beneficiaram das ações da Worldreader?

Susan: Contabilizamos 1,7 milhão de livros que foram lidos – uma marca que seria bem difícil alcançar com edições físicas. Em nosso aplicativo, temos mensalmente 200 mil leitores ativos em aparelhos simples e em dispositivos Android.

UOL Tecnologia: Quais são os próximos planos da Worldreader? Há planos para fazer projetos como esses realizados na África na América do Sul?

Susan: Queremos atingir de forma significativa todos os países possíveis. É um problema conseguir investimento para atender a essa grande demanda [de pessoas que não têm acesso a livros]. Queremos chegar o mais longe possível, não importa se pela disponibilização de leitores eletrônicos ou por meio de nosso aplicativo para celulares básicos.

UOL | 30/04/14

Amazon e Samsung firmam acordo para eBooks


A partir de hoje, usuários da marca coreana podem baixar um e-book grátis por mês

Amazon e Samsung anunciaram um acordo global para lançar a versão exclusiva do Kindle para usuários  Samsung. Com isso, a marca coreana abandona os seus planos de aquisição de conteúdos de e-book e delega à Amazon a tarefa. Uma novidade para usuários Samsung é que, a partir de hoje, eles poderão baixar de graça um título por mês. A escolha é feita entre quatro e-books mensais. Em abril, já estão disponíveis para os brasileiros O Continente – volume 1  [Companhia das Letras], de Érico Verissimo; 1494 [Globo Livros], de Stephen R. Brown; Casei. E agora? [Literata], de Tatiana Amaral e Memorização e aprendizado acelerado [A Arca Livros], de Miguel Angel Perez Corrêa. O aplicativo Kindle para Samsung já pode ser baixado em smartphones e tablets que operam a partir da versão 4.0 do sistema operacional Android.

No comunicado sobre a parceria, Lee Epting, vice-presidente da Samsung Media Solution Center na Europa, disse: “estamos muito satisfeitos em aprofundar nosso relacionamento de longa data com a Amazon e oferecer o Kindle para Samsung como aplicativo perfeito para leitura em um dispositivo inteligente. Com este serviço, demonstramos nosso compromisso de criar e ampliar parcerias de conteúdos-chave que proporcionam experiências ricas e personalizadas para nossos clientes”.

Um dos livros do mês é o 1494, oferecido pela Globo Livros. Para Mauro Palermo, diretor executivo da editora, nessa parceria, todos ganham. “É um ganha-ganha: a editora melhora a exposição do livro em troca da cessão de um título gratuito. É uma ação com a qual a gente acaba tendo uma maior flexibilidade e não há um investimento alto. A Amazon tem sido um parceiro muito eficiente”, comentou Palermo.

Um movimento semelhante, guardadas as devidas proporções, aconteceu em fevereiro, quando a Kobo assumiu os clientes da Sony, logo depois do fechamento da Reader Store, criada pela empresa japonesa.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 17/04/2014