Inscreva seu Trabalho Científico no 6º Congresso Internacional CBL do Livro Digital


A 6ª edição do Congresso Internacional CBL do Livro Digital seguirá com a tradição de avaliar trabalhos científicos e acadêmicos relativos ao livro digital no intuito de promover trabalhos empíricos e conceituais inéditos. Os prêmios aos vencedores são R$ 1.500 reservados ao primeiro colocado, R$ 1.000 ao segundo e R$ 500 ao terceiro.

O evento acontecerá dia 25 de agosto de 2016, antecedendo a 24ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, no Auditório Elis Regina, localizado na Av. Olavo Fontoura, 1209 – ao lado do Pavilhão do Parque Anhembi, em São Paulo. Mais informações: digital@cbl.org.br.

WhatsApp vira plataforma de leitura nas mãos de empreendedores digitais


Plataforma Leitura de Bolso conta com 9 mil usuários que recebem diariamente ‘pílulas’ de livros

Julian Vilela e Paulo Santos criaram o Leitura de Bolso que distribui conteúdos de livros via WhastApp | © Divulgação

Julian Vilela e Paulo Santos criaram o Leitura de Bolso que distribui conteúdos de livros via WhastApp | © Divulgação

A suspensão temporária dos serviços do WhatsApp da meia noite desta quinta-feira [17] até o início da tarde do mesmo dia foi suficiente para que o aplicativo de conversas instantâneas fosse um dos assuntos mais comentados do dia. Coincidência ou não, a agência de publicidade nova/sb publicou, nesta quinta, os resultados de uma pesquisa inédita que aponta que dos 7,5 mil entrevistados, 73% admite que utiliza o aplicativo diariamente e 79% desse universo disse recomendar o uso do WhatsApp para amigos e familiares. De olho nesse potencial e querendo driblar os assustadores índices de leitura no Brasil, os empreendedores brasilienses Paulo Santos e Julian Vilela resolveram criar uma nova forma de distribuição de livros. “Ficamos preocupados com o índice de leitura no Brasil e ficamos com esse problema na cabeça, pensando em o que gente podia fazer para amenizar esse número”, disse Paulo ao PublishNews. A resposta que os empreendedores deram à essa questão foi o Leitura de Bolso, uma plataforma de distribuição de livros via WhatsApp. “Muitas pessoas ainda se assustam com um livro de 300 páginas, mas não se dão conta que se lerem dez páginas por dia, ao final do mês, terão lido as 300 páginas do livro”, disse Paulo.

Funciona assim, o usuário se cadastra gratuitamente no Leitura de Bolso e passa a receber diariamente, pelo aplicativo, um trecho – que pode ser lido em cinco minutos — de um livro. Para início das operações, o Leitura de Bolso começou a distribuir para seus nove mil usuários o livro Quase pisei, do também brasiliense Roberto Klotz. Diariamente, os usuários recebem uma crônica do título.

No modelo atual, não há remuneração do autor, da mesma forma que não é cobrado dos usuários o acesso ao conteúdo, mas a dupla procura meios de monetizar o serviço. “Queremos divulgar o trabalho de novos escritores, que não tiveram ainda a chance de serem publicados. Em troca, nós damos aos escritores o acesso aos leitores”, explicou Paulo que disse que está aberto para parcerias com editoras que possam disponibilizar livros ou trechos de livros para a plataforma.

 

Por Leonardo Neto | PublishNews | 17/12/2015

Editora investe R$ 25 mi em plataforma digital de educação


Rafael Lopes, gerente digital do SmartLab

Fonte da Foto: SmartLab

A plataforma em nuvem do SmartLab reúne diversos parceiros que oferecem conteúdos interativos e plataformas de matemática, português, ciências, inglês, estímulo à leitura, entre outros temas que atingem estudantes dos ensinos fundamental e médio.

O sistema conta com ferramentas como Google Apps for Education, Britannica, Young Digital Planet, Xmile Learning, Elefante Letrado, Avalia Educacional, Guten News, Professores de Plantão, Árvore de Livros, 10monkeys, Tamboro e Aprendizagem Eficaz.

Mesmo com diferentes apps, os alunos e professores contam com uma senha única para o uso de todas as plataformas e conteúdos.

No laboratório, os alunos ainda tem acesso a simulados, conceitos de empreendedorismo e inovação, cidadania digital, robótica, espaço maker, programação e educação financeira.

Com o projeto de criação do espaço físico na escola, o Grupo Santillana oferece equipamentos como desktops da HP e chromebooks da Samsung.

As crianças, que são nativas digitais, absorvem a evolução tecnológica com mais facilidade, e as famílias estão exigindo das escolas processos mais modernos”, analisa Robson Lisboa, um dos idealizadores do projeto SmartLab.

O SmartLab ainda oferece coach pedagógico e tecnológico durante todo o ano letivo, com uma solução para adaptação de espaços colaborativos para as escolas, desenvolvida pelo renomado designer Kiko Sobrino, que já assinou projetos de marcas como Brastemp e Grupo Accor Hotéis.

Para utilizar a plataforma em nuvem com os diferentes apps, as escolas pagam uma mensalidade de R$ 39,90 por aluno.

Como a ferramenta é em nuvem, a medida em que novos parceiros se integrarem à plataforma, as escolas passam a contar com mais opções de apps sem a necessidade de mudanças no sistema”, explica Rafael Lopes, gerente digital do SmartLab.

O Grupo Santillana afirma que o SmartLab possui soluções para atender diferentes perfis de escolas, em todas as regiões do Brasil. Inicialmente, a empresa possui equipes dedicadas nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Bahia, Pernambuco e Ceará.

A empresa não divulgou uma meta relacionada ao número de escolas que pretendem atingir com o SmartLab no próximo ano.

Fundada na Espanha, em 1960, o Santillana é o braço editorial do Grupo Prisa, focado na oferta de conteúdos culturais, educativos, de informação e entretenimento nas línguas espanhola e portuguesa. O grupo é o responsável pelo jornal El País.

Presente em 22 países, a Santillana iniciou suas atividades no Brasil em 2001, ao adquirir as editoras Moderna e Salamandra.

O grupo opera nos segmentos de livros didáticos [Editora Moderna], literatura infantojuvenil [Moderna e Salamandra], materiais para ensino de idiomas [Richmond e Santillana Español], além de avaliação educacional [AVALIA] e sistema de ensino [UNO].

O negócio brasileiro da Santillana é o maior do grupo espanhol em termos de faturamento. O principal motivo é a editora Moderna, que alcançou receita de R$ 760 milhões no ano passado, com lucro líquido de R$ 66,3 milhões.

Por Júlia Merker | Publicado originalmentem em Baguete | 10/12/2015

SmartLab oferece apoio pedagógico a alunos e professores


Imagine um ambiente escolar supermoderno e inspirador em que alunos, por meio de um tablet, computador ou smartphone, consigam acessar conteúdos interessantes de diversas áreas do conhecimento, gerando para escolas e docentes relatórios de acompanhamento do desenvolvimento deles em tempo real. Esse é o espaço de aprendizado do futuro projetado pelo SmartLab, plataforma inteligente e integrada desenvolvida pelo Grupo Santillana lançada no Brasil no início dessa semana. Com investimento de R$ 25 milhões, o SmartLab reúne diversos parceiros que oferecem conteúdos interativos e plataformas de Matemática, Língua Portuguesa, Ciências, Inglês, estímulo à leitura, dentre outros. Os alunos ainda terão acesso a simulados, conceitos de empreendedorismo e inovação, cidadania digital, robótica, espaço maker, programação e educação financeira. Também faz uma curadoria constante de parceiros que busca incluir os mais eficientes recursos educacionais para atender alunos desde o Fundamental I até o Ensino Médio.

Versão 9 do SophiA Biblioteca pode ser atualizada


Já está disponível para atualização a versão 9 do SophiA Biblioteca. Além de adicionar novos recursos ao sistema, a mudança é necessária em caso de manutenção do software junto ao Suporte da Prima, já que a partir de janeiro clientes que ainda utilizam a versão 8 não contarão com este serviço. Entre as novidades do sistema estão a possibilidade de execução de operações em lote, como exclusão de títulos, transferência entre acervos, retenção de exemplares, entre outras; novos campos no cadastro de legislação e integração com LexML; e busca unificada de autoridades, cadastro de outros vocabulários e integração com DeCS, entre outras novidades. Para saber mais sobre estas e outras novidades, clique aqui.

PublishNews | 26/11/2015

Projeto Leitura de Bolso envia trechos literários diariamente via WhatsApp


Usuários podem se cadastrar gratuitamente no site. Textos começam a ser enviados nesta quarta e podem ser lidos em até 5 minutos

Já imaginou receber um texto literário em seu celular enquanto espera o ônibus, uma consulta médica ou procura algum conteúdo legal na internet? Essa é a proposta dos sócios Paulo Santos e Julian Vilela com o projeto Leitura de Bolso, que envia via WhatsApp textos que podem ser lidos em até 5 minutos. A ideia é oferecer diariamente trechos literários de qualidade para incentivar o hábito de leitura. Para participar é preciso acessar o site [http://leituradebolso.com] e cadastrar o seu telefone e um e-mail. Feito isso, você também deve salvar no seu celular o número enviado pelo projeto para começar a receber os textos.

Os textos começam a ser enviados nesta quarta,  gratuitamente, para os celulares cadastrados no site. Recursos multimídia como músicas, vídeos e imagens também fazem parte do conteúdo enviado aos usuários. A cada temporada, um autor será convidado a participar do projeto, com trabalhos inéditos ou não. O primeiro colaborador é Roberto Klotz, escritor brasiliense.

Segundo um dos idealizadores do Leitura de Bolso, Paulo Santos, o objetivo é democratizar a leitura e facilitar esse processo para as pessoas. Segundo dados da Fecomércio-RJ, 70% dos brasileiros não leram um único livro em 2014. Por enquanto, 400 pessoas se interessaram pelo projeto. Para o futuro, a meta é ter mais pessoas cadastradas.  “Também queremos mais parceiros para nos ajudar com os custos do Leitura de Bolso e trazer escritores renomados no país para lançarem obras inéditas“, contou Santos.

Por Carolina Mansur | Publicado originalmente em Estado de Minas | Caderno Divirta-se | 23/11/2015

Editora investe em aplicativo para interagir com os leitores


Com cliques, usuário terá acesso a todos os projetos da editora

Com o objetivo de oferecer acesso rápido ao conteúdo do portal Paulus, com maior praticidade, agilidade e conforto, a Paulus Editora acaba de lançar um aplicativo. Agora, o usuário terá acesso a todos os projetos da editora, valores, história e missão, além de informações sobre cursos, lançamentos, eventos, novidades editoriais e as principais notícias do momento. Também é possível encontrar a livraria mais próxima, por meio de um mapa de localização. O aplicativo também é um espaço de oração: nele é possível acompanhar todas as mensagens do dia, textos bíblicos presentes na liturgia dominical, solenidades e festas, além dos roteiros homiléticos e reflexões diárias do Santo Padre, o Papa Francisco. Clique aqui para baixar o aplicativo, disponível apenas para o sistema operacional Android.

PublishNews | 13/11/2015

Aplicativo para celular e laptops indica pontos da cidade citados em obras literárias


Mapa parte de livros clássicos para mostrar um Rio de histórias

A cena é conhecida: com um mapa nas mãos, o visitante procura ruas e pontos turísticos. Mas, agora, com um novo aplicativo para celular ou laptops, será possível conhecer o Rio de um jeito diferente: um mapa virtual mostrará curiosidades sobre clássicos da literatura ambientados na cidade. O diretor-executivo da editora Obliq, Claudio Soares, que teve a ideia de fazer a cartografia literária, explica que os usuários do Rio Cidade Livro vão ver na tela de seus aparelhos indicativos coloridos, com diferentes significados. O vermelho mostrará a localização de quem acessou o aplicativo. O verde indicará onde ocorreu alguma cena marcante de um livro. O azul mostrará alguma curiosidade das obras. E o laranja abordará personagens. Para acessar o aplicativo, basta entrar no site Rio de Livros.

POR RENAN FRANÇA | O Globo | 09/11/2015

Aplicativo de eBooks infantis aproxima pais e filhos


Motivar pais e filhos a passar mais tempo juntos, brincando e aprendendo enquanto viajam pela literatura infantil em e-books interativos, divertidos e educativos. Esta é a proposta do Kidint [www.kidint.com], um clube de assinaturas de livros infantis para crianças até 7 anos que pode ser acessado em smartphones e tablets.

O Kidint é um aplicativo da família que aproxima pais e filhos incentivando a leitura na primeira infância. As crianças estão acostumadas a usar tecnologia e a acessar a Internet desde muito pequenos e acabam se afastando do convívio familiar ao passar horas em jogos e conteúdos que não trazem nenhum aprendizado. Com o Kidint elas não só irão cultivar o hábito da leitura, como também estarão mais próximas dos pais”, diz Bruno Sanovicz, co-fundador do Kidint.

Já disponível para Android e iOS, a biblioteca da primeira versão do Kidint inclui mais de 100 livros interativos, ilustrados e sonorizados com trilhas, em português, inglês e espanhol, incluindo contos e fábulas como Branca de Neve, Chapeuzinho Vermelho e A Formiga e a Cigarra. No lançamento, a empresa oferece aos assinantes um mês gratuito para que possam conhecer e testar o aplicativo. A assinatura mensal custará R$9,90 e a anual R$89,90.

Além dos clássicos, o acervo do Kidint já oferece e irá publicar e-books infantis de novos e também de consagrados autores. Os livros podem ser lidos ou ouvidos, já que todas as obras estão disponíveis em áudio, ajudando no desenvolvimento das habilidades de leitura, escrita e pronúncia.

Os pais também podem ser narradores gravando o texto com as próprias vozes, o que cria um vínculo mais afetivo da criança com o livro. O aplicativo também permite criar um perfil para cada filho para monitorar individualmente, através de gráficos, diversas estatísticas sobre o progresso das crianças, como tempo de leitura, número de livros lidos e quantidade de perguntas respondidas corretamente e erradas. Além disso, o Kidint envia diariamente aos pais dicas e sugestões de atividades para realizarem com seus filhos com base nos interesses que demonstram quando estão navegando no app.

A maioria das soluções voltadas para educação não leva em conta que, durante a primeira parte da infância, os mais capacitados para educar as crianças são os próprios pais. Nosso objetivo é incentivá-los a participar de maneira ativa no desenvolvimento de seus filhos e, quando chegarem em casa, perguntem como foi o dia na escola, coloquem os pequenos no colo e contem uma história antes de dormir. Crianças que têm maior vínculo afetivo com os pais se sentem mais seguras para enfrentar as dificuldades do dia a dia”, observa Bruno Sanovicz.

Queremos ser uma das empresas mais inovadoras no mundo que usam tecnologia para associar educação e diversão para crianças e pais. Os pais também podem participar, criando uma maior aproximação com os filhos através do despertar, desde os primeiros passos na alfabetização, do prazer da leitura e do aprendizado de línguas, já que os livros interativos estão disponíveis em três idiomas”, acrescenta.

Para motivar as crianças, o aplicativo oferece medalhas na medida em que avançam na leitura e na realização das atividades. A criança também é premiada ao trocar um fundo do perfil ou avatar e ao baixar, avaliar ou marcar o primeiro livro favorito.

Nunca comparamos uma criança com outra. Se ela errar, nada acontece, mas se acertar é parabenizada e recebe uma medalha. Os pais podem conhecer a evolução individual de cada criança, em quais inteligências têm mais ou menos facilidade, mas sem nunca estabelecer qualquer comparação, mesmo entre irmãos. Nosso objetivo é ajudá-los a conhecer melhor seus filhos”, diz o empreendedor Luis Loyola, sócio-fundador e CEO do Kidint.

O aplicativo segue o conceito do edutainment e foi desenvolvido a partir da teoria das inteligências múltiplas, do Doutor Howard Gardner, professor de Harvard, incluindo perguntas feitas no meio das obras e sugestões de atividades depois do término da leitura para o aprimoramento de diversas habilidades cognitivas – matemática, musical, visual-espacial e linguística, que podem ser aplicadas diretamente na leitura e intepretação de textos, além de interpessoal, intrapessoal, cinestésica e naturalista.

Os recursos multimídia, as atividades e as perguntas interativas para testar o conhecimento dos pequenos leitores sobre as obras tornam o aprendizado mais divertido e natural para esta geração de nativos digitais. São crianças que não conhecem e imaginam um mundo sem Internet e já mexem em celulares e tablets praticamente desde os primeiros dias de vida. Queremos ajudar a reduzir a dificuldade dos pais em acompanhar e participar da primeira fase da educação da criança, a da alfabetização, que é a mais importante”, assinala Luis Loyola.

Impacto Social – Recentemente, a aceleradora de negócios sociais Artemisia selecionou nove startups para integrar seu próximo programa de aceleração e a Kidint está entre as escolhidas. O critério da aceleradora foi identificar empresas que podem tornar o mundo um lugar melhor. O projeto da Kidint chamou a atenção por ter forte impacto social.

O reconhecimento da Artemisia nos deixa ainda mais motivados para disseminar o Kidint pelo Brasil e novos mercados que anunciaremos em breve”, diz Bruno Sanovicz.

História do Kidint – Luis Loyola teve a ideia de criar o Kidint há 3 anos. Ele trabalhou no Japão e na Alemanha durante mais de uma década em diversas empresas na área de pesquisa e desenvolvimento.

Com uma visão global e sempre muito interessado pelas grandes mudanças trazidas pelas novas tecnologias na educação, especialmente em países emergentes, convidou Bruno Sanovicz para ser co-fundador da empresa e comandar a área de marketing no Brasil, um dos primeiros países em que o Kidint inicia suas operações.

Para viabilizar o projeto, Luis Loyola buscou investidores e conseguiu o apoio financeiro da ALLM Japan, empresa pioneira em tecnologia para as áreas de saúde e educação, onde foi executivo durante seis anos.

Luis Loyola é formado em engenharia civil elétrica pela Universidade do Chile e realizou mestrado e doutorado no Japão na área de infocomunicação. Reúne numerosas publicações em revistas científicas e já expôs em importantes conferências internacionais na área das telecomunicações e informática. Trabalhou como pesquisador sênior do Research Laboratories NTT Docomo e NTT no Japão e na Alemanha e atuou por seis anos como diretor de pesquisa e desenvolvimento da ALLM Japan.

Bruno Sanovicz é um jovem empresário e entusiasta da tecnologia que sempre teve o desejo de dedicar-se a um projeto com grande potencial de gerar impacto social. Tem experiência na área de produtos e marketing, tendo trabalhado em grandes corporações, como a LG. Antes de trabalhar na Kidint, Bruno liderou a área de produtos de outra startup, chamada Broou.

Quadrinhos no Amazon Kindle Comic Creator


Hoje gostaria de tocar num tema muito específico: a produção de histórias em quadrinhos no formato digital para a Amazon a partir do programa Kindle Comic Creator.

Voltado exclusivamente para esse tipo de narrativa, a ferramenta da varejista norte-americana pode ser muito útil para editoras que queiram lançar seus quadrinhos em versões adaptadas para as plataformas Kindle. Quadrinistas independentes podem se beneficiar da mesma maneira.

A primeira coisa a ser dita é que o programa é muito simples de usar, e seus recursos mais interessantes se apresentam ao usuário de modo intuitivo. Os resultados valem a pena, pois a plataforma Kindle promove um tipo de leitura muito próprio e confortável.

Vamos ao programa:

etapa-1

Para começar [após baixar o programa, naturalmente], clicamos em “Criar um novo livro”. O que surge em seguida é a tela abaixo, onde definimos o idioma da HQ.

etapa-2

A segunda pergunta – “Gostaria de criar painéis Kindle?” – é essencial. Não à toa, o “Sim” vem marcado automaticamente. Numa HQ tradicional, as opções padrão são as mais indicadas. Veremos o que são os painéis mais à frente.

Em seguida, entram os metadados, onde devemos informar o nome da publicação e autor1. Editora é opcional. Um arquivo para a capa é requerido, assim como o endereço onde o projeto será salvo. Se você quiser salvar numa pasta diferente do padrão dado pelo programa, certifique-se de que ela está vazia. Após isso, clicamos em “Começar a adicionar páginas”.

etapa-3 [metadados]

Chegou o momento de adicionar as páginas de nossa HQ. O Comic Creator aceita diversos formatos, como informa seu manual. Em nosso exemplo, usaremos arquivos .jpg como base. Uma caixa de diálogo permite selecionar o documento e abri-lo. Após isso, o programa demora algum tempo processando tudo e importando o conteúdo. A imagem abaixo mostra as páginas já adicionadas.

etapa-4-2 [páginas escolhidas]

Muito bem, temos ás páginas de nossa HQ separadas, então o que é que falta? Aí é que entra o recurso dos Painéis Kindle. Na prática, funciona da seguinte forma: o leitor pode ampliar cada quadrinho individualmente e, efetuando o movimento de passagem de página sobre a tela, poderá lê-los em sequência mantendo essa visualização. Essa é a particularidade da plataforma.

Só que, para isso, é necessário que os quadrinhos sejam devidamente identificados. Clicando com o botão direito dentro de uma das páginas abertas, surge a opção “Novo Painel do Kindle”, que permite identificar manualmente os quadrinhos de uma página, de modo que os aplicativos Kindle possam ampliá-los quando abrirem o arquivo.

etapa-5 [painéis criados manuamente]

Repare no número que aparece no canto superior esquerdo dos quadrinhos já identificados, marcando a sequência com que se abrirão, ampliados, para o leitor.

O processo de identificar os quadrinhos é simples, mas tende a ser demorado. Um outro recurso pode reduzir sensivelmente o tempo gasto nessa atividade: a detecção automática de painés. O Comic Creator analisa as imagens e, em HQs simples, onde os quadrinhos são quadrados ou retangulares, consegue demarcá-los automaticamente. Para ativar a detecção automática, você deve clicar com o botão direito dentro da página e escolher a opção “Detectar Painéis”, podendo escolher se deseja que o programa os detecte apenas numa página ou em todo o livro.

etapa-7 [painéis automaticamente detectados]Painéis detectados automaticamente.

Importante: permitir que o programa detecte automaticamente os quadrinhos apagará as suas próprias marcações manuais.

Em se tratando de histórias em quadrinhos de estrutura simples, sem grandes complexidades visuais e pouca ligação entre os quadrinhos, a detecção automática será de grande ajuda. Mas atenção: ainda é necessário analisar página a página para conferir que os quadrinhos estão corretamente identificados. Por vezes as bordas não estão explicitamente desenhadas, ou há quadrinhos muito pequenos, e o programa comete erros e os deixa passar. Esse olhar posterior à detecção automática serve para ajustar o que ainda precisar de ajustes.

Isso feito, o trabalho está quase pronto. É necessário observar também o nome dado às páginas da HQ. O mais indicado para evitar erros é seguir a ordem numérica das mesmas: Página 1, Página 2, Página 3 etc.

Isso resolvido, basta exportar o arquivo em Criar > Construir e pré-visualizar. Se você já tem o programa Kindle Previewer instalado, a HQ será aberta nele. O arquivo pode ser testado aí e também nos demais aplicativos da loja, bem como nos eReaders Kindle.

pronto

Uma observação. Há HQs mais experimentais, em que os limites dos quadrinhos não são nítidos. Em casos assim, o próprio programa não recomenda o uso dos painéis Kindle, pois estes só funcionam a partir de duas formas geométricas básicas: quadrado e retângulo. Outro caso possível é o de narrativas em que os desenhos ocupam duas páginas. Em histórias assim, pode ser o caso de criar um projeto no Kindle Comic Creator com visualização em páginas duplas, onde sempre se verão duas páginas juntas. Assim, desenhos particularmente grandes serão corretamente visualizados.

Mas tudo na vida tem seu revés: esse tipo de visualização só é permitido num modo de produção que não aceita os Painéis Kindle. O leitor consegue ampliar a imagem como um todo, e assim não deixa de ler o que se diz nos balões de diálogo, mas não os quadrinhos individualmente.

Na tela dos metadados, você deve desmarcar a opção dos painéis e, mais abaixo, marcar “Desbloqueado”.

Após juntar as páginas, você aciona Configurações de página > Configurar todas as ilustrações em página dupla.

páginas duplas

Espero que esse breve descrição do Kindle Comic Creator seja útil para quem deseja se aventurar nesse formato.

Por Josué de Oliveira | Pubicado originalmentem em COLOFÃO | 4 de novembro de 2015

Josué de Oliveira

Josué de Oliveira

Josué de Oliveira tem 24 anos e trabalha com e-books há pouco mais de três. Integra a equipe de digitais da editora Intrínseca, lidando diretamente com a produção dos mesmos, da conversão à finalização. É formado em Estudos de Mídia pela Universidade Federal Fluminense. Gosta de ler, escrever, ver filmes esquisitos e curte bandas que ninguém conhece. Tem alguns contos publicados em antologias e um romance policial que, segundo rumores, um dia ficará pronto.

Programa Livrus Ao Vivo # 04


Programa Livrus ao Vivo 4

A primeira temporada do LIVRUS AO VIVO é apresentado às quartas, às 21h30, por Ednei Procopio e Chris Donizete. Para ouvir o programa ao vivo, basta sintonizar a Rádio Mundial FM 95,7 ou AM 660, ou acessar o link www.radiomundial.com.br/radio-ao-vivo no momento do programa. Para quem não ouviu os programas anteriores, clique aqui para ouvir o podcast.

Tinder, o vendedor de livros


Ex-bombeiro solteirão escreve livro e aproveita o Tinder para promovê-lo

Printscreen do perfil do autor no Tinder

Printscreen do perfil do autor no Tinder

Tinder, um aplicativo de geolocalização que promove “encontros amorosos”, é o mais novo vendedor de livros no Brasil. É que Bruno Godoi, um ex-bombeiro e solteirão convicto, escolheu a plataforma para divulgar e promover seu livro Solteiro sofre demais [Empíreo, 248 pp, R$ 29,90], o primeiro “BarbaLit Nerd da galáxia”, como o autor define. O mineiro “campeão de matchs” no aplicativo fala que o termo deriva do Lumber Lit [Resultado da equação “Lumbersexual + Lit – Sexual”] e defende que cada “match” é uma oportunidade para conquistar novos leitores. O livro, que está à venda nas livrarias tradicionais, podia ser uma não ficção em que Bruno contasse as suas peripécias no aplicativo, mas trata-se de um romance. Na trama, James Lurex, um professor de literatura, é um boêmio que prefere os bolsos vazios a perder uma noitada.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 29/10/2015

Programa Livrus Ao Vivo # 01


Ouça o Podcast do Programa Livrus Ao Vivo

A Livrus Negócios Editoriais já não é mais uma startup. Com seis anos de vida, a empresa iniciou suas atividades em 2009, durante a Bienal do Rio de Janeiro. Até 2011, quando ganhou vida própria, a Livrus era apenas um projeto em uma editora que o empreendedor Ednei Procopio havia fundado seis anos antes.

Hoje, somente o selo editorial da empresa soma mais de 130 escritores publicados, cada um deles com dois ou mais títulos. Os escritores representados pela Livrus não são autores de uma só obra, alguns já publicaram mais de 10 títulos, uma característica que a Livrus vem tentando manter ao somar um catálogo de mais de 300 obras.

A Livrus Negócios Editoriais dividiu seu ecossistema em três segmentos: PUBLICA, COMERCIALIZA e DIVULGA. O programa de jornalismo literário LIVRUS AO VIVO, que a empresa criou, e que estreou em outubro na Rádio Mundial, estação difusora em São Paulo, faz parte de sua estratégia dentro do seu plano de divulgação de obras e escritores.

A primeira temporada do LIVRUS AO VIVO é apresentado às quartas-feiras, das 21h30 às 22h. Para ouvir o programa ao vivo, basta o ouvinte sintonizar a Rádio Mundial FM 95,7 ou AM 660, ou acessar o link www.radiomundial.com.br/radio-ao-vivo no momento do programa.

Para quem não ouviu a estreia do programa, o link do podcast é este livrus.podomatic.com.

Depois de videoarte, ‘gifs’ viram livro disponível na internet


‘A casa assombrada de Zac’ foi criada pelo escritor e performer americano Dennis Cooper

O escritor e performer americano Dennis Cooper | Photo: Divulgação

O escritor e performer americano Dennis Cooper | Photo: Divulgação

RIO | Que os gifs já adquiriram estado de arte é fato inconteste. Cada vez mais artistas visuais, músicos e até fotógrafos de moda absorvem a linguagem digital em seus trabalhos, com resultados surpreendentes. Mas o que o escritor, editor e performer americano Dennis Cooper [sem livros traduzidos no Brasil] fez agora é algo inédito: ele lançou, há alguns meses, o primeiro livro totalmente feito com o formato. Intitulado “Zac’s haunted house” [“A casa assombrada de Zac”, em tradução livre], é um romance de suspense, como o próprio nome sugere — e como os 15 capítulos de trama cheia de reviravoltas sustentam. A obra está disponível no site http://www.kiddiepunk.com/zacshauntedhouse. A ideia faz sucesso, e desde o lançamento, já foram mais de 40 mil downloads. Da França, onde vive atualmente, Dennis Cooper conversou com O GLOBO.

Como você teve a ideia de fazer um romance apenas com gifs?

Eu tenho um blog que alimento diariamente, no endereço http://www.denniscooper-theweaklings.blogspot.com.br. Ele inclui todo tipo de post e tem muitas imagens. Por algum tempo, fui separando o material por temas que se relacionavam. E comecei a incluir gifs animados entre um e outro. Quando fiz isso, comecei a perceber como os gifs se relacionavam de maneira interessante entre si, e separei-os por temas, por ritmo, pela cor ou pelo design. Aos poucos, os agrupamentos foram ficando complexos e ainda mais interessantes. E fui percebendo que já estava tentando fazer ficção com eles, usando os mesmos métodos da minha própria ficção. Era possível “escrever” ficção usando gifsanimados em vez de apenas a linguagem escrita. Então decidi tentar escrever um romance feito de gifs.

Como você pesquisa gifs na internet?

Às vezes eu já tenho uma história que quero ilustrar, e procuro gifs que possam dar conta disso. Outras vezes, encontro gifs que realmente me interessam por buscas aleatórias, temáticas, seja no Google, no Giphy, no Tumblr ou em outros sites que têm um monte deles.

Como o livro foi recebido?

“Zac’s haunted house” já foi baixado 40 mil vezes. Ele foi indicado para prêmios literários e foi selecionado para aparecer em festivais de cinema. Eu não pensei em inventar um novo formato, mas de fato é um novo formato, e as pessoas parecem animadas com o fato de o livro ser algo fresco, o primeiro deste tipo.

Você já disse que gifs são como um “deslize para o olho”. Que novas possibilidades você encontra nessa narrativa? E quais são suas limitações?

O que mais me anima ao fazer ficção com gifs animados é que as demandas naturais de uma ficção escrita — história, personagens e enredo imperiosos — não são necessárias ou talvez até mesmo possíveis de se fazer com gifs. Eu sempre experimentei muito em meus romances, e eu sempre fui mais interessado no que eles fazem formalmente, estruturalmente e estilisticamente do que nas histórias, personagens e enredos. Trabalhar com gifs me permite colocar essas convenções mais sob a superfície. Escrever ficção com gifs é muito libertador para mim. Ao mesmo tempo, há grandes limitações. Pelo menos quando você usa gifs por acaso, como eu faço. Por exemplo, gifs são quase sempre uma pequena comédia, e às vezes eu tenho que disfarçá-la, tentar escondê-la. Gifs são mais abertos do que a linguagem escrita, mas ao mesmo tempo são muito inflexíveis.

Que outras linguagens você gostaria de experimentar em uma narrativa?

Não sei, estou tão imerso no trabalho em gifs agora… Um romance com emoticons, por exemplo, é uma ideia engraçada e encantadora, mas eu acho que a leitura seria muito difícil e chata.

Qual é o futuro do romance?

Eu não faço ideia. Acredito que o romance é uma forma enorme, e que existem muitas, muitas, mas muitas maneiras de se fazer romances que ninguém tenha tentado antes ou tenha conseguido realizar ainda.

LEIA A CRÍTICA DO LIVRO [POR CARLOS ALBERTO TEIXEIRA]:

“Não vi qualquer mensagem no livro. É uma coleção de gif’s noir mal organizada, sem enredo, sem pé nem cabeça. Alguns gif’s são interessantes, mas nada de incrível. Trechos de vídeos e filmes convertidos para gif, só isso. É uma obra de arte, a partir do fato que gera uma emoção em quem a observa. Em mim gerou repulsa, asco e sensações desagradáveis. Meio underground, meio Deep Web. Pode entrar para a história como a primeira iniciativa do gênero. Mas não contribuiu em nada. Se tem alguma sacada mágica nesse “livro”, escapou-me. Não recomendaria a ninguém.”

Por Bolívar Torres | Publicado originalmente em O Globo | 25/09/2015, às 12:27 | Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A.

Aplicativo transforma livros em mensagens de texto


Um aplicativo criado por um casal de desenvolvedores quer usar a tecnologia para revolucionar a leitura de livros em dispositivos móveis. O Hooked é um app para iOS que usa o formato de mensagens de texto para contar uma história ao leitor. Em vez de páginas, os parágrafos são divididos em mensagens de texto. Para avançar até o próximo, basta tocar na tela. “Nós não achamos que a ficção está morrendo e sim que que há maneiras de melhorar a forma como ela é apresentada e produzida atualmente”, explica Prerna Gupta, um dos fundadores da Telepathic.

De acordo com os desenvolvedores, as vantagens em relação ao formato tradicional são três: maior proximidade com a interface de smartphones e a sensação natural de leitura nele, facilidade em acompanhar o texto em pequenos trechos ao esperar, por exemplo, um metrô e a agilidade, ajudando o leitor a se interessar na maneira de contar a história, querendo continuá-la.
O casal explica ainda que, no futuro, a ideia é adicionar abordagens interativas nas histórias. O app oferece um número ilimitado de histórias grátis, mas para se inscrever é preciso desembolsar US$ 2,99 por semana.

A empresa já arrecadou US$ 1,2 milhões em investimentos de 500 startups.

Publicado originalmente em Olhar Digital | 17/09/2015

O que você quer ser quando você crescer?


Por Eddie Procopio

Livros pop-up, com aqueles cenários que saltam das páginas, sempre foram encantadores. Peronio Pop-up Book, desenvolvido por um estúdio brazuza, fixado Florianópolis [SC], tenta levar a experiência física destes objetivos literários para dentro dos tablets e smartphones.

Peronio é um garoto ainda indeciso sobre o que quer ser quando crescer: não sabe se quer ser um dentista de dragões, “por causa dos seus enormes dentes pontudos“, ou um engenheiro de naves espaciais. E saí por aí, descobrindo o que fazer da vida. Mas é o leitor que, em Peronio Pop-up Book, interage com um universo onde as crianças estão tentando construir uma ideia da profissão que terão em sua fase adulta.

O restultado de Peronio Pop-up Book é um livro interativo [ou seria um jogo?] que impressiona pela experiência holográfica que combina tecnologias de Realidade Virtual e Aumentada e uso de óculos. Desde a primeira página o leitor descobre as aventuras de Peronio, que tenta decidir o que ele quer ser quando crescer e o segue em sua jornada de desafios emocionantes que inclui mini-contos jogáveis ao longo do caminho.

Segundo os desenvolvedores de Peronio Pop-up Book, a equipe de Renato Klieger Creations e a Ovni Studios, o segmento de livro-jogo para celular é um movimento ousado, onde a quantidade aplicativos disponíveis é ilimitada, mas “nenhuma oferece a notável experiência deste incrível pop-up book”.

Vale à pena conferir!

Ubiqui se apresenta na Bienal


Empresa de gestão editorial lançará módulo durante o evento

A Ubiqui, plataforma de gestão editorial, está participando das rodadas de negócios promovidas durante a Bienal do Rio entre agentes literários, profissionais livreiros e executivos de negócios do setor de todo o mundo com profissionais do Reino Unido, Índia, França e Itália. Durante a ação, o CEO da Ubiqui, Rafael Schaffer, lançará o quinto módulo de gestão da empresa, Backup na Nuvem, criado com foco na acessibilidade e segurança para as editoras. O módulo possui espaço para até 1 GB por produto, onde os clientes podem armazenam em um só lugar todas as informações referentes à obra.

PUBLISHNEWS | 04/09/2015

Duas notícias que prognosticam mudanças no mercado dos eBooks


Como o aumento do uso de celulares para leitura e a eliminação de DRM por algumas editoras afetam o mercado de e-books na Europa e nos EUA? Shatzkin responde.

Duas notícias recentes e como as coisas estão se desenvolvendo prognosticam algumas coisas sobre a direção do mercado e-book. Uma notícia é que a leitura em telefones está realmente decolando. Mais da metade dos consumidores de e-book usam seus celulares pelo menos por algum tempo e o número dos que leemprincipalmente nos celulares chega a um em cada sete. A outra é que o mercado de e-books alemão está eliminando, em sua maioria, o DRM. A Random House seguiu editora Holtzbrinck e abandonou as travas digitais, fazendo com que um dos maiores mercados do mundo entre num caminho no qual o mercado de língua inglesa se recusou determinadamente a pisar. [Há exceções, é claro – O’Reilly, Tor, o selo digital da Harlequin, Carina, Baen, e outras editoras pequenas, voltadas principalmente para nichos literários.]

Um monte de teorias sobre os e-books estão prestes a ser testadas.

Minha reação pessoal para a adoção da leitura no celular é “por que demorou tanto?” Comecei a ler e-books em um Palm Pilot em 1999. Fiquei animado porque trouxe livros para um aparelho que já carregava comigo o tempo todo. Desde o começo, na minha opinião, era para isso que os e-books existiam: não precisava de outro dispositivo além do que já levava comigo o tempo todo. Em 2002, houve um meme ativo por um tempo questionando qual o valor dos e-books. Por que alguém iria querer essa coisa? Falei numa Conferência Seybold sobre isso dando uma resposta simples:

Se você realmente usa um Personal Digital Assistant [PDA] todo dia, se está entre o número cada vez maior de quem carrega um deles com você o tempo todo, não precisa que ninguém explique o valor e a utilidade dos e-books. O inverso disso é que se você não usa um PDA regularmente, os e-books terão muito pouco valor para você. Há alguma utilidade menor em ter livros e algum software leitor no seu notebook, mas não muitas.

Pode ter sido essa busca por mais “valor” nos e-books que levou a anos de experimentação para torná-los algo mais do que texto apresentados em telas, tentando adicionar funcionalidade usando a capacidade digital em uma longa sucessão de fracassos comerciais.

Meu amigo, Joe Esposito, um dos pensadores mais criativos da área editorial,identificou e deu o nome ao conceito de “leitura intersticial” há alguns anos, com isso ele estava falando de quando lemos um livro enquanto esperamos em uma fila ou enquanto esperamos que o filme comece. Lembro-me de um antigo vizinho que tinha sempre um livro na mão quando entrava no elevador no 14º andar e lia uma ou duas páginas à medida que descíamos para o térreo. Aquele era um hábito peculiar com um livro impresso; vai ser uma prática cada vez mais comum à medida que mais gente ler em portáteis que sempre estão conosco.

Pode ser que a editora Judith Curr do selo Atria na S&S tenha acertado quando previu que o futuro da leitura está nos celulares e no papel.

Uma questão importante daqui para frente é como a leitura no celular afetará os padrões de compras. Aqui temos uma dicotomia interessante que depende do uso individual. Que tipo de celular que você tem, Apple ou Android? E qual ecossistema de leitura prefere: Kindle da Amazon, iBooks da Apple ou outro como Google, Kobo ou Nook?

Explico por que isso é importante. Quando você usa o app iBooks em um iPhone, pode comprar livros diretamente no aplicativo. Nunca fiz isso, exceto para comprar um livro que já sabia que queria. Normalmente leio no app Kindle e ocasionalmente no aplicativo Google Play. Nos dois casos, faço minhas compras do meu PC no site do Kindle ou do Google Play. Minha compra está acessível instantaneamente no meu telefone depois disso, mas é um processo de compra em duas máquinas.

Claro, também posso acessar os sites do Kindle ou do Google Play através do navegador do meu celular. É um requisito sair do aplicativo, mas não é preciso usar outro dispositivo. [Francamente, é apenas mais fácil fazer as compras com uma tela e um teclado de verdade.]

As limitações nos dispositivos iOS são criados porque a Apple insiste em cobrar 30% para as vendas feitas dentro de seus aplicativos. O Android não obriga a nada disso, então as versões dos apps Android permitem compras dentro do app. Mesmo assim, como com quase tudo, parece que os usuários iOS fazem mais compras e consumo de conteúdo do que os usuários de Android.

Seria de esperar que com o aumento da leitura em celulares, isso favoreceria “lojas da casa” nos próprios celulares. Elas existem no iBooks e no Google Play. Obviamente isso não significa nenhum tipo de golpe mortal no Kindle se minha própria experiência, mantendo o hábito do uso do Kindle de forma quase ininterrupta, serve de guia. Mas é definitivamente um pouco mais fácil comprar dentro do aplicativo que você usa para ler do que precisar sair dele.

Já se disse muitas vezes que os celulares vêm com distrações internas, como os e-mails e as mensagens de texto que chegam o tempo todo. Mas os tablets – que vêm compartilhando a leitura com os livros impressos e os dispositivos de leitura dedicados há alguns anos – também têm e-mail chegando o tempo todo. E os tablets oferecem toda a web como uma distração em potencial também, como os telefones. Não acho que o componente distração tenha mudado muita coisa recentemente durante o crescimento da leitura no celular.

E há muitos escritores que já escrevem capítulos muito curtos [como o que mais vende entre todos, James Patterson] que podem satisfazer as janelas de “leitura intersticial”. Será preciso analisar, e provavelmente não existem metadados para decidir, se os livros que já são escritos em “blocos” estão se beneficiando do movimento para leitura no celular.

Novos hábitos de leitura levam a novas iniciativas editoriais. Nossa amiga, Molly Barton [diretora há muito tempo da Penguin digital], tem uma startup editorial chamada Serial Box que planeja dividir romances longos em pedaços independentes.

O mercado de e-books alemão é muito menor, no total de vendas de livros, do que o norte-americano, uma estimativa que ronda os 5% das vendas, em vez dos mais de 20% nos EUA. Isso acontece por uma combinação de fatores econômicos – incluindo que a Amazon é obrigada a manter preços fixos o que a impede de dar descontos nos e-books – assim como outras questões culturais. [As vendas de livros online na Alemanha são estimadas entre 15% e 25% – talvez metade dos números nos EUA. A Amazon domina a maior parte disso. Livrarias ficam com a metade do negócio; o restante é dividido entre vendas diretas, grandes lojas, outros varejistas que não são livrarias e catálogos.]

Mas várias editoras concluíram que colocar uma marca d’água [que muitas vezes é chamado de “DRM soft”] é toda a restrição necessária para evitar os repasses e o compartilhamento casual. Agora todas as grandes editoras vão funcionar dessa maneira.

Meus amigos me dizem que, na Alemanha, existem ainda pequenas editoras que querem manter o DRM, algo que poderão continuar fazendo por algum tempo. Na verdade, o Adobe DRM mantém a informação sobre quem é um comprador válido, então pode não ser tão fácil para as lojas deixá-lo mesmo depois que as travas não forem mais exigidas se quiserem fazer mais do que adivinhar se um cliente querendo fazer novamente o download de uma compra anterior tem direito a isso. E também poderia ser difícil para o mercado abrir mão totalmente do DRM, se as editoras de língua inglesa ainda quiserem aplicá-lo aos livros em seu idioma vendidos na Alemanha. Isso é um negócio substancial e as livrarias – especialmente a Amazon – não gostariam de forçar uma situação onde a produção das editoras dos EUA e do Reino Unido devem ou não ter de DRM ou não estar disponível no mercado alemão.

Sempre foi a preocupação de muitos editores, agentes e grandes autores que a remoção do DRM resultaria em compartilhamento irrestrito que realmente poderia prejudicar as vendas de livros. Um cético do DRM de longa data, editor e pensador da indústria, Tim O’Reilly, já caracterizou o DRM como “tributação progressiva”, o que parece validar a noção de que os grandes autores têm algo para se preocupar. [O’Reilly publica conteúdo profissional que sofre alterações e atualizações constantes; precisamente o oposto, do ponto de vista do medo do compartilhamento, do que publica James Patterson.] Claramente, as editoras alemãs observando o que aconteceu em seu mercado não têm esse medo. O editor norte-americano e parte do grupo editorial Holtzbrinck, Tom Doherty, também falou publicamente sobre a [falta de] impacto da mudança da Tor para e-books sem DRM: “… a ausência de DRM nos e-books da Tor não aumentou a quantidade de livros da editora disponíveis online de forma ilegal, nem afetou visivelmente as vendas”.

Além do potencial de perda de vendas através do repasse, o outro impacto da remoção do DRM poderia ser torná-lo mais fácil para qualquer um ser varejista de e-book colocando conteúdo em praticamente qualquer dispositivo. A necessidade de fornecer DRM sempre foi responsabilizado como uma das barreiras, por causa dos custos e dos investimentos em tecnologia, que mantiveram os varejistas fora do mercado e-books. Teoricamente, o custo de ser um varejista e-book em um ambiente livre de DRM poderia ser muito menor, incluindo uma diminuição reivindicada e esperada dos requisitos de atendimento ao cliente. Se for verdade, isso poderia ser muito importante para as vendas de e-books com catálogos verticais, onde uma boa quantidade de conteúdo poderia ser um adicional interessante nas ofertas do varejista. As pessoas que vendem bens duráveis não querem lidar com DRM e os requisitos de serviço ao cliente que ele cria.

Esses detalhes de tecnologia são bem mais profundos do que meu conhecimento, mas as pessoas que conhecem tudo isso me advertem para não esperar muitas mudanças nesse sentido. A marca d’água [DRM “soft”, ou DRM sem “travas digitais”] não é nada simples de um ponto de vista técnico. Novos sistemas de leitura poderiam proliferar sem a disciplina do DRM, o que também poderia criar exigências de atendimento ao cliente. A afirmação de facilidade de uso poderia sair pela culatra. Vamos ver.

Sempre foi minha impressão que a discussão sobre DRM era mais forte do que o efeito realmente garantido. Como nunca quis mover um e-book de um ecossistema para outro, ou passar um e-book para outra pessoa, o DRM nunca me atrapalhou. Mas era algo, obviamente, que bloqueava a entrada de novos operadores no varejo de e-books e criava grandes problemas de atendimento ao cliente para livrarias independentes.

As duas coisas que devemos observar na Alemanha são se as vendas de e-books, especialmente para os principais títulos, continuam iguais ou diminuem de alguma maneira por causa do repasse e, pelo menos tão importante, se vai crescer o número de livrarias vendendo e-books pela diminuição das exigências do DRM. A marca d’água vai ajudar as editoras a encontrar a fonte dos e-books que acabam sendo postados ou pirateados publicamente. Eu não esperaria uma explosão da pirataria, mas certamente haverá muito o que aprender.

As chances são muito boas de que esse resultado possa levar ao crescimento de e-books sem DRM no mercado em inglês também nos próximos anos.

Por Mike Shatzkin | Publicado originalmente por PublishNews | 03/09/2015

Mike Shatzkin

Mike Shatzkin

Mike Shatzkin tem mais de 40 anos de experiência no mercado editorial. É fundador e diretor-presidente da consultoria editorial The Idea Logical Co., com sede em Nova York, e acompanha e analisa diariamente os desafios e as oportunidades da indústria editorial nesta nova realidade digital. Organiza anualmente a Digital Book World, uma conferência em Nova York sobre o futuro digital do livro. Em sua coluna, o consultor novaiorquino aborda os desafios e oportunidades apresentados pela nova era tecnológica. O texto de sua coluna é publicado originalmente em seu blog, The Shatzkin Files.

Saraiva lança novo aplicativo de leitura e vende eBooks com 80% de desconto


Com versões para iOS e Android o aplicativo Lev Saraiva foi desenvolvido pela empresa ucraniana Obreey Products

Em comunicado ao mercado, a Saraiva divulgou o lançamento de um novo aplicativo para leitura de e-books: o Lev Saraiva, disponível tanto para o sistema iOS como para Android. Segundo a empresa, trata-se de um “novo aplicativo gratuito para a leitura de livros digitais, desenvolvido para proporcionar a melhor experiência com e-books em qualquer dispositivo, hora e lugar“.

Ainda segundo o comunicado, “o aplicativo permite continuar a leitura do ponto exato onde foi interrompida, seja no próprio app em tablets e smartphones ou no LEV, o leitor portátil [e-reader] de livros digitais da Saraiva, criando, assim, um ecossistema integrado de acesso ao conteúdo“. E importante ressaltar que o aplicativo permite o acesso à biblioteca do usuário no ecossistema da Saraiva, mas, assim como os aplicativos Kindle da Amazon, não permite que compras de livro sejam feitas por meio dele. O novo aplicativo foi desenvolvido pela empresa ucraniana Obreey Products, que também produz uma linha de tablets androids e outra de leitores dedicados chamados PocketBook eReaders.

A Saraiva disponibilizou uma página com informações sobre o Lev Saraiva, que pode ser baixado aqui para a plataforma iOS e aqui para a plataforma Android. A empresa informa que já possui um catálogo de 50 mil e-books em português disponibilizado em sua loja.

O Lev, o leitor dedicado da Saraiva, acaba de completar seu primeiro aniversário no dia 5/8. E para comemorar o primeiro aniversário do seu gadget proprietário, a Saraiva vem desde a semana passada promovendo um mês com descontos de até 80% em seus e-books. As ações podem ser tanto instantâneas, durando apenas 24 horas, ou se estender por mais tempo. A loja também vem promovendo promoções de um título especial por dia, o que é bastante similar aos “Daily Deals” da concorrente Amazon. Entre as editoras participantes destas promoções estão Ediouro, Geração Editorial, LeYa e a própria editora Saraiva.

Por Carlo Carrenho | Publicado originalmente em PublishNews | 31/08/2015

Dicas práticas para produção de ePub3


Por Josué de Oliveira | Publicado originalmente em COLOFÃO | 26 de agosto de 2015

Em meu último texto, chamei atenção para algumas questões de cunho teórico que precisam ser levadas em conta quando se trata de produzir em ePub3. Dando continuidade a esse mesmo assunto, gostaria de destacar aqui alguns outros tópicos, agora de caráter mais prático. Não será um texto com tutoriais, mas com dicas gerais, inclusive de fluxo de trabalho.

Antes, vale dizer que a mesma ressalva feita no primeiro texto vale também para este: o que tenho em mente são livros de texto, não layout fixo, assunto deveras mais complexo que ficará para outra ocasião.

1. Permanecendo no Sigil até o limite

O Sigil, editor de ePub gratuito e open source que todos nós amamos, ainda não dá suporte para o ePub3, de modo que, quando um e-book já está no novo formato, o programa não é capaz de editá-lo corretamente. É bom evitar até mesmo abrir um ePub3 no Sigil, pois o código do arquivo pode acabar alterado. No entanto, o Sigil permanece sendo um dos melhores recursos na produção como um todo de um ePub3, mesmo que não seja possível editar diretamente nele.

E isso porque você não precisa, logo de saída, já ter um ePub3. Uma vez que o Sigil é tão prático, o melhor é extrair dele todo o possível antes de deixá-lo.

A recomendação é a seguinte: trate seu e-book como um ePub2 tradicional nas etapas iniciais da produção. Você pode convertê-lo pelo InDesign ou outro método do seu agrado, realizar a adaptação do projeto, inserir fontes e imagens, deixar o arquivo pronto para a revisão e inserir as emendas apontadas, tudo exatamente como teria feito por padrão se o e-book não fosse ganhar uma versão avançada. Só então, quando essas etapas [inclusive correções de texto] estiverem concluídas, prossiga para a conversão para ePub3.

Essa organização tende a otimizar o tempo, pois, do contrário, seria necessário utilizar um editor de HTML desde o início, além de compactar diversas versões do mesmo arquivo para realizar testes nos aplicativos. Concentrando a produção no Sigil até que este não possa mais ajudar, tem-se um processo mais fluído.

No caso de um projeto amplo, em que um livro precisa ter também uma versão ePub2, essa recomendação é ainda mais enfática, afinal esse arquivo será de fato necessário.

2. Conversão

O Sigil pode ser utilizado inclusive para converter seu arquivo ePub2 para ePub3. Com alguns cliques — como falei no primeiro texto, essa parte não é nem de longe a mais difícil –, você usa o plugin ePub-itizer e obtém uma versão confiável do arquivo no qual já vinha trabalhando atualizada para o novo formato. É a partir desse momento que o Sigil não poderá mais ser usado para edição. Lembre-se: você tem um arquivo já bem-encaminhado, com imagens e fontes já inseridas, bem como emendas de texto. Tudo que é comum entre o ePub2 e o ePub3 já está feito. O que vem agora é que será particular desse último.

3. Compiladores e editores de HTML

De agora em diante, você terá de trabalhar com seu arquivo descompactado. Para descompactá-lo, você pode utilizar programas como o ePubPackePubZip/Unzip [os mesmos podem ser utilizados depois para compactar] ou até mesmo abrir o ePub pelo WinRar e arrastar os conteúdos para uma pasta separada. Para editar as páginas agora descompactadas, será necessário um editor de HTML, comoNotepad++TextWrangler. Lembre-se: agora as facilidades do Sigil acabaram. Se novos arquivos, como áudios e vídeos, forem inseridos, terão de ser manualmente. Isso significa inclusive declará-los no content.opf.

4. Uma palavra sobre áudios e vídeos

Áudios e vídeos podem ficar estocados na pasta Misc, padrão em ePubs, mas você também pode, para melhor se organizar, criar pastas específicas [uma pasta “Audio” e outra “Video”].

Já que estamos falando sobre áudios e vídeos, um toque sobre suporte. Como tantos outros recursos do ePub3, estes dois não funcionam em todas as plataformas. De todas, a Apple é a quem melhor suporte. Nas outras, há limitações. O app Android da Kobo, por exemplo, não roda áudios, embora os vídeos funcionem. O mesmo ocorre com a Amazon [que tem um formato próprio para livros avaçados, como destacado no texto anterior, mas que pode ser adaptado a partir do ePub3]. Na Google, os áudios e vídeos do ePub3 de teste que utilizei não abriram nem na plataforma iOS nem na Android.

O ideal é utilizar uma mensagem de fallback, que será visualizada caso o e-book seja aberto num ambiente de leitura que não suporta algum dos recursos, como apontado nesse texto.Basta inserir a mensagem dentro da linha de código que chama o áudio ou o vídeo.

Exemplo:

<audio src=”../Audios/audio-exemplo.mp3”><p>Este conteúdo não pode ser visualizado nessa plataforma</p></audio>
Assim, a mensagem alertará o leitor de que ali há um certo conteúdo que não está sendo visualizado.

5. Testes

Para testes, recomendo priorizar o iBooks, onde o maior número de recursos funciona. Isso não exclui, naturalmente, a necessidade de testar em outras plataformas, mas, para testes rápidos, me parece a melhor opção. E agora não é mais necessário passar por um processo longo [como subir o arquivo para uma conta no Dropbox e depois abri-lo no iPad ou iPhone] para jogar o arquivo no aplicativo, já que as versões mais novas do sistema operacional contam com o iBooks para Mac.

6. Notas em pop-up na Apple

Um recurso interessante, que já abordei em outro texto de cunho mais técnico. Outras plataformas, como Kobo e Kindle, já geram a visualização de notas na forma de pop-ups em e-books tradicionais automaticamente, mas, no iBooks, é necessário fazer adaptações — um pouco complexas, é verdade complexas — no código para que o recurso funcione.

Mas pode ser interessante atentar para esse recurso na plataforma da Apple para utilizá-lo para outros fins, uma vez que, para essa plataforma, utiliza-se o <aside> para produzir as pop-ups. Essa serve para agrupar conteúdos relacionados ao principal, de modo que não é apenas nas notas que irá funcionar. Respostas para quizzes podem ficar escondidas até que um link seja acessado, por exemplo; ou, saindo um pouco da caixa, livros de ficção que se proponham interativos podem se valer dos pop-ups para escondem informações do leitor.

Esses foram alguns elementos que achei interessante destacar, muito com base na experiência que tive. Espero que possam ser úteis.

Até a próxima.

Josué de Oliveira

Josué de Oliveira

Por Josué de Oliveira | Publicado originalmente em COLOFÃO | 26 de agosto de 2015

Josué de Oliveira tem 24 anos e trabalha com e-books há pouco mais de três. Integra a equipe de digitais da editora Intrínseca, lidando diretamente com a produção dos mesmos, da conversão à finalização. É formado em Estudos de Mídia pela Universidade Federal Fluminense. Gosta de ler, escrever, ver filmes esquisitos e curte bandas que ninguém conhece. Tem alguns contos publicados em antologias e um romance policial que, segundo rumores, um dia ficará pronto.

Biblioteca virtual Gale fecha parceria com Google para melhorar acesso à pesquisa


Ao integrar seus conteúdos com aplicativos de educação do Google, Gale permite que estudantes e professores facilmente façam download, compartilhem e salvem artigos

Gale, parte da Cengage Learning, acaba de ser certificada oficialmente como uma Parceira para a Educação do Google com a solução a Gale Virtual Reference Library [GVRL] e é uma das 15 selecionadas para testar a nova ferramenta do aplicativo Classroom da gigante de internet. O acordo permite que usuários façam download, compartilhem e salvem conteúdo da Gale em aplicativos do Google, como Drive, Docs, Gmail e Classroom, os quais reúnem mais de 40 milhões de usuários. Além disso, estudantes e professores que utilizam essas plataformas conseguirão acessar os recursos de pesquisa da biblioteca In Context, da Gale.

A parceria oferece potencial imenso para aperfeiçoar o aprendizado, uma vez que encontra os estudantes onde eles estão: no meio digital. Com a iniciativa, Gale ajuda educadores a melhorar o engajamento dos alunos e a encorajar a colaboração – em qualquer lugar e em qualquer dispositivo. A nova ferramenta do Classroom estará disponível na In Context em breve. Com a funcionalidade, professores e alunos poderão incluir conteúdos da biblioteca em tarefas ou anúncios de aula do aplicativo com um único clique.

Esta não é primeira parceria entre as empresas. Em junho deste ano, os conteúdos da biblioteca GVRL Gale também foram indexados no Google Scholar, tornando os textos mais fáceis de serem encontrados por pesquisadores.

Sobre a biblioteca

Gale é líder mundial em pesquisa e publicação educacional para bibliotecas, escolas e empresas. Mais conhecida por seu conteúdo de referência e por sua catalogação dos textos completo de revistas e artigos de jornais em bases de dados pesquisáveis, a empresa cria e mantém mais de 600 bases de dados que são publicadas on-line e mais de 8.500 e-Books de referência em uma plataforma exclusiva e premiada mundialmente, a Gale Virtual Reference Library [GVRL]. A família Gale de e-Books também inclui marcas de referências notáveis como Macmillan Reference USA™, Charles Scribner’s Sons®, Primary Source Media™, Thorndike Press®, Christian Large Print™, Wheeler Publishing™, Five Star™ e Large Print Press™. Gale também serve ao mercado de educação básica com impressos das marcas U•X•L®, Greenhaven Press®, Lucent Books®, KidHaven Press e Sleeping Bear Press™.

Sobre a Cengage Learning

A Cengage Learning é uma empresa líder em conteúdos, tecnologias e serviços educacionais para os ensinos nos níveis básico, fundamental e médio [K-12] e também superior, além de atender mercados profissionais e bibliotecários em todo o mundo. A empresa oferece conteúdos, serviços personalizados e soluções digitais orientados aos cursos que aceleram o envolvimento dos alunos e transformam a experiência de aprendizagem. Com sede em Boston [MA], a Cengage Learning opera em mais de 20 países ao redor do mundo, inclusive no Brasil. Para mais informações, acesse http://www.cengage.com.br ou visite nossos perfis nas mídias sociais: Facebook, Twitter @CengageBrasil ou @cengagelatina.

Fonte: 2PRÓ Comunicação

Bibliotecas no futuro


Software oferece ferramentas para compor acervos de bibliotecas

De acordo com pesquisa realizada pela Pew Research, ao menos 28% dos leitores nos EUA leram e-books em 2014. Mas, de que forma as bibliotecas serão adaptadas neste novo cenário? Liliana Giusti Serra, bibliotecária do software para gestão de acervos bibliográficos SophiA Biblioteca e pesquisadora de livros digitais, acredita que o futuro será a composição de acervos híbridos, contendo livros impressos e conteúdo digital, ambos gerenciados numa única plataforma. Nesse sentido, o software SophiA Biblioteca fornece as ferramentas necessárias às instituições para compor seus acervos digitais. “Ao realizar integrações com empresas fornecedoras de conteúdo digital para bibliotecas, o SophiA oferece aos bibliotecários ferramentas de gestão, permitindo acompanhar o uso e o empréstimo digital dos títulos licenciados, controlar os modelos de negócios contratados, a vigência de assinaturas, além da importação de registros inteligente, com metadados bibliográficos e de gestão”, afirma Liliana.

PublishNews | 13/08/2015

FontForge e a manipulação de fontes


Vira e mexe eu menciono o FontForge em postagens sobre produção. Bem, deixem-me apresentá-lo formalmente: o FontForge é um programa multiplataforma [Linux, Mac e Windows] e de código livre que serve para manipular, editar e corrigir arquivos de fontes.

Pois bem, uma das coisas mais frustrantes para mim sempre foi, num fim de prazo, ao fazer o cotejo da versão “final” de um e-book, perceber que alguns caracteres desapareceram ou estão sendo exibidos de maneira incorreta.

ff

Ou, durante a produção, quando precisamos de uma variação daquela fonte e ninguém tem o arquivo (às vezes ele nem existe na família da fonte) — um bold-italic ou uma versão outline, por exemplo.

Eu poderia descrever como funciona o processo de correção ou de edição de uma fonte para os dois exemplos, mas acho que a coisa fica mais simples em vídeos, então, vamos lá.

Criando uma italic bold a partir de uma itálica*

Criando uma versão outline da fonte

Espero que seja útil para vocês. No caso de fontes com problema de acentuação etc., entrem em contato pelos comentários que, dependendo do for, faço um vídeo consertando o seu arquivo.

Por Antonio Hermida | Publicado originalmente em Colofão | 12/08/2015

Antonio Hermida

Antonio Hermida

Antonio Hermida cursou Análise de Sistemas [UNESA], Letras – Português-Latim [UFF] e Letras – Português-Literaturas [UFF]. Começou a trabalhar com e-books em 2009, na editora Zahar e, em 2011, passou a atuar como Gerente de Produção para Livros Digitais na Simplíssimo Livros, onde também ministrava cursos [Produzindo E-Books com Software Livre] e prestava consultorias para criação de departamentos digitais em editoras e agências.

Atualmente, coordena o departamento de Mídias Digitais da editora Cosac Naify e escreve mensalmente para o blog da editora.