Inscreva seu Trabalho Científico no 6º Congresso Internacional CBL do Livro Digital


A 6ª edição do Congresso Internacional CBL do Livro Digital seguirá com a tradição de avaliar trabalhos científicos e acadêmicos relativos ao livro digital no intuito de promover trabalhos empíricos e conceituais inéditos. Os prêmios aos vencedores são R$ 1.500 reservados ao primeiro colocado, R$ 1.000 ao segundo e R$ 500 ao terceiro.

O evento acontecerá dia 25 de agosto de 2016, antecedendo a 24ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, no Auditório Elis Regina, localizado na Av. Olavo Fontoura, 1209 – ao lado do Pavilhão do Parque Anhembi, em São Paulo. Mais informações: digital@cbl.org.br.

WhatsApp vira plataforma de leitura nas mãos de empreendedores digitais


Plataforma Leitura de Bolso conta com 9 mil usuários que recebem diariamente ‘pílulas’ de livros

Julian Vilela e Paulo Santos criaram o Leitura de Bolso que distribui conteúdos de livros via WhastApp | © Divulgação

Julian Vilela e Paulo Santos criaram o Leitura de Bolso que distribui conteúdos de livros via WhastApp | © Divulgação

A suspensão temporária dos serviços do WhatsApp da meia noite desta quinta-feira [17] até o início da tarde do mesmo dia foi suficiente para que o aplicativo de conversas instantâneas fosse um dos assuntos mais comentados do dia. Coincidência ou não, a agência de publicidade nova/sb publicou, nesta quinta, os resultados de uma pesquisa inédita que aponta que dos 7,5 mil entrevistados, 73% admite que utiliza o aplicativo diariamente e 79% desse universo disse recomendar o uso do WhatsApp para amigos e familiares. De olho nesse potencial e querendo driblar os assustadores índices de leitura no Brasil, os empreendedores brasilienses Paulo Santos e Julian Vilela resolveram criar uma nova forma de distribuição de livros. “Ficamos preocupados com o índice de leitura no Brasil e ficamos com esse problema na cabeça, pensando em o que gente podia fazer para amenizar esse número”, disse Paulo ao PublishNews. A resposta que os empreendedores deram à essa questão foi o Leitura de Bolso, uma plataforma de distribuição de livros via WhatsApp. “Muitas pessoas ainda se assustam com um livro de 300 páginas, mas não se dão conta que se lerem dez páginas por dia, ao final do mês, terão lido as 300 páginas do livro”, disse Paulo.

Funciona assim, o usuário se cadastra gratuitamente no Leitura de Bolso e passa a receber diariamente, pelo aplicativo, um trecho – que pode ser lido em cinco minutos — de um livro. Para início das operações, o Leitura de Bolso começou a distribuir para seus nove mil usuários o livro Quase pisei, do também brasiliense Roberto Klotz. Diariamente, os usuários recebem uma crônica do título.

No modelo atual, não há remuneração do autor, da mesma forma que não é cobrado dos usuários o acesso ao conteúdo, mas a dupla procura meios de monetizar o serviço. “Queremos divulgar o trabalho de novos escritores, que não tiveram ainda a chance de serem publicados. Em troca, nós damos aos escritores o acesso aos leitores”, explicou Paulo que disse que está aberto para parcerias com editoras que possam disponibilizar livros ou trechos de livros para a plataforma.

 

Por Leonardo Neto | PublishNews | 17/12/2015

Editora investe R$ 25 mi em plataforma digital de educação


Rafael Lopes, gerente digital do SmartLab

Fonte da Foto: SmartLab

A plataforma em nuvem do SmartLab reúne diversos parceiros que oferecem conteúdos interativos e plataformas de matemática, português, ciências, inglês, estímulo à leitura, entre outros temas que atingem estudantes dos ensinos fundamental e médio.

O sistema conta com ferramentas como Google Apps for Education, Britannica, Young Digital Planet, Xmile Learning, Elefante Letrado, Avalia Educacional, Guten News, Professores de Plantão, Árvore de Livros, 10monkeys, Tamboro e Aprendizagem Eficaz.

Mesmo com diferentes apps, os alunos e professores contam com uma senha única para o uso de todas as plataformas e conteúdos.

No laboratório, os alunos ainda tem acesso a simulados, conceitos de empreendedorismo e inovação, cidadania digital, robótica, espaço maker, programação e educação financeira.

Com o projeto de criação do espaço físico na escola, o Grupo Santillana oferece equipamentos como desktops da HP e chromebooks da Samsung.

As crianças, que são nativas digitais, absorvem a evolução tecnológica com mais facilidade, e as famílias estão exigindo das escolas processos mais modernos”, analisa Robson Lisboa, um dos idealizadores do projeto SmartLab.

O SmartLab ainda oferece coach pedagógico e tecnológico durante todo o ano letivo, com uma solução para adaptação de espaços colaborativos para as escolas, desenvolvida pelo renomado designer Kiko Sobrino, que já assinou projetos de marcas como Brastemp e Grupo Accor Hotéis.

Para utilizar a plataforma em nuvem com os diferentes apps, as escolas pagam uma mensalidade de R$ 39,90 por aluno.

Como a ferramenta é em nuvem, a medida em que novos parceiros se integrarem à plataforma, as escolas passam a contar com mais opções de apps sem a necessidade de mudanças no sistema”, explica Rafael Lopes, gerente digital do SmartLab.

O Grupo Santillana afirma que o SmartLab possui soluções para atender diferentes perfis de escolas, em todas as regiões do Brasil. Inicialmente, a empresa possui equipes dedicadas nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Bahia, Pernambuco e Ceará.

A empresa não divulgou uma meta relacionada ao número de escolas que pretendem atingir com o SmartLab no próximo ano.

Fundada na Espanha, em 1960, o Santillana é o braço editorial do Grupo Prisa, focado na oferta de conteúdos culturais, educativos, de informação e entretenimento nas línguas espanhola e portuguesa. O grupo é o responsável pelo jornal El País.

Presente em 22 países, a Santillana iniciou suas atividades no Brasil em 2001, ao adquirir as editoras Moderna e Salamandra.

O grupo opera nos segmentos de livros didáticos [Editora Moderna], literatura infantojuvenil [Moderna e Salamandra], materiais para ensino de idiomas [Richmond e Santillana Español], além de avaliação educacional [AVALIA] e sistema de ensino [UNO].

O negócio brasileiro da Santillana é o maior do grupo espanhol em termos de faturamento. O principal motivo é a editora Moderna, que alcançou receita de R$ 760 milhões no ano passado, com lucro líquido de R$ 66,3 milhões.

Por Júlia Merker | Publicado originalmentem em Baguete | 10/12/2015

SmartLab oferece apoio pedagógico a alunos e professores


Imagine um ambiente escolar supermoderno e inspirador em que alunos, por meio de um tablet, computador ou smartphone, consigam acessar conteúdos interessantes de diversas áreas do conhecimento, gerando para escolas e docentes relatórios de acompanhamento do desenvolvimento deles em tempo real. Esse é o espaço de aprendizado do futuro projetado pelo SmartLab, plataforma inteligente e integrada desenvolvida pelo Grupo Santillana lançada no Brasil no início dessa semana. Com investimento de R$ 25 milhões, o SmartLab reúne diversos parceiros que oferecem conteúdos interativos e plataformas de Matemática, Língua Portuguesa, Ciências, Inglês, estímulo à leitura, dentre outros. Os alunos ainda terão acesso a simulados, conceitos de empreendedorismo e inovação, cidadania digital, robótica, espaço maker, programação e educação financeira. Também faz uma curadoria constante de parceiros que busca incluir os mais eficientes recursos educacionais para atender alunos desde o Fundamental I até o Ensino Médio.

Versão 9 do SophiA Biblioteca pode ser atualizada


Já está disponível para atualização a versão 9 do SophiA Biblioteca. Além de adicionar novos recursos ao sistema, a mudança é necessária em caso de manutenção do software junto ao Suporte da Prima, já que a partir de janeiro clientes que ainda utilizam a versão 8 não contarão com este serviço. Entre as novidades do sistema estão a possibilidade de execução de operações em lote, como exclusão de títulos, transferência entre acervos, retenção de exemplares, entre outras; novos campos no cadastro de legislação e integração com LexML; e busca unificada de autoridades, cadastro de outros vocabulários e integração com DeCS, entre outras novidades. Para saber mais sobre estas e outras novidades, clique aqui.

PublishNews | 26/11/2015

Projeto Leitura de Bolso envia trechos literários diariamente via WhatsApp


Usuários podem se cadastrar gratuitamente no site. Textos começam a ser enviados nesta quarta e podem ser lidos em até 5 minutos

Já imaginou receber um texto literário em seu celular enquanto espera o ônibus, uma consulta médica ou procura algum conteúdo legal na internet? Essa é a proposta dos sócios Paulo Santos e Julian Vilela com o projeto Leitura de Bolso, que envia via WhatsApp textos que podem ser lidos em até 5 minutos. A ideia é oferecer diariamente trechos literários de qualidade para incentivar o hábito de leitura. Para participar é preciso acessar o site [http://leituradebolso.com] e cadastrar o seu telefone e um e-mail. Feito isso, você também deve salvar no seu celular o número enviado pelo projeto para começar a receber os textos.

Os textos começam a ser enviados nesta quarta,  gratuitamente, para os celulares cadastrados no site. Recursos multimídia como músicas, vídeos e imagens também fazem parte do conteúdo enviado aos usuários. A cada temporada, um autor será convidado a participar do projeto, com trabalhos inéditos ou não. O primeiro colaborador é Roberto Klotz, escritor brasiliense.

Segundo um dos idealizadores do Leitura de Bolso, Paulo Santos, o objetivo é democratizar a leitura e facilitar esse processo para as pessoas. Segundo dados da Fecomércio-RJ, 70% dos brasileiros não leram um único livro em 2014. Por enquanto, 400 pessoas se interessaram pelo projeto. Para o futuro, a meta é ter mais pessoas cadastradas.  “Também queremos mais parceiros para nos ajudar com os custos do Leitura de Bolso e trazer escritores renomados no país para lançarem obras inéditas“, contou Santos.

Por Carolina Mansur | Publicado originalmente em Estado de Minas | Caderno Divirta-se | 23/11/2015

Editora investe em aplicativo para interagir com os leitores


Com cliques, usuário terá acesso a todos os projetos da editora

Com o objetivo de oferecer acesso rápido ao conteúdo do portal Paulus, com maior praticidade, agilidade e conforto, a Paulus Editora acaba de lançar um aplicativo. Agora, o usuário terá acesso a todos os projetos da editora, valores, história e missão, além de informações sobre cursos, lançamentos, eventos, novidades editoriais e as principais notícias do momento. Também é possível encontrar a livraria mais próxima, por meio de um mapa de localização. O aplicativo também é um espaço de oração: nele é possível acompanhar todas as mensagens do dia, textos bíblicos presentes na liturgia dominical, solenidades e festas, além dos roteiros homiléticos e reflexões diárias do Santo Padre, o Papa Francisco. Clique aqui para baixar o aplicativo, disponível apenas para o sistema operacional Android.

PublishNews | 13/11/2015

Aplicativo para celular e laptops indica pontos da cidade citados em obras literárias


Mapa parte de livros clássicos para mostrar um Rio de histórias

A cena é conhecida: com um mapa nas mãos, o visitante procura ruas e pontos turísticos. Mas, agora, com um novo aplicativo para celular ou laptops, será possível conhecer o Rio de um jeito diferente: um mapa virtual mostrará curiosidades sobre clássicos da literatura ambientados na cidade. O diretor-executivo da editora Obliq, Claudio Soares, que teve a ideia de fazer a cartografia literária, explica que os usuários do Rio Cidade Livro vão ver na tela de seus aparelhos indicativos coloridos, com diferentes significados. O vermelho mostrará a localização de quem acessou o aplicativo. O verde indicará onde ocorreu alguma cena marcante de um livro. O azul mostrará alguma curiosidade das obras. E o laranja abordará personagens. Para acessar o aplicativo, basta entrar no site Rio de Livros.

POR RENAN FRANÇA | O Globo | 09/11/2015

Aplicativo de eBooks infantis aproxima pais e filhos


Motivar pais e filhos a passar mais tempo juntos, brincando e aprendendo enquanto viajam pela literatura infantil em e-books interativos, divertidos e educativos. Esta é a proposta do Kidint [www.kidint.com], um clube de assinaturas de livros infantis para crianças até 7 anos que pode ser acessado em smartphones e tablets.

O Kidint é um aplicativo da família que aproxima pais e filhos incentivando a leitura na primeira infância. As crianças estão acostumadas a usar tecnologia e a acessar a Internet desde muito pequenos e acabam se afastando do convívio familiar ao passar horas em jogos e conteúdos que não trazem nenhum aprendizado. Com o Kidint elas não só irão cultivar o hábito da leitura, como também estarão mais próximas dos pais”, diz Bruno Sanovicz, co-fundador do Kidint.

Já disponível para Android e iOS, a biblioteca da primeira versão do Kidint inclui mais de 100 livros interativos, ilustrados e sonorizados com trilhas, em português, inglês e espanhol, incluindo contos e fábulas como Branca de Neve, Chapeuzinho Vermelho e A Formiga e a Cigarra. No lançamento, a empresa oferece aos assinantes um mês gratuito para que possam conhecer e testar o aplicativo. A assinatura mensal custará R$9,90 e a anual R$89,90.

Além dos clássicos, o acervo do Kidint já oferece e irá publicar e-books infantis de novos e também de consagrados autores. Os livros podem ser lidos ou ouvidos, já que todas as obras estão disponíveis em áudio, ajudando no desenvolvimento das habilidades de leitura, escrita e pronúncia.

Os pais também podem ser narradores gravando o texto com as próprias vozes, o que cria um vínculo mais afetivo da criança com o livro. O aplicativo também permite criar um perfil para cada filho para monitorar individualmente, através de gráficos, diversas estatísticas sobre o progresso das crianças, como tempo de leitura, número de livros lidos e quantidade de perguntas respondidas corretamente e erradas. Além disso, o Kidint envia diariamente aos pais dicas e sugestões de atividades para realizarem com seus filhos com base nos interesses que demonstram quando estão navegando no app.

A maioria das soluções voltadas para educação não leva em conta que, durante a primeira parte da infância, os mais capacitados para educar as crianças são os próprios pais. Nosso objetivo é incentivá-los a participar de maneira ativa no desenvolvimento de seus filhos e, quando chegarem em casa, perguntem como foi o dia na escola, coloquem os pequenos no colo e contem uma história antes de dormir. Crianças que têm maior vínculo afetivo com os pais se sentem mais seguras para enfrentar as dificuldades do dia a dia”, observa Bruno Sanovicz.

Queremos ser uma das empresas mais inovadoras no mundo que usam tecnologia para associar educação e diversão para crianças e pais. Os pais também podem participar, criando uma maior aproximação com os filhos através do despertar, desde os primeiros passos na alfabetização, do prazer da leitura e do aprendizado de línguas, já que os livros interativos estão disponíveis em três idiomas”, acrescenta.

Para motivar as crianças, o aplicativo oferece medalhas na medida em que avançam na leitura e na realização das atividades. A criança também é premiada ao trocar um fundo do perfil ou avatar e ao baixar, avaliar ou marcar o primeiro livro favorito.

Nunca comparamos uma criança com outra. Se ela errar, nada acontece, mas se acertar é parabenizada e recebe uma medalha. Os pais podem conhecer a evolução individual de cada criança, em quais inteligências têm mais ou menos facilidade, mas sem nunca estabelecer qualquer comparação, mesmo entre irmãos. Nosso objetivo é ajudá-los a conhecer melhor seus filhos”, diz o empreendedor Luis Loyola, sócio-fundador e CEO do Kidint.

O aplicativo segue o conceito do edutainment e foi desenvolvido a partir da teoria das inteligências múltiplas, do Doutor Howard Gardner, professor de Harvard, incluindo perguntas feitas no meio das obras e sugestões de atividades depois do término da leitura para o aprimoramento de diversas habilidades cognitivas – matemática, musical, visual-espacial e linguística, que podem ser aplicadas diretamente na leitura e intepretação de textos, além de interpessoal, intrapessoal, cinestésica e naturalista.

Os recursos multimídia, as atividades e as perguntas interativas para testar o conhecimento dos pequenos leitores sobre as obras tornam o aprendizado mais divertido e natural para esta geração de nativos digitais. São crianças que não conhecem e imaginam um mundo sem Internet e já mexem em celulares e tablets praticamente desde os primeiros dias de vida. Queremos ajudar a reduzir a dificuldade dos pais em acompanhar e participar da primeira fase da educação da criança, a da alfabetização, que é a mais importante”, assinala Luis Loyola.

Impacto Social – Recentemente, a aceleradora de negócios sociais Artemisia selecionou nove startups para integrar seu próximo programa de aceleração e a Kidint está entre as escolhidas. O critério da aceleradora foi identificar empresas que podem tornar o mundo um lugar melhor. O projeto da Kidint chamou a atenção por ter forte impacto social.

O reconhecimento da Artemisia nos deixa ainda mais motivados para disseminar o Kidint pelo Brasil e novos mercados que anunciaremos em breve”, diz Bruno Sanovicz.

História do Kidint – Luis Loyola teve a ideia de criar o Kidint há 3 anos. Ele trabalhou no Japão e na Alemanha durante mais de uma década em diversas empresas na área de pesquisa e desenvolvimento.

Com uma visão global e sempre muito interessado pelas grandes mudanças trazidas pelas novas tecnologias na educação, especialmente em países emergentes, convidou Bruno Sanovicz para ser co-fundador da empresa e comandar a área de marketing no Brasil, um dos primeiros países em que o Kidint inicia suas operações.

Para viabilizar o projeto, Luis Loyola buscou investidores e conseguiu o apoio financeiro da ALLM Japan, empresa pioneira em tecnologia para as áreas de saúde e educação, onde foi executivo durante seis anos.

Luis Loyola é formado em engenharia civil elétrica pela Universidade do Chile e realizou mestrado e doutorado no Japão na área de infocomunicação. Reúne numerosas publicações em revistas científicas e já expôs em importantes conferências internacionais na área das telecomunicações e informática. Trabalhou como pesquisador sênior do Research Laboratories NTT Docomo e NTT no Japão e na Alemanha e atuou por seis anos como diretor de pesquisa e desenvolvimento da ALLM Japan.

Bruno Sanovicz é um jovem empresário e entusiasta da tecnologia que sempre teve o desejo de dedicar-se a um projeto com grande potencial de gerar impacto social. Tem experiência na área de produtos e marketing, tendo trabalhado em grandes corporações, como a LG. Antes de trabalhar na Kidint, Bruno liderou a área de produtos de outra startup, chamada Broou.

Quadrinhos no Amazon Kindle Comic Creator


Hoje gostaria de tocar num tema muito específico: a produção de histórias em quadrinhos no formato digital para a Amazon a partir do programa Kindle Comic Creator.

Voltado exclusivamente para esse tipo de narrativa, a ferramenta da varejista norte-americana pode ser muito útil para editoras que queiram lançar seus quadrinhos em versões adaptadas para as plataformas Kindle. Quadrinistas independentes podem se beneficiar da mesma maneira.

A primeira coisa a ser dita é que o programa é muito simples de usar, e seus recursos mais interessantes se apresentam ao usuário de modo intuitivo. Os resultados valem a pena, pois a plataforma Kindle promove um tipo de leitura muito próprio e confortável.

Vamos ao programa:

etapa-1

Para começar [após baixar o programa, naturalmente], clicamos em “Criar um novo livro”. O que surge em seguida é a tela abaixo, onde definimos o idioma da HQ.

etapa-2

A segunda pergunta – “Gostaria de criar painéis Kindle?” – é essencial. Não à toa, o “Sim” vem marcado automaticamente. Numa HQ tradicional, as opções padrão são as mais indicadas. Veremos o que são os painéis mais à frente.

Em seguida, entram os metadados, onde devemos informar o nome da publicação e autor1. Editora é opcional. Um arquivo para a capa é requerido, assim como o endereço onde o projeto será salvo. Se você quiser salvar numa pasta diferente do padrão dado pelo programa, certifique-se de que ela está vazia. Após isso, clicamos em “Começar a adicionar páginas”.

etapa-3 [metadados]

Chegou o momento de adicionar as páginas de nossa HQ. O Comic Creator aceita diversos formatos, como informa seu manual. Em nosso exemplo, usaremos arquivos .jpg como base. Uma caixa de diálogo permite selecionar o documento e abri-lo. Após isso, o programa demora algum tempo processando tudo e importando o conteúdo. A imagem abaixo mostra as páginas já adicionadas.

etapa-4-2 [páginas escolhidas]

Muito bem, temos ás páginas de nossa HQ separadas, então o que é que falta? Aí é que entra o recurso dos Painéis Kindle. Na prática, funciona da seguinte forma: o leitor pode ampliar cada quadrinho individualmente e, efetuando o movimento de passagem de página sobre a tela, poderá lê-los em sequência mantendo essa visualização. Essa é a particularidade da plataforma.

Só que, para isso, é necessário que os quadrinhos sejam devidamente identificados. Clicando com o botão direito dentro de uma das páginas abertas, surge a opção “Novo Painel do Kindle”, que permite identificar manualmente os quadrinhos de uma página, de modo que os aplicativos Kindle possam ampliá-los quando abrirem o arquivo.

etapa-5 [painéis criados manuamente]

Repare no número que aparece no canto superior esquerdo dos quadrinhos já identificados, marcando a sequência com que se abrirão, ampliados, para o leitor.

O processo de identificar os quadrinhos é simples, mas tende a ser demorado. Um outro recurso pode reduzir sensivelmente o tempo gasto nessa atividade: a detecção automática de painés. O Comic Creator analisa as imagens e, em HQs simples, onde os quadrinhos são quadrados ou retangulares, consegue demarcá-los automaticamente. Para ativar a detecção automática, você deve clicar com o botão direito dentro da página e escolher a opção “Detectar Painéis”, podendo escolher se deseja que o programa os detecte apenas numa página ou em todo o livro.

etapa-7 [painéis automaticamente detectados]Painéis detectados automaticamente.

Importante: permitir que o programa detecte automaticamente os quadrinhos apagará as suas próprias marcações manuais.

Em se tratando de histórias em quadrinhos de estrutura simples, sem grandes complexidades visuais e pouca ligação entre os quadrinhos, a detecção automática será de grande ajuda. Mas atenção: ainda é necessário analisar página a página para conferir que os quadrinhos estão corretamente identificados. Por vezes as bordas não estão explicitamente desenhadas, ou há quadrinhos muito pequenos, e o programa comete erros e os deixa passar. Esse olhar posterior à detecção automática serve para ajustar o que ainda precisar de ajustes.

Isso feito, o trabalho está quase pronto. É necessário observar também o nome dado às páginas da HQ. O mais indicado para evitar erros é seguir a ordem numérica das mesmas: Página 1, Página 2, Página 3 etc.

Isso resolvido, basta exportar o arquivo em Criar > Construir e pré-visualizar. Se você já tem o programa Kindle Previewer instalado, a HQ será aberta nele. O arquivo pode ser testado aí e também nos demais aplicativos da loja, bem como nos eReaders Kindle.

pronto

Uma observação. Há HQs mais experimentais, em que os limites dos quadrinhos não são nítidos. Em casos assim, o próprio programa não recomenda o uso dos painéis Kindle, pois estes só funcionam a partir de duas formas geométricas básicas: quadrado e retângulo. Outro caso possível é o de narrativas em que os desenhos ocupam duas páginas. Em histórias assim, pode ser o caso de criar um projeto no Kindle Comic Creator com visualização em páginas duplas, onde sempre se verão duas páginas juntas. Assim, desenhos particularmente grandes serão corretamente visualizados.

Mas tudo na vida tem seu revés: esse tipo de visualização só é permitido num modo de produção que não aceita os Painéis Kindle. O leitor consegue ampliar a imagem como um todo, e assim não deixa de ler o que se diz nos balões de diálogo, mas não os quadrinhos individualmente.

Na tela dos metadados, você deve desmarcar a opção dos painéis e, mais abaixo, marcar “Desbloqueado”.

Após juntar as páginas, você aciona Configurações de página > Configurar todas as ilustrações em página dupla.

páginas duplas

Espero que esse breve descrição do Kindle Comic Creator seja útil para quem deseja se aventurar nesse formato.

Por Josué de Oliveira | Pubicado originalmentem em COLOFÃO | 4 de novembro de 2015

Josué de Oliveira

Josué de Oliveira

Josué de Oliveira tem 24 anos e trabalha com e-books há pouco mais de três. Integra a equipe de digitais da editora Intrínseca, lidando diretamente com a produção dos mesmos, da conversão à finalização. É formado em Estudos de Mídia pela Universidade Federal Fluminense. Gosta de ler, escrever, ver filmes esquisitos e curte bandas que ninguém conhece. Tem alguns contos publicados em antologias e um romance policial que, segundo rumores, um dia ficará pronto.

Programa Livrus Ao Vivo # 04


Programa Livrus ao Vivo 4

A primeira temporada do LIVRUS AO VIVO é apresentado às quartas, às 21h30, por Ednei Procopio e Chris Donizete. Para ouvir o programa ao vivo, basta sintonizar a Rádio Mundial FM 95,7 ou AM 660, ou acessar o link www.radiomundial.com.br/radio-ao-vivo no momento do programa. Para quem não ouviu os programas anteriores, clique aqui para ouvir o podcast.

Tinder, o vendedor de livros


Ex-bombeiro solteirão escreve livro e aproveita o Tinder para promovê-lo

Printscreen do perfil do autor no Tinder

Printscreen do perfil do autor no Tinder

Tinder, um aplicativo de geolocalização que promove “encontros amorosos”, é o mais novo vendedor de livros no Brasil. É que Bruno Godoi, um ex-bombeiro e solteirão convicto, escolheu a plataforma para divulgar e promover seu livro Solteiro sofre demais [Empíreo, 248 pp, R$ 29,90], o primeiro “BarbaLit Nerd da galáxia”, como o autor define. O mineiro “campeão de matchs” no aplicativo fala que o termo deriva do Lumber Lit [Resultado da equação “Lumbersexual + Lit – Sexual”] e defende que cada “match” é uma oportunidade para conquistar novos leitores. O livro, que está à venda nas livrarias tradicionais, podia ser uma não ficção em que Bruno contasse as suas peripécias no aplicativo, mas trata-se de um romance. Na trama, James Lurex, um professor de literatura, é um boêmio que prefere os bolsos vazios a perder uma noitada.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 29/10/2015

Programa Livrus Ao Vivo # 01


Ouça o Podcast do Programa Livrus Ao Vivo

A Livrus Negócios Editoriais já não é mais uma startup. Com seis anos de vida, a empresa iniciou suas atividades em 2009, durante a Bienal do Rio de Janeiro. Até 2011, quando ganhou vida própria, a Livrus era apenas um projeto em uma editora que o empreendedor Ednei Procopio havia fundado seis anos antes.

Hoje, somente o selo editorial da empresa soma mais de 130 escritores publicados, cada um deles com dois ou mais títulos. Os escritores representados pela Livrus não são autores de uma só obra, alguns já publicaram mais de 10 títulos, uma característica que a Livrus vem tentando manter ao somar um catálogo de mais de 300 obras.

A Livrus Negócios Editoriais dividiu seu ecossistema em três segmentos: PUBLICA, COMERCIALIZA e DIVULGA. O programa de jornalismo literário LIVRUS AO VIVO, que a empresa criou, e que estreou em outubro na Rádio Mundial, estação difusora em São Paulo, faz parte de sua estratégia dentro do seu plano de divulgação de obras e escritores.

A primeira temporada do LIVRUS AO VIVO é apresentado às quartas-feiras, das 21h30 às 22h. Para ouvir o programa ao vivo, basta o ouvinte sintonizar a Rádio Mundial FM 95,7 ou AM 660, ou acessar o link www.radiomundial.com.br/radio-ao-vivo no momento do programa.

Para quem não ouviu a estreia do programa, o link do podcast é este livrus.podomatic.com.