Empresa faz conversão de eBooks sem custos iniciais para editoras


Digitaliza Brasil aposta na parceria com editoras para fazer o mercado do livro digital crescer no Brasil

Em atividade desde 2013, a Digitaliza Brasil acaba de colocar na rua um novo modelo de negócio. A empresa, especializada em conversão e distribuição digital de livros, está abrindo às editoras a possibilidade de converter seus livros para o digital sem nenhum custo inicial. A proposta é fazer a conversão, organizar os metadados e começar a distribuição sem que as editoras coloquem a mão no bolso. A remuneração pela conversão é descontada quando o livro for vendido. Uma vez que os custos da conversão tenham sido cobertos, a empresa passa a fazer a ser remunerada apenas pela distribuição. Para Igdal Parnes, sócio-fundador da empresa, é uma forma de aumentar o número de editoras brasileiras no mundo digital. “Se a gente não for parceiro das editoras, o mercado de e-books não vai decolar no Brasil. Nesse modelo, as editoras entram no mundo digital sem colocar um tostão no negócio”, comentou Igdal que deixou a direção geral da Campus em 2012 e montou a Digitaliza. A empresa, que segundo Igdal tem pouco mais de 30 editoras na cartela de clientes, faz a distribuição digital para as maiores plataformas de vendas de e-books: Amazon, Apple, Google, Saraiva, Cultura e Barnes & Noble. “A nossa filosofia é passar a maior porcentagem de receitas para as editoras. É uma maneira de mostrar para o mercado que a gente está junto com as editoras”, disse. Nesse modelo recém lançado, a Digitaliza diz que já está convertendo cerca de 500 livros e a expectativa é que esse número chegue a seis mil até o fim do ano. “Temos capacidade para isso”, bate no peito. Sobre a chegada da BookWire ao mercado brasileiro [leia matéria sobre isso clicando aqui], Igdal diz estar confiante no potencial da Digitaliza. “Acredito que o mercado brasileiro é ainda muito pequeno, mas torço para que tenha espaço para todos”, disse ao PublishNews. Atualmente, no Brasil, há, além da Digitaliza e da BookWire, outros três players: Xeriph, DLD e Acaiaca. Contatos com a Digitaliza podem ser feitos pelo e-mail igdal@digitalizabrasil.com.br.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 26/02/2015

Itália desafia União Europeia e baixa impostos de livros digitais


No país, um e-book basta ter um ISBN para ser considerado livro

Enquanto que no Brasil, o Congresso Nacional discute a atualização da Lei do Livro [Lei nº 10.753], a Itália desafiou a União Europeia, equiparou o imposto sobre e-book aos cobrados sobre livros físicos e agora comemora a diminuição do preço do livro digital. “É um absurdo taxar livros eletrônicos como videogames”, disse Dario Franceschini, ministro de Bens e Atividades Culturais da Itália ao jornal La Stampa. A medida entrou em vigor em 1º de janeiro. Antes disso, e-books eram taxados com 22% de impostos, enquanto que os livros pagavam 4%. Recentemente, Franceschini comemorou pelo Twitter: “chegam os primeiros resultados da redução do IVA sobre e-books: as editoras italianas começaram a baixar os preços”. Para conquistar a equiparação, o governo italiano recorreu a uma questão semântica: redefiniram o conceito de livro, como produtos que tenham um ISBN. Se tem um ISBN é um livro e, portanto, goza da diminuição do imposto. A lei, no entanto, não se aplica a livros editados em plataformas de autopublicação como as da Amazon, da Kobo ou da Barnes & Noble. Nestes casos, os livros não utilizam o ISBN e, portanto, continuam pagando 22%.

Nas tratativas para chegar a tal decisão, o governo italiano enfrentou resistência da União Europeia, que não vê com bons olhos a redução de impostos sobre e-books. A redução do imposto poderia abrir um precedente para que outros países do bloco fossem pelo mesmo rumo. Apesar disso, a indústria italiana comemora. “É um resultado decisivo, fruto de uma mobilização nunca vista”, comentou Laura Doninini, da RCS Libri, ao Corriere della Sera. Ela se refere à campanha #UmLibroèUnLibro [um livro é um livro, em tradução literal] que mobilizou internautas italianos a favor do pleito. “É uma vitória para o país e não só para o mundo do livro”, declarou ao Corriere Marco Polillo, presidente da Associação Italiana de Editores [AIE], que encabeçou a campanha.

PublishNews | 24/02/2015

Nook e Microsoft encerram parceria


Nook e Microsoft entraram em acordo e colocaram um ponto final nos seus acordos comerciais na tarde de ontem [4]. A empresa global de tecnologia tinha investido US 300 milhões na Barnes & Noble, detentora da marca Nook, em abril de 2012, o que levou à criação de uma nova subsidiária da companhia livreira, que incluía o e-reader, vendas digitais e lojas escolares da B&N. Mas ontem, as duas empresas revelaram que o acordo tinha acabado, com a B&N devolvendo US$ 125 milhões pelas ações preferenciais da Microsoft. O acordo prevê ainda que a Microsoft terá o direito de receber 22,7% dos recursos provenientes das vendas da Nook Digital, levando a crer que o braço Nook da B&N será vendido em breve. Em junho desse ano, a B&N anunciou que estaria desmembrando o Nook das suas unidades de varejo, com vistas a aumentar o valor das suas ações. A conclusão da separação está prevista para agosto de 2015.

Por Lisa Campbell | The Bookseller | 05/12/2014

Estudo afirma que livros digitais estão em 95% das bibliotecas dos EUA


Em 2013, percentual de bibliotecas adeptas ao ebook era de 89%.Média de publicações digitais por estabelecimento é de 20.244.

Livros digitais, os chamados ebooks, estão presentes em 95% das bibliotecas públicas dos Estados Unidos, de acordo com uma pesquisa anual sobre o tema feita pela publicação especializada “Journal Library”.

O estudo acompanha a expansão dos livros digitais desde 2010 e na edição de 2014 captou um aumento na quantidade de bibliotecas adeptas às versões digitais. Entre 2013 e 2012, 89% desses estabelecimentos disponibilizavam ebooks. Quando a pesquisa começou a ser feita, o índice de aceitação era de 72%.

Em média, as bibliotecas norte-americanas possuem em seu acervo 20.244 livros digitais. Esse número, no entanto, é puxado para cima por grandes instituições. Aquelas que declaram não oferecer ebooks não o fazem por falta de recursos. No entanto, um exemplo da mudança dos ares nos EUA foi a abertura em 2013 de uma biblioteca em San Antonio [Texas] totalmente dedicada a livros virtuais.

Os livros digitais podem ser lidos em leitores digitais especializados como o Sony Reader, o Nook, da livraria Barnes & Noble, e o Kobo, vendido no Brasil pela Livraria Cultura, e o Kindle, da Amazon. Também são consideradas plataformas destinadas à leitura virtual o iPad, da Apple, e os tablets que rodam o sistema operacional Android, do Google.

Os empréstimo digitais variam conforme o sistema utilizado. Alguns necessitam da criação de uma conta pessoal do usuário que deve ser pareada à da biblioteca para que o ebook seja transferido de uma estante para outra via cabo USB. Outros permitem com alguns cliques a cessão de um livro de um lugar para outro, que automaticamente exibe a publicação assim que ocorre uma sincronização.

Publicado originalmente em Portal G1 | 01/12/2014, às 09h06

Barnes & Noble reduz perdas e avalia cisão


A Barnes & Noble vai continuar a explorar alternativas de desmembramento para sua divisão de leitores eletrônicos Nook, apesar de os prejuízos associados a ela terem diminuído no trimestre mais recente. O prejuízo líquido total da varejista caiu 67%, para US$ 28,4 milhões, ou US$ 0,56 por ação, no trimestre encerrado em 2 de agosto, puxado principalmente por cortes de custos promovidos na divisão Nook.Em junho a empresa anunciou planos de desmembrar sua divisão Nook. No entanto, não informou quando essa operação ocorrerá nem confirmou se realmente a levará a cabo. A cisão está no prelo desde pelo menos 2012, quando a Microsoft comprou uma fatia de 17,6% na Nook, por US$ 300 milhões, e as cláusulas do negócio previam que a divisão seria desmembrada como empresa independente dentro de cinco anos.

Por Jennifer Bissel, do Financial Times | Valor Econômico | 10/09/2014, às 05h00

O novo Nook GlowLight


Kindle Paperwhite vs. Nook GlowLight: Battle of the light-up ebook readers

Kindle Paperwhite vs. Nook GlowLight: Battle of the light-up ebook readers

No Reino Unido foi lançado hoje [06] o Nook GlowLight, o novo dispositivo de leitura da Barnes & Noble. Mais leve, maior e mais barato que o Kindle Paperwhite, o GlowLight é vendido a 89 libras, 20 libras mais barato que o modelo equivalente da Amazon. “O novo Nook, projetado para pessoas que gostam de ler a qualquer hora, em qualquer lugar, leva a experiência de leitura a um nível totalmente novo”, disse Colin Eustace, gerente geral da B&N.

Por Liz Thomson | Book Brunch | 06/08/2014

Escritores entram na guerra da Amazon com a Hachette


500 autores assinam uma carta aberta pedindo que a gigante da internet dê fim ao enfrentamento

MADRI — Longe de uma trégua, o conflito qua a Amazon enfrenta contra editoras da Alemanha, dos EUA e do Reino Unido vai de mal a pior. Grandes nomes da literatura americana, como Paul Auster, Stephen King, Tobias Wolff e Donna Tartt, vencedora do último prêmio Pulitzer, entraram na batalha pela primeira vez com a divulgação de uma carta aberta promovida pelo autor de best-sellers Douglas Preston. Eles acusam a Amazon de “tratar os livros como reféns”. O último episódio da disputa foi a oferta da gigante de vendas na internet de pagar 100% do valor de venda de cada e-book, caso a Hachette esteja de acordo. Tanto o grupo editorial quando a associação de escritores recusaram a ideia.

A proposta da Amazon está dirigida a autores da Hachette — que faz parte do grupo francês Lagardère —, agentes literários e à presidente da Associação de Escritores dos EUA, Roxana Robinson. “Enquanto dure a disputa, os autores receberão 100% do valor de venda de qualquer e-book que a gente venda. Tanto a Amazon quanto a Hachette renunciarão a todos os lucros por seus livros até que se chegue a um acordo. Se vendermos um livro a US$ 9,99, o autor receberá US$ 9,99, muito mais do que normalmente recebe. Se a Hachette estiver de acordo, podemos aplicar a oferta em 72 horas”, afirma o texto, liberado por um porta-voz da Amazon.

A Associação de Escritores dos EUA recusou a proposta em uma carta assinada por seu vicepresidente, o romancista Richard Russo, que foi duro com a companhia de Seattle e com o mercado das grandes editoras, a quem acusa de “não ter sido justo com os benefícios do e-book”. “Ao passar dos anos, nossa associação se opôs às táticas da Amazon, não porque somos anti-Amazon, mas porque acreditamos que a companhia passou dos limites e agora ameaça o ecossistema editorial, já que põe em risco tanto o modo de vida dos autores quanto o futuro do que representa ser um escritor. Acreditamos que o ecossistema do livro tem que ser o mais diverso possível, que abrigue grandes e pequenos editores, Amazon, Apple, Barnes & Noble, livrarias independentes, e-books e livros impressos. Mas acreditamos que este ecossistema não pode sobreviver se alguma das entidades que o formam quer destruir as outras”, diz a carta, difundida pela própria associação.

Já a carta apresentada por Douglas Preston, que reuniu a assinatura de 500 escritores, pede diretamente a Jeff Bezos que mude a sua estratégia. “Como escritores — alguns, mas não todos publicados pela Hachette — acreditamos firmemente que nenhum livreiro deve bloquear a venda de livros, impedir ou dissuadir seus clientes de comprar os livros que queiram”, diz o texto. “Proporcionamos à Amazon muitos milhões de dólares e, nos últimos anos, colaboramos de forma gratuita com a empresa. Essa não é a maneira de tratar um sócio comercial. Tampouco é a maneira correta de tratar os seus amigos. Sem tomar partido na disputa contratual entre Hachette e Amazon, pedimos que a Amazon ponha fim a seu enfrentamento, que prejudica o sustento dos escritores que ajudaram a construir o seu negócio. Nenhum de nós, nem leitores nem autores, se beneficia quando os livros são tomados como reféns.

A guerra comercial entre a Amazon e as editoras se divide em várias frentes de batalha. Nos EUA, há um conflito com a filial do grupo Hachette sobre a divisão das porcentagens entre o vendedor e o editor dos livros. Com a falta de um acordo, a Amazon tomou uma série de medidas — atrasar o envio, subir o preço ou retirar o botão de pré-venda — contra os volumes da editora, afetando autores tão conhecidos como J.K. Rowling. Na Alemanha, há um enfrentamento similar com as filiais do grupo sueco Bonnier. A Amazon já controla em torno de 60% do mercado de livros nos EUA e cerca de 25% na Alemanha. No caso dos livros eletrônicos, o domínio é ainda maior: 65%.

A revista britânica “The Bookseller” revelou no fim de junho que a guerra comercial chegou ao Reino Unido. Desta vez, no entanto, o problema afeta pequenos editores. Segundo a publicação, a Amazon mudou as cláusulas dos acordos que fecha com editoras independentes, adicionando um preocupante adendo: se um editor fica sem exemplares de um determinado título, a Amazon poderia enviá-lo a um possível comprador através de um sistema de impressão por demanda.

Alguns personagens da indústria do livro acreditam que a estratégia da Amazon é reduzir paulatinamente o papel das editoras. Ofertas como a de pagar 100% do valor de venda aos escritores em meio a uma disputa comercial ou imprimir diretamente os livros que uma pequena editora não tenha em estoque formaria parte, segundo diferentes editores, deste plano. “Os editores temem que a cláusula de impressão por demanda permitiria à Amazon controlar os seus estoques”, escreve a revista.

A Amazon insiste que uma disputa nestes termos é algo normal. “A negociação é o pão nosso de cada dia de qualquer comerciante. Estamos sempre em contato com milhares de fornecedores, com os quais ajustamos constantemente nossos acordos financeiros”, afirmou o presidente da Amazon alemã, Ralf Kleber, à revista Spiegel. Sobre a carta dos escritores, um porta-voz da Amazon disse ao jornal britânico “The Guardian”: “Nós lamentamos muito que uma disputa comercial tenha impacto sobre os autores.

Por Guilhermo Altares | El País | Publicado originalmente em O Globo | 14/07/2014 11:06

Amazon: ataques e defesas; mitos e realidade


Por Felipe Lindoso | Publicado originalmente em PublishNews | 08/07/2014

Semana passada a polêmica acerca do comportamento da Amazon em relação à disputa com a Hachette [prólogo para as próximas negociações com as grandes editoras] teve novas movimentações. Na Europa, dois lances colocaram a varejista em cheque e nos EUA, provocou novas manifestações, desta vez da própria Amazon e de autores.

Tentemos examinar um pouco esses desdobramentos, e também desmistificar alguns discursos.

Na Europa, a Amazon sofreu dois reveses importantes. O primeiro foi a aprovação final da extensão da “Lei do Preço Fixo – Lei Lang” ao comércio eletrônico, inclusive de e-books. Como sabemos, a legislação francesa já há décadas protege as livrarias independentes, estabelecendo um limite de descontos nos meses iniciais após o lançamento de um livro, a 5% sobre o preço de capa.

A legislação aprovada estendeu esse limite de descontos ao comércio eletrônico em geral, incluindo os e-books. Dito seja, o limite de 5% inclui também o custo do frete. Ou seja, o total do custo do chamado “frete grátis” – uma das grandes armas da Amazon – deve ser computado. Evidentemente a legislação não afeta tão somente a Amazon, como os demais varejistas do comércio eletrônico.

A segunda medida foi a demanda formal de explicações, por parte da Comissão Europeia junto ao governo de Luxemburgo, do nível de impostos pagos pela Amazon, que tem ali sua “sede” europeia oficial. A Amazon tem armazéns espalhados por vários países – e se aproveita inclusive de incentivos específicos para instalar esses armazéns de distribuição, como o que a Escócia concedeu. Mas paga o IVA segundo a altamente complacente legislação luxemburguesa, por volta de 2%, com o pretexto de que as vendas são feitas, faturadas e computadas pela filial luxemburguesa. Esse é um dos pontos contenciosos mais fortes das livrarias de outros países onde o livro não tem isenção, em particular no Reino Unido. A Comissão Europeia pode impor restrições a essa operação, tornando homogênea a tributação “amazonian”, que não vai gostar nada disso.

O segundo grupo de novidades aconteceu lá mesmo nos EUA. A Amazon é conhecida por ser extremamente parca em suas declarações sobre políticas comerciais, e sobre suas operações em geral. Tanto assim é que só temos estimativas sobre a proporção do faturamento dos e-books no seu faturamento.

Pois bem, Russ Grandinetti, vice-presidente sênior de conteúdo para o Kindle, deu entrevista para o Wall Street Journal sobre a disputa com a Hachette. Dois pontos importantes nessa rara declaração pública: 1] A Amazon está “disposta a sofrer algum dano em sua reputação” por conta da disputa; e 2] Faz o que faz por conta do “interesse a longo prazo de seus clientes”, e que “os termos em que negociamos determinarão quão bons serão os preços que poderemos oferecer aos nossos clientes”. Já houve anteriormente disputa do mesmo tipo com a Macmillan, em 2010, quando a editora tentou, pela primeira vez, emplacar o chamado “sistema de agenciamento” e viu o botão de compra desparecer do lado de seus títulos. A Macmillan resistiu apenas pouco mais de uma semana, e fez nova tentativa mais adiante, com as outras grandes, para instituir o sistema de agenciamento, sendo todas obrigadas a desistir diante da ação judicial feita pelo Departamento de Justiça dos EUA. Só a Apple – também ré, e condenada – continua na batalha judicial.

Grandinetti afirmou, na entrevista, que a empresa “luta pelo que pensamos ser o certo para os nossos clientes”. O que comentarei mais adiante.

O outro round aconteceu do lado dos autores.

A Amazon tem sido alvo da ira de autores, e por variadas razões. Scott Turrow, ex-presidente da Authors Guild [e publicado pela Hachette] qualificou a varejista de “Darth Vader do mundo literário”, logo depois apoiado por sua sucessora na presidência do sindicato dos autores, Roxana Robinson, que disse que “tentar negociar com a Amazon é como tentar negociar com Tony Soprano”, enfatizando “é coisa da máfia mesmo”. O coro foi engrossado por James Patterson, autor de mega best-sellers, que discursou na BookExpo America vituperando a varejista, e afirmou que “se a Amazon é o novo modo de ser americano, então talvez esse tenha que ser mudado”, sugerindo legislação ou outro tipo de ação que regule a atividade livreira/editorial. Patterson afirmou que a tática da Amazon impedirá que as editoras invistam em obras literárias que demandam tempo e dedicação de autores. Se é discutível que Patterson possa ser incluído na categoria de autores literários, o fato é que ele é um firme defensor das livrarias independentes, e recentemente abriu a carteira para tirar um milhão de dólares e distribuir para projetos apresentados por livrarias independentes.

A última movimentação desse lado anti-Amazon do ringue foi feita por um grupo de autores encabeçados por Douglas Preston, também autor de romances “techno-thrillers” populares, que lançou uma carta aberta a Jeff Bezos, acusando a empresa de boicotar os autores da Hachette, não fazer descontos de seus livros e, com isso, prejudicar esses autores e seus leitores antes de mais nada, negando o lema de ser uma empresa “centrada no cliente”. A carta já foi assinada por dezenas de autores, dos mais variados gêneros e qualificações literárias, entre os quais se incluem Paul Auster, David Baldacci, Anthony Beevor, Philip Caputo, Lee Child, Jeffery Deaver, Elizabeth Gilbert, Claire Messud, Sara Paretsky, Nora Roberts e um monte de outros.

A reação a favor da Amazon veio de um segmento que não tem grandes nomes, mas uma quantidade muito significativa de autores independentes que publicam diretamente com a Amazon. Como todas as suas informações, a empresa não divulga o número total de autores e títulos existentes no programa, mas certamente somam várias dezenas de milhares. Alguns desses autores conseguem alcançar um nível de vendas muito satisfatório, e são evidentemente a ponta de lança do programa. Os autores independentes publicaram sua carta um dia depois que Douglas Preston divulgou a sua dirigida a Jeff Bezos. A carta dos independentes foi postada através do site de petições online Change.org e contava, até o dia 7 de julho, com 5.510 assinaturas.

O abaixo-assinado vitupera contra a indústria editorial tradicional, particularmente as sediadas em Nova York, que “decidiam que histórias permitiriam que vocês lessem”, e a Amazon “ao contrário quer que você decida o que quer ler” e prossegue nas louvações à varejista, e vários dos que assinam a primeira leva comentam sobre sua relação com a empresa. Alguns desses comentários, francamente, são patéticos: “Trabalho de cuecas, graças aos meus leitores e à Amazon” – Hugh Howey; “Agora posso pagar o seguro de saúde da minha família” – J.A. Konrath; “Amazon me ajuda a alcançar meus sonhos” – Darren Wearmouth; “Por causa da Amazon, fui capaz de publicar 53 livros nos últimos três anos, sob três diferentes pseudônimos” – Lealea Tash; “Meus leitores e a Amazon mudaram completamente minha vida” – Nina Levine.

E vai por aí. Todos autores que conseguiram alcançar “o sonho americano” graças a Amazon. Não se sabe a porcentagem do total de autores representados por esses 5.500 subscritores do sonho americano. De qualquer maneira, são um número muito maior dos que subscreveram a carta de Preston, o que cola muito bem com a mentalidade de “um homem, um voto”. No caso, a contraposição é entre o “peso” dos autores anti-Amazon e a quantidade dos favoráveis.

O que está em jogo?

Em primeiro lugar, é necessário desmistificar o assunto.

A Amazon é uma empresa dentro do sistema capitalista – tal como as editoras e livrarias pelo mundo afora. Como tal, seu objetivo não é “satisfazer os clientes”. É, simplesmente dar lucro. Isso de “defender a longo prazo o interesse dos clientes” é, pura e simplesmente, cascata. Bullshit, diriam os americanos. É a forma ideológica de esconder seus verdadeiros objetivos, que são os de toda empresa capitalista. É apenas uma ferramenta ideológica de marketing.

O que está realmente em jogo, independentemente do palavreado de uns e outros, é a possibilidade muito concreta da Amazon vir a se tornar uma empresa virtualmente monopolista. Hoje, com a Apple, a Kobo, a Barnes & Noble, faz parte, no mercado norte-americano, de um oligopólio.

Na definição mais clássica, oligopólio corresponde a uma estrutura de mercado de concorrência imperfeita, no qual este é controlado por um número reduzido de empresas, de tal forma que cada uma tem que considerar os comportamentos e as reações das outras quando toma decisões de mercado. Os oligopólios ou são uma etapa da formação do monopólio ou uma imposição de ações regulatórias do estado para deter sua formação. A concorrência intra-oligopólio se dá, principalmente, na área de serviços. E a Amazon tem se mostrado imbatível nisso. Seu lema de “centrada no consumidor” expressa precisamente essa abordagem.

Só que, mesmo em uma situação oligopólica, se uma das empresas que faz parte do consórcio alcança uma posição dominante, passa inevitavelmente a buscar melhorar sua rentabilidade. Ou seja, controlar os preços no sentido de aumentá-los. E nisso será acompanhado em grande medida pelas demais, que também se impuseram sacrifícios para manter os preços baixos para ganhar, ou manter, sua faixa do mercado.

É certo que, no caso dos EUA, a Apple tem condições financeiras de manter preços baixos caso a Amazon resolva usar sua predominância para aumentá-los. Mas aí passa a entrar em consideração a competição nos serviços. Ou seja, a qualidade nos serviços reforça a posição da empresa, e essa posição melhora as condições para que esta busque melhorar sua rentabilidade.

Essa dinâmica provoca intensas disputas e rupturas nos sistemas e métodos anteriores de produção, distribuição e venda. É isso que o crescimento da Amazon já provocou. Principalmente com o lançamento do Kindle, a Amazon se transformou em um motor de transformações na indústria editorial e livreira.

Ora, se transformações e rupturas fazem parte também da dinâmica do capitalismo [daí as famosas “crises” que assustam periodicamente o sistema], também podem provocar rupturas muito mais sérias que a simples transformação interna de um segmento produtivo. Por isso mesmo a sociedade capitalista já aprendeu, a duras penas, que sistemas de regulamentação da concorrência para evitar a monopolização são importantes, sim, para a manutenção a longo prazo da saúde do sistema.

A busca por fatias cada vez maiores do mercado é uma dinâmica própria e inexorável do sistema capitalista. Não depende da “boa vontade” dos agentes econômicos. É intrínseca ao sistema e o passo seguinte é a busca do aumento da lucratividade.

E esse momento está chegando para a Amazon.

Os investidores cobram maiores taxas de retorno da empresa, já não mais simplesmente satisfeitos com a continuada valorização das ações que não pagavam dividendos. Agora querem lucros.

Os europeus, de certa maneira, já aprenderam e tem uma mentalidade mais consolidada de que a concorrência desregulamentada pode ser extremamente perigosa para o sistema, e aceitam que o Estado exerça uma capacidade regulatória muito maior que a aceita pelos EUA.

Até quando essa desregulamentação prevalecerá no mercado dos EUA? Na área de bancos, que já foi muito mais regulamentada, o abandono dessa perspectiva deu no que deu. Talvez o Patterson tenha mesmo razão em pedir uma ação regulatória mais presente.

Só que, por enquanto, o Departamento de Justiça dos EUA continua totalmente favorável ao “livre desenvolvimento do mercado”, sejam lá quais forem as consequências.

Quem sobreviver, verá o resultado.

Aqui pela Pindorama, onde a legislação reguladora sempre favoreceu o que parecia ser o “benefício do consumidor”, e que era defendido pelo SNEL para combater qualquer tentativa de regulamentação, a situação nos EUA já está tornando nossos editores mais cautelosos, como foi noticiado mais recentemente. Mas, sobre isso, voltarei em outra ocasião.

Por Felipe Lindoso | Publicado originalmente em PublishNews | 08/07/2014

Felipe Lindoso

Felipe Lindoso é jornalista, tradutor, editor e consultor de políticas públicas para o livro e leitura. Foi sócio da Editora Marco Zero, diretor da Câmara Brasileira do Livro e consultor do CERLALC – Centro Regional para o Livro na América Latina e Caribe, órgão da UNESCO. Publicou, em 2004, O Brasil pode ser um país de leitores? Política para a cultura, política para o livro, pela Summus Editorial. Mantêm o blogwww.oxisdoproblema.com.br

A coluna O X da questão traz reflexões sobre as peculiaridades e dificuldades da vida editorial nesse nosso país de dimensões continentais, sem bibliotecas e com uma rede de livrarias muito precária. Sob uma visão sociológica, este espaço analisa, entre outras coisas, as razões que impedem belos e substanciosos livros de chegarem às mãos dos leitores brasileiros na quantidade e preço que merecem.

Barnes & Noble vai se separar do Nook


A Barnes & Noble vai desmembrar do seu negócio principal o braço responsável pelo Nook [seu e-reader] e pelas vendas digitais até o início de 2015, de acordo com afirmação apresentada no relatório de resultados financeiros da companhia de 2014. O plano é que o Nook Media se torne uma companhia separada das operações da varejista, visando “otimizar a remuneração aos acionistas”, isso se não for vendida a um investidor privado antes disso. Para o ano fiscal de 2014, terminado no dia 3 de maio, a Barnes & Noble teve lucro, descontados juros, impostos, depreciação e amortização, de US$ 251 milhões, apesar do desempenho negativo do Nook. A empresa alcançou U$ 6,4 bilhões em receitas, um decréscimo de 6,7% em relação ao ano anterior, o que deu à Barnes & Noble uma margem de lucro de 3,9%. O segmento de varejo da companhia, que consiste em mais de 600 lojas nos EUA e o e-commerce, teve receita de US$ 4,3 bilhões, 6% a menos do que apresentado no ano passado.

Digital Book World | 25/06/2014

Samsung agora com a Barnes & Noble


As duas empresas vão oferecer um dispositivo co-branded. O Samsung Galaxy Tab 4 Nook chega às lojas americanas em agosto.

Primeiro, a Samsung aliou-se à Amazon e passou a oferecer um e-book gratuito por mês aos usuários dos seus smartphones e tablets. Agora, a marca coreana anunciou parceria com a Barnes & Noble para criar o Samsung Galaxy Tab 4 Nook. O dispositivo com as duas marcas vai combinar o hardware do Galaxy Tab 4, já oferecido pela Samsung, com o software customizado do Nook, produzido pela Barnes & Noble. A ideia é dar ao consumidor “um poderoso tablet desenhado para a leitura com fácil acesso ao catálogo da Barnes & Noble que conta com mais de três milhões de livros, além de revistas e jornais”, diz o comunicado enviado pelas duas companhias que pretendem colocar o novo dispositivo no mercado norte-americano em agosto. O dispositivo com tela de sete polegadas estará à venda nas 700 lojas da Barnes & Noble espalhadas pelos EUA e também pelo site www.bn.com.

Estamos muito animados e orgulhosos dessa parceria com a Samsung para criar dispositivos customizados com a nossa experiência de leitura e nosso catálogo digital”, disse Michael P. Huseby , CEO da Barnes & Noble. Huseby afirma que a Barnes & Noble continuará a venda do seu Nook e nada muda na relação com seus usuários, mantendo, inclusive, o suporte técnico a seus consumidores. Ele pontua ainda que a parceria é um marco importante para racionalizar o negócio do Nook. “Trabalhar com a Samsung permitirá à companhia reduzir custos substanciais e se concentrar em sua expertise comprovada que é adquirir e entregar a melhor experiência de leitura digital”, diz o comunicado.

Por Leonardo Neto | Publicado originalmente em PublishNews | 05/06/2014

Editora lança ferramenta de autopublicação


A Escrytos, que tem milhões de adeptos no mundo, permite a autopublicação em formato digital

De olho no potencial de jovens escritores brasileiros, a LeYa acaba de colocar em operação a sua plataforma de autopublicação. Pioneira em Portugal, a Escrytos não tinha chegado ainda ao Brasil. A plataforma dá ao autor acesso gratuito a uma variedade de serviços que vão da conversão em ePub, construção da capa, distribuição e comercialização em grandes varejistas on line como LeyaOnline, Amazon, Apple Store, Barnes & Noble, Fnac.pt, Gato Sabido, Google, IBA, Kobo, Livraria Cultura, Submarino, Wook. Há outros serviços pagos como parecer editorial, edição, revisão, produção de booktrailler e até release para imprensa. “A plataforma vai ao encontro da estratégia de estimular a criatividade editorial e também da procura por novos talentos da língua portuguesa. O fato da ferramenta estar associada a uma editora já consolidada no mercado proporciona um diferencial e uma vantagem competitiva atraente para os novos autores”, afirma Pascoal Soto, diretor da Leya Brasil.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 08/04/2014

Razão para o desinteresse nos eBooks está no fato de que livros, para a maioria, são objetos de decoração


Qual a pergunta mais idiota que é possível ouvir quando temos uma biblioteca generosa? Exato, leitor: “Você já leu tudo isso?”

Engolimos em seco. Respiramos fundo. E depois explicamos, pela décima, centésima, milésima vez que uma biblioteca não é uma coleção de livros lidos. As bibliotecas são feitas de livros que lemos no passado, que consultamos no presente e que um dia, talvez, leremos no futuro. Ou que alguém lerá por nós.

Mas existe uma situação mais constrangedora no mundo das bibliotecas: quando descobrimos que uma parte delas nem sequer são constituídas por livros. Aconteceu uma noite: fui convidado para um jantar em casa de um conhecido literato português. E, deambulando pela casa, encontrei uma estante com livros.

Ou, pelo menos, eu pensava que eram livros. Ao remover um deles, reparei que a coleção era mero enfeite, feito de lombadas e nada mais. O meu anfitrião presenciou o funesto momento. Ninguém disse palavra. Nunca mais fui convidado para jantar algum. Ficou a lição: a posse dos livros começa por ser vaidade. Só residualmente é uma questão intelectual.

E é exatamente por isso que nunca comprei a febre triunfal dos e-books. Sim, tenho um bicho desses: um Kindle rudimentar, onde recebo jornais, revistas e os livros que desejo ler de imediato com uma ganância que arruína qualquer possibilidade de enriquecimento pessoal.

Mas todas as notícias apontam para o mesmo cenário: o negócio dos e-books brochou em 2013 e é provável que não recupere mais. A Barnes & Noble não está contente com o seu Nook e há rumores de que tenciona desistir do negócio. A Sony não tem dúvidas: desistiu mesmo. E até o Kindle já conheceu melhores dias. Como explicar o naufrágio?

Sociólogos diversos falam na saturação do mundo digital: a novidade de ontem virou rotina hoje e está morta amanhã. Outros, mais românticos, lembram que o livro tradicional não tem concorrência no “plano dos afetos” [grotesca expressão]: quando o objeto é em papel, podemos tocá-lo, cheirá-lo. Eventualmente comê-lo.

E a seita dos economistas reduz tudo a meras contabilidades: segundo o “New York Times”, os e-books levaram a uma queda no preço dos livros tradicionais [70% na Amazon, em alguns casos], o que reconciliou os leitores com o objeto físico.

É possível que tudo isso tenha dado seu contributo. Mas a razão mais funda para o desinteresse nos e-books está na vaidade humana: os livros, para a maioria, são objetos decorativos de afirmação pessoal e social.

Um Kindle pode armazenar milhares de obras que obtemos instantaneamente [e, com certos títulos clássicos, gratuitamente]. Mas serão sempre milhares de obras escondidas no interior de um minúsculo aparelho –e não exibidas com orgulho nas estantes da sala, para impressionar as visitas.

No Kindle, é possível ler e apenas ler. Não é possível mostrar que se lê – uma diferença fundamental. Ora, sem essa dimensão fálica de espetáculo público, os e-books estariam sempre condenados.

Ou, então, condenados a servirem uma ilustre minoria para quem o livro, antes de ser objeto de estatuto social, é sobretudo a fonte mais preciosa que existe de conhecimento e lazer. O problema é que uma minoria, logicamente, não justifica um negócio global.

Se os e-books desejam sobreviver, talvez a solução passe por transformar livros tradicionais em livros digitais –mas um de cada vez, como se fossem CDs ou DVDs.

Tenho a certeza que milhares de kindles na estante da sala teriam um sucesso social que o solitário Kindle jamais será capaz de atingir.

Por João Pereira Coutinho | Publicado originalmente em Folha de S.Paulo | 08/05

“A Revolução dos eBooks”, por Ednei Procópio


POR EDNEI PROCÓPIO

Hoje, terça-feira, dia 25, às 18h30, estarei lançando [simultaneamente em versão impressa e digital] o meu terceiro livro sobre os eBooks. Será na Livraria Martins Fontes da Avenida Paulista, aqui em São Paulo, e tenho o prazer convidar os colegas que acompanham este blog.

Na ocasião, ministrarei uma palestra sobre assunto onde tratarei dos dois eixos centrais que considero importante para a boa manutenção do mercado editorial brasileiro. O primeiro seria o eixo econômico, aquele que viabiliza e sustenta toda a cadeira produtiva do livro. E o segunda eixo é o político que, inevitavelmente, precede o primeiro quando se trata de políticas públicas voltadas ao livro em especial as bibliotecas públicas digitais, os livros digitais didáticos, etc…

Nos meus primeiros dois livros, eu já havia tratado e, de certo modo, refletido toda uma revolução tecnológica prevista por inúmeros especialistas como Michael Hart, Don Tapscott, Chris Anderson e Tim Berners-Lee, líderes que aprecio e cujas ideias projetaram as mídias digitais ao mainstream.

Costumo sempre reafirmar em minhas palestras, cursos e entrevistas que esta revolução tecnológica não só, finalmente, alcançou o mundo dos livros como também transformou profundamente a realidade de seu mercado criando novos horizontes, possibilidades e, claro, desafios. E a questão central agora são exatamente os desafios. O mercado editorial, mesmo com sua consagrada manufatura de produção cultural, alcançou níveis alarmantes de riscos em seu histórico modelo de negócios.

Modelo de negócios para os livros digitais é, portanto, neste meu novo livro, a preocupação central. Nele, faço uma análise profunda do futuro mercantil dos livros frente a uma iminente revolução causada pelo advento da Internet. Em “A Revolução dos eBooks” busco desmistificar os livros digitais usando conceitos básicos que ajudarão profissionais a desbravarem o que considero como um cenário único de oportunidades.

Nos vemos lá! Eddie

Amazon estaria preparando oferta para Barnes & Noble, especula jornalista da Forbes


Barnes And Nobles Booksellers Considers Selling ItselfTem rolado um burburinho sobre quem vai fazer uma oferta pela compra da Barnes & Noble – os rumores incluem nomes como Walmart e Microsoft. Ambas as empresas já fizeram apostas no passado e, por isso, parece razoável que voltassem ao páreo. Mas o player mais estratégico seria a Amazon. Os maiores concorrentes da Amazon tem investido em locais físicos. Apple, Microsoft e até mesmo o Google todos tem estratégias de cimento e tijolo. É importante lembrar que a Amazon tem um grande número de marcas que poderiam se beneficar com lojas físicas. Para a Amazon poderia ser uma forma eficiente para desenvolver uma presença mais forte no varejo. E outra, comprando o Nook faria deles os grandes donos da categoria e-readers. Para editores, ter a Amazon dona da B&N seria assustador como uma raposa no galinheiro e, para a Amazon, ter lojas físicas poderia parecer um retrocesso. Mas não é. Uma loja Amazon seria muito mais do que uma livraria. Seria uma loja Kindle, uma loja de filmes, de sapatos… Seria tudo o que é digital na Amazon, só que debaixo de um teto. A Amazon vai comprar a B&N? É muito cedo para dizer, mas eles deveriam pensar no caso.

Por Steven Rosenbaum | Forbes | 11/03/2014

Iba terá serviço de assinatura de livros e revistas


Iba terá um ‘Netflix’ de revistas. A ideia é ampliar o serviço para e-books ainda nesse ano

O agradável Terraço Abril, no topo do prédio da editora Abril na Marginal Pinheiros, em São Paulo, serviu de cenário para um almoço com Ricardo Garrido, diretor de operações do Iba. Já de início, o assunto do dia: a vinda ou não da Barnes & Noble ao Brasil. “Isso de a B&N vir para o Brasil pelas mãos da Iba soa como música aos meus ouvidos, mas infelizmente, não é verdade”, afiança desmentindo os rumores que pairaram no ar na tarde da última quarta-feira.

Mas o almoço era mais para falar sobre os rumos do Iba e Ricardo conta que já no primeiro trimestre de 2014, o Iba promete colocar na praça um novo modelo de negócios. Vai vender assinatura de revista por assinatura. Não, não erramos ao repetir a palavra assinatura. É isso mesmo. “Essa é uma grande aposta do Iba para 2014. Vamos ter um ‘Netflix’ de revistas. O usuário paga um valor e poderá ler todas as revistas do nosso portfólio e, logo depois, queremos estender esse modelo de negócio aos livros também”, conta Garrido. Para isso, o Iba deve investir R$ 10 milhões em tecnologia ao longo de 2014.

Durante o almoço, Ricardo pega um de seus devices – à mesa, ele estava com um iPhone e um iPad – e diz orgulhoso: “Em média, temos 1.500 novos usuários por dia, mas ontem chegamos a 2.600”. Os números do Iba, a propósito são mesmo de deixar qualquer um retumbante de alegria. A plataforma fechou 2012 – ano de sua criação – com quase 315 mil usuários. Em 2013, um boom elevou esse número a 1,3 milhão. O crescimento de vendas também acompanhou a explosão e fechou 2013 com crescimento de 245% no número de itens vendidos em relação ao ano anterior.

O portfólio também se diversificou nesse período. Em 2012, estavam a venda 12 mil e-books. Esse número fermentou e chegou a 23 mil títulos em 2013. O mesmo aconteceu com as revistas. Se em 2012, o portfólio do Iba contava com apenas duas editoras (Mymag e Rickdan), em 2013, o número subiu para 21 editoras, 146 publicações (já contabilizadas 28 revistas da casa).

Ecossistema

O Iba quer ocupar novos espaços no mercado. “Uma das nossas grandes missões pro ano é ampliar a nossa participação no ecossistema”, aponta Garrido. O primeiro passo nesse sentido foi dado no apagar das luzes do ano passado, quando o Iba passou a ser responsável pela comercialização de e-books da varejista Extra.com. Foi ampliada a parceria com a Abril Educação para comercialização de didáticos. Além disso, o Iba fez parcerias com fabricantes de tablets que têm Android como sistema operacional e eles já saem de fábrica com os aplicativos do Iba instalados. Outro filão que o Iba pretende abocanhar em 2014 é o das vendas para o governo e já está em processo de qualificação junto ao FNDE.

Além disso, por meio de uma parceria com a distribuidora global de e-books OverDrive, o Iba já oferece 30 mil títulos em língua estrangeira. A meta para 2014 é chegar a 200 mil.

Engajamento

Do universo de 1,3 milhões de usuários, Ricardo estima que apenas 10% deles sejam realmente ativos, comprando e lendo pelos aplicativos do Iba. “Essa é uma métrica nova, ninguém nunca se preocupou em medir quantas pessoas entravam numa banca de revistas e folheava, sem comprar, uma revista”, pondera. Para isso, estão sendo pensadas ações para engajar os usuários do Iba. O primeiro passo foi a reestruturação completa dos 15 aplicativos Iba preparados para rodar nos mais diversos devices. “Remontamos completamente as nossas plataformas. Trocamos absolutamente todas as linhas de código dos nossos primeiros aplicativos feitos em 2012”, conta Garrido. Michelle Campos, gerente de marketing, que também participou do almoço, contou que a ideia é entrar com tudo com referências cruzadas para dinamizar e estimular a experiência de leitura pelo Iba. “Com isso, queremos aumentar a recorrência dos usuários, ampliar a escala e acelerar a curva de adoção”, explica Michelle.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 13/02/2014

Barnes & Noble no Brasil?


A dúvida é se o Nook chega ou não chega ao Brasil

Barnes & NobleNo último sábado, a jornalista petropolitana Raquel Cozer revelou em sua coluna Painel das Letras, na Folha de S. Paulo, o conteúdo de um e-mail da distribuidora de livros digitais Xeriph para os editores que distribui. Segundo a colunista, o e-mail trazia a informação que “a Barnes & Noble, além de vender os e-books nos países onde já atua, anuncia ‘para breve o início das vendas também no Brasil’”. A notícia chegou hoje aos EUA pelo site de notícias do mercado editorial internacional Publishing Perspectives, que pergunta “Is Barnes & Noble’s Nook Expanding to Brazil [O Nook da Barnes & Noble está vindo para o Brasil?”]. A ideia é que os leitores do site se manifestem na seção de comentários. Hoje também foi informado por Lauro Jardim, em seu Radar OnLine, que “executivos da livraria desembarcaram ontem por aqui. A negociação aponta para a inauguração da primeira livraria da Barnes & Noble no segundo semestre, ainda sem o Nook, o seu leitor digital”.

PublishNews | 12/02/2014

O futuro das livrarias e o futuro do mercado editorial


Por Mike Shatzkin | Publicado originalmente em PublishNews | 05/02/2014

Um dos assuntos que estamos examinando já há muito tempo é o inevitável impacto que o aumento das compras online de livros terá nas prateleiras do comércio e o que isso vai significar para as editoras de livros gerais. [Você vai ver que este discurso que já tem mais de uma década também diz que as editoras terão que se centrar em sua audiência, ou atuar de forma vertical, também.]

Claro, já ocorreu um choque no sistema – um evento “Cisne Negro” – que foi o fechamento da Borders em 2011. Isso, de repente, tirou umas 400 livrarias bem grandes da cadeia. Desde então, a história sobre as independentes – que inclui informações financeiras encorajadoras, mas sem comprovação do Bureau de Análise Econômica [BEA/EUA] e muitos hurras de independentes bem-sucedidas [jogamos um pouco de gasolina nesse fogo com uma importante sessão na DBW que aconteceu na semana passada] – tem sido bastante otimista [apesar de que os dados da Bowker parecem sugerir que a Amazon ganhou mais com a morte da Borders do que qualquer outro player]. E apesar de a Barnes & Noble continuar a mostrar alguma queda de vendas, seus retrocessos mais sérios foram no negócio do Nook, não nas vendas em lojas.

Um fator que distrai a atenção dos analistas pensando nesta questão tem sido a aparente desaceleração no crescimento das vendas de e-books, sugerindo que há leitores de impressos persistentes que não querem mudar. O fato encorajador acaba distraindo porque é incompleto quando se trata de prever o futuro do espaço de prateleira no comércio, que é a questão existencial para as editoras, distribuidoras e livrarias [e, portanto, por extensão, para os autores]. Precisamos saber quais são as mudanças na divisão destas vendas entre online e offline para ter um quadro completo. Se a aceitação do e-book diminuir, mas a mudança para compras online continuar, as livrarias vão sofrer mesmo assim.

Este problema das vendas online versus offline, no lugar de vendas de livros impressos versus livros digitais é central e é a que estamos martelando há anos. Foi ótimo ver Joe Esposito enfatizar o problema em um recente post ao tratar algumas as minhas perguntas favoritas sobre a Amazon. Realizamos na DBW um painel de quatro livrarias independentes bem-sucedidas. Uma das participantes, Sarah McNally da McNally-Jackson, recentemente foi citada dizendo que está preocupada com o futuro de sua livraria no Soho quando seu aluguel terminar. [Os aluguéis aumentam rapidamente naquela parte da cidade.] Enquanto isso, ela está se movendo para não ficar só nos livros e vender bens com muito design e talvez mais duradouros como arte e móveis. [E, neste sentido, McNally-Jackson segue o exemplo da Amazon, não se limitando a ser uma marca de livraria.]

Um amigo meu que, há muito tempo, é representante de vendas independente diz que até mesmo as independentes bem-sucedidas estão sentindo a necessidade de vender livros e outras coisas [cartões, presentes, enfeites] para sobreviver. As mega-livrarias com 75 mil ou mais títulos foram um ímã para os clientes nas décadas de 1970 a 1990. Não é mais assim porque uma livraria com muitos milhões de títulos está disponível em computadores de todo mundo. Isto é um fato que faz com que o número de lojas bem-sucedidas seja um indicador fraco do potencial de distribuição disponível para as editoras. Se os sebos possuem metade do inventário que são publicados, podemos ter muitas histórias de sucesso entre as livrarias independentes, mas mesmo assim temos um ecossistema encolhendo, dentro do qual as editoras distribuem seus livros.

Em geral, os proprietários de livrarias independentes bem-sucedidas e sua associação, a American Booksellers Association, pintam o momento como favorável para livrarias independentes. Eles rejeitam o ceticismo de pessoas, que como eu, acreditam que a atual onda de aparente boa sorte é causada por uma janela de tempo [agora] em que o fechamento da Borders removeu espaço na prateleira mais rápido que a Amazon e os e-books removeram a demanda por livros nas lojas.

Tem sido uma profissão de fé silenciosa achar que as livrarias não passariam pelo que aconteceu com as lojas de discos ou de aluguel e venda de vídeos, dois segmentos que desapareceram quase completamente. O livro físico tem usos e virtudes que um CD, um disco de vinil, um DVD ou uma fita de vídeo não possuem, sem falar que um livro físico é seu próprio player. Mas também fornece uma experiência de leitura qualitativamente diferente, enquanto que outros formatos “físicos” não mudam o modo de consumo. Claro, isso só ajuda as livrarias se as vendas continuarem offline. As pessoas comprando livros online têm grandes chances de comprar da Amazon. Em outras palavras, é perigoso usar a capacidade do livro para resistir garantindo a capacidade das livrarias de se sustentar. As duas coisas não estão conectadas de forma indissociável.

Mas o destino de quase todas as editoras gerais está inextricavelmente conectada ao destino das livrarias. Só há duas exceções. A Penguin Random House é uma, porque é grande o suficiente para criar livrarias próprias apenas com seus livros. A outra são as editoras verticais com suas audiências o que abre a possibilidade de criarem pontos de vendas que não sejam exatamente livrarias. Livros infantis e de artesanato são possibilidades óbvias para isso; não há muitos outros.

O sentimento que eu tive na Digital Book World é que a maioria das pessoas na indústria ou rejeitou ou quer ignorar a possibilidade de que haverá uma erosão ainda mais séria da indústria nos próximos anos e que isso ameaçaria as práticas centrais da indústria. Com mais da metade das vendas de muitos tipos de livros – ficção na área geral, claro, mas também muitos tópicos especializados, profissionais e acadêmicos – já online, muitos parecem sentir que qualquer “ajuste” necessário já foi feito. Eles receberam apoio para seu otimismo na Digital Book World. O guru do mercado de ações Jim Cramer apresentou sua visão do futuro da Barnes & Noble [porque ela é a última rede de livrarias] e, do palco principal, foi apresentada a ideia de que o Walmart poderia comprar e operar a B&N como parte de uma estratégia anti-Amazon.

Tudo isso é possível e não tenho dados para refutar a noção de que chegamos a algum tipo de nova era de estabilidade da livraria, só uma sensação que não me abandona de que nos próximos anos não será assim. Não quero ignorar os sinais positivos que vimos no último ano mais ou menos. E o declínio geral nas compras em livrarias versus online afeta todo o comércio, não só livros, então é possível – alguns poderiam dizer que é provável – que o aperto dos aluguéis vá diminuir. Não é só o espaço em prateleiras que parece estar sobrando em comparação com a demanda; esta é uma verdade em todo o comércio. Então sua impressão pode diferenciar e teria alguma lógica para apoiar um ponto de vista contrário.

Mas meu palpite [e isso não é uma “previsão” como em “isso vai acontecer; corram para o banco”] é que o espaço de prateleira para impressos na Barnes & Noble e em outras livrarias poderia muito bem diminuir uns 50% nos próximos cinco anos. Qual CEO ou CFO de uma editora geral consideraria prudente não levar em conta esta possibilidade em seu próprio planejamento?

Obviamente, menos espaço em prateleira e mais compras online mudam as práticas de cada editora de muitas formas. Elas vão querer implementar mais recursos para o marketing digital e menos para a cobertura de vendas. Vão querer ter menos espaço de estoque e menos inventário, mudando a economia geral de seu negócio. Como estamos falando há anos, elas vão achar importante a consistência vertical: adquirir títulos com apelo consistente à mesma audiência. A própria base de dados de consumidores de cada editora vai se tornar um componente cada vez mais importante de seu lucro: ativos que fornecem valor operacional hoje e valor de balanço se forem compradas.

Mas, acima de tudo, as editoras terão que pensar em como elas manterão seu apelo frente aos autores se colocar livros nas livrarias se tornar o componente menos importante da equação geral. Ainda é verdade que colocar livros nas lojas é necessário para chegar perto da penetração total entre a audiência potencial de um livro. Ignorar o mercado de livrarias obviamente custa vendas, mas também tem um custo de percepção que reduz as vendas online. [Afinal, as lojas estão muito conscientes do efeito “showroom”: clientes que cruzam suas prateleiras com smartphones na mão, fazendo pedidos da Amazon no ato!]

Mas isso acontece hoje quando a divisão online-offline pode estar perto de 50-50 no geral e 75-25 para certos nichos. Se estes números chegarem a 75-25 e 90-10 nos próximos cinco anos, o mercado de livrarias realmente não vai importar muito para a maioria dos autores. Seja pela autopublicação ou por alguma editora nova que não tem as capacidades das grandes editoras de hoje, mas também não possui toda a estrutura de custo, os autores vão sentir que as grandes organizações são menos necessárias do que são agora para ajudá-los a realizar todo seu potencial.

Taxas de royalties mais altas para e-books, pagamentos mais frequentes e contratos mais curtos são todas formas pouco atrativas, da perspectiva da editora, para resolver esta questão. Até agora o mercado não forçou as editoras a oferecer isso. Se as livrarias conseguirem se manter, a necessidade de usá-las não será muito forte por algum tempo. Mas se não conseguirem, a maioria das editoras terá poucos elementos para continuar a atrair autores para suas fileiras.

Já estamos vendo grandes editoras afastando-se aos poucos dos livros que não demonstraram grande capacidade de vender bem no formato de e-book: livros ilustrados, livros de viagem, livros de referência. Isso implica uma expectativa que o componente online – especialmente o segmento de e-book – já mudou o mercado ou certamente vai mudar em pouco tempo. Ajustes aos termos padrão com autores é outra questão que ainda não foi resolvida, mas se o mercado continuar a mudar, poderia ficar muito difícil manter as coisas como estão.

Por Mike Shatzkin | Publicado originalmente em PublishNews | 05/02/2014 | Texto originalmente publicado no The Shatzkin File | Tradução: Marcelo Barbão

Mike Shatzkin

Mike Shatzkin

Mike Shatzkin tem mais de 40 anos de experiência no mercado editorial. É fundador e diretor-presidente da consultoria editorial The Idea Logical Co., com sede em Nova York, e acompanha e analisa diariamente os desafios e as oportunidades da indústria editorial nesta nova realidade digital. Oraganiza anualmente a Digital Book World, uma conferência em Nova York sobre o futuro digital do livro.

Nos Arquivos de Shatzkin, o consultor novaiorquino aborda os desafios e oportunidades apresentados pela nova era digital. O texto de sua coluna é publicado originalmente em seu blog, The Shatzkin Files [www.idealog.com/blog].

PALESTRA | O AUTOR E O NOVO MERCADO EDITORIAL


O novo cenário da publicação, comercialização
e divulgação de livros no Brasil

Muito se tem falado em aplicativos, redes sociais, plataformas e tecnologias voltadas aos livros. Tecnologias que, antes, pareciam estar distantes do alcance do autor, agora fazem parte de um universo de opções que podem ajudá-lo na publicação, comercialização e divulgação de seus livros.
A Livrus desenvolveu a palestra “O autor e o novo mercado editorial” especialmente para escritores que desejam saber mais sobre os novos meios de edição de obras. Abordando a produção, a comercialização, os direitos autorais e outros temas ligados ao universo editorial, a palestra será gratuita, com vagas limitadas, e será realizado em 8 de fevereiro no auditório da Livraria Martins Fontes Paulista. Os autores interessados devem inscrever-se até o dia 7 de fevereiro por intermédio do telefone [11] 3101-3286.

CONTEÚDO DA PALESTRA
  • O Livro na Era Digital
  • A Nova Cadeia Produtiva do Livro
  • A Questão dos Hardwares, Softwares e Formatos
  • A Questão da Divulgação e Marketing Digital
  • A Gestão dos Direitos Autorais
ANOTE NA SUA AGENDA
Palestra | O autor e o novo mercado editorial [gratuita]
Quando | 8 de Fevereiro de 2014, sábado
Horário | das 10h às 12h
Local | Livraria Martins Fontes Paulista
Endereço | Avenida Paulista, 509 – Bela Vista – São Paulo
INSCRIÇÕES RSVP
Confirme sua presença até o dia 7/2/2014. Vagas gratuitas e limitadas.
Cris Donizete | Publisher
Telefone: [11] 3101-3286

PALESTRA | O AUTOR E O NOVO MERCADO EDITORIAL


O novo cenário da publicação, comercialização
e divulgação de livros no Brasil

Muito se tem falado em aplicativos, redes sociais, plataformas e tecnologias voltadas aos livros. Tecnologias que, antes, pareciam estar distantes do alcance do autor, agora fazem parte de um universo de opções que podem ajudá-lo na publicação, comercialização e divulgação de seus livros.
A Livrus desenvolveu a palestra “O autor e o novo mercado editorial” especialmente para escritores que desejam saber mais sobre os novos meios de edição de obras. Abordando a produção, a comercialização, os direitos autorais e outros temas ligados ao universo editorial, a palestra será gratuita, com vagas limitadas, e será realizado em 8 de fevereiro no auditório da Livraria Martins Fontes Paulista. Os autores interessados devem inscrever-se até o dia 7 de fevereiro por intermédio do telefone [11] 3101-3286.

CONTEÚDO DA PALESTRA
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Quando | 8 de Fevereiro de 2014, sábado
Horário | das 10h às 12h
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Amazon aposta em livrarias universitárias nos EUA


Amazon fecha parceria com UC Davies, na Califórnia

Não houve anúncio oficial da Amazon, mas o site The Digital Reader apontou a nova aposta da gigante do varejo nos EUA: livrarias universitárias. A empresa lançou em setembro um projeto piloto com a Universidade da Califórnia [UC Davies], que tem uma página dedicada no portal da Amazon. A universidade ganha uma taxa com as compras realizadas pelo site e de estudantes da UC Davies que participam do programa de fidelidade estudantil da Amazon. O piloto deve durar um ano, e há planos de colocar armários da Amazon em alguns pontos do campus. Segundo a matéria, a Follet e a Barnes & Noble já estão presentes no mercado de livrarias universitárias nos EUA: “As duas redes operam cerca de 1.500 livrarias sob contrato [a Follet possui 800 lojas]. Mas as milhares de lojas que operam independentemente ou sob administração de universidades deveriam considerar o acordo que a Amazon tem com a UC Davies [se o projeto piloto vingar]”.

Por Iona Teixeira Stevens | PublishNews | 28/11/2013