A melhor opção entre a publicação tradicional e a autopublicação


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Inscreva seu Trabalho Científico no 6º Congresso Internacional CBL do Livro Digital


A 6ª edição do Congresso Internacional CBL do Livro Digital seguirá com a tradição de avaliar trabalhos científicos e acadêmicos relativos ao livro digital no intuito de promover trabalhos empíricos e conceituais inéditos. Os prêmios aos vencedores são R$ 1.500 reservados ao primeiro colocado, R$ 1.000 ao segundo e R$ 500 ao terceiro.

O evento acontecerá dia 25 de agosto de 2016, antecedendo a 24ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, no Auditório Elis Regina, localizado na Av. Olavo Fontoura, 1209 – ao lado do Pavilhão do Parque Anhembi, em São Paulo. Mais informações: digital@cbl.org.br.

Um livro-câmera


Livro criado por designer se transforma em uma câmera fotográfica

A designer Kelli Anderson acaba de lançar um projeto no mínimo inovador. Trata-se do livro This book is a camera, que, como sugere o nome, é um pop-up book que se transforma em uma câmera. O “leitor” pode montar uma câmera fotográfica, do tipo pinhole. Além de se transformar em uma máquina fotográfica, o livro vem com papel para fotografia e instruções de como utilizar os processos químicos de revelação das imagens. Em seu blog, Kelli explica que a pinhole há limitações. Como não possui lentes, as imagens mais próximas e as mais distantes da câmera possuem a mesma nitidez.

Por Monique Sampaio | PublishNews | 09/12/2015

A Amazon lança novo tablet com foco nos leitores nos EUA


A Amazon acaba de lançar o Fire HD 8 Reader’s Edition, que combina o modelo de tablet já existente com um ano de acesso Kindle Unlimited , disponibilizando mais de um milhão de livros para leitura em streaming. Essa edição limitada custará US$ 250. O Reader’s Edition também inclui o Blue Shade, uma nova ferramenta que diminui a exposição à luz azul antes de ir dormir. “Com um design leve, o Fire HD Readers Edition proporciona uma experiência melhor para a leitura do que qualquer outro tablete”, diz Charlie Tristhcler vice-presidente da Amazon.

Natasha Onwuemezi | The BookSeller | 07/12/2015

O livro digital não morreu?


Os últimos meses foram marcados por uma onda de pessimismo em relação ao desempenho dos livros digitais no mercado: depois de diversas editoras relatarem um crescimento do digital menor do que o esperado em 2015, uma matéria no New York Times concluiu – com razão – que o livro impresso está longe de morrer. Como sabemos, notícias sobre e-books no mercado editorial tendem a ganhar tons apocalípticos: da mesma forma como o Kindle foi anunciado como o assassino do livro impresso – e a notícia de que a Amazon vendia mais livros digitais do que físicos, lá em 2012, foi alardeada como o último prego no caixão do papel –, a desaceleração do crescimento dos e-books nos EUA e no Reino Unido foi encarada por muitos como uma “revanche” do livro impresso. Mas afinal, o que está, de fato, acontecendo no mercado?

É verdade que muitas editoras vêm relatando estagnação ou queda nas vendas de e-books em relação ao ano passado. O último relatório da Association of American Publishers, que reúne dados de mais de 1200 editoras dos EUA, apontou uma queda de 6,7% nos e-books adultos e 30,9% nos infanto-juvenis em julho, em relação ao mesmo mês de 2014. Dados individuais de algumas das maiores editoras americanas – como Hachette, HarperCollins e Simon & Schuster – sugerem uma tendência semelhante. A participação dos e-books no faturamento das editoras parece ter se estabilizado entre 20 e 30%, uma porcentagem que, embora significativa, é muito menor do que o crescimento acelerado do digital poucos anos atrás permitia imaginar. Dito isso, algumas considerações:

1] Esta relação entre as vendas de livros impressos e de e-books – que, segundo a Nielsen, está em torno de 74% para 26% no mercado americano como um todo – é uma média do mercado, considerando todos os gêneros ou, dependendo da pesquisa, todos os e-books adultos. Dentro deste universo, existem alguns gêneros em que estas porcentagens são bem diferentes; de maneira geral, e-books tendem a ter desempenho melhor na ficção, fazendo com que esta relação possa chegar mais próxima de 50/50 ou até de uma vantagem para o digital em alguns casos. Em outros gêneros, o livro digital já sai em desvantagem simplesmente por ter recursos limitados para reproduzir determinados conteúdos; para livros de arte, por exemplo, o e-book ainda não se compara ao papel em termos de experiência e conforto.

2] Uma das explicações apontadas para a queda de desempenho dos e-books foi a alta dos preços causada pela volta do agency model para a maior parte das grandes editoras, que agora podem estabelecer seus próprios preços, sem descontos por parte das livrarias. Esta é uma hipótese que não se pode descartar: ainda segundo a Nielsen, o preço é um fator importante na escolha de formato para a maior parte dos leitores. A partir destes dados, alguns analistas concluem que o que está encolhendo não é o mercado de e-books, e sim a participação das grandes editoras nele, uma vez que o público, assustado com a alta de preços, tem preferido livros independentes, que costumam ser bem mais baratos. Esta hipótese vai contra os dados da Nielsen, que indicam, entre 2014 e 2015, um aumento da participação tanto dos livros autopublicados [de 14% para 18%] quanto das “Big Five” [de 28% para 37%], às custas das editoras pequenas e médias, que caíram de 58% para 45%. Mas é verdade que os números mais abrangentes que temos, que são os da pesquisa mensal da Association of American Publishers, consideram apenas os números de vendas fornecidos por editoras; os livros independentes são uma parte relevante do mercado que não é considerada nas pesquisas que apontam a queda dos e-books.

3] Outro fator a se considerar é o declínio dos e-readers em favor dos tablets e smartphones. Segundo a última pesquisa do Pew Research Center, a popularidade dos e-readers dedicados nos EUA caiu drasticamente em relação a 2014, com apenas 19% dos entrevistados tendo declarado possuir um, contra 32% no ano passado. Já os tablets e smartphones chegam a 45% e 68% da população, respectivamente. Embora estes últimos também sejam utilizados para leitura – os celulares, inclusive, vêm sendo apontados como a grande tendência para o mercado de e-books nos próximos anos –, eles são dispositivos multifuncionais, nos quais a leitura é apenas uma das muitas atividades possíveis. Considerando que os últimos grandes lançamentos de e-readers, o Kindle Voyage e o Kobo Aura H2O, aconteceram no ano passado, suponho [e dessa vez não tenho dados, é só especulação mesmo] que haja menos pessoas comprando e-readers este ano, o que implica menos leitores empolgados com o novo gadget e dispostos a comprar muitos e muitos e muitos novos e-books para encher suas prateleiras virtuais.

Isso significa que as editoras devem voltar a apostar todas as suas fichas no impresso e que os funcionários de seus departamentos digitais já devem começar a atualizar o LinkedIn em busca de um novo emprego no futuro próximo? Na minha humilde opinião, não. Significa que o mercado está mais maduro e que seus tempos de crescimento de dois ou até três dígitos ao ano chegaram ao fim. Agora, é importante que as editoras se empenhem, por um lado, em produzir e-books de qualidade – evitando que o digital continue a ser encarado simplesmente como um subproduto mais barato do livro físico e que novos leitores voltem correndo para o impresso depois de uma experiência com um e-book ruim –, e por outro, em inovar e aproveitar as vantagens específicas do digital. Dadas as limitações do ePub, esta tarefa nem sempre é fácil, mas, num mercado tão dinâmico, até isso pode mudar. Então, sugiro esperar mais um pouco antes de decretar a morte de qualquer formato.

Por Marina Pastore | Publicado originalmente em Colofão | 02/12/2015

Marina Pastore

Marina Pastore

Marina Pastore é jornalista formada pela Escola de Comunicações e Artes da USP. Descobriu os e-books ainda na faculdade, em 2011, e foi amor ao primeiro download. Vem trabalhando com eles desde então, integrando o departamento de livros digitais da Companhia das Letras. Seu maior orgulhinho profissional foi ver toda a obra de seu autor preferido e muso inspirador, Italo Calvino, disponível em formato digital. Sua vida é basicamente um grande episódio de Seinfeld, mas com menos sucrilhos e mais [muito mais] gifs animados.

Decisão nega imunidade de Pis/Cofins para leitores de livros digitais


índice

Decisão do desembargador federal Marcelo Saraiva, da Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região [TRF3], negou pedido da Saraiva e Siciliano S/A de extensão aos leitores de livros eletrônicos digitais [e-readers] da inexigibilidade de PIS/CONFINS concedida para o papel destinado à impressão de livros, jornais e revistas. A empresa buscava a aplicação dessa imunidade tributária, prevista na Constituição Federal, aos modelos Bookeen Lev e Bookeen Lev com luz.

O relator do caso explicou que uma interpretação teleológica e extensiva do artigo da Constituição poderia levar à conclusão da possibilidade jurídica da tese sustentada pela empresa. Isso porque, explica o magistrado, “a imunidade tributária conferida ao papel destinado à impressão de livros, jornais e periódicos, tem o escopo de impedir a oneração de tributos sobre o acesso do cidadão à informação e a cultura e, equiparando-se à finalidade do leitor eletrônico e-readers ao do papel”.

Contudo, o desembargador federal concluiu que, como a empresa não informou as especificações dos equipamentos, não foi possível verificar se as potenciais aplicações disponibilizadas ao usuário substituem, de fato, o papel ou, ao contrário, se equiparam-se aos demais equipamentos multimídias disponíveis no mercado.

Além disso, embora possam aparentemente conter finalidade educativa, o relator entende que os e-readers não podem ser equiparados ao papel destinado à impressão de livros para fins de extensão da imunidade tributária, pois a Constituição prevê que são contemplados pela imunidade, exclusivamente, “livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão“.

Apelação Cível nº 0007994-45.2014.4.03.6119/SP

Redação Justiça em Foco | Com Tribunal Regional Federal da 3ª Região | 17/11/2015

Programa Livrus Ao Vivo # 04


Programa Livrus ao Vivo 4

A primeira temporada do LIVRUS AO VIVO é apresentado às quartas, às 21h30, por Ednei Procopio e Chris Donizete. Para ouvir o programa ao vivo, basta sintonizar a Rádio Mundial FM 95,7 ou AM 660, ou acessar o link www.radiomundial.com.br/radio-ao-vivo no momento do programa. Para quem não ouviu os programas anteriores, clique aqui para ouvir o podcast.

Amazon abre sua primeira loja física


A loja inaugurada na manhã desta terça-feira está localizada em Seatle, cidade-sede da gigante de Jeff Bezos

Amazon abre sua primeira loja física | © Amazon.com

Amazon abre sua primeira loja física | © Amazon.com

Uma notícia chacoalhou a indústria do livro o início dessa semana. Nesta segunda-feira [2], aAmazon anunciou a inauguração da sua primeira loja física. O texto, assinado por Jennifer Cast, vice-presidente da Amazon Books – nome dado à nova empreitada — , diz que a loja é uma “extensão da Amazon.com”. “Nós aplicamos 20 anos de experiência na venda de livros online para criar uma loja que integre os benefícios da venda de livros online e offline”. Uma placa no interior da loja ressalta que os preços praticados na loja de tijolos e argamassa são exatamente os mesmos da loja virtual. De acordo com o jornal The Seattle Times, a loja tem em suas prateleiras cerca de cinco mil títulos. Ainda segundo o jornal, a Amazon está apostando que os seus sofisticados mecanismos de busca e “descobertabilidade” vão lhe dar vantagens na sua nova loja física. “Mais do que a maioria dos varejistas de livros, a Amazon tem profundo conhecimento sobre os hábitos de compras de seus clientes e, assim, pode estocar em sua loja apenas os títulos com mais probabilidade de circulação”, diz o jornal.

Além de livros, a loja da Amazon vai comercializar os devices da gigante de Seattle, como o Kindle, Echo, Fire TV e Fire Tablet. “Experts nos produtos da Amazon estarão à disposição para ajudar, responder perguntas e demonstrar os produtos em ação”, disse o comunicado.

A cidade escolhida para sediar a primeira loja da Amazon é justamente Seattle, a cidade onde estão instalados os escritórios centrais da empresa de Jeff Bezos. A loja abrirá de segunda a segunda [exceto os feriados de Ações de Graças e Natal]. De segunda a sábado, das 9h às 21h e aos domingos, das 11h às 18h. A loja está instalada no número 4.601 da 26ª Avenida.

Por Leonardo Neto | Publicado originalmente em PublishNews | 03/11/2015

Aparelho tipo scanner cria sua própria biblioteca digital


O Czur Scanner é um dispositivo que promete tornar a digitalização de documentos e livros algo mais prático. Desenvolvido para operar conectado à uma rede Wi-Fi, o dispositivo conta com tecnologias que fazem da digitalização de livros inteiros um processo mais fácil e que eliminam problemas comuns encontrados por quem tenta realizar esse procedimento com scanners normais.

A lombada do livro causa deformação na página e, mesmo com um scanner amplo, o processo de digitalização da página irá, inevitavelmente, produzir uma imagem distorcida. Com o Czur, a imagem resultante do processo é filtrada por um algoritmo, que identifica a distorção e a corrige.

Czur funciona conectado à Internet e pode ser usado para digitalizar livros inteiros | Foto: Reprodução/YouTube

Czur funciona conectado à Internet e pode ser usado para digitalizar livros inteiros | Foto: Reprodução/YouTube

Outra vantagem do dispositivo é o fato de que, conectado à Internet, ele pode funcionar independente de um computador. Documentos e páginas obtidas pelo scanner podem ser armazenadas num serviço na nuvem, facilitando o acesso aos arquivos e o uso do aparelho, já que, dessa forma, não é necessária a instalação de drivers em um PC para gerenciar o dispositivo.

Outra função interessante do scanner é a perspectiva de usá-lo como projetor. Usando a interface HDMI, o equipamento pode exibir em telas grandes imagens ampliadas de documentos e páginas dispostas em sua base.

O vídeo abaixo, em inglês, mostra o scanner em ação:

O scanner foi apresentado no site Indiegogo, de financiamento coletivo. O projeto já superou a meta de arrecadação, mas ainda há tempo para que interessados invistam na iniciativa. Na cota mais barata disponível, é preciso desembolsar US$ 199 [R$ 780]. As entregas estão previstas para janeiro de 2016 e o fabricante envia o produto ao Brasil.

Por Filipe Garrett | Publicado em TechTudo | Globo.com | 20/10/2015, às 07h00

Programa Livrus Ao Vivo # 01


Ouça o Podcast do Programa Livrus Ao Vivo

A Livrus Negócios Editoriais já não é mais uma startup. Com seis anos de vida, a empresa iniciou suas atividades em 2009, durante a Bienal do Rio de Janeiro. Até 2011, quando ganhou vida própria, a Livrus era apenas um projeto em uma editora que o empreendedor Ednei Procopio havia fundado seis anos antes.

Hoje, somente o selo editorial da empresa soma mais de 130 escritores publicados, cada um deles com dois ou mais títulos. Os escritores representados pela Livrus não são autores de uma só obra, alguns já publicaram mais de 10 títulos, uma característica que a Livrus vem tentando manter ao somar um catálogo de mais de 300 obras.

A Livrus Negócios Editoriais dividiu seu ecossistema em três segmentos: PUBLICA, COMERCIALIZA e DIVULGA. O programa de jornalismo literário LIVRUS AO VIVO, que a empresa criou, e que estreou em outubro na Rádio Mundial, estação difusora em São Paulo, faz parte de sua estratégia dentro do seu plano de divulgação de obras e escritores.

A primeira temporada do LIVRUS AO VIVO é apresentado às quartas-feiras, das 21h30 às 22h. Para ouvir o programa ao vivo, basta o ouvinte sintonizar a Rádio Mundial FM 95,7 ou AM 660, ou acessar o link www.radiomundial.com.br/radio-ao-vivo no momento do programa.

Para quem não ouviu a estreia do programa, o link do podcast é este livrus.podomatic.com.

Novo smartphone da pode ter tela de livro


O próximo smartphone da Samsung pode ter uma tela que se abre como um livro, segundo o site SamMobile, que prevê a data de lançamento do aparelho para janeiro de 2016.

O dispositivo poderá ser introduzido no mercado em dois modelos praticamente iguais, tendo apenas processadores e potências diversas.

Segundo os rumores, o smartphone não será um Galaxy S7, atualização do mais famoso celular da marca, e inicialmente poderá ser disponibilizado apenas na Coreia do Sul, uma estratégia utilizada anteriormente pela empresa.

Terra | 16/09/2015

Duas notícias que prognosticam mudanças no mercado dos eBooks


Como o aumento do uso de celulares para leitura e a eliminação de DRM por algumas editoras afetam o mercado de e-books na Europa e nos EUA? Shatzkin responde.

Duas notícias recentes e como as coisas estão se desenvolvendo prognosticam algumas coisas sobre a direção do mercado e-book. Uma notícia é que a leitura em telefones está realmente decolando. Mais da metade dos consumidores de e-book usam seus celulares pelo menos por algum tempo e o número dos que leemprincipalmente nos celulares chega a um em cada sete. A outra é que o mercado de e-books alemão está eliminando, em sua maioria, o DRM. A Random House seguiu editora Holtzbrinck e abandonou as travas digitais, fazendo com que um dos maiores mercados do mundo entre num caminho no qual o mercado de língua inglesa se recusou determinadamente a pisar. [Há exceções, é claro – O’Reilly, Tor, o selo digital da Harlequin, Carina, Baen, e outras editoras pequenas, voltadas principalmente para nichos literários.]

Um monte de teorias sobre os e-books estão prestes a ser testadas.

Minha reação pessoal para a adoção da leitura no celular é “por que demorou tanto?” Comecei a ler e-books em um Palm Pilot em 1999. Fiquei animado porque trouxe livros para um aparelho que já carregava comigo o tempo todo. Desde o começo, na minha opinião, era para isso que os e-books existiam: não precisava de outro dispositivo além do que já levava comigo o tempo todo. Em 2002, houve um meme ativo por um tempo questionando qual o valor dos e-books. Por que alguém iria querer essa coisa? Falei numa Conferência Seybold sobre isso dando uma resposta simples:

Se você realmente usa um Personal Digital Assistant [PDA] todo dia, se está entre o número cada vez maior de quem carrega um deles com você o tempo todo, não precisa que ninguém explique o valor e a utilidade dos e-books. O inverso disso é que se você não usa um PDA regularmente, os e-books terão muito pouco valor para você. Há alguma utilidade menor em ter livros e algum software leitor no seu notebook, mas não muitas.

Pode ter sido essa busca por mais “valor” nos e-books que levou a anos de experimentação para torná-los algo mais do que texto apresentados em telas, tentando adicionar funcionalidade usando a capacidade digital em uma longa sucessão de fracassos comerciais.

Meu amigo, Joe Esposito, um dos pensadores mais criativos da área editorial,identificou e deu o nome ao conceito de “leitura intersticial” há alguns anos, com isso ele estava falando de quando lemos um livro enquanto esperamos em uma fila ou enquanto esperamos que o filme comece. Lembro-me de um antigo vizinho que tinha sempre um livro na mão quando entrava no elevador no 14º andar e lia uma ou duas páginas à medida que descíamos para o térreo. Aquele era um hábito peculiar com um livro impresso; vai ser uma prática cada vez mais comum à medida que mais gente ler em portáteis que sempre estão conosco.

Pode ser que a editora Judith Curr do selo Atria na S&S tenha acertado quando previu que o futuro da leitura está nos celulares e no papel.

Uma questão importante daqui para frente é como a leitura no celular afetará os padrões de compras. Aqui temos uma dicotomia interessante que depende do uso individual. Que tipo de celular que você tem, Apple ou Android? E qual ecossistema de leitura prefere: Kindle da Amazon, iBooks da Apple ou outro como Google, Kobo ou Nook?

Explico por que isso é importante. Quando você usa o app iBooks em um iPhone, pode comprar livros diretamente no aplicativo. Nunca fiz isso, exceto para comprar um livro que já sabia que queria. Normalmente leio no app Kindle e ocasionalmente no aplicativo Google Play. Nos dois casos, faço minhas compras do meu PC no site do Kindle ou do Google Play. Minha compra está acessível instantaneamente no meu telefone depois disso, mas é um processo de compra em duas máquinas.

Claro, também posso acessar os sites do Kindle ou do Google Play através do navegador do meu celular. É um requisito sair do aplicativo, mas não é preciso usar outro dispositivo. [Francamente, é apenas mais fácil fazer as compras com uma tela e um teclado de verdade.]

As limitações nos dispositivos iOS são criados porque a Apple insiste em cobrar 30% para as vendas feitas dentro de seus aplicativos. O Android não obriga a nada disso, então as versões dos apps Android permitem compras dentro do app. Mesmo assim, como com quase tudo, parece que os usuários iOS fazem mais compras e consumo de conteúdo do que os usuários de Android.

Seria de esperar que com o aumento da leitura em celulares, isso favoreceria “lojas da casa” nos próprios celulares. Elas existem no iBooks e no Google Play. Obviamente isso não significa nenhum tipo de golpe mortal no Kindle se minha própria experiência, mantendo o hábito do uso do Kindle de forma quase ininterrupta, serve de guia. Mas é definitivamente um pouco mais fácil comprar dentro do aplicativo que você usa para ler do que precisar sair dele.

Já se disse muitas vezes que os celulares vêm com distrações internas, como os e-mails e as mensagens de texto que chegam o tempo todo. Mas os tablets – que vêm compartilhando a leitura com os livros impressos e os dispositivos de leitura dedicados há alguns anos – também têm e-mail chegando o tempo todo. E os tablets oferecem toda a web como uma distração em potencial também, como os telefones. Não acho que o componente distração tenha mudado muita coisa recentemente durante o crescimento da leitura no celular.

E há muitos escritores que já escrevem capítulos muito curtos [como o que mais vende entre todos, James Patterson] que podem satisfazer as janelas de “leitura intersticial”. Será preciso analisar, e provavelmente não existem metadados para decidir, se os livros que já são escritos em “blocos” estão se beneficiando do movimento para leitura no celular.

Novos hábitos de leitura levam a novas iniciativas editoriais. Nossa amiga, Molly Barton [diretora há muito tempo da Penguin digital], tem uma startup editorial chamada Serial Box que planeja dividir romances longos em pedaços independentes.

O mercado de e-books alemão é muito menor, no total de vendas de livros, do que o norte-americano, uma estimativa que ronda os 5% das vendas, em vez dos mais de 20% nos EUA. Isso acontece por uma combinação de fatores econômicos – incluindo que a Amazon é obrigada a manter preços fixos o que a impede de dar descontos nos e-books – assim como outras questões culturais. [As vendas de livros online na Alemanha são estimadas entre 15% e 25% – talvez metade dos números nos EUA. A Amazon domina a maior parte disso. Livrarias ficam com a metade do negócio; o restante é dividido entre vendas diretas, grandes lojas, outros varejistas que não são livrarias e catálogos.]

Mas várias editoras concluíram que colocar uma marca d’água [que muitas vezes é chamado de “DRM soft”] é toda a restrição necessária para evitar os repasses e o compartilhamento casual. Agora todas as grandes editoras vão funcionar dessa maneira.

Meus amigos me dizem que, na Alemanha, existem ainda pequenas editoras que querem manter o DRM, algo que poderão continuar fazendo por algum tempo. Na verdade, o Adobe DRM mantém a informação sobre quem é um comprador válido, então pode não ser tão fácil para as lojas deixá-lo mesmo depois que as travas não forem mais exigidas se quiserem fazer mais do que adivinhar se um cliente querendo fazer novamente o download de uma compra anterior tem direito a isso. E também poderia ser difícil para o mercado abrir mão totalmente do DRM, se as editoras de língua inglesa ainda quiserem aplicá-lo aos livros em seu idioma vendidos na Alemanha. Isso é um negócio substancial e as livrarias – especialmente a Amazon – não gostariam de forçar uma situação onde a produção das editoras dos EUA e do Reino Unido devem ou não ter de DRM ou não estar disponível no mercado alemão.

Sempre foi a preocupação de muitos editores, agentes e grandes autores que a remoção do DRM resultaria em compartilhamento irrestrito que realmente poderia prejudicar as vendas de livros. Um cético do DRM de longa data, editor e pensador da indústria, Tim O’Reilly, já caracterizou o DRM como “tributação progressiva”, o que parece validar a noção de que os grandes autores têm algo para se preocupar. [O’Reilly publica conteúdo profissional que sofre alterações e atualizações constantes; precisamente o oposto, do ponto de vista do medo do compartilhamento, do que publica James Patterson.] Claramente, as editoras alemãs observando o que aconteceu em seu mercado não têm esse medo. O editor norte-americano e parte do grupo editorial Holtzbrinck, Tom Doherty, também falou publicamente sobre a [falta de] impacto da mudança da Tor para e-books sem DRM: “… a ausência de DRM nos e-books da Tor não aumentou a quantidade de livros da editora disponíveis online de forma ilegal, nem afetou visivelmente as vendas”.

Além do potencial de perda de vendas através do repasse, o outro impacto da remoção do DRM poderia ser torná-lo mais fácil para qualquer um ser varejista de e-book colocando conteúdo em praticamente qualquer dispositivo. A necessidade de fornecer DRM sempre foi responsabilizado como uma das barreiras, por causa dos custos e dos investimentos em tecnologia, que mantiveram os varejistas fora do mercado e-books. Teoricamente, o custo de ser um varejista e-book em um ambiente livre de DRM poderia ser muito menor, incluindo uma diminuição reivindicada e esperada dos requisitos de atendimento ao cliente. Se for verdade, isso poderia ser muito importante para as vendas de e-books com catálogos verticais, onde uma boa quantidade de conteúdo poderia ser um adicional interessante nas ofertas do varejista. As pessoas que vendem bens duráveis não querem lidar com DRM e os requisitos de serviço ao cliente que ele cria.

Esses detalhes de tecnologia são bem mais profundos do que meu conhecimento, mas as pessoas que conhecem tudo isso me advertem para não esperar muitas mudanças nesse sentido. A marca d’água [DRM “soft”, ou DRM sem “travas digitais”] não é nada simples de um ponto de vista técnico. Novos sistemas de leitura poderiam proliferar sem a disciplina do DRM, o que também poderia criar exigências de atendimento ao cliente. A afirmação de facilidade de uso poderia sair pela culatra. Vamos ver.

Sempre foi minha impressão que a discussão sobre DRM era mais forte do que o efeito realmente garantido. Como nunca quis mover um e-book de um ecossistema para outro, ou passar um e-book para outra pessoa, o DRM nunca me atrapalhou. Mas era algo, obviamente, que bloqueava a entrada de novos operadores no varejo de e-books e criava grandes problemas de atendimento ao cliente para livrarias independentes.

As duas coisas que devemos observar na Alemanha são se as vendas de e-books, especialmente para os principais títulos, continuam iguais ou diminuem de alguma maneira por causa do repasse e, pelo menos tão importante, se vai crescer o número de livrarias vendendo e-books pela diminuição das exigências do DRM. A marca d’água vai ajudar as editoras a encontrar a fonte dos e-books que acabam sendo postados ou pirateados publicamente. Eu não esperaria uma explosão da pirataria, mas certamente haverá muito o que aprender.

As chances são muito boas de que esse resultado possa levar ao crescimento de e-books sem DRM no mercado em inglês também nos próximos anos.

Por Mike Shatzkin | Publicado originalmente por PublishNews | 03/09/2015

Mike Shatzkin

Mike Shatzkin

Mike Shatzkin tem mais de 40 anos de experiência no mercado editorial. É fundador e diretor-presidente da consultoria editorial The Idea Logical Co., com sede em Nova York, e acompanha e analisa diariamente os desafios e as oportunidades da indústria editorial nesta nova realidade digital. Organiza anualmente a Digital Book World, uma conferência em Nova York sobre o futuro digital do livro. Em sua coluna, o consultor novaiorquino aborda os desafios e oportunidades apresentados pela nova era tecnológica. O texto de sua coluna é publicado originalmente em seu blog, The Shatzkin Files.

Relógio busca ajudar deficientes visuais a ler textos


Uma empresa sul-coreana desenvolveu uma forma de deficientes visuais lerem mensagens de texto.

O relógio inteligente Dot, que leva o nome da companhia, usa a linguagem braille, adaptada com o auxílio da tecnologia.

Eric Ju Yoon Kim, cofundador e presidente da fabricante, diz que apesar de o teclado ser pequeno, o método de “braille ativo” permite a leitura até mesmo de de textos mais longos, como livros digitais.

Publicado originalmente por BBC Brasil | 28 agosto 2015, às 20:43

Chorar ou vender lenço?


Por André Palme | Publicado originalmente em PublishNews | 26/08/2015

Em um ano como este, em que o mercado e o país estão em crise, não nos resta outra opção que não seja inovar, com mais velocidade. Na maneira de pensar, de produzir, de gerar novas oportunidades e manter nossos negócios sustentáveis e saudáveis.

Estamos sentindo na pele a inflação e a desaceleração de muitas áreas da economia, mas alguns números continuam animadores. Segundo estudo publicado pela FGV em abril de 2015, o acesso à tecnologia no Brasil vem crescendo e o número de smartphones já bate a casa dos 154 milhões; tablets são 24 milhões e se totalizarmos os dispositivos conectados à internet, são 306 milhões.

Claro, ainda existem muitas questões a resolvermos, como o acesso à internet por um preço mais justo e devices mais baratos; lembro que no ano passado, na Itália, comprei um chip pré-pago por 20 euros mensais que permitiam 3 mil minutos para ligações, internet e SMS ilimitados. Muito diferente do que temos atualmente por aqui.

Isso pode parecer um problema, já que é isso, em essência, o que o mundo digital deve fazer: distribuir ainda mais conhecimento para um número maior de pessoas. Mas vamos falar dos fatos positivos. Hoje, temos, sim, um país onde uma parcela significativa da população utiliza celulares, tablets e computadores conectados à internet muitas horas por dia. Quando falamos especificamente do celular, esse número de horas aumenta exponencialmente. Sou um dos usuários que entra facilmente nessa estatística!

E aí surge uma questão, levantada pela amiga e companheira de aventuras digitais, Susanna Florissi: dizer hoje que o brasileiro não lê, não é uma verdade tão absoluta. O brasileiro lê, sim, e muito. Basta observarmos os celulares. O consumo de informação é imenso. Agora, se o que é consumido hoje tem qualidade, é uma outra história.

A questão é: temos um consumidor que já está com a tela na frente dele durante muitas horas do dia; ele já está conectado à internet e já lê de alguma maneira. O quanto estamos aproveitando este leitor para fazer com que ele troque a leitura de algo da internet por um livro, um conto digital que ele pode ler enquanto vai ao trabalho, ou, ainda, um livro que ele pode ouvir enquanto espera em uma fila qualquer?

Em um país continental como o Brasil, o digital pode representar uma maneira rápida, eficiente e barata de distribuir conteúdo de qualidade para um número cada vez maior de pessoas, através da internet, para que leiam em um aparelho com o qual já estão familiarizados e usam cada vez mais, para um número maior de atividades.

Na minha visão, chegar ao leitor final é o maior desafio e pode ser a maior recompensa, seja para conquistar um novo público, seja para capilarizar as vendas e não ter a maior parte do faturamento concentrado em um único grande cliente.

O leitor tem cada vez mais o poder de escolha na compra. Agora, não são só as editoras que escolhem o que colocar no mercado; os leitores ditam as regras. Então, parece fazer muito sentido aproveitar este consumidor digital para construir clientes e leitores fiéis.

Afinal, “enquanto uns choram, outros vendem lenço”.

André Palme

André Palme

Por André Palme | Publicado originalmente em PublishNews | 26/08/2015

André Palme é apaixonado pela leitura digital e pelas possibilidades deste universo. Iniciou seu contato profissional com e-books em 2013. Foi o responsável pela entrada no mercado digital da Editora DSOP. Foi palestrante na Feira de Frankfurt 2014, além da participação em feiras nacionais e internacionais. Hoje está à frente d’O Fiel Carteiro, uma editora 100% digital que possui mais de 150 e-books e audiolivros publicados e está presente em modelos inovadores de leitura. Foi o responsável pelo projeto que publicou o primeiro e-book de um reality show brasileiro, em parceria com o SBT. Integra a Comissão do Livro Digital da Câmara Brasileira do Livro e torce para a bateria do celular não acabar durante o dia.

Uso de aplicativos para celular ganha força na escola


Por Paulo Saldaña | Publicado originalmnte em O Estado de S. Paulo | 24 Agosto 2015, às 03h

Conteúdo para smartphone já é elemento importante de apoio; alunos e professores exploram tecnologia na aprendizagem; Especialistas cobram que recursos pagos pelo governo sejam abertos

Tecnologia e educação sempre tiveram uma relação difícil, sobretudo dentro da sala de aula. Embora o modelo de escola tenha pouco se alterado com o passar dos anos, a cultura digital é uma realidade entre alunos e professores – o que tem desafiado a tradição. Com a disseminação dos smartphones, escolas, governos e demais instituições se voltam para potencializar essa tecnologia na melhoria do ensino e da aprendizagem.

A Fundação Lemann, por exemplo, vai iniciar uma nova linha de atuação voltada para aplicativos móveis de educação gratuitos. “A sociedade como um todo já viveu essa revolução tecnológica e, infelizmente, nesse contexto, a escola ficou para trás”, explica o diretor da fundação, Denis Mizne. “O caminho agora é proporcionar para alunos, professores e gestores escolares o que já é uma realidade fora da escola.

A mais recente pesquisa TIC Kids Online, realizada pelo Comitê Gestor da Internet, mostrou que, pela primeira vez, em 2014, o acesso à internet por celular no Brasil foi maior do que por computadores: 82% acessam pelo celular, enquanto 56% usam o desktop.

Os resultados se referem a jovens de 9 a 17 anos de idade. As redes sociais são o maior atrativo, mas 68% dos jovens usam a web para trabalhos escolares.

Isabela dos Santos, de 12 anos, estuda Inglês pelo celular, com o aplicativo gratuito Duolingo, e Biologia pelo YouTube. “Eu nem sempre estou com livros, mas meu celular sempre está comigo”, diz a aluna do Colégio Dom Bosco, na zona norte de São Paulo.

A escola de Isabela vai passar a explorar um novo aplicativo focado no celular. “Funciona bem quando usado como mecanismo de interação em momentos específicos da aula”, diz Andrey Lima, diretor executivo do sistema Ari de Sá, adotado pelo Dom Bosco.

Leia Mais:http://educacao.estadao.com.br/noticias/geral,uso-de-aplicativos-para-celular-ganha-forca-na-escola,1749345 Assine o Estadão All Digital + Impresso todos os dias Siga @Estadao no Twitter

Isabela usa o celular para estudar inglês e assistir a aulas de biologia

A empresa Ari de Sá mantém uma parte de conteúdos, ainda pequena, aberta para o público. “Não temos uma decisão de não abrir os conteúdos, mas ainda não foi definido”, diz Lima.

Já a professora de Música Gina Falcão, da Nova Escola, na Vila Mascote, zona sul, toca um projeto com alunos do ensino médio de produção de videoclipes em que o celular é a ferramenta principal. “Eles têm muita facilidade para trabalhar com isso, estamos pedagogicamente no universo deles”, diz.

Gratuidade. Mesmo fora dos sistemas de ensino, os aplicativos educacionais pagos ou com direitos autorais fechados são maioria. Na semana passada, a Câmara dos Deputados promoveu um debate sobre Recursos Educacionais Abertos [REA]. Há a cobrança para que todos os materiais digitais adquiridos pelo governo sejam livres – um projeto de lei com esse intuito tramita na Câmara. Em 2014, o Ministério da Educação gastou R$ 67 milhões na aquisição de bens digitais didáticos, cifra incluída no R$ 1,1 bilhão investido no Programa Nacional do Livro Didático [PNLD].

Priscila Gonsales, do Instituto Educadigital, afirma que o investimento público em material didático deve ser em plataformas abertas. A reivindicação de licenças passa tanto pelo potencial de acesso quanto pelas possibilidades de remixagem dos materiais. “Qualquer lugar é lugar para aprender, o que a cultura digital vem evidenciar. Acaba a ideia de que somos consumidores de educação. A gente pode produzir, um ajuda o outro, é a cultura de compartilhar.

Criada em 2013 com apoio de várias organizações não governamentais, a plataforma escoladigital.org.br reúne 4 mil recursos digitais. Muitos ali são pagos e a maioria tem direitos fechados, mas há uma seção com dezenas de opções para professores criarem seus aplicativos.

Segundo Mizne, da Lemann, a ideia com a iniciativa de sua fundação é criar “um ambiente saudável” que estimule investimentos em novos recursos inovadores. Responsável pela tradução da Khan Academy, portal focado no ensino de Matemática criado pelo educador americano Salman Khan, a fundação não fala em valores envolvidos.

Formação. Apesar de não ter uma política de compras de materiais didáticos digitais abertos, o Ministério da Educação [MEC] pretende realizar as formações continuadas de professores em plataformas com conteúdo e soluções com esse formato. Essas formações não-presenciais, voltada para o uso didático-pedagógico das Tecnologias da Informação e Comunicação [TIC], estão no âmbito do ProInfo Integrado do MEC.

O MEC estuda desde 2013 criar uma plataforma que reunisse todos os materiais já hoje disponíveis, mas até agora isso não saiu do papel. “A intenção é criar uma plataforma única, por meio da qual se teria acesso a todos os portais e conteúdos digitais”, informou a pasta em nota, ressaltando que já há iniciativas parecidas, como o Portal do Professor, o Banco Internacional de Objetos Educacionais e o Portal Domínio Público.

A parte de formação de professores é a mais desafiadora hoje no País, explica a pesquisadora Fernanda Rosa, do Centro de Estudos Brasileiros e Instituto de Estudos Latino Americanos da Universidade de Columbia [EUA]. “A abordagem ainda é tradicional e não responde à demanda, que é transformar a atividade dos professores em prol da melhoria de aprendizado. O foco ainda é no uso da ferramenta”.

Fernanda participou de estudo, divulgado no último dia 12, que mostra que a aprendizagem móvel ainda é incipiente no Brasil. Além da questão de conteúdo e formação, outro desafio é a infraestrutura: ter escolas com bom acesso à internet disponível aos alunos. “A infraestrutura é um grande desafio porque a governabilidade não está só na secretaria de Educação, depende de outras áreas.

Os números apurados pelo censo escolar de 2014 mostram que, do total de 188.673 escolas de educação básica, 115.445 [61%] possuem acesso à Internet e 95.454 [51%] possuem banda larga. Apesar disso, o estudo do grupo de Columbia revelou que apenas 7% dos alunos e 9% dos professores disseram usar a rede nas unidades de ensino.

Segundo o MEC, 53 mil escolas urbanas e 17 mil escolas rurais estão preparadas para utilizar internet sem fio. “Cabe aos gestores escolares direcionar o uso deste recurso”, informou a pasta.

Smartphone é o 2º dispositivo mais usado para leitura


Os dispositivos móveis são os aparelhos mais utilizados por boa parte da humanidade, milhões de pessoas ao redor do mundo o utilizam para lazer, mas para muitos também faz parte da rotina profissional. De qualquer forma, é justamente por isso que as fabricantes de dispositivos móveis estão sempre tentando desenvolver novos smartphones e tablets mais aprimorados e com funcionalidades inteligentes para o dia a dia.

Os celulares atuais são utilizados para diversos fins, muitas pessoas escutam músicas, assistem vídeos, usam como GPS, entre outros recursos. É justamente por isso que muitos gadgets específicos acabaram morrendo, como os leitores de MP3. Agora os aparelhos também estão sendo muito utilizados para ler conteúdo digital.

Os leitores digitais chegaram ao público no final da década de 90, atualmente há alguns aparelhos que são muito famosos e o mercado de publicações digitais está aumentando consideravelmente. Porém, ao mesmo tempo que os gadgets do tipo começaram a ficar famosos, muitas pessoas estão utilizando smartphones e tablets com a mesma função.

De acordo com informações do The Wall Street Journal, o futuro dos livros digitais está provavelmente atrelado aos smartphones. Isso não quer dizer que os e-readers vão desaparecer do mercado, mas que atualmente mais pessoas utilizam os dispositivos móveis para ler conteúdo.

As informações foram retiradas de um relatório da Nielsen, concluindo quais são os dispositivos de leitura preferido dos usuários. Em 2012 o resultado indicou que 50% das pessoas entrevistadas preferiam e-readers, como o Kindle da Amazon. Agora, apenas 32% afirmam que utilizam o leitor de e-book como primeira opção. Entre 2009 e 2015 os tablets passaram de 30% a 41% a ser opção dos usuários.

Os smartphones ainda não estão em primeiro lugar, mas a pesquisa revela que o dispositivo é o segundo mais utilizado para realizar leitura. Em 2009 apenas 24% dos entrevistados utilizavam os aparelhos para leitura, agora a porcentagem aumentou para 54%. Certamente o número deve aumentar consideravelmente nos próximos anos, já que mais e mais pessoas estão adquirindo dispositivos móveis. Um recente estudo até afirmou que 84% da população dos Estados Unidos possui smartphones.

Publicado por Tudo Celular | 18/08/2015