Grebal realiza palestra com especialista em livros digitais


A-70-CF-CULTURA-Grebal_realiza_palestra_com_especialista_em_livros_digitais_(2)

Ednei Procópio é autor de quatro livros, um de ficção e os demais sobre livros digitais

BARRA MANSA (RJ) | Com o objetivo de trazer palestras, oficinas e cursos para os grebalistas, o Grêmio Barramansense de Letras (Grebal) trouxe para a cidade o escritor Ednei Procópio, na ocasião, ele ministrou palestras no Centro Universitário de Barra Mansa (UBM) e na sede do Grebal.

De acordo com o presidente do Grebal Rozan Silva, Ednei é uma autoridade na área. “Ednei é uma das maiores autoridades quando o assunto é livro digital no Brasil, poder proporcionar uma palestra desse nível é algo que nos engrandece muito. Ele tem reconhecimento nacional dentro da área literária e, em 2015, foi finalista do Prêmio Jabuti. Nossa intenção é procurar trazer escritores, que possam acrescentar e dar mais informação ao autor local”, destaca Rozan.

Autor de dois livros, um de ficção e um sobre o livro na era digital, no domingo, Procópio realizou um bate papo sobre seu livro de ficção ‘Qu4dri- O tabuleiro Mágico’, que conta a história dos jogos de tabuleiros, é um romance que se passa num reino que vive de fabricação e venda de jogos de tabuleiros, o rei se ausenta do trono e causa instabilidade do reino, a região entra crise e a guerra está declarada. “A história do livro se reflete na nossa história, é uma história pesada para que as pessoas possam pensar e refletir no que está se passando em nosso país. Foram três anos entre pesquisa e escrita e mais um para ser publicado, o resultado tem sido positivo”, destaca Procópio.

Já no UBM, além dos grebalistas, estiveram reunidos estudantes e a população em geral para discutir questões sobre o livro inserido no universo digital. Em sua obra ‘O Livro na Era Digital’” traz 23 capítulos que mostra em que estágio estamos na digitalização, dá dicas de como nos preparar para a próxima tendência e o que podemos fazer para manter os negócios na chamada Web 2.0 e tirar ainda mais proveito da Era Digital. “A maioria das pessoas estão voltadas para uma tela, seja celular, computador ou tablet, temos que inserir o livro nesse contexto para que tenham mais acesso. Se o olho está voltado para a tela, por que não colocar o livro dela? Isso facilita a leitura ou a compra do mesmo”, indaga o autor.

De acordo com Ednei, a leitura em tela é lenta, dispersa, porém, é uma leitura mais rápida, barata e cômoda. “Considero que valha mais a pena ler livros técnicos em formato digital do que na forma física. Na versão digital, o leitor vai encontrar opção de multimídia o que traz mais entendimento a quem lê. Já a leitura de entretenimento depende do tempo disponível que o leitor tem. Geralemnte o público dessa área é formado por estudantes, professores da área de comunicação, bibliotecários, livreiros e blogueiros”, citou.

Ednei Procópio possui uma pequena editora em São Paulo, onde vive, há alguns anos, publicou um livro de Eliana Neri, da amizade, surgiu o convite para conhecer Barra Mansa. “Fiz questão de estar aqui e ajudar no trabalho do Grêmio que vem crescendo, se atualizando e reinventando. O Grebal tem tudo para crescer e se tornar um belo instrumento de cultura, tem condições e boa aceitação pela comunidade. A cultura tem sido posta de lado, cultura é educação, se fosse investido em cultura poderia diminuir os números de criminalidade”, destacou o escritor.

Sobre Ednei Procópio

Começou a pesquisar sobre livros digitais em 1998 quando terminou de escrever um livro de poesias, ‘Os versos de James’, e não conseguiu publicá-lo. Esta é sua primeira obra literária, no entanto, acabou sendo publicada em 2001 pela iEditora, onde trabalhou como editor até 2005. A iEditora foi a primeira empresa editorial brasileira a trabalhar com os livros digitais comerciais.

Pioneiro, Procópio criou a eBookCult em 2001, a primeira empresa a importar um leitor de livros digitais (mais tarde chamado e-reader) para o Brasil. Vendeu um lote de mil máquinas quando ainda não existia e nem se falava em Kindle, Kobo ou Lev.

Em 2005, Procópio publicou ‘Construindo uma Biblioteca Digital’ e, em 2010 lançou o livro ‘O livro na Era Digital’. Seu último livro ‘A revolução dos eBooks’, foi publicado pela Editora do Senai no início de 2014 e indicado ao Prêmio Jabuti em 2015.

Enquanto editor, Procópio já produziu e publicou perto de mil títulos em diversos formatos. E comercializados e diversas plataformas e aplicativos. Fundou a LIVRUS Negócios Editoriais,cujo escritório fica sediado na capital São Paulo. A Livrus é uma empresa de comunicação editorial, que tem como objetivo levar os autores e as suas obras para a era digital.

Além de palestrar sobre as questões do mercado editorial em eventos no Brasil todo, hoje, Ednei Procópio é empresário e um dos maiores especialistas em livros digitais no Brasil.

Publicado originalmente em A Voz da Cidade | 01/06/0217

Anúncios

“O autor e o novo mercado editorial”, por Ednei Procópio


Estou pensando em publicar um novo sobre os livros digitais, desta vez com enfoque na educação. O título: “Os Livros Digitais e a Educação”. Na verdade, o texto já está pronto e até pensei em publicá-lo em 2016 mas percebi que qualquer ação que praticasse não ia surtir efeito, então resolvei deixar o texto guardado. E, bem, agora estou procrastinando mais uma vez.

A Revolução dos eBoks

A Revolução dos eBoks

Minha terceira e última obra, a mais recente sobre os livros digitais, foi lançada em março de 2014, pela Editora SENAI. O título que acabou agradando à editora foi “A Revolução dos eBooks”. Neste livro, falo dos motivos do título e quem, na verdade, antes de mim, cunhou o termo “[e]Book [R]evolution”.

O texto original da obra já estava pronto quando fui à convenção anual da Associação Nacional de Livrarias [ANL], durante a última Bienal do Livro do Rio de Janeiro, para ministrar uma palestra sobre o mercado livreiro. No evento, conversando com um diretor da Editora SENAI, meu livro foi selecionado por eles para publicação. Foi uma experiência muito interessante ser, ao mesmo tempo, o editor de uma editora [para quem não sabe, sou o fundador da Livrus Negócios Editoriais], e ter um livro meu publicado por outra casa editorial.

Me lembro que, enquanto meu livro estava no prelo, fiquei pensando na expectativa que a publicação de uma obra gera em nós escritores. Eu, que sempre estive do lado de cá da mesa, atuando como editor, tive que provar do meu próprio veneno. Recebi inúmeras recomendações da equipe editorial daquele selo com o objetivo de melhorar minha obra. Percebi que aquele processo todo estava gerando em mim uma ansiedade que há tempos não sentia. Naquela ocasião eu pensava, será que minha própria editora gera essa mesma expectativa em seus autores?

Autores de um novo ecossistema editorial

Em “A Revolução dos eBooks”, deixo claro que, quando falo em revolução dos eBooks Readers, estou me referindo mais aos leitores em si, os consumidores dos livros na era digital, do que as máquinas por eles utilizadas para leitura. A revolução digital permitiu, na outra ponta do ecossistema editorial, que os autores tivessem acesso a dezenas de plataformas de autopublicação que, pela primeira vez desde Gutenberg, oferecem ao autor a possibilidade real de ver seu texto publicado sem as barreiras existentes no antigo modelo.

Na autopublicação, por exemplo, existe a [inter]mediação de uma empresa que, geralmente, faz uso das tecnologias e das mídias digitais para oferecer uma plataforma de publicação. Nestes casos, a empresa que oferece tais ferramentas tem um papel menos atuante no que diz respeito à produção dos livros e exatamente por esta razão, pode haver contraindicações no mau uso destas ferramentas, principalmente se o usuário não se preparar para o processo que vai se desenrolar a partir dali.

A editora que publicou meu livro, do contrário, mantém uma equipe editorial já treinada que, por mais que eu tentasse acelerar a produção do meu livro, por pressa minha mesmo, por pura ansiedade, não me permitiria errar em itens tão importantes como texto de quarta capa, texto de orelhas, texto sobre o autor, prefácio, sumário, etc.

Por exemplo, sou um nerd assumido, guardo ‘de cabeça’ todas as referências bibliográficas sobre eBooks. Mas, e se eu não incluísse esses dados bibliográficos em meu livro? Tive que entregar à editora a referência completa [tal qual reza a cartilha da ABNT]. Foi item obrigatório para ter meu livro publicado por aquele selo. Também me pediram as notas de rodapé para todas as referências que eu estava fazendo nos capítulos.

Malditas notas de rodapé

Então estava eu lá, um domingo inteiro, buscando as tais notas para entregar na segunda-feira pela manhã, para que meu livro fosse publicado o mais breve possível. Eu pensava: para que raios serve uma nota de rodapé? Pensando bem, quem lê esse troço?

Um livro de não ficção, que é caso da obra “A Revolução dos eBooks”, não pode ser considerado um bom livro se não tiver o mínimo que a ABNT sugere para que o material seja efetivamente considerado publicável. Fora ter de cuidar do ISBN e da Ficha Catalográfica [itens considerados obrigatórios pela Lei do Livro, por sinal] nós, autores e editores [nos casos em que não sejamos ao mesmo tempo a mesma pessoa], precisamos observar outros itens para que um livro tenha uma qualidade aceitável. Não importa o formato: se eBook, audioBook ou paperBook.

Será que os autores que se autopublicam [e não são editores] estão preparados para admitir que, para ter um bom livro publicado, a obra terá que passar inevitavelmente por uma preparação de texto, revisão, diagramação, capa, ISBN, Ficha Catalográfica? E que será preciso observar tantos outros itens imprescindíveis como hifenização, viúvas, órfãs, resenhas, release de qualidade, que também fazem parte da publicação de uma obra?

Autor que não é livro que não é editora

Deixando de lado, pelo menos por enquanto, a questão dos custos e financiamento da produção, são três os modelos atuais mais comuns para a publicação de um livro:

O primeiro deles é aquele que chamaremos tradicional; nele, o autor envia o livro para uma editora e a seleção da obra fica a cargo de um conselho editorial, responsável pela curadoria de um determinado catálogo. Neste modelo, a equipe editorial está presente do início ao final da produção do material enviado. É o caso usado por aquela editora na publicação do meu livro.

O segundo modelo, o da autopublicação, é o próprio autor que assume a responsabilidade pela produção de sua obra usando as atuais ferramentas disponíveis nas plataformas de selfpublishing. Neste modelo, é raro a presença de uma equipe editorial, ela não está presente para assessorá-lo. As ferramentas de autopublicação acabam por oferecer uma opção interessante para a edição de livros, criam um ambiente democrático, aberto e acessível; mas estas plataformas não ofertam aos escritores uma equipe editorial que, antes de tudo, primem pela qualidade editorial de sua obra. E o custo zero oferecido por tais empresas é a razão para isto não ocorrer.

E o terceiro modelo são as casas que prestam os serviços necessários para a publicação de um livro, unindo a liberdade da publicação com a qualidade editorial processada por uma equipe. Este é o caso da Livrus. E, antes que me perguntem, sim, os custos e os profissionais estão todos lá, presentes no processo.

Autores que se autopublicam

É realmente fascinante as possibilidades que a Internet, e suas [con]sequências, estão trazendo para o mercado editorial. Mas sabemos que somente a tecnologia não dá o respaldo necessário para que uma determinada obra tenha um bom título, um bom subtítulo, uma boa revisão, etc. Escrever rapidamente um livro e colocá-lo de imediato no ar só porque as ferramentas digitais assim o permitem, pode ser um tiro no próprio pé, principalmente se o autor não dominar os meandros da publicação de um livro. O autor que tiver, por exemplo, um material em potencial em mãos pode perder uma oportunidade única de seu próprio trabalho.

Fora isso, com o tempo, os leitores [os únicos que realmente ‘mandam’ neste novo mercado], inevitavelmente perceberão que as obras que tiveram uma curadoria, uma equipe editorial, são aquelas de fato confiáveis para se ler. Por isso, antes de colocar seu próxima o livro no ar, nestas plataformas automatizadas, pense se você, autor, sozinho, realmente pode e é capaz de realizar o trabalho que uma equipe inteira precisaria fazer para se ter um bom livro. Se for o seu caso, e se assim o considerar, tente a sorte.

Em “A Revolução dos eBooks”, busco detalhar a questão atual do financiamento de obras, seja pelo Governo, patrocinadores, concursos culturais, editoras e até pelo próprio autor quando for o caso. Mas, por ser especialista em eBooks desde 1998, talvez parecesse um contra senso eu, agora, atacar, criticar ou mesmo defender as ferramentas digitais de autopublicação. Meu objetivo não é este. Longe disso. Pelo contrário, testei a maioria das ferramentas disponíveis pessoalmente. E afirmo: elas são acessíveis e funcionam, de verdade. São verdadeiramente democráticas se comparadas a qualquer um dos demais modelos.

O fato é que, exatamente por ter estudado a fundo este assunto, cheguei à conclusão de que, se eu quisesse que o meu próprio livro tivesse qualidade que eu desejava, e que não caísse na vala comum de centenas de outros de identificada precariedade, eu não deveria fazer o livro inteiro sozinho, eu necessitava de um corpo editorial.

Felizmente, sou editor e poderia fazê-lo usando a equipe da minha própria editora, a Livrus, se fosse o caso, como alternativa. Mas, felizmente também, o novo mercado editorial está repleto de portas abertas para aqueles que não têm pressa em publicar, mas primam antes de tudo pela qualidade de suas próprias obras. E, por essa razão, encontram alternativas inúmeras, entre as quais as tradicionais.

Nos demais casos, como alternativa, a necessidade nos aponta um ambiente de ferramentas digitais de autopublicação atrelado a uma equipe de curadoria. A primeira automatiza o processo e ajuda a reduzir custos por conta da escala. A segunda assegura a qualidade. Estas duas, digamos, entidades, unidas, ajudam a equalizar a questão do financiamento das publicações e podem oferecer uma resposta adequada aos novos tempos, aos novos livros, enfim, a um novo mercado editorial.

Por Ednei Procópio

Por Ednei Procópio

* Ednei Procópio, 40 anos, é empresário e um dos maiores especialistas em livros digitais no Brasil, atuando na área desde 1998.

Ficção fantástica aborda origem mítica dos jogos de tabuleiro


E se os jogos de tabuleiros, criados desde os tempos imemoriais, tivessem um ancestral em comum e partilhassem de uma única tábula? E se jogos como o xadrez, o ludo, o senet e diversos outros originados no Oriente, e que ganharam o mundo, fossem o resultado de um tabuleiro primordial artesanalmente pensado por magos de um conselho real?

Esse é o mote de QU4DRI — O Tabuleiro Mágico, primeira ficção fantástica, escrita por Ednei Procópio, nos intervalos de seu trabalho enquanto editor, e que traz ao público leitor uma visão inédita sobre a origem dos jogos de tabuleiro.

Criado por Ednei Procópio, um dos maiores editores especialistas em livros digitais do País e inspirado nos mais antigos passatempos da humanidade, QU4DRI — O Tabuleiro Mágico, não é só uma ode aos ancestrais boardgames, mas é antes de tudo, um convite à imersão em um universo místico.

Os mistérios que rondam o Reino dos Quatro Cantos do Mundo

O Rei dos Quatro Cantos do Mundo parece não só ter se ausentado do trono, mas deixado aos seus súditos uma herança de incertezas. Para complicar ainda mais a transição da regência, o concílio responsável por ungir um novo monarca, formado por uma quadríade de magos, entrou em desacordo sobre o processo de coroação de um sucessor.

QU4DRI — O Tabuleiro Mágico narra eventos de um mundo isolado, em um universo paralelo, por uma magia incomensurável. Forças ocultas instauraram o caos e batalhas sem precedentes desolarão um Reino que sempre viveu tranquilamente da fabricação artesanal e da exportação dos inocentes jogos de tabuleiro.

A busca por um artefato lendário

Uma influente professora da Escola de Jogos da Magia, situada na Província Real de Grimoire, foi convocada pelo então monarca do Reino dos Quatro Cantos do Mundo para integrar uma comitiva cujo destino e missão são cercados por mistérios.

Por motivos ainda desconhecidos, a professora não retorna de sua convocação e seu desaparecimento vira sofrimento para a família, em especial para seu companheiro, um súdito que trabalha a serviço do Reino e que ganha a vida como escriba na Biblioteca de Grimoire.

Em QU4DRI — O Tabuleiro Mágico é o próprio Escriba Real quem narra suas peregrinações na busca da verdade sobre o desaparecimento de sua amada esposa. O Escriba está se redescobrindo em uma jornada de esperança, aventuras e de novos aprendizados. Conhecimentos ancestrais, porém, mudarão dramaticamente seu modo de compreender o mundo.

A busca por um tabuleiro mágico

O Escriba da Biblioteca Real da Província de Grimoire aprendeu, com seu Mestre, que sempre que buscamos por algo, é algo que acaba por nos encontrar.

Na busca pela verdade sobre o desaparecimento de sua amada esposa, cujo paradeiro é um enigma, Escriba descobre uma sociedade secreta influente e destemida. Criada por Sábios da Antiguidade, a Ordem dos Magos Supremos está envolvida na manipulação de artefatos mitológicos, em especial um tabuleiro mágico, capaz de instaurar uma nova dinastia no Reino dos Quatro Cantos do Mundo.

Às sombras de uma revolução, cercado por questões existenciais, Escriba testemunhará o emergir de um novo mundo, sombrio e desumano, devastado por uma iminente guerra.

 

Agenda de lançamento do livro

Livraria Martins Fontes Paulista
Dia 1 de Outubro, sábado, das 16h às 18h
Avenida Paulista, 509
Estação Brigadeiro do Metrô

Sobre o Escritor Ednei Procópio

Ednei Procópio

Ednei Procópio

Ednei Procópio é editor, empresário e um dos maiores especialistas em livros digitais do País, pioneiro no tema desde 1998. Publicou as obras de não- ficção “Construindo uma Biblioteca Digital” (Edições Inteligentes, 2005) e “O Livro na Era Digital” (Giz Editorial, 2010). Sua última obra sobre livros digitais, indicado ao Prêmio Jabuti, é “A Revolução dos eBooks” (publicado em 2013 pela editora do Sesi-SP). E, sob o pseudônimo de Eddie Kerouac, Procópio publicou também o livro de memórias poéticas “Os Versos de James” (iEditora, 2000).

Além de administrar um escritório editorial em São Paulo, Ednei Procópio é o autor do projeto “Uma biblioteca digital na mão de cada aluno”, iniciativa inspirada nos ideais de inclusão digital.

Programa Livrus Ao Vivo # 07


MELHOR DO JORNALISMO LITERÁRIO

Livrus ao Vivo é um programa semanal, com 30 minutos inteiramente dedicados à literatura. Produzido por profissionais do mercado editorial, que visam enriquecer o setor com programação de qualidade, o programa Livrus ao Vivo mantém uma equipe sempre atenta às novidades, levando ao ar a notícia sempre atualizada.

No programa Livrus ao Vivo, o ouvinte encontra originalidade e inovação, entrevistas com os autores em destaque, agenda cultural, resenhas e dicas de livros, obras que viraram filmes, lançamentos, além de músicas inspiradas em livros.

A primeira temporada do Livrus ao Vivo é apresentada sempre às quartas, às 21h30, por Ednei Procopio, editor especialista em livros digitais e Chris Donizete, publisher e jornalista literária; com comentários de Sandra Schamas, escritora e tradutora.

Para ouvir ao vivo, basta sintonizar a Rádio Mundial AM 660 ou FM 95,7, ou acessar o link www.radiomundial.com.br/radio-ao-vivo no momento do programa.

Para quem não ouviu as edições passadas, basta clicar em um dos links abaixo:

Programa Livrus Ao Vivo # 06


MELHOR DO JORNALISMO LITERÁRIO

Livrus ao Vivo é um programa semanal, com 30 minutos inteiramente dedicados à literatura. Produzido por profissionais do mercado editorial, que visam enriquecer o setor com programação de qualidade, mantém uma equipe sempre atenta às últimas novidades, levando a notícia sempre atualizada.

No programa Livrus ao Vivo, o ouvinte encontra originalidade e inovação, entrevistas com os autores em destaque, agenda cultural, resenhas e dicas de livros, obras que viraram filmes, lançamentos, além de músicas inspiradas em livros.

A primeira temporada do Livrus ao Vivo é apresentada sempre às quartas, às 21h30, por Ednei Procopio, editor especialista em livros digitais e Chris Donizete, publisher e jornalista literária; com comentários de Sandra Schamas, escritora e tradutora.

Para ouvir ao vivo, basta sintonizar a Rádio Mundial AM 660 ou FM 95,7, ou acessar o link www.radiomundial.com.br/radio-ao-vivo no momento do programa.

Para quem não ouviu as edições passadas, basta clicar em um dos links abaixo:

Programa Livrus Ao Vivo # 05


MELHOR DO JORNALISMO LITERÁRIO

Livrus ao Vivo é um programa semanal, com 30 minutos inteiramente dedicados à literatura. Produzido por profissionais do mercado editorial, que visam enriquecer o setor com programação de qualidade, mantém uma equipe sempre atenta às últimas novidades, levando a notícia sempre atualizada.

No programa Livrus ao Vivo, o ouvinte encontra originalidade e inovação, entrevistas com os autores em destaque, agenda cultural, resenhas de livros, obras que viraram filmes, além de músicas inspiradas em livros.

A primeira temporada do LIVRUS AO VIVO é apresentada sempre às quartas, às 21h30, por Ednei Procopio, editor especialista em livros digitais, por Chris Donizete, publisher e jornalista literária; com comentários de Sandra Schamas, escritora e tradutora.

Para ouvir ao vivo, basta sintonizar a Rádio Mundial FM 95,7 ou AM 660, ou acessar o link www.radiomundial.com.br/radio-ao-vivo no momento do programa.

Para quem não ouviu as edições passadas, basta clicar nos links abaixo:

Leituras no papel e também na tela


Como a tecnologia digital afeta o mundo literário

Por Mayara Zago e Vitória Hirata | Publicado originalmente em ACONTECE | Página 5

 Os e-books têm ganhado grande atenção na mídia por se tratarem de uma maneira mais prática de ler. Entretanto, segundo Ednei Procópio, criador do site “eBook Reader” e especialista em e-books, o mercado nacional de e-books não chegou a 3% se comparado ao mercado estagnado dos impressos. Apesar disso, os digitais continuam em ritmo de alta com um faturamento de cerca de 17 milhões só em 2014.

Observando a grande oferta no mercado nacional livreiro, percebe-se que o consumo está aquecido. Acredito que existe espaço para ambos os segmentos” comenta Milsa Maria Tassi Marques, assessora pedagógica em literatura da Editora Moderna.

A aparente aceitação do público se dá por diversos fatores, como a facilidade de acesso aos conteúdos digitais, que ultrapassa fronteiras e gera proximidade entre o leitor e o autor; a liberdade de modificar a formatação a gosto de quem o utiliza [margem, espaçamento e tamanho da fonte]; ajustes de brilho; caixa de atalho para pesquisa [find/search]; oportunidade de fazer anotações; possibilidade da reedição do livro pelo autor e a leveza do produto. “Você pode levar uma biblioteca para ler em qualquer lugar sem ter o excesso de peso em malas” diz César Rocha Lima, sociólogo, teólogo e autor de e-books.

Outro beneficio é a rapidez do envio sem qualquer taxa nas entregas. “Por causa da viabilidade e facilidade de compra, quando você quer um livro já faz o download para o seu aparelho. Esta acessibilidade é maravilhosa.” Diz Solange Lima, pedagoga e leitora de livros digitais. Com isso, as plataformas preferidas pelo público são IOS [iBooksStore], Android [Google Play], Kindle [Amazon] e Kobo [oferecido pela Livraria Cultura].

Há vantagens também para quem escreve. A tecnologia oferece um meio alternativo para escritores independentes ao dispensar o custo da taxa de entrega e distribuição. É o caso da renomada escritora independente australiana Jaymin Eve, autora da série Walker Saga, que por meio de seus livros publicados na plataforma digital conquista leitores de todos os lugares. “Autores independentes estão quebrando barreiras todos os dias” diz ela.

Jaymin acredita ainda que as grandes editoras monopolizam o mercado ao escolherem qual será a próxima “febre”. A publicação independente abriu um novo mundo de possibilidades ao atender todos os tipos de público, e por meio do contato com os leitores e a divulgação pelas redes sociais é estabelecido uma proximidade maior entre quem escreve e quem lê. “E daí que o livro é horrível? Se há pelo menos uma pessoa que goste da história, não há razão para o livro não estar disponível ao público.” completa Jaymin.

Programa Livrus Ao Vivo # 04


Programa Livrus ao Vivo 4

A primeira temporada do LIVRUS AO VIVO é apresentado às quartas, às 21h30, por Ednei Procopio e Chris Donizete. Para ouvir o programa ao vivo, basta sintonizar a Rádio Mundial FM 95,7 ou AM 660, ou acessar o link www.radiomundial.com.br/radio-ao-vivo no momento do programa. Para quem não ouviu os programas anteriores, clique aqui para ouvir o podcast.

Programa Livrus Ao Vivo # 03


MELHOR DO JORNALISMO LITERÁRIO

A Livrus Negócios Editoriais já não é mais uma startup. Com seis anos de vida, a empresa iniciou suas atividades em 2009, durante a Bienal do Rio de Janeiro. Até 2011 a Livrus era apenas um projeto dentro de uma editora que o empreendedor Ednei Procopio havia fundado. A partir daí a Livrus ganhou vida própria e, hoje, somente seu selo editorial, soma mais de 130 escritores publicados, cada um deles com dois ou mais títulos, uma característica que a Livrus vem tentando manter desde então.

A Livrus Negócios Editoriais dividiu seu modelo de negócios em três segmentos: PUBLICA, COMERCIALIZA e DIVULGA. O programa de rádio que a Livrus criou e que estreou no dia 7, na Rádio Mundial, estação difusora em São Paulo, faz parte de sua estratégia dentro do seu plano de divulgação de obras e escritores.

A primeira temporada do LIVRUS AO VIVO é apresentado às quartas, às 21h30, por Ednei Procopio e Chris Donizete. Para ouvir o programa ao vivo, basta sintonizar a Rádio Mundial FM 95,7 ou AM 660, ou acessar o link www.radiomundial.com.br/radio-ao-vivo no momento do programa.

Para quem não ouviu os programas anteriores, clique aqui para ouvir o podcast.

Programa Livrus Ao Vivo # 02


A primeira temporada do LIVRUS AO VIVO é apresentado às quartas, às 21h30, por Ednei Procopio e Chris Donizete. Para ouvir o programa ao vivo, basta sintonizar a Rádio Mundial FM 95,7 ou AM 660, ou acessar o link www.radiomundial.com.br/radio-ao-vivo no momento do programa. Para quem não ouviu o segundo programa, clique aqui para ouvir o podcast.

Além do Papel | A Dinâmica da Publicação Online


Não há dúvidas de que o livro está se adaptando aos mais diversos formatos e telas. Mas os autores e leitores já se adaptaram?

A mesa 2, com início às 11h45, vai falar sobre a presença do livro na internet. A ideia é abordar a dinâmica da autopublicação em blogs e outras tantas plataformas criadas para esse fim.

Vamos contar com a mediação de Ednei Procópio, especialista em livros digitais, publicou três livros sobre o tema desde 2010. Atualmente, está empenhado no desenvolvimento de uma empresa de livros e leitura chamada LIVRUS.

O X Forum de Editoração ocorrerá no dia 25/10/2014. A mesa também vai contar com:

André Vianco | Autor de 15 romances sombrios, vendeu mais de 900 mil livros. Publicou uma coleção infantil para a Rocco e também produz quadrinhos. É roteirista de cinema e TV.

Fred Di Giacomo | Escritor e jornalista multimídia. Autor de dois livros, trabalhou na Editora Abril por sete anos, onde foi pioneiro na criação de jogos jornalísticos, recebendo prêmios internacionais e nacionais. Em 2013 se mudou para Berlim e criou o Glück Project – uma investigação sobre a felicidade.

Antonio Hermida | Começou a trabalhar com e-books em 2009 [ed. Zahar] e, em 2011, na Simplíssimo Livros, como Gerente de Produção. Atualmente, coordena o depto. de Mídias Digitais da Cosac Naify. Escreve colunas mensais para o blog da editora e para o Colofão.