Educadora aborda como as crianças interpretam os sentimentos em audiolivro


Maior plataforma de audiolivros da América Latina traz, a partir desta sexta-feira, a obra ‘Tenho Monstros na Barriga’, de Tonia Casarin

A maneira como as crianças interpretam os sentimentos interfere no modo como elas irão decodificar diversos acontecimentos que terão ao longo da vida. Saber lidar com estas emoções é importante para a formação de qualquer indivíduo, mas também é essencial para que as crianças obtenham maiores oportunidades de êxito pessoal, social e, até mesmo, acadêmico.

Para tratar deste assunto de forma leve e descontraída com os pequenos, a educadora Tonia Casarin lançou o livro ‘Tenho Monstros na Barriga’. A obra conta a história de Marcelo, um menino que sente “várias coisas” na barriga e não sabe o que significa. Quando descobre que são sentimentos, Marcelo resolve chamá-los de monstrinhos. Ao longo da história, o menino narra os seus sentimentos e mostra oito monstrinhos: Alegria, Tristeza, Raiva, Medo, Coragem, Curiosidade, Orgulho e Ciúmes. “O livro busca aumentar a consciência dos sentimentos, aproximando as crianças dos seus pais e professores, possibilitando brincar e estimular a imaginação das crianças”, diz a autora.

A novidade é que, a partir desta sexta-feira, 27/01, os monstrinhos aderiram à tecnologia e chegam aos consumidores no formato em áudio, que pode ser acessado por celulares e computadores, seja através do aplicativo Ubook ou pelo site da empresa [www.ubook.com]. “Em nossa versão em áudio, também incluímos um trabalho de sound design, que acrescenta trilha e efeitos sonoros para que a audição da criança seja ainda mais estimulada, favorecendo a imaginação e a interpretação da história narrada”,explica Marta Ramalhete, Gerente de Produção do Ubook.

É uma forma lúdica de interagir com as crianças para auxiliá-las a desenvolver a habilidade de identificar e gerenciar emoções, estabelecer relacionamentos saudáveis e contornar comportamentos destrutivos, isto é, qualquer ação que a pessoa realize em prejuízo de si mesma. Dessa forma, quando confrontadas com situações difíceis, no futuro, elas terão as ferramentas para buscar soluções por conta própria”, comenta Tonia, que também foi responsável pela narração do audiolivro.

Apresentar esta versão em audiolivros para as crianças é interessante também pois um dos pontos cruciais de uma boa comunicação é ensinar as crianças a ouvirem. E, é através do diálogo que elas saberão pedir ajuda e dizer o que desejam em situações difíceis, o que acaba contribuindo para a resolução de conflitos e auxilia, inclusive, em situações de bullying”, avalia Eduardo Albano, Diretor de Conteúdo do Ubook.

Os benefícios de uma boa educação emocional também podem ser refletidos no aprendizado escolar, porque, quem sabe lidar melhor com as emoções tem mais facilidade para planejar e estabelecer metas a longo prazo. “Trabalhar bem os sentimentos também estimula a aquisição de habilidades sociais tão importantes como a empatia, isto é, torna as crianças capazes de se colocarem no lugar do outro, reconhecer e aceitar suas diferenças físicas, culturais ou emocionais. As vantagens permanecem na vida adulta, implicando em vidas profissionais bem sucedidas, casamentos saudáveis e menos propensão à depressão e outras doenças”, complementa a educadora.

Um estudo americano com 300 mil crianças mostrou que aquelas que estavam inseridas em programas de desenvolvimento de habilidades emocionais apresentaram rendimento escolar de 11 a 17% superior do que as que não participaram. Outra pesquisa da Unesco na America Latina também aponta a importância do desenvolvimento emocional nas crianças: projeto que abrangeu 54 mil estudantes concluiu que quem convive harmoniosamente com os colegas pode atingir notas até 46% mais altas do que aqueles que habitam ambientes de conflito.

A autora/narradora

Tonia Casarin formou-se em Administração pela PUC-Rio, em 2007, e é mestre em Educação pelo Teachers College em Columbia University, em Nova York, Estados Unidos. Já atuou no setor público, como na prefeitura do Rio de Janeiro e no governo do Estado do Rio, e privado. É professora de pós-graduação do Instituto Singularidades de São Paulo, coach e consultora em Educação.

Apaixonada por crianças e pelas emoções, Tonia focou os seus estudos na inteligência emocional e social, e como desenvolvê-la em adultos, adolescentes e crianças. Em suas pesquisas, aprendeu que o primeiro passo para desenvolver as competências do século 21 é saber identificar os sentimentos. Nesse contexto, Tonia escreveu o livro “Tenho Monstros na Barriga”, uma ferramenta para as crianças aprenderem a identificar as próprias emoções.

Sobre o Ubook: Lançado no início de outubro de 2014, o Ubook é o primeiro serviço de assinatura de audiolivros por streaming do Brasil. Ele funciona como o Netflix para vídeos ou o Spotify para música: por um valor mensal, ou semanal, é possível ter acesso ilimitado a todo o catálogo através do aplicativo. A plataforma, que já conta com mais de 1,5 milhão de usuários cadastrados e possui mais de 10 mil títulos em seu catálogo, está disponível para Web, iOs, Android e Windows Phone. Para saber mais acesse: http://www.ubook.com

Serviço:

Título: “Tenho Monstros na Barriga”

Autora: Tonia Casarin

Editora: Independente

Tempo de áudio: 9 minutos

Narradora: Tonia Casarin

Sonorização: Fabrício Signorelli

Onde ouvir: Ubook [www.ubook.com]

Livros por streaming


O audiolivro nunca pegou muito no Brasil, mas a Ubook, criada em outubro, está se esforçando para mudar isso. E agora ela tem a Saraiva, maior rede de livrarias do País, como aliada. A partir de hoje, clientes da rede poderão aderir ao serviço de assinatura de livros por streaming, que custará R$ 18,90 por mês e permitirá o acesso ilimitado ao acervo.

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Hoje, estão disponíveis cerca de mil audiolivros de diversos gêneros e a cada semana outros 20 títulos serão incluídos. Entre os narradores, atores, atletas e jornalistas. Exemplos: Marília Pêra, Paulo Autran, Paulo Betti, Bruno Mazzeo, Zico e Zuenir Ventura.

Por Maria Fernanda Rodrigues | O Estado de S. Paulo | 25/07/2015

Audioteca Sal & Luz leva livros falados a deficientes visuais


Meus olhos são seus olhos

A Audioteca Sal & Luz é uma instituição filantrópica, sem fins lucrativos, que produz e empresta livros falados [audiolivros] para pessoas cegas ou com deficiência visual, em todo o território nacional, de forma gratuita.

Possui, hoje, mais de 1.700 associados e conta, em seu acervo, com cerca de 2.700 títulos, entre didáticos/profissionalizantes e literatura.

Nosso objetivo é proporcionar, aos nossos associados, meios para a conquista de uma vida com qualidade.

Mais do que inclusão, desejamos viver numa sociedade que não exclua seus filhos, a despeito de todas as diferenças. Que essas diferenças sejam o estímulo necessário para nosso crescimento individual e para a construção de uma nação mais justa.

No dia 16 de maio, realizamos uma confraternização para comemorar a formatura de mais nove novos ledores do projeto da Audioteca Sal & Luz. Graças ao apoio do Oi Futuro, os voluntários puderam frequentar o curso de formação de ledores onde aprenderam as técnicas de gravação e edição do material voltado para os deficientes visuais.

O curso foi realizado durante quatro sábados, produzindo um total de doze horas/aula. O curso foi ministrado pelo instrutor Marcos Bittencourt, radialista e profissional da voz. O referido instrutor trabalha com voluntariado há mais de quinze anos e já foi responsável pela formação de mais de 100 voluntários ledores de audiolivros.

Neste curso de formação de ledores, ensinou alguns comandos básicos para a realização da gravação e da edição do material produzido. Os alunos aprenderam a operar num programa de edição de som, além de terem recebido dicas sobre como realizar a narração das histórias. É importante enfatizar que toda a gravação é diferenciada, pois nossa preocupação é atender ao deficiente visual na sua necessidade.

Na confraternização, contamos com a participação de uma de nossas associadas, Ivete Rita, que, atualmente, faz faculdade de Pedagogia e utiliza o serviço da Audioteca para auxiliá-la em seus estudos. “A importância desse projeto é infinita. Sem esse projeto como eu ficaria? O apoio de cada um é como se fossem nossos olhos. Os olhos que nós não temos“, disse Ivete.

A formação desses novos ledores é essencial para a continuidade do projeto, pois todos os livros da Audioteca Sal & Luz são gravados por vozes voluntárias e esse novo grupo irá reforçar nossa produção de livros, aumentando ainda mais as novidades literárias no acervo da instituição.

Veja mais neste link.

Notícias do Blog do Galeno | Edição 404 | 26 de junho a 2 de julho de 2015

Lista dos mais ouvidos


Pelo segundo mês consecutivo, autor Augusto Cury tem três audiolivros na lista

O serviço de assinatura de audiolivros por streaming Ubook acaba de divulgar a lista com os dez audiolivros mais ouvidos em maio. No mês, o autor Augusto Cury perdeu o 1° lugar para O pequeno príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry. Porém, o escritor continua com três obras entre os TOP 10, Ansiedade – Como enfrentar o mal do século, Mulheres Inteligentes, Relações Saudáveis e 12 semanas para mudar uma vida, que ocupam 4°, 7° e 8° lugar respectivamente. A lista ainda inclui O poder da energia, de Pam Grout [2º posição], A arte da guerra, de Sun Tzu [3º], Steve Jobs e a revolução digital, de Jerome Vonk [5º], As mentiras que os homens contam, de Luís Fernando Veríssimo [6º], As 21 irrefutáveis leis da liderança, de John C. Maxwell [9º] e 1822, de Laurentino Gomes [10º posição].

PublishNews | 22/06/2015

Os audiolivros mais ouvidos de abril na Ubook


O serviço de assinatura de audiolivros por streaming Ubook divulga a lista com os dez títulos mais ouvidos em abril. A categoria que se destacou no mês na preferência dos assinantes é a de autoajuda. Nessa listagem também chamou atenção o escritor e psicanalista Augusto Cury, que além de ocupar o primeiro lugar com Ansiedade – Como enfrentar o mal do século, ainda teve mais dois audiolivros entre os dez mais ouvidos: 12 semanas para mudar uma vida e As regras de ouro dos casais saudáveis, em quarto e quinto lugar, respectivamente. A lista ainda apresenta os títulos As mentiras que os homens contam, de Luis Fernando Verissimo, na segunda posição, O pequeno príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry, na terceira, 1822, de Laurentino Gomes, na sexta posição, A arte da guerra, de Sun Tzu, Violetas na janela, de Vera Lucia Marinzeck de Carvalho, na oitava, O poder da energia, de Pam Grout, na nona e As 21 irrefutáveis leis da liderança, de John C. Maxwell, na décima posição.

PublishNews | 19/05/2015

Autores empresta nomes a audiobooks


No catálogo da Ubook, livros lidos por Paulo Autran, Edson Celulari e outros

Grandes autores brasileiros reforçam o catálogo da Ubook. É que a plataforma de assinatura de audiolivros fechou parceria com a editora Luz da Cidade que passa a disponibilizar seu catálogo aos assinantes da Ubook. No catálogo, tem Paulo Autran lendo Fernando Pessoa e Carlos Drummond de Andrade; Edson Celulari lendo textos de Rubem Braga e Pedro Paulo Rangel lendo uma seleção de Manoel de Barros. Além disso, tem Ferreira Gullar, Affonso Romano de Sant´Anna e Antonio Cícero interpretando textos de sua própria autoria.

PublishNews | 14/04/2015

“Manuscrito Encontrado em Accra”, de Paulo Coelho, é lançado em audiobook


Além de sentir-se bastante à vontade nos formatos impressos e digitais, Paulo Coelho também experimenta tecnologias de áudio. “Manuscrito Encontrado Em Accra”, seu mais recente trabalho, agora está disponível em versão áudio nas plataformas Audible [leia-se Amazon] e iTunes [leia-se Apple].

Segundo Paulo Coelho, “Manuscrito Encontrado em Accra” revela quem somos e do que sentimos medo. Revela que o que esperamos de um futuro duradouro está baseado em crenças que existem dentro de nós mesmos, não se baseia no conhecimento ou na adversidade que nos rodeia. “Nenhum de nós pode saber o que o futuro nos reserva, porque a cada dia tem seus bons e maus momentos. Então esqueça o exército esperando lá fora, esqueça o medo que se esconde nas dificuldades que enfrentamos. “.

O audiobook de “Manuscrito Encontrado em Accra” também está disponível em inglês, alemão, sueco, norueguês e até finlandês. O leitor só não vai encontrar o livro disponível em português por motivos que já comentei nos meus livros sobre o tema.

Ednei Procópio

UBook entre os 10 app mais baixados em janeiro


Plataforma de assinatura de audiolivros atingiu a marca de 250 mil assinantes

A revista Info faz todo mês o ranking dos apps mais baixados na seção de downloads da revista. No mês de janeiro, a UBook, plataforma de assinatura de audiobooks, ocupou a terceira posição. Flávio Osso, idealizador e CEO da UBook contou ao PublishNews que a base de assinantes chegou a 250 mil, isso depois de a plataforma ter se ligado à operadora de telefonia celular Tim, no fim do mês passado.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 06/02/2015

UBook e Tim firmam parceria para lançamento de serviço de Audiobook


A UBook fechou parceria com a empresa de telefonia TIM para a criação de um serviço de assinatura de audiolivros. Por um valor fixo cobrado por semana ou por mês, os clientes da operadora poderão acessar os livros que desejarem de forma ilimitada, além de sincroniza-los em smartphones e tablets para ouvir sem precisar de conexão à internet. Para começar a usar o serviço, basta fazer o download gratuito do aplicativo na AppStore ou na Google Play, se cadastrar e escolher os livros preferidos. Alguns dos livros disponíveis foram narrados por atores consagrados ou pelos próprios autores. Dentre eles, Boni, Pedro Bial, Zico, Nelson Motta, Gloria Kalil, Bruno Mazzeo, Maitê Proença, Augusto Cury, Thalita Rebouças e Ana Maria Braga emprestam suas vozes para a experiência.

PublishNews | 27/01/2015

Os campeões de audiência da Fundação Dorina


Fundação Dorina empresta títulos para pessoas cegas e de baixa visão de todo o Brasil

Fundação Dorina Nowill para CegosA Fundação Dorina Nowill para Cegos disponibiliza para pessoas com deficiência visual em todo o Brasil o empréstimo de livros em áudio produzidos pela instituição. São mais de 2.500 títulos, de diferentes autores e gêneros, disponíveis para empréstimo gratuito às pessoas cegas ou com baixa visão. Em 2014, foram mais de 11 mil empréstimos e o audiolivro mais pedido foi Jesus, o maior psicólogo que já existiu, de Mark W. Baker. Na segunda posição, ficou O caçador de pipas, de Khaled Hosseini e em terceiro lugar,Anjos e demônios, de Dan Brown. Para utilizar o serviço de empréstimos é preciso preencher ficha de cadastro específica, que pode ser feita pessoalmente, via correio, e-mail ou pelo site www.fundacaodorina.org.br. O envio e devolução dos livros em áudio são feitos gratuitamente via cecograma, serviço postal destinado às pessoas cegas. O atendimento acontece de segunda a sexta-feira, de 8h às 17h. Veja abaixo o ranking completo com os dez audiolivros mais pedidos na biblioteca da fundação:

  1. Jesus, o maior psicólogo que já existiu– Mark W. Baker
  2. O Caçador de Pipas– Khaled Hosseini
  3. Anjos e demônios– Dan Brown
  4. Nunca desista de seus sonhos– Augusto Cury
  5. O Código Da Vinci– Dan Brown
  6. A menina que roubava livros– Markus Zusak
  7. Fortaleza digital– Dan Brown
  8. Ponto de Impacto– Dan Brown
  9. Trilogia Cinquenta tons de cinza– E. L. James
  10. Ensaio sobre a Cegueira– José Saramago

PublishNews | 23/01/2015

Nuvem de Livros chega à Espanha


A biblioteca digital tem como objetivo repetir o sucesso alcançado no Brasil, onde conta com mais de 2,5 milhões de assinantes e mais de 14.000 títulos disponíveis.

Madri | Nube de Libros, a versão em língua espanhola da biblioteca digital Nuvem de Livros lançada há dois anos no Brasil com mais de 14.000 títulos disponíveis e que inclui todo tipo de conteúdo on-line, chega hoje à Espanha. Esta plataforma é uma iniciativa empresarial do Grupo Gol, líder em inovação e em tecnologia móvel no Brasil, onde conta com o incrível número de dois milhões e meio de assinantes.

A biblioteca digital que desde hoje está disponível na Espanha reúne livros de todos os gêneros literários, audiolivros, games educativos e notícias, em tempo real, sobre arte, cultura e economia produzidas em mais de 160 países pelas agências de notícias EFE e AFP [France Press].

Diferentemente das livrarias digitais já existentes, Nube de Libros se destaca por ser uma biblioteca de referência ao oferecer um catálogo rigoroso, amplo e plural. Portanto, inclui os clássicos da literatura, obras das mais relevantes editoras espanholas e do resto do mundo e importantes conteúdos da Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes.

Além de poder acessar a Nube de Libros através da sua web e do seu App –disponível em Android e iOS–, na Espanha o seu serviço está disponível para os clientes da Orange, uma das mais importantes operadoras de telefonia móvel da Europa, que poderão disfrutar da vantagem de pagar o serviço através da sua conta.

Títulos relevantes e pertinentes

A Nube de Libros nasce com a filosofia clara de oferecer aos usuários conteúdos pertinentes e de valor comprovado. Para tanto, o processo de seleção da plataforma, exigente e rigoroso, é liderado por uma equipe de prestigiados curadores que identificam e escolhem, com rigor, os melhores e mais relevantes conteúdos. Entre eles está Antônio Torres, ilustre escritor brasileiro, e Arnaldo Niskier, reconhecido educador; ambos são membros da Academia Brasileira de Letras. Para a versão em espanhol da Nube de Libros, o Grupo Gol conta com o apoio e colaboração da Fundación Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes.

Depois do sucesso alcançado no Brasil, a Nube de Libros chega à Espanha com 3.000 referências bibliográficas iniciais como primeiro passo da sua internacionalização e lançamento nos demais países de língua espanhola. A intenção, segundo Jonas Suassuna, presidente do Grupo Gol, é romper fronteiras e materializar, de maneira determinada, o compromisso de socializar o acesso ao conhecimento de forma responsável: “Nube de Libros chega à Espanha com o firme compromisso de romper fronteiras, universalizar o conhecimento e disponibilizar a todas as pessoas conteúdo ilimitado de qualidade selecionado com rigor e critério”.

Grande oportunidade para os editores espanhóis

Essa biblioteca digital oferece uma grande oportunidade para os editores, visto que desenvolve um novo modelo de negócio que se baseia na concessão de licenças de acesso através da cobrança mensal e que contempla a divisão da receita em regime pro-rata. O Grupo Gol constituiu há 3 anos a sua unidade de negócio na Espanha.

Alguns renomados editores espanhóis já fazem parte da versão brasileira da plataforma, como Nowtilus, Siruela, Susaeta, DK, Nórdica, Roca Editorial, Internet Academi, UNED, Fundación Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes, Geointeractiva e Elesapiens, entre outras. Segundo Santos Rodríguez, fundador da Ediciones Nowtilus, “nossa empresa foi, com muito orgulho, a editora espanhola pioneira na Nuvem de Livros. Desde o começo, a Nuvem de Livros nos surpreendeu pela excepcional divulgação e o alto nível de aceitação dos livros da nossa editora. Sem dúvida, trata-se de um modelo de negócio muito bem-sucedido, que impressiona pelos resultados.”

Por sua vez, Manuel Bravo, diretor geral da Fundación Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes, quis salientar: “Nube de Libros é uma biblioteca virtual fantástica que reúne o mundo do conhecimento em uma plataforma moderna e versátil”.

A nova biblioteca digital, Nube de Libros, pode ser acessada através da Orange, da sua página web www.nubedelibros.com e do seu App disponível no Google Play e App Store, e tem um custo de assinatura de 3,99 euros, IVA incluído, por mês.

Sobre o Grupo Gol e a Nube de Libros

O Grupo Gol é o editor da Nube de Libros, empresa brasileira fundada por Jonas Suassuna especializada em serviços e conteúdos móveis. A Nube de Libros no Brasil foi lançada em outubro de 2011 como Serviço de Valor Agregado da VIVO [Telefônica] e desde então conseguiu se situar como a biblioteca online líder da América Latina com 2,5 milhões de assinantes hoje.

A Nube de Libros oferece títulos para todas as idades, obras literárias clássicas, ensaios, atlas, enciclopédias, dicionários, materiais didáticos, livros em áudio, vídeos, cursos, notícias sobre arte e cultura e meio-ambiente, teleaulas e muito mais.

Alguns dos editores espanhóis que fazem parte da Nube de Libros são Nowtilus, Siruela, Susaeta, DK, Nórdica, Roca Editorial, Internet Academi, UNED, Fundación Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes, Geointeractiva e Elesapiens, entre outras.

Tocalivros completa um mês de operação


Com apenas um mês de operação, a Tocalivros já está comemorando os resultados alcançados. Foram mais de 3.500 downloads do app da empresa, além de 15 audiolivros em produção com data de término prevista para o início de janeiro. A capacidade de produção está sendo ampliada, com a contratação de mais narradores e artistas, além de novos estúdios parceiros. Até março de 2015, a Tocalivros promete o lançamento de novas funcionalidades para o aplicativo.

PublishNews | 18/12/2014

Obras que lembram antigas novelas de rádio superam vendas de eBooks


O mercado editorial tem sido bom para Jeffery Deaver. Nos últimos 26 anos, Deaver, um advogado que se tornou escritor de obras de mistério, publicou 35 romances, dos quais foram vendidos 40 milhões de exemplares globalmente.

No entanto, sua obra mais recente, “The Starling Project” [O projeto estorninho], uma história de mistério ambientada em vários países e protagonizada por um investigador de crimes de guerra, não está disponível em livrarias nem será impressa.

A história foi concebida, escrita e produzida como um drama original em áudio para a produtora e loja de audiolivros Audible. Se os leitores de Deaver quiserem saber a história, terão de ouvi-la.

Meus fãs são muito fiéis“, disse o autor. “Se souberem que fiz isso e que se trata de uma história de mistério, acho que vão se interessar.

Lançado em meados de novembro, “The Starling Project” vai testar a aceitação de uma forma de arte emergente que mescla o charme imersivo de antigas novelas radiofônicas com a tecnologia digital. Ele também é o sinal mais recente de que os audiolivros estão ganhando um espaço próprio.

A Audible já produziu cerca de 30 obras originais, que variam de uma série de mistério sobre uma conspiração que deixa a Índia e o Paquistão à beira de uma guerra nuclear a contos originais ambientados no universo das novelas de vampiros de Charlaine Harris.

Nesse campo cheio de oportunidades, não é preciso disputar o olhar das pessoas“, disse Donald Katz, diretor-executivo da Audible. “Para nós, esse é o momento de parar de buscar conteúdo que possa gerar áudios fantásticos e partir para a definição de qual será a base estética dessa nova mídia.

Alguns evitam o termo “audiolivro” e classificam seu conteúdo como “entretenimento em áudio” ou “filmes para os ouvidos”. “The Starling Project” dura pouco mais de quatro horas e conta com 29 atores em 80 personagens.

É compreensível que os autores estejam ansiosos para marcar presença nessa mídia. Nos oito primeiros meses deste ano, as vendas de audiolivros digitais tiveram alta de até 28% em relação ao mesmo período do ano passado, ultrapassando amplamente o crescimento de 6% dos e-books, segundo a Associação de Editoras Americanas. Por sua vez, as vendas de obras impressas de capa dura nos gêneros de ficção adulta e não ficção tiveram uma queda de quase 2%.

As editoras de audiolivros lançaram quase 36 mil títulos em 2013, sendo que em 2010 o número foi de apenas 6.200, segundo a Associação de Editoras de Áudio. Com mais de 170 mil obras, incluindo 18 mil produzidas neste ano, a Audible domina esse mercado.

Deaver disse que quando a Audible lhe propôs que escrevesse uma história original a ser lançada em áudio, ele ficou intimidado. “Era como escrever uma peça não visual“, comparou. Ele havia colaborado em duas outras obras originais em áudio para a Audible, com mais de dez escritores, porém nunca havia escrito algo do início ao fim.

A trama do novo audiolivro acompanha um militar da inteligência reformado, Harold Middleton, que é recrutado para impedir um plano sombrio de assassinato em massa chamado “The Starling Project”. A ação transcorre no México, em Washington, em Londres, em Marselha e na região central da África. Deaver, porém, rapidamente se viu em dificuldades e descobriu que seria útil indicar localizações geográficas por meio de diálogos. Em uma cena, por exemplo, ele optou pelo anúncio de um comissário de bordo dando boas-vindas aos passageiros na França.

Deaver disse esperar que o projeto o ajude a conquistar um novo público de ouvintes.

Há muitas alternativas fracas de leitura por aí, e os autores estão dispostos a enfrentar uma concorrência acirrada com produtos como [os jogos] Assassin’s Creed, Minecraft e Angry Birds“, afirmou ele. “Essa é uma maneira mais fácil de as pessoas terem acesso a boas narrativas.

POR ALEXANDRA ALTER | DO ‘NEW YORK TIMES’ | Folha de S. Paulo | 13/12/2014, às 3h00

Tocalivros quer ser a Amazon dos audiolivros


Um dos melhores livros que Ricardo Camps já leu foi Crime e castigo, de Fiódor Dostoiévski. Ou melhor, é um dos melhor livros que Camps já ouviu. Ele é um dos sócios da startup Tocalivros, que começou suas operações oficialmente na última terça-feira [11]. Camps e seus sócios perceberam que existia um mercado não explorado aqui no país. Tudo que havia eram livros em CDs. Foram negociações com editoras e gravações de alguns títulos para o lançamento da Tocalivros. Além disso, foi desenvolvida uma plataforma completa, toda feita no Brasil. A Tocalivros chega com foco em apps para smartphones. Já estão disponíveis versões para iOS e para Android. A ideia é que o Tocalivros seja capaz de produzir 20 livros narrados por mês. Para isso, já são 50 narradores trabalhando em seis estúdios diferentes. A ideia dos audiolivros procura respaldo nos hábitos dos brasileiros. De acordo com uma pesquisa do Ibope, 50% dos entrevistados afirmaram não ler mais por falta de tempo. Um livro de 300 páginas tem em média seis horas de narração, de acordo com o Tocalivros. “Se uma pessoa passar meia hora no trânsito ouvindo um livro, em uma semana ela terá ouvido um livro completo”, afirma Camps.

Por Victor Caputo | Exame | 12/11/2014

Livros para ouvir


Chegam ao mercado brasileiro duas plataformas de audiolivros para smartphones e tablets

ubook.com.brOs audiolivros demoraram para se adequar aos novos tempos. No Brasil, a transposição do conteúdo de um livro para o formato em áudio era comercializada, até pouquíssimo tempo, somente em CDs. Demorou, mas os provedores desse tipo de conteúdo começam a aparecer. Já está no ar – e disponível para iOS e Android – o UBook. A plataforma cobra R$ 18,90 por mês [ou R$ 4,99 por semana para clientes Claro] e os usuários têm acesso ilimitado ao seu catálogo de mais de mil títulos, segundo os idealizadores do projeto Flávio Osso e Eduardo Albano, respectivamente CEO e diretor de parcerias. Cinco dias depois do lançamento, Osso e Albano garantem que amealharam mais de 20 mil usuários. Indo mais ou menos pelo mesmo caminho, a TocaLivros prepara o lançamento oficial de sua plataforma para novembro [uma versão beta entra no ar em meados de outubro]. De diferente, a TocaLivros optou pela venda unitária dos audiolivros, ao contrário da UBook, que adotou o serviço de subscrição.

http://tocalivros.comEm comum, a UBook e a TocaLivros têm a preocupação de criar um mercado de audiobooks no Brasil. “Não é que o mercado de audiolivros é fraco no País. Ele não existe ainda”, comenta Osso. “A nossa missão é difundir o audiolivro. Queremos, junto com as editoras, fomentar esse mercado no Brasil”, defende Marcelo Camps, que ao lado do irmão Ricardo Camps, fundou a TocaLivros. Os irmãos Camps acreditam que o formato em áudio se molda bem à cultura do brasileiro. “O brasileiro lê pouco, mas quer aprender sem perder tempo”, observa Ricardo. É na interseção dessas duas coisas [tempo x querer aprender] que os empreendedores apostam.

O mercado no Brasil é mesmo muito pequeno. “Não é que o audiolivro seja um mau negócio. O meio do audiolivro é que era equivocado. Não enxergamos que o mercado está falido. Para nós, o mercado ainda não aconteceu”, defende Eduardo Albano. E de repente, eles têm razão. Não há dados no Brasil, mas estima-se que o mercado recebe, a cada ano, algo entre 30 e 50 novos títulos em audiolivros. Nos EUA – onde nasceu a Audible, comprada pela Amazon -, a coisa é bem diferente. De acordo com a Audio Publishers Association, o mercado norte-americano tem mais de 18 mil títulos, cresce a taxas de 10% ao ano e movimenta mais de US$ 800 milhões ao ano.

Modelo de negócios

Se na ponta do consumidor a TocaLivros e a UBook diferem [uma vende o audiolivro em formato digital enquanto que a outra vende a subscrição], na ponta da editora as duas se assemelham em alguns pontos. As duas empresas fornecem um modelo de parceria, em que produzem o audiolivro, sem custas às editoras parceiras [os custos de produção podem chegar a R$ 20 mil]. No caso da UBook, as editoras que colocarem audiolivros produzidos por elas recebem pelo simples fato de estarem no catálogo e também pela audiência [vezes em que o audiolivro foi acessado pelos usuários]. Já a TocaLivros remunera as editoras garantindo parte do valor arrecadado por cada título, exatamente como funciona em livrarias de livros físicos.

Outra coisa em comum, as duas plataformas garantem a segurança dos arquivos, com sistemas anti-pirataria e um dashboard pelo qual as editoras podem acompanhar em tempo real o desempenho de cada um dos seus títulos.

Rede Sociais

A UBook promete para breve o lançamento de uma nova fase da plataforma que vai passar a funcionar como uma rede social. A ideia é que os usuários troquem informações sobre os títulos, criem grupos de discussões sobre livros e compartilhem trechos pela rede social. Mais para frente, a UBook quer se tornar em uma grande marketplace do audiolivro, reunindo em uma mesma página editores ou escritores que querem produzir um audiolivro e profissionais envolvidos na cadeia de produção do audiolivro. Mas, por enquanto, são planos para o futuro. Há que se esperar que o mercado passe a existir.

Por Leonardo Neto | Publicado originalmente em PublishNews | 08/10/2014

E audiobook? Você já experimentou?


Por Camila Cabete | Texto publicado originalmente em PublishNews | 08/10/2014

Não é só de epub que vive o mundo de livro digital. Considero o audiobook um tipo de arquivo que o livro pode se travestir. Mais um formato meio esquecido pelas editoras e o pior, o audiobook carrega uma carga maior de preconceito. Como assim ouvir um livro?

Olha, nem vou entrar no âmbito do quanto isso é importante para os portadores de necessidades especiais. Vou falar da praticidade mesmo.

Há um ano, acho… A Amazon comprou a Audible. Experimentei, e fiquei impressionada com a quantidade de títulos e novamente com a lavada com os gringos nos dão na arte de produzir conteúdo e dar às pessoas acesso a este conteúdo. O grande problema – que nós do ramo do e-book também enfrentamos – é que não tem quase conteúdo nenhum em português brasileiro. Encontrei somente o Adultério do Paulo Coelho. Óbvio que experimentei. Pelo que pude descobrir, o arquivo é produzido pela editora. Caso a Audible produza, ela detêm os direitos de uso de seu conteúdo. Ouvi o Adultério e me incomodava algumas entonações que a locutora fazia… Algumas vezes me questionei se ela seria brasileira… Mas o melhor do app é o uso da velocidade. Você se acostuma a aumentar a velocidade do áudio, sem mudar o timbre da voz. Acho que futuramente teremos pouca paciência de ouvir uma pessoa falar devagar, pois com o uso do app eu fiquei meio gaga, querendo falar depressa [hihi]. Mas isso nem é importante. O mais importante é que é uma forma muito boa e prática de consumo de literatura. Mais uma fonte de renda para as editoras.

Aqui no Brasil experimentei o app Ubook. O que mais gostei é que o app é leve, simples de usar… Pude fazer um plano de R$ 4,99 com a Claro (minha operadora) e esta taxa permite que eu baixe qualquer livro do acervo pra escutar. Ele também tem marcador e espaço para anotações. Muito simpático, porém com deficiência de conteúdo. As editoras mais uma vez, não pensaram nesta forma de “ler” e na produção deste tipo de arquivo.

Toda forma de ler é válida, vamos incentivar a leitura, seja ela como for…. Obra literária é obra literária e se podemos usar a tecnologia para ter mais acesso a elas, por que não?

Será que as outras lojas de livros digitais entrarão no ramo? Ora, quem vende ePub não poderia vender também audiobook?

E pelo amorrrrr…. Esqueça DRM. DRM de áudio já se provou um fracasso!

Alguém tem mais informações sobre audiobook? Ou mais informações do que coloquei na coluna? Me escreva que publicarei para compartilhar com os leitores: camila.cabete@gmail.com

Por Camila Cabete | Texto publicado originalmente em PublishNews | 08/10/2014

Camila CabeteCamila Cabete [@camilacabete] tem formação clássica em História e foi responsável pelo setor editorial de uma editora técnica, a Ciência Moderna, por alguns anos. Entrou de cabeça no mundo digital ao se tornar responsável pelos setores editorial e comercial da primeira livraria digital do Brasil, a Gato Sabido, além de ser a responsável pelo pós-venda e suporte às editoras e livrarias da Xeriph, a primeira distribuidora de conteúdo digital do Brasil. Foi uma das fundadoras da Caki Books [@CakiBooks], editora cross-mídia que publica livros em todos os formatos possíveis e imagináveis. Hoje é a Brazil Senior Publisher Relations Manager da Kobo Inc. e possui uma start-up: a Zo Editorial [@ZoEditorial], que se especializa em consultoria para autores e editoras, sempre com foco no digital. Camila vive em um paraíso chamado Camboinhas, com sua gata preta chamada Lilica.

A coluna Ensaios digitais é um diário de bordo de quem vive 100% do digital no mercado editorial brasileiro. Quinzenalmente, às quintas-feiras, serão publicadas novidades, explicações e informações sobre o dia-a-dia do digital, críticas, novos negócios e produtos.

Os 10 audiobooks mais pedidos


Best-sellers estão entre os títulos mais pedidos na Fundação Dorina

A Biblioteca Circulante da Fundação Dorina Nowill para Cegos fez um levantamento e relacionou os 10 títulos de audiobooks mais solicitados no ano passado. Os leitores são pessoas com deficiência visual de todo o Brasil que têm no formato em áudio maior acesso à cultura, informação e entretenimento. A biblioteca possui mais de 2.500 títulos de livros em áudio, de diferentes autores e gêneros, disponíveis para empréstimo gratuito às pessoas cegas ou com baixa visão. Os dez títulos mais pedidos foram a trilogia Cinquenta tons de cinza, E. L. James; Um amor para recordar, Nicholas Sparks; Ágape, Padre Marcelo Rossi; A cabana, William P. Young; Anjos e demônios, Dan Brown; Nunca desista de seus sonhos, Augusto Cury; A fantástica fabrica de chocolate, Roald Dahl; E eu venci assim mesmo, Dorina de Gouvea Nowill; Ninguém é de ninguém, Zibia de Gasparetto; e Refúgio, Harlan Coben.

PublishNews | 13/02/2014

Modelo de assinatura de eBooks: bom para nichos, não para o mercado em geral


Por Mike Shatzkin | Publicado originalmente em Publishnews | 31/07/2012 | Tradução: Marcelo Barbão

Mike Shatzkin

Outro novo negócio de venda de ebooks apareceu em nosso escritório este mês, divulgando uma proposta de assinatura. Falei ao empreendedor: “Sou cético sobre o modelo de assinatura para ebooks”, e ele respondeu, “Eu sei”.

Tivemos uma grande conversa, mas eu ainda estou cético. Quando falo isso, quero dizer que sou cético de que um modelo de assinatura oferecendo ebooks em geral possa funcionar.

Certamente, há uma lógica no modelo de assinaturas, especialmente para aqueles que pensam que o mercado editorial deveria aprender com outros mercados de conteúdo. A TV a cabo realmente começou com assinaturas e só mais tarde passou a pay-per-view, que é mais como o modelo de vendas de ebooks [mas não exatamente]. Temos Netflix para filmes e programas de TV, Audible para audiobooks e uma série de serviços para música, sendo que o mais bem-sucedido parece ser o Spotify.

Tenho uma assinatura do Spotify, apesar de não usá-la muito. Talvez seja besteira, mas gosto de pagar $119,88 dólares ao ano [que significa $9,99 por mês] para ter acesso a simplesmente qualquer música que eu poderia querer ouvir instantaneamente quando surge a necessidade [ou sugestão] para ouvi-la. [Spotify raramente me desaponta por não ter a música.] E isso apesar de que a maioria das minhas necessidades é satisfeita com as mais de 6.000 músicas que tenho no meu repositório do iTunes, das quais as 1.000 melhores estão no meu celular.

Spotify foi citado pelo empreendedor que conheci como uma motivação para começar seu negócio de assinatura de ebooks. Como ele corretamente apontou, “compartilhar uma playlist” com um amigo assinante do Spotify permite que ele imediatamente – sem custos ou fricção adicional – “consuma” aquela música. Compartilhar uma playlist no iTunes com alguém o leva a ter de fazer as compras e, além do dinheiro, é preciso tempo e [um considerável] esforço entre receber a playlist desfrutá-la.

Então, foi colocado que esta lógica deveria se aplicar a livros. Com várias exceções compreensíveis, não tenho certeza se pode ser assim, pelo menos no futuro próximo.

Tenho bem fresco um discurso em Washington sobre o que o Departamento de Justiça entende sobre o mercado editorial. A resposta, se resumida a uma única palavra, seria “granularidade”.

De acordo com a associação de produtores, os lançamentos de filmes nos EUA em 2007, 2008 e 2009, foram 609, 633 e 558 respectivamente. Os filmes estrangeiros, e talvez alguns filmes independentes, não foram contabilizados e podem ser adicionados àqueles números para avaliar o que está disponível, mas a magnitude é essa.

As Seis Grandes Editoras lançam em média mais de 3.500 títulos por ano cada. E há muito mais produção de títulos, além das Grandes Seis, do que há produção de filmes fora dos estúdios de Hollywood. Seria muito conservador estimar que haja 100.000 novos títulos produzidos profissionalmente por ano, voltados para o consumo. [Muito mais é publicado para uso profissional ou como textos de escola ou faculdade, além dos e-books autopublicados, que às vezes atingem o grande público, o que multiplicaria várias vezes este número.]

Lançamentos comerciais de música ficariam entre filmes e livros em número, mas muito mais perto dos filmes.

Esta é a resposta curta a por que a maioria das pessoas compartilha música e experiências de filmes com muito mais amigos e conhecidos do que livros. Também é a resposta curta para o motivo pelo qual pessoas fora da indústria editorial simplesmente não entendem; cada um destes livros é um empreendimento criativo e comercial separado, cada um com seu próprio contrato, seu próprio caminho de desenvolvimento e sua própria exigência de marketing.

[Também ajuda explicar por que muitas pessoas que usam bibliotecas para algumas leituras não as usam para todos os tipos de livros. Nenhuma biblioteca terá todos os livros que um sócio voraz gostaria de ler.]

Nos dias anteriores à Amazon.com e aos livros digitais, havia dois tipos de serviços de assinatura que funcionavam para os livros comerciais.

Clubes de livros ofereciam acordos de preço e curadoria [ajuda com a seleção], mas era o acordo de preços que realmente atraía os membros. Antes das livrarias em todos os lugares [algo que chegou nos anos 80], Book-of-Month Club e The Literary Guild tinham os livros com melhor perfil distribuídos a consumidores que teriam dificuldades em consegui-los [assim como aqueles com livrarias próximas que só queriam a conveniência da entrega pelo correio.] Com o crescimento das livrarias, os Clubes descobriram que “clubes de nichos” [ao redor de mistério, ficção científica ou assuntos como jardinagem] aparentemente eram mais lucrativos do que os grandes clubes de interesse geral. [“Aparentemente” é uma palavra bastante operativa, mas a explicação dela vai ter de esperar outro post.]

O outro conceito de assinatura que funcionou foi o de “séries”. O líder de mercado foi a Time-Life Books. Estes livros tratavam de um assunto em especial [II Guerra Mundial, por exemplo] e eram “empacotados” especificamente para a série, não estando disponíveis em lojas. A continuidade se baseava no interesse intenso sobre o assunto e na mentalidade de “coleção”. Alguém que havia começado a colecionar a série não queria ter buracos em sua coleção.

Ambos os modelos foram derrotados pela compra de livros online que, de repente, fez com que todos os livros estivessem disponíveis para entrega em domicílio, para qualquer pessoa, em qualquer lugar.

Em nichos específicos, os modelos de assinatura podem funcionar muito bem. O avô deles no lado digital é Safari Books Online, originalmente concebido e construído pela O’Reilly em parceira com a Pearson. Safari serve uma comunidade de programadores e possui uma grande coleção de livros instrutivos e de referência voltados para uso profissional. A maioria dos usuários está sempre consultando os livros, e não lendo-os direto. E gostam da ideia de dar uma olhada em vários livros para tratar um problema que estão enfrentando.

Safari foi pioneiro no modelo de dividir a parte das editoras das taxas de assinatura através da métrica do uso. Quanto mais seu livro é visto, mas dinheiro você recebe do total. E como os usuários do Safari vão quase sempre encontrar as respostas que precisam dentro do serviço, deixar seus livros de fora significa que ele não será encontrado e usado. Como pelo menos uma parte do uso do Safari poderia levar à venda do livro em si [mesmo se isso não for muito frequente para a maioria dos livros], este elemento de descoberta é perdido junto com qualquer renda gerada se o livro não estiver incluído no banco de dados. Uma editora pode estar confiante de que não está perdendo muitas vendas se estiver dentro do Safari.

[O modelo que parece ser “tudo que você quiser por um preço único” para o comprador e do tipo “pague pelo uso” para o dono do conteúdo de uma forma ainda mais pura do que o Safari é o acordo oferecido pela Recorded Books e seu serviço de download digital para audiobooks para bibliotecas. Há outros modelos de assinatura no espaço da biblioteca; é uma distração tratá-los neste post, por isso não serão discutidos aqui.]

O’Reilly logo viu que seus livros, sozinhos, não seriam as melhores ofertas de assinatura, então abriram à participação de outros desde o início. Safari é excepcional em pelo menos três pontos: são maiores do que uma editora, são construídos sobre uma base de usuários profissionais, e geram valor principalmente através de trechos, não de leituras de cabo a rabo.

Mas se uma editora é forte num nicho, um serviço de assinatura pode funcionar para eles também: Baen Books [ficção científica] e Harlequin [romance] são duas editoras de nicho que venderam assinaturas com sucesso. [Na verdade, a Harlequin reconhece sub-nichos, segmentando ainda mais sua audiência para ter um alvo melhor.] A editora de ficção científica Angry Robot, da The Osprey, oferece assinaturas. eBooks por assinatura também são parte do modelo da Dzanc, que trabalha mais com livros literários [ficção e não-ficção; não são realmente de nichos, mais de “qualidade”] e será interessante se eles conseguirem fazer o paradigma de “qualidade” funcionar da mesma forma que “romance” e “ficção científica”.

Sourcebooks é uma editora geral, mas possui uma forte lista de romances. A editora está tentando estabelecer um clube e uma comunidade chamada “Discover a New Love” que opera de forma mais parecida com a velha BOMC: assinantes podem escolher um dos quatro títulos em promoção, além de conseguir outros benefícios de descontos em outros livros e a possibilidade de receber antes novos títulos.

Assinaturas são oferecidas na área de livros infantis também. A Disney Digital Books possui um sistema de assinatura mensal, assim como a Sesame Street eBooks. Nos dois casos, o modelo é de entrega baseada em browser em vez de downloads.

A F+W Media é uma editora que funciona em vários nichos verticais. Eles possuem duas grandes vantagens. Uma é simplesmente trabalharem de forma vertical. Possui público definido por seu interesse, o que é a chave para fazer uma oferta de assinatura funcionar no negócio de livros. A outra é que já foram editores de revistas e operadores de clubes de livros, então possuem experiência no contato direto com clientes e na administração destes relacionamentos. Também possuem vários nomes. E a F+W está administrando ofertas de assinaturas para muitas coisas além de ebooks.

A maioria das comunidades da F+W é de não-ficção [específica por assunto] e eles oferecem assinaturas para conteúdo em arte, redação, e design. Mas também estão se aventurando no mercado de romances agora e sua oferta Crimson Romance segue o modelo “tudo que você puder ler”. A Baen introduz o projeto de lançar uma novela em estágios para assinantes, como uma série.

E notamos recentemente que as conferências TED começaram a fazer ebooks [mais ou menos: só funciona em iOS] e um modelo de assinatura é parte do que pensam fazer também. Mais uma vez: num nicho. A app que permite ogerenciamento das assinaturas foi criada por The Atavist, que é outra tentativa de construir uma base para uma editora que se distingue por suas escolhas de conteúdo, como TED ou Dzanc, em vez de manter a divisão por consumidor já estabelecida [romance, ficção científica, ou um tópico como redação ou design.]

Vale a pena notar que há ofertas de assinaturas do tipo “buffet” e outras que são limitadas, mas que oferecem descontos quanto mais compras forem feitas. Essa variação existe em outras mídias também. Spotify é um preço único para tudo; Audible e Netflix medem seu uso e você pode pagar mais se consumir mais.

Há um forte padrão aqui para as ofertas de assinatura que estamos vendo.

Geralmente são feitas pelas editoras. [Safari não é uma editora, mas foi iniciada por editoras.] Isso significa que estão trabalhando com as margens das editoras [maiores do que as de um agregador]. Controlar o fluxo do produto significa que podem fazer bom uso da interação com sua audiência, aprendendo através de dados e conversas quais os próximos passos que deveriam dar. E, mais importante de tudo: do ponto de vista da oferta de um produto, estão focados.

É precisamente o oposto de Spotify, Netflix ou Audible que querem todas as canções, filmes, programas de TV ou audiobooks que puderem.

Então, que tal um modelo de ebooks mais geral?

Ainda não existe e não acho que vai acontecer num futuro próximo, apesar das ambições do meu recente visitante. Os desafios de montar a base de títulos são desencorajadores e, como espero que este post deixe claro, também é fornecer e demonstrar valor persuasivo.

Só consigo ver um player que poderia ser capaz de criar uma oferta de assinaturas mais gerais no médio prazo. [Adivinhem quem é.] Os “por quês” disso serão o tópico de um post futuro.

Uma coisa que é bastante certa é que quando existem muitas editoras oferecendo assinaturas em seus nichos [e algum dia isso vai acontecer], elas usarão algum serviço com base na Nuvem de um tipo ou de outro. Ninguém vai pedir ao departamento de TI que crie o software para trabalhar com isso.

Vou admitir que não programei nada específico sobre “assinaturas” no programa “Book Publishing in the Cloud” que estamos realizando no dia 26 de julho, mas se isso é o que algum participante quiser saber, terá uma grande oportunidade nas sessões de

“Conversas com Especialistas” para conseguir as respostas. Quase todos os palestrantes estarão disponíveis durante um tempo estruturado para conversas, assim como representantes das grandes empresas que estão patrocinando o evento.

Por Mike Shatzkin | Publicado originalmente em Publishnews | 31/07/2012 | Tradução: Marcelo Barbão

Mike Shatzkin tem mais de 40 anos de experiência no mercado editorial. É fundador e diretor-presidente da consultoria editorial The Idea Logical Co., com sede em Nova York, e acompanha e analisa diariamente os desafios e as oportunidades da indústria editorial nesta nova realidade digital. Oraganiza anualmente a Digital Book World, uma conferência em Nova York sobre o futuro digital do livro.

Nos Arquivos de Shatzkin, o consultor novaiorquino aborda os desafios e oportunidades apresentados pela nova era digital. O texto de sua coluna é publicado originalmente em seu blog, The Shatzkin Files [www.idealog.com/blog].

O Futuro do Livro é o Híbrido


Vem aí o primeiro catálogo universal e padrão de obras, disponível para todo o mercado editorial brasileiro.

A Câmara Brasileira do Livro [CBL] já começa a liberar, oficialmente, informações detalhadas sobre o projeto Cadastro Nacional do Livro, da qual sou o Coordenador Geral, mas creio que esta novidade será tão importante para apontar e delimitar novos horizontes do mercado de livros, quanto será a próxima edição do Congresso Internacional CBL do Livro Digital.

É, sem dúvida alguma, a grande sacada em 2012 para o mundo dos livros. E que era uma antiga aspiração da categoria, mas que, só agora, graças ao aprimoramento da tecnologia, está se tornando possível.

A ideia central do Cadastro Nacional do Livro [CANAL] é criar uma plataforma distribuidora de informações claras e precisas sobre o cadastro de todos os livros publicados em língua portuguesa.

Uma plataforma de normalização de metadados digitais [baseada em um padrão para o mercado brasileiro] traria uma evolução criativa na transmissão de informações sobre livros para as editoras, distribuidoras, livrarias físicas e virtuais [no caso das vendas], blogs e redes sociais [divulgação], bibliotecas [circulação], etc.

Na prática, isso quer dizer que o leitor, o bibliotecário e ou até o Governo, irá encontrar aquele livro que precisa, através da Internet ou dos terminais de buscas nas livrarias e bibliotecas, pois as informações sobre os livros, se o mercado livreiro aderir à iniciativa, estarão sendo armazenadas e transmitidas de modo mais preciso que atualmente. Principalmente, por exemplo, no que diz respeito à disponibilidade de um determinado título nos estoques físicos.

Se o mercado editorial brasileiro juntar a tecnologia de uma normalização de cadastrado único padrão para livros, com os modernos processos de impressão digital sob demanda, a mágica estará feita.

Há discussões técnicas bem interessantes, nas entidades de classe como CBL e ANL [Associação Nacional de Livrarias], com relação ao padrão adotado. Existiam alguns caminhos, mas a Onix for Books [que atualmente está em sua versão 3.0], que de longe parecia ser a melhor escolha.

Além de permitir uma melhor segurança na transmissão de dados, O ONIX [acrônimo para ONline Information EXchange] é um dos padrões, internacional, para representar e comunicar informações de produtos nas indústrias de bens culturais, ou seja, no nosso caso, para a cadeia produtiva do livro.

O mais interessante é que o padrão Onix não nasceu para criar o intercâmbio de trafego de dados para livros digitais, mas sim para livros impressos. Mas o conceito do Onix é tão amplo e tão rico que caiu como luva nos demais formatos ou suportes mais modernos do livro, como é o caso do eBook e também do Áudio Book. O Onix for Books 3.0 é baseado na tecnologia XML, assim como o formato padrão para publicações eletrônicas, o ePub, e o formato de acessibilidade conhecido como DAISY. Creio que se juntarmos o Onix [para metadados de livros em geral] e o ePub [para o conteúdo especificamente] teremos um cenário muito interessante pela frente.

O Cadastro Nacional do Livro fortalecerá toda a cadeia produtiva do livro, desde o livreiro independente, assim como também melhoraria a comunicação de cadastro de obras das pequenas editoras junto às grandes livrarias. O cadastro do livro se dará de modo uniforme, graças aos metadados, independente se o livro estaria circulando em formato eletrônico, impresso ou em áudio. E independente também dos diversos players e canais de vendas hoje disponíveis no mercado.

Como vemos, o futuro do livro é o híbrido. O mercado deverá oferecer o conteúdo das obras em formatos diversos [impresso sob demanda, eletrônico ou em áudio], e o consumidor final é quem escolherá em qual suporte deseja consumir os livros. E o segredo desse consumo está no acesso irrestrito às informações sobre as obras.

Artigo escrito por Ednei Procópio | Publicado originalmente Revista ANL, órgão oficial da Associação Nacional de Livrarias | Dezembro 2010 | Ano 10 | Edição 42