Educadora aborda como as crianças interpretam os sentimentos em audiolivro


Maior plataforma de audiolivros da América Latina traz, a partir desta sexta-feira, a obra ‘Tenho Monstros na Barriga’, de Tonia Casarin

A maneira como as crianças interpretam os sentimentos interfere no modo como elas irão decodificar diversos acontecimentos que terão ao longo da vida. Saber lidar com estas emoções é importante para a formação de qualquer indivíduo, mas também é essencial para que as crianças obtenham maiores oportunidades de êxito pessoal, social e, até mesmo, acadêmico.

Para tratar deste assunto de forma leve e descontraída com os pequenos, a educadora Tonia Casarin lançou o livro ‘Tenho Monstros na Barriga’. A obra conta a história de Marcelo, um menino que sente “várias coisas” na barriga e não sabe o que significa. Quando descobre que são sentimentos, Marcelo resolve chamá-los de monstrinhos. Ao longo da história, o menino narra os seus sentimentos e mostra oito monstrinhos: Alegria, Tristeza, Raiva, Medo, Coragem, Curiosidade, Orgulho e Ciúmes. “O livro busca aumentar a consciência dos sentimentos, aproximando as crianças dos seus pais e professores, possibilitando brincar e estimular a imaginação das crianças”, diz a autora.

A novidade é que, a partir desta sexta-feira, 27/01, os monstrinhos aderiram à tecnologia e chegam aos consumidores no formato em áudio, que pode ser acessado por celulares e computadores, seja através do aplicativo Ubook ou pelo site da empresa [www.ubook.com]. “Em nossa versão em áudio, também incluímos um trabalho de sound design, que acrescenta trilha e efeitos sonoros para que a audição da criança seja ainda mais estimulada, favorecendo a imaginação e a interpretação da história narrada”,explica Marta Ramalhete, Gerente de Produção do Ubook.

É uma forma lúdica de interagir com as crianças para auxiliá-las a desenvolver a habilidade de identificar e gerenciar emoções, estabelecer relacionamentos saudáveis e contornar comportamentos destrutivos, isto é, qualquer ação que a pessoa realize em prejuízo de si mesma. Dessa forma, quando confrontadas com situações difíceis, no futuro, elas terão as ferramentas para buscar soluções por conta própria”, comenta Tonia, que também foi responsável pela narração do audiolivro.

Apresentar esta versão em audiolivros para as crianças é interessante também pois um dos pontos cruciais de uma boa comunicação é ensinar as crianças a ouvirem. E, é através do diálogo que elas saberão pedir ajuda e dizer o que desejam em situações difíceis, o que acaba contribuindo para a resolução de conflitos e auxilia, inclusive, em situações de bullying”, avalia Eduardo Albano, Diretor de Conteúdo do Ubook.

Os benefícios de uma boa educação emocional também podem ser refletidos no aprendizado escolar, porque, quem sabe lidar melhor com as emoções tem mais facilidade para planejar e estabelecer metas a longo prazo. “Trabalhar bem os sentimentos também estimula a aquisição de habilidades sociais tão importantes como a empatia, isto é, torna as crianças capazes de se colocarem no lugar do outro, reconhecer e aceitar suas diferenças físicas, culturais ou emocionais. As vantagens permanecem na vida adulta, implicando em vidas profissionais bem sucedidas, casamentos saudáveis e menos propensão à depressão e outras doenças”, complementa a educadora.

Um estudo americano com 300 mil crianças mostrou que aquelas que estavam inseridas em programas de desenvolvimento de habilidades emocionais apresentaram rendimento escolar de 11 a 17% superior do que as que não participaram. Outra pesquisa da Unesco na America Latina também aponta a importância do desenvolvimento emocional nas crianças: projeto que abrangeu 54 mil estudantes concluiu que quem convive harmoniosamente com os colegas pode atingir notas até 46% mais altas do que aqueles que habitam ambientes de conflito.

A autora/narradora

Tonia Casarin formou-se em Administração pela PUC-Rio, em 2007, e é mestre em Educação pelo Teachers College em Columbia University, em Nova York, Estados Unidos. Já atuou no setor público, como na prefeitura do Rio de Janeiro e no governo do Estado do Rio, e privado. É professora de pós-graduação do Instituto Singularidades de São Paulo, coach e consultora em Educação.

Apaixonada por crianças e pelas emoções, Tonia focou os seus estudos na inteligência emocional e social, e como desenvolvê-la em adultos, adolescentes e crianças. Em suas pesquisas, aprendeu que o primeiro passo para desenvolver as competências do século 21 é saber identificar os sentimentos. Nesse contexto, Tonia escreveu o livro “Tenho Monstros na Barriga”, uma ferramenta para as crianças aprenderem a identificar as próprias emoções.

Sobre o Ubook: Lançado no início de outubro de 2014, o Ubook é o primeiro serviço de assinatura de audiolivros por streaming do Brasil. Ele funciona como o Netflix para vídeos ou o Spotify para música: por um valor mensal, ou semanal, é possível ter acesso ilimitado a todo o catálogo através do aplicativo. A plataforma, que já conta com mais de 1,5 milhão de usuários cadastrados e possui mais de 10 mil títulos em seu catálogo, está disponível para Web, iOs, Android e Windows Phone. Para saber mais acesse: http://www.ubook.com

Serviço:

Título: “Tenho Monstros na Barriga”

Autora: Tonia Casarin

Editora: Independente

Tempo de áudio: 9 minutos

Narradora: Tonia Casarin

Sonorização: Fabrício Signorelli

Onde ouvir: Ubook [www.ubook.com]

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Oyster desiste de ser o Netflix dos livros


Depois de dois anos de operações, serviço de subscrição deve encerrar suas operações nos próximos meses

A história da Oyster, uma das primeiras plataformas de subscrição de livros do mundo, parece perto de um turning point. A companhia anunciou, nesta terça-feira [22], que encerrará, nos próximos meses, as suas operações. Nos últimos dois anos, o “Netflix dos livros” oferecia um catálogo de mais de um milhão de títulos por US$ 9,95 mensais. O curioso dessa história é que, segundo apurações do nosso parceiro Publishers Weekly, boa parte do staff da Oyster – incluindo o seu CEO Eric Stromberg e os cofundadores Andrew Brown e Willem Van Lancker — está migrando para o Google Play Books. Não se sabe, no entanto, se o Google comprou a plataforma ou se vai investir em um serviço de subscrição de e-books, nos modelos da Oyster. O que se sabe é que, no histórico da gigante, estão compras de start-ups que passaram a ser um serviço do Google. A jogada de toalha da Oyster vem dois meses depois de a Entitle fazer o mesmo.

No Brasil, há algumas experiências de serviços de subscrição de e-books. Uma das pioneiras é a Nuvem de Livros, que hoje tem um catálogo de 16 mil conteúdos [entre e-books, audiolivros, vídeos e games educativos] e uma base de 2,5 milhões de assinantes ativos, segundo informou Roberto Bahiense, diretor da empresa. Em fevereiro desse ano, o executivo lembra que começou um movimento de internacionalização da plataforma. No início do ano, chegou à Espanha e para outubro, Bahiense contou ao PublishNews que a Nuvem estacionará no México, Colômbia e Peru, em parceria com a operadora de telefonia móvel Moviestar. No final de 2014, a Amazon lançou por aqui o Kindle Unlimited que tem um milhão de títulos no seu catálogo. Desses cerca de 60 mil, segundo informou a varejista, são de livros nacionais. O número de usuários, a Amazon não revela. Outra plataforma que oferece esse serviço de assinatura é a Ubook, especializada no formato de áudio. Em julho, Flávio Osso e Eduardo Albano, fundadores e sócios da Ubook, fecharam uma parceria com a Saraiva, que passou a ofertar o serviço a seus clientes. Com isso, a Ubook alcançou uma base de 600 mil assinantes que podem ouvir os mais de mil títulos em áudio que a plataforma oferece.

Por Leonardo Neto | Publicado originalmente em PublishNews | 23/09/2015

Livros por streaming


O audiolivro nunca pegou muito no Brasil, mas a Ubook, criada em outubro, está se esforçando para mudar isso. E agora ela tem a Saraiva, maior rede de livrarias do País, como aliada. A partir de hoje, clientes da rede poderão aderir ao serviço de assinatura de livros por streaming, que custará R$ 18,90 por mês e permitirá o acesso ilimitado ao acervo.

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Hoje, estão disponíveis cerca de mil audiolivros de diversos gêneros e a cada semana outros 20 títulos serão incluídos. Entre os narradores, atores, atletas e jornalistas. Exemplos: Marília Pêra, Paulo Autran, Paulo Betti, Bruno Mazzeo, Zico e Zuenir Ventura.

Por Maria Fernanda Rodrigues | O Estado de S. Paulo | 25/07/2015

Lista dos mais ouvidos


Pelo segundo mês consecutivo, autor Augusto Cury tem três audiolivros na lista

O serviço de assinatura de audiolivros por streaming Ubook acaba de divulgar a lista com os dez audiolivros mais ouvidos em maio. No mês, o autor Augusto Cury perdeu o 1° lugar para O pequeno príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry. Porém, o escritor continua com três obras entre os TOP 10, Ansiedade – Como enfrentar o mal do século, Mulheres Inteligentes, Relações Saudáveis e 12 semanas para mudar uma vida, que ocupam 4°, 7° e 8° lugar respectivamente. A lista ainda inclui O poder da energia, de Pam Grout [2º posição], A arte da guerra, de Sun Tzu [3º], Steve Jobs e a revolução digital, de Jerome Vonk [5º], As mentiras que os homens contam, de Luís Fernando Veríssimo [6º], As 21 irrefutáveis leis da liderança, de John C. Maxwell [9º] e 1822, de Laurentino Gomes [10º posição].

PublishNews | 22/06/2015

Ubook fecha parceria com editora


O aplicativo brasileiro Ubook acaba de fechar parceria com a editora Rocco. O objetivo é aumentar a oferta de obras e de escritores nacionais e internacionais consagrados. Para estrear, estão à disposição no Ubook as obras Fala sério, mãe e Fala sério, pai, ambas da escritora Thalita Rebouças. As obras foram narradas pela própria autora. Quem chega também junto com a parceria é Clarice Lispector, que ganha vida ao ser interpretada por vozes famosas. Na obra A via crucis do corpo, a narração fica por conta de Antonio Fagundes; em Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres, Beth Goulart é quem narra; no audiolivro Laços de família, a narrativa é de Affonso Romano de Sant’Anna; já em A hora da estrela as vozes são de Pedro Paulo Rangel e Maria Bethânia.

PublishNews | 11/06/2015

Os audiolivros mais ouvidos de abril na Ubook


O serviço de assinatura de audiolivros por streaming Ubook divulga a lista com os dez títulos mais ouvidos em abril. A categoria que se destacou no mês na preferência dos assinantes é a de autoajuda. Nessa listagem também chamou atenção o escritor e psicanalista Augusto Cury, que além de ocupar o primeiro lugar com Ansiedade – Como enfrentar o mal do século, ainda teve mais dois audiolivros entre os dez mais ouvidos: 12 semanas para mudar uma vida e As regras de ouro dos casais saudáveis, em quarto e quinto lugar, respectivamente. A lista ainda apresenta os títulos As mentiras que os homens contam, de Luis Fernando Verissimo, na segunda posição, O pequeno príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry, na terceira, 1822, de Laurentino Gomes, na sexta posição, A arte da guerra, de Sun Tzu, Violetas na janela, de Vera Lucia Marinzeck de Carvalho, na oitava, O poder da energia, de Pam Grout, na nona e As 21 irrefutáveis leis da liderança, de John C. Maxwell, na décima posição.

PublishNews | 19/05/2015

Autores empresta nomes a audiobooks


No catálogo da Ubook, livros lidos por Paulo Autran, Edson Celulari e outros

Grandes autores brasileiros reforçam o catálogo da Ubook. É que a plataforma de assinatura de audiolivros fechou parceria com a editora Luz da Cidade que passa a disponibilizar seu catálogo aos assinantes da Ubook. No catálogo, tem Paulo Autran lendo Fernando Pessoa e Carlos Drummond de Andrade; Edson Celulari lendo textos de Rubem Braga e Pedro Paulo Rangel lendo uma seleção de Manoel de Barros. Além disso, tem Ferreira Gullar, Affonso Romano de Sant´Anna e Antonio Cícero interpretando textos de sua própria autoria.

PublishNews | 14/04/2015

Plataforma de assinatura de audiolivros por streaming


De olho no público infantil, que tão cedo já se interessa por tecnologia, a Ubook, plataforma de assinatura de audiolivros por streaming, está oferecendo conteúdo direcionado com uma nova proposta: ouvir livros. Dos quase mil audiolivros à disposição na plataforma, 15% são destinados às crianças. A categoria infantil é subdividida em “até 4 anos”, onde pode-se ouvir livros como Chapeuzinho Vermelho, de Charles Perrault; A cigarra e a formiga; A estrelinha azul, Cinderela e Dona Baratinha, por exemplo. Para crianças de “5 a 8 anos”, existem sugestões como O gênio da garrafa, A esperta cozinheira, A flautinha encantada, A galinha dos ovos de ouro e Branca de neve. Há ainda títulos para crianças com idade entre os 9 e 12 anos.

PublishNews | 02/04/2015

UBook entre os 10 app mais baixados em janeiro


Plataforma de assinatura de audiolivros atingiu a marca de 250 mil assinantes

A revista Info faz todo mês o ranking dos apps mais baixados na seção de downloads da revista. No mês de janeiro, a UBook, plataforma de assinatura de audiobooks, ocupou a terceira posição. Flávio Osso, idealizador e CEO da UBook contou ao PublishNews que a base de assinantes chegou a 250 mil, isso depois de a plataforma ter se ligado à operadora de telefonia celular Tim, no fim do mês passado.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 06/02/2015

UBook e Tim firmam parceria para lançamento de serviço de Audiobook


A UBook fechou parceria com a empresa de telefonia TIM para a criação de um serviço de assinatura de audiolivros. Por um valor fixo cobrado por semana ou por mês, os clientes da operadora poderão acessar os livros que desejarem de forma ilimitada, além de sincroniza-los em smartphones e tablets para ouvir sem precisar de conexão à internet. Para começar a usar o serviço, basta fazer o download gratuito do aplicativo na AppStore ou na Google Play, se cadastrar e escolher os livros preferidos. Alguns dos livros disponíveis foram narrados por atores consagrados ou pelos próprios autores. Dentre eles, Boni, Pedro Bial, Zico, Nelson Motta, Gloria Kalil, Bruno Mazzeo, Maitê Proença, Augusto Cury, Thalita Rebouças e Ana Maria Braga emprestam suas vozes para a experiência.

PublishNews | 27/01/2015

Nasce o ubook, serviço de audiolivros por streaming


Os brasileiros contam com uma nova forma de consumir literatura. Em vez de ler, podem ouvir os livros. Nasceu há cerca de um mês o ubook, primeiro serviço de assinatura de audiolivros por streaming. Seu conceito é similar ao do Netflix para vídeos ou do Rdio para música: por uma mensalidade fixa, é possível ter acesso ilimitado a todo o catálogo através de um app móvel, hoje disponível para iOS e HTML5 e, em breve, para Android. Nas primeiras duas semanas, conquistou mais de 40 mil assinantes, a maioria na Claro, primeira operadora com a qual firmou acordo de carrier billing, para cobrança da assinatura na conta telefônica. A projeção é superar 1,5 milhão de assinantes dentro de um ano somente entre as teles – acordos de carrier billing com Oi e TIM entrarão no ar em breve. A mensalidade custa R$ 18,90 no cartão de crédito ou US$ 6,90, pelo iTunes billing. Com as operadoras a cobrança é semanal: R$ 4,99.

O ubook conta hoje com um catálogo entre 800 e 1 mil livros. E 25 novos títulos são acrescentados por semana. A ideia é manter um catálogo enxuto, girando entre 1,5 mil e 2 mil livros, sempre novos. “Não quero ter cauda longa. Fazemos uma curadoria rigorosa. Se um livro ficar seis meses sem nenhum acesso, é retirado de catálogo“, explica Flávio Osso, fundador e CEO do ubook.

As editoras recebem uma remuneração fixa por cada título adicionado ao catálogo e outra que varia de acordo com a audiência do livro. O ubook tem contrato assinado com a Ediouro e com a Novo Conceito, e promete fechar nas próximas semanas com outras dentre as maiores de best sellers do Brasil, diz o executivo.

As editoras reclamam que os jovens não têm hábito de leitura. Mas observamos que esse grupo está sempre com fone no ouvido e celular no bolso. Se o objetivo é fazê-lo consumir cultura, não importa se ele vai ler ou ouvir… Nosso discurso para as editoras é: se você tem dificuldade de entregar esse conteúdo no papel, por que não tentar através de um canal que está no bolso do consumidor?“, relata Osso.

O público-alvo não se restringe aos jovens, mas também àqueles leitores que trabalham muito e tem pouco tempo para a leitura. O executivo cita a si próprio como exemplo: ele escuta livros dentro do carro, durante o trajeto que faz até o trabalho. “Eu passo mais de duas horas no trânsito por dia, tanto para ir quanto para voltar. Cada livro tem entre oito e dez horas de duração. Consigo ler, ou ouvir, um por semana“, afirma. Ele acredita que o serviço não canibalize a venda de livros digitais ou em papel. Pelo contrário, serviria de porta de entrada, fazendo com que o consumidor acabe comprando aqueles títulos que mais gostou de escutar.

O aplicativo do ubook permite que o usuário baixe os livros para escutá-los offline, tal como oferecem alguns serviços de streaming de música. É possível marcar trechos para escutá-los de novo depois e até gravar comentários sobre eles. O app também permite o compartilhamento de trechos nas redes sociais. A empresa planeja lançar uma versão para TVs conectadas no futuro, de forma que o usuário possa continuar a audição de casa do mesmo ponto em que parou no smartphone.

Produção

A produção do áudio é feita pelo própria ubook, com dubladores contratados para a narração. Um livro de 400 páginas gera um arquivo com duração entre oito e dez horas, o que demanda entre 15 e 20 horas de produção a um custo de aproximadamente R$ 15 mil. O valor, contudo, sobe bastante quando são convidadas celebridades como narradores. O livro “1822”, por exemplo, é narrado pelo Pedro Bial. O ator Bruno Mazzeo, por sua vez, foi convidado para narrar “As mentiras que os homens contam”, de Luís Fernando Veríssimo. E Paulo Betti emprestou sua voz em “O selvagem da ópera”, de Rubem Fonseca. Em alguns casos, os próprios autores são convidados para esse trabalho, como Nelson Motta, de “Vale tudo”, biografia do Tim Maia.

História

O mercado editorial chegou a tentar vender audiolivros em CDs no passado, mas o produto não decolou por diversas razões, como, por exemplo, a briga por espaço com os próprios livros nas estantes das livrarias. A experiência do consumidor também não era das melhores: quando parava a audição, não podia retomá-la do mesmo ponto depois. “Costumo dizer que o mercado de audiolivro nem sequer começou no Brasil. Não foi lançado na mídia correta e nem no tempo certo“, avalia Osso.

O ubook se inspirou no modelo da norte-americana Audible, que também cobra uma mensalidade para acesso a audiobooks, mas com limite de um livro por mês. A Audible foi vendida alguns anos atrás para a Amazon por US$ 300 milhões. O ubook tem como investidora a Bizvox, empresa brasileira especializada em portais de voz. Para o ano que vem, a empresa planeja exportar seu serviço para outros mercados da América Latina.

Fernando Paiva | Moble Time | 29/10/14

Livros para ouvir


Chegam ao mercado brasileiro duas plataformas de audiolivros para smartphones e tablets

ubook.com.brOs audiolivros demoraram para se adequar aos novos tempos. No Brasil, a transposição do conteúdo de um livro para o formato em áudio era comercializada, até pouquíssimo tempo, somente em CDs. Demorou, mas os provedores desse tipo de conteúdo começam a aparecer. Já está no ar – e disponível para iOS e Android – o UBook. A plataforma cobra R$ 18,90 por mês [ou R$ 4,99 por semana para clientes Claro] e os usuários têm acesso ilimitado ao seu catálogo de mais de mil títulos, segundo os idealizadores do projeto Flávio Osso e Eduardo Albano, respectivamente CEO e diretor de parcerias. Cinco dias depois do lançamento, Osso e Albano garantem que amealharam mais de 20 mil usuários. Indo mais ou menos pelo mesmo caminho, a TocaLivros prepara o lançamento oficial de sua plataforma para novembro [uma versão beta entra no ar em meados de outubro]. De diferente, a TocaLivros optou pela venda unitária dos audiolivros, ao contrário da UBook, que adotou o serviço de subscrição.

http://tocalivros.comEm comum, a UBook e a TocaLivros têm a preocupação de criar um mercado de audiobooks no Brasil. “Não é que o mercado de audiolivros é fraco no País. Ele não existe ainda”, comenta Osso. “A nossa missão é difundir o audiolivro. Queremos, junto com as editoras, fomentar esse mercado no Brasil”, defende Marcelo Camps, que ao lado do irmão Ricardo Camps, fundou a TocaLivros. Os irmãos Camps acreditam que o formato em áudio se molda bem à cultura do brasileiro. “O brasileiro lê pouco, mas quer aprender sem perder tempo”, observa Ricardo. É na interseção dessas duas coisas [tempo x querer aprender] que os empreendedores apostam.

O mercado no Brasil é mesmo muito pequeno. “Não é que o audiolivro seja um mau negócio. O meio do audiolivro é que era equivocado. Não enxergamos que o mercado está falido. Para nós, o mercado ainda não aconteceu”, defende Eduardo Albano. E de repente, eles têm razão. Não há dados no Brasil, mas estima-se que o mercado recebe, a cada ano, algo entre 30 e 50 novos títulos em audiolivros. Nos EUA – onde nasceu a Audible, comprada pela Amazon -, a coisa é bem diferente. De acordo com a Audio Publishers Association, o mercado norte-americano tem mais de 18 mil títulos, cresce a taxas de 10% ao ano e movimenta mais de US$ 800 milhões ao ano.

Modelo de negócios

Se na ponta do consumidor a TocaLivros e a UBook diferem [uma vende o audiolivro em formato digital enquanto que a outra vende a subscrição], na ponta da editora as duas se assemelham em alguns pontos. As duas empresas fornecem um modelo de parceria, em que produzem o audiolivro, sem custas às editoras parceiras [os custos de produção podem chegar a R$ 20 mil]. No caso da UBook, as editoras que colocarem audiolivros produzidos por elas recebem pelo simples fato de estarem no catálogo e também pela audiência [vezes em que o audiolivro foi acessado pelos usuários]. Já a TocaLivros remunera as editoras garantindo parte do valor arrecadado por cada título, exatamente como funciona em livrarias de livros físicos.

Outra coisa em comum, as duas plataformas garantem a segurança dos arquivos, com sistemas anti-pirataria e um dashboard pelo qual as editoras podem acompanhar em tempo real o desempenho de cada um dos seus títulos.

Rede Sociais

A UBook promete para breve o lançamento de uma nova fase da plataforma que vai passar a funcionar como uma rede social. A ideia é que os usuários troquem informações sobre os títulos, criem grupos de discussões sobre livros e compartilhem trechos pela rede social. Mais para frente, a UBook quer se tornar em uma grande marketplace do audiolivro, reunindo em uma mesma página editores ou escritores que querem produzir um audiolivro e profissionais envolvidos na cadeia de produção do audiolivro. Mas, por enquanto, são planos para o futuro. Há que se esperar que o mercado passe a existir.

Por Leonardo Neto | Publicado originalmente em PublishNews | 08/10/2014

E audiobook? Você já experimentou?


Por Camila Cabete | Texto publicado originalmente em PublishNews | 08/10/2014

Não é só de epub que vive o mundo de livro digital. Considero o audiobook um tipo de arquivo que o livro pode se travestir. Mais um formato meio esquecido pelas editoras e o pior, o audiobook carrega uma carga maior de preconceito. Como assim ouvir um livro?

Olha, nem vou entrar no âmbito do quanto isso é importante para os portadores de necessidades especiais. Vou falar da praticidade mesmo.

Há um ano, acho… A Amazon comprou a Audible. Experimentei, e fiquei impressionada com a quantidade de títulos e novamente com a lavada com os gringos nos dão na arte de produzir conteúdo e dar às pessoas acesso a este conteúdo. O grande problema – que nós do ramo do e-book também enfrentamos – é que não tem quase conteúdo nenhum em português brasileiro. Encontrei somente o Adultério do Paulo Coelho. Óbvio que experimentei. Pelo que pude descobrir, o arquivo é produzido pela editora. Caso a Audible produza, ela detêm os direitos de uso de seu conteúdo. Ouvi o Adultério e me incomodava algumas entonações que a locutora fazia… Algumas vezes me questionei se ela seria brasileira… Mas o melhor do app é o uso da velocidade. Você se acostuma a aumentar a velocidade do áudio, sem mudar o timbre da voz. Acho que futuramente teremos pouca paciência de ouvir uma pessoa falar devagar, pois com o uso do app eu fiquei meio gaga, querendo falar depressa [hihi]. Mas isso nem é importante. O mais importante é que é uma forma muito boa e prática de consumo de literatura. Mais uma fonte de renda para as editoras.

Aqui no Brasil experimentei o app Ubook. O que mais gostei é que o app é leve, simples de usar… Pude fazer um plano de R$ 4,99 com a Claro (minha operadora) e esta taxa permite que eu baixe qualquer livro do acervo pra escutar. Ele também tem marcador e espaço para anotações. Muito simpático, porém com deficiência de conteúdo. As editoras mais uma vez, não pensaram nesta forma de “ler” e na produção deste tipo de arquivo.

Toda forma de ler é válida, vamos incentivar a leitura, seja ela como for…. Obra literária é obra literária e se podemos usar a tecnologia para ter mais acesso a elas, por que não?

Será que as outras lojas de livros digitais entrarão no ramo? Ora, quem vende ePub não poderia vender também audiobook?

E pelo amorrrrr…. Esqueça DRM. DRM de áudio já se provou um fracasso!

Alguém tem mais informações sobre audiobook? Ou mais informações do que coloquei na coluna? Me escreva que publicarei para compartilhar com os leitores: camila.cabete@gmail.com

Por Camila Cabete | Texto publicado originalmente em PublishNews | 08/10/2014

Camila CabeteCamila Cabete [@camilacabete] tem formação clássica em História e foi responsável pelo setor editorial de uma editora técnica, a Ciência Moderna, por alguns anos. Entrou de cabeça no mundo digital ao se tornar responsável pelos setores editorial e comercial da primeira livraria digital do Brasil, a Gato Sabido, além de ser a responsável pelo pós-venda e suporte às editoras e livrarias da Xeriph, a primeira distribuidora de conteúdo digital do Brasil. Foi uma das fundadoras da Caki Books [@CakiBooks], editora cross-mídia que publica livros em todos os formatos possíveis e imagináveis. Hoje é a Brazil Senior Publisher Relations Manager da Kobo Inc. e possui uma start-up: a Zo Editorial [@ZoEditorial], que se especializa em consultoria para autores e editoras, sempre com foco no digital. Camila vive em um paraíso chamado Camboinhas, com sua gata preta chamada Lilica.

A coluna Ensaios digitais é um diário de bordo de quem vive 100% do digital no mercado editorial brasileiro. Quinzenalmente, às quintas-feiras, serão publicadas novidades, explicações e informações sobre o dia-a-dia do digital, críticas, novos negócios e produtos.