Inscreva seu Trabalho Científico no 6º Congresso Internacional CBL do Livro Digital


A 6ª edição do Congresso Internacional CBL do Livro Digital seguirá com a tradição de avaliar trabalhos científicos e acadêmicos relativos ao livro digital no intuito de promover trabalhos empíricos e conceituais inéditos. Os prêmios aos vencedores são R$ 1.500 reservados ao primeiro colocado, R$ 1.000 ao segundo e R$ 500 ao terceiro.

O evento acontecerá dia 25 de agosto de 2016, antecedendo a 24ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, no Auditório Elis Regina, localizado na Av. Olavo Fontoura, 1209 – ao lado do Pavilhão do Parque Anhembi, em São Paulo. Mais informações: digital@cbl.org.br.

Digital Book World acontece em março


Conferência deve reunir 1.500 profissionais do livro para discutirem os rumos da indústria digital do livro

Digital Book WorldCerca de 1500 profissionais do livro devem se reunir na Digital Book World [DBW], marcada para acontecer entre os dias 7 e 9 de março, em Nova York. A conferência idealizada pelo colunista do PublishNews Mike Shatzkin discute os rumos do livro digital, as estratégias para a transformação digital da indústria do livro, apontando tendências e novas possibilidades para a indústria editorial. Entre os destaques da programação, estão John Ingram, presidente e CEO da Ingram; Scott Galloway, professor de marketing da Universidade de Nova York; Dominique Raccah, CEO da Sourcebooks; Virginia Heffernan, escritora que colabora dom a New York Times Magazine, e May Ann Naples, vice-presidente sênior da Rodale Books. Para mais informações e inscrições, acesse o site da DBW.

Redação PublishNews | 11/12/2015

Educação e Tecnologia em foco no Simpósio Hipertexto


O Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação chega a sua 6ª edição trazendo o tema “Aprendizagem Aberta e Invertida”. O evento, que também agrega o 2º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias, vai acontecer no Centro de Artes e Comunicação [CAC] da Universidade Federal de Pernambuco [UFPE], entre os dias 7 e 8 de dezembro.

simposio27.11.15

Nestes dois dias, uma programação intensa reúne professores, pesquisadores, estudantes e profissionais de diversas áreas do conhecimento. Atividades como conferências, mesas-redondas, oficinas, sessões de comunicação coordenada, sessões de comunicação individual, cine hipertexto, apresentação de pôsteres digitais, exposição, feira de livros e o prêmio Hipertexto marcam o evento.

O simpósio será uma oportunidade imperdível de debater novas tecnologias digitais aplicadas às ações pedagógicas. Especialistas brasileiros e do exterior participam do evento já consolidado no calendário nacional. Entre os professores confirmados estão John Keller [Universidade da Flórida – EUA], Bruno Campagnolo [PUC-PR], Nelson Pretto [UFBA] e Marco Silva [UERJ].

O evento é organizado conjuntamente entre o Núcleo de Estudos de Hipertexto e Tecnologia Educacional [Nehte] e o Profletras, Mestrado Profissional em Letras da UFPE, ambos vinculados à Universidade Federal de Pernambuco [UFPE].

SESSÃO – Durante o Simpósio serão apresentados trabalhos em áreas de pesquisas como linguagem, tecnologia e aprendizagem. Entre os eixos temáticos estão: 1. Ensino e aprendizagem mediados por tecnologia: sala de aula invertida, ensino híbrido, gamificação, aprendizagem móvel e afins; 2. Educação Aberta: teoria e prática; 3. E-Learning e Educação a Distância; 4. Inclusão Digital e Práticas de Letramento; 5. Arte, Literatura e Comunicação em Ambiente Digital; 6. Hipertexto, Gêneros e outros Recursos Digitais Educativos: objetos de aprendizagem, redes sociais, blog e afins; 7. Tendências de tecnologias inovadoras para a construção de conhecimento da próxima geração; 8. Ensino de línguas com tecnologia; 9. Thinking outside the box: docência, formação e novas tecnologias;10. Linguagem de programação, Webdesign e Usabilidade de tecnologias aplicadas à educação.

Da assessoria do evento | 27/11/2015

Carrascosa participa de bate-papo com blogueiros


João Anzanello Carrascoza

João Anzanello Carrascoza

A e-galaxia convidou João Anzanello Carrascoza para um bate-papo com blogueiros literários. A conversa, mediada pelo editor Tiago Ferro, acontece na próxima terça-feira [1º], a partir das 19h, na Livraria da Vila da Fradique [Rua Fradique Coutinho, 915, Vila Madalena, São Paulo/SP]. No papo, Carrascoza vai apresentar O primeiro dia do último invern, seu título lançado pelo selo Formas Breves da e-galaxia, e falar sobre literatura contemporânea. O evento é gratuito, exclusivo para blogueiros e requer inscrição prévia pelo e-mail imprensa@e-galaxia.com.br.

PublishNews | 25/11/2015

Amigos dos Editores Digitais se reúnem em SP


Evento acontece hoje, às 19h, na Blooks do Shopping Frei Caneca, com entrada franca

Acontece hoje [4], a partir das 19h, um encontro do grupo Amigos dos Editores Digitais [AED]. O evento, que acontece dentro da programação do São Paulo Tech Week contará com a participação de André Palme, Eduardo Melo, Gabriela Aguerre e da colunista do PublishNews Gabriela Erbetta. No encontro, marcado para acontecer na Blooks [Shopping Frei Caneca – Rua Frei Caneca, 569 – Consolação – São Paulo/SP], os participantes vão debater as tendências do mercado digital, além de conhecerem algumas novidades apresentadas dentro da programação da Feira do Livro de Frankfurt desse ano. A participação é gratuita e as vagas são limitadas. Para quem não puder ir até a Blooks, o evento será transmitido ao vivo via Periscope.

PublishNews | 04/11/2015

Diário [digital] de Frankfurt


Mais uma Frankfurter Buchmesse e com ela a certeza de que somos cada vez mais digitais – o mundo, ainda não o mercado editorial – e do quanto o que vemos nas ruas por aqui acontece em todo lugar do mundo, com todas as nacionalidades, o tempo todo. Seja em um metrô paulista ou em um tran frankfurteano [licença poética], todo mundo está olhando o smartphone em grande parte do tempo.

A questão que continua comigo é como fazemos para chegar cada vez mais a esses potenciais leitores e como criamos o hábito da leitura na tela, principalmente a interstitial reading, aquela leitura de conteúdos feitos para serem lidos nos intervalos e metrôs de cada dia. Porque nem todo livro deve ser digital, mas muitos podem ser.

Mas vamos lá, porque este texto fala sobre como o mundo – dos livros – está digital. Nada melhor do que os dias da Feira para dar a volta ao mundo e saber o que está acontecendo por aí. Além disso, ter a oportunidade de jantar e tomar cerveja com, por exemplo, a Head of Audience Development de uma das editoras top#5 mundiais. Um cargo criado por ela que tem por objetivo – achei incrível! – trazer e manter a audiência de clientes da editora no mundo todo, partindo de Londres.

Uma coisa é importante: o digital está crescendo, sim, e quando digo isso, falo principalmente da enorme quantidade de empresas, empreendedores e profissionais que têm abraçado essa causa e testado modelos, produtos, tecnologias e inovações. Isso é muito claro para mim! Como disse um dos palestrantes do Business Club, “we’re in a CULTURAL revolution”[anotei isso na primeira página do meu Moleskine como frase de motivação matinal].

Vou falar sobre os três principais pontos, que são para mim grandes áreas e que, na minha visão, são essenciais para que o universo digital consiga avançar:

1/ O que mais me deixou motivado a continuar na luta pelo mundo digital é a solidariedade. Tive ótimas reuniões e encontros com empresas e editores digitais e todos estão claramente se unindo para fortalecer a comunidade do livro e conteúdo digital. Sou um editor brasileiro e señor Javier é um editor de um país da América do Sul. Temos conteúdos em nossas línguas locais. Por que não fazer uma troca desses conteúdos, para que eles ganhem versões em idiomas locais e cada uma das editoras rapidamente tenha mais conteúdo!?Voilà.

Percebo uma rede se formando entre nós – malucos – que acreditamos que a leitura digital vai revolucionar os hábitos e fazer alguma diferença na vida das pessoas. Seja na democratização ao acesso, seja no hábito de formar mais leitores, ou ainda leitores mais frequentes pela conveniência de ter tudo na ponta do dedo.

2/ Outra coisa muito interessante que vi em Frankfurt foi a enorme [mesmo!] quantidade de softwares, apps, marketplaces e tecnologias para ajudar em todas as etapas do processo de produção, divulgação e venda digital. Desde uma empresa da Rússia que te permite fazer seu próprio app para vender seu conteúdo da forma que achar melhor [aí, digo ter a liberdade de manobrar além das modalidades de venda das lojas já estabelecidas], até uma plataforma criada na Indonésia que te permite vender e levar o acesso à leitura digital em locais com internet precária, devices simples e leitores que nem sempre têm um cartão de crédito. Eu disse Indonésia e não Brasil, apesar das semelhanças… mas os desafios são os mesmos nos chamados emerging markets, dos quais fazemos parte.

Além disso, os locais de venda são muitos: livrarias digitais [talvez as mais difundidas até agora], mas também apps locais, bibliotecas digitais públicas e privadas, transmedia com marcas e outras indústrias culturais, conteúdo on demand e por aí vai…

3/ Por fim, um ponto importante: compra e venda de direitos. No digital, como eu disse anteriormente, isso tem funcionado muito bem com trocas de conteúdo. Existe, sim, a venda de direitos, com advances sendo pagos da parte de quem compra o conteúdo para publicação, mas nem sempre é o caso. Parece ser uma mudança de modelo de negociação. Da venda para uma troca colaborativa, onde todo mundo, no final da equação, tem mais conteúdo somado à presença em mais territórios, com força de venda local. Conseguimos, sim, ao apertar um botão, publicar em 51 países, o que não significa que teremos força de divulgação e marketing locais para atingir os leitores daquele país.

Por André Palme | Publicado originalmente em Colofon | 28/10/2015

André Palme

André Palme é apaixonado pela leitura digital e pelas possibilidades deste universo. Hoje está à frente d’O Fiel Carteiro, uma editora 100% digital que possui mais de 180 e-books e audiobooks publicados e está presente em modelos inovadores de leitura. Foi o responsável pelo projeto que publicou o primeiro e-book de um reality showbrasileiro, em parceria com o SBT.
Integra a Comissão do Livro Digital da Câmara Brasileira do Livro e é Embaixador do Business Club da Feira de Frankfurt no Brasil…e torce para a bateria do celular não acabar durante o dia.

Fama digital, sucesso real: do YouTube ao papel


Com milhões de seguidores na internet, Christian Figueiredo e Kéfera Buchmann lançam livros na feira literária e causam histeria por onde passam

Christian Figueiredo posa com fãs na fila do Espaço Maracanã; novo livro do jovem escritor já vendeu mais de 70 mil exemplares, segundo a editora - Fernando Lemos

Christian Figueiredo posa com fãs na fila do Espaço Maracanã; novo livro do jovem escritor já vendeu mais de 70 mil exemplares, segundo a editora – Fernando Lemos

RIO – “Você é de verdade!”, exclamou uma fã ao abraçar Christian Figueiredo durante o lançamento de “Eu fico loko 2: as histórias que tive medo de contar” [Novas Páginas] na Bienal do Livro. Mais de mil leitores — a maioria deles crianças e adolescentes — fazia fila desde às 11h da última sexta-feira para abraçar o rapaz de 21 anos. O visual do autor, que ostentava um penteado moderno e vestia uma camiseta de tema floral, o fazia lembrar um integrante de uma boy band de sucesso. O barulho da audiência, que, embalada pelos hormônios, se alternava entre gritos agudos e choro copioso, só confirmava a impressão de se estar diante de um fenômeno do star system musical. Figueiredo ficou até às 18h assinando livros no Espaço Maracanã, criado pela Bienal para dar vazão à demanda de público dos autores de best-sellers.

As sete horas não foram suficientes para ele. Sua popularidade fez com que ganhasse duas datas para encontrar o público. O autor volta ao Riocentro hoje, também a partir das 11h, para uma nova sessão de autógrafos. A carreira de Christian, no entanto, não está exatamente ligada ao fazer literário.

Os textos que fizeram dele uma espécie de Justin Bieber do mercado editorial foram postados primeiro em forma de vídeos em uma conta do YouTube. O “Eu fico loko” conta com mais de 3,2 milhões de inscritos.

— Transcrevi o roteiro dos vídeos para fazer o primeiro livro. O segundo é uma espécie de “proibidão”, com histórias que preferi não contar antes.

Transformadas em livro, que ganhou o mesmo nome do canal, as primeiras histórias de Christian venderam mais de 100 mil exemplares. Lançado às vésperas da Bienal, o segundo volume já chegou a 70 mil. Ele não é o único caso de youtuber que migrou da plataforma de vídeos para o papel. A Paralela, selo do grupo Companhia das Letras, lança amanhã na Bienal, às 14, a autobiografia “Muito mais do que 5inco minutos”, de Kéfera Buchmann, de 22 anos. O livro tem tiragem de 125 mil exemplares e, nas primeiras 48 horas de pré-venda, 16 mil cópias foram encomendadas.

Conforme Ancelmo Gois revelou em sua coluna de sábado, Kéfera tem o livro mais vendido da Bienal até agora. Assim como Christian, ela é uma comunicadora de sucesso e tem mais de 5 milhões de seguidores só no YouTube.

O aparato que os cerca é tão grande quanto o frenesi em torno deles. Só a empresa que gerencia a carreira de Christian, por exemplo, tem 12 funcionários. O tamanho é justificado pelo número de compromissos profissionais assumidos pelos escritores novatos. Com agenda cheia, eles têm rotina intensa. Nos dias que antecederam a Bienal, O GLOBO tentou entrevistar Kéfera em cinco oportunidades. A equipe da paranaense desmarcou todas as vezes.

Com a linguagem informal típica da internet, eles publicam regularmente monólogos sobre os dilemas dos jovens. Cada produção costuma superar a marca de um milhão de visualizações. Enquanto o senso comum diz que os adolescente estão distantes da leitura, os youtubers sustentam que a história não é essa.

— Acho que minha geração está acostumada a ler textos rápidos em tablets e smartphones. Ela não tem o hábito de ler livros, que demoram a ser concluídos. Eu estou trazendo a turma da internet, que nunca se interessou pela literatura. “Eu fico loko” é ágil e curto. Criei um estilo — diz, sem modéstia.

O fenômeno editorial não é restrito ao Brasil. Na Espanha, por exemplo, o youtuber Javier María escalou até o topo da lista dos mais vendidos após esgotar oito edições de cem mil exemplares nas primeiras semanas após o lançamento de “El libro troll”. Em uma matemática simples, seguidores se convertem em consumidores, e as editoras lucram. Em um ano de crise como 2015, isso ajuda.

— Com certeza é um nicho bom para a editora. Mas não lançamos o produto por lançar. É claro que autores como o Christian trazem faturamento, mas ele não publicaria se não tivesse conteúdo — diz Ludson Aiello, gerente de marketing do grupo Novo Conceito.

CUIDADOS COM A INFRA

Ao mesmo tempo, a imensa popularidade é motivo de preocupação para quem organiza os eventos. Sem a estrutura necessária, uma simples noite de autógrafos pode se converter em um caos de meninas histéricas se aglomerando. Na Bienal de São Paulo, quando marcou uma reunião com o grupo Novo Conceito para vender a ideia do primeiro livro, Christian publicou um chamado no Facebook, dizendo que estaria no estande. Tanta gente foi ao encontro do autor que ele precisou ser levado às pressas para um palco. O caso fez com que os organizadores tomassem uma precaução.

— Passamos a analisar as mídias sociais dos autores para não sermos pegos de surpresa novamente — diz Tatiana Zaccaro, diretora de núcleo da Fagga, que coorganiza a feira.

POR MATEUS CAMPOS | Publicado originalmente em O GLOBO | 07/09/2015

Minha Biblioteca vai à Bienal


Plataforma permite o acesso a conteúdos acadêmicos

A Minha Bibliotecaplataforma digital para acesso a conteúdos acadêmicos, estará exposta pela primeira vez na Bienal do Rio [03 a 13/09]. Ela permite a alunos e instituições de ensino o acesso rápido a milhares de títulos das principais editoras do segmento científico, técnico e profissional. A plataforma está presente em mais de 250 universidades e reúne mais de cinco mil obras e é uma alternativa legal e sustentável para combater a cópia ilegal de livros. O projeto tem como sócias o Grupo A, Grupo Gen-Atlas, Editora Manole e Editora Saraiva. Cada editora parceira levará cerca de 100 títulos para expor no estande no evento e também serão distribuídos cartões de acesso trial a professores universitários para a divulgação do projeto.

PublishNews | 1º/09/2015

A construção de um cânone na esfera digital


Por Ednei Procópio

A I Feira Nordestina do Livro [Fenelivro], inicia amanhã [28] e vai até o próximo dia 7 de setembro. O evento, promovido pela Associação do Nordeste de Distribuidores e Editores de Livros [Andelivros] e pela Câmara Brasileira do Livro [CBL], em parceria com a Companhia Editora de Pernambuco [Cepe], será realizado no Centro de Convenções de Pernambuco.

É a primeira edição do evento. Pelo que pude apurar, a I Feira Nordestina do Livro terá uma programação com workshops, palestras, minicursos e vai contar com uma área de 4 mil m², cerca de 200 estandes e mais de 200 autores convidados. A previsão, segundo os organizadores, é a de que o evento atraia cerca de 150 mil visitantes.

Entre um dos espaços do evento estaremos eu, Maurem Kayna e meu amigo Roberto Bahiense, da Nuvem de Livros, com quem venho trocando ideias e experiências nos últimos anos sobre os eBooks [no Brasil e no mundo].

Achei um pouco exótico o título da nossa mesa na Fenelivro, “A construção de um cânone na esfera digital“, mas, como evangelista dos livros digitais em pelo menos uma década e meia, estou tentando tirar de qualquer iniciativa algum resultado prático que possa ajudar-nos com modelos flexíveis e assertivos para o nosso mercado.

O mercado editorial está inserido em uma esfera de oportunidades que poderia resolver questões seculares, aqueles problemas que não eram possíveis de se solucionar até o advento da Internet. Mas, antes de elucubrações imprecisas, precisamos conceituar o que seria esta esfera digital da qual trata o título da mesa. Esta esfera pode ser a própria digitalização da economia industrial do livro ou até mesmo, preciso melhorar meu entendimento sobre esse assunto, a economia do compartilhamento das coisas.

É fato que o número de superfícies para o acesso, consumo e leitura dos livros, nesta esfera digital, só cresce. A base instalada de devices que podem portabilizar os livros chegam hoje a casa dos 180 milhões de telas. Segundo pesquisa realizada pela eMarketer, o Brasil é o 6º país com o maior número de smartphones. Uma projeção realizada pela mesma empresa norte-americana, revela que em 2018 o Brasil terá 71,9 milhões de smart devices. E, segundo os números da FGV [de abril de 2015], o número de hardwares conectados à verdadeira grande rede de relacionamentos, a Internet, já ultrapassa a casa dos 306 milhões.

Nos Estados Unidos, por exemplo, um mercado na qual sempre nos espelhamos, 84% da população possui celulares inteligentes capazes de portabilizar os livros, e é por esta mesma razão que 54% de smartphones são utilizados para leitura naquela região.

A abundância de reading devices, no entanto, cuja onipresença não garante conexão, não garante também mais eficiência na publicação, comercialização e divulgações dos livros. A questão central que talvez o mercado editorial ainda não tenha enxergado é que a esfera digital na qual vem se inserindo é repleto do que eu chamaria de “zonas de contradições”, eclipsadas por outras esferas políticas, sociais, econômicas e educacionais.

E é nesse contexto que Maurem Kayna, Roberto Bahiense, e eu, iremos conversar, trocar ideias e experiências para encontrar instrumento de medida, um cânone, ou um conjunto de modelos, capaz de eliminar da indústria criativa do livro suas históricas “zonas de contradições”.

Nos vemos por lá!

Anote aí na sua agenda!

A construção de um cânone na esfera digital
I Feira Nordestina do Livro | Fenelivro
Dia 03/09, quinta-feira, às 15h
Centro de Convenções de Pernambuco, Sala Ariano Suassuna
Com Maurem Kayna, Ednei Procópio [Livrus] e Roberto Bahiense [Nuvem de Livros]

7º Colóquio de Bibliotecas Digitais | Alemanha, França e Brasil


O 7º Colóquio de Bibliotecas Digitais visa refletir sobre o papel da biblioteca digital como mais uma ferramenta para dinamizar o acesso ao livro. As palestras abordarão o futuro digital e os desafios da nova realidade nas bibliotecas alemãs, francesas e brasileiras. Os diferentes modelos de negócio de e-books: acesso perpétuo, assinatura e pay-per-view, a interface entre games, plataformas digitais, social reading e direito autoral na era digital também serão abordados.

Inscrições gratuitas e antecipadas até 31 de agosto de 2015 através do email biblioteca@saopaulo.goethe.org contendo nome completo, instituição e email.

CBL Panorama Editorial | 6 de agosto de 2015

Bibliotecas digitais em congresso de biblioteconomia


Os visitantes podem conhecer outras quatro plataformas digitais da empresa no Congresso

A Cengage Learning vai aproveitar a 26ª edição do Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação, que acontece entre os dias 21 e 24 de julho, no Centro de Convenções Rebouças [Av. Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, 23, São Paulo/SP], para apresentar as suas quatro plataformas de bibliotecas digitais: Gale Virtual Reference Library [GVRL], Business Insights Global, Academic One File e Cengage Digital Library [CDL]. Com essas ferramentas, instituições de ensino e bibliotecas podem administrar empréstimos e devoluções de e-books a seus usuários por meio de computadores, smartphones ou tablets. Esse tipo de plataforma possibilita o empréstimo de capítulos [e-chapter], disponível para alguns títulos do portfólio, de acordo com as necessidades dos leitores. A vantagem é que além de funcionar ininterruptamente, são atendidos mais alunos e professores de uma só vez em comparação a uma biblioteca tradicional.

PublishNews | 10/07/2015

Congresso Mundial de Editores discute como sobreviver ao digital


O 30º Congresso Internacional de Editores abriu hoje em Bangkok, na Tailândia, com a presença de líderes do mercado editorial de todo o mundo. Durante três dias serão debatidos e analisados os desafios que o setor enfrenta. Sua Alteza Real, Princesa Maha Chakri Sirindhorn abriu o Congresso, que conta com a presença de 500 participantes de 38 países. Em seguida, a Princesa Maha Chakri Sirindhorn reuniu-se com Richard Charkin, presidente do International Publishers Association [IPA] e com Youngsuk Chi, ex-presidente do IPA.

Palestrantes da HarperCollins, Google, Bloomsbury, Elsevier, Grupo Anaya e outras empresas líderes mundiais, apresentaram informações aos editores sobre como construir negócios sustentáveis no século 21. Houve também discussões sobre novos modelos de negócios, a evolução da distribuição do digital e como incentivar jovens leitores. O objetivo é mostrar aos editores como o mercado pode se adaptar de forma eficiente na era da internet. O Congresso segue até quinta-feira, 26 de março.

Mais informações: http://ipa2014bangkok.com.

CBL

Trabalhar dados para saber para onde estão indo seus livros


Por Mike Shatzkin | Publicado originalmente em PublishNews | 28/01/2015 | Tradução Marcelo Barbão

No dia anterior à Digital Book World [que neste ano aconteceu na quinta-feira, dia 13 de janeiro], nós organizamos uma conferência sobre edição para jovens chamada Publishers Launch Kids. Como meu envolvimento com livros juvenis no meio século em que estou nesta indústria foi relativamente superficial, tivemos a sorte de ter recrutado nossa amiga, Lorraine Shanley, da Market Partners International, para ser a presidente da conferência e do programa. Ela me convidou para participar de uma sessão de perguntas no final do dia. Eu pude contribuir com uma “perspectiva nova” porque não tinha tanta carga de conhecimento, antes de ouvir todos os participantes.

Lorraine trouxe um tema importante: as editoras infantis estão encontrando novos fluxos de renda. A assinatura é uma delas. Conseguir dólares promocionais de grandes marcas é outra. Participaram algumas das novas editoras digitais que estão criando propriedade intelectual própria, transformando livros em direitos subsidiários, licenciando aquela PI para editoras de livros mais puras.

Fiquei feliz quando descobri que a audiência pareceu sentir que meus comentários na sessão final ajudavam a entender o que foi discutido no dia, então repito estas observações aqui e acrescento outras com a esperança de que poderá servir para vocês.

O primeiro ponto tem a ver com o consenso geral, bastante difundido e comentado, de que editar livros infantis é uma das melhores áreas na indústria, o que fez com que todas as Cinco Grandes expandissem margens e lucros. Mas quando os fatos são examinados um pouco mais de perto, fica claro que há limites reais para as conclusões que deveriam ser tiradas dos dados que levaram a esta crença.

A renda das editoras baseia-se nos códigos BISAC associados com cada livro publicado. O fenômeno dos últimos anos, voltando quase duas décadas até o lançamento do primeiro Harry Potter, é que há uma forte audiência adulta para livros rotulados como juvenis [e às vezes, como no caso de um livro chamado “Wonder” – ou o próprio Harry Potter – livros que são voltados para leitores ainda mais jovens].

Bem, os mestres das estatísticas da Nielsen Book deixaram claro como estas vendas podem ser distorcidas em sua apresentação, pois mostraram que 80% das vendas de romances juvenis são para os próprios adultos lerem! Como um dos desafios centrais que reconhecemos para a publicação juvenil é a forma de superar os filtros de professores e pais entre os livros e sua audiência, este dado faz parecer que a questão do filtro não é tão importante como poderíamos ter pensado. Ou, pelo menos, para uma boa parte da lista, não é o desafio de marketing mais relevante.

E isso levanta uma segunda questão. Está claro que a edição de livros juvenis, como todos os livros gerais, precisa separar muito bem os títulos e os ganhos atribuíveis que são apenas texto daqueles que não são. Há muito tempo defendemos esta perspecitva para a edição de livros adultos por causa da clara e consistente evidência de que livros apenas de texto podem ser portados para o digital e os outros livros, não. Claro, isso seria verdade independente da faixa etária dos livros. Mas, tirando as diferenças no desempenho baseado no formato, livros juvenis possuem uma divisão que também se baseia nas audiências.

Nas conversas daquele dia, nenhuma editora indicou que divide seu negócio desta forma. Quer dizer, mesmo se você aceitar que 80% das vendas de seus livros de texto juvenis são feitas por adultos para adultos, isso não facilita um novo cálculo de quanto de sua audiência total e vendas são para consumo de adultos ao contrário de ser para consumo juvenil, a menos que já tenha separado os livros juvenis e infantis do resto de sua produção. [Incluo os livros infantis porque conheço o livro “Wonder”, voltado para crianças de nove anos, mas excelente para todas as idades.]

Sem fazer esta distinção, uma boa análise de dados de venda para informar o marketing se torna quase impossível.

Há uma analogia aqui para uma dicotomia diferente. Já falamos durante anos neste blog que olhar esta divisão entre a venda de livros impressos e e-books por gênero ou categoria ou editora é muito menos significativa para análise ou decisões de negócios do que olhar para as vendas feitas online versus as feitas em livrarias. Obviamente, 100% das vendas de e-books são feitas online, mas esta é apenas uma parte da história. Como as editoras consideram a alocação de recursos do marketing e a equipe de vendas para onde os esforços promocionais devem ser focados, a distinção mais importante é como as pessoas compram do que a forma como elas leem.

E a diferença importante para editoras que olham para vendas a fim de entender como conseguir mais é quem compra e lê seus livros, não que nível de leitura eles, teoricamente, estão querendo.

Há algumas outras implicações desta combinação de livros com audiências reais. Uma é que pode ser possível, e talvez até provável, que as divisões infantis das Cinco Grandes estejam mais bem posicionadas para procurar estas audiências adultas do que uma editora somente infantil poderia estar. Inclusive os especialistas em marketing da divisão de adultos se envolvem no trabalho de livros que são publicados pelos editores de livros infantis.

Também vim ao Pub Launch Kids com uma velha ideia que a discussão naquele dia só reforçou. Não consigo entender por que cada uma das Cinco Grandes editoras não está operando seu próprio programa de assinaturas para juvenis: todos com livros graduados, de iniciantes a intermediários. Aqui está minha lógica: quase todo pai adoraria poder entregar um tablet ou celular a uma criança para que elas leiam e deixar que façam suas próprias “compras” de livros. Mas não querem que as crianças gastem dinheiro. A assinatura é uma resposta simples para isso.

Lorraine montou um ótimo painel de empresas na Launch Kids com ofertas de assinaturas: MeeGenius, Speakaboos e Smarty Pal. Todas estas empresas tinham mais a oferecer do que apenas assinaturas, incluindo enhancement [narrativas com leitura e áudio], curadoria e dados que podem ser úteis para pais e professores. Mas também tinham um número limitado de títulos [em todos os casos, menor do que qualquer uma das Cinco Grandes poderia distribuir] e um modelo comercial desafiado tanto pelo custo operacional da aquisição de conteúdo quanto pela necessidade de ter seu próprio lucro além do que a editora recebe [para dividir com o autor].

Enquanto isso, as Cinco Grandes possuem arquivos digitais de todos seus livros e a capacidade de promover um serviço de assinaturas para sua audiência-alvo simplesmente fazendo promoção nas capas dos livros impressos que eles vendem e dentro de seus e-books. Ao contrário de um serviço de assinatura feito por terceiros, elas poderiam viver com uma base de assinaturas pequena e em constante crescimento para manter o custo da baixa aquisição do assinante. Aprenderiam muito observando o comportamento de seus leitores. Poderiam descobrir que um assinante que olhou um livro de imagens 27 vezes poderia estar disposto a comprar uma cópia impressa, assim a atividade de assinatura também poderia gerar dicas de vendas.

E este tipo de inteligência poderia realmente levar a um novo fluxo de renda que foi bastante discutido na Launch Kids: livros personalizados.

Assinaturas dos donos de PI de livros juvenis para versões digitais de seu conteúdo também possuem outro grande mercado potencial: escolas. Todos os vendedores de assinaturas reconhecem isso. Qualquer editora que iniciasse um serviço de assinaturas teria que investir neste mercado também. Uma editora com quem discuti isso vê o mercado institucional como o primeiro a ser conquistado, mas concordou depois que conversamos que a capacidade de realizar uma estratégia de assinantes unitários, em vez de precisar de muitos deles para construir um negócio autônomo, fazia uma diferença real no lucro que estes assinantes únicos poderiam gerar e até que ponto o custo de aquisição poderia ser impulsionado.

Estive esperando ansioso que a Penguin Random House oferecesse seu conteúdo para escolas em forma de assinatura, o que poderia lhes dar uma enorme vantagem estrutural sobre todo o resto no mercado. Falo isso apesar de que a PRH sempre me respondeu [nos termos mais amáveis possíveis] que minha especulação sobre o que é melhor para eles não se enquadra no que eles mesmos pensam sobre o assunto.

Mas se fizessem isso, a resposta mais sensível das outras quatro grandes editoras seria uma oferta combinada às escolas, já que seria necessário que as quatro se juntassem para apresentar uma alternativa comparável. Ficamos pensando no que o Departamento de Justiça acharia disso.

Mike Shatzkin

Mike Shatzkin

Mike Shatzkin tem mais de 40 anos de experiência no mercado editorial. É fundador e diretor-presidente da consultoria editorial The Idea Logical Co., com sede em Nova York, e acompanha e analisa diariamente os desafios e as oportunidades da indústria editorial nesta nova realidade digital. Oraganiza anualmente a Digital Book World, uma conferência em Nova York sobre o futuro digital do livro.

Nos Arquivos de Shatzkin, o consultor novaiorquino aborda os desafios e oportunidades apresentados pela nova era digital. O texto de sua coluna é publicado originalmente em seu blog, The Shatzkin Files [www.idealog.com/blog].

A literatura e os meios virtuais


Três jovens escritoras que apareceram nas redes sociais participarão do Festival

Elas nasceram no estado do Rio de Janeiro, são jovens, amigas, escritoras e fãs das redes sociais. E foi usando a internet para divulgar seus textos, que elas mostraram que têm talento. Aimee Oliveira, 25 anos, Clara Savelli, 24 e Thati Machado, 23, usam a internet para se expressarem. As três escritoras estarão no Festival Literário de Poços de Caldas [Flipoços], que acontece entre os dias 25 de abril e 3 de maio. O trio participará do ciclo de palestras A literatura e os meios virtuais. A proposta é debater com o público o papel da interação entre autor e leitor pela internet, além da importância dessa ferramenta de comunicação no processo de produção e divulgação de um livro. Confira a programação completa do evento aqui.

PublishNews | 27/01/2015

Dia 17 você tem um encontro com os anjos!


ANJOS NA LITERATURA
REALIDADE E FICÇÃO

Os autores Leandro Schulai [O Vale dos Anjos] e Rogério Bin [Os Anjos São Reais?]
ministam palestra conjunta, na qual abordarão o tema “anjos”.

A maioria de nós acredita em Anjos. Alguns na forma mais real da palavra, outros numa forma mais abstrata. Desde crianças, ouvimos falar no tal Anjo da Guarda. Àquele “serzinho” que nos socorria nas horas mais perigosas, protegendo-nos do perigo e que nos induz sempre às boas ações.

Na desinência da palavra, anjo, do latim angelus e do grego ángelos, quer dizer mensageiro, segundo a tradição judaico-cristã, a mais divulgada no ocidente, conforme relatos bíblicos, são criaturas espirituais, servos e atuam como ajudantes ou mensageiros de Deus.

Na iconografia comum, os anjos geralmente têm asas como as aves, uma auréola e tem uma beleza delicada, emanando forte brilho. Por vezes são representados como uma criança, por sua inocência e virtude. Os relatos bíblicos contam que os anjos muitas vezes foram autores de fenômenos milagrosos e a crença nesta tradição é que uma de suas missões é ajudar a humanidade em seu processo de aproximação a Deus.

Os anjos são ainda figuras importantes em muitas outras tradições religiosas do passado e do presente e o nome de “anjo” é dado amiúde indistintamente a todas as classes de seres celestes.

Partindo desse princípio, a cultura popular em vários países do mundo deu origem a um copioso folclore sobre os anjos e os autores abordam essa temática de formas diferentes.

Nesta edição do Clube de Leitura Livros, Leandro Schulai, autor da saga “O Vale dos Anjos” traz o anjo no formato do guerreiro, em busca de seu amor que ficou em outra vida. Enquanto que Rogério Bin, autor de “Os Anjos são Reais?” fará alusão aos anjos como observadores dos terráqueos. Duas visões diferentes, moderadas pelo jornalista Sérgio Pereira Couto, que vão fazer você repensar sobre anjos.

Se você acreditar neles, é claro!

Clube de Leitura Livrus | A literatura lida e revista com a sua participação.

As muitas estrelas da Digital Book World 2015


Por Mike Shatzkin | Publicado originalmente em PublishNews | 07/01/2015 | Tradução Marcelo Barbão

Metade da conferência DBW – Digital Book World [que começa na próxima semana, em Nova York] vai acontecer no palco principal para todos os presentes. Os palestrantes de 2015 compreendem o grupo mais ilustre que já tivemos. O ponto central é que conseguimos trazer palestrantes da Amazon e da Apple para nosso palco principal – algo que nenhuma outra conferência no mercado editorial já conseguiu fazer –, mas já estaria me sentindo orgulhoso desse programa mesmo se as duas empresas não estivessem! Além do varejo, temos três autores best-sellers, três executivos importantes de editoras [quatro se contarmos que o CEO da F+W, David Nussbaum, vai fazer o discurso de abertura], três especialistas em dados e dois líderes de indústrias próximas.

O programa vai começar com uma apresentação do autor de best-sellers Walter Isaacson, cujo livro mais recente é The innovators. Isaacson escreveu biografias importantes de Benjamin Franklin e Steve Jobs nos últimos anos, com muita repercussão no mercado editorial. Seu livro mais recente fala sobre a revolução digital em geral, o contexto em que ocorre a mudança no mercado, que é o tópico da DBW. Estabelecer contexto é sempre uma boa fomra de começar e é o que Isaacson vai fazer, sem dúvida.

Descobrimos o investidor em educação e tecnologia Matthew Greenfield durante o planejamento da DBW 2015 e pensamos que nossa audiência iria concordar que foi uma grande “descoberta”. A empresa de Greenfield, Rethink Education, investe em start-ups, que ele divide em três grupos: as que entregam livros aos leitores e conteúdo para uso em escolas; as focadas em leituras curtas, como notícias, e as que se relacionam com a escrita, o que provavelmente inclui coleções de leituras para ajudar a desenvolver escritores. Como o campo de tecnologia para educação tem muito a ver com criar novas plataformas cujo conteúdo é consumido em escolas e faculdades [assim como acrescentando valor com contexto e avaliações], ele vai incluir explicitamente conselhos para editores que vendem seu conteúdo para uso educativo e acham cada vez mais necessário vender através destas plataformas. Greenfield também faz algumas especulações interessantes sobre para onde vai a tecnologia educacional e o que podemos esperar ver em quem mais ameaça as editoras: a Amazon.

Não é possível tentar entender o futuro do mercado editorial sem conhecer o novo fenômeno do “marketing de conteúdo”. Então procurei o Fundador do Instituto de Marketing de Conteúdo, Joe Pulizzi, para que mostrasse um pouco de seu conheciento para os editores de livros. Comecei pensando que o negócio de marketing de conteúdo poderia ser bom para nosso conteúdo, mas ele me esclareceu bem rápido: esta não é a sinergia mais provável entre o que ele sabe e o que precisamos. Na verdade, Pulizzi é um especialista em como usar conteúdo para conquistar o consumidor e faz isso para organizações e marcas que precisam pagar para criar este conteúdo. Claro, nós, no mercado de livros já temos muito conteúdo e estamos prontos para ter acesso a mais dentro de nossas equipes e redes existentes. Nesta apresentação, Pulizzi vai falar sobre como podemos usar conteúdo para ganhar o consumidor e clientes leais para quem podemos fazer o marketing diretamente [pensando verticalmente]. Tudo que Pulizzi falar provavelmente vai provocar questões nos editores, por isso também demos a ele uma sessão de grupos para aqueles que quiserem ouvir mais e interagir com ele.

A primeira CEO de editora a subir ao palco será Linda Zecher da Houghton Mifflin Harcourt. Zacher dirige uma empresa que é grande no mercado educativo, mas possui livros na lista dos mais vendidos também, então é a única CEO que atinge estes dois segmentos editoriais. Ela também possui talentos raros para uma executiva do mercado editorial, já que vem da tecnologia [em seu caso, da Microsoft]. Esta entrevista com Michael Cader vai focar nas lições aprendidas do lado educacional que poderiam ser precursores dos ajustes que as editoras gerais também terão que fazer.

O seguinte será James Robinson, Diretor e Analista de Notícias do The New York Times. Robinson é, na verdade, o tecnólogo do Times na redação. Ele proporciona a visão que escritores e editores precisam para entender quem são seus leitores e, claro, não são os mesmos para todas as matérias. Ele também quer garantir que o máximo de pessoas possível veja cada história relevante, mesmo que seja uma surpresa para os leitores. Nem é preciso dizer que Robinson tem um background incrível. Ele passou vários anos trabalhando comigo na The Idea Logical Company antes de obter um Mestrado na NYU estudando com o importante líder, Clay Shirky. A forma como ele pensa em conteúdo e audiências para The Times contém lições para editores de não ficção e talvez para editores de ficção também.

A primeira manhã nas apresentações do Palco Principal vai terminar com Cader e comigo entrevistandoRuss Grandinetti, SVP, Kindle, na Amazon. Grandinetti é um executivo articulado e direto que está com a Amazon desde o começo e que cuidou do Kindle desde sua criação. Com a Amazon sendo considerada a mais poderosa e perturbadora força no mercado editorial, todos estamos interessados em ouvir o que ele pensa sobre o futuro dos livros impressos versus digital, livrarias versus compras online, e quanto vão crescer os programas editoriais e de assinaturas da própria Amazon.

A segunda manhã vai começar com Michael Cader entrevistando o guru de Internet e de marketing Seth Godin sobre o assunto: “o que vem depois?” Godin, que viu – e escreveu sobre – a importância de construir marcas pessoais e listas de e-mails no começo da era da Web, é um bem-sucedido autor de livros que acompanha há várias décadas como as editoras funcionam e fazem marketing. Nesta conversa, ele vai dar conselhos intuitivos e lógicos que muitos podem seguir. Qualquer um que já ouviu Godin falar sobre “marketing de permissão” há 20 anos e seguiu seu conselho, agora possui uma enorme lista de e-mails, que é um bem valioso de marketing. Com certeza todos os editores sairão desta sessão com algumas novas ideias para aplicar.

Em seguida, para uma entrevista comigo, estará o CEO Brian Murray da HarperCollins. Sob a direção de Murray, a HarperCollins se estabeleceu como a segunda editora em língua inglesa no mundo. Duas recentes aquisições, a editora cristã Thomas Nelson e a editora de romances Harlequin, criaram fortes bases para desenvolver grandes comunidades verticais. Além disso, a Harlequin tinha uma infraestrutura global que a HarperCollins está usando como base para construir sua própria presença global – e não apenas em língua inglesa. Murray vai discutir como estas aquisições posicionam estrategicamente a HarperCollins para competir com a Penguin Random House, bastante maior, e construir a capacidade de chegar a novos leitores, além dos que conseguem através da Amazon, Barnes & Noble, e um número cada vez menor de parceiros no varejo.

Nos últimos anos, os ebooks foram tomando espaço dos impressos no mercado, chegando a provavelmente uns 25%. Mas isso não é distribuído de forma igual por gênero ou tipo de livro. Jonathan Nowell, o CEO da Nielsen Book, vai nos ajudar a entender como a mistura do que é vendido como impresso mudou como resultado desta situação. Entender como realmente anda o mercado de impresso vai ajudar editoras e livrarias a planejar o futuro, no qual veremos provavelmente menos livros impressos no geral, mas não em todas as áreas.

Ken Auletta da The New Yorker cobre tanto a indústria de conteúdo quanto a tecnológica há várias décadas. Ninguém entende melhor do que ele como funcionam as empresas nos dois setores – incluindo suas culturas. Entre seus cinco best-sellers está “Googled: The End of the World as We Know It”. Auletta vai falar sobre “Publicar no Mundo dos Engenheiros” e como as empresas de conteúdo menores se unem a seus novos parceiros que vêm do mundo da tecnologia. O choque cultural entre fornecedores de conteúdo há muito estabelecidos e as empresas de tecnologia que valorizam muito a “ruptura” é um tema que interessa a todos e Auletta certamente vai falar um pouco disso.

Hilary Mason é uma especialista em dados que afiou seu talento em análise durante o tempo que passou na Bit.ly. Mason passou anos aprendendo sobre indivíduos através do comportamento online deles. Nesta conversa, ela vai contar aos editores o que aprendeu sobre como conhecer indivíduos e audiências e como usar estas ideias para acumular interesse e afetar comportamentos. Como Pulizzi, antecipamos que Mason vai criar muitas questões nos participantes que vão querer aprofundar a discussão sobre seus interesses particulares. Então também demos uma sessão de grupo para ela à tarde, onde os que mais se interessarem podem explorar como usar dados e análise de forma eficiente.

Judith Curr é presidente e publisher do selo Atria da Simon & Schuster. Ela sempre teve admiração por empreendedorismo e há muito tempo autores independentes a atraem como editora. [Ela lembra que Vince Flynn começou como escritor autopublicado.] Assim Curr fez alguma pesquisa e tentou descobrir como fazer do seu selo um lugar no qual um autor independente quisesse estar. Nesta conversa, outros editores que veem a importância de trabalhar com autores que querem fazer eles mesmos o marketing, dirigir suas carreiras e publicar mais rápido [ou mais curto] do que o processo convencional, podem aprender de suas ideias e experiências.

A atividade no palco principal vai concluir com uma entrevista de Michael Cader com Keith Moerer, que dirige a iBooks Store da Apple. A iBooks Store se estabeleceu como a segunda maior vendedora global de ebooks e possui planos ambiciosos de crescimento. Nunca tivemos a sorte de recebê-los na programação da DBW antes. Ficamos muito felizes de sermos capazes de fechar o dia no palco principal com a Amazon e com a Apple, dando aos editores a chance de ouvir as duas maiores livrarias do mundo.

Não falei neste post nem no anterior que nas sessões de grupos da DBW estará o excelente programa Launch Kids organizado por nossa amiga e frequente colaboradora, Lorraine Shanley da Market Partners International. O mundo dos livros juvenis e jovens provavelmente é o que mais vai mudar entre todos os segmentos editoriais e há legiões de atores, além dos que vemos no mercado editorial, trabalhando para isso. Lorraine juntou vários deles — nomes familiares como Google, Alloy, Wattpad e Amplify da NewsCorp, além de inovadores como Kickstarter, Speakaboos, Paper Lantern Lit, I See Me e o novo sucesso da Sourcebooks, Put Me In The Story. Se publicar para jovens está no seu radar, você vai querer planejar ficar nos três dias conosco e começar com Launch Kids no dia anterior ao começo da DBW 2015.

Através da seção de comentários deste blog, conheci Rick Chapman, que é um escritor autopublicado de livros sobre software [e, agora, algo de ficção também]. Os comentários de Chapman no blog foram tão inteligentes que eu o chamei para falar em um painel na DBW [citado no último post]. Ontem, Rick publicoueste artigo desafiando a sabedoria convencional de que a Amazon é a melhor amiga do escritor independente. Ele até começou uma pesquisa com autores independentes para reunir dados para sua apresentação na DBW. Independente do que pensemos sobre a Amazon, o post de Chapman é provocador e interessante. Se você ler o post, provavelmente vai querer vê-lo em seu painel na DBW.

[Mike Shatzkin é presidente da conferência DBW – Digital Book World, marcada para acontecer entre os dias 13 e 15 de janeiro, em Nova York [EUA]. O PublishNews é media sponsor do evento e os seus assinantes têm desconto especial na inscrição. Para garantir o direito ao desconto, basta informar o código PNDBW15 no ato da inscrição].

Mike Shatzkin

Mike Shatzkin

Mike Shatzkin tem mais de 40 anos de experiência no mercado editorial. É fundador e diretor-presidente da consultoria editorial The Idea Logical Co., com sede em Nova York, e acompanha e analisa diariamente os desafios e as oportunidades da indústria editorial nesta nova realidade digital. Oraganiza anualmente a Digital Book World, uma conferência em Nova York sobre o futuro digital do livro.

Nos Arquivos de Shatzkin, o consultor novaiorquino aborda os desafios e oportunidades apresentados pela nova era digital. O texto de sua coluna é publicado originalmente em seu blog, The Shatzkin Files [www.idealog.com/blog].