Programa sobre literatura de SC faz sucesso no Youtube


Ser um programa informativo e que aprofunda o debate sobre a literatura, sem qualquer preconceito literário. Estes são os objetivos do Literatus TV.  Além de ser veiculado, em sinal aberto, pela TV Educativa Nacional NBR, o público pode acompanhar ou rever todos os episódios pelo canal do Youtube, que já possui mais de 1.500 inscritos, com mais de 70 mil visualizações, em menos de cinco meses. O programa, produzido pela FURB TV, é composto por dois blocos de 14 minutos e é apresentado pelo escritor Maicon Tenfen e pelo editor do site Homo Literatus, Vilto Reis. Entre os temas abordados, recentemente, o Literatus TV apresentou episódios sobre os consagrados autores Miguel Sanches Neto e Haruki Murakami, sobre Romance Policial, Jornalismo Literário e Truman Capote e as curiosidades da série [e dos livros] Supernatural, seriado que virou febre entre os jovens brasileiros. Os interessados também podem acessar as notícias e as novidades do programa pelo Facebook.

Notícias do Blog do Galeno | Edição 407 | 17 a 23 de julho de 2015

Site reúne artistas em HQs inéditas


Muzinga.net apresenta séries de quadrinhos exclusivos sobre personagens diversos

O quadrinista André Diniz está lançando o site Muzinga, que reúne uma equipe de desenhistas e roteiristas que garantem a atualização semanal de seis séries em quadrinhos — todas inéditas e publicadas exclusivamente na internet. Entre os temas das histórias, estão a busca por um lugar no mundo, a luta pelo recomeço em uma nova vida e a solidão na cidade de São Paulo. “No digital, a HQ pode ter qualquer formato, número de páginas ou periodicidade. No entanto, eu não acredito em uma oposição entre digital e papel, e sim em uma colaboração”, explica ele. Além de Diniz, também assinam as HQs, autores como Marcela Mannheimer, Antonio Eder, Tainan Rocha, Pri Wi e Jefferson Costa e Laudo Ferreira. As atualizadas acontecem todas as terças-feiras.

PublishNews 17/07/2015

O livro digital e suas implicações jurídicas


Brasileiro cria “Cosmic” para estimular HQs nacionais


Plataforma Cosmic disponibilizará acervo de HQs a 16 reais mensais e reverterá 70% da receita aos autores e editoras. Lançamento acontece em novembro

Uma nova plataforma promete revolucionar o mercado nacional de quadrinhos. Chamado de Cosmic, o aplicativo de leitura digital vai disponibilizar um acervo de HQs seguindo o modelo de assinatura de streaming, que busca oferecer facilidade de acesso e disponibilidade em diversos dispositivos. O serviço tem lançamento previsto para novembro, com mensalidade de 16 reais.

De acordo com seus idealizadores, o Cosmic quer incentivar a criação nacional, cortando os custos de impressão e distribuição dos quadrinhos, proibitivos à maioria dos artistas independentes, que são obrigados a recorrer a sites de financiamento coletivo para viabilizar suas publicações.

Nos últimos anos, o preço cada vez mais alto do papel tem dificultado a venda e o acesso aos quadrinhos. Reduzindo custos de distribuição, pretendemos potencializar o papel mais importante das editoras, que é encontrar grandes talentos, criar selos e editar material de qualidade”, afirma Ramon Cavalcante, criador das webcomics Até o Fim do Mundo e Barafunda e um dos idealizadores da plataforma. “Nosso objetivo é facilitar a publicação digital para criadores e oferecer ao público de quadrinhos uma plataforma digital com todas as funcionalidades indispensáveis”.

O Cosmic se baseia em um sistema de remuneração por volume de leitura, onde 30% do valor das assinaturas fica com a plataforma para cobrir os custos de servidores, manutenção e equipe. Os 70% restantes são encaminhados às editoras e autores independentes proporcionalmente ao número de páginas lidas de suas respectivas obras.

Acreditamos que esse sistema recompensa editoras e autores que realmente trazem leitores e sustentam rendimento. Ele permite que um público razoável, mas fiel, gere renda significativa para a publicação”, explica Cavalcante.

Para o idealizador, o Brasil tem uma cultura de quadrinhos tradicionalmente rica, com editoras de sucesso e autores que publicam fora do país. Estudos internos do Cosmic apontaram para o hábito nacional de ler quadrinhos em dispositivos digitais visando comodidade e facilidade de acesso.

O mercado digital de leitura é uma tendência mundial, e o Brasil não é diferente. O leitor de quadrinhos gosta de colecionar, de ter a obra física para preservar e guardar, mas também gosta de experimentar e de ler muitas obras com facilidade, até para poder escolher o que vai comprar no impresso. Acreditamos que nosso modelo se encaixa perfeitamente nessa demanda”, pontua.

O cronograma de lançamento da plataforma ainda está em fase inicial e a periodicidade das atualizações, as editoras envolvidas e o tamanho do acervo inicial ainda não foram divulgados. “Pretendemos disponibilizar quadrinhos com uma boa frequência, com uma periodicidade que nos permita ter acesso a obras de alta qualidade e diversidade. No caso de séries, dependerá muito do ritmo do autor e será alinhado individualmente com autores e editoras”, esclarece Cavalcante, antecipando que nomes de renome integrarão o projeto, que prevê dezenas de títulos para seu lançamento.

O aplicativo gratuito do Cosmic poderá ser utilizado como solução única para a leitura de HQs baixadas pelo usuário [sendo ou não assinante], organizando os arquivos em uma biblioteca pessoal. As funcionalidades do leitor estarão disponíveis ainda este mês para Windows, Mac OS X e Linux. Para o lançamento do serviço de assinatura, o app ganha versões para Android e iOS.

Por Maria Clara Moreira | Publicado originalmentem em IDG NOW | 16/07/2015, às 16:57

IDGNow! é marca registrada da International Data Group, licenciada exclusiva no Brasil pela DigitalNetwork!Brasileiros, divisão de mídia digital da Brasileiros Editora

Produção de livros digitais é tema de curso


Atividade promovida pela Sophia Editorial acontece no dia 15 de agosto

A Sophia Editorial [Rua Cristóvão de Burgos, 54, Vila Madalena, São Paulo/SP] está com as inscrições abertas para o curso Produção de livro digitais. A atividade acontece no dia 15 de agosto, das 9h às 16h, e vai tratar sobre a história do mercado editorial, cenário atual e previsões, o papel do editor e do autor nesse novo cenário, fluxos e modelos de trabalho, entre outras abordagens. A condução será de Suria Scapin, profissional do mercado editorial e Mônica Rodrigues, proprietária da Sophia Editorial. Mais informações, escreva para sophiaeditorial@uol.com.br

PublishNews | 16/07/2015

A experiência de leitura da Pelican Books


Por Joana De Conti | Publicado originalmente em Colofão | 15 de julho de 2015

Em maio de 2014, a Penguin Random House relançou o seu antigo selo Pelican, que em 1987 havia interrompido suas publicações após 47 anos de existência. Tal acontecimento – o surgimento de um novo selo ou coleção – é relativamente corriqueiro no mercado editorial e poderia passar despercebido até mesmo para as pessoas que trabalham na área, mas gerou bastante alvoroço ao apresentar um esforço duplo e inovador: ao mesmo tempo que o projeto gráfico era completamente repensado e modernizado, uma equipe criava uma experiência inédita de leitura digital. A repercussão em território nacional foi incipiente, comparada ao burburinho causado fora do Brasil pela proposta, então pretendo, com este post, explicar um pouco mais e tecer os merecidos elogios à Pelican Books.

O primeiro esforço, e aí já se evidencia o tratamento diferencial da Penguin ao criar a Pelican Books, fica evidente no fato de que a produção da versão impressa do selo foi diretamente influenciada pela sua versão digital. E vice-versa.

Os dois projetos foram pensados simultaneamente, de modo que a produção de uma versão não atrapalhasse ou se sobrepusesse à da outra. Assim, e para citar apenas um exemplo simples, as fontes tipográficas escolhidas teriam, necessariamente, que funcionar em todos os meios nos quais os livros seriam publicados: telas de computador, celular, folhas de papel, tablets etc. É possível saber um pouco mais sobre esse primeiro ponto aqui e aqui.

Este artigo, entretanto, irá focar no segundo esforço da equipe de designers da Penguin, chefiada pelo jovem Matthew Young, que idealizou e lançou a pelicanbooks.com, um espaço para a leitura online dos livros lançados pelo selo. Sem dúvida o grande diferencial do projeto está na maneira como o livro digital é pensado. Young, designer e ávido leitor de e-books, se sentia muito incomodado com os problemas que surgiam na visualização do texto quando se passava de um aparelho de leitura para outro. O título que era perfeitamente visualizado num e-reader se dividia em três linhas irregulares na telha do aparelho celular, como se pode ver na imagem abaixo.

Em um artigo publicado em novembro de 2014, Young afirma que desejava garantir ao leitor uma experiência de leitura agradável independente do tamanho ou da resolução da tela. Do mesmo modo, todos os elementos não-textuais – tabelas, gráficos, mapas etc. – deveriam ser tratados com a mesma importância que o texto. Como as imagens dos e-books de modo geral são extraídas dos arquivos impressos, normalmente imagens aparecem em preto e branco, mesmo que o leitor esteja usando um tablet capaz de renderizar milhões de cores. De acordo com Young [em tradução livre minha]: “Em contraste, se você lê um livro online na pelicanbooks.com, a experiência de leitura é única – desenhada especificamente para a Pelican e adaptada para aproveitar o máximo de cada livro individualmente. Mapas e diagramas são refeitos para a tela e optimizados para que sejam legíveis e facilmente entendidos em qualquer tamanho”.

Young era originalmente um designer de capas. Ele percebeu que, na maior parte dos casos, as capas dos e-books são apenas uma cópia das capas dos livros impressos. Porém, o leitor tem contato constante com a capa do seu livro impresso: a cada vez que vai ler ou ao olhar para o livro fechado em cima da sua mesinha de cabeceira. Na versão digital, a capa se torna apenas um thumbnailútil em termos comerciais, mas que, após o e-book ser adquirido, é apenas visualizado na prateleira virtual do seu aparelho de leitura, ao lado de diversos outros thumbnails. Young projetou as capas dos livros da Pelican para que elas fossem atraentes em quaisquer formatos. Além disso, a aparência das entradas de capítulos é diretamente inspirada na capa, de modo a haver um eco da capa ao longo de todas as partes do e-book, reforçando o estilo do selo e a sua marca.

Não será possível abordar aqui todas as singularidades dos livros da Pelican. Além dos artigos citados, eu recomendo imensamente a visita ao site do selo. Os primeiros capítulos dos livros já publicados estão disponíveis online, possibilitando uma degustação. Você só precisa comprar se quiser continuar a leitura.

Vale ressaltar que pelicanbooks.com não é um aplicativo nem um e-reader. Sua interface, bem como as inovações apresentadas pela proposta, são possíveis pois os livros serão sempre lidos em algum browser. Trata-se de um exemplo ímpar e louvável, que refresca nossas ideias acerca da miríade de possibilidades dos livros digitais e pode – ou melhor, deve – nos fazer refletir sobre o tratamento que damos a cada um dos muitos elementos que compõem os e-books produzidos diariamente por nós.

Por

Joana De Conti

Joana De Conti

| Publicado originalmente em Colofão | 15 de julho de 2015

Joana é formada em Ciências Sociais e mestre em Antropologia, mas abandonou a academia quando descobriu os livros digitais. Neófita no meio editorial, vai escrever aqui tanto sobre suas descobertas e aprendizados técnicos quanto sobre suas impressões acerca da relação entre o digital e o impresso dentro e fora das editoras. Joana trabalha atualmente no departamento de livros digitais da editora Rocco.

Brasília recebe seminários de tecnologia


Programação acontece em agosto na capital federal

O Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia [IBICT], vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, promoverá em Brasília, de 3 a 6 de agosto o 5º Seminário sobre informação na internet e o II Seminário Internacional de Preservação Digital [Sinpred], que visa discutir a preservação digital e difundir o uso de tecnologias para arquivamento de documentos eletrônicos na internet em longo prazo. Os seminários serão realizados no Parlamento Mundial da Fraternidade Ecumênica [Asa Sul – SGAS 915, Lote 75 ]. Para mais informações sobre a programação, clique aqui.

PublishNews | 15/07/2015

Por que amamos as distribuidoras digitais


Por Camila Cabete | Publicado originalmente em PublishNews | 15/07/2015

Estamos em um momento bem engraçado, no mercado de e-books brasileiro. Por um lado, o mercado inteiro sentindo o peso da crise, o peso dos cortes das compras governamentais [livros físicos]. Por outro lado, as vendas dos e-books estabilizaram e apresentam um leve crescimento. Claro que o valor da venda digital vem sem as agruras dos estoques e dinheiro empatado em consignação. Mas acho que este assunto é velho e nas colunas anteriores gastei muitos teclados ao tentar explicar o quanto o digital pode ser “salvador”. Vamos voltar ao hoje.

O quadro é bem interessante: mais de 40 mil e-books publicados e sendo comercializados, as plataformas de autopublicação bombando, as grandes editoras lançando simultaneamente em diversos formatos [até em áudio]. Dentro das editoras as coisas não mudaram muito… O “setor digital” continua contando com uma ou duas pessoas. Algumas editoras até eliminaram esta figura misteriosa da folha de pagamentos, com intuito de distribuir as funções entre os funcionários “normais” da organização.

Como as pessoas que me conhecem sabem, e as que me leem também, sou otimista. Estas mudanças já eram esperadas e seguem um curso natural de arrumação nas editoras. O e-book não deve ter um tratamento diferenciado e isolado. Mas com as saídas das pessoas responsáveis fica um grande vácuo operacional, sentido principalmente por nós, livreiros digitais.

O dia-a-dia digital não é mega ultra fácil: precisa de acompanhamento di-á-rio. Só para citar algumas das responsabilidades ao se administrar um acervo digital, temos a subida do conteúdo [epub, capa e metadados], atualização de preços, agendamento de promoções e ações, consertos de arquivos defeituosos, agendamento de pré-venda… Isso tudo multiplicado pelo número de lojas que você atende. É aí que entram as queridas figuras dos distribuidores digitais. As editoras que não possuem uma força tarefa, ou precisam de uma curva de aprendizado da equipe para este novo produto, por favor, pense com carinho nas distribuidoras. Hoje contamos com nomes nacionais e internacionais, que vieram para somar o negócio. A qualidade dos metadados e dos arquivos melhorou consideravelmente com a ajuda dos distribuidores. Ao contratar o serviço deles, você contrata uma consultoria e um setor responsável para gerir seu acervo digital… E o melhor de tudo, atendendo várias livrarias de uma vez. Eles ajudarão na parte mais chata, que é a operacional, sobrando tempo para pensar no que realmente interessa: vendas, ações de marketing e merchandising, análise de dados com BIG DATA, pensamento em inovação e pesquisa do cliente.

O mercado de digitais, repito pela trocentézima vez, é uma realidade. O setor no educacional continua se arrastando, o operacional das editoras deixa a desejar e o market share das livrarias e editoras tende a se concentrar, mostrando um mercado nada maduro e sustentável. Sem uma administração eficiente do operacional, como crescer? Não tenho a menor autoridade para falar aqui de gestão de negócios, mas tenho aprendido bastante. Mesmo estando no básico nesta disciplina [minha formação e experiência é puramente editorial], já me parece algo totalmente óbvio, porém não óbvio para o nosso mercado.

Quando eu era pequena lá em Barbacena eu achava que os diretores sabiam de tudo… Mas eles são humanos e a criptonita deles é a falta de informação. E os membros da direção que não possuem um canal aberto de informação, são suicidas. Portanto, se você é do setor digital, vê dificuldades e não luta para que esta informação chegue à direção de sua editora, você está cometendo um harakiri e deixando uma granada na empresa, pronta a explodir com baixos resultados, diminuição de market share e zero na nota de inovação. Editoras são empresas como outra qualquer e não é por se tratar de livros que somos especiais e mais inteligentes.

Por Camila Cabete | Publicado originalmente em PublishNews | 15/07/2015

Camila Cabete

Camila Cabete

Camila Cabete [@camilacabete] tem formação clássica em História e foi responsável pelo setor editorial de uma editora técnica, a Ciência Moderna, por alguns anos. Entrou de cabeça no mundo digital ao se tornar responsável pelos setores editorial e comercial da primeira livraria digital do Brasil, a Gato Sabido, além de ser a responsável pelo pós-venda e suporte às editoras e livrarias da Xeriph, a primeira distribuidora de conteúdo digital do Brasil. Foi uma das fundadoras da Caki Books [@CakiBooks], editora cross-mídia que publica livros em todos os formatos possíveis e imagináveis. Hoje é a Brazil Senior Publisher Relations Manager da Kobo Inc. e possui uma start-up: a Zo Editorial [@ZoEditorial], que se especializa em consultoria para autores e editoras, sempre com foco no digital. Camila vive em um paraíso chamado Camboinhas, com sua gata preta chamada Lilica.

A coluna Ensaios digitais é um diário de bordo de quem vive 100% do digital no mercado editorial brasileiro. Quinzenalmente, às quintas-feiras, serão publicadas novidades, explicações e informações sobre o dia-a-dia do digital, críticas, novos negócios e produtos.

CNJ abre sua Biblioteca Digital de Educação a Distância


A Biblioteca Digital de Educação a Distância do Conselho Nacional de Justiça é um espaço criado para compartilhar artigos, documentos acadêmicos [teses, dissertações e monografias], livros, manuais, notícias e palestras sobre temas de interesse dos órgãos do Poder Judiciário.

O objetivo da Biblioteca é ser mais um canal de disseminação do conhecimento, dando oportunidade para que os tribunais e escolas possam divulgar seus trabalhos e compartilhar suas experiências. No Portal da Biblioteca do CNJ [www.cnj.jus.br/sesap/ead/bibliotecadigital], é possível fazer o download dos arquivos e usá-los para colaborar com o aperfeiçoamento da educação a distância no Poder Judiciário.

A Biblioteca é construída de forma colaborativa; os interessados em participar deverão encaminhar os arquivos para o CNJ, em formato pdf, por e-mail ou gravado em CD e enviado pelo correio, endereçado à Seção de Seleção e Aperfeiçoamento, que fica no SEPN 514, Lote 7, Bloco B, em Brasília/DF – CEP: 70760-542.

O CNJ ficará responsável pela seleção e publicação dos arquivos, de acordo com critérios de relevância e oportunidade. As dúvidas poderão ser esclarecidas pelo endereço ead@cnj.jus.br.

JusBrasil | 14/07/2015

Jabuti não vai exigir ISBN e nem Ficha Catalográfica nas inscrições de livros digitais


A mudança no regulamento é referente à nova categoria Livro Infantil Digital

A 57ª edição do Prêmio Jabuti, a mais tradicional láurea literária do País, incluiu – em caráter experimental –, pela primeira vez em sua história, uma categoria para avaliar e premiar o livro digital. O anúncio foi feito no início de junho. A novidade agora é que a curadoria do prêmio fez uma alteração no regulamento para permitir a inscrição de livros sem ISBN e ficha catalográfica na categoria Livro Infantil Digital. Para justificar a alteração no seu regulamento, o conselho curador considerou o “expressivo número de considerações e consultas recebidas pela Câmara Brasileira do Livro [CBL] [entidade responsável pelo prêmio] relativas a dificuldades encontradas para inclusão de ficha catalográfica e ISBN em livros infantis digitais”. Lembrando sempre que o prazo para inscrições termina no dia 31 de julho. Para mais informações e inscrições, acesso o site do Prêmio Jabuti.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 14/07/2015

Sabia que estes games são baseados em livros?


O site TecMundo compilou uma lista de jogos que foram, direta ou indiretamente, baseados em obras literárias.

Estes livros contribuíram de alguma forma para estes jogos. Em alguns casos, o autor contribuiu para a adaptação, noutros foram apenas as personagens ou o contexto histórico a inspirar os criadores do jogo.

The Witcher 3: Wild Hunt – Precedido por The Witcher e The Witcher 2: Assassins of Kings; todos baseados na série de romances de fantasia com o mesmo título do autor polaco Andrzej Sapkowski.

Parasite Eve – O enredo foi escrito pelo farmacologista Hideaki Sena e lançado em 1995 no Japão. Conta a história de mitocôndrias chamadas Eve, que tentam destruir a raça humana usando corpos como hospedeiros.

Metro 2033 – O livro homónimo foi escrito em 2005 pelo russo Dmitriy Glukhovskiy. Foi o próprio autor que decidiu adaptar o seu livro a um jogo em vez de um filme.

Dune/Dune II – Os fãs de ficção científica certamente conhecem o livro lançado em 1965 por Frank Herbert. A história foi também adaptada ao cinema por David Lynch.

Assassin’s Creed – Ubisoft confirmou que o primeiro Assassin’s Creed é levemente baseado na obra ‘Alamut’, de Vladimir Bartol.

Dynasty Warriors – É o spin-off de um jogo de estratégia diretamente baseado no livro ‘O Romance dos Três Reinos’, publicado no século XIV por Luo Guanzhong.

Notícias ao Minuto | 11/07/2015

Bibliotecas digitais em congresso de biblioteconomia


Os visitantes podem conhecer outras quatro plataformas digitais da empresa no Congresso

A Cengage Learning vai aproveitar a 26ª edição do Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação, que acontece entre os dias 21 e 24 de julho, no Centro de Convenções Rebouças [Av. Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, 23, São Paulo/SP], para apresentar as suas quatro plataformas de bibliotecas digitais: Gale Virtual Reference Library [GVRL], Business Insights Global, Academic One File e Cengage Digital Library [CDL]. Com essas ferramentas, instituições de ensino e bibliotecas podem administrar empréstimos e devoluções de e-books a seus usuários por meio de computadores, smartphones ou tablets. Esse tipo de plataforma possibilita o empréstimo de capítulos [e-chapter], disponível para alguns títulos do portfólio, de acordo com as necessidades dos leitores. A vantagem é que além de funcionar ininterruptamente, são atendidos mais alunos e professores de uma só vez em comparação a uma biblioteca tradicional.

PublishNews | 10/07/2015

Lançado hotsite dedicado a Mário de Andrade


Um dos destaques é a seção reservada para compartilhamento de frases do escritor

No ano em que se comemoram os 70 anos da morte de Mário de Andrade, a Nova Fronteira lança um hotsite dedicado ao escritor. Um dos destaques do espaço virtual é a seção reservada para compartilhamento de frases do escritor nas mídias sociais. Ainda é possível encontrar informações sobre os mais recentes lançamentos da editora, Café, romance inédito; a nova edição de Macunaíma; a compilação O melhor de Mário de Andrade; e o box, para venda exclusiva na Livraria da Travessa, que reúne Amar, verbo intransitivo, Macunaíma, o herói sem nenhum caráter, e Contos novos. O site também oferece uma biografia de Mário e uma bibliografia dos lançamentos do autor pela Nova Fronteira.

PublishNews | 10/07/2015

Jabuti muda regulamento para livros digitais infantis


A Câmara Brasileira do Livro [CBL], que organiza o Prêmio Jabuti, e o comitê curador do prêmio alteraram o regulamento da 57ª edição para facilitar a inclusão de livros infantis digitais. Segundo a alteração, não será mais necessária a ficha catalográfica e a inscrição ISBN para inscrever os livros nesse gênero.

Em nota, a CBL explicou que, a “recente presença de livros digitais no panorama livresco brasileiro” e o expressivo número de queixas quanto à dificuldade para conseguir tanto a ficha quanto a inscrição ISBN – sistema criado para identificar internacionalmente o livro por meio de título, editora e autor – provocaram as mudanças.

No termo de alteração, o comitê curador também admite que a categoria livro infantil digital tem caráter experimental e que o gênero vem sendo premiado em vários concursos internacionais. Para integrar a categoria, é preciso ter conteúdo textual e elementos multimídia interativos. O regulamento também deixa claro que os livros digitais não concorrem a livro do ano.

As inscrições para 57º Prêmio Jabuti ficam abertas até 31 de julho e, este ano, o prêmio vai contemplar 27 categorias, entre elas poesia, contos e ficção. Fazem parte do conselho curador Marisa Lajolo, Antônio Carlos de Moraes Sartini, Frederico Barbosa, Luis Carlos de Menezes e Márcia Lígia Guidin.

Correio Braziliense | 08/07/2015

Universidade do Piauí abre biblioteca virtual com 30 mil livros


A Universidade Estadual do Piauí é a primeira instituição pública de ensino do Estado a disponibilizar para seus estudantes, professores e servidores, uma Biblioteca Virtual em sua página na internet. A Biblioteca Digital da Uespi é disponível aos estudantes, que são 13 mil nos cursos regulares, e aos estudantes dos cursos feitos por ensino à distância, usando logins e senhas que são utilizadas para o acesso aos seus boletins de notas e histórico escolar, aos professores e aos servidores, através de 16 mil chaves.

O diretor das Biblioteca Física da Uespi, Aureste de Sousa Lima, afirmou que a Biblioteca Virtual possui mais 30 mil livros de todas as áreas do conhecimento nas áreas de ciências humanas, de ciências sociais aplicadas, que tem o maior acervo de livros digitais, ciências exatas e ciências da saúde.

Se você faz parte dos cursos da área de ciências da saúde têm acesso aos livros de Medicina, de Enfermagem, Odontologia. A área que tem muitos livros é a área de ciências sociais aplicadas. Nós temos muitos livros de Direito, de Comunicação, de Turismo”, afirmou Aureste de Sousa Lima.

Ele disse que a Biblioteca Virtual de 30 mil títulos tem como base de dados o serviço Minibiblioteca, mas a Uespi está em fase de contratação de uma base de dados mais ampla, com maior número de livros.

Os investimentos na Biblioteca Virtual da Uespi são em torno de R$ 400 mil. Na base de dados da Minibiblioteca, a Uespi está investindo 180 mil pelo contrato anual e na nova base serão gastos 290 mil pela licença anual,

Os investimentos por aluno no primeiro contrato dá R$ 7 mil por ano para cada aluno. Só o primeiro contrato. O segundo contrato é muito mais oneroso, o de R$ 290 mil”, falou Aureste de Sousa Lima.

A base de dados Minibiblioteca é de São Paulo.

Com a entrada da Uespi na área de biblioteca virtual surge uma pergunta que não quer calar. Se a Uespi é uma instituição pública, logo paga com recursos dos impostos dos contribuintes, tem uma biblioteca física, que permite a pesquisa e uso de seus livros por pessoas de toda a comunidade piauiense, por que os piauienses que não são seus alunos, professores e servidores não têm acesso aos seus livros virtuais?

Aureste de Sousa Lima sorri, de forma desconfortável, ao ouvir a pergunta, mas explica:

O objetivo dessa assinatura é dar suporte às nossas atividades de ensino, pesquisa e extensão. Essa biblioteca assinada tem um limite de usuários. Por isso, a gente restringiu o acesso aos alunos, professores e técnicos administrativos, os operadores de nossa instituição. São as pessoas que estão precisando de imediato, estão precisando mais porque a função é dar mais suporte ao que a gente tem no físico”, declarou Aureste de Sousa Lima.

Por Efrém Ribeiro | Publicado originalmente em Meio Norte | 08/07/2015

A ‘Biblioteca de Babel’, de Jorge Luis Borges, virou um projeto digital


Uma biblioteca que contenha todas as combinações de letras, palavras e frases – até as que não fazem sentido

Image of the Sistine Chapel, generated by the Library of Babel.

Image of the Sistine Chapel, generated by the Library of Babel.

Imagine uma biblioteca gigantesca que possua todos os documentos escritos da humanidade – até alguns que não foram escritos, combinações de letras e palavras que não fazem sentido algum, por exemplo. Essa é a “Biblioteca de Babel”, descrita por Jorge Luis Borges em um conto publicado em 1941. E que virou um projeto online.

De acordo com o criador do projeto, o programador John Basile, “A biblioteca é um lugar para qualquer um com curiosidade ou senso de humor refletir na estranheza da existência. Resumindo, é como qualquer outra biblioteca”.

O site possui todas as combinações possíveis de símbolos, incluindo letras, espaços e pontuação. Ou seja, tudo o que poderia ser escrito, incluindo grandes obras da literatura e erros de digitação.

Um dos níveis da biblioteca | Foto: Reprodução

Um dos níveis da biblioteca | Foto: Reprodução

Mas como isso poderia funcionar? Existem 29 caracteres possíveis na base de dados [26 letras, espaço, ponto e vírgula] – cada um é jogado de forma aleatória em 3200 espaços em uma página. Um algoritmo gera automaticamente mais combinações à medida em que você ‘lê’ ou navega pelas estantes da biblioteca.

Testamos a navegação simples e o resultado foi esse:

Trecho da biblioteca | Foto: Reprodução

Trecho da biblioteca | Foto: Reprodução

Também dá para buscarmos frases específicas dentre as combinações. Olha só:

galileu dahora \o/ [Foto: reprodução]

galileu dahora \o/ [Foto: reprodução]

Então é possível ler todos os livros da humanidade dentro desse site? Sim, em teoria. Mas a prática apresenta dois grandes problemas. O primeiro é que são enormes as chances de você ler combinações que não fazem sentido. Achar uma palavra real no meio da bagunça toda já é um grande feito.

E o segundo é o tempo. O Sol explodiria antes de você terminar de ler tudo – o que significa que você demoraria só uns 6 bilhões de anos.

Saiba mais no Quartz.

Por Luciana Galastri | Publicado originalmente em GALILEU | 08/07/2015, às 14H07

Autopublicação – as maravilhas e agruras de cada plataforma


Por Maurem Kayna | Publicado originalmente em Colofão | 8 de julho de 2015

Para quem quer publicar e-books de modo independente no Brasil, há muitas opções, desde as plataformas mais conhecidas – como o Kindle Direct Publishing [KDP], da Amazon, o Kobo Writing Life [KWL], da Kobo, e o iTunes Connect, da Apple, para ficar naquelas que têm interface em português – até iniciativas locais que começam a surgir, como a Simplíssimo e a Bibliomundi. As promessas variam pouco: liberdade total para o autor; % expressivo do preço de capa; disponibilidade do seu e-book para muitas lojas virtuais mundo afora.

Depois de realizar uma série de testes com as principais plataformas, reparto aqui com vocês as experiências e aprendizados colhidos. Espero que possam ajudar a definir seu próprio plano de autopublicação.

Quais as opções?

Certamente há muitas alternativas que não experimentei, mas posso contar para vocês o que achei da Amazon, da Kobo, da Apple e da Smashwords, da qual desisti logo que as outras aportaram aqui no Brasil. Quanto às plataformas novas que estão chegando, vou me limitar a deixar os links para vocês, pois não as testei ainda.

Amazon KDP [Kindle Direct Publishing] – exclusividade ou poligamia?

Quando você vai iniciar o processo de publicação no KDP, de modo muito simples e rápido, como já expliquei aqui, perceberá a tentativa de sedução para aderir ao KDP Select. Aliás, recentemente a Amazon lançou um concurso literário para arrebanhar autores de contos, e um dos critérios para inscrição é que o conto / e-book seja publicado com adesão ao KDP Select.

São inúmeras as vantagens oferecidas: maior % de royalties, possibilidade de realizar promoções de distribuição gratuita do e-book [o que pode ser uma utilíssima estratégia de divulgação] e entrar na divisão do fundo global do KDP Select [em junho/15 o valor total a ser dividido entre os autores do KDP Select era de 8,7 milhões]. Parece óbvio que é melhor aderir, não né? Claro que não. Especialmente depois que o critério de pagamento relativo aos serviços de assinatura Kindle Unlimited [uma espécie de “Netflix de livros”] passou a ser feito pelo número de páginas do seu e-book efetivamente lido, ao invés do download simplesmente.

Aderir ao KDP Select significa que você só poderá colocar o seu e-book nessa plataforma. Ou seja, nada de facilitar a vida dos usuários da iBookstore nem agradar aos que já se acostumaram a compras online no site da Cultura.

Isso pode funcionar, entretanto, em alguns casos. Se o seu público-alvo [caso você conheça bem seus hábitos] prefere o Kindle a outros e-readers ou aplicativos de leitura, se ele é um fã dos bons serviços prestados pela Amazon, ou se sua obra está disponível em inglês e você tem chance de conseguir espaço na Amazon USA, talvez valha a pena.

Os relatórios de acompanhamento de vendas e leituras pelo serviço de assinatura são atualizados a cada hora, e o autor tem como saber em qual das lojas seu livro foi adquirido [mas pode haver desvios, pois eu, por exemplo, continuo comprando através de minha conta na Amazon USA].

Quanto ao processo de publicação em si, fiz há algum tempo uma resenha aqui [http://www.mauremkayna.com/publicando-na-amazon-com-br/]. É um artigo de 2013, mas o conteúdo todo continua válido.

Kobo Writing Life

Esta plataforma, embora disponível para autores brasileiros e com a grande vantagem de disponibilizar seus e-books na Livraria Cultura, não é toda disponível em português e tem uma chatice relevante quanto ao pagamentos dos royalties. Talvez o seu banco não esteja entre os bancos brasileiros pré-cadastrados no KWL, e então você precisará pedir help in English para o pessoal simpático da Kobo. Eles respondem relativamente rápido, mas talvez você tenha de se informar com seu banco a respeito do recebimento de remessas em moeda estrangeira. Você também precisará informar à plataforma o código Swift do seu banco para poder receber o pagamento, que é feito em dólar.

Outra peculiaridade é que os pagamentos só são enviados quando você acumular ao menos US$100 a receber. O registro da experiência que fiz com o KWL está aqui: http://www.mauremkayna.com/experiencia-de-auto-publicacao-kobo-writing-life/

iTunes Connect – Apple

Até bem pouco tempo atrás, vender na Apple exigia a obtenção de um número ITIN, um processo não tão complicado, mas que exigia realizar uma ligação internacional e se comunicar em inglês para prestar uma série de informações. Isso tudo tinha a ver com questões tributárias. Nunca tive paciência para fazer isso e acreditava que não venderia o bastante para recuperar o custo da ligação [é, não sou mesmo otimista quanto ao potencial de venda dos meus e-books, e não é por achá-los assim tão medíocres], por isso, só utilizava a plataforma para distribuição gratuita.

Como meus primeiros testes com a iBookstore começaram a partir da ferramenta [ótima, aliás] iBooks Author, tive uma série de dificuldades com o controle de qualidade da Apple. Contei a saga aqui: http://www.mauremkayna.com/tres-experiencias-de-auto-publicacao-parte-iii/

Superadas essas travas, o que posso comentar da Apple é que a visibilidade e a facilidade de venda, mesmo para autores desconhecidos, é muito grande em comparação com outros meios. Talvez pela facilidade oferecida aos usuários no processo de download e até de pagamentos. Tive um volume de downloads impressionante do e-book Contos.com para quem não investiu em divulgação, não escreve literatura Young Adult ou qualquer outro estilo pop e não é celebridade. Não, não acho que isso se deva à descoberta de meu talento, mas à penetração dos produtos Apple e ao modo intuitivo [e também compulsivo] como as pessoas podem comprar / fazer downloads na plataforma.

As outras

Esse título fica meio pejorativo, eu sei. Mas deixemos como provocação. Cheguei a acompanhar e fazer experiências com a Publique-se, da Saraiva [http://www.mauremkayna.com/outras-experiecias-de-auto-publicacao-publique-se/] e com Smashwords http://www.mauremkayna.com/tres-experiencias-de-auto-publicacao-parte-ii/.

Recentemente, vi que a Simplíssimo, que tem grande expertise na produção de e-books [lindos, aliás!], lançou uma plataforma para o autor. Agora com a possibilidade de conversão gratuita e distribuição nas principais lojas online e com royalties de 70% para o autor. Confesso que não testei, mesmo porque não tenho assim toneladas de textos disponíveis para publicação, mas o funcionamento é conceitualmente similar ao do Smashwords, pois seu livro é publicado nas lojas da Amazon, Google Play e Apple sem que você tenha de se cadastrar diretamente em cada uma.

Na Flip, houve o lançamento de uma outra plataforma chamada Bibliomundi, cuja proposta é similar, mas o site ainda está, parece, apenas captando e-mails.

Temos também a e-galáxia [http://e-galaxia.com.br/] que, além de fazer a publicação / disponibilização em várias lojas online, também oferece um catálogo de prestadores de serviço para revisão, edição e capa. Vale comentar que a e-galáxia conseguiu emplacar diversos e-books de contos avulsos como top list na iBookstore, graças a um bom trabalho de divulgação em um selo com curadoria.

Conclusões

A possibilidade de publicar sem intermediários é incrível. Nada de esperar meses pela negativa de uma editora ou amargar o silêncio perpétuo. Há algo, porém, que vale como dica para qualquer das plataformas que o autor venha a escolher [podem ser todas, simultaneamente, aliás]: é preciso ter senso de realidade! Com isso, quero dizer que esperar que o fenômeno E.L. James se repita com você pela simples disponibilização da sua obra para o mundo inteiro na Amazon ou na iBookstore é ingênuo. Se você acreditar que o fato de seu e-book estar disponível para venda em mais de 50 países fará com que o mundo se renda aos seus talentos, bastando postar o link para compra do seu e-book, penso que isso é quase caso de internação ou uso de medicamentos controlados. Ou, trocando em miúdos, vender livros em papel já não é fácil nem frequente se você não é conhecido, e vender e-books, no Brasil, é ainda mais difícil, especialmente dependendo do gênero que você escreve, pois a resistência de certos públicos ao formato ainda persiste.

Mas o objetivo desse parágrafo não é jogar um balde de água fria [ainda mais em pleno inverno!] na sua animação, e sim indicar que, se quiser seguir o caminho da autopublicação, vai ter que ralar. Pense, portanto, sobre o tempo de que você pode dispor para trabalhar com a publicação e a divulgação. Isso poderá fazer você decidir entre a opção de publicar em todas as plataformas ou traçar um plano específico para uma delas, ou ainda, se decidir por alguma aglutinadora como Simplíssimo ou Smashwords. Mas tenha uma certeza: publicar não é o último passo, e sim o primeiro.

Por Maurem Kayna | Publicado originalmente em Colofão | 8 de julho de 2015

Sou engenheira e escritora [talvez um dia a ordem se altere], bailo flamenco e venho publicando textos em coletâneas, revistas e portais de literatura na web, além de apostar na publicação “solo” em e-book desde 2010. A seleção de contos finalista do Prêmio Sesc de Literatura 2009 – Pedaços de Possibilidade, foi meu primeiro e-book; depois por puro exercício e incapacidade para o ócio, fiz outras experiências de autopublicação, testando várias ferramentas e plataformas para publicação independente.

TJ de Alagoas terá biblioteca digital


Fonte: TJAL

Fonte: TJAL

O Tribunal de Justiça de Alagoas [TJ/AL] lança, no próximo dia 17, às 9h, biblioteca digital que vai possibilitar a magistrados e servidores o acesso a quase 350 livros, periódicos e vídeos da área jurídica, além de textos atualizados e integrais de todos os códigos brasileiros.

Será uma ferramenta totalmente web, que poderá ser acessada de qualquer lugar. O usuário não necessariamente precisa estar dentro da rede do Judiciário. Pode estar em casa, fora do Estado ou do país”, destacou o diretor de Tecnologia da Informação do TJ/AL, José Baptista Neto.

Ainda segundo o diretor, a biblioteca digital vai ampliar o acesso à informação e trazer mais segurança às pesquisas. “Atrás do conteúdo na internet é comum encontrar vírus e sites maliciosos que podem trazer insegurança ao computador ou mesmo ao sistema judicial do Tribunal. Com a centralização da biblioteca, se tornará desnecessária, muitas vezes, a consulta a sites que podem trazer esses problemas”, ressaltou.

Os conteúdos serão disponibilizados pela Editora Fórum Ltda., de Belo Horizonte/MG. O contrato com a empresa terá vigência de um ano e será assinado pelo presidente do TJ/AL, desembargador Washington Luiz Damasceno Freitas, em solenidade no auditório do Pleno.

Logo depois, serão esclarecidas dúvidas e prestadas informações sobre o sistema. A forma de acesso se dará por login e senha, que serão enviados para os e-mails dos magistrados e servidores.

Alagoas 24 Horas | 07/07/2015