A construção de um cânone na esfera digital


Por Ednei Procópio

A I Feira Nordestina do Livro [Fenelivro], inicia amanhã [28] e vai até o próximo dia 7 de setembro. O evento, promovido pela Associação do Nordeste de Distribuidores e Editores de Livros [Andelivros] e pela Câmara Brasileira do Livro [CBL], em parceria com a Companhia Editora de Pernambuco [Cepe], será realizado no Centro de Convenções de Pernambuco.

É a primeira edição do evento. Pelo que pude apurar, a I Feira Nordestina do Livro terá uma programação com workshops, palestras, minicursos e vai contar com uma área de 4 mil m², cerca de 200 estandes e mais de 200 autores convidados. A previsão, segundo os organizadores, é a de que o evento atraia cerca de 150 mil visitantes.

Entre um dos espaços do evento estaremos eu, Maurem Kayna e meu amigo Roberto Bahiense, da Nuvem de Livros, com quem venho trocando ideias e experiências nos últimos anos sobre os eBooks [no Brasil e no mundo].

Achei um pouco exótico o título da nossa mesa na Fenelivro, “A construção de um cânone na esfera digital“, mas, como evangelista dos livros digitais em pelo menos uma década e meia, estou tentando tirar de qualquer iniciativa algum resultado prático que possa ajudar-nos com modelos flexíveis e assertivos para o nosso mercado.

O mercado editorial está inserido em uma esfera de oportunidades que poderia resolver questões seculares, aqueles problemas que não eram possíveis de se solucionar até o advento da Internet. Mas, antes de elucubrações imprecisas, precisamos conceituar o que seria esta esfera digital da qual trata o título da mesa. Esta esfera pode ser a própria digitalização da economia industrial do livro ou até mesmo, preciso melhorar meu entendimento sobre esse assunto, a economia do compartilhamento das coisas.

É fato que o número de superfícies para o acesso, consumo e leitura dos livros, nesta esfera digital, só cresce. A base instalada de devices que podem portabilizar os livros chegam hoje a casa dos 180 milhões de telas. Segundo pesquisa realizada pela eMarketer, o Brasil é o 6º país com o maior número de smartphones. Uma projeção realizada pela mesma empresa norte-americana, revela que em 2018 o Brasil terá 71,9 milhões de smart devices. E, segundo os números da FGV [de abril de 2015], o número de hardwares conectados à verdadeira grande rede de relacionamentos, a Internet, já ultrapassa a casa dos 306 milhões.

Nos Estados Unidos, por exemplo, um mercado na qual sempre nos espelhamos, 84% da população possui celulares inteligentes capazes de portabilizar os livros, e é por esta mesma razão que 54% de smartphones são utilizados para leitura naquela região.

A abundância de reading devices, no entanto, cuja onipresença não garante conexão, não garante também mais eficiência na publicação, comercialização e divulgações dos livros. A questão central que talvez o mercado editorial ainda não tenha enxergado é que a esfera digital na qual vem se inserindo é repleto do que eu chamaria de “zonas de contradições”, eclipsadas por outras esferas políticas, sociais, econômicas e educacionais.

E é nesse contexto que Maurem Kayna, Roberto Bahiense, e eu, iremos conversar, trocar ideias e experiências para encontrar instrumento de medida, um cânone, ou um conjunto de modelos, capaz de eliminar da indústria criativa do livro suas históricas “zonas de contradições”.

Nos vemos por lá!

Anote aí na sua agenda!

A construção de um cânone na esfera digital
I Feira Nordestina do Livro | Fenelivro
Dia 03/09, quinta-feira, às 15h
Centro de Convenções de Pernambuco, Sala Ariano Suassuna
Com Maurem Kayna, Ednei Procópio [Livrus] e Roberto Bahiense [Nuvem de Livros]

Por que adotar o EPUB 3 como formato universal?


Dicas práticas para produção de ePub3


Por Josué de Oliveira | Publicado originalmente em COLOFÃO | 26 de agosto de 2015

Em meu último texto, chamei atenção para algumas questões de cunho teórico que precisam ser levadas em conta quando se trata de produzir em ePub3. Dando continuidade a esse mesmo assunto, gostaria de destacar aqui alguns outros tópicos, agora de caráter mais prático. Não será um texto com tutoriais, mas com dicas gerais, inclusive de fluxo de trabalho.

Antes, vale dizer que a mesma ressalva feita no primeiro texto vale também para este: o que tenho em mente são livros de texto, não layout fixo, assunto deveras mais complexo que ficará para outra ocasião.

1. Permanecendo no Sigil até o limite

O Sigil, editor de ePub gratuito e open source que todos nós amamos, ainda não dá suporte para o ePub3, de modo que, quando um e-book já está no novo formato, o programa não é capaz de editá-lo corretamente. É bom evitar até mesmo abrir um ePub3 no Sigil, pois o código do arquivo pode acabar alterado. No entanto, o Sigil permanece sendo um dos melhores recursos na produção como um todo de um ePub3, mesmo que não seja possível editar diretamente nele.

E isso porque você não precisa, logo de saída, já ter um ePub3. Uma vez que o Sigil é tão prático, o melhor é extrair dele todo o possível antes de deixá-lo.

A recomendação é a seguinte: trate seu e-book como um ePub2 tradicional nas etapas iniciais da produção. Você pode convertê-lo pelo InDesign ou outro método do seu agrado, realizar a adaptação do projeto, inserir fontes e imagens, deixar o arquivo pronto para a revisão e inserir as emendas apontadas, tudo exatamente como teria feito por padrão se o e-book não fosse ganhar uma versão avançada. Só então, quando essas etapas [inclusive correções de texto] estiverem concluídas, prossiga para a conversão para ePub3.

Essa organização tende a otimizar o tempo, pois, do contrário, seria necessário utilizar um editor de HTML desde o início, além de compactar diversas versões do mesmo arquivo para realizar testes nos aplicativos. Concentrando a produção no Sigil até que este não possa mais ajudar, tem-se um processo mais fluído.

No caso de um projeto amplo, em que um livro precisa ter também uma versão ePub2, essa recomendação é ainda mais enfática, afinal esse arquivo será de fato necessário.

2. Conversão

O Sigil pode ser utilizado inclusive para converter seu arquivo ePub2 para ePub3. Com alguns cliques — como falei no primeiro texto, essa parte não é nem de longe a mais difícil –, você usa o plugin ePub-itizer e obtém uma versão confiável do arquivo no qual já vinha trabalhando atualizada para o novo formato. É a partir desse momento que o Sigil não poderá mais ser usado para edição. Lembre-se: você tem um arquivo já bem-encaminhado, com imagens e fontes já inseridas, bem como emendas de texto. Tudo que é comum entre o ePub2 e o ePub3 já está feito. O que vem agora é que será particular desse último.

3. Compiladores e editores de HTML

De agora em diante, você terá de trabalhar com seu arquivo descompactado. Para descompactá-lo, você pode utilizar programas como o ePubPackePubZip/Unzip [os mesmos podem ser utilizados depois para compactar] ou até mesmo abrir o ePub pelo WinRar e arrastar os conteúdos para uma pasta separada. Para editar as páginas agora descompactadas, será necessário um editor de HTML, comoNotepad++TextWrangler. Lembre-se: agora as facilidades do Sigil acabaram. Se novos arquivos, como áudios e vídeos, forem inseridos, terão de ser manualmente. Isso significa inclusive declará-los no content.opf.

4. Uma palavra sobre áudios e vídeos

Áudios e vídeos podem ficar estocados na pasta Misc, padrão em ePubs, mas você também pode, para melhor se organizar, criar pastas específicas [uma pasta “Audio” e outra “Video”].

Já que estamos falando sobre áudios e vídeos, um toque sobre suporte. Como tantos outros recursos do ePub3, estes dois não funcionam em todas as plataformas. De todas, a Apple é a quem melhor suporte. Nas outras, há limitações. O app Android da Kobo, por exemplo, não roda áudios, embora os vídeos funcionem. O mesmo ocorre com a Amazon [que tem um formato próprio para livros avaçados, como destacado no texto anterior, mas que pode ser adaptado a partir do ePub3]. Na Google, os áudios e vídeos do ePub3 de teste que utilizei não abriram nem na plataforma iOS nem na Android.

O ideal é utilizar uma mensagem de fallback, que será visualizada caso o e-book seja aberto num ambiente de leitura que não suporta algum dos recursos, como apontado nesse texto.Basta inserir a mensagem dentro da linha de código que chama o áudio ou o vídeo.

Exemplo:

<audio src=”../Audios/audio-exemplo.mp3”><p>Este conteúdo não pode ser visualizado nessa plataforma</p></audio>
Assim, a mensagem alertará o leitor de que ali há um certo conteúdo que não está sendo visualizado.

5. Testes

Para testes, recomendo priorizar o iBooks, onde o maior número de recursos funciona. Isso não exclui, naturalmente, a necessidade de testar em outras plataformas, mas, para testes rápidos, me parece a melhor opção. E agora não é mais necessário passar por um processo longo [como subir o arquivo para uma conta no Dropbox e depois abri-lo no iPad ou iPhone] para jogar o arquivo no aplicativo, já que as versões mais novas do sistema operacional contam com o iBooks para Mac.

6. Notas em pop-up na Apple

Um recurso interessante, que já abordei em outro texto de cunho mais técnico. Outras plataformas, como Kobo e Kindle, já geram a visualização de notas na forma de pop-ups em e-books tradicionais automaticamente, mas, no iBooks, é necessário fazer adaptações — um pouco complexas, é verdade complexas — no código para que o recurso funcione.

Mas pode ser interessante atentar para esse recurso na plataforma da Apple para utilizá-lo para outros fins, uma vez que, para essa plataforma, utiliza-se o <aside> para produzir as pop-ups. Essa serve para agrupar conteúdos relacionados ao principal, de modo que não é apenas nas notas que irá funcionar. Respostas para quizzes podem ficar escondidas até que um link seja acessado, por exemplo; ou, saindo um pouco da caixa, livros de ficção que se proponham interativos podem se valer dos pop-ups para escondem informações do leitor.

Esses foram alguns elementos que achei interessante destacar, muito com base na experiência que tive. Espero que possam ser úteis.

Até a próxima.

Josué de Oliveira

Josué de Oliveira

Por Josué de Oliveira | Publicado originalmente em COLOFÃO | 26 de agosto de 2015

Josué de Oliveira tem 24 anos e trabalha com e-books há pouco mais de três. Integra a equipe de digitais da editora Intrínseca, lidando diretamente com a produção dos mesmos, da conversão à finalização. É formado em Estudos de Mídia pela Universidade Federal Fluminense. Gosta de ler, escrever, ver filmes esquisitos e curte bandas que ninguém conhece. Tem alguns contos publicados em antologias e um romance policial que, segundo rumores, um dia ficará pronto.

Chorar ou vender lenço?


Por André Palme | Publicado originalmente em PublishNews | 26/08/2015

Em um ano como este, em que o mercado e o país estão em crise, não nos resta outra opção que não seja inovar, com mais velocidade. Na maneira de pensar, de produzir, de gerar novas oportunidades e manter nossos negócios sustentáveis e saudáveis.

Estamos sentindo na pele a inflação e a desaceleração de muitas áreas da economia, mas alguns números continuam animadores. Segundo estudo publicado pela FGV em abril de 2015, o acesso à tecnologia no Brasil vem crescendo e o número de smartphones já bate a casa dos 154 milhões; tablets são 24 milhões e se totalizarmos os dispositivos conectados à internet, são 306 milhões.

Claro, ainda existem muitas questões a resolvermos, como o acesso à internet por um preço mais justo e devices mais baratos; lembro que no ano passado, na Itália, comprei um chip pré-pago por 20 euros mensais que permitiam 3 mil minutos para ligações, internet e SMS ilimitados. Muito diferente do que temos atualmente por aqui.

Isso pode parecer um problema, já que é isso, em essência, o que o mundo digital deve fazer: distribuir ainda mais conhecimento para um número maior de pessoas. Mas vamos falar dos fatos positivos. Hoje, temos, sim, um país onde uma parcela significativa da população utiliza celulares, tablets e computadores conectados à internet muitas horas por dia. Quando falamos especificamente do celular, esse número de horas aumenta exponencialmente. Sou um dos usuários que entra facilmente nessa estatística!

E aí surge uma questão, levantada pela amiga e companheira de aventuras digitais, Susanna Florissi: dizer hoje que o brasileiro não lê, não é uma verdade tão absoluta. O brasileiro lê, sim, e muito. Basta observarmos os celulares. O consumo de informação é imenso. Agora, se o que é consumido hoje tem qualidade, é uma outra história.

A questão é: temos um consumidor que já está com a tela na frente dele durante muitas horas do dia; ele já está conectado à internet e já lê de alguma maneira. O quanto estamos aproveitando este leitor para fazer com que ele troque a leitura de algo da internet por um livro, um conto digital que ele pode ler enquanto vai ao trabalho, ou, ainda, um livro que ele pode ouvir enquanto espera em uma fila qualquer?

Em um país continental como o Brasil, o digital pode representar uma maneira rápida, eficiente e barata de distribuir conteúdo de qualidade para um número cada vez maior de pessoas, através da internet, para que leiam em um aparelho com o qual já estão familiarizados e usam cada vez mais, para um número maior de atividades.

Na minha visão, chegar ao leitor final é o maior desafio e pode ser a maior recompensa, seja para conquistar um novo público, seja para capilarizar as vendas e não ter a maior parte do faturamento concentrado em um único grande cliente.

O leitor tem cada vez mais o poder de escolha na compra. Agora, não são só as editoras que escolhem o que colocar no mercado; os leitores ditam as regras. Então, parece fazer muito sentido aproveitar este consumidor digital para construir clientes e leitores fiéis.

Afinal, “enquanto uns choram, outros vendem lenço”.

André Palme

André Palme

Por André Palme | Publicado originalmente em PublishNews | 26/08/2015

André Palme é apaixonado pela leitura digital e pelas possibilidades deste universo. Iniciou seu contato profissional com e-books em 2013. Foi o responsável pela entrada no mercado digital da Editora DSOP. Foi palestrante na Feira de Frankfurt 2014, além da participação em feiras nacionais e internacionais. Hoje está à frente d’O Fiel Carteiro, uma editora 100% digital que possui mais de 150 e-books e audiolivros publicados e está presente em modelos inovadores de leitura. Foi o responsável pelo projeto que publicou o primeiro e-book de um reality show brasileiro, em parceria com o SBT. Integra a Comissão do Livro Digital da Câmara Brasileira do Livro e torce para a bateria do celular não acabar durante o dia.

TRE-PB lança sua biblioteca digital


O presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba [TRE-PB], desembargador João Alves da Silva, fez o lançamento, na sessão plenária da última quinta-feira, dia 20, da ferramenta denominada Biblioteca Digital.

Trata-se de importante serviço que, atendendo a antigo pleito das Zonas Eleitorais, proporcionará o acesso remoto a extensa lista de livros e periódicos de diversos temas, enriquecendo e complementando o acervo da biblioteca física do Tribunal.

O presidente ressaltou que, neste primeiro momento da biblioteca digital, além de todos os códigos e Constituição Federal diariamente atualizados, estarão colocados à disposição dos interessados 16 periódicos – nas áreas: jurídico, gestão de pessoas, administração e tecnologia da informação, e mais 200 livros de escritores renomados.

Para ter acesso a essa plataforma digital, basta que os usuários – Membros da Corte, Juízes, Promotores, servidores, advogados e estudantes -, estejam logados na rede de computadores da Justiça Eleitoral, de modo que para estes últimos já estão disponíveis duas máquinas na sede do Tribunal: uma na sala da OAB, e outra na sala da biblioteca, ambas localizadas no 1º andar.

Em sua fala, o desembargador João Alves lembrou que o TRE da Paraíba é o terceiro dos Eleitorais a utilizar e disponibilizar esse serviço: “Somos o terceiro Regional a utilizar essa biblioteca; esse serviço vai contribuir de forma decisiva para a disseminação do conhecimento a todos os interessados”, afirmou.

A Biblioteca Digital pode ser acessada através da Intranet do Tribunal, pela aba “Acesso Rápido”, devendo ser utilizado o navegador Mozilla Firefox.

Fonte: http://www.pbagora.com.br | 25/08/2015

Número de bibliotecas digitais aumentou nos últimos anos


O número de bibliotecas digitais e virtuais tem aumentado nos últimos anos. Uma das razões é o surgimento de programas gratuitos, como o DSpace, o Greenstone e o Fedora, que facilitam a construção desses repositórios de informações na internet.

Por conta disso, diversas instituições, tanto do setor público como privado, estão criando bibliotecas digitais em diferentes áreas, tais como educação, cultura e ciência”, disse Murilo Bastos Cunha, professor do Departamento de Ciência da Informação e Documentação da Universidade de Brasília [UnB], durante palestra em evento comemorativo dos dez anos da Biblioteca Virtual [BV] da FAPESP, realizado no dia 21 de agosto de 2015 na FAPESP.

As bibliotecas digitais começaram a ter maior desenvolvimento a partir de 1996, quando iniciou a fase comercial da internet no país. Nesse período, bibliotecas tradicionais, que até então estavam muito focadas na preservação de seus acervos e na provisão de acesso físico de publicações impressas, passaram a desenvolver sistemas de catálogo automatizado, de acesso público.

Esses sistemas de catálogo automatizado possibilitaram que os acervos das bibliotecas, que até então estavam confinados em um espaço físico restrito, pudessem ser conhecidos por um número muito maior de pessoas em nível nacional e internacional”, disse Cunha.

Uma das vantagens das bibliotecas digitais, na avaliação do pesquisador, é que elas possibilitam aos usuários não só ter acesso, como trabalhar diretamente com as versões eletrônicas de documentos completos, de qualquer lugar e a qualquer tempo. Além disso, permitem maior agilidade no intercâmbio de informações com outras bases de dados.

Mediante metadados e protocolos de intercâmbio de informação, as bibliotecas digitais podem compartilhar facilmente dados contidos em seus registros e melhorar sua operabilidade”, disse Cunha.

Desde 2009, a BV-FAPESP tem adotado uma série de medidas para aumentar a interoperabilidade com sistemas internos e externos à Fundação. Uma das medidas foi a importação de dados referenciais de artigos científicos resultantes de auxílios e bolsas concedidas pela FAPESP, publicados em periódicos científicos indexados nas bases de dados da Web of Science e do SciELO, além de teses e dissertações provenientes de bibliotecas digitais das três universidades públicas estaduais paulistas: a Universidade de São Paulo [USP], a Universidade Estadual de Campinas [Unicamp] e a Universidade Estadual Paulista [Unesp].

Além disso, foram desenvolvidos diversos recursos para aumentar a funcionalidade da biblioteca virtual, como perfis dos pesquisadores que têm ou tiveram projetos de pesquisa apoiados pela FAPESP. A página reúne links para o currículo Lattes, My Citation e ResearchID do pesquisador, quando disponível, além de palavras-chave representando suas linhas de pesquisa e suas publicações científicas apoiadas pela Fundação, desde que citado o agradecimento à FAPESP e o número do processo no artigo científico publicado.

A BV-FAPESP, inicialmente mais preocupada com a indexação da literatura científica, passou a ser nos últimos anos um sistema de informação referencial de acesso público sobre os auxílios e bolsas concedidos pela FAPESP, incluindo as referências dos resultados das pesquisas realizadas”, disse Rosaly Favero Krzyzanowski, coordenadora da BV, em palestra durante o evento.

Com a implantação dessa série de melhorias, pudemos observar que, a partir de 2009, houve um aumento de 896% em relação a 2008 no número de visitas à BV-FAPESP, que vem crescendo paulatinamente e hoje atinge a marca de mais de 4 milhões de acessos anuais”, detalhou.

A BV-FAPESP conta atualmente com 200 mil registros de Auxílios à Pesquisa, Bolsas no País e Bolsas no Exterior concedidos pela FAPESP, mais de 58 mil registros de publicações científicas resultantes desse apoio e 18 mil registros de publicações acadêmicas [teses e dissertações], desde 1992.

Os cerca de 40 mil registros relativos ao período 1962-1991 já foram digitalizados e estão sendo padronizados para integrar o acervo da BV-FAPESP a partir do final do ano. A BV-FAPESP, como explica Krzyzanowski, tem informações referenciais e links para textos completos de artigos científicos publicados em revistas eletrônicas, ou indexados em repositórios de produção intelectual, diferentemente de bibliotecas digitais ou de repositórios, que contêm textos completos.

Referência importante

A BV-FAPESP dá uma valiosa contribuição para ampliar o acesso ao conhecimento científico e tecnológico produzido em São Paulo, tanto em nível nacional como internacional, por meio da divulgação das pesquisas financiadas pela FAPESP e, além disso, para preservar e disseminar a memória da Fundação”, disse Celso Lafer, presidente da FAPESP, na abertura do evento.

O diretor científico da FAPESP, Carlos Henrique de Brito Cruz, destacou que, além de auxiliar a comunicar para o contribuinte paulista e para o mundo as atividades da Fundação, usando as ferramentas de internet, a BV-FAPESP também é um instrumento importantíssimo para o próprio trabalho da instituição.

A BV-FAPESP é muito utilizada pela diretoria científica e pelos assessores das coordenações de área da FAPESP para analisar os projetos que requerem apoio da Fundação”, afirmou. “Ao analisar um projeto, é possível saber por meio da BV-FAPESP se o proponente já teve outros projetos apoiados, por exemplo”, disse Brito Cruz.

Também participaram do evento o diretor administrativo da FAPESP, Joaquim José de Camargo Engler, e Carlos Vogt, ex-presidente da Fundação e atual presidente da Universidade Virtual do Estado de São Paulo [Univesp].

Por Paulo Floro | ne10 | Da Agência Fapesp | 25/08/2015

Crowdfunding Literário


No século 8 a.C., Caio Cílnio Mecenas foi um influente conselheiro do imperador Augusto. Formou um círculo de intelectuais e poetas para a sustentação de sua produção artística. Mecenas criou, com isso, todo um modelo de incentivo e patrocínio para outros artistas e literatos. O termo ‘mecenas’ passou a indicar uma pessoa que fomenta concretamente a produção cultural e literária.

Com o advento da internet, o mecenato ganhou nova roupagem e força com a obtenção de capital para iniciativas de interesse coletivo, através da agregação de múltiplas fontes de financiamento. Ações são engendradas na internet com o objetivo de, por exemplo, levantar capital para projetos de publicação de livros. É o chamado crowdfunding [financiamento coletivo], uma ação que pode ser usada por escritores para viabilizar projetos literários por intermédio das mídias sociais.

Cavaleiros da Taverna Redonda A Livrus Editorial, apostando em maneiras de ajudar os autores a viabilizarem a publicação dos seus livros, está apoiando a campanha criado pelo Barba do Bardo para a série Cavaleiros da Taverna Redonda.

Cavaleiros da Taverna Redonda foi a primeira série de tirinhas idealizada pelos bardos Filipe Coelho e Rodrigo de Freitas. Com influências de histórias de fantasia medieval e jogos de RPG, a série alia esses universos de forma irreverente através de seus vários personagens caricatos, como o bravo Paladino, o atrapalhado Mago e muitos outros.

Cavaleiros da Taverna Redonda

Brasil ganha mais dois concorrentes na gestão de metadados


CBL anuncia, na Bienal do Rio, a Books in print, ligada à Frankfurt; e Eduardo Blucher lança a ferramenta Mercado Editorial

Metadados: o nó no mercado editorial que começa a ser desatado | © www.mercadoeditorial.org

Metadados: o nó no mercado editorial que começa a ser desatado | © http://www.mercadoeditorial.org

Não raro, os colunistas do PublishNews apontam que um dos maiores gargalos do mercado editorial brasileiro é, ainda, a gestão de metadados. Em 2011, por exemplo, Camila Cabete escreveu: “publicar um livro sem metadados é como ter um filho e não dar nome ao coitadinho”. Em 2012, ao participar do debate “Dilemas e conflitos do mercado editorial”, na Bienal de SP, Felipe Lindoso creditou à falha gestão dos metadados o problema da “descobertabilidade”: “o livro brasileiro não é achado, é patético descobrir algo que você não conhece em uma livraria”. Mais recentemente, o colunista voltou ao assunto ao escrever, em março passado: “o pior é que as editoras brasileiras simplesmente mal sabem o que são metadados, não têm ideia de como incluir tags significativos do conteúdo de seus livros”. O assunto, então, deixou de ser apenas a pauta das discussões e passou a fazer as engrenagens do mercado rodarem. Do início de 2014, para cá, o PublishNews noticiou a chegada da Bookwire, que, além da distribuição, faz também a otimização de metadados, e a mudança no modelo de negócios da Digitaliza Brasil que também passou a prestar o serviço. Em 2015, noticiamos a criação da Ubiqui, plataforma que promete reduzir custos com metadados em até 70%. Mais recentemente, a Bookpartners lançou o Portal do Editor, ferramenta pela qual editores podem revisar e atualizar produtos já cadastrados no sistema da holding. Agora, para os próximos dias, duas novidades prometem dar mais força a esse mercado. É que, ainda em agosto, Eduardo Blucher promete colocar no ar o Mercado Editorial e, no dia 2 de setembro, a CBL e a MVB [empresa coligada à Feira do Livro de Frankfurt] anunciam a chegada do serviço Books in Print Brasil.

Os serviços têm em comum um painel de controle por onde editores fazem o upload das informações dos seus livros e as ferramentas padronizam conforme as necessidades de cada um dos varejistas. A Books in print Brasil leva a chancela da MVB, subsidiária da Associação de Editores e Livreiros Alemães, e tem mais de 40 anos de experiência na Alemanha. A vinda da empresa para o Brasil é fruto da parceria entre CBL e a Feira do Livro de Frankfurt, que apresentaram, no começo da semana passada, o projeto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social [BNDES]. O modelo de negócios da nova empresa no Brasil ainda está em discussão. Na Alemanha, editores pagam por títulos cadastrados e distribuidores, atacadistas e quem quiser os metadados pagam por uma assinatura que varia de acordo com o tamanho da empresa. Os principais clientes lá na Alemanha são: Amazon, Nielsen, GfK e Bookwire. “O trabalho conjunto da Feira do Livro de Frankfurt com a MVB, em parceria com a CBL, vai trazer para o Brasil a mais completa e moderna plataforma de metadados do mercado. Um grande diferencial que a nossa plataforma tem é o uso de algorítimos que garante uma inteligência ao nosso banco de dados. Isso mantém o padrão de entradas, o que dá mais qualidade ao metadado cadastrado”, afirma Ricardo Costa, representante da Feira do Livro de Frankfurt no Brasil. A previsão é que a empresa comece a operar dentro de um ano.

No caso da Mercado Editorial, o serviço de disparo de metadados será gratuito. Eduardo Blucher disse ao PublishNews que estuda cobrar por serviços avançados. “Optamos pelo modelo freemium nesse primeiro momento. Nem editoras e nem livrarias pagarão pelo serviço. Após lançada a plataforma, vamos testar com o mercado as formas de cobrar pelo serviço”, aponta. Blucher prevê o início das operações ainda no mês de agosto.

ISBN
O projeto da CBL prevê que o Books in print seja, além de uma plataforma de gestão de metadados, também a entrada nos cadastros de ISBN no Brasil. Caso o projeto ande, as editoras farão o input dos dados pela plataforma que se responsabilizará pela inscrição dos metadados na Biblioteca Nacional. “É assim que funciona na Alemanha. É uma experiência já consagrada”, aponta Luis Antonio Torelli, presidente da CBL. Outros projetos já foram iniciados pela Câmara, mas sem grandes sucessos, lembra Torelli. “Há alguns anos, os espanhóis cederam uma plataforma que acabou não funcionando. Abandonamos o projeto. A obsolescência de projetos assim é muito grande. A atualização constante do serviço está no DNA da empresa alemã. A pergunta que devemos nos fazer é: vamos continuar tentando ou vamos partir para uma experiência já consagrada? Não podemos errar de novo”, define Torelli.

O Books in print será apresentado oficialmente no dia 2 de setembro, das 15h às 17h30, no Hotel Grand Mercure [Av. Salvador Allende, 6.555 – Rio de Janeiro/RJ]. Na ocasião, Ronald Schild, CEO da MVB, vai apresentar a ferramenta. Segundo disse Torelli ao PublishNews, o CEO fará também uma reunião com a Fundação Biblioteca Nacional para apresentação do projeto e das possibilidades de integrar a plataforma ao serviço de cadastro do ISBN. Para a apresentação do dia 2, é necessário confirmar presença pelo e-mail eventos@cbl.org.br até o próximo dia 28.

Por Leonardo Neto | Publicado originalmente em PublishNews | 24/08/2015

Uso de aplicativos para celular ganha força na escola


Por Paulo Saldaña | Publicado originalmnte em O Estado de S. Paulo | 24 Agosto 2015, às 03h

Conteúdo para smartphone já é elemento importante de apoio; alunos e professores exploram tecnologia na aprendizagem; Especialistas cobram que recursos pagos pelo governo sejam abertos

Tecnologia e educação sempre tiveram uma relação difícil, sobretudo dentro da sala de aula. Embora o modelo de escola tenha pouco se alterado com o passar dos anos, a cultura digital é uma realidade entre alunos e professores – o que tem desafiado a tradição. Com a disseminação dos smartphones, escolas, governos e demais instituições se voltam para potencializar essa tecnologia na melhoria do ensino e da aprendizagem.

A Fundação Lemann, por exemplo, vai iniciar uma nova linha de atuação voltada para aplicativos móveis de educação gratuitos. “A sociedade como um todo já viveu essa revolução tecnológica e, infelizmente, nesse contexto, a escola ficou para trás”, explica o diretor da fundação, Denis Mizne. “O caminho agora é proporcionar para alunos, professores e gestores escolares o que já é uma realidade fora da escola.

A mais recente pesquisa TIC Kids Online, realizada pelo Comitê Gestor da Internet, mostrou que, pela primeira vez, em 2014, o acesso à internet por celular no Brasil foi maior do que por computadores: 82% acessam pelo celular, enquanto 56% usam o desktop.

Os resultados se referem a jovens de 9 a 17 anos de idade. As redes sociais são o maior atrativo, mas 68% dos jovens usam a web para trabalhos escolares.

Isabela dos Santos, de 12 anos, estuda Inglês pelo celular, com o aplicativo gratuito Duolingo, e Biologia pelo YouTube. “Eu nem sempre estou com livros, mas meu celular sempre está comigo”, diz a aluna do Colégio Dom Bosco, na zona norte de São Paulo.

A escola de Isabela vai passar a explorar um novo aplicativo focado no celular. “Funciona bem quando usado como mecanismo de interação em momentos específicos da aula”, diz Andrey Lima, diretor executivo do sistema Ari de Sá, adotado pelo Dom Bosco.

Leia Mais:http://educacao.estadao.com.br/noticias/geral,uso-de-aplicativos-para-celular-ganha-forca-na-escola,1749345 Assine o Estadão All Digital + Impresso todos os dias Siga @Estadao no Twitter

Isabela usa o celular para estudar inglês e assistir a aulas de biologia

A empresa Ari de Sá mantém uma parte de conteúdos, ainda pequena, aberta para o público. “Não temos uma decisão de não abrir os conteúdos, mas ainda não foi definido”, diz Lima.

Já a professora de Música Gina Falcão, da Nova Escola, na Vila Mascote, zona sul, toca um projeto com alunos do ensino médio de produção de videoclipes em que o celular é a ferramenta principal. “Eles têm muita facilidade para trabalhar com isso, estamos pedagogicamente no universo deles”, diz.

Gratuidade. Mesmo fora dos sistemas de ensino, os aplicativos educacionais pagos ou com direitos autorais fechados são maioria. Na semana passada, a Câmara dos Deputados promoveu um debate sobre Recursos Educacionais Abertos [REA]. Há a cobrança para que todos os materiais digitais adquiridos pelo governo sejam livres – um projeto de lei com esse intuito tramita na Câmara. Em 2014, o Ministério da Educação gastou R$ 67 milhões na aquisição de bens digitais didáticos, cifra incluída no R$ 1,1 bilhão investido no Programa Nacional do Livro Didático [PNLD].

Priscila Gonsales, do Instituto Educadigital, afirma que o investimento público em material didático deve ser em plataformas abertas. A reivindicação de licenças passa tanto pelo potencial de acesso quanto pelas possibilidades de remixagem dos materiais. “Qualquer lugar é lugar para aprender, o que a cultura digital vem evidenciar. Acaba a ideia de que somos consumidores de educação. A gente pode produzir, um ajuda o outro, é a cultura de compartilhar.

Criada em 2013 com apoio de várias organizações não governamentais, a plataforma escoladigital.org.br reúne 4 mil recursos digitais. Muitos ali são pagos e a maioria tem direitos fechados, mas há uma seção com dezenas de opções para professores criarem seus aplicativos.

Segundo Mizne, da Lemann, a ideia com a iniciativa de sua fundação é criar “um ambiente saudável” que estimule investimentos em novos recursos inovadores. Responsável pela tradução da Khan Academy, portal focado no ensino de Matemática criado pelo educador americano Salman Khan, a fundação não fala em valores envolvidos.

Formação. Apesar de não ter uma política de compras de materiais didáticos digitais abertos, o Ministério da Educação [MEC] pretende realizar as formações continuadas de professores em plataformas com conteúdo e soluções com esse formato. Essas formações não-presenciais, voltada para o uso didático-pedagógico das Tecnologias da Informação e Comunicação [TIC], estão no âmbito do ProInfo Integrado do MEC.

O MEC estuda desde 2013 criar uma plataforma que reunisse todos os materiais já hoje disponíveis, mas até agora isso não saiu do papel. “A intenção é criar uma plataforma única, por meio da qual se teria acesso a todos os portais e conteúdos digitais”, informou a pasta em nota, ressaltando que já há iniciativas parecidas, como o Portal do Professor, o Banco Internacional de Objetos Educacionais e o Portal Domínio Público.

A parte de formação de professores é a mais desafiadora hoje no País, explica a pesquisadora Fernanda Rosa, do Centro de Estudos Brasileiros e Instituto de Estudos Latino Americanos da Universidade de Columbia [EUA]. “A abordagem ainda é tradicional e não responde à demanda, que é transformar a atividade dos professores em prol da melhoria de aprendizado. O foco ainda é no uso da ferramenta”.

Fernanda participou de estudo, divulgado no último dia 12, que mostra que a aprendizagem móvel ainda é incipiente no Brasil. Além da questão de conteúdo e formação, outro desafio é a infraestrutura: ter escolas com bom acesso à internet disponível aos alunos. “A infraestrutura é um grande desafio porque a governabilidade não está só na secretaria de Educação, depende de outras áreas.

Os números apurados pelo censo escolar de 2014 mostram que, do total de 188.673 escolas de educação básica, 115.445 [61%] possuem acesso à Internet e 95.454 [51%] possuem banda larga. Apesar disso, o estudo do grupo de Columbia revelou que apenas 7% dos alunos e 9% dos professores disseram usar a rede nas unidades de ensino.

Segundo o MEC, 53 mil escolas urbanas e 17 mil escolas rurais estão preparadas para utilizar internet sem fio. “Cabe aos gestores escolares direcionar o uso deste recurso”, informou a pasta.

Biblioteca virtual Gale fecha parceria com Google para melhorar acesso à pesquisa


Ao integrar seus conteúdos com aplicativos de educação do Google, Gale permite que estudantes e professores facilmente façam download, compartilhem e salvem artigos

Gale, parte da Cengage Learning, acaba de ser certificada oficialmente como uma Parceira para a Educação do Google com a solução a Gale Virtual Reference Library [GVRL] e é uma das 15 selecionadas para testar a nova ferramenta do aplicativo Classroom da gigante de internet. O acordo permite que usuários façam download, compartilhem e salvem conteúdo da Gale em aplicativos do Google, como Drive, Docs, Gmail e Classroom, os quais reúnem mais de 40 milhões de usuários. Além disso, estudantes e professores que utilizam essas plataformas conseguirão acessar os recursos de pesquisa da biblioteca In Context, da Gale.

A parceria oferece potencial imenso para aperfeiçoar o aprendizado, uma vez que encontra os estudantes onde eles estão: no meio digital. Com a iniciativa, Gale ajuda educadores a melhorar o engajamento dos alunos e a encorajar a colaboração – em qualquer lugar e em qualquer dispositivo. A nova ferramenta do Classroom estará disponível na In Context em breve. Com a funcionalidade, professores e alunos poderão incluir conteúdos da biblioteca em tarefas ou anúncios de aula do aplicativo com um único clique.

Esta não é primeira parceria entre as empresas. Em junho deste ano, os conteúdos da biblioteca GVRL Gale também foram indexados no Google Scholar, tornando os textos mais fáceis de serem encontrados por pesquisadores.

Sobre a biblioteca

Gale é líder mundial em pesquisa e publicação educacional para bibliotecas, escolas e empresas. Mais conhecida por seu conteúdo de referência e por sua catalogação dos textos completo de revistas e artigos de jornais em bases de dados pesquisáveis, a empresa cria e mantém mais de 600 bases de dados que são publicadas on-line e mais de 8.500 e-Books de referência em uma plataforma exclusiva e premiada mundialmente, a Gale Virtual Reference Library [GVRL]. A família Gale de e-Books também inclui marcas de referências notáveis como Macmillan Reference USA™, Charles Scribner’s Sons®, Primary Source Media™, Thorndike Press®, Christian Large Print™, Wheeler Publishing™, Five Star™ e Large Print Press™. Gale também serve ao mercado de educação básica com impressos das marcas U•X•L®, Greenhaven Press®, Lucent Books®, KidHaven Press e Sleeping Bear Press™.

Sobre a Cengage Learning

A Cengage Learning é uma empresa líder em conteúdos, tecnologias e serviços educacionais para os ensinos nos níveis básico, fundamental e médio [K-12] e também superior, além de atender mercados profissionais e bibliotecários em todo o mundo. A empresa oferece conteúdos, serviços personalizados e soluções digitais orientados aos cursos que aceleram o envolvimento dos alunos e transformam a experiência de aprendizagem. Com sede em Boston [MA], a Cengage Learning opera em mais de 20 países ao redor do mundo, inclusive no Brasil. Para mais informações, acesse http://www.cengage.com.br ou visite nossos perfis nas mídias sociais: Facebook, Twitter @CengageBrasil ou @cengagelatina.

Fonte: 2PRÓ Comunicação

“Cavaleiros da Taverna Redonda”, em parceria com a LIVRUS, lança campanha no Catarse


7º Colóquio de Bibliotecas Digitais será em setembro


O 7º Colóquio de Bibliotecas Digitais visa refletir sobre o papel da biblioteca digital como mais uma ferramenta para dinamizar o acesso ao livro. As palestras abordarão o futuro digital e os desafios da nova realidade nas bibliotecas alemãs, francesas e brasileiras. Os diferentes modelos de negócio de e-books: acesso perpétuo, assinatura e pay-per-view, a interface entre games, plataformas digitais, social reading e direito autoral na era digital também serão abordados.

Veja a programação abaixo!

Manhã

Mediação de Regina dos Anjos Fazioli – coordenadora da Biblioteca Virtual do Governo do Estado de São Paulo

09h00 – Abertura oficial

09h30 – Barbara Schleihagen, gerente da Associação Alemã de Bibliotecas

Um livro é um livro: direitos iguais para o impresso e o digital

10h30 – Gilles Colleu, diretor de produção e desenvolvimento digital da editora Actes Sud, co-diretor da editora Vents d’Ailleurs

posicionamento do editor: entre conservadorismo e inovação

Tarde

Mediação de Zaira Regina Zafalon – docente no curso de Biblioteconomia e Ciência da Informação da Universidade Federal de São Carlos

13h30 – Inge Emskötter, bibliotecária, diretora de mídias da Biblioteca Pública de Bremen
E-Mídias na biblioteca pública de Bremen – um relato prático

14h30 – Liliana Giusti Serra, bibliotecária dos sistemas SophiA Biblioteca e SophiA Acervo

Livros digitais e bibliotecas: quais mudanças devemos esperar?

16h30 – Mélanie Archambaud, gerente do setor “Nova Geração”, Bibliothèque Publique d’Information de Paris e futura responsável pela cooperação da rede de bibliotecas públicas de Bordeaux

Como atingir os públicos distantes? Relatório de experiências francesas: a BPI e as biblioteca da Cidade de Bordeaux

Palestras com tradução simultânea. É obrigatória apresentação de documento original para o empréstimo dos fones de ouvido.

Inscrições gratuitas e antecipadas até 31 de agosto de 2015 através do email biblioteca@saopaulo.goethe.org contendo nome completo, instituição e email.

Certificados eletrônicos serão enviados após o evento

Guia de Estilo Smashwords


Material idealizado por Mark Coker, colunista do PublishNews, ensina escritores independentes a publicar um e-book com rigor profissional

Acaba de ser traduzido para o português, o Guia de estilo do Smashwords, idealizado pelo colunista do PublishNews, Mark Coker. O material ensinará os escritores como publicar um e-book com profissionalismo e sucesso. O curso introdutório fornece o conhecimento fundamental que cada escritor precisa para começar sua viagem de autopublicação. Explica os fundamentos, como as cinco tendências mais importantes que estão acionando o mercado do livro digital; os fatores que contribuem ao surgimento do movimento dos autores independentes; as vantagens de autoria independente; e contém uma lista de verificação abrangente da publicação dos e-books que explica conceitos importantes como a formatação, conversão do e-book, os ISBN, estratégias do estilo da capa, metadados, direitos autorais, a pirataria, estratégia de preços, marketing, distribuição e pré-encomendas. Confira aqui mais informações.

PublishNews | 20/08/2015

TAP vai oferecer leitura a bordo nos dispositivos móveis


A partir de 1 de Setembro, a TAP proporcionará um quiosque digital aos seus passageiros, variando a oferta entre uma e oito publicações, consoante o tipo de tarifa e cartões de fidelização do cliente, informou a companhia em comunicado.

Com o “tap executive”, o passageiro pode descarregar até sete títulos, enquanto o bilhete base, “tap discount”, permite aceder a um só título, havendo outras variáveis, como a titularidade de cartões de fidelização da companhia.

Quem viajar num voo operado pela companhia poderá, gratuitamente, descarregar a publicação através da aplicação móvel da TAP. Jornais e revistas serão descarregados até à hora do embarque, podendo ser lidos durante o voo, em modo ‘offline’ no seu dispositivo móvel com acesso à internet.

O ‘download’ poderá ser efectuado 72 horas antes do voo, mas no caso das publicações do dia, o cliente terá, naturalmente, de aguardar pelo próprio dia da viagem para fazer o ‘download’.

Com a disponibilização do serviço em modo integral [actualmente existe apenas em fase experimental], os balcões de leitura encerrarão a 1 de Setembro. Apenas no ‘lounge’ e em classe executiva nos voos de longo curso se manterão os jornais e revistas físicos. Disponíveis nesta base digital estarão apenas alguns títulos da imprensa.

Sapo.pt – 20/08/2015