Está disponível o eBook “Para entender as mídias sociais”


Vinte e seis artigos de 28 autores compõem o terceiro volume do e-book colaborativo de Para entender as mídias sociais, já disponível no blog do projeto, que leva o mesmo nome. A exemplo dos dois primeiros volumes, este também tem organização de Ana Brambilla [jornalista, doutoranda em comunicação, professora da Faculdade Cásper Líbero] e de Cristiano Santos [jornalista, palestrante e social media da Editora Globo].

As temáticas são variadas, embora sigam um eixo fundamental: a crítica sobre as redes sociais. Editado por Edições VNI, de Salvador, o trabalho de 243 páginas é publicado sob licença Creative Commons, que impede a comercialização, mas autoriza a reprodução e a distribuição do material sob menção de fonte.

O projeto gráfico foi criado e executado pelo designer Cássio Aguiar. A capa tem criação do designer Alexandre Zanardo. A escolha dos autores foi feita por chamada pública no blog e em redes sociais, em meados de 2013.

Foram mais de 90 propostas de artigos, tendo sido selecionadas aquelas que melhor se encaixavam na proposta de lançar um olhar crítico para o universo das mídias sociais. Assim, textos acadêmicos e ensaios livres passaram a compor um trabalho que objetiva ser um disparador de discussões.

Temas não recorrentes nos debates sobre redes sociais também mereceram lugar, atendendo à necessidade de ampliar a visão de públicos e usos que esses espaços têm.

Evento com autores

Para marcar o lançamento, os autores participarão de uma mesa redonda em 15/3, no auditório do Senac Lapa Scipião [rua Scipião, 67 – São Paulo], a partir das 19h30. Por causa dos vários autores que vivem em outras cidades, será armada uma videoconferência para garantir a participação do máximo possível de colaboradores, assim como dos designers, para atualização do debate e interação com o público.

Projeto e formato

O projeto Para Entender as Mídias Sociais é um desdobramento do flash book organizado pelo historiador Juliano Spyer, durante a Campus Party de 2009, intitulado Para entender a internet, que reuniu vários profissionais de comunicação digital em atividade no mercado para descrever, em textos curtos, os principais conceitos que atravessavam a internet naquele momento.

Fonte: Redação Jornalistas&Cia

Google lança seu eBook ‘experiment’


O Google acaba de lançar sua loja exclusivamente digital, “para livros que não podem ser impressos“. O “experimento” em livros digitais, chamado Editions at Play, foi criado pela editora londrina Visual Editions e o Creative Lab do Google em Sydney, e apresenta livros encomendados pela Visual Editions, incluindo uma série no Google Street View.

A ideia por trás do Editions at Play “não é desafiar a edição convencional” mas “abrir novos caminhos“, como afirmam seus criadores. O objetivo da iniciativa é “permitir que escritores criem livros que não podem ser impressos” e, como diz o Google “se encaixam melhor nas suscetibilidades do século XXI“.

The Bookseller | Katherine Cowdrey | 04/02/16

Por editora, conta própria ou com a ajuda dos amigos: está fácil publicar um livro


Há cada vez mais opções para quem não faz questão de publicar um livro por uma editora tradicional

Conhecer o processo editorial deu serenidade para Vanessa C. Rodrigues, 31 anos, esperar. Foram 10 anos entre o início da escrita de Anunciação e seu lançamento agora.

No meio do caminho, surgiram algumas alternativas, como inscrever o original em prêmios como o do Sesc, porta de entrada para muitos autores estreantes. Mas o livro não tinha páginas suficientes para ser considerado um romance, conforme apresentado nos editais. Podia ter mexido nele, mas não. Com sua novela debaixo do braço, ela foi pesquisar quem estava aberto a novos autores. O livro acabou na Rocco e, embora não tenha sido contratado, aquela primeira leitura deu segurança para que ela continuasse tentando. E só encontrou portas fechadas. “Eu pensei em fazer autopublicação, mas era importante ter um selo, alguém apostando no livro. Se não tivesse dado certo agora, eu teria tentado mais, embora eu não seja conhecida”, conta.

Por um lugar ao sol. Biblioteca Nacional guarda todos os livros registrados

Por um lugar ao sol. Biblioteca Nacional guarda todos os livros registrados

Vanessa ainda não é conhecida; ela trabalha nos bastidores, como revisora e preparadora de livro, e seu nome aparece discreto na folha de rosto dessas obras. Mas ela tem um amigo escritor, André de Leones, que acreditava na novela, e ele tem uma agente literária, Marianna Teixeira. Ele pediu para a agente dar uma lida no Anunciação e ela gostou da obra. Por coincidência, a editora Oito e Meio estava atrás de uma nova autora e foi consultar Marianna. Pronto, Vanessa tinha uma editora. Ela não se viu diante de um contrato tradicional, mas tampouco teve de bancar parte da edição, como ocorreu [e isso é comum], com o Noturno e Cinza, volume de poemas de 2014. Mas se a primeira tiragem [de 80 exemplares] não se esgotasse num determinado período, ela teria de comprar os volumes. Deu tudo certo, a tiragem foi vendida e os novos pedidos – por ora, pelo site da editora – serão impressos sob demanda.

O pacote completo – edição, impressão, distribuição, divulgação – é geralmente oferecido pelas grandes casas e Carlos Andreazza, editor do Grupo Record, diz que não é impossível que estreantes ou aqueles que mandam seus originais para a editora sejam editados. Ele dá o exemplo de Marcos Bulcão. Seu livro O Filósofo Peregrino foi pinçado de uma lista de cerca de 20 originais recebidos mensalmente por correio e 30 por e-mail. “Ele chegou assim e foi publicado, mas é preciso ser franco: a melhor maneira de chegar a uma editora é ser recomendado por alguém”, comenta.

A Record tem lançado novos nomes, mas os números assustam. Pelas contas do editor, são cerca de 25 lançamentos de ficção nacional por ano de um total de mais de 400 títulos publicados por todos os selos. “Pensamos muito antes de publicar. Cada vez menos as livrarias acreditam em literatura brasileira, então o mercado impõe que sejamos conservadores.

Na Patuá, são cerca de 150 originais por mês. Mesmo editando muito, e só brasileiros, Eduardo Lacerda diz que não consegue ir além dos 10 lançamentos mensais. Uma outra opção entra as independentes é a temporada de originais da Grua. Mas será preciso esperar a terceira edição – em março, o editor Carlos Eduardo Magalhães anuncia os escolhidos entre os 240 trabalhos inscritos.

Desde 2010, decidimos não receber mais originais. A estrutura é muito pequena para uma recepção continuada”, explica. Mas, como um dos princípios é publicar literatura brasileira contemporânea, o concurso foi um bom meio termo. Dos 194 inscritos na primeira edição, quatro foram lançados.

Para além do mercado tradicional, o horizonte é mais democrático – e populoso. Criado em 2009, o Clube de Autores publicou 50 mil livros de brasileiros. Na verdade, eles mesmos publicaram as obras na plataforma em digital e/ou para impressão sob demanda. Dá para fazer isso sem gastar nada, mas quem quiser pode contratar revisores, capistas, etc, pelo site. O custo final varia de acordo com os serviços, mas Ricardo Almeida, um dos sócios, diz que ele pode custar entre 2 mil e R$ 3 mil. E é o autor que escolhe por quanto o livro será vendido. “Não tenho dúvidas de que o futuro está na autopublicação. E o futuro é justamente a quebra de intermediações. É deixar o público como responsável pela escolha dos livros que farão mais ou menos sucesso”, diz.

Nina Müller encontrou seu público – primeiro no Wattpad e agora no KDP, a plataforma gratuita de autopublicação da Amazon. Ela tem 7 livros [como Ardente Cativeiro da Fênix] à venda e no serviço de assinatura Kindle Unlimited. “Optei pela autopublicação por ser mais rentável do que a editora em que eu estava. Eu ouvia comentários sobre livros digitais e quis arriscar”, conta. Seus números: 8.200 de e-books vendidos e 2,5 mi de leituras.

Para quem tem o sonho de ver o livro na estante, promover uma noite de autógrafos, existe sempre a opção de fazer o livro com uma gráfica rápida, mas as decisões não são simples e é disso que depende o resultado: gramatura do papel, cola ou costura, A5 ou A4. Serviços como o do Clube acabam facilitando o processo. E ele não está sozinho.

Na Livrus, o escritor conta até com serviço de ghost writer e de gestão de carreira. Os pacotes começam em R$ 200, mas, segundo a publisher Chris Donizete, o gasto médio é de R$ 2.500 para livros de 96 a 128 páginas. Em três meses, ele está pronto.

No dia 30, às 15h30, a empresa anuncia, na Martins Fontes da Paulista, a parceira com o Catarse. “Percebemos que o valor era o que pesava mais na hora da publicação. Quando recebiam nossa proposta, ficavam satisfeitos, mas muitos não dispunham da quantia para a publicação.” Nesse sentido, a iniciativa se aproxima do Bookstart, plataforma de financiamento coletivo de projetos literários que também oferece serviços editoriais, comerciais e de eventos.

Por Maria Fernanda Rodrigues | Publicado originalmente em O Estado de S.Paulo | 23 Janeiro 2016, às 05h 00

Editores comentam os erros mais comuns na hora de negociar a publicação de um livro


Conhecer a linha editorial, revisar o original, não ser arrogante e ser paciente são algumas das dicas dos editores

O processo de negociação de um livro envolve muita ansiedade e alguns erros de percurso podem ser evitados. É preciso ter calma e saber que o tempo de análise da editora é lento. A pressa e a cobrança por uma resposta podem antecipar uma recusa. Mas é importante saber, também, que o caminho tradicional não é o único e que hoje, com tantas plataformas de autopublicação, lançar um livro é fácil. Portanto, quem não fizer questão de publicar por uma editora tradicional pode ter o livro em mãos num curto período de tempo – pagando ou não. Divulgar, distribuir, ser descoberto e vender são outros quinhentos e o trabalho será árduo.

Os editores Carlos Andreazza, do Grupo Record, e Eduardo Lacerda, da Patuá; a agente literária Marianna Teixeira, da MTS; o presidente do Clube de Autores, Ricardo Almeida; e a publisher da Livrus, Chris Donizete, comentam os erros e as ansiedades e dão dicas para quem pretende tirar um original da gaveta.

A maioria das editoras tem orientações em seus sites sobre como mandar originais. E é primordial conhecer a linha editorial das casas antes de entrar em contato. “Talvez o maior erro seja não ler corretamente as orientações para envio de originais. Por exemplo, uma editora deixa explícito em seu FAQ que não publica livros de autoajuda ou jurídicos ou poesia, mesmo assim o autor se desgasta enviando seu original para essa editora, liga pedindo a avaliação do original, acaba se irritando com a negativa, mesmo que a negativa seja explicada já anteriormente ao envio do original. Outro erro comum, até engraçado, é que muitos autores enviam o original com cópia aberta para dezenas de editoras ao mesmo tempo“, comenta Eduardo Lacerda.

Outro erro, segundo Lacerda, é enviar o original focando na própria expectativa de vendas expressivas, de sucesso imediato. “É um direito do autor criar essa expectativa, mas é antecipar uma frustração considerando que mesmo autores publicados por grandes editoras têm enormes dificuldades para viver apenas de venda de livros“, completa.

Para Marianna Teixeira, o autor não pode ser arrogante e pretensioso. “Tem que entender que o agente ou o editor estão apostando no trabalho dele e que todos estarão em busca dos melhores resultados. Também é preciso saber ouvir e ter disposição de trabalhar duro“, diz.

Se a pessoa me mandou um e-mail e eu respondi dizendo que vou avaliar e que vou entrar em contato, isso vai acontecer – mas pode demorar. Então, não tem problema nenhum essa pessoa escrever ou ligar perguntando se eu esqueci o livro. Mas se ele insiste e cobra muito, ele vai precipitar uma resposta minha liberando, sugerindo que ele procure outra editora se tiver muita pressa. Não é que a pessoa deva entregar o livro na editora e não fazer um controle disso, mas é importante que ele se informe um pouco sobre a dinâmica desse mercado, saiba quantos livros a editora publica por ano, para entender como é o processo de seleção para chegar nessa peneira tão restrita”, explica Carlos Andreazza.

Para Ricardo Almeida, presidente do Clube de Autores, o grande erro de quem opta pela autopublicação é acreditar que basta publicar e esperar que as vendas aconteçam. “O mercado não é mais assim. Para falar a verdade, acho que jamais foi. O escritor precisa entender que escrever a história é apenas o primeiro passo. Ele precisa saber construir a sua audiência, mantê-la próxima, bem cuidada e sempre engajada. Se conseguir fazer isso, terá um caminho brilhante pela frente.”

Ansiedade gera erros. Muitas vezes o autor atropela o processo. Muitos marcam lançamentos antes da obra sequer ter entrado em gráfica. Há autores que chegam até nós, com originais que julgam prontos para a publicação e na lida do primeiro parágrafo já encontramos erros gramaticais“, aponta Chris Donizete, publisher da Livrus.

Para quem quer publicar um livro neste momento, Marianna Teixeira diria: “Você vai começar a se tornar um autor quando for publicado. Ou seja, quando o seu trabalho se tornar público. Isso demanda não somente talento, mas trabalho, obstinação e paciência. Então seja bastante rigoroso com o que vai apresentar aos leitores. Eles são muito exigentes. Acredite, ser escritor não é para os fracos”.

Já Eduardo, “que atualmente publicar um livro é extremamente simples e barato, quando não é de graça. Que muitas das pequenas editoras podem fazer um trabalho tão importante, de qualidade e relevante quanto as grandes. E que o trabalho com a literatura e com o livro é um trabalho que só dá resultados a longo prazo e que é um trabalho para muitas mãos. Que editores e editoras, ao mesmo tempo que hoje são desnecessários para quase todos os processos de feitura do livro, ainda podem [e devem] surpreender e ser sempre um parceiro do escritor”.

Por Maria Fernanda Rodrigues | Publicado originalmente por ESTADÃO | 23/01/2016, às 04h59

Portal dos Livreiros encerra o ano com saldo positivo


 Projeto já conta com mais de 12,7 mil clientes inscritos e quase 500 livreiros

 

Há seis meses, Julio Daio Borges colocava no ar o seu Portal dos Livreiros, uma rede de vendedores de livros do Brasil. Nos seis primeiros meses de funcionamento, o portal contabilizou mais de 12,5 mil leitores inscritos e está chegando aos 500 livreiros cadastrados. Funciona assim, livreiros e donos de sebos cadastram seus livros e os oferecem aos leitores que recebem diariamente uma newsletter com os títulos do dia. Julio disse ao PublishNews que diariamente, cerca de 100 novos livros são incluídos no sistema. O próximo passo será efetuar as vendas pelo portal [hoje os compradores são direcionados para uma interface com os vendedores e a operação não é realizada dentro do ambiente do Portal dos Livreiros]. O Portal dos Livreiros oferece um plano gratuito para pequenos livreiros, que podem disponibilizar até 100 livros no portal. Acima dessa quantidade, é cobrada uma taxa.

PublishNews, Redação, 22/12/2015

Em tempos de crescimento baixo, plataforma vê aumento de 10% nas vendas de eBooks em 2015


Plataforma de autopublicação fecha o ano com 32,5 mil e-books publicados

Ricardo Almeida, do Clube de Autores, comemora crescimento nos números de vendas de e-books de sua plataforma | © Divulgação

Ricardo Almeida, do Clube de Autores, comemora crescimento nos números de vendas de e-books de sua plataforma | © Divulgação

Em recente matéria publicada pelo Estadão, Maria Fernanda Rodrigues entrevistou grandes players do mercado que concluíram que o crescimento do mercado de e-books no Brasil é ainda lento. Na contramão dessa máxima, o Clube de Autores, plataforma de autopublicação e distribuição de livros [impressos e/ou digitais] informa que a participação dos e-books em suas vendas cresceu 10% em 2015. “Em 2013, o total de e-books representou apenas 3% das nossas vendas; em 2014, esse número saltou para 8%; em 2015, ele deve fechar em 18%”, disse Ricardo Almeida, diretor-presidente da empresa. Hoje a empresa conta com 50.026 títulos publicados, desses 32.490 em formato digital [muitos títulos saem nos dois suportes simultaneamente]. E esse número vem crescendo ano a ano, de acordo com Almeida. “Tivemos 6.752 e-books publicados em 2013; 8.701 em 2014 e 10.530 em 2015. Ou seja: entre 2013 e 2014, nosso acervo de e-books cresceu 28%; entre 2014 e 2015, 21%”, comemora. Ricardo disse ainda que nesse período, o acervo do Clube de Autores cresceu 23%. “Em outras palavras: o volume de e-books cresceu acima da média em 2014 mas levemente abaixo da média em 2015. Perceba que estamos falando aqui de publicações, não de vendas”, concluiu. Ricardo atribui esse crescimento à distribuição dos e-books do Clube de Autores em grandes canais de vendas, como Apple, Google e Amazon.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 21/12/2015

A eterna luta do mercado editorial contra a pirataria


Entre janeiro e a última quarta, 16, foram excluídos, de sites brasileiros e estrangeiros, 125.650 links que ofereciam, gratuitamente, livros protegidos por direitos autorais para download. 5% dos sites notificados pela Associação Brasileira de Direitos Reprográficos [ABDR] ainda não atenderam o pedido e podem ter de responder na Justiça – caso a identidade dos responsáveis seja conhecida. No caso do Le Livros, citado na coluna da semana passada, há mais de um ano, a entidade segue seus passos na tentativa de tirá-lo do ar. Na lista de livros mais pirateados em 2015 – 80% em PDF –, estão títulos esgotados, caros ou baratos. Portanto, não há lógica. Em janeiro, o campeão foi O Lado Bom da Vida, de Matthew Quick; em abril, A Tríade do Tempo, de Christian Barbosa; em julho, O Livro Negro do Comunismo, de Stephane Coutois; em outubro, A Dominação Masculina, de Pierre Bordieu.

Confira o ranking completo

Janeiro – O Lado Bom da Vida, de Matthew Quick [331 links]
Fevereiro – Sem Clima para o Amor, de Rachel Gibson [485 links]
Março – Procura-se um Marido, de Carina Rissi [724 links]
Abril – A Tríade do Tempo, de Christian Barbosa [724 links]
Maio – 50 Anos a Mil, de Lobão [299 links]
Junho – Desvendando os Segredos da Linguagem Corporal, de Alan e Barbara Pease [396 links]
Julho – O Livro Negro do Comunismo, de Stephane Curtois [174 links]
Agosto – Conversando com os Espíritos, de James Van Praagh [198 links]
Setembro – Tratado de Fisiologia Médica, de Guyton & Hal [134 links]
Outubro – A Dominação Masculina, de Pierre Bordieu [160 links]
Novembro – Direito Civil Esquematizado, de Pedro Lenza [169 links]
Dezembro – Empreendedorismo, de Idalberto Chiavenato [244 links]

Por Maria Fernanda Rodrigues | O Estado de S. Paulo, Babel | 19/12/2015

Crescimento do mercado de eBook é lento no Brasil, mas ainda há esperança


Há três anos, grandes players chegavam ao País; hoje, o mercado está mais avançado, mas ainda espera por seus leitores

Em 2011, Duda Ernanny, pioneiro com sua [hoje extinta] Gato Sabido do mercado de e-books e vendedor do primeiro E-reader no País, o Cool-er, profetizou: “Até 2015, o livro digital já vai ter ultrapassado o físico em volume de vendas no Brasil”. Era um momento de euforia e expectativa – um ano após sua declaração, os grandes players, tão aguardados e que revolucionariam a leitura digital no País, iniciariam suas operações.

De lá para cá, o mercado se desenvolveu e cresceu significativamente, porque partiu do zero, mas ainda representa muito pouco do faturamento das editoras. Considerando que o número de livros físicos vendidos em 2015 será similar aos 277 milhões de exemplares apurados pela Pesquisa Produção e Venda do Mercado Editorial [2014], feita pela Fipe, e a estimativa de venda de 3,65 milhões de e-books este ano, o porcentual ficaria em 1,31%. No caso das grandes editoras, no entanto, ele beira os 4% – nos EUA, fica entre 25% e 30%.

Paulista. Empresa sai do ambiente virtual para mostrar o leitor digita

Paulista. Empresa sai do ambiente virtual para mostrar o leitor digita

Ainda segundo a mais recente edição da pesquisa, o mercado editorial brasileiro faturou R$ 3,8 milhões em 2012 com venda de livros digitais, R$ 12,7 milhões em 2013 e R$ 16,7 milhões em 2014. É importante dizer que os valores, que mostram uma relação de 0,3% do faturamento das editoras, se referem à soma das que responderam ao questionário, sem nenhuma inferência estatística. Como um todo, o mercado editorial brasileiro é estimado em R$ 5,4 bi.

O mercado cresce, mas não na velocidade esperada. Eduardo Melo, da também pioneira Simplíssimo, produtora de e-books, imaginava que a essa altura estaríamos mais desenvolvidos. “Não só em vendas, mas na presença do livro digital no cotidiano das pessoas”, diz.

As editoras estão produzindo, as livrarias oferecendo e algumas pessoas comprando – são vendidos, diariamente, 10 mil e-books, segundo fontes do mercado. Mas é preciso muito mais para o investimento começar a valer a pena. O e-book é um produto virtual, que não está no imaginário ou no caminho do leitor. E tem fama de caro.

Vêm da Amazon, tão temida pelos concorrentes, duas iniciativas exemplares de tentativa de popularizar o produto. Primeiro, ela abriu um quiosque na entrada do Top Center, em plena Avenida Paulista, para expor o Kindle e deixar as pessoas experimentarem o E-reader. Cupons de desconto para uso na loja são distribuídos no local. Depois, em parceria com duas marcas de bombom, a Amazon fez o que pode ser considerada a primeira campanha efetiva de leitura de e-book. Elas distribuíram nada menos do que 30 milhões de caixas de bombom em 5 mil pontos de venda. Quem comprar pode escolher um entre 10 e-books selecionados para a promoção. E não é preciso ter o Kindle. Basta baixar o aplicativo da empresa e ler no computador, tablet ou smartphone. “Iniciativas como essa mostram o tipo de marketing que o e-book precisa porque vão despertar o interesse em um público que já é conectado e mobile, ou seja, já tem o equipamento necessário para ler um e-book, mas ainda precisa de um empurrãozinho para conhecer e usar a tecnologia”, completa Melo.

Escritores também aproveitam o momento para experimentar. Com dois livros acertados para publicação em 2016 e 2017 e outros originais na gaveta, Tailor Diniz, 60 anos, resolveu testar a plataforma de autopublicação da Amazon, a KDP, depois de ter sido abordado por uma funcionária da empresa na Feira de Frankfurt, com um livro que achava difícil interessar a editoras tradicionais.

O livro digital é uma experiência totalmente diferente do impresso. É mais ou menos como abrir um restaurante no interior da Coreia sem saber o que os caras gostam de comer”, brinca. “Eu quis deixar esse livro, A Matéria da Capa, como uma espécie de garrafa com uma mensagem no mar. Vai ficar lá. Um dia, talvez daqui a 10, 20, 50, 100 anos, ela bata na margem de alguma praia e seu conteúdo seja descoberto”, comenta. Se cair no gosto popular ou se a Amazon adotar suas estratégias de venda e divulgação, o sucesso pode vir mais rapidamente.

Como Diniz comentou, não há informações concretas sobre o perfil desse novo leitor. Há quem diga que segue a métrica do livro físico: mulher paulistana abaixo dos 30. Mas tem funcionado muito bem com livros de ficção científica, suspense e fantasia e romances [enquanto histórias de amor, e não gênero literário]. Embora o Jabuti tenha incluído este ano a categoria digital infantil, as vendas de títulos para esse público ainda não são significativas – e testes de formatos seguem sendo feitos. “Tenho visto que o e-Pub consegue ser percebido como livro e o aplicativo não tem crescido muito. Um pouco de interação é bom, mas quando ela mantém a essência da leitura, sem distrair a criança com tantos penduricalhos”, explica Marcelo Gioia, diretor da distribuidora alemã Bookwire no Brasil.

Havia também a ideia de que os “jovens adultos” seriam um bom público consumidor, mas segundo Marcos da Veiga Pereira, presidente do Sindicato Nacional de Editores, isso não está acontecendo. Dono da Sextante e sócio da Intrínseca, ele dá o exemplo de A Culpa É das Estrelas, best-seller da segunda casa, que vendeu, no digital, cerca de 3% do que vendeu do impresso. Ele não crê que o E-reader tenha se popularizado entre os jovens.

Digital. Mais confortável que o tablet, o E-reader ainda não se popularizou
Digital. Mais confortável que o tablet, o E-reader ainda não se popularizou

Há muitas vantagens do digital sobre o impresso, mas ele é um grande mistério. Ainda não conseguimos descobrir a fórmula de torná-lo um grande mercado”, diz Pereira. No balanço da Sextante, o e-book representará 5% de seu faturamento [excluindo da conta os livros de colorir]. Quando eles voltam para a planilha, cai para 3,5%. Em 2014, o índice foi de 3,2% e em 2013, 1,62%. No Grupo Record, eles representarão 3% do faturamento total deste ano. Já a Intrínseca, cuja venda de e-book ficava nos 2% nos últimos dois anos, deve fechar 2015 com um pouco mais de 3%.

É sempre legal e muito importante a gente vender o nosso conteúdo em diferentes formatos e acho que este mercado ainda é promissor. Tudo indica que ele vai crescer ainda mais”, comenta Jorge Oakim, publisher da Intrínseca, que lança, no ano que vem, mais um volume da série de Elio Gaspari sobre a ditadura brasileira num formato um pouco além do tradicional e-book: com conteúdo extra, links, etc.

É mais ou menos este o modelo ideal para Flávio Pinheiro, diretor do Instituto Moreira Salles, que acaba de fazer sua primeira experiência digital. Cartas do Pai, de Alceu Amoroso Lima, sai em duas versões – uma delas com seis vídeos. “Um e-book deve ser necessariamente uma publicação que traga acréscimos com relação a uma publicação impressa, quer sejam imagens em movimento, magnificação de imagens, remissões, estudos e arquivos mais robustos”, explica.

Preço e ranking. Em recente entrevista ao Estado, David Naggar disse que o livro digital custava caro no Brasil. No geral, eles ficam 30% e 40% mais baratos que o impresso. “Estamos tentando chegar ao preço médio de R$ 15, mas existe uma pressão para diminuir ainda mais. Ganha o leitor, mas toda a cadeia perde”, explica Marcelo Gioia.

Os custos de produção de um livro digital são mais baratos que os de um impresso, claro. Para fazer um e-book de 250 páginas de texto, a editora paga cerca de R$ 350 – e esse arquivo é revendido pelo tempo que durar o contrato. Livros infantis e técnicos podem sair mais caros que o tradicional. Mas há vários custos embutidos, como, acredite, o do encalhe do livro físico que poderá ser provocado pelo sucesso da versão digital, comenta Marcos da Veiga Pereira. “Preço é fundamental”, confirma Willian Novaes, da Geração, que ofereceu O Pequeno Príncipe por R$ 2,99 e já soma 10 mil cópias vendidas.

Entre os entraves para a popularização dessa forma de leitura, além do preço das obras [as autopublicadas levam vantagem por serem mais baratas], estão o valor do E-reader [a partir de R$ 299], a experiência de leitura [alguns arquivos com erros, a tecnologia pode ser complicada] e metadados displicentes – são essas informações que permitirão que a obra seja encontrada no buraco negro da internet e das lojas virtuais. Sobre essa última questão, vale dizer que duas empresas estão chegando para unificar essas informações: a Mercado Editorial, de Eduardo Blucher, e a Books in Print, da Feira do Livro de Frankfurt, MVB [empresa de tecnologia da Associação de Editores Alemães] e Câmara Brasileira do Livro.

Pereira acredita que o cenário continuará o mesmo em 10 anos. “Não vejo ninguém entrando e não vejo por que alguém sairia. Mas se a Amazon desenvolver uma estratégia muito agressiva de venda de Kindle e a Apple parar de cobrar em dólar, tudo pode mudar.

A tendência é que as vendas se concentrem mesmo em empresas de tecnologia, e Amazon e Apple são líderes de mercado. Depois aparecem mais ou menos com a mesma performance Cultura/Kobo, Google e Saraiva.

Serviços de assinatura de livros, bibliotecas digitais, autopublicação. Tudo isso cresce no Brasil e pode ajudar a disseminar a leitura eletrônica. E como uma coisa puxa a outra, novas empresas surgem na esteira. “Vimos um aumento de empreendedores que nasceram exclusivamente para o negócio digital e que não pretendem migrar para o impresso”, comenta Daniela Manole, da comissão de Livro Digital da CBL.

NÚMEROS

10 mil

e-books são vendidos diariamente no Brasil

3,5 milhões

é a quantidade de e-books no acervo da Amazon, o maior do País – estão incluídas obras nacionais e estrangeiras

40 mil

é o número de títulos em português oferecidos pela Cultura. Amazon tem 65 mil e Saraiva, 57 mil [nos dois casos, estão incluídas obras de autopublicadas]

R$ 299

é quanto custam os leitores digitais mais baratos no País

Por Maria Fernanda Rodrigues | O Estado de S.Paulo | 19/12/2015 | 06h00

Notícias de Guadalajara


Nós estivemos na Feira Internacional de Libro de Guadalajara [FIL] e as notícias que trazemos de lá são muito boas! A começar que o projeto “Pipoca na FIL”, em nome da Suria, foi selecionado pelo MinC para compor uma delegação que representou a bibliodiversidade brasileira.

[Foto 1: Delegação brasileira do MinC]

[Foto 1: Delegação brasileira do MinC]

E o mais bacana é que, além de nós, havia outra proposta de digitais infantis neste grupo de 24 pessoas, a Storymax, que produz Apps-books infantis e estava representada pela Samira Almeida. Tivemos um estande onde pudemos expor nosso catálogo e, claro, demos uma boa andada na feira buscando as iniciativas voltadas para este nosso nicho.

[Foto 2: Estande do MinC na Área Internacional da FIL]

[Foto 2: Estande do MinC na Área Internacional da FIL]

[Foto 3: Dois iPads no stand do Brasil, um com os Apps da Storymax e outro com o nosso catálogo]

[Foto 3: Dois iPads no stand do Brasil, um com os Apps da Storymax e outro com o nosso catálogo]

Mas não foi só nesta caminhada pela FIL que vimos propostas relacionadas ao digital, a própria organização da feira tinha também este foco, então na Área Internacional havia a Área do Livro Eletrônico e fazia parte da programação, em um dos auditórios, a Oficina de Edição Digital. Buscadoras de eventos formativos que somos* [a participação nestes, aliás, foi o principal objetivo que propusemos ao MinC], participamos desta oficina, realizada pelo argentino Daniel Benchimol. Foi bem rico.

Para editores como nós, que já trabalham com livros digitais, muitas informações não eram novas, mas houve uma rica discussão sobre DRM e o Daniel, como observador das alterações que o digital provoca na cultura como um todo, como produtor de conteúdos digitais e como alguém que estuda e analisa este movimento de mudança, é a favor de que as editoras retirem os DRMs e, com isso, tenham mais liberdade de criação e de vendas em sites próprios: “Neste momento de alteração, é muito importante que a industria editorial seja protagonista, mas o DRM significa manter o modelo de negócio dos livros impressos, quando o digital traz novos paradigmas de leitura e de contato com livros”.

Diante de tudo o que vimos e ouvimos, o que mais ficou claro para nós nesta feira foi como o modelo de negócio de digitais tem que levar em consideração não só o mercado de livros, mas também a indústria dos livros, industria que, aliás, como o próprio Benchimol disse, é muito antiga e resistente a mudanças. Mas o fato é que ela existe e que terá dificuldade em incorporar o digital se ele estiver totalmente desarticulado dela.

Quando André Palme trouxe notícias de Frankfurt,** um dos comentários dele foi este: que em feiras grandes é que vemos com clareza que os livros são parte de uma indústria enorme e global. O que nós acrescentamos é que esta indústria gira com peças que envolvem os editores, os distribuidores, os autores [incluindo aqui ilustradores, no caso de infantis], os leitores e, focando nos digitais, os programadores. Além das bibliotecas e bibliotecários, das escolas e dos professores, dos promotores de leitura, etc! São estas peças que movimentam o mercado. É toda uma engrenagem que já está estabelecida há séculos e que simplesmente não vai sofrer alterações bruscas e radicais porque surgiram os livros digitais.

Mas como as novas produções entram em convergência com essa industria já tão estabelecida? A partir da adaptação daqui e dali… É enorme a quantidade de bibliotecas digitais e de serviços de subscrição a plataformas de livros [estilo Netflix] que já existem fora do Brasil e que podem, sim, servir como canal de distribuição de nossos conteúdos. Se o objetivo de uma feira internacional de livros, em termos de negócios para livros impressos, é vender direitos, a nós parece que no caso de digitais, o mais importante é buscar ferramentas de distribuição que, realmente, possam capilarizar o alcance dos livros.

Na área do livro eletrônico eram quinze espaços de negociação — sendo 13 com esse objetivo de distribuição e capilarização — além de um local onde aconteciam palestras informativas sobre estes serviços. Ao lado dos tablets [ou das telas touchs que literalmente estavam lá para ampliar a visibilidade dos e-books], as pessoas ensinavam o funcionamento das plataformas, dos livros, das compras… um trabalho educativo, mesmo.

[Foto 4: Área do livro eletrônico, na área internacional da FIL]

[Foto 4: Área do livro eletrônico, na área internacional da FIL]

[Foto 5 e 6: Telas touch para ampliar a visibilidade do livro digital]

[Foto 5 e 6: Telas touch para ampliar a visibilidade do livro digital]

Já estávamos felizes com o que tínhamos visto. Novas possibilidades de distribuição, televisões touch enormes que incitavam a interação, esclarecimento do nosso modelo de negócios… Eis que fomos a uma palestra no Encontro de Promotores de Leitura e, quando nem esperávamos escutar nada sobre os livros digitais, ouvimos o historiador francês Roger Chartier dizer: “Qual será nosso futuro? Quem sabe? O que sabemos é que cada momento de mudança sempre produziu uma coexistência com o passado, e aconteceu com transformações e não com revoluções. O que sabemos é que os novos leitores, os nativos digitais, entrarão na leitura por meio do digital”.

E, falando especificamente de crianças, um dos organizadores da feira é o Conaculta, que é o equivalente ao nosso MinC, só que no México. Eles têm salas de leitura por todo o país e investem em livros digitais e em aplicativos de criação literária ou incentivo à leitura e em livros didáticos e audiolivros para escolas [não sabemos como acontece na prática, mas o investimento em si já é bem interessante]. E quando passamos por seus espaços, o que vimos foram crianças e adolescentes utilizando os tablets e os livros impressos. Passeando entre os dois ambientes com absoluta naturalidade. Vale destacar que os conteúdos desenvolvidos para crianças também atraíam os adolescentes, será que isso pode ser demonstrativo de uma demanda de aplicativos relacionados a livros para eles? Fica a pergunta.

[Fotos 7 e 8: Espaço de livros digitais do programa Salas de Lectura, do Conaculta - Mx]

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[Fotos 7 e 8: Espaço de livros digitais do programa Salas de Lectura, do Conaculta – Mx]

[Foto 9: Espaço de divulgação dos livros didáticos e áudio-livros adotados pelo sistema de educação do México]

[Foto 9: Espaço de divulgação dos livros didáticos e áudio-livros adotados pelo sistema de educação do México]

Uma outra coisa que não sabíamos é que a Colômbia está investindo muito nesse mercado e um projeto colombiano que nos encantou foi uma plataforma de leitura online gratuita, que apresenta áudio, fotos, músicas e outras produções relacionadas ao livros digitalizados além da produção de livros de arte impressos [lindos], que pertence a uma fundação de preservação literária, a Fundación El Libro Total. Muita coisa acontecendo que envolve toda a cadeia produtiva do livro.

[Foto 10: Plataforma de leitura online da Fundación El Libro Total]

[Foto 10: Plataforma de leitura online da Fundación El Libro Total]

[Foto 11: Livro impresso de exposição da Fundación El Libro Total]

[Foto 11: Livro impresso de exposição da Fundación El Libro Total]

É claro que já sabíamos que, qualquer que seja a produção editorial digital que se queira fazer, não dá pra ignorar toda a indústria do livro já tão estabelecida. Mas não tínhamos tão claro o tanto que as possibilidades de distribuição estavam se desenvolvendo, quais delas já estavam aceitando os diversos formatos, entre outras novidades menos divulgadas que são muito ricas. E é interessante pensarmos nas possibilidades de difusão gratuita, também. A Wordlreader, que já tem representação no Brasil e disponibiliza gratuitamente livros digitais para as áreas mais pobres do mundo, fez uma apresentação linda no Encontro de Promotores de Leitura, com dados incríveis de alcance desta iniciativa de incentivo à leitura. Nem sempre os editores podem disponibilizar conteúdos gratuitamente, por conta dos contratos, mas vale a pena conhecer a iniciativa e pensar em uma maneira de participar.

Unindo todas estas informações sobre modelos de negócio, investimentos, indústria e mercado de livros, distribuição e alcance dos livros digitais, o que dizemos é que vir pra FIL – Guadalajara foi uma felicidade enorme, pois vimos o tanto que este negócio está em expansão e o tanto que o mercado está em movimento, considerando toda esta indústria do livro. E voltando lá ao comecinho deste texto: é parte da bibliodiversidade brasileira. É gratificante participar deste movimento.


* no nosso blog [www.pipocaazul.editorapipoca.com.br] sempre escrevemos sobre os eventos de que participamos.

** tanto aqui no colofão [link?] quanto em um evento na livraria Blooks.

Editora Pipoca

Por Suria Scapin | Editora Pipoca |Publicado originalmente em COLOFÃO |

Começou a trabalhar no mercado editorial com 16 anos e passou por editoras como Madras, Atual, Abril, Leya e Sarandi, além de ter atendido muitas mais pela S4 Editorial. Com formação em Desenho Industrial e em Língua Portuguesa e Literatura, ambas pelo Mackenzie, sempre revezou entre texto e arte, até que resolveu unir os dois conhecimentos e tornar-se a responsável editorial da Editora Pipoca.

Isabela Parada
Para buscar compreender como funciona a cabecinha dos pequenos, Isabela foi estudar Pedagogia na UEMG, onde encontrou seus fundamentos teóricos e participou do grupo de pesquisa e estudos Contra-Violência na Infância. Na Escola Pés no Chão [Belo Horizonte], aprofundou os estudos sobre a Pedagogia Freinet. Hoje é pedagoga da Pipoca e contadora de história na creche de Milho Verde [MG], pelo Instituto Milho Verde. Aprendeu que o crescimento das crianças é também o processo de criação delas mesmas e entende que essa criação é individual e única.

WhatsApp vira plataforma de leitura nas mãos de empreendedores digitais


Plataforma Leitura de Bolso conta com 9 mil usuários que recebem diariamente ‘pílulas’ de livros

Julian Vilela e Paulo Santos criaram o Leitura de Bolso que distribui conteúdos de livros via WhastApp | © Divulgação

Julian Vilela e Paulo Santos criaram o Leitura de Bolso que distribui conteúdos de livros via WhastApp | © Divulgação

A suspensão temporária dos serviços do WhatsApp da meia noite desta quinta-feira [17] até o início da tarde do mesmo dia foi suficiente para que o aplicativo de conversas instantâneas fosse um dos assuntos mais comentados do dia. Coincidência ou não, a agência de publicidade nova/sb publicou, nesta quinta, os resultados de uma pesquisa inédita que aponta que dos 7,5 mil entrevistados, 73% admite que utiliza o aplicativo diariamente e 79% desse universo disse recomendar o uso do WhatsApp para amigos e familiares. De olho nesse potencial e querendo driblar os assustadores índices de leitura no Brasil, os empreendedores brasilienses Paulo Santos e Julian Vilela resolveram criar uma nova forma de distribuição de livros. “Ficamos preocupados com o índice de leitura no Brasil e ficamos com esse problema na cabeça, pensando em o que gente podia fazer para amenizar esse número”, disse Paulo ao PublishNews. A resposta que os empreendedores deram à essa questão foi o Leitura de Bolso, uma plataforma de distribuição de livros via WhatsApp. “Muitas pessoas ainda se assustam com um livro de 300 páginas, mas não se dão conta que se lerem dez páginas por dia, ao final do mês, terão lido as 300 páginas do livro”, disse Paulo.

Funciona assim, o usuário se cadastra gratuitamente no Leitura de Bolso e passa a receber diariamente, pelo aplicativo, um trecho – que pode ser lido em cinco minutos — de um livro. Para início das operações, o Leitura de Bolso começou a distribuir para seus nove mil usuários o livro Quase pisei, do também brasiliense Roberto Klotz. Diariamente, os usuários recebem uma crônica do título.

No modelo atual, não há remuneração do autor, da mesma forma que não é cobrado dos usuários o acesso ao conteúdo, mas a dupla procura meios de monetizar o serviço. “Queremos divulgar o trabalho de novos escritores, que não tiveram ainda a chance de serem publicados. Em troca, nós damos aos escritores o acesso aos leitores”, explicou Paulo que disse que está aberto para parcerias com editoras que possam disponibilizar livros ou trechos de livros para a plataforma.

 

Por Leonardo Neto | PublishNews | 17/12/2015

Conheça a Worldreader


A Worldreader é uma organização sem fins lucrativos com sede nos Estados Unidos, Europa e África, que tem como objetivo tornar e-books acessíveis a milhões de pessoas que vivem em países onde o acesso a livros impressos é restrito. Sua missão é contribuir para que as crianças e suas famílias desenvolvam suas habilidades de leitura e tenham acesso a conteúdos de qualidade, construindo assim novas possibilidades para uma vida melhor e fora da pobreza.

Fundada em 2010 por David Risher e Colin McElwee, a Worldreader oferece aplicativos para a leitura de e-books em telefones celulares e trabalha também com e-readers em escolas e bibliotecas da África.

A biblioteca da Worldreader tem mais de 30 mil e-books em 43 idiomas. Um dos maiores objetivos, agora, é ampliar a coleção de obras em português e torná-la acessível aos leitores em países como Moçambique, Angola e Guiné-Bissau.

Por isso buscam editoras, autores e instituições de todos os países de língua portuguesa que queiram colaborar fornecendo e-books. Romances e livros infanto-juvenis são os livros mais procurados pelos leitores. Já os temas que mais despertam interesse são relacionamentos, saúde, maternidade, educação, técnicas de agricultura e empreendedorismo.

O que é oferecido aos parceiros:

• Conversão gratuita de conteúdo para EPUB 3.0
• Distribuição dos e-books em novos mercados
• Tradução de obras para outros idiomas de forte presença na África, como o inglês, o suaíli, o francês e o ioruba
• Dados de leitura dos e-books [entre eles, onde e quantas vezes os títulos foram acessados e quantas vezes a leitura foi concluída]
• Banners e informações sobre nossos parceiros no aplicativo e no site da Worldreader

Todos os arquivos são protegidos por DRM – Digital Rights Management. São as editoras e instituições parceiras que definem os territórios em que seus livros ficarão acessíveis.

Contato:

Para ser parceiro da Worldreader, entre em contato com Roberta Campassi, responsável pelas relações editoriais em língua portuguesa, por e-mail [roberta@worldreader.org] ou Skype [robertacampassi].

Brasil pode ganhar mais uma empresa de Print on Demand em 2016


Bibliomanager, aliança de editores internacionais para criar uma plataforma de impressão por demanda, mira no Brasil

Alejandro Zenker [Solar Editores], Gustavo Vorobechick [Bibliografika] e Miguel Angel Sánchez Maza [Podiprint] na apresentação da Bibliomanager na Feira do Livro de Guadalajara | © Podiprint

Alejandro Zenker [Solar Editores], Gustavo Vorobechick [Bibliografika] e Miguel Angel Sánchez Maza [Podiprint] na apresentação da Bibliomanager na Feira do Livro de Guadalajara | © Podiprint

Em 2015, o mercado brasileiro assistiu a um renascer da Impressão sob demanda. O espaço deixado pela Singular, gráfica do grupo Ediouro que começou o negócio no Brasil, foi ocupado pela iSupply, que começou as suas operações em março, e pela BookPartners, que começou pilotos para início das operações de POD [da sigla em inglês Print on demand]. Durante a Feira do Livro de Guadalajara, que acabou no início desse mês, representantes da Bibliomanager, aliança internacional de editoras do México, Espanha, Argentina, Colômbia e Equador, anunciaram que vão investir em POD para atender a mercados da América Latina, incluindo o Brasil. A notícia foi dada pelo Publishing Perspectives. Ao veículo, Jaime Iván Hurtado, CEO da editora colombiana Hipertexto, uma das integrantes da Bibliomanager, disse: “em 2016, nós planejamos entrar no Chile, Peru e Bolívia e então, no Brasil. Nosso objetivo é também entrar no mercado hispânico dos EUA, que tem 54 milhões de falantes da língua espanhola. Esse é o nosso objetivo a médio prazo”. Atualmente, a Bibliomanager é composta, além da Hipertexto comandada por Iván, pela mexicana Solar Editores, a espanhola Podiprint, a argentina Bibliografika e equatoriana Megadocucentro.

Por Leonardo Neto e Monique Sampaio | PublishNews | 17/12/20

A questão dos reviews


Fato: leitores gostam de falar sobre o que leem. Em rodas de amigos, reuniões de família, na fila do banco. Gostamos de emitir juízos de valor, dizer que amamos ou odiamos o último livro do Autor X e por que ele é muito melhor ou pior que o do Autor Y. Esse impulso naturalmente foi abarcado pela internet, que fornece ferramentas para que leitores possam expressar suas opiniões acerca dos livros que consomem.

Blogs literários, redes sociais como Goodreads e Skoob, canais de booktubers no Youtube, as páginas dos livros em sites de livrarias, posts no Facebook e tweets: essas são apenas algumas das maneiras do leitor se manifestar a respeito do que lê. E é bastante razoável pensar que o constante diálogo sobre livros propiciado por essas plataformas pode trazer benefícios ao mercado editorial. As constantes parcerias estabelecidas entre editoras e blogs e vlogs literários indicam que o que os leitores têm a dizer sobre seus livros ajuda a promovê-los.

Varejistas de e-books também disponibilizam espaço para que os leitores expressem opiniões sobre os títulos que leram. São as avaliações [ou reviews], geralmente encontradas na parte inferior da página de venda de cada e-book e acompanhadas por uma pontuação mais genérica, em que o leitor atribui uma certa quantidade de estrelas [1-5] ao título. É assim com os quatro grandes players mundiais na venda de livros digitais: Amazon [única das quatro que também vende livros físicos e, fora do Brasil, diversos outros produtos, cabe lembrar], Apple, Google e Kobo.

Mas é a Amazon que certamente se destaca nesse quesito. E como quase tudo no comportamento da gigante de Seattle, sua política de envio de avaliações não é ponto pacífico entre seus clientes.

Mas comecemos pelo que é absolutamente inegável: das grandes lojas, a Amazon é a que mais demonstra preocupação e cuidado com os reviews escritos por clientes. Uma olhada na política de envio de avaliações [que não serve apenas para livros] deixa isso claro. Para começar, a loja dá dicas de como construir uma “ótima avaliação”, que incluem apresentar os motivos — é desejável que o leitor diga por que gostou/detestou aquele produto, e não apenas que uma coisa ou a outra –, ser específico no que apreciou ou não apreciou — um caminho para a relevância, segundo a Amazon –, ser objetivo — textos nem muito curtos nem muito longos — e ser honesto — afinal, sua opinião pode influenciar a compra de outro cliente.

Há também uma preocupação em comunicar claramente o que não é permitido num review enviado à Amazon. Reclamações sobre o serviço de entrega ou sobre a disponibilidade do produto [e outras semelhantes, naturalmente, embora não se listem outras] não são aceitas; o caminho nesses casos é entrar em contato com a loja, que é conhecida pelo ótimo atendimento. Conteúdo inapropriado — palavrões, ofensas, informações sobre terceiros etc. –, discurso de ódio e incentivo à conduta ilegal também não são permitidos.

O ponto seguinte da política de avaliações é o mais interessante. Nele, a loja declara que avaliações promocionais e pagas não serão aceitas. As do primeiro tipo incluem avaliações escritas pelo próprio fornecedor a seu produto, o que inclui o autor e seus próprios livros; reviews escritos por amigos e parentes do fornecedor também não são permitidos. Já as avaliações pagas são aquilo que o termo indica: textos elogiosos escritos em troca de algum tipo de benefício, seja financeiro ou de qualquer outra ordem. No caso de um produto fornecido gratuitamente a um cliente — como um livro cedido a um blogueiro, por exemplo –, a loja orienta que essa informação seja explicitada na avaliação, para que esta seja transparente.

Tanto as dicas quanto as especificações do que não é aceito são apresentadas com detalhes e objetividade. Fica evidente que a Amazon se importa com a experiência de seu cliente até mesmo após a compra, no momento do compartilhamento dos produtos adquiridos. Chega a dar dicas a ele de como avaliá-lo melhor, e discrimina todas as razões pelas quais sua avaliação pode ser negada. É apenas mais uma das formas da empresa marcar seu posicionamento no mercado, que inclui o foco constante na experiência do cliente — e algumas outras coisas das quais falamos, por exemplo, no texto sobre o concurso literário Brasil em prosa. Apenas a título de comparação, a política de avaliações da Kobo é muito menor e inclui apenas dicas de como escrever um bom review, mas não com o mesmo nível de detalhamento. Isso não quer dizer que a Kobo dá pouca importância às avaliações, apenas que a Amazon demonstra o seu próprio interesse nessa parte da experiência do cliente de modo mais explícito.

Nos últimos meses, porém, algumas notícias e análises em tom crítico sobre o assunto têm pipocado, sobretudo em sites especializados em e-books. Em sua grande maioria, elas se devem a um recente enrijecimento da varejista em seus critérios para identificar reviews “tendenciosos”. Agora, conhecer ou manter uma relação com um autor pode significar que sua avaliação não será aceita:

“Se […] notarmos que você tem uma relação próxima com o escritor ou o artista, nós provavelmente iremos remover sua avaliação.”

O problema é que o conceito de “ter uma relação próxima com o escritor ou artista”, em alguns casos, tem resultado no apagamento de avaliações de leitores cuja única relação com o autor se dá online. É o que escreveu em julho a autora independente Imy Santiago, ao ter reviews rejeitados pela Amazon sob a alegação de conhecer os autores [“A atividade da sua conta indica que você conhece o autor”]. Santiago afirma que a alegação é falsa, e que sua relação com os autores em questão se dava sobretudo via redes sociais, embora o fato de também ser autora independente indique que poderiam circular nos mesmos meios.

O caso não indica necessariamente que qualquer tipo de interação online com autores resultará na recusa de uma avaliação [Chris Meadows, em artigo no TeleRead, especula quais poderiam ser os critérios utilizados pela Amazon], mas ainda assim a situação gera perguntas. O simples fato de conhecer pessoalmente um autor automaticamente inviabiliza seu julgamento crítico sobre um livro? Conhecer um autor pessoalmente é de fato suficiente para determinar que uma opinião dessa natureza é tendenciosa?

Outra questão levantada é que autores independentes precisam de reviews para vender seus trabalhos, bem como de uma forte presença online, o que inclui interagir com fãs nas redes sociais. Mas e se isso for o que gerará a suspeita por parte da Amazon? Além disso, é comum que autores leiam as obras uns dos outros e se avaliem. Esse tipo de relação será também considerada tendenciosa?

A resposta para todas essas perguntas é “não sabemos”, pois a Amazon não revela seus métodos nem como seus algoritmos trabalham.

Mas o que podemos de fato perceber dessa situação, apesar das críticas que se possa levantar, é que a Amazon segue procurando cultivar seu valor como a cuidadora do bem-estar do leitor — a partir de seus próprios critérios, é claro. Tudo é feito em nome do leitor, até mesmo apagar reviews tidos como tendenciosos, pois isso pode enganar o cliente. É novamente a questão do posicionamento. É assim que a Amazon parece querer ser vista, como uma grande mente que pensa em cada pequena fração da experiência do freguês.

Pode-se argumentar que a loja ainda falha em sua política, por não demonstrar, ao menos ainda, uma atitude a respeito de campanhas como a movida contra a autora Scarlett Lewis, ou fazer vista grossa para reviews mal escritos ou pouco claros. Mas o ponto é que suas atitudes atuais, tal como hoje se configuram, são mais um meio pelo qual a loja enfatiza e reforça o que se propõe a ser: uma empresa que sabe o que é melhor para você. Mesmo que seus termos não agradem a todos. Mesmo que não agradem completamente a você.

Publicado originalmente em COLOFÃO | 16 de dezembro de 2015

Josué de Oliveira tem 25 anos e trabalha com e-books há pouco mais de três. Integra a equipe de digitais da editora Intrínseca, lidando diretamente com a produção dos mesmos, da conversão à finalização. É formado em Estudos de Mídia pela Universidade Federal Fluminense. Gosta de ler, escrever, ver filmes esquisitos e curte bandas que ninguém conhece. Tem alguns contos publicados em antologias e um romance policial que, segundo rumores, um dia ficará pronto.

Programa do Livro de 2018 terá eBook já no formato ePub


índiceO Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação [FNDE] divulgou nesta segunda-feira o edital do Programa Nacional do Livro Didático [PNLD] 2018. Serão adquiridas obras destinadas aos alunos e professores do Ensino Médio das escolas públicas de todo o Brasil. As etapas de cadastramento das editoras interessadas em participar do pleito, pré-inscrição e inscrição/entrega das obras começam no dia 11 de janeiro e seguem até o dia 11 de abril de 2016.

De cara, chama a atenção para dois aspectos: a inclusão do formato ePub para os livros acessíveis – antes era aceito apenas o formato Mec-Daisy e a diminuição do número de páginas dos livros. Em um comparativo rápido entre o PNLD 2015 – última compra para Ensino Médio — e o 2018, percebe-se uma diminuição considerável no número máximo de páginas dos livros. Tomando o livro do professor do componente curricular de Matemática como exemplo, percebe-se que, em 2015, o número máximo de páginas exigido pelo FNDE era de 512 páginas. Em 2018, caiu para 388. No livro do aluno, o número máximo de páginas caiu de 320, em 2015, para 288, em 2018.

O minguamento dos livros afeta diretamente o faturamento das editoras. É que a composição dos preços dos livros é feita com base no número de cadernos que o livro tem. Uma fonte ouvida pelo PublishNews que prefere não ser identificada disse que já havia esse movimento de diminuição do número de páginas dos livros, mas que, nesse ano, a redução foi drástica. “Essa redução está causando pânico nas editoras”, disse ao PublishNews. Além da queda no faturamento, ela acredita que a acomodação dos conteúdos no número reduzido de páginas será uma missão quase impossível.

A Associação Brasileira de Editores de Livros Escolares [Abrelivros] marcou uma reunião nesta quarta-feira [16] para analisar o edital. Clique aqui para ter acesso ao edital.

Por Leonardo Neto | Publicado originalmente em PublishNews | 15/12/2015

Curso on-line desmistifica o processo editorial para escritores ‘indies’


Na contramão do mercado editorial tradicional, os e-books de escritores independentes crescem e já correspondem hoje a 30% da lista de mais vendidos, segundo a Amazon. Com mais de 12 anos de experiência em grandes editoras, a ex-coordenadora editorial da Arqueiro, Rachel Agavino, também optou pela carreira “indie” e criou o curso on-line Segredos do livro, voltado exclusivamente para novos autores. Durante quatro semanas, a partir da próxima terça-feira [15], Rachel destrinchará as três principais formas de edição, ressaltando vantagens e desvantagens para os autores; os direitos autorais e quais observações fazer ao assinar um contrato; como funciona o processo editorial e, por fim, o funil do mercado e as soluções alternativas para distribuição e comercialização. Os encontros virtuais acontecem sempre às terças, às 20h. Mais informações e inscrições, clique aqui.

Redação PublishNews | 14/12/2015

É tudo free


Há pouco mais de um ano, a coluna Babel comentava a descoberta das editoras: o Le Livros. Com milhares de títulos para download gratuito, o site já estava no ar havia dois anos. Os editores se agitaram e acionaram os advogados na tentativa de proteger seus livros e os direitos autorais. Hoje, de acordo com a própria coluna, continua tudo igual.

O Estado de S. Paulo | Maria Fernanda Rodrigues | 12/12/2015

Digital Book World acontece em março


Conferência deve reunir 1.500 profissionais do livro para discutirem os rumos da indústria digital do livro

Digital Book WorldCerca de 1500 profissionais do livro devem se reunir na Digital Book World [DBW], marcada para acontecer entre os dias 7 e 9 de março, em Nova York. A conferência idealizada pelo colunista do PublishNews Mike Shatzkin discute os rumos do livro digital, as estratégias para a transformação digital da indústria do livro, apontando tendências e novas possibilidades para a indústria editorial. Entre os destaques da programação, estão John Ingram, presidente e CEO da Ingram; Scott Galloway, professor de marketing da Universidade de Nova York; Dominique Raccah, CEO da Sourcebooks; Virginia Heffernan, escritora que colabora dom a New York Times Magazine, e May Ann Naples, vice-presidente sênior da Rodale Books. Para mais informações e inscrições, acesse o site da DBW.

Redação PublishNews | 11/12/2015

Biblioteca Virtual Universitária completa 10 anos


Grupo Summus e Editora Interciência passam a fazer parte do acervo

A Biblioteca Virtual Universitária [BVU], uma iniciativa da Pearson, fecha o ano de 2015 completando 10 anos com a marca de 3 milhões de usuários. Até o momento, são 3,5 mil títulos no acervo, em 40 áreas do conhecimento. Para aumentar ainda mais o acervo de livros, a Pearson pretende trazer mais editoras para a Biblioteca, aumentando em 50% o número de títulos disponíveis. Neste mês, passam a integrar o acervo o Grupo Summus e a Editora Interciência. Atualmente, 250 instituições de ensino utilizam a BVU. Além de ajudar a rotina dos estudantes, a Biblioteca beneficia as instituições de ensino, que, por exemplo, reduzem o valor investido na compra de acervo para a biblioteca física.

Redação PublishNews | 11/12/2015

Editora investe R$ 25 mi em plataforma digital de educação


Rafael Lopes, gerente digital do SmartLab

Fonte da Foto: SmartLab

A plataforma em nuvem do SmartLab reúne diversos parceiros que oferecem conteúdos interativos e plataformas de matemática, português, ciências, inglês, estímulo à leitura, entre outros temas que atingem estudantes dos ensinos fundamental e médio.

O sistema conta com ferramentas como Google Apps for Education, Britannica, Young Digital Planet, Xmile Learning, Elefante Letrado, Avalia Educacional, Guten News, Professores de Plantão, Árvore de Livros, 10monkeys, Tamboro e Aprendizagem Eficaz.

Mesmo com diferentes apps, os alunos e professores contam com uma senha única para o uso de todas as plataformas e conteúdos.

No laboratório, os alunos ainda tem acesso a simulados, conceitos de empreendedorismo e inovação, cidadania digital, robótica, espaço maker, programação e educação financeira.

Com o projeto de criação do espaço físico na escola, o Grupo Santillana oferece equipamentos como desktops da HP e chromebooks da Samsung.

As crianças, que são nativas digitais, absorvem a evolução tecnológica com mais facilidade, e as famílias estão exigindo das escolas processos mais modernos”, analisa Robson Lisboa, um dos idealizadores do projeto SmartLab.

O SmartLab ainda oferece coach pedagógico e tecnológico durante todo o ano letivo, com uma solução para adaptação de espaços colaborativos para as escolas, desenvolvida pelo renomado designer Kiko Sobrino, que já assinou projetos de marcas como Brastemp e Grupo Accor Hotéis.

Para utilizar a plataforma em nuvem com os diferentes apps, as escolas pagam uma mensalidade de R$ 39,90 por aluno.

Como a ferramenta é em nuvem, a medida em que novos parceiros se integrarem à plataforma, as escolas passam a contar com mais opções de apps sem a necessidade de mudanças no sistema”, explica Rafael Lopes, gerente digital do SmartLab.

O Grupo Santillana afirma que o SmartLab possui soluções para atender diferentes perfis de escolas, em todas as regiões do Brasil. Inicialmente, a empresa possui equipes dedicadas nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Bahia, Pernambuco e Ceará.

A empresa não divulgou uma meta relacionada ao número de escolas que pretendem atingir com o SmartLab no próximo ano.

Fundada na Espanha, em 1960, o Santillana é o braço editorial do Grupo Prisa, focado na oferta de conteúdos culturais, educativos, de informação e entretenimento nas línguas espanhola e portuguesa. O grupo é o responsável pelo jornal El País.

Presente em 22 países, a Santillana iniciou suas atividades no Brasil em 2001, ao adquirir as editoras Moderna e Salamandra.

O grupo opera nos segmentos de livros didáticos [Editora Moderna], literatura infantojuvenil [Moderna e Salamandra], materiais para ensino de idiomas [Richmond e Santillana Español], além de avaliação educacional [AVALIA] e sistema de ensino [UNO].

O negócio brasileiro da Santillana é o maior do grupo espanhol em termos de faturamento. O principal motivo é a editora Moderna, que alcançou receita de R$ 760 milhões no ano passado, com lucro líquido de R$ 66,3 milhões.

Por Júlia Merker | Publicado originalmentem em Baguete | 10/12/2015

Workshop de revisão em PDF com inscrições abertas


A área de cursos do blog Revisão para quê? está com as inscrições abertas para o workshop on-line Revisão de PDF. A atividade ensinará o participante a utilizar os carimbos para PDFs, conhecer os sentidos dos sinais de revisão, por que é importante aprendê-los e ainda terá noções do processo editorial. As aulas acontecem de 15 a 20 de dezembro, com 1h30 de duração, sendo 50 minutos de vídeo teórico e hora de prática, e condução do especialista Allan Moraes. O investimento é de R$ 109. Para mais informações e inscrições, clique aqui.

Redação PublishNews | 10/12/2015

Amazon fecha parceria com Nestlé para distribuir 30 milhões de eBooks


Vouchers para baixar e-books gratuitamente serão colcoados em caixas de bombons da Nestlé e Garoto

Alex Szapiro [Amazon] e Liberato Milo [Nestlè] comemoram parceria no projeto Bombom de Ler | © Divulgação

Alex Szapiro [Amazon] e Liberato Milo [Nestlè] comemoram parceria no projeto Bombom de Ler | © Divulgação

A Amazon brasileira acaba de fechar uma parceria com a Nestlé para uma ação chamada Bombom de ler. Com a iniciativa, serão distribuídos 30 milhões de e-books nas caixas de bombons da marca. O objetivo, segundo a varejista, é estimular à leitura e ao livro digital. Clientes que comprarem caixas de bombons Nestlé ou Garoto terão a possibilidade de escolher um dentre dez best-sellers da Amazon para baixar gratuitamente para ler nos apps de leitura digital da Amazon ou no Kindle.

A Nestlé e a Amazon estão unindo forças para promover a leitura para qualquer brasileiro que compre os bombons neste fim de ano. Chocolates e livros são sempre excelentes presentes e estamos oferecendo aos nossos clientes dois presentes em uma única caixa, bombons e livros digitais. Estamos muito felizes por ter a Nestlé como uma grande parceira para fomentar o hábito da leitura no Brasil”, disse, em comunicado, Alex Szapiro, country manager da Amazon no Brasil. “Os clientes que baixarem os livros também terão a opção de testar o serviço Kindle Unlimited gratuitamente por 30 dias. Esta é a união perfeita da doçura dos chocolates Nestlé com o prazer do ato de ler”.

Para participar é simples, após comprar as caixas de bombons das marcas Nestlé ou Garoto, o consumidor deverá entrar no site da ação, escolher um dos dez títulos selecionados e digitar o código impresso dentro das caixas. Os consumidores poderão ler os e-books participantes na família de dispositivos Kindle, nos aplicativos gratuitos Kindle para iOS, Android e outras plataformas, ou em qualquer navegador compatível com o Kindle Cloud Reader (ler.amazon.com.br). Os livros poderão ser baixados até 30 de abril de 2016.

Confira abaixo os títulos participantes da promoção:

• 1808, de Laurentino Gomes
• Scrum – a arte de fazer o dobro de trabalho na metade do tempo, de Jeff Sutherland
• 25 Anos do Menino Maluquinho, de Ziraldo
• As melhores receitas do ‘Que Marravilha!’, de Claude Troisgros
• Memórias da Emília, de Monteiro Lobato
• Guerra dos tronos – volume 1, de George R. R. Martin
• Guia politicamente incorreto do futebol, de Jones Rossi e Leonardo Mendes Jr
• Com Carinho, Lucy B. Parker: menina x superstar, de Robin Palmer
• Não pare! Você entregaria sua vida nas mãos da morte? – Edição 1, de FML Pepper
• Casei e agora? As aventuras do meu descasamento, de Tatiana Amaral

Por Leonardo Neto | PublishNews | 10/12/2015

Programa Livrus Ao Vivo # 08


MELHOR DO JORNALISMO LITERÁRIO

Livrus ao Vivo é um programa semanal, com 30 minutos inteiramente dedicados à literatura. Produzido por profissionais do mercado editorial, que visam enriquecer o setor com programação de qualidade, o programa Livrus ao Vivo mantém uma equipe sempre atenta às novidades, levando ao ar a notícia sempre atualizada.

No programa Livrus ao Vivo, o ouvinte encontra originalidade e inovação, entrevistas com os autores em destaque, agenda cultural, resenhas e dicas de livros, obras que viraram filmes, lançamentos, além de músicas inspiradas em livros.

A primeira temporada do Livrus ao Vivo foi apresentada às quartas, às 21h30, por Ednei Procopio, editor especialista em livros digitais e Chris Donizete, publisher e jornalista literária; com comentários de Sandra Schamas, escritora e tradutora.

Para ouvir a próxima temporada ao vivo, basta sintonizar a Rádio Mundial AM 660 ou FM 95,7, ou acessar o link www.radiomundial.com.br/radio-ao-vivo no momento do programa.

Para quem não ouviu as edições passadas, basta clicar em um dos links abaixo: