Nova versão do Kobo vem com tela de alta definição e preço lá embaixo


Novo modelo concorre com o Kindle Voyage, mas custando 70 dólares a menos

A Kobo se prepara para lançar a nova geração do seu e-reader. O Kobo Glo HD deve ser lançado no dia 1º de maio e vem com tela de alta resolução, para concorrer com o Kindle Voyage, mas com o precinho muito mais camarada. O produto deve sair por US$ 129,99, 70 dólares a menos do que seu concorrente. Com tela de seis polegadas, a nova versão do Kobo tem resolução de 1440 x 1072 pixels e o modelo já vem com iluminação embutida. As demais especificações técnicas não mudam: o novo Kobo tem processador de 1 GHz e possui bateria de longa duração e capacidade de armazenamento de 4GB. O novo produto será lançado inicialmente nos EUA, Austrália, Nova Zelândia e no Canadá. Ainda não há data e nem informações de preços no Brasil.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 09/04/2015

‘Booktubers’ dão dicas de livros


Quer saber quais livros bacanas você pode ler agora nas férias escolares ou ao longo de 2015? Pois você pode seguir, no YouTube, algumas dicas dos chamados”booktubers”. São internautas que fazem resenhas de livros e dão dicas literárias em vídeos.

O Abecedário selecionou alguns canais booktubers comandados por jovens e encontrou dicas bem interessantes de leitura, que vão de “Cidades de papel” [John Green, Ed. Intrínseca] –muito procurado por jovens especialmente depois do sucesso de “A culpa é das estrelas”, do mesmo autor,– a clássicos como “Laranja Mecânica” [Anthony Burguess, Ed. Aleph], publicado originalmente em 1962.

Para saber mais sobre a proposta booktuber, o blog conversou com o autor de “Então, eu Li“, comandado há dois anos pelo adolescente Daniel Destro, 15, morador de Barra Bonita, São Paulo [270 km da capital]. O autor diz que lê, em média, cinco livros por mês e resolveu compartilhar suas impressões sobre as obras.

O mais bacana é que Daniel recebe os livros de editoras como DarkSide, Arqueiro, Zahar, Aleph e Globo Livros para fazer as resenhas no YouTube. “Na hora de fazer resenha, minha opinião não é influenciada só pelo fato que ganhei o livro. E se eu realmente não gostar do livro, eu irei falar”, diz. Bacana, Daniel!

Fiquei curiosa para saber de onde surgiu essa sede pela leitura. “Comecei a entrar nesse mundo pelos quadrinhos da ‘Turma da Mônica’. Logo depois, ‘Turma da Mônica Jovem’. Mas o gosto de ler compulsivamente surgiu após ler a saga ‘Harry Potter’ [ J.K.Rowling, Ed.Rocco]”, diz Daniel.

E de que forma seu gosto pela leitura melhorou sua vida, Daniel? “É como se fosse um refúgio desse mundo maligno. Você esquece do que acontece na sua volta e viaja sem sair do lugar”, diz. “Além disso, o hábito da leitura deixa você um pouco mais criativo, você conhece diversas palavras, tem um conhecimento maior do mundo, pois você aprende diversas coisas. Por exemplo, na saga ‘Percy Jackson e os olimpianos’ [Rick Riordan, Ed. Intrínseca], você acaba de ler a saga sabendo um pouco sobre a mitologia dos deuses gregos.

Muito bacana. Eu ainda estou fazendo minha lista de obras para 2015. E você? Quais são seus 12 livros para 2015?

Por Sabine | Publicado originalmente em Folha de São Paulo | 09/01/2015

Seja um Escritor Livrus!


Editora disponibiliza a obra “Brazilian Identities” gratuitamente


Editora coloca e-book sobre a identidade brasileira para download gratuito

O selo Cultura Acadêmica, da Editora Unesp, coloca à disposição o download gratuito do livro Brazilian Identities – compositions and recomposition, organizado por Cristina Rodrigues, Tania Regina de Luca e Valéria Guimarães. O livro, que integra a coleção Desafios Contemporâneos, vários autores lançam um olhar panorâmico sobre a identidade nacional, contribuindo para o debate sobre o que é o Brasil e quem são os brasileiros. O download gratuito to texto em português pode ser feito aqui.

PublishNews | 08/04/2015

Jornadas Culturais aborda digitalização


11º edição do evento acontece no dia 29 de abril

As Jornadas Culturais 2015, uma série de dez eventos realizados ao longo do ano com foco na preservação da memória, abrirá inscrições a partir de 14 de abril, para o segundo encontro que acontecerá em 29 de abril, na Universidade Presbiteriana Mackenzie [Rua Itambé, 143, Prédio1 ou Rua Maria Antônia, 307, Higienópolis, São Paulo/SP]. Com o tema Digitalização de documentos arquivísticos, o evento contará com palestra de Millard Schisler, mestre em Artes Visuais e especialista em organização, preservação e digitalização de acervos bidimensionais. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas a partir do dia 14/04 no site do Itaú Cultural.

PublishNews | 08/04/2015

O fenômeno da autopublicação


Autora autopublicada vende direitos de seu livro à Hachette em negócio que alcançou a casa dos sete dígitos

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Meredith Wild é um dos fenômenos da autopublicação. Ela conseguiu vender mais de 1,2 milhão de e-books e outros 200 mil livros impressos da sua série Hacker, cujos direitos foram vendidos no Brasil para a Nova Fronteira [Ediouro]. Nos EUA, os direitos da série acabam de ser vendidos para a Hachette em um negócio que alcançou a casa dos sete dígitos. Além dos quatro títulos já autopublicados, a Hachette comprou um quinto título ainda inédito. “O negócio foi um dos maiores do mercado de autores autopublicados dos últimos tempos”, observa Meire Dias, sócia da Bookcase, agência que representa a autora no Brasil. Além da venda para a Nova Fronteira, a Bookcase vendeu a série para França, Alemanha, Turquia, Hungria e Croácia. Por aqui, a Nova Fronteira prevê o lançamento da série para o próximo mês. Na série, a recém-formada e empreendedora virtual Erica Hathaway se deixa ser controlada pelo bilionário Blake Landon. Qualquer semelhança com 50 tons de cinza pode ser mera coincidência.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 08/04/2015

Entenda a atual situação do mercado editorial na visão de Ednei Procópio


Confira a entrevista onde o editor especialista em livros digitais, Ednei Procópio, explica como anda o mercado editorial no Brasil, quais são os caminhos para a publicação e o papel das editoras e dos autores brasileiros na atualidade.

Netflix dos eBooks muda estratégia e passa a competir com Amazon


Um dos maiores nomes do setor, Oyster deixa de ser exclusivamente canal por assinatura e passa a oferecer obras unitárias

Dois livros podem ajudar os líderes brasileiros a enfrentar esse difícil 2015 com criatividade

Dois livros podem ajudar os líderes brasileiros a enfrentar esse difícil 2015 com criatividade

O serviço de assinaturas de livros digitais Oyster vai expandir seus negócios e entrar em confronto direto com a Amazon. A plataforma vai começar a fazer venda unitária de obras. Até hoje, a Oyster apostava em um formato “leia tudo o que conseguir” por US$ 14,99 mensais.

A questão, no entanto, é que, ao contrário do Netflix, no qual o usuário consegue assistir a uma temporada inteira de série em um final de semana, no Oyster o assinante acabava consumindo poucos livros – já que a leitura de uma obra demanda mais tempo.

Tarefa fácil não será. A Amazon detém mais de 50% do mercado de venda de livros digitais nos Estados Unidos e uma parcela ainda maior globalmente.

O modelo de assinatura para livros parece não estar decolando. Até mesmo a Amazon não faz comentários sobre a saúde do Kindle Unlimited, que aposta neste modelo de negócio.

Uma pessoa acredita que pode assistir a mil filmes ou ouvir mil músicas“, diz Tom Weldo, CEO da editora Penguin Random House. “Mas é difícil encontrar alguém que vê vantagem em ter acesso a 10 mil livros.

Por Diego Marcel | Publicado originalmentem em Isto É Dinheiro | 08/04/2015

O calvário dos eBooks


Os livros digitais dão sinais de perda de fôlego nos países desenvolvidos e ainda não têm relevância nos negócios das editoras brasileiras

Em queda: as vendas do Kindle, lançado pela Amazon de Jeff Bezos, despencaram, segundo varejista inglês | Foto: Ben Margot

Em queda: as vendas do Kindle, lançado pela Amazon de Jeff Bezos, despencaram, segundo varejista inglês | Foto: Ben Margot

Poucos setores ficaram imunes ao avanço da tecnologia digital. A indústria fonográfica, por exemplo, foi a primeira a sentir os efeitos da digitalização, que levou as principais empresas da área quase à bancarrota no início dos anos 2000. A televisão sente os efeitos da internet, com o surgimento de um telespectador que quer assistir o que quer, na hora que desejar e no dispositivo que for mais conveniente. A Netflix é o grande expoente dessa nova era. Diante disso, muitos viram no Kindle, lançado em 2007, o começo do fim do livro impresso.

O aparelho da Amazon, de Jeff Bezos, tinha tudo para fazer para a indústria editorial o que o iPod fez para o setor musical. Ledo engano. Para surpresa geral, as editoras abraçaram os livros digitais [e-books]. E logo descobriram que a margem de lucro das versões digitalizadas era o dobro da tradicional, mesmo com um preço mais baixo. Era um sinal de que a transição, considerada inevitável, do livro de papel para o digital seria feita sem grandes solavancos. Só faltou combinar com o leitor. Nos países desenvolvidos, o livro digital começa a dar sinais da falta de fôlego.

Executivos da maior cadeia de livrarias da Inglaterra, a Waterstone, declarara ao jornal Financial Times que as vendas de Kindle simplesmente desapareceram. A perda de impulso já atingiu a Simon & Schuter, membro do “Big Five”, grupo dos cinco maiores conglomerados do mundo [Penguim Random House, Hachette, HarperCollins e Macmillan completam o time]. Subsidiária do grupo de mídia CBS, a S&S registrou queda nas vendas de 3,8%, para US$ 778 milhões. O lucro caiu 5,6%, para US$ 101 milhões. Uma razão para o ano ruim foi a redução no ritmo das vendas digitais.

A fatia diminuiu de 24,4% em 2013 para 23,2% no ano passado. Não se trata de casos isolados. A consultoria americana Gartner aponta que, em 2017, os e-readers como o Kindle venderão 10 milhões de unidades, número 50% menor do que as vendas do ano passado. Com a estagnação, a alternativa é ler e-books nos tablets, que também estão passando por um declínio de vendas, e smartphones. “São aparelhos que dispersam, oferecem opções demais de entretenimento e não são apropriados para a leitura longa”, afirma Eduardo Melo, fundador da consultoria de livros digitais Simplíssimo.

Por que aparelhos como o Kindle enfrentam esse calvário? O rechaço tem a ver com sua função única. O consumidor, ao que tudo indica, quer fazer mais tarefas com uma tela. Isso fez com que as principais empresas do segmento, como Amazon e Kobo, passassem a investir na produção de tablets. Se nos países ricos os e-books patinam, no Brasil, eles nunca deixaram o gueto editorial. Apenas 2% dos R$ 5,3 bilhões faturados com livro no Brasil vêm de ebooks, segundo levantamento da Fipe de 2013 [dado mais recente]. A Biblioteca Nacional, por exemplo, expediu 16.564 ISBNs [código de identificação dos livros] para e-books no ano passado, apenas 1% a mais que no ano anterior.

De 2012 para 2013, o crescimento havia sido de 10%. Diversas iniciativas voltadas para e-books foram abandonadas, como o selo Breve Companhia, da Companhia das Letras, empresa da Penguim Random House, que publicava obras inéditas direto na mídia digital. Ela foi descontinuada no fim do ano passado. “No momento, estamos repensando o enfoque”, diz Fabio Uehara, editor de e-books da empresa. “Temos outros lançamentos digitais previstos para este ano.” A fadiga também atinge o varejo. “Crescemos dois dígitos, mas esperava um crescimento muito maior”, afirma Sergio Herz, CEO da Livraria Cultura, que comercializa ebooks e e-readers da Kobo.

Apesar de ser muito novo, esse mercado já mostra certa saturação”. A japonesa Rakuten, dona da Kobo, ainda é otimista. A empresa aumentou sua aposta nos livros digitais ao comprar a distribuidora de e-books Overdrive por US$ 410 milhões, em março deste ano. Amazon, Saraiva e Livraria Cultura não fornecem dados de vendas no Brasil, mas quem acompanha o setor não vislumbra um grande apelo dos e-readers. “No Brasil a leitura acontece em smartphones”, afirma Tiago Ferro, fundador da E-Galáxia, plataforma de intermediação entre autores e profissionais do mercado editorial a fim de editar e publicar e-books.

ISTO É Dinheiro | Por João Varella | 07/04/2015, às 17:30

Presidente da Hachette fala pela primeira vez sobre a briga com a Amazon


Em entrevista, Arnaud Nourry diz que faria tudo de novo se fosse preciso

Pela primeira vez, o diretor-presidente da editora francesa Hachette Livre, Arnaud Nourry faz um balanço do conflito entre a sua empresa e a Amazon, dos EUA. Ele justifica sua posição rígida na defesa de atribuições do editor na definição do preço dos livros e reafirma sua posição contrária ao modelo de subscrição de e-books. Nourry acredita que o livro eletrônico não substituirá o livro em papel, mas as duas versões – impressa e digital – coexistirão. Ele aproveita para convocar uma mobilização contra os projetos da Comissão Europeia que, segundo ele, enfraquecem os direitos autorais. Veja abaixo a íntegra da entrevista que Arnaud Nourry concedeu à Livres Hebdo, cedida ao PublishNews com exclusividade para o português.

Durante um ano, por conta das negociações que vocês tiveram com a Amazon, não houvimos falar de vocês. Essa disputa acirrada valeu a pena ?

Esse caso que eu mesmo tomei frente ocupou uma boa parte do meu tempo. Não fiz declarações na época para não agravar a situação. Mas sim, valeu muito a pena, como a cada vez que as coisas essenciais entram em jogo. E nesse caso precisávamos saber quem, do editor até o revendedor, deveria definir os preços de venda dos livros no formato eletrônico e levar em conta o fato de que muitas coisas decididas nos EUA são depois repetidas em outros lugares. Sinto muito que essa decisão tenha virado um conflito, mas estou muito contente que tenhamos saído bem dessa. Mas, se fosse para fazer de novo, eu faria. Todos na indústria de mídia que não souberam manter o controle da produção no meio eletrônico estão em dificuldade. Se os livros eletrônicos fossem vendidos a US$ 5, bastaria alguns anos para que tudo estivesse mudado, com um mercado sem livrarias e um público acostumado a pagar quase nada. A música se adaptou, mas com um preço: uma alta concentração em três grandes atores mundiais. A diversidade sofreu com isso. A inovação no universo do som não é nada comparado ao que era 30 anos atrás. Não temos o direito de deixar fazer isso com os livros, que é a base das criação artística, da educação, da cultura e da democracia.

O acordo com a Amazon prevê melhores condições comerciais quando vocês abaixam os preços. Vocês o fazem ?

Não, somente se quisermos. O princípio é de não praticar os mesmos preços todo o tempo. Então, nós baixamos, depois subimos, nós testamos… Mas essa animação do mercado de operações comerciais não se dá em função das relações entre um distribuidor ou outro.

Nos EUA, o conflito revelou demanda inesperada por regulação de preços. A contribuição da Hachette Livre, que utilizou sua experiência na França, explicaria o fato de vocês serem os primeiros na mira da Amazon?

Hachette Livre desempenhou um papel especial desde 2009-2010, quando passou a existir o “contrato de agente” [1]. Mas se você me perguntar porque a Amazon abriu as negociações comerciais conosco primeiro, eu não tenho a resposta. Na verdade, eu ouço cada vez mais editores e donos de livrarias americanos elogirarem a Lei Lang [que regula direitos e obrigações relativos à propriedade intelectual]. Daí a pensar que seja possível fazer uma lei semelhante lá, é outra coisa!

Quais as lições que o senhor tiraria dessa disputa quanto às relações que mantém com Amazon e outros grandes operadores virtuais no mundo ?

Antes de mais nada, que essas grandes empresas trazem todas algo ao mercado editorial. É preciso esquecer os momentos conflituosos, e se dar conta que nós atingimos, graças a elas, clientes diferentes. A Amazon desempenhou um papel importantíssimo nesse sentido, da mesma forma como a Apple ou o Google. Não dá para menosprezar os benefícios que eles trouxeram. Em segundo lugar, em termos de relação, mesmo se eles são infinitamente maiores em tamanho do que nossa empresa, nossa capacidade de criação, com os autores, nos dá uma força simbólica que nos permite jogar com eles. Eu achei inclusive formidável que nos EUA, no ano passado, os autores tenham se mobilizado para nos ajudar a sair do conflito. O problema é o mesmo na França quando temos uma negociação com um parceiro. Isso me deixa confiante e otimista sobre o futuro dessa profissão. Mas é preciso ter condições para que possamos controlar o nível dos preços. Senão, de nada adianta deter os direitos exclusivos das obras dos nossos autores.

Que impacto teve esse caso no balanço anual da Hachette Livre do ano passado?

Eu não posso dar informações muito precisas. Obviamente pesou no faturamento das vendas online da nossa filial dos EUA, mas a baixa de 26 milhões de euros da nossa receita do ano passado só pode ser atribuída a isso de maneira marginal. Essa baixa se deve sobretudo aos efeitos do notro sucesso do ano anterior com a série Cinquenta tons ou Asterix, e as compressões na área de edição de livros escolares na França. E, no fundo, apesar de tudo isso, nós tivemos um ano sólido.

Hachette Book Group assim mesmo teve de deixar o escritório da Park Avenue, em Nova York, e desenvolver um plano econômico.

Nossa mudança não está relacionada a isso. Nós mudamos porque o proprietário tinha propostas muito diferentes das nossas em relação ao aluguel. Quanto ao plano econômico que nós conduzimos na primavera de 2014, ele é da mesma natureza do que todas as grandes editoras americanas fizeram alguns anos antes. Nós pudemos nos diferenciar um pouco porque, no período entre 2009 e 2011, época mais difícil pro mercado editorial americano, nós tivemos a sorte de nos beneficiar do sucesso da saga Crepúsculo.

No dia 7 de abril, a editora francesa Hachette Livre se muda para Vanves, no sudoeste de Paris. Ainda que vocês tenham construído um prédio muito elegante, essa mudança não afeta o grupo Hachette já que vocês saem do centro para irem à periferia de Paris?

O grupo vai continuar fiel à tradicional diversidade uma vez que muitas das nossas filiais continuam no coração de Paris. Para as equipes atualmente situadas no chamado Quai de Grenelle [Cais de Grenelle, no 15º arrondissement de Paris], a mudança para Vanves não fará grandes modificações: o novo prédio é perto do metrô; do canal de TV France 3, do grupo Bayard e da editora La Martinière. Todos estão próximos do nosso novo prédio. E para a empresa dona do terreno onde será nossa sede é uma aventura incrível poder se lançar num projeto para, pelo menos, os próximos 50 anos. Na verdade, Grenelle sim é onde nós nunca nos sentimos “em casa”. Foi pra nós como “um longo parênteses” entre a sede histórica du boulevard Saint-Germain, que tem suas raízes no século XIX, e o novo prédio.

Como o senhor, que fez dois terços de faturamento no exterior, analisa a evolução dos mercados mundiais do livro?

É interessante constatar que os mercados de língua inglesa, que se transformaram profundamente, encontram-se hoje em crescimento. O mercado americano progride há dois anos e o mercado britânico há um ano. Isso quer dizer que a leitura continua sólida. Na França e na Espanha, seguimos a conjuntura econômica. Isso foi flagrante de 2011 a 2013, e em menores proporções em 2014. Na França, o mercado perdeu 10% em cinco anos, e perdeu também lojas como Virgin e Chapitre. Mas, em um país de leitores como a França, não vejo porque a atividade não se recuperar como nos EUA ou na Inglaterra.

O senhor prevê investimentos na França?

Nós temos uma presença e uma diversidade que não nos torna o investidor mais ativo, ainda que, se houvessem oportunidades, nós as examinaríamos. Nossa prioridade continua sendo o mercado internacional. Ano passado, nós fizemos cinco novas aquisições na Inglaterra e uma nos EUA ainda que nenhuma delas seja espetacular. Há menos oportunidades na Europa Continental mas, se houvesse mais, nós olharíamos lá também.

Diante da livraria virtual, o que pode ser feito para melhorar a distribuição física do livro na França?

Esse não é nosso papel. Nós participamos da Adelc [2]. Começamos a apoiar o plano Filippetti para a livraria. Isso é prova do nosso compromisso com a rede de livrarias, que nos reconhece, acredito. Eu sou muito otimista em relação às livrarias independentes. Nos EUA, elas tiveram de se submeter ao desenvolvimento do livro eletrônico, que começou a recuar, mas elas saíram da crise mais sólidas. A venda online é funcional e prática, mas não é o suficiente para os leitores assíduos.

Hoje se tem distanciamento suficiente para fazer uma análise da etapa atual de desenvolvimento do livro eletrônico? Qual o seu balanço?

No universo anglo-saxão, me parece que eles atingiram um patamar, em torno de 25% do mercado, mas com importantes disparidades entre o ilustrado, onde ele é acessório, e a literatura do grande público, onde ele está a 40%, 50%. O livro O pintassilgo, de Donna Tartt, tem mercado 50% eletrônico, 50% venda nas lojas. Essa proporção de 25% [do mercado para os livros eletrônicos] não se modifica há 18 meses nos EUA e está chegando a isso na Inglaterra. Eu tiro cinco lições. Um: nós não partimos para uma reviravolta do livro eletrônico, mas para uma co-habitação entre os dois modelos. Dois: o livro eletrônico, infelizmente, não aumentou o mercado, ele não permitiu o acesso a outros públicos; é substituição. Três: é uma mudança da nossa profissão que nos obriga a acolher novas competências, a modificar nossa organização para a fabricação ou o marketing, mas que não muda em nada na nossa base, que é ter o talento de encontrar os textos, de prepará-los e de vendê-los. É o que justifica a assinatura de apoio de mil autores na capa do New York Times do ano passado. Quatro: o livro eletrônico não degrada a economia dos editores e, quando olhamos as contas de Simon & Schuster ou HarperCollins, se vê que eles não sofreram tanto assim. Cinco: o livro eletrônico permite, graças a um aumento da margem de lucro deles, de manter a remuneração dos autores, contrariamente ao que se passou na música no qual o sistema de assinatura baixou o valor repassado aos artistas. É essencial que os autores ganhem tão bem no eletrônico quanto no impresso.

Como se explica o fato de o livro eletrônico não encontrar o mesmo sucesso fora do mundo de língua inglesa?

Nos EUA e na Grã-Bretanha, os grandes operadores tiveram a opção de quebrar os preços, o eletrônico se impôs durante um tempo, tornando-se atraente. Isso não foi possível em nenhum país da Europa Continental, por questões de regulamentação [preço único] ou contratuais [contrato de agente]. Finalmente, quando não há uma vantagem de preço interessante, o livro eletrônico fica menos atraente ao consumidor. Um livro em papel é facilmente transportável e não quebra. Na França, o livro eletrônico continuará a crescer, mas lentamente, e seu índice de penetração será sensivelmente inferior ao previsto no mundo de língua inglesa, pelo menos com a tecnologia constante que se tem, já que a pesquisa continua por todos os lados e é bem possível acontecer uma nova ruptura tecnológica.

Isso poderá alterar a estratégia de vocês?

Não. Na França, eu esperava que o livro eletrônico atingisse entre 12 e 15 % do mercado editorial. No ritmo em que estamos, vai demorar mais alguns anos, mas isso não nos incomoda. Temos atualmente um ecosistema que funciona. Aliás, é por isso que eu me posicionei contra os serviços de subscrição de e-books, mesmo se no caso da música elas continuem a ganhar terreno. No caso do livro, criar ofertas de assinatura com um preço mensal inferior ao do livro é um absurdo. Para o consumidor, não faz sentido. As pessoas que lêem dois ou três livros por mês representam uma ínfima minoria. E para descobri-los existem as livrarias. Sei que tenho um ar de dinossauro dizendo isso, mas eu assumo. Meus colegas da Penguin Random House dizem a mesma coisa.

O senhor acredita que a modificação nas regras europeias sobre o setor eletrônico seja um objetivo alcançável?

Eu não quero renunciar a isso. Os ministros de quatro países europeus se pronunciaram juntos no dia 19 de março. É preciso dar uma chance para o bom senso prevalecer.

A tentativa da Comissão Europeia de questionar os direitos autorais o inquietou?

E muito! Esta nova comissão colocou como prioritária a harmonização dos direitos autorais. Não se deixe enganar: aqui harmonização significa enfraquecimento. Senão, começaria por uma análise aprofundada das situações de diferentes países para fazer sair as vantages e as desvantages da situação atual e ver quais as modificações realmente necessárias. E não houve, nesse caso, nem um começo de discussão. Uma coisa é certa: os lobbys acontecem em Bruxelas há anos para pedir um enfraquecimento dos direitos autorais. Eles conseguiram até repassar o relatório sobre o assunto a única deputada que representa o partido pirata! É preciso então continuar a batalhar e isso nos tomará um certo tempo. Nos EUA, a medida do fair use, solicitada no relatório Reda, permitiu ao Google scanear nossos livros sem autorização! A Europa quer mesmo fazer o mesmo? As indústrias culturais europeias existem porque nós temos um direito autoral sólido. Não é uma abordagem tecnocrática que pagará: precisamos fazer barulho.

__________________

[1] O contrato do agente permite ao editor organizar a comercialização dos seus títulos com o revendedor sob forma de uma licença de exploração pela qual ele conserva a decisão dos seus preços públicos.

[2] Associação para o desenvolvimento da livraria de criação [Adelc], por meio da qual editores e poder público apoiam os donos de livrarias, geralmente sob a forma de empréstimos sem juros e participação no capital.

 Por Fabrice Piault | ©Livres Hebdo 2015 | Tradução Nara Anchises | Publicado em português em PublishNews | 07/04/2015 |

Plataforma de assinatura de audiolivros por streaming


De olho no público infantil, que tão cedo já se interessa por tecnologia, a Ubook, plataforma de assinatura de audiolivros por streaming, está oferecendo conteúdo direcionado com uma nova proposta: ouvir livros. Dos quase mil audiolivros à disposição na plataforma, 15% são destinados às crianças. A categoria infantil é subdividida em “até 4 anos”, onde pode-se ouvir livros como Chapeuzinho Vermelho, de Charles Perrault; A cigarra e a formiga; A estrelinha azul, Cinderela e Dona Baratinha, por exemplo. Para crianças de “5 a 8 anos”, existem sugestões como O gênio da garrafa, A esperta cozinheira, A flautinha encantada, A galinha dos ovos de ouro e Branca de neve. Há ainda títulos para crianças com idade entre os 9 e 12 anos.

PublishNews | 02/04/2015

França, Alemanha, Itália e Polônia se unem pela baixa do imposto sobre eBooks


Em um movimento sem precedentes, os ministérios da Cultura da França, Alemanha, Itália e Polônia se uniram para pedir à Comissão Europeia mudanças na legislação da União Europeia com o objetivo de assegurar que e-books e livros físicos tenham a mesma taxa de imposto [IVA]. A iniciativa questiona um recente acórdão do Tribunal de Justiça da União Europeia que afirma que e-books não são iguais a livros de papel e, como tal, não devem praticar a mesma taxa de IVA aplicada aos livros físicos. Para os quatro ministros signatários do documento enviado à Comissão Europeia [que pode ser lido acessando aqui], a natureza do livro refere-se ao seu conteúdo e não à forma como ele é acessado.

Publishing Perspectives | 02/04/2015

2 de Abril | Dia Internacional do Livro Infantil


2 de Abril | Dia Internacional do Livro Infantil

O importante é ler em qualquer mídia, impressa ou digital


Pedagoga, escritora e arte-educadora Nereide Schilaro Santa Rosa

Pedagoga, escritora e arte-educadora Nereide Schilaro Santa Rosa

A pedagoga, escritora e arte-educadora Nereide Schilaro Santa Rosa aprendeu muito cedo que ler era divertido e libertador. Seu primeiro livro infantojuvenil foi Villa-Lobos, publicado em 1994, pela Editora Callis. A partir daí não parou mais de escrever e hoje tem mais de setenta livros publicados em múltiplas editoras. Nereide acredita que os pais podem incentivar a leitura dos filhos com uma atitude simples: “Lendo, lendo e lendo para seus filhos. A leitura oral para a criança é um momento de carinho, atenção e de amor que ela nunca esquecerá. Incentivar a leitura silenciosa também é importante para que a criança interaja com o texto, e trabalhe com a sua imaginação. Os pais devem trazer livros para casa, demonstrar claramente que valorizam a leitura, frequentar livrarias e compartilhar das escolhas dos títulos, assim como levar as crianças às bibliotecas e demonstrar que ali se guardam livros, pois são objetos importantes para se conhecer literatura e sua história.” Nereide é ganhadora do Prêmio Jabuti de 2004 e vários prêmios da Fundação Nacional do Livro Infantojuvenil com a Láurea Altamente Recomendável. Para ela, o livro impresso sempre existirá: “O contato físico com o objeto livro faz parte de uma interação pessoal entre o texto e o leitor. Mas, além disso, o mais importante é que se leia, seja em qualquer mídia, impressa ou digital.

Como surgiu a ideia do seu livro sobre Villa-Lobos?
No ano de 1992, como professora e educadora musical, tomei conhecimento da coleção inglesa Crianças Famosas [Famous Children] traduzida pela Callis Editora e voltada para o público infantil. Essa coleção tem como proposta contar sobre a infância de personagens importantes para as artes, para a música e para a sociedade em geral. Isso me levou a propor para a editora a publicação de um título sobre um personagem brasileiro nessa coleção, no caso o compositor Villa-Lobos. A proposta foi aceita e acabou abrindo portas para outros títulos de brasileiros importantes.

Há outros nessa área?
Após Villa-Lobos, publiquei outros títulos na Coleção Crianças Famosas: Monteiro Lobato, Carlos Gomes, Volpi e Santos Dumont. Uma das características mais significativas dessa coleção é contar sobre a infância de pessoas que se tornaram importantes para a sociedade, aproximando-as do pequeno leitor, que pode se identificar com as brincadeiras, com as curiosidades e com as dificuldades que todos, de alguma forma, enfrentam.

Quais as características importantes de um bom livro infantil?
O bom livro infantil tem que encantar o leitor. Deve ter linguagem adequada, que respeite o conhecimento da criança e o seu desenvolvimento cognitivo, visto que é fundamental manter o interesse do leitor, além da escolha do tema e das ilustrações. O livro infantil deve ter o mesmo cuidado editorial de qualquer outra publicação.

O que acha da literatura infantil e juvenil brasileira?
Gosto muito. Os autores e as autoras são extremamente comprometidos com seu público, e há uma diversidade de ofertas, desde os ficcionais até os informativos. É muito importante formarmos leitores, aumentarmos a quantidade de títulos brasileiros, e os autores se aproximarem do universo infantojuvenil, propiciando uma literatura viva, abrangente e crítica.

A senhora já recebeu vários prêmios? No mundo literário, as premiações rendem maiores vendas?
Recebi o Prêmio Jabuti em 2004, como autora do melhor livro paradidático daquele ano, além de ter recebido diversos prêmios com a láurea de Altamente Recomendável pela Fundação Nacional do Livro Infantojuvenil. Sinto-me honrada em ter recebido esses prêmios, e os considero como formas de reconhecimento de meu trabalho. Pessoalmente se tornaram fatores de motivação para novos desafios e me incentivaram a continuar escrevendo. Sobre vendas, acredito que os prêmios são indicadores criteriosos de qualidade literária e podem incentivar o leitor a conhecer e, talvez, adquirir obras premiadas.

A senhora acha que os professores estão preparados para incentivar a leitura?
Quando dava aula, incentivava meus alunos a ler e a frequentar as bibliotecas públicas. Na rede municipal onde atuava, existiam as salas de leitura com professores especialistas em literatura. A leitura na escola é fundamental, e é a base para a boa redação e para a compreensão de textos. O professor sabe disso e naturalmente possibilita o acesso do aluno à boa leitura. No entanto, é importante que esse professor se mantenha atualizado e leia constantemente, pois na educação não podemos parar de estudar.

Quais são os maiores desafios para a formação dos leitores no Brasil?
Aumentar a quantidade de bibliotecas, incentivar e motivar os leitores com livros de excelente qualidade literária, priorizar temas interessantes para o público leitor, incentivar a publicação de autores brasileiros e sermos criteriosos na escolha de títulos.

Escrever para crianças e jovens em um mundo onde a tecnologia invade todos os cantos não é difícil? Como despertar o interesse pelo livro impresso?
O livro digital é uma realidade em muitos países. Trata-se de uma democratização da literatura. No entanto, no Brasil, ainda é acessível a uma parcela mínima da população. Considero inevitável, num futuro próximo, que esse acesso aumente e se torne mais presente na vida dos leitores. Mesmo assim, acredito que o livro impresso sempre existirá, pois o contato físico com o objeto livro faz parte de uma interação pessoal entre o texto e o leitor. Mas, além disso, o mais importante é que se leia, seja em qualquer mídia, impressa ou digital.

Como escolhe seus temas? De onde vem a inspiração?
Meus temas preferidos tratam de arte, cultura e música, mesmo quando escrevo obras ficcionais. Muitas vezes acho interessante misturar o informativo com a ficção. Gosto de escrever biografias, pois aprendo com a pesquisa e acredito que o texto biográfico possa ajudar o leitor a entender como são as pessoas, como elas vivem, e cumprem um papel na sociedade. A minha inspiração vem do tema escolhido e do desafio em escrevê-lo. Cada livro é especial, tem sua história, meu momento de vida, uma parte de meu ser. Cada novo livro é uma nova conquista, que se torna uma etapa vencida, que me faz ir além.

Quando começou a se interessar pelos livros? Quem mais incentivou? Quem eram seus autores preferidos na infância?
Na minha família, a leitura sempre esteve presente. Quando criança, minha mãe me levava à biblioteca do nosso bairro semanalmente e eu trazia livros com o compromisso de ter um tempo determinado para ler e devolvê-los. Meu pai fazia questão de me presentear com livros e minha irmã mais velha era, e ainda é, leitora assídua, o que contribuía mais ainda para despertar esse mundo da leitura. Aprendi que ler era divertido e libertador. O meu autor preferido na infância foi Monteiro Lobato: suas histórias me encantavam e faziam a minha imaginação fluir. Quando lia as suas obras infantis, eu me transportava para o mundo do Picapau Amarelo. Décadas depois, tive a emoção de escrever dois livros sobre sua biografia.

E na adolescência?
Na adolescência, o gosto pela leitura continuou presente. Lia os clássicos da literatura brasileira e portuguesa, mesmo com pouco tempo disponível, pois estudava música junto com a educação básica e, aos dezesseis anos, comecei a trabalhar e entrei para a faculdade. Nesse período, as obras de Machado de Assis eram as minhas preferidas. Mais tarde, as biografias de grandes mestres da música e das artes visuais se tornaram leitura constante, além dos livros acadêmicos. Comecei a escrever bem cedo, e durante a faculdade publiquei dois livros didáticos sobre música direcionados para cursos de formação de professores.

Quais são os problemas na formação dos professores?
Por muito tempo fui professora de artes em cursos de formação de professores e sei que um dos problemas é a falta de tempo do futuro professor para fazer pesquisas mais aprofundadas, participar de debates para desenvolver cada vez mais o seu senso crítico e a reflexão sobre o que é educar e o que é aprender. As necessidades da vida, como trabalho e o seu sustento, muitas vezes acabam exigindo do aluno, futuro professor, uma atenção maior. Especificamente sobre a formação de professores de artes, há que se valorizar a sua importância pedagógica no curso de formação dos professores, como mais um campo de desenvolvimento do conhecimento humano e oportunizar a formação sobre educação musical e artes visuais.

Os clássicos continuam sendo importantes na formação?
Sem dúvida. A literatura clássica é fundamental para a construção do conhecimento. O escritor existe a partir do que ele leu, ou lê, e do repertório que foi adquirido ao longo do tempo. Conhecer diferentes formas de escrita, gêneros e estilos literários, contribui de forma significativa para o pensamento divergente e a formação cognitiva de cada indivíduo.

Por Ivani Cardoso | Contec Brasil | 2/4/2015

O mercado editorial na ótica de Ednei Procópio


Assista, neste domingo, dia 5, às 22h, a mais recente entrevista de Ednei Procópio, editor especialista em livros digitais, ao Programa Direito e Justiça Em Foco. Nos canais 26 NET, 21 TVA ou 53 UHF ou também pelo site em tempo real www.redegospel.tv.br.

Livraria causa burburinho na internet com pergunta sobre cenários de livros


Postagem viralizou e já foi compartilhada por mais de cinco mil usuários

Se você acordasse no cenário do último livro que leu, onde você estaria?” Com esta pergunta postada no domingo, em sua página do Facebook, que a rede de livrarias Cia. dos Livros causou certo furor na internet. A postagem viralizou: até o momento, já foi compartilhada 5.113 vezes e recebeu 2.121 comentários, além de milhares de curtidas. Dentre os comentários, alguns são bastante peculiares. Um internauta “estaria no Egito, trocando altos bafos com Tutancâmon”, outro “estaria na Tchecoslováquia ocupada pelos nazistas, lutando pela revolução ao lado do poeta Jaromil” e um terceiro, “em meio ao Atlântico Sul, navegando em um barco a remo junto com o Amyr Klink”. [nota do editor: no fechamento da edição do PublishNews, o post já tinha sido compartilhado 8.728 vezes]

Por Rodrigo Casarin | Blog Página Cinco | UOL | 01/04/2015