Antes de publicar seu próximo livro


Dissertação examina os sistemas de DRM


Os livros digitais facilitam o acesso aos livros, por meio de fatores como a diminuição de barreiras geográficas e financeiras. Como forma de combater a pirataria na rede, os e-books são protegidos por Digital Rights Management [DRM], uma trava tecnológica que permite que os titulares de direitos autorais protejam seus direitos por meio do controle do que os usuários conseguem fazer com os arquivos digitais. Esse foi justamente o tema escolhido pela autora Ana Carolina Bittar para a tese de mestrado que defendeu na Fundação Getúlio Vargas. Digital rights management, concorrência e acesso ao conhecimento no mercado de livros digitais examina como os sistemas de DRM afetam a concorrência no mercado de livros digitais. A íntegra da dissertação pode ser baixada gratuitamente clicando aqui.

PublishNews | 15/05/2015

CLUBE DE LEITURA LIVRUS | ​Narrativas de horror, um trajeto do conto ao videogame!


CLUBE DE LEITURA | ?Narrativas de horror, um trajeto do conto ao videogame

CLUBE DE LEITURA | ?Narrativas de horror, um trajeto do conto ao videogame

Convertei-vos e crede.. no digital


Por José Fernando Tavares | Publicado original em Colofão | 13/05/2015

É sempre difícil para nós [ao menos para mim] aceitar de bom grado as mudanças.

Parece que somos sempre levados a permanecer com os pés grudados no território já conquistado, com medo de nos lançarmos em busca de novas terras.

A sensação de insegurança que o novo mostra se contrapõe de modo brutal com a segurança que temos ao olharmos para trás e vermos o que já conhecemos. Foi assim, provavelmente, para o primeiro homem que ousou enfrentar o mar em busca de novas terras. É assim todos os dias de nossas vidas. Temos sempre receio de mudar e desconfiamos das coisas novas, sem nem mesmo conhecê-las.

Não é diferente para o mundo editorial, que olha os livros digitais como o pai coruja olha o primeiro namoradinho da sua filha. Temos medo e pouco conhecimento e, em consequência, tentamos modelar este novo à imagem do que já conhecemos.

A reflexão da Lúcia [veja aqui] já nos convidava a repensar um pouco o modo como estamos criando nossos livros digitais. Comprovo isto naqueles projetos que preveem a passagem de uma versão impressa para uma digital. Os critérios adotados pelos editores/autores/designers para esta “conversão” são sempre relacionados ao formato impresso, na tentativa de manter exatamente a mesma “cara”. O que, sabemos, não é possível. Surge assim a frase que todo designer de livros impressos diz: “Mas assim perdemos a riqueza do design”.

E é difícil convencer de que design é muito mais que espaçamento ou cor de fundo nas páginas. Existem muitos sites lindos [esteticamente falando] e que são feitos com a mesma tecnologia dos e-books no formato ePub; portanto, um e-book não deve ser necessariamente “feio”. Pode e deve ser “bonito”, seja qual for o significado de “bonito”.

O que precisamos é de uma “metanoia”1, palavra grega traduzida por conversão, mas que significa muito mais do que isso. É uma mudança nos critérios, no ponto de vista.2

Na prática, como podemos iniciar este processo? Repensando a apresentação do conteúdo e levando em consideração o novo suporte onde será apresentado. Não adianta manter todos aqueles espaçamentos que a página impressa permitia [ou exigia], porque a tela de um e-reader, tablet ou smartphone é pequena! Não adianta querer que a imagem passe de uma página para outra, pois um e-reader não tem página dupla3; não adianta querer que a minha capa seja quadrada como no impresso. Afinal, as estantes das lojas e os e-readers apresentam um espaço vertical.

Surge então a pergunta: por que perder este precioso espaço de marketing só para imitar o impresso?

Produzir um livro digital exige critério e não deve ser feito ao acaso, simplesmente eliminando as partes que não funcionam bem. Seria útil pensar a partir do leitor que irá pôr as mãos naquele aparelho e se confrontará com o conteúdo fornecido.

Algumas perguntas podem nos ajudar: é realmente relevante o modo como eu estou apresentando o conteúdo? Este design ajuda a perceber e viver melhor o texto? Agrega algo esta imagem, este enfeite, ou serve só para “encher linguiça”?

Lógico, para chegar a este ponto é necessário estudar, entender e sobretudo LER no formato digital.

Então, a primeira regra de ouro para quem produz conteúdo no formato digital é: LEIAM o que vocês estão produzindo em e-readers, tablets, smartphones4 e sintam se a apresentação do conteúdo era realmente o que vocês tinham intenção de comunicar.

Segunda regra: quando possível, criem primeiro a versão digital e depois a impressa.5

Finalizo com outro elemento prático que teremos oportunidade de aprofundar: pensem em um formato que possa agregar qualidades típicas do digital ao seu conteúdo, como o ePub3 fluido, que oferece a capacidade de adaptação para os vários tamanhos de tela, melhor navegação no conteúdo, integração com elementos multimídia e capacidade de poder apresentar o conteúdo seja online ou offline.

1. meta = mudança, ir além; nus = mente, mentalidade.
2. O “nus” para os gregos era o princípio que tudo governa e dá sentido à existência.
3. A menos que eu o vire na horizontal e tenha assim a simulação de uma dupla página. Isto, na realidade, causa mais problemas do que soluções.
4. Ler realmente e não simplesmente dar uma olhadinha ou fazer testes. A leitura prolongada de um texto vai ajudar a encontrar os pontos fortes da versão digital e as fraquezas do design.
5. A experiência da Maurem Kayna [confira aqui] é significativa neste sentido. Também fiz uma experiência parecida com um livro infantil e foi uma experiência muito interessante.

José Fernando Tavares

José Fernando Tavares

Por José Fernando Tavares | Publicado original em Colofão | 13/05/2015

Trabalha com livros digitais desde o início de 2009. Com formação humanística, viveu 20 anos na Itália, onde atuou como gráfico e diagramador de livros. Ali conheceu e se apaixonou pelos livros digitais. Fundou como sócio a Simplíssimo Livros e, no início de 2014, a Booknando Livros, uma empresa voltada à produção e à formação de profissionais da área com cursos e palestras sobre o tema. Ama uma boa macarronada e um bom vinho!

O eBook cuja história viaja com o leitor


Imagine ler um eBook cuja história se passa na cidade onde você está. Rio de Janeiro, Bueno Aires, Nova Iorque, Paris, Roma e Liboa. Trip Book Smiles é o primeiro eBook que se adapta ao roteiro da viagem do leitor.

O leitor também pode ter a experiência do Trip Book Smiles quando quiser. Basta baixar o aplicativo para iOS ou Android e embarcar nesta aventura. O leitor baixa o aplicativo Trip Book Smiles. Viaja e leva o tablet com ele. O aplicativo reconhece a cidade onde ó leitor se encontra e a versão do eBook correspondente.

Confira o case!

A leitura multiplataforma de hoje


Publicado originalmente em A Tribuna - Santos | Por Carlota Cafiero | Página E4 | 10/05/2015

Publicado originalmente em A Tribuna – Santos | Por Carlota Cafiero | Página E4 | 10/05/2015

Afinal, como funciona o financiamento coletivo para livros?


Calma! Não estamos falando de nenhum bicho de sete cabeças.

O crowdfunding para livros é simplesmente uma forma de arrecadar fundos para um projeto com a ajuda do público interessado. Alguns o chamam de “vaquinha virtual”, porque as transações e a divulgação do projeto acontecem na Internet.

Uma diferença do financiamento coletivo em comparação com as formas tradicionais de adquirir produtos/serviços é que, aqui, o dinheiro vem primeiro [etapa de arrecadação] e a entrega do projeto aos interessados ocorre depois [etapa de produção].

Confira no Blog da BookStart quais as vantagens que esse modelo proporciona.

Startup Árvore de Livros é selecionada durante a Pitch Corporate Educação


Em 7 de maio aconteceu na sede da Microsoft, em São Paulo, o Pitch Corporate Educação. Organizado pela ABStartups [Associação Brasileira de Startups] – que anunciou uma nova diretoria -, o evento reuniu 10 startups do setor de educação.

Na ocasião, essas pequenas empresas têm a oportunidade de apresentarem seus “pitchs” a grandes organizações que são referência em seus respectivos mercados, como educação, saúde, varejo, tecnologia e entretenimento.

Queremos passar a mensagem para os empreendedores que o dinheiro mais barato que eles podem ter vem dos clientes, e não de investidores. Por isso nosso foco é gerar negócios”, disse Guilherme Junqueira, gerente executivo da ABStartups e coordenador do Pitch Corporate.

No ano passado, segundo Junqueira, de cada dez startups que apresentaram seus produtos para grandes empresas, sete conseguiram agendar reuniões e quatro fecharam ótimos negócios.

Esta foi a segunda edição do Pitch Corporate Educação e conta com o patrocínio da Estácio, Kroton e Microsoft e o apoio da Fundação Lemann, Gera Ventures, CI&T, Intel, Positivo, Edu4Me, Agência TrustMe, Plug, ABRAII e Comitê de EdTech da ABStartups.

Abaixo, as 10 startups que participam do evento.

Árvore de Livros – https://www.arvoredelivros.com.br
Aulalivre – http://aulalivre.net
Beenoculus – http://www.beenoculus.com
Eduk – http://www.eduk.com.br
EngagED – http://engaged.com.br
Grid Class – http://gridclass.com.br
Já Entendi – http://jaentendi.com.br
MBA 60 – http://www.mba60.com
Me passa aí – https://mepassaai.com.br
Opusphere – http://opusphere.com

Outras cinco startups foram escolhidas como Menção Honrosa: Dito, Ekole, Meu Tutor, Neolude e Outclass.

Pequenas Empresas & Grandes Negócios | 08/05/2015

Editora lança coleção de eBooks gratuitos com anúncios publicitários


Em parceria com a rede de blogs TopMothers, editora transforma conteúdo da internet em e-books

Nesta sexta-feira [8], a TopMothers, rede de blogs sobre maternidade com mais de 9 milhões de pageviews mensais, aproveita seu primeiro evento presencial, o Haus TopMothers, para brindar o lançamento da Coleção TopMothers de e-books. Por trás da iniciativa, está O Fiel Carteiro, editora 100% digital, que costurou a parceria com o coletivo de blogueiras para transformar seus textos virtuais em e-books. A grande novidade dos oito títulos que lançam a coleção é que eles serão oferecidos gratuitamente e o modelo de negócios baseia-se na venda de publicidade veiculada em suas páginas digitais. “Muito mais do que disponibilizar o conteúdo da blogueira em uma nova plataforma, também vamos transformá-la em uma oportunidade de publicidade para o anunciante”, explica Elaine Soares, gerente comercial de TopMothers. “Estamos estudando também um modelo de negócios em que o livro não seja gratuito para os próximos lançamentos da coleção, facilitando assim a remuneração do varejista”, explica André Palme, gerente executivo d’O Fiel Carteiro. A idéia é que os livros sejam atualizados em novas edições ou ganhem novos volumes conforme o conteúdo dos blogs se expanda. “O livro digital é ágil, flexível e não tem barreiras, o que permite ações que o tornam uma plataforma de mídia e branding muito interessante para as marcas”, complementa Palme. As lojas da Kobo e a Livraria Cultura são parceiros estratégicos da iniciativa e vão destacar a coleção em suas lojas virtuais durante o mês das mães, mas não há exclusividade e os livros poderão ser encontrados em outras livrarias digitais.

Os oito livros da Coleção TopMothers são estes:

Look Bebê, Ana Luisa Masi
Potencial gestante, Luiza Diener
Agora sou mãe, Bia Mendes
As delícias do Dudu, Thais Ventura
Mil dicas de mãe, Nivea Salgado
Macetes de mãe, Shirley Hilgert
Bagagem de mãe, Loreta Berezutchi
Petit Ninos, Marina Breithaupt

PublishNews | 07/05/2015

Admirável mundo digital


E seu eu pudesse converter páginas web para ler em meu e-reader?


Por Ednei Procópio

dotepubdotEPUB é uma aplicação na nuvem que permite converter qualquer página web em um eBook para ser lido, por exemplo, em seu e-reader Kindle. Trata-se de uma ferramenta bastante útil para consumidores de conteúdo [leitores] que podem criar eBooks à partir de navegadores modernos [tanto para desktops, quanto para hardware móveis como os tablets e smartphones]. Se o leitor tem o Chrome, o Firefox ou o Safari ele pode instalar um botão em seu browser que permite converter automaticamente o conteúdo desejado.

A inovação é que o dotEPUB permite que os escritores adicionem em seus blogs, por exemplo, uma ferramenta, chamada widget, que permite que seus textos possam ser lidos tanto nos hardwares quanto nos softwares de leitura compatíveis com os formatos ePub e Mobi.

Tendências contraditórias


Como sabem, trabalho com livro digitais, o que significa que estudos de webdesign se relacionam ao meu trabalho. Apesar do trabalho de produção de e-book não ser exatamente idêntico ao de produção de sites, muitos conhecimentos são partilhados, como noções de HTML e CSS.

Em algumas leituras e experiências com websites recentes percebi que existe uma tendência web para designs responsivos ou fluidos, assim como os comumente utilizados na produção de livros digitais baseados em texto. Isso me fez pensar no mercado de e-books, em especial, na persistente idealização de livros de layout fixo.

Livros de layout fixo geralmente são a solução para livros ilustrados, livros com formatação de almanaque e revista e quadrinhos. Muitas vezes estes livros precisam, além da formatação em layout fixo, de algum outro recurso em javascript para funcionarem perfeitamente, como os pop-ups da Amazon, por exemplo.

Vamos recapitular alguns assuntos já tratados. Já sabemos que existem variações na visualização de e-books de acordo com o player, o sistema operacional e o app utilizado para leitura, certo? Se isso acontece com um livro que é puramente HTML e CSS, com textos que correm fluidamente, se adaptando aos diferentes tamanhos de tela dos dispositivos, imaginem num livro cujos valores são todos fixos e que exige interpretação de outros códigos mais avançados?

Não estou aqui para negar a necessidade de livros em layouts fixos. Acredito que em muitos casos eles funcionam e até funcionam bem, mas os valores fixos que são intrínsecos ao formato parecem se opor à lógica web de adaptabilidade.

Hoje muitos sites possuem versão mobile ou design responsivo, e-mails marketing são feitos com templates igualmente fluidos e, aparentemente, o livro digital está indo contra esta tendência, buscando ainda uma similaridade com o livro impresso que não faz muito sentido manter.

Ok, eu compreendo. Um livro digital em layout fixo com uma diagramação fixa pode ser lindo visualmente e ser prático por estar sempre acessível, não representar peso e todas as vantagens relativas à mobilidade do meio digital. Mas não consigo enxergar essa diagramação como inerente ao formato. Parece forçado, como se não quiséssemos abrir mão de relacionar este estilo de formatação com a identidade do livro.

Na editora Rocco geralmente quando pensamos em layout fixo estamos falando de livros infantis em que gostaríamos de utilizar recursos de animação. Tenho pensado cada vez mais que talvez a saída sejam realmente os aplicativos que possam não necessariamente ser uma versão app do livro impresso, e sim ser algo complementar, como o app desenvolvido pela Spellbound [antiga Magic Book] para o livro Where the wild things are.

Vi que já existem revistas, como a ELLE, que estão usando essa tecnologia de integrar a mídia impressa com a digital. O problema é que o desenvolvimento de apps exige um investimento infinitamente superior ao de um livro de layout fixo, sem necessariamente aumentar a perspectiva de retorno. Talvez a tendência da transmídia também não seja a solução. Talvez a solução seja desapegar na mídia digital das exigências que criamos com a mídia impressa. O que sei é que, apesar de terminar este artigo cheio de incertezas, existem evidências por aí de que o layout fixo precisa ser repensado e seria besteira não prestarmos atenção nelas.

Por Lúcia Reis | Publicado originalmente em COLOFÃO | 6 de maio de 2015