Livro digital também foi destaque na última gestão da CBL


Karine Pansa está à frente da Câmara Brasileira do Livro [CBL] desde 2011. Às vésperas de deixar a presidência da entidade — o pleito que deve eleger seu sucessor acontece na próxima quinta-feira [26] –, Pansa assina o Relatório de Gestão 2011-2014. A publicação sintetiza as principais ações dos últimos quatro anos.

A evolução do livro digital no Brasil foi acompanhado pelo Congresso CBL do Livro Digital, que, em 2014, chegou à sua quinta edição. Na primeira edição do congresso, o mercado engatinhava nesse assunto. A única empresa a comercializar conteúdos nesse formato tinha surgido no ano anterior. Já na segunda edição, em 2011, o cenário já era outro. Prova disso, foram os 500 participantes que se inscreveram para ver e ouvir palestrantes nacionais e internacionais discutirem o futuro [e o presente] das publicações digitais. Em 2012, o mercado brasileiro presenciou a chegada da Amazon e da Kobo, mas antes disso, o congresso discutia a nova cadeia produtiva do conteúdo – do autor ao leitor e abordou as perspectivas para o mercado, seus modelos de negócios, aspectos tecnológicos, direitos autorais e o comportamento do leitor. Foi em 2013, na quarta edição do congresso, que a CBL realizou a pesquisa Mercado do Livro Digital no Brasil, que revelou que 68% dos editores e livreiros já tinham comercializado livros em formato digital. No entanto, 58% dos entrevistados disseram que a insegurança em relação ao formato técnico foi uma das razões que impediram a entrada no segmento. Na última edição do congresso, realizada ano passado, os participantes puderam comparar os dados de 2012 com 2013 apurados pela pesquisa Fipe/CBL/SNEL e perceberam que o número de títulos lançados em formato digital saltou de 7.470 em 2012 para 26.054 no ano posterior. O aumento nas vendas também foi relevante, saltando de 227.292 unidades em 2012 para 873.973 no ano seguinte.

Fonte: PublishNews | 23/02/2015

Leitores de Sorocaba ganham acesso gratuito à biblioteca digital


Os moradores de Sorocaba [SP] apaixonados por leitura têm agora uma nova maneira de viajar pelo mundo das histórias. Uma parceria realizada pela Secretaria da Cultura [Secult], junto à Biblioteca Municipal “Jorge Guilherme Senger”, com o site Árvore de Livros disponibiliza gratuitamente cerca de mil títulos de diversos gêneros literários para empréstimo on-line.

Sensacional. É assim que o estudante de Publicidade e Propaganda, Renan Klinguelfus, descreve a parceria. Ele aderiu à ferramenta assim que ficou sabendo da novidade. “Quando li que teriam vários livros gratuitos para qualquer pessoa, já procurei como me cadastrava e mandei o e-mail”, conta.

Morador do bairro Vila Independência, Renan acredita que a parceria trouxe facilidade para a vida dos leitores. “É uma biblioteca que fica longe, então é ótimo ter disponível o livro digital e isso de poder emprestar on-line torna a leitura responsável porque você não vai salvar o livro da internet e enviar para as pessoas”, destaca.

Ele, que já emprestou um e-book de poesias, afirma que a ferramenta é fácil e prática. “Dá para ajustar a letra, a cor e o tamanho. Li pelo celular e funcionou muito bem”, completa. A iniciativa, segundo ele, beneficia desde estudantes do ensino fundamental até universitários.

Segundo o coordenador da biblioteca municipal, André Mascarenhas, qualquer pessoa pode solicitar a participação. Para ter acesso ao sistema, o interessado deve enviar nome completo, data de nascimento e e-mail de contato para o endereço atendimentobiblioteca@sorocaba.sp.gov.br e aguardar um e-mail de confirmação.

Após o cadastro da senha, o leitor tem acesso a um acervo com títulos das mais variadas categorias, como biografias, infanto-juvenis, pedagógicos, negócios, entre outros. Os livros podem ser acessados em diversos dispositivos, como smartphones, tablets e notebooks e ficam disponíveis para leitura por 15 dias. Como não há necessidade de baixa-los, o sistema oferece maior segurança contra atos de pirataria.

Desde que a parceria foi assinada, mais de 180 pessoas, com idade entre 20 e 50 anos, solicitaram inclusão no serviço. “Consideramos a parceria importante para democratizar ainda mais o acesso às novas tecnologias de leitura e mostrar que é possível ter acesso tanto ao livro impresso como o digital de maneira que sejam ferramentas complementares para o estudo e aquisição de conhecimento”, destaca André.

‘Árvore’ em Salto

A Biblioteca Municipal de Salto [SP] também fechou parceria com o site de empréstimo de e-books. Os interessados em ter acesso às publicações devem comparecer à biblioteca para solicitar o cadastro de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, e aos sábados, das 8h às 14h. É necessário levar RG, CPF, comprovante de residência, uma foto 3×4 e o endereço de e-mail. A biblioteca municipal fica na Praça Paula Souza, 30, no Centro.

G1 – 23/02/2015

Maior biblioteca rural do mundo tem eBooks


No sertão baiano, em uma cidade com pouco mais de 25 mil habitantes, está a maior biblioteca rural do mundo. A Biblioteca Comunitária Maria das Neves Prado, ou Biblioteca do Paiaiá, dispõe de mais de 100 mil volumes, entre gibis e livros raros. Dentre as relíquias, a Coleção Completa de Molière, de 1732, e A Portrait of Oscar Wilde, edição com pouquíssimas tiragens. E agora também coloca à disposição de seus usuários a biblioteca digital da Árvore.

Seu fundador é o historiador Geraldo Moreira Prado. Alagoinha, como é conhecido, até internacionalmente, tem sua história abordada pela renomada crítica literária e professora aposentada da USP Walnice Nogueira Galvão. Uma bela história, por sinal, para a qual a Árvore tem a honra de contribuir.

Notícias do Blog do Galeno | Edição 386 – 20 a 26 de fevereiro de 2015

E-reader tem a mesma imunidade tributária de livros, diz TJ-DF


Na atualidade, entende-se como livro não apenas os impressos em papel, mas também aqueles disponibilizados em meio digital. Seguindo esse entendimento a Justiça do Distrito Federal concedeu liminar autorizando a entrada de e-readers no DF, sem a cobrança do ICMS.

A decisão atender a um pedido da Editora Saraiva e Siciliano. Para a 3ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do DF, que manteve a liminar, os aparelhos se encaixam na previsão constitucional que concede imunidade tributária a livros, jornais e periódicos.

A autora narrou que pretende comercializar no Distrito Federal dois modelos de aparelhos destinados à leitura de livros digitais, conhecidos como e-readers. Esclareceu que, embora o aparelho permita o acesso à internet, não pode ser confundido com tablet ou smartphone, pois seu acesso é restrito ao site da editora. Por meio do e-reader, o usuário pode comprar e fazer download de livros digitais para armazenamento e leitura. Em vista disso, pediu, liminarmente, que a mercadoria tenha o mesmo tratamento tributário aplicado aos livros, cuja imunidade é assegurada pela Constituição Federal.

Ao decidir sobre a liminar na primeira instância, a juíza Caroline Santos Lima, da 3ª Vara da Fazenda Pública do DF, considerou que o e-reader se encaixa na previsão constitucional que dispõe sobre o assunto [artigo 100, inciso VI, alínea ‘D’]. De acordo com o dispositivo legal, é vedado à União, aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios instituir impostos sobre livros, jornais, periódicos e ao papel destinado a sua impressão.

Na atualidade, entende-se como livro não apenas os impressos em papel, mas também aqueles disponibilizados em meio digital. Não há dúvidas de que quando da elaboração do texto constitucional ainda não se cogitava da leitura de obras literárias e livros em meio digital. No entanto, a evolução social autoriza e exige que se amplie o alcance de certas normas, sob pena de distanciar a constituição do corpo social a que se destina. No caso em apreço, a imunidade tributária tem por escopo proteger a liberdade de expressão, universalizar o acesso à cultura, incentivar a leitura etc”, concluiu a juíza.

O DF recorreu da liminar ao TJ-DF, mas a Turma Cível que apreciou o recurso manteve o mesmo entendimento. “Não está escrito no texto constitucional que os livros, os jornais e os periódicos só serão imunes quando forem confeccionados de papel. Admitir que qualquer outra manifestação cultural, educacional ou de imprensa seja passível de manipulação governamental, por tributos, é reduzir a intenção do constituinte. Tal interpretação equivaleria a considerar que a liberdade de expressão só pode manifesta-se através de veículos de papel!”, enfatizou o relator do recurso, desembargador Jansen Fialho de Almeida. A decisão colegiada foi unânime. Com informações da Assessoria de Imprensa do TJ-DF.

Conjur | 21/02/2015

Sebo de eBooks já é realidade na Holanda,


Plataforma holandesa permite a compra e a revenda de livros digitais

Tom Kabinet

Na Holanda, os leitores de e-books podem revender seus livros digitais “usados”. É que foi lançada por lá a e-bookStore Tom Kabinet oferecendo o serviço de venda de livros digitais “usados”. A loja entrou no ar em junho do ano passado, mas as editoras holandesas recorreram à justiça contra a Tom Kabinet. A loja teve uma vitória parcial e voltou às operações recentemente. A Justiça holandesa entendeu que as vendas de e-books usados no país não é ilegal, mas que a Tom Kabinet não tinha tomado medidas suficientes para evitar a pirataria. A princípio, a Tom Kabinet limitou a venda de livros com DRM livre e de ePubs com marcas d´água digitais. Como medida contra a pirataria, o site adicionou marcas d´água digitais em livros que passaram pela loja, mas isso não foi suficiente para o Tribunal de Amsterdam. Como resposta à Justiça, a Tom Kabinet decidiu que compraria de volta apenas os e-books vendidos pelo site, ou seja, os usuários que compraram e-books “novos” no site da Tom Kabinet poderão revendê-los. No próprio site, há uma seção especial para explicar a pendenga judicial em que se envolveu. “Ao oferecer também novos e-books, eu resolvi o meu problema! e-Books novos que você compra em Tom Cabinet podem ser facilmente vendidos. Basta você entrar na sua conta onde poderá visualizar os e-books que você já comprou. Clique nos livros que você quer vender, defina o seu preço e pronto! Ele está à venda”, explica o processo de compra e revenda de e-books.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 20/02/2015

Leitura online de Tolstói entra para o ‘Guinness’


O projeto de leitura on-line do romance “Anna Karenina”, realizado em conjunto pelo Google com a casa-museu de Lev Tolstói “Iásnaia Poliana”, foi acompanhado em 106 países e entrou para o Livro Guinness dos Recordes na categoria de “maior audiência de uma maratona de leitura pela internet”.

Com base no material da maratona “Karenina. Edição ao Vivo”, o Google criou um site que combina texto, vídeo, áudio, informações para consulta e um sistema prático de navegação. Pelo sistema de busca, é possível encontrar qualquer leitor por sobrenome, ler o romance desde o início ou escolher a sua passagem favorita.

A leitura on-line está se tornando cada vez mais popular”, diz a coordenadora do projeto no Google Rússia, Svetlana Anurova. “Vamos realizar novos projetos que aliem patrimônio cultural e literário a novas tecnologias. Exemplo disso é o projeto conjunto de tour virtual no Teatro Bolshoi.

A maratona de leitura foi realizada em outubro de 2014 e teve transmissão ao vivo pelo Google+. Mais de 700 pessoas participaram ativamente do evento, que durou 30 horas.

Entre os locais que tiveram participação de leitores estão o Teatro Bolshoi, em Moscou, o Palácio Peterhof, em São Petersburgo, os escritórios do Google em Londres e Dublin, os estúdios do Youtube em Tóquio e Los Angeles, a Casa Púchkin de Seul, e o Centro Russo de Ciência e Cultura em Paris.

Gazeta Russa | 20/02/2015

Editora vende capítulos avulsos de eBooks


A editora Oficina de Textos, especializada em livros técnicos e científicos, modificou seu modelo de comercialização de e-books. Agora, além das obras completas, os leitores poderão adquirir capítulos separadamente. Para possibilitar a modalidade de vendas, a editora desenvolveu uma plataforma própria, onde todos os e-books [integrais ou capítulos avulsos] passarão a ser distribuídos pelo novo sistema. Cerca de 30% do catálogo já está convertido para formato digital e as estimativas são de chegar a 100% em dois anos. Inicialmente, os capítulos avulsos serão disponibilizados para as obras que têm maior demanda e, gradativamente, esta opção deve se estender às demais obras. Os textos podem ser comprados diretamente no site da Oficina de Textos ou nas lojas digitais Google Play, Cultura e Saraiva.

PublishNews | 19/02/2015

Plataforma funciona como GPS para escritores


Novidades na Widbook: usuários poderão optar por conta premium. Por R$ 7,99 por mês, usuário poderá ter acesso a detalhes da sua audiência

Rede de eBooks Widbook tem aplicativo para celulares que rodam Android lançado. [Foto: Divulgação]

Rede de eBooks Widbook tem aplicativo para celulares que rodam Android lançado. [Foto: Divulgação]

O Widbook, comunidade literária com mais de 250 mil escritores e leitores no mundo, acaba de lançar um serviço premium para seus usuários escritores. Por R$ 7,99 por mês, os usuários poderão ter detalhes da sua audiência e da interação de seus leitores com o livro como, por exemplo, saber onde o leitor abandonou a leitura e quais os capítulos mais lidos. Para os idealizadores do Widbook, estes dados podem ajudar o escritor a entender e nortear a sua história. “O escritor será capaz de entender sua audiência com mais profundidade e saber exatamente quem está lendo cada capítulo do seu livro, em que parte da história estão e de onde eles vêm. Tudo em tempo real. A Conta Premium traz ferramentas importantes para a construção da história, com detalhes completos e exclusivos que poderão dar à história novos rumos, além de oferecer uma experiência completamente nova entre escritor e audiência”, conta o co-fundador do Widbook Joseph Bregeiro. Para entender essas interações, os usuários terão acesso a gráficos com a visão geral da audiência.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 19/02/2015

Livros de papel estão em queda, rumo à extinção. É questão de tempo?


Uma pergunta que há anos ronda as redações jornalísticas agora começa a também tomar de assalto outros setores, como o editorial e o monetário: o jornal em papel, os livros e o dinheiro físico [a moeda] sobreviverão aos avanços tecnológicos? Se sim, quais mudanças acontecerão [e também quais já estão acontecendo] nas formas de consumo desses bens?

De fato, é difícil imaginar um mundo onde não existam livros que possamos folhear ou onde ganhamos e gastamos dinheiro sem nunca termos tocado nele. Contudo, essa realidade [que alguns chamariam de apocalíptica] não parece tão distante.

Hoje, por exemplo, o total de dinheiro que circula apenas pelos meios eletrônicos é cerca de 74 vezes a quantidade de papel-moeda em posse dos bancos e de 14 vezes a quantidade total de papel-moeda existente, segundo o Instituto Ludwig von Mises- Brasil — uma associação voltada à produção e à disseminação de estudos econômicos e ciências sociais.

Já no mercado editorial brasileiros, os e-books ganham cada vez mais espaço. Segundo a Câmara Brasileira do Livro [CBL], em dois anos a receita da venda de livros digitais cresceu 14 vezes. Hoje, eles representam praticamente 3% do total de vendas das principais editoras.

Revistas e jornais impressos também sangram por conta das mudanças nas formas de comunicação. Em 2012, em um editorial antes de um debate ao vivo, o jornalista Alberto Dines, criador do site Observatório da Imprensa, destacou que a mídia vive tempos de angústia.

A pujança da nossa civilização nos últimos milênios apoiou-se paradoxalmente num produto extremamente frágil, vulnerável, perecível: o papel. E o papel, segundo anunciam as ‘cassandras’, está com os dias contados. O que antes funcionava no espaço e medido em centímetros, agora foi transformado em bits, bytes, impulsos armazenados em chips microscópicos ou nas nuvens.

O mesmo movimento é visto na educação, onde há escolas que aos poucos vão reduzindo a necessidade do caderno e livros físicos e os trocando por meios digitais, como tablets e notebooks.

Mas acabar com o papel ainda é um pensamento distante. Embora aconteça uma migração natural para os meios eletrônicos — dinheiro se transforma em cartão de plástico, livro em e-books e jornal em sites noticiosos — a celulose ainda é uma das grandes invenções da humanidade, e vai estar presente no nosso dia a dia por muito tempo ainda, embora com redução no futuro.

Mas em tempos de preocupação ambiental, essa redução gradativa, quando acontecer, fará um bem para o meio ambiente, já que a materia prima do papel é a celulose extraída das árvores.

Linha do tempo

Livros x e-books, com o passar dos anos

1400

Na Idade Média, ter um livro era um luxo. As obras — em geral manuscritos, feitos com grande quantidade de pergaminho e com o trabalho dos copistas [artesãos que copiavam os manuscritos] — custavam caro, muito caro. Em Paris, o “preço médio” de um livro correspondia a sete dias de “salário e pensão” de um notário ou secretário do rei, equivalente aos conselheiros do Parlamento e os professores da universidade. Uma das mais importantes e maiores bibliotecas da época, a do escrivão do parlamento Nicolas de Baye, possuía 198 volumes.

1450

O surgimento da Bíblia de Gutenberg marcou o início da produção em massa de livros. Uma verdadeira revolução. Hoje, a maior biblioteca do mundo é a do Congresso norte-americano, localizada em Washington, nos Estados Unidos. O local hospeda mais de 155 milhões de itens, sendo mais de 32 milhões de livros catalogados e mais de 63 milhões de manuscritos.

2005

Há uma década a internet vem mudando a cara do mercado editorial. Nos Estados Unidos, as editoras atuam mais em lojas online e vendas de e-books do que em varejistas físicas. Em 2013, as vendas “virtuais” somaram US$ 7,54 bilhões, contra US$ 7,12 bilhões dos livros tradicionais, de acordo com estatísticas da BookStats. Foram 512 milhões de e-books vendidos, um aumento de 10,1% na comparação com os números de 2012.

2013

No Brasil, os livros digitais começam a se consolidar como uma realidade. De 2012 para 2013, a venda de e-books registrou um crescimento de 225,13%, segundo a Pesquisa FIPE/CBL-SNEL 2013. Em 2012, a mesma pesquisa já havia apontado um crescimento de 343,44% sobre o ano anterior. Além disso, no ano retrasado, o mercado do Brasil movimentou R$ 12,7 milhões contra R$ 870 mil em 2011. Contudo, a venda dos e-books ainda representa somente 3% do faturamento das editoras. Algo que em breve deve mudar.

FRASE

É inegável o avanço rápido e assertivo dos livros digitais em nosso país com as livrarias virtuais atraindo, de modo progressivo e constante, leitores de todas as idades e classes sociais. As editoras também têm investido para se adequar a esse novo mercado. Houve avanços em relação ao formato e distribuição, assim como no desenvolvimento de conteúdo. A tendência é de que os formatos convivam. Se por um lado há os recursos tecnológicos que atraem certo público, por outro há pessoas que gostam de folhear o livro, do contato com o papel, de manusear, fazer anotações. Não acredito que o livro impresso acabará”, de Karine Pansa, ex-presidente da Câmara Brasileira do Livro [CBL].

Bem Paraná | 19/02/2015

Más notícias para o Kindle Unlimited na França?


Fleur Pellerin, French Minister of Culture and Communication | Photo: ActuaLitté

Fleur Pellerin, French Minister of Culture and Communication | Photo: ActuaLitté

Nesta quinta, a ministra da Cultura da França, Fleus Pellerin, anunciou que o Kindle Unlimited e outros serviços de subscrição ilimitados de e-books são iliegais na França porque violam a lei do preço fixo estabelecida pelo país. A lei do preço fixo francesa, chamada Lei Lang foi estabelecida em 1981 e diz que os editores é quem decidem o preço final de seus livros. Aos varejistas são permitidos descontos máximos de 5% sob o preço de capa. A ilegalidade apontada por Pellerin é baseada em relatório escrito por Laurence Engel, uma espécie de mediadora do livro, e encomendado por Pellerin em janeiro deste ano, um mês depois de o Kindle Unlimited ser lançado na França. O relatório de Engel considerou que nos serviços de subscrição, os preços dos livros não são definidos pelos editores, mas pelo serviço de assinatura, portanto, violando a Lei Lang. Engel recomendou que as empresas afetadas – Kindle Ulimited, Youboox e YouScribe – têm três meses para cumprir a lei francesa. O advogado da Youboox, Emamanuel Pierrat argumentou que a lei do preço fixo da França refere exclusivamente ao preço de venda do livro, ou seja, a troca de dinheiro pela propriedade do livro, não versa sobre a licença para ler um livro digital, que é o serviço oferecido pela empresa que representa. Engel, no entanto, discorda dessa interpretação.

Por Hannah Jonhson | Publicado originalmente em Publishing Perspectives | 19/02/2015

Mercado de eBooks cresce no Brasil com uso cada vez maior nas escolas


Cerca de 40% das escolas particulares já utilizam a tecnologia.Agora, os livros didáticos são substituídos pela plataforma digital.

O mercado de livros digitais didáticos, os chamados e-books, está em expansão no Brasil. Os alunos de 40% das escolas particulares do país já usam essa tecnologia para aprender.

As crianças mal sabiam ler, mas já dominavam o mundo digital. “Você pode mexer, você pode fazer o que você quiser“, conta Ana Beatriz Pereira, estudante de 6 anos.

É nessa geração que o mercado está de olho. O estoque da editora, uma das quatro maiores do país, está lotado de livros de papel. Mas, nos dois últimos anos, a principal aposta da empresa foi em livros digitais. Só no catálogo de 2015, foram R$ 4 milhões. Todos os 750 títulos didáticos impressos agora são também eletrônicos.

Eu posso, por exemplo, utilizar vídeos, infográficos e simuladores para enriquecer o conteúdo do livro didático“, explica Ewerton Gabino, gerente de uma filial da editora FTD.

Em 2013, o faturamento com a venda de livros didáticos eletrônicos no país subiu 8,23% e a tendência é de expandir mais. Agora, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação exige que as obras didáticas impressas do Ensino Médio para escolas públicas sejam acompanhadas da versão digital.

Hoje quatro em cada dez escolas particulares já adotam essa tecnologia, um crescimento de 10 pontos percentuais no último ano. As filhas de Sílvia estão em uma escola que há dois anos usa livros digitais.

Há editoras que já expandiram o conteúdo didático na versão digital. Na escola onde as gêmeas estudam, os livros digitais estão disponíveis desde a educação infantil até o ensino médio.

Matemática, lingua portuguesa, religião, história, geografia e ciências“, conta a estudante Sofia Queiroz.

O dinamismo no aprendizado que realmente mudou. É muita coisa ao mesmo tempo e eles conseguem assimilar“, conta a doceira Sílvia Antunes Lopes Queiroz.

Por Fabiana Almeida | Belo Horizonte, MG | Publicado originalmente em O Globo | Edição do dia 18/02/2015, atualizado em 19/02/2015 01h55

 

Universidade do Estado do Pará disponibiliza mais de 45 mil livros gratuitamente


Alunos e professores terão podem acessar a plataforma on-line.Títulos estão disponíveis por 90 dias.

A Universidade do Estado do Pará [Uepa] disponibiliza 45 mil edições online de exemplares referentes às diversas áreas do conhecimento, de forma gratuita, no site da EBSCO Information Services. Para fazer o download dos livros é necessário que o usuário crie uma conta na plataforma, disponível no lado direito do site.

O projeto está em fase experimental e agrupa títulos nacionais e internacionais. Dependendo da quantidade de acessos obtidos durante este período, a Uepa pode firmar sua parceria com o site para disponibilizar cerca de 135 mil edições eletrônicas e ter vinculação do Portal da CAPES e da própria produção cientifica da Universidade, disponível nas bibliotecas da instituição, a partir de uma única interface.

Ao final do prazo estipulado, a Uepa solicitará o resultado quantitativo dos acessos para a Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas do Pará [FAPESPA]. A resposta servirá de estímulo para que a instituição adquira, de forma apropriada, esta plataforma de informação, por meio de proposta enviada às agências de fomento.

Assim, é fundamental que aproveitemos ao máximo as informações disponíveis nessa base de dados, para podermos pleitear a aquisição definitiva desta importante ferramenta de construção do conhecimento científico”, diz o diretor de Desenvolvimento à Pós-Graduação da Uepa, professor Regis Andriolo.

Mundo Digital | Portal G1 PA | 19/02/2015, às 00h59

Ferramenta transforma tweets de autores em poesia


Ferramenta foi criada pelo centro cultural b_arco

Ferramenta foi criada pelo centro cultural b_arco

 

Criado pelo o centro cultural b_arco, de São Paulo, o site poetweet transforma os tweets de qualquer pessoa em poesia. A ferramenta faz uma pesquisa de todo o histórico do usuário da rede social, combinando tweets em poemas de até três formatos [soneto, rondel e indriso] e achando rimas entre eles. Como nas antigas experiências dadaístas, os resultados são muitas vezes surreais, com versos repletos de nonsense. Segundo os criadores, a ideia é “incitar a discussão sobre o que é poesia”. Clique aqui para ver o resultado de algumas dessas experiências.

Por Bolívar Torres | O Globo | 12/02/2015

Kindle Unlimited chega ao México e ao Canadá


O serviço de subscrição já funciona no Brasil desde dezembro

Amazon lançou seu serviço de subscrição de e-books, o Kindle Unlimited, no México e no Canadá, oitavo e nono país a receber o serviço. O lançamento acontece seis meses depois do lançamento oficial nos EUA, quatro depois do lançamento no Reino Unido. Aqui no Brasil, o Kindle Unlimited foi lançado em dezembro do ano passado. O serviço no México custa 129 pesos e no Canadá CDN$ 9,99, [nos dois países, o preço é equivalente a US$ 8]. O catálogo tem 750 mil títulos, muitos deles autopublicados pelas plataformas da própria Amazon.

PublishNews | 13/02/2015 | Por Leonardo Neto

Coleção Educadores, do MEC, disponibiliza 62 títulos grátis na Internet


Estão disponíveis no portal Domínio Público do Ministério da Educação a Coleção Educadores, com 62 títulos. As obras são dirigidas aos professores da educação básica e às instituições de educação superior que atuam na formação de docentes, mas o acesso é livre no portal.

Paulo Freire, Anísio Teixeira, Jean Piaget e Antônio Gramsci, dentre outros, fazem parte da Coleção Educadores. Integram a coleção 31 autores brasileiros, 30 pensadores estrangeiros e um livro com os manifestos Pioneiros da Educação Nova, escrito em 1932, e dos Educadores, de 1959.

Confira as coleções e faça o download das obras no Portal Domínio Público.

Canal do Ensino

Widbook permite acesse a conteúdo de 1.400 livros pelo celular


Nos tempos de compartilhamento de músicas e vídeos, em que a aprovação ou reprovação dos artistas vêm em tempo real, e até mesmo discos, filmes e séries de tevê saem do papel graças aos fãs, era de se imaginar que uma hora ou outra os livros entrariam nesse mesmo processo. Criada por um grupo de jovens empreendedores brasileiros, o  possibilita às pessoas do mundo todo, sozinhas ou em grupo, escreverem seus próprios livros ou enviarem colaborações para obras de outros autores, tornando-se coautores.

O Widbook lanç0u um aplicativo gratuito de leitura. Disponível inicialmente para Android, o app possibilita acesso grátis a mais de 1.400 livros da plataforma além da interação entre os usuários da rede, que poderão seguir seus autores favoritos, comentar as obras e postar no mural um dos outros.

No celular ou tablet, é possível montar uma estante com os seus livros favoritos, enviar comentários e feedbacks. O app ainda permite continuar a leitura de uma obra a qualquer momento e lugar, além de dar acesso a um livro antes mesmo de ser lançado.

Faça o download gratuito do aplicativo.

Canal do Ensino