Apple compra empresa especializada em HTML5


Aquisição sugere que a fabricante está interessada em ampliar a exibição de conteúdos em diversos dispositivos

A Apple comprou a Particle, uma consultoria especializada em aplicações web e projetos de marketing que usam HTML5. A compra foi finalizada em setembro deste ano por um valor não divulgado e começa a dar pistas sobre os planos da empresa da maçã.

Segundo o site GigaOm, a nova aquisição sugere que a dona do iPad e iPhone está buscando novas maneiras – dentro da linguagem HTML5 – de exibir conteúdos em uma variedade de dispositivos, uma vez que a Particle é especialista no assunto.

No site da consultoria, eles afirmam que têm trabalhado para levar aplicações leves, baseadas em HTML5, para set top boxes, consoles de videogames e até sistemas operacionais como Chrome OS e Android.

É importante lembrar que mesmo uma pequena aquisição para a Apple pode significar um grande lançamento. A compra da SoundJam, por exemplo, deu origem ao iTunes, a Chomp virou a App Store, a Fingerworks ajudou a criar o iOS, e o Siri se tornou o sistema de inteligência artificial do iPhone.

Será que vem uma nova Apple TV por aí?

Sobre a Particle

A consultoria foi criada em 2008 e um de seus financiadores foi o cantor e ator Justin Timberlake. Além de interpretar Sean Parker no filme “A Rede Social”, Timberlake se envolveu de verdade em investimentos no setor de tecnologia, incluindo uma participação na Specific Media, empresa que comprou a rede social MySpace em junho do ano passado. Entre os clientes da Particle estão Google, Sony e Motorola, além de Cisco, Barnes & Noble e Zynga.

Publicado originalmente e clipado à partir de OLHAR DIGITAL | 17 de Outubro de 2012, às 18:30h

Wikipedia sai do ar contra lei antipirataria nos EUA


A página americana do Wikipedia saiu do ar a meia-noite de hoje [18], horário de Washington [EUA], em protesto contra a lei antipirataria que está sendo discutido no país. O protesto deve deixar o site fora do ar por 24 horas. Segundo Immy Wales, um dos fundadores do site, a manifestação deve atingir 25 milhões de pessoas no mundo.

Por mais de uma década, nós gastamos milhões de horas construindo a maior enciclopédia da história humana. Agora, o Congresso dos EUA está considerando uma legislação que poderia prejudicar a internet livre e aberta. Por 24 horas, para aumentar a conscientização, estamos tirando a Wikipedia do ar”, diz o comunicado em sua home page.

Já o Google publicou, “Diga ao Congresso que não censure a internet”, em sua versão em inglês.

De acordo com a Fox News, Facebook, Amazon e Google, também poderão ficar fora do ar de maneira coordenada para participar do protesto. Isso poderá ocorrer as 11h horário de Brasília.

A versão em português do Wikipedia continua no ar, mas com um comunicado criticando a lei dos EUA. “A Wikipédia precisa da internet para continuar livre. Os projetos de lei SOPA [Stop Online Piracy Act] e PIPA ameaçam as wikipédias em todos os idiomas”.

A lei começou a ser aplicada com mais rigor devido a representantes da indústria da música e do cinema, que querem evitar a perda de vendas de seus produtos de forma gratuita na web.

Disney, Universal, Paramount e Warner Bros, grandes estúdios de Hollywood, apoiam a lei. Mas Amazon, Google, eBay, Twitter, Facebook, PayPal, Zynga, Mozilla e outras empresas são totalmente contra.

As empresas responsabilizam os sites pelo conteúdo publicado ou distribuído ilegalmente, e pedem que elas encontrem um caminho para impedir o uso ilegal. Caso o site seja penalizado, pode ocorrer o fechamento do mesmo e até cinco anos de prisão para seus proprietários.

Publicado originalmente em TECH GURU | 18 de janeiro de 2012 | 12:00

Amazon intensifica esforços em mídia social


Amazon está intensificando seus esforços em mídia social depois de ter parcialmente ignorado uma das mais quentes tendências da tecnologia nos últimos anos.

A Amazon contratou John Yurcisin, até recentemente executivo da Ogilvy & Mather, como diretor de mídia social, meses atrás, para ajudar a maior companhia mundial de varejo on-line a desenvolver estratégias sociais. O executivo é irmão de Jeff Yurcisin, diretor-geral do Shopbop.com, um site de comércio de roupas controlado pela Amazon.

A companhia também está montando uma divisão de jogos sociais para concorrer com a Zynga, a líder nesse segmento, que prepara sua oferta pública inicial de ações.

A Amazon vem contratando programadores e engenheiros para esse esforço. Um cartaz em um dos refeitórios da nova sede da empresa em Seattle descrevia a divisão de jogos sociais como “notícia urgente e de alcance mundial“.

A divisão está crescendo rápido!“, dizia a Amazon no cartaz. “Estamos em busca urgente de pessoal.

O cartaz da empresa expressa interesse especial por engenheiros de software e programadores de Flash, linguagem desenvolvida pela Adobe usada para adicionar vídeos, animações e outras formas de conteúdo interativo a sites.

A Amazon também anunciou vagas para o setor de jogos sociais no LinkedIn e no site de empregos tecnológicos Dice.com. Um anúncio postado em 15 de agosto no LinkedIn buscava um engenheiro sênior de jogos sociais e informava que a nova divisão “está trabalhando em uma iniciativa de ponta na Amazon“.

A companhia foi pioneira no comércio eletrônico, em livros eletrônicos, em leitores eletrônicos e em computação em nuvem. Por outro lado, é retardatária em redes sociais e mídia social, deixando a hegemonia na área a empresas como o Facebook e a Zynga, ainda que os principais sites de comércio on-line da Amazon ostentem diversos aspectos sociais que podem ser explorados.

Uma característica existente há muito e que ajudou a Amazon a conquistar a liderança do varejo on-line é a seção de resenhas feitas pelos consumidores, que ocupa o pé da maior parte das páginas de produtos. Ela sempre serviu como maneira de recolher opiniões pessoais sobre os produtos, e precedeu inovações como o popular botão Curtir do Facebook.

Quando uma compra é feita no site da Amazon, a empresa mostra outros produtos adquiridos por usuários que compraram a mesma coisa.

No momento, não há muita possibilidade de usuários que adquiriram produtos semelhantes no passado se conectarem diretamente. Também é difícil identificar de modo automático o que os amigos têm comprado recentemente na Amazon.

Não se sabe em que exatamente John Yurcisin está trabalhando na Amazon, e um porta-voz da empresa se recusou a discutir seus planos para redes sociais.

A página de Yurcisin no LinkedIn o define como “diretor social” da Amazon e informa que ele ocupa o posto desde maio.

Antes ele era vice-presidente de marketing e análise da OgilvyOne, uma agência de marketing direto e interativo do grupo Ogilvy & Mather, parte da WPP.

No Twitter, a conta de Yurcisin o descreve como diretor de mídia social da Amazon, com responsabilidades por estratégia, gestão de relacionamento com o consumidor e nas áreas digitais e móvel.

A Amazon está começando a testar o campo da mídia social. Adicionou recursos de Twitter e Facebook ao seu popular leitor eletrônico Kindle.

Os usuários do Kindle podem enviar bilhetes públicos sobre trechos de livros que estejam lendo, um recurso integrado às suas listas de contatos no Twitter e Facebook.

DA REUTERS, EM SAN FRANCISCO | Publicado por Folha.com | 06/09/2011 – 16h33