Você conhece a Pubslush?


Inovador e irreverente, Jesse Potash mostra quais são as empresas que estão abalando os conceitos tradicionais do mercado editorial

Apelidado de “new kid on the block” do mercado editorial, Jesse Potash, fundador da Pubslush, mostrou em sua passagem ao Brasil quais são os cases que estão abalando os conceitos tradicionais dos editores.

Em relação ao mercado editorial como um todo, Jesse aposta em um futuro de “publicação informada”, onde as pessoas não vão tentar adivinhar o que vai acontecer com os livros publicados, e que este seria possivelmente um novo espaço de atuação do publisher: condensar e analisar a imensa quantidade de dados existentes. Ele insiste também que as editoras esqueceram do ponto principal do livro digital: é para ser compartilhável.

O primeiro case que rompe com os conceitos tradicionais é a própria Pubslush e sua ideia de “pre-publishing”: trata-se de uma plataforma de publicação de livros baseada no crowdfunding, que oferece serviços editoriais, assistência ao autor e informação sobre seu público. Jesse Potash saiu do mercado financeiro para trabalhar com livros, inspirado em J.K.Rowling, que teve seu livro Harry Potter rejeitado 12 vezes. “Eu não conseguia acreditar que ela teve de passar por alguém que disse  ‘não’ pra ela” disse Jesse na sua apresentação na Bienal.

O segundo case se refere ao conceito de distribuição. Jesse Potash cita então a Bookbaby, uma bem-sucedida distribuidora digital de autores independentes.

Espresso Books, um dos cases mais interessantes, resolve a questão do inventário nas livrarias. Trata-se, basicamente, de uma impressora de livros: o consumidor escolhe o livro que quer comprar, faz o pagamento e em minutos recebe o livro impresso. O mapa de localidades da empresa mostra que a Espresso já está presente em lugares como República Dominicana, Ucrânia e até na biblioteca de Alexandria, no Egito.

Sobre “discoverability” Jesse coloca o caso da famosa Goodreads, sobre a qual o nosso colunista e-gringo já falou por aqui também.

Não só de empresas americanas é feita a lista de Jesse: a espanhola 24 symbols é uma solução para problemas de consumo, oferecendo leitura baseada no modelo de assinatura. Outra empresa inovadora nesse aspecto é a Valobox, e seu serviço de leitura “pay as you go”, onde você pode comprar apenas trechos de livros.

Finalmente, a Writer Cube é uma ferramenta de dados de marketing, muito útil para autores.

Para Jesse Potash, todos esses casos mostram que o modelo de negócio está mudando completamente. Ele não acredita que o publisher em si irá desaparecer, mas, segundo ele: “É melhor você pensar em arranjar uma nova função, porque a função que você tinha é agora irrelevante”, recado dado.

Por Iona Teixeira Stevens | PublishNews | 16/08/2012