Conheça a Worldreader


A Worldreader é uma organização sem fins lucrativos com sede nos Estados Unidos, Europa e África, que tem como objetivo tornar e-books acessíveis a milhões de pessoas que vivem em países onde o acesso a livros impressos é restrito. Sua missão é contribuir para que as crianças e suas famílias desenvolvam suas habilidades de leitura e tenham acesso a conteúdos de qualidade, construindo assim novas possibilidades para uma vida melhor e fora da pobreza.

Fundada em 2010 por David Risher e Colin McElwee, a Worldreader oferece aplicativos para a leitura de e-books em telefones celulares e trabalha também com e-readers em escolas e bibliotecas da África.

A biblioteca da Worldreader tem mais de 30 mil e-books em 43 idiomas. Um dos maiores objetivos, agora, é ampliar a coleção de obras em português e torná-la acessível aos leitores em países como Moçambique, Angola e Guiné-Bissau.

Por isso buscam editoras, autores e instituições de todos os países de língua portuguesa que queiram colaborar fornecendo e-books. Romances e livros infanto-juvenis são os livros mais procurados pelos leitores. Já os temas que mais despertam interesse são relacionamentos, saúde, maternidade, educação, técnicas de agricultura e empreendedorismo.

O que é oferecido aos parceiros:

• Conversão gratuita de conteúdo para EPUB 3.0
• Distribuição dos e-books em novos mercados
• Tradução de obras para outros idiomas de forte presença na África, como o inglês, o suaíli, o francês e o ioruba
• Dados de leitura dos e-books [entre eles, onde e quantas vezes os títulos foram acessados e quantas vezes a leitura foi concluída]
• Banners e informações sobre nossos parceiros no aplicativo e no site da Worldreader

Todos os arquivos são protegidos por DRM – Digital Rights Management. São as editoras e instituições parceiras que definem os territórios em que seus livros ficarão acessíveis.

Contato:

Para ser parceiro da Worldreader, entre em contato com Roberta Campassi, responsável pelas relações editoriais em língua portuguesa, por e-mail [roberta@worldreader.org] ou Skype [robertacampassi].

ONG Worldreader busca por eBooks em português


Roberta Campassi, ex-editora do PublishNews, acaba de assumir o cargo de gerente de conteúdo de língua portuguesa na ONG Worldreader. Ela terá como missão montar uma biblioteca de e-books em português e chegar a leitores em Angola, Moçambique e Guiné-Bissau. Por enquanto, de acordo com Roberta, a participação de editoras de língua portuguesa na organização, incluindo as brasileiras, é muito modesta, mas a ideia é ampliar e oferecer a leitores desses países a possibilidade de ter acesso à e-books.

A Worldreader é uma organização sem fins lucrativos com escritórios nos EUA, Europa e África, que tem como objetivo tornar e-books acessíveis a milhões de pessoas que vivem em países onde o acesso a livros impressos é restrito. Foi fundada em 2010 por David Risher e Colin McElwee, e oferece aplicativos para a leitura de e-books em telefones celulares e trabalha com e-readers em escolas e bibliotecas de países da África e da Ásia. Por mês, 1,1 milhão de leitores acessam livros por meio dessas duas plataformas. Nos últimos cinco anos, 5,6 milhões de pessoas em 69 países leram e-books com a Worldreader. Contatos com a nova gerente de conteúdo da organização podem ser feitos através do e-mail roberta@worldreader.org. Ela busca parcerias com editoras brasileiras que possam doar e-books e materiais educacionais para o projeto. A biblioteca da Worldreader hoje tem 28 mil títulos, em 43 idiomas, com prevalência do inglês.

Por isso estamos buscando editoras de todos os países de língua portuguesa que queiram colaborar com a Worldreader doando e-books e também material educacional. Os e-books doados só ficam disponíveis nos e-readers e aplicativos da Worldreader nos territórios autorizados pelas próprias editoras.

PUBLISHNEWS | 02/09/2015

Organização usa livro digital na luta contra analfabetismo em países pobres


Ter acesso a livros físicos é quase impossível em lugares como a África subsaariana em função de conflitos étnicos, políticos e militares. Os números relacionados à educação naquela área são desanimadores: apenas 18% das crianças recebem educação básica, segundo a Unesco [Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura]. No entanto, o uso da tecnologia tem ajudado a amenizar os baixos índices de analfabetismo na região e em outros países pobres.

Uma das organizações que trabalham com isso é a Worldreader. Ela atua de duas formas: disponibilizando leitores eletrônicos para escolas de países africanos e por meio de um aplicativo chamado Worldreader Mobile. Esse programa pode ser instalado em celulares simples [desde que eles tenham um navegador Java] e dispositivos Android.

Fundada em 2009 por ex-diretores da Microsoft e da Amazon, a instituição atua principalmente em países africanos. `Tentamos disponibilizar conteúdo digital onde, historicamente, os livros nunca chegam`, afirmou Susan Moody, diretora de desenvolvimento e marketing da Worldreader.

Os títulos vão desde livros africanos a guias práticos para uma vida saudável. Há ainda clássicos, como os escritos por William Shakespeare e Jane Austen, além de histórias curtas para pessoas em processo de alfabetização e livros didáticos. Esse conteúdo pode ser baixado em redes de baixa velocidade [2G] graças a uma tecnologia de compressão de dados.

Em conversa com o UOL por telefone, Susan explicou o funcionamento do aplicativo, o surgimento da organização e o desafio de erradicar o analfabetismo no mundo. Veja abaixo os principais trechos:

UOL Tecnologia: Como surgiu a Worldreader?

Susan Moody: Somos uma organização sem fins lucrativos e vimos uma oportunidade para lutar contra o analfabetismo ao notar o crescimento de três grandes tendências tecnológicas: crescimento do acesso à telefonia móvel, aumento da cobertura de internet móvel e a popularização de livros digitais.

Decidimos tentar disponibilizar conteúdo digital onde, historicamente, os livros nunca chegam.Fazemos isso de duas formas: distribuindo leitores eletrônicos Kindle em algumas escolas e por meio de um aplicativo para celulares simples e dispositivos Android.

UOL Tecnologia: Como funciona o aplicativo de livros digitais para celulares simples?

Susan: Com ele, você consegue acessar nosso acervo de livros em qualquer lugar que tenha sinal de telefonia móvel [não necessariamente 3G]. Fizemos uma parceria com uma empresa chamada Binu. Eles desenvolveram uma tecnologia de alta compressão de arquivos. Os dados são `reduzidos` na internet e isso faz o processo de download ser muito barato e rápido.

UOL Tecnologia: Os leitores digitais que vocês distribuem ficam com os alunos ou na escola?

Susan: Há métodos diferentes e isso depende do que a escola decide. Todos funcionam, mas um dos mais efetivos é o que os estudantes podem levar os leitores eletrônicos para casa. O bom é que o dispositivo acaba sendo compartilhado por outras pessoas da família.

Também temos o modelo `livraria`. Deixamos alguns equipamentos em escolas, e os alunos pegam emprestado. A vantagem é que esse método atinge mais pessoas.

UOL Tecnologia: Qual critério vocês utilizam para atender a determinadas localidades?

Susan: O primeiro critério é chegar a locais onde não há acesso a livros. Há lugares onde há um livro para cada 78 crianças.

Levamos em consideração também nossas parcerias. Algumas fundações já realizam outros tipos de trabalhos nessas localidades e isso facilita nosso acesso.

Temos conteúdos em inglês, francês, espanhol e português. Há também um esforço de contatar editoras locais para disponibilizar esses conteúdos nas línguas de cada país, como suaíli – falado no Quênia e na Tanzânia.

A demanda é imensa, pois os livros na região são escassos. Para a gente é importante conseguir dinheiro para poder licenciar mais títulos e achar parceiros estratégicos para implementar nossos projetos.

UOL Tecnologia: Como vocês se mantêm?

Susan: Recebemos dinheiro de três fontes. Há pessoas físicas, governos [trabalhamos com a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento, por exemplo] e instituições. Uma delas é a Fundação Bill e Melinda Gates [instituição de caridade comandada por Bill Gates, cofundador da Microsoft, e sua mulher]. É possível fazer doações via cartão de crédito em nosso site ou via PayPal.

UOL Tecnologia: O objetivo da organização é atingir apenas as crianças?

Susan: Sabemos que e-readers funcionam bem com crianças, pois é uma idade crucial para elas aprenderem a ler. O foco é tentar fomentar a leitura nos mais novos.

Porém, o aplicativo tem tido sucesso, pois pode atingir a todos [desde que tenham um telefone celular]. As pessoas utilizam o programa para continuar seus processos de educação, aprendendo e crescendo com a leitura.

UOL Tecnologia: Como essas pessoas tomam conhecimento do aplicativo desenvolvido por vocês?

Susan: Trabalhamos com alguns parceiros que, eventualmente, disponibilizam nosso aplicativo já pré-instalado no aparelho.

Uma vez que um leitor descobre, eles costumam amar. Algumas pessoas nos EUA dizem não entender como tem gente que lê numa tela pequena. No entanto, em países em desenvolvimento têm ocorrido o oposto. Fizemos uma pesquisa recente com a Unesco, e eles entrevistaram pessoas sobre seus hábitos de leitura. Cerca de 60% disseram que gostam de ler em celulares e que gostariam de ler mais. Isso só nos animou mais ainda.

UOL Tecnologia: Vocês têm noção de quantas pessoas já se beneficiaram das ações da Worldreader?

Susan: Contabilizamos 1,7 milhão de livros que foram lidos – uma marca que seria bem difícil alcançar com edições físicas. Em nosso aplicativo, temos mensalmente 200 mil leitores ativos em aparelhos simples e em dispositivos Android.

UOL Tecnologia: Quais são os próximos planos da Worldreader? Há planos para fazer projetos como esses realizados na África na América do Sul?

Susan: Queremos atingir de forma significativa todos os países possíveis. É um problema conseguir investimento para atender a essa grande demanda [de pessoas que não têm acesso a livros]. Queremos chegar o mais longe possível, não importa se pela disponibilização de leitores eletrônicos ou por meio de nosso aplicativo para celulares básicos.

UOL | 30/04/14

Apps de celular fomentam a leitura, diz estudo da Unesco


Em países com altos índices de analfabetismo, programas dedicados podem aumentar a prática em mais de 60%

Tecnologia | Nos EUA, crianças de 2 a 10 anos passam pouco mais de duas horas por dia, em média, em frente à televisão, computador, tablet e celular | Fonte: Thinkstock

Tecnologia | Nos EUA, crianças de 2 a 10 anos passam pouco mais de duas horas por dia, em média, em frente à televisão, computador, tablet e celular | Fonte: Thinkstock

Segundo relatório da ONU, dos 7 bilhões de habitantes do planeta, apenas 4,5 bilhões têm acesso a banheiros. Mas 6 bilhões já possuem acesso ao telefone celular, o que torna o dispositivo uma ferramenta poderosa. Com a tecnologia móvel tão disseminada e presente em todas as camadas da sociedade, os celulares podem fomentar a leitura em regiões onde o acesso aos livros é mais difícil. A constatação faz parte do relatório Lendo na Era do Celular, divulgado recentemente pela Unesco.

A partir da pesquisa feita em parceira com a empresa Nokia e a ONG Worldreader, a Unesco mapeou os hábitos de leitura de mais de 4.000 pessoas em sete países da África onde o analfabetismo atinge mais de 40% da população [Etiópia, Gana, Índia, Quênia, Nigéria, Paquistão e Zimbábue]. A entidade constatou que as pessoas que mantêm aplicativos de leitura instalados no celular leem 62% mais do que quando tinham disponíveis apenas livros em papel.

Entre os entrevistados, a leitura via celular já é prioritária devido à conveniência: 67% dizem estar sempre com o celular em mãos, o que facilita a leitura, ainda que prefiram ler pelo modo convencional. O fenômeno não se restringe aos países africanos. Na China, 25 milhões de pessoas leem livros apenas pelo celular.

O aparelho móvel também está se transformando em meio de acesso para quem não tem livros. Dos entrevistados, 9% afirmaram que leem pelo celular por não terem outra maneira de acessar histórias. “Nós vivemos em uma área remota onde não há bibliotecas e os poucos livros que tenho em casa já foram lidos. O celular me dá a chance de escolher novos títulos”, afirma Meet Charles, morador do Zimbábue ouvido pela pesquisa.

A leitura pelo celular ainda parece estar mais disseminada entre os homens – dos pesquisados, 77% são do sexo masculino. A Unesco constatou, no entanto, que essa diferença entre os gêneros deve-se mais ao fato de que, nos países pesquisados, os celulares são mais disseminados entre eles. Quando têm acesso aos livros digitais, as mulheres mostram-se mais interessadas: elas gastam 63% mais tempo na atividade do que homens.

Dos dez livros mais lidos, seis pertencem ao gênero romance. O título mais baixado é Can Love Happen Twice?, de Ravinder Singh, sem tradução para o português, seguido de The Price of Royal Duty [A Coroa de Santina: O Preço do Dever], de Penny Jordan. A Bíblia aparece na terceira posição.

A falta de alguns best-sellers para download no celular é um dos problemas apresentados pelos entrevistados. Para mais de 60%, a leitura seria mais frequente se títulos como Harry Potter e a Saga Crepúsculo estivessem disponíveis. Eles aparecem na lista dos 20 tópicos mais buscados nos aplicativos de leitura. No topo, está o termo “sexo”, seguido de “Bíblia”.

Estima-se que existam 774 milhões de analfabetos no planeta. A Unesco recomenda em seu relatório que novos projetos de aplicativos de leitura para celular sejam desenvolvidos para garantir o acesso a mais livros e em larga escala. A instituição aconselha ainda que os pais usem os aparelhos para despertar o interesse pela leitura nas crianças, de modo a reduzir o índice de analfabetismo entre os jovens, que representam 123 milhões dos analfabetos no mundo.

Por que as pessoas leem livros pelo celular?

Por que as pessoas leem livros pelo celular?

Por Bianca Bibiano | Publicado originalmente e clipado em Veja | 29/04/2014, às 15:39

Smartphones estimulam a leitura em países pobres, mostra UNESCO


Pesquisa da UNESCO indica que o “boom” de smartphones tem ajudado a promover a leitura em países pobres como Etiópia, Gana, Nigéria e até na Índia. Nestes locais, o aparelho atua como agente ativo para estancar a ausência de livros em papel.

A organização americana sem fins lucrativos Worldreader distribui livros digitais para smartphones de baixo custo e Kindles para classes escolares carentes. Com acervo de 6 mil títulos [a maioria gratuitos], o serviço já acumula cerca de 300 mil usuários mensais. Desde 2010, a Worldreader já ofereceu mais de 1,7 milhão de e-books para download.

“Estamos trabalhando em partes do mundo onde, historicamente, os livros não chegaram”, explica Susan Moody, diretora de comunicação da entidade, para quem a tecnologia permite mudar esta realidade. “Se levarmos livros para lá, as pessoas compreenderão mais e cultivarão a cultura da leitura”, completa.

De acordo com a pesquisa, 62% das pessoas entrevistadas preferem ler nos smartphones a pegar nos livros e 33% leem para seus filhos a partir dos dispositivos, ao passo que reclamam da falta de obras infantis.

Olhar Digital | 23/04/14

O mundo lê mais por causa dos celulares, diz estudo da Unesco


O estudo Reading in the Mobile Era, divulgado pela UNESCO, aponta que pessoas que não têm acesso fácil a livros estão lendo mais utilizando seus celulares. Foram 5.000 pessoas entrevistadas na Etiópia, Gana, Quênia, Nigéria, Paquistão e Índia. Segundo a pesquisa, 62% dos participantes leram mais com os celulares do que por meio de livros físicos.

O estudo foi feito por meio de uma parceria da UNESCO com a Worldreader, uma organização global sem fins lucrativos que investe no alcance de livros digitais para países em que a população não possui o hábito de leitura, e a Nokia, empresa de telefonia celular.

Além do aumento considerável de pessoas que adquiriram o hábito de ler, o estudo também mostra que a leitura por meio de celulares é mais agradável e fácil. Alem disso, foi comprovado que os pais possuem o costume de ler livros para os seus filhos utilizando o celular.

Um dos motivos para o aumento do nível de leitura é que as pessoas perceberam a quantidade de possibilidades que o seu telefone oferece. Ao invés de utilizar o aparelho somente para falar com outras pessoas e mandar mensagens, elas podem transformá-lo em uma biblioteca móvel e compacta.

A outra razão para este fenômeno é o preço dos livros físicos em comparação aos digitais. No Zimbábue, por exemplo, o custo de um livro digital é de 5 a 6 centavos, enquanto o de um livro físico é de 13 dólares. Os valores altos dos livros, que antigamente era um impedimento para cultivar o hábito de leitura, atualmente são facilmente contornados pelos baixos preços dos livros digitais.

Um professor em Zimbábue, Charles, disse que ele passou a utilizar o seu celular como fonte primária de leitura por conta da falta de papel no país, que encarece a produção de livros. Ele tem passado essa ideia para os seus alunos que, agora, podem ler facilmente as obras indicadas por ele.

O estudo também mostra que das 7 bilhões de pessoas no mundo, 6 bilhões já têm acesso fácil a um celular. Ou seja: a tendência é que a porcentagem de pessoas que utilizam o aparelho para a realizarem suas leituras só aumente, em todos os continentes do mundo.

Universia | 23/04/14