Brasileiro cria “Cosmic” para estimular HQs nacionais


Plataforma Cosmic disponibilizará acervo de HQs a 16 reais mensais e reverterá 70% da receita aos autores e editoras. Lançamento acontece em novembro

Uma nova plataforma promete revolucionar o mercado nacional de quadrinhos. Chamado de Cosmic, o aplicativo de leitura digital vai disponibilizar um acervo de HQs seguindo o modelo de assinatura de streaming, que busca oferecer facilidade de acesso e disponibilidade em diversos dispositivos. O serviço tem lançamento previsto para novembro, com mensalidade de 16 reais.

De acordo com seus idealizadores, o Cosmic quer incentivar a criação nacional, cortando os custos de impressão e distribuição dos quadrinhos, proibitivos à maioria dos artistas independentes, que são obrigados a recorrer a sites de financiamento coletivo para viabilizar suas publicações.

Nos últimos anos, o preço cada vez mais alto do papel tem dificultado a venda e o acesso aos quadrinhos. Reduzindo custos de distribuição, pretendemos potencializar o papel mais importante das editoras, que é encontrar grandes talentos, criar selos e editar material de qualidade”, afirma Ramon Cavalcante, criador das webcomics Até o Fim do Mundo e Barafunda e um dos idealizadores da plataforma. “Nosso objetivo é facilitar a publicação digital para criadores e oferecer ao público de quadrinhos uma plataforma digital com todas as funcionalidades indispensáveis”.

O Cosmic se baseia em um sistema de remuneração por volume de leitura, onde 30% do valor das assinaturas fica com a plataforma para cobrir os custos de servidores, manutenção e equipe. Os 70% restantes são encaminhados às editoras e autores independentes proporcionalmente ao número de páginas lidas de suas respectivas obras.

Acreditamos que esse sistema recompensa editoras e autores que realmente trazem leitores e sustentam rendimento. Ele permite que um público razoável, mas fiel, gere renda significativa para a publicação”, explica Cavalcante.

Para o idealizador, o Brasil tem uma cultura de quadrinhos tradicionalmente rica, com editoras de sucesso e autores que publicam fora do país. Estudos internos do Cosmic apontaram para o hábito nacional de ler quadrinhos em dispositivos digitais visando comodidade e facilidade de acesso.

O mercado digital de leitura é uma tendência mundial, e o Brasil não é diferente. O leitor de quadrinhos gosta de colecionar, de ter a obra física para preservar e guardar, mas também gosta de experimentar e de ler muitas obras com facilidade, até para poder escolher o que vai comprar no impresso. Acreditamos que nosso modelo se encaixa perfeitamente nessa demanda”, pontua.

O cronograma de lançamento da plataforma ainda está em fase inicial e a periodicidade das atualizações, as editoras envolvidas e o tamanho do acervo inicial ainda não foram divulgados. “Pretendemos disponibilizar quadrinhos com uma boa frequência, com uma periodicidade que nos permita ter acesso a obras de alta qualidade e diversidade. No caso de séries, dependerá muito do ritmo do autor e será alinhado individualmente com autores e editoras”, esclarece Cavalcante, antecipando que nomes de renome integrarão o projeto, que prevê dezenas de títulos para seu lançamento.

O aplicativo gratuito do Cosmic poderá ser utilizado como solução única para a leitura de HQs baixadas pelo usuário [sendo ou não assinante], organizando os arquivos em uma biblioteca pessoal. As funcionalidades do leitor estarão disponíveis ainda este mês para Windows, Mac OS X e Linux. Para o lançamento do serviço de assinatura, o app ganha versões para Android e iOS.

Por Maria Clara Moreira | Publicado originalmentem em IDG NOW | 16/07/2015, às 16:57

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Como escolher um e-reader para comprar?


O leitor de e-books é uma boa opção para quem lê muito e procura mais praticidade. No mercado brasileiro, existem bons modelos disponíveis, como o Kindle, da Amazon, o Lev, da Saraiva, e o Kobo, da Livraria Cultura. Mas independente da marca, para ter certeza de que o e-reader vai suprir suas necessidades, é necessário ficar atento a alguns fatores: compatibilidade, memória, conectividade são alguns deles. Confira.

Design e Conforto

Para começar, a ideia do e-reader é ser leve e compacto para ser transportado com facilidade e ler os títulos em qualquer lugar. Então, vale conferir nas especificações dos dispositivos o peso e as dimensões, em comparação com o tamanho da tela. Normalmente, um leitor de e-book tem o tamanho aproximado ao de um livro de bolso. Se ele for muito pesado será um desconforto durante a leitura, e o braço pode se cansar facilmente.

Para ter uma ideia, o novo Kindle da Amazon, por exemplo, tem dimensões de 169 mm de altura, 119 mm de largura, 10,2 mm de espessura e pesa 191 gramas. Já o Lev, da Saraiva, tem design com 166 mm de altura, 120 mm de largura, 9 de espessura e pesa 190 gramas. Essas dimensões oferecem ao usuário uma uma experiência confortável, então, o modelo não deve ultrapassar muito dessa faixa.

É interessante também observar o material do e-reader e verificar se ele oferece alguma textura para evitar que o dispositivo escorregue das mãos. As bordas proporcionais também são importantes para oferecer uma leitura mais agradável, com espessura suficiente para o apoio dos dedos nas laterais. Uma dica é observar o dispositivo em mãos para ver se ele é o que se está planejando e evitar futuras frustrações, já que as fotos nas lojas online nem sempre são tão precisas.

Formatos aceitos e compatibilidade

Muitos livros digitais são arquivos em formatos EPUB ou MOBI. É importante que o leitor digital de sua escolha tenha suporte às duas extensões, assim, você não deixa de ler um livro por causa do tipo de arquivo. Um dos formatos mais populares para textos é o PDF, não é aceito em muitos e-readers não oferece suporte completo para ele.

Caso tenha muitos textos acadêmicos ou pessoais para ler em PDF, vale conferir nas configurações do leitor de e-books antes de investir em um deles. Alguns modelos oferecem uma tecnologia chamada PDF Reflow, que ajustam o PDF na tela para que as letras não fiquem muito pequenas, distorcidas e ilegíveis.

Os e-readers, em geral, oferecem uma loja interna para a compra e descoberta de novos e-books. Dessa forma, a busca por um determinado título é ainda mais simples. Uma dica é conferir na Internet, antes de comprar, qual marca oferece mais títulos e se estão disponíveis em português.

Recursos extras e conectividade

A iluminação é um dos recursos extras de destaque em um leitor de e-book. Isso porque sem ela os usuários ficam limitados a um ambiente com luz natural ou artificial bem clara para ler de forma confortável. Então, na hora de escolher, vale checar se a iluminação está entre as especificações.

Outro fator que pode influenciar bastante na agilidade de uso é a tela sensível ao toque. Com ele, o funcionamento é mais fluido, assim como a ação de passar a página e demais ajustes sem botões físicos. Então, para conferir se o aparelho não apresenta delay ou travamentos nessa função, também vale ir até uma das lojas físicas e experimente seus recursos.

A maior parte dos modelos vem com conexão Wi-Fi no dispositivo básico, para fazer o download de e-books, opção de salvar na nuvem e mais funções. O que pode incrementar é o uso da conexão de Internet 3G e demais redes móveis. Isso vai da necessidade de cada usuário: se você viaja muito e não sabe se terá um Wi-Fi disponível em cada parada, talvez seja interessante investir em uma dessas funções no seu e-reader.

Os leitor digital costuma incluir ter entrada USB para o carregamento da bateria e conexão com o computador. Isso faz com que ele seja compatível com notebooks e computadores com Windows, Mac OS, Linux e os principais sistemas operacionais. Para muitos modelos, não é necessário fazer uso do cabo para transmitir os livros, já que ele dispõe de conexão Wi-Fi, e pode receber os arquivos pela Internet.

Memória

Os livros em formato digital como MOBI ou EPUB costumam ter um tamanho reduzido, o que ajuda na hora de acumular títulos em seu e-reader. No entanto, é fundamental um dispositivo com um armazenamento suficiente para suas leituras. Um dado importante é que os arquivos em PDF podem ser mais pesados, e vão ocupar mais o espaço interno.

Alguns modelos de dispositivos oferecem ainda um serviço interno de nuvem para guardar seus e-books, e isso pode ser bem interessante para os leitores mais assíduos. O novo Kindle e o Lev vêm com 4 GB. Isso oferece espaço para milhares de títulos nos formatos de e-books mais leves. Deve ser suficiente para sua leitura, mas caso aparelho fique lotado, a dica é guardar no sistema de nuvem e baixar quando precisar.

Tela e resolução

A resolução da tela é outro fator fundamental para comprar um leitor de e-books. Isso porque ele interfere diretamente na forma como o texto é projetado. Caso a resolução seja boa, HD ou Full HD, as imagens e letras não devem ficar pixeladas. Resoluções menores do que essas poderão ficar ultrapassadas rápido e o usuário pode se arrepender.

A tela do e-reader não é muito grande como as de alguns tablets do mercado. Até porque a função do leitor é ser mais portátil, como um livro de bolso. Portanto, é comum encontrar modelos na faixa de 6 polegadas. A tecnologia e-ink, conhecida como “tinta digital” é o que dá essa sensação de que o leitor está se deparando com papel e tinta impressa. Ela é emitida em preto e branco, e esses fatores oferecem o conforto de leitura, ao contrário das telas de tablets.

Bateria

Outro ponto para observar antes da compra é a duração da bateria do e-reader. Lembre-se de contabilizar as horas de uso, enquanto o aparelho está ligado, e em modo stand-by. Dessa forma, você poderá escolher um modelo conforme sua necessidade diária de leitura.

Por causa da tela e-ink e sua transmissão em preto e branco, o que demanda menos bateria, a carga do leitor digital costuma durar várias horas. Não se assemelha em nada com os smartphones, que precisam de carga todos os dias. Um e-reader de qualidade deve durar cerca de uma semana sem precisar ser plugado na tomada.

Além disso, vale lembrar que o carregamento via USB é mais lento do que diretamente na eletricidade de casa. Então, em caso de pressa, vale investir em um adaptador para tomada.

Preço

Os e-readers mais básicos, sem recursos extras como 3G ou iluminação, estão na faixa de R$ 299 ou menos, dependendo da loja de compra. No entanto, é interessante investir um pouco mais em um modelo mais completo, que não vai te decepcionar quando a luz ambiente estiver fraca ou precisar se conectar longe de uma rede Wi-Fi.

Publicado originalmente em Techtudo | 24/05/2015

Programas indies para edição, validação e testes de livros digitais


Normalmente, quando falamos em edição, validação e testes de livros digitais, falamos no Sigil, EpubCheck, Adobe Digital Editions e Readium. Para exportação: InDesign ou LibreOffice, — os mais radicais podem dizer Quark e/ou BlueGriffon Epub Edition –, certo?

Nada mais normal do que isso, afinal, são programas rotineiros no dia a dia dos desenvolvedores de e-books.
Hoje falarei brevemente sobre outras duas ferramentas não tão famosas quanto as citadas primariamente, todavia, muito interessantes tanto pelos diferentes funcionamentos quanto pelas possibilidades de serem usadas não apenas profissionalmente, mas também para estudo.

1. ePubChef

Trata-se de um projeto que tem a seguinte proposta: “acrescente os ingredientes na panela e ele cozinhará um ePub 3 para você” [impossível não lembrar do Fernando Tavares e suas analogias com comida].

Ele funciona via linha de comando a partir dos ingredientes que você adiciona às pastas dentro de uma estrutura pré-determinada, todavia, altamente customizável.

Esse caráter “customizável” do programa é extremamente útil para quem está interessado em estudar o formato e, de quebra, se estiver interessado em programação, você pode customizar o código da ferramenta em si, e não apenas os de seus arquivos. ;]

Após clonado o repositório, sua estrutura de diretórios é a seguinte:

Na pasta css você encontrará, bem, um CSS [bastante completo e cheio de comentários explicativos]. Nele, você poderá definir as diretrizes básicas do que espera do ePub a ser criado.

Se você estiver pensando em fazer alguns livros de uma mesma coleção, com valores similares, temos aí um bom começo: criar modelos de CSS.

Se você estiver pensando em fazer alguns livros de uma mesma coleção, com valores similares, temos aí um bom começo: criar modelos de CSS.

Mãos à massa: cook.py

Vá até a pasta [via terminal] e digite:

python cook.py mybook

Com esse comando ele criará os arquivos para o seu livro. Seguindo o exemplo da wiki usei o “mybook” [você é livre para escolher um nome mais criativo para o arquivo].

Você pode começar a editar e adicionar conteúdos, imagens, fontes na pasta mybook_raw e já preencher os metadados em mybook_recipe.yaml usando qualquer editor de textos simples [como o Bloco de Notas no Windows, por exemplo]. Nesse arquivo você ainda pode determinar a ordem, os nomes dos capítulos etc.

Já os conteúdos você acrescenta nos arquivos TXT. Exemplos de uso [tabelas, itálicos etc.] podem ser encontrados nos arquivos do exemplo [em demo_raw]. A cada edição, basta rodar o comando outra vez, e o programa recriará o arquivo atualizado.

Na página do projeto você encontra o tutorial da instalação e os primeiros passos para uso. Se você tem algum domínio de inglês e está interessado em aprender a fazer um e-book de dentro para fora, o ePubChef é um excelente caminho.

2. jeboorker

O jeboorker é um editor de metadados com algumas funcionalidades bastante úteis.
Para começar, ele permite a edição de metadados não apenas de arquivos ePub, mas também de CBR, CBZ e PDF, desde que os mesmos não se encontrem protegidos por DRM.

Diferente do ePubChef, o desenvolvedor já disponibiliza os pacotes de instalação para as plataformas Windows, Linux e Mac, diretamente na página do projeto no GIT.

A interface dele é bem simples, mas realiza bem o que se dispõe a fazer: editar metadados.

Uma das funções de que mais gostei no jeboorker foi o fato de poder importar diretamente uma pasta inteira em vez de um arquivo por vez, além da possibilidade de editar múltiplos arquivos de uma só vez, acrescentando a todos dados comuns presentes em um dos livros, tais como autor, coleção etc.

Outra coisa legal no programa é poder editar o UUID [arquivos exportados pelo InDesign em alguns casos apresentam um erro de validação referente a isso que, até então, eu corrigia na unha, diretamente no OPF e no NCX].

Além dessas funções, o programa permite fazer download dos metadados do título na internet a partir de dois bancos de dados [um é o do Google] e também editar os já existentes diretamente no XML.

Por fim, o programa é bem leve e não apresentou travamentos ou “comportamentos inesperados” [como fazer bagunça nos arquivos, por exemplo].

Para conhecer outras ferramentas relativas a e-books, vale verificar a listinha do EPUB Zone neste link.

  1. Ainda assim, recomendo que, no uso de Linux, a instalação seja feita diretamente através de repositórios [se disponível na sua distro]. Dessa forma você garante que receberá as atualizações automaticamente sem precisar entrar na página e baixar o programa outra vez. Se você, como eu, usa um derivado do Archlinux, no meu caso, o Manjaro, tem no AUR. ;]
Antonio Hermida

Antonio Hermida

Por Antonio Hermida | Publicado originalmente em Colofão |  29 de abril de 2015

Antonio Hermida cursou Análise de Sistemas [UNESA], Letras – Português-Latim [UFF] e Letras – Português-Literaturas [UFF]. Começou a trabalhar com e-books em 2009, na editora Zahar e, em 2011, passou a atuar como Gerente de Produção para Livros Digitais na Simplíssimo Livros, onde também ministrava cursos [Produzindo E-Books com Software Livre] e prestava consultorias para criação de departamentos digitais em editoras e agências. Atualmente, coordena o departamento de Mídias Digitais da editora Cosac Naify e escreve mensalmente para o blog da editora. Entre outras coisas, é entusiasta de Open Source e tem Kurt Vonnegut como guru.

Atheneum oferece simplificação na distribuição de eBooks


O mercado de livros digitais não pára de crescer pelo mundo. No Brasil, não poderia ser diferente. Diariamente, grandes nomes passam a aderir a esse meio, convertendo seus livros ou realizando lançamentos já no formato digital. Pesquisas recentes mostram a crescente venda de tablets e outros readers para a população, que passa a vê-los como um meio precioso para carregar com facilidade seu material de leitura para qualquer lugar.

Percebendo essa tendência, e visando suprir uma necessidade emergente no país, em 2009 surgiu o projeto Atheneum. Suas características de inclusão e o conceito de comunidade, que alia o acesso à leitura com as possibilidades de compartilhamento de grupos, e também via redes sociais, chamou a atenção da FINEP – Financiadora de Estudos e Projetos do Governo Federal, que aprovou a sua subvenção e, assim, viabilizou o projeto. Naquele momento, iniciou-se o desenvolvimento da plataforma que, no decorrer do tempo e com a evolução da tecnologia, foi ganhando novas funcionalidades e agora está sendo disponibilizada para o mercado editorial.

O Atheneum é um produto desenvolvido pela Mobiltec – Sistemas de Computação Móvel Ltda., que visa oferecer uma solução completa para a publicação, venda, distribuição, proteção de direitos autorais, leitura de livros digitais, em formatos ePUB e PDF, além da possibilidade de compartilhamento e comentários sobre o conteúdo entre grupos de leitores.

As funcionalidades do Atheneum podem ser adotadas em conjunto ou de forma isolada. Por exemplo, ele contempla toda a estrutura de um e-commerce, desde a inclusão de produtos, precificação, carrinho de compras, relatórios gerenciais e tudo mais que se necessita para comercializar e entregar livros digitais pela internet. Porém, se a empresa que for utilizá-lo já tiver um e-commerce, ele poderá será integrado à solução já existente sem conflitá-la.

E, falando em livros digitais, é impossível não nos deparar com um grande problema, que é a proteção dos direitos autorais. Temos aí outro grande destaque do Atheneum, que traz uma solução própria de DRM [Digital Rights Management], que visa criar barreiras de proteção ao conteúdo, evitando sua difusão não autorizada. Vale destacar que hoje em dia as empresas brasileiras que oferecem livros digitais vêm utilizando soluções estrangeiras, que são bastante onerosas e fora do seu controle.

O Atheneum cumpre plenamente o papel da proteção, a custos compatíveis, porque oferece os seus próprios leitores digitais para todas as plataformas de dispositivos móveis.

Não podemos também deixar de destacar a funcionalidade de autopublicação, ou self-publishing, a qual permite que autores independentes, utilizando os recursos do Atheneum, publiquem suas obras, com ou sem a intervenção direta da editora, mas podendo ter auxilio e o suporte desta. Trata-se de uma importante evolução na forma de relacionamento dentro do mercado editorial, desde a criação até a venda e entrega dos livros digitais.

Outro ponto de destaque do Atheneum é que ele possui leitores digitais próprios [aplicativos para leitura], disponíveis para os principais dispositivos do mercado, tais como: tablets, smartphones, desktops ou notebooks, operando com os principais sistemas operacionais, como: Android, iOS, Windows, Windows Phone e, brevemente, o Windows 8. Isso garante ao leitor a possibilidade de carregar, com segurança, sua biblioteca particular em múltiplos e diferentes dispositivos, para fazer a leitura como lhe for mais conveniente, dispondo de funcionalidades que permitem tornar essa leitura mais agradável. Esta característica permite que o usuário do Atheneum, além do Portal, também ofereça os leitores digitais com a sua própria marca.

O Atheneum foi totalmente desenvolvido aqui no Brasil para funcionar em ambientes de internet de baixa velocidade e só exige a conexão para fazer a compra e baixa do[s] livro[s] adquirido[s]. Depois de carregado no dispositivo, o livro pode ser lido em modo off-line, a menos que o leitor queira compartilhar citações nas redes sociais, o que também é possível. Por exemplo, um professor pode criar uma comunidade de seus alunos para compartilharem comentários e experiências de leitura de uma determinada obra apenas entre eles.

Enfim, o Atheneum é uma solução única, muito completa, e que oferece muitos recursos para serem explorados. Vale à pena conhecê-lo.

Por Roni Silveira, Presidente da Mobiltec

Microsoft e Barnes & Noble juntas na batalha pelo mercado digital


Por Carlo Carrenho | Publicado originalmente em Tipos Digitais | 30/04/2012

Canso de ouvir no Brasil que a Barnes & Noble está falindo e indo pelo mesmo caminho que a falecida Borders. E isto está longe da verdade, como já expliquei em Não Confunda Barnes & Noble com Borders. É claro que a revolução digital que vem se impondo ao mercado editorial tem afetado a maior rede livreira do mundo e sua situação está longe de ser confortável. Mas a verdade é que a Barnes & Noble tem reagido com dignidade e sucesso, tendo, por exemplo conquistado um market share de 22% do mercado de eReaders com seu Nook, avançando sobre a até então intocável fatia da Amazon [dados da pesquisa The Rising of E-reading, da Pew Internet].

Hoje, um anúncio conjunto da megalivraria e de outra gigante de Seattle, a Microsoft, deve ter calado os mais catastróficos: “Barnes & Noble e Microsoft formam parceria estratégica para desenvolver experiências de leitura digital de nível mundial para consumidores“.

Sob o anúncio pomposo, o que vai acontecer de fato é a formação de uma nova empresa, subsidiária da Barnes & Noble, onde a Microsoft terá uma participação de 17,6% após uma ingestão de US$ 300 milhões. A nova empresa vai acolher sob suas asas não apenas a divisão do Nook, mas também os negócios ligados à educação e ao mercado universitário da livraria. O efeito mais imediato da parceria será o desenvolvimento de um aplicativo Nook para o Windows 8, próxima versão do sistema operacional da Microsoft  que funcionará em tablets e PCs. Um efeito menos imediato, mas extremamente relevante, está ligado à inclusão do negócio educacional na parceria, pois trata-se do desenvolvimento de uma plataforma tecnológica top de linha para a distribuição e gerenciamento de materiais educacionais digitais para alunos e professores.

William Lynch, CEO da Barnes & Noble, enfatizou durante o anúncio por webcast esta manhã, que graças ao apoio da Microsoft será possível “desenvolver uma plataforma robusta para materiais didáticos”. Fica claro então que, a princípio, o papel da Microsoft será o de desenvolvimento tecnológico e de disseminação global da plataforma do Nook.

Na prática, o anúncio de hoje muda muita coisa no mundo dos livros digitais. Em primeiro lugar, marca a entrada da Microsoft em um jogo que ela parecia ignorar. A grande verdade é que toda a tecnologia de e-reading até agora foi desenvolvida praticamente sem nenhuma participação da empresa de Bill Gates. A chegada da outra gigante de Seattle desequilibra bastante as forças no mercado de e-books. Se antes tínhamos as megaempresas Amazon, Apple e Google, seguida pelos menores Barnes & Noble e Kobo, agora a rede de livrarias passa a brincar de igual para igual com os três maiores. É interessante observar também que, se antes a Barnes & Noble tinha uma briga mais direta com a Amazon, por serem ambos varejistas de livros, agora surge outra briga mais direta, desta vez com a Apple, na medida em que o Nook passa a andar de mãos dadas com o Windows.

Perguntado no webcast como a parceria afetaria a plataforma Android do Nook, Lynch explicou que não mudaria nada neste momento, uma vez que “o foco do acordo está  na liberação de experiências de leitura para centenas de milhões de estudantes e leitores que usam Windows”, e não na tecnologia dos atuais aplicativos.

Espere um pouco. Centenas de milhões? Os EUA têm apenas 300 milhões de habitantes e o Nook só está presente por lá [apesar dos boatos, nem na Inglaterra a plataforma foi lançada ainda]. Ou seja, uma grande internacionalização do Nook faz parte da estratégia que está criando a nova subsidiária da Barnes & Noble. E isto faz todo o sentido. Enquanto Google, Apple e Amazon possuem atuação global, e até a Kobo promulga suas aspirações mundiais a todo o momento, a Barnes & Noble era a única ainda presa a um único mercado consumidor. E apesar de ter tido um grande sucesso na obtenção de conteúdo internacional, especialmente graças ao excepcional trabalho de Patricia Arancibia, sua diretora de conteúdo internacional, a verdade é que a loja da Barnes & Noble só existe nos EUA.

Com a Microsoft, a Barnes & Noble tem a possibilidade de globalizar sua plataforma de forma rápida e descomplicada. Para o mercado brasileiro e mundial, portanto, mais importante do que a separação do negócio digital da Barnes & Noble em uma subsidiária, mais importante do que ter o negócio educacional sob este mesmo guarda-chuva e mais importante do que a força da tecnologia da Microsoft, está a internacionalização da plataforma Nook, que agora poderá chegar a todos os pontos do planeta onde a empresa de Bill Gates esteja presente.

Por Carlo Carrenho | Publicado originalmente em Tipos Digitais | 30/04/2012

Amazon anuncia lançamento de aplicativo do Kindle para tablets com Android e Windows


A Amazon anunciou, nesta terça-feira [4], que planeja o lançamento de aplicativos gratuitos do Kindle para tablets com os sistemas Android, do Google, e Windows, da Microsoft.

Os aplicativos permitirão que os donos desses aparelhos adquiram e leiam livros digitais vendidos na loja virtual da Amazon.

O recurso de sincronia automática entre equipamentos também estará presente. Se o usuário já comprou e-books por meio de desktops, smartphones, iPods ou pelo próprio Kindle, eles também estarão disponíveis para download em seu tablet.

O anúncio da Amazon precede a CES [Consumer Electronics Show], feira que começa na próxima quinta-feira em Las Vegas. A expectativa é de que as empresas do setor de eletrônicos apresentem novos tablets com os dois sistemas operacionais.

Folha.com | 04/01/2011 – 19h09 | A informação é do site Mashable.