40 mil freeboks estão disponíveis na plataforma Kobo/Livraria Cultura


São tantas as novidades e inovações no campo tecnológico que cada vez mais nos encontramos ao alcance de apenas um clique de distância de nossas necessidades, desejos e curiosidades.

Sabendo disso, o aplicativo Kobo nos dá a oportunidade de ter fácil acesso ao conhecimento, cultura e diversão. Por que? O Kobo disponibilizou agora mais de 40 mil livros digitais totalmente grátis, além de todos os outros ebooks pagos. Incluindo na sua biblioteca digital best-sellers, histórias infantis, clássicos, lançamentos e muitas outras variedades.

Para os interessados em uma boa leitura, o app pode ser baixado para as plataformas iOS, Windows, Android, em dispositivos Blackberry, no Google Play para aparelhos móveis e também no seu Mac ou PC. E pode ser baixado gratuitamente.

Para completar toda a dedicação que o aplicativo tem com o cliente, pensando no seu conforto há recursos que te ajudam a ler onde estiver. Está indo dormir? Diminua o brilho da tela e acione o modo de leitura. A iluminação do ambiente está fraca? Basta aumentar o brilho. Você ainda pode optar por diferentes estilos de fontes para evitar que a vista fique cansada.

Saiba mais sobre o aplicativo Kobo.

Diário da Manhã – 27/02/2015

Os melhores ‘apps’ para ler e estudar


unnamedFolhas de papel, agendas, cadernos, livros. Quilos e quilos de papel que até poucos anos atrás pesavam sobre as costas e ocupavam mochilas, bolsas e mesas. Estão desaparecendo, pouco a pouco, da vida dos estudantes. A digitalização dos alunos nas universidades caminha no mesmo ritmo que eles; segundo o último estudo do serviço de telefonia Tuenti Móvil e da empresa de pesquisa de mercado IPSOS, 84% dos jovens pesquisados se conecta à Internet a partir do telefone celular e 40% utiliza o aparelho para estudar, trocar anotações ou trabalhar em grupo.

Celulares e tablets foram banindo a caneta e o papel para melhorar, maximizar e otimizar as tarefas dos universitários; deixaram que ser um elemento de distração durante as aulas para se tornarem uma ferramenta de trabalho. Quase sempre. Álex Rayón é professor na Faculdade de Engenharia da Universidade de Deusto e responsável pela TI [Tecnologia da Informação] nesse centro universitário. É ele quem está colocando em funcionamento a maquinaria que habilita as tecnologias de informação e comunicação na universidade basca: “Todo o plano de formação em competências digitais. Acredito que com isso é preciso ser valente”.

Os alunos ainda sentem dificuldades no uso dos aplicativos durante as aulas, embora fora delas isso já se tornou um hábito. “Os professores demoram em se acostumar. O maior medo é que, com o telefone na mão, os alunos possam estar fazendo outras coisas que não sejam da disciplina”. Facebook, Twitter, Whatsapp. “O que acontece então? Os celulares são proibidos em sala de aula”, conta Rayón. “Mas o que devemos fazer, e o que eu tento a cada dia, é levar as aulas ao celular, monopolizar a atenção dos alunos”.

Rayón dá aulas de Inovação e empreendedorismo na Universidade de Deusto e de Estratégia digital na Deusto Business School. Uma parte delas navega na nuvem, no Youtube e no Google Drive. “Quando os alunos fazem seminários, peço que gravem; depois postamos o material em canais temáticos que criamos no Youtube e se faz uma revisão por grupos. É uma das formas de levar a aula ao ambiente dos dispositivos móveis”. Com a ajuda de aplicativos como o Evernote, para gestão de conteúdos, e o Mindomo, para criar mapas conceituais, Rayón consegue colocar a aula no celular. “E não ao contrário, para aproveitar ao máximo todos os recursos disponíveis”.

Para ajudar a atingir esse objetivo, apresentamos os melhores aplicativos de iOS, Android e Windows Phone para compactar o curso.

Com a mão levantada

Para não perder o hábito de mover o pulso e o cotovelo ao escrever, reunimos aplicativos com os quais você poderá continuar escrevendo de forma tradicional, mas sobre uma tela.

  • Penultimate: Um aplicativo simples, intuitivo, extremamente bem cuidado visualmente e com uma gestão impecável da tinta. Pode-se escrever com o dedo, mas para aproveitá-lo ao máximo um stylus é a melhor opção. Disponível para iPad e gratuito.
  • Papyrus: Clara e fácil de usar, essa ferramenta tem uma janela para os clientes do Google Play for Education, que podem instalar este app e o Papyrus Licence EDU 2014-2015 para desbloquear as vantagens da versão premium. Disponível para Android e gratuito.
  • OneNote: A ferramenta para tomar notas do pacote Office da Microsoft é uma plataforma agradável e limpa visualmente. Permite escrever à mão, embora seja recomendável um lápis adequado. Disponível para Windows Phone, iOS e Android de forma gratuita.

Organizado e a tempo

Para quem não se importa em prescindir de agendas, post-its e papeizinhos no meio de dezenas de cadernos, seis ferramentas que ajudam a organizar, lembrar e guardar.

  • Evernote: Para tomar notas, fazer fotos, criar listas, gravar voz, guardar links. Tem sincronização na nuvem e capacidade para fazer apresentações com um clique. Gratuito. Para iOS, Android e Windows Phone em versão gratuita, premium [5 euros por mês, cerca de 14,65 reais] e business [10 euros por mês como usuário].
  • iStudiez Pro: Combina agenda, lista de tarefas e anotações com uma interface fluída e visualmente bonita. Disponível para iOS e Windows Phone por 8,7 euros.
  • My Study Life: Agenda, lista de tarefas e avisos em um único aplicativo para iOS, Android e Windows Phone. Gratuito.
  • Any.do: Combina tudo, do calendário à lista de tarefas. Sincroniza e compartilha com outros dispositivos. Com cada nova mudança, seus desenvolvedores sempre repetiram o mesmo: “Há muitos apps para cada coisa, por que não usar um que sincronize tudo?”. Disponível para iOS e Android de forma gratuita.
  • FantastiCal 2: Um calendário intuitivo, completo e com aperfeiçoamentos contínuos. Só está disponível para iOS, por 4,99 euros.
  • Wunderlist: Um aplicativo simples e intuitivo para organizar e compartilhar tarefas. Para iOS e Android, tem uma versão gratuita e outra paga, por 4,20 euros.

Guardar e compartilhar

Antes, se tiravam fotocópias. Agora, sobem-se arquivos à nuvem. Três lugares virtuais onde armazenar qualquer tipo de arquivo e poder acessá-lo a partir de qualquer dispositivo, compartilhar com os colegas do grupo de trabalho ou com os professores.

  • Google Drive: Compartilha, edita e guarda de forma instantânea. Disponível para iOS, Android e Windows Phone e gratuito.
  • Dropbox: Tudo vai para a nuvem, para consultar e sincronizar de forma instantânea com outros dispositivos. Para iOS, Android e Windows Phone de forma gratuita.
  • OneDrive: É o serviço de armazenamento de arquivos da Microsoft, embora tenha aplicativos para iOS e Android. Gratuito até 15 GB.

Página a página

Para muitos, o romantismo de virar as páginas dos livros e sentir seu aroma não é motivo suficiente. Nos leitores digitais se podem armazenar milhares de títulos, todos disponíveis de forma imediata.

  • iBooks: É o aplicativo da Apple para baixar e ler livros, sublinhar e acrescentar notas. Tem acesso direto à biblioteca da empresa da maçã.
  • GoodReader: Para ler e tomar notas em arquivos; sincroniza com o Dropbox, OneDrive, SugarSync, e qualquer servidor SFTP, FTP, SMB, AFP ou WebDAV. Disponível apenas para iOS, por 4,2 euros.
  • Kindle: A experiência e a interface dos clássicos do Kindle transformados em um aplicativo disponível para iOS, Android e Windows Phone de forma gratuita.

Sempre útil

Para escanear, fazer cálculos ou desconectar a rede wifi, que às vezes se torna mais tentação do que ajuda, uma reunião de aplicativos que podem ser um auxílio pontual.

  • Quick Graph: Uma potente calculadora gráfica com versão premium por 1,7 euros. Disponível apenas para iOS, embora seus desenvolvedores estejam trabalhando em uma versão para Android.
  • Genius Scan e CamScanner: Dois aplicativos para escanear, digitalizar, editar e enviar documentos e fotografias. Ambos disponíveis para iOS, Android e Windows Phone de forma gratuita.
  • Ommwriter: Se você não é capaz de desconectar a rede wifi do tablet ou não consegue pôr o celular em modo avião, este aplicativo lhe ajudará a se concentrar para trabalhar. Enquanto estiver aberto, as notificações não o atrapalharão. Disponível apenas para iOS, por 4,99 euros.
  • Pocket: Bolso virtual que permite guardar artigos, vídeos ou fotografias a partir de qualquer Web ou aplicativo para vê-los mais tarde. Disponível para iOS e Android e é gratuito.

El País | 28/01/2015

Aplicativo usa câmera do celular para resolver equações matemáticas


Um aplicativo lançado nesta semana pela empresa europeia MicroBlink permite usar a câmera do celular para resolver equações matemáticas e demonstrar passo a passo como fazê-lo.

Disponível para iOS e Windows Phone, o PhotoMath é descrito como uma “câmera-calculadora inteligente”, que escaneia a foto de uma equação num livro e mostra o resultado instantaneamente.

O app também mostra as instruções de como resolvê-la, para aqueles que não querem apenas terminar a lição de casa mais rápido, mas entender a lógica por trás das operações.

Aplicativo PhotoMath escaneia fotos do livro de matemática, por exemplo, e resolve equações

Aplicativo PhotoMath escaneia fotos do livro de matemática, por exemplo, e resolve equações

O PhotoMath não entende manuscritos e só suporta um número limitado de operações por enquanto. Deve ficar mais complexo no futuro, a empresa diz no site do app.

Há dois anos, a MicroBlink desenvolve softwares de reconhecimento de texto. A start-up, que licencia esse tipo de tecnologia, tem também em seu portfólio um leitor de códigos de barra e uma solução para pagar contas pelo celular.

Publicado originalmente por Folha de S.Paulo | 22/10/2014, às 19h03

Bibliotecas virtuais | iniciativas, perspectivas e problemas


Por Felipe Lindoso | Publicado originalmente em PublishNews | 18/02/2014

No  última quinta-feira [13/02], fui assistir à apresentação do modelo de biblioteca pública virtual que está sendo lançado pela Xeriph. Há duas semanas, Galeno Amorim anunciou o próximo lançamento de um projeto de bibliotecas virtuais para bibliotecas escolares, e nos últimos dias a joint-venture da Saraiva, GEN, Atlas e Grupo A anunciou nova versão do modelo de seu programa Minha Biblioteca, que já está com três anos de vida.

Por outro lado, pipocam notícias sobre várias alternativas de aluguel e empréstimo de livros eletrônicos. A Amazon tem um serviço que funciona entre proprietários do Kindle e startups como a Oyster e outros almejam se tornar a “Netflix” dos livros. Como se sabe, a Netflix é um sistema de assinatura que permite o streaming de uma seleção já bastante extensa de filmes, séries de TV e congêneres.

Todas essas iniciativas possuem algo em comum, e imensas diferenças entre si.

A Kindle Lending Library está disponível para os que têm conta na Amazon americana e pagam pelo serviço Prime. Nesse caso, podem baixar temporariamente livros da biblioteca de empréstimo e também emprestar seus livros para outro usuário do Kindle. A assinatura anual do Prime custa US$ 79 e oferece algumas vantagens adicionais, como frete grátis [nos EUA]. Como tudo na Amazon, é um serviço destinado aos seus clientes e exclusivamente para estes. Ainda não está disponível no Brasil.

Minha Biblioteca foi imaginada inicialmente como uma grande “pasta do professor” legalizada e editada. As universidades contratam os serviços. Os alunos dessas universidades recebiam um login para acessar o acervo digital da instituição do ensino. Essa montava a biblioteca pagando o preço de capa dos livros escolhidos, que ficavam disponíveis “para sempre” [desde que isso exista na Internet…]. No modelo de aquisição, cada usuário da instituição pode acessar o título adquirido desde que este não esteja sendo lido por outra pessoa. Ou seja, a instituição de ensino deve calcular pelo menos uma média de exemplares adquiridos de modo a não congestionar o acesso ou fazer filas extensas.

O outro modelo é o de assinaturas, pelo qual a instituição de ensino paga pela quantidade de logins usados. Nesse caso, não há fila de espera.

Recentemente a Minha Biblioteca abriu outro modelo de negócio. Agora pessoas físicas, sem intermediação da instituição de ensino, podem adquirir ou alugar livros pelo sistema. O aluguel varia segundo o tempo e o preço de capa do livro. O aluguel de um livro por todo o semestre pode chegar a 60% do valor de sua compra.

Oyster por enquanto só funciona com cartões de crédito dos EUA.  A Nuvem de Livros funciona no Brasil e é exclusivo para assinantes da Vivo. Só funciona com acesso à Internet. Ou seja, além da assinatura [R$ 2,99], há também o custo da conexão e o programa só funciona online.

Nesses vários modelos de bibliotecas com sistema de aluguel, os leitores [pessoas físicas] compram assinaturas que permitem acessar uma certa quantidade de títulos no período, escolhendo entre acervos que crescem continuadamente. Essas iniciativas são todas muito importantes e ampliam o acesso ao livro de forma exponencial. Ainda são embrionárias e, em muitos casos, experimentais.

O modelo das Bibliotecas Digitais Xeriph tem algumas semelhanças com o da Minha Biblioteca, menos na possibilidade de aluguel direto por pessoas físicas.

Xeriph  foi a primeira distribuidora e agregadora de livros digitais no Brasil. Segundo Carlos Eduardo Ernanny, seu diretor [que continua no cargo depois que a empresa foi adquirida pelo Grupo Abril], a Xeriph surgiu como uma necessidade depois da fundação da livraria Gato Sabido, que se viu com pouquíssimo conteúdo disponível para vender depois de inaugurada. A criação da distribuidora foi o caminho encontrado para solucionar isso. Hoje, a Xeriph distribui mais de 200 editoras e dispõe de um acervo de cerca de 16.000 títulos para distribuição e comercialização.

O projeto de bibliotecas da Xeriph está destinado a bibliotecas públicas [de qualquer tipo] e bibliotecas empresariais. Em ambos casos, a autoridade responsável [órgão governamental ou o departamento encarregado da administração da biblioteca] adquire o acervo e o programa e recebe o pacote inteiro, que inclui as informações de cada usuário e de cada livro, ferramentas de administração [incorporação de acervo, de usuários, consultas de métricas, etc.] e o link para a app desenvolvida pela Xeriph que é de uso obrigatório para leitura. A Xeriph já desenvolveu apps para iOS e Android [o Windows Phone não foi mencionado] e para computadores pessoais.

Os livros disponíveis podem ser os agregados pela Xeriph ou, no caso de outros agregadores, os que as editoras autorizem participar no programa.

Os livros são vendidos pelo “preço de capa” do e-book [ePUB 2 ou PDF]. Nesse sentido, a Xeriph atua como uma loja e se remunera com o desconto que lhe foi concedido pela editora. Isso no modelo de compra dos livros.

Mas a biblioteca pode ser usada também pelo modelo de subscrição. Nesse caso, a empresa [ou o órgão governamental], adquire uma quantidade de logins, o sistema registra quantos livros foram retirados e cobra o preço pactuado por esses acessos [não foi revelado o preço, é claro, segredo de negócio e certamente sujeito a múltiplas negociações]. Sessenta por cento do recebido é transferido para as editoras, de modo proporcional aos acessos de seus livros.

No caso de venda dos livros, Carlos Eduardo Ernanny declarou ser favorável a uma venda definitiva, perpétua. Mas os editores podem estabelecer também um limite para downloads de empréstimo [modelo que vem sendo adotado por algumas editoras dos EUA]. Ou seja, depois de “x” empréstimos o livro não fica mais no acervo e a biblioteca terá que adquiri-lo novamente.
Quando o acervo é vendido, cada exemplar digital só pode ser emprestado a um usuário por vez. Se o livro estiver emprestado, forma-se uma fila. Se esta cresce muito, pode induzir o bibliotecário a adquirir mais exemplares do livro. No caso de subscrição, tal como na Minha Biblioteca, não existem filas.  Em todos os casos os usuários ficam com os livros nas suas estantes por duas semanas, e podem emprestar até cinco títulos por vez. No modelo de subscrição, para evitar que o usuário permaneça indefinidamente com o livro, a renovação do empréstimo só pode acontecer 45 dias após o final do empréstimo anterior. Em todos os casos, depois de terminado o período de empréstimo, o sistema automaticamente retira o livro da estante do usuário e o devolve para o acervo digital da biblioteca, abrindo espaço para outro usuário emprestar o volume.

Ernanny informou que, no caso de já existir um sistema de bibliotecas, a “biblioteca mãe” pode centralizar o empréstimo para todos os ramais, sempre dentro dos mesmos princípios: fila para os usuários, acesso imediato para subscrições, dentro da quantidade de logins adquiridos.

A Xeriph apresentou um modelo das páginas de uma biblioteca. O modelo é fixo, podendo mudar apenas no cabeçalho e na cor da barra superior, que podem incluir o logotipo da biblioteca, empresa, etc.

Logo abaixo dessa barra inicial aparece uma fila de livros [existentes no acervo] recomendados pelo sistema. Perguntado, Ernanny informou que essas recomendações são feitas exclusivamente através de algoritmos do sistema, não havendo possibilidade de cobrança para mudança de posição. Ora, sabemos que as livrarias cobram adicionais das editoras para colocação de livros na entrada, em vitrines, em pilhas, e que a Amazon levou esse processo a extremos, com as promoções ditas “cooperadas”.  Diante disso, sugiro às editoras, principalmente as pequenas, que vejam se essas condições estão ou não incluídas nos contratos.

A fila seguinte é a de “Recomendações do Bibliotecário”. Nesse caso, é o administrador da biblioteca que seleciona os títulos que recomenda. Pode haver também uma barra com os títulos “mais emprestados” e haverá também espaço para sugestões de aquisição. Alguns sistemas de administração de bibliotecas, como o Alexandria,  por exemplo, permitem que o programa localize de imediato o título sugerido, já que geralmente o leitor informa somente o título, às vezes o autor e quase nunca a editora.

Segundo Ernanny, as editoras terão condições de colocar metadados com informações adicionais sobre seus livros, Mas não foi informado como o sistema irá processar as buscas.

A leitura dos livros será feita exclusivamente através do app desenvolvido pela Xeriph, que já tem incorporado modo noturno e a possibilidade do fundo da página ser sépia, assim como mudar a fonte.

Ao entrar no sistema, o usuário pode verificar a lista de todas as bibliotecas que estão na Xeriph, mas deverá escolher aquela para a qual tem acesso. Poderá, se for o caso, ter acesso a duas ou mais bibliotecas, se estiver inscrito em várias.

Ernanny informou que deve entrar no ar a curto prazo um piloto do sistema, para o comprador que está na etapa final das negociações. O sucesso da empreitada, entretanto, depende certamente da quantidade e qualidade do acervo oferecido. Pela reação dos representantes das editoras presentes, percebi que isso não será problema. É mais um negócio que pode ser viável para os livros já digitalizados.

No caso da biblioteca da Xeriph, acredito que ela possa ter sucesso junto a empresas que ofereçam esse benefício a seus funcionários ou clientes. Pode bem ser um benefício de programas de milhagem ou similares.

Tenho minhas dúvidas quanto à sua implantação em bibliotecas públicas por uma razão bem simples: os impedimentos orçamentários e burocráticos que dificultam o crescimento de acervos nas bibliotecas públicas continuam sendo os mesmos na biblioteca digital. As prefeituras, em sua imensa maioria, não destinam recursos para as bibliotecas, que vivem de doações do público ou recebendo acervos proporcionados pelo governo. Nesses casos, o uso de mecanismos das leis de incentivo fiscal para patrocinar bibliotecas pode ser uma saída.

De qualquer maneira, o simples fato de tirar a necessidade de ir à biblioteca [ou a uma livraria] e facilitar o acesso, já é um grande ponto a favor. Programas de incentivo à leitura são fundamentais, mas sem o acesso a acervos atualizados, de pouco adiantam.

Por Felipe Lindoso | Publicado originalmente em PublishNews | 18/02/2014

Felipe Lindoso

Felipe Lindoso é jornalista, tradutor, editor e consultor de políticas públicas para o livro e leitura. Foi sócio da Editora Marco Zero, diretor da Câmara Brasileira do Livro e consultor do CERLALC – Centro Regional para o Livro na América Latina e Caribe, órgão da UNESCO. Publicou, em 2004, O Brasil pode ser um país de leitores? Política para a cultura, política para o livro, pela Summus Editorial. Mantêm o blogwww.oxisdoproblema.com.br

A coluna O X da questão traz reflexões sobre as peculiaridades e dificuldades da vida editorial nesse nosso país de dimensões continentais, sem bibliotecas e com uma rede de livrarias muito precária. Sob uma visão sociológica, este espaço analisa, entre outras coisas, as razões que impedem belos e substanciosos livros de chegarem às mãos dos leitores brasileiros na quantidade e preço que merecem.

Ao encontro do que leitores preferem, ‘NYT’ adota HTML5


O “New York Times” lançou ontem um aplicativo para tablets baseado na web, no padrão HTML5. Descrito como “experimental” e com serviços restritos, o app vai na contramão da estratégia do jornal até então, de desenvolver versões específicas para iPhone e iPad, da Apple, Android, do Google, e Windows Phone, da Microsoft.

O aplicativo está disponível diretamente no endereço app.nytimes.com, desde ontem, só para assinantes.

O jornal nega, mas a decisão foi recebida como primeiro passo para seu afastamento das grandes empresas de tecnologia, que cobram até 30% para vender os apps em suas lojas on-line.

Mais precisamente, poderia levar ao rompimento com a Apple. “O ‘NYT’ não tem planos de remover” seu aplicativo da App Store, prometeu o jornal, em nota.

No ano passado, o “Financial Times” também lançou um web app e, logo em seguida, retirou da App Store seu aplicativo em iOS, o sistema da Apple. O jornal financeiro britânico vem servindo de modelo para o “NYT” em ações no ambiente on-line, como a adoção de um “paywall” [muro de pagamento] poroso, para as assinaturas on-line.

Além do “FT”, o “Boston Globe”, que é do próprio “NYT”, apostou num web app no ano passado. Também a Folha desenvolveu seu aplicativo no padrão HTML5, lançado no final de 2011.

De início limitado ao browser para tablets da própria Apple, o Safari, o web app do “NYT” vai ganhar uma versão para o Chrome, do Google, “brevemente”, segundo a editora de plataformas emergentes, Fiona Spruill.

PREFERÊNCIA PELA WEB

O analista de mídia Joshua Benton, diretor do Nieman Journalism Lab, da Universidade Harvard, anota que o anúncio vem no rastro de um distanciamento entre a Apple e o jornal -devido a uma série de reportagens sobre as más condições de trabalho nas fábricas dos aparelhos da empresa na China.

Benton também relaciona o lançamento do aplicativo baseado na web, que o próprio “NYT” admite ter corrido para lançar, com um estudo do instituto Pew que mostrou anteontem que os consumidores de notícias em aparelhos móveis usam mais o acesso direto pela internet do que os aplicativos, na proporção de dois para um.

E o movimento é crescente, segundo o levantamento, realizado junto com a revista “The Economist”. No caso de tablets, 60% dos 9.500 adultos americanos ouvidos pela pesquisa disseram usar browser para acessar notícias, ante 40% no ano passado.

O estudo também identificou uma mudança no perfil dos tablets no país. O iPad, da Apple, que respondia por 81% dos aparelhos um ano atrás, caiu para 52%. Os tablets no sistema Android atingem agora 48%, sendo que o Kindle Fire, da Amazon, responde por quase metade – e 21% do total.

POR NELSON DE SÁ, DE SÃO PAULO | Clipado de Folha de S.Paulo | 03/10/2012, às 05h30

Atheneum oferece simplificação na distribuição de eBooks


O mercado de livros digitais não pára de crescer pelo mundo. No Brasil, não poderia ser diferente. Diariamente, grandes nomes passam a aderir a esse meio, convertendo seus livros ou realizando lançamentos já no formato digital. Pesquisas recentes mostram a crescente venda de tablets e outros readers para a população, que passa a vê-los como um meio precioso para carregar com facilidade seu material de leitura para qualquer lugar.

Percebendo essa tendência, e visando suprir uma necessidade emergente no país, em 2009 surgiu o projeto Atheneum. Suas características de inclusão e o conceito de comunidade, que alia o acesso à leitura com as possibilidades de compartilhamento de grupos, e também via redes sociais, chamou a atenção da FINEP – Financiadora de Estudos e Projetos do Governo Federal, que aprovou a sua subvenção e, assim, viabilizou o projeto. Naquele momento, iniciou-se o desenvolvimento da plataforma que, no decorrer do tempo e com a evolução da tecnologia, foi ganhando novas funcionalidades e agora está sendo disponibilizada para o mercado editorial.

O Atheneum é um produto desenvolvido pela Mobiltec – Sistemas de Computação Móvel Ltda., que visa oferecer uma solução completa para a publicação, venda, distribuição, proteção de direitos autorais, leitura de livros digitais, em formatos ePUB e PDF, além da possibilidade de compartilhamento e comentários sobre o conteúdo entre grupos de leitores.

As funcionalidades do Atheneum podem ser adotadas em conjunto ou de forma isolada. Por exemplo, ele contempla toda a estrutura de um e-commerce, desde a inclusão de produtos, precificação, carrinho de compras, relatórios gerenciais e tudo mais que se necessita para comercializar e entregar livros digitais pela internet. Porém, se a empresa que for utilizá-lo já tiver um e-commerce, ele poderá será integrado à solução já existente sem conflitá-la.

E, falando em livros digitais, é impossível não nos deparar com um grande problema, que é a proteção dos direitos autorais. Temos aí outro grande destaque do Atheneum, que traz uma solução própria de DRM [Digital Rights Management], que visa criar barreiras de proteção ao conteúdo, evitando sua difusão não autorizada. Vale destacar que hoje em dia as empresas brasileiras que oferecem livros digitais vêm utilizando soluções estrangeiras, que são bastante onerosas e fora do seu controle.

O Atheneum cumpre plenamente o papel da proteção, a custos compatíveis, porque oferece os seus próprios leitores digitais para todas as plataformas de dispositivos móveis.

Não podemos também deixar de destacar a funcionalidade de autopublicação, ou self-publishing, a qual permite que autores independentes, utilizando os recursos do Atheneum, publiquem suas obras, com ou sem a intervenção direta da editora, mas podendo ter auxilio e o suporte desta. Trata-se de uma importante evolução na forma de relacionamento dentro do mercado editorial, desde a criação até a venda e entrega dos livros digitais.

Outro ponto de destaque do Atheneum é que ele possui leitores digitais próprios [aplicativos para leitura], disponíveis para os principais dispositivos do mercado, tais como: tablets, smartphones, desktops ou notebooks, operando com os principais sistemas operacionais, como: Android, iOS, Windows, Windows Phone e, brevemente, o Windows 8. Isso garante ao leitor a possibilidade de carregar, com segurança, sua biblioteca particular em múltiplos e diferentes dispositivos, para fazer a leitura como lhe for mais conveniente, dispondo de funcionalidades que permitem tornar essa leitura mais agradável. Esta característica permite que o usuário do Atheneum, além do Portal, também ofereça os leitores digitais com a sua própria marca.

O Atheneum foi totalmente desenvolvido aqui no Brasil para funcionar em ambientes de internet de baixa velocidade e só exige a conexão para fazer a compra e baixa do[s] livro[s] adquirido[s]. Depois de carregado no dispositivo, o livro pode ser lido em modo off-line, a menos que o leitor queira compartilhar citações nas redes sociais, o que também é possível. Por exemplo, um professor pode criar uma comunidade de seus alunos para compartilharem comentários e experiências de leitura de uma determinada obra apenas entre eles.

Enfim, o Atheneum é uma solução única, muito completa, e que oferece muitos recursos para serem explorados. Vale à pena conhecê-lo.

Por Roni Silveira, Presidente da Mobiltec

Biblioteca da Unicamp no celular


Ferramenta permite que dispositivos móveis realizem pesquisas nos acervos

Uma versão “mobile” do software SophiA, ferramenta que gerencia os dados da Base Bibliográfica Acervus, acaba de ser disponibilizada pelo Sistema de Bibliotecas [SBU] da Unicamp para a comunidade. O novo serviço permite que as pessoas usem dispositivos móveis como celulares, smartphones e tablets, que operam com sistemas iOS, Android e Windows Phone, entre outros, para realizar pesquisas nos acervos de livros, e-books [textos completos], dissertações e teses da Biblioteca Digital da Unicamp. Além disso, a versão mobile do SophiA permite renovações e reservas on-line. A criação é da empresa Prima Informática.

PublishNews | 24/05/2012

Aluguel de eBooks didáticos na Amazon


A Amazon anunciou nesta segunda-feira, dia 18, um novo negócio na sua Kindle Store: o aluguel de livros didáticos – o Kindle Textbooks. A partir de agora estudantes podem alugar e-books didáticos para Kindle por períodos de 30 a 360 dias, pagando até 80% menos do que custaria o livro impresso. Eles ainda podem estender o aluguel – até por apenas um dia – ou decidir pela compra do livro que estão lendo. Uma das vantagens é que o aluno guardará suas anotações. “Quando eles vendem um livro impresso usado no final do semestre perdem todas as suas anotações que fizeram no texto ou nas margens. Com o Kindle Textbooks isso não vai acontecer. As anotações ficarão guardadas na Amazon Cloud e o sistema de sincronização do Kindle e estarão disponíveis a qualquer momento, em qualquer lugar, mesmo depois do fim do aluguel. E se adquirir o livro no futuro, as anotações serão sincronizadas com o e-book comprado”, comentou Dave Limp, vice-presidente da Amazon Kindle. O serviço foi lançado com obras da John Wiley & Sons, Elsevier e Taylor & Francis, e estará disponível também em todas os aplicativos Kindle para PC, Mac, iPad, iPod touch, iPhone, BlackBerry, Windows Phone e equipamentos que rodam Android.

Por Ricardo Costa | PublishNews | 19/07/2011

Usuários do Kindle mais perto do acervo de 11 mil bibliotecas


Amazon vai permitir que usuários do Kindle ou de seus aplicativos emprestem livros de bibliotecas americanas

Usuários do Kindle vão poder pegar livros digitais emprestados de mais de 11 mil bibliotecas americanas ainda neste ano e ler no Kindle ou em seus aplicativos gratuitos para Android, iPad, iPod touch, iPhone, PC, Mac, BlackBerry ou Windows Phone. Se o usuário resolver pegar este mesmo livro emprestado uma segunda vez ou mesmo comprá-lo na Amazon, encontrará todas as anotações que fez na primeira vez. O projeto está sendo desenvolvido com a empresa OverDrive e não tem data certa para começar a funcionar.

PublishNews | 22/04/2011