Grandes empresas lançam aplicativos em HTML5


Na semana passada, a loja on-line Amazon, o serviço de música Grooveshark e a revista “The Economist” lançaram aplicativos para tablets e smartphones em HTML5, a nova versão da linguagem usada na construção de páginas da web.

Por esse caminho, mesmo com motivações diferentes, as três empresas almejam que seus programas funcionem da mesma forma em sistemas diferentes, tenham atualizações mais rápidas e evitem o processo de aprovação e as taxas cobradas pelas lojas virtuais de aplicativos.

Diferentemente dos programas nativos para Android e iOS, por exemplo, que precisam ser baixados e atualizados por meio das lojas virtuais do Google e da Apple, os web apps em HTML5 são acessados por meio do navegador, sem intermediários.

Para evitar a taxa de 30% cobrada pela Apple sobre conteúdo vendido na App Store, a Amazon inaugurou uma versão em HTML5 para iPad de sua loja de livros eletrônicos Kindle Store.

A “Economist”, que lançou o Electionism, app em HTML5 sobre as eleições presidenciais dos EUA, diz que a iniciativa não é um levante contra as lojas de aplicativos.

Não deixamos os apps nativos“, disse ao “Guardian” Ron Diorio, vice-presidente de desenvolvimento de negócios e inovação da “Economist” on-line. “O Electionism é só mais uma chance para explorarmos o que temos observado: que o uso de browsers em tablets é muito alto.

EM FINALIZAÇÃO

Embora uma das promessas do HTML5 seja a flexibilidade – com aplicativos funcionando da mesma forma em todos os navegadores, tanto de computadores tradicionais quanto de tablets ou celulares-, ainda há problemas de compatibilidade.

O novo app do Grooveshark, por exemplo, funciona no iOS e no Android, mas não no Windows Phone 7.

Isso ocorre porque a definição dos padrões do HTML5 está em fase de finalização – por isso, nem todos os navegadores implementaram a tecnologia de forma completa, explica Carlos Cecconi, analista de projetos do W3C [World Wide Web Consortium], consórcio que discute e desenvolve os padrões para as linguagens da web.

Ainda que neste momento haja esses problemas, há de fato um grande consenso da indústria em torno da definição da versão 5 do padrão HTML“, afirma o analista.

Isso significa que desenvolvedores de HTML não terão de fazer versões diferentes de uma aplicação para o browser A, B ou C. O mesmo código funcionará em todos.

FORA DA APP STORE

Um dos pioneiros na adoção da tecnologia foi o “Financial Times”, que em junho de 2011 tirou seu aplicativo da App Store em prol de uma versão em HTML5, que já chegou a 1 milhão de usuários.

Em dezembro, a Folha foi o primeiro grande jornal brasileiro a lançar um aplicativo para tablets e celulares em HTML5, que unifica a experiência do leitor em aparelhos diferentes.

POR RAFAEL CAPANEMA, DE SÃO PAULO | Publicado originalmente em Folha.com | TEC | 25/01/2012 – 07h51

Kindle Fire e indiano Aakash abrem caminho para tablets baratos


O ano de 2012 deve ser pródigo para amantes de gadgets, que podem esperar tablets mais baratos, laptops ultrafinos, smartphones mais inteligentes, máquinas com o novo sistema operacional da Microsoft e até, quem sabe, a mítica linha de televisores da Apple.

Depois do Kindle Fire, tablet da Amazon vendido a US$ 200 nos EUA [o iPad custa a partir de US$ 500], o mercado deve ser inundado por tablets básicos com preços inferiores até a US$ 100.

O tablet de baixíssimo custo pioneiro é o Aakash, da empresa indiana Datawind, que custa US$ 47 e já vendeu 1,4 milhão de unidades.

No Brasil, outro fator que deve reduzir o preço dos tablets é a “Lei do Bem”, que desonerou os aparelhos produzidos no país.

Quem procura um tablet mais sofisticado pode esperar pelo sucessor do iPad, que deve ser apresentado até abril, e pelo modelo com Android feito pelo próprio Google, que será lançado nos próximos seis meses.

Com interface híbrida, o Windows 8, novo sistema da Microsoft com lançamento previsto para este ano, será adotado tanto em laptops e computadores tradicionais quanto em tablets.

Na semana passada, o Google anunciou uma medida para tornar mais uniformes os celulares com Android.

A partir da versão 4.0, a mais recente, os dispositivos que quiserem ter acesso à loja Android Market terão que incluir o visual padrão, conhecido como Holo.

Os fabricantes e as operadoras de celular continuarão livres para modificar o visual, mas a inclusão do tema padrão será obrigatória.

No mercado de smartphones, o ano de 2012 será crucial para a Microsoft e seu sistema Windows Phone 7, que é bem avaliado pela crítica, mas ainda não conquistou os consumidores. A principal aposta da empresa é a parceria privilegiada com a Nokia.

Apesar de a Apple manter seus planos em segredo, tudo indica que ela deve anunciar neste ano um iPhone totalmente redesenhado.

Mas o lançamento mais esperado da empresa é o de uma suposta linha de televisores, há meses alvo de rumores.

Além de informações vazadas de fornecedores de componentes, o indício mais forte do provável lançamento está na biografia oficial de seu cofundador, Steve Jobs, lançada no ano passado.

No livro, Jobs revelou ao autor Walter Isaacson que “finalmente havia resolvido” as dificuldades para criar um sistema de TV atraente para o usuário.

POR RAFAEL CAPANEMA | Folha.com | TEC | 10/01/2012 – 07h51

200 mil downloads gratuitos, 2.500 livros vendidos


Formada por três profissionais de menos de 30 anos, equipe do Grupo A brinca com diferentes tecnologias para livro digital e comemora acertos

Bruno Weiblen tem 27 anos e é gerente de Novos Negócios do Grupo A, que congrega as editoras Artmed, Bookman, Artes Médicas, McGrawHill, Penso e Tekne. Em sua equipe estão dois Felipes – o Couto, de 28 anos [e há 13 na empresa!], e o Flesch, de 22 [que trocou a área de vendas da Colgate pelos e-books]. Juntos, os três são responsáveis pelos projetos digitais do grupo gaúcho.

Já experimentaram PDF, ePub e aplicativo para os diferentes sistemas operacionais. Vendem na AppStore, na Saraiva e no site da própria editora. Fazem parte do projeto Minha Biblioteca, de fornecimento de acervo digital para bibliotecas universitárias. Devem lançar em agosto o primeiro aplicativo para Android e em breve outro para o Windows Phone 7. E ainda querem fazer livros para serem lidos em desktop, em Mac e onde mais o leitor pedir.

A primeira brincadeira da equipe com aplicativos, apresentada em agosto de 2010, quando a empresa também anunciou o investimento de R$ 100 mil na digitalização de seu catálogo, custou caro [criar um aplicativo é quase como criar um software], mas deixou todos felizes. De cara, fizeram dois para um mesmo livro: um gratuito e outro pago. “A AppStore tem um volume alto de acessos, e para conteúdo gratuito esse número é ainda muito maior. Criamos o aplicativo grátis para fortalecer a marca e para levar as pessoas para a loja dos aplicativos pagos”, contou Felipe Flesch.

O resultado: 200 mil downloads gratuitos e 2.500 vendidos [a US$ 24,99] do Medicamentos de A a Z, e não só para o Brasil, mas também para os Estados Unidos, Argentina, China e Índia, entre outros. Lembrando que 2.500 é a tiragem média de um livro impresso, e ela nem sempre se esgota. A divulgação por aqui foi quase zero – mandaram apenas para o mailing. Foi a movimentação na própria AppStore que cuidou de manter o produto em destaque.

Mas este não é o único aplicativo do Grupo A. Há também o A psicanálise na terra do nunca, lançado em dezembro de 2010, e o Psicofármacos – Consulta rápida, de março deste ano. Outros devem ser criados sempre que um livro “pedir”, já que alguns funcionam melhor em PDF, outros em ePub. Na livraria digital de seu site, já são quase 250 títulos que custam 20% menos do que as versões impressas.

É uma iniciativa empreendedora do Grupo A e estamos dando a cara para bater”, comentou Felipe, que participou do 2º Congresso Internacional do Livro Digital nesta semana ao lado do colega Felipe Couto, convidado a integrar a equipe porque com sua experiência de 13 anos na empresa – começou como estagiário e passou por diversas áreas, inclusive a de diagramação, conhece de trás para a frente o catálogo das editoras do grupo e ajuda a pensar em quais formatos eles podem ser relançados.

Por Maria Fernanda Rodrigues | PublishNews | 29/07/2011

eBooks no Windows Phone 7


Kindle for Windows Phone 7Os e-books Kindle já podem ser lidos em aparelhos como o próprio Kindle, Kindle 3G e Kindle DX e também no iPad, iPod touch, iPhone, PC, Mac, BlackBerry e aparelhos Androide. Na quarta-feira [5], a Amazon expandiu seu aplicativo gratuito “Buy Once, Read Everywhere”, que pode ser agora usado também no Windows Phone 7.

PublishNews | 06/01/2011