Turma da Mônica ganha app


Usuário terá acesso a conteúdo exclusivo com histórias, tirinhas, músicas, vídeos e jogos

A Mauricio de Sousa Produções lança, em parceria com a Telefônica Vivo, o aplicativo Turma da Mônica Vivo, serviço que conecta os usuários da operadora com os personagens da Turminha. A novidade está disponível para os 80 milhões de clientes pré e pós-pagos da Vivo. O usuário encontra 100 histórias dos quatro principais personagens e mais de 2,5 mil tirinhas clássicas exclusivas. A área “Cinema” traz mais de vinte vídeos, enquanto a “Rádio Limoeiro” oferece mais de 170 músicas e audiobooks. Para adquirir, basta enviar SMS para 4848 com a mensagem MONICA ou acessar www.vivo.com.br. O aplicativo pode ser baixado gratuitamente na App Store e, nos próximos meses, na Google Play. A assinatura para acesso aos conteúdos custa R$ 3,99 por semana.

PublishNews | 28/05/2015

Nuvem de Livros lança versão de software com mais recursos técnicos


A biblioteca digital Nuvem de Livros, a maior do Brasil e que oferece acesso a cerca de 12 mil conteúdos, lançou uma versão mais atraente e com mais recursos tecnológicos, que será usada igualmente no serviço em espanhol, com previsão de lançamento para outubro.

A nova versão é mais robusta tecnologicamente, além de ser mais atraente, lógica e racional“, disse nesta quarta-feira à Agência Efe uma fonte do Grupo Gol, produtor e distribuidor de conteúdos multimídia de educação, que desenvolveu e opera uma biblioteca virtual online que já conta com cerca de 1,3 milhão de clientes no país.

De acordo com a fonte, a versão 2.0 da Nuvem de Livros conta com uma estrutura de metadatos mais complexa e rica, permitindo agilizar e melhorar as opções de busca e identificação de conteúdos.

Também apresenta um novo leitor [na tela] e um novo editor desenvolvidos pelo Grupo Gol no Brasil“, afirmou a fonte.

Além dos aproximadamente 12 mil livros, áudios, vídeos, conteúdos para reforço escolar, conteúdos interativos, jogos, cursos, reportagens e entrevistas oferecidos por esta multiplataforma, a nova versão inclui cursos de formação profissional certificados pelo Centro de Integração Empresa-Escola [CIEE].

Os conteúdos da biblioteca digital, pensada originalmente para escolas públicas e famílias, podem ser acessados a partir de qualquer plataforma com conexão à internet. O aplicativo pode ser baixado em aparelhos com sistema operacional iOS, Android ou diretamente no computador.

Apesar de ser oferecida aos clientes desde a primeira semana de julho, a versão 2.0 foi apresentada oficialmente no último fim de semana pelo presidente do Grupo Gol, Jonas Suassuna, na Festa Literária Internacional de Paraty [Flip].

O Grupo Gol também opera a Nuvem do Jornaleiro, uma plataforma digital que permite aos usuários de telefones celulares, tablets ou internautas acessar o conteúdo de 200 meios de comunicação, incluindo notícias da Agência Efe, sem baixar os arquivos nos aparelhos.

Ambas as iniciativas contam com parceria da operadora Vivo, subsidiária da espanhola Telefônica no Brasil.

Rio de Janeiro | Publicado originalmente por Yahoo | 06/08/2014 | Da Agência EFE

ABDL aciona CONAR contra propaganda da VIVO


Campanha sobre a internet fixa da operadora mostra livros como assentos de cadeiras

Família Pereira protagoniza campanha

Família Pereira protagoniza campanha

O Conar [Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária] determinou por unanimidade a alteração do anúncio “Vivo-Internet Fixa”, criado pela DPZ. A instituição acatou o pedido da ABDL – Associação Brasileira de Difusão do Livro.

No filme, um pai traz três livros para o filho mais novo e sugere que ele os use como assento na cadeira que utiliza para manusear o computador. Segundo a ABDL, a ação indica que os livros serão somente utilizados como apoios, em detrimento do cérebro. Também reinvindica que de acordo com a propaganda, os livros fazem parte do passado.

“O menosprezo aos livros traduzidos na propaganda, além ferir as normas constitucionais dispostas, ferem a Declaração Universal dos Direito Humanos, a qual o Brasil é signatário”, defende o advogado da Entidade, Dr. Martim Sampaio.

A decisão pela alteração foi baseada nos artigos *37 e *50 do Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária, que discorrem sobre os anúncios dirigidos à criança e ao jovem, evidenciando o respeito à ingenuidade e a credulidade, a inexperiência e o sentimento de lealdade dos menores.

Publicado originalmente em Meio & Mensagem | 10 de Setembro de 2013, às 16:13

Projeto usa aplicativo de celular para ajudar na alfabetização


Pessoas com mais de 15 anos que só sabem escrever o próprio nome estão se alfabetizando com ajuda de celulares inteligentes. Alunos ganham smartphones para fazer parte das atividades em um aplicativo.

Intuitivo e desenvolvido em forma de jogo, o programa mistura texto, imagens, sons e símbolos para facilitar o aprendizado de alunos do EJA, programa de educação para jovens e adultos.

Em sala de aula, quase tudo permanece igual: professor, livros, cadernos, lápis, borracha, giz e quadro negro continuam presentes. Mas, nos primeiros minutos da aula e em casa, as atividades são desenvolvidas no aparelho.

`É uma ferramenta a mais em sala`, diz o professor Eleazar Silva, 28, que dá aulas para uma turma que participa do projeto em Itatiba, a 84 km de São Paulo. `A tecnologia é uma realidade nas nossas vidas e é uma coisa com que eles lidam no dia a dia.`

O PROJETO

Cidade natal do idealizador do Palma [Programa de Alfabetização na Língua Materna], Itatiba é uma das sete cidades paulistas que testam o projeto -além dela, Pirassununga, Campinas, Araras, Franca, Santos e Ourinhos participam do projeto-piloto. São 260 alunos em 16 salas de aula do Estado.

O matemático José Luís Poli, 55, cofundador da Anhanguera Educacional, deixou a empresa em 2009 para se dedicar ao projeto e criou a IES2 [Inovação, Educação e Soluções Tecnológicas].

Ele conta que, quando trabalhava na Anhanguera, via que, nas aulas de alfabetização, todo mundo tinha celular. `Se eles não sabiam nem ler nem escrever, como sabiam usar aquele aparelho?`

`Foi aí que eu pensei: `Se eu fizer um programa para rodar em celulares, é possível facilitar a alfabetização dessas pessoas`.` Poli investiu, segundo seus próprios cálculos, R$ 500 mil só no primeiro ano. `Ao todo, já foram uns R$ 3 milhões.`

Uma equipe de 23 profissionais –entre analistas, programadores designers e pedagogos– desenvolveu o aplicativo. No primeiro ano, Poli pagou tudo do seu bolso. Em 2012, Vivo e Nokia entraram no projeto.

`Acreditamos que a tecnologia pode transformar o processo educativo`, diz Gabriella Bighetti, diretora de programas sociais da Fundação Telefônica | Vivo. `Temos mais celulares que pessoas no país, e os smartphones estão ficando cada vez mais baratos. É questão de tempo para eles estarem na mão de todo mundo.`

`Eu me sinto mais independente com o celular`, diz o operador de britagem José Benedito Marques, 33, de Itatiba. `No livro, a gente não sabe o resultado.`

`Os alunos estão memorizando mais`, diz a professora Cláudia Quirino dos Santos, 35, de Santos. Para ela, o abismo do analfabetismo convencional e digital pode ser vencido com a iniciativa. `É um salto de três décadas na vida dessas pessoas.`

DEPOIMENTO: `No domingo, antes da igreja, faço tarefa em vez de ver TV`

ANA REGINA DA SILVA BARONI

Eu nasci em Santos. Tenho 44 anos. Estudei até o primeiro ano e só sei escrever o meu nome. Tive de sair da escola para ajudar meus pais, que tiveram dez filhos. Tinha 13 e trabalhava em casa de família.

Eu tenho seis filhos. Meu marido morreu por causa de droga, e eu tive de criá-los sozinha. Todos moram comigo. Apesar de o pai ter morrido porque cheirava e injetava, graças a Deus nenhum dos meus filhos mexe com droga. Nem de sair eles gostam.

Eu faço faxina, mas meus filhos não me deixam mais trabalhar por causa da vista. Eu trabalho mesmo assim, de vez em quando. Eles pagam as contas da casa, mas eu ajudo nas compras com o dinheiro do Bolsa Família. A gente mora na casa que a minha sogra deixou quando morreu.

Já tentei aprender a ler uma vez, faz tempo, mas reclamaram no conselho tutelar. Disseram que eu abandonava meus filhos à noite em casa, só que eu estava na escola. Agora eu voltei, porque já está todo mundo grande.

Foi bom ganhar o celular na aula. Eu tenho um faz tempo, desde o ano passado. Mas eu só uso para fazer ligação. Deixo ele com a minha filha porque quase ninguém me liga.

Ganhei o celular na escola, mas parei de vir logo depois. Fiquei doente, com muita dor de cabeça. Fui atropelada, e meus óculos quebraram no acidente. Um carro me jogou no chão, e os óculos voaram longe. Foi em fevereiro, e até hoje estou com dor no ombro.

Depois, minha irmã morreu. Estourou uma veia da cabeça dela enquanto ela estava dormindo.

Mas agora eu não vou parar, não. Vou aprender para ler a minha Bíblia e para ensinar a meus filhos como é bom estudar. Vai ser melhor ainda com o celular. Até no domingo, antes da igreja, eu faço tarefa em vez de ver TV.

Mesmo sem vir para a escola, fazia as tarefas. Quando voltei, a professora falou: `Você está de parabéns! Fez lição até no domingo`.

Às vezes eu pego o celular em casa porque não tem nada para fazer. Prefiro mil vezes estudar sozinha. Eu acordo, limpo a casa, coloco todo mundo na escola e pego o celular. Estudo na cozinha.

Quem fez o celular está de parabéns. Mas podia ter para as crianças também, porque algumas têm dificuldade para aprender. Eu não tive problema. Só me ensinaram uma vez, e eu já aprendi.

Por Lucas Sampaio | Folha de S.Paulo | 04/05/2012