Plataforma de gestão reduz em 70% os custos das editoras com cadastro de livros


Grande vilão das vendas no Brasil, cadastro de livros conta agora com a gestão editorial de uma plataforma unificada, que gerencia o catálogo em diversas lojas simultaneamente e gera informações estratégicas

A venda de livros impressos no Brasil representa, atualmente, 98% do total no mercado editorial brasileiro, ficando por conta dos eBooks os 2% restantes. Ainda assim, não existia no mercado editorial brasileiro uma ferramenta capaz de facilitar o cadastramento desses produtos pelas editoras junto às livrarias. Com a utilização da Ubiqui, plataforma de gestão editorial, essas empresas terão uma redução de 70% nos custos desse processo, além da otimização e agilidade nos cadastramentos.

A ferramenta surgiu, em primeiro lugar, para atender um gargalho do mercado editorial, ou seja, o cadastro de produtos e livros nas lojas. No entanto, a ferramenta atende tanto as necessidades das editoras quanto das livrarias, facilitando a realização de negócios e melhorando o desempenho nas vendas, com ótimo custo-benefício”, afirma o CEO da Ubiqui, Rafael Schaffer Gimenes.

A plataforma Ubiqui possibilita o cadastro do catálogo de livros com as mesmas informações [preço, capa, assunto, sinopse etc] em diversas livrarias, tudo isso por meio de um único ambiente. A Ubiqui entrega a cada lojista o cadastro no formato do sistema usado por ele [Onix, XML, CSV, TXT ou Excel]. Além disso, são disponibilizados módulos de serviços que possibilitam a gestão de catálogos, vendas, marketing e direitos autorais. As informações analíticas sobre as vendas, proporcionadas pela plataforma, também auxiliam as editoras na elaboração de estratégias de mercado.

KB Assessoria em Comunicação | kbcomunicacao.com.br

Programas indies para edição, validação e testes de livros digitais


Normalmente, quando falamos em edição, validação e testes de livros digitais, falamos no Sigil, EpubCheck, Adobe Digital Editions e Readium. Para exportação: InDesign ou LibreOffice, — os mais radicais podem dizer Quark e/ou BlueGriffon Epub Edition –, certo?

Nada mais normal do que isso, afinal, são programas rotineiros no dia a dia dos desenvolvedores de e-books.
Hoje falarei brevemente sobre outras duas ferramentas não tão famosas quanto as citadas primariamente, todavia, muito interessantes tanto pelos diferentes funcionamentos quanto pelas possibilidades de serem usadas não apenas profissionalmente, mas também para estudo.

1. ePubChef

Trata-se de um projeto que tem a seguinte proposta: “acrescente os ingredientes na panela e ele cozinhará um ePub 3 para você” [impossível não lembrar do Fernando Tavares e suas analogias com comida].

Ele funciona via linha de comando a partir dos ingredientes que você adiciona às pastas dentro de uma estrutura pré-determinada, todavia, altamente customizável.

Esse caráter “customizável” do programa é extremamente útil para quem está interessado em estudar o formato e, de quebra, se estiver interessado em programação, você pode customizar o código da ferramenta em si, e não apenas os de seus arquivos. ;]

Após clonado o repositório, sua estrutura de diretórios é a seguinte:

Na pasta css você encontrará, bem, um CSS [bastante completo e cheio de comentários explicativos]. Nele, você poderá definir as diretrizes básicas do que espera do ePub a ser criado.

Se você estiver pensando em fazer alguns livros de uma mesma coleção, com valores similares, temos aí um bom começo: criar modelos de CSS.

Se você estiver pensando em fazer alguns livros de uma mesma coleção, com valores similares, temos aí um bom começo: criar modelos de CSS.

Mãos à massa: cook.py

Vá até a pasta [via terminal] e digite:

python cook.py mybook

Com esse comando ele criará os arquivos para o seu livro. Seguindo o exemplo da wiki usei o “mybook” [você é livre para escolher um nome mais criativo para o arquivo].

Você pode começar a editar e adicionar conteúdos, imagens, fontes na pasta mybook_raw e já preencher os metadados em mybook_recipe.yaml usando qualquer editor de textos simples [como o Bloco de Notas no Windows, por exemplo]. Nesse arquivo você ainda pode determinar a ordem, os nomes dos capítulos etc.

Já os conteúdos você acrescenta nos arquivos TXT. Exemplos de uso [tabelas, itálicos etc.] podem ser encontrados nos arquivos do exemplo [em demo_raw]. A cada edição, basta rodar o comando outra vez, e o programa recriará o arquivo atualizado.

Na página do projeto você encontra o tutorial da instalação e os primeiros passos para uso. Se você tem algum domínio de inglês e está interessado em aprender a fazer um e-book de dentro para fora, o ePubChef é um excelente caminho.

2. jeboorker

O jeboorker é um editor de metadados com algumas funcionalidades bastante úteis.
Para começar, ele permite a edição de metadados não apenas de arquivos ePub, mas também de CBR, CBZ e PDF, desde que os mesmos não se encontrem protegidos por DRM.

Diferente do ePubChef, o desenvolvedor já disponibiliza os pacotes de instalação para as plataformas Windows, Linux e Mac, diretamente na página do projeto no GIT.

A interface dele é bem simples, mas realiza bem o que se dispõe a fazer: editar metadados.

Uma das funções de que mais gostei no jeboorker foi o fato de poder importar diretamente uma pasta inteira em vez de um arquivo por vez, além da possibilidade de editar múltiplos arquivos de uma só vez, acrescentando a todos dados comuns presentes em um dos livros, tais como autor, coleção etc.

Outra coisa legal no programa é poder editar o UUID [arquivos exportados pelo InDesign em alguns casos apresentam um erro de validação referente a isso que, até então, eu corrigia na unha, diretamente no OPF e no NCX].

Além dessas funções, o programa permite fazer download dos metadados do título na internet a partir de dois bancos de dados [um é o do Google] e também editar os já existentes diretamente no XML.

Por fim, o programa é bem leve e não apresentou travamentos ou “comportamentos inesperados” [como fazer bagunça nos arquivos, por exemplo].

Para conhecer outras ferramentas relativas a e-books, vale verificar a listinha do EPUB Zone neste link.

  1. Ainda assim, recomendo que, no uso de Linux, a instalação seja feita diretamente através de repositórios [se disponível na sua distro]. Dessa forma você garante que receberá as atualizações automaticamente sem precisar entrar na página e baixar o programa outra vez. Se você, como eu, usa um derivado do Archlinux, no meu caso, o Manjaro, tem no AUR. ;]
Antonio Hermida

Antonio Hermida

Por Antonio Hermida | Publicado originalmente em Colofão |  29 de abril de 2015

Antonio Hermida cursou Análise de Sistemas [UNESA], Letras – Português-Latim [UFF] e Letras – Português-Literaturas [UFF]. Começou a trabalhar com e-books em 2009, na editora Zahar e, em 2011, passou a atuar como Gerente de Produção para Livros Digitais na Simplíssimo Livros, onde também ministrava cursos [Produzindo E-Books com Software Livre] e prestava consultorias para criação de departamentos digitais em editoras e agências. Atualmente, coordena o departamento de Mídias Digitais da editora Cosac Naify e escreve mensalmente para o blog da editora. Entre outras coisas, é entusiasta de Open Source e tem Kurt Vonnegut como guru.

Leitor digital à prova d’água pode só valer a pena se você lê na piscina


Um dos benefícios de um leitor de livros digitais é poder levar as suas leituras em um só dispositivo para todo lugar. Mas usar um aparelho assim na beira da piscina causa um certo receio por causa da água.

Lançado por R$ 799, o Aura H2O, da Kobo, tenta resolver isso e livra o usuário de preocupações com respingos ou mergulhos acidentais rasos. É o primeiro à prova d’água dessa categoria.

O aparelho pode ficar submerso por até 30 minutos numa profundidade de 1 m, desde que a tampa de vedação, na parte debaixo do aparelho, esteja fechada. Ela protege a entrada micro USB e o espaço para um cartão de memória microSD de até 32 Gbytes.

Aura H2O, que tem tela de 6,8 polegadas e boa resolução | Foto: Anderson Leonardo/Folhapress

Aura H2O, que tem tela de 6,8 polegadas e boa resolução | Foto: Anderson Leonardo/Folhapress

Ao detectar líquidos em sua tela, o aparelho exibe uma mensagem recomendando secá-la rapidamente. Isso porque a resposta do e-reader aos comandos por toque pode ficar comprometida, o que é normal enquanto ele está molhado

Mas a compra do e-reader, um dos mais caros vendidos no país, só se justifica se essa característica realmente influenciar forma como você lê seus livros.

O novo leitor eletrônico da canadense Kobo herda do modelo Aura HD a tela de 6,8 polegadas, que tem boa resolução. Mas o Aura H2O é ainda mais largo que a média e segurá-lo com uma só mão pode não ser confortável.

Apesar de não possuir ajuste automático de luz, presente no rival Kindle Voyage [e-reader “premium” da Amazon vendido nos EUA por US$ 199, ou cerca de R$650], o Aura H2O permite aumentar ou diminuir o brilho da tela deslizando o dedo pelo seu canto esquerdo, o que é prático.

Como usuário de Kindle, prefiro a interface mais informativa e elegante dos e-readers da Kobo. Opções mais avançadas de personalização tipográfica [como peso e nitidez] também são um atrativo dos modelos, que têm até uma fonte específica para disléxicos.

Não há versão com 3G: o Aura H2O só se conecta à internet por wi-fi. Em compensação, ele suporta uma gama de arquivos bem maior que os Kindles [veja na ficha técnica abaixo], e sua bateria pode durar até dois meses, segundo a Kobo.

Seu baixo poder de processamento, no entanto, pode dificultar a execução de alguns formatos de arquivos. Foi dificílimo, por exemplo, ler um arquivo em PDF durante os testes. Mas, se você usar o e-reader majoritariamente com os livros comprados na loja on-line, não terá problemas.

KOBO AURA H2O
TELA 6,8 polegadas, carta e-ink HD [1430 pixels x 1080 pixels]
PROCESSADOR 1 GHz
ARMAZENAMENTO 4 Gbytes [expansível com cartão microSD de até 32 Gbytes]
FORMATOS SUPORTADOS EPUB, EPUB3, PDF, MOBI, JPEG, GIF, PNG, TIFF, TXT, HTML, XHTML, RTF, CBZ e CRM
CONEXÕES Wi-fi e micro USB
DIMENSÕES 17,9 cm x 12,9 cm x 0,97 cm
PESO 233 g
ONDE ptbr.kobo.com/koboaurah2o
QUANTO R$ 799

POR ANDERSON LEONARDO | COLABORAÇÃO PARA A FOLHA | 17/03/2015, às 02h00

LEV, o e-reader da Saraiva, já está homologado na Anatel


Aparelho eletrônico da maior livraria do país será fornecido pela francesa Bookeen e produzido na China

Fotógrafo | Divulgação

Fotógrafo | Divulgação

Na última semana, a Saraiva convidou editores e jornalistas brasileiros para um evento na próxima terça-feira [5], na sua loja do Shopping Ibirapuera em São Paulo. O convite dizia apenas que se tratava de um “grande lançamento”, sem maiores detalhes. O mercado, como lhe é costumaz, vem especulando sobre o tema e os rumores são de que a maior rede livrarias do Brasil anunciaria a chegada de um e-reader próprio. Especulações à parte – afinal só na terça-feira as mentes do mercado terão sua criativa curiosidade satisfeita–, o fato é que a Saraiva realmente planeja o lançamento de dois modelos de e-readers dedicados próprios para breve, tanto que os mesmos foram homologados na Anatel no último dia 9/5, sob o Certificado de Homologação nº 4184-13-2101.

Com o nome de LEV, o e-reader da Saraiva será fornecido pela empresa francesa Bookeen e será produzido na China. Dois modelos serão lançados. Um mais simples, sem tela iluminada, que comercialmente será chamado apenas de LEV e cujo nome técnico é Bookeen Lev – CYBOY4S-SA. Já o segundo modelo, o LEV COM LUZ, com codinome técnico Bookeen Lev com Luz – CYBOY4F-AS, trará tela com luz frontal de LED. Ambos os modelos parecem ser uma versão turbinada do leitor eletrônico Cybook Odyssey HD FrontLight, comercializado pela Bookeen na Europa e EUA, e possuem o mesmo design de seu primo estrangeiro.

O LEV trará uma tela touch-screen de 6 polegadas e de alta resolução [758 x 1024], WiFi, monitor monocromático de 16 tons de cinza, porta de conexão Micro USB e slot para cartão MicroSD para expansão de até 32 GB. Seu sistema operacional será Linux e o Adobe Mobile Reader será o software para leitura. A diferença em relação ao Cybook Odyssey é que o LEV traz memória de armazenamento de 4 GB e bateria de 1800 mAh, enquanto o modelo atualmente comercializado pela Bookeen possui memória de 2 GB e bateria de 1600 mAh. O LEV poderá armazenar cerca de 4 mil livros e sua bateria terá semanas de duração. Como o próprio nome diz, trata-se de um aparelho leve, com apenas 190 gramas.

O LEV aceitará e-books nos formatos ePub, PDF, HTML, TXT e FB2, e aceita o DRM da Adobe, como não poderia deixar de ser, já que este é o padrão de proteção usado pela Saraiva nos livros eletrônicos que comercializa. O aparelho ainda trará um sistema de “reflow” de PDF, que pode rediagramar o fluxo do texto de arquivos neste formato, permitindo uma leitura mais linear do documento.

Ainda não há informações sobre quando o LEV estará disponível nas lojas Saraiva nem de quanto irá custar. O Cybook Odyssey HD FrontLight custa 119,99 euros na Europa, mas resta saber qual será o efeito dos altos impostos de importação no preço final do Brasil. Além disso, a Saraiva sempre terá a opção de adotar uma estratégia de preços diferenciada para o LEV e vender seus e-readers a preços mais convidativos.

No que se refere a impostos e preços, aliás, a gigante paulista da rua Henrique Schaumann parece estar disposta a utilizar os conhecimentos de sua notável linha de livros de direito para diminuir o preço do LEV país afora. Afinal, a empresa já entrou com pedidos de mandado de segurança na justiça de pelo menos dois estados brasileiros para vender o LEV sem recolhimento de ICMS. São eles o Rio Grande do Norte e Goiás. O argumento utilizado pelos advogados da Saraiva é que “o referido leitor é imune a impostos por fazer às vezes do papel em relação ao livro digital, entre outros aspectos”. Uma vez que o Congresso brasileiro parece pouco disposto a equiparar os aparelhos de leitura ao livro de papel e, assim, desonerá-lo, a estratégia da Saraiva faz todo o sentido.

LEV, o e-reader da Saraiva, já está homologado na AnatelPor Carlo Carrenho | PublishNews | 01/08/2014

Como aproveitar melhor o Kindle


Como aproveitar melhor o Kindle

O KINDLE PAPERWHITE [ FOTO: FLICKR/ CREATIVE COMMONS ]

O KINDLE PAPERWHITE [ FOTO: FLICKR/ CREATIVE COMMONS ]

Reviews comparando a experiência de um Kindle com um livro impresso você já viu aos montes. E artigos falando sobre as novas funcionalidades do Kindle Paperwhite também. Já contei, em uma coluna, que essa discussão impresso x e-book já venceu e não faz lá muito sentido para meus hábitos de leitora. Então, em vez de preparar um simples review, resolvi compartilhar os macetes que aprendi nos últimos dias que permitem aproveitar ao máximo a experiência no reader e com a sua conta da Amazon.

Depois dessas dicas, vai ser difícil desgrudar do aparelho:

Envie arquivos por e-mail

Esqueça a ideia de transferir arquivos por USB – há um jeito muito mais prático de enviar arquivos para o Kindle. Quando você cadastrou a sua conta na Amazon, automaticamente foi gerado um email com final @kindle.com com suas credenciais. Normalmente, o início do email é o mesmo do email que você usou no cadastro [confirme no painel ‘Sua Conta’, após fazer login na Amazon].

Depois de confirmar o seu email @kindle, aproveite para verificar se você está autorizado a enviar mensagens e arquivos para o endereço – ele só recebe conteúdo de contas previamente selecionadas. Por default, o email que você usou para criar a conta já é autorizado. Mas, caso você use bastante outro endereço, como um email do trabalho, ou se quer autorizar outra pessoa a enviar documentos para seu gadget, autorize-os aqui.

Agora basta entrar no seu serviço de email normal e enviar um email para a conta @kindle com o conteúdo desejado anexado. Você não precisa nem ativar um comando no Kindle – basta o aparelho estar conectado à internet que o download será automático. O que quer dizer que, mesmo que seu reader esteja longe, você pode enviar documentos para ler depois através dele – se você estiver no escritório e o Kindle estiver em casa, por exemplo,

Para enviar PDFs, crie um email, anexe arquivo PDF e coloque, como assunto, ‘convert’. O comando irá fazer com que o seu gadget, assim que for conectado à internet, receba automaticamente o PDF que você enviou e o converta para leitura no reader. Sim,automaticamente.

Mas que tipos de arquivos podem ser abertos no Kindle?

Além dos PDFs em caráter experimental, podem ser convertidos  DOC, HTML, JPEG, TXT , GIF, PNG e  BMP. Seu arquivo não é de nenhum desses tipos? Use os programas online Cloud Convert e o Online Convert ou o software Calibre.

Leia artigos da web em seu Kindle

HTML pode ser convertido? Então significa que você pode ler uma página da web, digamos um artigo longo que encontrou online, no Kindle? Salve uma página da web como HTML em seu computador e então a envie para seu email @kindle. Ela continuará formatada como no browser.

A Amazon oferece também o prático app Send to Kindle. Instale o programa em seu navegador e, quando encontrar um artigo interessante, aperte o botão do aplicativo. Pronto! Ele estará te esperando no leitor. Mas, antes de começar a usá-lo, você vai precisar autorizar o email do app na sua conta da Amazon [como expliquei lá no começo].

Crie coleções

Se você, como essa que vos escreve, tem ~probleminhas~ e é viciado em livros, a melhor maneira de não se perder em sua biblioteca digital é criar coleções. Por enquanto, como não tenho tantos arquivos assim, separei meus livros em ‘lidos’, ‘lendo’, ‘não lidos’ e ‘trabalho’ [as provas que ganho para analisar aqui na GALILEU – aliás, você já leu a seção de livros da revista? ela é feita com o coração].

As amostras são suas melhores amigas

A não ser que você esteja absolutamente certo que comprar um determinado livro, recomendo de coração que você baixe a amostra dele antes de fazer a transação final. Essa funcionalidade já me salvou do frenesi polissilábico que faria com que eu comprasse livros que ficariam encostados pra sempre na minha estante digital [ou me julgando, através da coleção de ‘não lidos’].

Leia notícias em seu Kindle

Kindle 4rss cria um feed com links selecionados por você em seu Kindle. A versão gratuita suporta até 12 sites que mostram até 25 artigos por edição. Acha pouco? Por uma assinatura de US$ 1,99 você tem direito de cadastrar 300 sites e ter uma edição com número ilimitado de artigos.

POR LUCIANA GALASTRI | 17/01/2014, às 16H01

A arrancada dos eBooks no Brasil


Um ano após a chegada das gigantes Amazon, Kobo e Google Play Livros ao Brasil, o segmento de livros digitais chega a uma participação entre 2% e 4% do faturamento total do mercado editorial. O número pode parecer baixo, mas é festejado por especialistas e profissionais da área, que veem uma arrancada superior à de países como os EUA e estimam fatia de até 10% ao fim de 2014

Kobo Glo | Foto: Divulgação

Kobo Glo | Foto: Divulgação

No começo da noite de 5 de dezembro de 2012, a Livraria Cultura iniciou a venda do primeiro leitor digital dedicado no Brasil, o Kobo, produzido pela empresa canadense de mesmo nome, hoje uma propriedade do grupo japonês de comércio eletrônico Rakuten. Poucas horas depois, por volta da meia-noite, entravam em atividade no país, praticamente ao mesmo tempo, dois grandes nomes da tecnologia americana: a Amazon, com um site ponto-br, e as seções de livros e filmes da loja de aplicativos do Android, a plataforma móvel do Google. A chegada das gigantes do e-book causou frisson entre editores, livrarias e leitores, divididos entre as expectativas de mudanças no mercado e nos hábitos de leitura, que incluíam temores sobre o futuro do livro impresso. Foi aí, afirmam especialistas e profissionais da área, que teve início de fato o negócio do livro digital no Brasil. Em doze meses, o segmento se expandiu do traço para algo entre 2% e 4% do faturamento total de títulos comercializados. O número pode parecer baixo, mas é festejado por especialistas e profissionais da área, que veem uma arrancada superior à de países como os EUA e estimam uma participação de até 10% ao fim de 2014.

Segundo o economista Carlo Carrenho, que atua como consultor do mercado editorial, o e-book só se tornou popular no Brasil com a chegada das três gigantes. Antes, ele era vendido – de forma tímida e sem alcançar 1% do mercado total – por redes de livrarias como Saraiva e Cultura e pelo site Gato Sabido, o primeiro a comercializar livros digitais no país, ainda em 2009. De dezembro de 2012 para cá, nas contas do consultor, foram vendidos cerca de 3 milhões de livros virtuais no país.

O desempenho no período, que é considerado o início de fato do negócio no país, pode ser comparado ao americano, diz Carrenho. A curva de crescimento é semelhante, mas ainda mais acentuada por aqui. Nos Estados Unidos, o segmento fechou o que foi considerado o seu primeiro ano, o intervalo de 2007 a 2008, com algo como 1% do setor editorial total. Hoje, cinco anos depois, já passa dos 25%, patamar que o Brasil pode atingir em menos tempo, alcançando a estabilidade que se vê hoje nos EUA e também na Europa, igualmente em torno de 25%.

O patamar é entendido como um sinal de maturidade do mercado, de acordo com Mauro Palermo, diretor-geral da Globo Livros, editora que investe na digitalização de livros de olho no crescimento que se projeta pela frente. Com 30% do seu catálogo de 1.000 títulos convertidos, a Globo Livros teve de 2,5% a 3% de sua receita gerada pela venda de e-books neste ano. “Eu considero o desempenho brasileiro dentro da expectativa”, diz Palermo. “Até porque poucas pessoas têm leitores de livros digitais, os aparelhos aqui são caros se comparados aos vendidos em outros países. O número é bom para um primeiro ano.

A Globo não está sozinha na aposta no livro digital. A Intrínseca, por exemplo, já tem aproximadamente 90% de seu catálogo, formado por 250 títulos, em versão digital. “Até meados de 2014, esperamos ter o catálogo todo em e-book”, afirma o dono da editora, Jorge Oakim. No balanço da empresa, o livro virtual deve representar até 4% do faturamento em 2013. Otimista, é Oakim quem dá o maior lance nas apostas para 2014: ele acredita que o segmento digital pode atingir 10% do mercado editorial total daqui a um ano.

Os principais leitores de e-books vendidos no Brasil

O modelo de Kindle que chega ao Brasil é o básico, de quinta geração. Ele tem uma tela de 6 polegadas, 2 GB de memória interna – o que garante capacidade para 1.400 livros –  e Wi-Fi para baixar obras pela internet. É o mais leve dos dispositivos comercializados pela Amazon, pesando apenas 170 gramas. Suas medidas são 165,75 x 114,5 x 8.7 milímetros. A recarga pode ser feita via tomada, com um adaptador AC, ou pela entrada USB do desktop. Um dos pontos mais notáveis do aparelho é duração da bateria: são mais de quatro semanas seguidas, caso a conexão sem fio esteja desabilitada.  Formatos de arquivos aceitos: PDF, AZW3, AZW, MOBI, TXT, HTML, DOC, DOCX, PRC, JPEG, GIF, PNG e BMP Preço: 299 reais

O modelo de Kindle que chega ao Brasil é o básico, de quinta geração. Ele tem uma tela de 6 polegadas, 2 GB de memória interna | o que garante capacidade para 1.400 livros – e Wi-Fi para baixar obras pela internet. É o mais leve dos dispositivos comercializados pela Amazon, pesando apenas 170 gramas. Suas medidas são 165,75 x 114,5 x 8.7 milímetros. A recarga pode ser feita via tomada, com um adaptador AC, ou pela entrada USB do desktop. Um dos pontos mais notáveis do aparelho é duração da bateria: são mais de quatro semanas seguidas, caso a conexão sem fio esteja desabilitada. Formatos de arquivos aceitos: PDF, AZW3, AZW, MOBI, TXT, HTML, DOC, DOCX, PRC, JPEG, GIF, PNG e BMP
Preço: 299 reais

O Kobo, comercializado pela livraria cultura no Brasil, oferece aos leitores uma tela sensível ao toquede 6 polegadas, com tamanho idêntico à utilizada pelo rival da Amazon. Apesar da semelhança, ele ganha na capacidade de armazenamento. Sua memória interna é de 1 GB, o que é suficiente para 1.000 livros, mas ele também conta com slot para cartões de memória – o que pode elevar sua capacidade em 32 GB. O leitor pesa 220 gramas e suas medidas são: 184 x 120 x 10 milímetros. O Kobo é capaz de se conectar à internet via rede sem fio e a duração de seu bateria tem média de quatro semanas.  Formatos de arquivos aceitos: PDF, EPUB, MOBI, TXT, RTF, HTML, JPG, GIF, PNG, BMP, TIFF, CBZ e CBR Preço: 399 reais

O Kobo, comercializado pela livraria cultura no Brasil, oferece aos leitores uma tela sensível ao toquede 6 polegadas, com tamanho idêntico à utilizada pelo rival da Amazon. Apesar da semelhança, ele ganha na capacidade de armazenamento. Sua memória interna é de 1 GB, o que é suficiente para 1.000 livros, mas ele também conta com slot para cartões de memória – o que pode elevar sua capacidade em 32 GB. O leitor pesa 220 gramas e suas medidas são: 184 x 120 x 10 milímetros. O Kobo é capaz de se conectar à internet via rede sem fio e a duração de seu bateria tem média de quatro semanas.
Formatos de arquivos aceitos: PDF, EPUB, MOBI, TXT, RTF, HTML, JPG, GIF, PNG, BMP, TIFF, CBZ e CBR
Preço: 399 reais

O Cool-er, introduzido no Brasil pela Gato Sabido, foi o primeiro leitor de livros eletrônicos a chegar oficialmente ao país. Ele apresenta tela de 6 polegadas, 1 GB de armazenamento e um slot para cartões de memória com até 4 GB de capacidade. O dispositivo pesa 178 gramas, e suas dimensões são 180 x115 x 10 milímetros. A bateria tem autonomia de três semanas, ou 8.000 “viradas de páginas” – como aponta o manual do produto.  Formatos de arquivos aceitos: PDF, EPUB, TXT, RTF, HTML, PRC, FB2, MP3 e JPG Preço: 550 reais

O Cool-er, introduzido no Brasil pela Gato Sabido, foi o primeiro leitor de livros eletrônicos a chegar oficialmente ao país. Ele apresenta tela de 6 polegadas, 1 GB de armazenamento e um slot para cartões de memória com até 4 GB de capacidade. O dispositivo pesa 178 gramas, e suas dimensões são 180 x115 x 10 milímetros. A bateria tem autonomia de três semanas, ou 8.000 “viradas de páginas” – como aponta o manual do produto.
Formatos de arquivos aceitos: PDF, EPUB, TXT, RTF, HTML, PRC, FB2, MP3 e JPG
Preço: 550 reais

Lançado em 2012, o Paperwhite traz uma tela de 6 polegadas com maior definição, 212 pontos por polegada, e iluminação interna para leitura em locais com pouca luz. Apesar de ser o dispositivos mais avançado do mundo, ele traz apenas 2 GB de memória interna. Desembarcou no mercado brasileiro em março. Formatos de arquivos aceitos: Kindle (AZW), TXT, PDF, MOBI sem proteção, PRC naturalmente; HTML, DOC, DOCX, JPEG, GIF, PNG, BMP através de conversão Preço: de 479 a 699 reais.

Lançado em 2012, o Paperwhite traz uma tela de 6 polegadas com maior definição, 212 pontos por polegada, e iluminação interna para leitura em locais com pouca luz. Apesar de ser o dispositivos mais avançado do mundo, ele traz apenas 2 GB de memória interna. Desembarcou no mercado brasileiro em março.
Formatos de arquivos aceitos: Kindle (AZW), TXT, PDF, MOBI sem proteção, PRC naturalmente; HTML, DOC, DOCX, JPEG, GIF, PNG, BMP através de conversão
Preço: de 479 a 699 reais.

A Companhia das Letras tem aposta um pouco mais modesta. Fabio Uehara, responsável pelos e-books na editora, afirma que o setor pode abocanhar até 8% do bolo total em 2014 – ou seja, no mínimo dobrar a representatividade atual. Como a Globo, a empresa tem 30% de seu catálogo convertido – um catálogo que chega a 3 000 títulos. Como prova do investimento no segmento, a editora criou em julho o selo Breve Companhia, exclusivamente de e-books.

Ao todo, de acordo com Carrenho, que também dirige um site especializado no mercado editorial, o PublishNews, o catálogo brasileiro de e-books conta com cerca de 30 000 títulos. Para efeito de comparação, o chamado catálogo vivo de impressos, isto é, aquele composto por livros que estão disponíveis para a venda, possui entre 180 000 e 200 000 títulos, segundo dados da empresa de pesquisas Nielsen.

Perfil do leitor – Para Fabio Uehara, o consumidor de e-books não difere muito daquele que prefere o livro impresso. Nem a idade é vista como um diferencial – ao contrário do que pode se imaginar, os jovens não são mais atraídos pelo formato.

Susanna Florissi, diretora livreira da Câmara Brasileira do Livro (CBL), faz análise semelhante. “Não há diferença. É só uma questão de preferência e de adaptação aos novos formatos e suportes. Há sempre os extremos: pessoas que afirmam que jamais lerão livros no formato digital e outras que jamais o farão no formato impresso.

Para Palermo, da Globo, os e-readers atraem principalmente quem compra bastante livro e vê na tecnologia um investimento interessante. “Essas pessoas enxergam o leitor como um investimento, pois elas vão recuperar o valor gasto no aparelho ao economizar com os e-books, que custam cerca de 30% menos do que os livros impressos.

A evolução da família Kindle

Lançada em 2007, a primeira versão do Kindle custava 399 dólares, tinha apenas 250 MB de armazenamento interno e tela de 6 polegadas. Foi a única a trazer um slot para cartões de memória SD. Com sua tecnologia de tinta eletrônica, que forma as palavras na tela a partir de pulsos elétricos, o dispositivo foi o responsável por revolucionar o setor de livros eletrônicos. Apenas cinco horas após seu lançamento, o dispositivo já estava esgotado. A reposição levou cerca de cinco meses para acontecer, em abril de 2008.

Lançada em 2007, a primeira versão do Kindle custava 399 dólares, tinha apenas 250 MB de armazenamento interno e tela de 6 polegadas. Foi a única a trazer um slot para cartões de memória SD. Com sua tecnologia de tinta eletrônica, que forma as palavras na tela a partir de pulsos elétricos, o dispositivo foi o responsável por revolucionar o setor de livros eletrônicos. Apenas cinco horas após seu lançamento, o dispositivo já estava esgotado. A reposição levou cerca de cinco meses para acontecer, em abril de 2008.

A Amazon promoveu mudanças na modelo lançado em 2009: diminui o tamanho do Kindle e inseriu um teclado mais compacto. O slot para cartões foi removido, e a ampresa introduziu um disco de 2 GB para o armazenamento de livros eletrônicos e músicas digitalizadas. Ele custava 359 dólares.

A Amazon promoveu mudanças na modelo lançado em 2009: diminui o tamanho do Kindle e inseriu um teclado mais compacto. O slot para cartões foi removido, e a ampresa introduziu um disco de 2 GB para o armazenamento de livros eletrônicos e músicas digitalizadas. Ele custava 359 dólares.

Apresentado ao mercado em 2009, o Kindle DX tinha uma tela de 9,7 polegadas que fugia ao padrão adotado pela companhia. Além do tamanho, a principal novidade do aparelho era a capacidade de se comunicar com a rede 3G da Amazon, a Whispernet, fora dos Estados Unidos. Ele tinha 4 GB de armazenamento interno e custava 489 dólares.

Apresentado ao mercado em 2009, o Kindle DX tinha uma tela de 9,7 polegadas que fugia ao padrão adotado pela companhia. Além do tamanho, a principal novidade do aparelho era a capacidade de se comunicar com a rede 3G da Amazon, a Whispernet, fora dos Estados Unidos. Ele tinha 4 GB de armazenamento interno e custava 489 dólares.

O Kindle 3, de 2010, marcou o início de uma nova era para a Amazon. Além de ser menor que os modelos anteriores, apesar de mantar a tela de 6 polegadas, ele foi lançado em duas versões: Wi-Fi e 3G, vendidas por 139 e 189 dólares, respectivamente. Com a estratégia, a empresa conseguiu aumentar a aceitação de seu produto no mercado. No mesmo ano, a Amazon lançou uma versão especial do leitor com anúncios, que ajudaram a reduzir o preço do dispositivo para 114 dólares.

O Kindle 3, de 2010, marcou o início de uma nova era para a Amazon. Além de ser menor que os modelos anteriores, apesar de mantar a tela de 6 polegadas, ele foi lançado em duas versões: Wi-Fi e 3G, vendidas por 139 e 189 dólares, respectivamente. Com a estratégia, a empresa conseguiu aumentar a aceitação de seu produto no mercado. No mesmo ano, a Amazon lançou uma versão especial do leitor com anúncios, que ajudaram a reduzir o preço do dispositivo para 114 dólares.

Em 2011, apenas um modelo de Kindle 4 foi lançando, com uma tela de 6 polegadas, 2 GB de armazenamento e sem o teclado físico. A Amazon preferiu diminuir o aparelho, inluindo apenas os botões de navegação. Para criar anotações, o usuário precisa acessar um teclado virtual, controlado pelos quatro botões. O preço do aparelho era de 109 dólares.

Em 2011, apenas um modelo de Kindle 4 foi lançando, com uma tela de 6 polegadas, 2 GB de armazenamento e sem o teclado físico. A Amazon preferiu diminuir o aparelho, inluindo apenas os botões de navegação. Para criar anotações, o usuário precisa acessar um teclado virtual, controlado pelos quatro botões. O preço do aparelho era de 109 dólares.

Ainda em 2011, a Amazon supreendeu o mercado ao lançar um leitor de livros digitais com tela totalmente sensível ao toque. O Kindle Touch Wi-Fi chegou ao mercado por 139 dólares, com seus 4 GB de memória e tela de 6 polegadas. A versão 3G, com a mesma configuração, custava 189 dólares.

Ainda em 2011, a Amazon supreendeu o mercado ao lançar um leitor de livros digitais com tela totalmente sensível ao toque. O Kindle Touch Wi-Fi chegou ao mercado por 139 dólares, com seus 4 GB de memória e tela de 6 polegadas. A versão 3G, com a mesma configuração, custava 189 dólares.

Lançado em 2011, o Kindle Fire marcou a entrada da companhia no mercado dos tablets. Capaz de rodar jogos e filmes, o dispositivo passou a ser um ótimo canal para a distribuição do conteúdo digital da companhia. Sua tela de LCD de 7 polegadas era inferior à dos rivais, mas era no preço que ele se destacava: 199 dólares. Com ele, a Amazom passou a ser a terceira maior empresa no mercado de tablets, atrás de Apple e Samsung.

Lançado em 2011, o Kindle Fire marcou a entrada da companhia no mercado dos tablets. Capaz de rodar jogos e filmes, o dispositivo passou a ser um ótimo canal para a distribuição do conteúdo digital da companhia. Sua tela de LCD de 7 polegadas era inferior à dos rivais, mas era no preço que ele se destacava: 199 dólares. Com ele, a Amazom passou a ser a terceira maior empresa no mercado de tablets, atrás de Apple e Samsung.

Preço – Ainda que sejam financeiramente mais atraentes, os títulos digitais estão longe de ter o preço dos sonhos do consumidor. Sem custos como a impressão e a distribuição, há de se esperar que as obras tenham custo mais amigável para o bolso. Não é exatamente o que acontece. “O custo editorial de um livro vai continuar o mesmo, pois, no lugar do gasto com impressão, temos o investimento na tecnologia de digitalização e na publicidade feita nas livrarias virtuais”, justifica Mauro Palermo, da Globo Livros.

O consultor Carlo Carrenho dá outras razões para a pequena diferença de preço. “Uma das questões é que os editores não querem canibalizar as vendas, ou seja, deixar o livro digital tão barato que o leitor perca o interesse pelo físico, que continua sendo a maior fonte de renda para eles.” Além da estratégia comercial, há custos envolvidos que impedem que o e-book custe menos de 50% do que o seu equivalente impresso.

O consultor afirma ainda que agentes literários podem exigir por contrato que a diferença de preços não seja tão grande. Em defesa dos autores que representam e dos próprios ganhos, em países com o mercado digital consolidado, como os Estados Unidos e o Reino Unido, alguns agentes chegam a vender os direitos autorais de e-books por valores mais altos. “Eles argumentam que, já que as casas editoriais não pagam papel e gráfica para imprimir as obras, elas podem aumentar a quantia destinada aos autores, que acabam com uma margem de lucro maior do que têm com a publicação daqueles mesmos livros em versão impressa”, diz.

Ranking de VEJA – A partir desta semana, está no ar no site de VEJA uma lista com os e-books mais vendidos no Brasil. Os dados são fornecidos pela loja virtual da Amazon e atualizados de hora em hora. Para Alex Szapiro, gerente da gigante no país, que oferece 2,1 milhões de livros em todas as línguas, 26 000 deles em português, os brasileiros são apaixonados pela leitura, mas esbarram na ausência de livrarias em todas as cidades e no alto preço de capa dos livros impressos. Aspectos em que o digital leva vantagem e pode ajudar a vencer.

Por Meire Kusumoto | Publicado originalmente e clipado à patir de VEJA | 01/12/2013, às 09:41

O mercado digital alemão


alemanha-brasilEnquanto nos EUA o crescimento das vendas de e-book estagnou, na Alemanha ele continua dinâmico, e livreiros online alemães, principalmente Tolino-Allianz, querem tirar a liderança da Amazon.

Os números do mercado de e-book na Alemanha são motivo de otimismo. A participação no faturamento de 2012 referente à venda de e-books triplicou em relação ao ano anterior, passando de 0,8 para 2,4% [segundo um estudo sobre o setor realizado pela Börsenverein e publicado pelo Painel do Usuário da GfK]. Mas isso não significa que o mercado de e-books não tem seus limites. As grandes taxas de crescimento anual do livro digital nos EUA chegaram a um ponto de estagnação, pelo menos por ora. Enquanto a participação no mercado ficou em 22,6% em 2012, até a metade deste ano ela não havia ultrapassado os 25%, segundo a pesquisa da BookStats, revelou Nina von Moltke, Vice Presidente da Digital Publishing Development da Random House, à revista Zeit.

Só o tempo dirá o que isso significa para o mercado alemão. Depois de anos de crescimento, é possível que a curva do faturamento diminua e passe a oscilar em torno de um patamar. Segundo Anne Stirnweis, responsável pelo livro digital na Random House de Munique, o crescimento neste setor continua, “e não esperamos nenhuma mudança. Mas a longo prazo é natural que o crescimento diminua.” Quanto à participação do livro digital no mercado alemão, seu ponto máximo também pode ficar abaixo de 25%.

No mercado alemão de e-book o foco não está somente no aumento de receita, mas também na briga pela liderança do mercado: A E-Reader-Allianz dos atacadistas Weltbild, Hugendubel, Thalia e Club Bertelsmann, assim como a Telekom, tentam atrair o grosso do mercado alemão com a ajuda do seu leitor Tolino. Segundo a GfK, a Amazon alemã teve uma participação no mercado de e-book de 41% em 2011. Diminuir essa participação do mercado de origem americana é o principal objetivo do grupo. Os sócios da Tolino conseguiram em 2011 uma participação de mercado de 35%. As lojas de e-books do leitor digital são abastecidas pela Pubbles, uma joint-venture entre DBH e Bertelsmann, cujo portal de vendas será encerrado no fim de setembro. A partir daí, a Pubbles passará a atuar somente como distribuidora.

A plataforma Libreka! pode ter um papel importante, caso se junte ao consórcio Tolino, abastecendo as pequenas e médias livrarias que queiram vender aparelhos Tolino e livros digitais. Há negociações no momento referentes à divisão de custos para este modelo de negócio, que ainda precisam ser esclarecidas.

Por enquanto é possível apenas estimar como o público do mercado alemão de livros digitais evoluiu nestes seis primeiros meses do ano, principalmente desde o lançamento do Tolino em março. Os resultados não discriminam por varejista de e-books, mas são frequentes as notícias sobre o crescimento da participação de empresas como Thalia e Weltbild/Hugendubel: as vendas do Tolino pela Weltbild e Hugendubel, que chegam a cinco dígitos, ultrapassam as expectativas, crescendo ainda mais durante o Natal.

Veja uma seleção dos portais de livros nos países de língua alemã

Amazon.de – Loja Kindle
Catálogo: cerca de 1,8 milhão, dos quais 170.000 em língua alemã.
Formatos:  AZW, PDF, TXT [exceto EPUB],  KF8 para  livros com informações extras [em sistema protegido]
Participação no mercado em 2012 [segundo a GFK]: 41%
Leitores digitais: Kindle, Kindle Paperwhite, Kindle-Fire [Tablet] e aplicativos de leitura

Thalia.de
Catálogo: cerca de 300.000, dos quais 200.000 em língua alemã
Formatos: EPUB, PDF
Participação no mercado em 2012 [segundo a GFK]: 14%
Leitores digitais: Tolino Shine, Bookeen Cybook, Tablet PC4

Weltbild.de
Servidor: DBH
Catálogo: cerca de 500.000, sem dados sobre livros em língua alemã
Formatos: EPUB, PDF
Participação no mercado em 2012 [segundo a GFK]: 13%
Leitores digitais: Tolino Shine, Trekstor Reader 4Ink
Particularidades:
– A Pubbles, uma joint-venture entre Weltbild e Bertelsmann, abastece as lojas DBH [Weltbild, Hugendubel]
– A DBH pertence à Tolino-Allianz [juntamente com Thalia, Clube Bertelsmann e Deutsche Telekom]; 100 dias após estrear no mercado, ela anunciou vendas em valores na casa dos cinco dígitos.

Libreka !
Servidor: MVB
Catálogo: cerca de 760.000, dos quais 85.000 são títulos em língua alemã
Formatos: EPUB, PDF
Leitores digitais: Trekstor Liro Ink, Trekstor Liro Color, Trekstor Liro Mini, Trekstor Liro Tab [Tablet]
Particularidades :
– a Libreka! foi fundada como site de procura de textos e oferece e-books desde 2009.
– A Liro Shop instalada dentro do Leitor Liro é alimentada com dados da Libreka!
– Libreka! como plataforma de distribuição foca principalmente no segmento loja para loja [B2B] para editores e livreiros
– Um modelo de empréstimo está atualmente em teste; cerca de 800 títulos podem ser emprestados.

Buecher.de
Catálogo: cerca de 1,1 milhão, dos quais 400.000 em língua alemã
Formatos: EPUB, PDF
Participação no mercado em 2012 [segundo a GfK]: 5%
Leitores digitais :  Tolino Shine,
– A loja incorpora na sua página comentários de jornais como o “FAZ” [Frankfurter Allgemeine Zeitung]

Ebook.de
Servidor: Libri.de
Catálogo: cerca de 600.00, dos quais 245.000 em língua alemã
Formatos: EPUB, PDF
Participação no mercado em 2012 [segundo a GfK]: 4%
Leitores digitais: ebook.de distribui leitores de texto Sonys PRS-T2
Particularidades:
– Apesar do foco ser conteúdo digital [e-book.de], os clientes podem também pedir títulos impressos
– O acionista majoritário da empresa é o varejista Libri
– ebook.de é a sucessora de loja de varejo  libri.de [mudou de nome em outubro de 2012].

Por Conexão Alemanha-Brasil | Publicado em português por PublishNews | 05/08/2013 | Publicado orignalmente por Börsenblatt | 2/07/ 2013 | Michael Roesler-Graichen, Tamara Weise and Jens Schwarze são editores da Börsenblatt, o jornal sobre mercado editorial mais importante da Alemanha.

Garanta sua leitura digital com o Calibre


CalibreHá quem prefira ler livros no tablet, com cores e mais opções de aplicativos. Outros preferem as vantagens dos leitores com tinta eletrônica [e-ink], que cansam menos os olhos e podem ser usados sob o sol. Para fãs de livros em qualquer plataforma, o aplicativo Calibre é a melhor opção para gerenciar, converter e fazer quaisquer tarefas com arquivos dos tablets e e-readers. O programa é compatível com praticamente qualquer plataforma [Windows 32 e 64, Mac OS e Linux, além de ter uma versão portátil] e permite o controle total do conteúdo a ser lido ou guardado. Por trazer todos esses recursos, o Calibre é um pouco complexo. Por isso, selecionamos algumas das melhores dicas para explorá-lo ao máximo.

Primeiros passos

Baixe o Calibre. Depois da instalação, rode o aplicativo e escolha o idioma [Português Brasileiro] da interface e selecione o tipo de aparelho que é usado para leitura de livros. Pode ser um tablet ou um e-reader, e há várias marcas para escolher, incluindo opções genéricas, caso seu fabricante não esteja na lista. Se você tem um Kindle, é possível indicar o e-mail para envio de conteúdo diretamente ao aparelho. Depois das configurações, surge a tela principal do Calibre.

Enviar para o dispositivo

Para incluir um item, é só clicar em Adicionar Livro, localizar o arquivo e clicar em Abrir. O Calibre reconhece praticamente quaisquer formatos, desde TXT e DOC até PDF, ePub e Mobi. Ao conectar o tablet ou e-reader ao micro, o Calibre deve achá-lo de forma automática. Daí, é só clicar no item correspondente a um livro com o botão direito do mouse e escolher um dos subitens do menu Enviar Para Dispositivo, conforme o local onde se deseja gravar o conteúdo [na memória principal ou num cartão conectado ao tablet ou e-reader].

Mais recursos com plug-ins

Além de ter montes de opções na instalação básica, o Calibre também conta com suporte a plug-ins para receber mais recursos. O melhor local para achar os plug-ins é na seção dedicada ao Calibre do fórum MobileRead. Depois de baixar o arquivo ZIP correspondente ao plug-in, pressione o botão Preferências e clique em Extensões. Pressione Load Plugin From File, localize o arquivo ZIP baixado e clique em Abrir. Reinicie o Calibre e pronto. O plug-in está instalado.

Livros com mais informações

Há três formas de preencher as informações de um livro adicionado ao Calibre. A maneira mais simples é clicar no item duas vezes [não é um duplo clique, espere um segundo entre cada clicada]. Depois, é só preencher os campos básicos, como Título e Autor. Para adicionar mais detalhes, clique no item do livro e, depois, em Editar Metadados. A janela que surge permite indicar editora e língua, entre outras informações. Mas o recurso mais interessante é a possibilidade de baixar esses dados de forma automática. Para isso, na janela de edição de metadados, forneça título e autor e, depois, clique em Baixar Metadados. Na configuração de fábrica, o Calibre busca metadados no Google e na Amazon, o que pode ser um problema para publicações nacionais. Para melhorar isso, adicione o plugin do site brasileiro Skoob ao Calibre.

Capas improvisadas

Depois de adicionar um arquivo ao Calibre, ele pode não ter uma capa, especialmente se a origem foi um documento nos formatos DOC ou TXT. Nesse caso, é possível criar automaticamente uma capa simples, mas que ajuda a reconhecer o conteúdo nos tablets ou e-readers. Para isso, clique no item relativo ao livro e, depois, no botão Editar Metadados. Na janela que surge, pressione o botão Gerar Capa. Clique em Certo. Feito! Note que a capa será gerada com base no título e autor já preenchidos. Por isso, tecle essas informações antes de criar a capa automática.

De um formato para outro

Um dos recursos mais úteis do Calibre é a possibilidade de conversão entre formatos de livros eletrônicos e documentos. Se você já enviou algum item para seu e-reader ou tablet em formatos não suportados por ele, certamente notou que o Calibre fez a conversão de forma automática. É possível fazer também a conversão manualmente. Para isso, clique no item e, depois, no botão Converter Livros. Na janela que surge, é possível fazer montes de ajustes, que vão desde o tipo de fonte e justificação de parágrafos até opções específicas do formato de saída. Como padrão, o Calibre converte para o formato mais compatível com seu e-reader ou tablet [por exemplo, Mobi para Kindle ou ePub para iPad]. Mas é possível escolher outro padrão no campo Formato de Saída. Depois de ajustar tudo, clique em Certo e espere o final da conversão. Para vários livros, selecione-os, segurando a tecla Ctrl e marcando cada um com o mouse. Depois, clique com o botão direito na seleção e escolha Converter Livros > Conversão em Massa.

Conversão proibida

O Calibre não faz diretamente a conversão de um formato com proteção ou criptografia, como arquivos ePub comprados em lojas online ou AZW adquiridos na Amazon. Ainda é possível copiar o arquivo para o HD do micro, para fins de backup, no entanto.

Direto para o HD externo

É possível levar sua coleção de livros para qualquer lugar com a versão portátil do Calibre, que pode ser instalada num pen drive ou HD externo. Basta rodar o arquivo de instalação e indicar a pasta na qual o Calibre será gravado. Se você já tem uma coleção em outra instalação do programa, basta copiar a pasta Calibre Library no local escolhido para a versão portátil. Uma ideia interessante também é manter sempre os mesmos arquivos em cada instalação do Calibre, portátil ou não. Nesse caso, você pode usar um aplicativo de sincronia de arquivos, como o Toucan, fazendo com que as pastas Calibre Library de cada instalação fiquem idênticas entre si.

Acesso pela rede

Em vez de plugar cada e-Reader ou tablet ao micro com o Calibre, é possível compartilhar o acesso à biblioteca do Calibre pela rede local. Para isso, é só clicar no botão Conectar/Compartilhar e escolher Iniciar Servidor de Conteúdo. O acesso é feito pelo navegador, acessando o endereço http://ip_do_micro:8080, substituindo ip_do_micro pelo endereço IP do computador que está rodando o Calibre. A interface web permite fazer buscas e baixar os livros diretamente. Há alguns aplicativos que detectam de forma automática quando o Calibre compartilha livros na rede local. No iOS, o Stanza é um deles.

Dedicado ao Android

Se você usa um tablet Android para ler livros e gostou do Calibre, vale a pena usar um aplicativo feito especificamente para ele. Trata-se do Calibre Companion. Abra o Calibre no micro, pressione Conectar/Compartilhar e escolha Start Wireless Device Connection. Pressione Certo para confirmar. O Windows deve pedir a confirmação do acesso pelo firewall do sistema, então pressione Permitir Acesso. Aí é só rodar o Calibre Companion no tablet com Android e tocar em Connect para acessar toda a coleção de livros. Ao contrário do acesso pelo navegador, é possível inclusive mandar livros do tablet para a coleção do Calibre usando o Companion.

Baixe os artigos

Existem vários serviços que guardam artigos da web para leitura posterior, como o Pocket e o Instapaper. Para quem usa um tablet, é só usar o próprio aplicativo de cada serviço para baixar e ler os artigos guardados. Mas, para quem tem um e-reader, o Calibre resolve o problema. Clique no botão Obter Notícias. Na janela que surge, abra as opções do item Desconhecido[a]. Clique em Pocket ou Instapaper, conforme o serviço usado. Depois, preencha seus dados de login e senha e clique em Baixar Agora. Os artigos serão trazidos e reunidos no formato de livro. Note que também há opções para baixar notícias de diversos países e fontes, incluindo jornais e sites do Brasil [no item Português Brasileiro]. Você também pode agendar o download de artigos ou notícias, marcando o item Agendar Para Baixar. Nesse caso, o Calibre fará o download de forma automática, se estiver rodando, ou em sua próxima execução, caso contrário.

Publicado originalmente e clipado à partir de Info | 16/07/13

Rival do Amazon Kindle, Kobo Touch é boa opção para ler eBooks brasileiros


E-reader lançado no Brasil pela Livraria Cultura pode ser usado com livros adquiridos em outras lojas no país

O mercado brasileiro de e-readers, os leitores de livros eletrônicos, carece de boas opções. A Livraria Cultura, em parceria com a Kobo, tenta mudar esse cenário.

A Kobo, que pertence à empresa japonesa Rakuten, é uma das principais marcas de e-reader do mundo. Seus aparelhos concorrem de igual para igual com os da Amazon [Kindle], os da Barnes & Noble [Nook] e os da Sony.

Na semana passada, a Cultura lançou no Brasil o Kobo Touch, modelo com tela sensível ao toque que foi anunciado nos EUA em maio do ano passado.

O Kobo Touch, leitor de livros eletrônicos (e-books) lançado no Brasil em parceria da fabricante com a Livraria Cultura, tem tela sensível ao toque

O Kobo Touch, leitor de livros eletrônicos [eBooks] lançado no Brasil em parceria da fabricante com a Livraria Cultura, tem tela sensível ao toque

Leve [185 gramas] e compacto [11,4 x 16,5 x 1 cm], ele tem construção sólida e resistente, com uma agradável textura nas costas. O acabamento emborrachado garante uma pegada firme – o aparelho escorrega menos nas mãos. É vendido em quatro cores: preto, prata, lilás e azul.

Um botão na frente do aparelho, abaixo da tela, leva o usuário à tela inicial. Outro, no topo, serve para ligar, desligar ou colocar para dormir. Na parte inferior, há uma porta micro-USB, para conexão ao computador e carregamento da bateria. Um buraco na lateral esquerda serve como leitor de cartão microSD – recurso ausente no Kindle, que não permite aumentar o espaço de armazenamento.

O Kobo não tem botões físicos para mudar a página, o que é uma pena, pois eles facilitam o manuseio do aparelho com apenas uma mão. Botões laterais, como o do Kindle Keyboard e o do Nook Touch, permitem folhear o livro com a mesma mão que segura o e-reader – basta pressioná-los com o polegar. Sem eles, é necessário deslocar o polegar até a tela para mudar a página, o que não é trabalhoso, mas exige maior cuidado e esforço ao segurar o aparelho.

A resposta ao toque na tela costuma ser rápida, mas as falhas são frequentes. Felizmente, elas raramente ocorrem ao folhear o livro – são mais comuns ao digitar, selecionar palavras no meio do texto ou tocar ícones nos cantos da tela. A borda do aparelho, alta em relação à tela [devido à tecnologia de infravermelho usada para detectar os toques], também atrapalha o acesso aos comandos nos cantos, além de causar uma pequena sombra sobre a margem da página, a depender da iluminação ambiente.

PAPEL ELETRÔNICO

A tela do Kobo usa tecnologia de papel eletrônico E Ink, presente nos principais modelos de e-reader do mercado. Ela consome pouca energia, permite a leitura mesmo sob a luz do Sol, oferece bom ângulo de visão e, teoricamente, cansa menos os olhos do que telas de LCD, por exemplo. Por outro lado, tem baixa taxa de atualização, o que deixa animações e transições lentas e travadas.

Nos próximos parágrafos, falo um pouco mais sobre o E Ink. Se o assunto não lhe interessa, pule para o infográfico, mais abaixo.

Grosso modo, a tinta eletrônica da E Ink é formada por uma camada de microcápsulas que fica entre dois elétrodos [nesse caso, placas condutoras de corrente elétrica]. Cada microcápsula tem o diâmetro de um fio de cabelo e leva em seu interior um fluido claro com partículas brancas [com carga elétrica positiva] e pretas [carga negativa] que se movem conforme a carga elétrica aplicada no elétrodo inferior.

Uma carga positiva no elétrodo inferior empurra as partículas brancas para o topo da microcápsula, deixando-as visíveis através do elétrodo superior, que é transparente – assim, a tela fica branca. Do mesmo modo, a aplicação de uma carga negativa faz com que as partículas pretas subam e escureçam a superfície da tela. A combinação dessas partículas pretas e brancas forma a imagem exibida pelo papel eletrônico.

Seu consumo de energia é baixo basicamente por dois fatores: ele não tem iluminação própria, e a retenção da imagem estática na tela não gasta energia.

Diferente de telas que são iluminadas com luz traseira [backlight], como as de LCD, o papel eletrônico é reflexivo, ou seja, reflete a luz ambiente – artificial ou natural [solar]. Por não emitir a própria luz, ele supostamente cansa menos os olhos do usuário e consome menos energia, mas normalmente não é legível no escuro sem o auxílio de iluminação auxiliar.

Outras características comuns do papel eletrônico são o bom ângulo de visão, que permite uma boa legibilidade mesmo a partir de uma posição não perpendicular dos olhos em relação à tela; a baixa taxa de atualização, o que torna animações e transições – como mudanças de página – um tanto lentas; e o “ghosting” – tendência a exibir “fantasmas” [resquícios de uma imagem anterior] – geralmente solucionado com uma atualização completa da tela antes de formar a nova imagem.

O papel eletrônico implantado em e-readers geralmente exibe imagens apenas em preto e branco. Existem modelos coloridos, mas seu uso é bastante limitado ou deixa a desejar.

Kobo TouchTELA

A resolução da tela do Kobo [600 x 800 pontos] é boa, mas inferior à dos e-readers mais modernos, que exibem desenhos e textos mais nítidos. A diferença é perceptível principalmente em caracteres menores e linhas mais finas.

Como ela tem superfície fosca, seu reflexo raramente incomoda.

A mudança de páginas ocorre com rapidez, e é possível definir o número de páginas viradas a cada atualização completa da tela – que elimina os artefatos visuais [“fantasmas”] que se acumulam a cada troca de página.

No geral, a experiência de leitura é agradável. Se julgar necessário, você poderá configurar itens como fontes tipográficas, tamanho dos caracteres, espaçamento entre as linhas, tamanho das margens e tipo de justificação. Nisso, o Kobo ganha de lavada do Kindle, que oferece opções bem mais limitadas de ajuste para a leitura.

O dicionário embutido funciona bem. Ao deixar seu dedo sobre uma palavra, uma janela aparece mostrando suas acepções. Há também a opção de traduzi-la, mas aparentemente o recurso não identifica automaticamente o idioma da palavra selecionada. O software identifica bem variações como plurais e conjugações verbais.

O aparelho ainda permite que você destaque trechos de livros e acrescente anotações. Tanto esses recursos quando os dicionários, porém, só funcionam com arquivos de alguns formatos. Nos meus testes, consegui usá-los apenas com livros em EPUB – o padrão nos livros para o Kobo e o mais comum [com o PDF] nas lojas on-line brasileiras, mas diferente do usado pela Amazon. O Kindle, por outro lado, não lê arquivos em EPUB, mas oferece um suporte melhor a PDF, com dicionário e anotações.

FORMATOS

Uma das principais atrações do aparelho é o suporte a diversos formatos de arquivo, mas o recurso ainda precisa melhorar bastante. É justamente quando você tenta ler arquivos que não usam o formato EPUB que a leitura no Kobo deixa de ser agradável.

Além das limitações no uso de dicionários e anotações, é normal ver travamentos e lentidão com livros em formatos como MOBI, PDF e até TXT. Durante os meus testes com arquivos de diferentes tipos, tive que reiniciar o Kobo diversas vezes, pois ele simplesmente parava de funcionar –isso quando o aparelho não fazia a reinicialização por conta própria, repentinamente.

É possível ler histórias em quadrinhos nos formatos CBR e CBZ, mas o tamanho diminuto da tela atrapalha.

O Kobo também sofre ao lidar com grandes quantidades de arquivos em diferentes formatos. Coloquei nele mais de 600 itens – entre livros, documentos e imagens–, mas a biblioteca do aparelho mostrava apenas cerca de 400. Vários livros em EPUB não apareciam listados. Para eles aparecerem, tive que apagar alguns arquivos e mudar uma pasta de local. Trabalhoso.

Copiei os mesmos arquivos para um Kindle. Como ele não suporta EPUB, listou um número bem menor de itens, mas, diferentemente do Kobo, exibiu todos os arquivos que tinham formatos compatíveis.

Ao fazer esse teste, tive que apagar algumas das histórias em quadrinhos que havia selecionado, pois o espaço de armazenamento do Kobo é limitado – são apenas 2 Gbytes, dos quais pouco mais de 1 Gbyte pode ser usado. Segundo a Kobo, 1 Gbyte é o suficiente para cerca de mil livros – pode ser pouco, porém, para quem deseja lotar o negócio com itens em PDF e histórias em quadrinhos. Para isso, é recomendável usar um cartão de memória microSD.

Mas o melhor mesmo é evitar colocar muita coisa no aparelho. Até porque a navegação pela biblioteca é muito ruim – faltam opções de filtros para você achar um determinado arquivo, e procurá-lo por dezenas de páginas é cansativo. A solução é usar a busca.

Navegar pela loja da Kobo é ainda mais frustrante, pois o carregamento de cada página é lento demais. Novamente, o jeito é usar a busca. Ou desistir de comprar pelo aparelho e usar um computador – ou, ainda, ir a uma loja física.

O e-reader tem quatro recursos que a Kobo define como extras: o navegador de web, que funciona muito mal e tem poucas funcionalidades [é bem inferior ao do Kindle]; o sudoku, com quatro níveis de dificuldade; o xadrez, com cinco níveis de dificuldade; e o sketchbook, um aplicativo ultrabásico para desenho e anotações.

Assim como seus principais concorrentes, o Kobo não tem suporte a áudio – não há alto-falantes nem saída para fone de ouvido. Para usar audiolivros ou algum recurso de leitura de texto [text-to-speech], você pode recorrer a um celular ou um tablet – ou, ainda, ao velho e bom Kindle Keyboard.

O Kobo também não tem opção de modelo com conexão a redes 3G, uma desvantagem em relação ao Kindle.

O aparelho vem apenas com um cabo USB, sem adaptador para ligá-lo à tomada. Para carregar a bateria [que dura cerca de um mês, segundo a Kobo], você pode conectar o e-reader ao computador – ou usar o carregador do seu celular, por exemplo.

O que vem por aíKOBO OU KINDLE?

Apesar das falhas, o Kobo Touch é um bom e-reader e, no Brasil, tem apenas um concorrente.

Mas é um concorrente e tanto: o Kindle, que começou a ser anunciado nesta quinta-feira [6] no site brasileiro da Amazon. As vendas começam “nas próximas semanas” com o “preço sugerido” [termo curioso –ou o e-reader não será vendido pela própria loja?] de R$ 299.

O modelo anunciado no Brasil é o mais básico, que leva apenas o nome Kindle e não tem tela sensível ao toque – recurso presente no Kobo Touch, vendido pela Livraria Cultura por R$ 399.

Mais do que detalhes técnicos, porém, o que deve guiar a escolha do seu e-reader é o catálogo de obras disponível para ele.

Escolher um e-reader é, também, escolher uma provedora de conteúdo. Nos EUA, por exemplo, quem é cliente ou prefere o catálogo da Barnes & Noble tem o Nook como a melhor opção; os fãs da Amazon devem escolher o Kindle. Talvez a maior desvantagem do Kobo nos EUA, aliás, seja exatamente o seu catálogo, que é bem menor do que o dessas duas.

E no Brasil, é melhor comprar um Kindle ou um Kobo?

A maioria dos potenciais compradores de e-reader no Brasil provavelmente deseja ler principalmente livros editados no país. E é para essa massa que a escolha é mais complicada, pois o nosso mercado de e-books ainda é bastante imaturo. Muitas obras ainda não ganharam formato eletrônico, poucas livrarias têm uma plataforma digital decente, e é difícil prever o que acontecerá no futuro próximo. As editoras apostarão mesmo nos e-books? Elas favorecerão algum formato? Como vai se desenvolver a relação delas com as lojas e os consumidores? Haverá outra loja forte além da Amazon e da Cultura? Isso tudo, entre outras coisas, pode fazer com que você se arrependa de ter um comprado um determinado e-reader. Ou dar-lhe a certeza de que fez um bom negócio.

Com isso, o melhor é esperar – até porque modelos melhores não devem demorar muito para chegar ao país.

Para quem não pode esperar e quer comprar já, listo três quesitos que podem ajudar na escolha:

1] Catálogo em português. A maioria das lojas brasileiras que vendem e-books trabalha com o EPUB, formato compatível com o Kobo e incompatível com o Kindle. A Amazon vende livros apenas para o Kindle. Procure descobrir qual catálogo é o melhor – o resultado poderá depender das preferências literárias de cada um. Quem gostar mais do da Amazon deverá escolher o Kindle; quem preferir o das lojas que trabalham com EPUB [Cultura, Saraiva etc.] deverá optar pelo Kobo.

2] Catálogo em outras línguas. Quem quiser ler bastante em inglês deve escolher o Kindle, pois o catálogo da Amazon é seguramente superior ao da Cultura nesse idioma. Para ler em outras línguas, o processo de escolha é mais complicado e pode variar com o país e o idioma. Em alguns, o catálogo da Amazon será superior – ponto para o Kindle. Em outros, pode haver ausência da Amazon ou presença de rivais à altura da gigante norte-americana – ponto para o Kobo, se esses rivais venderem livros no formato EPUB.

3] Características técnicas. O Kobo leva vantagem em pelo menos dois quesitos: o aparelho em si – que tem tela sensível ao toque, leitor de cartão microSD e mais opções de ajuste de leitura – e, mais importante, o suporte ao EPUB.

A Amazon usa formatos proprietários de e-book, o que “tranca” o usuário. Basicamente, livros para o Kindle só podem ser comprados na própria Amazon e lidos com os e-readers e os aplicativos da própria Amazon – estes, por sua vez, não oferecem suporte ao popular formato EPUB.

Ao usar o EPUB como padrão, o Kobo oferece mais liberdade. Livros em EPUB podem ser comprados em diversas lojas e lidos com e-readers e aplicativos de várias empresas.

Uma vantagem do Kindle sobre o Kobo é o melhor suporte a arquivos em PDF, mas tablets são mais adequados para ler conteúdo nesse formato.

Por fim, quem já tem títulos nos mais diferentes formatos e não quer comprar mais de um e-reader pode lê-los com aplicativos para celular, tablet ou computador, mas sem o conforto da tela de papel eletrônico.

FUTURO

A Livraria Cultura planeja lançar mais três aparelhos com a marca Kobo no primeiro trimestre do ano que vem: o tablet Arc e os e-readers Mini e Glo. Se você puder esperar até lá, os dois últimos podem ser opções melhores do que o Touch.

O Mini parece ser um bom aparelho para quem quiser um modelo mais compacto, e o Glo, com iluminação embutida e tela com melhor resolução [758 x 1.024 pontos], é uma evolução do Touch – superior a ele em praticamente todos os aspectos.

Nos EUA, a Amazon vende outros modelos de Kindle – os e-readers Paperwhite e Keyboard e o tablet Fire.

Lançado em 2010, o Keyboard é o Kindle mais antigo ainda à venda. Sem tela sensível ao toque, tem um teclado físico especialmente útil para fazer anotações.

O Kindle Paperwhite é o e-reader topo de linha da Amazon. Assim como o Kobo Glo, tem tela de alta resolução sensível ao toque e iluminação embutida.

A Amazon não informa se e quando esses modelos chegarão ao Brasil.

Por Emerson Kimura | Publicado originalmente em Folha de S. Paulo | 06/12/2012

Livraria Cultura lança leitor eletrônico Kobo Touch no Brasil por R$ 399


A Livraria Cultura anunciou nesta segunda [26] que venderá por R$ 399 o leitor de livros digitais Kobo Touch, trazido ao país em parceria com a fabricante do aparelho.

Consumidores que adquirirem o e-reader por meio da pré-venda, que começa nesta terça-feira [27], à 0h, por meio do site da livraria, receberão o aparelho no próximo dia 5 – quando o Kobo também chegará às lojas físicas da empresa.

Kobo Touch, fabricado pela canadense Kobo, é visto em evento em Tóquio; aparelho custará R$ 399 no Brasil | Yoshikazu Tsuno - 2.jul.12/France Presse

Kobo Touch, fabricado pela canadense Kobo, é visto em evento em Tóquio; aparelho custará R$ 399 no Brasil | Yoshikazu Tsuno – 2.jul.12/France Presse

Segundo a companhia, 12 mil títulos em português estarão disponíveis para aquisição e download para o dispositivo, entre os cerca de 1 milhão em outras línguas.

O aparelho tem memória interna de 2 Gbytes –expansíveis por meio de cartão SD – e suporta os formatos PDF, Mobi e ePub, além de imagens, textos em TXT, HTML e RTF e quadrinhos em CBZ ou CBR.

AMAZON

A Amazon, gigante norte-americana que fabrica os leitores Kindle, foi mencionada algumas vezes durante o evento de lançamento para a imprensa.

“Nós competimos com a Amazon globalmente, em vários países do mundo”, disse Todd Humphrey, vice-presidente executivo de desenvolvimento de negócios da Kobo.

A estratégia da Kobo é ter um parceiro forte em cada país, afirmou Humprhey. No Brasil, é a Livraria Cultura.

Sergio Herz, executivo-chefe da Livraria Cultura, reforçou o conceito de “read freely” [leia de maneira livre], que permite a leitura em aparelhos Kobo de livros comprados em outros dispositivos e plataformas. “E o livro é seu, você pode copiá-lo para outros aparelhos”, acrescentou, numa crítica implícita à Amazon, que tem uma política mais fechada –títulos comprados na loja virutal para o Kindle costumam ser compatíveis apenas com o próprio Kindle.

FUTUROS LANÇAMENTOS

Sobre a disponibilização de periódicos, Pedro Herz, presidente do conselho de administração da Livraria Cultura, disse: “Cabe aos jornais e revistas, não a nós, tomar a iniciativa de disponibilizar seus produtos em formatos eletrônicos“.

Sergo Herz revelou que a Cultura pretende lançar o tablet Kobo Arc, que diz ser mais adequado para a leitura de periódicos, no primeiro trimestre do ano que vem.

No mesmo período, devem ser lançados também o Kobo Mini, modelo de e-reader mais compacto, e o Kobo Glo, leitor com iluminação embutida.

Ainda não há previsão de data e preço para o Arc, o Mini ou o Glo.

POR EMERSON KIMURA, DE SÃO PAULO | COLABORAÇÃO PARA A Folha de S.Paulo | 26/11/2012, às 15h02

Software Review: ABBYY FineReader


eBook Reader | O que é o ABBYY FineReader e para que serve?

ABBYY | O ABBYY FineReader é um software de OCR [Reconhecimento Óptico de Caracteres], que é uma tecnologia para reconhecer caracteres a partir de um arquivo de imagem, seja digitalizado ou foto.

eBook Reader | Que tipo de conteúdo o  ABBYY FineReader converte e para que serve?

ABBYY | O ABBYY FineReader converte documentos digitalizados e arquivos não editáveis [PDF, imagens digitalizadas, JPEG, etc.] para formatos que você poderá editar posteriormente [Word, Excel, TXT, etc.], ou simplesmente os converte para o formato desejado em apenas alguns cliques do mouse.

É um ajudante indispensável para pessoas que trabalham com um grande fluxo de documentos ou mesmo para pessoas que de vez em quando precisam digitalizar ou converter materiais para formatos diferentes para, por exemplo, recebê-lo no seu dispositivo de eBbooks.

eBook Reader | Me expliquem melhor como o software funciona:

ABBYY | O programa é muito fácil de usar. Iniciando o software, aparecerá uma janela com as tarefas mais comuns que você pode encontrar no seu dia-a-dia.

As tarefas padrões são a digitalização de documentos para arquivos PDF e PDF/A [PDF pesquisável] ou formatos editáveis, a conversão de documentos em PDF ou imagens para formato Word, a digitalização de documentos ou a conversão para HTML e para os formatos mais populares de e-books.

eBook Reader | Há muitas caraterísticas interessantes no ABBYY FineReader?

ABBYY | Algumas das mais importantes são:

  • Alta precisão de reconhecimento – o ABBYY FineReader pode reconhecer documentos de estrutura complexa, e permite uma reconstrução com precisão de até 99.8% do formato original do documento, com notas de rodapé, cabeçalhos, números de páginas, índice, etc.
  • A rapidez de processamento no modo colorido.
  • A rapidez maior ainda no modo P&B [preto e branco] – este é um modo ideal para quem, por exemplo, precisa converter um grande fluxo de documentos e não precisa obter o resultado final colorido. A velocidade aumenta em até 40%. É um ótimo modo para conversão de livros, revistas, contratos, etc.

Além disso, há várias outras opções para tornar o seu trabalho com documentos mais fácil e agradável. Por exemplo, o editor de imagens, onde você pode corrigir cores, brilho, etc., antes de salvar no formato escolhido, para assim obter um resultado final melhor ainda. Também, caso você precise salvar cada página ou algumas partes do documento original separadas das outras, existe uma opção especial de divisão de páginas.

eBook Reader | Como eu crio livros digitais com o ABBYY FineReader?

ABBYY | O ABBYY FineReader 11 permite aos seus usuários converter imagens e fotos de texto, documentos de papel para os formatos mais populares de leitores de livros eletrônicos, tablets e até smartphones, assim como ePub, FB2, PDF e HTML. A criação de livros eletrônicos com o ABBYY FineReader pode ser acessada diretamente a partir do menu de Tarefas Rápidas, e dura de alguns segundos até alguns minutos, dependendo de modo de conversão e do tamanho de documento original.

eBook Reader | Alguma integração com as plataformas de eBooks?

ABBYY | Sim. Uma ótima notícia para os donos do Amazon Kindle, os eBooks criados com o ABBYY FineReader 11 podem ser enviados diretamente para as contas do usuário na loja Kindle da Amazon.

eBook Reader | Como o nosso leitor pode conhecer mais a solução?

ABBYY | Para obter mais informações sobre o ABBYY FineReader 11 você pode no site oficial da empresa ABBYY: http://www.abbyy.com.br

Amazon Kindle continua com falta de suporte ao formato ePub


Kindle [AZW], TXT, PDF, Audible [Audible Enhanced [AA,AAX], MP3, MOBI não protegido, PRC nativamente; HTML, DOC, DOCX, JPEG, GIF, PNG, BMP por meio de conversão.

Esses são os formatos de conteúdo suportados pelo novo Kindle Touch, da Amazon. O modelo mais barato, chamado apenas de Kindle, não reproduz áudio. O tablet Kindle Fire, por sua vez, suporta mais alguns formatos, como OGG, MP4 e VP8.

Foi meio decepcionante ver que nenhum dos novos modelos de Kindle [assim como os velhos] oferece suporte a EPUB, um padrão bem difundido de distribuição de documentos digitais. Gratuito e aberto, é adotado por muitos repositórios de livros eletrônicos e compatível com leitores como Barnes & Noble Nook, iRiver Story e Sony Reader, além de vários tablets. Mas não com o e-reader da Amazon.

Vejo dois perfis de leitores que, por conta dessa limitação, podem se frustrar muito ao ter um Kindle: 1] os que leem sobretudo obras que estão em domínio público; 2] os que não querem ler em inglês.

Para os leitores do primeiro tipo, tenho a impressão de que a coisa está melhorando – parece-me cada vez mais fácil achar obras em domínio público disponíveis no formato do Kindle. Para os do segundo, o negócio é mais complicado. No Brasil, especificamente, as lojas costumam vender e-books apenas em EPUB ou PDF, e o catálogo em português na Amazon é bem limitado.

A farta disponibilidade de obras em domínio público e em português [ou outras línguas que não o inglês] no padrão PDF, que é compatível com o Kindle, não melhora muito as coisas, pois o aparelho da Amazon oferece um suporte muito limitado ao formato. Os níveis de zoom, por exemplo, são todos predefinidos [ajustar para caber, tamanho real, 150%, 200%, 300%] – não é possível dar um zoom de 130%. [Essa opinião sobre o suporte a PDF é baseada na minha experiência com o Kindle 3, atual Kindle Keyboard, mas acredito que os novos modelos – com exceção do Fire – não apresentem melhora significativa nesse quesito.]

Os donos de Kindle nos Estados Unidos ainda sofrem com o problema de muitas bibliotecas trabalharem prioritariamente com EPUB.

A questão do EPUB gera discussões intermináveis, como esta no fórum da Amazon, com 642 posts desde dezembro do ano passado. Não são raros os comentários na linha “comprei um Nook/Sony Reader/outro concorrente em vez de um Kindle por causa da falta de suporte deste a EPUB”.

Uma solução comumente utilizada é converter arquivos em EPUB [ou mesmo em PDF] para MOBI, formato semelhante ao AZW. O resultado, porém, pode variar.

Escrito por Emerson Kimura | Publicado Folha Online | 05/10/2011, 06h54

Sony e-reader possui as funções básicas para um leitor de livros eletrônicos


O Sony PRS-505 é um bom e-reader que além de permitir a leitura de livros digitais oferece recursos para ouvir músicas e ver fotos. Ele é fino, tem um visual sofisticado e apesar de não ser touch screen, possui tecnologia de “tinta eletrônica”. Isso faz com que ele se aproxime de um livro real.

Design

O visual do e-reader é agradável. Nada muito diferente de outros aparelhos do tipo. Ele não possui tela sensível ao toque, mas seus botões são de fácil utilização. Algumas pessoas até preferem botões físicos, ao invés de telas touch screen, porque possuem dificuldades para selecionar os itens que desejam.

Sony Reader tem tecnologia de tinta eletrônica

O PRS-505 vem envolto por uma capa que imita couro, para evitar danos ao material, que possui superfície fina e pode sofrer arranhões.

Tela

As seis polegadas em e-ink pearl tornam o e-reader um bom suporte para leitura. Através da tecnologia de tinta eletrônica, você consegue enxergar a página mesmo que em lugares com exposição à luz.

Se o e-reader possuísse a mesma tela de um celular, com luz no fundo do display, você não conseguiria ler confortavelmente na praia, por exemplo. Seria necessário fazer uma proteção com a mão, para poder visualizar o que está escrito. Do mesmo jeito que fazemos com os celulares.

Além disso, apesar se não ser colorida, a tela com oito escalas de cinza exibe bem as diferenças entre tons.

Memória

Em nossos testes, conseguimos acrescentar no Sony e-reader até 24GB, por meio de cartões de memória. Isso foi possível graças aos slots para SD e MemoryStick que o e-reader oferece.

O próprio Sony PRS-505 possui 192 MB de memória interna. Com essa capacidade, a Sony garante para os usuários até 160 e-books para ler. Outra carcaterística interessante é que a Sony disponibiliza 100 clássicos da literatura mundial gratuitamente.

Você também pode transformar conteúdo de blogs com RSS no PC e sincronizar com o e-reader para poder ler quando quiser.

Outros recursos

O leitor roda bem textos em PDF, TRF, TXT e outros formatos. Existem três níveis de zoom para as fontes e os textos podem ser lidos na horizontal ou na vertical. Também é possível realizar marcação nas páginas, mas não tem como fazer anotações.

Você também pode ouvir músicas no Sony e-reader. Ele suporta arquivos MP3 e ACC e possui entrada para fone de ouvido na lateral.

Por Arize Oliveira | Publicado em TechTudo | 11/Abr/2011 14h33

Scribd: A maneira mais prática de publicar seu livro na web


Por Roberto Tostes | Publicado originalmente em TechTudo | 18/02/2011 – 18h59

Nível: Básico | Número de Etapas: 4

Se você tem textos, artigos ou livros prontos, saiba que você já pode publicá-los na web de forma rápida e gratuita. Foi com essa proposta que o Scribd conquistou mais de 60 milhões de usuários, formando a maior rede de compartilhamento de documentos da web. Siga os passos abaixo e seja você o seu próprio editor:

Passo 1. Faça seu cadastro e o primeiro upload

Logo na home da Scribd você preencherá um cadastro com e-mail e senha, ou entrará com sua conta do Facebook. Escolha a opção “Upload” ou “Carregar” [em português] e clique na pasta onde está o arquivo [as extensões aceitas são doc, txt, xls, ppt e pdf] , que será convertido em formato web.

Passo 2. Descreva seu documento

Ao fazer o upload, você preenche dados como título, categoria, tags [palavras-chave] e resumo. Na forma padrão, seu documento ficará acessível à leitura do público, mas é possível modificar isso. Todos os dados preenchidos sobre o seu documento são importantes pois o Scribd indexa e disponibiliza os documentos para todos os mecanismos de busca da internet.

Passo 3. Visualize o documento e divulgue

Após a publicação, o Scribd permite que você compartilhe seus documentos nas redes sociais, principalmente Twitter e Facebook. Se você tiver um blog ou site para colocar, também pode copiar o código, ou também enviar diretamente o link de sua publicação para uma lista de e-mails.

A visualização da leitura é feita por um menu de navegação bem fácil de usar. O usuário pode escolher entre a opção “livro”, “apresentação de slide” ou “rolar” [com mouse ou setas para baixo]. Você pode dar zoom, ver o conteúdo em tela cheia, buscar palavras e explorar a biblioteca.

Passo 4. Detalhando seu perfil e interagindo

A sua página de usuário é o local onde você colocará a sua foto, dados pessoais e e-mail para contato. O programa incentiva muito a interação e a troca. Você pode pesquisar por assunto e adicionar títulos à sua coleção pessoal, seguir pessoas, e fazer comentários em documentos lidos. Em sua conta, ainda, você terá acesso a uma estatística de quantas pessoas leram o seu documento, quando, e quem compartilhou ou comentou em seus textos.

Você não precisa mais esperar que alguém publique seus escritos. Aproveite também para pesquisar e estudar, pois o Scribd tem livros, revistas, manuais e documentos de todos os tipos, assuntos e abordagens. E além de ver seu texto publicado, você vai poder trocar ideias com muita gente interessante.

Por Roberto Tostes | Publicado originalmente em TechTudo | 18/02/2011 – 18h59

Barnes & Noble lança novo tablet


O Nook Color tem tela touch screen colorida e chega ao mercado por US$ 289

Parece que a Barnes & Noble não quer deixar o Kindle ou o iPad ganhar o cenário dos e-books. Para entrar de novo no competitivo mercado dos tablets, a empresa acaba de anunciar o sucessor do Nook, o Nook Color.

Como o próprio nome indica, o tablet é colorido, touch screen e possui um display de 7 polegadas. Ele pesa pouco menos de 1kg e tem 8GB de memória interna, que pode ser expandida até 32GB com cartão microSD. O e-reader também possui um fone de ouvido estéreo de 3,5 mm, suporta Wi-Fi e vem com uma micro-porta USB.

A bateria do tablet dura até oito horas com o Wi-Fi desligado e pode reproduzir arquivos de áudio e vídeo mp4. Ele suporta EPUB, PDF e TXT, assim como os formatos de arquivos do pacote Office. O Nook Color, assim como o original, usa o sistema operacional Android da Google.

Outra novidade é que a empresa está divulgando a inclusão de aplicativos como Pandora, jogos de xadrez e Sudoku, além de apostar na plataforma dedicada a livros infantis, a Nook Kids. O tablet chega ao mercado americano no dia 19 de novembro por US$ 249 e estará disponível para pré-venda.

Olhar Digital | 27 de Outubro de 2010 | 15:40h

Na espera pelo iPad, editoras adaptam seus livros para lançamento do tablet no Brasil


Lançamento de dispositivos móveis, como o iPad, aquece o mercado de livros eletrônicos

Apple lançou o iPad oficialmente em abril, nos Estados Unidos. Desde então, o tablet já foi comprado extraoficialmente por brasileiros, chegou a diversos países e recebeu autorização da Anatel para ser vendido no Brasil – ainda assim, nada de sua comercialização ter início por aqui. Enquanto aguardam o lançamento, as editoras trabalham para disponibilizar aos consumidores versões compatíveis com o iPad de seus livros existentes no formato tradicional. Nos Estados Unidos, essa alternativa mostrou-se válida: os e-books já superaram os livros de capa dura na gigante Amazon.com.

Em agosto, por exemplo, a livraria Saraiva anunciou a disponibilidade de seu aplicativo de leitura para o iPad e iPhone, que pode ser baixado na loja de aplicativos App Store, da Apple. “Estimamos, hoje, 40 mil iPads no Brasil e é esse público que queremos atingir”, afirmou Marcílio Pousada, presidente da empresa. A Saraiva, que pretende ter até o final do ano 5 mil livros digitalizados, tem arquivos nos formatos PDF e ePUB, compatíveis com o iPad, o Alfa, da Positivo, o Sony Reader e o Cool-er, da Gato Sabido.

Os usuários de leitores digitais devem ficar sempre atentos aos formatos disponíveis para cada tipo de eletrônico – é justamente esse o desafio das editoras, que querem tornar seu material compatível com os produtos da Apple. Além de PDF e ePUB há diversas outras siglas que podem acabar confundindo e atrapalhando o consumidor: DOC, TXT, HTML, MOBI e TRT, por exemplo. A gigante Amazon, uma referência no mercado de e-books, criou até um formato próprio para o conteúdo compatível com o Kindle [AZW e AZW1].

Adaptação
A Singular, empresa da editora Ediouro, também se adapta para conquistar no Brasil novos leitores entre os fãs da Apple. “Temos arquivos digitais sendo vendidos pelos principais sites do país, que podem rodar nos aparelhos já disponíveis no Brasil. Mas ainda temos de nos adaptar à plataforma do iPad, que exige itens diferenciados, pois os arquivos serão vendidos pela loja virtual da Apple. Além disso, o gadget oferece cores e funções interativas, como som e a possibilidade de ler o texto na vertical ou na horizontal”, afirma Newton Neto, diretor de mídias digitais e tecnologia da Singular.

Essa interatividade que o aparelho possibilita funciona como um chamariz e também pode reforçar o lucro das editoras. ”Com o tablet, conseguimos dar mais realidade e nitidez aos desenhos, o que não acontece com os leitores digitais vendidos atualmente no Brasil”, explica Mauro Palermo, diretor da Globo Livros. Durante a Bienal Internacional do Livro, a empresa disponibilizou o primeiro capítulo da obra “A menina do narizinho arrebitado”, de Monteiro Lobato, para iPad. “Até o fim do ano, teremos o livro completo e outras obras ilustradas, que serão rediagramadas para se encaixarem ao tamanho e estrutura do aparelho.”

Apesar da empolgação de muitos, a editora Contexto não vê o gadget da Apple como um “divisor de águas” no setor de mídias impressas. “Faz bastante tempo que estamos nos preparando para a venda do livro digital: tanto que grande parte dos nossos contratos já tem previsto o comércio deste tipo de arquivo. Mas não vamos dar exclusividade para um aparelho ou outro. Queremos disponibilizar um e-book que rode em todos os e-readers”, explicou Daniel Pinsky, diretor da empresa.

E a pirataria?
Outra iniciativa estudada pelas editoras é oferecer, junto com os textos, vídeos e disponibilizar uma forma de escutar a versão digital. Com essas exclusividades, as empresas acreditam que será mais difícil os leitores optarem por versões pirateadas. “Estamos criando uma versão 2.0 dos e-books, à qual o consumidor terá acesso com um código passado durante o ato da compra”, explica Neto, da Singular.

O valor dos e-books deve ser mais baixo que o cobrado para os livros impressos, porque na versão tradicional está embutido o preço das obras que não foram vendidas, do frete e da gráfica, entre outras coisas. “Retirando esses custos, o produto fica cerca de 65% mais barato. Assim, o leitor que investiu no aparelho vai aos poucos recuperando o valor, economizando na compra dos livros”, afirma o diretor da Globo Livros.

Os arquivos digitais também terão o chamado DRM [Digital Rights Management; gerenciamento dos direitos digitais], uma plataforma de segurança escolhida pela maioria das editoras brasileiras para proteger os arquivos de cópias não autorizadas. Assim, o usuário baixará o arquivo e não conseguirá repassá-lo.

Por Daniel Navas | Para o UOL Tecnologia | 19/10/2010 – 10h34

Livros digitais ganham força, mas falta de aparelhos complica vida dos brasileiros


Maior parte dos e-reader está disponível apenas para compra no exterior

Nook, leitor digital'Barnes & Nobles, não está disponível no Brasil. Photo: Getty Images

Quem viu de perto o surgimento do televisor, na década de 50, vivenciou também a dúvida sobre o quanto a tecnologia impactaria no futuro do rádio. E como tudo que é novo, o e-book ou livro digital , que começa a ganhar força no Brasil neste ano, chega assombrando, no caso, o livro impresso.
Quem está há muitos anos em meio a milhares de páginas garante que a tendência é irreversível, mas não dominante. O mercado de livros, nos próximos anos, não será exclusivamente online, aposta o presidente da Câmara Mineira do Livro, José de Alencar Mayrink, certo de que o primeiro exemplar de um livro dificilmente será digital.

Para ele, autores e editoras darão preferência para o lançamento nos dois formatos e só depois definirem quais obras devem ficar restrita à distribuição por meio digital.

– Brasileiro adora tecnologia e o livro digital pode até aumentar o número de leitores no país. Antes, quem não tinha disposição para abrir um livro e passar as páginas, hoje pode rolar o mouse e acompanhar a história na tela.

Apesar dos e-readers [leitores eletrônicos] terem alavancado o setor, o livro digital existe antes desses dispositivos. Há muito tempo já se usa o livro digital. Eles são “passados” para o computador em formato PDF, extensão do Adobe Reader, e lidos em notebooks, desktops e smartphones. O surgimento dos e-readers é que tornou possível transportar mais obras e ter acesso a elas a qualquer hora e lugar. Os aparelhos com menor memória cerca de 2 gigabytes armazenam até 3.000 títulos.

O mais famoso dos e-readers até por ter sido o primeiro do mundo a chegar mais perto do que desejavam os consumidores é Kindle, criado e vendido pela empresa norte-americana Amazon.

Produto sem o qual o médico Joaquim Bonfim não consegue mais viver. Ele comprou o aparelho há apenas um mês e já instalou 44 livros e assinou um jornal diário. Para quem duvida do conforto visual que esses dispositivos oferecem, o médico garante não perceber diferenças.

– Trabalho com medicina de diagnóstico por imagem. Por isso sei que a tecnologia e-ink, que imita o papel original, é perfeita para a saúde. É como ler um papel comum. Não tem comparação com a leitura em um computador ou celular.

O aparelho escolhido por Bonfim foi o Kindle DX, chamado também de internacional, que possui conexão 3G, tela de 9,7 polegadas e lê arquivos não só no formato AZW [sob o qual estão os livros vendidos no portal da fabricante] como nos primeiros modelos da Amazon, mas também PDF, TXT, PRC, DOC, MOBI, JPEG, HTML, GIF, PNG e BMP. Ou seja, dá para variar bastante.

“Diagramação” ao gosto do leitor

Mas se a moda vai pegar ou não, talvez ainda seja cedo para dizer. Há quem acredite que a adaptação ao livro digital será demorada, muito maior do que a rápida adesão aos formatos MP3 e MP4, reprodutores de música e vídeos digitais.

Para o diretor de mídias digitais da Editora Gente, Roberto Melo, a experiência de ler um livro é diferente conforme o dispositivo, ao contrário de quando se ouve música.

– Não importa se o jazz está rodando em um CD, player MP3 ou telefone celular. A música que chegará aos ouvidos é a mesma. Mas, ler um conto de Machado de Assis em um livro impresso é totalmente diferente de ler em uma tela de um smartphone ou do computador.

Mas existem pessoas que, por exemplo, preferem ler livros técnicos em leitores digitais e computadores pelo fato de poderem inserir anotações, marcações e cálculos, sem danificar a obra.

Além de afirmar que a experiência da leitura digital varia de acordo com o perfil de cada leitor, Melo diz que os e-readers podem oferecer vantagens e desvantagens. Um lado bom é a possibilidade de o usuário diagramar o texto da melhor forma que lhe convir, pois a maioria dos livros eletrônicos são editados de forma que é possível alterar a fonte e ajustar o conteúdo de acordo com o tamanho da tela.

Um deles é o ePub, arquivo programado na linguagem XML, que permite a conversão automática de conteúdos escritos. O aspecto negativo atinge os designers que trabalharam na construção do livro, que por essa possibilidade temem o desemprego. Outro fantasma que anda de mãos dadas com a tecnologia.

Poucas opções chegam ao mercado nacional

São incontáveis os fabricantes e modelos de e-readers no mercado desde o surgimento dos livros digitais. Uns mais conhecidos, outros menos. Mas pouquíssimos estão disponíveis no Brasil. A Sony, por exemplo, em 2007, logo após o lançamento do primeiro Kindle, soltou no mercado seu primeiro e-reader, para competir com o produto da Amazon: o Sony PR-300. Desde então, vem lançando vários outros modelos e os mais recentes são o PRS-600 Touch Screen e o PRS-900 Touch Screen. Mas só estão à venda na Europa e nos Estados Unidos.

A Samsung também lançou seu e-reader, em março deste ano, em Nova York. Com preço de U$299, o dispositivo tem tela 6 polegadas e, em vez de touch screen, é sensível à caneta de ressonância magnética. Aceita arquivos nos formatos ePub, PDF, TXT, BMP e JPG, com memória de 2GB que pode ser expandida com cartão SD.

Além disso, a empresa anunciou parceria com a rede de livrarias Barnes & Nobles para os usuários terem acesso ao acervo das lojas. Mais uma vez, só compra quem for à terra do Tio Sam. Além da Sony e da Samsung, fabricantes como Onyx, Neolux Corporation, Lbook, Elonex, Endless Ideas, Astak e Aluratek também investem em leitores de livros digitais e lançam novidades periodicamente.

A pouca disponibilidade desse tipo de aparelho no Brasil pode ser explicada pela recente chegada do livro eletrônico no país. Nas livrarias que já vendem as obras digitais, não há comparação entre os títulos estrangeiros com os nacionais. Os daqui, perto das mil unidades. Os de fora, ultrapassam as 100 mil. Por isso o mercado ainda não tenha visto motivos para investir nos dispositivos.

Mas se você ficou curioso ou mesmo interessado em um e-reader, fique atento a algumas dicas para comprar um que seja adequado ao seu perfil. Primeiro, veja se há necessidade de conexão sem fio e 3G – quando o cotidiano é um corre-corre, é o indicado, pois pode-se comprar livros de qualquer lugar. Se for um aficionado por livros, daqueles que lêem em filas de espera, bancos de praça, em todo lugar, o ideal é um e-reader com tela menor, que caiba na bolsa ou mochila.

Cada vez mais os e-readers adequam aos diferentes formatos, mas é bom observar esse detalhe antes de comprar. Quanto maior o suporte a diferentes arquivos, melhor. Se você gosta de fazer anotações enquanto lê, de preferência aos dispositivos com esse diferencial. Assim não é necessário um e-reader e papel e caneta ao lado.

Vale dar uma conferida para ver se o seu estilo de livros preferido já tem muitas versões digitais, para não gastar dinheiro a toa. E a pesquisa de preços continua valendo como velha e boa dica.

Por Franciele Xavier, do Hoje em Dia | Publicado no Portal R7 em 23/08/2010 às 15h44

Primeiras Impressões do Positivo Alfa



A embalagem é bonita. Uma caixa prática que protege bem o equipamento.

Recebi o Positivo Alfa no final da tarde do dia 12/8. Prazo prometido pela Livraria Cultura e pelos Correios e cumprido à risca. Após alguns dias de uso posso dizer que o produto cumpre algumas promessas e outras, não.

O leitor de livros digitais é leve, pesando 240 gramas. A tela, com tecnologia e-paper, de 15 cm de diâmetro, não cansa a vista. Após a leitura de um texto que corresponderia a 60 páginas de um livro de papel, não senti a vista cansada. O espaço para armazenar livros possui 1,3 GB, com possibilidade de expansão por cartão de memória micro SD Card. Os 2 GB informados na caixa são de “memória interna”, ou seja, incluem o espaço ocupado pelo sistema operacional. Contudo, pelo tamanho médio dos livros, o espaço é suficiente para guardar os 1.500 prometidos.

No meu caso, eu calculo que quando estiver esgotado o espaço normal do Alfa já estará na hora de comprar outro aparelho. O cartão de memória servirá para pegar livros emprestados dos amigos.

Com relação à tela sensível ao toque, há o mesmo problema encontrado em todos os aparelhos com esse tipo de tecnologia. A oleosidade natural dos dedos vai sujando a tela. Como a eficácia da tela está em sua tecnologia e-paper, que não ofusca a visão, o brilho deixado pelas marcas dos dedos acaba aparecendo um pouco, atrapalhado a leitura. Embora a moda seja a tecnologia touch, no dia à dia, a melhor solução ainda parece ser a navegação exclusiva por teclado ou botões.

Positivo Alfa

O dispositivo pode operar em português e inglês, mas só há dicionário para a língua portuguesa. Ao ler um livro em inglês, mesmo trocando a configuração do idioma, o dicionário continua fazendo as buscas em português, informando, é claro, que as palavras pesquisadas não foram localizadas.

Só para constar, os formatos suportados são epub e pdf, com e sem DRM, além de html e txt sem DRM. Não há suporte a arquivos doc/docx.

Cabe também um relato inicial sobre a busca por e-books compatíveis com o Alfa no mercado nacional e no internacional. De início, posso dizer que foi frustrante. Embora tenha encontrado a excelente loja KoboBooks, que faz venda internacional de livros em inglês por preços quase tão bons quantos os da Amazon, não há tanta variedade. No Brasil, a escassez é total. A melhor livraria, com certeza, é a Cultura, embora o número de títulos precise aumentar bastante. Minha pior experiência foi com a Livraria Saraiva. Experiência esta que vai merecer um post exclusivo de tão, tão, digamos, kafkiana que foi [tenho mensagens salvas para provar].

Pesando na balança, comprar o Alfa foi bom. Ele reacendeu meu prazer pela leitura. Nada de livros pesados e lugares que vão, aos poucos, ficando desconfortáveis durante a leitura. A leveza do aparelho e a comodidade de só precisar apertar um botão para virar a página são coisas banais que me surpreenderam de forma positiva. Não achei que a supressão desses incômodos faria uma diferença tão grande. Mas faz.

Outro fator estimulante foi a economia. Dos três livros comprados, o primeiro, Think of a Number: A Novel, custou US$ 5,99, contra os US$ 22,00 do livro impresso; o segundo, 61 Hours, US$ 9,99, ao invés de US$ 28,00; e, o último e menos barato, o brasileiro Direito Tributário – Coleção OAB, custou R$ 26,90, ao invés de R$ 34,90. Foi ótimo não precisar esperar o natural prazo de entrega dos livros impressos, nem, pagar frete. Um ótimo saldo de quase de R$ 70,00 [sem contar o frete]. Com certeza, leitores vorazes “ganharão” o aparelho em poucos meses.

Texto gentilmente cedido por Magno Kretzschmar Nardin | Publicado originalmente em Livros Elétricos

Kindle: o livro digital chega ao Brasil


Os americanos fizeram inveja ao mundo inteiro por alguns anos. Só eles tinham acesso ao Kindle, o livro digital da loja online Amazon, que virou sonho de consumo de 10 entre 10 apreciadores de uma boa leitura. E nem adiantava importar o produto: para que o Kindle funcionasse, seria necessária uma rede de dados especial que entregasse o conteúdo, em tempo real. Só que agora, a Amazon e a AT&T fecharam parcerias com empresas em outros países e, finalmente, o Kindle já pode ser utilizado por nós, brasileiros.

Nosso exemplar chegou esta semana. Logo de cara, o tamanho chamou atenção. Ele é bem menor e mais fino que o modelo vendido nos Estados Unidos. A tela tem uma definição impressionante e, por não emitir luz, também não cansa a visão. É como se estivéssemos lendo uma folha de papel, mesmo. A conexão 3G com a rede gratuita da Amazon foi encontrada instantaneamente. Não foi pedida nenhuma senha, nenhum login e nem precisamos inserir o chip de operadora alguma. O equipamento chegou prontinho para o uso e já veio associado à mesma conta e emails utilizados no momento da compra do produto.

O Kindle tem 2 giga de memória interna – é o suficiente para arquivar até 1500 livros, jornais ou revistas. Estes itens são comprados na Kindle Store. É uma verdadeira livraria virtual. Você a percorre por entre as sessões e os títulos. Ao encontrar um do seu interesse, é só baixar o primeiro capítulo, de graça. O valor só é cobrado caso tenha interesse na obra completa. Na banca de jornais, o carioca “O Globo” já aparece por lá em sua versão digital. É possível escolher o seu caderno de notícias preferido e navegar por entre os artigos apertando os botões Previous e Next Page. É possível comprar edições avulsas, ou assinar o jornal por um período definido. Caso a segunda opção seja escolhida, o produto será baixado automaticamente, todas as manhãs, e estará disponível para leitura assim que você acordar. O mais legal é que, pelo fato do Kindle estar conectado à rede durante todo o tempo, qualquer alteração na edição também será enviada para você.

Não enxerga letras pequenas? Bom, no Kindle isso não é problema. Você pode escolher entre 6 tamanhos diferentes. E para os deficientes auditivos, ainda existe a opção de “Text to Speech”, ou seja: o equipamento lê o texto, em voz alta, para você. Aqui mora o problema do Kindle neste começo de vida no Brasil: ele só lê em inglês e, fora a edição online do Globo, não existem outros títulos em português. De qualquer forma, o aparelho se mostra um bom professor da língua inglesa. Ao ler os textos, basta repousar o cursor em frente a alguma palavra para que o seu significado seja exibido aqui, no pé da página.

Os textos em português ainda são escassos, mas o Kindle permite que você suba arquivos particulares nos formatos DOC, TXT, PDF e fotos. Então, é possível aproveitar o equipamento para dar um gás ou revisar aquele documento do trabalho, ou ler aquela página gigante que você encontrou na internet. Por meio do teclado, você pode escrever notas ou grifar partes do texto que julgar mais importantes. Tudo isso fica salvo para pesquisas posteriores.

Tem uma outra aplicação que nos intrigou. No item “Experimental”, vimos que o pessoal da Amazon já estuda a possibilidade do Kindle tocar músicas em MP3 e, nos Estados Unidos, os donos do brinquedinho já podem até navegar na web em páginas mais simples. Por aqui, a função ainda está desativada. Um outro detalhe que incomoda aqueles que estão acostumados com computadores mais velozes é a resposta um pouco lenta do aplicativo. O sistema utilizado para a impressão das páginas parece menos esperto que o LCD convencional, e o processador parece ser bem básico – dá conta do recado, mas sem muito destaque.

Certamente, você ainda vai ouvir muito a respeito do Kindle. A Amazon anunciou, ainda, que os livros digitais também estarão disponíveis para PCs em um futuro próximo. Só esperamos que cada vez mais títulos em português sejam lançados. O Kindle – e outros leitores digitais – até poderiam ser uma boa forma de fomentar a leitura em nosso país. O obstáculo é o preço. Para entrar no Brasil, o Kindle paga 49% de imposto de importação. O aparelho, que custa cerca de 260 dólares nos Estados Unidos, chega aqui por nada menos que 546 dólares. Mais que o dobro! Desse total, 266 dólares são só imposto. Ou seja, para o bolso brasileiro, o Kindle custa algo em torno de 960 reais… E, por enquanto, será uma leitura restrita aos mais endinheirados, apesar do charme do brinquedinho.

Olhar Digital | 01 de Novembro de 2009 | 15:45h