Especialista em cibercultura, o francês Pierre Lévy critica intenção inglesa de controlar redes sociais e fala sobre o futuro dos livros


Clleber Passus | Fronteiras do Pensamento | 14 de Agosto de 2007 | Foto Divulgação

RIO – Há 20 anos, quando a maioria da população do mundo não tinha a menor ideia do que era a internet, o filósofo francês Pierre Lévy já estava de olho no futuro, com seus estudos sobre cibercultura e inteligência coletiva. Hoje, Lévy é uma referência, um estudioso cujas pesquisas ajudaram no desenvolvimento de ferramentas fundamentais para muitos de seus críticos do passado – entre eles, um bom número de jornalistas -, como a Wikipedia e as redes sociais.

Atualmente morando no Canadá, onde leciona na Universidade de Ottawa, esse profeta digital está a caminho do Brasil, para participar, no dia 25, às 19h30m, de um debate ao lado de Gilberto Gil, sobre o tema “o poder das palavras na cibercultura”, no Oi Futuro Flamengo. A mesa faz parte da programação do projeto Oi Cabeça e tentará responder à difícil questão sobre o espaço que a escrita ocupa na esfera digital.

Em entrevista por telefone ao GLOBO, Lévy falou do uso das redes sociais, do futuro das mídias tradicionais, de como o preconceito contra a internet foi sendo modificado ao longo do tempo e do trabalho para desenvolver a Information Economy Meta Language [IEML], uma nova linguagem para a web à qual ele vem se dedicando nos últimos anos.

Enquanto conversamos, o primeiro-ministro David Cameron sugere que a Inglaterra crie alguma forma de controle das redes sociais, a fim de evitar as manifestações vistas na semana passada. O que o senhor acha da ideia?

PIERRE LÉVY: É uma sugestão bastante absurda. É a grande maioria da população inglesa que usa as redes sociais, e não apenas uma pequena quantidade de criminosos. Além disso, os criminosos usam as estradas, os telefones, qualquer forma de se encontrar ou de se comunicar. Não há nada específico que justifique responsabilizar as redes sociais. Sou contra qualquer tipo de censura na internet, tanto política quanto de opinião. E vale lembrar que a polícia também pode se utilizar das redes sociais para encontrar os criminosos. A mídia social pode ser uma ferramenta de combate ao crime como qualquer outra.

A intenção de Cameron lembra críticas feitas contra a cultura digital há quase 20 anos. Naquela época, em suas palestras, o senhor dizia que o preconceito das pessoas contra a cibercultura se assemelhava ao preconceito contra o rock’n’roll nos anos 1950 e 1960. Alguma coisa mudou?

PIERRE LÉVY: Sim, houve mudanças. Naquele tempo, as pessoas diziam que a internet era uma mídia fria, sem emoções, sem comunicação real. Mas hoje, com a mídia social, as pessoas compartilham músicas, imagens e vídeos. Há muitas emoções circulando nesses espaços de comunicação. O que acontecia antes era que as pessoas não sabiam do que estavam falando. O preconceito, na maioria das vezes, é gerado pela ignorância. Até mesmo com vocês, jornalistas, isso mudou. Eu lembro bem que naquela época os jornalistas tinham todo o tipo de preconceito com a comunicação digital, e hoje todos estão usando essas ferramentas.

Mas alguns grupos de entretenimento e mídia ainda tentam controlar e restringir as possibilidades da internet, sob o temor de perder rentabilidade que tinham com a venda de CDs, DVDs ou publicações impressas. O que o senhor acha que vai resultar desse embate?

PIERRE LÉVY: O problema principal é que, antes da internet, todas essas empresas vendiam informação através de suportes materiais. Só que, já um pouco hoje e certamente no futuro, não haverá suportes físicos para levar a informação. É preciso se adaptar de uma situação em que se distribuíam e vendiam objetos físicos até outra, em que se distribui e se vende informação na rede. É uma transição enorme, e é provável que muitas dessas companhias não sobrevivam à necessidade de sair de uma era em direção à outra. Há milênios, muitos dinossauros morreram numa transição parecida.

O senhor está dizendo, então, que os grupos de mídia são dinossauros?

Os grupos de mídia que não se adaptarem ao novo momento, em que as comunicações são completamente descentralizadas e mais distribuídas, serão dinossauros e vão morrer.

Mas o que vai substituir a maneira como consumimos notícias hoje?

Eu acho que as notícias serão consumidas através das redes sociais, como Twitter, Facebook ou Google+. A mídia social permite que você escolha suas fontes e ordene suas prioridades entre as fontes. Você pode personalizar a forma como vai receber as notícias. Será assim no futuro: o usuário terá a habilidade de priorizar as fontes e os temas e escolher deliberadamente o que ele quer saber. Será uma atividade que a próxima geração já vai aprender a fazer nas escolas.

Alguns críticos, porém, costumam dizer que as ferramentas de internet que temos hoje não permitem um acesso democrático à informação. O Google, por exemplo, cria um ranking de resultados que de certa forma guia sua busca…

Espera um pouco. Você não pode acusar o Google de não ser democrático. O Google não é um governo, é uma empresa. Ele lhe oferece um serviço, e ele vende anúncios que serão vistos pelo usuário para se manter. Essa discussão não passa por democracia. O que eu posso dizer é que o ranking formado pelos algoritmos do Google é bastante primitivo. São mínimas as possibilidades de personalização de seu ranking. No futuro, especialmente graças a meu IEML [risos], todos poderão ser capazes de organizar sua própria ferramenta de busca de acordo com suas prioridades. Hoje, o Google praticamente oferece um mesmo serviço para qualquer tipo de pessoa.

Em que ponto estão as pesquisas do IEML?

Eu publiquei neste ano o primeiro volume, “La sphère sémantique”, e agora estou trabalhando no segundo volume. O volume 1 é sobre a origem filosófica e semântica da linguagem. Já o volume 2 vai trazer um dicionário e explicar como utilizá-lo. Deve ser lançado no ano que vem. É um projeto longo, não dá para esperar ferramentas práticas nos próximos meses, mas espero que nos próximos cinco anos possamos ver algumas aplicações.

Que aplicações o senhor espera?

O argumento principal é o da interpretação coletiva da web. É difícil dizer exatamente que tipo de aplicação. A ideia é dar às comunidades uma representação científica de seu próprio processo de comunicação. Ele poderá se assemelhar a um grande circuito de conceitos, onde você observa a circulação de emoções e atenções. Isso poderá ser utilizado para marketing, educação, comunicação e pesquisa, por exemplo. Será uma nova forma de representar a relação entre conceito e ideias na internet. O sistema de escrita que usamos hoje na web é desenhado para mídia estática. Nós ainda temos que desenvolver sistemas simbólicos de escrita que sejam capazes de explorar todas as capacidades de um computador.

O senhor usa bastante as redes sociais?

Sim, estou no Twitter, no Facebook, no Google+ e em muitas outras. Mas não recomendo isso para ninguém, é preciso muito tempo para acompanhar tudo. Eu estou em tantas redes porque é meu trabalho, preciso saber do que estou tratando. Entre todas, o Twitter é a de que mais gosto, porque ele é prático e rápido para receber e procurar informações.

Quanto tempo por dia o senhor passa conectado?

Eu fico praticamente o tempo todo conectado. Consulto enciclopédias e dicionários na internet. Ouço rádios on-line. Acho que só não estou conectado quando estou dormindo. Mas, em relação a trocar e-mails e mensagens através de redes sociais, passo de uma a duas horas por dia nessas atividades. E não assisto a TVs nem leio jornais em papel. Só leio notícias na internet.

E livros em papel?

Eu tenho um tablet, mas estou velho e ainda prefiro ler livros no papel. Certamente, no futuro, a grande maioria dos livros será lida nos tablets ou em periféricos como o Kindle, muito pela possibilidade de interatividade. Os livros passarão a ser escritos dessa forma, com esse objetivo.

No Rio, o senhor vai participar de uma mesa de debate com Gilberto Gil. O senhor conhece a obra dele?

Eu já me encontrei com o Gil pessoalmente. Ele é um grande músico, um grande artista. Mas, além disso, também é uma pessoa que tem um pensamento bastante instigante sobre as consequências da revolução da mídia e da cultura. Será bom debater com ele.

Por André Miranda | O Globo | 16/08/2011 | © 1996 – 2011. Todos os direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A.

Flip, editoras e redes sociais


No Facebook, Twitter e em seus blogs, elas contam aos leitores que não vieram a Paraty tudo sobre a participação de seus autores na Flip

Que está mudando a forma com que as editoras se relacionam com os leitores dos livros que produzem já não é novidade. 2010 foi o ano em que muitas criaram blogs e fortaleceram sua imagem através do bom uso do Twitter e do Facebook. A novidade é que este ano, ao virem à Flip, incluíram mais uma tarefa no dia já tão corrido: a cobertura ao vivo dos debates que contam com a presença de seus autores. A Companhia das Letras já fez isso no ano passado, gostou e repete agora no Twitter e em seu blog. A Cosac Naify está usando sua página no Facebook para falar sobre seus autores e contar o que anda acontecendo na Flip. Os textos escritos a partir de Paraty e publicados no blog da editora também poderão ser encontrados ali e no Twitter. A Globo Livros, que neste ano chega com força total por ser a casa de Oswald de Andrade, o autor homenageado, criou um blog para informar os leitores sobre o que está sendo organizado por aqui em homenagem ao escritor e para contar mais sobre a obra dele. As três certamente não são as únicas. Então, se você gosta de um dos convidados e não veio à Flip, experimente procurar o perfil da editora desse autor no Twitter ou Facebook, seja amigo dela e divirta-se!

Por Maria Fernanda Rodrigues | PublishNews | 07/07/2011

200 milhões de tuites por dia = 10 milhões de páginas


Sabe quanto tempo você levaria pra ler todos os tuites que são enviados em um único dia? 31 anos. Afinal, são 200 milhões, conteúdo suficiente para escrever um livro de 10 milhões de páginas ou 8,163 cópias de Guerra e Paz, de Tolstoi, que, empilhadas, atingiriam a altura do Taipei 101, 2º maior edifício do mundo. Os dados são do próprio Twitter, que se orgulha em dizer que, há apenas um ano, os tuiteiros enviavam 65 milhões de mensagens a cada 24 horas.

Por Debora Schach | Blue Bus | 01/07/2011

O papel como prazer diante do e-book como fonte de informação


A possibilidade de convivência da edição impressa com o formato eletrônico dominou nesta segunda-feira boa parte dos debates do 2º Fórum Mundial da Unesco sobre a Cultura, na cidade italiana de Monza, no qual as editoras expuseram sua incipiente aposta na digitalização de seus lançamentos.

O escritor chileno Antonio Skármeta afirmou à Agência Efe que a informação se “presta à linguagem sucinta, sintética” como a utilizada nas redes sociais, como Facebook e Twitter, nos blogs e também nos jornais. Em contraposição, Skármeta definiu a literatura como “a genialidade de contar histórias por prazer”, que necessita de “tempo para explorar sua complexidade sem uma finalidade última” e encontra no livro de papel seu grande aliado. Para continuar lendo, clique aqui.

Terra | 06/06/2011 | Agência EFE

Ulisses ganha versão em tweets


Os admiradores de James Joyce lançaram a proposta de converter, no próximo dia 16 de junho, o famoso monólogo interior de seu romance Ulisses em uma corrente de tweets. A iniciativa marca a comemoração do Bloomsday. É no dia 16 de junho de 1904 que se passa a história do personagem Leopold Bloom. A data é comemorada na Irlanda – onde é feriado nacional – e também em todo o mundo. Segundo o jornal The Times, 96 admiradores do grande autor irlandês estão traduzindo 96 fragmentos de seu mais conhecido livro em tweets. Os trechos de 140 caracteres serão colocados na internet, a cada 15 minutos, a partir das 8 horas da manhã de Dublin.

O Estado de S. Paulo | 31/05/2011 | EFE

Rosana Hermann lança livro sobre sua relação com o Twitter


Sessão de autógrafos acontece na Saraiva do Shopping Higienópolis, em São Paulo

Rosana Herman se apaixonou pelo Twitter à primeira vista. Nesse tempo todo em que aderiu à comunicação em 140 caracteres foi hackeada, brigou com algumas pessoas, viu brigas e assuntos polêmicos agitando a rede e sua relação com o microblog foi ficando cada vez mais intensa. Para contar essa história, ela lança hoje, dia 31, na Saraiva MegaStore do Shopping Pátio Higienópolis [Av. Higienópolis, 618 – São Paulo/SP Tel.: 11 3662-3060], Um passarinho me contou [Panda Books, 152 pp., R$ 25,90]. Além de compartilhar sua experiência, ela dá dicas de como fazer bom uso da ferramenta, fala de cases que deram certo para o mercado publicitário e muito mais.

PublishNews | 31/05/2011

“Ulisses”, de James Joyce, será adaptado para o Twitter


O romance “Ulisses”, de James Joyce, será adaptado para o Twitter. Um homem que se identifica apenas como Stephen, da cidade de Baltimore, está à procura de voluntários para ajudá-lo na adaptação do conteúdo para o formato de 140 caracteres por post.

Essa não é uma tentativa de tuitar o conteúdo de Ulisses sem pensar, palavra por palavra, 140 caracteres por vez. Isso seria impossível. Nossa proposta é reimaginar a experiência de leitura e dividi-la em tuítes“, disse Stephen, no blog do experimento.

A adaptação do romance para o microblog será tornada pública no dia 16 de junho, durante 24 horas, no perfil @11ysses.

Os voluntários interessados em ajudar na adaptação podem se manifestar até o dia 30 de maio. Leia mais sobre os requisitos aqui.

POR AMANDA DEMETRIO | Folha.com | 26/05/2011 – 18h42

Estação das Letras lança curso sobre livro digital


Curso pretende preparar profissional do livro para o já real cenário digital; curadoria é do PublishNews

Até bem pouco tempo, os livros digitais eram uma realidade distante. Mas nos últimos dois anos, os e-books saltaram da quase ficção científica para a realidade. Nos Estados Unidos, responderam, só no ano passado, por cerca de 9% do faturamento, crescimento de 200% em relação a 2009 e de 800% em relação a 2008. No Brasil, as grandes livrarias já lançaram, ou estão lançando, suas lojas de e-books; há duas distribuidoras digitais em operação e nenhuma editora pode mais se dar ao luxo de ignorar o que antes era chamado futuro digital.

Com este cenário em mente, a Estação das Letras, no Rio, coloca na rua o curso “Editando livros digitais”, inédito no país. Com uma carga horária de 22h, o curso será realizado em junho e julho e terá aulas ministradas por profissionais do mercado de livros digitais e aborda desde a produção e a criação literária de e-books até o marketing, a distribuição e a comercialização de conteúdo digital. A curadoria do curso é do PublishNews.

“Ainda não havia no mercado brasileiro um curso pragmático e rápido que oferecesse uma visão ampla não apenas do futuro do livro digital, mas também do seu presente e das práticas que o mercado já vem adotando”, explica Carlo Carrenho, fundador do PublishNews e coordenador do curso na Estação.

O objetivo, segundo Carrenho, é que cada aluno, ao fim do curso, esteja preparado para o futuro digital e consciente desta realidade, que já existe tanto no mercado brasileiro quanto no internacional.

Para José Henrique Grossi, consultor comercial da distribuidora digital Xeriph, o curso é de fato bem-vindo. “Depois de anos no mercado editorial de livros de papel, eu migrei recentemente para o mercado de e-books. Este é o curso que eu gostaria de ter feito no momento da minha transição”, afirma Grossi, que ministrará a aula “O mercado nacional de livros digitais”.

Os outros professores são Cristiane Costa [UFRJ], Roberto Cassano [Agência Frog], Bruno Valente [Punch], Camila Cabete [Gato Sabido], Newton Neto [Singular Digital] e Carlo Carrenho [PublishNews].

Serviço
“Editando livros digitais”
Dias 18 e 25 de junho / 2 e 9 de julho, das 10h às 17h [total 22h/aula]
Local: a definir
Preço: R$ 900
Inscrições: 21 3237-3947
Organização: Estação das Letras
Apoio e curadoria: PublishNews

Estação das Letras
Rua Marquês de Abrantes, 177 – Loja 107 Flamengo/RJ
Telefone: [21] 3237-3947

Programa do curso Editando livros digitais

18 de junho

Aspectos gerais do mercado digital – Uma introdução | 2 horas | Carlo Carrenho

Apresentação do curso
Apresentação dos alunos
Um panorama geral do cenário digital
Os últimos acontecimentos do mercado digital
Conceitos básicos

O mercado internacional de livros digitais | 3 horas | Carlo Carrenho

Os números do mercado dos EUA
Um panorama do resto do mundo
Os três mosqueteiros: Amazon, Apple, Google e Kobo
A Barnes&Noble
Self-publishing & outros modelos
Os livros texto digitais

Carlo Carrenho é formado em Economia pela FEA-USP e especializou-se em Editoração no Radcliffe College, da Universidade de Harvard. Já possui 15 anos de experiência no mercado editorial, tendo passado por editoras acadêmicas, religiosas e de mercado geral, como a Thomas Nelson Brasil. Em 2001, criou o PublishNews, um informativo diário com todas as notícias do mercado editorial brasileiro que hoje já possui mais de 10 mil assinantes. Atualmente acompanha de perto a revolução digital do mercado editorial e atua como consultor para empresas do setor. Apesar de paulista, é flamenguista.

25 de junho

Novas estratégias narrativas para a mídia digital |3 horas | Cristiane Costa

As tecnologias do livro: do manuscrito ao iPad
Leitor passivo x leitor ativo
Novas estratégias de storytelling

Cristiane Costa é pesquisadora do pós-doutorado do Programa Avançado de Cultura Contemporânea da UFRJ, onde desenvolve estudo sobre novas estratégias narrativas em mídias digitais, com o apoio da Faperj. Coordenadora do curso de Jornalismo da ECO-UFRJ, é uma das curadoras do ciclo Oi Cabeça, dedicado à literatura eletrônica.

O mercado nacional de livros digitais | 2 horas | José Henrique Grossi

Os principais players
Os distribuidores digitais brasileiros
As e-bookstores brasileiras
Os desafios do mercado digital nacional
Estratégias sadias para o sucesso digital

José Henrique Grossi é consultor comercial da distribuidora digital Xeriph. Economista, entrou no mercado editorial em 1973 como divulgador da editora Saraiva, empresa de onde saiu nove anos depois como gerente de promoção. Trabalhou na Abril Educação e na Nova Cultural e, em 1997, criou a Grossi Representações. Foi vice-presidente da Câmara Brasileira do Livro em 1999. É santista roxo.

2 de julho

Livros Digitais, pequenas editoras e processo de produção | 3 horas | Camila Cabete

Os desafios de se montar uma editora digital
Definindo uma estratégia
Negociação com os grandes players
O processo de produção

Camila Cabete [@camilacabete] tem formação clássica em História, mas foi responsável pelo setor editorial de uma tradicional editora técnica por alguns anos [Ciência Moderna]. Hoje, é responsável pelo setor editorial da primeira livraria digital do Brasil, a Gato Sabido [@gatosabido]. É ainda consultora comercial da Xeriph, a primeira distribuidora de conteúdo digital do Brasil e sócia fundadora da Caki Books [@cakibooks], uma editora cross-mídia que publica livros em todos os formatos possíveis e imagináveis.

As vantagens da impressão por demanda e como aproveitá-las | 3 horas | Newton Neto

Como funciona a impressão por demanda
O status atual da impressão por demanda nos EUA
O status atual da impressão por demanda no Brasil
Os benefícios da impressão por demanda para editoras
Os benefícios da impressão por demanda para autores
Self-publishing no Brasil

Newton Neto é diretor-executivo da Singular, braço do grupo Ediouro [do qual fazem parte as editoras Agir, Nova Fronteira, Plugme, entre outras] dedicado às novas tecnologias. Possui uma experiência de oito anos na área de conteúdo e tecnologia, abrangendo desde conteúdo para celulares a livros digitais. Recifense, é fanático pela Santa Cruz.

9 de julho

Marketing Digital para Livros Digitais | Roberto Cassano [Agência Frog] | 3 horas

O que é marketing digital
As mídias sociais: Facebook, Orkut, Twitter e FourSquare
Estratégias de sucesso para o marketing online de livros
Os erros e acertos dos sites de editoras, livros e autores
Métrica de resultados

Roberto Cassano é formado em Jornalismo, com MBA em Marketing. Atua em Publicidade desde 2001 e em Mídia On-line desde 1996. Participou dos movimentos iniciais do primeiro jornal brasileiro na internet, o JB On-Line, e das pioneiras revistas “internet.br” e “Internet Business”. Foi executivo do portal de tecnologia Canal Web e diretor de Mídias Digitais na Seluloid. É diretor de Criação e Estratégia da Agência Frog, com ênfase em mídias sociais e palestrante em instituições como Fundação Getulio Vargas, Facha e Casa do Saber

E-books e apps | 3 horas | Bruno Valente

Uma breve história dos e-books
Uma breve história das Apps
ePubs: o caminho para chegar até eles
Erros e acertos na produção de ePubs
Apps: o caminho para chegar a elas
Uma questão de equilibro: até onde uma app pode chegar antes de virar filme ou vídeo-game?
Aspectos financeiros de apps e e-books

Bruno Valente é formado em Comunicação Social [Rádio e TV] pela UFRJ, onde produziu uma das pesquisas sobre HDTV no Brasil. Pós-graduado no MBA Film & Television Business pela Fundação Getúlio Vargas. Atua no Mercado Audiovisual há 15 anos. É sócio diretor da Punch! Comunicação & Tecnologia, que desenvolve aplicativos móveis de produtos, marcas e educacionais para Apple[ iPhone, iPads, iPod Touch], Research in Motion [Blackberry] e Android, além de trabalhar com produção audiovisual transmídia e captação de recursos para projetos variados através de leis de incentivo. No Mercado Editorial, realiza aplicativos de editoras, livros e publicações e conversão de livros para o formato ePUB, sempre tendo como objetivo divulgar o conteúdo, gerar público e receita para seus clientes.

PublishNews | 13/05/2011

Livros digitais baratos mexem com o mercado editorial


Nos Estados Unidos, é cada vez maior a dificuldade de grandes editores de livros para seguir cobrando o que cobram na frente digital. É que títulos digitais baratos, publicados de forma independente, ganham popularidade entre leitores em busca de diversão a baixo custo.

Na terça-feira à tarde, a lista dos 60 títulos digitais mais vendidos da Amazon.com Inc. trazia 17 livros por US$ 5 ou menos. Cinco deles, todos a US$ 0,99, eram do empresário John Locke, um escritor amador com uma série popular de policiais protagonizada por um ex-matador da CIA.

O que estão fazendo é afastar [o público] de autores renomados e criar visibilidade para títulos bancados pelo próprio autor“, disse um alto executivo do setor [que não quis ser identificado] a propósito da Amazon.

Enquanto a venda de livros digitais dispara, as editoras olham com inquietude para o mercado até então desprezado de títulos de publicação independente. Cinco anos atrás, era quase impossível que um título bancado pelo autor fosse dividir as prateleiras com os maiores nomes do mercado. Hoje, porém, o baixo custo da divulgação digital, aliado ao Twitter e a outras ferramentas de rede social, permite que autores até então desconhecidos tenham impacto mais depressa do que nunca.

A questão do preço chama atenção desde que a Amazon lançou o leitor digital Kindle, em novembro de 2007. O dispositivo estourou, puxado pelo grande apelo de best-sellers digitais a US$ 9,99 colocados à venda no mesmo dia do lançamento de um novo livro.

As seis maiores editoras dos EUA, cada vez mais receosas de que o desconto em livros digitais fosse corroer seu negócio tradicional, acabaram adotando o chamado modelo de agência: passaram a estipular elas próprias o preço de varejo dos títulos digitais, eliminando na prática descontos indesejados. Muitos de seus best-sellers para o Kindle custavam, na quarta, entre US$ 11,99 e US$ 14,99.

Algumas editoras vendem seus livros a preço de atacado para a Amazon, permitindo que ela ofereça um desconto em relação ao preço de varejo. Segundo a Amazon, seus estudos indicam que a venda de unidades de títulos digitais de editoras que adotam o modelo de agência não está crescendo ao mesmo ritmo de livros que a Amazon pode vender com desconto.

Hoje, o livro enfrenta a concorrência de uma leva de alternativas digitais e baratas de entretenimento facilmente acessadas ?? por tablets — alternativas inexistentes em aparelhos exclusivos para leitura digital. Na briga pelo tempo do público, as editoras batem de frente com a Netflix Inc., que cobra uma mensalidade de US$ 7,99 pelo acesso ilimitado a filmes e séries de TV na internet, e a loja iTunes da Apple Inc., onde por US$ 0,99 é possível alugar um episódio de uma série de TV.

Isso tudo ajudou a puxar as vendas de John Locke, o autor de policiais. Locke, que lançou seu primeiro título dois anos atrás, aos 58 anos, diz que decidiu entrar na arena do livro digital em março de 2010, depois de estudar os preços do setor.

Quando vi autores de grande sucesso cobrando US$ 9,99 por um livro digital, calculei que se pudesse ter lucro cobrando US$ 0,99 já não teria de provar que sou tão bom quanto eles“, diz Locke. “Agora são eles que precisam provar que são dez vezes melhores do que eu.

Locke ganha US$ 0,35 a cada título vendido a US$ 0,99. No total, diz que sua receita da venda de livros em março foi de US$ 126.000 só na Amazon. Locke gastou cerca de US$ 1.000 para publicar o livro digitalmente — embora também pague um editor para trabalhar com ele, uma despesa adicional.

Em março, Locke vendeu 369.000 downloads na Amazon. Em janeiro, foram cerca de 75.000 e, em novembro, apenas 1.300. Seus títulos também estão à venda em livrarias digitais operadas por Kobo Inc., Barnes & Noble Inc. e Apple Inc.

Locke tem mais de 20.000 seguidores no Twitter, usa um blog para promover seus livros, e responde pessoalmente a centenas de e-mails por semana. “É tudo questão de marketing, mas [o público] precisa gostar” de seu livro, diz ele.

A Amazon paga a todo escritor que usa o Kindle Direct Publishing, o serviço de publicação independente da varejista, royalties de 35% em títulos digitais abaixo de US$ 2,99,e de 70% em e-books com preços entre US$ 2,99 e US$ 9,99.

Por Jeffrey A. Trachtenberg | Publicado em The Wall Street Journal | 11/05/2011

Suspensão de blog com livros piratas cria discussão na web


Uma mensagem de violação dos termos de uso anunciou semana passada aos milhares de visitantes diários do blog Livros de Humanas a suspensão da página, que era hospedada pelo WordPress. Criado em 2009 por um aluno da USP, o blog formou em pouco mais de dois anos uma biblioteca maior do que a de muitas faculdades brasileiras. Até sair do ar, reunia 2.496 títulos, entre livros e artigos, de filosofia, antropologia, teoria literária, ciências sociais, história etc. Um acervo amplo, de qualidade, que podia ser baixado imediatamente e de graça.

Muitas pessoas, é claro, adoravam a página. Entre elas, no entanto, não estavam os editores dos livros reunidos ali. A biblioteca do Livros de Humanas era toda formada sem qualquer autorização.

– É óbvio que o blog desrespeita a legislação vigente – diz o criador da página, que mantém anonimato, numa entrevista por e-mail. – Mas não porque somos bandidos, mas porque a legislação é um entrave para o desenvolvimento do pensamento e da cultura no país.

O mesmo argumento foi defendido nos últimos dias no Twitter por intelectuais como o crítico literário Idelber Avelar, o antropólogo Eduardo Viveiros de Castro, a escritora Verônica Stigger e o poeta Eduardo Sterzi. Do outro lado da discussão, críticas à pirataria. A Editora Sulina, que vinha pedindo a remoção da página, falou em “apropriação indevida” e o escritor Juremir Machado escreveu: “Quem chama pirataria de universalização da cultura é babaca q ñ vende livro, mas quer q alguém pague a conta. Livro tem de ser barato e pago”.

O caso chama atenção para a ampliação da circulação de arquivos digitais de livros na internet, uma prática que dá novo sentido e escala à discussão sobre a circulação de cópias xerocadas no meio acadêmico.

Leia abaixo entrevista feita por email com o criador do Livros de Humanas.

Por que você criou o blog e como ele funcionava?

O blog nasceu no começo de 2009 [e saiu do ar na sexta-feira passada] para ser uma alternativa dos estudantes de letras da USP à copiadora que existe no prédio do curso e que tinha aumentado arbitrariamente em 50% [de 10 pra 15 centavos] o valor da cópia [o contrato de cessão de espaço com o Centro Acadêmico estabelece que a decisão deve ser conjunta]. No começo havia a ideia de colocar apenas os textos das disciplinas de cada semestre. Esta iniciativa surgiu sem vínculo algum com o CA, que nunca se manifestou sobre o blog. No começo recebi de alguns colegas os programas das disciplinas e procurava na net se já existia cópia digital dos livros no 4shared ou similares. Se eu não encontrava, mas tinha o texto, escaneava. Por isso, no começo o blog era mais próximo dos meus interesses acadêmicos [mais crítica literária do que linguística, p. ex.] Também recebia textos de outros colegas e assim criamos o blog. No primeiro mês tínhamos menos de cem textos. Com o crescimento deste número e das visitas o blog deixou de ser apenas algo relacionado ao curso de Letras da USP [apesar de ter mantido o nome por mais um ano] e se tornou um depositário de textos da área de humanidades. O blogue saiu do ar com exatos 2.496 arquivos – não necessariamente livros, porque colocávamos também capítulos de livros, alguns de livros que surgiram inteiros no blogue tempos depois.

Com isso meu critério passou a ser o seguinte: se alguém enviava o arquivo eu publicava, independente do ano de publicação e seu estado no mercado [se era lançamento ou texto fora de catálogo]. Porém eu só escaneio obra esgotada e que seja difícil de encontrar.

O perfil de seleção era bem básico: textos da área de humanidades ou correlatos. Tínhamos de obras do Will Eisner a livros sobre lógica. De autores brasileiros contemporâneos a material de ensino de língua estrangeira. De Sociologia a Ecologia. Majoritariamente entravam livros em português, mas tínhamos muitas obras em espanhol, inglês, italiano, alemão e francês.

Quantos usuários o blog tinha e qual o perfil deles?

No começo o público era quase que inteiramente uspiano. Nos últimos tempos era majoritariamente universitário, com visitas de todas as partes do globo. De estudantes de Nova Orleans [‘terra’ de um grande entusiasta do blogue, o professor Idelber Avelar] a visitantes dos PALOP [Países Africanos de Língua Portuguesa]. Pelos e-mails de pedidos que eu recebia dava para traçar um perfil mínimo: são estudantes de universidades brasileiras com péssimas bibliotecas. É comum eu receber pedidos do tipo “preciso do livro tal para minha iniciação científica mas não o temos aqui e vi no dedalus [sistema de consulta da USP] que a biblioteca da FFLCH tem”. Não consigo – pelos dados informados pelo WordPress – determinar quantos visitantes únicos o blog recebia diariamente. Nos últimos meses a média de pageviews/dia passava de 10 mil. Em um ano no WordPress [antes o blogue estava abrigado no blogspot] passamos dos 1,8 milhões de pageviwes, uma média de quase 5 mil/dia.

Antes desse episódio recente você já havia tido algum outro problema?

Sim. Desde o começo links são retirados do ar. E logo depois, claro, eu colocava de volta. Ficamos – eu e ABDR [Associação Brasileira de Direitos Reprográficos] – neste gato e rato até o fim. Quando o blog ainda estava no Blogspot recebi do Google um aviso sobre infração às leis americanas de Direito Autoral. Daí mudei pro WordPress que é [ou achei que era] mais flexível. Algumas editoras me davam mais trabalho, como a Jorge Zahar e os livros do Zygmunt Bauman [“capitalismo parasitário” era o que tinha mais links retirados] mas nunca passou disso. Denúncia para os sites de hospedagem dos textos e livros. E é preciso dizer, apesar de óbvio, que não fui o responsável pela primeira disponibilização de quase todo o conteúdo do blogue. Mais procurei, editei e organizei num único centro os textos do que outra coisa.

Por que o blog saiu do ar?

Fora os e-mails da ABDR, nunca recebi nada de mais substancial. Nos últimos dias a Editora Sulina [inexpressiva, de quase 3 mil livros que tenho em casa apenas 3 são editados por ela] – seja por seu perfil ou de seu editor no Twitter – reclamou muito do blog e disse que tomaria medidas contra. E dias depois, sem aviso prévio, o WordPress retirou o blog do ar. E, se não me engano, temos 3, no máximo 5 livros dela. Honestamente, não sei apontar [até porque alguns – como os livros do Maffesoli, hoje editado pela Sulina – são de edições anteriores, como as da Brasiliense] quais são os livros reclamados. Editoras como a Companhia das Letras, que tem cópias de milhares de livros rodando na internet, nunca se manifestaram.

Algumas pessoas defenderam o blog dizendo que ele era como uma biblioteca pública. Concorda com a comparação?

Acredito que a comparação é ruim – posto que o blog é apenas um paliativo que nasceu das péssimas condições das bibliotecas públicas do país – porém não de todo despropositada. O blog era gratuito [tempos atrás fizemos um rateio com doações diversas para a compra de um hd para becape dos arquivos] e acessível para todos. Como uma biblioteca.

E o que você acha da crítica de que o blog desrespeita a legislação vigente?

Bem, é óbvio que o blog desrespeita a legislação vigente. Mas não porque somos bandidos, mas porque a legislação é um entrave para o desenvolvimento do pensamento e da cultura no país. O blog é tão ilegal quanto a cópia xerox nas universidades os sebos de livros antigos. E sem sebo e xerox uma universidade não funciona. Das bibliotecas universitárias a Florestan Fernandes [biblioteca da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP] deve ser uma das 3 ou 4 mais completas do país. E mesmo contando com determinada obra, o número de volumes é insuficiente.

Um exemplo prático: O livro “O demônio da teoria” ficou por anos esgotado [foi reeditado no ano passado – e eu comprei o meu exemplar!] e possuía 3 exemplares na Florestan. Emprestei o livro, escaneei e hoje milhares de outros estudantes tiveram acesso a um texto fundamental para o estudo da teoria literária. A revisão da lei é uma necessidade de nossos tempos. Acreditava muito em avanços durante a gestão Gil/Juca no MEC. Mas o retrocesso defendido por este ministério novo é assustador.

Sem uma revisão da Lei de Direito Autoral que tente equilibrar estas duas demandas teremos mais problemas como este. As editoras de livros preferem seguir o estúpido caminho das gravadoras. E, se não acordarem logo, terão o mesmo destino.

Como possível futuro autor de obras acadêmicas, você consideraria normal que seus livros fossem distribuídos de graça?

Claro! Ainda mais se eu estiver vinculado a alguma universidade pública. A questão não deve ser essa. É óbvio que o autor deve ter remuneração por sua produção. Mas não podemos aceitar como normal que o critério para acesso a um texto [que é produto de sua época e dialoga com toda uma tradição intelectual – seja de domínio público ou não] seja o econômico. Um estudante sem dinheiro para pagar R$ 100 numa obra deve ser desprezado? Acredito que o direito ao acesso e a difusão do conhecimento se sobreponha ao do autor de receber dinheiro por sua obra.

Outro exemplo prático: quando ingressamos na Letras-USP usamos em elementos de linguística o livro “Introdução à linguística” [volumes I e II] editado pela Contexto. O livro é organizado por um professor da USP e os autores dos capítulos são também professores da casa, todos contratados em regime de dedicação exclusiva, além de contar com verba da órgãos públicos [Capes, CNPq, fapesp] de fomento. É justo que este profissional exija de 850 ingressantes [isso só na USP, o livro é usado em outras Instituições de Ensino Superior também] a compra dos dois volumes? E, principalmente, quem recebe este dinheiro? Porque os autores [são mais de dez por livro] recebem centavos de cada edição vendida por quase R$ 40 nas livrarias. Outra situação comum [desculpe se me concentro muito na USP, mas é de onde sou e de onde vejo tudo]: livro escrito por pesquisador da USP, editado pela EDUSP ou pela Humanitas [editora da FFLCH] e sem exemplar nas bibliotecas da USP. Se não há cópia nas bibliotecas, por qual motivo não devemos copiá-los?

Por último, duas considerações. A primeira pessoal: Sem a contribuição de centenas de outras pessoas – sejam estudantes universitários ou não – o blog jamais existiria. Sou apenas quem procura na net, organiza os arquivos e escaneia dois ou três livros por mês. E, ao contrário do que acreditam editores como este da Sulina, sou do tipo que não possui e-reader, só usa xerox quando não tem jeito e ainda gasta meio salário mínimo por mês em livros físicos. O livro pirata não tira público do livro “oficial”. Não acho que a cópia pirata seja a responsável pelo número cada vez menor nas tiragens das editoras. Acredito no que disse o Gaiman quando veio pra Flip: “O inimigo não é a ideia de que as pessoas estão lendo livros de graça ou lendo na internet de graça. Da minha perspectiva o inimigo é as pessoas não lerem.”

A outra é de apoio político. Desde intelectuais do porte de Eduardo Viveiros de Castro e Idelber Avelar a novos pensadores e escritores como Eduardo Sterzi, Veronica Stigger e outros tantos [muitos deles seguidores do perfil do blog no Twitter] apoiam o blog. Todos os que citei aqui possuem obras no blog e deixaram de ganhar [segundo o cego argumento de alguns editores do país] algumas dezenas, talvez centenas, de reais. E não ficam bravos com isto. Pelo contrário, como certa vez tuitou o professor Avelar: “Piratearam meu 1º livro! Tá na net pra baixar. E eu, como autor, gosto disso: http://bit.ly/ikvMaR #PegaECAD”

Por Miguel Conde | Prosa Online | 29/04/2011

Livro reúne relatos de quem viveu ou acompanhou tragédia no Japão


Hipnotizado pela tragédia tripla [terremoto/tsunami/radiação] que pulverizou a imagem de segurança do Japão, um grupo de blogueiros resolveu reagir, disparando um cronômetro: eles queriam ajudar as vítimas e queriam ser rápidos. O líder do time, que se identifica apenas como autor do blog “OurManInAbiko” [referência a uma cidade na província de Chiba, perto de Tóquio], pediu no Twitter textos e imagens que expressassem a dor daquele momento. O projeto foi apelidado de “#quakebook” e as histórias deveriam ter 250 palavras. “Editarei um livro em uma semana e os lucros vão para a Cruz Vermelha japonesa”, avisou o twitteiro. “Nós temos a tecnologia”, garantiu, criando no mesmo dia um site, onde postou: “Não estou procurando palavrório poético. Apenas coisas honestas”.

O homem de Abiko, um britânico que vive há quatro anos em Chiba, não estava jogando conversa fora. Sete dias depois, em mais uma prova — se e é que elas ainda são necessárias — do poder coletivo e a jato da internet, estava pronta a versão digital da antologia que carrega no título a hora em que a terra tremeu e paralisou um país: “2:46 Tremores secundários — Histórias do terremoto no Japão”. As negociações com os maiores distribuidores de e-books do planeta também correram em ritmo frenético. O livro eletrônico estará disponível nos próximos dias via Kindle, da Amazon, e Reader, da Sony, enquanto a edição impressa é finalizada.

Com a ajuda de jornalistas, intérpretes e designers espalhados pelo mundo, que só se falavam através de mídias sociais, o projeto recebeu apoio dentro e fora do país arrasado. Duzentas pessoas enviaram relatos, fotos e ilustrações. Todo o complexo processo que envolve a publicação de um livro [título, capa, direitos, distribuição e divulgação] está registrado na web.

OurManInAkibo quer continuar anônimo, para enfatizar o trabalho de grupo, mas sua voz desconhecida — multiplicada no Twitter, Facebook, Linkedin, YouTube e Flickr — seduziu gente como Yoko Ono, uma das estrelas que mandaram sua colaboração. O lucro integral do livro vai para quem viu a vida ruir desde o dia 11 de março.

Oprimeiro tweet sobre o “#quakebook” foi escrito na manhã do dia 18 de março, uma semana depois do terremoto no Japão. Os organizadores do livro impuseram a si próprios um limite para a edição final: 14h46m da sexta-feira seguinte, exatos 15 dias após a tragédia. E começaram a correr. Em 15 horas, já haviam recebido 74 colaborações, graças ao apoio do próprio Twitter, que anunciou o projeto em sua conta oficial [4,7 milhões de seguidores], assim como a artista e música japonesa Yoko Ono, outra adepta do microblog, com 1,3 milhão de seguidores.

Desisti de esperar nosso agente literário checar email, e na verdade não sei bem o que é ou o que faz um agente literário. Mas, francamente, não tenho tempo para descobrir agora”, postou, em meio à sua corrida particular contra o tempo, o blogueiro OurManInAkibo, que já trabalhou como jornalista.

O processo de criação do livro em tempo recorde, usando somente ferramentas virtuais, talvez seja mais interessante do que o próprio conteúdo da obra, mas o “#quakebook” também é capaz de tocar quem não esqueceu a violenta sucessão de desastres no Japão — uma crise ainda não encerrada. Escritores consagrados como William Gibson e Barry Eisler, além do jornalista Jake Adelstein, autor de um best-seller sobre a máfia japonesa [“Tokyo Vice”], produziram histórias inéditas para o projeto. Vieram de pessoas comuns, no entanto, os relatos mais emocionados.

O livro é composto por 87 colaborações, entre textos e imagens. Há histórias como a de um homem de 80 anos, morador de Sendai, cidade devastada pela tsunami, que tenta manter a cabeça erguida e o ouvido grudado num rádio de pilha, e depoimentos de quem está em Fukushima, na região afetada pelos reatores nucleares descontrolados. Pessoas na Ásia, na Europa e na América do Norte responderam ao apelo no Twitter.

— Alguns poucos tweets juntaram todas as peças, participantes e especialistas, e em uma semana criamos um livro — conta o blogueiro OurManInAkibo. — Em pouco tempo estávamos negociando com os maiores distribuidores mundiais e atendendo a chamadas de jornais e TVs de cinco continentes. Sinto que estamos à beira de algo fantástico.

Os trechos do post abaixo foram enviados ao GLOBO e traduzidos para o português. As ilustrações também fazem parte do livro, que tem um site oficial: http://www.quakebook.org.

Por Claudia Sarmento | O Globo | 02/04/2011

New York Times passa a cobrar por acesso à edição digital


O jornal “The New York Times” começou a cobrar nesta segunda-feira pelo acesso ao conteúdo de sua edição digital, embora seus leitores ainda possam ler gratuitamente até 20 artigos por mês pelo site.

“‘The New York Times’ dá hoje um importante passo ao passar a trabalhar com assinantes de seus conteúdos digitais nos EUA e no resto do mundo. Desde que fizemos o anúncio, há 11 dias, escutamos muitas opiniões de nossos leitores. Agradecemos seus comentários e, sobretudo, seu compromisso com o ‘Times'”, disse o presidente da editora do jornal, Arthur Sulzberger, em comunicado.

O sistema de pagamento oferece três opções de assinatura: por US$ 15 ao mês os leitores terão acesso ilimitado ao conteúdo do “NYTimes.com” de computadores tradicionais e telefones celulares, por US$ 20 de computadores convencionais e iPads e por US$ 35 de qualquer dispositivo.

Aqueles que já assinam a versão impressa do jornal continuarão tendo acesso ilimitado e gratuito à edição digital por qualquer meio, com exceção de por leitores de livros eletrônicos Kindle e Nook.

Em uma tentativa de manter os mais de 31 milhões de leitores de seu site por mês, a companhia não conta em seu limite de 20 artigos mensais as visitas a partir das redes sociais Twitter e Facebook, enquanto os que chegarem ao “NYTimes.com” através do Google poderão ler até cinco artigos a mais por mês.

Os que chegarem aos artigos do ‘Times’ a partir de buscadores, blogs ou redes sociais poderão lê-los. Isto permitirá que novos leitores descubram nossos conteúdos“, disse Sulzberger, quem ressaltou que haverá um limite diário de links gratuitos nos buscadores mais utilizados.

Agencia EFE | 28/03/2011

Viciada em twitter


Sai em maio livro da Rosana Hermann sobre o Twitter – ‘Um passarinho me contou’

Sai em maio, pela Editora Panda, ‘Um passarinho me contou’ – relatos de uma viciada em Twitter. Escrito pela jornalista e blogueira Rosana Hermann – @rosana, “nao é um livro técnico, mas é um livro que fala do twitter, conta histórias, relatos de experiência vividas nesses 4 anos que estou lá [desde 9 de abril de 2007]” – diz a autora. 18/03 Julio Hungria

Trecho da obra:

“Nesses anos de intensa tuitagem, já ganhei e perdi muitos seguidores, aprendi e ensinei alguns truques, ministrei e frequentei palestras, gastei e ganhei dinheiro tuitando. Já fui hackeada, maltratada, aplaudida, entrevistada nacional e internacionalmente, premiada e trollada. Fui visitar o centro de controle da NASA, em Houston, a convite do perfil @NASA no Twitter. Fui à California participar de uma valiosa Twitter Conference. Fui ameaçada por alguns fãs e hackeada num feriado. Dei palestras sobre Twitter em emissoras de TV, agências de propaganda, empresas privadas, universidades. Gravei cursos de Twitter em vídeo para açoes de endomarketing de uma grande operadora de telefonia celular, apresentei quadros em vídeo com dicas de Twitter, na web e na televisao a cabo. Aconselhei muita gente a aderir à rede e, até hoje, faço um serviço de helpdesk mais ou menos voluntário”.

“Já briguei e xinguei muito no Twitter. Criei algumas bobagens e aprendi muito com desenvolvedores. Envolvi-me em problemas, fights, polêmicas, flame wars. No Twitter é assim, dá até pra brigar em diferentes línguas. Já fiz inimigos e desafetos e dei muito palpite onde nao fui chamada. É impressionante o que o ser humano é capaz de fazer, para o bem e para o mal, em 140 toques”.

“Foram tantos acontecimentos que nao dava mais para contar num update no Twitter ou num post no meu blog. Achei que a melhor maneira de me livrar de todas essas histórias seria, me livrando mesmo. Eis o livro. Se gostar, dê RT”.

Por Julio Hungria | Blue Bus | 18/03/2011

Escritores chineses atacam Baidu por violação de copyright


XANGAI [Reuters] – Um grupo de escritores chineses acusou o Baidu, maior serviço de buscas do país, de violar direitos autorais ao permitir que usuários postem obras deles online sem sua autorização.

A carta, assinada por mais de 50 escritores e jornalistas chineses, foi divulgada por meio do Weibo, um serviço semelhante ao Twitter operado pelo grupo Sina, e reproduzida em outros sites.

Os escritores acusaram o Baidu – que domina o mercado de buscas da China desde que o Google reduziu a escala de suas operações no país, em 2010 – de permitir que usuários da Internet postem suas obras na Biblioteca Baidu sem consentimento dos autores.

Não culpamos nossos amigos que estão postando esses textos, e sim a plataforma ilegal da Baidu“, diz a carta. Uma cópia do texto foi postada no blog do poeta chinês Shen Haobo: here

Os escritores também ameaçaram parar de escrever a menos que todas as violações de direitos autorais sejam erradicadas.

Cerca de um ano atrás, quando o Baidu lançou seu serviço de música em formato MP3, todos podiam baixar música de graça, o que teve sérias consequências. Resultou numa séria redução da indústria chinesa da música“, segundo a carta.

Um porta-voz do Baidu afirmou que o grupo recebe com seriedade as queixas de violação de copyright e que os detentores de direitos e escritores podem registrar queixas online e conseguir a remoção do material em prazo de 48 horas.

Até o momento, removemos dezenas de milhares de itens que violavam direitos autorais e haviam sido postados por usuários da Biblioteca Baidu“, afirmou um porta-voz da empresa em comunicado.

Além de livros chineses, uma busca conduzida pela Reuters identificou muitos títulos populares em inglês, tais como a série Crepúsculo, de Stephenie Meyer, e a série Harry Potter, de J. K. Rowling, disponíveis na Biblioteca Baidu.

Os livros estão disponíveis para download gratuito em diversos formatos eletrônicos.

No mês passado, o Baidu foi apontado como mercado notório de material pirata, pelo representante do governo dos Estados Unidos para assuntos de comércio internacional.

Nos dois últimos anos, gravadoras abriram processos contra o Baidu por seu serviço de busca de MP3, que permite que usuários busquem e baixem arquivos musicais gratuitos nesse formato facilmente.

Em janeiro, um tribunal de Pequim considerou o Baidu inocente das acusações de pirataria e afirmou que o serviço de busca não havia violado lei alguma.

Por Melanie Lee | © Thomson Reuters 2011 All rights reserved | 16 de março de 2011 12:54

Livro conta a história da recente revolução no Egito através de tweets


Embora o papel do Twitter na renúncia do presidente egípcio Hosni Mubarak seja muitas vezes contestada, ninguém discute que a plataforma de microblogg ajudou a contar a história da revolução que se manifestava nas ruas.

Agora, o OR Books [www.orbooks.com] planeja usar tweets publicados durante os protestos no Egito para criar uma história de 160 páginas sobre o evento.

“Tweets de Tahrir” deve chegar às prateleiras no dia 21 de abril; e irá compilar tweets e fotos relacionadas dos leitores e de todos os dias da revolução em 140 caracteres, ou trechos menores.

O livro trás uma antologias de tweet existentes – como o Sh*t My Dad Says — que tendem a cobrir assuntos menos sérios.

Para ler esses tweets é necessário embarcar em uma montanha-russa, desde a surpresa e a emoção da primeira demonstração, para o horror da violência que ceifou centenas de vidas, para o êxtase da vitória final“, diz a descrição do livro.

Como assinalou o New York Times, os editores estão pensando em algumas questões interessantes e legais com a nova abordagem, em particular a questão de quem detém os direitos dos tweets. O OR Books está em processo de contatar os autores para obter a sua permissão.

Se o formato conseguirá realmente capturar a emoção crua, de alarme frenética e o cronograma das manifestações é uma outra questão.

Um trecho do livro foi publicado no site Mashable.

Image courtesy of iStockphoto, mattjeacock

Por Sarah Kessler| Publicado originalmente em Mashable | 7/3/2011

Yahoo! demonstra plataforma para revistas digitais personalizadas


O Yahoo! demonstrou nesta quarta-feira [16] uma plataforma para que produtores de conteúdo ofereçam a seus leitores revistas digitais personalizadas em tablets e outros dispositivos.

O anúncio foi feito no Mobile World Congress, maior evento de telecomunicações do mundo, que termina nesta quinta-feira em Barcelona.

Carol Bartz chamou serviço de "conteúdo em contexto" selecionado de acordo com o histórico de busca

Chamado Livestand [algo como “banca de jornal viva”], o serviço oferece o que a executiva-chefe da empresa, Carol Bartz, chamou de “conteúdo em contexto”, selecionado de acordo com o histórico de busca e de navegação do usuário. A estreia deve ser ainda neste semestre.

Segundo o Yahoo!, o mecanismo de personalização é um misto de automatização computadorizada com supervisão editorial feita por pessoas de verdade_estas últimas, o “molho secreto” do Livestand, nas palavras de Bartz.

Tudo que lhe é servido deve ser relevante. Conteúdo ruidoso pertence à internet do passado“, afirmou a executiva.

Publicações assinadas por meio do serviço serão apresentadas ao usuário de acordo com seus interesses: se o leitor de um jornal tiver mais interesse por esportes ou por política, por exemplo, notícias sobre esses assuntos terão mais destaque e surgirão em maior quantidade.

A adoção de tablets e celulares está explodindo, mas a mídia digital não está acompanhando esse crescimento“, afirmou Blake Irving, vice-presidente executivo do Yahoo!. “Os consumidores não conseguem encontrar nesses dispositivos as publicações que compram nas bancas, e os publicadores e anunciantes não conseguem atingir o público que querem.

Apesar de ser focado em tablets – a demonstração foi feita em um iPad – o serviço será multiplataforma: funcionará em celulares, computadores e televisores.

Por meio do Livestand será possível ainda compartilhar e comentar textos em redes sociais como o Facebook e o Twitter.

O surgimento do iPad colocou em evidência serviços para criação de revistas digitais personalizadas, que agregam conteúdo de diversas fontes da web e links compartilhados pelos contatos dos usuários em redes sociais.

O aplicativo mais notável do gênero, o Flipboard, foi premiado pela Apple como melhor programa para iPad de 2010.

POR RAFAEL CAPANEMA | ENVIADO ESPECIAL A BARCELONA | 16/02/2011 – 17h45 | Publicado em Folha.com

Integrare Editora adere às redes sociais


Ter a oportunidade de conhecer as vontades, preferências e exigências do leitor de maneira rápida e objetiva são diferenciais fundamentais para qualquer empresa. Por isso, a Integrare Editora acaba de ingressar no universo das redes sociais. Twitter,FacebookBlog são algumas das primeiras ferramentas utilizadas pela editora para atrair novos leitores. “Criamos um planejamento estratégico para atuação junto às redes sociais. No entanto, é importante pontuar, que nossa participação nessas redes é intimamente ligada aos demais canais de comunicação da editora, como BLOG, canal Youtube e website”, explica o diretor e publisher Maurício Machado.

PublishNews | 01/02/2011

Escola dos EUA torna obrigatório uso de iPad pelos alunos


Uma escola privada do estado americano do Tennessee exigirá o uso de iPads pelos estudantes de 8 a 18 anos com o objetivo de substituir os livros didáticos pelos tablets eletrônicos, informou nesta terça-feira [25] a imprensa local.

A Webb School of Knoxville oferecerá aos alunos com menos recursos opções de aluguel de iPads, que custam no mercado americano US$ 500, indica Jim Manikas, diretor de tecnologia da instituição.

Consumidor segura um iPad em loja; escola americana tornou o tablet obrigatório para seus alunos

Ele explica que a medida também representa uma questão de “saúde” para os alunos, que, com o uso de tablets, deixam de carregar muitos livros e evitam mochilas pesadas.

Temos alunos que carregam quase 20 quilos de livros didáticos, enquanto um iPad pesa menos de um quilo“, assinala Manikas em declarações à imprensa americana.

Os funcionários da escola afirmam que sites de redes sociais como Facebook e Twitter terão acesso bloqueado dentro da instituição.

Elli Shellist, professora de inglês da Webb School, se mostrou “entusiasmada” com a medida. “Há coisas que podemos fazer muito melhor com esses tablets eletrônicos do que em textos de papel”, destaca.

A escola do Tennessee se soma assim a outras instituições educacionais como a Seton Hill University, no estado da Pensilvânia, e a Universidade de Notre Dame, em Indiana, que anunciaram cursos exclusivamente por meio de iPads.

DA EFE, EM WASHINGTON | Publicado em Folha.com, TEC | 26/01/2011 – 09h31

Rocco aposta no Twitter para divulgar novo selo


Para divulgar seu novo selo digital voltado ao lançamento de audiolivros, a Rocco fará, durante toda a semana, uma promoção no Twitter. Ontem [11], sorteou os dois primeiros livros da série Harry Potter [para cada um deles são necessários oito cd’s]. Hoje, está valendo o Fala sério, mãe, narrado pela própria Thalita Rebouças. Amanhã será a vez do Eu que te amo tanto, escrito e narrado por Marília Gabriela. Encerrando a semana, na sexta a Rocco vai sortear os primeiros dois volumes de Clarice Lispector já disponíveis nas livrarias: A via crucis do corpo, com narração de Antonio Fagundes, e Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres, lido por Beth Goulart.

PublishNews | 12/01/2011

Flipboard, para iPad, combina revista digital e redes sociais


O Flipboard pegou o conceito de internet 2.0 e misturou a ele a ideia de revista para tablets. O conteúdo da publicação vem das atualizações das redes sociais Facebook e Twitter, além de seus feeds do Google Reader.

O resultado dá certo porque é ultrapessoal e totalmente direcionado para quem o lê.

É uma revista única e personalizada, que reproduz vídeos e imagens no próprio aplicativo e tem diferentes capas com as imagens postadas no seu mural ou na sua timeline. Tem até o -dispensável, para alguns- efeito de virar a página, como numa revista de verdade.

Antes de ser selecionado pelos jurados da Folha, o Flipboard foi escolhido pela própria Apple como melhor aplicativo do ano.

Na nova versão, recém-lançada na App Store, o recurso de agregar informações do Facebook foi melhorado e agora o usuário pode navegar pelo feed de notícias e pelo mural.

No Twitter, o programa permite ainda percorrer a timeline, os replies e as listas. A versão 1.1 do aplicativo está disponível na loja de aplicativos da Apple e é gratuita.

POR ALEXANDRE ORRICO, DE SÃO PAULO | Folha.com | TEC | 26/12/2010 – 11h21

Mitologia grega e Intrínseca agitam o Twitter


A mitologia grega dominou o Twitter nesta terça-feira [21]. Isso porque a Intrínseca, pelo segundo ano, instituiu o dia 21 como o “Percy Jackson Day”. Assim, para divulgar o lançamento do box da série Percy Jackson e os Olimpianos, a editora fez uma gincana em que os seguidores tinham de responder as questões sobre mitologia grega que eram postadas hora a hora.

Algumas perguntas chegaram a ser visualizadas por mais de 15 mil pessoas e retuitadas mais de 3 mil vezes. Entre os que acertavam, eram sorteadas as caixas. O resultado: esta ação de marketing ficou em segundo lugar entre os Trending Topics da rede, só perdendo para uma outra ação paga. Recentemente, a Intrínseca anunciou que estava concentrando suas ações de divulgação em redes sociais. Ao que tudo indica, está funcionando bem.

PublishNews | 22/12/2010

Coleção reúne “literatura” no Twitter


“Clássicos da Twitteratura Brasileira” reúne frases de autores díspares como Eike Batista e Fabrício Carpinejar

Série de 15 livros, recém publicada pela editora Suzano, tenta valorizar as pensatas de até 140 caracteres

O cidadão que trabalha, vive ou visita uma capital brasileira há de deparar, em algum momento, com algo que tenha o dedo empresarial de Eike Batista.

O motorista que abastece o carro em um posto de gasolina, em Belo Horizonte, pode estar consumindo petróleo de Eike Batista. O empreiteiro que constrói um edifício na Vila Nova Conceição, em São Paulo, pode estar usando aço de Eike Batista. O pedestre que caminha na lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro, estará ladeado de águas despoluídas por Eike Batista.

O que o brasileiro não esperava era adentrar uma livraria e dar de cara, entre Machado de Assis [1839-1908] e Fiódor Dostoievski [1821-1881], com um livro assinado por Eike Batista. Isso, até a última quarta-feira, 15 de dezembro, data do lançamento da série “Clássicos da Twitteratura Brasileira”.
A coleção, publicada pela Suzano Papel e Celulose, agrupou 15 tuiteiros, em uma lista que inclui, além do empresário, o cantor Leo Jaime, o psicanalista Flávio Gikovate e o poeta Fabrício Carpinejar, entre outros. Cada um foi agraciado com um livro próprio, de 24 páginas, contendo 20 tweets.

Assim, o leitor pode escolher entre um ensinamento de Eike Batista [“Quer ser diferente? Tem que trabalhar diferente. Tem que suar a camisa, sim!”], uma alfinetada de Felipe Neto [“Tô me sentindo feliz… Vou dizer que amo todos vocês no próximo tweet.”], uma delicadeza de Fabrício Carpinejar [“Passamos a amar quando telefonamos para ficar em silêncio.”], ou um desabafo de Hugo Gloss [“BOM DIA dedo mindinho! Qual sua função na vida além de bater na quina das coisas? Vamos ser + produtivos? Obrigado!”].

Adriano Canela, gerente executivo de estratégia e marketing da Suzano, diz que a ideia da série foi mostrar que frases do Twitter, de 140 caracteres, ganham um brilho especial se impressas em papel de livro. “Fala-se muito sobre a ameaça do mundo digital, sobre o fim da palavra impressa. Mas esses dois meios -o papel e a tela do computador- podem ser complementares”, apontou.

Para formar a lista de tuiteiros, Canela definiu quatro temas [humor, autoajuda, relacionamento e opinião] e contratou os publicitários Paulo Lemos, Daniela Ribeiro e Rodrigo Zannin, da agência Santa Clara, para levantar nomes que se encaixassem nessa lista.

DEDICAÇÃO

Paulo Lemos, da Santa Clara, diz que buscou frases atemporais, pouco atreladas a eventos específicos. “Decidimos também não publicar autores “fakes” [aqueles que, em chacota, se fazem passar por celebridades]. Por isso não escolhemos o Victor Fasano, que é um clássico da internet”, contou.

Lemos diz que o número de seguidores não foi um fator determinante na escolha: “Publicamos o Felipe Neto, que tem 900 mil seguidores. Mas também fizemos um livro do Alexandre Rosas [o @alelex88], que, embora seguido por menos de 5.000 pessoas, é importante em ditar tendências”. O processo, da elaboração à publicação dos livros, durou dois meses.

Adriano Canela, da Suzano, diz ter se surpreendido ao conhecer os autores. “Eu, como acontece nas relações virtuais, nunca tinha visto os tuiteiros pessoalmente. Mas percebi que a maioria se dedica com afinco a isso. Para eles, não é apenas uma aventura.”

CLÁSSICOS DA TWITTERATURA BRASILEIRA

AUTOR Eike Batista, Fabrício Carpinejar, Xico Sá, Silvio Lach, Flávio Gikovate, Leo Jaime, Felipe Neto e outros
EDITORA Suzano Papel e Celulose
QUANTO R$ 5 cada exemplar [24 págs.], na Livraria da Vila

POR ROBERTO KAZ | ILUSTRADA | FOLHA DE S.PAULO | São Paulo, sábado, 18 de dezembro de 2010

Paulo Coelho está entre os famosos mais influentes do Twitter


Em segundo lugar, vem o escritor brasileiro Paulo Coelho, que escreve sobre livros e filmes no seu perfil no Twitte.

O jovem cantor Justin Bieber, 16, é o famoso mais influente da rede social Twitter, segundo uma lista publicada na quarta-feira [15] pela revista “Forbes” e na qual é seguido, entre outros, pelo escritor Paulo Coelho, um dos irmãos Jonas, o rapper Kanye West e Dalai Lama.

Bieber alcançou a melhor qualificação do ranking, que mede de zero a cem o impacto das opiniões e recomendações que o famoso expressa por meio da rede social.

Seguindo o artista Bieber está o escritor Paulo Coelho, que tem mais de um milhão de seguidores em sua página do Twitter, na qual recomenda e critica filmes, livros e outras obras.

Folha.com | DA EFE, EM NOVA YORK | 16/12/2010 | 12h48

Do Twitter ao livro


Na última edição do ano do Encontro dos Twitteiros Culturais [ETC], neste sábado [11], às 16h, será lançado o Livro de microcontos ETC Bienal [BlogBooks, 112 pp., R$ 9,99], com textos em 140 caracteres enviados por 147 autores durante a Bienal Internacional do Livro de São Paulo, em concurso realizado pela Fundação Volkswagen e coordenado por José Luiz Goldfarb. A coordenação do livro ficou a cargo de Marcelino Freire. A obra está à venda na Singular. O lançamento acontece na Livraria Cultura do Conjunto Nacional [Av. Paulista 2.073 – Bela Vista – São Paulo/SP].

Primeiros colocados no concurso

1º – @felipevalerio: “Esta é a vista que prometi. Agora pula”.
2º – @brunopvincentini: “Vendeu os cabelos para comprar um chapéu”.
3º – @vidaboah: “Calou-se. E repetiu.”

PublishNews | 10/12/2010

Intrínseca aposta no Facebook


A Intrínseca começa hoje uma nova fase no relacionamento com seus leitores. A partir de agora, todos os esforços de divulgação dos livros, autores e eventos na internet serão concentrados no Facebook. E isso não é nenhuma estratégia de Marketing para divulgar o Bilionários por acaso, obra sobre a criação da maior rede social mundial. Juliana Cirne, diretora de comunicação da editora, disse que esta ideia surgiu de uma provocação do diretor Jorge Oakim. Ele queria que os funcionários ficassem de olho nas empresas que estão na vanguarda no uso da internet, como a Pixar. Juliana entrou então no site e descobriu que o estúdio não era assim tão moderno, mas teve o estalo de criar um espaço aberto e livre onde os leitores pudessem comentar e compartilhar informações sobre os livros. Experiência no contato direto com o leitor a editora já tem. No Twitter, são quase 14 mil seguidores. E se todos migrarem para o Facebook, a conversa é garantida. O site continuará existindo.

Por Maria Fernanda Rodrigues | PublishNews | 03/12/2010

Irã anuncia que lançará enciclopédia sobre islamismo


O Irã colocará no ar a Wiki-fiqh, uma enciclopédia similar a existente na internet, porém exclusivamente dedicada a divulgar e esclarecer aspectos da filosofia e da religião islâmica.

Os artigos serão escritos por estudantes dos seminários islâmicos, cuja identidade será pública e farão parte de uma rede“, explicou o diretor do Organismo para a Propagação da Ideologia Islâmica, Mehdi Khamoushi.

Em declarações à agência de notícias local Mehr, o clérigo ressaltou a importância de “colocar o Islã no ciberespaço em um momento no qual a rápida comunicação eletrônica conecta a gente de todo o mundo“.

Além disso, apontou a importância das redes sociais e das enciclopédias online como fonte de conhecimento e de discussão acadêmica.

A iniciativa vai contra a censura das autoridades iranianas, que bloquearam milhares de acessos aos sites para preservar os bons costumes.

No Irã não se pode acessar livremente redes sociais como Twitter ou Facebook, nem mesmo ler sites sobre sexo, direitos da mulher e medicina.

DA EFE, EM TEERÃ | Publicado pela Folha.com | TEC | 26/10/2010 – 15h18

Twitter na escola para ensinar técnica literária


 

Alunos do 8ª série do ensino fundamental Talissa Ancona Lopez, Pedro Rubens Oliveira e Davi Yan Schmidt Cunha

 

O telefone tocou. Seria ele? O que ele queria? Ela já não havia dito que era o fim? Ela atendeu o telefone. Não era ele, era pior.” Em apenas 140 caracteres, o permitido para cada post no microblog Twitter, adolescentes aprenderam, em sala de aula, a usar a rede social como plataforma para contar pequenas histórias como essa.

A técnica literária, conhecida como microconto, nanoconto ou miniconto, foi praticada pelos alunos do Colégio Hugo Sarmento no perfil @hs_micro_contos do Twitter.

Para escrever uma história coerente em tão poucas palavras, os estudantes tiveram de ficar atentos à narrativa, à concisão e ao sentido do que era postado, algumas habilidades já dominadas pelos adolescentes, acostumado com a rapidez da internet.

Embora o Twitter seja usado com mais frequência para relatos e comentários do cotidiano, não ficcionais, os microcontos já têm adeptos na rede social. Há perfis totalmente dedicados à técnica e usuários que costumam escrever mini-histórias, como a cantora Rita Lee [@LitaRee_real].

Cada história precisava ter um começo, meio e fim. Não dava, por exemplo, pra ficar descrevendo o cenário“, conta Pedro Rubens Oliveira, de 13 anos, que participou do projeto.

O professor de língua portuguesa do ensino fundamental Tiago Calles, que propôs o exercício na escola, conta que aproveitou os limites de espaço da rede para trabalhar a estrutura da narrativa e as poesias concretas, abordadas em aula, de uma maneira diferente. “O fato de envolver uma outra plataforma interessou os alunos, que se sentiram mais motivados“, afirma.

Talissa Ancona Lopes, de 13 anos, conhecia pouco do Twitter antes de usar a plataforma na escola. “Tive um perfil por algum tempo, mas depois excluí”, conta. Dona de perfis em outras redes sociais, ela encontrou uma nova utilidade para a rede. “É mais divertido aprender dessa maneira.

A diversão costuma estar associada às redes sociais. Segundo a assessora de tecnologia educacional da Escola Viva, Elizabeth Fantauzzi, os estudantes têm dificuldade para enxergar o Twitter como uma ferramenta de aprendizado. “Para eles, aquilo não pode ser usado em aula, mas é um material muito rico se for aproveitado com um sentido pedagógico“, diz.

Tecnologia. Não só a familiaridade com a internet estimulou a exploração do tema em sala de aula, mas também a fluência na linguagem tecnológica dos alunos. Na Escola Viva, estudantes do fundamental fizeram um projeto em que usaram conversas por mensagem de celular para montarem micro-histórias.

Os adolescentes têm fluência na linguagem digital. Cabe aos professores aproveitar isso e aplicarem em sala de aula“, afirma Elizabeth.

A intenção das escolas é transformar a facilidade com a escrita da internet – com seus símbolos e abreviações – em habilidades também nas redações mais acadêmicas. No Exame Nacional do Ensino Médio [Enem] do ano passado, o desempenho dos estudantes na área de Linguagens e Códigos foi justamente o que mais deixou a desejar. Em nenhum colégio a média de 700 pontos – em uma escala que vai de zero a mil – foi atingida.

ENTREVISTA

“Às vezes duas palavras bastam para expressar um sentimento”

Tiago Calles, professor de língua portuguesa do Colégio Hugo Sarmento

Professor defende que qualidade e criatividade podem ser expressas em textos curtos.

Você tem perfil no twitter?
Não. Tenho e-mail, Orkut, mas achava que precisava encontrar uma maneira mais útil de usar o Twitter antes de criar um perfil. Por isso apresentei os microcontos em sala de aula. Queria avaliar os possíveis usos para a ferramenta.

É possível revelar a personalidade dos autores em textos tão curtos?
Sim. As poesias concretas demonstram isso. Às vezes duas palavras bastam para expressar algum sentimento ou ideia. Eu acho que os adolescentes conseguiram passar um pouco de suas personalidades nos textos que escreveram.

Os alunos podiam usar abreviações nos contos?
Podiam. Por ser um texto literário, eles tinham liberdade para escreverem da maneira que queriam. Curiosamente, nenhum dos textos que recebi tinha essas abreviações usadas na internet.

Por Lais Cattassini, do Jornal da Tarde | Publicado em O Estado de S. Paulo | 18/10/2010

Portal Cosac Naify comemora o primeiro aniversário


Hoje o Portal Cosac Naify faz um ano! Desde sua reformulação, e consequente ampliação da oferta de conteúdos exclusivos sobre os títulos do catálogo, já houve mais de 3 milhões de páginas visitadas.

Para comemorar, a Cosac Naify disponibiliza para download o conto “O círculo“, do inédito O tempo envelhece depressa, de Antonio Tabucchi. Além disso, vai sortear pelo Twitter O livro da Nina para guardar pequenas coisas, de Keith Haring, A autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, e Frida Kahlo: suas fotos, organizado por Pablo Ortiz Monasterio.

Todos os que seguirem twitter.com/cosacnaify e retuitarem a frase completa “O Portal @cosacnaify comemora um ano e quem ganha é você: siga, RT e concorra a grandes lançamentos da editora: http://kingo.to/ikr” estarão concorrendo. O resultado será divulgado no fim do dia no próprio Twitter e os ganhadores receberão uma mensagem da editora.

E aproveitando que é véspera de Dia das Crianças, a editora está dando 30% de desconto em 50 títulos de seu catálogo infanto-juvenil. Para ver quais são esses livros, clique aqui.

PublishNews | 07/10/2010

Prêmio TOC 140 anuncia vencedores


O Prêmio TOC 140, de poesia pelo Twitter, foi um tanto concorrido. Foram exatos 1.299.489 votos! Os três primeiros colocados ganham R$ 3 mil, R$ 2 mil e R$ 1 mil, respectivamente, além de livre acesso a todos os eventos da Fliporto, que acontece em novembro, em Olinda.

Aos vencedores! Carlos Seabra ficou com o 1º lugar e seu micro poema “No despenhadeiro / a sombra da pedra / cai primeiro” teve 34% dos votos. Em 2º, ficou Kleber Bordinhão, com 28% dos votos. Ele concorreu com o seguinte texto: “essa aparente imperícia/dos meus dedos, mãos e braços/nada mais é que malícia/o mais seu, dos meus traços”. Não muito atrás ficou Marcelo Melo Soriano. “Já foi dito que palavras são mortais. Eu diria que palavras são incertas, mas as certeiras podem ser fatais” teve 23% dos votos. Os 100 melhores trabalhos serão publicados em livro, com lançamento acontece na Fliporto.

Confira os 10 primeiros colocados

1º lugar: @cseabra No despenhadeiro / a sombra da pedra / cai primeiro. – Carlos Seabra – São Paulo, SP [34%, 444.312 Votos]

2º lugar: @kabs82 essa aparente imperícia/dos meus dedos, mãos e braços/nada mais é que malícia/o mais seu, dos meus traços – Kleber Bordinhão – Ponta Grossa, PR [28%, 368.141 Votos]

3º lugar: @euFRASE Já foi dito que palavras são mortais. Eu diria que palavras são incertas, mas as certeiras podem ser fatais. – Marcelo Melo Soriano – Santa Maria, RS [23%, 292.739 Votos]

4º lugar: @muciogoes FINESSE – dona de uma fineza absoluta: / na sala, Sartre, / na cama, Sutra. – Mucio de Lima Goês – Recife, PE [4%, 57.759 Votos]

5º lugar: @LuhanaSP TOC, TOC,TOC/Transtorno obsessivo compulsivo/Quero ver o mundo com os teus olhos/Troca de óculos comigo? – Luhana Silva Pires – Recife, PE [4%, 53.439 Votos]

6º lugar: @LilianMaial AUTO-ESTIMA // lílian maial // desamor não tem desculpa // tempo não é desabono // são folhas secas que enfeitam o outono. – Lílian Maial Tavares – Vila Isabel, RJ [4%, 47.950 Votos]

7º lugar: @gabriel_andre PÃO AO ESPÍRITO o pintor anônimo comenta com desdém: / – natureza morta / não enche a barriga de ninguém. – Andre Luis Gabriel – Caieiras, SP [1%, 11.084 Votos]

8º lugar: @Cerquize MORTE E VIDA A morte é a esperança do lado do avesso A vida um suicídio que errou de endereço. Felipe Cerquize – Campo Grande, RJ [1%, 10.514 Votos]

9º lugar: @smcbrandao De tanto olhar o ninho / nos meus olhos / nasceram pássaros. – Sônia Maria Carriel Brandão – Bauru, SP [1%, 10.306 Votos]

10º lugar: @marinarabelo às vezes o poema me lê em voz alta – Marina Rabelo Caldas – Natal, RN [0%, 8.745 Votos]

PublishNews | 07/10/2010 | A cobertura da Fliporto pelo PublishNews tem o apoio da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo.

VOCÊ S/A promove livro da Giz Editorial no Twitter


Como participar:

1. Escreva, em 140 caracteres, o “causo de corredor de empresa” com reply para a @vocesa e usando a hashtag #causosdecorredor
2. Os participantes devem seguir o perfil da @vocesa no Twitter para poder participar
3. Um equipe da redação da revista VOCÊ S/A selecionará as 5 (cinco) repostas mais criativas.
4. Os(as) ganhadores(as) serão presenteados com um exemplar do livro Causos de Uma Vida Empreendedora, escrito por Jefferson Penteado, publicado pela Giz Editorial.

REGULAMENTO DA PROMOÇÃO CAUSO EM 140 CARACTERES

1) Escreva um causo de corredor de empresa usando a hastag #causosdecorredor e o termo @vocesa

2) Os 5 (cinco) causos mais criativos que tiverem, em um único tweet (140 caracteres) a hastag #causosdecorredor e o termo@vocesa serão contemplados com 1 (um) exemplar do livro Causos de Uma Vida Empreendedora, escrito por Jefferson Penteado, publicado pela editora GIZ

3) Só serão aceitas respostas de perfis que sejam seguidores de @vocesa

4) A redação da Você S/A entrará em contato com os ganhadores através do Twitter para obter nome e endereço completos.

5) Os livros serão encaminhados ao ganhadores através dos Correios no endereço por eles indicados. O prazo de entrega está atrelado à localidade e região do endereço cadastrado.

6) Em hipótese alguma os contemplados poderão trocá-los por outro de qualquer espécie e/ou recebê-lo em dinheiro, ou ainda transferi-los para terceiros.

7) A simples participação nesta campanha destinadas aos seguidores dos twitters da @ vocesa implica o total conhecimento e aceitação deste regulamento.

8) Esta campanha é de cunho exclusivamente cultural, sem qualquer modalidade de sorte ou pagamento pelos concorrentes, respaldado pelo artigo 30 do Decreto-Lei 70.951/72.

9) Quaisquer dúvidas, divergências ou situações não previstas neste regulamento serão julgadas e decididas de forma soberana e irrecorrível pela Editora Abril S/A.

Publicado em VOCÊ S/A | 06/10/2010

Bibliotecas que twittam


Tweets, SMS e aplicativos para celular são as armas das bibliotecas norte-americanas para cativar pessoas que torcem o nariz para fichas de papel. E parece que a tática está funcionando. Desde que começaram a se moldar à geração iPod, essas instituições, em geral associadas ao silêncio, já viram milhares de pessoas baixarem músicas gratuitamente de seus sites. Isso sem falar nas longas filas que se formam para emprestar e-readers. Assim, aos poucos, as bibliotecas se afastam da lista de coisas que podem ser eliminadas pelos desdobramentos da internet.

As pessoas têm uma imagem antiquada de bibiliotecas, de um lugar que não tem nada além de livros e microfichas”, diz Hiller Goodspeed, designer de 22 anos que mora em Orlando, na Flórida, e usa o aplicativo da biblioteca de Orange County para descobrir filmes estrangeiros. Dados do Instituto de Serviços de Museus e Bibliotecas dos EUA mostram que as visitas e a circulação em bibliotecas cresceu 20% entre 1998 e 2008.

De lá para cá, segundo especialistas, a tecnologia continuou a estimular o aumento da frequencia, da circulação e do uso desses espaços. “A tecnologia também está trazendo de volta à biblioteca pessoas que em algum momento deixaram de achar que esse lugar era relevante para elas”, diz Chris Tonjes, diretor de tecnologia da informação da biblioteca pública de Washington.

Bibliotecas públicas têm fornecido acesso gratuito à internet e emprestado filmes e músicas já há anos. Nos EUA, elas têm adotado rapidamente as novas mídias desde o surgimento do VHS e do vinil. Agora, a esfera digital está se expandindo: 82% das mais de 16 mil bibliotecas públicas norte-americanas têm Wi-Fi – quatro anos atrás, apenas 37% ofereciam acesso gratuito à internet sem fio, segundo a Associação Americana de Bibliotecas.

Desde a crise econômica, que afetou o país no fim de 2007, as pessoas passaram a procurar cada vez mais as bibliotecas para acessar a internet e testar novos equipamentos digitais.

Em Princeton, New Jersey, 44 pessoas estão na fila para emprestar Kindles. Roya Karimian, 32, lê as primeiras páginas de um livro no leitor da Amazon, depois de dois meses de espera. “Eu já li esse livro, mas queria saber como é a experiência de uso do Kindle”, afirma.

Aplicativo. Um crescente número de bibliotecas está criando aplicativos ou versões de seus sites para smartphones, diz Jason Griffey, autor do livro Mobile Technology and Libraries [Tecnologia Móvel e Bibliotecas]. Ninguém aponta o número exato, mas uma pesquisa entre os aplicativos da App Store da Apple mostra opções de mais de uma dúzia de instituições do tipo.

A biblioteca pública de Grandview Heights, em Columbus, Ohio, gastou US$ 4.500 [um terço do que já investiu comprando CDs] para permitir que seus usuários baixem todo seu acervo de músicas por meio de um serviço chamado Freegal.

Redes sociais para leitores também estão pipocando. Jennifer Reeder, 35 anos, monitora seu ritmo de leitura por meio do Goodreads.com: neste ano, até agora, foram 12.431 páginas, a maior parte delas de livros emprestados em bibliotecas. “Quando eu era criança, as bibliotecas eram apenas um lugar para ir fazer a lição de casa”, diz. Agora, ela empresta audiolivros direto no iPod de seus filhos e alimenta sua lista de músicas no iTunes fazendo downloads gratuitos em sites de bibliotecas.

Estrutura. Até a sobriedade arquitetônica dos prédios tijolinhos está mudando. Frequentados por jovens plugados a fones de ouvido, as áreas de estudo ganham ares de café, enquanto os frequentadores em busca de silêncio acabam relegados a alguns poucos cantos menos movimentados. As estações de empréstimo lembram caixas de supermercado, com livros e DVDs sendo passados pelos leitores de códigos de barra no lugar das compras da família. As bibliotecas estão desenhando novas alas que focam o uso híbrido de tecnologias, dedicando cada vez mais espaço a laboratórios de computação e salas de reunião.

A biblioteca central de Seattle tem cerca de 400 computadores públicos, alguns deles instalados em plena cafeteria. No prédio antigo, eram apenas 75 computadores disponíveis. O novo prédio foi inaugurado em 2008 e está mais próximo do museu Guggenheim Bilbao, de Frank Gehry, do que dos imponentes prédios de tijolos que costumam ser associado a bibliotecas.

A função tradicional da biblioteca, de ser um lugar a que as pessoas vão em busca de informação e aprendizado ou para se perder entre livros, continua”, afirma Tonjes, da biblioteca pública de Washington. “Só que agora isso não está mais limitado ao espaço físico da instituição”.

POR JEANNIE NUSS [ ASSOCIATED PRESS ] | 3 de outubro de 2010 | 15h30 | Link do Estadão

Amazon libera acesso a Kindle pela web


Serviço na rede: estratégia para ampliar vendas

Ideia é que visitantes possam baixar o primeiro capítulo de e-books gratuitamente e sem a necessidade de adquirir o software de leitura.

A Amazon KindleAmazon pretende facilitar que amantes de livros tenham acesso ao primeiro capítulo das obras antes de decidirem comprá-la. O novo service introduzido em beta na última terça-feira [28/09] é chamado de Kindle para a Web e permite a leitura de qualquer texto, sem a necessidade de instalar o software do dispositivo.

A proposta é tornar o serviço disponível a outros dispositivos, incluindo iPhone, iPad e iPod Touch; além de smartphones baseados no sistema operacional Android, do Google.

Para utilizar a novidade, visitantes precisam clicar em “ler o primeiro capítulo gratuitamente’ na página de produtos. O texto será aberto na tela, com a possibilidade de alteração da cor, tamanho da letra e espaçamento entre linhas. Adicionalmente, as pessoas podem também partilhar conteúdo com outros por meio de Facebook, Twitter e e-mail.

Facilitação das vendas

A ideia por trás do Kindle pela Web é facilitar a venda de e-books pela Amazon. São oferecidos mais de 700 mil títulos, com cerca de 575 mil vendidos por até US$ 10.

O anúncio vem menos de uma semana depois de a Amazon atualizar o Kindle para aplicação Android application. O update adiciona um link à rede social de livros Shelfari, tornando possível ler comentários sobre a obra na comunidade.

Por Antone Gonsalves | InformationWeek EUA | 29/09/2010

Amazon permite ler livros do Kindle no navegador


A Amazon lançou nesta terça-feira [28] a versão beta do Kindle for the Web, um serviço que permite a leitura de amostras de livros da plataforma Kindle diretamente a partir de um navegador, sem a necessidade de download ou instalação. Como ainda está em fase de testes, o serviço só permite visualizar algumas poucas obras.

Na página de determinados produtos no site da Amazon já aparece um botão com a inscrição “Read first chapter FREE” [“Leia o primeiro capítulo gratuitamente”], que leva ao Kindle for the Web. Na ferramenta é possível alterar o tamanho da fonte, o espaçamento das linhas, a largura da página e a cor do fundo. O usuário ainda tem a opção de compartilhar o livro via Facebook, Twitter ou e-mail e de incorporar o serviço em outros sites ou blogs.

Segundo a Amazon, blogueiros e administradores de sites que inserirem amostras de livros em suas páginas receberão comissões sobre as vendas de obras indicadas por eles. Para ter acesso ao sistema de remuneração, é preciso ser participante do Amazon Associates Program.

Além do serviço de amostra para a web, a plataforma de livros digitais Kindle conta com aplicativos de leitura para os aparelhos Kindle, iPad, iPod touch, iPhone, Mac, PC, BlackBerry e Android – e a empresa já anunciou a criação de um aplicativo para o BlackBerry Playbook. Atualmente, a Kindle Store conta com mais de 700 mil obras à venda, além de outros 1,8 milhões gratuitos.

A empresa promete futuramente otimizar o Kindle for the Web para navegadores móveis e para outros recursos. Mais informações sobre como acessar e incorporar o serviço em sites externos podem ser encontradas no site oficial.

Por Célio Yano | Exame.com | 28/09/2010

Nanotecnologia


Nanobooks

Durante a reunião anual da American Physical Society [ APS ], em 29 de dezembro de 1959, no California Institute of Technology [ Caltech ] o renomado físico estadunidenses do século XX, um dos pioneiros da eletrodinâmica quântica, o Dr. Richard P. Feynman [ 1918-1988 ], imaginou a seguinte questão:

Por que não podemos escrever os 24 volumes inteiros da Enciclopédia Britânica na cabeça de um alfinete?”

Nessa sua palestra, “There’s Plenty of Room at the Bottom” [ “Há muito espaço na parte inferior”, em português ] cuja transcrição foi publicada originalmente, pela primeira vez, na edição de fevereiro de 1960 do Caltech’s Engineering and Science, o Nobel de Física Richard P. Feynman dizia o seguinte:

Enciclopédia Britânica

Vamos ver o que estaria envolvido nisso. A cabeça de um alfinete tem um dezesseis avos de polegada de largura. Se você aumentar seu diâmetro 25.000 vezes, a área da cabeça do alfinete será igual a área de todas as páginas da Enciclopédia Britânica. Assim, tudo o que se precisa fazer é reduzir 25.000 vezes em tamanho todo o texto da Enciclopédia. Isso é possível? O poder de resolução do olho é de cerca de 1/120 de uma polegada – aproximadamente, o diâmetro de um dos pequenos pontos em uma das boas e vetustas edições da Enciclopédia. Isto, quando você diminui em 25.000 vezes, ainda tem 80 angstroms de diâmetro – 32 átomos de largura, em um metal ordinário. Em outras palavras, um daqueles pontos ainda poderá conter em sua área 1.000 átomos. Assim, cada ponto pode ter seu tamanho facilmente ajustado segundo o requerido pela gravação, e não resta dúvida sobre se há espaço suficiente na cabeça de um alfinete para toda a Enciclopédia Britânica.

E, para provar que isso seria feito no futuro, o visionário Dr. Feynman propôs [ com direito a uma premiação ] o seguinte desafio:

Pretendo então oferecer um prêmio de US$ 1.000 para a primeira pessoa que possa pegar a informação na página de um livro e colocá-la em uma área 25.000 vezes menor, em escala linear, de tal forma que ela possa ser lida com um microscópio eletrônico.

Um estudante graduado na Stanford University, nos Estados Unidos, chamado Tom Newman, quis reivindicar o prêmio em 1986.

O principal problema de Newman, no entanto, era encontrar o texto depois que ele havia transcrito, na escala necessária, na cabeça de um alfinete, pois havia um enorme espaço vazio em comparação com o texto inscrito sobre ele.

Mas Newman cumpriu a exigência do Dr. Feynman ao reduzir a primeira página do livro “A Tale of Two Cities” [ Um Conto de Duas Cidades, em português ], de Charles Dickens, a nanodimensões, usando uma máquina de feixe de elétrons.

Nanocontos

Edson Rossatto

Edson Rossatto é um escritor brasileiro, nascido na cidade de São Paulo. É roteirista de Histórias em Quadrinhos e editor de uma jovem editora, a Andross. O seu mais novo projeto se chama “Cem Toques Cravados” [ @cemtoques ].

Cem Toques Cravados” são, ao mesmo tempo, histórias enormes, completas, fascinantes. São sagas inteiras dentro de apenas e exatos cem caracteres, cravados, contando os espaços.

Dr. Feynman, isso que é nanotecnologia!

Os nanocontos do Edson são tão leves que, por isso mesmo, conseguem trafegar nas mais remotas redes neurais. Podem muito bem trafegar via telegrafo, via telegrama, ondas de rádio, satélites. Eu acho até que poderiam ser duplicados em papel carbono, ou, sei lá, em papel estêncil usando mimeógrafos e… distribuídos nas escolas.

Antes de criar o projeto multimídia “Cem Toques Cravados”, Rossatto já havia se aventurado na literatura em miniatura através do ótimo “Curta-metragem – Antologia de microcontos”. Daí para a miniaturização ainda mais condensada de seus textos foi um segundo [ ou um nanossegundo? ].

O fato é que há outras inúmeras possibilidades para trafegar os nanocontos de Edson Rossato: tweet via smarphones, SMS, download via Bluetooth; Scraps via Orkut, Facebook, MySpace; mensagens curtas via BlackBerry, Internet e por aí vai. Porque não estampar os nanocontos naqueles sinalizadores eletrônicos nas ruas? Ou nos pontos de ônibus?

E os nanocontos são demais! Todos deveriam ler. Traz cenas inusitadas como essas:

Para alguns, era só uma alavanca que ligava eletricidade; para outros, era o acionamento da justiça.

Brava, a bibliotecária percebeu que foram arrancadas as últimas páginas do livro “História sem fim.

Juntou as mãos para rezar. Já era tempo de um ateu como ele tomar jeito. Esperava parar o terremoto.

Será que os nanocontos não poderiam também ser publicados nas páginas dos classificados dos jornais? Ou naqueles santinhos dos políticos, ou naquelas embalagens de caixa de fósforo, lambe-lambe, etiquetinhas de orelhões… Ou, quem sabe até na ponta de um alfinete?

Por Ednei Procópio