Tools of Change Frankfurt Conference 2012


A Feira de Frankfurt e O’Reilly Media trazem oportunidades de networking, com palestras e assuntos envolventes. O TOC Frankfurt acontece pelo quarto ano para aprofundar questões sobre a mudança contínua da indústria de publicações, avaliação de novos modelos para produtos digitais, e assim ajudar os profissionais a melhorarem seu negócio. Com o tema “De transição para a transformação – o ecossistema nas novas edições”, mais de 30 sessões irão abranger os recentes debates sobre e-books padrões, preços, metadados e inovações da cadeia de suprimentos.

Anote na agenda: dia 9 de outubro, no Frankfurt Marriott Hotel, das 8h30 às 18h00. Faça sua inscrição até 31 de julho. Acompanhe a programação completa do TOC no site: http://tocfrankfurt.com.

CBL Informa

TOC América Latina define a programação


A conferência acontece no dia 20 de abril

Debates sobre as tendências e o futuro do mercado editorial dividirão espaço com palestras sobre as experiências atuais de muitas empresas com publicações digitais dentro do programa do TOC América Latina divulgado hoje.

A conferência, que acontece no dia 20 de abril, em Buenos Aires, durante a feira do livro da capital argentina, terá, por exemplo, uma mesa sobre casos bem-sucedidos de integração digital, com diretores da Lonely Planet e Santillana; palestra sobre o espanhol como língua global, com Patrícia Aranciba, da Barnes & Noble, e a apresentação de previsões e tendências da publicação digital em diferentes mercados.

Os brazucas terão participação especial na palestra sobre venda de conteúdo digital, que contará com Frederico Indiani, da Saraiva, Newton Neto, do Google, Marcelo Gioia, da Copia Brasil, e Eugenia Bascarán, da BajaLibros.

Já o debate final do TOC vai focar nas empresas inovadoras da América Latina. O período para fazer inscrições com 20% de desconto [US$ 399, contra US$ 499] foi prorrogado e vai do dia 2 a 12 de abril.

Por Roberta Campassi | PublishNews | 29/03/2012

Argentina: Pela primeira vez, TOC na América Latina


Depois dos já consagrados TOC [Tools of Change] Nova York, Bolonha e Frankfurt, esse importante congresso sobre o mundo digital chega à América do Sul pela primeira vez, na cidade de Buenos Aires. Gabriela Adamo, diretora da Fundación del Libro – organizadora da Feria Internacional del Libro de Buenos Aires –, anunciou ontem à tarde, em apresentação na FIL Guadalajara, o primeiro TOC Latinamerica, que acontecerá no dia 20 de abril de 2012. O evento completará a “Jornada de Professionales del Libro” que acontece de 16 a 20, iniciando a Feira de Buenos Aires.

A organização vai trabalhar com uma previsão de cerca de 400 participantes no evento e promete manter o preço abaixo – cerca de 40% menos – do que tem sido cobrado no TOC Nova York e Frankfurt. “Precisa ser um valor acessível para o nosso público”, disse Gabriela Adamo. A diretora também acredita que a força da marca TOC terá grande repercussão para além da Argentina, com grande cobertura da mídia em toda a América Latina.

O TOC Latinamerica terá organização da O’Reilly, da Frankfurt Book Fair e da Feira do Livro de Buenos Aires. Gabriela destacou a importância de todo o expertise da O’Reilly e da Feira de Frankfurt na organização da conferência, e disse estar muito entusiasmada com a oportunidade. “Precisamos muito conhecer melhor sobre tecnologia e como colocá-la a serviço do mundo editorial. Precisamos conhecer as novas ferramentas que podem ser usadas pelos editores e precisamos que isso seja mostrado por aqueles que conhecem melhor o assunto, entre os quais a O’Reilly e a Frankfurt Book Fair”, afirmou.

[Reprodução autorizada mediante citação da ‘Brasil que Lê – Agência de Notícias’]

Contato: agencia@brasilquele.com.br

Por Ricardo Costa | PublishNews | 30/11/2011

CEOs das maiores editoras do mundo analisam o presente e o futuro do livro


Um dos desdobramentos do Ranking Global do Mercado Editorial, feito anualmente desde 2006 pela consultoria Rüdiger Wischenbart Content and Consulting, é o painel que reúne alguns dos presidentes das empresas líderes durante a Feira do Livro de Frankfurt. A edição deste ano, com dois CEOs de empresas internacionais – John Makinson, da Pearson/Penguin, e Arnaud Nourry, da Hachette, e dois das maiores editoras chinesas e russas – Yu Chunchi, da China Education Publishing & Media Group, e Oleg Novigm, da Eksmo, foi realizado na tarde destaquarta-feira, dia 12 de outubro. Empresas brasileiras incluídas pela primeira vez no relatório, que só aceita grupos editoriais com faturamento superior a 150 milhões de euros, foram convidadas, mas não aceitaram o convite.

Neste painel-entrevista, os presidentes foram sabatinados por jornalistas da mídia especializada internacional, entre os quais Livres Hebdo, Buchreport, Publishers Weekly e PublishNews, e falaram sobre o livro digital, a situação das livrarias, pirataria e novos mercados a serem conquistados, com Brasil e China no topo da lista. Boas experiências de parcerias internacionais como a da Penguin com a Companhia das Letras e outras frustradas, como a da Hachette com a Escala, também foram abordadas.

O mercado do livro físico está caindo muito rapidamente na América e vai cair muito rapidamente nos outros países também. Mas a leitura não está caindo. Nós só teremos que ser mais inventivos no jeito de entregar esse conteúdo aos leitores”, comentou Makinson, que além de um dos diretores da maior editora do mundo é livreiro independente na Inglaterra, país onde a situação das livrarias é mais dramática. “Temos que fazer algo radical para mudar a relação entre editoras e livrarias e também convencer as pessoas a fazerem uma coisa irracional, que é comprar um livro em uma livraria de rua”. O presidente da Hachette também comentou essa questão e disse que na hora da expansão internacional devem ser evitados países onde o número de redes e de livrarias é pequeno. Por fim, Makinson disse que em lugar nenhum do mundo as livrarias se comparam com as brasileiras em beleza e sofisticação [e por falar nisso, Bob Stein, do Instituto para o Futuro do Livro, ilustrou um dos slides de sua apresentação no TOC – Tools of Change na terça-feira com uma foto da Livraria Cultura do Conjunto Nacional].

Você precisa ver uma criança de dois anos no iPad para ver que tem uma mudança grande acontecendo aqui”, comentou John Makinson. “Mas as pessoas são conservadoras e querem ler a mesma coisa que liam no papel no device. Os enhanced e-book não agradaram. Será que o consumidor vai ficar mais imaginativo no futuro e vai pedir mais enhanced e-books? Ainda não vemos isso”, ponderou.

Para Arnaud, as crianças sabem usar as novas tecnologias, mas os professores não querem se modernizar. O chinês Yu Chunchi concordou, e completou dizendo que um dos maiores desafios hoje é prender a atenção da criança no livro enquanto estão estudando. Mesmo assim, ele acredita que o livro didático continuará sendo impresso na China por mais 10 anos justamente por causa dos professores. Por outro lado, algumas escolas já estão pedindo conteúdo digital e outro desafio é ser flexível para oferecer esse material.

Mas essa nova era digital não está mudando apenas a etapa de publicação de um livro. Ele tem efeito sobre cada parte do processo, desde o recebimento dos manuais, comentou o CEO da Penguin. Arnaud acredita que haverá crescimento no mercado de e-books por um período de no máximo dois anos e que ele não deve exceder 30% ou 40% do total do mercado. “Mas quanto mais digital é o nosso negócio, mais pirataria haverá e precisamos nos organizar para combatê-la”, disse.

Essa também é uma preocupação de Oleg Novigm, que vê o mercado russo decaindo 20% nos últimos meses. O índice de leitura também vai de mal a pior. Enquanto isso, a pirataria aumenta exponencialmente e ele não sabe como resolver isso. O lado bom dos e-books na Rússia é que eles vão ajudar as editoras a chegar mais perto dos leitores, já que a distribuição de livros no país é crítica. O livro digital, acredita Novigm, será responsável por 20% do mercado russo daqui a três anos. Hoje, ele é estimado em US$ 2 bilhões. “Ler livros digitais é coisa da moda para jovens russos”, comentou. Na China, a expectativa é que ele represente 25% dos livros para educação de jovens. Penguin e Hachette preferiram não chutar.

Leia também: Uma experiência feliz, e outra nem tanto, sobre a atuação da Hachette e da Penguin no Brasil

Entrevistadores

A atividade foi comandada por Fabrice Piault, da Livres Hebdo [França]; Thomas Wilking, da Buchreport [Alemanha], George Slowik Jr., da Publishers Weekly [Estados Unidos] e Carlo Carrenho, do PublishNews e PublishNews Brazil [Brasil].

Publicado originalmente em PublishNews | 13/10/2011

Seminário Tools Of Change


A juventude predominou entre os palestrantes do TOC nesta edição de 2010. Realizado no Marriot, em frente ao pavilhão da Messe, local que abriga a Feira de Frankfurt, o centro de convenções recebeu 430 inscrições.

Editores, dirigentes de entidades ligadas ao livro, jornalistas especializados e muitos profissionais ligados a organizações da cadeia produtiva do livro demonstravam avidez na captação daquilo que possibilita garantir um lugar no futuro, diante da revolução do livro digital.

Numa primeira avaliação fica a certeza de que ainda há muito a caminhar, há alguns indícios claros de que a transição ainda deve se estender, seja pela necessidade de melhoria nos aspectos de infraestrutura [disponibilidade de acesso à internet] seja pela consolidação de preferências que o consumidor vai demonstrar [equipamentos de leitura], mas principalmente as questões ligadas a produção de conteúdo, direitos de autor e acessibilidade para portadores de deficiências continuarão a ser os grandes temas que movimentam o Mercado global.

CBL Informa Especial Direto de Frankfurt | 6/10/2010 14:17

Google e Kobo mostram as garras


Tools of Change Frankfurt

A Feira de Frankfurt só começa amanhã, mas nesta terça-feira [5] vários profissionais do livro já se encontravam à beira do rio Main para participar do Tools of Change Frankfurt [TOC], evento organizado pela O’Reilly em parceria com a própria Feira de Frankfurt. A agenda era monotemática: o futuro digital do livro. As palestras gerais do início da manhã foram bastante conceituais e filosóficas. Mas conforme o dia se desenrolava, algumas abordagens mais práticas foram apresentadas pelos palestrantes na área de conferência do Hotel Marriott.

Google


Um destes palestrantes foi Abraham Murray, da Google. Em sua conferência “Books in the Cloud – Google’s Perspective”, ele apresentou um panorama do que a empresa californiana já desenvolveu dentro da indústria editorial, mas o enfoque não podia deixar de ser o programa Google Editions. Segundo Murray, o programa será lançado ainda este ano nos EUA, oferecendo um catálogo de 400 mil títulos à venda. Para justificar a operação Murray apresentou dados do International Digital Publishing Forum que apontam que os e-books terão uma fatia de 10% do mercado americano no fim de 2010.

O Google Editions prevê parcerias com o varejo de livros, de forma que o consumidor poderá comprar os e-books em uma livraria virtual, ainda que o controle tecnológico e os arquivos digitais em si sejam controlados pela Google. “Qualquer varejista deveria ser capaz de vender e-books que funcionem em qualquer leitor”, afirmou Murray defendendo a filosofia da Google. “Nossa plataforma é aberta e pode suportar qualquer leitor digital”, continuou, “mas os livros da Google Editions não estarão disponíveis para Kindle em seu lançamento”. Ainda que discreta, a mensagem nas entrelinhas era que a Amazon não parecia disposta a trabalhar com o Google Editions.

O Google Editions trabalhará com a plataforma da Adobe Digital Editions para a implementação do polêmico DRM [Digital Rights Control]. Murray ainda aproveitou para ressaltar a segurança do projeto googliano: “No projeto Google Books nós desenvolvemos profundos conhecimento e capacidade para evitar hackers e ter um alto padrão de segurança.

Em um primeiro momento alguns recursos não estarão disponíveis, mas estão na agenda da Google para o futuro. Entre eles estão uma plataforma de mídia social, capacidade de se fazer anotações e leitura offline em telefones e na web [no início, apenas e-readers permitirão a leitura offline ao baixarem os livros no formato ePub].

Nos EUA, a Google irá operar com modelo agência, que permite aos editores determinar o preço de venda. Em relação a outros mercados, Murray afirmou que “a Google pretende satisfazer as necessidades de cada mercado”. Quanto à divisão de receitas, Murray informou que “nos EUA, os editores ficarão com mais de 50% da margem”. A impressão por demanda não faz parte dos planos da Google para o projeto Google Editions.

Entre os brasileiros que acompanharam a palestra da Google, estava Karine Pansa, da editora Girassol, e candidata à presidência da Câmara Brasileira do Livro nas próximas eleições da associação. “O Google Editions estará disponível em vários devices; isto é positivo porque você precisa ir ao encontro do que o consumidor quer. Se o consumidor tem vários acessos, é preciso alcançá-los aonde estiverem”, afirmou a editora. A questão da segurança, no entanto, a preocupa. “Não tenho certeza se a segurança que o Google anuncia é verdadeira, mas se for é algo muito bom.

Kobo


Outra palestra que chamou a atenção por seu caráter mais prático foi a proferida por Michael Tamblyn, vice-presidente da Kobo, uma e-bookstore canadense. Com o lema de “Toda sua vida de leitura sempre com você”, a Kobo possui aplicativos para praticamente todas as plataformas de smartphones, para iPad, para a web e até um e-reader próprio.

Depois de apresentar alguns números interessantes como “nossos clientes compram dois livros por mês em média enquanto os clientes de livrarias físicas compram metade disso” e outros curiosos “domingo é o dia da semana que mais vendemos online”, Tamblyn passou a discutir quais atributos um varejista de e-books tem que ter para sobreviver.

Para o canadense, há cinco qualidades fundamentais para o sucesso de uma loja de livros digitais:

1] Mentoria: “É preciso guiar o leitor neste novo mundo digital. Dar toda a assessoria necessária neste momento de transição.
2] Internacionalização: “Para sobreviver, o varejista de e-books terá de atuar globalmente.
3] Capacidade de custódia: “O varejista tem de ser o guardião da biblioteca dos leitores. Terá de oferecer um serviço de custódia.
4] Curadoria: “As livrarias de e-books terão de oferecer ao seu cliente uma curadoria sobre o conteúdo.”
5] Conectividade: “É fundamental que a loja de e-books permita que os usuários se conectem.

No aspecto internacional, Tanblyn observou que 5% das vendas da Kobo já são para países de língua não-inglesa e que em um dia típico vendem para mais de 150 países. Outras estatísticas da Kobo mostram que 90% dos leitores possuem apenas um device, mas que a parcela dos 10% restantes está crescendo. Outro número interessante é que metade dos compradores de e-books da Kobo lê em celulares ou tablets.

De forma geral, chama a atenção o tamanho do catálogo digital de empresas como a Kobo, com quase 2 milhões de títulos, e a Google, que já começa com 400 mil livros. Enquanto isso, nenhuma loja de e-books nacional tem mais de 2 mil livros digitais em português. Isto também chamou a atenção de Karine Pansa. “Sinto-me empurrada para fazer algo o mais rápido possível. Empresas como Google e Kobo vão chegar e não podemos ficar parados. Essa é a conclusão que chego aqui no TOC Frankfurt.

Karine também observou a velocidade das mudanças. “Está tudo muito rápido. Ano passado, por exemplo, nessa mesma data, a gente não tinha o iPad. Hoje todo mundo já está com um aqui em Frankfurt.” Sobre o Brasil, Karine acredita que possamos nos tornar competitivos rapidamente. “Talvez no ano que vem, quando estivermos aqui novamente, já sejamos competitivos. Isso se aceitarmos esse empurrão e fizermos a nossa parte. Já estou vendo as editoras no Brasil se movimentando. Essa quantidade de brasileiros aqui demonstra esse interesse e preocupação com o mercado.

Havia cerca de 10 profissionais brasileiros no evento, e a Livraria Saraiva era representada por cinco pessoas.

Por Carlo Carrenho, de Frankfurt | Publicado originalmente em PublishNews | 05/10/2010 | A cobertura da Feira do Livro de Frankfurt pelo PublishNews tem o apoio da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo.

Tools of Change volta a Frankfurt


Edição europeia do encontro sobre tecnologia voltada ao mercado editorial será realizada na véspera da abertura da Feira do Livro de Frankfurt, em 5 de outubro

Depois do sucesso da primeira edição no ano passado, o Tools of Change for Publishing [TOC] Frankfurt vai voltar à Europa no dia 5 de outubro, a véspera da Feira do Livro de Frankfurt, que acontece de 6 a 10 de outubro. “Os desafios para os editores bem como as oportunidades nunca foram maiores”, disse Andrew Savikas, vice-presidente para assuntos digitais da O’Reilly Media. As inscrições já estão abertas e têm desconto até 31 de maio. Co-organizado pela Feira do Livro de Frankfurt e pela O’Reilly Media, o TOC Frankfurt terá um dia inteiro de palestras e paineis sobre os assuntos mais atuais para o mercado editorial. No ano passado, mais 350 profissionais de 30 países participaram da edição alemã do TOC. A programação ainda não está pronta, mas em breve poderá ser conferida no site do evento.

PublishNews | 07/05/2010