Nuvem de Livros lança versão de software com mais recursos técnicos


A biblioteca digital Nuvem de Livros, a maior do Brasil e que oferece acesso a cerca de 12 mil conteúdos, lançou uma versão mais atraente e com mais recursos tecnológicos, que será usada igualmente no serviço em espanhol, com previsão de lançamento para outubro.

A nova versão é mais robusta tecnologicamente, além de ser mais atraente, lógica e racional“, disse nesta quarta-feira à Agência Efe uma fonte do Grupo Gol, produtor e distribuidor de conteúdos multimídia de educação, que desenvolveu e opera uma biblioteca virtual online que já conta com cerca de 1,3 milhão de clientes no país.

De acordo com a fonte, a versão 2.0 da Nuvem de Livros conta com uma estrutura de metadatos mais complexa e rica, permitindo agilizar e melhorar as opções de busca e identificação de conteúdos.

Também apresenta um novo leitor [na tela] e um novo editor desenvolvidos pelo Grupo Gol no Brasil“, afirmou a fonte.

Além dos aproximadamente 12 mil livros, áudios, vídeos, conteúdos para reforço escolar, conteúdos interativos, jogos, cursos, reportagens e entrevistas oferecidos por esta multiplataforma, a nova versão inclui cursos de formação profissional certificados pelo Centro de Integração Empresa-Escola [CIEE].

Os conteúdos da biblioteca digital, pensada originalmente para escolas públicas e famílias, podem ser acessados a partir de qualquer plataforma com conexão à internet. O aplicativo pode ser baixado em aparelhos com sistema operacional iOS, Android ou diretamente no computador.

Apesar de ser oferecida aos clientes desde a primeira semana de julho, a versão 2.0 foi apresentada oficialmente no último fim de semana pelo presidente do Grupo Gol, Jonas Suassuna, na Festa Literária Internacional de Paraty [Flip].

O Grupo Gol também opera a Nuvem do Jornaleiro, uma plataforma digital que permite aos usuários de telefones celulares, tablets ou internautas acessar o conteúdo de 200 meios de comunicação, incluindo notícias da Agência Efe, sem baixar os arquivos nos aparelhos.

Ambas as iniciativas contam com parceria da operadora Vivo, subsidiária da espanhola Telefônica no Brasil.

Rio de Janeiro | Publicado originalmente por Yahoo | 06/08/2014 | Da Agência EFE

Projeto usa aplicativo de celular para ajudar na alfabetização


Pessoas com mais de 15 anos que só sabem escrever o próprio nome estão se alfabetizando com ajuda de celulares inteligentes. Alunos ganham smartphones para fazer parte das atividades em um aplicativo.

Intuitivo e desenvolvido em forma de jogo, o programa mistura texto, imagens, sons e símbolos para facilitar o aprendizado de alunos do EJA, programa de educação para jovens e adultos.

Em sala de aula, quase tudo permanece igual: professor, livros, cadernos, lápis, borracha, giz e quadro negro continuam presentes. Mas, nos primeiros minutos da aula e em casa, as atividades são desenvolvidas no aparelho.

`É uma ferramenta a mais em sala`, diz o professor Eleazar Silva, 28, que dá aulas para uma turma que participa do projeto em Itatiba, a 84 km de São Paulo. `A tecnologia é uma realidade nas nossas vidas e é uma coisa com que eles lidam no dia a dia.`

O PROJETO

Cidade natal do idealizador do Palma [Programa de Alfabetização na Língua Materna], Itatiba é uma das sete cidades paulistas que testam o projeto -além dela, Pirassununga, Campinas, Araras, Franca, Santos e Ourinhos participam do projeto-piloto. São 260 alunos em 16 salas de aula do Estado.

O matemático José Luís Poli, 55, cofundador da Anhanguera Educacional, deixou a empresa em 2009 para se dedicar ao projeto e criou a IES2 [Inovação, Educação e Soluções Tecnológicas].

Ele conta que, quando trabalhava na Anhanguera, via que, nas aulas de alfabetização, todo mundo tinha celular. `Se eles não sabiam nem ler nem escrever, como sabiam usar aquele aparelho?`

`Foi aí que eu pensei: `Se eu fizer um programa para rodar em celulares, é possível facilitar a alfabetização dessas pessoas`.` Poli investiu, segundo seus próprios cálculos, R$ 500 mil só no primeiro ano. `Ao todo, já foram uns R$ 3 milhões.`

Uma equipe de 23 profissionais –entre analistas, programadores designers e pedagogos– desenvolveu o aplicativo. No primeiro ano, Poli pagou tudo do seu bolso. Em 2012, Vivo e Nokia entraram no projeto.

`Acreditamos que a tecnologia pode transformar o processo educativo`, diz Gabriella Bighetti, diretora de programas sociais da Fundação Telefônica | Vivo. `Temos mais celulares que pessoas no país, e os smartphones estão ficando cada vez mais baratos. É questão de tempo para eles estarem na mão de todo mundo.`

`Eu me sinto mais independente com o celular`, diz o operador de britagem José Benedito Marques, 33, de Itatiba. `No livro, a gente não sabe o resultado.`

`Os alunos estão memorizando mais`, diz a professora Cláudia Quirino dos Santos, 35, de Santos. Para ela, o abismo do analfabetismo convencional e digital pode ser vencido com a iniciativa. `É um salto de três décadas na vida dessas pessoas.`

DEPOIMENTO: `No domingo, antes da igreja, faço tarefa em vez de ver TV`

ANA REGINA DA SILVA BARONI

Eu nasci em Santos. Tenho 44 anos. Estudei até o primeiro ano e só sei escrever o meu nome. Tive de sair da escola para ajudar meus pais, que tiveram dez filhos. Tinha 13 e trabalhava em casa de família.

Eu tenho seis filhos. Meu marido morreu por causa de droga, e eu tive de criá-los sozinha. Todos moram comigo. Apesar de o pai ter morrido porque cheirava e injetava, graças a Deus nenhum dos meus filhos mexe com droga. Nem de sair eles gostam.

Eu faço faxina, mas meus filhos não me deixam mais trabalhar por causa da vista. Eu trabalho mesmo assim, de vez em quando. Eles pagam as contas da casa, mas eu ajudo nas compras com o dinheiro do Bolsa Família. A gente mora na casa que a minha sogra deixou quando morreu.

Já tentei aprender a ler uma vez, faz tempo, mas reclamaram no conselho tutelar. Disseram que eu abandonava meus filhos à noite em casa, só que eu estava na escola. Agora eu voltei, porque já está todo mundo grande.

Foi bom ganhar o celular na aula. Eu tenho um faz tempo, desde o ano passado. Mas eu só uso para fazer ligação. Deixo ele com a minha filha porque quase ninguém me liga.

Ganhei o celular na escola, mas parei de vir logo depois. Fiquei doente, com muita dor de cabeça. Fui atropelada, e meus óculos quebraram no acidente. Um carro me jogou no chão, e os óculos voaram longe. Foi em fevereiro, e até hoje estou com dor no ombro.

Depois, minha irmã morreu. Estourou uma veia da cabeça dela enquanto ela estava dormindo.

Mas agora eu não vou parar, não. Vou aprender para ler a minha Bíblia e para ensinar a meus filhos como é bom estudar. Vai ser melhor ainda com o celular. Até no domingo, antes da igreja, eu faço tarefa em vez de ver TV.

Mesmo sem vir para a escola, fazia as tarefas. Quando voltei, a professora falou: `Você está de parabéns! Fez lição até no domingo`.

Às vezes eu pego o celular em casa porque não tem nada para fazer. Prefiro mil vezes estudar sozinha. Eu acordo, limpo a casa, coloco todo mundo na escola e pego o celular. Estudo na cozinha.

Quem fez o celular está de parabéns. Mas podia ter para as crianças também, porque algumas têm dificuldade para aprender. Eu não tive problema. Só me ensinaram uma vez, e eu já aprendi.

Por Lucas Sampaio | Folha de S.Paulo | 04/05/2012

Telefônica vai vender seu e-book em loja própria


Movistar ebook bq, o e-book reader da Telefónica

Espanha: Nos próximos dias, a Telefônica vai colocar no mercado seu próprio livro eletrônico, em uma loja online também própria que permitirá aos usuários ter sua biblioteca virtual hospedada em nuvem.

O dispositivo, batizado de e-book bq, começará a ser vendido em breve, mas o acesso aos conteúdos em nuvem através de diferentes dispositivos só estará acessível a partir de setembro.

Este anúncio representa uma mudança com relação à estratégia inicial, que agora opta pelos serviços virtuais hospedados em nuvem, e há um ano apostava no download de livros.

Rodrigo Pineda, diretor de serviços de internet da Telefônica, detalhou recentemente em um encontro de informática que a mudança levou à negociação de acordo com o Publidisa, o maior distribuidor de conteúdos digitais com 20 mil livros digitalizados, além de outras editoras.

Pinedo bate na tecla da dificuldade em obter conteúdos em espanhol devido à atitude protecionista dos autores temerosos que a digitalização de seus livros leve a downloads ilegais. Ele destacou a importância de os autores perceberem que quanto antes aderirem à era digital, mais cedo os leitores se acostumarão a ir às lojas digitais comprar os livros.

Ressaltou que o modelo em nuvem é mais seguro, já que não os arquivos não precisam ser movimentados e, portanto, os conteúdos têm maior segurança.

O dispositivo e-book bq da Movistar, foi criado e fabricado após uma parceria com a empresa espanhola Mundo Reader, pesa 244 gramas e uma tela de seis polegadas. O equipamento é feito com tinta eletrônica, por isso pode ser lido ao sol, tem bateria de grande duração e sai por 169 euros [US$ 248].

Por enquanto, o livro eletrônico foi desenvolvido com conexão wifi, mas existe previsão de receber conexão 3G.

Embora os livros eletrônicos sejam armazenados em “nuvem”, também será possível armazenar dados na memória do e-book, de modo que possa ser lido sem estar conectado à internet.

Com relação à plataforma de conteúdos multidispositivos que a Telefónica havia anunciado há um ano, ele explicou que primeiro optaram pelo lançamento do livro eletrônico. Depois, quando estiverem fechados os acordos com as editoras, a loja será aberta para os diferentes dispositivos, de modo que os usuários tenham os conteúdos em espaço virtual em nuvem e possam acessá-los a partir de onde quiserem.

O e-book bq que a Telefônica venderá em sua loja, atualmente com 1 mil livros de autores clássicos em espanhol, poderão ser acessados gratuitamente.

Pineda insistiu que se trata de uma aposta na loja de livros em nuvem e que comercializarão o livro independentemente dos serviços clássicos da operadora, com o objetivo que os autores vejam na oferta um sistema seguro para suas obras.

Complementaram que desta forma querem ter um papel fundamental no desenvolvimento do mercado digital em língua espanhola, ajudar na transformação do setor editorial e estender o acesso aos livros e, portanto, à cultura, a partir de qualquer lugar.

Agencia EFE – 08/06/2011

Telefônica lança seu próprio leitor de livros eletrônicos


Movistar ebook bq

Nos próximos dias, a Telefônica vai colocar no mercado seu próprio leitor de livros eletrônicos, em uma loja on-line que permitirá aos usuários ter sua biblioteca virtual hospedada em nuvem.

O dispositivo, batizado de e-book bq, começará a ser vendido em breve, mas o acesso aos conteúdos em nuvem através de diferentes dispositivos só estará acessível a partir de setembro.

Este anúncio representa uma mudança com relação à estratégia inicial, que agora opta pelos serviços virtuais hospedados em nuvem, e há um ano apostava no download de livros.

Rodrigo Pineda, diretor de serviços de internet da Telefônica, detalhou recentemente que a mudança levou à negociação de acordo com o Publidisa, o maior distribuidor de conteúdos digitais com 20 mil livros digitalizados, além de outras editoras.

Ressaltou que o modelo em nuvem é mais seguro, já que não os arquivos não precisam ser movimentados e, portanto, os conteúdos têm maior segurança.

O dispositivo e-book bq da Movistar, foi criado e fabricado após uma parceria com a empresa espanhola Mundo Reader, pesa 244 gramas e uma tela de seis polegadas. O equipamento é feito com tinta eletrônica, por isso pode ser lido ao sol, tem bateria de grande duração e sai por cerca de US$ 248.

Por enquanto, o livro eletrônico foi desenvolvido com conexão Wi-Fi, mas existe previsão de receber conexão 3G.

Embora os livros eletrônicos sejam armazenados em “nuvem”, também será possível armazenar dados na memória do e-book, de modo que possa ser lido sem estar conectado à internet.

O e-book bq atualmente conta, por enquanto, com mil livros de autores clássicos em espanhol, que poderão ser acessados gratuitamente.

DA EFE, EM MADRID | 07/06/2011 – 11h50

Telefonica avança no negócio do livro digital


Por Maria Fernanda Rodrigues | Publicado originalmente em PublishNews | 19/04/2011

Grupo espanhol começa a distribuir e-books na Argentina nesta quarta-feira

O Kindle e o iPad são o começo da história, mas não o fim. Ainda tem muita coisa para acontecer”, profetizou Tanya Field, diretora de estratégia da Telefonica O2 do Reino Unido, durante a Conferência Digital realizada em Londres na última semana. Ela participou de um painel que destacou o interesse de outras indústrias, sobretudo a de telefonia, em aproveitar o vácuo que as editoras estão deixando enquanto tentam entender o papel que devem desempenhar na “era digital”. Poucos dias depois, a empresa anunciou que começará a vender livros digitais na Argentina a partir desta quarta-feira, dia 20 de abril. Nos portais do Speedy e da Movistar, a operadora de telefonia celular do grupo, os usuários poderão escolher entre 15 mil títulos em espanhol. O pagamento poderá ser feito por cartão de crédito ou na própria conta telefônica. A Argentina é o primeiro país do grupo a contar com esse serviço, que ganhou o nome de “eBooks”. Lá, a Telefonica conta com 16,7 mi de linhas móveis, 1,5 mi de acessos a banda larga e 4,6 mi de linhas fixas.

Os livros poderão ser baixados tanto em computadores quanto em dispositivos móveis, como smartphones e tablets. Esse é o único momento em que a internet é necessária. A ideia é que os leitores possam transportar os livros em aparelhos compactos e ler em qualquer lugar. Essa iniciativa mostra o movimento que a empresa está fazendo no sentido de agregar valor a seus serviços de banda larga e de internet móvel, e não simplesmente sua vontade de concorrer com editoras, livrarias ou distribuidoras.

Buscamos dinamizar o mercado, queremos que cada vez mais gente se aproxime da leitura. Nosso objetivo é dar cada vez mais valor à banda larga. Fizemos isso com a Sonora, com On Video e agora estamos fazendo com o eBooks”, disse o diretor de marketing da Speedy, Andrés Tahta, em comunicado da empresa. O diretor de produtos e serviços da Movistar, Leandro Musciano, completou: “O eBooks é uma solução que segue o caminho da mobilidade dos conteúdos que o grupo adota há muitos anos. É também uma nova proposta que aproveita ao máximo a liderança da Telefonica na inovação de serviços móveis e de banda larga.

Na Feira de Londres, Tanya comentou sobre como é caro e difícil ter conteúdo digital. Por isso, vão fazer parcerias nos países em que atuam e se tornarão distribuidores de livros digitais. Ela disse ainda que as diferentes tecnologias adotadas nos países dificultam o trabalho. Por fim, deixou um recado aos editores: “Não façam parcerias apenas com a Apple e com a Amazon. Conheçam seus clientes, saibam quantos aparelhos eles usam. Não trabalhem verticalmente e façam parcerias.

A Telefonica está presente em 25 países e atende 287 milhões de pessoas. Se o projeto der certo na Argentina, outros países de língua espanhola devem ser incluídos nele. Amanhã o novo produto poderá ser conhecido através do site da empresa. E quem for à Feira do Livro de Buenos Aires, marcada para o período de 20 de abril a 9 de maio, poderá conferir o funcionamento no estande da empresa.

Por Maria Fernanda Rodrigues | Publicado originalmente em PublishNews | 19/04/2011

Movistar ebook bq, o e-book reader da Telefónica na Espanha é apresentado oficialmente


Movistar ebook bq

A Telefónica na Espanha tenta ampliar horizontes com o lançamento do seu e-book reader, feito em colaboração com a empresa Mundo Reader. O Movistar ebook bq é um modelo com tela e-ink touch de 6 polegadas, que diferente do que se possa pensar, não conta com módulo 3G, se limitando a contar com conectividade WiFi nas suas configurações.

Entre outros recursos, ele conta com uma capacidade interna de 2 GB (ampliável via cartão microSD), bateria de 1.530 mAh, que oferece uma autonomia de 8 mil páginas, além de porta micro USB 2.0 e compatibilidade com formatos epub, pdf, html, rtf, txt, jpg, mp3, zip, entre outros.

Movistar ebook bq, o e-book reader da Telefónica

O Movistar ebook bq foi apresentado hoje na Espanha, mas não chega nas lojas antes do dia 14 de junho, com um preço de 169 eiros.

Por Eduardo Moreira | Publicado em TargetHDvia BQReaders | 08/06/2011