Amazon fornece tecnologia de graça para conversão de livros didáticos no Brasil


Empresa não receberá por serviço de digitalização; intenção da Amazon é ampliar uso de seu aplicativo paradidático. FOTO: Reuters

Empresa não receberá por serviço de digitalização; intenção da Amazon é ampliar uso de seu aplicativo
paradidático. FOTO: Reuters

SÃO PAULO | A varejista online Amazon anunciou nesta terça-feira que uma tecnologia da companhia foi escolhida pelo Ministério da Educação [MEC] para conversão digital e distribuição de mais de 200 livros didáticos em tablets, serviço pelo qual não será paga, conforme proposta do governo que foi aberta a companhias interessadas.

Embora a tecnologia Whispercast utilize o formato Kindle, compatível com o leitor digital de mesmo nome da Amazon, ela também roda em PCs e em tablets com sistema operacional Android, utilizado pela Samsung, e IOS, da Apple. Nos Estados Unidos, ela já é usada em diversas escolas como ponto de acesso para compra e distribuição de livros e documentos para programas educacionais.

Sem precisar o tamanho do investimento da Amazon, o diretor geral da operação brasileira, Alex Szapiro, afirmou que a companhia apostou na investida para popularizar o uso de seu aplicativo, e, principalmente, fomentar o hábito de leitura em dispositivos digitais.

Com o aplicativo gratuito, os professores podem, por exemplo, realizar anotações e usar o dicionário diretamente nos livros didáticos.

Pessoas com maior grau de leitura vão acabar consumindo mais livros. É um projeto de longuíssimo prazo“, afirmou Szapiro à Reuters. Segundo dados da Câmara Brasileira do Livro, os livros didáticos respondem por 35 por cento do faturamento do setor como um todo, considerando tanto títulos físicos quanto digitais.

No âmbito do termo de cooperação com o governo, que tem vigência até fevereiro de 2015, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação [FNDE] já está utilizando a tecnologia da Amazon para gerenciar e distribuir seu catálogo de livros didáticos digitais para professores do ensino médio de escolas públicas. Até o momento, mais de 40 milhões de títulos foram entregues.

Em 2012, o MEC anunciou a compra de cerca de 382 mil tablets voltados para esse público mediante um desembolso de 117 milhões de reais. Na época, as empresas nacionais Positivo e Digibrás venceram pregão eletrônico para fornecer os equipamentos, num processo do qual a Amazon não participou.

Atualmente, o tablet da companhia norte-americana, o Kindle Fire, não é vendido no Brasil – apenas os e-readers da marca são comercializados no país. No Congresso, tramita um projeto de lei para isentar equipamentos do tipo de impostos, para que passem a receber o mesmo tratamento dos livros de papel.

Segundo Szapiro, os e-readers poderiam ser de 40 a 50 por cento mais baratos sem a incidência de IPI, imposto de importação, ICMS e PIS/Cofins, desconto que a Amazon pretende repassar aos consumidores caso a companhia deixe de arcar com os encargos tributários. O Kindle é vendido no Brasil por 299 reais, com o modelo mais caro Paperwhite chegando a 699 reais.

Após pouco mais de um ano vendendo apenas livros digitais no país, a Amazon passou a ofertar o dispositivo eletrônico em seu site brasileiro no início de fevereiro.

Por Marcela Ayres | Reuters | 18/03/2014 | Edição Juliana Schincariol | © Thomson Reuters 2014 All rights reserved.

Uso de tablets incrementa habilidades de leitura das crianças


Pesquisa realizada pelo fundo nacional de alfabetização da Inglaterra apontou que crianças que usam tablets e smartphones para ver histórias e ler livros tem um melhor desempenho que aquelas que o fazem apenas na imprensa.

O resultado da pesquisa, realizada em parceria com a empresa educacional Pearson, destaca o papel importante da tecnologia na comunicação e linguagem das crianças. Isto ocorre principalmente nos primeiros cinco anos de vida dos pequenos.

De acordo com o relatório, há mais benefícios em interações digitais e impressas do que apenas as impressas. Aqueles que usaram os dois meios para se informar tiveram um desempenho melhor do que aquelas que liam apenas no papel.

A pesquisa, feita com 1.028 pais de jovens entre três e cinco anos. Constatou-se que 75% deles tinham acesso a tablets ou smartphones em casa.

Um quarto das crianças pesquisadas usaram as telas interativas para ler ou olhar para histórias. Já 95% usou histórias impressas em casa para fazer o mesmo. No final do levantamento, todos aqueles que liam tanto nas telas quanto nas mídias impressas apresentou um melhor desempenho que as demais.

Junto a isso, o relatório ainda mostrou que a maioria dos entrevistados gostaria de aumentar o acesso a este tipo de tecnologias em seus lares.

O diretor do fundo, Jonathan Douglas, destacou a importância da tecnologia na vida das pessoas.

— A tecnologia está atingindo um papel cada vez mais crucial em nossas vidas, e as crianças estão aprendendo e mudando rapidamente. É importante nos mantermos atualizados com estas mudanças e o impacto disso na educação dos jovens.

Ainda para Douglas, o hábito dos pais lerem junto aos seus filhos aumenta o prazer acerca da literatura. Daí a importância do papel dos pais desde cedo para despertar este interesse na vida das crianças.

R7 | 13/03/14

LCD ou e-Ink: qual é melhor para leitura?


Sem dúvida nenhuma os tablets com tela de LCD vendem muito mais do que um aparelho para leitura de livros digitais como o Kindle, da Amazon, e o Kobo, da Livraria Cultura. Nos Estados Unidos, por exemplo, com o preço de um iPad Air básico com WiFi e 16 GB, é possível adquirir quase cinco dispositivos Kindle PaperWhite com conexão sem fio.

Afinal, por qual motivo as pessoas deixam de adquirir um eReader? Ele é muito mais barato do que um tablet com tela de LCD e proporciona uma experiência de leitura melhor. Para conseguir compreender as principais diferenças entre esses dois gadgets, vamos mostrar alguns detalhes que podem fazer a diferença na hora de escolher um ou outro.

Saiba a diferença entre a tecnologia LCD e e-Ink

Apesar da semelhança visual entre eReaders e Tablets – acredite, muitas pessoas não familiarizadas com tecnologia confundem o Kindle Paperwhite de 6 polegadas com o iPad mini de 7,9 polegadas –, uma das principais diferenças é o tipo de tela presente em cada um.

A tecnologia LCD está presente na tela do seu computador, smartphone, tablet e até mesmo da televisão que você utiliza. Esse display proporciona uma grande variedade de cores com uma taxa de atualização ideal para assistir vídeos e jogar alguns games. A tela LCD ainda conta com uma forma de iluminação chamada de backlight – ou retroiluminação –, que representa uma luz por trás ou pelo lado para melhorar a legibilidade.

Com relação às telas e-Ink, elas são ideais para a leitura de textos em preto e branco – as telas e-Ink coloridas existem, mas ainda não estão disponíveis em aparelhos comerciais do tipo. Além disso, elas possuem uma taxa de atualização muito baixa, o que inviabiliza a execução de jogos e vídeos e interfere na velocidade de um navegador de internet. A maior qualidade de uma tela e-Ink é, definitivamente, a forma que ela apresenta um texto, sendo considerada por muitos especialistas como o “papel eletrônico”.

Colocando as características no papel… Quer dizer, na tela

Por ser um dispositivo muito mais simples, o eReader consome muito menos bateria. Enquanto é preciso correr diariamente para carregar a bateria de um tablet ou smartphone – aquele desespero inexplicável quando a bateria alcança menos de 10% e você está longe de casa e de uma tomada –, você pode ficar dias e até semanas sem precisar recarregar o seu aparelho para leitura de livros digitais.

Enquanto algumas companhias anunciam seus tablets com “10 horas de bateria”, o anúncio do recente lançamento da Amazon – Kindle Paperwhite – aponta “mais de 8 semanas de bateria”. Nesse quesito, o aparelho de leitura digital é a opção recomendada para longas viagens.

Se você deseja ler livros ao ar livre ou em contato direto com o sol [se você já tentou usar o smartphone em um dia ensolarado na praia sabe do que estou falando], o gadget com tela e-Ink é o ideal, já que ele proporciona uma leitura nítida como se estivesse lendo em uma revista ou jornal.

Com relação à leitura em ambientes noturnos, é claro que é possível usar os dois dispositivos. No entanto, o display LCD proporciona uma luz muito mais forte – mesmo diminuindo a luminosidade nas configurações do aparelho – do que um eReader como o Kindle Paperwhite, que também possui uma luz integrada, mas não é backlight. Caso você tenha que dormir com mais alguém no mesmo ambiente, a luz da tela LCD pode realmente incomodar, portanto o aparelho com tela e-Ink pode ser mais confortável.

Na verdade, um dos maiores fatores responsáveis – se não o maior – por influenciar na escolha do dispositivo é o preço. Sim, o valor do aparelho sempre faz algumas escolhas por nós, não é mesmo?

No caso de um gadget com tela e-Ink e LCD, o display de aparelhos para leitura digital é significantemente menor. Tablets e smartphones com telas de LCD precisam ter hardwares muito mais potentes, já que executam outras funções além da leitura, como jogos, aplicativos, vídeos etc. Em um eReader, as suas únicas tarefas são armazenar livros digitais e virar páginas em uma velocidade razoável.

Cuidado com os olhos!

Por todas as características apresentadas acima, é possível concluir que um gadget com tela e-Ink pode ser mais saudável para os olhos durante um longo período de leitura, correto? Errado! De acordo com uma pesquisa publicada em 2012 no site norte-americano PubMed, não faz diferença – em termos de cansaço visual – ler em um dispositivo com tela e-Ink ou LCD.

No entanto, se houver cansaço visual durante a leitura em dispositivos LCD antigos e com resolução baixa, isso não deve ocorrer nos aparelhos modernos e com alta resolução. Tudo depende da definição da imagem.

É claro que os testes não foram realizados com os dispositivos expostos ao sol. Se isso tivesse acontecido, o cansaço visual em dispositivos com tela LCD seria muito maior.

Tudo depende da sua necessidade

Escolher entre um tablet ou um eReader depende, é claro, da sua necessidade e do quanto você está disposto a gastar. Um não é melhor do que o outro. Se você procura uma experiência melhor para ler livros digitais – de dia, de noite e em qualquer lugar – e pretende levar o gadget para longas viagens sem a necessidade de recarregar a bateria com frequência, o eReader é a sua opção.

Caso o seu interesse seja em navegar na internet, ouvir músicas, baixar jogos, vídeos e outros diversos aplicativos, sem dúvida um tablet ou smartphone com tela de LCD é o mais recomendado para você.

Tecmundo | 11/02/14

Intel cunhou o termo “iPad” em 1994, e tentou lançar tablet em 2001


Reprodução | Intel

Reprodução | Intel

Muito antes da Apple lançar seu iPad, a Intel apresentou ao mundo seu “bloco de informações, que chegou até a CES 2001, mas sem grande sucesso

Antes que a Apple lançasse o iPad, em 2010, ninguém previa este nome para um tablet. Quer dizer, ninguém exceto o ex-vice-presidente da Intel, Avram Miller.

Sim, as previsões de dispositivos semelhantes ao iPad existem há décadas. O filme 2001: Uma Odisseia no Espaço [1968], de Stanley Kubrick, tinha aparelhos semelhantes a tablets. E a antiga empresa Knight Ridder divulgou em 1994 um vídeo-conceito para um tablet de notícias.

Mas muito antes de a Apple lançar seu tablet, já se falava em um iPad.

Em 30 de junho de 1994, a Associated Press descreveu a visão da Intel para a casa do futuro, centrada em uma “fornalha de informação”. Mas também há a menção de um dispositivo curioso: um I-pad, ou “bloco de informações”.

“Um dos dispositivos mais interessantes é chamado de I-pad, um bloco de informações”, disse [Avram] Miller. “Seria um dispositivo com tela plana. Você pode escrever nele, tocá-lo. Você pode falar com ele e ele pode responder com voz. Seria sem fio, barato e teria diferentes formas na casa.

Algumas formas primitivas de um “I-pad” são os dispositivos Apple Newton, Motorola Envoy e IBM Simon, que têm características de computação e comunicação.

O I-pad que a Intel mencionava em 1994 era mais ou menos um termo genérico para os gadgets que iriam interagir com a casa do futuro. Ainda assim, o nome e suas associações com “casas inteligentes” aconteceram mais de 15 anos antes de a Apple estrear o iPad.

A Intel ainda revelou um dispositivo IPAD na feira CES em 2001. O Intel Pad usava uma conexão sem fio ao seu PC para acessar a web – ele dependia de outro computador para funcionar. Ele tinha botões, roda de mouse e uma caneta para interagir com a tela.

Mas, segundo a CNET, ele acabou irritando as parceiras da Intel, já que poderia concorrer com produtos delas. A empresa então cedeu à pressão e cancelou o projeto.

Ainda hoje, a Intel tenta encontrar seu espaço no mercado de tablets com seus processadores, sofrendo forte concorrência da ARM. Há até rumores de que a Intel poderia fabricar chips para… o iPad.

Por Matt Novak | Gizmodo | Com informações da Associated Press | 30/01/2014

Nova versão de seu tablet educacional é lançado pela Intel


Intel Education Tablet

Intel Education Tablet

A nova versão do tablet educacional foi anunciada ontem no evento educacional Bett 2014, que ocorre em Londres. A configuração do novo dispositivo é interessante, mas os grandes destaques são os acessórios e o a suíte de software educacional.

O Intel Education Tablet aparece em duas configurações, a melhor delas tem os seguintes detalhes:

  • Android 4.2;
  • Tela de 10 polegadas (resolução não informada);
  • Intel Atom Z2520 com dois núcleos rodando no máximo a 1,2 GHz;
  • Memória RAM de 1 GB LPDDR2;
  • Armazenamento que varia de 8 GB até 32 GB;
  • Chip de segurança TPM;
  • Câmera frontal de 1,26 megapixels e traseira de 5 megapixels;
  • Rede sem fio 802.11 a/b/g/n com Bluetooth 2.1;
  • Micro USB, micro SD e micro HDMI.

3G e NFC são opcionais a esta configuração. O tablet é robustecido e suporta quedas de até 70 centímetros. Tem também proteção no padrão IP 52, que dá resistência a poeira e a água.

Entre os acessórios está uma lente de aumento que, em conjunto com um software, permite aumento de até 30 vezes. Uma caneta para operar a tela do tablet e um interessante sensor de temperatura que vai conectado na porta de som. Imagine uma criança experimentando medir a temperatura de uma reação química ou vendo detalhes de algum inseto. O ganho em experiência é sem dúvidas desejável, notavelmente porque é difícil prender a atenção dos jovens dado a quantidade de informação que temos disponível hoje.

O tablet vem recheado com aplicativos da suíte Intel education software, que incluem desde aplicativos para ensinar matemática até ferramentas de desenho e anotações. Por enquanto não há preço sugerido e nem informações se ele será comercializado por aqui.

Por Luiz Cruz | Publicado originalmente e clipado à partir de InfoExame | quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Terra passa a abrigar Nuvem de Livros


O portal Terra, em mais uma investida para ampliar seu portfólio de produtos e serviços, anunciou uma parceria com a página Nuvem de Livros que, a partir de agora, passa a ficar hospedada em seu canal.

O portal reúne mais de 11 diferentes tipos de leitura, entre clássicos da literatura brasileira e estrangeira, obras infantis e infanto-juvenis, biografias, atlas, livros educacionais e tele-aulas da Fundação Roberto Marinho. A Nuvem de Livros oferece aos leitores a possibilidade de ler o conteúdo das obras sem precisar baixar o arquivo.

O canal funciona por meio de uma assinatura mensal [R$ 14,90 para os assinantes Terra e R$ 19,90 para outros usuários] e permite a leitura ilimitada das obras do acervo. O portal pode ser acessado por PC e também em tablets e smartphones.

Meio & Mensagem | 21/01/14

Americanos preferem livros impressos apesar do sucesso dos tablets


Os leitores americanos continuam preferindo o livro de papel e tinta, apesar do crescente sucesso dos tablets e dos livros digitais, segundo estudo do instituto Pew Research Center.

Embora o número de pessoas que leram e-books tenha crescido em 2013, a maioria dos adultos nos Estados Unidos optou por edições impressas, revelou o centro Pew.

A fatia de americanos que leem e-books está crescendo, mas poucos substituíram totalmente os livros impressos por suas versões eletrônicas“, afirmam os cientistas. Só 4% dos leitores disseram ter aderido completamente aos e-books.

O [livro] impresso continua sendo a base dos hábitos de leitura dos americanos“, acrescentaram.

O percentual de americanos adultos que leram um e-book durante o ano passado aumentou de 23% para 28%. Enquanto isso, sete em cada dez americanos disseram ter lido livros impressos, o que representou um aumento de 4% com relação a 2012.

Em conjunto, 76% dos adultos americanos leram um livro durante os doze meses anteriores à pesquisa, realizada neste janeiro.

A consulta também mostrou que aqueles que leem em dispositivos eletrônicos, inclusive tablets, ganharam terreno: 42% dos adultos americanos têm um tablet, contra 34% registrados em setembro do ano passado. A metade dos americanos tem ou um tablet ou um leitor de livros digitais contra 43% em setembro.

A Amazon.com não revelou os volumes de venda do Kindle, mas a agência Compass Intelligence estima que a gigante de vendas online tenha vendido 18,2 milhões de unidades do tablet multimídia Kindle Fire no ano passado e 5 milhões do restante de seus leitores digitais, o Kindle.

A consulta foi feita entre 2 e 5 de janeiro, por telefone, com 1.005 americanos maiores de idade.

Estado de Minas | 16/01/14

Escolas particulares adotam tablets em substituição ao livro impresso


O uso de tablets em sala de aula em substituição aos livros impressos tem se tornado uma realidade para muitos alunos de escolas particulares. No caso do uso do equipamento, os estudantes acessam livros digitais. A estimativa da presidenta da Federação Nacional das Escolas Particulares [Fenep], Amábile Pacios, é que 30% das escolas privadas de todo o país adotam de alguma forma o tablet em sala de aula.

Está ocorrendo uma interface entre o uso concomitante do livro eletrônico e o de papel. É uma tendência abandonar o livro didático, já que o livro eletrônico tem vantagens sobre o impresso. Um tablet carrega todos os livros e cadernos e permite interatividade, atualização, o que não ocorre com a versão impressa”, diz.

O Colégio Sigma, de Brasília, começou adotar os tablets em 2012, no primeiro ano do ensino médio. Este ano, o colégio irá formar a primeira turma que terá usado o equipamento durante todo o ensino médio. Professor do Sigma e integrante do núcleo editorial da Editora Geração Digital, Eli Carlos Guimarães diz que o grande diferencial do uso do tablet é a possibilidade de apresentar a matéria de forma mais rica com interatividade e uso da internet, o que facilita a aprendizagem.

Inclusive os alunos resolvem mais as tarefas de casa, a prática de resolução de exercício é maior do que entre os que não usam tablet, talvez até pela curiosidade”, acrescenta. Ele cita ainda como vantagem a portabilidade que permite ao estudante se deslocar com todo o conteúdo de estudo.

Há quem tenha restrições a esse modelo. O presidente da Associação de Pais e Alunos de Instituições de Ensino do Distrito Federal, Luis Cláudio Megiorin, diz que existem pais que têm demonstrado apreensão com a possibilidade de substituição total dos livros impressos e consideram que pode ficar mais difícil controlar quando o filho está realmente estudando no tablet e quando está usando para diversão.

As escolas deveriam investir mais em laboratório. Não e só colocar o mundo digital dentro da sala de aula que vai resolver o problema de atrair mais a atenção dos estudantes. É preciso associar mais a teoria à prática”, avalia Luis Cláudio. Ele argumenta que há colégios que estão elaborando apostilas digitais e ainda não há como medir o impacto desse material na aprovação dos estudantes no vestibular.

Quando o assunto é o valor que os pais têm que desembolsar para comprar os tablets, tanto a presidenta da Fenep, Amábile Pacios, quanto o professor do Sigma Eli Guimarães dizem que o investimento é compensado pela economia com a aquisição dos livros impressos. Os pais, no entanto, precisam pagar pela aquisição do conteúdo digital.

Um tablet de 1,2 mil a 1,3 mil comporta o material necessário. Quando se analisa o preço do equipamento e o conteúdo que ele compra ao longo de três anos, fica mais barato [que comprar os livros impressos ao longo dos três anos]. Além disso, temos que considerar que o tablet pode ser usado para mais coisas”, diz Guimarães.

Luis Cláudio Megiorin discorda. “Não fica mais barato. O mesmo que se gasta no ensino médio em livro de papel, se gasta com o digital, não reduz. A diferença está indo para o lucro”, diz.

Agência Brasil | 17/01/14

Biblioteca online Nuvem de Livros divulgará obras da Miguel de Cervantes


A biblioteca online Nuvem de Livros, que possui o maior número de usuários na região ibero-americana, incluirá em breve o catálogo dos conteúdos editoriais da biblioteca virtual Miguel de Cervantes.

Segundo um comunicado emitido pela Miguel de Cervantes, com sede na Universidade de Alicante, esta nova possibilidade é fruto de um recente acordo alcançado pela fundação da biblioteca virtual espanhola com a editora Gol, sediada no Rio de Janeiro.

O convênio tem como âmbito de atuação a Espanha, o Brasil e o resto da região ibero-americana, e prevê a distribuição das obras por meio da plataforma web [www.nuvemdelivros.com.br], que pode ser acessada desde computadores, smartphones, tablets e aplicativos.

O catálogo editorial da Miguel de Cervantes, em formato “epub2”, conta com mais de 300 clássicos da literatura espanhola e ibero-americana, destacando obras do próprio Cervantes, Félix Lope de Vega, Calderón de la Barca, Mariano José de Larra, Benito Pérez Galdós e Rubén Darío, entre outros.

Além dos ícones da literatura espanhola, a biblioteca virtual Miguel de Cervantes também inclui nomes menos conhecidos, mas de mesmo valor literário, caso de Gonzalo de Gramados e Meneses, Juan Cortés de Tolosa e Julia de Asensi.

A plataforma Nuvem de Livros iniciou seu trabalho no Brasil em 2011 e, em menos de dois anos, já superou a marca de milhão de usuários, o que lhe posicionou como a biblioteca “online” com maior número de internautas da região ibero-americana.

Atualmente, a biblioteca oferece mais de 10 mil conteúdos multimídia, entre livros, áudios, vídeos e teleaulas para todas as idades, sendo que seu responsável literário é Antônio Torres, um dos autores brasileiros mais respeitados, além de membro da Academia Brasileira de Letras e prêmio Machado de Assis em 2000.

Por sua parte, a biblioteca virtual Miguel de Cervantes [www.cervantesvirtual.com] foi criada em 1999 através de uma iniciativa da Universidade de Alicante, do Banco Santander – através da divisão global Santander Universidades – e da Fundação Botín.

A biblioteca em questão, que atualmente é regida pela fundação de mesmo nome, presidida pelo escritor peruano Mario Vargas Llosa, tem o objetivo de difundir a cultura ibero-americana, oferecendo livre acesso a mais de 160 mil registros bibliográficos.

Terra | 28/11/13

Amazon estreia loja brasileira de aplicativos para Android


A americana Amazon, maior varejista do mundo, anuncia hoje versão brasileira de sua loja virtual de aplicativos para celulares e tablets com o sistema Android. A principal vantagem para o usuário é o pagamento em reais e com cartão de crédito nacional. Tanto o site, que foi ao ar ontem, quanto o aplicativo são traduzidos para o português.

A Amazon Appstore [amazon.com.br/appstore] tem cerca de 5.000 mil aplicativos locais. A empresa não revela seu número de usuários.

Queríamos trazer essa experiência local“, diz Alex Szapiro, diretor de operações da Amazon no Brasil. “Com a loja brasileira, o consumidor deixa de pagar IOF [Imposto sobre Operação Financeira] e compra o aplicativo exatamente pelo preço que vê.

Na loja oficial de apps para Android, a Google Play, o preço em reais é apenas uma estimativa do quanto deve ser faturado do cartão de crédito – internacional – do cliente. Em rápido teste, um app que aparecia como custando R$ 15,99 sairia por R$ 16,89 com a cotação do dólar de ontem.

A Amazon Appstore brasileira, loja com aplicativos para Android

A Amazon Appstore brasileira, loja com aplicativos para Android

A Google Play atingiu a marca de 1 milhão de aplicativos em julho, segundo a empresa. O menor número de apps na Amazon Appstore tem a ver com a seleção que é feita, com base em testes de segurança e na relevância para seus consumidores, diz a Amazon.

Outras alternativas à Play são a Samsung Apps, a AppBrain, a SlideME e a PocketGear.

O preço dos aplicativos estrangeiros, contudo, variará conforme a cotação das moedas. O uso de cartão de crédito segue sendo obrigatório. Usuários brasileiros da Amazon Appstore estrangeira serão convidados a transferir sua conta para a versão local.

Nem todos os cerca de 100 mil apps que a Amazon diz disponibilizar na loja internacional poderão ser baixados pela versão brasileira. “O Brasil terá acesso à grande maioria deles. Não dizemos 100%, mas que todos os que são relevantes estarão.

Entre os apps mais baixados na Amazon Appstore brasileira figuram o Deezer e o Soundcloud, de música, os games Angry Birds e Candy Crush e o Netflix, de vídeos.

A loja também conta com uma promoção diária, em que oferece gratuitamente um app que é normalmente pago. Os primeiros serão os games Angry Birds Seasons e Age of Zombies e o TuneIn Radio Pro.

NEGÓCIOS DIVERSIFICADOS

Os tablets da Amazon, chamados Kindle Fire, também usam o sistema operacional do Google. O Kindle é originalmente a marca dos aparelhos de leitura de livros digitais da empresa, que usam software proprietário.

Diversas informações supostamente vazadas na imprensa internacional disseram que a gigante do varejo lançaria um smartphone. O mais recente, divulgado pelo site “Apple Insider”, diz que o celular da Amazon sairia no segundo trimestre do ano que vem.

YURI GONZAGA, DE SÃO PAULO | 21/11/2013, às 03h30

Nintendo pode estar trabalhando em tablet com características educacionais


Engenheiro de software da empresa afirmou que já estão sendo feitos testes com o ambiente de comunicação do aparelho que terá o Android como sistema-bas

Photo: VentureBeat

Photo: VentureBeat

Bastante criticada por alguns analistas de mercado pela maneira restritiva como trata suas propriedades intelectuais, a Nintendo pode estar prestes a entrar no mercado de tablets, seguindo termos bastante próprios. Segundo Nando Monterazo, engenheiro de software, a companhia está trabalhando em um dispositivo próprio baseado em Android que terá objetivos educacionais.

A revelação foi feita através do Twitter de Monterazo, no qual ele afirmou estar testando o ambiente de comunicação de games que crianças vão jogar no novo produto da empresa japonesa. Ou seja, em vez de apostar no lançamento de aplicativos para produtos já estabelecidos, a organização pretende lucrar tanto no hardware quanto através da venda de softwares proprietários — estratégia já utilizada com o Wii U e com o Nintendo 3DS.

Embora seja certo que a empresa está trabalhando nesse tablet, não há qualquer indício de sua data de lançamento, e tampouco há a confirmação de que ele realmente deve ser lançado algum dia. No entanto, caso isso aconteça, a Nintendo terá uma dura competição pela frente, especialmente quando se leva em consideração o fato de ela não estar acostumada com as regras que regem os games voltados para o mercado mobile.

Por Felipe Gugelmin | Publicado originalmente em Techmundo | em 20 de Novembro de 2013

Amazon traz loja de aplicativos ao Brasil


Um ano depois de colocar no ar sua livraria virtual, a Amazon traz para o Brasil sua loja de aplicativos para smartphones. Com 100 mil programas – dentre eles vários nacionais -, a Appstore entrou no ar hoje de madrugada para concorrer diretamente com a Google Play, loja para smartphones e tablets com o sistema operacional Android do Google. Isso porque a Appstore da Amazon pode ser usada nos dispositivos que usam Android. Basta instalá-la, da mesma forma como é feito com outros aplicativos. A ideia é aproveitar a crescente popularidade do Android para dar mais visibilidade à marca da varejista virtual no Brasil. Segundo a empresa de pesquisa Nielsen, de cada dez smartphones e tablets vendidos no país, nove têm o Android instalado. Assim como o Google, a Amazon recebe um percentual sobre os aplicativos comprados e também sobre os itens que são vendidos dentro desses programas, como assinaturas de serviços e acessórios em jogos.

Por Gustavo Brigatto | Valor Econômico | 20/11/2013

Oficina de eBooks com Ednei Procópio na Fliporto 2013


Ednei Procópio

A Fliporto 2013 promove em novembro a oficina gratuita sobre eBooks, livros digitais que podem ser lidos em equipamentos eletrônicos. A oficina será ministrada pelo especialista em eBooks, Ednei Procópio, que volta ao evento a pedidos do público. As inscrições poderão ser feitas no site www.fliporto.net.

As aulas acontecerão entre os dias 15 e 17 de novembro, das 10h às 12h, dentro da programação da E-Porto Party. Dividido em módulos, a oficina contará com aulas intensas para que os participantes fiquem prontos para contar suas próprias histórias. A programação inclui o que é um livro digital? A história dos livros digitais no Brasil e no mundo, cadeia produtiva antes e depois dos eBooks, hardwares, softwares, formatos, conversão, digitalização, produção, catálogo, conteúdo e gestão dos direitos autorais.

CONTEÚDO DA OFICINA

  • O que é um Livro Digital
  • A História dos Livros Digitais no Brasil e no Mundo
  • A Cadeia Produtiva do Livro Antes e Depois dos eBooks
  • A Questão dos Hardwares [smartphones, tablets, e-readers, etc.]
  • A Questão dos Softwares [Android, iOS, Windows Phone, etc.]
  • A Questão dos Formatos [PDF, ePub, HTML5 e o livro-aplicativo ou enhanced books]
  • A Questão da Conversão, Digitalização e Produção dos eBooks
  • A Gestão de Catálogo e Conteúdo [Publicação, comercialização e distribuição dos livros digitais.]
  • A Gestão dos Direitos Autorais

QUEM PODE SE BENEFICIAR DO CURSO

O curso se destina a todos os interessados em livros eletrônicos; profissionais da cadeia produtiva da indústria editorial brasileira, desde os que atuam na produção e na área editorial quanto os profissionais que atuam nas vendas, comercialização e marketing dos livros. Incluindo profissionais que atuam dentro das editoras, das livrarias, distribuidoras, bibliotecas etc.

SOBRE EDNEI PROCÓPIO

Ednei Procópio tem 37 anos, é empresário e um dos maiores especialistas em livros digitais no Brasil, atuando na área desde 1998. Como editor e sócio-fundador de selos editoriais ajudou na publicação, comercialização e divulgação de mais de mil títulos em versão impressa sob demanda, ebook e audiobook. Em 2005, Procópio publicou “Construindo uma biblioteca digital“, e em 2010 lançou “O livro na era digital“. Ednei Procópio fundou a startup LIVRUS (www.livrus.com.br), cujo escritório está sediado em São Paulo. A Livrus Negócios Editoriais é uma empresa de comunicação especializada, que tem como objetivo levar autores e suas obras à era digital.

IFCE lança Biblioteca Virtual em Fortaleza


Já está disponível para a comunidade acadêmica [alunos, docentes e técnicos administrativos] do campus de Fortaleza o acesso a mais de 2300 livros virtuais, disponibilizados gratuitamente para a leitura on-line por meio da Biblioteca Virtual Universitária [BVU] do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará. A nova fonte de pesquisa complementa o acervo de livros impressos da unidade e representa um investimento anual de R$ 71.520,00, dispêndio referente à contratação do serviço.

De acordo com o diretor-geral do campus de Fortaleza, Moises Mota, a Biblioteca Virtual Universitária é mais um recurso focado no aprendizado da comunidade acadêmica e na facilitação do acesso ao acervo, cuja visualização poderá ocorrer por meio de tablet, Ipad, celular, dentre outros meios eletrônicos.

Moises Mota ressaltou a tendência atual de armazenar as informações na nuvem de dados da internet, o que, na sua visão, flexibiliza o acesso da comunidade acadêmica a novas informações. “Todos terão a oportunidade de, em casa, no trabalho, em uma viagem, onde ele estiver, acessar um bom acervo, tanto da literatura técnica e tecnológica, como da área de humanas. Ele poderá utilizar nos finais de semana ou quando ultrapassar a cota de livros na biblioteca Waldir Diogo de Siqueira”, explica.

Há títulos em mais de 40 diferentes áreas como administração, marketing, engenharia, economia, letras, história, geografia, matemática, física, computação, educação, gastronomia, turismo, entre outras, todos eles acessíveis 24 horas por dia, sete dias por semana, por meio de qualquer computador conectado à web.

Além da consulta aos textos dos livros, o usuário pode inserir anotações eletrônicas e gravar comentários em seu perfil, fazer marcações de páginas e consultar obras simultaneamente. Em consonância com o direito de propriedade intelectual, o estudante pode imprimir até 50% do conteúdo do livro, desde que compre os créditos de liberação de impressão do conteúdo, no próprio site.

A Biblioteca Virtual Universitária é a primeira biblioteca on-line com títulos universitários brasileiros em português. Os alunos e os docentes acessarão a BVU por meio do sistema acadêmico; já os técnicos administrativos deverão acessar o link http://www.fortaleza.ifce.edu.br/bvu. Mais informações pelo telefone [85] 3307-3631.

Portal Vermelho | 07/11/13

Hardware para consumo digital supera o papel em portabilidade, mobilidade e legibilidade


POR EDNEI PROCÓPIO

iPad mini supera o papel em portabilidade, mobilidade e legibilidade

iPad mini supera o papel em portabilidade, mobilidade e legibilidade

Equipamentos digitais para o consumo e acesso de conteúdo estão cada vez mais próximos da experiência, conforto e comodidade de seus predecessores em versão papel.

Depois de a Amazon e Kobo anunciarem novas edições de suas famílias de gadgets, agora é a vez da Apple que apresentou uma opção que parece difícil de ser superada pelas rivais quando falamos em estado de arte em mídias digitais.

Na última quinzena de outubro, a Apple apresentou ao mercado a segunda edição do iPad mini. Uma das maiores novidades do lançamento tem a ver com a questão da legibilidade de sua tela, com uma tecnologia de alta resolução chamada Retina, já testada em outros equipamentos da família de tablets da empresa.

Em meados de 2000, quando ainda sonhava com os Tablets PCs, a Microsoft havia lançado uma tecnologia, chamada ClearType, que tinha como objetivo melhorar a legibilidade das fontes utilizadas no aplicativo MS Reader. O objetivo da tecnologia ClearType era melhorar a qualidade dos pixels nas cores RGB [red, green e blue] e assim melhorar o conforto de se ler em uma tela.

Felizmente este tempo de tentar melhorar a legiblidade das telas usando artifícios através de softwares passou. Pois não passava de um truque, a tela da nova edição do iPad mini tem resolução nativa de 2.048 x 1.536. Sua área visível é idêntica a de um livro no formato padrão 14×21, e causa uma densidade de pixels superior e, com isto, uma nitidez maior nas fontes, imagens, etc., superior a dos livros impressos.

Adeus e-readers?

A Apple deixou o iPad do mesmo tamanho dos e-readers da primeira geração [Rocket eBook, SoftBook, Sony LIBRIè] e da segunda geração [Kindle, Kobo, Sony Reader]. Agora os e-readers [os dispositivos criados e desenvolvidos especificamente para a leitura dos eBooks] estarão cada vez mais fadados a um nicho de consumo que ainda não se solidificou. Se não for lançada rapidamente a terceira geração de e-readers com telas coloridas e dobráveis, tablets como o iPad mini terão oportunidade maior de superar seu consumo.

Os e-readers são geralmente mais baratos porque a tecnologia básica que eles guardam [a tela, o processador e bateria] são sempre mais simples e baratos de se fabricar. Os e-readers geralmente permitem apenas o acesso e a leitura dos eBooks, funções também básicas que permitem que o aparelho seja mais facilmente desenhados e projetados pelos fabricantes. Já os tablets do tipo iPad Mini, que possui o processador Apple A7, servem não só para o processamento de dados do tipo read only memory, mas também permitem o processamento de uma série de outros dados de aplicativos que usam vídeos, social media, geolocalização, games, etc.

iPad mini 2

Fonte: Folha de S. Paulo

Só para se ter uma ideia, o iPad mini é até quatro vezes mais rápido que a primeira geração da primeira edição do iPad. O que nos faz lembrar do então presidente da Intel, o Sr. Gordon E. Moore, que afirmou que o número de transistores dos chips teria um aumento de 100%, pelo mesmo custo, a cada período de 18 meses.

O Sr. Gordon estava correto, mas isto não quer dizer que os tablets vão ficar cada vez mais baratos. É o contrário, eles terão cada vez mais poder computacional, por enquanto pelo mesmo preço. Quando chegar às lojas, o iPad mini custará US$ 399. A edição anterior custava US$ 300.

Ou seja, a questão preço versus consumo de livros digitais continua. Porque tablets de alta performance acabam chegando ao Brasil por volta de R$ 1.500, aproximadamente. Os fatores do custo para o consumidor final, já conhecemos: a indexação do dólar, impostos, as taxas de importação, etc.

E não há nenhuma chance em equiparar equipamentos de alta performance da isenção de determinados impostos que hoje desfruta o mercado editorial com os livros impressos. Talvez até conseguíssemos isto com os e-readers, mas prerrogativa como esta aplicada aos tablets e smartphones não fazem sentido nenhum.

Para os leitores que adquirem um tablet de alta performance como o iPad mini, o que resta, para equilibrar os gastos com a leitura, é o consolo de que já existem dezenas de bibliotecas digitais e sites de autores, boa parte independente dos grandes selos editoriais, que já permitem o download dos eBooks em valores mais acessíveis que os praticados nas versões impressas. Em alguns casos é possível também baixar ótimos títulos com qualidade editorial e textual a preço zero.

Portabilidade, mobilidade e legibilidade

O iPad mini tem 7,5 mm de expessura. Podemos compará-lo a um livro impresso com quatro cadernos de 32 páginas. Pesa apenas 331 gramas, o equivalemte a um livro impresso de aproximadamente menos de 500 páginas. Mas as diferenças acabam por aí, ao invés de permitir a portabilidade de um livro de 128 páginas no formato 14×21, o iPad mini permite a portabilidade de centenas de aplicativos voltados para a leitura de eBooks disponíveis na App Store além de milhares de títulos de diversos canais. A medio prazo, para os leitores mais compulsivos, vale a pena a compra porque compensa. O leitor não conseguiria a mesma quantidade de títulos na versão impressa pelos mesmo custo, se comparássemos.

Falta pouco, portanto, para o restante [acessibilidade, conexão e consumo] também serem superados. Como eu reafirmo em meu próximo livro, que será lançado até o final deste ano pela Editora do Senai, em termos de portabilidade, mobilidade e legibilidade, o ecrã digital superou o papel com um equipamento leve, fino e conectado.

POR EDNEI PROCÓPIO

Barnes & Noble lança novo Nook GlowLight


A maior novidade: maior capacidade de armazenamento

Nook GlowLigh

Nook GlowLigh

A Barnes & Noble lançou hoje seu novo e-reader, o Nook GlowLight, que sai por US$ 119. A maior diferença entre o novo Nook e o Kindle Paperwhite é que o primeiro tem o dobro de capacidade de armazenamento que o segundo [4 GB para o Nook, contra 2 GB do Kindle]. Será que o novo aparelho irá convencer os compradores? A receita da B&N caiu 20% no último trimestre, junto com as vendas de aparelhos e conteúdo digital. Para Doug Carlson, VP de conteúdo digital da empresa, ainda existe uma “enorme oportunidade para novos entrantes no mercado” – i.e., pessoas que estão comprando um e-reader pela primeira vez – e muitos que querem tanto o e-reader quanto o tablet.

Por Laura Hazard Owen | Paid Content | 30/10/2013

É muito cedo para desistir dos ‘enhanced eBooks’


Alguns observadores do mercado digital se perguntam por que os tablets não impulsionaram uma nova geração de e-books ricos em mídias, com novas experiências e formatos digitais. Paralelamente, virou senso comum entre os editores a ideia de que não há mercado para o que se chama hoje de ‘enhanced e-books’. Hoje, simplesmente não sabemos se leitores gostarão ou pagarão por livros que usam tudo o que uma plataforma digital tem a oferecer. E provavelmente vai levar mais tempo que o esperado, principalmente por causa da natureza fragmentada do ambiente do e-book. Apple, Amazon, Barnes & Noble, Kobo, entre outros, ainda não empurraram o setor adiante, então os desafios para os criadores e editores que buscam novas experiências de leituras são grandes. Portanto não há uma oportunidade real para os leitores e nem como julgar se esse mercado seria comercialmente viável.

Por David Wilk | Digital Book World | 24/10/2013

Oficina de eBooks com Ednei Procópio na Fliporto 2013


Ednei Procópio

Uma boa notícia para os amantes dos livros eletrônicos. A Fliporto promove em novembro a oficina gratuita sobre eBooks, livros digitais que podem ser lidos em equipamentos eletrônicos. A oficina será ministrada pelo especialista em eBooks, Ednei Procópio, que volta ao evento a pedidos do público. As inscrições poderão ser feitas no site http://www.fliporto.net.

As aulas acontecerão entre os dias 15 e 17 de novembro, das 10h às 12h, dentro da programação da E-Porto Party. Dividido em nove módulos, a oficina contará com aulas intensas e laboratórios para que os participantes fiquem prontos para contar suas próprias histórias. A programação inclui os temas, o que é um livro digital? A história dos livros digitais no Brasil e no mundo, cadeia produtiva antes e depois dos eBooks, hardwares, softwares, formatos, conversão, digitalização, produção, catálogo, conteúdo e gestão dos direitos autorais.

CONTEÚDO DA OFICINA

  • O que é um Livro Digital
  • A História dos Livros Digitais no Brasil e no Mundo
  • A Cadeia Produtiva do Livro Antes e Depois dos eBooks
  • A Questão dos Hardwares [smartphones, tablets, e-readers, etc.]
  • A Questão dos Softwares [Android, iOS, Windows Phone, etc.]
  • A Questão dos Formatos [PDF, ePub, HTML5 e o livro-aplicativo ou enhanced books]
  • A Questão da Conversão, Digitalização e Produção dos eBooks
  • A Gestão de Catálogo e Conteúdo [Publicação, comercialização e distribuição dos livros digitais.]
  • A Gestão dos Direitos Autorais

QUEM PODE SE BENEFICIAR DO CURSO

O curso se destina a todos os interessados em livros eletrônicos; profissionais da cadeia produtiva da indústria editorial brasileira, desde os que atuam na produção e na área editorial quanto os profissionais que atuam nas vendas, comercialização e marketing dos livros. Incluindo profissionais que atuam dentro das editoras, das livrarias, distribuidoras, bibliotecas etc.

SOBRE EDNEI PROCÓPIO

Ednei Procópio, 37 anos, é empresário e um dos maiores especialistas em livros digitais no Brasil, atuando na área desde 1998. Como editor e sócio-fundador de selos editoriais ajudou na publicação, comercialização e divulgação de mais de mil títulos em versão impressa sob demanda, ebook e audiobook. Em 2005, Procópio publicou Construindo uma biblioteca digital, e em 2010 lançou O livro na era digital. Ednei Procópio fundou a startup LIVRUS (www.livrus.com.br), cujo escritório está sediado em São Paulo. A Livrus Negócios Editoriais é uma empresa de comunicação especializada, que tem como objetivo levar autores e suas obras à era digital.

Windows & Nokia: um novo player dos eBooks?


Nokia lança novos tablets e Windows prepara loja de revistas e e-books

O consumo de tablets continua desenfreado mundo afora. Nos Estados Unidos, por exemplo, é o aparelho que mais cresce entre leitores, segundo o relatório do grupo de estudos Pew. No Brasil, a previsão do International Data Corporation [IDC] é que em 2013 5,4 milhões de tablets sejam vendidos. Não é à toa então que a Nokia resolveu finalmente entrar na jogada. A empresa finlandesa seguiu a sua linha de smartphones Lumia e lançou hoje o tablet Lumia 2520 e os ‘phablets’ [entre o smartphone e o tablet] Lumia 1520 e 1620. Para o mercado de e-books, isso por significar a entrada de um novo player internacional. O sistema operacional dos novos aparelhos da Nokia são, assim como dos celulares, Windows. Coincidentemente ou não, a Microsoft declarou semana passada que está trabalhando em uma loja similar à da Apple, onde os leitores poderão comprar e-books diretamente de suas contas, sem passar por outros aplicativos, como Amazon, Kobo e Nook. Apesar de não terem entrado em detalhes, os engenheiros da Microsoft afirmaram em um bate papo com os internautas que esse tipo de serviço “está definitivamente no nosso radar, e estamos trabalhando nisso”.

Por Iona Teixeira Stevens | PublishNews | 22/10/2013

15 truques para você usar [de verdade] seu Kindle


Por: Nadiajda Ferreira | Publicado originalmente em GIZMODO Brasil | 20 de outubro de 2013, às 14:15

O mercado brasileiro de livros eletrônicos ainda está engatinhando e em breve [torçamos] será expressivo a ponto de a compra de e-books se tornar financeiramente vantajosa para o consumidor. Mas a praticidade dos leitores digitais é um fato: você pode dispensá-la, mas negá-la é complicado.

A discussão sobre o futuro do livro físico e sua pretensa obliteração pelo formato digital já está desgastada, mas é bom não esquecer que boa parte dos leitores está [e permanecerá] em cima do muro: mesmo tendo adquirido leitores digitais, eles não deixaram de comprar livros físcos. De modo que o apocalipse do livro de papel pode ser adiado em alguns anos.

Se você não é o tipo de pessoa que vai perder essa mão na roda só pra levantar a bandeirinha do tradicionalismo sem limites, é possível que já tenha optado ou esteja pensando em optar por um Kindle. Embora os dois modelos disponíveis hoje no Brasil sejam simples e não sigam a regra do device-que-faz-absolutamente-tudo-que-você-precisa-na-sua-vida, os leitores digitais da Amazon guardam alguns segredinhos nem tão secretos assim e descobri-los vai facilitar a sua vida. Ainda mais.

1. Hora de criar a sua biblioteca digital

A maioria das pessoas compra o leitor digital com um só objetivo: ler livros. Se você [secretamente, claro], já parou para pensar no seu consumo de literatura como uma dependência grave e passível de tratamento, prepare-se para alcançar um pouquinho de redenção ao adquirir um Kindle: os livros digitais são um pouco mais baratos, você poderá ler no transporte público sem precisar fazer malabarismo para equilibrar um calhamaço numa mão só, vai carregar menos peso e se o livro acabar no meio do caminho, não tem problema: tem mais alguns bem ali. Embora a oferta brasileira de e-books ainda não seja uma maravilha e o preço das versões eletrônicas não apresente grandes vantagens sobre as edições físicas, o leitor digital ainda representa economia. Sabe aquele monte de arquivos de livros que você acumulou a vida inteira no seu HD, jurando que um dia iria ler mesmo com toda a canseira causada pela tela do computador? Então, amigo, chegou a hora de colocar toda essa biblioteca alternativa no Kindle. Se você é essa pessoa equilibrada que não passou anos acumulando arquivos, parabéns. E meus pêsames, porque isso vai mudar agora mesmo.

Calibre é a ferramenta mais utilizada para converter arquivos para .mobi, o formato nativo do Kindle. Basta fazer o download do programa e ta-dam, é possível converter todos aqueles livros não lidos ou mezzo lidos e passá-los para o seu leitor via USB. Só que além de exigir que você faça as conversões e coloque os arquivos dentro do device no muque, o Calibre não é a ferramenta mais bonita e amigável que você verá na sua vida. Pra ser bem realista, ele é o tipo de software que sua tia [sim, a que te envia aqueles PPTs com mensagens de amor e esperança ilustradas com fotos de gatinhos e desenhos de artistas especialmente inaptos] criaria se ela fosse desenvolvedora.

Se você usa várias máquinas e não está na vibe de baixar um programa de conversão, nada tema: existem as opções que não precisam de instalação. O Cloud Convert e o Online Convert podem ser usados direto no site e transformam seus livros e documentos em arquivos .mobi, prontinhos para serem lidos no Kindle.

Mas tem um jeito ainda mais fácil: a própria Amazon oferece um software para desktop que envia seus arquivos para o Kindle e você pode baixar as versões para PC e Mac aqui. Depois de instalar, é só clicar com o botão direito do mouse sobre um arquivo e aparecerá a opção “Send to Kindle”. O programa faz a conversão do documento para .mobi, mas pode demorar para que ele chegue ao seu leitor.

2. Organize sua biblioteca digital como você quiser

Você pode organizar seus livros digitais de duas maneiras: deixando uma lista de livros na sua tela inicial [as opções de exibição são por mais recentes, por título ou por autor] ou criando coleções. Se você tem mais de 20 livros no seu Kindle, a melhor opção para fugir da insanidade organizacional são as coleções.

O mesmo livro pode estar dentro de diferentes coleções, de modo que se seu nível de TOC for alto, é possível criar múltiplos grupos com diferentes divisões: por autor, por gênero, por língua, por tema e o que mais der pra inventar. Se optar pelas coleções, o Kindle sempre vai manter no alto da tela a última coleção na qual você entrou. Assim, uma ideia é criar três coleções funcionais: a de livros lidos, a de livros que você está lendo e a de livros a serem lidos, e manter as duas últimas no topo da lista. Dois lembretes importantes: excluir as coleções não exclui os arquivos de livros ou documentos contidos nelas; se acontecer alguma coisa com seu Kindle e você tiver que adquirir outro, a conta da Amazon continuará sendo a mesma e seus livros estarão lá. Mas as coleções vão sumir e [sim, é uma tristeza] será preciso organizar tudo de novo.

3. Envie textos do seu navegador direto para o Kindle

Você está aproveitando seus cinco minutos de internet e de repente encontra um artigo legal. Você poderia lê-lo, mas coisas incômodas como trabalho, obrigações ou responsabilidades são impedimentos. Suas opções são deixar o link aberto no navegador [e depois fechar todas as abas sem querer], favoritá-lo [e esquecer pra sempre], mandar pra você mesmo por e-mail [e nunca ler] ou usar uma ferramenta de curadoria de links [e acumular mais artigos do que poderia ler numa vida inteira, mesmo se passasse 24 horas por dia fazendo isso]. É possível acreditar em pequenos milagres quando o staff das principais ferramentas de armazenamento de favoritos tem a epifania de se integrar com o Kindle.

Instapaper, um dos mais conhecidos sites de favoritos, disponibiliza o envio dos textos salvos para o seu Kindle. Eles vêm num só arquivo e dá para escolher a periodicidade e quantidade de artigos enviados, mas não espere um grande primor da arte da diagramação. Ele também não permite a visualização de imagens e não dá pra adicionar o arquivo de artigos a uma das suas coleções.

Readability é um complemento para navegador que também guarda seus links para leitura posterior. A opção de envio de artigos para o Kindle cria documentos minimalistas e oferece aquela que provavelmente é a melhor experiência de leitura de artigos no Kindle, embora o envio de imagens também seja um problema.

A Amazon não perdeu tempo e criou seu próprio complemento para enviar artigos do browser, o Send to Kindle. Ele tem até um botão que você coloca no seu site ou blog para que os leitores possam enviar os artigos diretamente para seus dispositivos. Acontece que o Send to Kindle é temperamental, trava muito e às vezes simplesmente não simpatiza com um artigo e não o envia a não ser após várias tentativas.

Algumas aplicações para navegador foram criadas especialmente para o device, como o Push to Kindle, e reza a lenda que ele é o mais funcional de todos. Lembre-se de que para utilizar esses complementos é necessário colocar os e-mails deles na lista autorizada a enviar material para o seu Kindle. Para fazer isso, entre na sua conta da Amazon e acesse as “Configurações de Documentos Pessoais”.

4. Envie arquivos para o seu Kindle por e-mail

Você também pode enviar arquivos para o seu Kindle por e-mail. Para isso, entre na sua conta da Amazon e clique na opção “Gerencie seu Kindle”. Depois, à esquerda da tela, entre em “Configurações de Documentos Pessoais” e adicione os endereços de e-mail que poderão mandar conteúdo para o seu aparelho. Os arquivos que forem enviados de outros e-mails serão descartados. Depois de fazer a configuração, é só anexar um arquivo [no formato .mobi] e mandar ver. Um truque: se o arquivo for um PDF, você pode enviá-lo no formato original, mas alguns PDFs ficam ilegíveis no Kindle. Então coloque a palavra “convert” no título do e-mail e ele será convertido automaticamente. Só que pode demorar e nem sempre dá certo.

5. Leia seus feeds favoritos no Kindle

Do vício em livros para o vício em blogs é um pulo. Dá para ler alguns dos seus feeds preferidos no leitor digital usando o Kindle4rss, que monta uma revistinha com o conteúdo que você acompanha. A versão gratuita permite a assinatura de até 12 feeds com 25 artigos por edição, mas é preciso que você coloque o conteúdo manualmente no seu Kindle. A versão paga custa $1,90 por mês, oferece até 300 assinaturas com número ilimitado de artigos por edição e ainda envia os arquivos automaticamente para o aparelho.

6. Acesse o conteúdo do seu Kindle em outros aparelhos

Aí a bateria do Kindle acabou numa situação em que não dá pra recarregar bem quando você pretendia continuar uma leitura. Não precisa chorar: é possível acessar o conteúdo do seu Kindle em outros devices através de aplicativos disponibilizados pela Amazon. Tem pra iPhone, iPod Touch, iPad, Android, tablet Android e tablet com Windows 8.

7. Seus arquivos e a nuvem da Amazon

Nem todos os arquivos que você coloca no Kindle ficam guardados nos servidores da Amazon. Tudo aquilo que você compra ou envia para o Kindle via e-mail ou complementos de navegador fica armazenado tanto no aparelho como na nuvem da Amazon. No entanto, os arquivos que são colocados no Kindle via cabo USB ficam somente no aparelho. Se acontecer alguma coisa com seu device, eles se perdem.

8. Use o Kindle para ler quadrinhos

O Kindle e o Kindle Paperwhite não são os devices ideais para a leitura de quadrinhos, tanto pelo tamanho da tela como pela ausência de cores. Mas se a vontade for maior que o juízo, sempre há um jeitinho.

Pelo site da Amazon é possível baixar gratuitamente o Kindle Comic Creator, um software que permite que os quadrinistas criem HQs em .mobi para vendê-las no site. Você pode baixá-lo e converter as HQs que estão no seu computador, só que como o foco da ferramenta não está nos usuários, mas nos criadores, utilizá-la não é fácil nem rápido.

Já o Mangle foi criado com o objetivo de tornar a leitura de mangás possível no Kindle. Como os mangás costumam ter um formato menor que o dos comics americanos e geralmente são em preto e branco, a experiência não fica muito prejudicada.

9. Coloque uma senha no seu Kindle

Digamos que você seja Professor Doutor em Literatura Russa, resolva ler Crepúsculo [só para entender o fenômeno, lógico] e não queira que ninguém descubra para evitar situações academicamente embaraçosas. Simples: coloque uma senha no seu Kindle. Tanto o modelo simples quanto o Paperwhite oferecem em seus menus de configurações a opção de criar uma senha numérica para o dispositivo.

10. Quanto mais línguas, mais dicionários

O Kindle já vem com dicionários, mas quem é poliglota ou está estudando outras línguas pode adicionar mais alguns. Aqui você encontra dicionários já no formato nativo do leitor da Amazon.

11. Faça backup do seu arquivo de anotações

O Kindle permite que você faça marcações e notas nos seus livros. Essas anotações ficam armazenadas num documento que seu Kindle chamará de “Meus Recortes”. É sempre bom fazer o backup periódico desse arquivo, que fica na pasta raiz do aparelho, para que as suas informações estejam sempre atualizadas. Outra dica é: você pode sincronizar os dados para que o documento esteja disponível em todos os devices nos quais você utiliza a plataforma Kindle. Para fazer isso, vá até as configurações e se certifique de a opção “Backup de anotações” está ligada. Você também pode ver os trechos que as pessoas mais destacam nos livros e permitir que suas notas sejam vistas pelas pessoas que você segue na Amazon: basta entrar nas suas configurações e ligar as opções “Destaques Populares” e “Notas públicas”.

12. Use seu Kindle para revisar textos

Muita gente acha melhor imprimir documentos para revisá-los. Você pode repassar seus textos no Kindle, economizar papel e contribuir para a vida das arvorezinhas. Envie o documento a ser revisto para o seu Kindle e faça as correções usando as ferramentas de notas e marcações.

13. Um sistema operacional alternativo para o Kindle

Uma pequena empresa chinesa decidiu que não tem medo do Jeff Bezos e desenvolveu o Duokan, nada menos que um sistema operacional alternativo para o Kindle. Ele permite que o Kindle leia ePub, o formato padrão de e-books, que é mais compacto que o .mobi. O Duokan também conta com um auto-ajuste para arquivos PDF. Agora a dura verdade: a instalação do sistema é por sua conta e risco: se tudo der certo, seu Kindle fica tunado. Se der errado, ele vai virar um belíssimo peso de papéis. Além disso, com a instalação do Duokan, o Kindle deixa de receber as atualizações de software da Amazon.

14. Screenshots no Kindle Paperwhite

No Kindle Paperwhite é possível tirar screenshots tocando as extremidades opostas da tela, como mostra este vídeo. O arquivo vai para a pasta raiz do aparelho.

O Paperwhite também permite que você faça uma pesquisa na Wikipedia Inline a partir de uma palavra do texto. Quando a palavra for pesquisada, abaixo da definição vai aparecer um botão “Mais”: clicando nele, você será encaminhando para a definição do termo no site.

15. Pequenas funcionalidades, grande ajuda

O Kindle permite que você personalize algumas configurações do arquivo que você está lendo: é possível mudar o tamanho da fonte e o espaçamento entre as linhas, além de rotacionar a tela e, em alguns arquivos, usar o zoom.

Apesar de o Kindle manter os livros digitais na página em que você os deixou, se quiser ficar fuçando pra lá e pra cá no arquivo [o Kindle não tem numeração de página: ele usa um sistema de porcentagem de leitura], é possível criar um marcador. É só ativar o menu, clicar na opção “Marcador de Página” e vai aparecer uma dobrinha digital no canto da página em que você estiver.

Você também pode compartilhar suas notas e destaques via Twitter ou Facebook ativando as redes sociais na parte de configurações do aparelho. Essa funcionalidade só está disponível para os livros comprados na Amazon.

O Kindle é feito para ser carregado via USB através do computador, mas você também pode carregá-lo direto na tomada, desde que compre um adaptador para USB ou use um carregador compatível [dica: o do iPhone 5 funciona perfeitamente].

No menu do Kindle há a opção “Experimental”, que oferece um navegador beta. Você pode experimentá-lo e enviar a sua opinião para que a Amazon o aperfeiçoe.

Recentemente a Amazon liberou o serviço de atualização automática de livro. Se você ativá-la na sua conta, os livros recebem atualizações caso a editora opte por substituir a edição que você comprou por uma versão aperfeiçoada.

Agora você não tem mais desculpa para não dar um jeito no seu Kindle. Se você conhece outros truques, compartilhe nos comentários!

Por: Nadiajda Ferreira | Publicado originalmente em GIZMODO Brasil | 20 de outubro de 2013, às 14:15

Kobo anuncia parceria com Livrarias Feltrinelli


Objetivo é ampliar a oferta do seu eReader mundialmente

A Kobo, que atua no mercado de eReading, anunciou ontem uma parceria com a rede de livrarias italiana Feltrinelli, para ampliar a presença da empresa e seu acesso aos leitores mais assíduos do país. Juntas, as companhias estarão oferecendo a plataforma global da Kobo, seus dispositivo de eReading e uma linha completa de acessórios através das 50 livrarias da Feltrinelli. A partir de hoje, a Feltrinelli estará oferecendo os eReaders Kobo Touch™, Kobo Glo, Kobo Aura e Kobo Aura HD E Ink. O Kobo 7, o tablet projetado para leitores, será disponível em lojas a partir do final de outubro. Com um catálogo de praticamente 4 milhões de livros em 68 idiomas, a Kobo serve leitores em 190 países.

PublishNews | 15/10/2013

Como ler livros em tablet android: Mantano Reader


Qual o melhor aplicativo para ler eBooks em um tablet Android? Não sei se vou conseguir responder a pergunta sobre o melhor mas posso contar aqui a minha experiência pessoal.

Apresento aqui o Mantano Reader, um software pouco conhecido mas que me surpreendeu positivamente.

Existem muitos softwares para tablets, seja Andoid seja iOS, que permitem ler arquivos ePub e PDF e fazer uma escolha é sempre complicado. Propor um que seja o melhor é impossível, porque cada um possui as suas exigências!

Lendo comodamente um livro no formato ePub ou PDF

Em primeiro lugar Mantano Reader é um software independente ou seja não está vinculado a nenhuma loja específica e isto permite ler livros digitais comprados em quase todas as lojas brasileiras, pois é compatível com o DRM da Adobe, usado por boa parte destas lojas.

Abre comodamente tanto ePub quanto PDF permitindo fazer anotações de maneira simples, dando a possibilidade de enviar estas anotações para sua conta no Facebook, Twitter ou por e-mail para seus contatos. É possível evidenciar o texto em várias cores e possui um índice onde você pode encontrar facilmente todas as anotações que feitas no seu eBook.

O sumário do livro é muito prático. Basta clicar na seta no canto inferior direito da tela e você terá acesso a um menu lateral com o sumário do livro, os marca páginas usados durante a leitura, os textos evidenciados e as anotações.

Com um toque na tela você tem acesso a um menu inferior que dá acesso à várias funções práticas e úteis

Anotar: você pode fazer suas anotações escrevendo um texto ou desenhando o que você quiser na tela!

Destacar: permite destacar o texto de maneira simples enquanto você lê. Obviamente você vai poder depois encontrar facilmente tudo o que destacou em um sumário.

Tema: se quiser pode modificar o tema de leitura entre normal e sepia, ou então você pode criar um tema todo seu definindo margens tamanho de fonte, cor de fundo, entrelinhas alinhamento de texto etc…

Exibir: permite modificar o tamanho da fonte ou a orientação do texto.
TTS: faz com que o software lei para você em alta voz!

Dicionário: dá acesso aos dicionários presente no programa ou acesso direto ao google para fazer pesquisas online sem sair do softwarer de leitura!

Procurar: permite fazer buscas por palavras ou frases dentro do eBook.
Info: apresenta as informações sobre o eBook que você está lendo.

Dois detalhes que podem fazer a diferença

O que me convenceu a usar este software para as minhas leituras pessoais foram duas características quase banais mas que deixam a leitura muito confortável.

a] O controle de luminosidade com o deslizar do dedo no lado esquerdo da página. É um modo muito simples de controlar a luz emitida pelo aparelho e para quem gosta de ler antes de dormir é muito prático porque permite controlar a luminosidade sem ter que clicar em menus com opções várias.

b] Aumento do tamanho das fontes com o deslizar do dedo no meio da página. Se você quer aumentar o tamanho da fonte basta deslizar o dedo no meio da tela de baixo para cima. Se quiser diminuir o texto deslize de cima para baixo. Simples não?

Catalogação da biblioteca pessoal

Obviamente o software possui um ótimo controle e organização da biblioteca, permitindo classificar os eBooks por tags, coleções, livros lidos, não lidos, com anotações, etc…

Além disto dá acesso logo na abertura do programa a todas as anotações que você fez em todos os teus livros o que faz destes programa uma ajuda perfeita para livros de estudos!

Grátis, mas compensa pagar!
O Mantano reader vem em uma versão gratuita, o Mantano Reader Lite, ou em versão premium a pagamento, o Mantano Reader Premium.

Meu conselho é de baixar a versão gratuita lite e usar por um período de teste, mas posso desde já recomendar sem medo a versão a pagamento. Vale a pena.

Revolução eBook | 10/10/13

Kindle Fire HDX: um campeão entre os tablets pequenos


Novo aparelho da Amazon tem preço acessível e vem com o que há de mais moderno da categoria

Foto: Gizmodo

Foto: Gizmodo

O Kindle Fire HDX é um grande avanço em comparação aos seus antecessores. Ele recebeu um redesign bacana, hardware mais rápido e alguns truques novos. Acima de tudo, ele é um dos melhores tablets pequenos que existem agora.

O que é?

Um tablet de 7 polegadas de US$ 230 feito pela Amazon. É a terceira geração da linha Kindle Fire, com hardware mais poderoso, uma nova tela maravilhosa e um corpo completamente novo. Assim como o Kindle Fire original, ele é uma vitrine para comprar coisas na Amazon, porém de forma bem mais fantástica que seus antecessores.

Para quem ele foi feito?

Para quem quer ver filmes e ler livros em um tablet, e para quem está mergulhado no mundo da Amazon. Sim, a versão brasileira da loja online vende apenas e-books, mas você pode assim mesmo aproveitar o tablet por aqui. Afinal, ele também tem uma tela fantástica e alto-falantes excelentes por um bom preço. Funciona como qualquer tablet, mas funciona melhor integrado à Amazon.

Design

Uma beleza angular. Enquanto o Kindle Fire original era basicamente um retângulo, e o Kindle Fire HD era levemente curvado, o HDX mistura o que há de melhor em ambos. Ele tem um corpo de magnésio sólido, coberto por um plástico suave que oferece uma boa pegada; no entanto, ele ficará coberto de marcas dos seus dedos.

Os cantos traseiros do HDX são levemente angulados: isso não só é atraente, como faz bastante sentido ergonômico – seus dedos ficam relaxados ao segurar as bordas.

O HDX tem acabamento um pouco melhor do que seu antecessor. Ele é menos volumoso em torno das bordas, graças a uma moldura ligeiramente reduzida, mas você ainda terá dificuldade para colocá-lo no seu bolso. Com 311 gramas, o HDX é bem mais leve do que o Kindle Fire HD de 395 g, e levemente mais pesado do que o iPad Mini [303 g]. O campeão em portabilidade ainda é o novo Nexus 7, com seus 289 gramas e o bônus de ser fino o suficiente para caber no bolso. Mas o HDX aparece logo em segundo.

Os botões são melhores do que eram na versão anterior, mas ainda assim são um pouco estranhos. Como eles são côncavos, em vez de saltarem da superfície do tablet, você precisa da ponta dos dedos para encontrá-los e usá-los. Além disso, quando o tablet está em modo paisagem com a câmera frontal na parte superior, os botões de volume ficam no lado direito da parte traseira. Ao segurá-lo com a mão direita, de repente você ouve aquela explosão altíssima de som – você aumentou o volume sem querer… [Canhotos, vocês se deram bem desta vez!] Parece algo pequeno, mas neste ponto o Nexus 7 é superior.

A posição do speaker é perfeita. O Kindle Fire HD tinha problemas nessa área, mas o HDX recebeu grandes melhorias ao mover os speakers para o canto angulado traseiro, bem distante de onde seus dedos costumam ficar – assim, eles não atrapalham a emissão de som.

Outros tablets costumam ter problemas de som quando você passa o dedo por um speaker, e isso prejudica toda a experiência de ver um filme, algo que não ocorre com o HDX.

Kindle Fire HDX | Photo: Gizmodo

Kindle Fire HDX | Photo: Gizmodo

Usando

À primeira vista, pode parecer estranho que um tablet projetado especialmente para ver filmes e ler livros e revistas tenha tanta potência: processador Snapdragon 800 quad-core de 2,2 GHz, e 2 GB de RAM. Mas quando você coloca o HDX nas suas mãos, tudo começa a fazer sentido.

Fazer qualquer coisa no HDX é prazeroso e fluido. Com uma tela 1920×1200 com 323 pixels por polegada – empatada com a tela do Nexus 7 e superada apenas pela tela do HDX 8,9 com 399 PPI – o HDX tem mais pixels do que nunca, e eles são belíssimos. Dá para passar minutos inteiros brincando no carrossel da tela inicial do HDX, apenas apreciando sua nitidez.

A enorme quantidade de pixels traz ótimos benefícios para o aparelho. A resolução permite que vídeos brilhem, e o contraste estelar e os pretos profundos da tela superam a qualidade do Nexus 7 2013 quando você os compara lado a lado.

Livros também ficam ótimos na tela, nítida o suficiente para você quase esquecer que está olhando para uma tela LCD em algumas circunstâncias. O sensor de luz ambiente do HDX- que ajuda a ajustar o contraste debaixo de luz solar – facilita a leitura em ambientes abertos e ensolarados, mas ainda assim é uma experiência ruim; você provavelmente vai preferir evitar isso.

O melhor de tudo, porém, é que o HDX economiza bateria quando está no modo leitura: conseguimos 17 horas seguidas de tela sempre ligada com apenas uma carga.

E então chegamos à qualidade do áudio, que é mesmo impressionante. É possível ouvir bem as frequências baixas de som, o que dá mais profundidade ao áudio – ele parece flutuar ao seu redor. Não parece que ele está vindo de um tablet; ele está simplesmente lá.

Software

O Kindle Fire HDX tem diversos truques diferentes de software, mas um se destaca em relação aos outros. Historicamente, a interface do Kindle Fire estava centralizada ao redor de um carrossel. Um fluxo com álbuns, livros, filmes, apps e qualquer outra coisa disponível no aparelho. Ainda é assim, mas a Fire UI 3.0 enfim adicionou uma gaveta de apps.

Isso faz do HDX um tablet completamente diferente.

Antes, a interface do Kindle Fire era carregada de apps. Não do ponto de vista de processamento [embora por vezes também isso], mas do ponto de vista organizacional. Era como uma mochila: quanto mais coisas você colocava, mais difícil ficava de encontrar algo. Mas com a nova opção de uma app drawer, os aplicativos estão muito mais acessíveis. Antes, a grade de apps ficava meio escondida – você precisava tocar a aba “Apps” no meio das categorias, e eles tinham o mesmo destaque de coisas como “Audiobooks” e “Banca de revistas”. Agora, os apps ganharam um espaço dedicado para brilharem na sua tela inicial.

E, como um sistema operacional crescido, o Fire OS 3.0 conta com multitarefa que permite que você alterne não apenas entre apps, mas também entre livros! Ou seja, como você pode alternar entre conteúdos, o tablet não vai reunir seus e-books em uma só opção “Livros” na barra de multitarefa. Não é uma mudança tão grande quando a nova gaveta de apps, mas ainda assim é um passo à frente.

Nós testamos o Mayday, o novo suporte técnico por videochamada do Kindle Fire, e ele funciona exatamente como prometido. Toquei no botão e, cerca de cinco segundos depois, estava falando com Jace, que – após confirmar meu endereço de email por motivos de segurança – começou a desenhar na minha tela e a mover seu avatar. Foi mágico. Mas mesmo que o Mayday não ative a sua câmera, ainda há algo perturbador nele. Eles não podem te ver, mas você ainda se sente vigiado.


A seta foi desenhada por ele. E o rosto pixelizado foi ideia minha, achei educado.

Vale ressaltar que o Mayday ainda não está sob muita pressão. O volume das chamadas era bem baixo, e aposto que a Amazon considerou o fato de que os primeiros suportes seriam feitos a pessoas como eu, que testam o aparelho. Ainda assim, minha experiência foi bem prazerosa, e a sua também deve ser [se você um dia precisar da ajuda dele].

O Mayday não é necessário para amantes de gadgets, ou qualquer um que entenda como funciona uma interface moderna. Mas é bom saber que aqueles com menos familiaridade têm a quem recorrer em caso de ajuda. Por enquanto não há como desabilitar o botão Mayday, que fica na área de notificações, mas nos disseram que uma configuração para isso será liberada antes do lançamento oficial do tablet.

O X-ray para músicas é mais uma ótima adição de software, apesar de não ser nada crucial. Ele permite acessar a letra de uma música e, ao tocar nas palavras, você é levado ao ponto da música onde essa palavra é cantada – algo bem divertido. E, diferentemente do X-ray para filmes, que é mais valioso como fonte de trívias, ou o X-ray para livros, que traz informações durante a leitura, o X-ray para músicas é mais como um brinquedo.

Gostei

Assistir filmes e programas de TV no HDX é demais. Entre a belíssima tela [quando está exibindo conteúdo HD], o som excelente e a ergonomia confortável do tablet, você vai se perguntar por que se preocupar em ter uma TV. O HDX não é apenas um rosto bonito, ou algo poderoso – ele é tudo isso e ainda é muito portátil.

Kindle Fire HDX | Photo: Gizmodo

Kindle Fire HDX | Photo: Gizmodo

A navegação geral do HDX é igualmente fantástica. Em partes por causa do processador de 2,2 GHz, mas o Jelly Bean 4.2.2 [no qual a Fire UI é baseada] também ajuda. Afinal, ele inclui o Project Butter, iniciativa do Google para tornar o Android mais rápido e fluido, e consequentemente isso acontece com o Fire UI 3.0.

Também vemos a ausência de engasgos no mundo dos apps: o Kindle Fire HDX pode rodar [e bem!] praticamente qualquer app que você quiser. Testamos Dead Trigger, um pouco de Angry Birds e alguns outros jogos, e todos pareciam um sonho. Mesmo com tantos pixels para processar, é complicado imaginar algo que dê trabalho para o HDX.

Não gostei

Os botões do Kindle Fire HDX são melhores do que os virtualmente invisíveis do Fire HD, mas, como ressaltamos, eles ainda são estranhos. E há alguns outros problemas também. A entrada microUSB, onde você encaixa o carregador, é angulada de forma estranha. Isso significa que o cabo fica em um ângulo nem um pouco natural, e plugá-lo é sempre estranho e forçado – parece que algo vai quebrar.

Não são grandes problemas, mas contribui para uma sensação geral de estranhamento. Ou talvez seja algo que diminui a sensação de solidez e normalidade. De qualquer forma, é uma desvantagem.

Existem algumas questões maiores também. A linha Kindle Fire nunca teve a intenção de ser uma máquina para e-mail e calendário. Ele foi feito para ver filmes, ler quadrinhos e livros. Tecnicamente, é um Kindle. Desta vez, o HDX tentou expandir os horizontes com hardware mais poderoso e acesso melhorado aos apps. Mas poderia ser melhor.

Existem alguns problemas como a ausência dos apps do Google, mas não é exatamente uma falha, e sim uma escolha que pode não agradá-lo. Ainda assim, esta escolha traz muitas consequências. A Amazon App Store tem uma seleção melhor do que antes – muitos dos apps famosos já estão aqui – mas ainda está distante do mundo maravilhoso do Google Play em alguns pontos importantes. Apps que você já comprou pela Play Store não podem ser transferidos para o Kindle Fire HDX. Atualizações de apps precisam ser aprovadas pela Amazon antes de chegar ao Kindle. O melhor é não pensar no Kindle Fire como um tablet com Android; o Fire OS é tão distante do Android que é uma experiência completamente diferente, com as próprias regras e próprios apps. O fato dele compartilhar algumas coisas com o Android é um bônus, não uma parte integral do que ele pretende ser.

Além disso, você não conta com acesso a serviços cada vez melhores do Google, como o Google Now, ou o Voice Search, e não há sincronização de contas entre dispositivos como no Google. É o preço a se pagar por escolher a Amazon [e seu hardware excelente e barato].

A Fire UI também tem as suas próprias deficiências. As notificações dos apps são acumuladas como meros números no topo de barra de notificações, sem nenhuma maneira mais informativa como um pop-up. Você verá apenas um “1″ ou “2″, por exemplo, e não vai ter ideia do que se trata antes de verificar a central de notificações. É algo pequeno, mas irritante.

Notas de teste

A Amazon diz que a bateria dura 17 horas no modo leitura. Parece loucura, mas é verdade: nós conseguimos mais ou menos esse tempo com ele ligado em brilho automático.

Nos testes de vídeo [10 horas de Nyan Cat, também com brilho automático] também conseguimos as 11 horas divulgadas pela Amazon.

Seria negligência da minha parte não fazer ao menos uma comparação com o iPad Mini, mas, ao mesmo tempo, isso é um tanto cruel. Não é uma briga justa. O iPad Mini já tem um ano de vida, e também está em um universo diferente de preço; o HDX custa a partir de US$ 230, enquanto o iPad Mini custa US$ 330. Mas um novo iPad Mini vem aí, e ele deve ser um grande avanço em relação ao antecessor. O HDX é melhor que o iPad Mini do ano passado, é claro. Mas com o iPad Mini 2 a história deve ser diferente.

O Kindle Fire HDX de 7 polegadas chega em diferentes opções de armazenamento e conexão. Ele custa US$ 230, US$ 270 e US$ 310 por 16GB/32GB/64GB. E então você pode adicionar US$ 100 por 4G LTE. E também pode pagar US$ 14 para eliminar os anúncios na tela de bloqueio.

Há ainda uma capa exclusiva para o HDX, que serve de suporte. Ela se chama Origami Case, se prende ao HDX através de ímãs, e pode ser colocada em modo paisagem ou retrato. Mas, por US$ 65, é um pouco caro, ainda mais para um tablet que não precisa de um case para ser bom.

Kindle Fire HDX | Photo: Gizmodo

Kindle Fire HDX | Photo: Gizmodo

Eu deveria comprar um?

Com o preço inicial de US$ 230, o HDX concorre diretamente com o novo Nexus 7, e em praticamente todas as categorias ele vence. Então mesmo que o Android padrão e a Play Store sejam importantes para você, é melhor pensar bem.

Você gosta de assistir vídeos no tablet? O Kindle Fire HDX tem uma excelente tela – a melhor de todas. No Brasil, você não pode ver conteúdo da Amazon, mas pode acessar o Netflix e vídeos nativos, por exemplo. Ele tem suporte a arquivos MP4 e MKV, entre outros.

Você gosta de ouvir coisas no seu tablet sem fone de ouvido? O Kindle Fire HDX tem alto-falantes excelentes, e muito bem posicionados, o que é muito mais raro do que deveria ser.

Você gosta de uma interface de usuário fluida, capaz de rodar de tudo? O Kindle Fire HDX tem um baita processador. É um Snapdragon 800 de 2,2 GHz que continuará sendo excelente por um bom tempo. Ele roda muito bem qualquer app disponível na Amazon App Store. O Nexus 7, com seu Snapdragon 600, não tem a mesma potência.

Você gosta de checar seu email e redes sociais, além de navegar na web direto no seu tablet? O Kindle Fire HDX faz isso muito bem. O app pré-instalado de email e o navegador Silk não são os melhores da categoria, mas funcionam legal. Há também apps para Twitter, Facebook e outras redes sociais.

Você gosta de ler livros? O Kindle HDX não tem uma tela e-ink, mas possui sensor de luz que ajusta o contraste, e uma bateria que dura 17 horas no modo leitura. É a melhor experiência que você conseguirá fora de um e-reader.

Se o Android padrão e a Play Store são mais importantes do que tudo isso, compre um Nexus 7. Mas se um gadget pode fazer você reconsiderar suas prioridades, é este aqui. A linha Kindle Fire recebe críticas por não ter um tablet com Android de verdade, só que ele faz o mesmo que os outros – e até melhor, na maioria das vezes.

Mas eis algo a se levar em conta: a nova versão do iPad Mini está chegando. Não sabemos ao certo como ela é, mas pode concorrer a “melhor tablet pequeno”. O próximo grande evento da Apple para o iPad deve ser agora em outubro.

Por enquanto, o Kindle Fire HDX é vitorioso, superando o já surpreendente Nexus 7 2013. Será que a Apple supera? Talvez sim, talvez não. Mas, agora, o HDX é o grande líder da categoria.

Especificações técnicas do Kindle Fire HDX

Processador: Snapdragon 800 2.2 GHz quad-core
Tela: IPS LCD de 7 polegadas
Resolução: 1920×1200 pixels [323 ppi]
Memória: 2 GB
Armazenamento: 16GB/32GB/64GB
OS: Android 4.2.2 [Modificado]
Câmera: frontal
Gravação de vídeo: “HD”
Rede: WiFi [5GHz MIMO]
Peso: 303 gramas [Wi-Fi]; 311 g [4G]
Dimensões: 186 mm x 128 mm x 9 mm

Por Eric Limer | Publicado originalmente em Gizmodo | MSN Tecnologia | 03/10/2013

Professores de Rondônia começam a receber tablets


Os 314 tablets recebidos pelo Instituto Federal de Rondônia começaram a ser entregues esta semana aos professores. A ação é referente ao Programa de Modernização da Rede Federal para uso de Tecnologias Educacionais [PMTE], realizada por meio do FNDE [Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação], e cada professor efetivo do IFRO terá um tablete para suas atividades de ensino. Os primeiros beneficiados foram os docentes do Câmpus Vilhena. Nesta sexta-feira [27], uma remessa de 64 aparelhos será distribuída em Porto Velho, sendo 48 para o Câmpus Calama e 16 para o Zona Norte. Nos próximos dias, a entrega e o cadastramento contemplarão os Câmpus Ariquemes, Cacoal, Colorado do Oeste e Ji-Paraná.

De acordo com o Diretor de Gestão de Tecnologia da Informação do IFRO, Jhordano Malacarne Bravim, esta é mais uma possibilidade de ampliação do acesso às tecnologias educacionais digitais, pelo seu baixo custo, facilidade de uso e de conectividade à infraestrutura de TI instalada nas unidades do Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica em Rondônia.

“Os professores podem usar os equipamentos portáteis para interagirem com os alunos com grande facilidade nas aulas, em sala ou em campo, usando materiais voltados para educação como vídeos, áudios e páginas Web que tratam do assunto abordado. Os equipamentos permitirão ainda que o professor tenha uma vasta biblioteca e acesso aos mais diversos periódicos de maneira rápida e em qualquer lugar sem o incomodo de transportar fisicamente vários livros e publicações”, enfatiza Jhordano.

Rondoniagora | 28/09/13

Amazon lança tablets com suporte ao vivo em vídeo


Dispositivos HDX, com tela de alta definição, possuem ‘botão de socorro’

Jeff Bezos, dono da Amazon, mostrando risonho suas duas novidades AFP  Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/tecnologia/amazon-lanca-tablets-com-suporte-ao-vivo-em-video-10134724#ixzz2fvdiHmmw  © 1996 - 2013. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.

Jeff Bezos, dono da Amazon, mostrando risonho suas duas novidades AFP

SEATTLE | A Amazon.com anunciou dois novos tablets de alta definição na terça-feira com um recurso inédito de suporte on-line em vídeo, na esperança de que a novidade venha a dar-lhe uma vantagem sobre os dispositivos das rivais Apple e Google.

Os novos tablets Kindle Fire HDX apresentam o que a Amazon tem chamado de “Botão de Socorro” [Mayday Button], que aciona traz instantaneamente um papo em vídeo com um representante de suporte técnico que pode dizer a um usuário como operar o dispositivo ou até mesmo fazer isso por ele remotamente.

A Amazon disse que o serviço é gratuito para clientes HDX, está disponível em todos os momentos, e tem tempo previsto máximo de resposta de até 15 segundos. Os usuários podem mover a caixa de vídeo na tela a seu bel-prazer e seus rostos não podem ser vistos pelo representante da Amazon.

A maior varejista internet do mundo tem uma abordagem para o mercado de tablet diferente do da a Apple, vendendo de seus dispositivos Kindle a preços baixos e obtendo lucro com a venda de conteúdo digital, como vídeo e música, ou bens físicos, como os livros vendidos em seu site. Desde que a Amazon entrou no então nascente mercado de tablets com o Kindle Fire, em 2011, os dispositivos da empresa têm provado ser eficazes máquinas de venda automática.

Não está claro ainda como o recurso de suporte pessoal instantâneo vai afetar o custo subjacente de apoiar o Kindle.

Este é o tipo de recurso que estamos bem adaptados para oferecer”, disse o presidente-executivo da Amazon, Jeff Bezos, ao mostrar os novos tablets a jornalistas na sede da Amazon em Seattle na terça-feira. “Muitas das coisas que fizemos juntos combinam com trabalho pesado. Esta é uma dessas coisas”.

Por Reuters | 25/09/13, às 9h37 | Publicado originalmente e clipado à partir de O Globo | © 1996 – 2013. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A.

Celular já serve de caderno em sala de aula


Os alunos das escolas públicas da capital já começam a usar os celulares em sala de aula como se fossem cadernos

Na Emef [Escola Municipal de Educação Infantil] Antônio Duarte de Almeida, em Itaquera, na Zona Leste de São Paulo, os alunos não apenas são autorizados a entrar com seus smartphones nas salas de aula, como são incentivados a utilizá-los como suporte de ensino. “A tecnologia serve à educação também. Tenho alunos que preferem anotar o que foi passado na lousa digitando no celular ou tablet. Outros preferem fotografar”, analisa o diretor, José Silveira.

Na instituição, além do laboratório didático com 21 computadores, os estudantes pesquisam o conteúdo simultaneamente à explicação do docente, tanto pelos seus telefones particulares, quanto pelos 14 tablets dados pela Prefeitura. “A gente presta mais atenção quando podemos aprender usando a internet”, diz Luana Isidora, de 16 anos, aluna do 8 ano.

Celular, não/ Mas o deputado estadual Rodrigo Moraes [PSC] teme que os dispositivos móveis se tornem uma “inconveniência”. “Imagine um professor trabalhando e celulares tocando? Nossos educadores não precisam sofrer com mais um problema”, argumenta.

Rodrigo é autor de um projeto de lei que proíbe o uso do telefone móvel nas escolas. Se tivesse feito uma breve pesquisa na internet, o parlamentar saberia que tal legislação já existe, tanto na esfera municipal como na estadual.

Com 14 anos de magistério, a docente de informática Ariane Cabrera teme pela segurança com a liberação dos aparelhos. “Já vi estudantes agendando briga. Mas isso não deve ser empecilho. Os professores têm de saber lidar com isso”, opina.

Caíque Silva, de 11 anos, concorda com Ariane e não quer saber de voltar ao modelo antigo. “Hoje tenho vontade de vir pra escola”, diz o aluno do 5 ano. se rende à tecnologia, mas leis municipal e estadual vão contra a medida.

Rede Bom Dia | 20/09/13

Do papel ao digital


Conheça um pouco mais os e-books, tecnologia que vêm modernizando os hábitos de leitura em todo o mundo

O mercado do consumo vem crescendo cada dia mais em todo o mundo, tendo sempre como fiel aliada as constantes inovações tecnológicas. Celulares, câmeras, iPods, tablets e diversos aparelhos fazem parte do cotidiano de todas as pessoas, proporcionando facilidade de acesso à informação e interligando todos os amantes da tecnologia.

O que ninguém imaginou e nem mesmo Gutenberg previu, era que esse universo tecnológico iria contagiar leitores assíduos e o universo mágico dos livros.

Até pouco tempo atrás, se ficávamos sabendo do lançamento de algum livro desejado, se nossa série favorita ganhasse uma nova continuação ou o vestibular nos exigisse alguma obra, a primeira opção seria recorrer à livraria mais próxima ou às bibliotecas. Mas agora, o surgimento dos e-books faz com que nossa necessidade de leitura seja suprida sem sair de casa.

E-book, termo de origem inglesa, é uma abreviação de electronic book. Popularmente conhecido como livro digital, apresenta a mesma obra contida na versão impressa, porém na forma de mídia eletrônica, que pode ser lida através de um computador, e-reader, smartphone ou tablet.

A tecnologia invade o mundo dos livros através dos e-books e aparelhos de leitura digital. Foto: Marcos Santos/USP Imagens

A tecnologia invade o mundo dos livros através dos e-books e aparelhos de leitura digital. Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Para ter acesso a essas obras, existem livrarias digitais que fornecem diversos títulos disponíveis para download e cobram por isso.

Cobrar? Sim!

Segundo o especialista em e-books e membro da Comissão do Livro Digital, Ednei Procópio, “ao comprar um e-book, geralmente as plataformas permitem que o leitor baixe o arquivo do livro para diversos dispositivos e aplicativos de leitura. O leitor tem diversas opções que vão desde bibliotecas digitais até a possibilidade de baixar títulos gratuitos de modo legal”.

Além disso, existe a possibilidade dos downloads não-oficiais, que não cobram pelo e-book, mas não são recomendados, pois acarretam diversos danos, como vírus. Sobre isso, o blogueiro Caíque Fortunato, do Entre Páginas de Livros explica que “um dos grandes problemas com os livros digitais é a pirataria, que é crime, já que se pode encontrar facilmente na internet vários exemplares ilegais para download.”. Para ele, o certo e recomendável é a pessoa comprar o e-book, “já que assim o autor estará recebendo por seu trabalho e a literatura vai sendo incentivada cada vez mais”, complementa Fortunato.

E- o que?

Outra novidade que acompanha a onda dos livros eletrônicos são os e-readers, dispositivo específico para a leitura de obras digitalizadas, que pode ser encontrado no mercado em uma grande diversidade de modelos e marcas.

O mais famoso deles foi o Kindle, lançado pela Amazon Books em 2007, empresa americana de comércio eletrônico, uma das maiores bibliotecas digitais. O aparelho conquistou o mundo pela sua portabilidade e comodidade, possibilitando o download das obras pelo próprio aparelho e comportando mais de 1500 títulos.Hoje em dia, o Kindle já está em sua quinta geração, possuindo diversas funções e utilidades para os usuários.

A Amazon chegou ao Brasil em dezembro do ano passado, porém os preços de seus e-books continuam salgados, se assemelhando quase ao preço do livro impresso. No país, as principais opções de livrarias digitais são a Fnac, Saraiva, Cultura, Moby-Dick Ebooks, Gato Sabido, Travessa e Submarino.

Sobre o novo dispositivo, a blogueira Sybylla, do Momentum Saga, afirma que “a chegada dos e-readers e da Amazon impulsionaram o mercado de e-books, e a tecnologia é sempre um atrativo para as pessoas, mesmo que elas não se interessem tanto pela leitura.”. Ela acredita que para quem é leitor viciado, isso não vai mudar muito, sendo apeas uma ferramenta a mais. Entretanto, a blogueira acredita que “ isso pode impulsionar a leitura de quem antes não curtia muito.”.

Livro impresso versus e-books

As comparações começaram a se espalhar e as opiniões divergem em vários aspectos. E-books, devido à sua facilidade de acesso e seu baixo custo de produção, vêm acompanhados de um preço muito mais barato do que os modelos impressos, quase 70 % a menos.

A possibilidade de adquirir obras do mundo todo pode agradar os leitores, sem contar a facilidade do transporte e de não ocupar espaço: centenas de obras podem ser facilmente levadas de um lugar para outro com apenas um pen-drive ou tablet. Com o advento da era digital, a nova possibilidade pode agradar e incentivar o hábito da leitura para aqueles que não vivem sem estar conectados.

Já a popularidade dos livros impressos não se abala por motivos mais saudosistas. Há aqueles que afirmam que o livro é a única forma de nos desconectarmos do mundo, um bem durável que não necessita de bateria e podem ser emprestados a qualquer hora. Não possuem uma tela para incomodar a vista e nos dão o prazer da leitura, com imagens, capas, cheiro de livro novo e dedicatórias carinhosas.

E o futuro?

Várias editoras em todo o mundo já iniciaram o processo de digitalização de suas obras, alcançando assim todos os públicos. O país campeão é os Estados Unidos. No Brasil, segundo Ednei Procópio, a situação é diferente. “Até meados do segundo semestre de 2013, há um universo de aproximadamente 300 mil títulos sendo comercializados no formato impresso. Mas, no mesmo período, apenas em torno de 16 mil em formato digital. Ou seja, infelizmente, o leitor não acha qualquer livro no formato de e-book”.

eBooks já fazem sucesso no mundo todo, mas para substituir os livros impressos,ainda têm um longo caminho a percorrer. Foto: Divulgação

eBooks já fazem sucesso no mundo todo, mas para substituir os livros impressos,ainda têm um longo caminho a percorrer. Foto: Divulgação

A realidade dos e-books é realmente promissora, eles já fazem parte do cotidiano de muitos países e possuem grandes chances de se expandir também no Brasil, mas a passos lentos, pois as editoras terão que se acostumar com a nova tecnologia.

Ednei Procópio acredita que é muito cedo para afirmar que irá acontecer uma alteração no nível de leitura da população influenciada pela tecnologia. “A única coisa que pode efetivamente contribuir para elevar os níveis de leitura da população é a Educação. Sem Educação não há leitura, não há consumo nem de livros impressos digitais nem de livros digitais”, explica Procópio

Enquanto isso, as duas versões caminham tranquilamente e dividem o espaço e o gosto dos leitores em todo o mundo. Como afirmou a blogueira Sybylla: “Pintura não foi substituída pela fotografia, televisão não foi substituída pelo cinema, apenas convivem e muito bem. O mesmo com o livro físico e o e-book”.

Por Tatiana Olivetto | Publicado originalmente em WebJornal Mundo Digital Unesp | 18/09/2013

Os novos e-readers?


Os tablets estão substituindo os leitores digitais dedicados; os smartphones são cada vez mais uma plataforma importante para o mercado editorial; as vendas do E Ink estão caindo. Apesar das tendências do mercado digital, há quem não abra mão da tela de e-ink na hora de ler seu e-book. Eis então que alguns protótipos de capas de e-ink apareceram na IFA 2013, uma feira de bens eletrônicos, em Berlim. A Alcatel e a Pocketbook apresentaram capas que transformam smartphones em e-readers que consomem pouca energia. As capas funcionam com um aplicativo que ‘desliga’ a tela normal e manda o texto para a capa com display em e-ink. Será que a tendência pega?

PublishNews | 18/09/13

Ministério receberá propostas de aplicativos para tablets


O Ministério da Educação abriu inscrições até 21 de setembro para o recebimento de propostas de aplicativos educativos para tablets, que tenham por objetivo enriquecer o currículo dos alunos, bem como contribuir para a formação continuada dos professores.

De acordo com o edital publicado no Diário Oficial da União, o aplicativo deve ser totalmente gratuito para o usuário, funcionar no sistema operacional Android 4.0 e ficar hospedado na loja virtual Google Play. Os aplicativos inscritos devem estar redigidos em língua portuguesa, ou traduzidos para o português do Brasil. Também serão aceitos aplicativos educativos nos idiomas inglês e espanhol, desde que sejam aplicativos de cursos dos respectivos idiomas.

Os aplicativos podem ser desenvolvidos para quatro áreas diferentes. A primeira delas é de enriquecimento curricular, voltada para as diferentes etapas da educação básica. Há também duas áreas voltadas para a capacitação dos professores e por fim, uma área para desenvolver aplicativos acessíveis para alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades-superdotação.

Em 23 de setembro, haverá a instalação de um comitê técnico, que avaliará as propostas inscritas. A homologação dos resultados será publicado no DOU em 22 de novembro. O prazo para recursos vai de 25 de novembro a 2 de dezembro. Os resultados finais sairão em 10 de dezembro.

Experiência – O professor Rony Claudio de Oliveira Freitas, do Instituto Federal do Espírito Santo, desenvolveu um aplicativo de matemática baseado no Material Dourado, criado pela educadora italiana Maria Montessori, utilizado para ensinar conceitos de número e operações aritméticas nas séries iniciais do Ensino Fundamental.

Segundo ele, a intenção é transformar o processo de aprendizagem de matemática em algo interativo e lúdico. Rony explica que o professor pode utilizar o aplicativo como forma complementar ao que já realiza em sala de aula com os materiais tradicionais. Ele pretende também criar um software para que o professor possa acompanhar o desenvolvimento da atividade nesse aplicativo, fornecendo dados sobre o desempenho dos alunos, o tempo gasto, e a trajetória de resolução.

A criação do aplicativo é fruto da continuação da pesquisa de mestrado do professor Rony, intitulada Um Ambiente para Operações Virtuais com o Material Dourado. A pesquisa de mestrado resultou em um software. Em 2012, o docente participou de um edital de incentivo a projetos de pesquisa do campus Vitória do Instituto Federal do Espírito Santo, em que foi contemplado e recebeu apoio financeiro para o projeto Um aplicativo para Android como potencializador da aprendizagem de conceitos de número e operações aritméticas. A parte técnica do aplicativo foi desenvolvida por José Alexandre Macedo, estudante do mestrado em Informática da Universidade Federal do Espírito Santo [Ufes]. O aplicativo é gratuito e pode ser baixado no Google Play.

Assessoria de Comunicação Social | Sexta-feira, 13 de setembro de 2013, às 17:58 | Com informações da assessoria de comunicação social do Instituto Federal do Espírito Santo

Kobo lança nova linha de dispositivos para eReading, levando os leitores para além do livro


A Kobo, líder global em eReading, anunciou sua nova linha de dispositivos eReading, com o novo eReader Kobo Aura 6″ E Ink e os novos tablets certificados pela Google, o Arc 10HD e dois Kobo Arc 7. Projetada para os leitores, a nova linha foi desenvolvida com base na experiência própria dos usuários da plataforma Reading Life da Kobo, que permite coletar, guardar e descobrir conteúdos, cumprindo a promessa da empresa de colocar a leitura em primeiro lugar.

A Kobo continua focada na leitura, uma paixão honrada pelo tempo que permite às pessoas se manter informadas, escapar do dia a dia, aprender sobre novas culturas, ver as coisas sob novas perspectivas, viajar no tempo e imaginar novos mundos“, disse o CEO da Kobo, Michael Serbinis. “Com o acréscimo de revistas a nossa livraria eletrônica [eBookstore], uma nova experiência para crianças e os melhores dispositivos eReading possíveis, nós ajudamos os leitores a encontrar mais do que eles amam – levá-los para além dos livros“, declarou.

Para exibir melhor a livraria de classe mundial da empresa, com 4 milhões de títulos, que agora inclui revistas e uma loja dedicada a crianças [“Kids Store”], os tablets Kobo Arc 10HD e Kobo Arc 7HD, habilitados pela NVIDIA®, oferecem telas belas e ágeis de alta definição e acesso irrestrito ao Jelly Bean do AndroidT 4.2.2 e à loja Google PlayT. Com a plataforma Reading Life, a experiência do usuário de leitura em primeiro lugar, os leitores podem descobrir mais conteúdos nos quais estão interessados, com novas maneiras de organizá-los e guardar coleções de eBooks, revistas e outros conteúdos em multimídia, encontrados na Web, incluindo filmes, música e jogos. O novo recurso “Reading Mode” da Kobo elimina notificações e pop-ups incômodos de e-mails, de aplicativos e da mídia social, otimiza as configurações de iluminação e amplia a vida útil da bateria do tablet de horas para dias.

Para os leitores que preferem uma experiência de leitura dedicada, a Kobo criou o belo eReader Kobo Aura 6″ E Ink, que ostenta uma impressionante tela de alta resolução [212 dpi], ponta a ponta. O Kobo Aura adota uma nova tecnologia de tela de baixo brilho [low-flash] para, virtualmente, eliminar a formação de “fantasmas” e a atualização [refresh] das páginas, para se obter a melhor experiência de leitura de um livro. Comporta até 3.000 livros e dura mais de dois meses com uma única carga. Além disso, pela primeira vez, os leitores podem agora enviar artigos e páginas da Web para ler em seus dispositivos E Ink, através da pareceria da empresa com a Pocket.

Em sua nova linha de tablets eReading e eReaders E Ink, a Kobo está ajudando os leitores a descobrir mais conteúdos, nos quais estão interessados, com a experiência inteiramente nova da empresa “Beyond the Book” [“Além do Livro”], que destaca tópicos essenciais em um livro e fornece conteúdo agregado através da Web, conhecido como “Collections” [Coleções]. Para a Kobo compartilhar sua própria paixão pela descoberta de grande material de leitura, as “Featured Collections” [Coleções Especiais] são personalizadas com a própria palavra editorial da Kobo, bem como por respeitados formadores de opinião, incluindo autores, editores e outras figuras notáveis, consideradas especialistas em seus campos.

DCI | 28/08/13

Barnes & Noble registra prejuízo de US$ 87 milhões no primeiro trimestre


Rede continuará investindo em tablets

Barnes & NobleA Barnes & Noble continua mandando sinais incertos sobre seu futuro. Como notou a jornalista Laura Hazard Owen: “É melhor ignorar todos os planos que a empresa vinha anunciando nos últimos meses”.

A divisão do Nook registrou queda de 20% no primeiro trimestre fiscal do ano. Apesar das constantes perdas com o aparelho (um analista comentou na matéria de Owen que pelos seus cálculos US$ 1,5 bilhão já foi investido no Nook desde a concepção do produto), que resultaram inclusive na saída do CEO William Lynch em julho, a rede americana não vai interromper a produção do tablet – pelo contrário, planeja lançar um novo aparelho no segundo semestre de 2013, em tempo para o Natal.

A separação do varejo e a divisão do Nook também foi abortada. Os rumores da compra da divisão do Nook pela Microsoft não vingaram e, por último, o presidente Leonard Riggio desistiu dos planos de comprar a parte de varejo da companhia, como havia anunciado após a saída de Lynch.

A cereja do bolo são os péssimos resultados financeiros do primeiro trimestre fiscal do ano. A rede aumentou ainda mais o prejuízo, registrando uma perda de US$ 87 milhões no primeiro trimestre, mais que o dobro dos US$ 40 milhões de prejuízo do mesmo período no ano anterior. As vendas das lojas caíram 7,2% no trimestre, que foi atribuído à contínua queda das vendas do Nook, e um catálogo não tão forte quanto o do ano anterior, com megasellers como Cinquenta Tons e Jogos Vorazes. Com investidores perplexos e planos incertos, B&N deveria ouvir os conselhos do Greg, nosso e-Gringo.

Por Iona Teixeira Stevens | PublishNews | 21/08/2013

E-Ink registra US$ 33 milhões de prejuízo


A concorrência dos tablets está sendo duríssima com a principal fabricante de telas de ereaders, a e-Ink. Apenas no segundo trimestre de 2013, o prejuízo da empresa foi de US$ 33 milhões de dólares.

A conta negativa é atribuída à reduzida [e decrescente] demanda de novas telas pelos principais compradores da empresa – empresas como Amazon, Kobo e Sony, os fabricantes de referência de e-readers.

Embora a empresa esteja diversificando a sua atuação e procurando mercados de nicho para as telas [como empresas de marketing, sinalização, etc.], isso representa apenas 5% do volume de negócios atual da empresa.

As vendas do final de ano devem aliviar as contas da e-Ink [com uma demanda maior de Amazon & Cia], mas dificilmente serão volumosas como nos tempos “pré-tablets”.

Por Eduardo Melo | Revolução eBook | 19/08/2013

Rede de eBooks do Brasil permite escrita colaborativa e pitaco de leitor


Com 8 meses de vida, Widbook já tem leitores e escritores em cem países.
Com 30 páginas escritas por hora, rede de e-books abriga 1,4 mil obras.

Rede de eBooks Widbook tem aplicativo para celulares que rodam Android lançado. [Foto: Divulgação]

Rede de eBooks Widbook tem aplicativo para celulares que rodam Android lançado. [Foto: Divulgação]

Se um autógrafo pode ser o mais próximo que alguns leitores chegarão de seus escritores favoritos, uma rede social brasileira permite que os leitores deem “pitacos” sobre o andamento das obras.

Diferentemente de outras plataformas similares de publicação on-line, como o Wattpad, é possível que os leitores não apenas acompanhem passo a passo a elaboração de livros no Widbook mas também possam sugerir parcerias aos autores. Os brasileiros já são acessados em mais de cem países.

O escritor precisa do leitor e o leitor quer ficar próximo do escritor. A experiência é essa: a possibilidade de participar da obra, de ler um livro antes mesmo de ele sair no mercado, de acompanhar um conversa, de ver um autor que está despontando e às vezes nem é no mundo tradicional das editoras”, diz o diretor executivo de operações e cofundador da plataforma, Joseph Bregeiro.

Publicar

A cada hora, em torno de 50 interações ocorrem na plataforma, sejam avaliações de obras ou leitores que começam a seguir autores.

A rede de publicação e exposição de e-books foi a vitrine para 1,4 mil livros desde o começo de 2013, quando entrou no ar. Mais de 6,5 mil histórias estão em construção. São obras que já foram inseridas no sistema, mas seus autores ainda não optaram por apertar o botão de “publicar”. Por hora, cerca de 30 páginas são escritas na rede.

Se um escritor já tiver algum material pronto, é possível subir o material no site. Mas, diz o executivo, “é a ferramenta menos utilizada”, pois a ideia é “começar um livro do zero, desde a primeira página”. A expectativa é ter 20 mil livros ao fim do ano.

Joseph Bregeiro, cofundador da rede de eBooks Widbook [Foto: Divulgação]

Joseph Bregeiro, cofundador da rede de eBooks Widbook [Foto: Divulgação]

Romance para celular

Com quase 40 mil usuários, a rede social agora chega aos smartphones e tablets, algo que o diretor executivo de operações e cofundador da plataforma acredita que pode mudar a cara das publicações. O aplicativo para Android já pode ser baixado e o para aparelhos da Apple será lançado em breve.

A gente acredita que siga a tendência oriental. Tem muita gente na coreia e japão ficando famoso escrevendo romance para celular. Talvez porque a opção seja mais fácil de leitura melhor para quem está se locomovendo. Então tende a baixar os títulos de não ficção dentro da plataforma. O cara vai querer explorar mais uma história para ser lido em mobile”, diz.

Atualmente, 30% dos acessos já são feitos por meio de aparelhos móveis, mas a tendência é a ultrapassagem, afirma Bregeiro. “Na Índia, o mobile já passou.

Com a força do celular, a empresa espera que os usuários na rede cheguem a 100 mil em 2013 e fiquem entre 1 milhão e 2 milhões em 2014.

A rede de e-books não deve implantar uma forma de rentabilização até o fim do ano que vem, para, primeiro, construir uma base de usuários e decidir antes as alternativas de negócio. Segundo Bregeiro, a geração de caixa pode girar em torno de “informações valiosas para o escritor a qual poderia ter acesso por um valor mensal”.

Como exemplo, o executivo cita o tempo em que um usuário passa com uma obra, em qual página abandona a obra e até informações para agentes literários.

O Widbook possui ferramentas para reprimir infrações aos direitos autorais. É possível denunciar um usuário que tenha publicado plágios e obras que contenham trechos de outros autores.

Por Helton Simões Gomes | Do Portal G1 | 15/08/2013