Estudo afirma que livros digitais estão em 95% das bibliotecas dos EUA


Em 2013, percentual de bibliotecas adeptas ao ebook era de 89%.Média de publicações digitais por estabelecimento é de 20.244.

Livros digitais, os chamados ebooks, estão presentes em 95% das bibliotecas públicas dos Estados Unidos, de acordo com uma pesquisa anual sobre o tema feita pela publicação especializada “Journal Library”.

O estudo acompanha a expansão dos livros digitais desde 2010 e na edição de 2014 captou um aumento na quantidade de bibliotecas adeptas às versões digitais. Entre 2013 e 2012, 89% desses estabelecimentos disponibilizavam ebooks. Quando a pesquisa começou a ser feita, o índice de aceitação era de 72%.

Em média, as bibliotecas norte-americanas possuem em seu acervo 20.244 livros digitais. Esse número, no entanto, é puxado para cima por grandes instituições. Aquelas que declaram não oferecer ebooks não o fazem por falta de recursos. No entanto, um exemplo da mudança dos ares nos EUA foi a abertura em 2013 de uma biblioteca em San Antonio [Texas] totalmente dedicada a livros virtuais.

Os livros digitais podem ser lidos em leitores digitais especializados como o Sony Reader, o Nook, da livraria Barnes & Noble, e o Kobo, vendido no Brasil pela Livraria Cultura, e o Kindle, da Amazon. Também são consideradas plataformas destinadas à leitura virtual o iPad, da Apple, e os tablets que rodam o sistema operacional Android, do Google.

Os empréstimo digitais variam conforme o sistema utilizado. Alguns necessitam da criação de uma conta pessoal do usuário que deve ser pareada à da biblioteca para que o ebook seja transferido de uma estante para outra via cabo USB. Outros permitem com alguns cliques a cessão de um livro de um lugar para outro, que automaticamente exibe a publicação assim que ocorre uma sincronização.

Publicado originalmente em Portal G1 | 01/12/2014, às 09h06

A Sony selecionou a Kobo para sua Livraria virtual de eBooks


A Kobo garante que os apaixonados por livros poderão continuar a ler nos eReaders, tablets e smartphones da Sony

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A Kobo proporcionará aos usuários dos tablets e smartphones da Sony, Reader™ e Xperia®, nos Estados Unidos e no Canadá, o catálogo completo de eBooks, revistas, graphic novels e conteúdo para crianças da Kobo. A partir do fim de março, os clientes da Sony Reader Store e suas atuais bibliotecas de eBooks serão transferidos para a plataforma da Kobo. Pela Kobo, os atuais clientes da Reader Store poderão continuar fazendo compras para encontrar sua próxima grande leitura.

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“A Revolução dos eBooks”, por Ednei Procópio


POR EDNEI PROCÓPIO

Hoje, terça-feira, dia 25, às 18h30, estarei lançando [simultaneamente em versão impressa e digital] o meu terceiro livro sobre os eBooks. Será na Livraria Martins Fontes da Avenida Paulista, aqui em São Paulo, e tenho o prazer convidar os colegas que acompanham este blog.

Na ocasião, ministrarei uma palestra sobre assunto onde tratarei dos dois eixos centrais que considero importante para a boa manutenção do mercado editorial brasileiro. O primeiro seria o eixo econômico, aquele que viabiliza e sustenta toda a cadeira produtiva do livro. E o segunda eixo é o político que, inevitavelmente, precede o primeiro quando se trata de políticas públicas voltadas ao livro em especial as bibliotecas públicas digitais, os livros digitais didáticos, etc…

Nos meus primeiros dois livros, eu já havia tratado e, de certo modo, refletido toda uma revolução tecnológica prevista por inúmeros especialistas como Michael Hart, Don Tapscott, Chris Anderson e Tim Berners-Lee, líderes que aprecio e cujas ideias projetaram as mídias digitais ao mainstream.

Costumo sempre reafirmar em minhas palestras, cursos e entrevistas que esta revolução tecnológica não só, finalmente, alcançou o mundo dos livros como também transformou profundamente a realidade de seu mercado criando novos horizontes, possibilidades e, claro, desafios. E a questão central agora são exatamente os desafios. O mercado editorial, mesmo com sua consagrada manufatura de produção cultural, alcançou níveis alarmantes de riscos em seu histórico modelo de negócios.

Modelo de negócios para os livros digitais é, portanto, neste meu novo livro, a preocupação central. Nele, faço uma análise profunda do futuro mercantil dos livros frente a uma iminente revolução causada pelo advento da Internet. Em “A Revolução dos eBooks” busco desmistificar os livros digitais usando conceitos básicos que ajudarão profissionais a desbravarem o que considero como um cenário único de oportunidades.

Nos vemos lá! Eddie

Sony joga a toalha


Por Mike Shatzkin | Publicado originalmente em PublishNews | 13/02/2014

Sony jogou a toalha no negócio de e-book e entregou seus clientes para a Kobo. Isso iniciou muitas especulações de que a Nook vai fazer o mesmo. Se a B&N fosse realmente forçada a escolher entre os investimentos que precisam ser feitos em suas lojas e os investimentos exigidos para competir na entrega digital, seria difícil que não preferissem salvar as lojas. A ideia de que outro varejista, talvez o Walmart, comprasse toda a empresa parece bastante lógica, mas não dá para descartar que existe uma ligação sentimental do principal dono da B&N, Len Riggio, com as lojas.

Apesar das esperanças e expectativas de empresas iniciantes como a Zola Books [que fez uma aquisição recente, tirando a Bookish das mãos das três editoras que a abriram], o Blio da Baker & Taylor, o Copia ou o projeto txtr, que antes se baseava em telefone, parece que estamos vendo o começo da consolidação do negócio do e-book. A verticalização pode funcionar, como parece acontecer com Allromanceebooks, mas só ser “administrado de forma independente” não foi suficiente para a Books on Board, uma empresa que terminou no ano passado, depois de muito tempo funcionando. [Até o momento, a Diesel, uma independente comparável, está se aguentando.]

A Sony é uma grande empresa com um negócio de e-books muito pequeno. Eles também foram realmente “os primeiros” na era moderna dos aparelhos de e-book. O Sony Reader e-ink é mais parecido com o Kindle e o Nook do que qualquer outra coisa que apareceu antes. Mas se o e-book já se encaixou em algum momento como objetivo maior para a Sony, não é claro qual foi.

A Apple abriu sua e-book store porque acharam que tinham um aparelho perfeito para o consumo de livros [o iPad], mas também tinham experiência com venda de conteúdo [iTunes]. Eles também veem potencial para iPads nos mercado escolar e universitário, então desenvolveram tecnologia para permitir que livros mais complexos – o tipo que ainda não conseguiu ter sucesso comercial – fossem desenvolvidos para a plataforma deles. Estabelecer seus aparelhos e o ecossistema do iOS no mercado educacional seria uma grande vitória.

O Google reconheceu há uma década que livros, sendo repositórios de informação que continham a melhor resposta para muitas buscas, eram um mundo no qual eles queriam estar. Com sua crescente posição em aparelhos – o celular Nexus 7 e os computadores Chromebook — e como os desenvolvedores do Android que compete com o iOS no mercado de apps, há muitas formas através das quais estar no negócio de e-books complementa outros esforços, incluindo talvez, concorrer com a Apple e o iOS nas escolas.

Eu já afirmei [entre outras coisas] que a venda de e-books não funcionaria como uma operação exclusiva; precisa ser um complemento a outros objetivos e atividades para fazer sentido comercial. A Sony descobriu que não servia para ela, quase certamente porque não acrescenta valor a nenhum dos seus outros negócios.

Claro, e-books certamente complementam o negócio central da Barnes & Noble. Você tem uma deficiência bastante óbvia se dirige uma livraria e não vende e-books, então todo mundo faz isso de uma forma ou outra. Entre os erros que a Borders é acusada de ter cometido antes de desaparecerem foi entregar seu negócio de e-books para a Kobo. Dúvidas sobre o futuro da Waterstones no Reino Unido incluem se foi inteligente entregar seu negócio de e-books para a Amazon. Se a Barnes & Noble não tivesse o Nook, eles teriam que fazer um acordo com quem tivesse o Nook ou com algum outro.

Tenho certeza que a Apple, a Kobo ou a Google ficariam encantadas em ter seus livros integrados nas ofertas da Barnes & Noble, e provavelmente a Amazon também, apesar de que o mais provável é que eles nunca seriam convidados. Todos eles mostraram interesse em se afiliar a lojas independentes, com o Google começando e desistindo, a Kobo agora tentando fechar algo, e, até a Amazon, que não conseguiu penetrar bem nas independentes com seus livros próprios agora oferece a elas um programa de filiação para vender e-books Kindle chamado Amazon Source. Mas certamente todos eles aproveitariam a chance de expandir sua distribuição aos clientes da Barnes & Noble.

É provável que a B&N acredite que o negócio do Nook só pode ser realmente bem-sucedido se continuarem investindo em aparelhos melhores e criarem uma presença global. Isso pode ser verdade, mas também poderia ser que a Nook seja útil para seu negócio de livrarias sem acrescentar continuamente aparelhos ou criar uma presença fora dos EUA onde não existem lojas da B&N. Cada vez mais pessoas estão se sentindo confortáveis lendo em aparelhos multi-funcionais através de apps. Talvez a B&N pudesse manter um negócio lucrativo com sua audiência usuária de Nook enfatizando mais as sinergias com as lojas [unindo impressos e e-books, como a Amazon faz com sua iniciativa Matchbook e como já foi tentado em escala menor por algumas editoras, seria uma forma] e não se preocupar tanto com tornar o Nook competitivo com as outras livrarias de e-books como um negócio independente.

O imprevisível aqui é se alguma empresa grande – sendo o Walmart uma das mais mencionadas — visse benefícios em participar do negócio de e-books [ou até todo o negócio de livros] em seu portfólio. Isso acontece no Reino Unido, onde uma rede de supermercados, a Sainsbury’s, comprou a maioria das ações da Anobii [uma startup iniciada por editoras inglesas, análoga à Bookish nos EUA] e a Tesco comprou a Mobcastporque o negócio do livro aparentemente combinava bem com suas ofertas e a base de seus clientes. [Tanto a Sainsbury’s quanto a Tesco fizeram declarações sobre fortalecer seu “entretenimento digital” e as propostas de varejo online. A Tesco está investindo em aparelhos também.] A Kobo tem como pilar de sua estratégia encontrar parceiros em livrarias físicas ao redor do mundo.

Em base global, fora do mundo da língua inglesa, o negócio do e-books ainda está na infância. Mas é difícil ver como qualquer empresa sem uma presença em inglês poderia desenvolver a escala para competir com aqueles que têm. Toda nação e linguagem terá livrarias locais que seriam as “primeiras” para os leitores daquela localidade. Algumas poderiam até ter a ambição de também dominar o negócio local de e-books, especialmente quando fica cada vez mais claro que os e-books canibalizam o espaço em prateleira das livrarias. Mas o custo de tempo e dinheiro, combinado com a vantagem competitiva de ter livros em língua inglesa em oferta não importa qual idioma seu mercado alvo lê, vai fazer com que uma estratégia “crie tudo sozinho” seja muito pouco atraente. Então pareceria que a Amazon, Apple, Google e Kobo estão posicionadas para crescer organicamente e fazer parcerias em todos os lugares. E isso vai exigir algum evento sério, como o Walmart comprando a Barnes & Noble, para quebrar o poder que este quarteto tem sobre o mercado global de e-books na próxima década.

Um acontecimento potencialmente perturbador que este artigo ignora é a possibilidade de que os e-books se tornem um negócio de assinaturas na próxima década. Tenho dois pensamentos abrangentes sobre isso.

Um é que o hábito de compra de livro a livro está bastante arraigado e não será mudado drasticamente com os e-books nos próximos dez anos. Não tenho ideia de qual porcentagem do mercado de e-books agora funciona por meio de assinaturas, mas acho que é seguro dizer que “bem menos do que 1%”. Então meu instinto é que seria necessário um sucesso incrível para chegar aos 10% nos próximos dez anos.

A outra coisa que devemos lembrar é que qualquer livraria de e-books sempre pode desenvolver uma oferta de assinaturas. A Amazon realmente começou isso com o Kindle Owners Lending Library. Você pode ter certeza que se Oyster ou 24Symbols começarem a juntar uma quantidade importante de mercado, todos os Quatro Grandes, que vimos aqui, encontrarão uma forma de competir por este segmento. [É bastante mais difícil acontecer o contrário; é muito menos provável que a Oyster ou a 24Symbols abram lojas normais.]

Então se a assinatura crescer ou não, as gigantes de vendas de e-books vão continuar as mesmas.

Por Mike Shatzkin | Publicado originalmente em PublishNews | 13/02/2014

Mike Shatzkin

Mike Shatzkin

Mike Shatzkin tem mais de 40 anos de experiência no mercado editorial. É fundador e diretor-presidente da consultoria editorial The Idea Logical Co., com sede em Nova York, e acompanha e analisa diariamente os desafios e as oportunidades da indústria editorial nesta nova realidade digital. Oraganiza anualmente a Digital Book World, uma conferência em Nova York sobre o futuro digital do livro.

Nos Arquivos de Shatzkin, o consultor novaiorquino aborda os desafios e oportunidades apresentados pela nova era digital. O texto de sua coluna é publicado originalmente em seu blog, The Shatzkin Files [www.idealog.com/blog].

Kobo assume clientes do Sony Reader


Com o fechamento da Reader Store, usuários da Sony migrarão automaticamente para a Kobo

A partir do final de março, usuários do device Reader, da Sony, vão poder transferir seus e-books para a biblioteca do Kobo. Nas semanas seguintes, a comercialização de livros digitais, direta do dispositivo, na KoboStore também entrará em operação. O passo é dado logo depois de a companhia japonesa anunciar o fim das atividades da Reader Store nos EUA e no Canadá, programado para 20 de março.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 07/02/2014

Escola do Livro | Produção de Livros Digitais com Adobe inDesign


Quarta-feira, 27 de novembro, das 9h30 às 17h30 [carga horária de 8 horas]

Escola do LivroEm um curso teórico, Ricardo Minoru Horie explora o mercado, as tecnologias e os aspectos de distribuição dos livros eletrônicos. Aborda também as boas práticas na arte-finalização de arquivos que serão convertidos para os formatos de ePub e Mobi, desenvolvidos para serem lidos por aplicativos dos eBooks e eReaders, tais como iPad, Kindle, Nook, Sony Reader e Galaxy Tab, entre outros. Ricardo atua há mais de duas décadas no segmento de pré-impressão, treinamentos e consultoria. Autor de mais de 80 livros técnicos na área de editoração eletrônica e artes gráficas, ele faz parte da equipe de colunistas, palestrantes e consultores da revista Desktop. Investimento: Associado CBL – R$ 220; Associado de entidade congênere e estudante: R$ 350; Não associado – R$ 440. Para mais informações e inscrições, clique aqui.

Aprendendo com o futuro dos livros


POR EDNEI PROCÓPIO

Figure CLXXXVIII in Le diverse et artificiose machine del Capitano Agostino Ramelli, an illustration of a bookwheel

Conforme venho prometendo neste blog há algum tempo, meu próximo livro, o terceiro sobre eBooks, será finalmente publicado. Já se encontra no prelo da Editora do Sesi e, se tudo continuar correndo bem, será lançado simultaneamente nos formatos digital e impresso durante a próxima edição da Fliporto.

Iniciei a escrita do livro no segundo semestre de 2012, exatamente no ano em que o Data Discman, o primeiro projeto relevante da empresa Sony Corporation na área de livros eletrônicos, completava duas décadas de vida. Uma vez, porém, que minhas pesquisas ainda careciam de algumas constatações, só consegui terminar o texto depois da última edição do Congresso Internacional CBL do Livro Digital.

É impressionante perceber que, quanto mais avançam as tecnologias que envolvem eBooks, em menor espaço de tempo as novidades são colocadas à prova pelo mercado. Levei, portanto, um ano para escrever e terminar o livro, e em apenas um ano muita coisa aconteceu. Imaginemos então tudo o que foi apresentado no período de duas décadas, onde o livro eletrônico saltou de um estrondoso fracasso comercial para uma nova e empolgante possibilidade de experiência para a leitura.

Insisto nesta mania de olhar para trás quando escrevo sobre eBooks porque o distanciamento me parece um dos poucos modos seguros de vislumbrar um futuro para os livros. Em 2002, por exemplo, as empresas desenvolvedoras dos e-readers da primeira geração Rocket eBook e SoftBook, respectivamente NuvoMedia e SoftBook Press, foram entregues a Gemstar, uma subsidiária da RCA que, por sua vez, vendera os dois projetos para a Google em 2012.

Mas e em 1992, qual era o cenário?

Mesmo com a atual velocidade com que aparecem as novidades tecnológicas, e antigas certezas são postas à prova, não consideraria como um caminho saudável transformar meu novo livro em um periódico. Ou seja, não consideraria transformar minha obra em uma edição corrente, atualizada constantemente como se fosse um jornal ou revista [mesmo em uma versão digital]. Não vejo como encarar um determinado título como algo realmente inacabado, que deve estar sempre sendo reescrito, em constante atualização como se fosse um blog. Preferi, ao contrário, contestar o presente, analisar o passado, para vislumbrar um futuro.

Descobri isto quando recebi a última revisão do texto original, que me alertava para o fato de que os números apresentados em meu livro já poderiam ser considerados defasados. A revisão me pôs em alerta. Como é que um determinado dado, registrado para futuras consultas, pode ser considerado defasado antes mesmo de ser publicado? Tive que deixar ainda mais claro para os futuros leitores da obra que, os números de mercado, apresentados no livro, refletiam um momento, um cenário, uma fotografia, enfim, um recorte de um período em que o mercado de eBooks parecia expandir-se por um novo caminho. Um caminho bem diferente daquele imaginado pela Sony duas décadas antes.

No início da década de 1990, a internet ainda era um projeto acadêmico e não havia se transformado no meio extraordinário de comunicação e exploração comercial como ela é hoje. A Sony lançava no mercado norte-americano, um dispositivo para a leitura de livro eletrônico chamado Data Discman. Uma espécie de percursor da primeira geração de e-readers que viria a seguir.

Por rodar livros em cima de uma mídia física, ou seja, pré-gravados em discos [protegidos como os antigos disquetes], o dispositivo fora desenvolvido totalmente para leitura no modo offline e o conteúdo podia ser pesquisado através de um teclado do tipo QWERTY [também físico, bastante parecido com o dos BlackBerrys].

Há duas décadas, Sony lançava seu primeiro Electronic Book Player. Foto: Sony Data Discman modelo DD-1EX]

Há duas décadas, Sony lançava seu primeiro Electronic Book Player. Foto: modelo DD-1EX

De certo modo, o Data Discman era uma tentativa da Sony de repetir o sucesso do Walkman, dessa vez com livros. Mas ao contrário de seu predecessor, que tocava áudio que poderia ser encontrado aos montes em lojas especializadas [fora as fitas do tipo K7 que se tornaram bastante populares e podiam ser gravadas pelos próprios usuários], o Data Discman carecia de conteúdo.

Um Data Discman modelo padrão, como o DD-1EX, tinha uma tela de LCD de baixa resolução e em escala de cinza, como nos primeiros Palmtops, com baixo poder de processamento. Ao contrário dos Palms, trazia um drive de CD com a tecnologia e o padrão proprietários, que rodava enciclopédias, dicionários, além das obras literárias. Que não eram facilmente encontrados em livrarias, nem nos melhores magazines do ramo.

Como era de se esperar, o Data Discman teve pouco sucesso, principalmente fora do Japão [país sede da Sony]. Em vez disso, agendas eletrônicas do tipo Palm foram os dispositivos que ganharam popularidade e conquistaram o consumidor. Um pouco mais tarde, o Palm Reader foi a solução de aplicativo para a leitura dos livros nos devices portáteis daquele período que avançou até o lançamento do Sony Libriè para o mercado japonês.

Nada se cria, tudo se compartilha

Sony Data_Discman | Electronic Book Player modelo DD-8

Sony Data_Discman | Electronic Book Player modelo DD-8

Há semelhanças entre o Data Discman e o Palm. Há semelhanças entre o Palm e o BlackBerry. Há semelhanças entre o Rocket eBook e o Sony Reader lançado em 2005 no mercado americano. Mas o que geralmente é enxergado são apenas as diferenças entre esses equipamentos todos desenvolvidos dentro de um período que vai de 1990 a 2010.

A internet mudou muito desde aquelas duas décadas e, parte do conteúdo que existia naquela chamada web 1.0, de meados da década de 1990, praticamente já não existe mais. Se algum pesquisador buscar até os números referentes ao período que antecede o lançamento do Kindle, que inaugura a segunda geração de e-readers, terá que vasculhar bastante para encontrar alguma análise relevante.

É neste sentido que, nos meus dois primeiros livros, tentei contextualizar ao máximo os dados do mercado e cenários apresentados. Penso em um contexto futuro, usando históricos e cases de sucesso ou fracasso do passado para ampliar a visão do presente. E agora tento fazer isto novamente com minha nova obra porque eu sei que alguns pesquisadores precisarão de informações, analisadas e comentadas, para eventualmente até usar de comparação em seus trabalhos.

Por exemplo, algum profissional poderá futuramente se perguntar que porcentual representava a venda de eBooks no Brasil, em comparação com o mercado de livros impressos, quando big players como Kobo, Google e Amazon aportaram no país. Se ele fizer uma comparação com dados em um mesmo nível de apuração, usando os mesmos critérios de levantamento, poderá obter o percentual de crescimento mais próximo da realidade até o seu próprio período [mesmo que alguns players continuem ocasionalmente tentando manipular os números como tentam fazer hoje].

Agora, se a internet continuar impondo seu ritmo avassalador de criação, armazenamento e compartilhamento de informações, esta tarefa de pesquisa pode se tornar cada vez mais difícil de ser realizada. E obras contemporâneas, que mais do que registrar um período, contextualiza os números e cenários, pode ajudar profissionais a compreender o passado mas, principalmente, o futuro dos livros.

Foi assim que, por conta da velocidade com que novidades surgem, em formato de projetos, startups, apps, produtos, softwares, hardwares, plataformas, etc., fui obrigado a voltar ao básico neste meu novo livro. Procurei encontrar semelhanças entre as coisas aparentemente diferentes, e diferenças naquelas que nos são aparentemente semelhantes.

POR EDNEI PROCÓPIO

CURSO | A Revolução dos Livros Digitais


Escola do Escritor

Muito se tem estudado sobre a atuação de empresas como Google, Kobo, Apple e Amazon no Brasil. As plataformas que esses players oferecem podem estar mais próximas do alcance das editoras, e do autor, do que possa imaginar. Mas ainda é preciso preparar-se para um novo cenário no mercado editorial.

Pensando em desmistificar um tema aparentemente complicado, a Escola do Escritor desenvolveu um curso especialmente para autores e profissionais que desejam compreender mais sobre esse novo meio de edição e publicação dos livros.

Venha aprender como a sua obra pode estar ao mesmo tempo em diversas mídias e porque o livro se tornou alvo das maiores empresas de tecnologia do mundo e, portanto, o artefato cultural mais influente da História.

O CONTEÚDO

• O que é um Livro Digital
• A História dos Livros Digitais no Brasil e no Mundo
• A Cadeia Produtiva do Livro Antes e Depois dos eBooks
• A Questão dos Hardwares [smartphones, tablets, e-readers, etc.]
• A Questão dos Softwares [Android, iOS, Windows Phone, etc.]
• A Questão dos Formatos [PDF, ePub, HTML5 e o livro-aplicativo ou enhanced books]
• A Questão da Conversão, Digitalização e Produção dos eBooks
• A Gestão de Catálogo e Conteúdo [Publicação, comercialização e distribuição dos livros digitais.]
• A Gestão dos Direitos Autorais

QUEM PODE SE BENEFICIAR DO CURSO

O curso se destina a todos os interessados em livros eletrônicos; profissionais da cadeira produtiva da indústria editorial brasileira, desde os que atuam na produção e na área editorial quanto os profissionais que atuam nas vendas, comercialização e marketing dos livros. Incluindo profissionais que atuam dentro das editoras, das livrarias, distribuidoras, bibliotecas etc.

SOBRE O PROFESSOR

Ednei Procópio, um dos maiores especialista em livros digitais do País, junta arte e tecnologia em um curso inspirador, voltado para quem gosta das histórias por trás da História; mas também para quem pretende entrar na Era Digital através dos livros.

ANOTE NA SUA AGENDA

Dia: 13 de Julho de 2013, sábado
Carga horária: 6 horas
Horário: Das 9h00 às 15h00
20 vagas | Valor único: R$ 170,00

INSCRIÇÕES

Escola do Escritor
Rua Deputado Lacerda Franco, 253 | Pinheiros
Metrô Faria Lima – Saída Teodoro Sampaio
escoladoescritor@escoladoescritor.com.br
Telefone: [11] 3032-8300

Curso | A Revolução dos Livros Digitais


Escola do Escritor

Muito se tem falado sobre a chegada de empresas como Google, Kobo, Copia e Amazon ao Brasil. As plataformas que esses players oferecem podem no entanto estar mais próximas do alcance do autor do que ele possa imaginar. Mas é preciso preparar-se.

Pensando em desmistificar um tema aparentemente complicado, a Escola do Escritor desenvolveu um curso especialmente para autores que desejam saber mais sobre esse novo meio de edição e publicação dos livros.

Ednei Procópio, um dos maiores especialista em livros digitais do País, junta arte e tecnologia em um curso inspirador, voltado para quem gosta das histórias por trás da História; mas também para quem pretende entrar na Era Digital através dos livros.

Venha aprender como a sua obra pode estar ao mesmo tempo em diversas mídias e porque o livro se tornou alvo das maiores empresas de tecnologia do mundo e, portanto, o artefato cultural mais influente da História.

O Conteúdo

• O que é um Livro Digital
• A História dos Livros Digitais no Brasil e no Mundo
• A Cadeia Produtiva do Livro Antes e Depois dos eBooks
• A Questão dos Hardwares [smartphones, tablets, e-readers, etc.]
• A Questão dos Softwares [Android, iOS, Windows Phone, etc.]
• A Questão dos Formatos [PDF, ePub, HTML5 e o livro-aplicativo ou enhanced books]
• A Questão da Conversão, Digitalização e Produção dos eBooks
• A Gestão de Catálogo e Conteúdo [Publicação, comercialização e distribuição dos livros digitais.]
• A Gestão dos Direitos Autorais

Quem Pode se Beneficiar do Curso

O curso se destina a todos os interessados em livros eletrônicos; profissionais da cadeira produtiva da indústria editorial brasileira, desde os que atuam na produção e na área editorial quanto os profissionais que atuam nas vendas, comercialização e marketing dos livros. Incluindo profissionais que atuam dentro das editoras, das livrarias, distribuidoras, bibliotecas etc.

Anote na agenda

A Revolução dos Livros Digitais
Quando: 23 de fevereiro de 2013, sábado
Carga horária: 6 horas
Horário: 9h00 às 15h00
Valor único: R$ 170,00
Lotação: 20 vagas

Sala de aula

Rua Deputado Lacerda Franco, nº 253
CEP 05418-000 – Pinheiros, São Paulo, SP
Metrô Faria Lima – Saída Teodoro Sampaio

Escola do Escritor
escoladoescritor@escoladoescritor.com.br
http://www.escoladoescritor.com.br
Telefone: [11] 3032-8300

Sony anuncia nova linha de e-readers


E-reader tem tela sensível ao toque de 6 polegadas com tecnologia e-ink, memória interna de 2GB e vida útil da bateria de até dois meses

Nova linha traz processador mais veloz e adiciona funções de redes sociais como Facebook e Evernote

Nova linha traz processador mais veloz e adiciona funções de redes sociais como Facebook e Evernote

São Paulo | A Sony atualizou sua linha de leitores de livros digitais, com os novos modelos chamados de PRS-T2, que trazem um processador mais veloz e adiciona funções de redes sociais como Facebook e Evernote.

O e-reader tem tela sensível ao toque de 6 polegadas com tecnologia e-ink, memória interna de 2GB e, segundo a Sony, vida útil da bateria de até dois meses com o Wi-Fi desligado.

A nova integração com o Facebook permite aos leitores publicar uma pequena passagem do livro na rede social. Já a integração com o Evernote possibilita ao usuário salvar conteúdos da web para leitura póstuma.

Sobre os conteúdos, os usuários podem optar por ler livros de cerca de 15 mil livrarias públicas dos Estados Unidos, além de um grande acervo de livros, revistas e jornais disponíveis na loja Sony Reader Store ou por meio do app para desktop e dispositivos Android.

O e-reader Sony PRS-T2 já está disponível nas lojas virtuais da Sony por US$ 129. A empresa também venderá uma capa para o dispositivo por US$ 35 e outra com iluminação por US$ 50.

Por Monica Campi | Exame.com | 17/08/2012

Software livre aplicado aos eBooks


Por Octavio Kulesz | Publicado originalmente em PublishNews | 11/04/2012

Kovid Goyal, criador do Calibre

Kovid Goyal, criador do Calibre

Graças a sua interface atrativa e sua ampla gama de possibilidades, o Calibre conseguiu se posicionar como um dos programas de código aberto mais utilizados no mundo do e-book. Com ele, o usuário pode converter seus livros em diferentes formatos e administrar suas bibliotecas de títulos e metadados. Nesta entrevista, conversamos com o expert indiano Kovid Goyal, criador do Calibre, sobre diferentes aspectos da indústria do e-book, bem como sobre seus planos para o futuro.

OK: O Calibre foi desenvolvido como um programa que precisa ser instalado no computador. Existe demanda para uma versão em nuvem, agora que os e-readers têm mais conectividade?
KG: O Calibre inclui um servidor de conteúdo que permite compartilhar nossa biblioteca na internet. Também estamos trabalhando com diferentes soluções em nuvem que em breve vão estar prontas, mas se tratará de um serviço pago, já que esse tipo de sistema implica gastos de hospedagem.

OK: Você tem estatísticas sobre o uso do Calibre para telefones celulares?
KG: Na verdade, não. No momento estou compilando informação sobre quais dispositivos se conectam ao Calibre.

OK: Qual sua opinião sobre sistemas fechados como o Kindle, da Amazon, ou o Nook, da Barnes & Noble? Que futuro terá o DRM, em seu ponto de vista?
KG: Considero que os esforços empreendidos por essas empresas para dominar o mercado são tolos e de curto-prazo. Um dos meus principais objetivos com o Calibre foi proporcionar uma plataforma de administração de e-books o mais aberta e independente possível. Do meu ponto de vista, o DRM é ficção: de fato, não consegue evitar a pirataria. Seu único efeito é prender o cliente. Para combater o DRM, minha esposa e eu começamos a trabalhar na Open Books, uma base de livros que são vendidos sem DRM.

OK: Atualmente, a indústria do e-book se assemelha a uma torre de Babel, com vários jogadores tentando impor seus próprios formatos. Nesse contexto, o Calibre operaria como tradutor entre essas diferentes “linguagens”?
KG: Certamente essa é uma das funções mais importantes do Calibre. Na medida em que se usa material livre de DRM [ou que se elimina o DRM da cópia de um e-book], o Calibre te permite ler esse livro em qualquer formato e dispositivo.

OK: De acordo com alguns números apresentados no site do Calibre, a maioria dos downloads do programa é feita nos Estados Unidos [25%], Espanha [8,8%], Reino Unido [7,7%] e Alemanha [7,4%], isto é, em nações industrializadas, enquanto países em desenvolvimento ou emergentes como o Brasil, Índia ou África do Sul apenas representam pouco mais de 1%. Como você explica esse fenômeno?
KG: Os e-readers são caros. Se alguém não paga esse preço, não pode ler seu primeiro e-book. Por outro lado, a maioria dos e-readers requerem em algum momento uma conexão com um computador para funcionar. Essas duas exigências implicam certamente uma desvantagem comparativa nos mercados em desenvolvimento. No entanto, a situação vai mudar quando os e-readers se tornarem mais baratos [ou se transformarem em dispositivos multifuncionais] e os padrões de vida melhorarem nesses países.

OK: Apesar dos números relativamente baixos, você vê algum potencial em particular para o Calibre nas regiões em desenvolvimento, agora que vários governos – com o indiano – estão prontos para produzir massivamente tablets e outros dispositivos de leitura adaptados às necessidades do leitor local?
KG: Com certeza, o fato de o Calibre ser livre e de código aberto transforma-o em uma ferramenta muito útil para os orçamentos mais exíguos! Dito isto, pessoalmente prefiro não trabalhar com organizações muito grandes nem com governos. Embora os governos sejam bem-vindos a utilizar o Calibre se o considerarem útil, não é algo que eu esteja encorajando ativamente.

OK: Você voltou para a Índia no ano passado. Essa é uma decisão de longo prazo? Você continuará trabalhando em desenvolvimentos de código aberto em seu país?
KG: Mudei para os Estados Unidos unicamente para obter meu doutorado. Meu projeto sempre foi regressar à Índia assim que meus estudos estivassem terminados. A Índia é meu lar. Sobre o que farei no futuro, não dá para defini-lo completamente, já que o Calibre foi uma espécie de acidente, algo que ocorreu quando eu estava na universidade. Geralmente, tento não prever meu futuro, mas continuo trabalhando com software, e seguramente no terreno do código aberto.

OK: Logo em sua primeira versão, o Calibre recebeu uma generosa contribuição de um grande numero de pessoas – uma comunidade ativa de programadores, designers e tradutores. O que será que motivou essas pessoas a contribuir com o projeto? E no seu caso, qual foi sua motivação?
KG: A maioria das pessoas contribuiu com o Calibre por duas razões. 1] O colaborador agrega uma característica de que necessita e vê que ela é útil. 2] O colaborador o faz porque é divertido e o considera um desafio do ponto de vista técnico. Trabalhei incansavelmente para que qualquer pessoa pudesse contribuir com o código do Calibre de um modo muito simples. Implementar uma melhoria no Calibre pode levar literalmente cinco minutos. O programa conta com um sistema de extensões muito bem documentado que permite aos usuários conectar quase qualquer aspecto da sua funcionalidade com aplicativos externos. Esses esforços deram frutos e por isso existe uma comunidade tão ativa. Agora, do lado pessoal, criei o Calibre porque meu primeiro e-reader, o SONY PRS-500, não funcionava com o Linux, o sistema que eu uso. O Calibre, que começou com o nome de libprs500, não parou de crescer desde então!

Finalmente, eu diria que é essencial trabalhar em iniciativas como o Calibre, porque os livros e a leitura não podem depender de software proprietário nem de corporações motivadas unicamente pelo lucro.

Por Octavio Kulesz | Publicado originalmente em PublishNews | 11/04/2012

Octavio Kulesz

Octavio Kulesz

Octavio Kulesz é formado em Filosofia pela Universidade de Buenos Aires e atualmente dirige a Teseo, uma das principais editoras digitais acadêmicas da Argentina. Em 2010, criou a rede Digital Minds Network, junto com Ramy Habeeb [do Egito] e Arthur Attwell [da África do Sul], com o objetivo de estimular o surgimento de projetos eletrônicos em mercados emergentes. Em 2011, escreveu o renomado estudo La edición digital en los países en desarrollo, com apoio da Aliança Internacional de Editores Independentes e da Fundação Prince Claus.

Sua coluna Sul Digital busca apresentar um panorama dos principais avanços da edição eletrônica nos países em desenvolvimento. Tablets latino-americanos, leitura em celulares na África, revoluções de redes sociais no mundo árabe, titãs do hardware russos, softwares de última geração na Índia e colossos digitais chineses: a edição digital no Sul mostra um dinamismo tanto acelerado quanto surpreendente.

O que a Amazon sacou


Por Greg Bateman | Publicado originalmente em Publishnews| 04/04/2012

Sede da E-Ink em Cambridge, Massachusetts, EUA, ano de 2006 – a alguns minutos de caminhada da Universidade de Harvard e do MIT. Russ Wilcox, fundador da empresa, faz um discurso já familiar. Ele diz que o iPod e o mp3 revolucionaram a indústria da música. Para o vídeo, foi o DVD e o streaming na internet. Por que, ele pergunta, a indústria editorial não passou por uma revolução desde a criação da imprensa?

Certamente, não foi por falta de tentativas. Outro dia, Ednei Procópio, fundador da Livrus, em São Paulo, me mostrou com orgulho sua coleção de leitores de livros eletrônicos desde 1998. Minha aventura com os e-books começou em 2006, quando trabalhei no lançamento do Sony Reader, na sede da Sony, em Tóquio. Juntos, engenheiros e executivos da empresa havíamos refletido sobre as lições aprendidas com o fracassado lançamento do Sony Librie em 2004. Excelente aparelho, nenhum conteúdo. O novo Sony Reader era um produto bonito – uma obra de arte eletrônica – e confortável para segurar tanto com a mão direita quanto com a esquerda. Ele ostentava uma tela nítida e legível sob a luz do sol. Dezenas de milhares de e-books estavam prontos na ocasião do lançamento. Mas, embora estivesse tão à frente em vários sentidos, o Sony Reader não impressionou os leitores. O que estava faltando?

No fim de 2006, depois de comer uma tigela de noodles apimentado e bolinhos chineses fritos, eu me encontrava na tão [mal] falada linha de produção da Foxconn China. Saindo fresquinho da fábrica estava o protótipo da Lab126 do Kindle. Era grande, pesado e, francamente, não tinha uma aparência muito legal. O aparelho nos lembrava o Commodore 64 com um estojo de couro que parecia ser o resultado do trabalho manual de um escoteiro mirim. Eu não saquei a ideia. Como é que a primeira incursão própria da Amazon no mercado de eletrônicos poderia ter sucesso com essa criança feia?

Tudo fez sentido quando eu liguei o aparelho pela primeira vez algumas semanas mais tarde no laboratório da E-Ink. Após 30 segundos, o aparelho acorda e diz “Oi, Greg. Nós recomendamos estes 3 livros para você”. Um click e outros poucos 30 segundos depois, O código da Vinci magicamente aparece na tela. Tamanhos de fonte ajustáveis, marcador de página. Nenhum cadastro maluco, nem complicações com DRM, nem a necessidade de configurar a rede sem fio. Somente a pura experiência de leitura, sem interrupções. Aha!

O resto, claro, é história. Porque a Amazon “sacou” – uma experiência que vai da descoberta de conteúdo à compra do livro sem obstáculos –, leitores de todo o mundo estão lendo 40% mais títulos do que antes. Com o Kindle, aconteceu a primeira revolução real na indústria desde a criação de Gutenberg. Quem escreverá o próximo capítulo da nossa saga editorial digital?

Greg Bateman

Greg Bateman

Por Greg Bateman | Publicado originalmente em Publishnews| 04/04/2012

Greg Bateman, expert em tecnologia e empreendedor do negócio de e-books, é conhecido pelo seu envolvimento na criação de produtos extremamente bem-sucedidos, como os smartphones da Samsung e o Kindle, da Amazon. Na Vook, ele desenvolveu uma eficiente cadeia de produção de centenas de e-books por semana. Greg, que nasceu nos Estados Unidos, viveu nove anos no exterior, onde intermediou várias parcerias envolvendo Coreia, China, Japão e EUA. Hoje mora no Brasil, em São Paulo. Ele é pesquisador visitante da Universidade de Tóquio, tem duas graduações pela Universidade da Califórnia em Berkeley [engenharia elétrica/ciência da computação e literatura japonesa] e um MBA pela Columbia Business School.

A coluna E-Gringo discute a fundo o negócio e o lado técnico dos e-books a partir de uma perspectiva global. Às quartas-feiras, quinzenalmente, ela vai apresentar plataformas e tendências do mundo todo e, claro, do Brasil. Para enviar comentários, escreva para greg@hondana.com.br .

CURSO | O Livro como Mídia Digital


Ednei Procópio

As emergentes mídias digitais estão influenciando diretamente no concorrido tempo dos consumidores modernos e transformando o hábito de leitura em todo o mundo. O livro não é mais lido apenas no papel. Ele está também onipresente em uma miríade de suportes suspensos e em uma diversidade de aparelhos tecnológicos, móveis e de comunicação.

E uma série de meios é o que está transformando definitivamente a realidade dos livros, jornais e revistas através de uma convergência digital e cultural sem precedentes.

O objetivo do curso “O Livro como Mídia Digital” é fazer um review de todo o mercado editorial convencional presente, frente às transformações das mídias digitais, do ponto de vista exclusivamente dos negócios ou da atualização enquanto profissional.

CONTEÚDO DO CURSO

  • O que é um livro digital
  • A questão os dos hardwares | Smartphones, netbooks, tablets [iPad, Xoom, Galaxy, etc.] e e-reader devices [Sony Reader, Kindle, Nook, etc.].
  • A questão os dos softwares | Sistemas Android, iOS, etc. | Digital Rights Management | Aplicativos
  • A questão do conteúdo | Formatos: PDF, ePub e HTML5 | Conversão, digitalização e produção
  • Plataformas e eBookStores | Modelos de negócios
  • Números do mercado e entraves
  • A cadeia produtiva do livro antes e depois dos eBooks

A QUEM SE DESTINA O CURSO

O curso se destina a todos os interessados em livros digitais; profissionais da cadeira produtiva da indústria editorial brasileira, desde os que atuam na produção e na área editorial quanto os profissionais que atuam nas vendas, comercialização e marketing dos livros. Isto inclui os profissionais que atuam dentro das editoras, das livrarias, distribuidoras, bibliotecas etc.

ANOTE NA SUA AGENDA A DATA DO CURSO

Dia: 3 de março de 2012, sábado.
Horário: 9h00 às 13h00
Valor único: R$ 130,00
Docente: Ednei Procópio, especialista em livros digitais.

ONDE

Escola do Escritor
Rua Mourato Coelho, 393 conjunto 1 |esquina com Rua Teodoro Sampaio
CEP 05417-010 – Bairro de Pinheiros, São Paulo, SP.
Telefone: [11] 3034.2981
www.escoladoescritor.com.br

Kindle no Brasil por R$ 199


Amazon vai iniciar a venda do dispositivo de leitura assim que abrir sua loja no país; empresa estuda seriamente mercado de livros físicos

Da esquerda para a direita, os aparelhos Kindle Fire, Kindle Touch e Kindle, da Amazon

A Amazon tem como objetivo vender o modelo mais simples do Kindle no Brasil por R$ 199, assim que abrir sua loja virtual no país, podendo num segundo passo baixar o valor para R$ 149, de acordo com pessoas próximas às negociações que vêm sendo feitas com a varejista americana. A definição do preço, contudo, ainda depende de estudos sobre a distribuição do dispositivo de leitura no país.

Com o preço de R$ 199, a Amazon ofertaria o e-reader mais barato no mercado brasileiro – menos da metade do que um dispositivo compacto da Sony, que ainda é possível encontrar na internet por cerca de R$ 430, e bem abaixo dos R$ 799 que custa o Positivo Alfa, por exemplo, que é montado no Brasil. O preço também é menor do que o Kindle que o consumidor brasileiro consegue comprar pela loja on-line da Amazon nos Estados Unidos, onde a versão mais simples do aparelho desembarca aqui por no mínimo US$ 255 [R$ 438] – o preço inclui taxas de importação estimadas pela companhia.

A Amazon quer inaugurar sua loja virtual brasileira ainda no primeiro semestre deste ano. A varejista vem negociando com editoras brasileiras a venda de e-books. A expectativa é de que os primeiros acordos com grandes editoras em torno do livro eletrônico sejam fechados entre março e abril, para início da operação da Amazon entre junho e julho.

A companhia também se debruça sobre estudos aprofundados que está fazendo sobre a distribuição de livros físicos no Brasil, sinal de que poderá investir nesse mercado também. A grande questão em território nacional é estruturar um sistema de entrega de livros aos consumidores que esteja dentro dos padrões de prazo e custo da gigante ianque.

Por Roberta Campassi | PublishNews | 08/02/2012

Intrínseca começa a publicar eBooks


Nesta quinta-feira, editora lança 20% do catálogo em formato digital e espera chegar a 95% até março de 2012

A Intrínseca começa a vender seus primeiros e-books na quinta-feira, dia 15, por meio das livrarias Cultura, Saraiva e Gato Sabido. Serão 30 títulos na primeira leva, que representam 20% do catálogo e que já venderam, segundo informações da própria editora, 17,5 milhões de exemplares. Até o fim do ano, a Intrínseca lança mais dez e-books e, até março de 2012, o plano é oferecer 95% do catálogo digitalizado.

Entre os primeiros e-books que serão lançados estão os livros das séries best-seller Crepúsculo ePercy Jackson e os olimpianos, e outros títulos de sucesso como Um diaA menina que roubava livros eBilionários por acaso: a criação do Facebook.

A editora começará a fazer lançamento simultâneo das versões impressa e digital, em formato ePub, em janeiro. Serão publicados A visita cruel do tempo, romance de Jennifer Egan vencedor do Pulitzer de ficção em 2011, e Silêncio, continuação da série Hush, Hush de Becca Fitzpatrick.

Segundo a Intrínseca, os e-books terão mais de 30% de desconto em relação ao preço de capa dos exemplares físicos e custarão, em média, entre R$ 19,90 e R$ 24,90. As obras digitais são compatíveis com os sistemas operacionais iOS [para produtos da Apple] e Android [presente em dispositivos de várias fabricantes, como a Samsung], além de poderem ser lidos nos e-readers da Sony e da Positivo.

Neste semestre, outras editoras, como a LeYa e a Editora 34, também lançaram seus primeiros e-books.

E-books da Intrínseca disponíveis a partir de 15/12:
 
Saga Crepúsculo, de Stephenie Meyer
– Crepúsculo

– Lua nova
– Eclipse
– Amanhecer
– A breve segunda vida de Bree Tanner

Série Percy Jackson e os olimpianos, de Rick Riordan
– O ladrão de raios
– O Mar de monstros
– A maldição do Titã
– A batalha do Labirinto
– O último olimpiano
– Os arquivos do semideus

Série As crônicas dos Kane,de Rick Riordan
– A pirâmide vermelha
– O trono de fogo

Série Os heróis do Olimpo, de Rick Riordan
– O herói perdido

Série Os imortais, de Alyson Noël
– Para sempre
– Lua azul
– Terra das sombras

– Chama negra
– Estrela da noite
– Infinito

Série Riley Bloom, de Alyson Noël
– Radiante

Série Os Legados de Lorien
– Eu sou o Número Quatro, de Pittacus Lore

Outros títulos
– A hospedeira, de Stephenie Meyer
– A menina que roubava livros, Markus Zusak
– Bilionários por acaso, de Ben Mezrich
– Hell, de Lolita Pille
– O efeito Facebook, de David Kirkpatrick
– Pequena Abelha, de Chris Cleave
– Precisamos falar sobre o Kevin, de Lionel Shriver
– Um dia, de  David Nicholls

E-books disponíveis até o fim de 2011:
– A lebre com olhos de âmbar, de Edmund de Waal
– Como Proust pode mudar sua vida, de Alain de Botton
– Crescendo, de Becca Fitzpatrick [Série Hush, Hush]
– Dupla falta, de Lionel Shriver
– Nuvem da morte, de Andrew Lane [Série O jovem Sherlock Holmes]
– O hipnotista, de Lars Kepler
– O mundo pós-aniversário, de Lionel Shriver
– O poder dos seis, de Pittacus Lore [Série Os Legados de Lorien]
– Religião para ateus, de Alain de Botton
– Silêncio, de Becca Fitzpatrick [Série Hush, Hush]

PublishNews | 13/12/2011

Gerenciamento de Catálogo e Conteúdo para Livros Digitais


Gerenciamento de Catálogo e Conteúdo para Livros Digitais

Quatro anos na revolução do e-book: coisas que sabemos e coisas que não sabemos


Por Mike Shatzkin | Publicado originalmente em Publishnews | 05/10/2011

Mike Shatzkin

Pensando no lançamento do primeiro Kindle no final de novembro de 2007, alguém poderia dizer [e vai] que a revolução da leitura eletrônica está chegando ao seu 4º aniversário. Já existiam outros aparelhos dedicados aos e-books antes, incluindo o Sony Reader – no mercado quando o Kindle chegou e ainda vivos, apesar de não ter muito sucesso – e os já falecidos Rocket Book e Softbook que tinham debutado e desaparecido alguns anos antes. E no começo dos anos 90 tínhamos o Sony Bookman, que mostrava apenas algumas poucas linhas de texto de cada vez e desapareceu sem deixar rastros. O formato de e-book que mais vendia antes do Kindle era o que se podia ler no Palm Pilot e o mercado em geral de e-books estava tão atrasado que qualquer investimento de uma editora em digitalização era feito por fé, não por evidências comerciais.

E muitas pessoas na indústria acreditavam que ler numa tela demoraria muitos anos para ser realidade, se algum dia chegasse a ser…

Agora, menos de quatro anos depois, estamos vivendo num mundo mudado, apesar de ainda não estar transformado. Mas isso pode acontecer muito em breve.

Como as vendas dos e-books nos EUA agora parecem já ter chegado aos 20% de rendimentos em algumas editoras [o que quer dizer que já está nesse patamar ou chegará muito em breve], há algumas coisas que podemos dizer que sabemos sobre como será o futuro, mas também há algumas outras coisas muito importantes que não sabemos ainda.

Nós sabemos que a maioria das pessoas vai se ajustar em pouco tempo à leitura de livros narrativos numa tela em vez do papel.

Nós sabemos que os pais vão entregar seus iPad, iPhone ou Nook Color para uma criança para que possa desfrutar os livros infantis nos aparelhos.

Nós não sabemos se livros adultos ilustrados serão igualmente bem aceitos por consumidores de livros em aparelhos digitais, apesar de que há cada vez mais aparelhos capazes de mostrar quase o mesmo que um editor mostra numa página impressa.

Nós não sabemos quanto os pais vão pagar por um e-book infantil ilustrado pequeno, mas parece que poderia ser muito menos do que estão dispostos a pagar pelo papel.

Nós sabemos que os consumidores vão pagar preços de formato paperback ou mais por e-books simples.

Nós não sabemos se os consumidores vão aceitar pagar preços mais altos para melhorias como vídeo, áudio ou software aos e-books.

Na verdade, nós não sabemos se os consumidores pagariam preços de paperback para e-books se o paperback não estivesse à venda em todos os lugares por um bom preço.

Nós sabemos que a popularidade do e-book, medida em vendas ou na porcentagem de rentabilidade das editoras, dobrou ou mais do que dobrou a cada ano desde 2007.

Nós sabemos que esta taxa de crescimento é matematicamente impossível de continuar por mais três anos [porque isso colocaria os e-books com 160% da rentabilidade das editoras!].

Nós sabemos, a partir dos anúncios sobre novos aparelhos e uma recente pesquisa da Harris prevendo um aumento na compra de aparelhos, que não há expectativa de uma queda na adoção dos e-books num futuro próximo.

Nós não sabemos se vamos encontrar uma barreira de resistência ou se talvez deveríamos chamar de “barreira da insistência” do papel, em algum nível, nas vendas dos próximos dois anos [no final dos quais os e-books seriam 80% dos rendimentos das editoras com as taxas de crescimento que vimos nos últimos quatro anos].

Nós sabemos que há um mercado grande e em desenvolvimento para e-books em inglês no mundo, já que a infraestrutura do e-book permite a construção desses mercados globais.

Nós não sabemos a rapidez com que esses mercados vão se desenvolver ou o tamanho que vão alcançar.

Nós sabemos que o número de livrarias sofreu uma forte redução em 2011 por causa da falência da Borders.

Nós não sabemos se a rede de livrarias físicas remanescente, lideradas pela B&N e incluindo as independentes bem como o espaço em prateleira devotado a livros, receberão uma ajuda com a desaparição da Borders, dando às editoras alguma estabilidade temporária em sua rede de lojas, ou se a erosão do espaço em prateleira vai continuar [ou até acelerar].

Nós não sabemos o que a perda do merchandising em lojas físicas vai significar para a capacidade dos editores e autores de introduzirem novos talentos a leitores, ou até mesmo de apresentar um novo trabalho dos nomes já conhecidos.

Nós não sabemos se a descoberta e o merchandising melhorados funcionam com a aplicação de “escala” pelas editoras fora dos nichos verticais, seja por tópicos ou gêneros.

Nós sabemos que agentes e autores vão aceitar royalties nos e-books de 25% da receita líquida no cenário atual, onde 70% ou mais das vendas ainda são feitas em papel.

Nós não sabemos se as ameaças das opções de publicação alternativa forçarão esta taxa de royalties a subir se as vendas dos impressos caírem para 50% ou 30%.

Nós não sabemos se uma queda nas vendas de impressos, ficando entre 50% ou 30% do total, vai demorar muitos ou poucos anos.

Nós sabemos que o padrão Epub 3 e o HTML5 permitem recursos no estilo aplicativos nos e-books.

Nós não sabemos se esses recursos farão alguma diferença comercial para o texto linear que é o único tipo de e-book aprovado comercialmente.

Nós sabemos que marcas de criação de conteúdo que não são editoras de livros estão usando a relativa facilidade de publicação de e-books para distribuir seu próprio conteúdo no mercado de e-books.

Nós não sabemos se as editoras de livros vão desenvolver expertise na publicação de e-books que persuadirão outras marcas a usá-las para a publicação, da mesma forma que conseguiram no mundo do livro impresso, em vez de ignorá-las.

Como estou expressando minhas preocupações sobre o impacto da revolução do e-book nas editoras em geral, algo que estou fazendo com intensidade dramática desde a BEA em 2007, [uns seis meses antes do Kindle] é dizer que as editoras de livros gerais precisam começar a focar em seu público [o que significa escolher conteúdo para nichos verticais].

Hoje vou acrescentar outra sugestão urgente às editoras trade: reconsiderem seus compromissos para publicar livros ilustrados com qualquer prazo maior do que um ou dois anos e pensem em se manter com livros só de texto, a menos que tenham caminhos para chegar aos clientes para os livros que não passam por livrarias. Se terminarmos com um mercado com 80% de e-books em um futuro próximo, e é bem possível que isso aconteça, você vai querer ser dono do conteúdo que sabe que funciona [para o consumidor] naquele formato, não o que você não sabe que funciona fora do formato impresso.

Para os livros infantis, a chave é marca. Haverá demanda por Chapeuzinho vermelho, e Alice no país das maravilhas, por muitos anos, mas as equações de produtos e preços estão completamente indefinidas.

Tradução: Marcelo Barbão

Por Mike Shatzkin | Publicado originalmente em Publishnews | 05/10/2011

Mike Shatzkin tem mais de 40 anos de experiência no mercado editorial. É fundador e diretor-presidente da consultoria editorial The Idea Logical Co., com sede em Nova York, e acompanha e analisa diariamente os desafios e as oportunidades da indústria editorial nesta nova realidade digital. Oraganiza anualmente a Digital Book World, uma conferência em Nova York sobre o futuro digital do livro.

Nos Arquivos de Shatzkin, o consultor novaiorquino aborda os desafios e oportunidades apresentados pela nova era digital. O texto de sua coluna é publicado originalmente em seu blog, The Shatzkin Files [www.idealog.com/blog].

Amazon Kindle continua com falta de suporte ao formato ePub


Kindle [AZW], TXT, PDF, Audible [Audible Enhanced [AA,AAX], MP3, MOBI não protegido, PRC nativamente; HTML, DOC, DOCX, JPEG, GIF, PNG, BMP por meio de conversão.

Esses são os formatos de conteúdo suportados pelo novo Kindle Touch, da Amazon. O modelo mais barato, chamado apenas de Kindle, não reproduz áudio. O tablet Kindle Fire, por sua vez, suporta mais alguns formatos, como OGG, MP4 e VP8.

Foi meio decepcionante ver que nenhum dos novos modelos de Kindle [assim como os velhos] oferece suporte a EPUB, um padrão bem difundido de distribuição de documentos digitais. Gratuito e aberto, é adotado por muitos repositórios de livros eletrônicos e compatível com leitores como Barnes & Noble Nook, iRiver Story e Sony Reader, além de vários tablets. Mas não com o e-reader da Amazon.

Vejo dois perfis de leitores que, por conta dessa limitação, podem se frustrar muito ao ter um Kindle: 1] os que leem sobretudo obras que estão em domínio público; 2] os que não querem ler em inglês.

Para os leitores do primeiro tipo, tenho a impressão de que a coisa está melhorando – parece-me cada vez mais fácil achar obras em domínio público disponíveis no formato do Kindle. Para os do segundo, o negócio é mais complicado. No Brasil, especificamente, as lojas costumam vender e-books apenas em EPUB ou PDF, e o catálogo em português na Amazon é bem limitado.

A farta disponibilidade de obras em domínio público e em português [ou outras línguas que não o inglês] no padrão PDF, que é compatível com o Kindle, não melhora muito as coisas, pois o aparelho da Amazon oferece um suporte muito limitado ao formato. Os níveis de zoom, por exemplo, são todos predefinidos [ajustar para caber, tamanho real, 150%, 200%, 300%] – não é possível dar um zoom de 130%. [Essa opinião sobre o suporte a PDF é baseada na minha experiência com o Kindle 3, atual Kindle Keyboard, mas acredito que os novos modelos – com exceção do Fire – não apresentem melhora significativa nesse quesito.]

Os donos de Kindle nos Estados Unidos ainda sofrem com o problema de muitas bibliotecas trabalharem prioritariamente com EPUB.

A questão do EPUB gera discussões intermináveis, como esta no fórum da Amazon, com 642 posts desde dezembro do ano passado. Não são raros os comentários na linha “comprei um Nook/Sony Reader/outro concorrente em vez de um Kindle por causa da falta de suporte deste a EPUB”.

Uma solução comumente utilizada é converter arquivos em EPUB [ou mesmo em PDF] para MOBI, formato semelhante ao AZW. O resultado, porém, pode variar.

Escrito por Emerson Kimura | Publicado Folha Online | 05/10/2011, 06h54

Escola do Livro: Gestão de Catálogo e Conteúdo para Livros Digitais


Ednei Procópio

O curso “Gestão de Catálogo e Conteúdo para Livros Digitais”, oferecido pela Escola do Livro, da CBL [Câmara Brasileira do Livro], acontece no dia 6 de outubro de 2011, das 9h30 às 13h30.

A iniciativa tem como objetivo evidenciar o processo de criação de catálogos de livros digitais, bem como uma visão global sobre o assunto. Plataformas, formatos e DRM [Digital Rights Management] fazem parte do conteúdo do curso, que conta ainda com a apresentação de cases na área. Também serão apresentados aspectos do gerenciamento de conteúdo.

O curso será ministrado por Ednei Procópio, que é editor e sócio-fundador da Livrus Negócios Editoriais. Procópio atua há 10 anos no mercado de livros digitais. É ainda autor da obra “O Livro na Era Digital” e coordenador Geral do Cadastro Nacional do Livro, desenvolvido pela CBL.

Mais informações sobre o curso podem ser obtidas pelo e-mail escoladolivro@cbl.org.br ou pelo telefone [11] 3069-1300.

CBL Informa | 27 de Setembro de 2011

Primeiro livro de Harry Potter virá de graça no novo Sony Reader


Aparelho deve chegar às lojas europeias em outubro

De acordo com Graeme Heil, do The Bookseller, a versão em inglês de Harry Potter e a pedra filosofal poderá ser baixada gratuitamente por quem comprar o novo Sony Reader, que deve chegar às lojas na Europa em outubro – primeiro no Reino Unido. Nos Estados Unidos o novo aparelho deve custar US$ 149. O e-reader, com conexão wi-fi, também permitirá que seus usuários emprestem livros de bibliotecas, via Overdrive. O site também informa que o novo modelo de e-reader da Sony será construído em material plástico e terá 2GB de memória [que pode ser ampliado com um memory card], o que permite o armazenamento de cerca de 1.200 livros. A Sony anuncia também tela multitouch e web browser integrados ao novo equipamento.
Por Ricardo Costa | PublishNews | 05/09/2011

CBL oferece curso de Gestão de Catálogo e Conteúdo para Livros Digitais


Ednei Procópio

O curso “Gestão de Catálogo e Conteúdo para Livros Digitais”, oferecido pela Escola do Livro, da CBL [Câmara Brasileira do Livro], acontece no dia 6 de outubro de 2011, das 9h30 às 13h30.

A iniciativa tem como objetivo evidenciar o processo de criação de catálogos de livros digitais, bem como uma visão global sobre o assunto. Plataformas, formatos e DRM [Digital Rights Management] fazem parte do conteúdo do curso, que conta ainda com a apresentação de cases na área. Também serão apresentados aspectos do gerenciamento de conteúdo.

O curso será ministrado por Ednei Procópio, que é editor e sócio-fundador da Livrus Negócios Editoriais. Procópio atua há 10 anos no mercado de livros digitais. É ainda autor da obra “O Livro na Era Digital” e coordenador Geral do Cadastro Nacional do Livro, desenvolvido pela CBL.

Mais informações sobre o curso podem ser obtidas pelo e-mail escoladolivro@cbl.org.br ou pelo telefone [11] 3069-1300.

CBL Informa – 25 de Agosto de 2011

Curso “O Livro na Era Digital | Edição e Suportes”


As emergentes mídias digitais estão influenciando diretamente no concorrido tempo dos consumidores modernos e transformando o hábito de leitura em todo o mundo. O texto não é mais lido apenas no papel. Ele está também onipresente em uma miríade de suportes suspensos e em uma diversidade de aparelhos tecnológicos, móveis e de comunicação.

E uma série de meios é o que está transformando definitivamente a realidade dos livros, jornais e revistas através de uma convergência digital e cultural sem precedentes.

O objetivo do curso é fazer um review de todo o mercado editorial convencional presente, frente às transformações das mídias digitais, do ponto de vista exclusivamente dos negócios ou da atualização enquanto profissional.

CONTEÚDO

  • O que é um eBook?
  • A questão os dos hardwares | Smartphones, netbooks, tablets [iPad, Xoom, Galaxy, etc.] e e-reader devices [Sony Reader, Kindle, Nook, etc.].
  • A questão os dos softwares | Sistemas Android, iOS, etc. | Digital Rights Management | Aplicativos
  • A questão do conteúdo | Formatos: PDF, ePub e HTML5 | Conversão, digitalização e produção
  • Plataformas e eBookStores | Modelos de negócios
  • Números do mercado e entraves
  • A cadeia produtiva do livro antes e depois dos eBooks

A QUEM SE DESTINA O CURSO

O curso se destina a todos os interessados em livros digitais; profissionais da cadeira produtiva da indústria editorial brasileira, desde os que atuam na produção e na área editorial quanto os profissionais que atuam nas vendas, comercialização e marketing dos livros. Isto inclui os profissionais que atuam dentro das editoras, das livrarias, distribuidoras, bibliotecas etc.

ANOTE NA SUA AGENDA

Dia: 20 de agosto de 2011, sábado.
Horário: 9h00 às 13h00
Valor único: R$ 130,00
Docente: Ednei Procópio, especialista em livros digitais.

ONDE

Rua Mourato Coelho, 393 conjunto 1 |esquina com Rua Teodoro Sampaio
CEP 05417-010 – Bairro de Pinheiros, São Paulo, SP.
Telefone: [11] 3034.2981
http://www.escoladoescritor.com.br

Sony prepara novos e-readers para desafiar Amazon


Aposta nos livros eletrônicos se deve aos baixos preços do aparelho em relação aos tablets

A Sony pretende lançar uma nova linha de e-readers nos Estados Unidos ainda em agosto para competir com o Kindle da Amazon.

Os novos leitores de livros eletrônicos da Sony deverão oferecer melhorias no hardware e no software, segundo afirmou Phil Lubell, vice presidente da divisão de livros digitais da Sony, em entrevista em San Francisco nesta quinta-feira.

A razão para a Sony continuar apostando nos e-readers se deve aos baixos preços do aparelho em relação aos tablets. “Nós acreditamos que ainda haverá mercado para os e-readers enquanto os tablets permanecerem na faixa dos US$ 500”, afirmou Lubell.

Os números dão razão ao vice presidente. Atualmente, o Kindle custa US$ 114 contra US$ 499 do iPad 2 nos EUA, e mesmo o iPad mais barato é 67% mais caro que o melhor e-reader da Sony.

Além disso, o número de americanos que optou por um e-reader como o Kindle ao invés de um tablet dobrou nos últimos seis meses até maio, de acordo com levantamento da Pew Research Center.

Se confirmados para agosto, os novos produtos serão lançados no mercado norte-americano antes dos modelos de tablets da Sony, programados para chegar às lojas ainda este ano.

Por Pedro Sirna | MSN Tecnologia |  15/7/2011 – 16:51 | Fonte: Bloomberg

Fazendo eBooks


Por Cindy Leopoldo | Publicado originalmente em Publishnews | 28/06/2011

Há meses vinha pensando que ninguém do mercado editorial brasileiro tinha o perfil geeknecessário para realmente explicar o que diabos era ePub. Ok, me diziam quais eram as vantagens dele em relação ao PDF, que o InDesign fazia a conversão, falavam do mercado americano, dos e-readers, dos direitos autorais, mas quando chegávamos na pergunta “mas como um arquivo .indd se ‘transforma’ num .ePub?” a conversa travava em “ah, aí é com um programador”… E a pergunta que ficava martelando na minha cabeça era: de onde tiraríamos esse programador com noções de design de livro e que aceitaria os valores por lauda do mercado editorial? E a única resposta que me vinha era: dos próprios birôs de diagramação, será apenas um serviço a mais. Assim, inventei o mundo tranquilo do editorial digital, no qual apenas os diagramadores teriam que se aventurar no mundo assustador dos códigos de programação e a nós, produtores editoriais, caberia apenas o trabalho de sempre: isbn, revisão, controle de prazos etc.

Essa tranquilidade foi desaparecendo na medida em que recebíamos os arquivos convertidos: fontes perdidas, imagem de capa desaparecida, sumários confusos ou com pouca informação, imagens que apareciam em um leitor, mas não em outros, links [notas, por exemplo] que jogavam para trechos errados do livro etc. Definitivamente, não era tranquilo pra ninguém, todo o mercado precisava estudar, não havia sequer uma empresa benchmark no setor. Na verdade, não havia nem há o setor!

Cheguei a acreditar que só nos restava esperar que os fornecedores amadurecessem, mas isso me deu um desânimo, uma sensação de impotência, que me fez perceber que eu estava no caminho errado. Um dia, ao sair do trabalho, percebi o óbvio: estava mais uma vez perdendo ânimo e energia por acreditar que o mundo [editorial ou não] é absolutamente previsível e, pior, que eu já o tinha compreendido e catalogado. Mais uma vez, estava paralisada pela odiosa arrogância de quem trabalha há anos na mesma área e abafando minhas dúvidas. Decidi que teria que me livrar de mais esses pré-conceitos, que só servem para nos fazer crer que “nada nunca irá mudar” ou “só eu me interesso por isso”, e iria achar as pessoas de programação que sabiam o que era ePub. Rapidamente a energia voltou! Fazendo buscas e buscas no Google, encontrei um fórum de discussões e me animei: achei o revolução e-book. Lendo as discussões, percebi que havia um senhor que parecia saber bastante sobre os problemas que temos no dia a dia de uma editora, peguei todos os contatos que consegui pra “um dia quem sabe…”, mas nunca tive coragem de ligar ou escrever e expor minha ignorância a ele. E, além disso, o que eu poderia falar com ele? Pedir uma aula? Uma palavra amiga? Não liguei, mas não foi necessário, pois acabamos nos conhecendo dias depois totalmente por acaso no curso da Simplíssimo em Niterói.

O tal “senhor” se chama Antonio Hermida [antoniofhermida@gmail.com] e é bem mais novo que eu… Trabalhava como estagiário de produção editorial em uma editora carioca por ainda estar cursando Letras, mas antes estudou Análise de Sistemas. Com ele inauguro uma nova coluna dentro da coluna, que se ocupará de conhecer [e apresentar] a nova geração editorial.

 
Por que você saiu da informática? Você fez Letras porque queria trabalhar com livros?
Na verdade, sim e não. Comecei a fazer Letras por gostar de latim e literaturas, mas precisava me sustentar antes, daí ter feito informática [área na qual sempre tive facilidade de transitar]. Queria poder me dedicar ao estudo da literatura sem a obrigação de me formar às pressas, com urgência do mercado de trabalho. Sempre quis trabalhar e estar entre livros, mas nunca tive uma ideia muito clara de como faria isso.

O que fazia [dentro de uma editora] quando começou?
Basicamente tudo que faz um estagiário de editorial. Cotejo, pesquisa, padronização de textos, notas, bibliografia…

Quando surgiu o ePub na sua vida? O que espera do ePub3?
Na época, os arquivos em epub estavam sendo convertidos fora do país, o que gerava uma série de problemas ortográficos e, pior que isso, uma demora absurda para correção. Um ciclo sem fim de revisão-emenda-outra revisão-novos erros-emenda-revisão etc. Peguei alguns arquivos para cotejar e, em casa, pesquisei sobre a estrutura do epub e passei a emendá-los diretamente no código. Como a lista de arquivos convertidos [e com problemas] não era curta, pude ir montando um “banco de dados” tanto de erros quanto de efeitos interessantes a serem explorados nas conversões futuras, assim como um manual de estilo para digitais. Acho que foi basicamente isso, comecei a entender os epubs consertando-os. Ainda é das coisas que mais faço [consertar], principalmente quando recebo testes de fornecedores que estão regulares e podem ser aproveitados.

Sobre o epub3, bem, eu cresci brincando com livros-jogos da série Aventuras Fantásticas, justo por isso penso em e-books não só convertidos para o formato, mas concebidos e idealizados como digitais, desde o esboço.

Um bom romance policial não precisaria ser linear, nem ter apenas um final possível, assim como você poderia escolher com que personagem seguir a história, colocar senhas, links externos, pistas em sites… Bem, a própria definição de gênero correria perigo de ser reformulada ou passar a ambientação num caso desses. Fora as demais possibilidades oferecidas por conectividade, geolocalização [no html5], suporte audiovisual…

Você gosta de ler livros digitais? Pra você, o que eles têm de melhor e de pior em relação ao livro impresso? A Faculdade de Letras já fala sobre eles?
Uma edição ruim é cansativa independente do suporte e quando trabalhamos com isso passamos a reparar em detalhes que são ignorados pela maior parte dos leitores. Dentro do que consumo, gosto, claro, de boas edições, impressas ou digitais. Por comodidade tenho lido muito mais digitais [acabo convertendo em casa os textos que recebo dos professores ou livros em domínio público utilizados em algumas literaturas], carrego a maior parte do que preciso ler em um e-reader no lugar de carregar uma resma de papel e livros que, no geral, atacariam minha rinite. É mais cômodo nesse sentido e a leitura proporcionada pela e-ink é confortável. O fato de você poder ajustar o tamanho das fontes, navegar pelas notas, fazer buscas por palavras e consultar suas definições são vantagens indiscutíveis em um e-book. A rigidez do impresso, apesar de às vezes figurar como desvantagem, tem uma segurança da qual sinto falta. Se eu passar um e-book de um e-reader para outro, perco minhas notas e marcações, o mesmo acontece quando acho algum problema na edição e resolvo corrigí-la. Não é mais o mesmo arquivo, e lá se vão minhas notas e marcações outra vez. O que mais gosto num livro é sentir-me avançando nele, por mais que tenhamos a barra de status indicando quantas páginas foram lidas /total, perdemos um pouco desse desbravar. A sensação tátil também perde um pouco, mas isso é pessoal, não acho que seja unânime, nada é. Na Letras a preocupação maior é com o texto em si, com a palavra, não com o suporte, mesmo os professores de idade mais avançada se mostram animados quando eu levo algum e-reader.

Poderia fazer um ranking dos 5 e-readers/tablets/aplicativos que você prefere e explicar o porquê da preferência?
1. Nook [1 e New Nook]: Atualizações frequentes de software, tanto para correção quanto para melhoria, excelente contraste e tempo de resposta [no New então…]. Gosto muito do Kobo Reader também. Fujo da série PRS da Sony, usei até o 600 e não gostei, tanto pelo comportamento peculiar do texto e dos links quanto pelo contraste que é fraco, além de eu ter que ficar desviando do meu reflexo para poder ler.

2. iPad: para ler revistas e livros de fotografias. Imagino que para quem consome livros de arquitetura [por exemplo] não tem opção comparável. As telas e em e-ink são quase todas de mais ou menos 6 polegadas. Excelentes para texto, mas, pelo próprio tamanho, ficam devendo.

3. Lucidor [& Lucifox, sua extensão para o Firefox] é leve, multiplataforma e, na abertura do arquivos, aponta se tem algum problema [inclusive alguns que o epubcheck deixa passar] no epub.

4. Calibre: Também é multiplataforma e funciona como um gerenciador de biblioteca, mas que também faz conversões simples para os mais variados formatos.

5. Adobe Digital Editions: É a tecnologia do ADE que pauta a compatibilidade entre a maioria dos e-readers [embora isso esteja mudando com a emergência epub3]. É leve, simples e intuitivo.

Como você avalia a oferta de fornecedores para “conversão” em ePub? Eles são mais coders ou mais diagramadores?
Melhor do que era 1 ano atrás, mas longe do ideal. No geral são diagramadores com algum suporte de um webdesigner. O maior problema está na mentalidade. “Dá para fazer isso?” [por exemplo, utilizar a tipologia do impresso]. “Dá”. “É a melhor prática?” ou “O resultado compensa?”. “No geral, não.”

Considerando que você analisa e/ou produz códigos de e-books quase todos os dias há mais de um ano, quais dicas você daria aos diagramadores e aos coders? Quais os erros mais comuns que eles cometem?
O maiores problemas são com imagens, grandes e achatadas por código [por exemplo, uma imagem de capa de 1024×1280, que vai ser exibida assim, no código: height:35%; fora isso, o trabalho com as imagens é diferente, as telas ainda são, em sua maioria, monocromáticas, o contraste varia etc.
A tipologia também é um problema. Se não tiver jeito, se uma fonte precisa mesmo ser embutida ao arquivo, dois cuidados devem ser tomados: padronização do tamanho em “Em” e conversão do tipo para otf. Parece pouca coisa, mas, em termos gráficos, são as principais características que compõem uma edição. No mais, testar sempre no maior número de aparelhos e programas a fim de observar as diferentes maneiras como cada um interpreta e, o de praxe, ferramentas como o epubcheck, o validador do Sigil etc.

E quais os erros mais comuns que os editoriais cometem contra os fornecedores de ePubs?
Todos permeiam o mesmo tema: a busca por um e-book igual à edição impressa. São edições diferentes, que se comportam de maneira diversa entre si. A melhor maneira de entender o produto que estão vendendo é consumindo-o. Manipular edições digitais como usuário é a melhor prática de julgamento e o melhor exercício de entendimento. A falta de um manual de estilo [realista] para fornecedores também gera uma série de ruídos de comunicação e não permite ao fornecedor saber o que o se espera.

Quais tipos de arquivos podem ser “convertidos”? Você trabalha com quais softwares?
Qualquer arquivo digital pode ser convertido para epub da mesma maneira que um manuscrito pode tornar-se livro. Alguns formatos dão [muito] mais trabalho que outros. O indd é o mais comum, quase um padrão. Mas não vejo problemas em arquivos de outros tipos desde que os cuidados pós “conversão” sejam feitos. Pessoalmente acho infinitamente mais rápido e fácil trabalhar com doc/odt, o código fica mais limpo, o arquivo mais leve, e fácil de editar/acrescentar coisas.

Utilizo, basicamente o seguinte:

Para edição do arquivo já em epub uso o BlueFish* ou Sigil, dependendo do que é preciso fazer.

Para imagens: Gimp e Inkscape [para imagens svg, as quais dou preferência por não perderem resolução].

Para preparar o texto antes uso o LibreOffice + algumas extensões. No caso de o arquivo ter vindo de um pdf [acontece às vezes], MyTXTCleaner.

E, insisto, o maior número de visualizadores possível.

Quais as características de um e-book bonito?
Se você lê sem notar nada de errado é um bom sinal. Se o arquivo está leve, bem ordenado, de fácil leitura e bem “diagramado” [com imagens variando de acordo com a tela e respeitando as margens], se as notas não estão abrindo entrelinhas [e os links funcionando, uma vez que não é possível ficar folheando para procurar com a mesma facilidade que se tem em uma edição impressa], se está tudo bem padronizado [os espaços, as citações, os títulos] e funcionando mesmo quando o texto é redimensionado… em suma, tudo isso, quando passa imperceptível, causa boa impressão. Os erros é que saltam aos olhos e interrompem a fluidez da leitura.

Sei que você tem prestado consultoria para algumas empresas, mas, além de você e da Simplíssimo, o que mais há que trate do código? Que dica você daria para os estudantes que querem trabalhar com e-books no futuro? Estudem o quê? Onde? Como?
Acho que é uma questão de tempo que “e-books” tornem-se disciplina em produção editorial. Enquanto isso não acontece: xhtml, css e, fundamentalmente, as miudezas que envolvem o “design” de livros. Grosso modo, um diagramador webdesign tem 80% do que é necessário para dar conta de todo o processo.

Criar um blog offline é um exercício bom, embora o formato também tenha suas próprias peculiaridades… Os sites da wc3 e da idpf fornecem material abundante.

Por Cindy Leopoldo | Publicado originalmente em Publishnews | 28/06/2011

Cindy Leopoldo é graduada em Letras pela Universidade Federal do Rio de Janeiro [UFRJ] e pós-graduada em Gerenciamento de Projetos pela Universidade Federal Fluminense [UFF]. Trabalha em departamentos editoriais há 7 anos. Escreve quinzenalmente para o PublishNews, sempre às terças-feiras.
A coluna Making of trata do mundo que existe do lado de dentro das editoras. Mais especificamente, dentro de seus departamentos editoriais.

Random House lança eBooks ilustrados coloridos


A Random House Children’s Books acaba de lançar os primeiros e-books ilustrados, em quatro cores, marcando assim o início do seu programa de publicação de e-books para livros ilustrados. Os e-books são produzidos pela “in house” e a partir de agora serão lançados simultaneamente com a versão impressa. O formato para a iBookstore tem páginas fixas e são lançados em ePub, que pode ser lido em aparelhos como Kindle, Sony Reader e dispositivos móveis. Na iBookstore, onde a Random House controla o preço, eles variam entre 3,99 libras [R$ 10,50] e 7,99 libras [R$ 21,20]. Nas demais eBookstores, que não trabalham com o modelo de agência, o preço de “capa” fica entre 5,99 libras [R$ 15,90] e 10,99 libras [R$ 29,10]. RHCB também está desenvolvendo as suas primeiras Apps de e-book ilustrado, que serão lançados entre setembro e novembro.

Por Charlotte Williams | The Bookseller | 15/06/2011 | Com tradução do Publishnews

Papel eletrônico usado no Kindle não deve ganhar cores neste ano


A fabricante de telas E Ink prepara um papel eletrônico com capacidade para exibir múltiplas cores, mas ele não deve ser lançado neste ano, diz o blog Crave, que entrevistou Sri Peruvemba, vice-presidente de marketing e vendas globais da empresa.

O modelo mais atual de papel eletrônico da E Ink, conhecido como Pearl, é utilizado em leitores como Amazon Kindle e Sony Reader e pode exibir apenas imagens em preto e branco. O Triton, que poderá exibir cores, ainda está em fase de desenvolvimento.

Segundo Peruvemba, o ciclo da tecnologia usada nessas telas é de dois anos. “Leva algum tempo para desenvolver e testar a próxima geração.

Com isso, os próximos leitores eletrônicos devem investir em mais rapidez, diz o blog. Avanços em processadores e software devem possibilitar telas com taxas de atualização mais altas, permitindo trocas de página mais velozes, entre outras melhoras.

Folha.com | 03/05/2011 – 09h45

Uma biblioteca ao toque dos dedos


Um relatório da Association of American Publishers, entidade que reúne as 200 principais editoras dos Estados Unidos, publicado recentemente, trouxe uma informação já esperada pelo mercado editorial. A popularidade dos livros eletrônicos [e-books] nos EUA já é maior do que a dos livros de papel, em termos de vendas.

Os números de fevereiro deste ano mostram que a tendência é irreversível. Em relação a fevereiro de 2010, o crescimento no volume de vendas dos e-books foi de mais de 202%, gerando negócios da ordem de mais de US$ 90 milhões.

A popularização dos aparelhos e-readers [como o Kindle, da Amazon, o Reader, da Sony, o Nook, da Barnes & Noble, o e-reader, da Kobo e o Novel, da Pandigital] além dos tablets, com o iPad da Apple e o Xoom da Motorola, só para citar dois já disponíveis no Brasil, alavancou as vendas de livros eletrônicos. Ainda mais a partir do fim do ano passado, quando muitos ganharam ou adquiriram seus aparelhos no Natal.

Por aqui, os e-readers ainda são raros e caros. Mas há muitas alternativas interessantes para desfrutar de e-books em tablets e celulares.

Para ler no celular ou no tablet

Ótimos aplicativos para levar e ler seus e-books em qualquer lugar não faltam para os dois sistemas operacionais para dispositivos móveis mais difundidos na atualidade, o Android, do Google, e o iOS, da Apple.

A Amazon disponibiliza o Kindle para Android e para iOS [iPhone, iPad, iPod touch]. Esse app permite a compra, download e leitura dos livros com proteção digital de direitos autorais [DRM] adquiridos na Kindle Store, que dispõe de cerca de 900.000 títulos, entre eles muitos best sellers.

Lojas eletrônicas brasileiras, como a Saraiva e o Submarino também já oferecem a venda dos livros digitais.

Livros eletrônicos sem proteção de direitos, em arquivos com a extensão .epub – comprados ou convertidos pelo próprio usuário – podem ser lidos em outros apps específicos.

Para o Android, as alternativas mais conhecidas são o Aldiko Book Reader, que tem versões gratuita e paga [R$ 4,71 no Android Market] e o Laputa Reader, gratuito, mas com funcionalidades adicionais mediante doação. O FBReader, também gratuito, lançado recentemente, vem ganhando elogios de quem instalou.

Para adicionar os livros nos celulares e tablets com Android, basta arrastar e soltar os arquivos ao cartão de memória. Os apps localizam e adicionam as obras à biblioteca.

O Laputa Reader para Android

No iOS, certamente o app mais conhecido é o iBooks, da própria Apple. É necessário fazer a sincronização dos arquivos em .epub via iTunes, direto ao iPhone, iPod touch ou iPad. O iBooks permite também a compra de obras pelo próprio dispositivo, através da iTunes store.

O iBooks, no iPad

Em todos esses apps, para ambos os sistemas operacionais, a apresentação dos livros é bem parecida, e bastante agradável. As obras ficam dispostas em prateleiras virtuais.

Uma vez aberto um livro, é possível pesquisar trechos ou palavras, adicionar “favoritos” a capítulos ou frases e marcar onde a leitura parou. Há ainda o efeito gráfico de virar a página, tal como num livro de papel.

Tanto as alternativas para Android quanto as existentes para o iOS permitem também que o usuário faça downloads de obras de domínio público, geralmente obras clássicas e de referência, gratuitamente, em vários sites, e pelos próprios aplicativos. São milhares de opções.

Quem também aderiu à onda do livro digital foi o poderoso Google. O Google Books já tem um app para Android e para iOS, que libera o acesso à biblioteca digital do usuário direto no tablet ou celular. Há muitas obras e trechos de obras gratuitos e pagos para download.

Por Daniel Gonzales | Publicado originalmente em O Estado de S. Paulo | 18 de abril de 2011 | 17h13

Sony e-reader possui as funções básicas para um leitor de livros eletrônicos


O Sony PRS-505 é um bom e-reader que além de permitir a leitura de livros digitais oferece recursos para ouvir músicas e ver fotos. Ele é fino, tem um visual sofisticado e apesar de não ser touch screen, possui tecnologia de “tinta eletrônica”. Isso faz com que ele se aproxime de um livro real.

Design

O visual do e-reader é agradável. Nada muito diferente de outros aparelhos do tipo. Ele não possui tela sensível ao toque, mas seus botões são de fácil utilização. Algumas pessoas até preferem botões físicos, ao invés de telas touch screen, porque possuem dificuldades para selecionar os itens que desejam.

Sony Reader tem tecnologia de tinta eletrônica

O PRS-505 vem envolto por uma capa que imita couro, para evitar danos ao material, que possui superfície fina e pode sofrer arranhões.

Tela

As seis polegadas em e-ink pearl tornam o e-reader um bom suporte para leitura. Através da tecnologia de tinta eletrônica, você consegue enxergar a página mesmo que em lugares com exposição à luz.

Se o e-reader possuísse a mesma tela de um celular, com luz no fundo do display, você não conseguiria ler confortavelmente na praia, por exemplo. Seria necessário fazer uma proteção com a mão, para poder visualizar o que está escrito. Do mesmo jeito que fazemos com os celulares.

Além disso, apesar se não ser colorida, a tela com oito escalas de cinza exibe bem as diferenças entre tons.

Memória

Em nossos testes, conseguimos acrescentar no Sony e-reader até 24GB, por meio de cartões de memória. Isso foi possível graças aos slots para SD e MemoryStick que o e-reader oferece.

O próprio Sony PRS-505 possui 192 MB de memória interna. Com essa capacidade, a Sony garante para os usuários até 160 e-books para ler. Outra carcaterística interessante é que a Sony disponibiliza 100 clássicos da literatura mundial gratuitamente.

Você também pode transformar conteúdo de blogs com RSS no PC e sincronizar com o e-reader para poder ler quando quiser.

Outros recursos

O leitor roda bem textos em PDF, TRF, TXT e outros formatos. Existem três níveis de zoom para as fontes e os textos podem ser lidos na horizontal ou na vertical. Também é possível realizar marcação nas páginas, mas não tem como fazer anotações.

Você também pode ouvir músicas no Sony e-reader. Ele suporta arquivos MP3 e ACC e possui entrada para fone de ouvido na lateral.

Por Arize Oliveira | Publicado em TechTudo | 11/Abr/2011 14h33

Gerenciamento de Catálogo e Conteúdo para Livros Digitais


Gerenciamento de Cátalogo e Conteúdo para Livros Digitais

Livro reúne relatos de quem viveu ou acompanhou tragédia no Japão


Hipnotizado pela tragédia tripla [terremoto/tsunami/radiação] que pulverizou a imagem de segurança do Japão, um grupo de blogueiros resolveu reagir, disparando um cronômetro: eles queriam ajudar as vítimas e queriam ser rápidos. O líder do time, que se identifica apenas como autor do blog “OurManInAbiko” [referência a uma cidade na província de Chiba, perto de Tóquio], pediu no Twitter textos e imagens que expressassem a dor daquele momento. O projeto foi apelidado de “#quakebook” e as histórias deveriam ter 250 palavras. “Editarei um livro em uma semana e os lucros vão para a Cruz Vermelha japonesa”, avisou o twitteiro. “Nós temos a tecnologia”, garantiu, criando no mesmo dia um site, onde postou: “Não estou procurando palavrório poético. Apenas coisas honestas”.

O homem de Abiko, um britânico que vive há quatro anos em Chiba, não estava jogando conversa fora. Sete dias depois, em mais uma prova — se e é que elas ainda são necessárias — do poder coletivo e a jato da internet, estava pronta a versão digital da antologia que carrega no título a hora em que a terra tremeu e paralisou um país: “2:46 Tremores secundários — Histórias do terremoto no Japão”. As negociações com os maiores distribuidores de e-books do planeta também correram em ritmo frenético. O livro eletrônico estará disponível nos próximos dias via Kindle, da Amazon, e Reader, da Sony, enquanto a edição impressa é finalizada.

Com a ajuda de jornalistas, intérpretes e designers espalhados pelo mundo, que só se falavam através de mídias sociais, o projeto recebeu apoio dentro e fora do país arrasado. Duzentas pessoas enviaram relatos, fotos e ilustrações. Todo o complexo processo que envolve a publicação de um livro [título, capa, direitos, distribuição e divulgação] está registrado na web.

OurManInAkibo quer continuar anônimo, para enfatizar o trabalho de grupo, mas sua voz desconhecida — multiplicada no Twitter, Facebook, Linkedin, YouTube e Flickr — seduziu gente como Yoko Ono, uma das estrelas que mandaram sua colaboração. O lucro integral do livro vai para quem viu a vida ruir desde o dia 11 de março.

Oprimeiro tweet sobre o “#quakebook” foi escrito na manhã do dia 18 de março, uma semana depois do terremoto no Japão. Os organizadores do livro impuseram a si próprios um limite para a edição final: 14h46m da sexta-feira seguinte, exatos 15 dias após a tragédia. E começaram a correr. Em 15 horas, já haviam recebido 74 colaborações, graças ao apoio do próprio Twitter, que anunciou o projeto em sua conta oficial [4,7 milhões de seguidores], assim como a artista e música japonesa Yoko Ono, outra adepta do microblog, com 1,3 milhão de seguidores.

Desisti de esperar nosso agente literário checar email, e na verdade não sei bem o que é ou o que faz um agente literário. Mas, francamente, não tenho tempo para descobrir agora”, postou, em meio à sua corrida particular contra o tempo, o blogueiro OurManInAkibo, que já trabalhou como jornalista.

O processo de criação do livro em tempo recorde, usando somente ferramentas virtuais, talvez seja mais interessante do que o próprio conteúdo da obra, mas o “#quakebook” também é capaz de tocar quem não esqueceu a violenta sucessão de desastres no Japão — uma crise ainda não encerrada. Escritores consagrados como William Gibson e Barry Eisler, além do jornalista Jake Adelstein, autor de um best-seller sobre a máfia japonesa [“Tokyo Vice”], produziram histórias inéditas para o projeto. Vieram de pessoas comuns, no entanto, os relatos mais emocionados.

O livro é composto por 87 colaborações, entre textos e imagens. Há histórias como a de um homem de 80 anos, morador de Sendai, cidade devastada pela tsunami, que tenta manter a cabeça erguida e o ouvido grudado num rádio de pilha, e depoimentos de quem está em Fukushima, na região afetada pelos reatores nucleares descontrolados. Pessoas na Ásia, na Europa e na América do Norte responderam ao apelo no Twitter.

— Alguns poucos tweets juntaram todas as peças, participantes e especialistas, e em uma semana criamos um livro — conta o blogueiro OurManInAkibo. — Em pouco tempo estávamos negociando com os maiores distribuidores mundiais e atendendo a chamadas de jornais e TVs de cinco continentes. Sinto que estamos à beira de algo fantástico.

Os trechos do post abaixo foram enviados ao GLOBO e traduzidos para o português. As ilustrações também fazem parte do livro, que tem um site oficial: http://www.quakebook.org.

Por Claudia Sarmento | O Globo | 02/04/2011

Agência antitruste investiga editoras de e-books


Europa: As autoridades antitruste da União Europeia, que estão investigando editoras de livros eletrônicos, realizaram buscas nas sedes de diversas empresas, por suspeita de manipulação de preços, e se uniram a outras organizações regulatórias que estão investigando acordos entre editoras e o varejo do setor.

A Comissão Europeia anunciou na quarta-feira a realização de buscas em empresas de diversos países membros, mas não identificou as companhias ou países envolvidos na operação da terça-feira.

A Comissão tem motivo para acreditar que as empresas envolvidas podem ter violado as regras antitruste da União Europeia que proíbem cartéis e outras práticas restritivas de negócios,‘ dizia o comunicado da organização.

O Escritório de Comércio Legal [OFT] do Reino Unido, em resposta a queixas, iniciou em janeiro um inquérito sobre os arranjos para vendas de livros eletrônicos entre certas editoras e certos grupos de varejo, para determinar se violavam as regras de competição.

Estamos trabalhando em estreito contato com o OFT e cientes de suas investigações,‘ disse Amelia Torres, porta-voz da Comissão Europeia.

Entre as empresas envolvidas no comércio de livros eletrônicos estão a alemã Bertelsmann , as britânicas Pearson e Bloomsbury Publishing, e a francesa Hachette Livre, subsidiária da Lagardère.

A divisão Penguin, da Pearson, e a Harper Collins, editora da News Corp, estão sob investigação pelo OFT mas disseram não ter sofrido buscas pelas autoridades da União Europeia.

A maior editora do mundo, a Random House, e as demais subsidiárias da Bertelsmann também não foram abordadas pela Comissão, de acordo com Andreas Grafemeyer, porta-voz da empresa.

A editora Bloomsbury não quis comentar de imediato.

Aparelhos como o Kindle, da Amazon.com, o iPad, da Apple, e os leitores eletrônicos da Sony criaram um mercado rapidamente crescente para os livros eletrônicos, que em geral são vendidos por preço inferior ao das edições impressas.

Nos Estados Unidos, a secretaria de Justiça de Connecticut iniciou em outubro investigações sobre o acordo entre Amazon e Apple com editoras para oferecer livros eletrônicos a baixo custo, alegando que isso poderia impedir rivais de oferecer preços atraentes.

POR Foo Yun Chee e Kate Holton | Reuters | 02/03/2011