Árvore de Livros cria índice de dificuldade para eBooks


A startup brasileira Árvore de Livros vai lançar uma ferramenta que define o índice de dificuldade de leitura para cada livro. Desenvolvido em parceria com o Instituto de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro [UFRJ], o algoritmo vai analisar todos os livros digitais disponíveis no serviço e gerar uma nota que mostra o nível de complexidade da leitura. O programa leva em consideração mais de 250 critérios, como comprimento médio das frases, significado das palavras e velocidade média de leitura das pessoas.

A partir da classificação dos livros, a plataforma vai oferecer sugestões de títulos personalizadas para cada usuário. “A ferramenta vai reduzir o risco de a pessoa se desmotivar caso comece por livros que ele não compreenda bem”, diz o cofundador da startup, João Leal. Para os professores, será possível identificar como está o nível de leitura em uma sala e em cada aluno individualmente.

Presente em mais de 800 escolas, a Árvore de Livros dá acesso a um acervo de mais de 14 mil títulos – o preço, pago pela escola, varia conforme o número de alunos.

O serviço funciona como uma biblioteca virtual, na qual os alunos pedem livros emprestados. Os livros podem ser lidos em smartphones e tablets com iOS e Android e também no navegador. Os alunos podem salvar livros para ler quando estiverem sem conexão com a internet. O serviço permite que professores façam atividades relacionadas à leitura com os alunos.

Os índices de leitura no Brasil são baixos. De acordo com pesquisa da Federação do Comércio do Rio de Janeiro, divulgada em abril, sete em cada dez brasileiros não leram um livro sequer no ano passado. O último levantamento do Instituto Pró-Livro, feito em 2012, revelou que o brasileiro lê, em média, apenas 2,1 livros até o fim por ano. Para estimular o hábito de leitura, a Árvore de Livros realiza competições em que os alunos que leem mais ganham pontos. Ao final a escola e os alunos mais bem colocados são premiados.

Modelo de negócio. Para ter acesso ao serviço, a instituição paga uma mensalidade com base na quantidade de usuários – atualmente, cerca de 53 mil pessoas utilizam a plataforma. A startup paga às editoras por cada livro oferecido e pode emprestá-lo até cem vezes para um aluno de cada vez. A estante virtual do usuário pode ter no máximo três livros emprestados. Caso ele queira um novo livro, é preciso devolver um dos títulos.

Thiago Sawada | O Estado de S. Paulo | 23/11/2015

Livro didático digital ainda não chegou aos estudantes


Por Akemi Nitahara | Edição Aécio Amado | Fonte Agência Brasil | 19/10/15, às 14h12

Apesar de estarmos vivendo num mundo cada vez mais digital, onde as crianças e adolescentes dominam as novidades tecnológicas com muita rapidez, os avanços no campo pedagógico ainda são pequenos no Brasil. A maioria das editoras de livros didáticos já oferece o conteúdo em formato digital e os recursos pedagógicos são muitos, mas a adoção deles pelas escolas ainda está lenta.

Poucos colégios já aboliram o papel, diz presidente da Abrelivros | Cecília Bastos/USP | Creative Commons | CC BY 3.0

Poucos colégios já aboliram o papel, diz presidente da Abrelivros | Cecília Bastos/USP | Creative Commons | CC BY 3.0

Segundo o presidente da Associação Brasileira de Editores de Livros Escolares [Abrelivros], Antonio Luiz Rios da Silva, não há estatísticas sobre o mercado de livro didático digital, mas ele garante que praticamente todas as editoras do país já têm iniciativas nesse sentido. “Não são todas as coleções que têm, mas boa parte delas já conta com a possibilidade do aluno e da escola trabalharem com livro digital, que na realidade é uma reprodução do livro impresso, com algum enriquecimento, como vídeos, infográficos, jogos, links”.

O livro digital pode ser acessado de diversas formas: em dispositivos móveis [tablets e smartphones] e pelo computador ou lousa eletrônica. Além do formato PDF, que é uma cópia estática digital do livro impresso, há opções LED [Livro Educacional Digital], que são versões enriquecidas com recursos interativos; iBook, que incorpora vídeos, áudios e ampliação de imagens, específica para iPads, da Apple; aplicativos, mais usados para literatura infantojuvenil, que acompanham animações, narração, interatividade e música; e o formato ePub, que se adapta a qualquer tamanho de tela.

De acordo com Rios, o país está no começo da transição e que as escolas têm adotado o modelo híbrido, em que o aluno compra o livro impresso e ganha o acesso ao conteúdo digital. Segundo ele, poucos colégios abandonaram o papel. “Se tiver no Brasil inteiro cinco escolas que fizeram isso é muito. Nas conversas com diretores de colégio, a gente percebe que esse processo tem que ser gradual, não só com relação ao aluno, que se adapta mais rapidamente, mas principalmente por conta do professor”.

O estudo Aprendizagem Móvel no Brasil, publicado em agosto pelo Centro de Estudos Brasileiros da Universidade de Colúmbia, aponta que o uso de tecnologia guiada em sala de aula pode melhorar o rendimento acadêmico dos estudantes, superando ações como a formação de professores em geral e a redução do tamanho da classe.

Mas, segundo uma das autoras do estudo, Fernanda Rosa, as políticas implementadas atualmente na área pública não têm alcançado esse objetivo. “Para avançarmos em nossa capacidade de levantar o impacto das tecnologias na aprendizagem no Brasil, o primeiro passo é ter as ferramentas digitais disponíveis, com condições de uso e conectividade, e com professores capazes de utilizá-las – realidade ainda restrita a poucas escolas”.

Para Fernanda, não se alcança esse estágio sem o envolvimento das secretarias de Educação com um planejamento de médio e longo prazo com ações simultâneas nos três pilares: infraestrutura, conteúdo digital e formação de professores.

Tradição e inovação

Entre as experiências consideradas positivas está a do Colégio Pedro II, uma das mais tradicionais instituições públicas de ensino básico do Brasil, fundado em 1837, que distribuiu este ano tablets para os alunos do primeiro ano do ensino médio. O material, comprado com verba destinada por emenda parlamentar, foi fornecido pelo Ministério da Educação.

De acordo com a chefe da Seção de Projetos Educacionais do Pedro II, Mônica Pinto, todos os departamentos do colégio e professores de todas as disciplinas estão envolvidos com a novidade. “A gente tem projetos em todas as áreas que você possa imaginar, inclusive projetos integrando várias disciplinas, e cada departamento vem usando um conjunto de objetos e desoftwares enorme. Muitas vezes, inclusive, desenvolvendo projetos especiais com alunos com dificuldade de aprendizagem, para o ensino regular, para alunos de inclusão e até mesmo para alunos de altas habilidades”, disse.

Ela explica que o uso dos tablets não tem foco nos livros. Foi criado um blog de suporte aos professores com todos os objetos educacionais digitais disponíveis e os docentes estão passando por capacitação para usar a tecnologia. “Tem uma listagem de todos os objetos de aprendizagem, aplicativos, livros digitais que são recomendados e as diretrizes da Unesco para aprendizagem móvel.

Segundo Mônica, o Departamento de Ciências da Computação fez uma série de pesquisas e agora está começando a planejar uma série de oficinas que está sendo oferecida aos professores em todos os campi do colégio, para estimular ainda mais trabalho.

No ano passado, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura [Unesco] lançou no Brasil as Diretrizes de Políticas para a Aprendizagem Móvel. Entre os benefícios, a Unesco cita a ampliação do alcance, individualização e continuidade da aprendizagem, além da otimização do tempo em sala de aula e retorno do resultado imediato. Como recomendações, estão a melhoria da conexão à internet, o acesso igualitário aos dispositivos e a capacitação de professores e estudantes.

Para que o projeto no Pedro II tenha continuidade, de acordo com Mônica, é necessário que o colégio tenha recursos para adquirir equipamentos, além da efetivação da infraestrutura de internet que ainda não está completa no país. “É essa questão do acesso de banda larga para todas as escolas, a gente só vai conseguir fazer essa migração quando conseguir resolver questões estruturais. Por ser um colégio federal, a gente está na mesma situação das outras escolas públicas brasileiras”.

Compras do governo

Apesar de o governo federal ter anunciado no fim de 2013 que, em 2015, os alunos da rede pública do país teriam acesso a livros didáticos digitais, o material até agora não foi disponibilizado. Segundo o presidente da Abrelivros, Antonio Luiz Rios da Silva, no edital de 2014 foi colocado a compra dos objetos digitais e, para este ano, estava prevista a oferta do LED pelas editoras, mas o governo não concretizou a compra. “Nós estamos numa discussão com eles para que a compra seja feita. Mas agora, com a restrição orçamentária, a coisa ficou mais complicada. As editoras produziram os livros, mas até agora não tivemos a disponibilização para as escolas porque o governo não comprou”.

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação [FNDE], responsável pelo Programa Nacional do Livro Didático [PNLD], foi procurado pela Agência Brasil, mas não se pronunciou. Segundo o Gerente de Tecnologia Educacional e Novos Projetos Grupo SM Brasil, André Monteiro, a editora forneceu, dentro do PNLD 2014, os chamados Objetos Educacionais Digitais.

São DVDs com objetos digitais, como áudios, vídeos, jogos e animações com orientações de uso para os professores e para os alunos. Temos produtos aprovados no formato de livro digital com objetos educacionais digitais anexados ao livro para o PNLD 2015, mas até o presente momento sem aquisição e distribuição definida pelo MEC/FNDE”.

Tanto Monteiro quanto Rios afirmam que apenas alguns países estão investindo na transição para o material didático digital, como Coreia do Sul, Finlândia e Estados Unidos. E o Brasil está bem longe disso. “Temos muito o que avançar na infraestrutura das escolas, na formação dos professores e principalmente na universalização do ensino de qualidade. O mais importante é que devemos enxergar o uso da tecnologia como uma ferramenta para impulsionar a criatividade, a inovação e a mudança no ambiente da sala de aula, principalmente na relação entre o professor e seus alunos”, disse Monteiro.

Para Fernanda Rosa, o Brasil tem um alto índice de distribuição de tecnologias digitais nas escolas. Segundo ela, 84% das unidades públicas urbanas são equipadas com laboratórios de informática e mais de 400 mil tablets entregues a professores do ensino médio. Porém, de acordo com a pesquisadora, existe uma deficiência na infraestrutura que dificulta o uso com foco na aprendizagem.

Uma pesquisa recente do Banco Mundial mostra que apenas 2% do tempo do professor brasileiro em sala de aula é utilizado com tecnologias. Outros países latino-americanos apresentam índices similares ou um pouco acima. E essa realidade dificilmente será alterada se não se pensar em políticas voltadas à aprendizagem, que se utilize dos benefícios da mobilidade que as tecnologias atuais disponibilizam”, disse.

Custo X peso

Estudantes aguardam com ansiedade o momento de trocar os livros pelo tablet. A estudante Luisa Lucas Antunes, de 14 anos, disse que no colégio particular onde estuda, na zona sul do Rio de Janeiro, ainda não adotou o livro digital, mas utiliza um aplicativo para fazer simulados. “Eu acho legal porque, pelo menos, tem um aplicativo que interage com os alunos, para preparar as provas de concurso e essas coisas. É um simulado, mas você também pode jogar, com perguntas de vários colégios”.

Para Luisa, além das possibilidades educacionais que a tecnologia oferece, o livro digital é uma oportunidade para se livrar do peso da mochila. “Eu nunca me interessei em ler livro digital, prefiro o de papel. Mas, para a escola, seria uma nova forma de ler, seria legal. O peso da mochila estraga as costas de todo mundo. Eu acho que todas as escolas já deveriam ter livro digital, em vez de continuar com as apostilas e cadernos”.

A digitalização pode significar uma redução do peso nas mochilas, mas pode aumentar o peso no orçamento dos pais, já que a produção de um livro didático é demorado e tem um custo alto, que aumenta quando se trata de autorizações para meio digital. Segundo o presidente da Abrelivros, o uso do livro digital na aprendizagem é um processo sem volta, mas ainda existem questões a resolver.

Tem a redução do custo de impressão e do custo logístico de distribuição, mas, por outro lado. tem todo o incremento do custo de você transformar aquele arquivo, que era um PDF para impressão, para ele virar um livro digital, não é um custo desprezível”.

Autora de livros infantis e juvenis, Anna Cláudia Ramos não acredita que o livro digital de literatura vá substituir o impresso, já que são plataformas diferentes que atendem a públicos diversos. Porém, para o livro didático, ela, que também é professora, é mais enfática quanto às vantagens da tecnologia.

Talvez, no futuro, os didáticos se tornem digitais. Já está se tornando, você clica no livro e já te joga para o país que você está estudando, imagina que máximo. Mas você pode conviver com as coisas todas. Tudo vai poder conviver junto e misturado. Eu acho que a grande questão é a gente não perder esse desejo de fazer livro ser uma coisa gostosa, não fazer algo para ser dever de casa, essa é a diferença”.

O estudo Aprendizagem Móvel no Brasil aponta que, para implementar o uso das tecnologias no ensino, é preciso desenvolver questões institucionais, como fortalecer o monitoramento das ações e avaliação nas secretarias de Educação, formação continuada e compartilhamento das ferramentas e experiências, além do desenvolvimento de parâmetros legais nacionais para subsidiar os avanços.

Por Akemi Nitahara | Edição Aécio Amado | Fonte Agência Brasil | 19/10/15, às 14h12

Chorar ou vender lenço?


Por André Palme | Publicado originalmente em PublishNews | 26/08/2015

Em um ano como este, em que o mercado e o país estão em crise, não nos resta outra opção que não seja inovar, com mais velocidade. Na maneira de pensar, de produzir, de gerar novas oportunidades e manter nossos negócios sustentáveis e saudáveis.

Estamos sentindo na pele a inflação e a desaceleração de muitas áreas da economia, mas alguns números continuam animadores. Segundo estudo publicado pela FGV em abril de 2015, o acesso à tecnologia no Brasil vem crescendo e o número de smartphones já bate a casa dos 154 milhões; tablets são 24 milhões e se totalizarmos os dispositivos conectados à internet, são 306 milhões.

Claro, ainda existem muitas questões a resolvermos, como o acesso à internet por um preço mais justo e devices mais baratos; lembro que no ano passado, na Itália, comprei um chip pré-pago por 20 euros mensais que permitiam 3 mil minutos para ligações, internet e SMS ilimitados. Muito diferente do que temos atualmente por aqui.

Isso pode parecer um problema, já que é isso, em essência, o que o mundo digital deve fazer: distribuir ainda mais conhecimento para um número maior de pessoas. Mas vamos falar dos fatos positivos. Hoje, temos, sim, um país onde uma parcela significativa da população utiliza celulares, tablets e computadores conectados à internet muitas horas por dia. Quando falamos especificamente do celular, esse número de horas aumenta exponencialmente. Sou um dos usuários que entra facilmente nessa estatística!

E aí surge uma questão, levantada pela amiga e companheira de aventuras digitais, Susanna Florissi: dizer hoje que o brasileiro não lê, não é uma verdade tão absoluta. O brasileiro lê, sim, e muito. Basta observarmos os celulares. O consumo de informação é imenso. Agora, se o que é consumido hoje tem qualidade, é uma outra história.

A questão é: temos um consumidor que já está com a tela na frente dele durante muitas horas do dia; ele já está conectado à internet e já lê de alguma maneira. O quanto estamos aproveitando este leitor para fazer com que ele troque a leitura de algo da internet por um livro, um conto digital que ele pode ler enquanto vai ao trabalho, ou, ainda, um livro que ele pode ouvir enquanto espera em uma fila qualquer?

Em um país continental como o Brasil, o digital pode representar uma maneira rápida, eficiente e barata de distribuir conteúdo de qualidade para um número cada vez maior de pessoas, através da internet, para que leiam em um aparelho com o qual já estão familiarizados e usam cada vez mais, para um número maior de atividades.

Na minha visão, chegar ao leitor final é o maior desafio e pode ser a maior recompensa, seja para conquistar um novo público, seja para capilarizar as vendas e não ter a maior parte do faturamento concentrado em um único grande cliente.

O leitor tem cada vez mais o poder de escolha na compra. Agora, não são só as editoras que escolhem o que colocar no mercado; os leitores ditam as regras. Então, parece fazer muito sentido aproveitar este consumidor digital para construir clientes e leitores fiéis.

Afinal, “enquanto uns choram, outros vendem lenço”.

André Palme

André Palme

Por André Palme | Publicado originalmente em PublishNews | 26/08/2015

André Palme é apaixonado pela leitura digital e pelas possibilidades deste universo. Iniciou seu contato profissional com e-books em 2013. Foi o responsável pela entrada no mercado digital da Editora DSOP. Foi palestrante na Feira de Frankfurt 2014, além da participação em feiras nacionais e internacionais. Hoje está à frente d’O Fiel Carteiro, uma editora 100% digital que possui mais de 150 e-books e audiolivros publicados e está presente em modelos inovadores de leitura. Foi o responsável pelo projeto que publicou o primeiro e-book de um reality show brasileiro, em parceria com o SBT. Integra a Comissão do Livro Digital da Câmara Brasileira do Livro e torce para a bateria do celular não acabar durante o dia.

Uso de aplicativos para celular ganha força na escola


Por Paulo Saldaña | Publicado originalmnte em O Estado de S. Paulo | 24 Agosto 2015, às 03h

Conteúdo para smartphone já é elemento importante de apoio; alunos e professores exploram tecnologia na aprendizagem; Especialistas cobram que recursos pagos pelo governo sejam abertos

Tecnologia e educação sempre tiveram uma relação difícil, sobretudo dentro da sala de aula. Embora o modelo de escola tenha pouco se alterado com o passar dos anos, a cultura digital é uma realidade entre alunos e professores – o que tem desafiado a tradição. Com a disseminação dos smartphones, escolas, governos e demais instituições se voltam para potencializar essa tecnologia na melhoria do ensino e da aprendizagem.

A Fundação Lemann, por exemplo, vai iniciar uma nova linha de atuação voltada para aplicativos móveis de educação gratuitos. “A sociedade como um todo já viveu essa revolução tecnológica e, infelizmente, nesse contexto, a escola ficou para trás”, explica o diretor da fundação, Denis Mizne. “O caminho agora é proporcionar para alunos, professores e gestores escolares o que já é uma realidade fora da escola.

A mais recente pesquisa TIC Kids Online, realizada pelo Comitê Gestor da Internet, mostrou que, pela primeira vez, em 2014, o acesso à internet por celular no Brasil foi maior do que por computadores: 82% acessam pelo celular, enquanto 56% usam o desktop.

Os resultados se referem a jovens de 9 a 17 anos de idade. As redes sociais são o maior atrativo, mas 68% dos jovens usam a web para trabalhos escolares.

Isabela dos Santos, de 12 anos, estuda Inglês pelo celular, com o aplicativo gratuito Duolingo, e Biologia pelo YouTube. “Eu nem sempre estou com livros, mas meu celular sempre está comigo”, diz a aluna do Colégio Dom Bosco, na zona norte de São Paulo.

A escola de Isabela vai passar a explorar um novo aplicativo focado no celular. “Funciona bem quando usado como mecanismo de interação em momentos específicos da aula”, diz Andrey Lima, diretor executivo do sistema Ari de Sá, adotado pelo Dom Bosco.

Leia Mais:http://educacao.estadao.com.br/noticias/geral,uso-de-aplicativos-para-celular-ganha-forca-na-escola,1749345 Assine o Estadão All Digital + Impresso todos os dias Siga @Estadao no Twitter

Isabela usa o celular para estudar inglês e assistir a aulas de biologia

A empresa Ari de Sá mantém uma parte de conteúdos, ainda pequena, aberta para o público. “Não temos uma decisão de não abrir os conteúdos, mas ainda não foi definido”, diz Lima.

Já a professora de Música Gina Falcão, da Nova Escola, na Vila Mascote, zona sul, toca um projeto com alunos do ensino médio de produção de videoclipes em que o celular é a ferramenta principal. “Eles têm muita facilidade para trabalhar com isso, estamos pedagogicamente no universo deles”, diz.

Gratuidade. Mesmo fora dos sistemas de ensino, os aplicativos educacionais pagos ou com direitos autorais fechados são maioria. Na semana passada, a Câmara dos Deputados promoveu um debate sobre Recursos Educacionais Abertos [REA]. Há a cobrança para que todos os materiais digitais adquiridos pelo governo sejam livres – um projeto de lei com esse intuito tramita na Câmara. Em 2014, o Ministério da Educação gastou R$ 67 milhões na aquisição de bens digitais didáticos, cifra incluída no R$ 1,1 bilhão investido no Programa Nacional do Livro Didático [PNLD].

Priscila Gonsales, do Instituto Educadigital, afirma que o investimento público em material didático deve ser em plataformas abertas. A reivindicação de licenças passa tanto pelo potencial de acesso quanto pelas possibilidades de remixagem dos materiais. “Qualquer lugar é lugar para aprender, o que a cultura digital vem evidenciar. Acaba a ideia de que somos consumidores de educação. A gente pode produzir, um ajuda o outro, é a cultura de compartilhar.

Criada em 2013 com apoio de várias organizações não governamentais, a plataforma escoladigital.org.br reúne 4 mil recursos digitais. Muitos ali são pagos e a maioria tem direitos fechados, mas há uma seção com dezenas de opções para professores criarem seus aplicativos.

Segundo Mizne, da Lemann, a ideia com a iniciativa de sua fundação é criar “um ambiente saudável” que estimule investimentos em novos recursos inovadores. Responsável pela tradução da Khan Academy, portal focado no ensino de Matemática criado pelo educador americano Salman Khan, a fundação não fala em valores envolvidos.

Formação. Apesar de não ter uma política de compras de materiais didáticos digitais abertos, o Ministério da Educação [MEC] pretende realizar as formações continuadas de professores em plataformas com conteúdo e soluções com esse formato. Essas formações não-presenciais, voltada para o uso didático-pedagógico das Tecnologias da Informação e Comunicação [TIC], estão no âmbito do ProInfo Integrado do MEC.

O MEC estuda desde 2013 criar uma plataforma que reunisse todos os materiais já hoje disponíveis, mas até agora isso não saiu do papel. “A intenção é criar uma plataforma única, por meio da qual se teria acesso a todos os portais e conteúdos digitais”, informou a pasta em nota, ressaltando que já há iniciativas parecidas, como o Portal do Professor, o Banco Internacional de Objetos Educacionais e o Portal Domínio Público.

A parte de formação de professores é a mais desafiadora hoje no País, explica a pesquisadora Fernanda Rosa, do Centro de Estudos Brasileiros e Instituto de Estudos Latino Americanos da Universidade de Columbia [EUA]. “A abordagem ainda é tradicional e não responde à demanda, que é transformar a atividade dos professores em prol da melhoria de aprendizado. O foco ainda é no uso da ferramenta”.

Fernanda participou de estudo, divulgado no último dia 12, que mostra que a aprendizagem móvel ainda é incipiente no Brasil. Além da questão de conteúdo e formação, outro desafio é a infraestrutura: ter escolas com bom acesso à internet disponível aos alunos. “A infraestrutura é um grande desafio porque a governabilidade não está só na secretaria de Educação, depende de outras áreas.

Os números apurados pelo censo escolar de 2014 mostram que, do total de 188.673 escolas de educação básica, 115.445 [61%] possuem acesso à Internet e 95.454 [51%] possuem banda larga. Apesar disso, o estudo do grupo de Columbia revelou que apenas 7% dos alunos e 9% dos professores disseram usar a rede nas unidades de ensino.

Segundo o MEC, 53 mil escolas urbanas e 17 mil escolas rurais estão preparadas para utilizar internet sem fio. “Cabe aos gestores escolares direcionar o uso deste recurso”, informou a pasta.

Smartphone é o 2º dispositivo mais usado para leitura


Os dispositivos móveis são os aparelhos mais utilizados por boa parte da humanidade, milhões de pessoas ao redor do mundo o utilizam para lazer, mas para muitos também faz parte da rotina profissional. De qualquer forma, é justamente por isso que as fabricantes de dispositivos móveis estão sempre tentando desenvolver novos smartphones e tablets mais aprimorados e com funcionalidades inteligentes para o dia a dia.

Os celulares atuais são utilizados para diversos fins, muitas pessoas escutam músicas, assistem vídeos, usam como GPS, entre outros recursos. É justamente por isso que muitos gadgets específicos acabaram morrendo, como os leitores de MP3. Agora os aparelhos também estão sendo muito utilizados para ler conteúdo digital.

Os leitores digitais chegaram ao público no final da década de 90, atualmente há alguns aparelhos que são muito famosos e o mercado de publicações digitais está aumentando consideravelmente. Porém, ao mesmo tempo que os gadgets do tipo começaram a ficar famosos, muitas pessoas estão utilizando smartphones e tablets com a mesma função.

De acordo com informações do The Wall Street Journal, o futuro dos livros digitais está provavelmente atrelado aos smartphones. Isso não quer dizer que os e-readers vão desaparecer do mercado, mas que atualmente mais pessoas utilizam os dispositivos móveis para ler conteúdo.

As informações foram retiradas de um relatório da Nielsen, concluindo quais são os dispositivos de leitura preferido dos usuários. Em 2012 o resultado indicou que 50% das pessoas entrevistadas preferiam e-readers, como o Kindle da Amazon. Agora, apenas 32% afirmam que utilizam o leitor de e-book como primeira opção. Entre 2009 e 2015 os tablets passaram de 30% a 41% a ser opção dos usuários.

Os smartphones ainda não estão em primeiro lugar, mas a pesquisa revela que o dispositivo é o segundo mais utilizado para realizar leitura. Em 2009 apenas 24% dos entrevistados utilizavam os aparelhos para leitura, agora a porcentagem aumentou para 54%. Certamente o número deve aumentar consideravelmente nos próximos anos, já que mais e mais pessoas estão adquirindo dispositivos móveis. Um recente estudo até afirmou que 84% da população dos Estados Unidos possui smartphones.

Publicado por Tudo Celular | 18/08/2015

Brasil: o país do tablet, smartphone e Android


Por Carlo Carrenho | Publicado originalmente em Tipos Digitais | 22/06/2015

A IDC divulgou recentemente os números de vendas de tablets e smarthphones no Brasil em 2014, assim como suas previsões para 2015. No que se refere aos tablets, as vendas em 2014 ficaram abaixo da previsão da empresa de pesquisas. Ainda assim, vendeu-se 9,5 milhões de aparelhos no ano passado, quando a expectativa da IDC no início do ano era de 10,7 milhões. Ainda assim foi um crescimento de 20,25%. Para 2015, a IDC projeta queda de 2,11% nas vendas de tablets.

Os smartphones, por sua vez, superaram as expectativas. As vendas alcançaram 54,5 milhões em 2014, ou seja, um crescimento de 55,71% em relação ao ano anterior e 15,96% acima das projeções da IDC feitas há cera de um ano.

Como se vê, apesar da previsão de quedas nas vendas de tablets para 2015, o mercado continua bastante aquecido tanto para tablets como para smartphones. Eu continuo acreditando que o Brasil não é o país do e-reader dedicado, mas sim do tablet e do smartphone, como já expus aqui.

Aliás, esta força do tablet e do smartphone em terras tupiniquins é o que explica o market share relativamente alto de Google e Apple nas vendas de e-books no Brasil. Juntas, as empresas devem responder por cerca de um terço do mercado brasileiro, o que é algo bem acima que a média mundial.

Aliás, vale lembrar que o Android, da Google, domina tanto o mercado de smartphones quanto de tablets no Brasil, com market shares próximas ou acima de 90%. O e-Marketer publicou recentemente um artigo sobre a evolução da participação de mercado dos sistemas operacionais de smartphones no Brasil. A tabela abaixo foi originalmente publicada no artigo.

E o gráfico a seguir apenas permite visualizar o poder absoluto do Android no Brasil.

Brasil ganha aplicativo de HQs


Comix Trip já está disponível para leitura em tablets e smartphones

Já está disponível para download na AppStore o Comix Trip, aplicativo brasileiro dedicado exclusivamente aos quadrinhos nacionais. O aplicativo, que pode ser baixado para iPads e iPhones, apresenta dezenas de HQs produzidas por quadrinistas brasileiros e publicadas de forma independente ou por editoras nacionais, que podem enviar as obras gratuitamente. O preço da HQ selecionada varia entre US$ 0,99 e 5,99 [de R$ 3 a R$ 15]. À frente do negócio, estão Alexandre Montandon, sócio da Qualidade em Quadrinhos Editora, que atua há mais de 20 anos no mercado corporativo, e Ricardo Isidoro, proprietário da Business Intelligence, empresa da área de inteligência de mercado. O aplicativo ainda não está disponível para Android. Para fazer o download, clique aqui.

PublishNews | 30/04/2015

Biblioteca virtual E-volution ganha novo layout


Biblioteca virtual da Elsevier tem mais de 600 obras

A biblioteca digital e-volution, da Elsevier, ganha novo layout, funcionalidades e recursos. Com mais de 600 títulos no seu acervo, composto por obras acadêmicas e profissionais, a nova plataforma ganha versões mobile feitas para Android e iOS, que permite o acesso off-line aos e-books via smartphones e tablets. Além disso, os usuários passam a ter a possibilidade de fazer anotações e marcações no texto e os livros passam a ser enriquecidos com conteúdos multimídia [vídeos, animações, banco de imagens, testes online, casos clínicos, etc].

PublishNews | 12/03/2015

e-Reader a energia solar? Em 2016 será realidade


Bookeen, mesmo fabricante do LEV, anunciou a novidade na última segunda-feira

Na última segunda-feira [2], a Bookeen, empresa francesa que fabrica e-readers, anunciou o lançamento de um leitor digital que poderá ser carregado com energia solar. Previsto para ser lançado em 2016, o novo device usa células fotovoltaicas que prometem deixar no passado as questões de recarga de bateria. e-Readers consomem muito menos energia do que outros dispositivos móveis. A tecnologia usada em suas telas permite consumo menor do que telas de LCD ou plasma, geralmente usadas em tablets ou smartphones. Com os componentes prometidos pela Bookeen [em parceria com a empresa de tecnologia Sunpartner], o disposto carregará suas próprias baterias através da luz [do sol ou artificial]. Sempre bom lembrar que o LEV, o e-reader da Saraiva, é fabricado pela Bookeeen, mas ainda é muito cedo para dizer quando o dispositivo chegará ao mercado brasileiro.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 04/03/2015

Sete motivos para ligar o celular na sala de aula


“Liguem os telefones celulares.” Quando esta for a primeira frase que o professor disser a seus alunos ao entrar na classe, em vez de mandar que os desliguem, a mudança será real. No mundo atual, plenamente digitalizado, a entrada da tecnologia na educação não tem retorno.

Muitos lembraram que o mesmo aconteceu há décadas com as calculadoras. Antes proibidas em classe, passaram a ser usadas para aprender. Depois que a criança já sabe somar, sua utilidade para resolver problemas mais complexos é evidente.

O mesmo acontece com a tecnologia existente hoje. Todos os suportes [celulares, tablets, notebooks…] são úteis para aprender, e não só na classe. O aprendizado tornou-se onipresente, e a classe perdeu seu protagonismo. Esta é uma das teses de especialistas internacionais que estarão sobre a mesa durante a 29ª Semana Monográfica da Educação da Fundação Santillana, que começa nesta terça-feira [24] em Madri, com o título `Melhorar a educação: como a tecnologia pode contribuir?`.

Para esquentar os motores, expomos aqui as principais razões que estão levando todo o mundo a usar todo tipo de suporte em aula:

O celular é o prolongamento do braço

O aluno leva toda a informação consigo, a movimenta, intercambia, compartilha em rede, fora e dentro da classe. Desta forma, aprende de maneira intuitiva, mesmo sem estar consciente disso. O celular é a chave para os estudantes. `Chegará um dia em que o professor dirá aos alunos no início da aula: `Liguem os celulares`, em vez de mandar desligá-los`, explica o diretor de educação da Fundação Santillana, Mariano Jabonero. Há tempo já se dizia que o mouse do computador tinha se transformado no prolongamento do braço das novas gerações de crianças e jovens. Mas hoje seu celular o é ainda mais.

Aplicativos contribuem na educação

A classe não é mais o único lugar onde se aprende. O uso de aplicativos educacionais como complemento das disciplinas começa a ser uma realidade. E as iniciativas de empreendedores para criá-los são cada vez mais numerosas. O setor calcula que atualmente existam mais de 80 mil apps educativos. São gratuitos e ajudam a aumentar a motivação do aluno. Muitos professores e especialistas insistem em sua utilidade durante a aula. Os conteúdos vêm de fora da classe, na qual entram pela tecnologia através dos celulares e outros suportes.

Professores também estão familiarizados

O professor sabe usar a tecnologia como o aluno. `O tópico de que os alunos usam mais a tecnologia e estão mais familiarizados com ela do que os professores se rompeu`, lembra Jabonero. Essa premissa, que era repetida incansavelmente há anos, não é mais verdadeira. Todo mundo usa a tecnologia em sua vida cotidiana e profissional, seja para enviar mensagens, navegar, jogar, ouvir música ou alguns, inclusive, para ensinar. Sem mencionar que muitos professores que hoje atuam na educação não universitária já pertencem a gerações que nasceram na era tecnológica.

Recursos digitais já estão disponíveis

A transformação da educação pela tecnologia tem três pés: os recursos digitais com os quais se dotam a classe e os alunos [desde as lousas digitais aos computadores], o acompanhamento do professorado e um currículo digitalizado. E os recursos já não são a matéria pendente, ressaltam os especialistas. De fato, 85% dos centros secundários nos pa íses da OCDE [Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômicos] já em 2012 estavam dotados de computadores de mesa; 41% de portáteis e 11% de tablets, segundo dados da organização. Os passos seguintes são ampliar o currículo digital, assim como o acompanhamento e o apoio do professorado no ensino com esses materiais.

Professores aprendem diretamente com especialistas

Os professores não vão mais a cursinhos para aprender a usar a tecnologia. Não é esta a solução, está mais que comprovado. Hoje em dia o acompanhamento do docente é feito por especialistas em tecnologia nas próprias escolas, explica Jabonero. Eles recebem apoio em campo no uso de todas as ferramentas que integram o currículo digitalizado [que tem diversos recursos, como ilustrações animadas, vídeos, visitas virtuais, fóruns…]. Muitos especialistas citam o caso do Uruguai como exemplo da importância desse apoio. O país informatizou todas as escolas, mas não dotou os professores de ferramentas para usar esses novos recursos. A conclusão foi que diminuíram os resultados dos alunos, segundo se viu nas notas que obtiveram na avaliação internacional do programa Pisa, da OCDE.

`Coordenador tec` supervisiona os sistemas nas escolas

Nos últimos anos foi criada a figura do `coordenador tec` nos colégios, exatamente pela razão anterior: para facilitar sua boa utilização com o fim de que se traduza em um sistema melhor e mais eficaz de aprendizado para os alunos. Diversos colégios espanhóis já contam com eles. O coordenador tec é o responsável e supervisor do uso da tecnologia nas aulas. Faz o acompanhamento do professorado e de sua adaptação ao currículo do colégio.

Investimento geral em tecnologia é cada vez maior

O gasto público em tecnologia cresce nos países mais avançados, apesar de diminuir o gasto em educação. Países como EUA ou Inglaterra seguiram essa linha em plena crise. Mas nem sempre o investimento em tecnologia para a educação se traduziu em uma melhora dos resultados dos alunos. De fato, alguns países que menos investem nela [como Finlândia, Japão ou Coreia do Sul] saem nos primeiros lugares das provas Pisa, assim como outros que, pelo contrário, investem muito nela [como Cingapura, Países Baixos ou Estônia].

Por Susana Pérez de Pablos | UOL Educação | 24/02/2015 | Fonte: El País

Ler e escrever no papel faz bem para o cérebro, diz estudo


São Paulo | Há óbvias vantagens em ler um livro num smartphone, tablet ou e-reader em vez de lê-lo no papel. No livro digital, é fácil buscar uma palavra qualquer ou consultar seu significado num dicionário, por exemplo.

Um e-reader que pesa apenas 200 gramas pode conter milhares de livros digitais que seriam pesados e volumosos se fossem de papel. Além disso, um e-book é geralmente mais barato que seu equivalente impresso.

Mas a linguista americana Naomi Baron descobriu que ler e escrever no papel é quase sempre melhor para o cérebro.

Naomi estudou os hábitos de leitura de 300 estudantes universitários em quatro países – Estados Unidos, Alemanha, Japão e Eslováquia. Ela reuniu seus achados no livro “Words Onscreen: The Fate of Reading in a Digital World” [“Palavras na Tela: O Destino da Leitura num Mundo Digital” – ainda sem edição em português].

92% desses estudantes dizem que é mais fácil se concentrar na leitura ao manusear um livro de papel do que ao ler um livro digital.

Naomi detalha, numa entrevista ao site New Republic, o que os estudantes disseram sobre a leitura em dispositivos digitais: “A primeira coisa que eles dizem é que se distraem mais facilmente, são levados a outras coisas. A segunda é que há cansaço visual, dor de cabeça e desconforto físico.

Esta última reclamação parece se referir principalmente à leitura em tablets e smartphones, já que os e-readers são geralmente mais amigáveis aos olhos.

Segundo Naomi, embora a sensação subjetiva dos estudantes seja de que aprendem menos em livros digitais, testes não confirmam isso: “Se você aplica testes padronizados de compreensão de passagens no texto, os resultados são maios ou menos os mesmos na tela ou na página impressa”, disse ela ao New Republic.

Mas há benefícios observáveis da leitura no papel. Quem lê um livro impresso, diz ela, tende a se dedicar à leitura de forma mais contínua e por mais tempo. Além disso, tem mais chances de reler o texto depois de tê-lo concluído.

Escrever faz bem

Uma descoberta um pouco mais surpreendente é que escrever no papel – um hábito cada vez menos comum – também traz benefícios. Naomi cita um estudo feito em 2012 na Universidade de Indiana com crianças em fase de alfabetização.

Os pesquisadores de Indiana descobriram que crianças que escrevem as letras no papel têm seus cérebros ativados de forma mais intensa do que aquelas que digitam letras num computador usando um teclado. Como consequência, o aprendizado é mais rápido para aquelas que escrevem no papel.

Publicado originalmente em Exame.com | 23/02/2015, às 12:04

E-reader tem a mesma imunidade tributária de livros, diz TJ-DF


Na atualidade, entende-se como livro não apenas os impressos em papel, mas também aqueles disponibilizados em meio digital. Seguindo esse entendimento a Justiça do Distrito Federal concedeu liminar autorizando a entrada de e-readers no DF, sem a cobrança do ICMS.

A decisão atender a um pedido da Editora Saraiva e Siciliano. Para a 3ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do DF, que manteve a liminar, os aparelhos se encaixam na previsão constitucional que concede imunidade tributária a livros, jornais e periódicos.

A autora narrou que pretende comercializar no Distrito Federal dois modelos de aparelhos destinados à leitura de livros digitais, conhecidos como e-readers. Esclareceu que, embora o aparelho permita o acesso à internet, não pode ser confundido com tablet ou smartphone, pois seu acesso é restrito ao site da editora. Por meio do e-reader, o usuário pode comprar e fazer download de livros digitais para armazenamento e leitura. Em vista disso, pediu, liminarmente, que a mercadoria tenha o mesmo tratamento tributário aplicado aos livros, cuja imunidade é assegurada pela Constituição Federal.

Ao decidir sobre a liminar na primeira instância, a juíza Caroline Santos Lima, da 3ª Vara da Fazenda Pública do DF, considerou que o e-reader se encaixa na previsão constitucional que dispõe sobre o assunto [artigo 100, inciso VI, alínea ‘D’]. De acordo com o dispositivo legal, é vedado à União, aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios instituir impostos sobre livros, jornais, periódicos e ao papel destinado a sua impressão.

Na atualidade, entende-se como livro não apenas os impressos em papel, mas também aqueles disponibilizados em meio digital. Não há dúvidas de que quando da elaboração do texto constitucional ainda não se cogitava da leitura de obras literárias e livros em meio digital. No entanto, a evolução social autoriza e exige que se amplie o alcance de certas normas, sob pena de distanciar a constituição do corpo social a que se destina. No caso em apreço, a imunidade tributária tem por escopo proteger a liberdade de expressão, universalizar o acesso à cultura, incentivar a leitura etc”, concluiu a juíza.

O DF recorreu da liminar ao TJ-DF, mas a Turma Cível que apreciou o recurso manteve o mesmo entendimento. “Não está escrito no texto constitucional que os livros, os jornais e os periódicos só serão imunes quando forem confeccionados de papel. Admitir que qualquer outra manifestação cultural, educacional ou de imprensa seja passível de manipulação governamental, por tributos, é reduzir a intenção do constituinte. Tal interpretação equivaleria a considerar que a liberdade de expressão só pode manifesta-se através de veículos de papel!”, enfatizou o relator do recurso, desembargador Jansen Fialho de Almeida. A decisão colegiada foi unânime. Com informações da Assessoria de Imprensa do TJ-DF.

Conjur | 21/02/2015

Salto [SP] abre sua biblioteca de eBooks


Em uma parceria inédita firmada pela Prefeitura da Estância Turística de Salto com o site http://www.arvoredelivros.com.br, a Biblioteca Pública Municipal irá disponibilizar, gratuitamente, mais de mil títulos de e-books [livros em formato digital].

Para ter acesso as publicações, os interessados devem se cadastrar diretamente na Biblioteca, que fica na Praça Paula Souza, 30, Centro, de segunda a sexta-feira, das 8 às 20 horas e aos sábados das 8 às 14 horas.

Os documentos necessários para cadastro são RG, CPF, comprovante de residência, uma foto 3×4 e e-mail. Para os que já são cadastrados na Biblioteca são requeridos apenas RG e e-mail. “A partir do e-mail fornecido será criada uma senha que permitirá o acesso ao site. O usuário só vai precisar da internet na hora de baixar o conteúdo, que ficará disponível por duas semanas. Podem ser baixados quantos e-books o usuário desejar em computadores, tablets, notebooks, eReader ou smartphones”, explica o Coordenador da Biblioteca, Carlos Eduardo Chagas.

Entre as edições disponíveis estão biografias, clássicos da literatura brasileira, livros pedagógicos, infanto-juvenis, ficção, negócios, etc.

Para o Secretário Municipal de Cultura, Marcos Pardim, essa parceria é muito importante para o município e será estendida também à Biblioteca Teatral “Lico Valle”, que fica no Centro de Educação e Cultura – Anselmo Duarte [CEC], na Rua Pudente de Moraes, 580, Centro. “Nos tempos atuais, em que boa parte da sociedade interage com as tecnologias digitais, trata-se de um avanço poder disponibilizar esta ferramenta da biblioteca digital”, destaca.

Ficamos felizes com mais esta ferramenta que o município oferece aos frequentadores da Biblioteca Pública proporcionando outra forma de acesso à leitura. Além disso, poderá incentivar também aqueles que ainda não tem o hábito de ler”, ressalta o Prefeito Juvenil Cirelli.

Árvore de Livros

A Árvore de Livros é uma biblioteca digital de empréstimo de e-Books, inicialmente voltada para atender a educação básica das redes de ensino pública e privada. Seu acervo é constituído por obras de interesse geral e, com uma atenção especial, aquelas recomendadas pelas escolas.

De acordo com o site, para prefeituras, governos, instituições públicas e privadas, escolas, empresas e bibliotecas são oferecidos pacotes especiais de assinaturas coletivas para atender grupos de alunos, funcionários, beneficiários de projetos e programas e usuários em geral.

http://www.itu.com.br | 23/01/2015

Óculos de leitura superfinos acoplados ao smartphone…


Óculos de leitura superfinos acoplados ao smartphone...

Óculos de leitura superfinos acoplados ao smartphone…

Você tem 45 anos de idade. Você não consegue mais ler cardápios em restaurantes. Você não consegue ler mais as pequenas letras sem o seu óculos de leitura – e os pares que você possui não estão a sua vista. Este é um problema bem comum que a ThinOptics defende resolver com uma solução prática e sagaz.

Os óculos são tão leves e finos, que eles escorregam diretamente do estojo especial feito para anexar ao case do seu smartphone, para depois se posicionarem sobre o seu nariz com confiança na hora que você realmente precisar ler alguma coisa.

Esse tipo de invenção faz a gente se perguntar “por que ninguém pensou nesta ideia antes?“. Bem, na verdade, o óculos da ThinOptics tem sido desenvolvido e testado por alguns anos e passou por numerosos protótipos.

O segredo do design elegante é a composição de seus materiais. O modelo sem armação utiliza uma liga especial de titânio para a ponte do óculos, o que permite firmeza e conforto. É exatamente a ponte dos óculos que garante sua segurança, evitando que o óculos escorregue pelo seu rosto.

O fabricante garante que as lentes são resistentes e à prova de estilhaçamento. Atualmente, o ThinOptics está disponível em duas cores, preto e transparente e em três graus: +1.5, +2.0 e +2.5.

Os estojos especiais são vendidos por US$ 39 e com os óculos já inclusos. Por enquanto, estão disponíveis para iPhone 4 ao iPhone 6 Plus, Samsung Galaxy S4 e S5.

Se você tiver outro modelo de smartphone, você poderá comprar por US$25 um acessório universal, que funciona como uma espécie de adesivo entre o acessório e o seu já existente case de telefone.

Fonte: PC World / EUA | Publicado originalmente em IDGNOW | 07/01/2015

Brasil é o 6º país com o maior número de smartphones


No mercado mundial de smartphones, o Brasil encerrou 2014 com o sexto maior volume de vendas, registrando 38,8 milhões de unidades ativas. A China, que lidera o ranking, mantém 436,1 milhões de unidades, seguido de longe pelos EUA [com 143,9 milhões], Índia [76 milhões], Japão [40,5 milhões] e Rússia [35,8 milhões].

A pesquisa encabeçada pela eMarketer, empresa especializada em pesquisas envolvendo o mercado digital, também aponta 2 bilhões de usuários de smartphones em 2016 para, em 2018, chegar a 2,56 bilhões e constituir mais de 50% dos produtos vendidos no nicho da telefonia móvel.

Em 2018, segundo a projeção da empresa norte-americana, o Brasil continuará em sexto lugar nesse mercado, com uma fatia de 71,9 milhões de aparelhos.

Fonte: Meio e Mensagem | Redação Olhar Digital | em 06/01/2015

Pesquisa mostra como estudantes usam smartphones para estudar


Pesquisa realizada pela rede colaborativa para estudantes universitários Passei Direto traz levantamento sobre comportamento de estudantes em relação ao uso de smartphones. Segundo o estudo, 94,5% deles têm acesso à internet pelo celular, e somente 5,2% deles não possuem smartphone. A pesquisa apontou também que os jovens têm preferência pelo sistema Android, com 68% de usuários; em seguida vem o iPhone com 17%. A maioria, 64%, prefere acessar aplicativos pelo smartphone, e apenas 24,5% acessam sites também.

A enquete foi realizada entre junho e agosto deste ano com 2.143 universitários do norte ao sul do país. Os dados foram coletados pela SurveyMonkey, principal fornecedor mundial de soluções de questionário pela web e que permite análises estatísticas das respostas coletadas. De acordo com Rodrigo Salvador, gestor e criador da rede Passei Direto, o assunto é atual e relevante. “Decidimos fazer a pesquisa devido à importância que os celulares ganharam na vida das pessoas, por sua versatilidade como veículo de informação e interação coletiva. Além disso, faltam fontes de dados secundários sobre este tema“, explica.

A pesquisa confirmou que o uso da internet para estudar e a formação de grupos on-line para ajudar nas tarefas acadêmicas é um hábito consolidado entre os estudantes. 87% dos universitários afirmaram que fazem pesquisa on-line e 61,5% não fazem anotações das matérias em sala de aula. 22% estudam em grupo e 13% trocam informações por WhatsApp. Antes de uma prova, 58% acessam seus aparelhos inteligentes. Veja mais dados da pesquisa no infográfico abaixo.

A Passei Direto é uma rede social de estudos para universitários, que apresenta uma nova maneira de estudar. No ar há 1 ano, tem mais de 2 milhões de usuários de todas as universidades do Brasil. Por meio da rede, os usuários podem trocar dicas, compartilhar materiais de estudo, mensagens e oportunidades de estágios, além de tirar dúvidas e debater assuntos de todas as disciplinas, cursos e universidades.

Publicado originalmente em Correio Braziliense | 07/10/2014

Acervos de bibliotecas russas estarão em smartphones e tablets


Em 2015, os acervos das maiores bibliotecas russas estarão disponíveis para smartphones e tablets e poderão ser acessados gratuitamente. Para isso, será necessário apenas se registrar em um aplicativo móvel especial para plataformas iOS e Android.

O Ministério da Cultura russo planeja liberar o acesso a mais de 6 milhões de arquivos dos acervos da Biblioteca Eletrônica Nacional [NEB, na sigla em russo]. A Biblioteca Estatal da Rússia, a Biblioteca Nacional da Rússia, a Biblioteca Presidencial B. N. Ieltsin e a Biblioteca Pública Técnico-Científica Estatal da Rússia também participam do projeto da NEB.

Os usuários poderão não apenas ler, mas também salvar textos e imagens para visualização on-line gratuita. Em primeiro lugar, estarão disponíveis as obras dos clássicos russos, documentos históricos e teses. Atualmente, muitos livros de arquivos e documentos dos tempos do Império Russo estão sendo vendidos em sites piratas.

O custo do desenvolvimento do aplicativo móvel será de pouco mais de 4 milhões de rublos [cerca de R$ 240 mil].

Gazeta Russa | 29/08/2014

Congresso CBL do Livro Digital discute convergências


Evento leva público ao Anhembi para explorar oportunidades

O grande potencial de crescimento do mercado digital no Brasil deve dar a tônica dos debates do 5.º Congresso Internacional CBL do Livro Digital, que começa nesta quinta-feira no Auditório Elis Regina, localizado ao lado do Pavilhão do Parque Anhembi [Avenida Olavo Fontoura, 1.209]. Até sexta-feira, especialistas brasileiros e estrangeiros vão debater a revolução dos livros digitais, modelos de negócio e também os aspectos jurídicos – lacuna importante – dos e-books no Brasil.

A Pesquisa Fipe de Produção e Vendas do Setor Editorial, divulgada em julho, mostrava que, apesar do crescimento expressivo de 225% de 2012 para 2013, o digital ainda ocupa uma fatia muito pequena do mercado editorial brasileiro [menos de 1% do faturamento total]. Dois fatores – pequena participação nos anos iniciais de operação e imenso potencial de crescimento – que são destacados por José Luis Verdes e Rosa Sala, empresários do mercado editorial espanhol que participam do Congresso sexta-feira, às 17 h, na mesa Compartilhando experiências sobre o universo do livro digital.

José Luis Verdes é CEO do Manuscritics, empresa que produz uma plataforma de avaliação online de textos literários, pensada para editores e scouts. Funciona assim: o agente literário submete um texto de um autor para a plataforma, e com ela leitores especializados de qualquer parte do mundo podem dar opiniões, sugerir edições, correções, etc. Com essa recepção, o editor pode ter melhores condições de decidir o que fazer com aquele material. A fase beta da plataforma está no ar desde 18 de julho.

Muitos livros passam pelas mesas dos editores sem que eles tenham a oportunidade de editá-los”, diz Verdes ao Estado, “então a ideia é não perder as chances“.

Rosa Sala. Congresso vai debater potencial do mercado

Rosa Sala. Congresso vai debater potencial do mercado

Ele concorda que o início da operação digital é sempre lento, em qualquer parte do mundo. “Mas em poucos anos o desenvolvimento é muito rápido. Foi assim nos Estados Unidos, no Reino Unido, etc. As editoras brasileiras conhecem esse fenômeno e devem se preparar para a fase de crescimento”, afirma, salientando que, se o processo de atualização do negócio não ocorrer, outras empresas de fora, como a Amazon, chegarão ao mercado para ocupar este espaço.

Creio também que há um terreno com muitas possibilidades de negócio, que vai crescer de maneira exponencial no futuro próximo: startups que colaboram com grandes grupos editoriais“, prevê, otimista.

Já a Digital Tangible, criada por Rosa Sala em julho de 2013, está levando ao mercado espanhol outra iniciativa: o Seebook pretende aproximar a experiência do físico ao digital ao desenvolver cartões com conteúdo digital [que podem ser dados como presentes, ser autografados, vendidos nas livrarias ou em conferências, palestras, etc]. O cartão possui um código QR [que pode ser lido por smartphones] ou alfanumérico que dá acesso ao arquivo, enviado por e-mail ao portador do Seebook, que pode então lê-lo em qualquer plataforma [no próprio computador, smartphone, tablet ou em e-readers].

O grande problema dos livros digitais segue sendo a dificuldade de descobrir novos títulos“, lembra Rosa – o que ela chama de “discoverability”. Para ela, as plataformas online estão pensadas para encontrar algo rapidamente, mas não tanto para descobrir coisas novas. “As mestras nisso continuam sendo as livrarias”, afirma. A ideia então é juntar o útil ao agradável.

Sobre o crescimento do mercado digital, ela concorda que o potencial é grande. “Sobretudo para países de uma extensão tão vasta como o Brasil, em que a chegada de livros de papel pode ser um problema logístico considerável, a leitura digital tem um futuro extraordinário“, diz. “É um mercado que causa muita desconfiança, mas, gostemos ou não, o futuro da leitura vai nessa direção”, conclui.

O Congresso tem como tema Conteúdo e Convergência, e começa nesta quinta-feira às 9 h, com abertura de Karine Pansa, da CBL. Em seguida, Jason Merkoski, ex-evangelista de tecnologia da Amazon fala sobre seu livro mais recente [Burning the Page] e sobre a revolução digital. Em uma entrevista ao Link, doEstado, Merkoski afirmou, categórico, que “uma vez que as pessoas consigam encontrar 80% dos títulos que buscam no digital, a chance de elas migrarem para e-books é de 100%“.

Ainda é possível se inscrever no Congresso: há uma recepção para credenciamento e inscrição hoje no local – a inscrição custa R$ 1.120 para associados de entidades do livro, professores, estudantes e bibliotecários. A programação segue até sexta-feira, às 18 h, quando o encerramento será feito pela Comissão do Livro Digital.

Produção científica e acadêmica vai ser avaliada

O Congresso também abre espaço para trabalhos acadêmicos produzidos nas universidades brasileiras sobre o mercado digital dos livros – em aspectos tecnológicos e econômicos. Dos trabalhos enviados, seis foram selecionados por uma comissão liderada pelo professor da FEA-USP Cesar Alexandre de Souza e serão apresentados hoje no Hotel Holiday Inn, no complexo do Anhembi. Três deles recebem uma ajuda de custo [de até R$ 1.500] e o “vencedor” também apresentará o trabalho nesta sexta-feira, para todo o Congresso. “Esse modelo fomenta a pesquisa e o desenvolvimento na academia brasileira relacionados ao livro e à leitura, sempre relacionados ao mercado digital“, comenta a gerente executivo da CBL, Cristina Lima.

Por Guilherme Sobota | Publicado originalmente em O Estado de S.Paulo | 21 Agosto 2014, às 03h00

Dorina Nowill lança DDReader na Bienal


App permite ler com os dedos e os ouvidos

A Fundação Dorina Nowill apresentará em seu estande durante a Bienal do Livro em São Paulo o DDReader [Dorina Daisy Reader] em sua versão para Android, o que permitirá seu uso em smartphones e tablets. O app permite ler com os dedos e os ouvidos, facilitando ainda mais o acesso à leitura para as pessoas com deficiência visual. Durante a Bienal, pessoas com deficiência visual demonstrarão o uso do aplicativo aos visitantes. O aplicativo é um desenvolvimento da Fundação Dorina em parceria com a Results, empresa de softwares acessíveis.

PublishNews | 20/08/2014