A biblioteca virtual ‘Nuvem de Livros’ e a contemporaneidade


Por Roberto Bahiense, CEO da Biblioteca Digital Nuvem de Livros | Publicado originalmente em São Paulo Review | 24 novembro 2015

A biblioteca virtual ‘Nuvem de Livros’ e a contemporaneidade

A biblioteca virtual ‘Nuvem de Livros’ e a contemporaneidade

Estive em Paris durante o Salão do Livro deste ano, a convite do Bief – Bureau International de l’Édition Française, juntamente com respeitados editores e players da cadeia produtiva do livro no Brasil.

Antes, portanto, do horror que se abateu sobre a cidade nos últimos dias.

Lembrei-me, lá, de um livro que havia lido há alguns anos, de autoria do norte-americano Edmund White, publicado pela Companhia das Letras. O livro chama-se O flâneur – um passeio pelos paradoxos de Paris.

Tratei, na ocasião, durante a palestra que proferi no Centre National du Livre, dos paradoxos do meu País, de modo a contextualizar, justificar e legitimar a Biblioteca Virtual Nuvem de Livros.

Ao longo da minha exposição, após apresentar o que fizemos no Brasil e estamos, agora, desenvolvendo em outros países – com início na Espanha, em parceria com uma destacada corporação francesa, a Orange, e em vários países da América Latina, a partir de janeiro de 2016 -, esbocei, como Edmund, a mesma visão estrangeira sobre a realidade francesa, no tocante ao mercado do livro digital, sobretudo a partir da decisão do governo francês, notadamente da ministra Fleur Pellerin, sustentada por análise do “Le médiateur du Livre”, que identifica a ilegalidade dos serviços de leitura via streaming e de outras soluções análogas na França.

Antes que eu provocasse possíveis reações por parte das áreas de decisão governamental daquele país, Edmund, novamente ele, com a sua narrativa envolvente, em O flâneur…, auxiliou-me ao afirmar, no seu livro, que “os franceses têm uma civilização tão atraente, plena de plácidos prazeres e de tolerância genérica, e seus gostos em todos os domínios são tão marcantes, tão firmes, que um estrangeiro – eu, no caso – é logo levado a acreditar que, caso se tornasse um parisiense, dominaria, finalmente, a arte de viver.”

Esta singela menção protegeu-me, creio, em relação aos comentários que fiz e das minhas tímidas reflexões sobre o tema.

Voltemos, contudo, aos acontecimentos protagonizados, pela ministra da cultura, Fleur Pellerin.

Voltemos, também, ao Edmund.

Diz ele que a França só poderá continuar a exercer a sua função de farol da civilização, e não apenas de guardiã de sua herança, se abraçar a cultura híbrida e internacional que floresce mundo afora, sobretudo nos países emergentes como o Brasil.

No documento produzido por “Le médiateur du Livre”, há menção explícita a “…um risco de transferência, com a possibilidade de os atuais compradores de livros impressos ou digitais migrarem maciçamente para as ofertas de assinatura com condições financeiras menos favoráveis para os detentores dos direitos…”.

Ao pressupor tal comportamento, limita-se o crescimento do mercado leitor.

Conter a inexorável mudança de comportamento dos indivíduos, diante da velocidade dos novos modelos de intercomunicação pessoal com o apps e as redes sociais, é como tentar reter água com as mãos.

O documento faz referência, ainda, “à queda das receitas dos autores que participaram da experimentação de modelos deste tipo nos Estados Unidos e que, recentemente, falaram sobre sua decepção na imprensa”.

Não é factual e não se aplica a uma plataforma com a Nuvem de Livros, única no mundo a remunerar os editores e autores pelo aluguel de leitura dos conteúdos em suporte digital.

Diz o documento: “O nível de tarifação aplicado gera críticas. Esse nível se alinha às tabelas praticadas na música e no audiovisual, ao passo que as tarifas de venda unitária são, no entanto, distintas em cada setor. Por outro lado, o montante da assinatura é equivalente ao preço médio de um livro digital. Consequentemente, o serviço somente se torna financeiramente interessante para o usuário desde que se leia pelo menos dois livros por mês, o que o coloca, de fato, entre os leitores regulares (mais de vinte livros por ano). O simples fato de procurar livros no catálogo, em vez de lê-los na sua totalidade, não pode justificar o custo do serviço para um leitor médio, até porque os sistemas de disponibilização de trechos se multiplicam nas plataformas de difusão de livros digitais.”

Ao contrário, pois a ideia envolve sobretudo portabilidade, em tempos de caos e cólera em relação à mobilidade urbana, o que envolve outros ativos da Nuvem de livros, como os audiobooks, por exemplo.

O parecer do “Le médiateur du Livre” reúne, ainda, dois outros ângulos de visão sobre o tema.

Uma primeira abordagem faz da assinatura um vetor de desenvolvimento de novos mercados, autorizando modos, até então inéditos, de exploração dos catálogos, mas também de editoração da oferta (uma resposta totalmente integrada à necessidade de prescrição que reforça a profusão e a dispersão dos bens culturais no universo digital).

Assim, a possibilidade de acessar um catálogo mais amplo por um custo controlado, em um contexto que favorece as descobertas fortuitas, teria por natureza a intensificação das práticas de leitura de um público já amplamente familiarizado com o livro.

Estudo da Nielsen Book argumenta que os assinantes de serviços de leitura digital continuam a gastar mais do que a média em compras de livros digitais e que eles estariam dispostos a investir uma quantia mensal em assinatura superior a fim de aumentar a oferta de livros.

Uma segunda concepção, não exclusiva da primeira, argumenta que esse modo de comercialização está em sintonia com os usos digitais: ele se dirige a gerações ou segmentos da população mais familiarizados com as telas que com o papel, que estão acostumados com ofertas que se curvam às suas exigências de mobilidade e busca de livros, tendo desenvolvido uma concepção de bens culturais que é oriunda mais do fluxo que da obra como unidade fechada. Além disso, a assinatura é totalmente integrada a seus hábitos e atende às suas exigências de acesso, o mais amplo e o mais fácil possível para a cultura.

Mesmo assim, o legislador cultural definiu, surpreendentemente, a meu ver, que tais serviços são ilegais na França porque o preço dos livros deve ser fixado pelos editores e não pelos vendedores.

Mas é assim que ocorre na Nuvem de Livros, com os editores sabendo, prévia e rigorosamente, por quanto estará sendo oferecido o acesso ilimitado ao acervo da plataforma.

Se vamos caminhar pelo mundo – e essa é a nossa intenção determinada -, oferecendo uma solução respeitável que traz um dinheiro novo e forma novos leitores para a cadeia produtiva do livro, interessa-nos discutir protocolos legais como este onde quer que sejam definidos e estabelecidos.

De forma ampla, sem preconceitos quaisquer.

Oyster desiste de ser o Netflix dos livros


Depois de dois anos de operações, serviço de subscrição deve encerrar suas operações nos próximos meses

A história da Oyster, uma das primeiras plataformas de subscrição de livros do mundo, parece perto de um turning point. A companhia anunciou, nesta terça-feira [22], que encerrará, nos próximos meses, as suas operações. Nos últimos dois anos, o “Netflix dos livros” oferecia um catálogo de mais de um milhão de títulos por US$ 9,95 mensais. O curioso dessa história é que, segundo apurações do nosso parceiro Publishers Weekly, boa parte do staff da Oyster – incluindo o seu CEO Eric Stromberg e os cofundadores Andrew Brown e Willem Van Lancker — está migrando para o Google Play Books. Não se sabe, no entanto, se o Google comprou a plataforma ou se vai investir em um serviço de subscrição de e-books, nos modelos da Oyster. O que se sabe é que, no histórico da gigante, estão compras de start-ups que passaram a ser um serviço do Google. A jogada de toalha da Oyster vem dois meses depois de a Entitle fazer o mesmo.

No Brasil, há algumas experiências de serviços de subscrição de e-books. Uma das pioneiras é a Nuvem de Livros, que hoje tem um catálogo de 16 mil conteúdos [entre e-books, audiolivros, vídeos e games educativos] e uma base de 2,5 milhões de assinantes ativos, segundo informou Roberto Bahiense, diretor da empresa. Em fevereiro desse ano, o executivo lembra que começou um movimento de internacionalização da plataforma. No início do ano, chegou à Espanha e para outubro, Bahiense contou ao PublishNews que a Nuvem estacionará no México, Colômbia e Peru, em parceria com a operadora de telefonia móvel Moviestar. No final de 2014, a Amazon lançou por aqui o Kindle Unlimited que tem um milhão de títulos no seu catálogo. Desses cerca de 60 mil, segundo informou a varejista, são de livros nacionais. O número de usuários, a Amazon não revela. Outra plataforma que oferece esse serviço de assinatura é a Ubook, especializada no formato de áudio. Em julho, Flávio Osso e Eduardo Albano, fundadores e sócios da Ubook, fecharam uma parceria com a Saraiva, que passou a ofertar o serviço a seus clientes. Com isso, a Ubook alcançou uma base de 600 mil assinantes que podem ouvir os mais de mil títulos em áudio que a plataforma oferece.

Por Leonardo Neto | Publicado originalmente em PublishNews | 23/09/2015

A construção de um cânone na esfera digital


Por Ednei Procópio

A I Feira Nordestina do Livro [Fenelivro], inicia amanhã [28] e vai até o próximo dia 7 de setembro. O evento, promovido pela Associação do Nordeste de Distribuidores e Editores de Livros [Andelivros] e pela Câmara Brasileira do Livro [CBL], em parceria com a Companhia Editora de Pernambuco [Cepe], será realizado no Centro de Convenções de Pernambuco.

É a primeira edição do evento. Pelo que pude apurar, a I Feira Nordestina do Livro terá uma programação com workshops, palestras, minicursos e vai contar com uma área de 4 mil m², cerca de 200 estandes e mais de 200 autores convidados. A previsão, segundo os organizadores, é a de que o evento atraia cerca de 150 mil visitantes.

Entre um dos espaços do evento estaremos eu, Maurem Kayna e meu amigo Roberto Bahiense, da Nuvem de Livros, com quem venho trocando ideias e experiências nos últimos anos sobre os eBooks [no Brasil e no mundo].

Achei um pouco exótico o título da nossa mesa na Fenelivro, “A construção de um cânone na esfera digital“, mas, como evangelista dos livros digitais em pelo menos uma década e meia, estou tentando tirar de qualquer iniciativa algum resultado prático que possa ajudar-nos com modelos flexíveis e assertivos para o nosso mercado.

O mercado editorial está inserido em uma esfera de oportunidades que poderia resolver questões seculares, aqueles problemas que não eram possíveis de se solucionar até o advento da Internet. Mas, antes de elucubrações imprecisas, precisamos conceituar o que seria esta esfera digital da qual trata o título da mesa. Esta esfera pode ser a própria digitalização da economia industrial do livro ou até mesmo, preciso melhorar meu entendimento sobre esse assunto, a economia do compartilhamento das coisas.

É fato que o número de superfícies para o acesso, consumo e leitura dos livros, nesta esfera digital, só cresce. A base instalada de devices que podem portabilizar os livros chegam hoje a casa dos 180 milhões de telas. Segundo pesquisa realizada pela eMarketer, o Brasil é o 6º país com o maior número de smartphones. Uma projeção realizada pela mesma empresa norte-americana, revela que em 2018 o Brasil terá 71,9 milhões de smart devices. E, segundo os números da FGV [de abril de 2015], o número de hardwares conectados à verdadeira grande rede de relacionamentos, a Internet, já ultrapassa a casa dos 306 milhões.

Nos Estados Unidos, por exemplo, um mercado na qual sempre nos espelhamos, 84% da população possui celulares inteligentes capazes de portabilizar os livros, e é por esta mesma razão que 54% de smartphones são utilizados para leitura naquela região.

A abundância de reading devices, no entanto, cuja onipresença não garante conexão, não garante também mais eficiência na publicação, comercialização e divulgações dos livros. A questão central que talvez o mercado editorial ainda não tenha enxergado é que a esfera digital na qual vem se inserindo é repleto do que eu chamaria de “zonas de contradições”, eclipsadas por outras esferas políticas, sociais, econômicas e educacionais.

E é nesse contexto que Maurem Kayna, Roberto Bahiense, e eu, iremos conversar, trocar ideias e experiências para encontrar instrumento de medida, um cânone, ou um conjunto de modelos, capaz de eliminar da indústria criativa do livro suas históricas “zonas de contradições”.

Nos vemos por lá!

Anote aí na sua agenda!

A construção de um cânone na esfera digital
I Feira Nordestina do Livro | Fenelivro
Dia 03/09, quinta-feira, às 15h
Centro de Convenções de Pernambuco, Sala Ariano Suassuna
Com Maurem Kayna, Ednei Procópio [Livrus] e Roberto Bahiense [Nuvem de Livros]

“No Brasil, livro é produto de elite”, diz entusiasta dos eBooks


Campus Party proporciona discussão sobre futuro do mercado editorial e como o digital se adapta a isso

Foto: Leonardo Pereira Olhar Digital

Foto: Leonardo Pereira Olhar Digital

A Campus Party criou uma situação curiosa ao promover um debate sobre livros digitais no palco que leva o nome de Johannes Gutenberg. Foi ele o inventor da impressão por tipos móveis, que possibilitou o desenvolvimento da imprensa e revolucionou o setor editorial no mundo. Nesta quarta-feira, 30, ao comentar a coincidência, o consultor editorial Carlo Carrenho, do Publishnews, disse que ela é mais do que oportuna, pois o alemão promoveu um momento de ruptura na história da humanidade – basicamente o que acontece hoje em relação ao mercado editorial.

Assim como a invenção de Gutenberg, o livro digital leva informação a quem tem dificuldade de obtê-la. Antes dos tipos [basicamente carimbos em formato de letras], a cultura escrita era extremamente restrita, mas passou a se abrir porque a reprodução foi facilitada; com os e-books é a mesma coisa: o consumidor não precisa esperar que a obra recém-lançada chegue à livraria mais próxima. Porque ele nem precisa da livraria.

Este cenário, obviamente, incomoda livrarias, distribuidoras e transportadoras, que veem uma clara ameaça aos negócios. “Nenhum dos principais players do mercado ganha dinheiro com livro digital, pelo contrário, tem muita gente perdendo”, disse Sergio Herz, CEO da Livraria Cultura, em que 3% das vendas de livros já correspondem a obras em formato digital.

Segundo Hubert Alquéres, vice-presidente de Comunicações da Câmara Brasileira do Livro [CBL], todos os envolvidos no setor editorial estão focados no digital, ainda mais depois da chegada de Amazon e Google e do lançamento do Kobo pela Livraria Cultura. “Se o Brasil estava ainda muito cauteloso de entrar nesse mundo, percebe-se que agora é um caminho sem volta.

Democratização da leitura

Os dados mais recentes da CBL dizem que o preço médio do livro no Brasil é de R$ 10 – em 2011, quando foram vendidos 470 milhões de exemplares, o mercado faturou R$ 4,8 bilhões. Sergio, então, fez as contas: um tablet bem básico pode ser comprado por R$ 400, portanto, 40 obras já valeriam o investimento. O problema, comentou, começa na questão da durabilidade: “O tablet, na mão do aluno, dura seis meses. O livro impresso dura dez.

Além disso, a banda larga brasileira não é das melhores e a penetração é muito baixa, sem contar o fato de que a parcela da população com acesso doméstico ao computador ainda é baixa. Mas nada disso convenceu Roberto Bahiense, diretor de Relações Institucionais do Grupo Gol.

Livro no Brasil é produto de elite. Há em Buenos Aires [Argentina] mais livrarias do que no Brasil inteiro, e sabe quanto vai custar um device daqui a alguns anos? R$ 100”, disse ele, lembrando que embora grupos como o comandado por Sergio façam “esforços legítimos” em prol da difusão da leitura, o ideal é o digital, que por não ter empecilhos físicos teoricamente chega a todos os cantos. “Vivemos um divisor de águas, estamos diante de um fato novo, inegociável.”

A briga do device

Há dois anos, antes que os gigantes olhassem para cá, a Vivo e o Grupo Gol lançaram a Nuvem de Livros, que disponibiliza obras a clientes da operadora por uma assinatura semanal. O modelo dispensa o uso de um Kobo ou Kindle e Roberto garante que o brasileiro pulará uma etapa ao adquirir o tablet, ao invés do e-reader, outra hipótese que desagrada livrarias.

Sergio, da Cultura, afirmou que aparelhos como iPad dificultam a concentração, deixam a leitura mais lenta e comprometem a absorção do conteúdo. Por outro lado, Roberto atacou que os e-readers servem, na realidade, para fidelizar o consumidor e fazer com que ele compre produtos ou serviços mais caros futuramente. A Amazon, por exemplo, poderia usar o cadastro de quem adquiriu livros para oferecer televisores.

Com o tablet você baixa o formato que quiser e pode comprar obras interativas, vídeos, jogos e outros tipos de aplicativos. “Para o brasileiro que lê dois livros por ano não faz sentido ter um leitor digital”, disse Carlo, do Publishnews. Mas um aparelho específico pode ajudar a prender o cliente por limitar os formatos de arquivo que podem ser lidos ali, criando um cenário parecido com o que instituiu o iTunes quando o MP3 foi popularizado.

Quando a Apple fez com que a música digital caísse no gosto das pessoas, a indústria fonográfica levou uma chacoalhada. As primeiras a sentirem o impacto foram as empresas maiores, o que deve ocorrer com o mercado editorial. Se o brasileiro pular direto para o tablet, não há como força-lo a comprar de uma loja específica.

Impresso tem futuro?

O livro impresso ainda vai durar um tempo; alguns tipos, como os de arte, existirão sempre – por outro lado, os digitais vão tomar cada vez mais espaço”, opinou Carlo.

Para ele, as editoras não serão impactadas, desde que façam apenas seu serviço original. ”O que acontece é que muitas editoras viraram distribuidoras, e como a ruptura é na distribuição, essa editora está com problema, porque o autor agora publica direto, sem passar por ninguém. As editoras que souberem fazer a transição estão salvas.

Hubert, da CBL, acredita que no futuro o mercado será reorganizado de forma que existam grandes empresas de conteúdo – “se vai ser para impresso ou digital, não importa”. O papel deve continuar forte, mas sem ser o principal meio de consumo; tanto que até o governo, principal comprador de livros do país, já está migrando para o digital [saiba mais aqui]. Segundo ele, como o brasileiro tende a se apegar rapidamente a novas tecnologias – como aconteceu com celular ou as eleições, hoje totalmente eletrônicas -, o e-book deve se consolidar rapidamente.

Mais leitores

Pesquisas dizem que pessoas que compraram e-readers ou passaram a consumir obras em formato digital começaram a ler mais por causa disso. Outras afirmam que quem não era leitor, se tornou um. Nada disso, porém, garante que essa novidade pode fazer com que o brasileiro leia mais.

Há, de acordo com Carlo, um fator determinante: a cultura. E ela só mudaria em corrente. “O que é mais determinante para criar um leitor é pai e mãe”, ressaltou. “Ter pais que leem forma leitores.

Por Leonardo Pereira | Olhar Digital | 30 de Janeiro de 2013 | 20:25h