Revista Falada ganha versão digital


Publicação da Fundação Dorina aborda temas do universo da deficiência visual

A Fundação Dorina Nowill para Cegos está lançando a nova versão da Revista Falada Fundação Dorina. A publicação, lançada em 2007, era distribuída em CDs aos leitores de todo o Brasil. A partir de agora, está disponível gratuitamente na internet, com novas edições publicadas todas as sextas-feiras. A publicação apresenta assuntos de todas as regiões do país relacionados à política, economia, sociedade e tecnologia, além de notícias sobre o universo da deficiência visual. O intuito é informar para incluir, promovendo às pessoas cegas ou com baixa visão o acesso à informação oferecendo bases para que elas exerçam seu papel de cidadãos.

Publicado originalmente em PublishNews | 09/06/2015

Revista Observatório Itaú Cultural disponível para download gratuito


Revista que será lançada durante a Flip já pode ser baixada para leitura

Já está disponível para download gratuito a edição de número 17 da Revista Observatório Itaú Cultural. A revista traz uma reflexão ampla e consistente sobre os caminhos do livro e da leitura no século XXI. O lançamento oficial acontece na Flip amanhã [30], às 14h, na Casa de Cultura de Paraty, mas quem quiser adiantar a leitura pode baixar gratuitamente o conteúdo pela Amazon, pelo Kobo, Saraiva ou Apple. O evento de lançamento será marcado por uma mesa redonda intitulada Livro e leitura no século XXI: novos arranjos produtivos e novas formas de apropriação, que terá a presença do CEO e fundador do PublishNews Carlo Carrenho e dos autores Cristiane Costa e Fábio Malini.

PublishNews | 29/07/2014

Revista portuguesa Ler gratuita para os brasileiros


No mês do novembro, brasileiros poderão baixar a publicação gratuitamente no site da Wook

Os brasileiros podem baixar gratuitamente a revista literária portuguesa Ler, da editora Círculo de Leitores, no site da Wook. A campanha é exclusiva para o Brasil e é válida até o final do mês.

Nesta edição a publicação traz “entrevistas exclusivas de Alberto Manguel e JK Rowling, um ensaio inédito de Eduardo Lourenço, uma homenagem a Manuel António Pina, os “roubos” literários de seis romancistas portugueses, o novo livro de António Lobo Antunes e as crónicas de José Eduardo Agualusa e Inês Pedrosa”.

PublishNews | 12/11/2012

Pluralidade na web


Um mês depois da estreia, a revista virtual de poesia Mallarmargens, idealizada por Marceli Andresa Becker e Wesley Peres, já ultrapassou os 60 mil acessos e a média diária tem ficado em 3 mil. A publicação não pretende fazer a cartografia da poesia contemporânea, apenas dar uma amostra do que brasileiros como Mariana Ianelli, Claudia Roquette-Pinto, Micheliny Verunschk, Rodrigo Garcia Lopes e Adriana Lisboa vêm produzindo. Há mais de 80 autores no índice, e outros ainda podem entrar – desde que aprovados pelo conselho editorial.

Por Maria Fernanda Rodrigues | O Estado de S. Paulo | 09/06/2012

iPads e Kindles afastam jornais mais ainda do formato impresso


De acordo com estimativas de analistas, 1 milhão de iPads e Kindles podem ter sido dados de presente de Natal. É um fluxo de tecnologia portátil que, segundo as previsões, deve acelerar o declínio nas vendas já enfraquecidas dos jornais impressos, intensificando a pressão sobre os modelos comerciais que tradicionalmente sustentaram tantos títulos no Reino Unido.

Preparando-se para a chegada dos aparelhos portáteis, os publishers romperam com uma tradição que data de 1912, ano em que concordaram em não produzir jornais no dia de Natal, visando garantir um dia de folga aos jornaleiros, entre outros.

Pela primeira vez em seus 190 anos de história, o “Sunday Times” publicou uma edição [exclusivamente digital] em 25 de dezembro. O produto, que normalmente é pago, foi difundido gratuitamente, na esperança de atrair os muito procurados assinantes digitais.

A publicação de jornais no dia 26 de dezembro [que é feriado no Reino Unido], no caso de diários como “The Guardian”, também já virou uma necessidade – para garantir edições digitais para serem lidas pelos novos proprietários de Kindles e iPads.

O resultado é que um período que tradicionalmente era calmo para os jornais virou um momento crítico para exibir trabalhos novos, isso em uma época em que o setor dos jornais, já atingido pelo escândalo dos grampos telefônicos e já alvo de atenção judicial, enfrenta o que poderia ser descrito como uma crise existencial.

Cinquenta anos atrás, dois jornais diários nacionais – “The Daily Mirror” e “The Daily Express”- vendiam mais de 4 milhões de exemplares cada; hoje o “Sun”, o jornal de maior circulação no país, vende 2,6 milhões de exemplares.

No ano passado, apenas as vendas impressas dos jornais diários de formato grande tiveram queda de 10%, e as dos tablóides diários, 5% – e, quando o “News of the World” saiu de circulação, em julho passado, 600 mil exemplares diários simplesmente deixaram de sair.

IMPULSO

O impacto dessa queda vem servindo de impulso aos aparelhos de leitura digital, com os quais jornais como o “Daily Mail” ganharam 5 milhões de visitantes diferentes por dia – a título de comparação, o jornal vende 2 milhões de cópias impressas diárias- , mas estão tendo dificuldade em gerar receitas proporcionais. O “Mail” gerou 16 milhões de libras com seu site em 2010, enquanto sua receita total foi de 608 milhões de libras.

Alguns títulos especializados, como o “Financial Times”, vêm administrando bem a transição – o “FT” tem 260 mil assinantes digitais, um aumento de 40% no ano, contra 337 mil compradores do produto impresso, cujas vendas caíram 12% no ano. Os assinantes digitais geram 180 milhões de libras, e o jornal, cujos exemplares custam 2,50 libras nas bancas nos dias úteis, é rentável.

John Ridding, seu diretor executivo, diz que 30% da receita do “FT” vem das vendas digitais, e que “dentro de dois ou três anos” os leitores e as receitas digitais vão superar os do jornal impresso. Numa semana normal, o número de pessoas que fazem assinaturas digitais do jornal é “cinco a dez vezes” o que era um ano atrás, e o jornal se prepara para um futuro não impresso.

Outros jornais, entretanto, estão sob pressão. Os jornais locais vêm sendo especialmente atingidos; 31 títulos foram fechados no último ano. A maioria dos que vêm sendo fechados é formada por jornais gratuitos; foram perdidos títulos distribuídos em Yeovil, Scarborough e Harlow.

CURADORES MULTIMÍDIA

Títulos pagos e históricos estão tendo sua frequência reduzida: o “Liverpool Daily Post” deve passar a circular semanalmente em 2012, depois de suas vendas terem caído para meros 6.500 exemplares. Mas seu site na internet será atualizado em tempo real. A mesma coisa vem acontecendo nos últimos anos com jornais diários de Birmingham e Bath. Os lucros brutos da Johnston Press, proprietária do “Scotsman” e do “Yorkshire Post”, caíram de 131,5 milhões de libras cinco anos atrás para 16 milhões em 2010.

Roger Parry, presidente da Johnson Press desde 2009, acha que a festa acabou há vários anos, desde que o Craigslist e o Google começaram a roubar receita publicitária da imprensa local.

Acho que o futuro será de empresas multimídia locais que busquem fazer com que mais de 50% dos lares em suas áreas façam algum tipo de assinatura“, diz ele. “É assim na Escandinávia.” Os jornalistas, “ao invés de serem redatores de textos impressos, terão que passar a atuar como curadores multimídia. Haverá mais conteúdos criados por pessoas locais. O Sindicato Nacional de Jornalistas vai odiar isso, mas é inevitável.

Com o secretário da Cultura, Jeremy Hunt, querendo licenciar emissoras de TV locais em 20 cidades, as mídias locais terão uma maneira nova de alcançar as plateias, embora algumas – como a Witney TV, de Oxfordshire- já tenham começado a oferecer notícias locais diárias em vídeo.

O premiê David Cameron aparece regularmente nela, em sua condição de deputado local, mas as pessoas que trabalham no site o fazem como voluntárias, e o conteúdo do site é limitado, ressaltando as dificuldades da economia digital.

A mídia nacional também sente as pressões econômicas. Embora a mídia tabloide tenha sido criticada no inquérito Leveson [que investiga o escândalo das escutas telefônicas da News International], também por pessoas como Hugh Grant e Steve Coogan, vários títulos muito lidos estão longe de gozarem de boa saúde comercial.

Os jornais nacionais da Trinity Mirror – “Daily Mirror”, “Sunday Mirror”, “The People” e os títulos “The Record” na Escócia- lucraram cerca de 70 milhões de libras em 2011, contra 86 milhões no ano anterior. A margem de lucro do “Daily Mail” é de aproximadamente 10%.

Para a imprensa popular, o desafio consiste em conservar as vendas impressas – mas as pressões financeiras são agudas em outros setores. Três dos jornais tradicionais de formato grande – “The Independent”, “The Times” e “The Guardian”- estão perdendo dinheiro, em um mercado em que cinco títulos disputam 1,3 milhão de compradores de jornais impressos.

VIA FACEBOOK

É provável que seus leitores também façam a transição para o digital, deixando os jornais sem outra opção senão aderir a novas formas de reportagem, como o blog ao vivo, e difundir conteúdo em núcleos digitais como o Facebook.

O “Guardian” pode gerar 40 milhões de libras em receitas digitais de seus produtos, em grande medida gratuitos, mas parte dessa receita vem de seus sites de namoro. Os títulos do “Times” optaram por um modelo de assinatura por preço baixo, que até agora atraiu 111 mil assinantes, mas gera apenas 11 milhões de libras por ano, sendo seu orçamento digital estimado em 100 milhões de libras.

Alguns analistas, como Paul Zwillenberg, do Boston Consulting Group, dizem que os jornais sérios “terão que enxugar seu produto, porque haverá um pool menor de receita e lucros“.

Ele admite, no entanto, que os jornais podem aumentar suas chances de êxito se buscarem modificar seus modelos econômicos. O resultado, porém, é que um setor antes composto por um só modelo econômico – um produto impresso, vendido em bancas- está se dividindo em tipos muito diferentes de empresas de conteúdo principalmente digital.

POR DAN SABBAGH | DO “GUARDIAN” | Tradução de CLARA ALLAIN | Pulicado em língua portuguesa no Brasil por Folha.com | 06/01/2012 – 17h23

Revistas personalizadas atraem leitores e dinheiro


Há cerca de três semanas, o arquiteto da informação Fabian Umpierre assina uma nova revista. A cada manhã, ele recebe a publicação, que sempre trata de temas que lhe interessam. Parece até que ela o conhece. E, de certa forma, conhece mesmo.

Umpierre usa o Editions, app para iPad da AOL que cria uma revista digital personalizada. O gaúcho é parte de uma nova base de leitores que fez dessas publicações mutantes – que se adaptam ao gosto de leitura do freguês- foco de investimentos de provedores de conteúdo.

Na semana passada, a rede de TV CNN anunciou a compra do emergente Zite, um dos aplicativos mais populares da categoria. O valor do negócio não foi revelado oficialmente, mas gira em torno de US$ 25 milhões, segundo o site AllThingsD, do “Wall Street Journal”. Um dia após o anúncio, o Zite tornou-se o aplicativo de notícias mais baixado na App Store.

A compra pela CNN ocorre cerca de um mês após o bem-sucedido lançamento do Editions da AOL. O programa ficou entre os mais procurados na App Store, o que rendeu um agradecimento da empresa aos usuários.

A atração pelo formato tem raízes no mesmo modelo que popularizou agregadores de conteúdo como Google Reader -o de poder moldar a internet a interesses pessoais.

“Prefiro o Zite a revistas tradicionais por causa da possibilidade de organizar a minha revista, com temáticas que me interessam“, diz a educadora Sônia Bertocchi.

Com as revistas personalizadas, o usuário indica assuntos favoritos, e o aplicativo reúne artigos e posts de diversos blogs e sites numa interface de design similar ao de uma publicação física.

O formato ganhou vida pelo Flipboard, que fez um ano em julho. O aplicativo, que recebeu prêmios de melhor de 2010, também dá cara de revista a posts em redes sociais, como Facebook e Twitter. Segundo a Reuters, foi baixado 3 milhões de vezes. Sua empresa já atraiu US$ 60,5 milhões em investimentos.

DIREITOS AUTORAIS

O principal obstáculo para companhias independentes como a do Flipboard é o uso do conteúdo de terceiros.

Para evitar disputas por direitos autorais, os aplicativos passaram a direcionar os leitores às reportagens nos sites originais, revertendo a audiência ao produtor da notícia.

O próprio Zite enfrentou esse problema em março. Logo após ser lançado, veículos como o “Washington Post” e a Associated Press ameaçaram processar a empresa.

Embora reúna conteúdo de terceiros, a AOL deverá ter menos problema com o Editions, pois ela é dona de uma rede de blogs e sites. O mesmo deve ocorrer com a CNN, em relação ao Zite.

O Zite pode ajudar a CNN“, disse K.C. Estenson, diretor da CNN Digital.

POR BRUNO ROMANI | COLABORAÇÃO PARA A FOLHA | 07/09/2011 – 11h13

Outros Ares # 4 chega às bancas virtuais


Já está no ar a nova edição da Revista Outros Ares, publicação criada por Marcelo Barbão e Rafael Rodrigues em maio deste ano. Este quarto número traz uma entrevista com Nelson de Oliveira, escritor, crítico e organizador de coletâneas, e ainda o seu conto Pintando o sete. Entre os novos escritores que tiveram contos selecionados estão o paulista Fernando Aires a alagoana Larissa Fernandes. Há ainda texto de Marcelo Maluf e de Marcondes Araújo. A fotografia que ilustra a capa é de Gisele Teixeira. A próxima edição sai em 11 de setembro e os organizadores ainda estão recebendo as colaborações. Portanto, se quiser participar é só mandar um conto. Para ler a edição atual clique aqui.

PublishNews | 17/08/2011

Revistas digitais em expansão


Na Rússia do século 19, quem quisesse debater, refletir ou divulgar informações no meio cultural deveria, necessariamente, adotar a correspondência como veículo de disseminação. Tanto que nomes como Tchekhov e Gorki escreviam cartas, sem um destinatário específico, que circulavam entre os intelectuais de sua época, como uma espécie de informativo. Nesse caso, existia um aparelho de censura muito forte, reprimindo qualquer tentativa de publicação. No Brasil do mesmo século, José Veríssimo lança a Revista Amazonica, ciente de que enfrentaria um grande desafio: a falta de público leitor. “É uma tentativa, talvez utópica, mas, em todo caso, bem intencionada”, diz Veríssimo em carta a Machado de Assis, datada de março de 1883. Na verdade, se formos olhar para trás, em busca de veículos de difusão da informação cultural, constataremos que, independente da localidade e da cultura, aconteceram inúmeras empreitadas como as dos círculos russo e brasileiro, na tentativa de potencializar o debate sobre a cultura.

Mudam os séculos, mudam os desafios, mudam os veículos de disseminação da informação nos meio culturais, adaptados à realidade vigente. O resultado direto dessa, digamos, “evolução” pode ser visto no século 21, quando, ao contrário, das épocas anteriores, abundam as notícias e veículos de comunicação especializados na área cultural. A própria existência do blogAcesso, como uma continuidadee do Boletim da Democratização Cultural, atesta essa tendência de produção de conteúdos específicos. Acesso tem a missão de promover o diálogo entre os diversos setores da sociedade, mapear tendências e tecnologias sociais, divulgar iniciativas e gerar reflexões a respeito da ampliação do acesso à cultura. “Como a intenção é tratar do tema da democratização cultural, acreditamos que faz todo sentido democratizar o próprio debate, fazendo com que ele atinja um público mais amplo e tenha mão dupla na comunicação. Isso qualifica a discussão”, explica Lárcio Benedetti, gerente de desenvolvimento sociocultural do Instituto Votorantim.

Outro exemplo é a Revista Continuum Itaú Cultural que, a partir da segunda quinzena de fevereiro, será disseminada também em formato blog, oContinuando, com a intenção de “ampliar as discussões que se iniciam na revista”, como revela o editorial da edição 24. Como parte da tentativa de incentivar a participação do público, a Revista está recebendo até o próximo dia 10, projetos de reportagem [ seção Deadline ], trabalhos artísticos e reflexivos [ seção Área Livre ], sobre o tema “A arte e a vida…”, que serão selecionados e publicados na edição 25, equivalente aos meses de março e abril de 2010.

E a lista de veículos de comunicação voltados para o meio cultural não para de crescer. A tal ponto que é muito difícil conseguir rastrear e acompanhar todos. Justamente, para facilitar a sua pesquisa, mapeamos o meio digital em busca de conteúdos culturais qualificados que você confere a seguir.

*Boletim PNLL
Foco:  literatura, políticas para o livro e a leitura
Iniciativa: Ministério da Educação+Ministério da Cultura

*Publicações Online
Foco: notícias, artigos, acervos e pesquisas sobre cultura.

Livre Acesso
Foco: conteúdos do Programa da acessibilidade do Centro Cultural São Paulo
Iniciativa: Centro Cultural São Paulo (CCSP)

*Cronópios
Foco: notícias e artigos sobre literatura e arte
Iniciativa: Bitnik Comunicação Onlibe

*Cultura e mercado
Foco: notícias e artigos sobre acontecimentos relevantes para a atividade cultural
Iniciativa: Brant Associados

*Cultura em pauta
Foco: notícias e artigos sobre acontecimentos relevantes para a atividade cultural
Iniciativa: André Fonseca – Projecta

*Digestivo Cultural
Foco: jornalismo cultural – crítica de livros, discos, filmes, peças, programas, exposições, publicações, sites e até restaurantes.
Iniciativa: Julio Daio Borges

*e-online
Foco: notícias, artigos, pesquisas e programação cultural
Iniciativa: SESCSP

*Fundação Joaquim Nabuco
Foco: notícias, pesquisas e reflexões sobre  a cultura nacional
Iniciativa: Ministério da Educação

*Revista Continuum Itaú Cultural
Foco: mapeamento, difusão e reflexão a respeito de manifestações artístico-intelectuais.
Iniciativa: Itaú Cultural

*Revista Raiz
Foco: mapeamento, difusão e reflexão a respeito de manifestações culturais.
Iniciativa: Edgard Steffen Jr

Por Blog Acesso – 02.10