Curso | A Revolução dos Livros Digitais


Escola do Escritor

Muito se tem falado sobre a chegada de empresas como Google, Kobo, Copia e Amazon ao Brasil. As plataformas que esses players oferecem podem no entanto estar mais próximas do alcance do autor do que ele possa imaginar. Mas é preciso preparar-se.

Pensando em desmistificar um tema aparentemente complicado, a Escola do Escritor desenvolveu um curso especialmente para autores que desejam saber mais sobre esse novo meio de edição e publicação dos livros.

Ednei Procópio, um dos maiores especialista em livros digitais do País, junta arte e tecnologia em um curso inspirador, voltado para quem gosta das histórias por trás da História; mas também para quem pretende entrar na Era Digital através dos livros.

Venha aprender como a sua obra pode estar ao mesmo tempo em diversas mídias e porque o livro se tornou alvo das maiores empresas de tecnologia do mundo e, portanto, o artefato cultural mais influente da História.

O Conteúdo

• O que é um Livro Digital
• A História dos Livros Digitais no Brasil e no Mundo
• A Cadeia Produtiva do Livro Antes e Depois dos eBooks
• A Questão dos Hardwares [smartphones, tablets, e-readers, etc.]
• A Questão dos Softwares [Android, iOS, Windows Phone, etc.]
• A Questão dos Formatos [PDF, ePub, HTML5 e o livro-aplicativo ou enhanced books]
• A Questão da Conversão, Digitalização e Produção dos eBooks
• A Gestão de Catálogo e Conteúdo [Publicação, comercialização e distribuição dos livros digitais.]
• A Gestão dos Direitos Autorais

Quem Pode se Beneficiar do Curso

O curso se destina a todos os interessados em livros eletrônicos; profissionais da cadeira produtiva da indústria editorial brasileira, desde os que atuam na produção e na área editorial quanto os profissionais que atuam nas vendas, comercialização e marketing dos livros. Incluindo profissionais que atuam dentro das editoras, das livrarias, distribuidoras, bibliotecas etc.

Anote na agenda

A Revolução dos Livros Digitais
Quando: 23 de fevereiro de 2013, sábado
Carga horária: 6 horas
Horário: 9h00 às 15h00
Valor único: R$ 170,00
Lotação: 20 vagas

Sala de aula

Rua Deputado Lacerda Franco, nº 253
CEP 05418-000 – Pinheiros, São Paulo, SP
Metrô Faria Lima – Saída Teodoro Sampaio

Escola do Escritor
escoladoescritor@escoladoescritor.com.br
http://www.escoladoescritor.com.br
Telefone: [11] 3032-8300

O Livro Eletrônico no Brasil


Em entrevista exclusiva para o PodLer, Ednei Procópio fala dos atuais desafios da indústria de livros eletrônicos, explica como será o tablet do futuro, faz um alerta sobre o perigo do monopólio e mais. A entrevista foi concedida no Fantasticon 2012 – VI Simpósio de Literatura Fantástica, em São Paulo.

TV PodLer | 20 Setembro 2012

Tablets e eBooks, uma relação complicada?


De acordo com a revista norte-americana Forbes, as vendas de e-books possuem uma relação inversa às vendas de tablets

Usuários leem menos livros que o esperado nos tablets

Usuários leem menos livros que o esperado nos tablets

São Paulo | Nos Estados Unidos, um em cada cinco leitores de e-books utiliza um Kindle Fire para leitura e quase o mesmo número confia em seus iPads. Mesmo com números interessantes para os tablets, a pesquisa também aponta uma tendência preocupante: os usuários de tablets estão lendo menos.

De acordo com a revista norte-americana Forbes, as vendas de e-books possuem uma relação inversa às vendas de tablets. Ou seja, os números mostram que quanto mais tablets são vendidos no mercado norte-americano, menos espaço é destinado aos e-books e e-readers. Conforme os tablets ganham a preferência dos consumidores no lugar dos tradicionais Kindle, Nook ou mesmo Positivo Alfa, os livros digitais passam a competir com aplicativos, e-mails, navegação na web e redes sociais.

Nos e-readers, que têm como função exclusiva a leitura, a disputa pela atenção do usuário ocorre com o mundo físico a seu redor. Nos tablets, a situação é muito diferente. Afinal, quem nunca perdeu a concentração por conta de um alerta do Twitter ou Gmail que atire o primeiro mouse.

No Brasil, a situação dos livros digitais é ainda mais complexa. Segundo dados da Fundação Pró-Livro, e-books fazem parte da rotina de 9,5 milhões de brasileiros. Comparado ao universo total de leitores, o número é tímido. De acordo com a pesquisa, 45% dos entrevistados nunca ouviu falar em e-books ou livros digitais. Mesmo assim, os números e o espelho no mercado norte-americano são suficientes para deixar as editoras preparadas. “Não há sentido para que os livros digitais não emplaquem no Brasil”, diz Susanna Florissi, diretora e coordenadora da área digital da Câmara Brasileira do Livro [CBL].

Para ela, os tablets não são vistos como inimigos, mas como facilitadores nesse processo. Isso se deve ao cenário completamente distinto em relação aos Estados Unidos, onde as tecnologias já são estabelecidas e os livros digitais têm boa penetração. Para Susanna, uma grande aposta para alavancar o mercado digital são os livros didáticos. “Já há conteúdos didáticos interativos com vídeos, exercícios para serem resolvidos e explicações em áudio. Nesse ponto, algumas editoras já estão prontas para oferecer livros que vão além do texto”.

Susanna completa que as editoras também estão prontas, na teoria, para oferecer seu conteúdo no formato PDF, mas o e-pub – tipo de arquivo lido por e-readers e tablets – ainda é um problema.

Além das reduções de custo óbvias, como logística, impressão e arte, os livros digitais em formato PDF podem atrair consumidores a um preço mais acessível. Nos tablets, com a adição de interatividade e conteúdo multimídia, o preço para o consumidor final deve ser ainda mais alto que as edições impressas. “Se o livro estiver em um formato interativo, o próprio consumidor perceberá o investimento feito e que ele nem sempre pode ser mais barato. Imagine que um vídeo ou áudio seja inserido, você precisa produzir e hospedar esse conteúdo em algum lugar“, explica Susanna.

Para Marcilio Pousada, diretor-presidente da Saraiva, os tablets não são um temido inimigo. “Com certeza a venda deste tipo de aparelho ajuda a desenvolver o mercado de livros digitais. Tanto que fomos pioneiros no Brasil em lançar um aplicativo para venda e leitura de e-books”, diz. Pousada destaca que, se fossem reunidas como uma única loja, as vendas de e-books colocariam o Saraiva Digital Reader na quadragésima nona colocação dentre toda a rede da Saraiva, que conta com 98 lojas físicas e a Saraiva.com.

A aposta do diretor é que o mercado se desenvolva com as vendas crescentes de tablets no país. Mas ressalta que é preciso ampliar o acervo de livros digitais e desenvolver softwares de leitura com qualidade. “Temos certeza que uma parte do que vendemos será digitalizado e acreditamos que todos os formatos irão conviver em harmonia no futuro. Tem espaço e mercado para todos os formatos”, completa Pousada.

Por Cauã Taborda | Exame | 03/09/2012

Defasado, Alfa [da Positivo] encalha mesmo com 50% de desconto


Positivo Alfa

Positivo Alfa

Lançado em 2010 e sem atualização desde então, semana passada o Alfa, eReader da Positivo, estava em promoção com destaque no site da Livraria Cultura. Mesmo assim, as vendas devem ter sido muito fracas. Segundo o blog Radar Online, “uma grande rede varejista de livros registrou vendas de apenas 2.000 unidades”. Como o aparelho está defasado, até por este preço está muito caro – com mais alguns trocados, é possível levar um Kindle 3. E isso que a Amazon ainda nem chegou ao Brasil oficialmente. Apesar da nota completa da Veja ter apenas 260 caracteres, ela comete dois erros consideráveis:

1] A Positivo não “criou” o Alfa, ele é um eReader whitelabel, comprado de uma fábrica na Ásia e personalizado com firmware em português. Existiu também uma versão espanhola do aparelho, igual ao Alfa mas com outra marca;

2] Ele não foi “criado” em setembro de 2011, mas em agosto de 2010. Foi lançado durante a Bienal do Livro de SP e as vendas começaram naqueles dias, na Livraria Cultura.

Por Eduardo Melo | 27 agosto 2012 | Publicado originalmente em Revolução eBook | Fonte: Radar on-line – Lauro Jardim – VEJA.com

Amazon no Brasil: o que esperar da chegada da gigante do varejo


Gigante norte-americana pretende chegar ao mercado nacional em 1º de setembro e deve causar frisson no setor de livros digitais. Concorrentes precisarão se adaptar

A chegada da Amazon ao Brasil, prevista para o dia 1º de setembro, promete ser apenas a ponta do iceberg na movimentação do e-commerce no país. Focada no primeiro momento no setor de livros, com destaque para os e-books, a marca terá como concorrentes diretos as livrarias Saraiva e Cultura e os grupos B2W, que inclui Submarino, Americanas.com e Shoptime, e Nova Pontocom, com Ponto Frio, Casas Bahia e Extra. As metas da norte-americana são ousadas: até o fim de 2012, a Amazon espera vender 1,1 milhão de produtos e, em 2013, chegar a 4,8 milhões.

A principal diferença da gigante do varejo mundial em relação às empresas atuantes no mercado brasileiro, indicam especialistas da área, é que a marca fundada por Jeff Bezos em 1994 assimilou desde sua origem a importância da experiência de compra dos consumidores. Com interação customizada, a Amazon proporciona uma loja ideal para cada tipo de perfil e dialoga bem com todos eles, o que parece estar ainda longe da realidade dos grupos brasileiros.

Entre as dificuldades, o consumidor encontra desrespeito no tratamento e justificativas desnecessárias. “Aqui se aceita baixo nível no atendimento ao cliente, com prazos ridículos, quebras de promessa constantes e problemas de reclamação e devolução. Nosso pós-venda ainda tem muita percepção de risco. A Amazon não discute, ela troca seu produto e pronto. No Brasil, as marcas exigem provas constantes da necessidade real de trocar qualquer coisa”, avalia Nino Carvalho, Coordenador dos Cursos de Marketing Digital da FGV no Brasil e Consultor em Estratégias de Marketing Digital, em entrevista ao Mundo do Marketing.

A boa política de relacionamento com o consumidor será uma das armas da norte-americana na hora de deixar as concorrentes para trás. Somado a isso, muitos brasileiros já realizam compras no site e a vinda da Amazon para o país reflete no estreitamento dos laços. Com força local, os analistas preveem uma aceleração no tempo de entrega dos produtos e, vencida as barreiras burocráticas, uma consolidação que levará entre 12 e 18 meses. “A distância em relação a outros players será folgada”, completa Carvalho.

Com um faturamento de US$ 48 bilhões em 2011, os livros digitais serão apenas o começo da estratégia da Amazon no Brasil. O objetivo é inserir no e-commerce nacional, aos poucos, 131 outras categorias em que atua nos Estados Unidos. A chegada da norte-americana deve alavancar ainda mais as vendas do varejo eletrônico brasileiro, que em 2011 registrou 31,9 milhões de e-consumidores e movimentou R$ 18,7 bilhões, um aumento de 26% comparado a 2010, segundo dados da e-bit.

Aprendizado e crescimento

As dificuldades das marcas brasileiras em concorrer com a Amazon em um primeiro momento podem se transformar em aprendizado e adaptação a médio prazo. O principal passo é a atualização nos sistemas de inteligência, banco de dados, sistema de estruturas e até mesmo novas contratações. “Isso vai imprimir nos players brasileiros conhecimento em tecnologia, estrutura, infraestrutura, pessoal, cultura organizacional e desenho do fluxo de processos”, indica Carvalho.

Outro ponto positivo é que a entrada de uma empresa de grande porte representa aumento de concorrência e, por consequência, disputa por melhores preços. A união dos fatores reflete nas escolhas dos consumidores do e-commerce, que passaram de 9,5 milhões em 2007 para 31,9 milhões no último ano, número que representa 53,7 milhões de pedidos pela internet.

Para a disputa acirrada não ficar só no papel, no entanto, um obstáculo da Amazon é na logística e distribuição dos produtos. Apesar de gigante, a companhia encontra dificuldades em reunir conteúdo para a venda de e-books. Com o objetivo de fechar acordos com 100 editoras até abril deste ano, em março, a Amazon havia assinado apenas 10 contratos, um provável reflexo da força dos concorrentes nacionais.

A plataforma para leitura dos livros digitais também é outro desafio. Para ter acesso às obras, é necessária a aquisição do leitor Kindle, aparelho que a Amazon quer vender na faixa de R$ 149,00 a R$ 199,00 no país. O preço seria tentador, já que produtos de outras marcas no Brasil, como o Alfa, da Positivo, e o Cool-er, importado pela primeira livraria virtual do país, a Gato Sabido, não saem por menos de R$ 600,00. Especialistas apontam, no entanto, que para ter um preço abaixo dos aparelhos disponíveis hoje no mercado brasileiro, a Amazon teria de fabricar o Kindle aqui ou importá-lo com isenção de impostos.

Esbarrando na lei

O momento considerado economicamente positivo para a inserção de uma empresa de grande porte como a Amazon, em um mercado emergente como o do Brasil, não impede que a marca encontre dificuldades com a legislação brasileira. O grande desafio é o despreparo do país, que não possui leis específicas para a internet e para o comércio eletrônico.

Os conteúdos digitais não têm tributação específica e a interpretação é vaga quanto ao item comprado ser serviço ou mercadoria. “Essa é uma barreira de entrada da Amazon e a empresa precisa olhar com atenção na hora de chegar a países assim. Ela precisará fazer um investimento e não sabe se calcula os ganhos, ou melhor, se tem lucro ou prejuízo, porque também desconhece quanto terá que pagar de imposto”, explica Mauricio Salvador, Sócio Diretor da GS&Virtual, braço da GS&MD, e especialista em Comércio Eletrônico e Cross Channel, em entrevista ao portal.

Na opinião de Salvador, a entrada da empresa no mercado brasileiro pode chamar a atenção do poder público e ser o empurrão necessário para discutir a criação de legislações tributárias no mundo digital. Com a definição de parâmetros, grupos internacionais poderiam definitivamente mirar no país sem receio de investir. “Temos três problemas graves: a burocracia, a corrupção e a tributação. Quando qualquer investidor estrangeiro olha para o Brasil e vê essas barreiras titubeiam. Temos confusão e deslealdade e a entrada de um grande player mostra ao mundo inteiro o que está acontecendo. A torcida é para que dê certo e que novos empreendimentos sejam abertos”, diz.

Por Isa Sousa | Publicado originalmente em Mundo do Marketing | 26/07/2012

Descontos agressivos no Positivo Alfa: o que eles significam?


Positivo Alfa

Positivo Alfa

Em 2010 a Positivo lançou por aqui o Alfa, e-reader nacional com conectividade Wi-Fi e tela sensível a toques, coisa que nem Nook, nem Kindle tinham à época. Mesmo com o salgado preço de R$ 799, a escassez de concorrentes presentes oficialmente no país e os estoques limitad0s levaram o produto a esgotar rapidamente. Um ano e meio depois, dá para achá-lo por R$ 299. Encalhou? Estão desovando estoque? O que acontece com o Alfa?

A promoção do dia no Groupon é o Alfa por R$ 299, um descontão de 63% no preço sugerido pela Positivo — a oferta, aliás, é da própria. Mesmo fora do site de compras coletivas é possível encontrar com relativa facilidade o Alfa com 50% de desconto; ele já apareceu por R$ 399 em alguns Dealzmodos recentes. Essa queda vertiginosa no preço abre brechas para teorias diversas. Teria o Alfa encalhado?

Faz um ano e meio que o Alfa estreou por aqui e tanto tempo provavelmente tem algum impacto no preço que, sejamos honestos, já era bem salgado em 2010. De lá para cá o Kindle da Amazon, por exemplo, ganhou uma nova atualização que trouxe novos membros para a família [Keyboard, Basic e Touch] e, ultrapassou a simbólica barreira dos US$ 100 — a versão básica sai nos EUA por US$ 79 e a Touch, modelo intermediário, começa em US$ 99.

A R$ 299 ou mesmo R$ 399, o Alfa alcança a um preço interessante, realista. O Kindle Touch 3G, que só semana passada começou a ser despachado para cá, chega à porta da sua casa por salgados R$ 751 [versão 3G sem anúncios, preço original US$ 189], como apurou o ZTOP. A gente entende que aqui as dificuldades e custos de produção devam ser bem maiores do que nos EUA e a ideia de subsidiar o valor do aparelho para recuperar depois na venda de livros, muito mais arriscada, mas ao mesmo tempo é duro pagar tão caro em um aparelho que só serve para ler. A estratégia da Amazon, de vender o Kindle barato para ser comprado no impulso e sem muita enrolação, parece ser o único caminho que funciona para esse nicho. Por R$ 799, compensa mais juntar uns trocados e pegar um tablet de uma vez.

Se está encalhado ou não, se é desova para a chegada de um modelo ou o fim da linha, o que importa é essa talvez seja a chance que muitos estavam esperando para ter seu primeiro e-reader. Falta pouco menos de 10h para a promoção no Groupon ser finalizada, então, corra!

Por Rodrigo Ghedin | Gizmodo Brasil | 02/04/2012

CURSO | O Livro como Mídia Digital


Ednei Procópio

As emergentes mídias digitais estão influenciando diretamente no concorrido tempo dos consumidores modernos e transformando o hábito de leitura em todo o mundo. O livro não é mais lido apenas no papel. Ele está também onipresente em uma miríade de suportes suspensos e em uma diversidade de aparelhos tecnológicos, móveis e de comunicação.

E uma série de meios é o que está transformando definitivamente a realidade dos livros, jornais e revistas através de uma convergência digital e cultural sem precedentes.

O objetivo do curso “O Livro como Mídia Digital” é fazer um review de todo o mercado editorial convencional presente, frente às transformações das mídias digitais, do ponto de vista exclusivamente dos negócios ou da atualização enquanto profissional.

CONTEÚDO DO CURSO

  • O que é um livro digital
  • A questão os dos hardwares | Smartphones, netbooks, tablets [iPad, Xoom, Galaxy, etc.] e e-reader devices [Sony Reader, Kindle, Nook, etc.].
  • A questão os dos softwares | Sistemas Android, iOS, etc. | Digital Rights Management | Aplicativos
  • A questão do conteúdo | Formatos: PDF, ePub e HTML5 | Conversão, digitalização e produção
  • Plataformas e eBookStores | Modelos de negócios
  • Números do mercado e entraves
  • A cadeia produtiva do livro antes e depois dos eBooks

A QUEM SE DESTINA O CURSO

O curso se destina a todos os interessados em livros digitais; profissionais da cadeira produtiva da indústria editorial brasileira, desde os que atuam na produção e na área editorial quanto os profissionais que atuam nas vendas, comercialização e marketing dos livros. Isto inclui os profissionais que atuam dentro das editoras, das livrarias, distribuidoras, bibliotecas etc.

ANOTE NA SUA AGENDA A DATA DO CURSO

Dia: 3 de março de 2012, sábado.
Horário: 9h00 às 13h00
Valor único: R$ 130,00
Docente: Ednei Procópio, especialista em livros digitais.

ONDE

Escola do Escritor
Rua Mourato Coelho, 393 conjunto 1 |esquina com Rua Teodoro Sampaio
CEP 05417-010 – Bairro de Pinheiros, São Paulo, SP.
Telefone: [11] 3034.2981
www.escoladoescritor.com.br

A tecnologia e os eBooks no Brasil


Preço dos dispositivos e custo de produção são barreiras para a leitura digital, mas 2012 promete mudanças

O Brasil não é um exemplo mundial quando o assunto são os livros digitais. A estimativa é de que estamos três anos atrás de grandes mercados como o norte-americano. Entretanto, 2012 promete ser o ano em que as coisas realmente irão acontecer, e por isso apresentamos aqui um apanhado sobre a tecnologia – tanto de aparelhos como de formatos – utilizada no Brasil.

Formatos

Até o momento, o formato mais utilizado para e-books no Brasil é o PDF, o que é uma lástima. Como todos sabem, o PDF não é um formato de documento indicado para livros digitais, pois se lido em um dispositivo móvel nota-se grande desconforto, uma vez que não é possível redimensionar o texto, mudar a diagramação ou ainda trocar a cor do fundo.

Há também algumas lojas e editoras que oferecem outros formatos, como o Mobi e até o antigo PRC. Entretanto, o ePub vem crescendo exponencialmente nas livrarias on-line. As editoras começaram a perceber que o formato mais indicado para e-books é o ePub, tratado como um padrão nos EUA e na Europa.

Os “livros aplicativo”, geralmente desenvolvidos para iPad, são até o momento uma exceção no mercado. Além de o comércio de tablets não estar em seu auge no Brasil, o custo para a produção de um livro interativo ainda é muito alto no país. Com preços que variam de R$ 14 mil a R$ 30 mil [entre US$ 8 mil e US$ 17 mil], apenas grandes editoras se aventuram nesse caminho. É o caso da Globo Livros, comReinações de Narizinho, de Monteiro Lobato, e da Melhoramentos, com O menino da terra, de Ziraldo. Mesmo assim, esse acervo interativo deve crescer em 2012.

Aparelhos de leitura

Para que o livro digital se popularize, é necessário que existam dispositivos para a leitura digital de fácil acesso – tanto econômico quanto tecnológico. E esse, infelizmente, também não é o caso por aqui. A interface mais utilizada para a leitura de e-books no Brasil é o tradicional PC, seja desktop ou notebook. De acordo com dados da FGV, eram 60 milhões de computadores em uso em 2011, e serão 100 milhões em 2012. O principal local de acesso à internet é a lan house [31%], seguido da própria casa [27%] e da casa de parente de amigos, com 25%. Ao todo, 87% dos brasileiros já estão conectados.

Os smartphones são a segunda fonte de leitura digital, seguidos por tablets e, por último, os e-readers. Essa diferença em relação a outros países está no custo. O preço dos computadores caiu bastante nos últimos três anos e muitas famílias puderam adquirir um. Entretanto, tablets e e-readers possuem preços assustadoramente altos e ficam fora de alcance de grande parte da população.

Já encontramos vários modelos de tablets por aqui. Além do popular iPad, empresas como Motorola, Samsung, RIM, ZTE e Asus oferecem seus aparelhos para venda. Empresas brasileiras também possuem aparelhos próprios, como o Positivo Ypy e o Multilaser Elite, mas alguns deles são produtos importados da China que apenas levam a marca brasileira.

Quando falamos de e-readers, a situação fica péssima. São apenas alguns modelos disponíveis, que perdem feio em qualidade para os melhores e mais baratos disponíveis nos Estados Unidos. São aproximadamente seis aparelhos de tinta eletrônica, e alguns são tão fracos que não merecem a compra. Além do Positivo Alfa, brasileiro, temos oficialmente dois modelos da iRiver, o Story e o Cover Story. Um dos primeiros a chegar ao mercado foi o Cool-ER, da falecida Interead, que é vendido até hoje por aqui. A Amazon estuda vender o Kindle diretamente no Brasil por R$199 [US$ 115] quando abrir sua loja no país, o primeiro aparelho que seria vendido a menos de US$200 por aqui.

Muitos impostos

O grande vilão dos preços são os impostos. No Brasil, a taxa de importação para aparelhos eletrônicos chega a até 60%. E, mesmo quando os aparelhos são fabricados no Brasil, como é o caso da Samsung – e, futuramente, da Apple –, impostos sobre componentes e outros itens acabam encarecendo demais os aparelhos. Temos no Brasil os preços mais altos do mundo em relação aos produtos da Apple, por exemplo. Enquanto o modelo mais simples do iPad custa US$ 499 nos Estados Unidos, o mesmo é vendido no Brasil por R$ 1.629 [cerca de US$ 943].

A situação dos e-readers é ainda pior. A baixa demanda e os altos impostos fazem com que um aparelho de leitura fabricado no Brasil – o Positivo Alfa – seja disponibilizado a R$ 799 [aproximadamente US$ 462], enquanto um Kindle – de qualidade superior – pode ser adquirido por US$ 79 nos Estados Unidos. Uma diferença gritante.

A Lei 12.507, de 11 de outubro de 2011, prevê a desoneração fiscal sobre a fabricação de tablets no país. Mais de uma dezena de empresas já está habilitada para utilizar o benefício, embora os efeitos reais sobre os preços ao consumidor ainda não tenham sido sentidos.

Em 2012

Neste ano, é esperado que bons ventos tragam crescimento no mercado tecnológico em geral. Mais tablets serão adquiridos e a possível entrada de empresas como Amazon, Google e Kobo no segmento de livros digitais promete esquentar bastante o mercado.

Por Stella Dauer | Publicado originalmente em Revolução Ebook

Stella Dauer é designer e eBook evangelist da Simplíssimo, além de editora doRevolução E-book. Stella é especialista em gadgets, trabalha com livros desde 2006 e pesquisa e divulga o livro digital desde 2009 | stella@simplissimo.com.br – @stelladauer

Saraiva e Cultura buscam e-readers “baratos”


Varejistas precisam solucionar problema do hardware para competir com a Amazon

A maior vendedora de livros do mundo vai instalar-se no Brasil e tem nas mãos uma peça-chave para explorar o mercado de livros digitais: o hardware. E não um hardware qualquer. O Kindle, da Amazon, não apenas costuma ser muito bem avaliado pelos usuários como é vendido a preços módicos – em território brasileiro, ele poderá desembarcar a R$ 199.

Nada mais lógico, portanto, que diante desse cenário as grandes varejistas brasileiras corram para solucionar um problema: com qual dispositivo elas vão concorrer com a Amazon?

Estamos buscando alternativas ao Kindle”, afirma Fabio Herz, diretor de marketing e relacionamento da Livraria Cultura. “E não só por causa da Amazon, mas porque no mercado de e-books o hardware é fundamental.” A perspectiva é que a Cultura ofereça, ainda este ano, uma opção de dispositivo ao consumidor brasileiro, afirma o executivo, sem dar mais detalhes.

Marcílio Pousada, diretor presidente das livrarias Saraiva, diz algo semelhante. “Estamos ativamente buscando um e-reader barato para vender no Brasil.” Segundo ele, os preços dos dispositivos exclusivos para leitura oferecidos no país não são nada competitivos – nem com o Kindle e nem com os tablets. Tanto é que a Saraiva não vende mais nenhum leitor eletrônico pelo seu e-commerce.

Acreditamos que o divisor de águas do livro eletrônico no Brasil é o tablet, e não o e-reader, mas precisamos ter uma opção de dispositivo dedicado à leitura”, afirma.

A Cultura ainda vende dois modelos de e-readers no seu site, mas os preços são salgados. O iRiver e o Positivo Alfa saem, cada um, por R$ 799.

A grande dificuldade, aponta Herz, é justamente encontrar um aparelho de leitura de qualidade que seja tão barato quanto o Kindle. “Vender algo na faixa dos US$ 100, como o Kindle é vendido nos Estados Unidos, é quase impossível por aqui”, diz.

Por ora, nenhuma das varejistas nacionais parece estar disposta a usar a mesma estratégia da Amazon, que é a de subsidiar o preço do Kindle aos consumidores, em troca do ganho de participação de mercado e da receita com a venda de conteúdo.

Sobram especulações de que, neste momento, as duas varejistas brasileiras estariam conversando com a Barnes & Noble. A maior concorrente americana da Amazon vem se pronunciando sobre expandir internacionalmente e é esperado que ela feche uma parceria com a rede Waterstones, do Reino Unido, como forma de fincar o pé na Europa. Perguntado sobre o assunto, Herz, da Cultura, responde: “São, de fato, especulações.” Procurada pelo PublishNews, a Barnes & Noble não respondeu.

Por Roberta Campassi | PublishNews | 09/02/2012

Conheça alguns e-Readers com Ednei Procópio


Entrevista concedida ao curador do CBLD, Rafael Martins Trombetta, no evento preparatório ocorrido na Fnac da Paulista em agosto de 2011.

Nele o editor Ednei Procópio explica alguns detalhes e da sua opinião sobre os e-Readers a venda na referida loja. Logo após aconteceu o bate-papo com o editor do portal Yahoo Brasil, Michel Blanco.

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

Intrínseca começa a publicar eBooks


Nesta quinta-feira, editora lança 20% do catálogo em formato digital e espera chegar a 95% até março de 2012

A Intrínseca começa a vender seus primeiros e-books na quinta-feira, dia 15, por meio das livrarias Cultura, Saraiva e Gato Sabido. Serão 30 títulos na primeira leva, que representam 20% do catálogo e que já venderam, segundo informações da própria editora, 17,5 milhões de exemplares. Até o fim do ano, a Intrínseca lança mais dez e-books e, até março de 2012, o plano é oferecer 95% do catálogo digitalizado.

Entre os primeiros e-books que serão lançados estão os livros das séries best-seller Crepúsculo ePercy Jackson e os olimpianos, e outros títulos de sucesso como Um diaA menina que roubava livros eBilionários por acaso: a criação do Facebook.

A editora começará a fazer lançamento simultâneo das versões impressa e digital, em formato ePub, em janeiro. Serão publicados A visita cruel do tempo, romance de Jennifer Egan vencedor do Pulitzer de ficção em 2011, e Silêncio, continuação da série Hush, Hush de Becca Fitzpatrick.

Segundo a Intrínseca, os e-books terão mais de 30% de desconto em relação ao preço de capa dos exemplares físicos e custarão, em média, entre R$ 19,90 e R$ 24,90. As obras digitais são compatíveis com os sistemas operacionais iOS [para produtos da Apple] e Android [presente em dispositivos de várias fabricantes, como a Samsung], além de poderem ser lidos nos e-readers da Sony e da Positivo.

Neste semestre, outras editoras, como a LeYa e a Editora 34, também lançaram seus primeiros e-books.

E-books da Intrínseca disponíveis a partir de 15/12:
 
Saga Crepúsculo, de Stephenie Meyer
– Crepúsculo

– Lua nova
– Eclipse
– Amanhecer
– A breve segunda vida de Bree Tanner

Série Percy Jackson e os olimpianos, de Rick Riordan
– O ladrão de raios
– O Mar de monstros
– A maldição do Titã
– A batalha do Labirinto
– O último olimpiano
– Os arquivos do semideus

Série As crônicas dos Kane,de Rick Riordan
– A pirâmide vermelha
– O trono de fogo

Série Os heróis do Olimpo, de Rick Riordan
– O herói perdido

Série Os imortais, de Alyson Noël
– Para sempre
– Lua azul
– Terra das sombras

– Chama negra
– Estrela da noite
– Infinito

Série Riley Bloom, de Alyson Noël
– Radiante

Série Os Legados de Lorien
– Eu sou o Número Quatro, de Pittacus Lore

Outros títulos
– A hospedeira, de Stephenie Meyer
– A menina que roubava livros, Markus Zusak
– Bilionários por acaso, de Ben Mezrich
– Hell, de Lolita Pille
– O efeito Facebook, de David Kirkpatrick
– Pequena Abelha, de Chris Cleave
– Precisamos falar sobre o Kevin, de Lionel Shriver
– Um dia, de  David Nicholls

E-books disponíveis até o fim de 2011:
– A lebre com olhos de âmbar, de Edmund de Waal
– Como Proust pode mudar sua vida, de Alain de Botton
– Crescendo, de Becca Fitzpatrick [Série Hush, Hush]
– Dupla falta, de Lionel Shriver
– Nuvem da morte, de Andrew Lane [Série O jovem Sherlock Holmes]
– O hipnotista, de Lars Kepler
– O mundo pós-aniversário, de Lionel Shriver
– O poder dos seis, de Pittacus Lore [Série Os Legados de Lorien]
– Religião para ateus, de Alain de Botton
– Silêncio, de Becca Fitzpatrick [Série Hush, Hush]

PublishNews | 13/12/2011

Gerenciamento de Catálogo e Conteúdo para Livros Digitais


Gerenciamento de Catálogo e Conteúdo para Livros Digitais

Escola do Livro: Gestão de Catálogo e Conteúdo para Livros Digitais


Ednei Procópio

O curso “Gestão de Catálogo e Conteúdo para Livros Digitais”, oferecido pela Escola do Livro, da CBL [Câmara Brasileira do Livro], acontece no dia 6 de outubro de 2011, das 9h30 às 13h30.

A iniciativa tem como objetivo evidenciar o processo de criação de catálogos de livros digitais, bem como uma visão global sobre o assunto. Plataformas, formatos e DRM [Digital Rights Management] fazem parte do conteúdo do curso, que conta ainda com a apresentação de cases na área. Também serão apresentados aspectos do gerenciamento de conteúdo.

O curso será ministrado por Ednei Procópio, que é editor e sócio-fundador da Livrus Negócios Editoriais. Procópio atua há 10 anos no mercado de livros digitais. É ainda autor da obra “O Livro na Era Digital” e coordenador Geral do Cadastro Nacional do Livro, desenvolvido pela CBL.

Mais informações sobre o curso podem ser obtidas pelo e-mail escoladolivro@cbl.org.br ou pelo telefone [11] 3069-1300.

CBL Informa | 27 de Setembro de 2011

CBL oferece curso de Gestão de Catálogo e Conteúdo para Livros Digitais


Ednei Procópio

O curso “Gestão de Catálogo e Conteúdo para Livros Digitais”, oferecido pela Escola do Livro, da CBL [Câmara Brasileira do Livro], acontece no dia 6 de outubro de 2011, das 9h30 às 13h30.

A iniciativa tem como objetivo evidenciar o processo de criação de catálogos de livros digitais, bem como uma visão global sobre o assunto. Plataformas, formatos e DRM [Digital Rights Management] fazem parte do conteúdo do curso, que conta ainda com a apresentação de cases na área. Também serão apresentados aspectos do gerenciamento de conteúdo.

O curso será ministrado por Ednei Procópio, que é editor e sócio-fundador da Livrus Negócios Editoriais. Procópio atua há 10 anos no mercado de livros digitais. É ainda autor da obra “O Livro na Era Digital” e coordenador Geral do Cadastro Nacional do Livro, desenvolvido pela CBL.

Mais informações sobre o curso podem ser obtidas pelo e-mail escoladolivro@cbl.org.br ou pelo telefone [11] 3069-1300.

CBL Informa – 25 de Agosto de 2011

Curso “O Livro na Era Digital | Edição e Suportes”


As emergentes mídias digitais estão influenciando diretamente no concorrido tempo dos consumidores modernos e transformando o hábito de leitura em todo o mundo. O texto não é mais lido apenas no papel. Ele está também onipresente em uma miríade de suportes suspensos e em uma diversidade de aparelhos tecnológicos, móveis e de comunicação.

E uma série de meios é o que está transformando definitivamente a realidade dos livros, jornais e revistas através de uma convergência digital e cultural sem precedentes.

O objetivo do curso é fazer um review de todo o mercado editorial convencional presente, frente às transformações das mídias digitais, do ponto de vista exclusivamente dos negócios ou da atualização enquanto profissional.

CONTEÚDO

  • O que é um eBook?
  • A questão os dos hardwares | Smartphones, netbooks, tablets [iPad, Xoom, Galaxy, etc.] e e-reader devices [Sony Reader, Kindle, Nook, etc.].
  • A questão os dos softwares | Sistemas Android, iOS, etc. | Digital Rights Management | Aplicativos
  • A questão do conteúdo | Formatos: PDF, ePub e HTML5 | Conversão, digitalização e produção
  • Plataformas e eBookStores | Modelos de negócios
  • Números do mercado e entraves
  • A cadeia produtiva do livro antes e depois dos eBooks

A QUEM SE DESTINA O CURSO

O curso se destina a todos os interessados em livros digitais; profissionais da cadeira produtiva da indústria editorial brasileira, desde os que atuam na produção e na área editorial quanto os profissionais que atuam nas vendas, comercialização e marketing dos livros. Isto inclui os profissionais que atuam dentro das editoras, das livrarias, distribuidoras, bibliotecas etc.

ANOTE NA SUA AGENDA

Dia: 20 de agosto de 2011, sábado.
Horário: 9h00 às 13h00
Valor único: R$ 130,00
Docente: Ednei Procópio, especialista em livros digitais.

ONDE

Rua Mourato Coelho, 393 conjunto 1 |esquina com Rua Teodoro Sampaio
CEP 05417-010 – Bairro de Pinheiros, São Paulo, SP.
Telefone: [11] 3034.2981
http://www.escoladoescritor.com.br

Gerenciamento de Catálogo e Conteúdo para Livros Digitais


Gerenciamento de Cátalogo e Conteúdo para Livros Digitais

Livros de ouvir e clicar


Por Thaís Tüchumantel | O Mundo da Usinagem Digital

Audiolivros e e-books são formatos alternativos para leitura de clássicos da literatura e têm conquistado um público crescente

Muitos daqueles que folheiam com gosto as páginas de um clássico da literatura ou que sentem prazer em acomodar-se em uma poltrona para desfrutar de um bom livro ainda podem sentir certa resistência quando se deparam com tecnologias alternativas de leitura, como os audiolivros ou os e-books [abreviação de electronic books]. No entanto, estes formatos têm ganhado mais espaço no mercado editorial na última década e conquistado um público específico.

Segundo estimativas da Distribuidora de Livros Digitais [DLD], grupo que reúne sete editoras brasileiras, nos próximos anos cerca de 6,3 milhões de livros deverão estar disponíveis em formato digital no mercado brasileiro.

No mercado de audiolivros, o cenário é semelhante. Claudio Wulkan, fundador e diretor da Editora Universidade Falada – empresa que publica conteúdos literários em áudio – afirma que nos últimos quatro anos o crescimento do mercado têm sido significativo.

Claudio Wulkan, da Editora Universidade Falada: "Começamos com o objetivo de difundir a cultura por preços simbólicos e hoje já temos aproximadamente 350 produtos disponíveis"

Nossas vendas têm aumentado a cada mês e acredito que isso tenha ocorrido porque as pessoas começaram a entender pouco a pouco o que é exatamente este formato“, analisa Wulkan.

Alternativo, não substituto

Gino Murta, diretor de Planejamento da Editora Autêntica – empresa que também publica obras literárias para iPod, iPad e iTouch –, considera que estes formatos de livros são complementares aos livros impressos. “Estas tecnologias estão sendo mais difundidas ultimamente, principalmente os e-books, mas acredito que sejam apenas diferentes formas de disseminar o mesmo conhecimento, ou seja, apenas outros canais pelo qual estes produtos também podem ser consumidos“, opina Murta.

Cerca de 6,3 milhões de livros deverão estar disponíveis em formato digital no mercado brasileiro nos próximos anos

Para o diretor de Planejamento, o avanço destas tecnologias pode ser comparado ao processo pelo qual a indústria do cinema passou quando os videocassetes, e posteriormente os DVDs, colaboraram para a disseminação dos filmes. “Mesmo com estes novos suportes as pessoas não deixaram de ir ao cinema, já que a experiência é diferente entre assistir os filmes em casa e no cinema“, compara Murta.

Livro falado

Para as pessoas que têm uma rotina intensa de atividades, muitas vezes fica difícil encontrar tempo para apreciar uma boa leitura impressa. Nos anos 1990, Wulkan, fundador da Editora Universidade Falada, enfrentava esta mesma dificuldade. Trabalhava como médico dermatologista e ainda buscava tempo para se dedicar à família, e o resultado era que restava pouco tempo para estudar assuntos que lhe interessavam como astronomia, filosofia e mitologia. Para possibilitar este estudo, Wulkan recorreu aos audiolivros durante os intervalos das consultas.

Mas foi só em 2006 que o médico decidiu transformar seu hobby em profissão. Montou um estúdio profissional e trouxe locutores e professores para gravar livros em formato de áudio. “Começamos este projeto com o objetivo de difundir a cultura por preços simbólicos e hoje já temos aproximadamente 350 produtos disponíveis no Portal da Universidade Falada“, comemora. Para disponibilizar as obras, Wulkan reuniu diversas empresas que produziam audiolivros e disponibilizou as obras, em formato de CD e em MP3, para serem comercializadas.

O diretor da editora ressalta que os audiolivros são uma boa solução para pessoas que não encontram tempo para ler o livro impresso e assim podem ouvir as histórias enquanto realizam outras atividades. “Os usuários podem usufruir desta tecnologia enquanto praticam esportes ou no caminho para o trabalho e principalmente no carro, tempo que pode ser bem aproveitado com um audiolivro“, sugere.

Mas não é apenas como atividade paralela que os audiolivros podem ser utilizados. Para aqueles que não têm a possibilidade de ler um livro impresso, este formato pode ser uma solução. A Fundação Dorina Nowill para Cegos, entidade que se dedica à inclusão social das pessoas com deficiência visual, disponibiliza gratuitamente ao público obras de sua Biblioteca Circulante do Livro Falado, que conta com mais de 860 títulos. O acervo dispõe de opções variadas como as revistas Veja e Cláudia, clássicos da literatura brasileira e até best-sellers internacionais.

Milton Assumpção, da M. Books: "No caso dos livros digitais, é preciso conseguir licença dos autores e arcar com custos relacionados aos direitos autorais".

Digitalizando a cultura

Para Murta, da Editora Autêntica, os e-books não são apenas formatos práticos, mas apresentam em termos de tecnologia possibilidades inovadoras de leitura. “Principalmente para publicações técnicas, como para engenheiros, médicos ou advogados, os livros digitalizados tornam a busca de um determinado termo mais ágil, pois possuem mecanismos que facilitam este processo“, justifica o diretor.

Além de sua propriedade enciclopédica, os e-books possibilitam uma leitura mais dinâmica também nas publicações destinadas ao público infantil. “Estamos preparando histórias em quadrinhos para o ePub, que oferece a possibilidade de aumentar o tamanho dos quadros e movimentálos de acordo com a leitura”, adianta o diretor de Planejamento da Editora Autêntica.

O formato ePub é um arquivo digital utilizado para leituras de livros e periódicos em dispositivos móveis como smartphones, PDAs, tablets, computadores ultraportáteis e leitores digitais como Kindle, Nook, Sony Reader, entre outros.

Milton Assumpção, fundador e diretor executivo da M.Books, indica que os formatos digitais não exigem investimentos muito altos, por isso são mais viáveis em termos de produção. “Para este suporte, é preciso conseguir licença dos autores, caso necessário, e arcar com custos relacionados aos direitos autorais“, explica Assumpção.

Obras seguras na Internet

Uma das questões essenciais ao se tratar de livros digitais são os direitos autorais. Todos os livros que são comercializados em sites de venda de ebooks devem ser protegidos pelas leis dos direitos autorais, que dão o devido crédito ao autor da obra e à editora responsável por sua publicação impressa. Essa proteção evita que os livros sejam alterados, plagiados ou comercializados sem a autorização necessária.

No entanto, a pirataria deste tipo de produto é muito comum e pode acabar dificultando o desenvolvimento do mercado. Ednei Procópio, Coordenador Geral do Cadastro Nacional de Livro e editor especialista em livros digitais, afirma que esta é uma questão que ainda deve ser resolvida no mercado editorial. “Acredito que a tendência para os livros digitais no futuro é uma solução mista: enquanto algumas obras serão disponibilizadas sem custo e sem segurança, outras podem apresentar restrições e serem disponibilizadas a partir de um pagamento”, prevê o coordenador.

Outros leitores

Estes meios alternativos para leitura apresentam algumas particularidades quanto ao público que atingem. Ednei Procópio, Coordenador Geral do Cadastro Nacional de Livros e autor do livro O Livro na Era Digital, aponta que o maior número de leitores de livros impressos e de livros digitais estão localizados nas regiões Sul e Sudeste do País, entre as classes A e B; mas que, mesmo assim, têm perfis diferentes.

“Geralmente, os leitores de e-books são internautas e têm um perfil específico; são pessoas que preferem o meio digital ao formato impresso”, observa Procópio, que também é leitor assíduo de e-books.

Ednei Procópio, autor do livro "O Livro na Era Digital": "Base instalada de suportes para os livros digitais ainda não é favorável no Brasil"

O editor enfatiza que, apesar de a tecnologia ter apresentado crescimento, a base instalada de suportes para os livros digitais ainda não apresenta uma situação favorável. “Hoje, no Brasil, a maior base instalada é a de celulares, e depois a de computadores“, relata. “No entanto, a tela do celular é muito pequena para a leitura de livros e os computadores são muito pesados. Os smartphones, que têm a tela um pouco maior e facilitam a leitura, representam atualmente apenas 3% do total de celulares no Brasil“, informa Procópio.

Segundo o editor, outra opção seriam os tablets, suporte que no momento tem base instalada muito pequena no País. “Temos ainda um longo caminho pela frente para que esta tecnologia possa ser difundida“, opina Procópio.


Para “ler” ouvindo ou clicando

Confira os sites que disponibilizam versões digitais e de audiolivros para que você também possa aproveitar as tecnologias alternativas de leitura, seja no carro, enquanto pratica esportes ou espera na fila do banco.

* www.universidadefalada.com.br – O portal disponibiliza atualmente cerca de 350 audiolivros entre CDs e livros em formato MP3. Os produtos mais vendidos são livros de mitologia, fi losofi a e a série de Sherlock Holmes

* www.meuebook.com.br – Portal lançado em parceria com a Universidade Falada que tem como objetivo difundir a cultura pelo Brasil, na forma de e-books. As obras neste portal podem ser gratuitas [de domínio público ou não] ou pagas [pertencentes a editoras nacionais]

* www.autenticaeditora.com.br/livros_digitais – Editora disponibiliza livros que estão esgotados em formato impresso e que podem ser acessados na versão digital gratuitamente. Além disso, também oferece livros infantis neste formato

* www.brasiliana.usp.br – Portal mantém cerca de 3.000 volumes, incluindo obras raras. Digitaliza algumas das obras cedidas pela família Mindlin à Universidade de São Paulo [USP]

* www.dominiopublico.gov.br – Biblioteca digital do Ministério da Educação que dispõe obras de domínio público da língua portuguesa nos formatos de texto digitalizado, som, vídeo e imagem

IDEIAS E PENSAMENTOS – Conteúdo Online Exclusivo

Os primórdios dos livros digitais

Apesar do crescimento recente do mercado de e-books, os formatos que deram a base para esta tecnologia já tem uma história bem mais antiga. Ednei Procópio, Coordenador Geral do Cadastro Nacional de Livro e editor especialista em livros digitais, indica que a primeira experiência com e-books foi o Projeto Gutemberg, em 1971. Já o primeiro formato adaptado para a web foi disponibilizado pela Sony em 1993, o Discdata. No Brasil, uma das primeiras bibliotecas com acervo digital foi a Biblioteca Virtual do Estudante Brasileiro, que hoje já está fora do ar.

Para ler as publicações digitais disponibilizadas nesta época, eram utilizados os e-readers de primeira geração, como os palms, que hoje já foram substituídos por aparelhos como iPhone e Blackberry.

Segundo informações da GfK, empresa que realiza pesquisas de mercado, atualmente 67% dos brasileiros não conhece os e-books, aparelhos destinados a leitura de publicações digitais. Hoje, os aparelhos destinados especificamente a esta função que já estão disponíveis no Brasil são o Kindle, o iRiver, o Cool-er, o Alfa e o iPad, lançado no Brasil no início de dezembro do ano passado.

Por Thaís Tüchumantel | O Mundo da Usinagem Digital

Porque os leitores de e-book não decolam no Brasil?


Acabo de ver um texto do Jorge Alberto levantando a lebre de um eventual boomno mercado de livros digitais no Brasil.

Eu não acredito na possibilidade de que este mercado se desenvolva, a não ser que algum grande competidor faça manobras muito mais ousadas do que as que estamos assistindo.

Eu sou, em tese, muito favorável ao livro digital. Gostaria muito de ter um Kindle, se ele funcionasse no Brasil. Usaria para assinar um jornal, especialmente se já tivesse fotos coloridas [coisa que o aparelho ainda não disponibiliza]. Usaria para ler livros, se tivesse títulos disponíveis [mesmo que fosse em inglês] e a preço significativamente mais barato que o livro de papel. Usaria para ler os mils pede-efes que tenho e que nunca vou ler no computador [porque estou sempre fazendo outra coisa nele].

Fui olhar a loja do Gato Sabido esses dias, só pra espiar. E estão lá muitos lançamentos em pdf, a chegada de grandes editoras ao catálogo – mas o preço continua o mesmo do livro de papel, cada vez mais caro, e num preço que não condiz com o poder aquisitivo do leitor brasileiro

O leitor, por R$ 600,00 ainda é muito caro [o Alfa, lançado pela Computadores Positivo tem o mesmo preço, e parece que vendeu bem – mas acho que é só o efeito da novidade].

Continuo achando que o mercado pode ser muito bom, mas não com essas editoras, nem com essas lojas, nem com os equipamentos que existem. Melhor ficar em compasso de espera.

O leitor da Positivo tem potencial para criar um ótimo mercado, se a empresa decidir fazer força para entrar com os leitores digitais na sua rede de colégios, e vender o aparelho com desconto para quem adotar seus livros didáticos. Taí uma boa forma de criar mercado, e eles já devem ter pensado nisso.

Ademais, o que tenho a dizer sobre o assunto, acho que já escrevi nestes textos aqui no blog:

Livro de papel versus leitores digitais

Mais sobre Kindle versus livro de papel

Kindle – esperando abaixar mais um pouco o preço

Mais um probleminha do Kindle

Texto by andreegg | Jan 31st, 2011

Grupo de editoras investe R$ 2 milhões


A depender dos investimentos da cadeia produtiva do mercado editorial, os livros digitais devem começar a se tornar comuns ainda neste ano. Em junho, seis grandes editoras brasileiras [Objetiva e Record, Sextante, Intrínseca, Rocco e Planeta do Brasil] criaram a empresa DLD [Distribuidora de Livros Digitais]. Com investimentos de R$ 2 milhões até 2011, a empresa vai autorar o catálogo dessas editoras, e também de outras editoras contratantes, para comercialização pelas redes varejistas.

O varejo também se movimenta. O grupo Livrarias Curitiba espera lançar ainda em novembro seu serviço de vendas de livros virtuais pela internet. A rede negocia com a DLD e com as editoras virtuais Xeriph e Simplíssimo.

Leitores

Os aparelhos de leitura também devem estar com ampla oferta até o final do ano. A Agência nacional de Telecomunicações [Anatel] liberou, no final de setembro, o uso e venda do iPad em território nacional. Com isso, o produto da norte-americana Apple já pode ser exportado para o Brasil.

A Positivo Informática lançou neste mês a segunda versão do seu leitor digital Alfa – agora com acesso à internet sem fio. O preço sugerido é de R$ 799.

POR OSNY TAVARES | Gazeta Maringá | 14/11/2010, 00:01

Pirataria desafia livros digitais


A dentista e consultora em tecnologia móvel Beatriz Kunze armazena mais de 300 obras nos dois aparelhos que possui, um Kindle e um Positivo Alfa.

Mercado editorial pode repetir o que correu com as indústrias da música e do cinema, que perderam receita com a popularização das cópias ilegais e da troca de arquivos

Ao mesmo tempo em que iça suas velas rumo ao tesouro representado pelos livros digitais, o mercado editorial pode estar também navegando rumo a um maremoto que já sugou a indústria do disco e do cinema. A pirataria se tornou um risco inerente ao comércio de produtos culturais em formato digital, e a aventura está apenas começando para a setor livreiro.

Experiências anteriores, como as ocorridas nas indústrias fonográfica e cinematográfica, mostraram que a convergência no formato digital está diretamente relacionada a crises por perda de receita. O furo nos bolsos é provocado não somente pela venda de cópias ilegais em mídias gravadas, mas também [e cada vez mais] pela troca de arquivos feitas pela internet.

É um risco que as livrarias ainda não são capazes de precisar. Para as redes varejistas, os danos causados pela pirataria já acompanham o setor desde que as cópias xerox se disseminaram em universidades. Porém, a fotocópia ainda tem um custo marginal, além de ser um processo lento. Esse tipo de entrave desaparece com a digitalização, que permite ao usuário descarregar em seu leitor eletrônico centenas de obras em alguns minutos. “A pirataria não é uma exclusividade do setor cultural. Hoje, atinge até a indústria automobilística, e é muito difícil coibir. Não adianta usar um código de autoração complexo, pois não vai vender”, afirma Sergio Herz, diretor de operações da Livraria Cultura.

Para evitar que o download de livros se torne uma terra de ninguém, Herz acredita contar apenas com o posicionamento do consumidor em relação ao desvio ético representado pela pirataria. “É uma questão a ser tratada com investimento em educação e não em tecnologias de segurança. A pessoa que lê, acho, é mais consciente das coisas. Não sei se a pirataria de livros vai atingir níveis semelhantes ao de CDs e filmes”, expõe. Segundo estimativa da Associação Brasileira de Empresas de Software [Abes], para cada CD ou DVD vendido legalmente no país, outros cinco piratas entram em circulação.

Leoni Cristina Pedri, diretora de varejo das Livrarias Curitiba, avalia que o comércio livreiro ainda tateia à procura do melhor modelo de negócio para os similares virtuais. “A demora em iniciar a ampla comercialização é, justamente, o medo da pirataria. Mas, acima de tudo, acreditamos que a nossa vocação é comercializar livros, seja qual for o formato que o cliente desejar”, ressalta.

Crescimento

Em julho, a loja virtual norte-americana Amazon surpreendeu o mercado editorial ao divulgar que, no segundo trimestre deste ano, a venda de livros digitais superou a de livros em papel. Para cada 100 obras em formato tradicional, outras 143 são vendidas em versões para o leitor eletrônico Kindle.

No Brasil, este mercado ainda engatinha. A Livraria Cultura foi uma das primeiras no Brasil a iniciar as operações de vendas de livros digitais. Desde abril deste ano, o site da livraria oferece 120 mil títulos em formato digital, mas apenas 1% é em português. Na avaliação dos livreiros, a demanda brasileira – ainda incipiente – deve aumentar consideravelmente com a chegada dos leitores eletrônicos ao mercado nacional. O iPad, da Apple, deve chegar ao mercado brasileiro até o fim do ano. “É cedo para falar em números, mas atualmente temos um crescimento de 30% a 40% ao mês na venda de livros digitais. No Brasil, existe uma demanda reprimida por leitura a ser explorada”, avalia Herz.

Na vanguarda

A dentista curitibana Beatriz Kun­ze, que também é consultora em tec­­nologia móvel, possui dois leitores eletrônicos: um Kindle e um Positivo Alfa, nos quais armazena cerca de 300 obras. Ela avalia que, por causa da praticidade e do estímulo tecnológico, passou a ler com mais frequência. “Deixo o apa­­relho na bolsa e, sempre que dá tempo, ligo e leio um pouco”, conta.

Entretanto, Beatriz também encontrou desvantagens na leitura virtual: “Os livros técnicos, quando tem muitos gráficos, se tornam difíceis de ler porque a tela é pequena. Por isso, quero também comprar um iPad, que não tem este problema”, almeja.

O economista José Pio Martins, reitor da Universidade Positivo, encontrou também nos leitores digitais uma forma de ter acesso mais fácil a obras não publicadas no Brasil. “A Amazon tem um catálogo de livros de negócios imenso. Você não consegue nem ler a lista completa”, relata.

Pio Martins avalia que as condições de leitura e o conforto para os olhos, em um Kindle, é semelhante ao do papel impresso. “O que se perde é a referência de se ter duas páginas diante de seus olhos”, pondera.

Para Leoni Pedri, das Livrarias Curitiba, a disseminação dos livros digitais vai propiciar a amplificação do mercado consumidor. Como o preço da versão eletrônica de uma obra custa entre 25% a 75% menos que a edição em papel, somado à atratividade causada pela novidade tecnológica, as obras tendem a ter alcance maior entre os consumidores.

POR OSNY TAVARES | Gazeta Maringá | 14/11/2010, 00:01

Positivo anuncia joint venture com BGH e fábrica na Argentina


SÃO PAULO – A Positivo Informática anunciou nesta manhã uma joint venture com a argentina BGH. O acordo é o pontapé inicial para o processo de internacionalização da fabricante brasileira, com a entrada nos mercados da Argentina e do Uruguai.

A joint venture visa a fabricação de desktops, notebooks, all-in-ones, e-books e tablets nos dois países. Segundo a Positivo, a BGH “atua no mercado argentino há mais de 90 anos, possui amplo conhecimento e forte atuação nos mercados de Varejo e Governo e oferece avançada tecnologia em sistemas de informação, de telecomunicações e de climatização”.

Para criar a joint venture, a Positivo comprou 50% da Informática Fueguina, controlada da BGH. A administração da empresa será compartilhada entre BGH e Positivo.

O acordo prevê ainda a construção de uma fábrica na Província da Terra do Fogo, Antártida e Ilhas do Atlântico Sul, na Argentina. Os produtos fabricados serão comercializados com uma marca que será composta pela junção das marcas Positivo e BGH, com a possibilidade de uso de outras marcas pela nova empresa.

O investimento inicial estimado será de US$ 8 milhões, sendo que a Positivo aportará US$ 4 milhões. O início de operação está previsto para meados de fevereiro de 2011, a depender de aprovações do governo.

Por Téo Takar | Valor Econômico | 06/12/2010

O Livro Na Era Digtal na USP


A palestra “O Livro na Era Digital” ministrada por Ednei Procópio no dia 26/10/10, às 9h, no evento “XIII Semana do Livro e da Biblioteca”, realizado na USP/ESALQ/DIBD em Piracicaba.

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

Positivo Alfa convence com versão Wi-Fi


O novo leitor de livros eletrônicos Positivo Alfa Wi-Fi, que tem memória interna de 2 Gbytes, expansível com cartão microSD

O Alfa, leitor de e-books da Positivo, ganhou no início de novembro uma versão Wi-Fi que o tornou mais atrativo para quem procura um leitor de livros eletrônicos.

Com seis polegadas e sensível ao toque, a tela de E Ink pode causar estranhamento, mas é ideal para leitura em locais com boa iluminação.

Porém, por não ter luz própria, o Alfa, como outros e-readers, não dispensa lâmpadas em ambientes escuros.

A memória interna de 2 Gbytes, expansível com cartão microSD, é suficiente para uma boa quantidade de livros -cerca de 1.500.

Mas o que diferencia o produto de sua primeira versão e o torna menos dependente dos PCs é a conectividade à internet por Wi-Fi, que torna possível a compra de e-books e o acesso a sites por meio do próprio aparelho.

A bateria não deixa a desejar e pode durar até 10 mil mudanças de página ou 25 dias em standby, mas é consumida bem mais rapidamente com o Wi-Fi ligado.

A grande ressalva é a resposta lenta da tela sensível ao toque. O único teclado disponível é virtual e requer certa paciência do usuário que deseja fazer anotações.
A lentidão também atrapalha recursos como a navegação na internet ou o uso do prático dicionário Aurélio integrado ao aparelho.

POSITIVO ALFA WI-FI

ONDE: positivoinformatica.com.br
QUANTO: R$ 799
PONTOS POSITIVOS: Autonomia gerada pela capacidade de conexão à internet e dicionário em português
PONTOS NEGATIVOS: Resposta lenta e não tão precisa da tela sensível ao toque, ausência de som
AVALIAÇÃO: 

POR LUIZ GUSTAVO CRISTINO | Folha de S. Paulo | 01/12/2010

Preços ameaçam adoção dos e-readers no Brasil


Aparelhos podem custar até mais de R$ 1.000; tributação é problema

Chegada de tablets ao mercado nacional também assombra a categoria, que peca por ser monofuncional

Pouco mais de um ano após a Amazon começar a vender o Kindle para o país, o brasileiro passou a ter opções “nacionais” de leitores de livros eletrônicos. Os altos preços, porém, podem fazer com que essa categoria de aparelhos não emplaque.

Além do dispositivo da Amazon, existem quatro leitores no mercado brasileiro: o Alfa, o ER-7001, iRiver Story e o Cool-er.

Todos, porém, têm o mesmo problema: preço de produto importado, que varia de R$ 599,90 [Cool-er] a R$ 1.099 [iRiver]. O Kindle com 3G, Wi-Fi e tela de seis polegadas , por exemplo, é vendido para o mercado brasileiro por US$ 409 [cerca de R$ 707]. Desse valor, quase US$ 200 são impostos.

Essa é, de fato, uma das grandes reclamações e preocupações de fabricantes e lojas. Mesmo os leitores que levam marcas nacionais são importados e, por isso, tributados como o concorrente americano.

Uma das armas da Amazon para manter a popularidade do Kindle é o preço. Em julho, a loja virtual abaixou para US$ 139 o valor do modelo mais simples. Ele não está à venda para o Brasil, mas tem especificações comparáveis às dos dispositivos encontrados por aqui.

Isso significa, por exemplo, que esse modelo do Kindle vale, com impostos, aproximadamente 12% de um salário mínimo da Califórnia [cada Estado especifica um valor mínimo; na Califórnia é US$ 8 a hora trabalhada]. No Brasil, o Cool-er, o e-reader mais barato do mercado, sai por R$ 89,90 a mais que um salário mínimo.

Marcílio D’Amico Pousada, diretor-presidente da Livraria Saraiva, fala que as vendas do Alfa na loja foram um sucesso, mas vê o preço ainda como problema. “A maior plataforma de livros eletrônicos no Brasil ainda são os PCs“, diz ele.

Porém, Isar Mazer, da Positivo, acredita que os preços cairão no futuro.

A vida dos leitores de livros eletrônicos deverá ficar ainda mais difìcil com a chegada de tablets ao país.

Além do Galaxy Tab, o iPad também terá venda oficial por aqui -nesta sexta-feira, o modelo mais simples estará nas lojas por R$ 1.649.

MAIS RECURSOS

Claro, os tablets são mais caros, mas também oferecem mais funções, como conectividade sem fio [coisa que só o Alfa tem], navegação pela internet, e-mail, maior espaço de armazenamento e tela com boa resolução.

Além disso, os tablets permitem a leitura não apenas de livros, mas também de jornais e revistas -algo que não ocorre tão bem nos e-readers.

Eu não acredito em aparelhos que sejam monofuncionais. Dessa forma, eles serão produtos de nicho“, diz Sergio Herz, presidente-executivo da Livraria Cultura.


POR BRUNO ROMANI | COLABORAÇÃO PARA A FOLHA |
Folha de S. Paulo
| 01/12/2010

Positivo lança leitor digital com conexão Wi-Fi por R$ 800


E-reader de seis polegadas já está disponível nas lojas.
Aparelho permite baixar livros sem precisar de um pen drive.

Nova versão do 'Positivo Alfa' tem conexão Wi-Fi. Foto: Divulgação

A Positivo lançou nesta quarta-feira [10] o leitor digital Alfa com conexão Wi-Fi. A nova versão do aparelho permite que o usuário acesse conteúdo de livrarias on-line e faça download de livros diretamente no equipamento, sem a necessidade de um pen drive.

O e-reader já está disponível em livrarias e lojas de varejo pelo preço sugerido de R$ 800. O novo Positivo Alfa vem com um navegador instalado, que não permite o acesso a vídeos ou conteúdos dinâmicos, como o Flash.

Com tela sensível ao toque de seis polegadas, o aparelho tem memória de 2GB e suporta até 1,5 mil livros, com a possibilidade de expandir essa capacidade com cartões de memória de até 16GB. O e-reader da Positivo pesa 240 gramas e sua bateria tem duração de até 10 mil mudanças de páginas com o Wi-Fi desligado.

Do G1, em São Paulo | 10/11/2010 15h30

Primeiro leitor de livros com tinta eletrônica colorida é lançado na China


Aparelho será vendido no mercado chinês por cerca de R$ 750.
Tecnologia e-ink oferece leitura mais confortável que as telas de LCD.

Leitor colorido da Hanvon deverá custar cerca de US$ 450 na China. Foto: Divulgação/Hanvon

A companhia chinesa Hanvon Technology vai lançar o primeiro leitor de e-books com tela de tinta eletrônica colorida. O produto deverá custar, no mercado chinês, cerca de US$ 450, o equivalente a R$ 750.

O anúncio oficial deve acontecer nesta terça-feira durante a FPD International, evento em Tóquio, no Japão, que reúne fabricantes de telas para televisores, computadores, celulares e eletrônicos em geral.

O produto vai usar uma versão avançada – e em cores – da mesma tecnologia presente em leitores de livros eletrônicos como o Kindle, da Amazon, e o Alfa, da brasileira Positivo.

Diferentemente de displays de cristal líquido [LCD], como o utilizado no iPad, a tela de e-ink não emite, e sim reflete a luz. Isso faz com que a leitura seja mais confortável, já que a imagem gerada pela tela se assemelha à impressa em um papel, como em um livro comum. Por necessitarem de energia elétrica apenas para trocar as páginas, e não para sustentar a exibição da imagem durante a leitura, aparelhos que utilizam essa tecnologia também têm duração maior da bateria.

Em outubro, a livraria americana Barnes and Noble anunciou o lançamento de um leitor digital colorido para o mercado americano. O produto, no entanto, usa tela de LCD iluminada por LEDs. A Amazon, líder no setor de e-readers, ainda não vende leitores com tela colorida.

Portal G1 | 08/11/2010 08h44

Na espera pelo iPad, editoras adaptam seus livros para lançamento do tablet no Brasil


Lançamento de dispositivos móveis, como o iPad, aquece o mercado de livros eletrônicos

Apple lançou o iPad oficialmente em abril, nos Estados Unidos. Desde então, o tablet já foi comprado extraoficialmente por brasileiros, chegou a diversos países e recebeu autorização da Anatel para ser vendido no Brasil – ainda assim, nada de sua comercialização ter início por aqui. Enquanto aguardam o lançamento, as editoras trabalham para disponibilizar aos consumidores versões compatíveis com o iPad de seus livros existentes no formato tradicional. Nos Estados Unidos, essa alternativa mostrou-se válida: os e-books já superaram os livros de capa dura na gigante Amazon.com.

Em agosto, por exemplo, a livraria Saraiva anunciou a disponibilidade de seu aplicativo de leitura para o iPad e iPhone, que pode ser baixado na loja de aplicativos App Store, da Apple. “Estimamos, hoje, 40 mil iPads no Brasil e é esse público que queremos atingir”, afirmou Marcílio Pousada, presidente da empresa. A Saraiva, que pretende ter até o final do ano 5 mil livros digitalizados, tem arquivos nos formatos PDF e ePUB, compatíveis com o iPad, o Alfa, da Positivo, o Sony Reader e o Cool-er, da Gato Sabido.

Os usuários de leitores digitais devem ficar sempre atentos aos formatos disponíveis para cada tipo de eletrônico – é justamente esse o desafio das editoras, que querem tornar seu material compatível com os produtos da Apple. Além de PDF e ePUB há diversas outras siglas que podem acabar confundindo e atrapalhando o consumidor: DOC, TXT, HTML, MOBI e TRT, por exemplo. A gigante Amazon, uma referência no mercado de e-books, criou até um formato próprio para o conteúdo compatível com o Kindle [AZW e AZW1].

Adaptação
A Singular, empresa da editora Ediouro, também se adapta para conquistar no Brasil novos leitores entre os fãs da Apple. “Temos arquivos digitais sendo vendidos pelos principais sites do país, que podem rodar nos aparelhos já disponíveis no Brasil. Mas ainda temos de nos adaptar à plataforma do iPad, que exige itens diferenciados, pois os arquivos serão vendidos pela loja virtual da Apple. Além disso, o gadget oferece cores e funções interativas, como som e a possibilidade de ler o texto na vertical ou na horizontal”, afirma Newton Neto, diretor de mídias digitais e tecnologia da Singular.

Essa interatividade que o aparelho possibilita funciona como um chamariz e também pode reforçar o lucro das editoras. ”Com o tablet, conseguimos dar mais realidade e nitidez aos desenhos, o que não acontece com os leitores digitais vendidos atualmente no Brasil”, explica Mauro Palermo, diretor da Globo Livros. Durante a Bienal Internacional do Livro, a empresa disponibilizou o primeiro capítulo da obra “A menina do narizinho arrebitado”, de Monteiro Lobato, para iPad. “Até o fim do ano, teremos o livro completo e outras obras ilustradas, que serão rediagramadas para se encaixarem ao tamanho e estrutura do aparelho.”

Apesar da empolgação de muitos, a editora Contexto não vê o gadget da Apple como um “divisor de águas” no setor de mídias impressas. “Faz bastante tempo que estamos nos preparando para a venda do livro digital: tanto que grande parte dos nossos contratos já tem previsto o comércio deste tipo de arquivo. Mas não vamos dar exclusividade para um aparelho ou outro. Queremos disponibilizar um e-book que rode em todos os e-readers”, explicou Daniel Pinsky, diretor da empresa.

E a pirataria?
Outra iniciativa estudada pelas editoras é oferecer, junto com os textos, vídeos e disponibilizar uma forma de escutar a versão digital. Com essas exclusividades, as empresas acreditam que será mais difícil os leitores optarem por versões pirateadas. “Estamos criando uma versão 2.0 dos e-books, à qual o consumidor terá acesso com um código passado durante o ato da compra”, explica Neto, da Singular.

O valor dos e-books deve ser mais baixo que o cobrado para os livros impressos, porque na versão tradicional está embutido o preço das obras que não foram vendidas, do frete e da gráfica, entre outras coisas. “Retirando esses custos, o produto fica cerca de 65% mais barato. Assim, o leitor que investiu no aparelho vai aos poucos recuperando o valor, economizando na compra dos livros”, afirma o diretor da Globo Livros.

Os arquivos digitais também terão o chamado DRM [Digital Rights Management; gerenciamento dos direitos digitais], uma plataforma de segurança escolhida pela maioria das editoras brasileiras para proteger os arquivos de cópias não autorizadas. Assim, o usuário baixará o arquivo e não conseguirá repassá-lo.

Por Daniel Navas | Para o UOL Tecnologia | 19/10/2010 – 10h34