O vai não vai dos eBooks no Brasil


A cada semana, rumores ou contratações sugerem que determinada empresa de tecnologia esteja mais avançada do que as concorrentes na corrida pela conquista do mercado brasileiro de livro digital. Nas últimas semanas, só se fala na canadense Kobo, que acaba de lançar novos e-readers e de contratar Camila Cabete, ex-Xeriph, para se aproximar das editoras – um longo e tortuoso caminho, já que os brasileiros ganharam fama de durões. O diretor da empresa, Pieter Swinkels, estará em São Paulo na próxima semana para o início dos trabalhos.

Enquanto isso, comenta-se no mercado que o Google estaria empenhado em colocar sua e-bookstore no ar a um mês do Natal, vendendo, inclusive, o novo tablet. Quem também pretende aproveitar o Natal aqui é a americana Copia, que opera a venda de e-books da Submarino e quer encorpar sua lista de clientes com livrarias independentes.

Ricardo Costa, ex-Publishnews e há um mês diretor de relação com editores, começa a se reunir com livreiros na semana que vem, quando a empresa lança um novo pacote de serviços para as pequenas e médias livrarias. Usando a plataforma da Copia, qualquer loja poderá vender e-books. Até aí, isso não difere muito das outras empresas que vendem soluções white label, ou seja, que têm um site padrão de e-commerce e colocam o logo do cliente. Quem fechar com a Copia vai poder vender também livro físico e o aparelho de leitura, que chegará aqui em tempo das festas de fim de ano. A empresa será responsável por toda a operação, e a livraria pagará uma taxa de manutenção e uma porcentagem das vendas. Na prática, coloca as lojas de bairro – incluindo as que nunca puderam pagar por um site de e-commerce- de novo no jogo.

Por Maria Fernanda Rodrigues | O Estado de S. Paulo | 07/09/2012