Os melhores ‘apps’ para ler e estudar


unnamedFolhas de papel, agendas, cadernos, livros. Quilos e quilos de papel que até poucos anos atrás pesavam sobre as costas e ocupavam mochilas, bolsas e mesas. Estão desaparecendo, pouco a pouco, da vida dos estudantes. A digitalização dos alunos nas universidades caminha no mesmo ritmo que eles; segundo o último estudo do serviço de telefonia Tuenti Móvil e da empresa de pesquisa de mercado IPSOS, 84% dos jovens pesquisados se conecta à Internet a partir do telefone celular e 40% utiliza o aparelho para estudar, trocar anotações ou trabalhar em grupo.

Celulares e tablets foram banindo a caneta e o papel para melhorar, maximizar e otimizar as tarefas dos universitários; deixaram que ser um elemento de distração durante as aulas para se tornarem uma ferramenta de trabalho. Quase sempre. Álex Rayón é professor na Faculdade de Engenharia da Universidade de Deusto e responsável pela TI [Tecnologia da Informação] nesse centro universitário. É ele quem está colocando em funcionamento a maquinaria que habilita as tecnologias de informação e comunicação na universidade basca: “Todo o plano de formação em competências digitais. Acredito que com isso é preciso ser valente”.

Os alunos ainda sentem dificuldades no uso dos aplicativos durante as aulas, embora fora delas isso já se tornou um hábito. “Os professores demoram em se acostumar. O maior medo é que, com o telefone na mão, os alunos possam estar fazendo outras coisas que não sejam da disciplina”. Facebook, Twitter, Whatsapp. “O que acontece então? Os celulares são proibidos em sala de aula”, conta Rayón. “Mas o que devemos fazer, e o que eu tento a cada dia, é levar as aulas ao celular, monopolizar a atenção dos alunos”.

Rayón dá aulas de Inovação e empreendedorismo na Universidade de Deusto e de Estratégia digital na Deusto Business School. Uma parte delas navega na nuvem, no Youtube e no Google Drive. “Quando os alunos fazem seminários, peço que gravem; depois postamos o material em canais temáticos que criamos no Youtube e se faz uma revisão por grupos. É uma das formas de levar a aula ao ambiente dos dispositivos móveis”. Com a ajuda de aplicativos como o Evernote, para gestão de conteúdos, e o Mindomo, para criar mapas conceituais, Rayón consegue colocar a aula no celular. “E não ao contrário, para aproveitar ao máximo todos os recursos disponíveis”.

Para ajudar a atingir esse objetivo, apresentamos os melhores aplicativos de iOS, Android e Windows Phone para compactar o curso.

Com a mão levantada

Para não perder o hábito de mover o pulso e o cotovelo ao escrever, reunimos aplicativos com os quais você poderá continuar escrevendo de forma tradicional, mas sobre uma tela.

  • Penultimate: Um aplicativo simples, intuitivo, extremamente bem cuidado visualmente e com uma gestão impecável da tinta. Pode-se escrever com o dedo, mas para aproveitá-lo ao máximo um stylus é a melhor opção. Disponível para iPad e gratuito.
  • Papyrus: Clara e fácil de usar, essa ferramenta tem uma janela para os clientes do Google Play for Education, que podem instalar este app e o Papyrus Licence EDU 2014-2015 para desbloquear as vantagens da versão premium. Disponível para Android e gratuito.
  • OneNote: A ferramenta para tomar notas do pacote Office da Microsoft é uma plataforma agradável e limpa visualmente. Permite escrever à mão, embora seja recomendável um lápis adequado. Disponível para Windows Phone, iOS e Android de forma gratuita.

Organizado e a tempo

Para quem não se importa em prescindir de agendas, post-its e papeizinhos no meio de dezenas de cadernos, seis ferramentas que ajudam a organizar, lembrar e guardar.

  • Evernote: Para tomar notas, fazer fotos, criar listas, gravar voz, guardar links. Tem sincronização na nuvem e capacidade para fazer apresentações com um clique. Gratuito. Para iOS, Android e Windows Phone em versão gratuita, premium [5 euros por mês, cerca de 14,65 reais] e business [10 euros por mês como usuário].
  • iStudiez Pro: Combina agenda, lista de tarefas e anotações com uma interface fluída e visualmente bonita. Disponível para iOS e Windows Phone por 8,7 euros.
  • My Study Life: Agenda, lista de tarefas e avisos em um único aplicativo para iOS, Android e Windows Phone. Gratuito.
  • Any.do: Combina tudo, do calendário à lista de tarefas. Sincroniza e compartilha com outros dispositivos. Com cada nova mudança, seus desenvolvedores sempre repetiram o mesmo: “Há muitos apps para cada coisa, por que não usar um que sincronize tudo?”. Disponível para iOS e Android de forma gratuita.
  • FantastiCal 2: Um calendário intuitivo, completo e com aperfeiçoamentos contínuos. Só está disponível para iOS, por 4,99 euros.
  • Wunderlist: Um aplicativo simples e intuitivo para organizar e compartilhar tarefas. Para iOS e Android, tem uma versão gratuita e outra paga, por 4,20 euros.

Guardar e compartilhar

Antes, se tiravam fotocópias. Agora, sobem-se arquivos à nuvem. Três lugares virtuais onde armazenar qualquer tipo de arquivo e poder acessá-lo a partir de qualquer dispositivo, compartilhar com os colegas do grupo de trabalho ou com os professores.

  • Google Drive: Compartilha, edita e guarda de forma instantânea. Disponível para iOS, Android e Windows Phone e gratuito.
  • Dropbox: Tudo vai para a nuvem, para consultar e sincronizar de forma instantânea com outros dispositivos. Para iOS, Android e Windows Phone de forma gratuita.
  • OneDrive: É o serviço de armazenamento de arquivos da Microsoft, embora tenha aplicativos para iOS e Android. Gratuito até 15 GB.

Página a página

Para muitos, o romantismo de virar as páginas dos livros e sentir seu aroma não é motivo suficiente. Nos leitores digitais se podem armazenar milhares de títulos, todos disponíveis de forma imediata.

  • iBooks: É o aplicativo da Apple para baixar e ler livros, sublinhar e acrescentar notas. Tem acesso direto à biblioteca da empresa da maçã.
  • GoodReader: Para ler e tomar notas em arquivos; sincroniza com o Dropbox, OneDrive, SugarSync, e qualquer servidor SFTP, FTP, SMB, AFP ou WebDAV. Disponível apenas para iOS, por 4,2 euros.
  • Kindle: A experiência e a interface dos clássicos do Kindle transformados em um aplicativo disponível para iOS, Android e Windows Phone de forma gratuita.

Sempre útil

Para escanear, fazer cálculos ou desconectar a rede wifi, que às vezes se torna mais tentação do que ajuda, uma reunião de aplicativos que podem ser um auxílio pontual.

  • Quick Graph: Uma potente calculadora gráfica com versão premium por 1,7 euros. Disponível apenas para iOS, embora seus desenvolvedores estejam trabalhando em uma versão para Android.
  • Genius Scan e CamScanner: Dois aplicativos para escanear, digitalizar, editar e enviar documentos e fotografias. Ambos disponíveis para iOS, Android e Windows Phone de forma gratuita.
  • Ommwriter: Se você não é capaz de desconectar a rede wifi do tablet ou não consegue pôr o celular em modo avião, este aplicativo lhe ajudará a se concentrar para trabalhar. Enquanto estiver aberto, as notificações não o atrapalharão. Disponível apenas para iOS, por 4,99 euros.
  • Pocket: Bolso virtual que permite guardar artigos, vídeos ou fotografias a partir de qualquer Web ou aplicativo para vê-los mais tarde. Disponível para iOS e Android e é gratuito.

El País | 28/01/2015

Streaming para acabar com a cópia ilegal


Uma pesquisa feita pela Opinion Box, e divulgada na quinta-feira, 22/01, aponta o streaming como responsável pela diminuição da pirataria entre os consumidores de música pela internet. Streaming é uma forma de distribuição de dados multimídia, via web, e o conteúdo baixado não fica arquivado no computador do usuário. Diferente do download, que também possibilita a proliferação de cópias ilegais.

Esse é o sistema utilizado pela Árvore. Os eBooks de seu acervo são transmitidos para o computador, smartphone ou tablet do leitor. Os conteúdos ficam disponíveis enquanto os aparelhos estiverem ligados, sem sobrecarregar suas memórias. Os textos não podem ser copiados, nem impressos, o que garante aos autores a proteção de seus direitos autorais. O streaming também é usado pelo Youtube, um dos pioneiros, tanto no uso dessa tecnologia, quanto na disponibilização de vídeos, e pela Netflix, distribuidora de filmes por assinatura.

Olhar Digital | UOL | 23/01/2015

Avanço da leitura em celulares é discutido na Feira de Frankfurt


O avanço da leitura em aparelhos celulares foi um dos temas mais discutidos na Feira do Livro de Frankfurt deste ano, que termina neste domingo [12].

Uma pesquisa apresentada durante o evento pela empresa Publishing Technology mostrou que 43% entre 3.000 entrevistados nos Estados Unidos e Reino Unido leem livros nos seus celulares e, dentre estes leitores, dois terços estão lendo mais desta forma em 2014 do que liam em 2013. Mas, segundo a Unesco, o maior potencial para a leitura no celular não está nos países desenvolvidos, e sim nos países em desenvolvimento, especialmente na região da África subsaariana e no Oriente Médio, onde boa parte da população não tem acesso a livros tradicionais e encontra no celular um instrumento fundamental para acessar textos.

Existe um enorme potencial nesses países para empresas e governos desenvolverem a leitura pelo celular, porque existe uma demanda crescente e nenhuma saturação de oferta“, disse Mark West, coordenador dos programas de leitura móvel da Unesco, em uma palestra neste domingo pela manhã na Feira de Frankfurt.

Daniel Roland | AFP

Daniel Roland | AFP

Ele apresentou as principais conclusões do estudo “Reading in the Mobile Era” [“Leitura na Era Digital”], publicado em maio deste ano pela organização, que investigou a leitura de textos pelo celular com 4.000 pessoas em 16 países da África subsaariana.

Segundo a pesquisa, a mais extensa feita até hoje, 77% dos leitores pelo celular são homens, que têm uma taxa de escolaridade duas vezes maior do que as mulheres. Em compensação, as mulheres que usam a tecnologia leem em média duas vezes mais do que os homens. Em relação à habilidade de leitura, 47% consideram que seu nível é “iniciante”, 25% consideram-no “intermediário” e 28%, “avançado”. Do total, 55% leem mais agora que têm um aparelho celular do que liam antes.

De acordo com West, a Unesco vem trabalhando para aprimorar o World Reader, aplicativo que hoje é o mais usado para leitura no celular nos países em desenvolvimento —são 250 mil usuários por mês. O objetivo é melhorar o programa para que adultos possam encontrar com mais facilidade livros infantojuvenis. Segundo o estudo da Unesco, 33% das pessoas entrevistadas leem a partir do celular para crianças.

O World Reader oferece textos que já estão em domínio público e textos protegidos por direitos autorais que foram negociados com editoras. Ele pode ser usado mesmo nos modelos mais simples de celular. Mas, segundo West, o conteúdo oferecido precisa ser ampliado e melhorado, o que passa pela negociação com os detentores dos direitos autorais. “As pessoas querem ler os lançamentos, querem ler o ‘Harry Potter’, o, não apenas clássicos em domínio público“, diz.

Outras barreiras que precisam ser transpostas são a baixa qualidade das conexões à internet e principalmente o custo de acesso.

Segundo West, enquanto o gasto com acesso à internet tem um peso de 1% ou 2% na renda de um europeu, ele chega a representar mais de 10% da renda média de pessoas em países como Etiópia, Paquistão e Gana.

POR ROBERTA CAMPASSI | COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DE FRANKFURT | Publicado originalmente em Folha de S. Paulo | 12/10/2014

“Os livros eletrônicos hoje são uma realidade”


Conforme a pesquisa Bibliotecas e Leitura Digital no Brasil, encomendada pela Árvore de Livros S.A. [noticiado este ano pela Revista Biblioo], o impacto dos livros eletrônicos [ebooks] nas bibliotecas tem se dado de forma positivo, pelo menos do ponto de vista dos profissionais destas instituições. Nesta pesquisa, estimulados a responder sobre o que acreditam que poderá acontecer com a chegada dos ebooks às bibliotecas, a grande maioria dos bibliotecários e demais gestores [82% dos que respondera] apontaram que os dois tipos de suportes [o livro impresso e o ebook] deverão conviver juntos em harmonia. No caso das bibliotecas universitárias, esse tipo de resposta esteve na boca de 100% dos entrevistados. Apesar da ampla aceitação, ainda existem muitas dúvidas por parte dos profissionais, o que acaba por inibir os avanços deste novo instrumento de leitura. Pensando nisso, o bibliotecário do Centro de Tecnologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro [CT/UFRJ], Moreno Barros, tem se dedicado a ministrar cursos sobre o tema, mostrando como eles podem funcionar nas bibliotecas, explorando questões que vão desde os formatos de arquivo, aparatos de leitura, contratos de assinatura e o seu impacto nas instituições, tanto agora como no futuro.

Como você avalia o avanço dos livros eletrônicos sobre os tradicionais impressos?

Francisco, acho que é um caminho sem volta. Obviamente que o livro impresso não vai acabar, mas o livro eletrônico está aí e veio para ficar. E seu avanço e força se dá muito mais por uma lógica de mercado do que pelo embate do fetiche entre impresso ou eletrônico. Bastou que os varejistas e editoras entrassem de cabeça nesse mercado, que certamente tem menor custo de produção e é mais lucrativo, para ditarem o ritmo. Se você pensar bem, um editor pode determinar que um lançamento seja exclusivamente digital. E o que iremos fazer? Espernear? Como consumidores, nós temos muito a ganhar, pois é uma nova modalidade de serviço e produto, e podemos reivindicar preços mais justos, distribuição mais veloz etc. O momento é esse! Mas ao mesmo tempo precisamos estar muito atento a certas práticas que cerceiam o hábito de leitura e consumo de livros digitais, como o monopólio sobre plataformas de distribuição de livros e controle sobre formatos digitais. Mas bem, no final das contas, não restam dívidas: hoje eu leio muito mais conteúdo digital [seja livros ou não] do que impresso. Eu e muitos outros “nativos digitais” já representam uma fatia significativo de um mercado e de uma cultura de consumo de informação e literatura. Falar de livros eletrônicos poucos anos atrás era um futuro distante. Hoje é realidade. Então o avanço foi enorme.

Quais as principais dúvidas dos bibliotecários quando o tema são os e-books em bibliotecas?

Os bibliotecários normalmente têm dúvidas sobre os dispositivos de leitura [kindle, kobo, ipad, tablets, smartphones], as modalidades de empréstimo de livros eletrônicos e os contratos estabelecidos com as editoras. Esses três elementos englobam quase tudo o que diz respeito a uma estratégia de adoção de ebooks em bibliotecas, de diferentes tipos. Na verdade os bibliotecários já lidam com arquivos digitais há bastante tempo [repositórios digitais e livros em pdf para download, por exemplo], mas agora existe uma demanda específica para livros eletrônicos e isso exige um planejamento. É como se você estivesse criando uma coleção nova, que precisa ser gerenciada e disseminada. Não é muito diferente do que já estamos acostumados a fazer, mas por se tratar de um formato novo, é normal que essas dúvidas apareçam. Claro, à medida que as experiências forem sendo compartilhadas, os ebooks deixarão de gerar dúvidas e passarão a ser rotina padrão das principais bibliotecas.

Que conhecimentos básicos os bibliotecários precisam ter na hora de fazer aquisição deste tipo de material?

Além de conhecer bem a demanda da sua comunidade, uma boa estratégia é o bibliotecário confrontar os benefícios dos ebooks com os impressos, uma vez que o impresso ainda é o formato prevalecente e que utilizamos como parâmetro. E isso implica em uma série de medidas, como verificação de preços, disponibilidade de títulos, possibilidade de empréstimos simultâneos, decidir se a aquisição é perpétua ou leasing, se os títulos podem ser adquiridos individualmente ou em pacote, analisar como os arquivos digitais serão hospedados e distribuídos, se os formatos são compatíveis com os diversos dispositivos de leitura disponíveis no mercado, entre outras. Na maior parte, isso vai exigir uma conversa bastante estreita com as editoras fornecedoras e o bibliotecário assegurar que está fazendo um bom negócio.

Publicado originalmente em Biblioo | 12/09/2014

Global eBook Report: Novas tendências do mercado digital mundial


Foi lançado hoje o Global eBook Report, relatório compilado pelo consultor austríaco Rüdiger Wischenbart, que reúne dados e tendências do livro digital no mundo inteiro. “O Global eBook report é um dos relatórios mais completos sobre o status do mercado de livros eletrônicos no mundo. Além do capítulo do Brasil, há dados estatísticos completos e atualizados não apenas de grandes mercados, como EUA e Inglaterra, mas também de países como Hungria, Índia, China e Suécia. Ou seja, é uma ótima maneira de se ter uma visão panorâmica dos e-books no mundo,” comenta Carlo Carrenho do PublishNews.

Não é novidade que o livro digital veio para ficar. Uma das inquietações dos profissionais da indústria, porém, era a diminuição da receita das editoras por causa do livro digital, pois ao substituir parte do livro impresso por livros digitais mais baratos, a tendência do lucro seria cair. Wischenbart destacou porém que, pela primeira vez, as receitas da venda de e-books compensou o declínio geral das vendas de livros impressos no Reino Unido.

Além disso, o relatório mostra que, após o boom inicial, o mercado digital está entrando em uma nova fase nos EUA e Europa. Wischenbart explica que hoje “vemos novos empreendimentos, startups e plataformas lançadas por consórcios, como é o caso da Telefonica e Planeta/Circulo na Espanha, ou do Tolino na Alemanha, o que mostra que essa nova fase de transformação digital agrega valor à cadeia inteira, não se trata apenas de novos formatos de livros”. Mas, segundo o consultor, o mercado ainda é marcado por grandes conflitos entre alguns players mundiais – em particular Amazon e Apple – e iniciativas locais.

No caso brasileiro, o relatório ressalta as ações do governo liderando o caminho da transição para o digital, que Wischenbart compara a ações similares na Índia e Coreia.

Leitura essencial para profissionais do mercado, o relatório pode ser baixado no site http://www.global-ebook.com/

Por Iona Teixeira Stevens | PublishNews | 01/10/2013

Aplicativo para iPhone oferece leitura de 100 mil livros com assinatura mensal


O aplicativo Oyster

O aplicativo Oyster

Um aplicativo chamado Oyster chegou nesta semana à App Store. Com uma assinatura de US$ 9,95 ao mês, o serviço oferece 100 mil livros para leitura. O programa funciona como uma biblioteca virtual nos moldes da Netflix, que faz isso com filme e série.

Criado em apenas um ano, o serviço oferece títulos das editoras HarperCollins, Houghton Mifflin Harcout, Workman e da gigante Smashwords. O uso é simples: basta pesquisar o livro que você busca, selecioná-lo e abri-lo. O Oyster pode ser configurado para compartilhar o que você está lendo e há sugestões de leituras baseadas no seu interesse, como acontece também com o Netflix.

Atualmente, as pessoas compram livros da mesma forma que compram lâmpadas, liquidificadores e facas de cozinha”, afirma a equipe da empresa em seu blog oficial. “O processo de encontrar o seu próximo livro é muito diferente do de comprar uma faca, e deve ser tratado dessa forma.

Nos testes do CanalTech, foi possível baixar o aplicativo usando uma conta Apple americana, no entanto, os livros estão disponíveis apenas em inglês. O Oyster ainda não tem uma versão para iPad, mas ela deve ser lançada em breve.

Os fundadores do Oyster. Eric Stromberg, Andrew Brown e Willem Van Lancker não quiseram revelar como a empresa paga as editoras pela disponibilização dos conteúdos. Por exemplo, o Netflix paga uma licença de uso, enquanto o serviço de música por streaming Spotify, que ainda não funciona no Brasil, paga os autores cada vez que uma faixa é tocada.

O lançamento do serviço é um reflexo do crescimento mundial do mercado de eBooks, devido ao lançamento de plataformas como Kindle e iPad. Segundo o jornal Washintong Post, o total de vendas de livros digitais chegou a US$ 3 bilhões em 2012. Com disso, no ano passado, esse setor teve um crescimento recorde de 134%.

A Forbes acredita que em breve as lojas que vendem livros digitais, como Amazon, iTunes Store e Google Play, irão adotar o modelo de assinatura mensal, em vez de vender produtos individualmente. Stromberg diz que isso está “fora de suas mãos”, mas enquanto as gigantes comercializam diversos conteúdos, Van Lancker indica o que parece ser sua vantagem nesse mercado: “Nosso foco é nos livros, nos dedicamos exclusivamente a eles“, afirma.

Stromberg diz ainda que optou pela plataforma móvel por que o smartphone está sempre com você. “Adoraríamos ver um mundo que quando você está 20 minutos adiantado para um café ou quando você está no metrô você encontra um ótimo livro e começa a lê-lo”, declarou.

Para abrir o negócio, a startup de Nova York arrecadou um investimento total de US$ 3 milhões no Founders Fund.

Canal Tech | 06/09/13

Mesmo crescendo, eBook não chega a 1% do faturamento


O mercado de livros digitais cresceu mais de 350% de 2011 para 2012. Mesmo assim, ainda não alcança 1% do faturamento das editoras no Brasil. É o que aponta a pesquisa feita pela Câmara Brasileira do Livro [CBL]. A diretora da CBL, Susanna Florissi, garante que o livro digital, ou eBook, já é uma realidade, mas tanto o mercado editorial como os consumidores ainda precisam se adaptar à nova plataforma de leitura.

Tem vários formatos, uns são mais simples, como o próprio PDF, que muitos profissionais não consideram como livro digital mas eu considero, temos o ePub, e existem também livros digitais muito mais elaborados, que são mais caros de serem produzidos, como os livros interativos, que tem som, movimento, vídeo no livro”.

O PDF é um formato mais “duro”, sem adequação, por exemplo, do tamanho da letra, mas é de fácil acesso e compatível com praticamente todos os computadores, tablets e smartphones. O ePub é a plataforma mais popular para eBooks, é estático e oferece adequação do tamanho da letra. Já os aplicativos são produtos desenvolvidos para ter mais interatividade e possibilidades, como movimento, áudio e vídeo.

Susanna ressalta que, no Brasil, o setor ainda está no início do desenvolvimento, mas o mundo inteiro está se acostumando a esse modelo de negócios. “Todos estão tentando ver que custo vai ter o livro de fato, qual o preço que o livro deve ser vendido, estamos todos nessa busca”.

De acordo com a pesquisa da CBL, 68% das editoras comercializam livros digitais, sendo que 59% ainda estão inseguras quanto ao formato a ser utilizado. Do total que respondeu a pergunta, 58,7% usam plataformas dos canais de venda e 52,4% usam distribuidoras digitais. A maioria, 70%, vendem o arquivo com DRM, um tipo de bloqueio que não permite que sejam feitas cópias.

Quanto ao faturamento, 54% disseram que a venda de livro digital não chega a 1% do total e 10,53% responderam que está acima de 50%. Para Suzanna, é uma questão de tempo e investimento para o mundo da leitura se fundir com o virtual. “Não que o livro impresso vá desaparecer, mas simplesmente o livro digital é um complemento, principalmente o livro didático”, diz.

Com o passar do tempo vamos ter mais possibilidade de todo mundo entender o que é o livro digital, até por isso o nosso esforço com o Congresso, trazer pessoas de fora. Desde que a gente passou a mandar os livros para a gráfica não mais em filme, não mais em fotolito, mas sim em PDF, a gente tem o livro digital. Agora, sempre que eu começo a escrever um livro, não penso mais só naquilo que via no PDF, penso naquilo que vai também para o aplicativo, para uma nuvem onde eu tenho interatividade, então já é uma nova forma de escrever e de se publicar”.

De acordo com Suzanna, grandes corporações como Apple Store e Google Play são os principais meios de venda do livro digital. Com um estande na Bienal do Livro do Rio de Janeiro, o gerente de Parceiras do Google Brasil, Newton Neto, explica que o momento é de difundir o livro digital para popularizar cada vez mais a plataforma.

Info Exame | 06/09/13

Mercado de livros digitais triplica vendas em 2012


O mercado de livros digitais cresceu mais de 350% de 2011 para 2012. Mesmo assim, ainda não alcança 1% do faturamento das editoras no Brasil. É o que aponta a pesquisa feita pela Câmara Brasileira do Livro [CBL]. A diretora da CBL, Susanna Florissi, garante que o livro digital, ou eBook, já é uma realidade, mas tanto o mercado editorial como os consumidores ainda precisam se adaptar à nova plataforma de leitura.

“Tem vários formatos, uns são mais simples, como o próprio PDF, que muitos profissionais não consideram como livro digital mas eu considero, temos o ePub, e existem também livros digitais muito mais elaborados, que são mais caros de serem produzidos, como os livros interativos, que tem som, movimento, vídeo no livro”.

O PDF é um formato mais “duro”, sem adequação, por exemplo, do tamanho da letra, mas é de fácil acesso e compatível com praticamente todos os computadores, tablets e smartphones. O ePub é a plataforma mais popular para eBooks, é estático e oferece adequação do tamanho da letra. Já os aplicativos são produtos desenvolvidos para ter mais interatividade e possibilidades, como movimento, áudio e vídeo.

Susanna ressalta que, no Brasil, o setor ainda está no início do desenvolvimento, mas o mundo inteiro está se acostumando a esse modelo de negócios. “Todos estão tentando ver que custo vai ter o livro de fato, qual o preço que o livro deve ser vendido, estamos todos nessa busca”.

De acordo com a pesquisa da CBL, 68% das editoras comercializam livros digitais, sendo que 59% ainda estão inseguras quanto ao formato a ser utilizado. Do total que respondeu a pergunta, 58,7% usam plataformas dos canais de venda e 52,4% usam distribuidoras digitais. A maioria, 70%, vendem o arquivo com DRM, um tipo de bloqueio que não permite que sejam feitas cópias.

Quanto ao faturamento, 54% disseram que a venda de livro digital não chega a 1% do total e 10,53% responderam que está acima de 50%. Para Suzanna, é uma questão de tempo e investimento para o mundo da leitura se fundir com o virtual. “Não que o livro impresso vá desaparecer, mas simplesmente o livro digital é um complemento, principalmente o livro didático”, diz.

“Com o passar do tempo vamos ter mais possibilidade de todo mundo entender o que é o livro digital, até por isso o nosso esforço com o Congresso, trazer pessoas de fora. Desde que a gente passou a mandar os livros para a gráfica não mais em filme, não mais em fotolito, mas sim em PDF, a gente tem o livro digital. Agora, sempre que eu começo a escrever um livro, não penso mais só naquilo que via no PDF, penso naquilo que vai também para o aplicativo, para uma nuvem onde eu tenho interatividade, então já é uma nova forma de escrever e de se publicar”.

De acordo com Suzanna, grandes corporações como Apple Store e Google Play são os principais meios de venda do livro digital. Com um estande na Bienal do Livro do Rio de Janeiro, o gerente de Parceiras do Google Brasil, Newton Neto, explica que o momento é de difundir o livro digital para popularizar cada vez mais a plataforma. “É um movimento natural que deve acontecer no Brasil. Ontem [quarta-feira], a gente anunciou que são mais de 1 bilhão de celulares com dispositivo Androide no mundo, então acho que as plataformas móveis vão ajudar a popularizar muito o livro digital e é um caminho natural, que vai acontecer com o tempo”.

A Google Play tem, no Brasil, 5 milhões de livros disponíveis para venda e download gratuito, das principais editoras brasileiras. Na Apple Store, estão disponíveis para o leitor mais de 1,5 milhão de livros digitais.

Na Bienal, a Google disponibilizou tablets e celulares com conteúdo pré-carregado para as pessoas testarem a plataforma. “Há um interesse muito grande, principalmente pelos jovens, na adoção do livro digital, desperta muita curiosidade. É uma oportunidade que o Brasil tem de popularizar a leitura, por meio das mídias digitais, pois os desafios logísticos no país são grande, pra você mandar um livro impresso para um leitor em Manaus é muito complicado, então a gente acredita que essa plataforma vai reduzir a distância entre os leitores e o livro”, diz Neto.

Outra prova da tendência da digitalização dos livros é o sucesso do Portal Domínio Público, do Ministério da Educação [MEC]. Criado em 2004 com 500 obras, hoje são 171.311 obras disponíveis, a maioria de textos, mas também há imagens, sons e vídeos. De acordo com o MEC, o portal está em processo de reestruturação e, apesar de estar sem atualização há três meses, continua campeão de acesso no portal do ministério, com média mensal 400 mil acessos. Além de obras que já estejam em domínio público de acordo com a lei de direitos autorais, autores que queiram divulgar seu trabalho também disponibilizam material no portal.

Entre os destaques do Domínio Público estão a obra completa de Machado de Assis, disponibilizado por ocasião do centenário de morte do escritor, em 2008, poemas de Fernando Pessoa, peças de William Shakespeare, Sófocles e Gil Vicente, livros de Joaquim Nabuco, Aluísio Azevedo, Eça de Queiroz, Miguel de Cervantes e Júlio Verne, além de literatura infantil, música erudita brasileira, hinos e a coleção História Geral da África. Os arquivos são disponibilizados em formato PDF para textos e MP3 para áudios.

O recordista de acessos no Portal Domínio Público é a Divina Comédia, de Dante Aliguieri, com mais de 2 milhões de downloads. Em segundo lugar está Angola e as Novas Tecnologias de Informação, de Victor Natanael Narciso, com 1,8 milhão de acessos, seguido de Poemas, de Fernando Pessoa, com 831 mil downloads, e Romeu e Julieta, de William Shakespeare, que foi acessado por 546 mil pessoas.

O Ministério da Educação também planeja para 2015 a inclusão de livros em formato digital na distribuição do Programa Nacional do Livro Didático.

NE10 | 05/09/13

Vendas de tablets crescem 400% no país


O interesse do consumidor brasileiro por novas tecnologias é bem conhecido, mas um levamento recente da empresa de pesquisa Nielsen, antecipado ao Valor com exclusividade, mostra o quanto essa avidez pode surpreender: no primeiro semestre, as vendas de tablets no país cresceram 400% em número de unidades em relação ao mesmo período do ano passado – um volume elevado, mesmo considerando a relativamente modesta base instalada. No segmento de smartphones, mais disseminados entre o público, as vendas aumentaram 121%. Os números da Nielsen medem exclusivamente os dispositivos vendidos no varejo, o chamado “sell out”. Não entram na conta aparelhos oferecidos por operadoras de telefonia diretamente a seus clientes.

Por Gustavo Brigatto | Valor Econômico | 12/08/2013

Crescimento das vendas de eBooks está caindo: a culpa é dos tablets?


eBook Sales Growth

Segundo um relatório da Associação Americana dos Editores [AAP], as vendas de e-books nos EUA no primeiro trimestre de 2013 cresceram apenas 5% em relação ao mesmo período em 2012. Segundo o jornalista Nicholas Carr, apesar dos e-books ainda estarem ganhando o marketshare dos livros impressos [cujas vendas caíram 4,7% no primeiro trimestre], “o crescimento anêmico do mercado eletrônico coloca em questão a força da chamada ‘revolução digital’ no mercado editorial”. Outro relatório da Nielsen mostra que as vendas globais de e-books na verdade caíram no primeiro trimestre deste ano [em relação ao mesmo período em 2012], o que teria sido “inconcebível” há alguns anos, segundo Carr. Em janeiro, ele listou em seu blog algumas possíveis razões desse declínio, como o impacto dos tablets nas vendas, a difícil adoção dos e-readers pelos ‘não entusiastas’ e o preço dos e-readers, entre outros.

Por Dennis Abrams | Publishing Perspectives | 09/08/2013

Estimada em 0,29 por cento a participação de eBooks no mercado brasileiro em 2012


Por Por Carlo Carrenho | Publicado originalmente e clipado à partir de Tipos Digitais | 01/08/2013

A pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro referente a 2012 e divulgada esta semana pela Câmara Brasileira do Livro e Sindicato Nacional dos Editores de Livros traz dados interessantes sobre o incipiente mercado do livro digital brasileiro no ano passado. É a segunda vez que a pesquisa coleta dados do mercado de eBooks, mas em 2011 o mercado era tão infinitesimal que os números não diziam muita coisa. Além disso, nesta nova pesquisa, mais dados foram coletados como, por exemplo, o número de e-books vendidos.

[Para saber mais sobre o desempenho dos livros físico no mercado brasileiro em 2012, leia as matérias “Indústria editorial tem pior queda de faturamento desde 2002” e “Segmento de Obras Gerais apresenta crescimento real em 2012” noPublishNews.]

Mas vamos aos dados. Segundo o estudo, as 197 editoras pesquisadas pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas [FIPE] faturaram R$ 3,85 milhões em vendas de e-books e aplicativos de conteúdo em 2012. Em número de “exemplares” vendidos, a pesquisa aponta que foram vendidos 235.315 unidades. Antes de continuarmos, uma ressalva: como não há séries histórica dos livros digitais, os pesquisadores da FIPE não se aventuraram a extrapolar a amostra e inferir números relativos ao universo, i.e. ao mercado inteiro, como fazem com os dados de livros físicos. Portanto, estes números são exatamente o que foi apurado na amostra.

Abaixo os gráficos de faturamento e unidades vendidas com as divisões por subsetor da indústria:

Número de exemplares vendidos

Número de exemplares vendidos

Faturamento

Faturamento

Se comparado com os números de 2011, o crescimento do faturamento foi de 343,44%, uma vez que a pesquisa apontou um faturamento de R$ 868 mil em 2011. Na prática, este número pouco significa, pois o mercado era tão ínfimo em 2011 e a pesquisa digital tão nova, que os números deste ano devem ser vistos sempre com um certo ceticismo, apesar do esforço da FIPE.

A primeira coisa que quis fazer ao receber a pesquisa foi comparar seus achados com a estimativa que fiz no post “E-books responderão por 2,63% do mercado em 2013” para o mercado em 2012. Chamar de estimativa talvez seja até um exagero, pois eu tinha pouquíssimos dados. Eram apenas declarações de um dos diretores da distribuidora DLD publicadas em O Estado de S.Paulo pela competente jornalista Maria Fernanda Rodrigues. Ainda assim, arrisquei calcular uma curva de crescimento e apontar que no ano passado as vendas de unidades de e-books ficaram em 632.546 e equivaleram a 0,47% das vendas de livros nos setores de CTP e Obras Gerais [Trade]. Na época, optei por considerar a soma destes dois segmentos como base e tive que usar os números de 2011 para estimar seu tamanho, pois os dados de 2012 não estavam disponíveis. “No caso do mercado digital, não faria sentido considerar nem didáticos e nem religiosos, cuja participação ainda é irrelevante. Já CTP é um setor que já começa a encontrar representatividade, até porque a Editora Saraiva possui o maior catálogo digital no Brasil”, explico no post.

E como fica este número se utilizarmos os dados da pesquisa CBL/SNEL de 2012? O total de e-books vendidos dos segmentos CTP e Obras Gerais pelas 197 editoras pesquisadas em 2012 foi  179.375. E o total de exemplares físicos vendidos pelo setor foi de 144.400.213. O problema é que não podemos comparar o total físico, extrapolado, com o total digital, que é apenas uma amostra. Não existe nenhuma saída muito digna aqui. A solução menos pior seria utilizar a participação da amostra da pesquisa no universo de livros físicos para se inferir o mercado. Tal participação é de 54% e o resultado inferido seria de 332.176 exemplares. Tal número de exemplares vendidos significaria então uma participação digital de 0,23% em 2012.

Acredito que este número esteja de fato mais próximo da realidade de 2012. E digo isso baseado em outros números aos quais tive acesso ao longo do ano depois de publicar aquele post em janeiro. Basicamente, ao calcular a curva de vendas, limitado pelos poucos dados à disposição, eu considerei um crescimento mais constante ao longo dos meses, quando na verdade o crescimento de vendas deu grandes saltos em outubro [com a entrada da Apple no mercado] e em dezembro [com a entrada de Kobo, Amazon e Google], fazendo com que a curva ficasse em uma posição inferior e que a quantidade vendida em 2012 fosse quase 50% menor.

Aqui está a curva original, calculada em janeiro de 2012:

Vendas de e-books no Brasil

Vendas de e-books no Brasil

E aqui está uma curva reajustada e mais compatível com os dados da CBL e com números aos quais tive acesso recentemente:

Resta saber como fica então minha previsão de que terminamos 2013 com 2,63% de participação dos e-books no total dos livros vendidos nos segmentos de CTP e Obras Gerais. E apesar deste reajuste que tive que fazer para 2012, os dados que tenho tido acesso ao longo dos últimos meses têm confirmado minha previsão e não há razão para rever este número por enquanto. Continuo apostando que terminamos o ano com mais de 3 milhões de e-books vendidos. E, sim, isto é quase 10 vezes mais que as vendas do ano passado.

No exterior, as estatísticas publicadas de participação do mercado do digital via de regra se referem ao faturamento – não unidades vendidas – do segmento de obras gerais [trade]. E os números da CBL/SNEL deste ano permitem um cálculo com as mesmas premissas. Segundo o estudo, as 197 editoras pesquisadas faturaram R$ 1,8 milhão em e-books no ano passado no segmento de Obras Gerais. Se usarmos a relação amostra/universo para inferirmos o mercado total [e eu sei que estou usando uma bela licença poético-estatística aqui; sorry FIPE] chegamos a uma venda de R$ 3,35 milhões, o que equivaleria a 0,29% do faturamento total do segmento de Obras Gerais. Algo ainda muito longe das participações acima de 25% nos EUA e por volta de 12% no Reino Unido.

Mas vale lembrar que a brincadeira por aqui só começou de verdade em outubro, quando a Apple começou a vender livros digitais brasileiros, e só ganhou força máxima no Dia D, 5 de dezembro de 2012, quando Amazon, Google e Kobo chegaram juntas ao Brasil.

Finalmente, uma última observação. O preço médio do livro digital de Obras Gerais em 2012 foi de R$ 13,90, em valores recebidos pelas editoras. No mercado físico, sem vendas para o governo, o preço médio foi de R$ 8,94. Se considerarmos descontos médios praticados pelas editoras de 50% no físico e 40% no digital, podemos inferir que os preços médios de capa digitais e físicos ao consumidor sejam, respectivamente, R$ 23,17 e R$ 17,88. Ainda que os valores de preço médio não possam ser usados como índice de preços, uma vez que o próprio livro médio varia em formato e tamanho de ano para ano e nos segmentos físico e digital, chama a atenção o preço médio superior das edições digitais. Estes dados merecem um estudo mais aprofundado.

Por Por Carlo Carrenho | Publicado originalmente e clipado à partir de Tipos Digitais | 01/08/2013

Livro digital vende mais em 2012


iconelivropapeledigital_Enquanto o mercado de livros impressos registrou sua pior queda de faturamento da última década, o de livros digitais cresceu 343% entre 2012 e 2011 – período em que ele realmente começou a fazer parte da realidade do brasileiro. E os números devem ser ainda melhores em 2013, já que foi apenas em dezembro que Amazon, Apple, Google e Kobo aportaram por aqui. O que isso representa na conta bancária das editoras, porém, ainda é risível: 0,1% do que elas faturam com as vendas de impressos para o mercado.

Segundo a pesquisa Produção e Venda do Mercado Editorial, feita pela Fipe por encomenda da Câmara Brasileira do Livro [CBL] e do Sindicato Nacional de Editores [Snel], apresentada nesta terça-feira, foram produzidos no ano passado, pelas 197 editoras consultadas, 7.470 e-books e 194 aplicativos de livros. O segmento de obras gerais foi o mais bem-sucedido nas vendas de e-books: 130.119 exemplares. Já o CTP [científico, técnico e profissional] se destacou, e muito, na comercialização de aplicativos: 7.053. No total, foram vendidos 8.023 apps e 227 292 e-books. Quem ficou com a maior fatia dos R$ 3,8 milhões faturados foi o segmento de obras gerais [R$ 1.813.529,59], seguido por CTP [R$ 1.263.691,51], didáticos [R$ 520.958,26] e religiosos [R$ 253.011,68].

Voltando ao mercado tradicional, as notícias não são tão promissoras. As editoras brasileiras registraram faturamento de R$ 4,98 bilhões em 2012, um aumento de 3,04% em relação ao ano anterior. Descontada a inflação de 5,84% do período, esse ligeiro aumento vira uma queda de 2,64%. O principal vilão foi o governo, que comprou menos livros para escolas e bibliotecas. Mas isso é esperado, uma vez que esses programas são sazonais. Se em 2011 as compras movimentaram R$ 1,38 bilhão, em 2012 ficaram em R$ 1,31 bilhão.

Excluindo as compras governamentais, nota-se crescimento de 6,36% no faturamento das editoras – o valor, em 2011, era de R$ 3,44 bilhões e, no ano passado, subiu para R$ 3,66 bilhões. Descontando a inflação, chega-se a um aumento real de 0,49%.

Outro dado preocupante: o livro está 12,47% mais caro e custa, em média, R$ 13,66. O valor é calculado dividindo o faturamento pelo número de exemplares comercializados, e não fazendo uma média do preço de capa. Somente o setor de obras gerais não teve aumento expressivo [0,17%], ficando em R$ 8,94, e foi o que teve o melhor desempenho em vendas, com melhoria de 7,83% no faturamento e de 7,65% em exemplares vendidos. Os didáticos e os religiosos puxaram o preço para cima, com aumentos de 22,83% e 18,35%, respectivamente.

Produção

Foram produzidos, em 2012, 57.473 títulos – 20.792 em primeira edição e 36.681 reimpressões. Em 2011, os números eram, respectivamente, 20.406 e 37.787. Também foram impressos menos exemplares: 485 milhões diante dos 499 milhões de 2011. No total, foram comercializados 434.920.064 exemplares em 2012 [-7,36%]. Queda também na produção de livros de autores brasileiros [21.905 em 2012 e 53.506 em 2011] e aumento nas traduções [de 4.687 para 5.568]. As livrarias são responsáveis por 47,4% das vendas.

Se a economia não está bombando, isso se reflete na venda de livro. Mas nosso mercado está estável e tem chance de crescer com a melhoria da educação”, diz Sônia Jardim, presidente do Snel. Já Karine Pansa, que dirige a CBL, é mais cautelosa: “Todo o mundo olha o Brasil como o boom editorial, mas isso não é o que vemos na pesquisa. Temos que olhar esse mercado estável com atenção para não vivermos uma crise”.

Publicado originalmente e clipado à partir de Tribuna do Norte | 01/08/13

Ficção digital irá ultrapassar livros de bolso em 2014 no Reino Unido


De acordo com seu relatório “Entendendo o consumidor de e-book” de julho, a Nielsen estima que ano que vem as vendas de ficção chegarão a 47 milhões de unidades, umas 300.000 à frente dos livros de bolso, e representarão 48% do total de vendas de ficção. Contudo, como o preço médio de um e-book é menos de 3 libras, comparado a 5,5 libras do livro de bolso, o valor das vendas de e-book em 2014 alcançarão apenas 32% do total de ficção. Segundo a Nielsen, uma menor receita da venda de e-books não é a única preocupação para editoras. Receitas de vendas de livros impressos estão caindo também. “Estamos prevendo que o valor total do mercado de ficção cairá 16% este ano, e mais 4% em 2014”, afirma o relatório.

Por Philip Jones | The Bookseller | 24/07/2013

Levantamento da CBL mostra adesão das editoras aos eBooks


Pesquisa Mercado Digital-cbl-300x336O levantamento, realizado pela CBL no último Congresso Internacional do Livro Digital, em junho, teve a participação total de 126 pessoas.

Diante da questão “A sua editora já comercializa livros em formato digital”, 86 pesssoas [68%] responderam que sim. Para as 40 pessoas restantes [32%], alguma dificuldade impede a entrada da sua editora no mercado digital – 20 delas [50%] indicaram que as principais dificuldades residem na dúvida sobre qual formato utilizar e na falta de conhecimento técnico.

A pesquisa fez um total de 22 perguntas aos entrevistados, que responderam sobre temas como direitos autorais, perspectivas comerciais, relação entre impresso e digital, entre outros. O número de respostas para cada pergunta variou. Para os 48 entrevistados que responderam a pergunta “Sua editora investe na divulgação de seus produtos digitais?”, 42 pessoas [87%] afirmaram que já investem na divulgação.

Outros 54 entrevistados responderam a pergunta “Sua editora tem uma equipe dedicada aos livros digitais?” – e 70% deles afirmaram que sim, dos quais quase a metade tem equipes pequenas, de uma a cinco pessoas.

Por Eduardo Melo | Publicado originalmente em Revolução eBook | 18/07/2013 | Fonte: CBL

Pesquisa diz que leitores chineses não querem pagar por eBooks


Uma pesquisa sobre hábito de leitura dos chineses descobriu que eles ainda preferem não pagar por e-books.

Desde o início do ano, a Beijing Openbook Co. Ldta., uma companhia de serviço de informação para indústria varejista de livros, pesquisou o hábito de leitura de 8.048 indivíduos na era multimídia.

Foi a 10ª pesquisa da companhia, cujos resultados foram apresentados à Xinhua na quarta-feira.

Entre todos os participantes, 3.561 foram entrevistados nas livrarias e 4.487 participaram de pesquisa online.

A pesquisa realizada pela companhia em 2010 descobriu que, para cada pessoa que pagou por um e-book, havia outras três que não tinham pago. A proporção continua sem mudanças.

Além disso, entre os 3.561 participantes entrevistados nas livrarias neste ano, o número de pessoas que nunca pagou por um e-book foi sete vezes maior do que os que pagaram, uma proporção ainda mais alta do que o número registrado em 2010.

Entretanto, livrarias online tornaram-se mais atrativas, pois 21,2% dos 3.561 participantes nas livrarias tradicionais descreveram que as lojas online foram sua fonte principal de compras de livros neste ano, enquanto o número era de apenas 10% em 2010.

Nos últimos anos, a concorrência entre livrarias tradicionais e online tornou-se cada vez mais feroz, e as primeiras foram empurradas à margem do mercado.

Desde 2010, grandes varejistas online, como Jingdong e Suning, associaram-se à Dangdang e Amazon na venda de livros online.

Segundo pesquisa deste ano, o telefone celular ultrapassou o computador pessoal como o principal aparelho na leitura de e-books, seguidos pelos PCs, tablets e leitores portáteis.

China Rádio Internacional | 17/07/13

Mercado editorial brasileiro: crescimento e cultura digital


Segundo dados da pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, lançada em 2012, há 88,2 milhões de leitores no país, de um total de 178 milhões de brasileiros com mais de cinco anos de idade. São considerados leitores, segundo um critério internacional, pessoas que leram pelo menos um livro nos últimos três meses. E apesar de o número de leitores ter diminuído em relação à última pesquisa realizada em 2007, os resultados registram que 49% dos atuais leitores afirmam estar lendo mais do que leram no passado. Esse aumento do volume de leitura pode explicar o crescimento das vendas de livros nos últimos anos. Segundo a última edição da pesquisa “Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro”, divulgada em julho de 2012, as editoras brasileiras tiveram um aumento de 7% nas vendas com relação a 2010. No período, também houve um aumento do número de publicações em torno de 6%.

E a diversidade marca esse panorama: com quase 500 editoras atuantes no mercado, sejam nacionais, internacionais ou de capital misto, e também com muitos autores nacionais conceituados, o mercado no Brasil tende a crescer. “O mercado editorial brasileiro vem crescendo e se profissionalizando, acompanhando o desenvolvimento econômico do país sobretudo nos últimos 20 anos. Isto se revela no aumento do número de editoras e livros publicados, assim como do padrão de qualidade dos serviços e produtos; no interesse crescente dos grandes grupos internacionais pelo mercado interno; na maior visibilidade que os autores brasileiros vem conquistando no exterior; e no oferecimento de cursos específicos voltados para trabalho editorial”, analisa o editor Cide Piquet, da Editora 34.

Projetos editoriais para públicos diferentes

Ao lado das grandes editoras, como a Companhia das Letras, Objetiva e Martins Fontes, por exemplo – com catálogos grandes e heterogêneos – destacam-se no também aquelas de perfil mais específico, como é o caso da Cosac Naify. “Ocupamos um nicho de mercado de livros de alta qualidade editorial, respondendo por um catálogo de valor literário e de referência para as distintas áreas em que atuamos. Nosso público vem do meio cultural e universitário, leitores exigentes em geral”, explica Florencia Ferraria, diretora editorial da Cosac Naify.

O público acadêmico é também um dos principais leitores da Editora 34, que tem um catálogo focado nas áreas de filosofia contemporânea, sociologia, estudos literários, música e literatura, tanto nacional como estrangeira. Outro exemplo de editora com perfil específico é a Zarabatana Books, voltada para a publicação de quadrinhos autorais, cujo público vai além dos leitores habituais de HQs. “Do ponto de vista de nossa linha editorial, vejo o mercado brasileiro em grande expansão, com o surgimento de novos talentos nacionais assim como a publicação de HQs de diversas partes do mundo, tanto de clássicos como de novos autores. Atualmente existe também o reconhecimento e a valorização dos quadrinhos por entidades públicas brasileiras, através de programas de apoio à edição e compra de obras para bibliotecas escolares”, diz Cláudio Martini, editor da Zarabatana Books.

Nesse mercado de nichos, não se pode esquecer das pequenas editoras, que publicam jovens escritores, como é o caso da Não Editora, da Patuá, da Demônio Negro e d’A Bolha, entre outras. Essas editoras têm um papel bastante importante não só em lançar nomes, que mais tarde irão se fixar no mercado em editoras de maior porte, mas também em criar um público para as novas gerações de escritores.

Formato digital

Não há como falar hoje em mercado editorial sem pensar nos livros digitais. Ainda recentes no Brasil, os e-books já começam a trazer resultados para as editoras. A primeira empresa de tecnologia para leitura digital a entrar no mercado brasileiro foi a Kobo, em parceria com a Livraria Cultura. Hoje, porém, livros digitais em português podem ser adquiridos na Amazon, Apple e Google. E as principais editoras do país já colocaram o pé no digital: a Companhia das Letras, por exemplo, tem um catálogo de mais de 600 e-books, incluindo literatura brasileira e estrangeira. Rocco, Objetiva, Record e Zahar também oferecem um catálogo grande e variado de publicações digitais.

Para entrar nesse mercado, em 2011, a Editora 34 fez uma experiência: lançou a Nova antologia do conto russo, na íntegra e em e-book, mas também em partes, ou seja, cada conto poderia ser comprado separadamente. “A recepção foi muito boa. O conto Depois do baile, de Tolstói, chegou a ficar na lista dos mais vendidos da Livraria Cultura”, conta Piquet. Entre os critérios da editora para a escolha dos títulos para publicação digital estão a relevância do título, a viabilidade do contrato e a adequação ao formato. Fazem parte das próximas ações digitais da 34 o lançamento de títulos de não-ficção e também de títulos esgotados no catálogo convencional.

Mais recentemente, em abril deste ano, a Cosac Naify lançou seus primeiros e-books. “Nossas edições procuram trabalhar com os melhores tradutores e oferecer aparatos de especialistas do tema, além de material extra para que o leitor possa ampliar seu conhecimento em relação ao texto principal. Parte desse material editorial se mantém nos e-books”, esclarece Florencia Ferraria.

O papel das feiras

Se por um lado o mercado está aquecido, por outro, ainda há um grande desafio: conquistar um público leitor maior. Além das escolas e universidades, cumprem parte desse papel as Feiras do Livro e eventos literários, como a Festa Literária de Paraty, no Rio de Janeiro; a Jornada Literária de Passo Fundo e a Feira do Livro de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul; a Bienal do Livro e a Balada Literária, ambas em São Paulo. São eventos que aproximam leitores e autores em palestras e sessões de autógrafos.

Não menos importantes são as feiras no exterior, que contribuem para a internacionalização dos autores brasileiros e também como cenário comercial para as editoras nacionais. “Para nós, mais do que uma oportunidade de realizar negócios, a participação em feiras importa como momento intenso de relacionamento com parceiros e de abertura de projetos para o futuro. O interesse pela literatura brasileira, em especial contemporânea, vem crescendo”, relata Florencia Ferraria.

As feiras também são importantes para os editores que buscam autores de outros países para tradução. A editora Cosac Naify, por exemplo, tem 32 obras traduzidas do alemão para o português, enquanto a Editora 34 já contabiliza 30 obras cujo original é alemão. “Em virtude da Temporada Alemanha – Brasil 2013/2014, temos mais cerca de seis títulos previstos para breve. O programa de apoio à tradução e as parcerias com o Instituto Goethe, de modo geral, são um grande incentivo para a realização de um projeto como esse”, afirma Piquet. Com a participação do Brasil como país convidado da Feira do Livro de Frankfurt em 2013, esse diálogo entre os mercados editoriais tende a crescer, ampliando o número de traduções e aquecendo o mercado de ambos os países.

Por Camila Gonzatto | Goethe Institut | Publicado originalmente em Brasil que Lê | 06/07/13

PwC faz previsão sobre mercado de eBooks


Mercado deve girar US$ 48 bilhões mundialmente em 2016

A PricewaterhouseCoopers projeta que a venda de e-books vai gerar US$ 21 bilhões em 2016 nos Estados Unidos, ante US$ 19 bilhões gerados em 2011. O valor, em cinco anos, representará metade dos gastos dos leitores com literatura, segundo a consultoria. No mercado global, os e-books e livros didáticos digitais devem responder por US$ 48 bilhões em vendas até lá. A PwC calcula que receita com livros digitais na América do Norte aumentará muito, enquanto em outras regiões, como América do Sul e África, pouco irá mudar.

PublishNews | 27/06/2012 | Com informações do Revolução eBook

Mais eBooks e livros autopublicados


Digitais representam 7% dos gastos com livros nos EUA

Os e-books representaram 7% dos gastos dos americanos com livros em 2011 e 14% das unidades compradas, de acordo com os dados mais recentes divulgados pela empresa de pesquisas Bowker nesta semana. Em 2010, esses números eram 2% e 4%, respectivamente. A discrepância entre unidades compradas e o valor gasto se deve ao preço mais baixo dos e-books em comparação com os volumes impressos. Os dados da Bowker mostraram também que a empresa, que é responsável pela concessão de ISBNs nos Estados Unidos, registrou no ano passado mais de 211 mil livros autopublicados [41% e-books], quase 60% mais que os 133 mil títulos desse segmento em 2011 – e, vale lembrar, não são todos os autopublicados que levam ISBN.

PublishNews | 05/06/2012