Leitor eletrônico terá integração com plataforma do Google


A varejista norte-americana Target vai começar a vender em breve um novo leitor eletrônico que concorrerá com o Kindle, da Amazon.com, e o Nook, da Barnes & Noble.

O iRiver Story HD é o primeiro leitor eletrônico a ter integração completa com a plataforma eBooks, do Google, afirmou a Target em comunicado nesta segunda-feira [11].

Ele custará US$ 139,99 e será vendido a partir de 17 de julho, acrescentou a empresa.

Durante o primeiro trimestre, o Color Nook, da Barnes & Noble, ajudou a companhia a liderar o mercado de leitores eletrônicos pela primeira vez, de acordo com a empresa de pesquisa IDC.

O Kindle, da Amazon, foi o segundo, mas a ausência de uma opção de tela colorida claramente impactou o domínio antecedente da companhia no mercado de leitores eletrônicos“, disse o IDC em relatório na semana passada.

O IDC prevê que 16,2 milhões de leitores eletrônicos serão vendidos neste ano mundialmente, aumento de 24% sobre 2010.

A Target cobra de US$ 114 a US$ 189 pelo Kindle, dependendo da versão. A varejista também vende leitores eletrônicos da Sony, Kobo e Pandigital, assim como o iPad, da Apple, de acordo com o site da empresa.

DA REUTERS, EM SAN FRANCISCO| 11/07/2011 – 15h47

Uma biblioteca ao toque dos dedos


Um relatório da Association of American Publishers, entidade que reúne as 200 principais editoras dos Estados Unidos, publicado recentemente, trouxe uma informação já esperada pelo mercado editorial. A popularidade dos livros eletrônicos [e-books] nos EUA já é maior do que a dos livros de papel, em termos de vendas.

Os números de fevereiro deste ano mostram que a tendência é irreversível. Em relação a fevereiro de 2010, o crescimento no volume de vendas dos e-books foi de mais de 202%, gerando negócios da ordem de mais de US$ 90 milhões.

A popularização dos aparelhos e-readers [como o Kindle, da Amazon, o Reader, da Sony, o Nook, da Barnes & Noble, o e-reader, da Kobo e o Novel, da Pandigital] além dos tablets, com o iPad da Apple e o Xoom da Motorola, só para citar dois já disponíveis no Brasil, alavancou as vendas de livros eletrônicos. Ainda mais a partir do fim do ano passado, quando muitos ganharam ou adquiriram seus aparelhos no Natal.

Por aqui, os e-readers ainda são raros e caros. Mas há muitas alternativas interessantes para desfrutar de e-books em tablets e celulares.

Para ler no celular ou no tablet

Ótimos aplicativos para levar e ler seus e-books em qualquer lugar não faltam para os dois sistemas operacionais para dispositivos móveis mais difundidos na atualidade, o Android, do Google, e o iOS, da Apple.

A Amazon disponibiliza o Kindle para Android e para iOS [iPhone, iPad, iPod touch]. Esse app permite a compra, download e leitura dos livros com proteção digital de direitos autorais [DRM] adquiridos na Kindle Store, que dispõe de cerca de 900.000 títulos, entre eles muitos best sellers.

Lojas eletrônicas brasileiras, como a Saraiva e o Submarino também já oferecem a venda dos livros digitais.

Livros eletrônicos sem proteção de direitos, em arquivos com a extensão .epub – comprados ou convertidos pelo próprio usuário – podem ser lidos em outros apps específicos.

Para o Android, as alternativas mais conhecidas são o Aldiko Book Reader, que tem versões gratuita e paga [R$ 4,71 no Android Market] e o Laputa Reader, gratuito, mas com funcionalidades adicionais mediante doação. O FBReader, também gratuito, lançado recentemente, vem ganhando elogios de quem instalou.

Para adicionar os livros nos celulares e tablets com Android, basta arrastar e soltar os arquivos ao cartão de memória. Os apps localizam e adicionam as obras à biblioteca.

O Laputa Reader para Android

No iOS, certamente o app mais conhecido é o iBooks, da própria Apple. É necessário fazer a sincronização dos arquivos em .epub via iTunes, direto ao iPhone, iPod touch ou iPad. O iBooks permite também a compra de obras pelo próprio dispositivo, através da iTunes store.

O iBooks, no iPad

Em todos esses apps, para ambos os sistemas operacionais, a apresentação dos livros é bem parecida, e bastante agradável. As obras ficam dispostas em prateleiras virtuais.

Uma vez aberto um livro, é possível pesquisar trechos ou palavras, adicionar “favoritos” a capítulos ou frases e marcar onde a leitura parou. Há ainda o efeito gráfico de virar a página, tal como num livro de papel.

Tanto as alternativas para Android quanto as existentes para o iOS permitem também que o usuário faça downloads de obras de domínio público, geralmente obras clássicas e de referência, gratuitamente, em vários sites, e pelos próprios aplicativos. São milhares de opções.

Quem também aderiu à onda do livro digital foi o poderoso Google. O Google Books já tem um app para Android e para iOS, que libera o acesso à biblioteca digital do usuário direto no tablet ou celular. Há muitas obras e trechos de obras gratuitos e pagos para download.

Por Daniel Gonzales | Publicado originalmente em O Estado de S. Paulo | 18 de abril de 2011 | 17h13

Vendas de tablets crescem 45,1% no 3º trimestre de 2010, aponta IDC


As vendas mundiais de computadores portáteis no formato tablet totalizaram 4,8 milhões de unidades no terceiro trimestre de 2010, o que representa um avanço de 45,1% em relação aos 3,3 milhões de tablets comercializados no segundo trimestre do ano passado, informou hoje a a consultoria IDC.

O iPad, da Apple, reinou praticamente sozinho no mercado entre julho e setembro de 2010, representando 87,4% das vendas no período [4,2 milhões de unidades] nota a IDC.

Os leitores de livros digitais [e-readers] registraram avanço de 40% nas vendas entre o segundo e o terceiro trimestres de 2010, alcançando 2,7 milhões de dispositivos vendidos entre julho e setembro.

A IDC estima 17 milhões de tablets vendidos em todo o ano de 2010 e 44,6 milhões em 2011, sendo que a demanda dos Estados Unidos deve representar 40% do total. A expectativa para 2012 é de 70,8 milhões de portáteis comercializados em todo o mundo.

No segmento de e-readers, a IDC estima 10,8 milhões de unidades vendidas em 2010, sendo 72,4% no mercado americano. Em 2011, o número de leitores deve alcançar 14,7 milhões e chegar a 16,6 milhões em 2012.

O mercado de leitores de livros digitais é liderado pela Amazon, com 41,5% de participação e 1,1 milhões de dispositivos Kindle vendidos no terceiro trimestre. Em segundo lugar está a Pandigital, com 16,1% do mercado, seguida pela rede de livrarias Barnes & Noble, com 15,4% de participação, e pela Sony com 8,4% do segmento.

Por Daniela Braun | Valor Online | 18/01/2011 20:24

Futuro do livro é digital


Não tenho dúvida: o futuro do livro é digital. Minha convicção está ainda mais reforçada depois de participar do Fórum Internacional do Livro Digital, que antecedeu a abertura da Bienal do Livro de São Paulo, na semana passada.

Com base na visão dos três palestrantes – o norte-americano Mike Shatzkin, o inglês John B. Thompson e o brasileiro Jean Paul Jacob – descrevo, por minha exclusiva responsabilidade, o que poderá ser, em 2025, a mais famosa enciclopédia virtual do mundo da UniPaedia [Universal Encyclopaedia], acessível por meio do SmartPad, o e-reader do futuro.

Essa enciclopédia conterá algo equivalente a 100 vezes mais informação do que a Wikipédia que hoje conhecemos, escrita em mais de 200 idiomas.

Veja como funcionará a UniPaedia. Enquanto aperta a tecla do microfone, você diz com clareza ao e-reader o tema de sua consulta. Por exemplo: Jean-Jacques Rousseau.

Em menos de dois segundos, abre-se a página com o artigo principal sobre o grande filósofo franco-suíço.

No lugar de uma foto central da página, você tem um display de super high definition onde se exibem vídeos, filmetes ou de recursos de multimídia.

Colaborativa. Para minha surpresa, as imagens vão se sucedendo, num audiovisual incrível. Um avatar apresenta o filósofo com texto e áudio: “Jean-Jacques Rousseau, né le 28 juin 1712 à Genève et mort le 2 juillet 1778 à Emenonville, est um écrivain, philosophe et musicien genevois de langue française…”

Como prefiro fazer a consulta em minha língua-mãe, aperto a tecla de seleção de idioma e escolho o português.

O avatar retoma sua biografia: “Jean-Jacques Rousseau, nascido no dia 28 de junho de 1712 em Genebra…” Ao fundo, o cenário da cidade suíça naquele ano.

Imagine a utilidade e o valor cultural de uma enciclopédia como essa com todos os recursos de multimídia, disponível em qualquer lugar do planeta, altamente colaborativa, permanentemente revisada e avalizada por especialistas das maiores universidades do mundo.

O livro é uma de minhas paixões. Ele me permite ler, reler e refletir no ritmo que mais me agrada, mais lento ou mais rápido, retornar às páginas anteriores, consultar o índice ou o glossário.

Mesmo assim, tenho muitas queixas do livro. À medida que a idade chega, começo a me sentir irritado com as letras miudinhas, os textos em corpo 7 ou mesmo 9, que não posso ampliar como no computador.

Imagine ler um livro de 400 páginas em corpo 7, ou, pior ainda, em dicionários e enciclopédias antigas.

A resposta a todos esses problemas é o livro eletrônico.

A Bienal de 2025. Estamos em plena Bienal do Livro de São Paulo-2010, que começou na semana passada e ainda se estende até o domingo próximo, no Anhembi.

Não perca a oportunidade de visitar o espaço da Imprensa Oficial, com uma exposição sobre o livro digital.

Visite tudo, fotografe, compre os livros que quiser, leve seus filhos, estimule-os a ler mais e registre o máximo de informações sobre o evento para compará-lo, daqui a 15 anos, com a Bienal do Livro de São Paulo-2025.

Naquele ano, você não precisará ir ao Anhembi. Até porque a Bienal não terá um local físico para sua realização, porque será inteiramente virtual, interativa, colaborativa e muito mais divertida.

Para a maioria dos especialistas, o livro como o conhecemos hoje estará praticamente extinto daqui a 30 anos, e só será encontrado em museus, nas últimas bibliotecas pessoais ou nas mãos de bibliófilos e colecionadores.

É claro que o livro impresso em papel não desaparecerá. Assim como os veleiros do século 18 não desapareceram totalmente – porque sobrevivem nos iates de luxo de hoje -, o livro poderá sobreviver, mas como um mercado de nicho, para edições de luxo, verdadeiras obras de arte, para reprodução das mais belas ilustrações.

E mesmo assim, combinando impressão especial com a tinta eletrônica [e-ink], papel eletrônico e nanopapel, capazes de resistir muito mais à ação do tempo.

Os sucessores do livro impresso em papel serão provavelmente livros digitais interativos, audiovisuais e multimídia, com novos conceitos, novos formatos e funções, como a UniPaedia acima descrita.

Mais leitores? Com o advento dos leitores eletrônicos e a universalização da tecnologia digital, é bem provável que cresça também o número de leitores, numa reversão surpreendente do declínio do hábito de leitura das novas gerações.

As primeiras ferramentas dessa revolução estão aí. São leitores eletrônicos como o Kindle DX da Amazon, o Sony e-Reader Touch PRS 500, o BeBook Neo, o Alex e-Reader, o PanDigital Novel, o Kobo e-Reader, o Barnes & Noble Nook, o Cool-er e, obviamente, a vedete mundial da Apple, o iPad. A Amazon espera lançar ainda este ano um Kindle de US$ 99.

Os e-readers atraíram e dominaram as atenções dos milhares de visitantes do Consumer Electronics Show 2010, em janeiro, na cidade de Las Vegas.

Eu já era otimista desde o lançamento dos primeiros leitores eletrônicos. Agora sou ainda mais, com os milhões de iPads vendidos pela Apple e com a informação mais impressionante da semana passada: a venda de livros eletrônicos para o e-reader da Amazon no primeiro semestre cresceu 200% em relação ao mesmo período do ano passado.

O Estado de S. Paulo | 15/08/2010 | Ethevaldo Siqueira

O livro digital em debate


Gosto tanto de livros que, se fosse rico, investiria o máximo que pudesse em uma biblioteca particular tão grande e valiosa quanto à de meu querido e saudoso amigo José Mindlin. Por isso, não perco uma única edição da Bienal do Livro. Este ano tenho, além do prazer de visitá-la, um evento a mais para comparecer: o Fórum Internacional do Livro Digital, que será realizado nos dois dias que antecedem à Bienal.

O tema central desse fórum não é, a rigor, prever o fim do livro, mas discutir as transformações a que ele estará sujeito nos próximos anos. Por mais que me entristeça reconhecê-lo, concordo com a maioria dos estudiosos desse tema sobre as consequências das profundas inovações tecnológicas sobre o futuro do livro.

Para muitos especialistas, o livro impresso em papel estará praticamente extinto daqui a 30 anos, e só será encontrado em museus, nas últimas bibliotecas pessoais ou nas mãos de bibliófilos e colecionadores. Na melhor das hipóteses, como um mercado de nicho, sobreviverão livros de arte e obras de luxo, com as mais belas ilustrações ou reproduções de pinturas.

Em lugar dos livros de papel, teremos, provavelmente, o livro digital interativo, como um novo conceito, com novos formatos e funções. Os embriões desse novo livro já estarão tomando forma, à medida que vai desaparecendo seu antigo e secular antecessor, nascido praticamente com Gutenberg.

A boa perspectiva é que, com os leitores eletrônicos e a universalização da tecnologia digital, venha a crescer substancialmente o número de pessoas que leem, numa reversão surpreendente do declínio do hábito de leitura das novas gerações.

As ferramentas dessa revolução estão aí. São leitores eletrônicos como o Kindle DX da Amazon, o Sony e-Reader Touch PRS 500, o BeBook Neo, o Alex e-Reader, o PanDigital Novel, o Kobo e-Reader, o Barnes & Noble Nook, o Cool-er e, obviamente, a vedete mundial da Apple, o iPad.

Testemunhei em janeiro, em Las Vegas, algo surpreendente. De tal modo os e-readers atraíram e dominaram as atenções dos milhares de visitantes do Consumer Electronics Show 2010, que ouso afirmar que esses novos leitores digitais de e-books terão enorme impacto sobre a indústria do livro, bem como do jornalismo impresso. Tudo depende de alguns poucos avanços da tecnologia de monitores, bem como da capacidade de comunicação sem fio WiFi e 3G dos tablets e da disponibilidade da banda larga na maioria dos países.

A Amazon anunciou na semana passada a versão mais barata do Kindle, chamado Kindle Wi-Fi, seu leitor de livros digitais, por US$ 139. O aparelho tem apenas conexão via rede local sem fio e não 3G. Embora seja o mais barato da categoria, esse Kindle pode armazenar 3,5 mil livros. Um pouco mais cara é a versão desse e-reader com capacidade de comunicação 3G, que custará US$ 189.

Qual é o futuro do livro?

Vou conferir no fórum do livro digital na semana que vem tudo que penso sobre o tema e confrontar minhas ideias com as previsões dos especialistas. Acho que daqui a dois ou três anos, os tablets – esses modelos híbridos de mini-laptops e leitores eletrônicos – serão o grande sucesso entre os e-readers, batendo de longe a maioria dos dispositivos dedicados lançados no mercado até aqui.

Eu já era otimista desde o lançamento dos primeiros leitores eletrônicos, como o Kindle, da Amazon. Agora sou ainda mais, com os milhões de iPads vendidos pela Apple e o dado mais impressionante da semana passada: a venda de livros eletrônicos vendidos pela Amazon para o e-reader Kindle no primeiro semestres deste ano foi três vezes superiores às vendas do primeiro semestre do ano passado, ou seja, um crescimento de 200%.

Além de oferecer mais de 1,8 milhão de livros digitais gratuitos, disponíveis para download, a Amazon comercializou no último trimestre mais de 630 mil títulos, a maioria com preços até US$ 10.

O que pode quebrar todos os paradigmas atuais na disputa com os livros de papel é o fato de o leitor eletrônico não apenas armazenar milhares de livros mas também acessar jornais e revistas. Conheço dezenas de pessoas que já se tornaram usuárias habituais dos e-readers porque querem ter a liberdade de ler em viagem, em férias, em qualquer lugar, com o maior número de opções de obras, fotos, vídeos e documentos.

Com a nova tecnologia, estudantes poderão levar para o colégio ou universidade dezenas de livros de textos e dicionários, sem que isso pese um grama a mais em sua mochila. Além de tudo isso, os modelos tablets, como o do iPad serão, também, alternativas para os laptops ou netbooks.

Três palestrantes notáveis

O Fórum Internacional do Livro Digital, que acontecerá no Auditório Elis Regina, no Pavilhão de Congressos do Anhembi, terá três palestrantes imperdíveis: Mike Shatzkin, John B. Thompson e Jean Paul Jacob.

O primeiro é o norte-americano Mike Shatzkin, fundador e CEO da empresa The Idea Logical Company, que falará sobre O futuro do livro impresso num mundo digital, no dia 10, das 20h30 às 22h00. Consultor especializado na cadeia produtiva do livro, que envolve redação, edição, agenciamento, venda, marketing, produção e gestão, Shatzkin tem um dos blogs com maior audiência no mundo voltado para a discussão do impacto da mudança digital no mundo dos livros [The Shatzkin Files, http://idealog.com/blog%5D.

A segunda palestra – Os livros na Era Digital – será proferida no dia 11, das 8h30 às 10h00, pelo professor de sociologia da Universidade de Cambridge [Inglaterra] e autor do livro do mesmo nome [Books in the Digital Age, em inglês], com uma análise especial das transformações da indústria editorial do livro.

O último palestrante do Fórum Internacional do Livro Digital será o cientista brasileiro Jean Paul Jacob, ex-pesquisador da IBM em Almadén, Califórnia, e atualmente cientista-consultor da Universidade da Califórnia em Berkeley. O título de sua será O futuro já não é mais o que era, a ser proferida no dia 11, das 18h às 19h30.

Jean Paul Jacob adianta alguns aspectos de sua palestra: “O auditório fará um passeio guiado por mim por cenários que poderão fazer parte de sua vida no futuro de curto e de longo prazo. O mundo físico em que vivemos está sendo ampliado por muitos mundos digitais virtuais. No cinema, uma cena de grande perigo para um ator ou atriz é, na verdade, vivida virtualmente por desenhos ultra-reais produzidos por tecnologia digital”.

A palestra do cientista brasileiro mostrará ainda as transformações que poderão ocorrer no mundo dos livros, com a popularização dos leitores eletrônico-digitais, que usam tinta eletrônica, como o Kindle, o Sony e outros.

É nesse mundo virtual – diz Jean Paul Jacob – em que os átomos são substituídos por bits, que vamos explorar novas paisagens, nunca antes imaginadas. Páginas de livros e revistas, por exemplo, terão a possibilidade de mostrar um vídeo e até manter um diálogo por voz com o usuário”.

Por Ethevaldo Siqueira | 3 de agosto de 2010, 00h03 | Publicado originalmente em O Estado de S.Paulo | Caderno de Economia & Negócios

Mercado de e-books ganha mais dois modelos no Brasil


Em vez de geladeiras modernas, fogões tecnológicos e liquidificadores, o grande destaque da feira Eletrolar Show 2010, que acontece até sexta-feira [23] na cidade de São Paulo, são leitores digitais. No evento, dois aparelhos com focos distintos que chegarão ao mercado brasileiro no segundo semestre foram apresentados ao público, o Alfa, da Positivo Informática [leia mais sobre ele], e o E-Reader, da Pandigital, conhecido nos Estados Unidos como Pandigital Novel, que deve chegar ao Brasil em outubro pela Tecnoworld. O aparelho vai no caminho oposto do Alfa, da Positivo: em vez de e-ink, uma tela tradicional de cristal líquido, colorida. O sistema operacional Android, do Google, permite que o Pandigital seja utilizado não apenas para ler livros, mas também para rodar aplicativos e acessar a internet. Ele já vem com acesso à livraria virtual da Barnes & Noble. O preço sugerido pela empresa é de R$ 850. Disponível na cor branca, o tablet possui tela sensível ao toque, de 7 polegadas. Ele tem conexões Wi-Fi e 3G. Leve e menor que o iPad, seu concorrente direto, o E-Reader ainda possui 1 GB de armazenamento interno, podendo se expandido para até 32 GB por meio da entrada de cartões SD. Para a leitura de livros, um diferencial é poder inverter as cores da página, deixando o fundo preto e as letras brancas.

Portal G1 | 21/07/2010 | Gustavo Petró

Tablets no sabor Android


O iPad, por enquanto, é o sonho de consumo número um entre os tablets, mas outros modelos estão entrando na briga. A grande diferença está no Android, o sistema operacional gratuito do Google para dispositivos móveis, que ajuda a baratear o preço. Uma parceria da fabricante de portarretratos Pandigital com a rede de livrarias Barnes & Noble vai botar em breve na rua o Novel, e-reader colorido baseado em Android que conta com uma estantezinha virtual de livros bem parecida com a do iPad. O preço, no entanto, não é nada parecido: enquanto o iPad custa US$ 500 na versão mais simples, o Novel sairá a US$ 200 quando chegar às lojas dos EUA em junho. Pelo menos é o que diz a Pandigital. O tablet é integrado com o gigantesco acervo [um milhão de títulos] de ebooks da livraria.

O Globo | 31/05/2010 | André Machado [Revista Digital]