Observatório da Língua cria biblioteca digital sobre cidadania


O Observatório da Língua Portuguesa criou uma biblioteca de livros digitais, sobre cidadania e direitos humanos, destinada sobretudo a crianças e jovens, capitalizando as competências deles no mundo digital.

A biblioteca digital, que está já online e é de acesso livre, foi apresentada hoje em Lisboa por Pedro Lourtie, daquele observatório, e pela escritora Isabel Alçada, na conferência internacional do Plano Nacional de Leitura.

Este projecto “pretende ir ao encontro da apetência natural que os mais novos têm por estes recursos [tecnológicos]. Uma das formas de tornar a leitura um prazer, mesmo para os mais avessos, é o recurso digital“, explicou Isabel Alçada na apresentação.

Por enquanto a biblioteca tem 15 livros, alguns álbuns ilustrados, em formato digital, repartidos para diferentes grupos etários, e cujas narrativas abordam temas como igualdade de género, tolerância, racismo e xenofobia.

Cada livro tem associado o respectivo audio-livro, a contracapa apresenta os temas abordados e são ainda sugeridas propostas de actividades para professores e educadores.

O portal inclui ainda depoimentos dos escritores que cederam os direitos das obras escolhidas para integrarem esta biblioteca digital.

Entre os livros já disponibilizados estão, por exemplo, “Meninos de todas as cores”, de Luísa Ducla Soares, “Os amores de Lelé e Capilé”, de Carlos Correia, “As rainhas magas”, de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, “Campos de lágrimas”, de José Jorge Letria, e “Se só houvesse uma letra”, de Inês Pupo.

Isabel Alçada elogiou o trabalho que tem sido feito pelas bibliotecas públicas e pelas bibliotecas escolares na promoção do livro e da leitura entre os mais novos, aproveitando todos os recursos tecnológicos disponíveis.

Em contexto familiar, “os adultos também podem orientar as apetências digitais das crianças para domínios formativos e de leitura”, disse a escritora e ex-ministra da Educação.

De acordo com Pedro Lourtie, esta biblioteca digital foi desenvolvida com recursos públicos provenientes da Noruega, da Islândia e do Liechtenstein, através do Programa Cidadania Ativa.

A biblioteca está disponível na página bibliotecalivrosdigitais.observalinguaportuguesa.org, associada ao Observatório da Língua Portuguesa.

Em 2013, um estudo desenvolvido pelo Centro de Investigação e Estudos de Sociologia, com base num inquérito feito em 16 países, incluindo Portugal, demonstrava que a leitura de livros em formato digital não substituiu a dos livros em papel, mas que existem mudanças por causa da Internet.

O estudo incidia sobre o que significa ler na actualidade e como é que os utilizadores de Internet leem em papel e em digital.

No caso de Portugal, apenas dez por cento dos inquiridos disseram ter lido mais de oito livros em formato digital ao longo do último ano, quando a amostra global do inquérito se situou nos 30 por cento.

O inquérito internacional permitiu concluir que a leitura em digital, em múltiplos suportes — telemóveis, ‘tablets’, computadores – coexiste com a leitura em papel e que o objecto de leitura inclui, além de livros e jornais, textos em blogues, correio eletrónico ou mensagens partilhadas em redes sociais.

dnoticias.pt | 06/11/2015

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Observatório da Língua Portuguesa lança biblioteca digital para a cidadania


O OLP – Observatório da Língua Portuguesa, em parceria com a AVL – Associação para o Voluntariado de Leitura está a criar uma Biblioteca de Livros Digitais [BLD] com obras dirigidas a crianças e jovens, centradas em temas de cidadania. O projeto integra-se no programa “Cidadania Activa”, cujo “objectivo primordial é o fortalecimento da sociedade civil portuguesa e o progresso da justiça social, da defesa dos valores democráticos e do desenvolvimento sustentável”, informou o OLP em comunicado.

A Biblioteca de Livros Digitais para a Cidadania e Interculturalidade [BLD], que será colocada numa plataforma do sítio de internet da OLP, potenciará também a projecção da Língua Portuguesa como veículo de ensino e aprendizagem, transmissora de valores humanísticos, ampliará mais facilmente a rede nacional de voluntariado para a promoção da leitura e facilitará e estimulará o trabalho dos voluntários de leitura, indica o OLP.

Na fase de arranque, a biblioteca será constituída por 15 volumes, destinados aos estudantes do ensino básico e secundário e potenciará a inclusão de crianças em risco. “Os livros digitais a produzir abordarão o valor da democracia e da participação cívica, a defesa dos direitos das minorias e da igualdade de género, o combate contra discriminações e desigualdades sociais, o racismo, a xenofobia, a linguagem de ódio, induzindo a compreensão intercultural, a interiorização de valores de tolerância e o respeito mútuo, a partir do conhecimento e reflexão sobre diversas realidades culturais“, explica o comunicado.

Complementarmente, serão elaborados vídeos com sugestões de abordagem pedagógica e de atividades relacionadas com os livros publicados, de forma a dinamizar a sua utilização pelos docentes, voluntários de leitura e pelas famílias.

Este projecto é financiado pela Noruega, Lichenstein e Islândia, no âmbito dos fundos do Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu, destinados às Organizações Não-Governamentais [ONG], sendo a Fundação Calouste Gulbenkian a entidade gestora que lançou o concurso para o programa dirigido às ONG.

O OLP- Observatório da Língua Portuguesa, como promotor e a AVL – Associação para o Voluntariado da Leitura, como parceiro, consideraram que o Programa abria novas perspetivas nas atividades das duas organizações e decidiram concorrer com a apresentação do projeto “Biblioteca de Livros Digitais para a Cidadania e Interculturalidade”.

O processo de candidatura decorreu em duas fases de selecção, tendo a decisão final determinado a sua aprovação e financiamento para uma execução ao longo de 2014 e 2015. A responsabilidade dessa execução cabe ao OLP, presidido por Eugénio Anacoreta Correia, e à AVL, presidida por Isabel Alçada, sendo coordenadora do projecto Maria Eduarda Boal, também membro do OLP.

Portugal Digital | 29/03/14