A vez dos didáticos


Na primeira edição Congresso do Livro Digital da CBL, eram os diretores de editoras e livrarias que formavam a plateia. No ano passado, participaram os profissionais que botam a mão na massa. Eles voltaram este ano, mas o que mais chamou a atenção foi a presença das editoras didáticas. Só da Moderna participaram 23 funcionários.

Por Maria Fernanda Rodrigues | O Estado de S. Paulo | 12/05/2012

Livro digital ainda ‘patina’ em catálogo de editoras


Um mês após o governo anunciar que comprará até 900 mil tablets para docentes e alunos da rede pública, as principais editoras de livros didáticos se preparam para entrar em um novo mercado milionário: o digital.

A compra de tablets pela União tem um custo previsto de R$ 330 milhões.

Algumas editoras até já possuem versões do material para a plataforma tablet. Porém, organização e conteúdo são bem similares aos dos livros “tradicionais”, em papel.

Das seis grandes editoras ouvidas pela reportagem, duas ainda não têm versões digitais do material didático e, das que possuem, apenas três trazem recursos digitais complementares, como áudios, vídeos e animações.

As editoras afirmam, porém, que até 2013 vão acelerar as mudanças digitais.

NOVIDADES

Para o ano que vem, a Edições SM pretende trazer ferramentas que personalizem o conteúdo didático conforme a necessidade do aluno.

A FTD disse que desenvolve versões digitais do material para “inovar e criar novas perspectivas educacionais”.

Ática e a Scipione afirmam que em 2013, em todas as versões digitais, o estudante poderá responder os exercícios no próprio livro.

Desde 1985, essa característica foi desaparecendo das obras em papel porque o Programa Nacional do Livro Didático instituiu o término da compra pelo governo de livros que não poderiam ser reutilizados.

Editoras como a Moderna e Edições SM só disponibilizam, gratuitamente, a versão digital para quem compra o livro em papel. A utilização do recurso vale durante o período do ano letivo.

O mesmo não acontece com a Ática e a Scipione, que permitem a compra da edição eletrônica por 80% do valor de capa do livro “tradicional”. Nesse caso, o acesso à versão digital não caduca.

O recurso de leitores de tela, utilizados por deficientes visuais, ainda não foi adotado por nenhuma das editoras. Por enquanto, existe apenas a possibilidade de aumento da letra e das imagens exibidas no aparelho.

ENSINO NOVO?

Pelo que vemos hoje, o aluno continua lendo o material no tablet como se estivesse lendo no papel“, diz Sérgio Amaral, coordenador do Laboratório de Novas Tecnologias Educacionais da Unicamp.

Para ele, falta às editoras usar “toda a potencialidade do aparelho, como a convergência com as lousas digitais”.

No mês passado, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, defendeu o papel da escola como agente de inclusão digital.

Por Luisa Pessoa | Folha de S. Paulo | 04/03/2012

Aposta em didáticos


Gabriela Dias

No Brasil desde 2004, a Edições SM, especializada em livros infantis e didáticos e pertencente ao Grupo SM, da Espanha, acaba de contratar Gabriela Dias como gerente de Pesquisa e Desenvolvimento de Livros Digitais. Até então, Gabriela cuidava do assunto na Moderna, a primeira editora a conseguir criar um projeto de livro digital didático mais próximo da realidade educacional brasileira, que unia o tradicional material impresso e conteúdo digital adicional. Ela tem também vasta experiência na produção de CD-ROM e afins, característica ainda mais valorizada com a publicação, na semana passada, do edital do Fundo Nacional da Educação que prevê, para 2014, a compra de didáticos com DVD-ROM.

Por Maria Fernanda Rodrigues | O Estado de S. Paulo | 19/11/2011

Por R$ 0,99 por semana, brasileiro terá acesso à biblioteca digital


Projeto Nuvem de Livros foi apresentado no Bienal do Livro do Rio

Até 2020, todas as escolas brasileiras deverão ter uma biblioteca. Partindo da ideia de que existem quase 68 mil escolas no país e que 34% delas não têm nenhuma sala com livros, e ainda que o Brasil é o 3º país em número de celulares, o 5º em número de computadores, e que mais de 38 milhões já têm banda larga, Jonas Suassuna, do grupo Gol, viu aí uma oportunidade de negócio. Ele sabe das dificuldades envolvidas no cumprimento dessa diretriz governamental. Por que não construir, então, uma grande biblioteca digital?

Depois de três anos maturando a ideia, pesquisando, criando plataformas e pensando no conteúdo, a Gol Mobile apresentou sua Nuvem de Livros na Bienal do Livro do Rio. Com curadoria editorial de Antônio Torres e uma licença de uso semanal de R$ 0,99, o projeto conta com parceria de empresas como Telefônica, Vivo, Estadão, O Globo e Itautec, o que já dá, de saída, 82 milhões de clientes à biblioteca.

Os livros poderão ser lidos no computador, leitores digitais, tablets e celulares e a Gol criou seu próprio DRM para evitar a pirataria. O acesso amplo e simultâneo está garantido. “Tem que dar acesso geral. Se milhões de pessoas quiserem ler o mesmo livro ao mesmo tempo, elas vão ler”, comentou Suassuna. Hoje, a biblioteca conta com 3 mil títulos, e isso inclui 1.500 teleaulas fornecidas pela Fundação Roberto Marinho. Já o CCAA ficou responsável por todo o conteúdo em língua estrangeira.

Livros de 25 editoras como Moderna, Ediouro e seus selos, Conrad, A Girafa, Vermelho Marinho e outras também integram o catálogo. A forma de remuneração talvez seja a maior novidade do projeto. O fato de o livro estar na biblioteca já garante um pagamento à editora. Se ele for selecionado para ficar como destaque ou integrar coleções e ainda se for muito acessado, isso quer dizer que a editora ganhará um extra. Participar do projeto não é difícil. Se já tiver os livros digitalizados, tanto melhor. Se não tiver, a Gol cuida de convertê-los.

Outra novidade é que professores vão poder acompanhar a leitura dos alunos, conferir os livros pesquisados e saber se eles fizeram de fato o download da obra para embasar seus trabalhos.

Mas a Nuvem de Livros não foi pensada para ser usada apenas por alunos nas escolas; ela terá conteúdo para toda a família. A seu favor, Suassuna tem os apartamentos cada vez mais compactos. “Os apartamentos têm hoje, em média, 45 m2. Coloque uma estante de livros no meio disso tudo e falta espaço para a geladeira ou para a cama”, comentou.

Criamos um modelo para ganhar pouco dinheiro de muita gente”, comentou Suassuna, que não pretende resolver o problema da biblioteca pública no Brasil. “Se eu conseguir fazer os 82 milhões de usuários terem uma boa experiência com bons livros já posso ir embora dessa terra para as nuvens” brincou.

Essa conta que faz remonta ao número de clientes de seus parceiros. Por exemplo, todos os computadores da Itautec virão com a biblioteca digital. Os 80 milhões de usuários da Vivo terão 30 dias de acesso gratuito e depois, se quiserem, assinam o serviço por R$ 0,99 por semana. O mesmo vai acontecer com os clientes dos 25 países onde a Telefônica atua e os assinantes dos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo.

Esta é a segunda iniciativa na área de bibliotecas digitais feita por empresas que não são exatamente bibliotecas no Brasil. A primeira, Minha Biblioteca, acaba de firmar parceria com a Ingram e ainda está sendo formatada para em breve ser oferecida para universidades do país. A Nuvem de Livros deve chegar antes, já que a previsão de lançamento é para 1º de outubro.

Por Maria Fernanda Rodrigues | PublishNews | 08/09/2011

Grátis no site da Moderna: livros digitais sobre políticas públicas educacionais


Os livros que compõem o acervo digital trazem exemplos de boas práticas em educação e reflexões sobre políticas públicas no setor

A partir deste mês, a Editora Moderna coloca à disposição em seu site a versão digital de livros de políticas públicas educacionais editados em parceria com a Fundação Santillana, entre outras organizações empenhadas no desenvolvimento da educação no Brasil. Os livros que compõem o acervo digital trazem exemplos de boas práticas em educação e reflexões sobre políticas públicas no setor, redigidos por renomados especialistas. A ideia do projeto é disponibilizar gratuitamente o acesso à comunidade acadêmica, jornalistas, servidores públicos, estudantes, professores e outros públicos interessados, para que este conhecimento seja compartilhado e difundido. Para ler, basta clicar aqui.

PublishNews | 06/09/2011