Um smart reader de verdade!


POR EDNEI PROCOPIO

Nos meus dois últimos livros, “O Livro na Era Digital” e “A Revolução dos eBooks” eu dizia que não tinha certeza se os e-readers, os dispositivos dedicados, iriam ganhar mercado e se tornar um padrão para a leitura dos livros eletrônicos. Eu tentava me convencer de que talvez os dedicated readings devices fossem a melhor opção para o mercado editorial.

Terminei de escrever “O Livro na Era Digiral” em 2010, quando uma segunda geração de reading devices estava ganhando força e os tablets, embora tivessem sido inventados na década de 1970, e testados no início dos anos 2000 pela americana Microsof Corp., ainda não tinham ganhado mercado. O impulso que faltava para os tablets só veio depois que fora lançada a versão da Apple e que impulsionou esta categoria de produto.

O fato é que nem os e-readers e nem os tablets se tornaram tão emergentes e populares quantos os smartphones. Penso que, embora torcesse pelos e-readers, naquela momento, não queria admitir que estes não seriam páreo para os smartphones, muito menos para os tablets. É que eu vinha de uma fase em que a primeira geração de e-readers já havia me encantado o bastante a ponto de me fazer crer que precisávamos apenas de um bom LIBRIè para revolucionar o mercado. O resto viria história em pouco tempo.

Mas o tempo me mostrou que talvez estivesse errado em se tratando de um mercado editorial arcaico, retrógrado, ultrapassado e cheirando a papel mofado. Mais recentemente, no entanto, um estranho, e genial, smartphone de codinome Yotaphone 2, criado pela empresa russa Yota, fez-me sentir redimido de minhas dúvidas.

Vire o Yotaphone 2 e leia seu livro com mais conforto | Photo: Divulgação

Vire o Yotaphone 2 e leia seu livro com mais conforto | Photo: Divulgação

Na parte da frente, o Yotaphone 2 parece ser um smartphone que roda o sistema operacional Android; basta no entanto virar o aparelho para perceber que ele também serva para a leitura, demorada, dos livros eletrônicos, pois mantém uma segunda tela que utiliza a tecnologia do que chamamos aqui de papel eletrônico [o famoso e-ink usados em muitos e-readers por aí].

Aqui a gente percebe uma convergência no uso de diversas telas nos dispositivos portáteis para o consumo de mídia. A ideia do Yotaphone 2 é bem simples: os desenvolvedores reconhecem que muitas mensagens instantâneas de textos [como as do Whatsapp, por exemplo], e-mails, notícias, e-livros, etc., não precisam dos recursos da cor e, por essa razão podem ser acessados na tela traseira e, assim, economizar a famigerada bateria – o maior dos pesadelos, todos sabemos, quando se fala em dispositivo portáteis e móveis.

Durante algum tempo me vi perdido em criar uma resposta que convencesse as pessoas que os dedicated readings devices seriam a melhor opção para o mercado editorial. Creio que, agora, no entanto, eu não precise mais ficar decorando respostas prontas, basta mostrar o case Yotaphone 2 e as pessoas talvez se toquem de que suas convicções sobre os livros eletrônicos estão sempre sendo derrubadas por novas ideias.

POR EDNEI PROCOPIO

Startup Árvore de Livros é selecionada durante a Pitch Corporate Educação


Em 7 de maio aconteceu na sede da Microsoft, em São Paulo, o Pitch Corporate Educação. Organizado pela ABStartups [Associação Brasileira de Startups] – que anunciou uma nova diretoria -, o evento reuniu 10 startups do setor de educação.

Na ocasião, essas pequenas empresas têm a oportunidade de apresentarem seus “pitchs” a grandes organizações que são referência em seus respectivos mercados, como educação, saúde, varejo, tecnologia e entretenimento.

Queremos passar a mensagem para os empreendedores que o dinheiro mais barato que eles podem ter vem dos clientes, e não de investidores. Por isso nosso foco é gerar negócios”, disse Guilherme Junqueira, gerente executivo da ABStartups e coordenador do Pitch Corporate.

No ano passado, segundo Junqueira, de cada dez startups que apresentaram seus produtos para grandes empresas, sete conseguiram agendar reuniões e quatro fecharam ótimos negócios.

Esta foi a segunda edição do Pitch Corporate Educação e conta com o patrocínio da Estácio, Kroton e Microsoft e o apoio da Fundação Lemann, Gera Ventures, CI&T, Intel, Positivo, Edu4Me, Agência TrustMe, Plug, ABRAII e Comitê de EdTech da ABStartups.

Abaixo, as 10 startups que participam do evento.

Árvore de Livros – https://www.arvoredelivros.com.br
Aulalivre – http://aulalivre.net
Beenoculus – http://www.beenoculus.com
Eduk – http://www.eduk.com.br
EngagED – http://engaged.com.br
Grid Class – http://gridclass.com.br
Já Entendi – http://jaentendi.com.br
MBA 60 – http://www.mba60.com
Me passa aí – https://mepassaai.com.br
Opusphere – http://opusphere.com

Outras cinco startups foram escolhidas como Menção Honrosa: Dito, Ekole, Meu Tutor, Neolude e Outclass.

Pequenas Empresas & Grandes Negócios | 08/05/2015

Os melhores ‘apps’ para ler e estudar


unnamedFolhas de papel, agendas, cadernos, livros. Quilos e quilos de papel que até poucos anos atrás pesavam sobre as costas e ocupavam mochilas, bolsas e mesas. Estão desaparecendo, pouco a pouco, da vida dos estudantes. A digitalização dos alunos nas universidades caminha no mesmo ritmo que eles; segundo o último estudo do serviço de telefonia Tuenti Móvil e da empresa de pesquisa de mercado IPSOS, 84% dos jovens pesquisados se conecta à Internet a partir do telefone celular e 40% utiliza o aparelho para estudar, trocar anotações ou trabalhar em grupo.

Celulares e tablets foram banindo a caneta e o papel para melhorar, maximizar e otimizar as tarefas dos universitários; deixaram que ser um elemento de distração durante as aulas para se tornarem uma ferramenta de trabalho. Quase sempre. Álex Rayón é professor na Faculdade de Engenharia da Universidade de Deusto e responsável pela TI [Tecnologia da Informação] nesse centro universitário. É ele quem está colocando em funcionamento a maquinaria que habilita as tecnologias de informação e comunicação na universidade basca: “Todo o plano de formação em competências digitais. Acredito que com isso é preciso ser valente”.

Os alunos ainda sentem dificuldades no uso dos aplicativos durante as aulas, embora fora delas isso já se tornou um hábito. “Os professores demoram em se acostumar. O maior medo é que, com o telefone na mão, os alunos possam estar fazendo outras coisas que não sejam da disciplina”. Facebook, Twitter, Whatsapp. “O que acontece então? Os celulares são proibidos em sala de aula”, conta Rayón. “Mas o que devemos fazer, e o que eu tento a cada dia, é levar as aulas ao celular, monopolizar a atenção dos alunos”.

Rayón dá aulas de Inovação e empreendedorismo na Universidade de Deusto e de Estratégia digital na Deusto Business School. Uma parte delas navega na nuvem, no Youtube e no Google Drive. “Quando os alunos fazem seminários, peço que gravem; depois postamos o material em canais temáticos que criamos no Youtube e se faz uma revisão por grupos. É uma das formas de levar a aula ao ambiente dos dispositivos móveis”. Com a ajuda de aplicativos como o Evernote, para gestão de conteúdos, e o Mindomo, para criar mapas conceituais, Rayón consegue colocar a aula no celular. “E não ao contrário, para aproveitar ao máximo todos os recursos disponíveis”.

Para ajudar a atingir esse objetivo, apresentamos os melhores aplicativos de iOS, Android e Windows Phone para compactar o curso.

Com a mão levantada

Para não perder o hábito de mover o pulso e o cotovelo ao escrever, reunimos aplicativos com os quais você poderá continuar escrevendo de forma tradicional, mas sobre uma tela.

  • Penultimate: Um aplicativo simples, intuitivo, extremamente bem cuidado visualmente e com uma gestão impecável da tinta. Pode-se escrever com o dedo, mas para aproveitá-lo ao máximo um stylus é a melhor opção. Disponível para iPad e gratuito.
  • Papyrus: Clara e fácil de usar, essa ferramenta tem uma janela para os clientes do Google Play for Education, que podem instalar este app e o Papyrus Licence EDU 2014-2015 para desbloquear as vantagens da versão premium. Disponível para Android e gratuito.
  • OneNote: A ferramenta para tomar notas do pacote Office da Microsoft é uma plataforma agradável e limpa visualmente. Permite escrever à mão, embora seja recomendável um lápis adequado. Disponível para Windows Phone, iOS e Android de forma gratuita.

Organizado e a tempo

Para quem não se importa em prescindir de agendas, post-its e papeizinhos no meio de dezenas de cadernos, seis ferramentas que ajudam a organizar, lembrar e guardar.

  • Evernote: Para tomar notas, fazer fotos, criar listas, gravar voz, guardar links. Tem sincronização na nuvem e capacidade para fazer apresentações com um clique. Gratuito. Para iOS, Android e Windows Phone em versão gratuita, premium [5 euros por mês, cerca de 14,65 reais] e business [10 euros por mês como usuário].
  • iStudiez Pro: Combina agenda, lista de tarefas e anotações com uma interface fluída e visualmente bonita. Disponível para iOS e Windows Phone por 8,7 euros.
  • My Study Life: Agenda, lista de tarefas e avisos em um único aplicativo para iOS, Android e Windows Phone. Gratuito.
  • Any.do: Combina tudo, do calendário à lista de tarefas. Sincroniza e compartilha com outros dispositivos. Com cada nova mudança, seus desenvolvedores sempre repetiram o mesmo: “Há muitos apps para cada coisa, por que não usar um que sincronize tudo?”. Disponível para iOS e Android de forma gratuita.
  • FantastiCal 2: Um calendário intuitivo, completo e com aperfeiçoamentos contínuos. Só está disponível para iOS, por 4,99 euros.
  • Wunderlist: Um aplicativo simples e intuitivo para organizar e compartilhar tarefas. Para iOS e Android, tem uma versão gratuita e outra paga, por 4,20 euros.

Guardar e compartilhar

Antes, se tiravam fotocópias. Agora, sobem-se arquivos à nuvem. Três lugares virtuais onde armazenar qualquer tipo de arquivo e poder acessá-lo a partir de qualquer dispositivo, compartilhar com os colegas do grupo de trabalho ou com os professores.

  • Google Drive: Compartilha, edita e guarda de forma instantânea. Disponível para iOS, Android e Windows Phone e gratuito.
  • Dropbox: Tudo vai para a nuvem, para consultar e sincronizar de forma instantânea com outros dispositivos. Para iOS, Android e Windows Phone de forma gratuita.
  • OneDrive: É o serviço de armazenamento de arquivos da Microsoft, embora tenha aplicativos para iOS e Android. Gratuito até 15 GB.

Página a página

Para muitos, o romantismo de virar as páginas dos livros e sentir seu aroma não é motivo suficiente. Nos leitores digitais se podem armazenar milhares de títulos, todos disponíveis de forma imediata.

  • iBooks: É o aplicativo da Apple para baixar e ler livros, sublinhar e acrescentar notas. Tem acesso direto à biblioteca da empresa da maçã.
  • GoodReader: Para ler e tomar notas em arquivos; sincroniza com o Dropbox, OneDrive, SugarSync, e qualquer servidor SFTP, FTP, SMB, AFP ou WebDAV. Disponível apenas para iOS, por 4,2 euros.
  • Kindle: A experiência e a interface dos clássicos do Kindle transformados em um aplicativo disponível para iOS, Android e Windows Phone de forma gratuita.

Sempre útil

Para escanear, fazer cálculos ou desconectar a rede wifi, que às vezes se torna mais tentação do que ajuda, uma reunião de aplicativos que podem ser um auxílio pontual.

  • Quick Graph: Uma potente calculadora gráfica com versão premium por 1,7 euros. Disponível apenas para iOS, embora seus desenvolvedores estejam trabalhando em uma versão para Android.
  • Genius Scan e CamScanner: Dois aplicativos para escanear, digitalizar, editar e enviar documentos e fotografias. Ambos disponíveis para iOS, Android e Windows Phone de forma gratuita.
  • Ommwriter: Se você não é capaz de desconectar a rede wifi do tablet ou não consegue pôr o celular em modo avião, este aplicativo lhe ajudará a se concentrar para trabalhar. Enquanto estiver aberto, as notificações não o atrapalharão. Disponível apenas para iOS, por 4,99 euros.
  • Pocket: Bolso virtual que permite guardar artigos, vídeos ou fotografias a partir de qualquer Web ou aplicativo para vê-los mais tarde. Disponível para iOS e Android e é gratuito.

El País | 28/01/2015

Nook e Microsoft encerram parceria


Nook e Microsoft entraram em acordo e colocaram um ponto final nos seus acordos comerciais na tarde de ontem [4]. A empresa global de tecnologia tinha investido US 300 milhões na Barnes & Noble, detentora da marca Nook, em abril de 2012, o que levou à criação de uma nova subsidiária da companhia livreira, que incluía o e-reader, vendas digitais e lojas escolares da B&N. Mas ontem, as duas empresas revelaram que o acordo tinha acabado, com a B&N devolvendo US$ 125 milhões pelas ações preferenciais da Microsoft. O acordo prevê ainda que a Microsoft terá o direito de receber 22,7% dos recursos provenientes das vendas da Nook Digital, levando a crer que o braço Nook da B&N será vendido em breve. Em junho desse ano, a B&N anunciou que estaria desmembrando o Nook das suas unidades de varejo, com vistas a aumentar o valor das suas ações. A conclusão da separação está prevista para agosto de 2015.

Por Lisa Campbell | The Bookseller | 05/12/2014

A infraestrutura de apoio para que entidades possam publicar está crescendo


Por Mike Shatzkin | Publicado originalmente em PublishNews | 21/11/2014 | Tradução Marcelo Barbão

Lembro de uma letra de música do começo dos anos 70 cuja linha de abertura era: “não precisamos de mais marinheiros, precisamos de um capitão.” Aquela música poderia estar falando do novo mercado editorial que está crescendo a partir do fenômeno da“atomização”, livros que poderiam sair de quase qualquer lugar [este é o “nós”]. São apoiados pelo “desempacotamento”, a disponibilidade de quase todos os serviços exigidos [estes são os “marinheiros”] na complexa tarefa de publicar livros.

Isto é o que deveríamos chamar de “entidade de autopublicação”, ao contrário de “autor de autopublicação”. O sucesso de autores independentes foi muito analisado ultimamente, parcialmente pela disputa Amazon-Hachette que mostrou que os autores podem ganhar a vida se autopublicando – principalmente explorando os recursos da Amazon – sem precisar de uma organização grande por trás. Mas entidades autopublicadas são, na verdade, muito mais ameaçadoras para o mundo editorial tentando lucrar porque poderiam, com o tempo, trazer muito mais conteúdo no mercado com muito mais força de marketing por trás do que os autores individuais. E às vezes, as motivações destes fornecedores de conteúdo não incluem a necessidade de ter lucro.

[Também pode ser visto como uma oportunidade ao mercado, se as editoras acharem produtivo oferecerem seus serviços como parceiros flexíveis das entidades.]

Há muitas empresas que oferecem os serviços centrais que dão apoio à publicação. Grandes organizações como Ingram e Perseus são fornecedores com um conjunto completo de recursos, inclusive o de colocar livros impressos nas prateleiras das livrarias. [Na verdade, se você for grande o suficiente, consegue que uma das Cinco Grandes faça isso para você.] Distribuidores digitais como Vook, INscribe e ePubDirect podem transformar um arquivo em e-book e distribuí-lo no mundo todo. Lulu e Blurb também podem entregar livros impressos para você. Os serviços de assinatura como Scribd e Oyster [sem mencionar Amazon, Ingram, Overdrive e as outras livrarias] farão a distribuição. E, tanto como parte de ofertas maiores ou como serviços individuais, como BiblioCrunch, é cada vez mais fácil para um autor [ou uma entidade autopublicada] encontrar editoras, designers de capa, especialistas em marketing e criadores de website], assim como qualquer outro conjunto de habilidades específicas necessárias para publicar com êxito um livro. Na verdade, as próprias editoras há anos usam freelancers para muitas outras funções.

Mas entidades possuem desafios que autores individuais não possuem.

Um autor individual sabe o que será publicado: o que eles escrevem. E como a maioria dos autores se sente mais confortável em um gênero particular, eles não precisam se preocupar muito com consistência enquanto constroem uma audiência. São inerentemente consistentes. [Autores que querem mudar de gênero ou escrever fora do que são mais conhecidos enfrentam maiores dificuldades para conseguir sucesso comercial com a autopublicação].

Claro, eles têm muitos desafios fora de seu conjunto de habilidades de escrita: edição, design de capa, até preço e marketing. E aqueles desafios são suficientes para fazer muitos autores preferirem ter uma editora que vai cuidar deles, mesmo se de outra forma estivessem dispostos a abrir mão da influência em marketing e da  distribuição de uma editora profissional. Há grandes vantagens na margem por cópia vendida para fazer sozinho assim como ficar livre das restrições e atrasos que surgem de trabalhar com uma organização maior. Existe ainda muitas perguntas “como”, mas há poucas perguntas “o quê”.

Mas quando uma entidade se compromete com a autopublicação, mesmo que seja um jornal ou uma revista que sabe como criar a propriedade intelectual, eles de repente precisam tomar decisões que não estão equipados para fazer e isso começa com “o quê” publicar.

Eles precisam de um editor. Na metáfora da letra da música, eles precisam de um “capitão”.

A posição de “editor” existe dentro do mundo das revistas e dos jornais também, mas significa algo um pouco diferente do que nos livros. Nos dois casos, o editor governa todo o empreendimento, não apenas as decisões editoriais. Como a renda das revistas e jornais vêm principalmente dos anunciantes, o tempo do editor e foco são dirigidos para lá. A editora certamente tem a responsabilidade por coisas como marketing e distribuição, mas estes tendem a não exigir muita atenção.

Mas a natureza da edição de livros é que cada livro é um desafio de marketing separado assim como editorial, e os dois estão interrelacionados. Se o livro certo para um mercado deveria custar $15, você faz um livro diferente do que se o livro certo fosse $30 ou $8. Se o livro está pronto para publicação em setembro, mas o momento certo para levar este livro ao mercado é fevereiro, é um editor que decide para adiá-lo.

E se há 20, 30 ou 100 livros que uma entidade poderia fazer, é um editor que decide fazer cinco por mês ou cinco por temporada, qual fazer primeiro, e qual deveria sempre sair em junho.

Em um post de um ano atrás, eu citei o exemplo do que o editor Bruce Harris fez com o audacioso [e bem-sucedido] livro de receitas do fundador da Microsoft, Nathan Myhrvold que custava $625. Myhrvold tinha o conceito e a propriedade intelectual e a perspicácia de negócios para tomar decisões chaves. Mas foi preciso Bruce, ou alguém com sua considerável experiência e sofisticação editorial, para orquestrar a contribuição de especialistas em marketing e publicidade, coordenar com as realidades do calendário editorial, e fornecer a direção para fazer o melhor uso dos serviços do Ingram.

Este tipo de conhecimento é ainda mais importante estruturar listas dentro de um programa editorial em andamento.

Vook certamente experimentou um pouco disto. O website deles ainda anuncia que são “centrados em autor”, mas eles estão abertos à ideia de que entidades são uma grande parte do futuro da autopublicação. Eles forneceram serviços de infraestrutura crítica para permitir a publicação de e-books para The New York Times, Forbes, Thought Catalog, Fast Company, US News & World Report, Frederator Studios e The Associated Press.

Fornecer inteligência de negócios é uma parte crucial de estratégia Vook para trabalhar com entidades. Matt Cavner da Vook me contou:

Estamos rastreando dados de mais 4 milhões de livros – impresso e digital – e usamos esta informação para gerar recomendações de preços para maximizar renda para os livros que nossos parceiros publicam, para então ajustar os livros dentro dos mercados, e encontrar categorias específicas onde será mais provável criar um ranking de listas de best-sellers. Também coordenar o marketing digital padrão e merchandise com as livrarias. Assim, estamos agindo como a infraestrutura e a plataforma da parte traseira dos dados para estes parceiros terem o mais bem-sucedido possível – permitindo que mantenham o foco no lado criativo e de desenvolvimento de seu programa editorial.

Mas, claro, estes dados precisam ter a ação por um editor no outro lado. A lista de clientes da Vook é importante, com organizações de mídia que podem fornecer alguma versão desta decisão título a título, lista a lista para usar as ferramentas de Vook. Porque Vook começou na vida oferendo serviços a autores, Cavner sabe como era focar direção e reconhece a questão.

Está certo. Aquele que toma decisão coordenada/criativa sobre o lado parceiro joga o papel do autor em certo sentido.

A notícia chegou no fim de semana: Blurb, a companhia de serviços editoriais que saiu de uma oferta inicial print-on-demand, tinha contratado editores veteranos Molly Barton e Richard Nash para ajudá-los a construir uma rede de serviços de apoio que eles vão, presumivelmente, operar como negócio autônomo e como uma rampa para seu negócio central. Blurb viu que isso ia acontecer e o movimento fez sentido: dois editores com vasta experiência sabem como encontrar e verificar as ofertas de serviço para todos os componentes necessários para publicar um livro com sucesso.

Mas eu suspeito que para a maioria dos novatos que encontram editores e designers de capa e especialistas em marketing de livros na rede, Barton e Nash vão ajudar a Blurb a entregar [e ficamos imaginando quanto se sobrepõe e qual a distinção qualitativa que haverá entre o que eles prometem com o que uma busca em BiblioCrunch ou no Google poderia mostrar], seriam os próprios Barton e Nash, e pessoas como ele e Bruce Harris e outros veteranos com experiência com muitos livros e muitas listas, que seriam os fornecedores de serviço mais valiosos. O mais ambicioso dos novos estreantes no mercado editorial, entrando para construir sobre o conhecimento e a reputação estabelecidos em alguns outros ecossistemas [até um que é “mídia”], seria inteligente se visse que, como em todas as outras tarefas, a orquestração de um programa editorial é realizado de forma melhor por alguém com experiência. E as pessoas que fornecem isso não precisam estar necessariamente na equipe.

E outro pensamento não relacionado.

No mundo fora do mercado editorial, muito conteúdo está sendo gerado por “marketing de conteúdo”. Foi parte da minha tarefa na programação da DBW – Digital Book World entender como o mundo do marketing de conteúdo e o mundo da edição de livros se conectam.

A forma como um editor instintivamente quer pensar sobre isso é “se as pessoas estão sendo pagas para produzir conteúdo, posso vendê-lo?” Das três possíveis interações com o mundo do marketing de conteúdo, esta provavelmente é a menos produtiva. O marketing de conteúdo tem a ver com criar precisamente o conteúdo correto para a necessidade de marketing de uma marca. Não é especialmente uma postura eficiente procurar o mundo do conteúdo existente para isso, depois ter que licenciá-lo e viver com as restrições de licenciamento, e quase certamente precisar modificá-lo para uso no marketing. Assim, com algumas limitadas exceções, risque isso.

Outra interação potencial poderia ter a ver com distribuir o que é ou produzir conteúdo de marketing como e-books. Eu fiz esta sugestão a um escritório de advocacia que tinha criado um white paper sobre Lei de Marcas Registradas. Por que não publicar como e-book, falei? Eles disseram, para que ter o trabalho? Pensei, não querem aparecer para as pessoas que buscam na Amazon por “lei de marcas registradas”?

Mas quando falei com Joe Pulizzi, o chefe do Content Marketing Institute, sobre e-books, ele disse, “bem, claro, eles poderiam fazer sentido em alguns casos, mas há tantas outras coisas mais importantes para alguém de marketing.” Ele está falando sobre blogs, Pinterest e YouTube e a web e apps onde o conteúdo pode ser feito para mostrar para as pessoas que estariam mais interessadas nisso, exatamente quando elas precisam. Em outras palavras, “entendo sua visão, mas francamente, em geral temos peixes muito maiores para fritar”.

E isso aponta para como as editoras podem ganhar mais dentro do negócio de marketing de conteúdo. As editoras possuem toneladas de conteúdo, mas estão longe de ter descoberto a melhor forma de usar este conteúdo para marketing. Esta é uma ciência adjacente para nós, não algo que temos muita experiência. É por isso que temos Pulizzi falando precisamente sobre este assunto – usando conteúdo para construir uma audiência e como aplicar estas coisas que funcionam melhor que e-books – no palco principal do Digital Book World. Até demos a ele uma sessão dupla porque haverá muitas perguntas de editores [e seus especialistas em marketing] que vão querer incluir estes recursos em seus arsenais.

Muitas das empresas mencionadas neste post vão falar na Digital Book World, 14-15 de janeiro de 2015.Blurb e ePubDirect são patrocinadores que também estarão no programa. Palestrantes da Forbes, Ingram,Overdrive, Oyster, Penguin Random House, Perseus, Scribd, US News & World Report e Vook estão nos painéis. No palco principal, vamos ouvir uma apresentação de James Robinson, que faz análise de web na redação do The New York Times, e Michael Cader e eu vamos conversar com Russ Grandinetti da Amazon.

Por Mike Shatzkin | Publicado originalmente em PublishNews | 21/11/2014 | Tradução Marcelo Barbão

[Mike Shatzkin é presidente da conferência DBW – Digital Book World, marcada para acontecer entre os dias 13 e 15 de janeiro, em Nova York [EUA]. O PublishNews é media sponsor do evento e os seus assinantes têm desconto especial na inscrição. Para garantir o direito ao desconto, basta informar o código PNDBW15 no ato da inscrição].

Mike Shatzkin

Mike Shatzkin

Mike Shatzkin tem mais de 40 anos de experiência no mercado editorial. É fundador e diretor-presidente da consultoria editorial The Idea Logical Co., com sede em Nova York, e acompanha e analisa diariamente os desafios e as oportunidades da indústria editorial nesta nova realidade digital. Oraganiza anualmente a Digital Book World, uma conferência em Nova York sobre o futuro digital do livro.

Nos Arquivos de Shatzkin, o consultor novaiorquino aborda os desafios e oportunidades apresentados pela nova era digital. O texto de sua coluna é publicado originalmente em seu blog, The Shatzkin Files [www.idealog.com/blog].

Os planos da Houghton Mifflin para o Brasil


Por Leonardo Neto | Publicado originalmente em PublishNews | 13/10/2014

Executivo da editora número 15 no ranking global de editoras fala dos planos para o Brasil

Tim Cannon

Tim Cannon

O PublishNews contou, em agosto, que três executivos da Houghton Mifflin Harcourt [HMH] desembarcaram no Brasil em busca de novas oportunidades no mercado brasileiro. Tim Cannon, vice-presidente executivos para alianças estratégicas globais, fazia parte da comitiva. Agora, o executivo concedeu entrevista ao PublishNews na qual contou quais os planos da editora número 15 do Ranking Global para o Brasil. Cannon detectou que o País tem um potencial nas áreas de conteúdo digital e serviços para escolas internacionais e bilíngues. E é esse mercado que a editora quer explorar. “ Estamos animados com o potencial de tecnologia para ajudar a transformação do aprendizado de forma a garantir o sucesso dos estudantes nesta era digital”, comentou. Para alcançar estes objetivos, Cannon quer contar com parceiros brasileiros com quem quer desenvolver vendas, distribuição, tradução e adaptação dos produtos já ofertados pela HMH. “Recentemente trabalhamos com uma empresa de ensino local, Planeta Educação, para criar uma versão traduzida e localizada de nosso programa líder de mercado ScienceFusion para 1ª – 5ªsérie, que será lançado em outubro de 2014”, exemplificou o executivo. Leia abaixo a íntegra da entrevista concedida por Cannon ao PublishNews.

PublishNews | Como muitas outras editoras internacionais, a Houghton Mifflin vê o Brasil como um mercado promissor. Quais são seus planos para o Brasil?

Tim Cannon | O mercado brasileiro apresenta uma enorme oportunidade para a HMH nas áreas de conteúdo digital e serviços para escolas internacionais e bilíngues, assim como em soluções digitais localizadas em parceria com fornecedores locais.  Estamos animados com o potencial de tecnologia para ajudar a transformação do aprendizado de forma a garantir o sucesso dos estudantes nesta era digital. Como uma empresa global voltada para o ensino, apresentamos um bom número de elementos ao mercado brasileiro, incluindo conteúdo educativo interessante, baseado em pesquisas nos assuntos centrais como matemática, ciência e leitura. Além disso, oferecemos soluções digitais, serviços profissionais e sistemas de gerenciamento de dados como edFusion que facilitam análises e relatórios de dados em tempo real. Também estamos trazendo parcerias estratégicas com líderes da indústria e de tecnologia incluindo Apple, Google, Intel e Microsoft, além de marcas que são ícones como Curious George e Carmen Sandiego, games que são conhecidas entre estudantes, educadores e pais, em todo o mundo. Nosso objetivo é aumentar o conhecimento da marca e as vendas, primeiro através de um modelo de parceria – identificar parceiros locais estratégicos que possam complementar nossa competência comprovada e eficiente em conteúdo educacional, além de serviços profissionais com conhecimento local e relacionamentos. Abrimos recentemente um escritório em São Paulo, e expandimos nossa equipe local para aumentar a presença no país.

PN | Que tipo de parceiras vocês procuram no mercado editorial e entre os distribuidores/livrarias brasileiras?

TC | Parceiros locais são parte integral de nossa estratégia – eles fornecem conhecimentos incomparáveis, um forte canal de vendas e a capacidade de trabalhar conosco para desenvolver estratégias de mercado apropriadas. Nosso objetivo é ter parcerias não só com empresas editoriais locais, mas também com empresas de tecnologia de educação e escolas particulares. Estamos procurando parceiros fortes para trabalhar conosco em vendas e distribuição, tradução e adaptação local, assim como desenvolvimento conjunto de produtos baseados nas peculiaridades locais. Por exemplo, recentemente trabalhamos com uma empresa de ensino local, Planeta Educação, para criar uma versão traduzida e localizada de nosso programa líder de mercado ScienceFusion para 1ª – 5ª série, que será lançado em outubro de 2014.

PN | Há planos para uma operação editorial no Brasil com as marcas da Houghton Mifflin, como joint venture ou sozinha?

TC | Neste momento estamos focados em parcerias que permitirão alavancar o conhecimento local para desenvolver produtos localizados baseados na qualidade pelo qual o conteúdo educacional da HMH é conhecido.

PN | Uma recente pesquisa realizada pela Fipe [Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas], a pedido da CBL e da SNEL, mostrou que o lucro do mercado editorial cresceu 7,52% de 2012 a 2013. O crescimento aconteceu quase exclusivamente graças às compras do governo que chegaram a R$ 1,47 bilhão em 2013. Isso representa 27,51% do lucro das editoras neste ano. A Houghton Mifflin deve conhecer estes números. Quais são os objetivos da Editora no mercado governamental e quais ações poderiam ser tomadas?

TC | A HMH contribui com conhecimento e experiência significativos em adoções pelo governo dentro e fora dos EUA. Nosso objetivo no Brasil é trabalhar com o governo e não apenas com o Ministério da Educação, também com estados e municípios.

A Saraiva evolui sob a liderança de um novo CEO focado em tecnologia


A Saraiva trouxe um novo CEO com conhecimentos tecnológicos que está integrando as operações de varejo e edição enquanto explora opções em educação e tecnologia.

Fotógrafo | Sérgio Zacchi

Fotógrafo | Sérgio Zacchi

A Saraiva é editora e a principal rede de livrarias no Brasil. Se fosse nos EUA, seria uma Barnes & Noble; se fosse no Reino Unido, uma Waterstones. A empresa opera 114 lojas, possui 60 milhões de clientes visitando suas livrarias anualmente [9 milhões dos quais são membros do Cartão Preferencial da Saraiva]. Em 2013, as vendas totais alcançaram os 2,1 bilhões de dóalres e agora eles empregam 3,5 mil pessoas. Entre as mais recentes contratações está Michel Levy, o novo CEO da empresa.

Levy veio da Microsoft e, algo pouco surpreendente, diz que a “tecnologia está no centro de todo o negócio da Saraiva. Acreditamos que estamos no negócio de produzir e distribuir conteúdo, serviço e tecnologia, em qualquer formato, para qualquer plataforma, em qualquer momento e em qualquer lugar.”

No começo deste mês, Levy liderou o lançamento da LEV, plataforma de e-books proprietária da Saraiva e leitor de e-ink – um movimento ousado para prevenir a invasão da Amazon, que lançou o Kindle no Brasil no ano passado e começou nessa semana a distribuição física de livros.

Dito isto, o movimento mais significativo da administração de Levy não tem nada a ver com tecnologia, mas com pragmatismo: ele juntou o lado editora e livraria da Saraiva, depois de anos nos quais os dois setores estavam em luta interna tão grande que dizia-se que não dava nem para encontrar um livro da Saraiva em uma livraria Saraiva. “Em abril, nós integramos os depósitos que distribuem para livrarias e a editora, e hoje você até consegue encontrar alguns livros da nossa editora em livrarias Saraiva”, ele fala piscando o olho.

A Editora como um Centro Lucrativo

O braço editorial permanece o verdadeiro centro de lucro para a empresa, que produz um conjunto amplo de títulos e é líder em livros didáticos, cursos de tecnologia, educação superior, livros de Direito e preparação para exames legais e concursos – segmento no qual possuem 40% do mercado. Com os livros didáticos, o governo brasileiro continua sendo um cliente central, representando 25% das vendas de livros para a educação inicial e 50% de suas vendas para a educação superior.

Voltando ao tema da tecnologia, Levy gosta de sublinhar que quando a Saraiva está falando sobre edição, está realmente falando sobre “criação de conteúdo”.

“Ser uma editora é uma pequena parte do que somos no sentido de conteúdo. Somos agregadores.” Desta forma, a companhia está diversificando seu braço editorial e está se movendo para novas áreas, incluindo aprendizado a distância e jogos. “É a nossa chance de aumentar nosso relacionamento com o cliente e aproveitar nosso relacionamento com instituições de educação superior e melhorá-los.”

É onde a rede online e física de lojas Saraiva se torna central para o crescimento estratégico a longo prazo. As vendas comparáveis por loja cresceram a uma taxa de 10-11% por ano e a empresa agora está se expandindo para aeroportos para aproveitar o mercado criado por uma classe média que cada vez mais está viajando mais dentro do país.

Expansão do Financiamento, Expansão da Educação

Para alimentar a expansão, a empresa conseguiu um empréstimo de R$ 628 milhões do BNDES, o maior empréstimo que a empresa já pediu em toda sua história. A expectativa é que sejam criados 700 novos empregos nos próximos anos.

Inevitavelmente, boa parte do futuro da empresa parece voltar para o setor de livros didáticos, que é um negócio em crescimento, por causa do crescimento exponencial de estudantes matriculados no ensino superior profissionalizante e particular. Chegar a estes estudantes, muitos dos quais estão nos cantos mais distantes do país, é um desafio. “Distribuição é muito cara”, nota Levy, “então o que estamos fazendo agora é dedicar representantes de vendas para servir às universidades e trabalhando para que os professores venham a nossas lojas. Agora temos nove filiais onde as universidades podem usar nossas lojas como uma base de apoio.”

Claro, elas sempre têm como fazer pedidos online como uma opção também. “Mas eu não vejo o físico como sendo independente do virtual e estamos nos movendo rápido na integração”, diz Levy.

Além disso, Levy diz que a Saraiva criou um fundo financeiro para investir em startups e novas tecnologias, que puderem ser adaptadas para fornecer novas ferramentas para o mercado didático. “Queremos ser fornecedores de serviço completo e entregar soluções para as companhias que entregam educação.”

Perguntado como um consumidor brasileiro vê a Saraiva hoje, Levy responde: “Existe a percepção de que a Saraiva é apenas uma livraria, e que existe a outra empresa que publica livros. Mas somos mais do que isso. Estamos no mercado de varejo, tanto virtual quanto físico. Somos criadores de conteúdo, preparação, distribuição de livros didáticos para ensino inicial, médio, profissional e superior. Trabalhamos com tecnologia e aprendizado adaptativo. Vendemos para indivíduos e empresas. Somos tanto o fornecedor de conteúdo quanto a plataforma. Somos um shopping center. Estamos desenvolvendo um novo O que é a Saraiva Hoje.”

O CEO do Grupo Saraiva, Michel Levy, e o Diretor Gerente da Editora Saraiva, Mauricio Fanganiello, vão participar no Business Club deste ano da Feira do Livro de Frankfurt.

Edward Nawotka | PublishNews | 22/08/2014 | Este artigo foi publicado originalmente no Publishing Perspectives.

Amazon estaria preparando oferta para Barnes & Noble, especula jornalista da Forbes


Barnes And Nobles Booksellers Considers Selling ItselfTem rolado um burburinho sobre quem vai fazer uma oferta pela compra da Barnes & Noble – os rumores incluem nomes como Walmart e Microsoft. Ambas as empresas já fizeram apostas no passado e, por isso, parece razoável que voltassem ao páreo. Mas o player mais estratégico seria a Amazon. Os maiores concorrentes da Amazon tem investido em locais físicos. Apple, Microsoft e até mesmo o Google todos tem estratégias de cimento e tijolo. É importante lembrar que a Amazon tem um grande número de marcas que poderiam se beneficar com lojas físicas. Para a Amazon poderia ser uma forma eficiente para desenvolver uma presença mais forte no varejo. E outra, comprando o Nook faria deles os grandes donos da categoria e-readers. Para editores, ter a Amazon dona da B&N seria assustador como uma raposa no galinheiro e, para a Amazon, ter lojas físicas poderia parecer um retrocesso. Mas não é. Uma loja Amazon seria muito mais do que uma livraria. Seria uma loja Kindle, uma loja de filmes, de sapatos… Seria tudo o que é digital na Amazon, só que debaixo de um teto. A Amazon vai comprar a B&N? É muito cedo para dizer, mas eles deveriam pensar no caso.

Por Steven Rosenbaum | Forbes | 11/03/2014

Microsoft planeja app “Xbox Reading” para o Windows 8


A Microsoft está investindo cada vez mais em sua divisão de entretenimento, que além dos consoles, já conta com o Xbox Video e o Xbox Music, que também estão disponíveis para Windows 8. Ao que tudo indica, o próximo passo da empresa é desenvolver um aplicativo para leitura de livros.

O rumor da criação do “Xbox Reading” vem de um anúncio de vagas de trabalho na Microsoft, que procura um designer para construir um “aplicativo de leitura interativa no Windows, incorporando livros, revistas e quadrinhos”. O novo contratado se uniria à mesma equipe responsável pela criação do Xbox Music e Video.

Vale lembrar que o Windows 8 já possui um aplicativo de leitura, chamado Reader. Caso a expectativa se confirme, o app deve ser completamente redesenhado e modernizado, além de ganhar a marca Xbox, que designa os produtos de entretenimento da Microsoft.

O app atual suporta formatos como PDF, XPS e TIFF, ou seja, ele não é muito diferente de um Adobe Reader. Com o redesenho, quem sabe, a empresa pode passar a comercializar livros digitalmente para leitura em tablets ou até mesmo em smartphones.

Não se sabe, no entanto, se o aplicativo ganharia versões para o Xbox 360 e o One, por questões de usabilidade, mas é possível que sim, para manter a coerência da marca. Tanto o Xbox Music quanto o Video possuem suas versões para console.

Além disso, a equipe de desenvolvimento do Office também estaria criando um “Office Reader” para o Windows 8, que possibilitaria o consumo de diferentes tipos de conteúdo. São focos diferentes, e times diferentes. Nenhum dos dois foi anunciado oficialmente, mas o Office Reader já tem seu lançamento esperado para este ano, segundo o site The Verge.

Olhar Digital | 10/02/14

O futuro do livro de papel


O futuro do livro de papelEm tese, a pequena livraria da americana Keebe Fitch, a McIntyre’s Books, em Pittsboro, na Carolina do Norte, já deveria ter fechado as portas. Keebe viu o avanço das grandes redes, como Barnes & Noble, nos anos 90. Testemunhou também a explosão das vendas pela internet, sobretudo o fenômeno varejista Amazon, nos anos 2000.

E, mais recentemente, foi a vez de os e-books mudarem novamente o mercado livreiro nos Estados Unidos. Mas a loja de Keebe, herdada de seus pais e há 25 anos no mercado, vai muito bem: a expectativa é faturar 10% mais em 2013. E a McIntyre’s Books é tudo, menos um caso isolado.

As vendas das chamadas livrarias alternativas nos Estados Unidos aumentaram 8% em 2012. O número de lojas também voltou a crescer. “Oferecemos uma série de serviços que enriquecem a experiência do cliente na livraria. Caso contrário, ele compraria online”, diz Keebe.

Em seu cardápio estão encontros com escritores e discussões entre leitores com interesses comuns. O curioso é que, até há pouco tempo, a morte do livro em papel era dada como certa — e, consequentemente, das livrarias. Sim, vendem-se menos livros em papel hoje do que em 2007 nos Estados Unidos, ano do lançamento do Kindle, o leitor eletrônico da Amazon. O futuro, porém, não parece ser de uma onipresença eletrônica.

Depois de um início espetacular, o crescimento da venda de e-books nos Estados Unidos, mercado considerado um laboratório das experiências digitais, perdeu fôlego. De acordo com a consultoria PricewaterhouseCoopers, as vendas de e-books devem crescer 36% em 2013, mas apenas 9% em 2017 — embora sobre uma base obviamente maior.

Não há mais fôlego para o e-book crescer como antes”, diz o consultor Mike Shatzkin, um dos maiores especialistas em mercado editorial digital. Não é que o consumidor vá perder o interesse, pelo contrário.

No mundo, a venda de e-books deverá movimentar 23 bilhões de dólares em quatro anos. Ainda assim, de cada dez livros vendidos em 2017, apenas dois serão eletrônicos, segundo as previsões mais respeitadas.

Não faz muito tempo, acreditava-se que a indústria do livro sofreria o mesmo destino da indústria fonográfica. O surgimento do MP3 abalou o mercado de CDs e, consequentemente, as grandes lojas de discos. O mercado de livros, no entanto, tem se comportado de maneira diferente.

Quase metade dos livros é comercializada pela internet nos Estados Unidos. Mas apenas 23% dos americanos leem livros eletrônicos. Ou seja, a experiência da leitura digital não acompanhou na mesma velocidade o hábito de comprar livros pela internet.

Um levantamento do instituto de pesquisas Pew Research com 3 000 leitores mostra que o livro digital leva vantagem frente ao papel em algumas situações. No caso de viagens, a maioria prefere os e-books. Quando se trata de leitura para crianças, 80% preferem as edições físicas.

Essas evidências frustraram quem contava com um futuro 100% digital. A rede de livrarias americana Barnes & Noble apostou suas fichas no Nook, leitor eletrônico lançado em 2011. A venda do aparelho e de títulos digitais, porém, tem sido uma decepção. As sucessivas quedas de venda custaram o emprego de William Lynch, que até julho presidia a empresa. Especula-se que a Microsoft esteja negociando a compra do Nook.

A previsão mais aceita atualmente é de que haverá uma convivência entre e-books e papel. “A participação do livro digital deve alcançar no máximo 40% do total de vendas”, diz Wayne White, vice-presidente da canadense Kobo, fabricante de leitores eletrônicos, com 14 milhões de usuários no mundo.

Hoje, nos Estados Unidos, a fatia dos e-books na receita do setor é de 22% — no Brasil, é de 1,6%. “O livro digital será parte do negócio, não todo ele”, diz Sergio Herz, dono da Livraria Cultura, na qual os e-books representam 3,7% das vendas. É provável que não tenhamos de explicar a nossos netos o que são livros de papel — nem o prazer que temos ao lê-los.

Exame | 27/09/13

Qual será a maior eBookstore brasileira no fim de 2013?


Por Carlo Carrenho | Publicado originalmente em Tipos Digitais | 18/12/2012

You cant beat being in a good bookshop. And Kindle would agreeCom um excelente e responsável trabalho de apuração, a jornalista petropolitana Raquel Cozer informou em sua coluna Painel das Letras, publicada na Folha de S.Paulo no último sábado, 15/12, que a Apple está na frente da concorrência na venda de livros digitais: “É a Apple, e não a Amazon, a loja que mais está vendendo e-books no país. E muito mais. O dado surpreendeu o mercado, especialmente porque a Apple chegou na surdina e vendendo livros em dólares, com cobrança de IOF”, informou Cozer. Realmente, com todo o alarde em cima dos lançamentos da Amazon, Google e Kobo, não era de se esperar que a supremacia da Apple durasse mais que alguns dias, mas o fato é que a empresa de Cupertino continua em primeiro lugar.

Mas antes de analisarmos a situação no Brasil, vale a pena olharmos para os EUA, onde a brincadeira digital começou para valer em 2007, e vermos como anda a briga pela venda de e-books por lá. O problema, ou desafio, é que ninguém divulga as vendas e fazer um ranking das empresas e determinar seus market shares é um trabalho de chute. Ou, como dizem os americanos, de forma discreta ou mais elegante, trata-se de “guesstimates”. Eu enfrentei o problema na prática alguns meses atrás quando fui buscar estes dados e escrevi aos maiores especialistas em livros digitais do mundo e ninguém tinha números ou relatórios precisos. Ainda assim, consegui elaborar a seguinte estimativa para os EUA que me parece bem próxima da verdade:

Ranking nos EUA

Amazon – 60%
Barnes & Noble – 25%
Apple – 7 %
Google – 7 %
Kobo e outros – 1%

Vale lembrar que a Kobo tem um participação bem fraca nos EUA, uma vez que perdeu seu distribuidor no país dois anos atrás, no caso a Borders. Mas agora que fecharam um acordo para serem distribuídos pelas livrarias independentes, começando já em 2013, a empresa canadense deve ganhar terreno. Já a Apple não vende tanto porque possui um catálogo bem menor que a concorrência, enquanto a Google nunca focou os e-books como os concorrentes. A Amazon segue suprema porque foi quem começou a brincadeira de verdade, e a Barnes & Noble – que a imprensa brasileira adora declarar como falida – conseguiu abocanhar um quarto do mercado americano e ainda fechar uma parceria com a Microsoft que não apenas trouxe capital para a empresa como vai permitir que o aplicativo do Nook esteja presente em todos os computadores com Windows 8.

Mas, voltando para terras tupiniquins e ainda baseado na pesquisa da Raquel Cozer, temos a seguinte situação a grosso modo:

Ranking nacional

Apple
Google
Saraiva
Amazon
Kobo / Cultura

A grande pergunta é se este ranking vai continuar assim. E eu opino que não. Acho que em seis meses já teremos mudanças grandes e, para 2014, este ranking estará bastante alterado.

A Apple está em primeiro lugar basicamente por três fatores:

Foi a primeira loja a oferecer um catálogo brasileiro de tamanho considerável, conquistando leitores em português que não leem em inglês.
É uma marca conhecida que oferece um processo de compra simples e já conhecido dos consumidores que compravam música e aplicativos.
Os livros aparecem automaticamente em buscas feitas no iTunes e em seus aplicativos para iPhone e iPad [ainda que a compra em si ocorra no IBooks]
O primeiro fator explica porque, com tanta gente já utilizando o Kindle e seus apps no Brasil, a Apple se mantem no alto. Na verdade, a briga agora é pelo mercado local, por leitores brasileiros que não querem ou não podem ler em inglês. E este público nunca usou o Kindle porque praticamente não havia conteúdo nacional. De repente, uma loja começa a vender livros digitais brasileiros e esta forte demanda reprimida de um público adepto à tecnologia – possuem iPads e iPhones – é suficiente para catapultar a Apple às alturas. Isto, aliado à confiança no processo de compra, já experimentado por estes consumidores, e ao fato de que nem foi preciso investir em publicidade, uma vez que as buscas por música e apps apresentavam livros nos resultados, fortaleceu ainda mais a empresa da maçã mordida.

E por que a Amazon ainda não decolou? Esta é fácil. Por mais que a empresa tenha ótimos apps de leitura para iOS, Android etc., é o leitor dedicado, o Kindle, que não apenas oferece a melhor experiência de leitura, como é o grande garoto-propaganda da plataforma. E onde estão os kindles? Tudo indica que em algum depósito alfandegário aguardando liberação, pois a amazon.com.br continua prometendo o mesmo para as “próximas semanas”. Outra coisa, a filial amazônica brasileira ainda não começou nenhuma campanha de marketing por aqui. Nos outros países onde o Kindle foi lançado, houve fortes campanhas de publicidade bastante presentes na mídia [veja anúncio veiculado na Inglaterra acima].

Agora algumas conjecturas… A Google também é uma supresa em segundo lugar, e isto provavelmente se deve à promoção de sua loja e dos livros nos próprios resultados de pesquisa. A Saraiva está em um interessante terceiro lugar provavelmente porque o fuzuê da mídia em torno do livro digital acabou beneficiando a iniciativa nacional neste primeiro momento. Sem falar que é possível comprar um livro na Saraiva e lê-lo no leitor da Kobo/Cultura. Esta última, por sua vez, ainda precisa de um tempo para promover a marca. E também vale lembrar que, para o consumidor final, a e-bookstore da Livraria Cultura não mudou muito. A novidade foi o aumento do catálogo em formato ePub e a chegada do e-reader Kobo Touch, mas não o lançamento de uma loja.

Mas vamos às profecias. Como estará o ranking de e-bookstores brasileiras em seis meses no meu melhor guesstimate? Veja abaixo:

Ranking no Brasil em 6 meses:

Amazon
Apple
Google
Kobo / Cultura
Saraiva

E justifico de forma breve. Os leitores Kindles vão chegar e a Amazon vai investir muito em publicidade e promoção, chegando rapidamente à posição número 1. A Apple deve abrir sua loja em reais e a facilidade de se comprar na moeda local e sem IOF, aliada às vantagens já citadas, deve segurar a empresa na segunda posição. A parceria paulistano-canadense Cultura / Kobo com certeza passa a Saraiva por oferecer um bom e-reader e o melhor aplicativo de leitura para iOS do mercado. E a Google fica onde está.

E na virada para 2014? Como estará o raniking em um ano? Aqui vai minha previsão:

Ranking no Brasil em 1 ano

Amazon
Kobo / Cultura
Apple
Saraiva
Google

E vamos às justificativas, começando pela Amazon. Acredito que em um ano, a empresa vai se consolidar. Suas campanhas de marketing, a chegada do Kindle, o boca-a-boca, a excelente plataforma e o bom gerenciamento da loja com algoritimos vão começar a mostrar resultados de peso. Além disso, ao longo dos próximos 12 meses, a empresa poderá começar a vender livros físicos e oferecer os Kindles de ponta, com touchscreen e 3G, no Brasil, o que ajudaria a consolidar sua posição. A parceria Kobo / Cultura terá conseguido estabelecer sua marca e seu e-reader e, ajudada pelas livrarias físicas da Cultura, provavelmente alcançará um honroso segundo lugar. A Apple deve começar a perder terreno porque não deve tratar o e-book como prioridade. Pelo menos tem sido assim em outros mercados. Um exemplo que já ocorre hoje: enquanto Amazon, Kobo e Google já possuem executivos brasileiros no Brasil atrás de conteúdo, a Apple segue expandindo seu catálogo à distância, lá de Cupertino. A Google, por sua vez, carece da mesma falta de foco em e-books que a Apple, e deve ficar para trás também. Se a Apple quer vender coisas que brilham, como já disse o editor Julio Silveira, a Google quer vender publicidade. E os livros digitais são apenas meios que levam a fins para as duas empresas.

Mantidas todas as premissas, a todo-poderosa Saraiva deve amargar a quarta posição daqui um ano. Mas é difícil acreditar que o grande grupo livreiro e editorial, que tem capital aberto e ações na bolsa, vá ficar quieto diante de tanto rebuliço. A Saraiva hoje é como um animal ferido, e deve reagir à altura, o que seria muito bem-vindo para a manutenção da concorrência.

E também não podemos esquecer a Barnes & Noble, que tem estado quieta, mas nunca deixou de ter o Brasil sob seu radar. Se a maior livraria americana resolver aportar por aqui, estes rankings vão mudar.

O momento, portanto, é de aguardar e ver como a maior livraria americana e maior livraria brasileira vão se comportar e reagir em relação à chegada dos grandes players internacionais no Brasil. E dependendo do que fizerem, juntas ou separadas, tudo pode mudar.

Por Carlo Carrenho | Publicado originalmente em Tipos Digitais | 18/12/2012

Ao encontro do que leitores preferem, ‘NYT’ adota HTML5


O “New York Times” lançou ontem um aplicativo para tablets baseado na web, no padrão HTML5. Descrito como “experimental” e com serviços restritos, o app vai na contramão da estratégia do jornal até então, de desenvolver versões específicas para iPhone e iPad, da Apple, Android, do Google, e Windows Phone, da Microsoft.

O aplicativo está disponível diretamente no endereço app.nytimes.com, desde ontem, só para assinantes.

O jornal nega, mas a decisão foi recebida como primeiro passo para seu afastamento das grandes empresas de tecnologia, que cobram até 30% para vender os apps em suas lojas on-line.

Mais precisamente, poderia levar ao rompimento com a Apple. “O ‘NYT’ não tem planos de remover” seu aplicativo da App Store, prometeu o jornal, em nota.

No ano passado, o “Financial Times” também lançou um web app e, logo em seguida, retirou da App Store seu aplicativo em iOS, o sistema da Apple. O jornal financeiro britânico vem servindo de modelo para o “NYT” em ações no ambiente on-line, como a adoção de um “paywall” [muro de pagamento] poroso, para as assinaturas on-line.

Além do “FT”, o “Boston Globe”, que é do próprio “NYT”, apostou num web app no ano passado. Também a Folha desenvolveu seu aplicativo no padrão HTML5, lançado no final de 2011.

De início limitado ao browser para tablets da própria Apple, o Safari, o web app do “NYT” vai ganhar uma versão para o Chrome, do Google, “brevemente”, segundo a editora de plataformas emergentes, Fiona Spruill.

PREFERÊNCIA PELA WEB

O analista de mídia Joshua Benton, diretor do Nieman Journalism Lab, da Universidade Harvard, anota que o anúncio vem no rastro de um distanciamento entre a Apple e o jornal -devido a uma série de reportagens sobre as más condições de trabalho nas fábricas dos aparelhos da empresa na China.

Benton também relaciona o lançamento do aplicativo baseado na web, que o próprio “NYT” admite ter corrido para lançar, com um estudo do instituto Pew que mostrou anteontem que os consumidores de notícias em aparelhos móveis usam mais o acesso direto pela internet do que os aplicativos, na proporção de dois para um.

E o movimento é crescente, segundo o levantamento, realizado junto com a revista “The Economist”. No caso de tablets, 60% dos 9.500 adultos americanos ouvidos pela pesquisa disseram usar browser para acessar notícias, ante 40% no ano passado.

O estudo também identificou uma mudança no perfil dos tablets no país. O iPad, da Apple, que respondia por 81% dos aparelhos um ano atrás, caiu para 52%. Os tablets no sistema Android atingem agora 48%, sendo que o Kindle Fire, da Amazon, responde por quase metade – e 21% do total.

POR NELSON DE SÁ, DE SÃO PAULO | Clipado de Folha de S.Paulo | 03/10/2012, às 05h30

Enciclopédia ganha novos formatos na internet


A ideia de levar a enciclopédia para o meio digital não é nova. No início dos anos 90, a Microsoft lançou uma enciclopédia em CD-Rom, a Encarta, mas o projeto não se mostrou bem-sucedido. Outras iniciativas que surgiram na mesma época tiveram fim idêntico. O que mudou a cara da enciclopédia foi um conceito da web: o compartilhamento coletivo do conhecimento. Foi esse o motor da Wikipedia, que se transformou na maior enciclopédia da internet. Só em inglês, são mais de 3 milhões de verbetes, versus os cerca de 100 mil da Britannica. Em vez de autores especializados, a Wikipedia recebe contribuições de qualquer pessoa que se dispuser a escrever sobre um determinado assunto. Para quem prefere a tradição da Britannica, está disponível uma versão on-line. Parte do acervo é gratuito. A versão completa, para iPad, custa US$ 1,99 por mês. Foi-se o tempo em que os pais precisavam economizar para comprar enciclopédia.

Valor Econômico | 18/09/2012

Amazon esquenta guerra dos tablets com novo Kindle


A Amazon.com Inc. está aumentando a pressão sobre os preços na guerra dos tablets ao lançar um novo aparelho apoiado por publicidade que custará menos que modelos semelhantes, disseram pessoas envolvidas nas discussões.

O tablet fará parte de uma série de novos aparelhos que devem chegar ao mercado com a esperança de atrair consumidores, numa época em que o aperto na economia ameaça as vendas da crucial temporada de fim de ano.

Nesta quarta-feira, a Nokia Corp. deve apresentar em Nova York sua primeira linha de smartphones com o novo sistema operacional Windows 8, da Microsoft. No mesmo dia, também em Nova York, a Motorola Mobility deve fazer seu primeiro grande lançamento de um telefone desde que foi adquirida pela Google Inc.

E, na quinta-feira, a Amazon fará um evento para a mídia em Santa Monica, na Califórnia, onde se espera que ela lance uma nova versão do tablet Kindle Fire.

Essas empresas estão tentando passar à frente da rival Apple Inc., que em 12 de setembro deve revelar um novo iPhone.

A Apple também está trabalhando com seus fornecedores em uma versão menor do iPad que será semelhante em tamanho ao Kindle Fire atual, disseram pessoas a par do assunto. A Microsoft, por sua vez, informou que vai começar a vender seu novo tablet Surface nos próximos meses.

Há uma enxurrada de concorrentes no mercado de tablets“, diz o analista independente Jeff Kagan. “O pessoal de marketing tem de descobrir como diferenciar seus aparelhos, seja no preço ou nas funções. Provavelmente levará alguns anos para chegarmos lá.

O modelo mais barato e apoiado por anúncios da Amazon, juntamente com outros aparelhos desenvolvidos por fabricantes de eletrônicos, podem colocar pressão sobre a Apple — que se tornou a empresa mais valiosa do mundo por estabelecer preços altos para seus aparelhos, entre outras coisas.

Uma porta-voz da Apple não quis comentar.

A Amazon entrou no mercado de eletrônicos inicialmente em 2007, quando lançou a primeira linha Kindle de leitores de livros digitais.

Desde então, a empresa, que tem sede em Seattle, reduziu o preço do Kindle significativamente. O aparelho custava originalmente US$ 399 nos Estados Unidos e logo caiu para US$ 299, numa versão posterior.

No ano passado, a Amazon lançou uma nova série de leitores Kindle com preços entre US$ 109 e US$ 189, e as pessoas dispostas a receber anúncios poderiam comprar os mesmos modelos por US$ 30 a US$ 50. A publicidade aparece na forma de protetores de tela e de banners na parte inferior de certas imagens.

A Amazon entrou para a arena do tablet em novembro do ano passado, quando lançou seu Kindle Fire, vendido por US$ 199 nos EUA. O preço do aparelho, que tem uma tela de sete polegadas, foi definido de forma agressiva em relação ao iPad, da Apple, cujo preço mínimo é de US$ 499.

Na quinta-feira, a Amazon disse que havia vendido todos os Kindle Fire que produziu, prometendo “um roteiro emocionante pela frente.

Não está claro quanto o Kindle Fire da Amazon faturou. A empresa não divulga dados específicos de vendas.

O novo tablet da Amazon apoiado por anúncios seria vendido com um desconto em relação aos tablets sem subsídio de publicidade, disseram pessoas envolvidas nas discussões sobre o produto. O preço exato e quais anunciantes estão envolvidos não foram revelados.

O novo tablet exibiria um anúncio depois de o usuário “acordar” o aparelho, disse uma pessoa informada sobre o assunto.

A Amazon já comentou que algumas versões do novo tablet teriam acesso à Internet apenas através de redes Wi-Fi, disse uma pessoa informada sobre o produto.

Além disso, a Amazon está testando seu próprio smartphone para fazer frente ao iPhone da Apple, e pode lançá-lo ainda este ano, disseram em julho executivos de fornecedores de peças da Amazon que não quiseram ser identificados.

No fim do segundo trimestre, o Kindle Fire da Amazon tinha apenas 4,2% do mercado mundial de tablets em termos de vendas de unidades, em comparação com 70% do iPad, segundo a empresa de pesquisa IHS Inc.

A Amazon informou na semana passada que o Fire tem 22% do mercado de tablets dos EUA.

O Kindle ainda não foi lançado no Brasil, embora seja possível obter conteúdo em português no aparelho.

Por Greg Bensinger | Publicado originalmente e clipado à partir de The Wall Street Journal | 04/09/2012

Google poderá apelar de processo por digitalização de livros


Desde o início do conflito em 2005, o Google se defende das críticas respondendo que seu objetivo é criar “a maior biblioteca da história”

Usuário mexe em computador no stand do Google: o juiz federal Denny Chin rejeitou um polêmico acordo de US$ 125 milhões que o Google alcançou com editores

Usuário mexe em computador no stand do Google: o juiz federal Denny Chin rejeitou um polêmico acordo de US$ 125 milhões que o Google alcançou com editores

Nova York – Um tribunal federal de apelações de Nova York autorizou o Google a apelar de uma decisão judicial prévia que permitiu que milhares de autores de livros abrissem um processo coletivo contra a empresa, reivindicando uma compensação pela digitalização de suas obras para a biblioteca virtual.

A decisão foi publicada no Segundo Circuito do Tribunal de Apelações e já pode ser consultada nesta quarta-feira nos registros eletrônicos do sistema judiciário americano. Na publicação, o tribunal não oferece detalhes sobre os motivos da decisão neste sentido, que representa uma pequena vitória do Google na longa batalha judicial que mantém há anos com o Sindicato de Autores e a Associação de Editores Americanos.

Desde o início do conflito em 2005, o Google se defende das críticas respondendo que seu objetivo é criar “a maior biblioteca da história“, uma iniciativa “em prol do conhecimento da humanidade”, e se compromete também a seguir a política de retirar imediatamente qualquer livro cujo autor assim o peça.

Em março de 2011, o juiz federal Denny Chin rejeitou um polêmico acordo de US$ 125 milhões que o Google alcançou com editores e autores dos Estados Unidos para digitalizar suas obras e criar a maior biblioteca e livraria virtuais do mundo, ao considerar que tal ação “não é justa, nem adequada, nem razoável”.

Um ano antes, em 2010, grandes empresas como a Microsoft e o Amazon, assim como vários governos europeus, pediram à Justiça americana que rejeitasse o acordo, porque, para eles, o acordo violaria a legislação de direitos autorais de propriedade intelectual e outorgaria ao Google uma situação privilegiada.

Nesta quarta-feira, pouco antes do fechamento dos mercados, as ações da empresa registravam baixa de 0,56% e eram negociadas a US$ 664,92 no Nasdaq, onde os títulos sofreram desvalorização de 2,96% em 2012 e 19,34% nos últimos 12 meses.

Exame | 15/08/2012

eBooks ajudam editoras a entender hábitos do leitor


O leitor típico leva apenas sete horas para ler o último livro da trilogia “Jogos Vorazes” no leitor digital Kobo — cerca de 57 páginas por hora. Quase 18.000 leitores que usaram o Kindle, da Amazon.com, marcaram a seguinte frase do segundo tomo da série de Suzanne Collins: “Porque, às vezes, acontecem coisas com as pessoas com as quais elas não estão preparadas para lidar“. Já no Nook, o leitor digital da Barnes & Noble, a maior rede americana de livrarias, a primeira coisa que a maioria dos leitores faz ao terminar o primeiro volume da trilogia é baixar o segundo.

Antigamente, nem editora nem autor tinham como saber o que acontece quando um leitor senta para ler um livro. Desiste depois de três páginas? Ou termina o livro em uma sentada? A maioria pula a introdução? Ou a lê com interesse, sublinhando trechos e fazendo anotações nas margens?

Isso mudou. O livro eletrônico — o “e-book” — abriu uma janela para a história por trás das cifras de vendas, revelando não só quanta gente compra um determinado livro, mas com que intensidade a obra foi lida.

Durante séculos, a leitura foi, basicamente, um ato solitário e privado, uma troca íntima entre o leitor e as palavras impressas no papel. Mas a popularização do livro digital provocou uma profunda mudança na modo como se lê, transformando a atividade em algo mensurável — e de caráter quase público.

Os principais nomes no setor de e-books — Amazon, Apple e Google — podem facilmente saber o quanto um leitor já avançou no livro, quanto tempo dedica à leitura e que palavras usou na pesquisa para encontrar a obra. Aplicativos de leitura para tablets como iPad, Kindle Fire e Nook registram quantas vezes o leitor abre o aplicativo e quanto tempo passa lendo. Varejistas, e certas editoras, começam agora a digerir esses dados, que renderão uma visão sem precedentes da relação do público com livros.

O meio editorial sempre perdeu para o resto da indústria de entretenimento na hora de determinar gostos e hábitos do consumidor. Na televisão, produtores testam incessantemente novos programas em grupos de discussão; estúdios de cinema submetem filmes a uma bateria de testes e alteram o produto final com base na reação do público. Já no mundo editorial, a satisfação do leitor até aqui era avaliada com dados de vendas e resenhas — o que dá uma medida “post mortem” do êxito, mas não ajuda a influenciar ou a prever o sucesso. Isso começa a mudar à medida que editoras e livreiros vasculham a montanha de dados a seu dispor e que mais firmas tecnológicas entram no negócio.

A Barnes & Noble, dona do leitor digital Nook e de 25% a 30% do mercado de livros eletrônicos nos Estados Unidos, começou há pouco a estudar os hábitos de leitura digital do público. Dados colhidos via Nook revelam, por exemplo, até onde o leitor chega em um determinado livro e qual a relação de leitores deste ou daquele gênero com o livro. Jim Hilt, diretor de e-books da empresa, diz que a Barnes & Noble já começa a dividir suas descobertas com editoras para ajudá-las a criar livros que prendam mais a atenção das pessoas.

Para a empresa, que busca uma fatia ainda maior do mercado eletrônico, há muito em jogo. No último ano fiscal, as vendas do Nook subiram 45% e a de livros digitais para o aparelho, 119%. No todo, a Barnes & Nobble faturou US$ 1,3 bilhão com Nooks e e-books, em comparação com US$ 880 milhões no ano anterior. A Microsoft há pouco pagou US$ 300 milhões por uma fatia de 17,6% do Nook.

Hilt, diz que a empresa ainda está “nos estágios iniciais de um profundo [processo] de análise” e está vasculhando “mais dados do que poderia usar”. Mas toda essa informação — reunida por grupos de leitores, não individualmente — já rendeu dados úteis. Algumas simplesmente confirmam o que o varejo já sabia só de examinar listas de best-sellers. Um exemplo: quem usa o Nook para ler o primeiro livro de uma série infanto-juvenil popular como a “Divergente”, da escritora Veronica Roth [que a Rocco lança no Brasil em novembro], tende a emendar a leitura de um tomo com a do seguinte, quase como se estivesse lendo um único romance.

Graças à análise de dados gerados pelo Nook, a Barnes & Noble já descobriu que se o livro é de não ficção a leitura tende a ser intermitente, que um romance costuma ser lido de uma só vez e que livros de não ficção tendem a ser abandonados antes. Fãs de ficção científica, romances populares e policiais costumam ler mais obras, e mais depressa, do que leitores de ficção literária.

São revelações que já estão influenciando o tipo de obra que a Barnes & Noble vende no Nook. Hilt diz que quando os dados mostraram que o leitor volta e meia não chega ao fim de longas obras de não ficção, a empresa buscou maneiras de envolver mais o leitor de não ficção e longos ensaios jornalísticos. Daí veio a ideia de lançar a coleção “Nook Snaps”, com obras curtas sobre temas variados como religião e o movimento Ocupe Wall Street.

Saber exatamente em que ponto o leitor se cansa também poderia ajudar editoras a criar edições digitais com mais firulas — um vídeo, um link ou algum outro recurso multimídia, diz Hilt. Daria para saber, por exemplo, que o interesse em uma série de ficção está caindo se leitores que compraram e devoraram os dois primeiros volumes de repente perdem o pique para ler novos tomos da série, ou simplesmente desistam.

A maior tendência que estamos tentando descobrir é em que ponto ocorre esse abandono com determinados tipos de livro e o que daria para fazer com as editoras para evitá-lo“, explica Hilt. “Se pudermos ajudar escritores a criar livros ainda melhores do que hoje, todo mundo ganha“.

Tem escritor que adora a ideia. O romancista Scott Turow diz que sempre achou frustrante a incapacidade do setor de estudar a base de clientes. “Quando reclamei a um dos meus editores que, depois de tanto tempo publicando, ele ainda não sabia quem comprava meus livros, ele respondeu: ‘E aí? Ninguém no meio editorial sabe.'”. Turow, que é presidente da associação dos escritores dos EUA, a Authors Guild, acrescenta: “Se der para saber que um livro é longo demais e que é preciso ser mais rigoroso no corte, eu, pessoalmente, adoraria ter essa informação“.

Outros temem que esse apego a dados acabe impedindo o escritor de assumir o risco da criação — risco que produz a grande literatura. Um livro “pode ser excêntrico, do tamanho que tiver de ser e, nesse quesito, o leitor não devia meter o bedelho“, diz Jonathan Galassi, diretor de operações da editora Farrar, Straus & Giroux. “Não vamos encurtar ‘Guerra e Paz’ só porque alguém não conseguiu chegar ao fim“.

A Amazon, em particular, tem uma vantagem na arena: por ser, ao mesmo tempo, varejista e editora, tem condições únicas de usar dados que coleta sobre os hábitos de leitura de clientes. Não é segredo que a Amazon e outras lojas de livros digitais coletam e guardam informações sobre o consumidor — que livros comprou, que livros leu. Usuários do Kindle assinam um termo que autoriza a empresa a armazenar dados gerados pelo aparelho — incluindo a última página lida pelo usuário, além de seus marcadores, observações e anotações — em servidores da empresa.

A Amazon consegue saber que trechos de livros digitais são populares com o público leitor — e exibe parte dessa informação publicamente em seu site.

Vemos isso como a inteligência coletiva de todas as pessoas que leem pelo Kindle“, diz Kinley Pearsall, porta-voz da Amazon.

Certos defensores da privacidade acham que quem lê um livro eletrônico devia ter a garantia de que seus hábitos de leitura digitais não serão registrados. “Há um ideal na sociedade de que o que alguém lê não é da conta de ninguém“, diz Cindy Cohn, diretora jurídica da Electronic Frontier Foundation, uma ONG que defende direitos e a privacidade do consumidor. “Hoje, não há nenhuma maneira de dizer à Amazon que eu quero comprar um livro [no site], mas não quero que xeretem o que estou lendo“.

A Amazon não quis comentar a análise e o uso que faz de dados coletados via Kindle.

A migração para o livro digital deflagrou uma verdadeira corrida entre novas empresas de tecnologia interessadas em faturar com a montanha de dados reunida por leitores digitais e aplicativos de leitura. A Kobo, que fabrica leitores, tem um serviço que armazena 2,5 milhões de livros e conta com mais de oito milhões de usuários, verifica quantas horas os leitores dedicam a este ou àquele título e até onde avançam na leitura.

Certas editoras já estão começando a testar digitalmente livros antes de lançar a versão impressa. Mas poucas foram tão longe quanto a Coliloquy. A editora digital, que vende pelo Kindle, pelo Nook e em leitores com sistema Android, tem um formato — o “escolha sua própria aventura” — que permite ao leitor alterar personagens e tramas. Engenheiros da empresa consolidam os dados obtidos de seleções feitas por leitores e mandam o resultado para o autor, que pode ajustar a trama dos próximos livros para refletir a opinião do público.

Queríamos criar um mecanismo de feedback que até então não existia entre escritor e leitor“, diz Waynn Lue, engenheiro da computação que é um dos fundadores da Coliloquy.

Por Alexandra Alter | Publicado originalmente em The Wall Street Journal | Updated July 4, 2012, 6:55 p.m. ET

Google entra na guerra dos tablets


Empresa lançou ontem o Nexus 7, que usa a mais recente versão do Android e que tem como maior atrativo o preço, de US$ 199

Com o lançamento do Nexus 7, de apenas sete polegadas e um preço de US$ 199, o Google se tornou ontem o último gigante da tecnologia, depois da Microsoft e da Amazon, a entrar na “guerra” dos tablets para tentar bater de frente com o ainda soberano iPad, da Apple, que domina dois terços do mercado.

Além do Nexus 7, o Google também anunciou, em sua conferência I/O, em San Francisco, o aperfeiçoamento de seu sistema operacional Android, com uma nova plataforma denominada Jelly Bean. Entre as novidades do sistema estão uma secretária virtual similar à Siri, da Apple, e mecanismos para cegos e surdos usarem tablets e celulares.

De acordo com o Google, o Nexus 7 será fabricado em conjunto com a Asus, de Taiwan. Apesar da indagação de alguns investidores, o Google não explicou porque deixou de lado a recém-adquirida Motorola na produção do Nexus 7.

A principal aposta do novo tablet é o preço, equivalente a dois quintos da versão mais barata do iPad, de US$ 499. Custando apenas US$ 199, com memória de 8 GB [o aparelho com 16 GB sairá por US$ 249], o Nexus 7 passa a competir diretamente com o Kindle Fire, da Amazon, vendido pelo mesmo valor e que tem conquistado um mercado de consumidores não dispostos a pagar pelo produto da Apple.

O tamanho também será equivalente ao do tablet da Amazon e alguns da linha Galaxy, da Samsung. Com sete polegadas, o Nexus 7 fica quase em uma dimensão intermediária entre o iPhone e o iPad. Há a vantagem de ser mais fácil de manusear e transportar. Mas a tela menor pode ser um ponto negativo.

No Nexus 7, o uso de produtos do Google, como YouTube e o Google Tradutor também será simples. Um outro destaque do tablet é câmera frontal, com resolução de 1.200 x 800 pontos.

Segundo a empresa, o tablet, que deve chegar em julho, já está disponível para encomendas na loja virtual Google Play dos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e Austrália. Não há previsão de chegada a outros países.

Na semana passada, a Microsoft apresentou o Surface, com a novidade de ter um teclado acoplado à capa e o sistema operacional Windows 8. Mas o tablet da empresa fundada por Bill Gates ainda não tem preço definido e chegará às lojas apenas no Natal.

Antes do Nexus 7, o Google competia com a Apple apenas nos sistemas operacionais para tablets e celulares. Muitas empresas usam o Android, enquanto o iPad e o iPhone adotam o sistema iOS, da própria Apple. A Microsoft também tenta entrar na briga com o Windows 8. Mas essa disputa dos softwares, também existente nos celulares, será ampliada para os hardwares.

Analistas ainda acham improvável um tablet ameaçar a soberania do iPad, mesmo se tiver uma marca forte como a do Google ou d a Microsoft por trás. O aparelho da Apple continua registrando crescimento em suas vendas. Ao mesmo tempo, a acentuada elevação do mercado de tablets em todo o mundo deve abrir espaço para outras marcas. Neste ano, a previsão é de vendas de 107 milhões de aparelhos. Em 2016, esse número deve subir para 222 milhões.

POR GUSTAVO CHACRA, CORRESPONDENTE | NOVA YORK | O Estado de S.Paulo | 28 de junho de 2012, 3h 07

Receita da B&N cresce 2%; digital sobe 45%


Empresa divulgou resultados da área digital separadamente

A Barnes & Noble, maior rede de livrarias dos Estados Unidos, divulgou ontem os resultados de seu ano fiscal, que terminou em 28 de abril. A receita total da empresa subiu 2%, para US$ 7,1 bilhões, em relação ao ano anterior. A receita do Nook, divisão de negócios digitais que engloba a venda dos aparelhos, subiu 45%, para US$ 933 milhões. Só a venda de conteúdo digital saltou 119%, para US$ 483 milhões. No segmento de varejo, que inclui as lojas físicas da B&N e o site BN.com, a receita foi de US$ 4,9 bilhões, com queda de 1,5%. Em comunicado divulgado ontem, a companhia informou que a parceria estratégica anunciada com a Microsoft para criar a nova subsidiária Newco está “em processo de implantação do trabalho necessário para completar a separação e fechar a transação com a Microsoft”.

PublishNews | 20/06/2012

Microsoft lança o tablet Surface e tenta fazer frente ao iPad, da Apple


Microsoft Surface Tablet

Microsoft Surface Tablet

Desafio. Lançamento da empresa de software traz novidades que não estão presentes nem mesmo no iPad, como uma capa que também funciona como teclado, além de marcar um distanciamento da Microsoft da estratégia que costuma usar no mercado de PCs

Com dois anos de atraso, a Microsoft, conhecida por seu domínio no desenvolvimento de softwares para PCs, apresentou ontem o Surface, um tablet com o objetivo de competir com o iPad, da Apple, ou pelo menos conquistar uma fatia do mercado em um dos setores de maior crescimento na tecnologia.

Diferentemente de outros tablets, o Surface traz inovações ausentes mesmo do iPad. A principal delas é uma capa que funciona como teclado. Há também um minitripé de suporte que, ao ser montado, praticamente transforma o aparelho em um laptop ainda mais leve do que o Macbook Air.

Quando o sistema operacional Windows 8 for lançado no fim do ano, a expectativa é de que o tablet rode o pacote de aplicativos Office. Se esse objetivo for atingido, o tablet terá uma enorme vantagem comparativa em relação ao iPad, especialmente para pessoas que queiram usar o aparelho para trabalhar.

Por enquanto, não há definição de preço ou data exata para o lançamento. O mais provável é que o custo seja similar ao dos concorrentes e as lojas comecem a vender duas versões, no outono do Hemisfério Norte, com 32 e 64 gigabytes [GB] usando o Windows RT. O Surface de 128 GB viria mais tarde, apenas depois de o Windows 8 ser implementado. Uma das versões terá o chip da Intel. Outra virá com processador de tecnologia ARM. Sua tela tem 10,6 polegadas.

“Nós acreditamos que qualquer interação entre os seres humanos e as maquinas podem ser feitas apenas quando toda a experiência – hardware e software – trabalham juntas”, disse o presidente da empresa, Steve Ballmer, ao apresentar o produto em Los Angeles. A declaração é irônica pois foi sempre a Apple, e não a Microsoft, que manteve a tradição de fabricar ambos.

O lançamento é do Surface é um divisor de águas para a empresa fundada por Bill Gates. A Microsoft historicamente se concentrou no desenvolvimento de software, deixando a parte do hardware para outras empresas como a Dell, a Sony e a HP. Um dos poucos aparelhos de sucesso da empresa é o videogame Xbox.

O anúncio gerou otimismo entre os investidores. Analistas, porém, ainda não têm condições de avaliar o Surface, porque apenas um protótipo do hardware foi apresentado.

Há pouco mais de um mês, a Microsoft também havia decidido entrar no mercado de e-readers ao anunciar uma joint venture com a Barnes & Noble, fabricante do Nook, segundo colocado no setor, atrás apenas do Kindle, da Amazon.

O evento de lançamento do Surface foi cercado de mistério, com “fontes” revelando informações seletivamente para a imprensa nos dias anteriores, como acontece com os anúncios da Apple. A Microsoft buscou mostrar que já tem tradição em hardware, lembrando que fabrica teclados e mouses.

Mercado. Atualmente, a Apple domina o mercado dos tablets com 62,5% das vendas. Os aparelhos que usam o sistema Android, do Google, têm 36,5%. O mercado deve crescer 54,4% neste ano, com 107 milhões e unidades vendidas. Já no setor de PCs, haverá uma alta de 5% para 383 milhões de unidades.

Estadão.com.br | 19 de junho de 2012 | 3h 05

Waterstones fecha com a Amazon


Notícia pegou o mercado editorial do Reino Unido de surpresa

A rede de livrarias Waterstones surpreendeu o mercado editorial britânico hoje de manhã ao anunciar um acordo comercial com a Amazon, quando se imaginava que a empresa estava negociando com a Barnes & Noble. De acordo com o comunicado da Waterstones, foi firmada uma parceria para que a rede venda os e-readers Kindle em suas lojas dentro do Reino Unido – são, ao todo, quase 300 unidades. A empresa também mencionou que oferecerá “serviços novos de leitura digital” por meio da parceria, mas não revelou muitos detalhes.

O diretor executivo da Waterstones, James Daunt, disse em entrevista ao site da The Bookseller que os clientes da Amazon “querem o Kindle”. “Nós nos perguntamos, ‘o que nossos clientes querem?’: a resposta foi o Kindle. E, uma vez feito isso, ficou evidente para nós que era o melhor negócio”, disse. Ele admitiu que a Waterstones sondou outras opções, mas recusou-as. Segundo ele, também já era tarde para desenvolver um aparelho próprio. “O melhor dispositivo no mercado é o Kindle“, completou.

A Waterstones vai reformular lojas e criar “inovações” que incluem áreas digitais, internet sem fio gratuita e novos cafés ainda neste ano, segundo o comunicado da empresa. Daunt disse à The Bookseller que, cada vez que um usuário do Kindle comprar um e-book dentro do ambiente da Waterstones, a rede ficará com uma parte da venda. “O futuro da Waterstones está em suas lojas físicas, vendendo livros físicos, mas fazendo outras coisas em torno disso, como café e leitores digitais”, disse ele.

O anúncio acontece depois de a Barnes & Noble, principal concorrente da Amazon, ter anunciado uma sociedade com a Microsoft, em que a empresa de software fará um investimento de US$ 300 milhões no Nook, unidade de livros digitais da B&N. É mais uma demonstração de que esse mercado está em pleno processo de configuração.

Segundo Daunt, a parceria deve começar na prática no outono do hemisfério norte, ou seja, entre o fim de setembro e dezembro. A Waterstones já tem sua plataforma de e-books e vai continuar com ela. As editoras também continuarão negociando seu catálogo de e-books com Amazon e Waterstones separadamente.

Por Roberta Campassi | PublishNews | 21/05/2012

Em livros digitais, grupo une-se à Barnes & Noble


A Microsoft fez um investimento de US$ 300 milhões no Nook, unidade de livros digitais da livraria americana Barnes & Noble. Com o acordo, será criada uma nova companhia, com valor de mercado avaliado em US$ 1,7 bilhão. A Microsoft deterá uma participação de 17,6% na nova unidade, batizada a princípio de Newco. A Barnes & Noble, por sua vez, terá uma fatia de 82,4% no negócio. “A parceria vai acelerar a transição para a leitura eletrônica, que está revolucionando a forma como as pessoas consomem, criam, compartilham e desfrutam do conteúdo digital“, afirmaram as duas companhias.

Por Moacir Drska | Valor Econômico | 02/05/2012

Microsoft e Barnes & Noble juntas na batalha pelo mercado digital


Por Carlo Carrenho | Publicado originalmente em Tipos Digitais | 30/04/2012

Canso de ouvir no Brasil que a Barnes & Noble está falindo e indo pelo mesmo caminho que a falecida Borders. E isto está longe da verdade, como já expliquei em Não Confunda Barnes & Noble com Borders. É claro que a revolução digital que vem se impondo ao mercado editorial tem afetado a maior rede livreira do mundo e sua situação está longe de ser confortável. Mas a verdade é que a Barnes & Noble tem reagido com dignidade e sucesso, tendo, por exemplo conquistado um market share de 22% do mercado de eReaders com seu Nook, avançando sobre a até então intocável fatia da Amazon [dados da pesquisa The Rising of E-reading, da Pew Internet].

Hoje, um anúncio conjunto da megalivraria e de outra gigante de Seattle, a Microsoft, deve ter calado os mais catastróficos: “Barnes & Noble e Microsoft formam parceria estratégica para desenvolver experiências de leitura digital de nível mundial para consumidores“.

Sob o anúncio pomposo, o que vai acontecer de fato é a formação de uma nova empresa, subsidiária da Barnes & Noble, onde a Microsoft terá uma participação de 17,6% após uma ingestão de US$ 300 milhões. A nova empresa vai acolher sob suas asas não apenas a divisão do Nook, mas também os negócios ligados à educação e ao mercado universitário da livraria. O efeito mais imediato da parceria será o desenvolvimento de um aplicativo Nook para o Windows 8, próxima versão do sistema operacional da Microsoft  que funcionará em tablets e PCs. Um efeito menos imediato, mas extremamente relevante, está ligado à inclusão do negócio educacional na parceria, pois trata-se do desenvolvimento de uma plataforma tecnológica top de linha para a distribuição e gerenciamento de materiais educacionais digitais para alunos e professores.

William Lynch, CEO da Barnes & Noble, enfatizou durante o anúncio por webcast esta manhã, que graças ao apoio da Microsoft será possível “desenvolver uma plataforma robusta para materiais didáticos”. Fica claro então que, a princípio, o papel da Microsoft será o de desenvolvimento tecnológico e de disseminação global da plataforma do Nook.

Na prática, o anúncio de hoje muda muita coisa no mundo dos livros digitais. Em primeiro lugar, marca a entrada da Microsoft em um jogo que ela parecia ignorar. A grande verdade é que toda a tecnologia de e-reading até agora foi desenvolvida praticamente sem nenhuma participação da empresa de Bill Gates. A chegada da outra gigante de Seattle desequilibra bastante as forças no mercado de e-books. Se antes tínhamos as megaempresas Amazon, Apple e Google, seguida pelos menores Barnes & Noble e Kobo, agora a rede de livrarias passa a brincar de igual para igual com os três maiores. É interessante observar também que, se antes a Barnes & Noble tinha uma briga mais direta com a Amazon, por serem ambos varejistas de livros, agora surge outra briga mais direta, desta vez com a Apple, na medida em que o Nook passa a andar de mãos dadas com o Windows.

Perguntado no webcast como a parceria afetaria a plataforma Android do Nook, Lynch explicou que não mudaria nada neste momento, uma vez que “o foco do acordo está  na liberação de experiências de leitura para centenas de milhões de estudantes e leitores que usam Windows”, e não na tecnologia dos atuais aplicativos.

Espere um pouco. Centenas de milhões? Os EUA têm apenas 300 milhões de habitantes e o Nook só está presente por lá [apesar dos boatos, nem na Inglaterra a plataforma foi lançada ainda]. Ou seja, uma grande internacionalização do Nook faz parte da estratégia que está criando a nova subsidiária da Barnes & Noble. E isto faz todo o sentido. Enquanto Google, Apple e Amazon possuem atuação global, e até a Kobo promulga suas aspirações mundiais a todo o momento, a Barnes & Noble era a única ainda presa a um único mercado consumidor. E apesar de ter tido um grande sucesso na obtenção de conteúdo internacional, especialmente graças ao excepcional trabalho de Patricia Arancibia, sua diretora de conteúdo internacional, a verdade é que a loja da Barnes & Noble só existe nos EUA.

Com a Microsoft, a Barnes & Noble tem a possibilidade de globalizar sua plataforma de forma rápida e descomplicada. Para o mercado brasileiro e mundial, portanto, mais importante do que a separação do negócio digital da Barnes & Noble em uma subsidiária, mais importante do que ter o negócio educacional sob este mesmo guarda-chuva e mais importante do que a força da tecnologia da Microsoft, está a internacionalização da plataforma Nook, que agora poderá chegar a todos os pontos do planeta onde a empresa de Bill Gates esteja presente.

Por Carlo Carrenho | Publicado originalmente em Tipos Digitais | 30/04/2012

Kindle Fire e indiano Aakash abrem caminho para tablets baratos


O ano de 2012 deve ser pródigo para amantes de gadgets, que podem esperar tablets mais baratos, laptops ultrafinos, smartphones mais inteligentes, máquinas com o novo sistema operacional da Microsoft e até, quem sabe, a mítica linha de televisores da Apple.

Depois do Kindle Fire, tablet da Amazon vendido a US$ 200 nos EUA [o iPad custa a partir de US$ 500], o mercado deve ser inundado por tablets básicos com preços inferiores até a US$ 100.

O tablet de baixíssimo custo pioneiro é o Aakash, da empresa indiana Datawind, que custa US$ 47 e já vendeu 1,4 milhão de unidades.

No Brasil, outro fator que deve reduzir o preço dos tablets é a “Lei do Bem”, que desonerou os aparelhos produzidos no país.

Quem procura um tablet mais sofisticado pode esperar pelo sucessor do iPad, que deve ser apresentado até abril, e pelo modelo com Android feito pelo próprio Google, que será lançado nos próximos seis meses.

Com interface híbrida, o Windows 8, novo sistema da Microsoft com lançamento previsto para este ano, será adotado tanto em laptops e computadores tradicionais quanto em tablets.

Na semana passada, o Google anunciou uma medida para tornar mais uniformes os celulares com Android.

A partir da versão 4.0, a mais recente, os dispositivos que quiserem ter acesso à loja Android Market terão que incluir o visual padrão, conhecido como Holo.

Os fabricantes e as operadoras de celular continuarão livres para modificar o visual, mas a inclusão do tema padrão será obrigatória.

No mercado de smartphones, o ano de 2012 será crucial para a Microsoft e seu sistema Windows Phone 7, que é bem avaliado pela crítica, mas ainda não conquistou os consumidores. A principal aposta da empresa é a parceria privilegiada com a Nokia.

Apesar de a Apple manter seus planos em segredo, tudo indica que ela deve anunciar neste ano um iPhone totalmente redesenhado.

Mas o lançamento mais esperado da empresa é o de uma suposta linha de televisores, há meses alvo de rumores.

Além de informações vazadas de fornecedores de componentes, o indício mais forte do provável lançamento está na biografia oficial de seu cofundador, Steve Jobs, lançada no ano passado.

No livro, Jobs revelou ao autor Walter Isaacson que “finalmente havia resolvido” as dificuldades para criar um sistema de TV atraente para o usuário.

POR RAFAEL CAPANEMA | Folha.com | TEC | 10/01/2012 – 07h51

Microsoft apresenta projeto que leva o Kinect até salas de aula e de empresas


Se há uma coisa bem clara sobre o Kinect, é que ele serve para muitas coisas além de um mero controle para o Xbox 360. A Microsoft percebeu isso e já tem planos de tornar o acessório bastante versátil e presente em outros locais, como salas de aula e até reuniões em empresas.

Este projeto, com o nome de Code Space, está sendo tocado pela própria Microsoft e tem como objetivo a cooperação de várias pessoas em uma sala de reunião ou de aula. O painel principal é sensível ao toque e o Kinect pode analisar os gestos de cada pessoa presente para permitir a colaboração de alguma forma. Se a pessoa levar seu smartphone, será possível o controle da apresentação com este aparelho, bastando apontar o celular para a tela e usar uma interface própria para manipular objetos e até pintar algo na tela.

Além do controle de um ponteiro na tela, o smartphone pode ser utilizado como um controle para a movimentação total da tela ou ainda para inserir objetos nela. Se você tiver um projetor sobrando, pode usar ele para aumentar a tela para a parede inteira e jogar conteúdo para lá. As possibilidades são imensas e podem ser aplicadas tanto em salas de reunião quanto salas de aula mais tecnológicas, já que o conteúdo pode ser puxado da tela para um smartphone ou tablet apenas com um gesto já definido.

Confira como funciona o projeto neste vídeo.

TECH GURU | Com informações do site da Microsoft | 16 de novembro de 2011 – 8:00

Microsoft Reader


Por Ednei Procópio

Tela do Microsoft Reader

O Microsoft Reader with ClearType©, lançado em abril de 2000, foi um dos primeiros aplicativos desenvolvido para livros digitais baseado no padrão OeB/XML.

O lançamento do produto foi uma espécie de resposta da Microsoft aos aplicativos lançados por empresas como Nuvomedia [eRocket] e Adobe [Acrobat Reader]. E um modo que a Microsoft achou de chamar a atenção para os novos equipamentos, Pocket e Tablet PCs, anunciados na mesma época pela empresa.

O lançamento do Microsoft Reader foi um marco na história dos livros digitais e inspirou empresas como a Barnes & Noble a disponibilizar aos leitores cerca de 2000 títulos para compra e download imediato. Não é à toa que a Barnes & Noble disponibiliza hoje cerca de 1 milhão de títulos para a sua plataforma Nook; ela começou o processo lá em 2000. Um pouco mais tarde até a Palm lançou o Palm Reader baseado em um aplicativo antigo chamado PeanutPress Reader, para não perder campo com o seu Palm até então desconectado do mundo pré-iPhone.

LIT

A Microsoft há dez anos atrás foi uma das empresas que participou do consórcio que criou o Open eBook, o padrão que mais tarde daria origem ao formato ePub. Dentro de um arquivo .LIT, lido pelo aplicativo Microsoft Reader, existe um arquivo xHTML validado tal qual um ePub. Um arquivo LIT é muito parecido com um arquivo ePub em qualidade e conteúdo, com a diferença de que a Microsoft criara também um sistema de DRM, baseado em um passaporte para que leitores se identificasse através de um ID. Algo, mais tarde, consolidado pela Adobe com o seu Adobe Content Server.

Eu trabalhei por oito anos na assessoria de imprensa da Microsoft no Brasil e, de algum modo, eu sempre tive acesso as informações da empresa nesta área. Aliás, eu fui um dos únicos beta-testes da empresa para o dicionário baseado em XML, em formato LIT, que vinha com o aplicativo MS Reader.

DOWN

Esta semana, porém, a Microsoft anunciou a descontinuidade do Microsoft Reader. E eu realmente não consegui entender. Confesso que esta notícia me pegou de surpresa, porque se a Microsoft pretende realmente fazer com que versões portáteis ou mobiles do Windows rode em tablets e smartphones mais modernos, o aplicativo Microsoft Reader seria um dos itens mais importantes para acesso a conteúdo. Será que a Microsoft pretende lançar algum serviço cloud para eBooks nas próximas versões do Windows Phone ou Mobile? Ou será que a era dos aplicativos cross plataformas atingiu a empresa de Seattle em cheio?

Com a nova guerra entre os sistemas operacionais para portáteis [ Apple iOS, Google Android, Nokia Synbian, Windows Phone, etc.], eu acreditava que a Microsft fosse dar um ‘up‘ no projeto Microsoft Reader. Mas, agora, eu acho que há alguma coisa fora da ordem por aqui. Será que a Microsoft teve tanto prejuízo com livros digitais assim?

TABLETS

Embora o iPad seja um sucesso sem igual, a Microsoft foi uma das primeiras empresas a tentar vender para o mercado o conceito das pranchetas e o Microsoft Reader nasceu exatamente num momento em que Bill Gates tentava também vender a ideia dos Pocket PCs [os computadores de mãos que pretendiam rivalizar com os palmtops]. Uma vez que os Pocket PCs traziam telas de LCD coloridas, o Microsoft Reader melhorava a legibilidade de livros digitais através da tenologia denominada ClearType. Uma tecnologia que realmente suavizava as fontes exibidas nas telas tanto dos Pockets quantos dos Tablets PCs, usando conceitos básicos de RGB.

Mas já fazia algum tempo, porém, que a Microsoft não lançava uma verão atualizada do aplicativo. Sua última versão foi anunciada em meados de 2007, exatamente quando a Amazon lançou o Kindle.

VELHOS APPS

Bem. É realmente triste que a Microsoft esteja descontinuando, a partir deste mês, um dos melhores aplicativos de livros digitais já criados [numa época em que a Apple tenta a todo custo minar a existência de aplicativos melhores do que o iBooks]. Quem realmente conhece eBooks sabe que o aplicativo da Apple ainda tem muito o que melhorar e está muito longe dos bons aplicativos de leitura como o BlueFire, o MobiPocket e o velho e eficiente MS Reader.

Por Ednei Procópio

Apple põe iPad e iPhone na nuvem, e cria ‘banca de revistas’ virtuais


Publicado originalmente em G1 | 06/06/2011 20h59

Aparelhos portáteis terão sincronização sem fio e integração com Twitter.
OS X Lion, iOS 5 e novo iCloud são destaque de evento da Apple nos EUA.

Steve Jobs, da Apple, durante apresentação em San Francisco na WWDC. Foto: Paul Sakuma/AP

Com a presença de Steve Jobs, afastado da presidência da companhia por motivos de saúde, a Apple apresentou nesta segunda-feira [6] o iCloud, sistema que permite sincronizar fotos, vídeos, músicas e informações entre diversos aparelhos pela internet, e seus novos sistemas operacionais, o OS X 10.7 Lion [para computadores Mac] e o iOS 5, para iPad e iPhone.

Com o iCloud, a Apple finalmente entra em um jogo que já tem em campo as rivais e gigantes Google e Microsoft, a chamada computação na nuvem. O sistema, gratuito, permite o armazenamento de arquivos como músicas compradas no iTunes, livros e documentos de texto diretamente em servidores da Apple. O usuário poderá, então, sincronizar estas informações com qualquer aparelho.

O iCloud será liberado com a chegada do iOS 5, e os usuários vão receber, gratuitamente, 5 GB para armazenamento de dados. Será possível ainda comprar mais espaço caso seja necessário.

Para os produtos da chamada “era pós-PC”, como iPhones, iPads e iPod Touches, a Apple vai disponibilizar novas funções no outono do hemisfério norte, entre setembro e dezembro. Destaque para a integração com o Twitter e o novo sistema de notificações, avisos instantânos que aparecem na tela do aparelho quando o usuário recebe mensagens de texto, e-mails ou contatos em redes sociais, por exemplo.

O iOS 5 traz ainda o iMessage, programa para troca de mensagens pela internet para usuários da plataforma. Trata-se da resposta da Apple ao BBM, o BlackBerry Messenger, que oferece funcionalidade semelhante para donos de telefones da fabricante canadense.

Também não será mais necessário ligar o aparelho a um computador para fazer upgrades no programa. Agora, eles serão feitos diretamente no iPhone ou iPad, basta estar conectado à internet. Já a sincronização com o PC ou Mac passará a ser feita sem fios, via wi-fi. O upgrade para o iOS 5 é gratuito.

Já o upgrade para Mac OS X Lion, compatível com Macbooks e iMacs, vai custar US$ 30 e será feito on-line, pela loja virtual de aplicativos da Apple. O novo sistema operacional estará disponível a partir de julho.

Scott Forstall, vice-presidente da Apple, mostra as novidades do iOS. Foto: Beck Diefenbach/Reuters

Nuvem carregada

Com o iCloud, aguardado sistema de armazenamento de informações na chamada “nuvem” da internet, a Apple permitirá salvar arquivos como fotos, vídeos e músicas do iTunes em seus servidores centrais. Estas informações poderão ser compartilhadas com os diversos aparelhos do usuário que rodem o sistema operacional iOS, como iPad e iPhone. Desenvolvedores poderão testar o sistema a partir desta segunda-feira [6]. Já os usuários comuns receberão o iCloud na atualização para o iOS 5, marcada para o outono do hemisfério norte, entre setembro de dezembro de 2011.

Steve Jobs e o iCloud: 10 anos de trabalho para chegar à 'nuvem'. Foto: Paul Sakuma/AP

Músicas compradas na loja iTunes estarão sempre disponíveis para download, armazenadas nos servidores da Apple. Por US$ 25 por ano, também será possível acessar na nuvem músicas que você tenha copiado diretamente de um CD ou baixado de outros serviços na rede. Pelo sistema “iTunes Match”, será possível relacionar os arquivos MP3 de seu computador com as músicas disponíveis nos servidores da Apple. Caso um disco ou uma música não sejam encontrados, o usuário poderá, então, fazer o upload do arquivo para o sistema na nuvem.

Será possível ainda manter sua biblioteca de livros do iBook sincronizada com a nuvem.

Documentos criados no iWork, suíte de aplicativos da Apple que concorre com o Microsoft Office, poderão também ser armazenados na rede. Desta forma, estarão sempre atualizados, não importa qual aparelho o usuário utilize para acessá-los. “Há dez anos trabalhamos neste sistema”, afirmou Steve Jobs durante a apresentação.

A companhia anunciou também o fim do MobileMe. A rede, que custava US$ 100 ao ano e permitia a sincronização virtual de contatos e calendários, passa a ter suas funções distribuídas gratuitamente e integradas ao novo iCloud.

O sistema servirá ainda como plataforma de armazenamento de dados para computadores, e será compatível com PCs e Macs. Nas máquinas da Apple, por exemplo, ele será integrado diretamente ao aplicativo iPhoto, permitindo que o usuário tenha acesso a todas as fotos tiradas nos últimos 30 dias. De novo, a função iguala a Apple a um serviço já oferecido pelo Google, dono do Picasa.

Tablets e portáteis

O sistema operacional para aparelhos portáteis chega à quinta versão com mais de 200 milhões de aparelhos compatíveis já vendidos. Em 3 anos, a Apple já repassou mais de US$ 2,5 bilhões aos desenvolvedores responsáveis pelos mais de 450 mil aplicativos disponíveis para download na loja virtual App Store. No total, usuários já baixaram mais de 14 bilhões de programas.

A maior novidade é que agora iPads, iPhones e iPod Touches poderão funcionar independentes de um computador tradicional. Até hoje, é necessário sincronizar o aparelho a um PC ou Mac para fazer atualizações do sistema operacional e de programas baixados pelo usuário. Agora, os aparelhos poderão fazer esse upgrade sozinhos.

Novo sistema de notificações para iPhone: Apple admitiu falhas no atual.Foto: Paul Sakuma/AP

O iOS 5 terá 200 novas funções para usuários e mais de 1.500 para programadores. O vice-presidente Scott Forstall, responsável pelo desenvolvimento do iOS, mostrou o novo sistema de notificações, que passa a ficar “empilhado” na tela até que o usuário as dispense. “O sistema atual era falho”, admitiu Forstall. O executivo mostrou um novo segmento da loja de aplicativos e conteúdo voltado apenas para publicações como jornais e revistas.

O “News Stand” servirá para reunir aplicativos de notícias que até agora estavam espalhados pela App Store. O programa funcionará como o iBooks, para livros eletrônicos, reunindo em uma “prateleira eletrônica” revistas e jornais comprados pelo usuário.

O novo sistema operacional também será integrado diretamente ao Twitter. Isso significa que agora é possível, por exemplo, tirar uma foto com o aplicativo básico da Apple e enviá-la para a rede social sem precisar trocar de programa. Até agora, era necessário baixar um software especial para integrar a câmera ao Twitter, ou tirar a foto e depois postá-la manualmente pelo programa da rede social.

Outra mudança na câmera é a possibilidade de usar botões físicos do aparelho para tirar fotos, sem a necessidade de tocar na tela. Usuários de iPhone, por exemplo, poderão usar o botão de aumentar o volume para acionar o “obturador” e fazer a foto. Cortar e girar imagens já feitas também será possível sem a necessidade de usar aplicativos especiais.

Usuários de iPads, iPhones e IPod Touches ganharão também um novo sistema de mensagens instantâneas, o iMessage. Com ele, é possível conversar com contatos que possuam aparelhos compatíveis com iOS pela internet. As conversas serão ligadas ao cadastro do usuário na rede da Apple, ou seja: é possível começar uma discussão no iPhone e passar depois para o iPad, e vice-versa.

Leão

O vice-presidente de marketing da Apple, Phil Schiller, foi o responsável pela apresentação das novas funções do OS X Lion. De acordo com Schiller, as vendas de Macbooks e iMacs, computadores da Apple, tiveram crescimento maior que a dos PCs – movidos a Windows e Linux – consistentemente nos últimos 5 anos. “A indústria do PC quer copiar a Apple”, brincou.

Phil Schiller mostra as novas funções do OS X Lion. Foto: Beck Diefenbach/Reuters

O Lion traz, segundo a Apple, 250 novas funcionalidades em relação à versão 10.6, batizada de Snow Leopard. Destaque para os novos comandos por gestos, a capacidade de mostrar aplicativos em tela cheia – uma das principais deficiências do Mac na comparação com o Windows – e uma nova interface para acessar programas que “empresta” elementos do sistema do iPhone e do iPad.

O Lion também muda a forma de lidar com o ato de salvar documentos. Agora, todo arquivo será salvo automaticamente a cada alteração, e será possível reverter a um estado anterior caso o usuário prefira cancelar as mudanças feitas no documento. O Mail, software para troca de mensagens, também foi refeito, e passará a exibir sequências de mensagens em forma de “conversas”, semelhante ao padrão já utilizado pelo Gmail.

O novo sistema trará ainda uma versão avançada da loja virtual de aplicativos Mac App Store, introduzida há 6 meses pela Apple. Ela funciona nos mesmos moldes da App Store para iPhone e iPad, permitindo baixar e instalar aplicativos mais facilmente, sem a necessidade de seguir processos de instalação. Agora, será possível comprar novas funcionalidades para os programas já instalados, modalidade que a Apple chama de “in-app purchases”.

Steve Jobs fala sobre o Mac OS X Lion durante encontro em San Francisco. Foto: Paul Sakuma/AP

Publicado originalmente em G1 | 06/06/2011 20h59

Autoridades se reúnem para planejar ‘‘biblioteca mundial’’


Algumas das principais autoridades norte-americanas se reúnem a fim de elaborar uma biblioteca que seja totalmente gratuita, com todo o acervo digitalizado e abrangendo a maior parte do conhecimento produzido pela humanidade.

As universidades Harvard, Yale, a Biblioteca do Congresso Americano, Apple, Microsoft, Google participam do projeto, que dará origem a chamada Biblioteca Mundial. Ela deverá funcionar nos moldes da inciativa europeia “Europeana”, que possui 4,6 milhões de livros e obras de arte no acervo.

Para ouvir mais sobre o assunto, no programa Capital Humano, com Gilberto Dimenstein, clique aqui.

Portal Aprendiz / CBN | 11/04/2011

O livro de papel já morreu?


Por Gilberto Dimenstein | Folha de S. Paulo | 10/04/2011


Com a proliferação dos e-books, surgiu um mercado paralelo legal e clandestino de distribuição de arquivos


USANDO AS NOVAS ferramentas de comunicação, um grupo de professores da África do Sul está inovando o jeito como se produzem livros didáticos e acabaram se transformando numa experiência acompanhada por diversos centros de tecnologia do mundo.

Espalhados em diversas partes do país, eles escrevem coletivamente, numa página da internet, livros sobre todas as matérias ensinadas nas escolas. Mas cada professor adapta o conteúdo para sua realidade local, a começar do seu bairro. Um mesmo livro, portanto, pode ter centenas de diferentes versões.

Como nem todas as escolas têm acesso à internet [onde os conteúdos estão disponíveis gratuitamente], encontraram uma saída.

Sem cobrar direitos autorais, eles organizam o material e entregam textos para editoras tradicionais. O livro chega às escolas com um preço mais barato. “Em pouco tempo, o papel será dispensável“, disse o físico Mark Horner, um dos coordenadores do projeto batizado de Siyavula.

Essa foi uma das experiências que chamaram a atenção num encontro na semana passada que reuniu, nos EUA, alguns especialistas em inovações tecnológicas e educação. Serve como mais uma provocação sobre o futuro da produção e distribuição do conhecimento no geral e dos livros e dos escritores em particular.

O fim do livro de papel é tido como uma questão de tempo. Isso significa que as livrarias vão desaparecer? Para quem, como eu, tem prazer de andar por livrarias e sentir o papel, essa é uma pergunta incômoda.

Andando aqui no metrô, vemos quanta gente aderiu ao livro eletrônico. Algumas escolas resolveram aposentar os livros didáticos de papel, usando até o argumento de que, assim, deixam as mochilas mais leves e preservam a saúde dos estudantes. Comemora-se até o fato de que, com os novos aparelhos, cresce a venda entre os mais jovens.

Com o aumento do consumo dos e-books, surgiu um mercado paralelo legal e clandestino de distribuição de arquivos.

Está acontecendo com os escritores o que, no passado, ocorreu com os músicos, quando surgiu o Napster. Depois de muita briga por causa da troca clandestina de arquivos, começaram a reinventar um novo modelo de negócios. Mas cada vez se ganha menos dinheiro vendendo CDs aliás, quase ninguém mais vende CDs. Assim como os mais jovens já não usam mais relógios de pulso. Nem e-mail. A onda de aplicativos está tornando até obsoleta a internet do www.

Os músicos podem compensar a queda da renda fazendo shows. O que os escritores deveriam fazer? Palestras remuneradas?

Podemos não gostar quando uma mudança tecnológica nos afeta, mas adoramos poder falar pelo Skype sem pagar a ligação telefônica.

Não é tão diferente assim dos desafios do jornal que se estruturam para cobrar os conteúdos digitais.

É um desafio que atinge as escolas. Os conteúdos das matérias já podem ser encontrados na internet, algumas vezes com recursos mais interessantes e provocativos do que os dados em sala de aula. O Media Lab, do MIT, desenvolveu uma plataforma [Scratch] em que as próprias crianças fazem seus jogos e trocam suas criações pelo mundo aliás, o MIT desenvolveu conteúdos gratuitos só para o ensino médio.

Como a transmissão do conhecimento não para de crescer, os modelos de negócio, depois do baque, vão se reinventando, gerando perdedores e ganhadores. Alguém poderia imaginar que jornais pagariam parte dos salários dos jornalistas com base no número de clicks em suas páginas ou matérias na internet?

Estudos têm mostrado que, depois da onda provocada pelo Napster, não diminuiu a produção musical pelo mundo e a produção de aplicativos foi estimulada.

Os desafios da sustentabilidade são enormes, mas as oportunidades são maiores ainda.

Um caso está correndo aqui em Harvard, onde ganha força um ambicioso projeto para criar a maior biblioteca digital do mundo, que é acessível a todos. A pretensão é nada menos do que selecionar todo o conhecimento já produzido pela humanidade. Uma das inspirações é a Europeana, na qual se encontra 15 milhões de versões digitais de livros e obras de arte.

Além de Harvard, estão aderindo ao projeto as maiores universidades americanas com seus monumentais acervos de livros, além da biblioteca do Congresso americano. Representantes da Apple, Microsoft e Google estão participando dos encontros.

Os livros de papel, os CDs e até as escolas tradicionais podem morrer. Mas o conhecimento está cada vez acessível.

PS- Coloquei na internet [www.catracalivre.com.br] mais detalhes dos projetos citados nesta coluna.

Por Gilberto Dimenstein | Folha de S. Paulo | 10/04/2011

Android supera iPhone em número de usuários nos EUA


Um estudo divulgado pela empresa Comscore – líder em medições sobre o mercado digital – publicada no dia 1º de abril, revelou que o sistema operacional para smartphones da Google, o Android, ultrapassou o sistema operacional da Apple, vigente no iPhone e iPod Touch.

Entre novembro de 2010 e fevereiro de 2011, o Android registrou aumento de 7% no índice de usuários, de 26% para 33%; enquanto que o sistema Apple permaneceu estável, com índices de 25% e 25,2%.

O sistema Blackberry, da RIM, perdeu mercado, com queda de 4,6% no período; assim como a Microsoft, que caiu 1,3% e Palm, que perdeu 0,8% do mercado. Se a tendência continuar, em pouco tempo, apenas Apple e Google devem dividir o mercado de sistemas para smartphone.

A pesquisa também apontou que o acesso às redes sociais via smartphones também cresceu, de 23,5% para 26,8%, assim como o download de aplicativos, que subiu 3,2% nos três meses avaliados. Mesmo assim, a atividade preferida dos usuários ainda é o envio de mensagens de texto (torpedos SMS), que subiu que 67,1% para 68,8%.

Redação Portal IMPRENSA | 06/04/2011 13:44

Apple x Amazon; Microsoft x Barnes & Noble


As cortes norte-americanas devem ficar mais agitadas graças a processos envolvendo empresas ligadas ao mercado editorial. Pelo menos, é isso que uma breve leitura do Wall Street Journal de hoje permite concluir.

De um lado, a Apple está processando a Amazon, acusando a gigante do varejo virtual de utilização indevida do termo “App Store” que a empresa de Steve Jobs registrou em 2008. A Amazon, na verdade, chama sua loja de aplicativos Android de “Appstore”, sem espaço e com letra minúscula. A ação foi registrada na última sexta-feira, 18/3, em um tribunal federal da Califórnia.

Algumas centenas de milhas ao norte, em Seattle, a Microsoft registrou ontem um processo contra a Barnes & Noble, pois considera que o leitor digital Nook viola cinco patentes da empresa ao utilizar o sistema operacional Android. Este é apenas mais um processo da empresa de Bill Gates contra equipamentos que usam o sistema operacional da Google.

As empresas Foxconn International e Inventec Corp, fabricantes do Nook, também estão arroladas no processo.

Por André de Lima | PublishNews | 22/03/2011

Microsoft processa Barnes & Noble por leitor eletrônico


A Microsoft ajuizou um processo contra a rede de livrarias norte-americana Barnes & Noble nesta segunda-feira por quebra de patentes com o leitor eletrônico Nook, expandindo a batalha legal da empresa contra aparelhos que utilizam o sistema operacional do Google, o Android.

A Microsoft, que já processou a Motorola por seus smartphones com o Android, afirmou que os leitores eletrônicos da Barnes & Noble infringem uma série de patentes da Microsoft com o software usado para alternar as telas, navegar na Internet e interagir com livros eletrônicos.

Em processos entregues ao tribunal federal de Seattle e à Comissão Internacional de Comércio [ITC, na sigla em inglês], a Microsoft também acusou as fabricantes dos aparelhos, a Foxconn e a Inventec de quebra de patente.

“Tentamos ao longo de um ano chegar a acordos sobre as licenças com a Barnes & Noble, a Foxconn e a Inventec. Sua recusa em aceitar as licenças não nos deixou outra opção senão usar ações legais para defender nossas inovações”, afirmou o vice-conselheiro de propriedade intelectual e licenciamento da Microsoft, Horacio Gutierrez, em comunicado.

A Barnes & Noble afirmou que sua política é de não comentar assuntos em litígio. A Foxconn e a Inventec não foram localizadas imediatamente para comentar o assunto.

DA REUTERS, EM SEATTLE | 21/03/2011 | 19h15

Amazon anuncia lançamento de aplicativo do Kindle para tablets com Android e Windows


A Amazon anunciou, nesta terça-feira [4], que planeja o lançamento de aplicativos gratuitos do Kindle para tablets com os sistemas Android, do Google, e Windows, da Microsoft.

Os aplicativos permitirão que os donos desses aparelhos adquiram e leiam livros digitais vendidos na loja virtual da Amazon.

O recurso de sincronia automática entre equipamentos também estará presente. Se o usuário já comprou e-books por meio de desktops, smartphones, iPods ou pelo próprio Kindle, eles também estarão disponíveis para download em seu tablet.

O anúncio da Amazon precede a CES [Consumer Electronics Show], feira que começa na próxima quinta-feira em Las Vegas. A expectativa é de que as empresas do setor de eletrônicos apresentem novos tablets com os dois sistemas operacionais.

Folha.com | 04/01/2011 – 19h09 | A informação é do site Mashable.

Microsoft ataca novamente o Google Books


A Microsoft fez seu mais veemente e público ataque ao Google, definindo as ações de seu rival como potencialmente prejudiciais à competição e encorajando vítimas a apresentarem queixas às autoridades regulatórias.

O ataque surgiu dias depois que uma empresa controlada pela Microsoft, acompanhada por duas outras pequenas companhias online, se queixou aos fiscais da União Europeia quanto às operações do Google na Europa. A Microsoft também está combatendo um plano do Google para digitalizar milhões de livros, o qual atualmente está sob escrutínio do Departamento da Justiça.

Nossas preocupações se referem apenas a práticas do Google que tendem a trancafiar parceiros e conteúdo – como o Google Books – e a excluir concorrentes, o que solapa a competição em seu sentido mais amplo“, escreveu Dave Heiner, vice-diretor jurídico geral da Microsoft, em um blog da empresa, sexta-feira.

Em última análise, as agências que atuam no setor de leis de competição terão de decidir se as práticas do Google devem ou não ser consideradas como ilegais“, escreveu ele.

O Google se recusou a comentar sobre o texto no blog da Microsoft.

Nas duas últimas décadas, a Microsoft foi um dos alvos primários das autoridades de defesa da competição nos Estados Unidos e Europa, devido à maneira pela qual operava seu quase monopólio sobre o mercado de sistemas operacionais. A maior produtora mundial de software agora parece ansiosa para direcionar a atenção das autoridades regulatórias ao Google, que é por larga margem o maior serviço mundial de buscas.

Com o crescimento no poderio do Google, nos últimos anos, temos ouvido queixas cada vez mais intensas de diversas empresas, pequenas e grandes, sobre uma ampla variedade de práticas de negócios do Google“, escreveu Heiner.

Algumas das queixas refletem posturas agressivas de negócios assumidas pelo Google. Outras refletem o sigilo com que o Google opera em muitas áreas. Outras parecem despertar sérias questões antitruste“, afirmou ele.

Heiner alegou que a forma pela qual o Google trabalha com anunciantes e grupos editoriais torna difícil para o Bing, o serviço de buscas concorrente operado pela Microsoft, conquistar volume no mercado.

Reuters – 02/03/2010

Amazon e Microsoft assinam acordo para compartilhar patentes


A Microsoft anunciou nesta segunda-feira à noite [22] a assinatura de um acordo com a Amazon que estabelece que cada empresa pode aproveitar a tecnologia patenteada pela outra, incluindo a dos leitores digitais Kindle.

A empresa do Windows informou que a Amazon pagará à primeira como parte do acordo, mas não revelou o valor.

“Estamos muito felizes por ter alcançado este acordo de licença de patentes com a Amazon.com”, afirmou Horacio Gutierrez, vice-presidente corporativo e assessor geral adjunto de Propriedade Intelectual e Licenças da Microsoft.

“A carteira de patentes da Microsoft é a maior e mais forte da indústria do software, e este acordo demonstra nosso respeito mútuo da propriedade intelectual, assim como nossa capacidade de chegar a soluções pragmáticas para questões de propriedade intelectual”, disse.

O acordo abre o caminho para que os softwares da Microsoft e os programas utilizados pela Amazon.com sejam vinculados sem preocupações a respeito de violações de patentes.

O acordo, que envolve uma ampla gama de produtos e tecnologia, concede a cada empresa acesso à carteira de patentes da outra, segundo a Microsoft.

A Microsoft destacou que assinou quase 600 acordos de licenças similares desde dezembro de 2003, com empresas como Apple, Hewlett-Packard, LG Electronics, Novell, e Samsung Electronics.

da France Presse, em San Francisco | 23/02/2010 – 08h31