e-Reader a energia solar? Em 2016 será realidade


Bookeen, mesmo fabricante do LEV, anunciou a novidade na última segunda-feira

Na última segunda-feira [2], a Bookeen, empresa francesa que fabrica e-readers, anunciou o lançamento de um leitor digital que poderá ser carregado com energia solar. Previsto para ser lançado em 2016, o novo device usa células fotovoltaicas que prometem deixar no passado as questões de recarga de bateria. e-Readers consomem muito menos energia do que outros dispositivos móveis. A tecnologia usada em suas telas permite consumo menor do que telas de LCD ou plasma, geralmente usadas em tablets ou smartphones. Com os componentes prometidos pela Bookeen [em parceria com a empresa de tecnologia Sunpartner], o disposto carregará suas próprias baterias através da luz [do sol ou artificial]. Sempre bom lembrar que o LEV, o e-reader da Saraiva, é fabricado pela Bookeeen, mas ainda é muito cedo para dizer quando o dispositivo chegará ao mercado brasileiro.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 04/03/2015

LCD ou e-Ink: qual é melhor para leitura?


Sem dúvida nenhuma os tablets com tela de LCD vendem muito mais do que um aparelho para leitura de livros digitais como o Kindle, da Amazon, e o Kobo, da Livraria Cultura. Nos Estados Unidos, por exemplo, com o preço de um iPad Air básico com WiFi e 16 GB, é possível adquirir quase cinco dispositivos Kindle PaperWhite com conexão sem fio.

Afinal, por qual motivo as pessoas deixam de adquirir um eReader? Ele é muito mais barato do que um tablet com tela de LCD e proporciona uma experiência de leitura melhor. Para conseguir compreender as principais diferenças entre esses dois gadgets, vamos mostrar alguns detalhes que podem fazer a diferença na hora de escolher um ou outro.

Saiba a diferença entre a tecnologia LCD e e-Ink

Apesar da semelhança visual entre eReaders e Tablets – acredite, muitas pessoas não familiarizadas com tecnologia confundem o Kindle Paperwhite de 6 polegadas com o iPad mini de 7,9 polegadas –, uma das principais diferenças é o tipo de tela presente em cada um.

A tecnologia LCD está presente na tela do seu computador, smartphone, tablet e até mesmo da televisão que você utiliza. Esse display proporciona uma grande variedade de cores com uma taxa de atualização ideal para assistir vídeos e jogar alguns games. A tela LCD ainda conta com uma forma de iluminação chamada de backlight – ou retroiluminação –, que representa uma luz por trás ou pelo lado para melhorar a legibilidade.

Com relação às telas e-Ink, elas são ideais para a leitura de textos em preto e branco – as telas e-Ink coloridas existem, mas ainda não estão disponíveis em aparelhos comerciais do tipo. Além disso, elas possuem uma taxa de atualização muito baixa, o que inviabiliza a execução de jogos e vídeos e interfere na velocidade de um navegador de internet. A maior qualidade de uma tela e-Ink é, definitivamente, a forma que ela apresenta um texto, sendo considerada por muitos especialistas como o “papel eletrônico”.

Colocando as características no papel… Quer dizer, na tela

Por ser um dispositivo muito mais simples, o eReader consome muito menos bateria. Enquanto é preciso correr diariamente para carregar a bateria de um tablet ou smartphone – aquele desespero inexplicável quando a bateria alcança menos de 10% e você está longe de casa e de uma tomada –, você pode ficar dias e até semanas sem precisar recarregar o seu aparelho para leitura de livros digitais.

Enquanto algumas companhias anunciam seus tablets com “10 horas de bateria”, o anúncio do recente lançamento da Amazon – Kindle Paperwhite – aponta “mais de 8 semanas de bateria”. Nesse quesito, o aparelho de leitura digital é a opção recomendada para longas viagens.

Se você deseja ler livros ao ar livre ou em contato direto com o sol [se você já tentou usar o smartphone em um dia ensolarado na praia sabe do que estou falando], o gadget com tela e-Ink é o ideal, já que ele proporciona uma leitura nítida como se estivesse lendo em uma revista ou jornal.

Com relação à leitura em ambientes noturnos, é claro que é possível usar os dois dispositivos. No entanto, o display LCD proporciona uma luz muito mais forte – mesmo diminuindo a luminosidade nas configurações do aparelho – do que um eReader como o Kindle Paperwhite, que também possui uma luz integrada, mas não é backlight. Caso você tenha que dormir com mais alguém no mesmo ambiente, a luz da tela LCD pode realmente incomodar, portanto o aparelho com tela e-Ink pode ser mais confortável.

Na verdade, um dos maiores fatores responsáveis – se não o maior – por influenciar na escolha do dispositivo é o preço. Sim, o valor do aparelho sempre faz algumas escolhas por nós, não é mesmo?

No caso de um gadget com tela e-Ink e LCD, o display de aparelhos para leitura digital é significantemente menor. Tablets e smartphones com telas de LCD precisam ter hardwares muito mais potentes, já que executam outras funções além da leitura, como jogos, aplicativos, vídeos etc. Em um eReader, as suas únicas tarefas são armazenar livros digitais e virar páginas em uma velocidade razoável.

Cuidado com os olhos!

Por todas as características apresentadas acima, é possível concluir que um gadget com tela e-Ink pode ser mais saudável para os olhos durante um longo período de leitura, correto? Errado! De acordo com uma pesquisa publicada em 2012 no site norte-americano PubMed, não faz diferença – em termos de cansaço visual – ler em um dispositivo com tela e-Ink ou LCD.

No entanto, se houver cansaço visual durante a leitura em dispositivos LCD antigos e com resolução baixa, isso não deve ocorrer nos aparelhos modernos e com alta resolução. Tudo depende da definição da imagem.

É claro que os testes não foram realizados com os dispositivos expostos ao sol. Se isso tivesse acontecido, o cansaço visual em dispositivos com tela LCD seria muito maior.

Tudo depende da sua necessidade

Escolher entre um tablet ou um eReader depende, é claro, da sua necessidade e do quanto você está disposto a gastar. Um não é melhor do que o outro. Se você procura uma experiência melhor para ler livros digitais – de dia, de noite e em qualquer lugar – e pretende levar o gadget para longas viagens sem a necessidade de recarregar a bateria com frequência, o eReader é a sua opção.

Caso o seu interesse seja em navegar na internet, ouvir músicas, baixar jogos, vídeos e outros diversos aplicativos, sem dúvida um tablet ou smartphone com tela de LCD é o mais recomendado para você.

Tecmundo | 11/02/14

Kyobo e Qualcomm lançam e-reader com tecnologia mirasol


SEUL e SAN DIEGO. A maior livraria sul-coreana, a Kyobo, e uma subsidiária da Qualcomm lançaram anteontem o Kyobo eReader, primeiro leitor de livros digitais com tela colorida baseada na tecnologia mirasol, também conhecida como IMOD [Interferometric MOdulator Display]. O aparelho tem baixíssimo consumo de bateria e permite melhor leitura em espaços bem iluminados.

A tecnologia mirasol é uma aplicação da filosofia do biomimetismo, em que uma técnica imita um organismo ou estrutura existente na Natureza. No caso, emula-se o comportamento das escamas da asa da borboleta, que refletem seletivamente a luz branca, devolvendo certas cores do espectro visível de luz.

QMT [Qualcomm MEMS Technologies Inc.], subsidiária da Qualcomm Inc., juntamente com o Kyobo Book Centre, maior livraria da Coreia do Sul, anunciaram a disponibilidade no varejo do e-reader pioneiro em displays mirasol, que permite leitura de livros, revistas e exibição de vídeos em taxa de 30fps [frames por segundo] em uma tela de toque. O site oficial do Kyobo eReader é mirasoldisplays.com/kyobo. Com o baixo consumo elétrico, a carga da bateria do Kyobo chega a durar semanas, num regime típico de uso e com boa luz ambiente. Por uso típico, a empresa considera 30 minutos de leitura por dia, com Wi-Fi desligado e luz frontal regulada para 25% de luminância. Diferentemente das telas comuns de tablets e de celulares, que têm luz própria, o display mirasol, tal como o do Kindle, da Amazon, não é luminoso, precisando de luz ambiente para ser lido.

O e-reader Kyobo inclui acesso ao acervo de 90 mil ebooks da livraria, além de palestras e aulas em vídeo da EBS, provedor sul-coreano de conteúdo educacional. Oferece também material compartilhado pelos serviços de redes sociais do país, bem como texto falado em inglês a partir dos textos eletrônicos e buscas pelo aplicativo de dicionários Diotek de inglês e idiomas orientais.

O aparelho tem tela mirasol XGA de 5,7 polegadas [1024 x 768 pixels], com resolução de 223ppi e é equipado com o processador classe S2 Snapdragon, com clock de 1GHz, rodando a interface de aplicações Kyobo sobre uma plataforma Android 2.3. O e-reader está saindo no país ao preço equivalente a US$ 310, com descontos para os clientes premium da livraria, baixando o preço para o valor convertido de US$ 265.

Procurada, a Qualcomm não informou seus planos para oferecer no Brasil dispositivos usando tecnologia mirasol.

A história recente da tecnologia mirasol sofreu alguns tropeços, que, no final das contas, podem ter sido uma bela manobra de despistamento. Em 1º de junho, Paul Jacobs, diretor-executivo da Qualcomm, comunicou que a empresa havia abandonado seus planos de fabricar um e-reader com tela mirasol de 5,7 polegadas, alegando que iria se concentrar numa nova versão da tecnologia. Na época, Jacobs declarou que competia com a E Ink, “tinta” eletrônica monocromática já antiga no mercado, e reconheceu que as telas de seus protótipos mirasol ainda não tinham cores suficientemente brilhantes.

Após declarar que investiria cerca de US$ 1 bilhão na fábrica mirasol em Taiwan, que permitiria à Qualcomm produzir os displays no volume necessário, Jacobs encerrou o papo e um véu de secretismo cobriu o assunto por alguns meses, sendo o silêncio quebrado anteontem. Displays IMOD da QMT já estão no mercado comercial em fones Bluetooth, sistemas de monitoramento, celulares e tocadores de MP3.

Como funciona

Um display mirasol é composto de um mosaico de elementos IMOD, sendo cada um deles um sanduíche de camadas. Cada IMOD é um dispositivo microeletromecânico [MEMS, Micro-Electro-Mechanical System] simples, composto de duas placas eletricamente condutivas. A de baixo é uma camada reflexiva, e a de cima é uma pilha de filmes finos sobreposta por um substrato de vidro. Entre a camada de baixo e a de cima existe um microintervalo vazio, preenchido por ar.

Quando não há voltagem aplicada sobre o conjunto, as placas estão em sua separação máxima. Com isso, a luz ambiente entra pelo vidro e é rebatida pela camada reflexiva em uma cor específica. O usuário olha para a tela naquele ponto e vê aquela cor refletida e reconhece aquele pixel como tendo a tal cor.

Aplicando uma fraca voltagem ao elemento IMOD, as placas se aproximam por atração eletrostática e a luz interage com o elemento fechado, refletindo a cor preta, ou seja, não refletindo luz alguma. O elemento IMOD tem duas situações estáveis: aberto e fechado. Os elementos são eletricamente ligados [abertos] e desligados [fechados] usando circuitos integrados semelhantes aos utilizados para endereçar pontos de um display LCD comum — de tela de cristal líquido.

Cada elemento IMOD é bem pequeno, representado por um quadradinho de 10 a 100 micra de lado [micra é plural de mícron, ou micrômetro, que equivale a um milésimo do milímetro]. A cor de cada elemento é determinada pela distância entre as placas, que é regulada pela voltagem aplicada ao conjunto. Um trio de elementos IMOD gera as diferentes gradações de RGB [Red-Green-Blue], com primeiro refletindo o vermelho [Red], o segundo o verde [Green] e o terceiro o azul [Blue]. Manipulando cada um dos minúsculos pixels, pode-se gerar um vasto leque de cores. E cada sub-pixel adota um estado aberto ou fechado para gerar a cor final do pixel.

Para criar uma tela mirasol, uma grande matriz de elementos IMOD são fabricados no formato desejado, formando uma peça única. Nesse processo, tirinhas de elementos IMOD são combinadas para formar pixels, que, por sua vez, são justapostos para compor uma tela completa.

O pulo do gato que permite o baixo consumo elétrico é que, quando um elemento IMOD não está sendo endereçado, ele consume muito pouca energia. Além disso, diferentemente das telas convencionais retroiluminadas de cristal líquido, a tela mirasol é claramente visível em luz ambiente, como em um local com boa iluminação solar. De meados de 2010 para cá, a tecnologia mirasol se aprimorou, permitindo taxas de refresh do display que passaram de 15fps para os 30fps atuais, o que permite exibir vídeo.

A descrição detalhada da tecnologia mirasol pode ser lida em PDF . A Wikipédia também descreve bem a técnica .

Por Carlos Alberto Teixeira | O Globo Online | 23/11/2011

Barnes & Noble deve lançar novo e-reader neste mês


A Barnes & Noble deve lançar um novo leitor de livros eletrônicos [e-reader] neste mês. A informação consta em um registro da agência reguladora U.S. Securities and Exchange Commission.

Segundo o relatório, em reunião com analistas ocorrida na quarta-feira [4], a cadeia de lojas norte-americana indicou que espera anunciar um novo e-reader no dia 24.

Não foram revelados detalhes sobre o aparelho, mas, para o “Wall Street Journal”, ele pode ser uma “combinação mais poderosa de tablet e e-reader”, talvez equipada com o sistema operacional Android 3.0 [Honeycomb], usado em dispositivos como o Motorola Xoom.

Em outras palavras, seria uma evolução do Nook Color, leitor com tela [LCD] colorida que, no mês passado, ganhou atualização para a versão 2.2 do Android.

Outra possibilidade – levantada pelo blog Crave, do Cnet – é que o lançamento sirva para substituir o Nook, modelo de e-reader mais barato da Barnes & Noble que, assim como o Amazon Kindle, usa tela de papel eletrônico.

Lançado em 2009, o Nook tem tido problemas para competir com a terceira geração do Kindle, introduzida no mercado no ano passado, diz o Crave.

Folha.com | 05/05/2011 – 14h44

Pesquisadores planejam eletrônicos flexíveis com seda líquida


Pesquisadores de Taiwan desenvolveram uma nova membrana a partir da seda que pode fazer com que seja possível criar eletrônicos flexíveis, como leitores de e-books. Eles não só criaram a membrana, como provaram que ela pode ser mais barata que as tecnologias atuais.

O processo começa com a seda líquida, que é transformada em membranas que servirão de base para telas TFT [do inglês, thin-film transistor], que são encontradas nas telas atuais de leitores de e-books e LCDs, explica o blog Gadget Lab, do site da revista Wired.

O professor Hwang Jenn-Chang, da Universidade Nacional Tsing Hua, em Taiwan, conta que as novas membranas, além de serem muito baratas – cerca de 3 centavos de seda para a produção de cada uma – podem ainda melhorar o desempenho dos gadgets atuais. “Pensamos por um bom tempo qual seria o melhor material“, conta o professor Hwang ao site PC World Australia. “Ninguém mais havia pensado nisso, ou pelo menos ninguém tinha tido sucesso“, continua.

Além de representarem uma tecnologia mais barata, as membranas de seda líquida poderiam dar flexibilidade aos eletrônicos, como tablets e e-readers, criando um novo tipo de gadget.

Vale lembrar que, no ano passado, pesquisadores dos Estados Unidos mostraram ser possível utilizar seda líquida também em biosensores, a fim de monitorar determinadas condições do corpo humano.

Portal Terra | 06 de março de 2011 • 16h51

Tendência: O futuro dos leitores eletrônicos


Leitores e tablets

Cientistas fazem previsões sobre o futuro tecnológico dos leitores eletrônicos e os nichos de mercado que eles deverão ocupar. Imagem: Univ.Cincinnati

Pesquisadores da Universidade de Cincinnati, nos Estados Unidos, divulgaram uma “revisão crítica” dos últimos desenvolvimentos tecnológicos no campo dos leitores eletrônicos.

Esta nova categoria de gadgets, ainda sem uma personalidade totalmente definida, inclui sucessos de venda como o Kindle, assim como uma procissão de “similares e assemelhados”.

Outros, os chamados tablets, como o iPad, afirmam ser também leitores eletrônicos. Mas, o que cada um faz de melhor, e o que todos farão no futuro, ainda é uma questão em aberto.

Os leitores eletrônicos são os primeiros filhos da chamada eletrônica orgânica, constituída por circuitos eletrônicos impressos sobre plásticos e que promete, entre outros avanços, equipamentos totalmente flexíveis, como telas de enrolar.

Futuro tecnológico

Mais do que uma revisão técnica, contudo, o artigo contém previsões sobre o futuro tecnológico desses dispositivos e os nichos de mercado que eles deverão ocupar.

O principal autor das previsões é ninguém menos do que Jason Heikenfeld, um cientista na área de microfluídica e autor de alguns dos mais significativos avanços recentes na área das telas e monitores baseadas na eletrônica orgânica:

A seguir, os pesquisadores listam os avanços mais importantes que os consumidores podem esperar no campo dos dispositivos de leitura eletrônica e papéis eletrônicos em um horizonte que vai do final de 2011 até daqui a 20 anos.

Já em uso, mas com melhoramentos iminentes

As etiquetas eletrônicas permitirão a realização de promoções por horário.Imagem: Univ.Cincinnati

 

Etiquetas eletrônicas nas prateleiras dos supermercados, eventualmente superando uma promessa ainda não cumprida pelas chamadas etiquetas inteligentes, ou RFID.

O que os pesquisadores chamam de etiqueta eletrônica não é um substituto avançado dos códigos de barras, mas pequenas telas atualizáveis à distância, que praticamente só consomem energia quando estão sendo atualizadas.

Atualmente, é preciso que funcionários rotulem os produtos nas prateleiras, seja para atualizar seus preços, seja para identificar novos produtos.

Imagine a economia de custos se todas essas etiquetas pudessem ser atualizadas em poucos segundos, de forma centralizada.

Isso permitirá também a realização de promoções por horário, focando públicos diferentes que vão às compras em momentos diferentes do dia ou da noite.

No mercado dentro de um ano

Leitores eletrônicos com telas coloridas não deverão demorar. [Imagem: Univ.Cincinnati]

Leitores eletrônicos com telas coloridas não deverão demorar. Imagem: Univ.Cincinnati

Leitores eletrônicos, como o Kindle, com telas coloridas.

Mas, segundo Heikenfeld, será uma cor apagada quando comparada com o que os consumidores estão acostumados, por exemplo, em um iPad.

Embora o próprio iPad seja vendido como um leitor de livros eletrônicos, especialistas afirmam que o brilho excessivo é cansativo – por isso a Amazon escolheu uma tecnologia que permite melhor contraste e praticamente sem brilho.

Mas os pesquisadores vão continuar a trabalhar rumo à próxima geração de cores mais vivas também para os leitores eletrônicos, assim como no aumento de sua velocidade, eventualmente até alcançar a navegação na web e vídeos em dispositivos como o Kindle.

Na verdade, o objetivo de longo prazo dos pesquisadores da área parece ser fornecer telas para um iPad, mas consumindo uma fração da energia usada pela tela atual.

Os avanços vão chegar também aos brinquedos.

Fazendo a alegria das crianças há décadas, um brinquedo permite que se desenhe em uma tela inúmeras vezes – para apagar o desenho, basta girar um botão.

A eletrônica orgânica vai permitir o uso de uma tela de resolução muito mais elevada, garantindo desenhos com qualidade de nível profissional, que serão totalmente apagados eletronicamente.

A mesma tecnologia permitirá que vitrines transparentes tornem-se cartazes para veiculação de anúncios em lojas.

Chegando dentro de dois anos

Leitores eletrônicos com baixo consumo de energia e capazes de mostrar vídeos em cores.

As cores desta primeira geração de baixa potência e alta funcionalidade não serão tão brilhantes quanto as que você obtém hoje no LCD, mas que consomem energia demais,” alerta Heikenfeld.

Ele estima um brilho equivalente a um terço do que se obtém hoje no iPad, mas consumindo uma fração da energia.

Chegando no prazo de três a cinco anos

Os aparelhos poderão mudar de cor automaticamente, assumindo a cor da sua roupa ou do móvel sobre o qual forem colocados. Imagem: Univ.Cincinnati

Aparelhos eletrônicos cujos invólucros plásticos – o próprio corpo do aparelho – poderão mudar de cor ou mostrar diferentes padrões.

Em outras palavras, você será capaz de mudar a cor do seu celular, alterando entre um cinza discreto para o horário de trabalho e algo mais chamativo, dependendo das suas atividades sociais.

Os aparelhos poderão até mesmo mudar de cor automaticamente, assumindo a cor da sua roupa ou do móvel sobre o qual forem colocados.

Outdoors brilhantes, visíveis de dia e à noite, e com resolução muito superior aos atuais de LEDs, já presentes principalmente em estádios e eventos culturais.

Nós já temos a tecnologia que permitirá que estes outdoors digitais operem simplesmente refletindo a luz do ambiente, como se fossem cartazes impressos convencionais. Isso significa baixo consumo de energia e boa visibilidade mesmo sob luz solar intensa,” garante o pesquisador.

Telas de dobrar e de enrolar. A primeira geração deverá ser em preto e branco, mas telas de enrolar coloridas virão logo em seguida.

Na verdade, protótipos ainda sem funcionalidade total já estão no mercado, lançados pela Polymer Vision, da Holanda – veja Telas flexíveis e enroláveis chegam ao mercado.

Dentro de 10 a 20 anos

Leitores eletrônicos coloridos com a mesma qualidade das revistas impressas, visíveis sob luz solar intensa, mas com baixo consumo de energia. “Pense neles como iPads ou Kindles ‘verdes’,” disse Heikenfeld.

Folhas eletrônicas para substituir as folhas de papel.

Serão dispositivos virtualmente indestrutíveis, ultrafinos e enroláveis como uma folha de papel comum.

Deverão ser totalmente coloridos e interativos, e recarregarão continuamente pela luz do ambiente ou pela luz solar direta.

Usarão apenas conexões sem fios – sem aberturas externas, resistirão a chuvas e trovoadas, podendo até mesmo ser lavados.

Bibliografia:

A critical review of the present and future prospects for electronic paper
Jason Heikenfeld, Paul Drzaic, Jong-Souk Yeo, Tim Koch
Journal of the Society for Information Display
Vol.: 2011; 19 [2]
DOI: 10.1889/JSID19.2.129

Redação do Site Inovação Tecnológica | 03/03/2011

Primeiro leitor de livros com tinta eletrônica colorida é lançado na China


Aparelho será vendido no mercado chinês por cerca de R$ 750.
Tecnologia e-ink oferece leitura mais confortável que as telas de LCD.

Leitor colorido da Hanvon deverá custar cerca de US$ 450 na China. Foto: Divulgação/Hanvon

A companhia chinesa Hanvon Technology vai lançar o primeiro leitor de e-books com tela de tinta eletrônica colorida. O produto deverá custar, no mercado chinês, cerca de US$ 450, o equivalente a R$ 750.

O anúncio oficial deve acontecer nesta terça-feira durante a FPD International, evento em Tóquio, no Japão, que reúne fabricantes de telas para televisores, computadores, celulares e eletrônicos em geral.

O produto vai usar uma versão avançada – e em cores – da mesma tecnologia presente em leitores de livros eletrônicos como o Kindle, da Amazon, e o Alfa, da brasileira Positivo.

Diferentemente de displays de cristal líquido [LCD], como o utilizado no iPad, a tela de e-ink não emite, e sim reflete a luz. Isso faz com que a leitura seja mais confortável, já que a imagem gerada pela tela se assemelha à impressa em um papel, como em um livro comum. Por necessitarem de energia elétrica apenas para trocar as páginas, e não para sustentar a exibição da imagem durante a leitura, aparelhos que utilizam essa tecnologia também têm duração maior da bateria.

Em outubro, a livraria americana Barnes and Noble anunciou o lançamento de um leitor digital colorido para o mercado americano. O produto, no entanto, usa tela de LCD iluminada por LEDs. A Amazon, líder no setor de e-readers, ainda não vende leitores com tela colorida.

Portal G1 | 08/11/2010 08h44

Fornecedora de telas prevê crescimento na produção de ‘e-paper’


A empresa taiwanesa Prime View International [PVI], maior fornecedora mundial de telas para leitores digitais, anunciou, nesta sexta-feira, que a produção de 2010 deve triplicar em relação ao ano passado.

A companhia fabrica telas eletrônicas flexíveis que não emitem luz, ao contrário do sistema atual de iluminação das telas de cristal líquido [LCD]. Sua produção deve dobrar ou triplicar novamente em 2011. Conhecido como e-paper [papel eletrônico, em inglês], essa é a tecnologia usada em leitores eletrônicos como o Kindle.

Mais marcas estão chegando ao mercado e mais aparelhos com tamanhos diferentes são vendidos por mais distribuidoras, assim o mercado está crescendo bem rápido“, disse o presidente do conselho da empresa, Scott Liu. “Há espaço para o mercado crescer a longo prazo“, acrescentou.

A Amazon, que fabrica o Kindle, e a Sony estão entre os maiores clientes da PVI.

Nesta semana, durante a feira Computex [Show Internacional de Tecnologia de Informação de Taipei, em Taiwan], as empresas Acer, Asustek Computer, Delta Electronics e Hanwang apresentaram aparelhos para ler livros e revistas obtidos na internet.

O e-paper utiliza um substrato plástico, em vez de vidro, que garante flexibilidade. Diferentemente do LCD, quando desligado, o e-paper não tem seu modo de exibição alterado.

Liu disse ainda que o iPad, da Apple, não deve tomar participação de mercado dos e-books.

Eles estão em categorias diferentes. Se você quer mais funções você usa o iPad, mas se quer algo muito simples para ler, você precisa de um e-reader“.

Veja | Com agência Reuters | 05/06/2010 – 11:17