Kobo anuncia parceria com Livrarias Feltrinelli


Objetivo é ampliar a oferta do seu eReader mundialmente

A Kobo, que atua no mercado de eReading, anunciou ontem uma parceria com a rede de livrarias italiana Feltrinelli, para ampliar a presença da empresa e seu acesso aos leitores mais assíduos do país. Juntas, as companhias estarão oferecendo a plataforma global da Kobo, seus dispositivo de eReading e uma linha completa de acessórios através das 50 livrarias da Feltrinelli. A partir de hoje, a Feltrinelli estará oferecendo os eReaders Kobo Touch™, Kobo Glo, Kobo Aura e Kobo Aura HD E Ink. O Kobo 7, o tablet projetado para leitores, será disponível em lojas a partir do final de outubro. Com um catálogo de praticamente 4 milhões de livros em 68 idiomas, a Kobo serve leitores em 190 países.

PublishNews | 15/10/2013

Kindle Paperwhite é bom, mas tela tátil decepciona


A Amazon começou a vender no Brasil o Kindle Paperwhite [R$ 479], seu modelo de e-reader mais avançado. As principais diferenças em relação ao Kindle básico, lançado por aqui no final do ano passado, são a tela sensível ao toque, a resolução maior e a iluminação embutida. São acréscimos bem-vindos, mas a implantação deles poderia ter desempenho melhor.

A iluminação é muito útil para a leitura em ambientes escuros, mas a tela não recebe luz de maneira uniforme. Nesse quesito, o Kobo Glo, seu principal concorrente, é melhor. O Paperwhite, por sua vez, permite um ajuste mais preciso da intensidade da luz –com um porém: não é possível apagá-la por completo durante a leitura.

A tela sensível ao toque responde bem à maioria dos comandos, mas toques rápidos não são registrados com precisão. O teclado exige uma digitação lenta.

O Kindle Paperwhite, leitor de livros eletrônicos da Amazon, durante o evento de lançamento brasileiro, em São Paulo | Fonte:  Adriano Vizoni - Folhapress - 18/03/2013

O Kindle Paperwhite, leitor de livros eletrônicos da Amazon, durante o evento de lançamento brasileiro, em São Paulo | Fonte: Adriano Vizoni – Folhapress – 18/03/2013

A qualidade da imagem é um pouco decepcionante. A tela tem resolução maior que a do Kindle básico, mas essa vantagem é pouco pronunciada – devido basicamente ao baixo contraste e à falta de nitidez. Os caracteres são exibidos com uma tonalidade muito clara, e as bordas aparecem suaves demais.

A resolução do Paperwhite permite o uso de fontes tipográficas mais detalhadas e com exibição mais “limpa”. As curvas, por exemplo, têm aparência menos serrilhada, principalmente com letras pequenas. Ainda assim, sua legibilidade é inferior à do Kindle básico, que exibe letras mais escuras e com bordas mais abruptas, bem definidas. Por isso, opções de ajuste de contraste e nitidez seriam bons recursos a serem oferecidos no Paperwhite.

Amazon Kindle Paperwhite | Fonte: Folhapress

O hardware, no geral, é bom. O aparelho é leve, compacto e resistente. Tem aparência sóbria e, nas costas, textura emborrachada – que é agradável, mas suja com facilidade. Infelizmente, não tem botões físicos para trocar a página, ajustar o brilho ou voltar à tela inicial, que seriam bem convenientes.

O Kindle Paperwhite é vendido em duas versões. A mais barata [R$ 479] tem apenas conexão wi-fi; e a mais cara [R$ 699] inclui acesso a redes 3G em mais de cem países, sem necessidade de assinar um plano de dados.

A conexão 3G, apesar de bem limitada, pode ser usada para comprar e baixar conteúdo, sincronizar dados, traduzir trechos do livro [com a ferramenta embutida, que usa o Bing] e acessar a Amazon e a Wikipédia.

A versão com 3G pode ser útil para quem tem pouco acesso a redes wi-fi ou faz questão de conexão ubíqua e permanente pelo mundo. Para os outros, é difícil justificar a diferença de preço.

Prateleira | Fonte: Folhapress

Prateleira | Fonte: Folhapress

POR EMERSON KIMURA | Publicado originalmente e clipado à partir de Folha de S.Paulo | Caderno TEC | 08/04/2013, às 03h30

Leitor digital Kobo Glo cumpre seu papel com muito estilo e tela iluminada


Kobo Glo é vendido no Brasil pela Livraria Cultura por R$ 450; e-reader tem sistema de iluminação

Kobo Glo é vendido no Brasil pela Livraria Cultura por R$ 450; e-reader tem sistema de iluminação

O leitor digital Kobo Glo é uma gracinha, como diria a apresentadora. Com tela sensível ao toque de 6 polegadas e 1 centímetro de espessura, ele se encaixa bem até nas menores mãos adultas, oferecendo conforto na hora da leitura. De quebra, está disponível em quatro opções de cores na parte traseira – incluindo aí um pink nada discreto. Mas não se trata apenas de um corpinho bonito: o leitor oferece conteúdo, e muito. Pode armazenar até 1.000 livros em seus 2 GB ou 30 mil títulos, caso seja inserido um cartão de memória com 32 GB.

O modelo Kobo Glo é o mais caro de sua família: custa R$ 450 no Brasil. Como top de linha, é o único Kobo com um sistema de iluminação de tela que permite ler mesmo no escuro. Seus irmãos também vendidos pela Livraria Cultura são o Kobo Touch [R$ 400], com a principal diferença de não ter luz, e o diminuto Kobo Mini [R$ 290], que fica devendo também expansão de memória.

Esses e-readers usam em sua tela a tecnologia e-ink, que muitos já conhecem do concorrente Kindle. A tecnologia faz com que a tela do eletrônico imite muito bem uma folha papel , eliminando todo tipo de reflexo.

O sistema de iluminação, que num primeiro contato pode parecer uma frescura, é muito bem-vindo [dá até para controlar a intensidade do brilho]. Até então, só era possível “acender” a tela nos e-books visualizados em tablets ou no leitor Kindle Paperwhite [ainda não vendido oficialmente pela Amazon no Brasil].

Livraria

O Kobo é abastecido no Brasil pela loja virtual da Livraria Cultura, que promete um total de 1 milhão de livros digitais, sendo 13 mil em português e 12 mil gratuitos [os preços dos mais vendidos se assemelham aos valores praticados pela Amazon].

Assim como acontece com o Kindle, o usuário do Kobo pode ler um mesmo livro no leitor eletrônico, no smartphone, no tablet ou no computador – para isso, basta baixar um aplicativo gratuito.

O usuário também tem a possibilidade de transferir para o e-reader arquivos que não são da Livraria Cultura – o eletrônico é compatível com diversos formatos, inclusive PDF. Mas esses casos exigem um pouco mais de trabalho para levar o conteúdo até o e-reader: será necessário conectar o gadget ao computador e usar o software Adobe Digital Editions para fazer a transferência.

Se você se atrapalhar nesse ou em outros processos, pode sempre contar com uma central de ajuda via telefone ou e-mail, sendo que esta última alternativa promete respostas em até 24 horas [o prazo foi cumprido com antecedência no teste da reportagem].

Usabilidade

Apesar de ter um objetivo simples – funcionar como plataforma de livros digitais –, o Kobo não é o eletrônico mais fácil de usar. Para entender e se habituar aos seus comandos, o usuário deve recorrer ao manual: sem essa ajuda, a brincadeira de tentativa e erro chega a ser irritante.

O mais fácil é virar as páginas para frente ou para trás, apenas com um toque ou deslizando o dedo. Mas a reportagem apanhou um pouco – até recorrer ao manual – para entender que tipo de comando levava ao menu que permite, por exemplo, selecionar o tamanho das letras e exibir no Facebook o livro que você está lendo [essa ponte com a rede social, bastante engessada, não permite que o usuário vá muito além de mostrar o título e fazer um comentário].

Também é possível escolher o tipo de fonte, o espaçamento entre as linhas, a justificação, grifar e separar trechos do livro, recorrer ao dicionário disponível em diversas línguas, fazer buscas e usar um teclado virtual para anotações. A tela sensível ao toque, que só exibe conteúdo preto e branco, responde bem aos comandos.

Agora uma notícia boa, uma ruim. A boa é que, segundo o fabricante, a bateria dura até um mês. A ruim, que o aparelho vem apenas com cabo USB para ser carregado via computador, e não na tomada [sua entrada é Micro USB]. Na página de acessórios do leitor, é possível comprar o carregador de tomada [R$ 65] e o carregador automotivo [R$ 45].

Ele também não tem tecnologia 3G e, por isso, o usuário precisa estar sempre conectado a uma rede Wi-Fi ou a um computador com acesso à internet para poder transferir conteúdo ao e-reader.

Organização

O Kobo tem um sistema que facilita a vida do usuário, na hora de organizar sua biblioteca virtual. Ele oferece, por exemplo, um sistema de prateleiras com o qual é possível criar grupos de livros similares [“suspense”, “romance”, “biografias”, “inacabados” etc].

Ainda mais além vai a ferramenta “reading life”, que exibe estatísticas de leitura: quantas horas foram lidas e quantas páginas viradas do conteúdo em andamento. Em relação aos livros já terminados, dá para saber qual o total de títulos, quantas horas de leitura e qual a porcentagem da sua biblioteca já foi concluída.

Há também prêmios, que o usuário ganha a cada ação. O selo “era uma vez” é dado quando se começar a ler um título novo, o “hora do rush” vem quando se lê no mesmo horário em cinco dias diferentes e o “não é um livro aberto” aparece quando uma leitura é concluída. Não é mesmo uma gracinha?

  • KOBO GLO

    KOBO GLO

    Preço sugerido: R$ 450

  • Tela: 6 polegadas [sensível ao toque; tecnologia e-ink; sistema de iluminação para ler no escuro]
  • Dimensões: 11,4 x 15,7 x 1 cm
  • Peso: 185 gramas
  • Processador: 1 GHz
  • Armazenamento: 2 GB [expansível para até 32 GB]
  • Conexão: Wi-Fi e porta Micro USB
  • Bateria: Até um mês
  • Arquivos compatíveis: Epub, PDF, Mobi, JPEG, GIF, PNG, TIFF, TXT, HTML, XHTML, RTF, CBZ e CBR
  • Pontos positivos: Confortável, bonito, tela imita papel, iluminação própria, bom sistema de organização de conteúdo, compatível com diversos formatos de arquivo.

Pontos negativos: Primeiro contato não é intuitivo, não tem carregador para tomada, não tem 3G, integração com Facebook é limitada.

Por Juliana Carpanez | Publicado originalmente e clipado à partir de UOL, em São Paulo | 05/02/2013, às 10h28

Kindle começa a ser vendido on-line; lojas venderão a partir de quinta


Anunciado na primeira semana de dezembro junto com a chegada da Amazon ao Brasil, o Kindle já pode ser comprado por meio do site do Ponto Frio.

O aparelho começará a ser vendido em lojas físicas na próxima quinta-feira [20], em parceria com a Livraria da Vila – que não comercializa e-books.

A Amazon havia dito que o início das vendas on-line, carro-chefe nos EUA, começaria “nas próximas semanas”. No entanto, o site do Ponto Frio colocou o produto à venda antes do anúncio oficial, na noite desta terça [18].

O e-reader, que custa R$ 299, é a versão mais simples da linha da Amazon. Ele tem tela de seis polegadas que não emite luz, 16 níveis de cinza e navegação por botões [não tem touch].

CONCORRÊNCIA

A entrada da Livraria da Vila como parceira da Amazon na venda de Kindles ocorre em oposição à Livraria Cultura, que vende o e-reader canadense Kobo Touch no Brasil.

Com o mesmo tamanho de tela, mas mais versátil – já que lê arquivos EPUB, popular formato de e-books–, o Kobo Touch custa R$ 100 a mais que o concorrente. Veja comparações abaixo.

Editoria de Arte/Folhapress

Publicado originalmente em Folha de S.Paulo | 18/12/2012, às 18h18

Rival do Amazon Kindle, Kobo Touch é boa opção para ler eBooks brasileiros


E-reader lançado no Brasil pela Livraria Cultura pode ser usado com livros adquiridos em outras lojas no país

O mercado brasileiro de e-readers, os leitores de livros eletrônicos, carece de boas opções. A Livraria Cultura, em parceria com a Kobo, tenta mudar esse cenário.

A Kobo, que pertence à empresa japonesa Rakuten, é uma das principais marcas de e-reader do mundo. Seus aparelhos concorrem de igual para igual com os da Amazon [Kindle], os da Barnes & Noble [Nook] e os da Sony.

Na semana passada, a Cultura lançou no Brasil o Kobo Touch, modelo com tela sensível ao toque que foi anunciado nos EUA em maio do ano passado.

O Kobo Touch, leitor de livros eletrônicos (e-books) lançado no Brasil em parceria da fabricante com a Livraria Cultura, tem tela sensível ao toque

O Kobo Touch, leitor de livros eletrônicos [eBooks] lançado no Brasil em parceria da fabricante com a Livraria Cultura, tem tela sensível ao toque

Leve [185 gramas] e compacto [11,4 x 16,5 x 1 cm], ele tem construção sólida e resistente, com uma agradável textura nas costas. O acabamento emborrachado garante uma pegada firme – o aparelho escorrega menos nas mãos. É vendido em quatro cores: preto, prata, lilás e azul.

Um botão na frente do aparelho, abaixo da tela, leva o usuário à tela inicial. Outro, no topo, serve para ligar, desligar ou colocar para dormir. Na parte inferior, há uma porta micro-USB, para conexão ao computador e carregamento da bateria. Um buraco na lateral esquerda serve como leitor de cartão microSD – recurso ausente no Kindle, que não permite aumentar o espaço de armazenamento.

O Kobo não tem botões físicos para mudar a página, o que é uma pena, pois eles facilitam o manuseio do aparelho com apenas uma mão. Botões laterais, como o do Kindle Keyboard e o do Nook Touch, permitem folhear o livro com a mesma mão que segura o e-reader – basta pressioná-los com o polegar. Sem eles, é necessário deslocar o polegar até a tela para mudar a página, o que não é trabalhoso, mas exige maior cuidado e esforço ao segurar o aparelho.

A resposta ao toque na tela costuma ser rápida, mas as falhas são frequentes. Felizmente, elas raramente ocorrem ao folhear o livro – são mais comuns ao digitar, selecionar palavras no meio do texto ou tocar ícones nos cantos da tela. A borda do aparelho, alta em relação à tela [devido à tecnologia de infravermelho usada para detectar os toques], também atrapalha o acesso aos comandos nos cantos, além de causar uma pequena sombra sobre a margem da página, a depender da iluminação ambiente.

PAPEL ELETRÔNICO

A tela do Kobo usa tecnologia de papel eletrônico E Ink, presente nos principais modelos de e-reader do mercado. Ela consome pouca energia, permite a leitura mesmo sob a luz do Sol, oferece bom ângulo de visão e, teoricamente, cansa menos os olhos do que telas de LCD, por exemplo. Por outro lado, tem baixa taxa de atualização, o que deixa animações e transições lentas e travadas.

Nos próximos parágrafos, falo um pouco mais sobre o E Ink. Se o assunto não lhe interessa, pule para o infográfico, mais abaixo.

Grosso modo, a tinta eletrônica da E Ink é formada por uma camada de microcápsulas que fica entre dois elétrodos [nesse caso, placas condutoras de corrente elétrica]. Cada microcápsula tem o diâmetro de um fio de cabelo e leva em seu interior um fluido claro com partículas brancas [com carga elétrica positiva] e pretas [carga negativa] que se movem conforme a carga elétrica aplicada no elétrodo inferior.

Uma carga positiva no elétrodo inferior empurra as partículas brancas para o topo da microcápsula, deixando-as visíveis através do elétrodo superior, que é transparente – assim, a tela fica branca. Do mesmo modo, a aplicação de uma carga negativa faz com que as partículas pretas subam e escureçam a superfície da tela. A combinação dessas partículas pretas e brancas forma a imagem exibida pelo papel eletrônico.

Seu consumo de energia é baixo basicamente por dois fatores: ele não tem iluminação própria, e a retenção da imagem estática na tela não gasta energia.

Diferente de telas que são iluminadas com luz traseira [backlight], como as de LCD, o papel eletrônico é reflexivo, ou seja, reflete a luz ambiente – artificial ou natural [solar]. Por não emitir a própria luz, ele supostamente cansa menos os olhos do usuário e consome menos energia, mas normalmente não é legível no escuro sem o auxílio de iluminação auxiliar.

Outras características comuns do papel eletrônico são o bom ângulo de visão, que permite uma boa legibilidade mesmo a partir de uma posição não perpendicular dos olhos em relação à tela; a baixa taxa de atualização, o que torna animações e transições – como mudanças de página – um tanto lentas; e o “ghosting” – tendência a exibir “fantasmas” [resquícios de uma imagem anterior] – geralmente solucionado com uma atualização completa da tela antes de formar a nova imagem.

O papel eletrônico implantado em e-readers geralmente exibe imagens apenas em preto e branco. Existem modelos coloridos, mas seu uso é bastante limitado ou deixa a desejar.

Kobo TouchTELA

A resolução da tela do Kobo [600 x 800 pontos] é boa, mas inferior à dos e-readers mais modernos, que exibem desenhos e textos mais nítidos. A diferença é perceptível principalmente em caracteres menores e linhas mais finas.

Como ela tem superfície fosca, seu reflexo raramente incomoda.

A mudança de páginas ocorre com rapidez, e é possível definir o número de páginas viradas a cada atualização completa da tela – que elimina os artefatos visuais [“fantasmas”] que se acumulam a cada troca de página.

No geral, a experiência de leitura é agradável. Se julgar necessário, você poderá configurar itens como fontes tipográficas, tamanho dos caracteres, espaçamento entre as linhas, tamanho das margens e tipo de justificação. Nisso, o Kobo ganha de lavada do Kindle, que oferece opções bem mais limitadas de ajuste para a leitura.

O dicionário embutido funciona bem. Ao deixar seu dedo sobre uma palavra, uma janela aparece mostrando suas acepções. Há também a opção de traduzi-la, mas aparentemente o recurso não identifica automaticamente o idioma da palavra selecionada. O software identifica bem variações como plurais e conjugações verbais.

O aparelho ainda permite que você destaque trechos de livros e acrescente anotações. Tanto esses recursos quando os dicionários, porém, só funcionam com arquivos de alguns formatos. Nos meus testes, consegui usá-los apenas com livros em EPUB – o padrão nos livros para o Kobo e o mais comum [com o PDF] nas lojas on-line brasileiras, mas diferente do usado pela Amazon. O Kindle, por outro lado, não lê arquivos em EPUB, mas oferece um suporte melhor a PDF, com dicionário e anotações.

FORMATOS

Uma das principais atrações do aparelho é o suporte a diversos formatos de arquivo, mas o recurso ainda precisa melhorar bastante. É justamente quando você tenta ler arquivos que não usam o formato EPUB que a leitura no Kobo deixa de ser agradável.

Além das limitações no uso de dicionários e anotações, é normal ver travamentos e lentidão com livros em formatos como MOBI, PDF e até TXT. Durante os meus testes com arquivos de diferentes tipos, tive que reiniciar o Kobo diversas vezes, pois ele simplesmente parava de funcionar –isso quando o aparelho não fazia a reinicialização por conta própria, repentinamente.

É possível ler histórias em quadrinhos nos formatos CBR e CBZ, mas o tamanho diminuto da tela atrapalha.

O Kobo também sofre ao lidar com grandes quantidades de arquivos em diferentes formatos. Coloquei nele mais de 600 itens – entre livros, documentos e imagens–, mas a biblioteca do aparelho mostrava apenas cerca de 400. Vários livros em EPUB não apareciam listados. Para eles aparecerem, tive que apagar alguns arquivos e mudar uma pasta de local. Trabalhoso.

Copiei os mesmos arquivos para um Kindle. Como ele não suporta EPUB, listou um número bem menor de itens, mas, diferentemente do Kobo, exibiu todos os arquivos que tinham formatos compatíveis.

Ao fazer esse teste, tive que apagar algumas das histórias em quadrinhos que havia selecionado, pois o espaço de armazenamento do Kobo é limitado – são apenas 2 Gbytes, dos quais pouco mais de 1 Gbyte pode ser usado. Segundo a Kobo, 1 Gbyte é o suficiente para cerca de mil livros – pode ser pouco, porém, para quem deseja lotar o negócio com itens em PDF e histórias em quadrinhos. Para isso, é recomendável usar um cartão de memória microSD.

Mas o melhor mesmo é evitar colocar muita coisa no aparelho. Até porque a navegação pela biblioteca é muito ruim – faltam opções de filtros para você achar um determinado arquivo, e procurá-lo por dezenas de páginas é cansativo. A solução é usar a busca.

Navegar pela loja da Kobo é ainda mais frustrante, pois o carregamento de cada página é lento demais. Novamente, o jeito é usar a busca. Ou desistir de comprar pelo aparelho e usar um computador – ou, ainda, ir a uma loja física.

O e-reader tem quatro recursos que a Kobo define como extras: o navegador de web, que funciona muito mal e tem poucas funcionalidades [é bem inferior ao do Kindle]; o sudoku, com quatro níveis de dificuldade; o xadrez, com cinco níveis de dificuldade; e o sketchbook, um aplicativo ultrabásico para desenho e anotações.

Assim como seus principais concorrentes, o Kobo não tem suporte a áudio – não há alto-falantes nem saída para fone de ouvido. Para usar audiolivros ou algum recurso de leitura de texto [text-to-speech], você pode recorrer a um celular ou um tablet – ou, ainda, ao velho e bom Kindle Keyboard.

O Kobo também não tem opção de modelo com conexão a redes 3G, uma desvantagem em relação ao Kindle.

O aparelho vem apenas com um cabo USB, sem adaptador para ligá-lo à tomada. Para carregar a bateria [que dura cerca de um mês, segundo a Kobo], você pode conectar o e-reader ao computador – ou usar o carregador do seu celular, por exemplo.

O que vem por aíKOBO OU KINDLE?

Apesar das falhas, o Kobo Touch é um bom e-reader e, no Brasil, tem apenas um concorrente.

Mas é um concorrente e tanto: o Kindle, que começou a ser anunciado nesta quinta-feira [6] no site brasileiro da Amazon. As vendas começam “nas próximas semanas” com o “preço sugerido” [termo curioso –ou o e-reader não será vendido pela própria loja?] de R$ 299.

O modelo anunciado no Brasil é o mais básico, que leva apenas o nome Kindle e não tem tela sensível ao toque – recurso presente no Kobo Touch, vendido pela Livraria Cultura por R$ 399.

Mais do que detalhes técnicos, porém, o que deve guiar a escolha do seu e-reader é o catálogo de obras disponível para ele.

Escolher um e-reader é, também, escolher uma provedora de conteúdo. Nos EUA, por exemplo, quem é cliente ou prefere o catálogo da Barnes & Noble tem o Nook como a melhor opção; os fãs da Amazon devem escolher o Kindle. Talvez a maior desvantagem do Kobo nos EUA, aliás, seja exatamente o seu catálogo, que é bem menor do que o dessas duas.

E no Brasil, é melhor comprar um Kindle ou um Kobo?

A maioria dos potenciais compradores de e-reader no Brasil provavelmente deseja ler principalmente livros editados no país. E é para essa massa que a escolha é mais complicada, pois o nosso mercado de e-books ainda é bastante imaturo. Muitas obras ainda não ganharam formato eletrônico, poucas livrarias têm uma plataforma digital decente, e é difícil prever o que acontecerá no futuro próximo. As editoras apostarão mesmo nos e-books? Elas favorecerão algum formato? Como vai se desenvolver a relação delas com as lojas e os consumidores? Haverá outra loja forte além da Amazon e da Cultura? Isso tudo, entre outras coisas, pode fazer com que você se arrependa de ter um comprado um determinado e-reader. Ou dar-lhe a certeza de que fez um bom negócio.

Com isso, o melhor é esperar – até porque modelos melhores não devem demorar muito para chegar ao país.

Para quem não pode esperar e quer comprar já, listo três quesitos que podem ajudar na escolha:

1] Catálogo em português. A maioria das lojas brasileiras que vendem e-books trabalha com o EPUB, formato compatível com o Kobo e incompatível com o Kindle. A Amazon vende livros apenas para o Kindle. Procure descobrir qual catálogo é o melhor – o resultado poderá depender das preferências literárias de cada um. Quem gostar mais do da Amazon deverá escolher o Kindle; quem preferir o das lojas que trabalham com EPUB [Cultura, Saraiva etc.] deverá optar pelo Kobo.

2] Catálogo em outras línguas. Quem quiser ler bastante em inglês deve escolher o Kindle, pois o catálogo da Amazon é seguramente superior ao da Cultura nesse idioma. Para ler em outras línguas, o processo de escolha é mais complicado e pode variar com o país e o idioma. Em alguns, o catálogo da Amazon será superior – ponto para o Kindle. Em outros, pode haver ausência da Amazon ou presença de rivais à altura da gigante norte-americana – ponto para o Kobo, se esses rivais venderem livros no formato EPUB.

3] Características técnicas. O Kobo leva vantagem em pelo menos dois quesitos: o aparelho em si – que tem tela sensível ao toque, leitor de cartão microSD e mais opções de ajuste de leitura – e, mais importante, o suporte ao EPUB.

A Amazon usa formatos proprietários de e-book, o que “tranca” o usuário. Basicamente, livros para o Kindle só podem ser comprados na própria Amazon e lidos com os e-readers e os aplicativos da própria Amazon – estes, por sua vez, não oferecem suporte ao popular formato EPUB.

Ao usar o EPUB como padrão, o Kobo oferece mais liberdade. Livros em EPUB podem ser comprados em diversas lojas e lidos com e-readers e aplicativos de várias empresas.

Uma vantagem do Kindle sobre o Kobo é o melhor suporte a arquivos em PDF, mas tablets são mais adequados para ler conteúdo nesse formato.

Por fim, quem já tem títulos nos mais diferentes formatos e não quer comprar mais de um e-reader pode lê-los com aplicativos para celular, tablet ou computador, mas sem o conforto da tela de papel eletrônico.

FUTURO

A Livraria Cultura planeja lançar mais três aparelhos com a marca Kobo no primeiro trimestre do ano que vem: o tablet Arc e os e-readers Mini e Glo. Se você puder esperar até lá, os dois últimos podem ser opções melhores do que o Touch.

O Mini parece ser um bom aparelho para quem quiser um modelo mais compacto, e o Glo, com iluminação embutida e tela com melhor resolução [758 x 1.024 pontos], é uma evolução do Touch – superior a ele em praticamente todos os aspectos.

Nos EUA, a Amazon vende outros modelos de Kindle – os e-readers Paperwhite e Keyboard e o tablet Fire.

Lançado em 2010, o Keyboard é o Kindle mais antigo ainda à venda. Sem tela sensível ao toque, tem um teclado físico especialmente útil para fazer anotações.

O Kindle Paperwhite é o e-reader topo de linha da Amazon. Assim como o Kobo Glo, tem tela de alta resolução sensível ao toque e iluminação embutida.

A Amazon não informa se e quando esses modelos chegarão ao Brasil.

Por Emerson Kimura | Publicado originalmente em Folha de S. Paulo | 06/12/2012

Na calada da noite


Amazon e Google abrem suas lojas virtuais, porém sem e-readers

Amazon e Google tentaram fazer uma entrada discreta na madrugada de ontem – talvez não tão discreta, afinal coincidiu com o lançamento da Kobo na Livraria Cultura – mas a tão aguardada “chegada dos playersinternacionais” acabou virando assunto noite adentro nas redes sociais. A Google chegou primeiro, às 11h45 da quarta-feira e, menos de uma hora depois, a Amazon abriu suas portas virtuais, às 00h20.

Depois de tantos rumores a respeito de uma possível compra da Saraiva pela Amazon, graças à agência Bloomberg e sua “fonte não identificada” , não houve nenhum acordo. Os 2.500 e-books da Saraiva nem entraram na loja da Amazon. Também não houve negociação com a Google.

Outro detalhe é que os e-readers ainda não estão disponíveis. O Kindle deve chegar nas próximas semanas. O modelo vem com Wi-Fi, mas sem touch screen. A capacidade é de 1.400 e-books e o preço ficou em R$ 299, cem reais a menos que o Kobo Touch.

Ao todo, são 13 mil livros eletrônicos em português na loja da Amazon, de editoras como Intrínseca, Ediouro e V&R, além de grandes distribuidoras, como a DLD e a Xeriph. Esta última tem cerca de 1.500 livros no site e mais 1.500 que aguardam aprovação das respectivas editoras para serem comercializados – 77 já concordaram. Na loja da Amazon, quatro autores entraram com exclusividade para o Kindle: Paulo Coelho, Vinicius de Moraes, Jeff Kinney [dos diários do banana] e Nelson Rodrigues – além de um e-book gratuito do cartunista Ziraldo. Em menos de 8 horas, os fenômenos editoriais E.L. James e Edir Macedo já haviam garantido seus espaço no pódio dos mais vendidos no site.

A Google também disponibilizou 13.000 títulos em português, além dos filmes, jogos e aplicativos já conhecidos da store, porém há algumas diferenças no catálogo: enquanto a Amazon vende cerca de uma centena de títulos da LeYa, a Google aproveitou para incorporar o catálogo português da editora, disponibilizando assim cerca de mil livros da editora.

E que venham as compras de Natal.

Por Iona Teixeira Stevens | PublishNews | 06/12/2012

KoboTouch chega na Livraria Cultura


Livraria realiza evento para celebrar a chegada do e-reader às lojas

KoboTouch | Fotógrafa Clariana Zanutto

KoboTouch | Fotógrafa Clariana Zanutto

A partir de hoje o e-reader Kobo Touch chega às lojas físicas da Livraria Cultura. Fruto de uma parceria com a empresa global Kobo, a chegada oficial dos aparelhos às lojas será celebrada com um sarau na Livraria Cultura do Conjunto Nacional [Av. Paulista, 2073, Bela Vista, São Paulo], a partir das 19h. Na ocasião, os atores Dan Stulbach, Otávio Martins, Elias Andreato e Clarisse Abujamra vão ler trechos de grandes títulos da literatura. Os aparelhos estarão disponíveis em todas as lojas da rede para teste. A pré-venda do Kobo Touch começou na última terça-feira e o aparelho custa R$ 399,00.

PublishNews | 05/12/2012

Kobo lança Touch por R$ 399


E-reader foi lançado hoje na Livraria Cultura

A Kobo chegou. Não é notícia nova, mas, após tantas semanas de antecipação, e tanto debate sobre os grandes players internacionais no Brasil, é bom finalmente poder de fato comprar o tão falado e-reader. E para ter um na mão, mais especificamente um Kobo Touch, que entra em pré-venda hoje a meia-noite no site da Livraria Cultura, o leitor vai ter que desembolsar R$ 399, um preço um pouco salgado se comparado aos 100 dólares que ele custa em média nos Estados Unidos. A partir de amanhã, 12 mil títulos em português estarão disponíveis para compra no site da livraria. O e-reader começa a ser distribuído dia 5 de dezembro, tem capacidade de armazenamento de até mil livros e um ano de garantia.

Do ponto de vista orçamentário, sem levar em conta as facilidades e problemas de se ter um e-book, se fizermos o cálculo, com um preço médio de 35 reais por livro, e uma diferença de preço média de 25% em relação ao preço do livro físico [segundo Pedro Herz, o preço do e-book é entre 20 a 30% menor que o do livro físico], o preço do aparelho será compensado após a compra de 46 e-books. O que não é nada absurdo, mas que para a maioria das pessoas leva mais de um ou dois anos.

No lançamento oficial, Todd Humphrey, vice-presidente da empresa canadense, falou que, mesmo estando abertos a outros parceiros, como o são em outros países, a Livraria Cultura é a parceira-chave de longo prazo da Kobo no Brasil e que, do ponto de vista de livrarias concorrentes, o acordo é exclusivo [ou seja, não deverão entrar em parcerias com os competidores da Livraria Cultura]. O fantasma da Amazon estava no recinto, mas Todd foi sucinto e confiante: “Com a união da Kobo, Cultura e Rakuten, vai ter pouca chance para a Amazon aqui”, brincou o VP. E Sergio Herz complementou: “Não vai ser uma competição de igual pra igual, e sim de melhor para pior, a Kobo sendo, claro, a melhor”.

O plano para 2013 é lançar, logo no primeiro trimestre, o Kobo Glo, Kobo Mini e o tablet Kobo Arc – este último possibilitará a leitura de revistas e jornais. Mas os três executivos destacaram que a conversão para Epub, formato digital dos e-books que serão vendidos pela Cultura, é um movimento que deve ser feito pelas editoras. Todd Humphrey nos contou que o trabalho da Kobo no Brasil tem dois aspectos: um é a parceria com a Livraria Cultura, e o outro é o trabalho com as editoras para promover a conversão dos arquivos em Epub. Quando perguntado sobre como se sente sendo o primeiro a chegar no Brasil, Todd não poupa entusiasmo: “It feels greeeaaat!” [ou “muuuito bom!“].

Por Iona Teixeira Stevens | PublishNews | 26/11/2012

Livraria Cultura lança leitor eletrônico Kobo Touch no Brasil por R$ 399


A Livraria Cultura anunciou nesta segunda [26] que venderá por R$ 399 o leitor de livros digitais Kobo Touch, trazido ao país em parceria com a fabricante do aparelho.

Consumidores que adquirirem o e-reader por meio da pré-venda, que começa nesta terça-feira [27], à 0h, por meio do site da livraria, receberão o aparelho no próximo dia 5 – quando o Kobo também chegará às lojas físicas da empresa.

Kobo Touch, fabricado pela canadense Kobo, é visto em evento em Tóquio; aparelho custará R$ 399 no Brasil | Yoshikazu Tsuno - 2.jul.12/France Presse

Kobo Touch, fabricado pela canadense Kobo, é visto em evento em Tóquio; aparelho custará R$ 399 no Brasil | Yoshikazu Tsuno – 2.jul.12/France Presse

Segundo a companhia, 12 mil títulos em português estarão disponíveis para aquisição e download para o dispositivo, entre os cerca de 1 milhão em outras línguas.

O aparelho tem memória interna de 2 Gbytes –expansíveis por meio de cartão SD – e suporta os formatos PDF, Mobi e ePub, além de imagens, textos em TXT, HTML e RTF e quadrinhos em CBZ ou CBR.

AMAZON

A Amazon, gigante norte-americana que fabrica os leitores Kindle, foi mencionada algumas vezes durante o evento de lançamento para a imprensa.

“Nós competimos com a Amazon globalmente, em vários países do mundo”, disse Todd Humphrey, vice-presidente executivo de desenvolvimento de negócios da Kobo.

A estratégia da Kobo é ter um parceiro forte em cada país, afirmou Humprhey. No Brasil, é a Livraria Cultura.

Sergio Herz, executivo-chefe da Livraria Cultura, reforçou o conceito de “read freely” [leia de maneira livre], que permite a leitura em aparelhos Kobo de livros comprados em outros dispositivos e plataformas. “E o livro é seu, você pode copiá-lo para outros aparelhos”, acrescentou, numa crítica implícita à Amazon, que tem uma política mais fechada –títulos comprados na loja virutal para o Kindle costumam ser compatíveis apenas com o próprio Kindle.

FUTUROS LANÇAMENTOS

Sobre a disponibilização de periódicos, Pedro Herz, presidente do conselho de administração da Livraria Cultura, disse: “Cabe aos jornais e revistas, não a nós, tomar a iniciativa de disponibilizar seus produtos em formatos eletrônicos“.

Sergo Herz revelou que a Cultura pretende lançar o tablet Kobo Arc, que diz ser mais adequado para a leitura de periódicos, no primeiro trimestre do ano que vem.

No mesmo período, devem ser lançados também o Kobo Mini, modelo de e-reader mais compacto, e o Kobo Glo, leitor com iluminação embutida.

Ainda não há previsão de data e preço para o Arc, o Mini ou o Glo.

POR EMERSON KIMURA, DE SÃO PAULO | COLABORAÇÃO PARA A Folha de S.Paulo | 26/11/2012, às 15h02

Leitura digital brasileira


Família E-readers da Kobo | Kobos: Mini, Glo, Touch e Arc

Família E-readers da Kobo | Kobos: Mini, Glo, Touch e Arc

O livro eletrônico ainda engatinha no Brasil, onde há poucas opções de e-readers e a quantidade de títulos em português é limitada. A chegada do Kindle e da Amazon ao Brasil em dezembro deve acabar com o marasmo. Nesse contexto, a Livraria Cultura se mexe para marcar posição, lançando o e-reader Kobo.

Fabricado por uma empresa canadense, o Kobo é visto nos Estados Unidos como o leitor das livrarias independentes, quase um gadget de resistência contra o trator amazoniano. No Brasil, ele chega aliado a uma livraria com 16 lojas pelo Brasil e 65 anos de mercado nacional.

Os quatro modelos do Kobo serão lançados aqui e poderão ser comprados no site e em lojas físicas da Cultura. O primeiro a chegar é o Touch. Depois vem o Glo, o Arc e o Mini. A Cultura ainda não tem as datas de lançamento nem os preços. Nos EUA, custam entre US$ 99 e US$ 199.

O teste do Link foi feito no modelo Glo, que tem configurações bem parecidas com o Touch, o primeiro a sair no Brasil. Pesa apenas 185 gramas, tem 114 milímetros de largura, 157 mm de altura e 10 mm de espessura. Seu processador tem 1 GHz e o aparelho tem 2 GB de armazenamento, expansível para 32 GB com um cartão MicroSD, suficiente para guardar até 30 mil livros.

O Kobo Glo tem uma textura de tela agradável para a leitura. É opaca e tem o contraste acentuado de uma impressão de boa qualidade. Para ambientes escuros, a tela tem iluminação própria.

Há várias opções de fonte, tamanho e espaçamento para os textos. Virar páginas é simples, basta deslizar o dedo sobre a tela. Fazer aparecer os comandos de configurações é menos intuitivo. Nas primeiras vezes, perdi um certo tempo até conseguir.

A maior chatice do Kobo Glo é a falta de resposta da tela em muitas ocasiões. Na hora de escrever, por exemplo, é comum ter de bater mais de uma vez em uma tecla na tela em busca de uma resposta. Depois de um tempo sem uso, ele chegou a “congelar” algumas vezes. Tive de usar o botão de ligar/desligar para reativar o aparelho.

O catálogo à disposição é vasto. São três milhões de títulos da Kobo, sendo 15 mil em português, mais 320 mil títulos do acervo eletrônico da Livraria Cultura. Os preços dos importados consultados eram mais caros que no sistema Kindle/Amazon [o último livro de Tom Wolfe, Back To Blood, por exemplo, era quase US$ 15 mais barato na Amazon]. Aliás, a checagem de preço via mecanismo de busca do Kobo é um processo aborrecido. É preciso preencher dados de endereço toda vez para se chegar no valor.

O Kobo aceita vários formatos de ebook, mas “prefere” o ePUB, pois através dele recursos como integração com o Facebook são possíveis. Uma vez que um título é baixado, ele pode ser lido em outras plataformas do usuário [PC, iPhone]. Para isso basta apenas ter o aplicativo Kobo.

Kobo Glo
Preço Não divulgado
Armazenamento 2 GB, expansível para 32 GB com cartão MicroSD [equivalente a cerca de 30 mil livros eletrônicos]
Processador 1 GHz
Peso 185 gramas
Tela 6 polegadas
Conectividade Wi-Fi e Micro USB
Duração da bateria 1 mês, considerando 30 minutos de leitura por dia

Por Camilo Rocha | Publicado originalmente no BLOG HOMEM-OBJETO | LINK do Estadão | 18 de novembro de 2012, às 17h59

Kobo estreia na África do Sul


Alerta! Kobo, uma das maiores companhias de e-books do mundo, estreou na África do Sul em parceria com a varejista Pick’n Pay, e trará seu Kobo Touch preto e branco e touch-screen, a um supermercado perto de você em algumas semanas. […] Kobo fechou parceria também com a On the Dot e New Holland Publishing SA – a maior agregadora local de e-books e nossa maior editora de e-books, respectivamente – para trazer a crescente produção de literatura sul-africana para a plataforma.

Por Ben | Books Live | 30/10/2012

Kobo inicia vendas na Itália


Dando continuidade ao seu plano de expansão mundial, a Kobo inaugurou hoje sua parceria com a livraria italiana Mondadori, com o início das vendas dos eReaders Kobo Mini [79 euros], Kobo Touch [99 euros] e Kobo Glo [129 euros].

Para quem não conhece, a Mondadori está para a Itália assim como a Saraiva está para o Brasil – é a maior rede de livrarias físicas do país e uma das maiores lojas online da Itália.

Segundo relatos recentes, o mercado de eBooks na Itália está experimentando alguma aceleração – dizem que os eBooks já correspondem a cerca de 4% das vendas.

Por Eduardo Melo | Clipado de Revolução eBook | 02/10/2012

Livraria Cultura contra Amazon


Kobo Touch | Foto: Honza chodec

Kobo Touch | Foto: Honza chodec

A briga pelo nascente mercado brasileiro de livros digitais promete esquentar. A Livraria Cultura anunciou ontem uma parceria com a canadense Kobo para trazer leitores eletrônicos e livros digitais para o País, na preparação para a chegada da operação de varejo da americana Amazon. “A parceria deve impulsionar o mercado de e-books por aqui”, afirmou Sergio Herz, presidente da Livraria Cultura.

A empresa planeja vender quatro modelos de e-readers da Kobo, sendo um deles um tablet com sistema operacional Android. Os planos são agressivos. “Ainda não definimos os preços, mas o primeiro modelo deve ser mais barato que o Kindle importado”, disse Sergio Herz. Com lançamento previsto para o fim do próximo mês, o primeiro modelo será o Kobo Touch, que custa US$ 99 nos Estados Unidos. Um Kindle International, comprado diretamente do site americano da Amazon, sai no Brasil por cerca de R$ 450, com impostos.

Ninguém faz dinheiro vendendo o aparelho”, disse Pedro Herz, presidente do conselho da Cultura. Essa também é a estratégia da Amazon, que usa o Kindle para alavancar a venda de livros, música e filmes digitais. Com o acordo com a Kobo, o catálogo de livros digitais da Livraria Cultura vai subir de 330 mil títulos para 3 milhões. Somente 15 mil estão em português.

Espero que nosso lançamento venha a incentivar as editoras brasileiras”, disse Pedro Herz. “Elas já estão lançando os livros novos também na versão digital, mas existe uma oportunidade muito grande no catálogo.” Assim como a Amazon, a Kobo tem um sistema em que escritores independentes podem publicar seus livros digitais diretamente. Esse serviço não será trazido ao Brasil no mês que vem, mas está nos planos da Cultura oferecê-lo por aqui.

A Livraria Cultura prevê faturar R$ 430 milhões este ano, um crescimento de 20% sobre 2011. Desse total, 19% são provenientes do site, e somente 1% das receitas de seu comércio eletrônico vêm dos livros digitais. Sediada no Canadá, a Kobo é controlada pela japonesa Rakuten, que lançou este ano um shopping virtual no Brasil.

Negociação

Sergio e Pedro admitem ter conversado com representantes da Amazon que, segundo eles, queriam convencê-los a vender o Kindle em suas lojas. É um modelo que, para a Cultura, não fazia sentido, já que colocaria nas mãos de seus clientes um equipamento ligado à loja virtual da Amazon. Eles negaram que a Amazon tenha tentado comprar a Livraria Cultura. “O que eles fariam com nossas 14 lojas?”, questionou Sergio.

A expectativa sobre a chegada da Amazon no Brasil é grande. A empresa tenta negociar acordos com editores e tenta aquisições. Apesar de não existirem informações oficiais, pessoas do mercado diziam, há alguns meses, que o lançamento seria em setembro. Agora, muita gente já diz que a estreia da operação de varejo provavelmente ficou para o ano que vem.

Os leitores eletrônicos da Kobo adotam formatos abertos, como ePub e PDF e, dessa forma, os leitores podem comprar livros em outras lojas. A vantagem para a Cultura, no entanto, é que o aparelho estará ligado diretamente à sua loja virtual, permitindo que os usuários do Kobo comprem livros com um clique.

A primeira tentativa da Cultura de entrar no mercado de e-books aconteceu em 2002, mas foi muito cedo. Em 2010, a varejista fez uma nova investida, com o leitor digital Alpha, da Positivo Informática, que já deixou de vender. “O Alpha era um leitor mais simples, que não tinha solução de compra”, explicou Sergio Herz.

Com o Kobo, a empresa oferece uma solução completa, com compra de livros no aparelho e aplicativos para PCs, iPhones e iPads e aparelhos com o sistema Android.

Por Renato Cruz | Publicado originalmente em LINK ESTADÃO.COM.BR | 14 de setembro de 2012, às 17h41| Foto: Honza chodec

Kobo une-se à Mondadori na Itália


A canadense Kobo se prepara para desembarcar na Itália, ajudada por uma parceria com o grupo Mondadori, que reúne a maior editora e a maior varejista de livros do país. As lojas da Mondadori vão começar a vender o dispositivo de leitura Kobo Touch em 400 de suas unidades e também on-line, por 99 euros. A editora, por sua vez, vai disponibilizar quatro mil títulos de e-books, dentre os 30 mil existentes hoje no país. “A adoção dos livros digitais na Itália tem sido tremendamente bem-sucedida com um mercado avaliado em 10 milhões de euros”, disse Mike Serbinis, principal executivo da Kobo. A companhia canadense já tem operações no Reino Unido, Estados Unidos, Austrália, França, Alemanha e Japão.

Por Joshua Farrington | The Bookseller | 11/07/2012

Kobo abre loja no Japão


A Kobo vai abrir sua loja no Japão no dia 19 deste mês, vendendo o dispositivo Kobo Touch por 7.980 ienes [US$ 99], informou o site da The Bookseller. Hoje, a empresa anunciou que a sua controladora, a Rakuten, já está fazendo a pré-venda do aparelho de leitura em seu site. A Kobo vai oferecer romances, ensaios e livros de negócios e quadrinhos no endereço http://kobo.rakuten.co.jp. Na semana passada, a Amazon revelou que vai lançar em breve sua loja japonesa [no Amazon.co.jp] e o Kindle.

The Bookseller | 02/07/2012

Kobo chega ao Brasil em 2012 com leitor de eBooks e tablet


Modelo com e-ink da foto se somará a versão Touch de 6 polegadas e tablet Vox de 7 polegadas | Foto: Henrique Martin/ZTOP

Modelo com e-ink da foto se somará a versão Touch de 6 polegadas e tablet Vox de 7 polegadas | Foto: Henrique Martin/ZTOP

A plataforma de e-books Kobo será lançada no Brasil no segundo semestre, de acordo com Todd Humphrey, vice-presidente de desenvolvimento de negócios da companhia. O executivo participou nesta terça-feira, em São Paulo, do Rakuten Super Expo, evento da varejista online japonesa que entrou oficialmente em operação no País.

O Kobo [também parte da Rakuten] é composto por uma família de leitores de e-books com tinta eletrônica e por uma loja de livros que funciona em diversas plataformas, incluindo iOS, BlackBerry e Android. “Pense no Kobo como o Kindle para o resto do mundo“, comparou Humphrey – que já trabalhou na concorrente Amazon.

Segundo o executivo, tanto a loja de livros com títulos em português quanto os dispositivos de leitura da marca serão lançados no final do terceiro trimestre, a tempo das compras de Natal. Preços, tanto de e-books quanto dos leitores, ainda não estão definidos.

Os e-readers serão importados e, diz Humphrey, uma nova linha que ainda será anunciada no exterior deve ser lançada por aqui, incluindo modelos com e-ink e tela sensível ao toque [Kobo Touch, com tela de 6 polegadas] e até mesmo um tablet [Kobo Vox, com tela de 7 polegadas]. Nos Estados Unidos, o modelo mais barato [Kobo Wi-Fi] custa em torno de US$ 129.

Estamos trabalhando com as editoras brasileiras e fechando acordos de venda com o varejo, assim com uma grande cadeia de livrarias para distribuir os leitores de e-book“, afirmou o executivo. A ideia é ter títulos brasileiros, incluindo gratuitos, com os aparelhos à venda no shopping online da Rakuten e em uma grande cadeia de livrarias, além do varejo convencional.

Humphrey não citou nomes, mas disse que “as editoras brasileiras têm que mudar rápido para uma estratégia de distribuição digital, já que a Amazon está vindo para cá“. Em comparação com a Amazon.com, Humphrey afirma que a plataforma Kobo se diferencia por usar uma “estratégia aberta”.

A Amazon tranca o consumidor na plataforma dela. No Kobo, o livro é seu, para ler nos aparelhos que quiser. A adoção de padrões abertos é boa para as editoras também, já que elas não querem que seu leitor fique preso“. A plataforma do Kobo também permite que autores independentes publiquem seus livros.

O desafio da Kobo agora é convencer os editores de livros no Brasil a partir para a estratégia digital. Humphrey compara o mercado brasileiro à situação que os Estados Unidos e Canadá estavam há três anos. “Em mais 5 anos, 50% dos livros serão digitais no Brasil“, prevê.

O site da Kobo, por enquanto, ainda está em inglês. A conferir no segundo semestre se eles conseguem chegar a tempo para concorrer com a Amazon [e Positivo e tantos outros que já se aventuraram no mar dos e-books brasileiros].

Terra | 24/04/2012