Amazon apresenta seu novo Kindle


Produtos são lançados com altíssima resolução

A Amazon acaba de apresentar o novo Kindle Paperwhite, com tela de altíssima resolução de 300 ppi, duas vezes mais pixels do que as gerações anteriores. Além disso, o novo modelo vem com uma nova composição tipográfica, utilizando uma fonte exclusiva, a Bookerly, que, segundo o fabricante “desenhava para que você tema uma experiência mais parecida com uma página impressa”. A empresa anunciou ainda a chegada no Brasil do modelo Kindle Voyage, que, além da resolução de 300 ppi, tem tela de plana de vidro temperado e parte de trás em magnésio, o que o torna mais resistente e mais leve – tem 7,6 mm de espessura e pesa 180g. Os dois modelos estão em pré-venda pelo site da Amazon.

PublishNews | 18/06/2015

Amazon apresenta novo modelo da família de e-readers Kindle


A Amazon apresentou na quarta-feira [17] o Kindle Voyage, novo modelo do leitor de livros digitais da companhia.

O e-reader custará a partir de US$ 199 e será lançado no dia 21 de outubro nos Estados Unidos, onde já está em pré-venda. Ainda não há previsão de lançamento nem de preço para o Brasil

É o leitor eletrônico mais fino já mostrado empresa [7,6 milímetros de espessura]. “A nossa missão com o Kindle é fazer o dispositivo desaparecer para que o leitor ‘se perca’ no mundo do autor“, disse Jeff Bezos, presidente-executivo da companhia, em um comunicado. “O Voyage é o nosso próximo grande passo nesse sentido“.

Entre as novidades, figura uma nova maneira [opcional] de se virar as páginas em que basta pressionar levemente um sensor na borda do dispositivo. O aparelho vibrará para indicar a mudança de página e evitar possíveis confusões. A maneira antiga, deslizando o dedo na tela, ainda estará disponível.

A resolução da tela do e-reader foi melhorada para 300 pixels por polegada contra os 212 do antecessor Kindle Paperwhite.

Leitor de e-books Kindle Voyage (esq.) e tablet Fire HDX 8.9, novidades anunciadas pela Amazon | Foto: Divulgação

Leitor de e-books Kindle Voyage (esq.) e tablet Fire HDX 8.9, novidades anunciadas pela Amazon | Foto: Divulgação

TABLETS

A empresa também atualizou o seu acervo de tablets Kindle Fire.

O Fire HDX, aparelho topo de linha lançado pela empresa no ano passado, ganhou uma versão mais rápida para seu modelo de 8,9 polegadas, com processador Snapdragon 805 de 2,5 GHz –0,3 GHz a mais que o de 2013.

O produto custará a partir de US$ 379 em versões de 16, 32 e 64 Gbytes.

Na linha mais econômica Fire HD, a novidade é um modelo de 6 polegadas que sairá por de US$ 99 e será duas vezes mais rápido do que as versões anteriores do dispositivo, de acordo com a Amazon.

Os novos tablets foram apresentados pela companhia no mesmo dia em que sites da imprensa especializada vazaram a possível data em que a Apple anunciará os seus próximos iPads.

PUBLICADO ORIGINALMENTE EM FOLHA DE S.PAULO | COM AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS | 18/09/2014, às 12h43

Novo Kindle?


Vazam as especificações do novo modelo do Kindle

Essa quarta-feira amanheceu com buchichos de que a Amazon estaria se preparando para lançar novo modelo do Kindle. O Kindle Voyage viria com um novo sistema de mudança de páginas, sensível ao toque. Na página japonesa da Amazon, o novo device ficou acessível por alguns instantes [o cache da página pode ser acessado aqui], tempo suficiente para saber que o possível novo modelo vem com tela de alta resolução, com 300 ppi [os modelos atuais alcançam até 212 ppi, no caso do Paperwhite e Paperwhite 3G]. O device seria ligeiramente mais fino, com 8mm de espessura [os modelos atuais têm entre 8,7 e 9,1 mm] e menores, com 16,2 x 11,5 cm [o Kindle mais básico mede 16,5 x 11,4 cm e o Paperwhite mede 16,9 x 11,7]. O preço que aparece na página japonesa é de 28.814 ienes [ou aproximadamente R$ 630] na versão com 3G.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 17/09/2014

Com 150 mil títulos, Amazon começa a vender livros físicos no Brasil


No lançamento, varejista oferece frete grátis em compras acima de R$ 69

A partir dessa quinta-feira [21], os brasileiros poderão finalmente comprar livros físicos pela Amazon. Para o início das operações, a varejista compôs um catálogo de 150 mil títulos. Para marcar o lançamento, a Amazon oferecerá frete grátis para compras acima de R$ 69 e entrega no dia seguinte para compras feitas antes das 11h da manhã por consumidores de algumas localidades da cidade de São Paulo. Em entrevista que concedeu nesta quarta-feira, com exclusividade ao PublishNews, Alex Szapiro, country manager da Amazon no Brasil, disse que outra funcionalidade estará disponível imediatamente aos brasileiros. É o Leia Enquanto Enviamos, que permitirá que o cliente comece a ler o livro no digital – por meio do Kindle Cloud Reader – enquanto é feito o envio do livro físico. Essa funcionalidade está disponível para 13 mil títulos, com possibilidade de expansão. “Essa experiência que transita entre o digital e o físico ao mesmo tempo está no DNA da Amazon”, disse ao PublishNews.

Catálogo

O catálogo de 150 mil títulos é composto por obras de 2.100 editoras. Os títulos vão desde os best-sellers até livros de fundo de catálogo. “Estamos lançando a loja com o maior catálogo de livros em português do Brasil. Quem acompanha a história da Amazon sabe da nossa obsessão em ter certeza de que temos um catálogo muito bom, não só composto por best-sellers, mas também por títulos de cauda longa e de backlists”, disse Szapiro.

Logística

De acordo com Szapiro, outa obsessão da Amazon é pelo cumprimento de prazos prometidos. Para alguns CEPs da cidade de São Paulo, para pedidos feitos até as 11h da manhã, a Amazon promete entregar no dia útil seguinte. Para as demais localidades, a Amazon trabalha com prazos distintos. “A gente tem certeza de que aquilo que a gente promete é aquilo que a gente pode cumprir”, defendeu. “Isso já acontecia desde antes, quando começamos a oferecer o Kindle”, completou o executivo. O frete grátis para compras acima de R$ 69 vale para todo o território nacional. Outra inovação apresentada pela Amazon é a possibilidade de o cliente devolver o livro dentro do período de 30 dias, caso o produto não atenda às suas expectativas. Ao ser perguntado sobre a possibilidade de alguns clientes se aproveitarem dessa facilidade para comprar livros, ler e depois devolver, Szapiro disse que usará a tecnologia contra esses casos: “a gente tem tecnologia para saber se um cliente faz isso uma, duas, três ou quatro vezes. A gente trabalha em prol do consumidor. Não é por causa de um ou outro caso como esse que a gente tem que prejudicar todas as outras pessoas honestas. É assim que a Amazon trabalha”.

Retrospecto da Amazon no Brasil

A Amazon começou a operar no Brasil em dezembro de 2012, com o lançamento da Amazon.com.br, da loja Kindle Brasil, do Kindle Direct Publishing [KDP] e dos e-readers Kindle que eram oferecidos em lojas da Livraria da Vila e do Pontofrio.com. No ano passado, a varejista lançou a Amazon Appstore no Brasil e, no começo de 2014, iniciou as vendas de Kindle e Kindle Paperwhite diretamente pelo seu site. Agora, além do lançamento da loja de livros físicos, a Amazon fará o seu debut em uma bienal. Pela primeira vez, a varejista terá um estande na Bienal do Livro de São Paulo, que começa na próxima sexta-feira [22].

Por Leonardo Neto | PublishNews | 21/08/2014

Amazon dobra memória do Kindle Paperwhite no Brasil


Nova versão do leitor de ebooks tem 4 GB de espaço interno

De surpresa, a Amazon dobrou o armazenamento interno do Kindle Paperwhite para novos compradores. O leitor de ebooks, antes com 2 GB de espaço para guardar livros, agora vem com 4 GB de fábrica. A mudança foi notada em julho por um blog alemão na loja americana da Amazon. O Tecnoblog apurou que a nova capacidade também vale para boa parte das unidades à venda no Brasil.

A página do antigo Kindle Paperwhite, que permanece no ar na Amazon brasileira, informa que o produto possuía 2 GB de memória flash, sendo 1,25 GB disponível para o usuário. No topo, é exibida uma barra com link apontando para a “versão mais recente do Kindle Paperwhite”. Assim como nos Estados Unidos, a capacidade de armazenamento foi omitida na página do novo produto.

A nova versão do Kindle Paperwhite vem com 4 GB de armazenamento interno, sendo 3,1 GB disponíveis para o usuário, cerca de 2,5 vezes o espaço do modelo anterior. De acordo com a Amazon, o espaço é suficiente para guardar mais de 1.100 livros digitais. O preço no Brasil continua o mesmo: 479 reais, ou 399 reais na promoção temporária.

O Kindle Paperwhite de 4 GB está sendo vendido pela loja online brasileira da Amazon desde, pelo menos, quinta-feira [14]. Até a promoção de Dia dos Pais, no último domingo, o site da Amazon ainda apontava para a página da antiga versão. No Ponto Frio, outra loja que vende o leitor de ebooks, o Kindle Paperwhite ainda aparece como tendo 2 GB de memória. A Amazon confirma aoTecnoblog que “algumas lojas” já possuem o modelo novo.

O espaço adicional, por enquanto, vale apenas para o Kindle Paperwhite mais barato, com Wi-Fi. No Brasil, o modelo com 3G grátis, que custa 699 reais, continua sendo vendido com 2 GB de armazenamento interno. Nos Estados Unidos, a capacidade já foi dobrada. No Japão, que recebia uma edição especial do Kindle Paperwhite, o leitor de ebooks já possuía 4 GB de espaço em ambas as variantes.

Por Paulo Higa | R7 | 15/08/2014 às 14h39

Tudo o que você precisa saber sobre o Kindle Unlimited, o “Netflix de livros” da Amazon


Por Paulo Higa | Publicado originalmente em Tecnoblog | 18/07/2014 às 14h49

Kindle Unlimited oferece mais de 600 mil ebooks por 10 dólares mensais

A Amazon confirmou as expectativas e lançou, nesta sexta-feira [18], o Kindle Unlimited, um serviço que oferece acesso ilimitado a um catálogo de mais de 600 mil ebooks e milhares de audiobooks com uma assinatura mensal de US$ 9,99. Sem prazo de devolução, os livros podem ser lidos tanto nos leitores Kindle quanto nos smartphones, tablets e computadores com o aplicativo gratuito do Kindle.

Como funciona esse negócio?

Pensar no Kindle Unlimited como um “Netflix de livros” é a maneira mais fácil de entender como o serviço funciona. Na página da Amazon, há uma opção para degustar o Kindle Unlimited por 30 dias. Enquanto você for assinante, receberá uma cobrança mensal de 10 dólares no cartão de crédito e poderá ler quantos livros quiser nos dispositivos atrelados à sua conta. Ao cancelar a assinatura, os ebooks são automaticamente retirados da sua coleção.

Tanto no Kindle quanto na loja da Amazon, próximo ao botão de compra, haverá um botão para “ler de graça” em mais de 600 mil obras. Depois que o ebook for baixado, você pode lê-lo como se fosse seu: há sincronização com o Whispersync, o que significa que a página, as marcações e as anotações são sincronizadas entre todos os seus dispositivos.

Não há prazo de devolução, mas há um limite de 10 ebooks emprestados simultaneamente. Quando você tentar ler o décimo primeiro livro, a Amazon irá sugerir a devolução do ebook emprestado há mais tempo — mas é possível selecionar outro. A qualquer momento, um ebook emprestado anteriormente pode ser baixado novamente, inclusive com as marcações sincronizadas na nuvem.

Além de livros em texto, o Kindle Unlimited permite acessar pouco mais de 2 mil audiobooks, mas eles só podem ser ouvidos em dispositivos com som, o que não inclui nenhum dos leitores Kindle vendidos hoje [Kindle e Kindle Paperwhite], só os tablets Kindle Fire e dispositivos Android e iOS com o aplicativo oficial do Kindle. O tamanho dos arquivos varia; aqui, gastei 156 MB para baixar o audiobook de The Hobbit.

Não está disponível no Brasil, mas…

O Kindle Unlimited só foi lançado nos Estados Unidos, mas o serviço funciona no Brasil caso você possua uma conta americana da Amazon com um endereço americano. O cartão de crédito precisa ser internacional, mas não necessariamente emitido nos Estados Unidos.

Se você se enquadra no caso acima, não deve ter dificuldade para testar e assinar o serviço. Se a conta for brasileira, é possível migrá-la para uma americana sem perder as compras já realizadas [no entanto, você não poderá adquirir novos conteúdos na Amazon.com.br]. Basta entrar em Gerencie seu Kindle e selecionar “Configurações do país”. Em “Brasil”, clique no link “Mudar”, preencha com o endereço americano e salve as alterações. É possível voltar para uma conta brasileira a qualquer momento fazendo o caminho inverso.

Em comparação com a Amazon brasileira, a Amazon americana possui uma quantidade maior de ebooks [2,7 milhões contra 2,2 milhões], mas menos títulos em português [27 mil contra 35 mil]. Os preços não estão totalmente conectados: alguns livros são mais baratos na loja americana; outros, na brasileira.

Na Amazon americana, é possível comprar audiobooks e fazer assinaturas de jornais e revistas, como O GloboZero HoraThe New York TimesNational Geographic e Vogue. Estranhamente, mesmo com jornais brasileiros, a assinatura não está disponível no Brasil, por isso, se você fizer o caminho inverso [migrar uma conta americana para uma brasileira], suas assinaturas serão automaticamente canceladas.

E quando o Kindle Unlimited será lançado oficialmente no Brasil? Procurada pelo Tecnoblog, a Amazon declarou que “não comenta planos futuros”. Como o serviço ainda não funciona nem no Reino Unido, outro mercado grande para a Amazon, é bom esperar sentado.

O que tem de bom para ler?

No momento em que escrevo este parágrafo, há 639 mil livros disponíveis no Kindle Unlimited, pouco menos de um quarto dos 2,7 milhões de ebooks da loja americana. Muitos títulos não estão disponíveis, mas a Amazon destaca algumas obras conhecidas: dá para ler a trilogia de The Lord of The Rings, os sete livros de Harry Potter, bem como 2001: A Space OdysseyThe Hobbit e Life of Pi, por exemplo.

Todos os livros acima estão em inglês, mas também há pouco menos de 8 mil títulos em português no Kindle Unlimited.

O problema é que, assim como na Netflix, liberar os conteúdos exige acordos comerciais. E as cinco grandes editoras americanas [Hachette, HarperCollins, Macmillan, Penguin Random House e Simon & Schuster] não disponibilizaram muitos livros, logo, há uma série de títulos famosos faltando. Boa parte dos livros do Kindle Unlimited, incluindo as obras em português, são de pequenas editoras ou autores independentes.

Portanto, mesmo que 600 mil ebooks pareça muito, na prática a história é um pouco diferente, e o acervo ainda é fraco se você estiver interessado apenas nos best sellers.

Quão fraco? Entre a lista dos 20 ebooks Kindle mais vendidos, apenas 3 estão no Kindle Unlimited: My Mother Was Nuts, em 1º; Pines, em 13º; e One Lavender Ribbon, em 20º. Na categoria Computadores e Tecnologia, a situação melhora [10 dos 20 podem ser lidos gratuitamente], mas a maioria dos livros são guias e tutoriais — nada de ler de graça a biografia do Steve Jobs ou o novo livro de Glenn Greenwald, portanto.

Entre os livros em português, a coisa é ainda mais triste, mas isso é até compreensível se considerarmos que o serviço, oficialmente, nem funciona no Brasil. Da lista dos 20 mais vendidos, só um está no Kindle Unlimited. E, na verdade, esse único livro não é voltado para brasileiros, mas sim para estrangeiros que desejam aprender a língua portuguesa.

Vale a pena o esforço?

O preço de US$ 9,99 por mês é bem atraente. Se você considerar que muitos ebooks custam esse preço ou até mais, basta pedir apenas um ou dois livros emprestados e a assinatura mensal já valeu a pena.

Só que a Amazon ainda precisa melhorar o acervo para o Kindle Unlimited ser realmente vantajoso. 600 mil ebooks é muita coisa, mas uma parcela bem pequena desses livros representa o que as pessoas querem ler. Eu tenho certeza que grande parte dos que estão lendo este texto passariam tranquilamente 10 horas por mês assistindo a filmes e séries na Netflix, mas não gastariam a mesma quantidade de horas lendo livros aleatórios na Amazon.

Resta saber se a Amazon conseguirá aumentar a disponibilidade de livros e, mais importante, se será capaz de convencer as editoras de que o modelo de negócios é interessante. Estamos até acostumados com serviços de streaming de músicas ou filmes, mas não de livros — embora já existissem opções antes do Kindle Unlimited, como o Oyster. Eu, como leitor, acho ótimo pagar só 10 dólares para ler quantos livros quiser. Mas, se estivesse do outro lado, comandando uma editora, não sei se toparia receber só alguns centavos por usuário.

Por Paulo Higa | Publicado originalmente em Tecnoblog | 18/07/2014 às 14h49

Scribd, o “Netflix dos livros”, e a segunda onda dos eBooks


Por Renata Honorato | Publicado originalmente e clipado à partir de Veja On Line | 15/02/2014

Criador e CEO do serviço de “aluguel” de livros digitais diz que “leitores devem se preocupar com o que ler, e não com o que comprar”

Trip Adler, CEO da Scribd - Jeff Chiu/AP

Trip Adler, CEO da Scribd – Jeff Chiu/AP

Os leitores devem se preocupar com o que ler, e não com o que comprar“, diz o americano Trip Adler, de 29 anos. Adler é cofundador e CEO do Scribd, plataforma criada para facilitar o compartilhamento de arquivos e que desde outubro de 2013 ganhou uma nova função: vender assinaturas de uma biblioteca digital. O usuário paga uma mensalidade 8,99 dólares [menos do que o preço de um livro, em geral] e ganha acesso ilimitado a um catálogo de, por ora, 100.000 e-books que podem ser acessados a qualquer momento, a partir do computador, do tablet, do smartphone. O serviço faz com os livros digitais o que o Netflix fez com vídeos e o Spotify com a música. Não há compra — nem da obra em papel, nem de sua versão virtual. Nos Estados Unidos, a nova maneira de consumir literatura ganha corpo. Por lá, o rival é o Oyster, lançado no ano passado. A gigante Amazon também tem algo parecido, mas menos em conta: por 79 dólares ao ano, é possível escolher uma obra por mês em um catálogo de 350.000 títulos. No Brasil, há pelo menos três iniciativas similares: Nuvem de Livros, Biblioteca Digital e Minha Biblioteca. O catálogo do Scribd ainda é relativamente modesto [nos Estados Unidos, a Amazon, oferece cerca de 2 milhões de e-books para venda]. O acervo se concentra em obras publicadas até 2012, ou seja, lançamentos mais recentes estão fora do alcance do assinante. Além disso, há muitas obras que já caíram em domínio público e,assim, já estão disponíveis em outros sites. Na entrevista a seguir, Adler diz que mantém negociações com editoras e autores, inclusive brasileiros, para oferecer mais títulos. Ele descreve ainda a reação ao novo modelo dos atores da indústria do livro — leitores, autores, editores e também a rival Amazon.

Como surgiu a ideia do modelo de assinatura de e-books?

Trabalhamos com um grande número de editoras há alguns anos e, a certa altura, começamos a discutir com elas um novo modelo de negócio. Estávamos em busca de mais leitores e, é claro, de mais receita. Foi assim que tivemos a ideia de apostar em um modelo de venda de assinaturas em lugar de venda de e-books. Chegamos à conclusão de que esse modelo poderia render dinheiro às editoras e funcionar como um negócio interessante para o Scribd.

Quantos assinantes esse serviço possui?

Não temos esses números ainda, porque o serviço é recente. Toda a plataforma Scribd possui 80 milhões de usuários. Lançamos o recurso de assinatura de conteúdos compartilhados por usuários no começo de 2013 e, desde então, registramos um crescimento de 60% ao mês. O catálogo de livros, contudo, só começou a ser oferecido em outubro do ano passado.

Qual é o perfil dos assinantes do serviço de assinatura de e-books?

Em geral, são pessoas que realmente gostam de ler. Gente interessada em conhecer novos livros de uma forma diferente, não importando o gênero. Oferecemos uma biblioteca digital: portanto, os leitores devem se preocupar com o que ler, e não com o que comprar. É muito mais divertido descobrir e experimentar novos livros por meio da plataforma.

Você acredita que esse é o modelo de consumo de livros do futuro?

Sim. Esse modelo de assinatura funciona para música, vídeos, jornais e revistas. Por que não funcionaria para livros? O usuário paga o valor de um e-book, mas tem acesso a um catálogo de milhares de livros. E toda vez que essas obras são lidas, o editor ganha dinheiro.

Qual é o modelo de negócio? Como autores e editores são remunerados?

Pagamos os autores e editoras toda vez que um e-book é lido. Ao invés de pagar pelo arquivo, como acontece na venda de livros digitais, nós pagamos por leitura.

E o que acontece quando um livro não é lido integralmente?

Depende muito do acordo fechado com as editoras. Em alguns casos, pagamos por página, em outros, há uma remuneração parcial. Tudo depende do tipo de acordo fechado.

Qual é a reação dos leitores ao modelo?

A nossa percepção é de que os usuários adoram o serviço. Eles podem usá-lo em diferentes plataformas. Oferecemos o Scribd, por exemplo, no formato de aplicativos na App Store e Google Play. Nessas lojas, a nossa avaliação média é de quatro ou cinco estrelas. Temos usuários muito engajados. Alguns leem, em média, 40 horas por semana. Claro que ainda é muito cedo, mas acho que o serviço se tornará muito popular em um prazo curto.

E a indústria do livro, incluindo editoras e autores, como vem reagindo?

Nosso relacionamento com os autores e editoras têm sido tranquilo até o momento. Fechamos uma grande parceria com uma das maiores editoras dos Estados Unidos, a HarperCollins, e outros contratos estão a caminho. No começo, todos ficaram apreensivos, tentando compreender o novo modelo de negócio, mas agora o conceito ganha força a cada semana. Temos mantido um contato intenso com editoras e autores. Conversamos o tempo todo com esse público a fim de escutar sugestões e implementar novas ideias. Somos muito abertos.

A Amazon parece ser uma rival óbvia do serviço. Qual a relação do Scribd com a gigante do varejo?

Lançamos um aplicativo para o Kindle Fire e o Kindle PaperWhite [dispositivos da Amazon], mas a Amazon não nos deixou colocá-lo à disposição dos leitores em sua loja de apps. Passamos, então, a oferecê-lo em nosso site.

Quando o Scribd chegará a outros países?

Nossa plataforma está disponível internacionalmente e já temos, inclusive, alguns assinantes brasileiros. Eu acredito que, ao oferecer mais conteúdo em português, nossa base de usuários brasileiros crescerá. Essa é, inclusive, uma estratégia interessante para conseguir mais assinantes no exterior.

Você tem planos de fechar parcerias com editoras brasileiras?

O Brasil é um mercado grande e temos recebido muitos pedidos de autores e editoras brasileiras interessados em incluir seus livros na plataforma. Nós temos cerca de 500 livros em português em nossa biblioteca e sabemos que para conquistar mais leitores no país será preciso aumentar a oferta de obras no idioma local.

O que você acha do apelido que o Scribd ganhou: “Netflix dos livros”?

Eu não vejo problema. Trata-se de um modelo de negócio semelhante. Ele possui algumas características próprias, porque temos além dos livros um catálogo grande de documentos compartilhados por usuários. Mas acho “OK” nos comparem ao Netflix.

LCD ou e-Ink: qual é melhor para leitura?


Sem dúvida nenhuma os tablets com tela de LCD vendem muito mais do que um aparelho para leitura de livros digitais como o Kindle, da Amazon, e o Kobo, da Livraria Cultura. Nos Estados Unidos, por exemplo, com o preço de um iPad Air básico com WiFi e 16 GB, é possível adquirir quase cinco dispositivos Kindle PaperWhite com conexão sem fio.

Afinal, por qual motivo as pessoas deixam de adquirir um eReader? Ele é muito mais barato do que um tablet com tela de LCD e proporciona uma experiência de leitura melhor. Para conseguir compreender as principais diferenças entre esses dois gadgets, vamos mostrar alguns detalhes que podem fazer a diferença na hora de escolher um ou outro.

Saiba a diferença entre a tecnologia LCD e e-Ink

Apesar da semelhança visual entre eReaders e Tablets – acredite, muitas pessoas não familiarizadas com tecnologia confundem o Kindle Paperwhite de 6 polegadas com o iPad mini de 7,9 polegadas –, uma das principais diferenças é o tipo de tela presente em cada um.

A tecnologia LCD está presente na tela do seu computador, smartphone, tablet e até mesmo da televisão que você utiliza. Esse display proporciona uma grande variedade de cores com uma taxa de atualização ideal para assistir vídeos e jogar alguns games. A tela LCD ainda conta com uma forma de iluminação chamada de backlight – ou retroiluminação –, que representa uma luz por trás ou pelo lado para melhorar a legibilidade.

Com relação às telas e-Ink, elas são ideais para a leitura de textos em preto e branco – as telas e-Ink coloridas existem, mas ainda não estão disponíveis em aparelhos comerciais do tipo. Além disso, elas possuem uma taxa de atualização muito baixa, o que inviabiliza a execução de jogos e vídeos e interfere na velocidade de um navegador de internet. A maior qualidade de uma tela e-Ink é, definitivamente, a forma que ela apresenta um texto, sendo considerada por muitos especialistas como o “papel eletrônico”.

Colocando as características no papel… Quer dizer, na tela

Por ser um dispositivo muito mais simples, o eReader consome muito menos bateria. Enquanto é preciso correr diariamente para carregar a bateria de um tablet ou smartphone – aquele desespero inexplicável quando a bateria alcança menos de 10% e você está longe de casa e de uma tomada –, você pode ficar dias e até semanas sem precisar recarregar o seu aparelho para leitura de livros digitais.

Enquanto algumas companhias anunciam seus tablets com “10 horas de bateria”, o anúncio do recente lançamento da Amazon – Kindle Paperwhite – aponta “mais de 8 semanas de bateria”. Nesse quesito, o aparelho de leitura digital é a opção recomendada para longas viagens.

Se você deseja ler livros ao ar livre ou em contato direto com o sol [se você já tentou usar o smartphone em um dia ensolarado na praia sabe do que estou falando], o gadget com tela e-Ink é o ideal, já que ele proporciona uma leitura nítida como se estivesse lendo em uma revista ou jornal.

Com relação à leitura em ambientes noturnos, é claro que é possível usar os dois dispositivos. No entanto, o display LCD proporciona uma luz muito mais forte – mesmo diminuindo a luminosidade nas configurações do aparelho – do que um eReader como o Kindle Paperwhite, que também possui uma luz integrada, mas não é backlight. Caso você tenha que dormir com mais alguém no mesmo ambiente, a luz da tela LCD pode realmente incomodar, portanto o aparelho com tela e-Ink pode ser mais confortável.

Na verdade, um dos maiores fatores responsáveis – se não o maior – por influenciar na escolha do dispositivo é o preço. Sim, o valor do aparelho sempre faz algumas escolhas por nós, não é mesmo?

No caso de um gadget com tela e-Ink e LCD, o display de aparelhos para leitura digital é significantemente menor. Tablets e smartphones com telas de LCD precisam ter hardwares muito mais potentes, já que executam outras funções além da leitura, como jogos, aplicativos, vídeos etc. Em um eReader, as suas únicas tarefas são armazenar livros digitais e virar páginas em uma velocidade razoável.

Cuidado com os olhos!

Por todas as características apresentadas acima, é possível concluir que um gadget com tela e-Ink pode ser mais saudável para os olhos durante um longo período de leitura, correto? Errado! De acordo com uma pesquisa publicada em 2012 no site norte-americano PubMed, não faz diferença – em termos de cansaço visual – ler em um dispositivo com tela e-Ink ou LCD.

No entanto, se houver cansaço visual durante a leitura em dispositivos LCD antigos e com resolução baixa, isso não deve ocorrer nos aparelhos modernos e com alta resolução. Tudo depende da definição da imagem.

É claro que os testes não foram realizados com os dispositivos expostos ao sol. Se isso tivesse acontecido, o cansaço visual em dispositivos com tela LCD seria muito maior.

Tudo depende da sua necessidade

Escolher entre um tablet ou um eReader depende, é claro, da sua necessidade e do quanto você está disposto a gastar. Um não é melhor do que o outro. Se você procura uma experiência melhor para ler livros digitais – de dia, de noite e em qualquer lugar – e pretende levar o gadget para longas viagens sem a necessidade de recarregar a bateria com frequência, o eReader é a sua opção.

Caso o seu interesse seja em navegar na internet, ouvir músicas, baixar jogos, vídeos e outros diversos aplicativos, sem dúvida um tablet ou smartphone com tela de LCD é o mais recomendado para você.

Tecmundo | 11/02/14

Amazon resolve desafio logístico e começa a operar com produtos físicos no Brasil


Por Carlo Carrenho | Publicado origialmente em Tipos Digitais | 07/02/2014

As relações que a Amazon vinha mantendo com o mercado brasileiro até agora eram parecidas com sexo virtual, pois algo fundamental para um bom e-commerce – e para um bom sexo – estava ausente: o aspecto físico. Afinal, a gigante de Seattle só vendia e-books e apps em sua loja brasileira, e para isto não era preciso nenhum tipo de operação logística em terras tupiniquins, apenas um bom sistema de pagamentos em reais. Por isso, os aparelhos de leitura Kindle eram comercializados por parceiros, seja virtualmente como na Ponto Frio ou em lojas físicas como na Livraria da Vila. Até quiosques para a venda de Kindles em shopping centers foram tentados, e a última novidade é que a carioca Casa & Video vai comercializar o aparelho.

Mas agora a Amazon resolveu levar seu romance com o mercado brasileiro para o patamar físico e desde hoje pela manhã já está comercializando seus Kindles diretamente em sua loja, responsabilizando-se por todo o processo de faturamento e entrega. Aos olhos mais inocentes, isto pode não parecer grande coisa, mas na verdade a inauguração da logística da Amazon é mais importante que a própria abertura de sua loja. Afinal, muitos apostavam que a empresa norte-americana teria imensas dificuldades para aportar por aqui, justamente devido aos desafios que a péssima logística brasileira impõe a qualquer varejista. Ainda resta ver qual será a qualidade do serviço oferecido e até que ponto a Amazon realmente resolveu seu maior desafio. Mas o fato é que a empresa não costuma lançar nada abaixo de um certo padrão de qualidade e teria feito inúmeros testes de envio a várias cidades brasileiras para poder garantir as expectativas dos consumidores locais.

Para a indústria de livros, a entrada da empresa de Jeff Bezos no e-commerce de mercadorias físicas é um divisor de águas. Enquanto atuava apenas na venda de e-books em sua loja brasileira, a gigante de Seattle estava mais para a anã da Berrini [seu escritório em São Paulo fica próximo à avenida Engenheiro Luiz Carlos Berrini]. Em 2012, a participação dos livros digitais no mercado de livros de interesse geral ficou em no máximo 3% e a Amazon teria cerca de 30% deste mercado. Ou seja, a empresa norte-americana não teria nem 1% do mercado de livros de interesse geral. Se considerarmos o mercado editorial inteiro, com CTP [Cientifico, Técnicos e Profissinais] e Didáticos, sua participação então seria ínfima. Neste cenário, a Amazon tinha pouquíssimo poder de barganha junto aos editores, em uma situação completamente diferente daquela de outros mercados onde a empresa vende livros físicos com eficiência. Isto explica as concessões que a empresa teve que fazer ao negociar seus contratos digitais no Brasil, aceitando até limitações aos descontos que poderia oferecer na loja, os quais, em alguns casos, não podem ser superiores a 5%.

Mas agora o jogo é outro. A Amazon já estava desde o ano passado negociando contratos para venda de livros físicos com as editoras brasileiras, embora ainda não tivesse uma operação logística em funcionamento. Agora, a operação está ativa. Quem despacha Kindle, despacha qualquer coisa, e não há dúvidas de que livros físicos estão na mira da empresa para entrarem na loja o mais rápido possível. Aliás, além dos três modelos de Kindle, a loja brasileira da Amazon já está vendendo capas e adaptadores de tomada para os aparelhos. E quando os livros físicos chegarem aos seus estoques, a Amazon ganha poder de barganha e uma proteção contra as barreiras criadas por alguns concorrentes brasileiros que usaram sua força no físico para tentar retardar a entrada da Amazon no digital. Agora, o jogo começa a se inverter., pois quando estiver operando com livros físicos, serão os editores que terão interesse em vender para a Amazon mais do que a Amazon terá interesse em comprar dos editores, como foi até agora.

No que tange à venda direta de Kindles pelo seu próprio site, algumas observações são importantes. Em primeiro lugar, os preços são os mesmos que eram oferecidos antes pelos parceiros de distribuição da Amazon. O modelo Kindle continua a R$ 299, o Paperwhite a R$ 479 e o Paperwhite 3G a R$ 699. Preços ainda longe dos valores cobrados nos EUA, devido à alta tributação brasileira. Fica a dúvida então de por que a Amazon não aproveita a venda direta para reduzir os preços do Kindle oferecendo ao consumidor a margem que antes ficava com seus parceiros. Talvez ela não queira prejudicar as empresas que a apoiaram e que ainda têm estoques do aparelho, mas não será nenhuma surpresa se os preços caírem em breve. De qualquer maneira, o frete oferecido pela Amazon é grátis.

Vale também observar que as entregas serão feitas pelos Correios e pela Directlog. Uma entrega em São Paulo ou no Rio de Janeiro está prometida dentro do prazo de 1 a 3 dias úteis. Já os compradores de Macapá, por exemplo, terão de esperar de 8 a 11 dias úteis.

A ferramenta de 1-Clique, que permite compras com apenas um clique do mouse e sem redigitar dados e número do cartão de crédito, já está em operação também. Quem sabe o e-commerce brasileiro se inspire na ideia e pare de pedir o número de cartão de crédito a cada compra.

Agora é esperar os livros físicos, lembrando que a Amazon já é uma das maiores varejistas de livros importados no Brasil, que são vendidos diretamente da matriz americana. Nada impede, portanto, que tais livros importados sejam vendidos em breve na loja brasileira, em reais e com redução de custos de frete para o consumidor brasileiro.

E é só agora, com a Amazon levando sua relação com o mercado brasileiro para um patamar físico e palpável, que está de fato começando a disputa por esta grande musa: os leitores brasileiros.

Por Carlo Carrenho | Publicado origialmente em Tipos Digitais | 07/02/2014

Com Kindle, Amazon estreia venda física em site no país


A Amazon inicia nesta sexta-feira [07] a venda de produtos físicos no Brasil. Neste primeiro momento, a varejista americana vai vender apenas o leitor digital Kindle [em três modelos] e mais acessórios para o aparelho.

O gerente da Amazon Brasil, Alex Szapiro, não revela quando a empresa vai iniciar a venda de livros no país, mas a expectativa do mercado editorial é de que isso aconteça ainda no início deste ano.

A maior varejista do mundo, que nasceu vendendo livros físicos, estreou no Brasil em dezembro de 2012 apenas com versões digitais. No país, a empresa perde para a Apple na venda de livros digitais em português, devido, principalmente, à maior penetração de iPads em relação ao Kindle.

Inaugurado há pouco mais de um ano, o mercado de livros digitais em português representa de 3% a 4% das vendas de livros do país. São quase 30 mil títulos – de um total de quase 100 mil títulos à venda no país.

Nos EUA, os livros digitais já representam de 25% a 30% do mercado, mas eles existem há sete anos. Por aqui estamos crescendo, toda semana batemos recordes“, diz Szapiro, que não revela números sobre a operação brasileira.

Alex Szapiro, gerente de Brasil da Amazon. Amazon anuncia novidades para o mercado brasileiro | Créditos da Foto | Leonardo Soares/Folhapress

Alex Szapiro, gerente de Brasil da Amazon. Amazon anuncia novidades para o mercado brasileiro | Créditos da Foto | Leonardo Soares/Folhapress

O Kindle será vendido em três versões, já disponíveis no mercado brasileiro por meio de varejistas selecionados. O modelo básico custa R$ 299. O produto mais caro, o PaperWhite 3G, versão em que o usuário tem acesso a qualque

RESISTÊNCIA

A Amazon enfrentou resistência de algumas varejistas e livrarias para vender o Kindle. Atualmente, o aparelho está disponível no Extra e no Ponto Frio [lojas e e-commerce], na Livraria da Vila e na Casa & Video.

Meu público alvo são todos os brasileiros que sabem ler. Queremos que o consumidor descubra o Kindle“, diz Szapiro. Pesquisas da Amazon mostram que clientes de livros físicos passam a consumir quatro vezes mais livros [físicos ou digitais] depois de adquirir um Kindle.

Diferentemente dos aparelhos vendidos em lojas de terceiros, os Kindles comprados diretamente na Amazon serão pré-registrados. Se o consumidor já tiver uma biblioteca de livros digitais, receberá o Kindle em casa com todo o acervo já baixado.

Szapiro diz que a empresa esperou mais de um ano para iniciar a venda do Kindle por meio da sua própria plataforma de e-commerce pois queria “estar preparada para melhorar a experiência do cliente“.

Questionado se o fato de a empresa agora estar preparada para vender o Kindle significa que o início da venda de livros pela internet estaria próximo, Szapiro desconversou: “essa é uma avaliação sua“.

O Brasil foi o primeiro país no mundo em que a empresa estreou com a venda de livros digitais exclusivamente. Em outros países, o e-commerce de livros físicos começou seis meses depois. A mesma estratégia foi adotada no México.

POR MARIANA BARBOSA, DE SÃO PAULO | Publicado originalmente e clipado à partir de Folha de S. Paulo | 07/02/2014, às 03h00

Leitor digital


O leitor Kindle Paperwhite de segunda geração, lançado no Brasil nesta quinta [12] por R$ 479

O leitor Kindle Paperwhite de segunda geração

A coluna Negócios & amp;Cia anunciou que a Casa&Video fechou parceria com a Amazon e vai vender o Kindle. A partir de domingo, o leitor eletrônico, nas versões tradicional e Paperwhite, estará em 15 das 82 lojas da varejista. Na sequência, conforme a demanda, o produto chegará a outras filiais.

Por Flávia Oliveira | O Globo | 05/02/2014

Leve e nítido, novo Kindle Paperwhite é um dos melhores e-readers


O Kindle segue como uma das melhores opções de compra para quem quer um e-reader. A segunda geração do modelo Paperwhite, lançada pela Amazon em dezembro nos EUA e agora no Brasil, é mais rápida e tem tela de melhor contraste e nitidez.

A criadora do Kindle investiu na definição da tela. As letras estão com o contorno mais evidente e o contraste é mais forte também. Além disso, a opção de atualização de página a cada virada torna a leitura muito mais clara.

Aquelas “marcas” deixadas pela página anterior são completamente eliminadas. Ao “virar” é possível ter uma página limpa que facilita a visualização dos caracteres.

O novo dispositivo tem processador de 1 GHz, consideravelmente mais rápido que o anterior de 800 MHz. Os livros são carregados em poucos segundos e a resposta para troca de página é quase instantânea.

Agora, se você está acostumado a ler num tablet, pode se incomodar com aquela “piscada forte” e relativamente lenta da tela ao mudar a página. Mas lembre-se: estamos falando de e-ink [tecnologia que imita o papel convencional com impressão eletrônica de textos e imagens] e de um ereader.

A rapidez e a maior sensibilidade da tela também podem atrapalhar um pouco.Como não é preciso fazer o movimento de folhear a página para que o Kindle siga adiante no livro, um simples toque no canto direito da tela leva o usuário para a página seguinte, assim como no canto esquerdo para a anterior.

Essa “facilidade” pode incomodar quando o leitor encosta sem querer num ponto e rapidamente acaba perdendo o local de leitura. Apesar disso, leveza, praticidade, rapidez e definição de tela conquistam no novo dispositivo.

NOVIDADE

Na nova versão, é possível ainda folhear todo o livro sem sair da página atual. Com um toque na área superior da tela, o usuário abre os ícones de navegação. Ao tocar no número da página, abre-se uma janela em cima da principal e uma barra, com a qual o leitor pode avançar na visualização do livro sem perder o ponto em que estava na leitura.

A luz embutida na tela é distribuída de forma bem homogênea, algo que facilita e não incomoda em ambientes bastante escuros. problema, afinal pouquíssimas vezes você vai estar num lugar longínquo, sem wi-fi, precisando desesperadamente baixar um livro da sua coleção na nuvem.

Fora isso, o ponto que ainda incomoda bastante no Kindle é o fato de o dispositivo não suportar arquivos em formato EPUB. Claro que é possível fazer a conversão em softwares específicos, mas a Amazon poderia poupar o trabalho de seus consumidores e com isso aumentar o número de fãs e evangelizadores de seu e-reader.

POR STEFANIE SILVEIRA, DE SÃO PAULO | Publicado originalmente e publicado à partir de TEC, Folha de S.Paulo | 03/02/2014, às 03h29

Impressos versus eBooks


POR LUCIANA GALASTRI | Publicado originalmente em GALILEU

Por que essa discussão não faz sentido

Eu recentemente recebi um Kindle Paperwhite para testes [vai rolar o review em breve!]. Levei o bonitinho na minha mochila durante o recesso de fim de ano e, chegando em Curitiba, minha cidade natal, o que encontrei foram os olhares chocados de amigos e família. “Você vai trocar os livros por isso?”, me perguntaram. Eu nem tinha lido o meu primeiro livro no gadget e já era recebida com pedras nas mãos.

Ok, vá lá, eles tinham uma boa quantidade de argumentos para jusitificar essa recepção ~calorosa~. Eu sofro claramente do que Nick Hornby chama de Frenesi Polissilábico [aliás, um bom livro], uma ânsia por ler que me faz ser desde uma colecionadora compulsiva de livros [já não tenho nem onde guardá-los], até, em momentos de tédio, passar os olhos por rótulos de embalagens de barrinhas de cereal, shampoo, bula de remédio, mesmo sem entender os compostos descritos ali.

[pule o próximo parágrafo se você não quer ler um depoimento longo e apaixonado sobre a minha vida de leitora]

Essa é a minha sina. Escrava de ocupar meus sentidos, o tempo todo, com palavras escritas. Elas passam por meus olhos, ouço-as em minha mente, sinto o gosto delas através de uma preocupante sinestesia [que já me fez não gostar de pessoas que eu mal conhecia ‘por causa do gosto do nome delas’]. Com o gosto vem o cheiro, então o olfato também está nesse jogo. Depois agrupo toda essa mistureba em sensações que me fazem chorar copiosamente, dar risada em público ou morrer de tédio. Resiliente, luto contra as palavras até deixar que elas me vençam, me convençam, ou desisto e passo para o próximo texto. Não me imagino terminando o Ulysses, apontando para ele e gritando “eu ganhei de você!” – por mais que o livro imenso e complexo seja um desafio, se eu sinto que superei um livro, eu provavelmente não o li direito ou deveria ter desistido dele. Ganhar de um livro nunca é uma opção. Ou você é conquistado por ele ou perdeu seu tempo, playboy.

[agora você está seguro]

Eu não leria, impresso, o que leio no reader. Não leio no reader o que leria impresso.

Enfim, divagações apaixonadas à parte, o fato é que eu tenho uma coleção gigantesca de livros. No meu quarto, contei, há 532. Na biblioteca da casa dos meus pais [sim, precisamos transformar uma sala em biblioteca por necessidades práticas, não imagine uma mansão de Downton Abbey], nem se fala. E sempre fui uma defensora do livro como um objeto de desejo. Sou uma dessas pessoas constrangedoras que cheiram livros, olhando para os lados para ter certeza que não há testemunhas da minha perversão. Aí me vejo com um e-reader na mão e empolgada como uma criancinha. E o mundo me julga.

Mas não acho que seja uma competição. Não me vejo saindo das livrarias que amo para ficar em casa baixando livros. Afinal, livrarias são experiências sensoriais e o livro-objeto é uma declaração ao mundo. As pessoas vão olhá-lo em sua estante. Vão ler a capa enquanto você está com o livro no ônibus.

Ao mesmo tempo, o Kindle abriu um acervo completamente novo para mim – mas de livros-só-conteúdo. Livros que não estão disponíveis em lojas brasileiras. Livros caros, cuja edição física eu não poderia comprar. Enfim, como diria o poeta das ruas, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Eu não leria, impresso, o que leio no reader. Não leio no reader o que leria impresso.

Li sobre uma pesquisa que mostra que a maioria dos jovens [com idade abaixo de 24 anos]ainda preferem os impressos aos e-book. De 1400 entrevistados, 62% declararam a preferência pelo papel. Os motivos eram desde ‘quero prateleiras cheias’, ‘faço coleções’ ou ‘adoro o cheiro’ [não estou sozinha!]. E, ainda assim, os 38% que preferem a versão eletrônica não são um número pequeno se contarmos a dificuldade de acesso aos readers. Tudo é uma questão de como você analisa os números.

‘Mas a forma com que as pessoas estão lendo muda!’. Sim. Só o fato do e-reader mostrar o quanto falta para que eu termine cada capítulo faz com que eu leia mais rápido, em doses maiores, quando estou no gadget. Isso é ruim? Não faço ideia. Entra na mesma discussão das mudanças que a internet está fazendo em nosso cérebro, as mesmas surgidas com a popularização da TV, do rádio… e você sabia que, 2400 anos atrás, um cara grego chamado Platão dizia que  ler e escrever ia acabar com a nossa capacidade de memorização? Pois bem, provavelmente aconteceram mudanças nesse sentido. Provavelmente, Platão tinha uma memória superior. Mas você vai negar o que a escrita trouxe de bom? Afinal, soube dessa história de Platão porque li sobre ele e não porque um sujeito na rua me contou.

Falando em conversas com sujeitos na rua, o famoso teórico da comunicação, Marshall McLuhan, dizia que o fato de lermos sozinhos, em silêncio, provocou uma grande mudança desde os tempos em que jornais e manuscritos eram lidos em voz alta para uma grande audiência. A leitura já foi uma experiência social e não apenas um momento de imersão. Ch-ch-ch-changes! Hoje, não vejo como seria possível que eu absorvesse o conteúdo de um livro enquanto leio para uma plateia. Lógico, há uma série de explicações para essa mudança, como a inclusão educacional. Mas você diria que a extinção da leitura em grupo foi para pior? Foi para melhor?

Ler e-boks vai alterar a minha vida como leitora? Com certeza. Vai prejudicá-la? Provavelmente o meu bolso vai sair machucado [compras por um clique e o produto ‘em suas mãos’ em poucos segundos = receita infalível para estourar o cartão de crédito]. Mas eu, honestamente, não sei o que define a minha leitura para saber de que forma ela seria comprometida pela experiência eletrônica de forma que transcenda o virar de páginas. Até agora não tive uma experiência com um livro que foi similar à leitura de outro – e isso contando livros de mesmos autores, ou aquelas sagas de vampiros para adolescentes que, em teoria, seguiriam a mesma fórmula.

E esse mesmo argumento, de que a minha leitura não é escrava da generalização, é o que me protege de dizer que é pior ou melhor ler no Kindle. É diferente. Como um livro, naturalmente, difere do outro.

POR LUCIANA GALASTRI | Publicado originalmente em GALILEU

Como aproveitar melhor o Kindle


Como aproveitar melhor o Kindle

O KINDLE PAPERWHITE [ FOTO: FLICKR/ CREATIVE COMMONS ]

O KINDLE PAPERWHITE [ FOTO: FLICKR/ CREATIVE COMMONS ]

Reviews comparando a experiência de um Kindle com um livro impresso você já viu aos montes. E artigos falando sobre as novas funcionalidades do Kindle Paperwhite também. Já contei, em uma coluna, que essa discussão impresso x e-book já venceu e não faz lá muito sentido para meus hábitos de leitora. Então, em vez de preparar um simples review, resolvi compartilhar os macetes que aprendi nos últimos dias que permitem aproveitar ao máximo a experiência no reader e com a sua conta da Amazon.

Depois dessas dicas, vai ser difícil desgrudar do aparelho:

Envie arquivos por e-mail

Esqueça a ideia de transferir arquivos por USB – há um jeito muito mais prático de enviar arquivos para o Kindle. Quando você cadastrou a sua conta na Amazon, automaticamente foi gerado um email com final @kindle.com com suas credenciais. Normalmente, o início do email é o mesmo do email que você usou no cadastro [confirme no painel ‘Sua Conta’, após fazer login na Amazon].

Depois de confirmar o seu email @kindle, aproveite para verificar se você está autorizado a enviar mensagens e arquivos para o endereço – ele só recebe conteúdo de contas previamente selecionadas. Por default, o email que você usou para criar a conta já é autorizado. Mas, caso você use bastante outro endereço, como um email do trabalho, ou se quer autorizar outra pessoa a enviar documentos para seu gadget, autorize-os aqui.

Agora basta entrar no seu serviço de email normal e enviar um email para a conta @kindle com o conteúdo desejado anexado. Você não precisa nem ativar um comando no Kindle – basta o aparelho estar conectado à internet que o download será automático. O que quer dizer que, mesmo que seu reader esteja longe, você pode enviar documentos para ler depois através dele – se você estiver no escritório e o Kindle estiver em casa, por exemplo,

Para enviar PDFs, crie um email, anexe arquivo PDF e coloque, como assunto, ‘convert’. O comando irá fazer com que o seu gadget, assim que for conectado à internet, receba automaticamente o PDF que você enviou e o converta para leitura no reader. Sim,automaticamente.

Mas que tipos de arquivos podem ser abertos no Kindle?

Além dos PDFs em caráter experimental, podem ser convertidos  DOC, HTML, JPEG, TXT , GIF, PNG e  BMP. Seu arquivo não é de nenhum desses tipos? Use os programas online Cloud Convert e o Online Convert ou o software Calibre.

Leia artigos da web em seu Kindle

HTML pode ser convertido? Então significa que você pode ler uma página da web, digamos um artigo longo que encontrou online, no Kindle? Salve uma página da web como HTML em seu computador e então a envie para seu email @kindle. Ela continuará formatada como no browser.

A Amazon oferece também o prático app Send to Kindle. Instale o programa em seu navegador e, quando encontrar um artigo interessante, aperte o botão do aplicativo. Pronto! Ele estará te esperando no leitor. Mas, antes de começar a usá-lo, você vai precisar autorizar o email do app na sua conta da Amazon [como expliquei lá no começo].

Crie coleções

Se você, como essa que vos escreve, tem ~probleminhas~ e é viciado em livros, a melhor maneira de não se perder em sua biblioteca digital é criar coleções. Por enquanto, como não tenho tantos arquivos assim, separei meus livros em ‘lidos’, ‘lendo’, ‘não lidos’ e ‘trabalho’ [as provas que ganho para analisar aqui na GALILEU – aliás, você já leu a seção de livros da revista? ela é feita com o coração].

As amostras são suas melhores amigas

A não ser que você esteja absolutamente certo que comprar um determinado livro, recomendo de coração que você baixe a amostra dele antes de fazer a transação final. Essa funcionalidade já me salvou do frenesi polissilábico que faria com que eu comprasse livros que ficariam encostados pra sempre na minha estante digital [ou me julgando, através da coleção de ‘não lidos’].

Leia notícias em seu Kindle

Kindle 4rss cria um feed com links selecionados por você em seu Kindle. A versão gratuita suporta até 12 sites que mostram até 25 artigos por edição. Acha pouco? Por uma assinatura de US$ 1,99 você tem direito de cadastrar 300 sites e ter uma edição com número ilimitado de artigos.

POR LUCIANA GALASTRI | 17/01/2014, às 16H01

Novo Kindle Paperwhite promete leitura confortável


Kindle Paperwhite

Kindle Paperwhite

A Amazon lançou no Brasil o seu e-reader mais avançado, o Novo Kindle Paperwhite. O dispositivo, que conta com um acervo de mais de 1 milhão de livros, dos quais mais de 14 mil são em português, custa 480 reais na versão Wi-Fi.

A nova geração do gadget conta com novidades em relação à anterior e promete trazer mais conforto e praticidade para a sua leitura. Isso porque, segundo a Amazon, a tela do e-reader, que tem 6 polegadas, tem contraste maior e sua bateria é capaz de durar até 8 semanas com uma única carga.

Pesando apenas 213 gramas, o gadget também oferece novas funções. Uma delas é a Page Flip, que permite ao usuário navegar pelas páginas do livro sem perder o ponto no qual parou a leitura. Com o Construtor de Vocabulário, é possível ainda armazenar as palavras pesquisadas.

Lançado em setembro nos Estados Unidos, o Novo Kindle Paperwhite foi bem recebido pela crítica. Para o The Verge, por exemplo, “ele não apenas é um ótimo e-reader como é o único que vale a pena levar em conta”. A CNET também elogiou o dispositivo, mas observou, contudo, que a Amazon não trouxe nada de novo em relação às suas dimensões.

Exame | 16/12/13

O Natal francês da Kobo e brasileiro da Amazon


Kobo expande na França e Amazon lança novo Kindle no Brasil

A Kobo anunciou ontem a expansão dos canais de disribuição na França, fechando parceria com as redes Pixmania, Cora, Casino, Auchan e Boulanger. A empresa canadense, que estreou na França em parceria com a rede Fnac, venderá agora seus e-readers e e-books nas quatro redes de varejo geral e a de supermercado Casino. Por aqui, a aposta do natal da Amazon foi a chegada da nova leva de Kindles Paperwhite – o aparelho é novo, mas o preço é o mesmo, R$ 479,00.

Por Iona Teixeira Stevens | PublishNews | 13/12/2013

Amazon completa um ano no Brasil e lança novo leitor Kindle


Após ter completado, na última sexta-feira [6], seu primeiro ano de operação no Brasil, a Amazon lançou por R$ 479 nesta quinta-feira [12] a segunda versão do Kindle Paperwhite, topo da sua linha de e-readers, leitores de livro eletrônico.

A primeira versão do aparelho, que está sendo substituída hoje, chegou ao Brasil em março por R$ 479 na versão sem conectividade 3G – a única que será vendida, a princípio. É o mesmo preço pelo qual chegou seu antecessor, que também tem uma versão com internet, que continuará sendo vendida por R$ 699.

O leitor Kindle Paperwhite de segunda geração, lançado no Brasil nesta quinta [12] por R$ 479

O leitor Kindle Paperwhite de segunda geração, lançado no Brasil nesta quinta [12] por R$ 479

E-readers são dispositivos semelhantes a tablets que tem tela desenvolvida para textos longos [têm legibilidade melhor e iluminação menos agressiva] e com duração de bateria mais longa. O principal rival do Paperwhite no Brasil é o Kobo Aura HD, que custa R$ 659.

“Um tablet é como um canivete e, um e-reader, uma chave de fenda”, diz à Folha Alex Szapiro, diretor de operação da Amazon no Brasil. “Você pode ter um canivete, mas se quiser só apertar parafuso, uma chave de fenda é melhor. Por isso o leitor aficionado tem uma experiência tão positiva com um e-reader.

Nos EUA, onde foi lançado no dia 30 de setembro, o novo Paperwhite de segunda geração é vendido por US$ 139 e US$ 199, cerca de R$ 324 e de R$ 464, respectivamente nas versões sem e com 3G.

A opção com anúncios, US$ 20 mais barata em cada uma das versões, não está disponível no Brasil.

A Amazon não revela números, mas diz que o crescimento nas vendas de livros digitais e de seus Kindle é constante. “Toda semana é semana de recorde, e isso não só para a Amazon, mas todo o segmento de livro eletrônico no Brasil”, afirma Szapiro.

O número de títulos disponíveis em português no país dobrou da inauguração da loja virtual da Amazon no país para hoje, para 26 mil obras. Dessas, 3.000 são gratuitas.

Recentemente, a empresa lançou no país sua loja de aplicativos para Android, que concorre com a Play, do Google. A principal vantagem são os pagamentos, que dispensam cartão de crédito internacional e são feitos em reais.

O APARELHO

Com tela de seis polegadas, o Kindle Paperwhite é mais pesado que seu “irmão” básico que custa R$ 299 aqui e que carece de tela iluminada :são 206 g ante 170 g. Por outro lado, é mais leve que qualquer tablet –o iPad mini, por exemplo, pesa 331 g, e, o iPad Air, 478 g.03

Entre suas novidades, estão seu novo processador, que torna a virada de página mais rápida e contraste superior em relação à primeira geração do dispositivo. Entre suas capacidades, estão pesquisa no dicionário embutido e na Wikipédia se houver conexão com a internet.

A bateria dura 28 horas de uso contínuo, segundo a empresa –o cálculo que a Amazon faz é que, lendo meia hora diária, o Kindle Paperwhite é descarregado completamente depois de oito semanas, com o wi-fi e o 3G desligados.

O aparelho é distribuído pelas parceiras da companhia americana no país, como Ponto Frio e Livraria da Vila.

POR YURI GONZAGA | Publicado originalmente em TEC | 12/12/2013 – 03h30

Amazon e Goodreads: o casamento imperfeito


Usuários rejeitam novas políticas da rede social

GoodreadsEm Frankfurt, na conferência Publishers Launch, o CEO da Goodreads Otis Chandler não escondeu a empolgação ao mencionar que os Kindles Paperwhite da Amazon incluem agora o aplicativo da rede social. De fato, esse equilíbiro entre o social e a leitura privada é uma das principais preocupações dos produtores de leitores digitais, e tudo indicava que os 20 milhões de leitores da Goodreads se beneficiariam de sua compra pela Amazon [e vice-versa, claro], em maio deste ano. Mas parece que o casamento é um pouco problemático. Após mudanças na política de moderação dos comentários da empresa [que os usuários do site atribuíram à Amazon], a rede social está “presenciando” uma série de protesto de leitores. A Goodreads não permite mais que resenhistas façam comentários sobre o comportamento e personalidade do autor, e chegou até a remover comentários, o que enfureceu ainda mais os usuários. Os “protestantes” começaram então a “hydrar”, ou seja, replicar resenhas deletadas [curiosamente, assim como o termo “meme”, essa ação própria da internet também tem origem grega, vem do monstro Hydra, que ganhava mais cabeças quando tinha uma cortada]. A jornalista Laura Miller aponta, em seu artigo sobre esse atrito, uma possível causa do perrengue que a Goodreads está passando: de consumidores, os leitores da rede social viraram agora produto.

Por Iona Teixeira Stevens | PublishNews | 29/10/2013

15 truques para você usar [de verdade] seu Kindle


Por: Nadiajda Ferreira | Publicado originalmente em GIZMODO Brasil | 20 de outubro de 2013, às 14:15

O mercado brasileiro de livros eletrônicos ainda está engatinhando e em breve [torçamos] será expressivo a ponto de a compra de e-books se tornar financeiramente vantajosa para o consumidor. Mas a praticidade dos leitores digitais é um fato: você pode dispensá-la, mas negá-la é complicado.

A discussão sobre o futuro do livro físico e sua pretensa obliteração pelo formato digital já está desgastada, mas é bom não esquecer que boa parte dos leitores está [e permanecerá] em cima do muro: mesmo tendo adquirido leitores digitais, eles não deixaram de comprar livros físcos. De modo que o apocalipse do livro de papel pode ser adiado em alguns anos.

Se você não é o tipo de pessoa que vai perder essa mão na roda só pra levantar a bandeirinha do tradicionalismo sem limites, é possível que já tenha optado ou esteja pensando em optar por um Kindle. Embora os dois modelos disponíveis hoje no Brasil sejam simples e não sigam a regra do device-que-faz-absolutamente-tudo-que-você-precisa-na-sua-vida, os leitores digitais da Amazon guardam alguns segredinhos nem tão secretos assim e descobri-los vai facilitar a sua vida. Ainda mais.

1. Hora de criar a sua biblioteca digital

A maioria das pessoas compra o leitor digital com um só objetivo: ler livros. Se você [secretamente, claro], já parou para pensar no seu consumo de literatura como uma dependência grave e passível de tratamento, prepare-se para alcançar um pouquinho de redenção ao adquirir um Kindle: os livros digitais são um pouco mais baratos, você poderá ler no transporte público sem precisar fazer malabarismo para equilibrar um calhamaço numa mão só, vai carregar menos peso e se o livro acabar no meio do caminho, não tem problema: tem mais alguns bem ali. Embora a oferta brasileira de e-books ainda não seja uma maravilha e o preço das versões eletrônicas não apresente grandes vantagens sobre as edições físicas, o leitor digital ainda representa economia. Sabe aquele monte de arquivos de livros que você acumulou a vida inteira no seu HD, jurando que um dia iria ler mesmo com toda a canseira causada pela tela do computador? Então, amigo, chegou a hora de colocar toda essa biblioteca alternativa no Kindle. Se você é essa pessoa equilibrada que não passou anos acumulando arquivos, parabéns. E meus pêsames, porque isso vai mudar agora mesmo.

Calibre é a ferramenta mais utilizada para converter arquivos para .mobi, o formato nativo do Kindle. Basta fazer o download do programa e ta-dam, é possível converter todos aqueles livros não lidos ou mezzo lidos e passá-los para o seu leitor via USB. Só que além de exigir que você faça as conversões e coloque os arquivos dentro do device no muque, o Calibre não é a ferramenta mais bonita e amigável que você verá na sua vida. Pra ser bem realista, ele é o tipo de software que sua tia [sim, a que te envia aqueles PPTs com mensagens de amor e esperança ilustradas com fotos de gatinhos e desenhos de artistas especialmente inaptos] criaria se ela fosse desenvolvedora.

Se você usa várias máquinas e não está na vibe de baixar um programa de conversão, nada tema: existem as opções que não precisam de instalação. O Cloud Convert e o Online Convert podem ser usados direto no site e transformam seus livros e documentos em arquivos .mobi, prontinhos para serem lidos no Kindle.

Mas tem um jeito ainda mais fácil: a própria Amazon oferece um software para desktop que envia seus arquivos para o Kindle e você pode baixar as versões para PC e Mac aqui. Depois de instalar, é só clicar com o botão direito do mouse sobre um arquivo e aparecerá a opção “Send to Kindle”. O programa faz a conversão do documento para .mobi, mas pode demorar para que ele chegue ao seu leitor.

2. Organize sua biblioteca digital como você quiser

Você pode organizar seus livros digitais de duas maneiras: deixando uma lista de livros na sua tela inicial [as opções de exibição são por mais recentes, por título ou por autor] ou criando coleções. Se você tem mais de 20 livros no seu Kindle, a melhor opção para fugir da insanidade organizacional são as coleções.

O mesmo livro pode estar dentro de diferentes coleções, de modo que se seu nível de TOC for alto, é possível criar múltiplos grupos com diferentes divisões: por autor, por gênero, por língua, por tema e o que mais der pra inventar. Se optar pelas coleções, o Kindle sempre vai manter no alto da tela a última coleção na qual você entrou. Assim, uma ideia é criar três coleções funcionais: a de livros lidos, a de livros que você está lendo e a de livros a serem lidos, e manter as duas últimas no topo da lista. Dois lembretes importantes: excluir as coleções não exclui os arquivos de livros ou documentos contidos nelas; se acontecer alguma coisa com seu Kindle e você tiver que adquirir outro, a conta da Amazon continuará sendo a mesma e seus livros estarão lá. Mas as coleções vão sumir e [sim, é uma tristeza] será preciso organizar tudo de novo.

3. Envie textos do seu navegador direto para o Kindle

Você está aproveitando seus cinco minutos de internet e de repente encontra um artigo legal. Você poderia lê-lo, mas coisas incômodas como trabalho, obrigações ou responsabilidades são impedimentos. Suas opções são deixar o link aberto no navegador [e depois fechar todas as abas sem querer], favoritá-lo [e esquecer pra sempre], mandar pra você mesmo por e-mail [e nunca ler] ou usar uma ferramenta de curadoria de links [e acumular mais artigos do que poderia ler numa vida inteira, mesmo se passasse 24 horas por dia fazendo isso]. É possível acreditar em pequenos milagres quando o staff das principais ferramentas de armazenamento de favoritos tem a epifania de se integrar com o Kindle.

Instapaper, um dos mais conhecidos sites de favoritos, disponibiliza o envio dos textos salvos para o seu Kindle. Eles vêm num só arquivo e dá para escolher a periodicidade e quantidade de artigos enviados, mas não espere um grande primor da arte da diagramação. Ele também não permite a visualização de imagens e não dá pra adicionar o arquivo de artigos a uma das suas coleções.

Readability é um complemento para navegador que também guarda seus links para leitura posterior. A opção de envio de artigos para o Kindle cria documentos minimalistas e oferece aquela que provavelmente é a melhor experiência de leitura de artigos no Kindle, embora o envio de imagens também seja um problema.

A Amazon não perdeu tempo e criou seu próprio complemento para enviar artigos do browser, o Send to Kindle. Ele tem até um botão que você coloca no seu site ou blog para que os leitores possam enviar os artigos diretamente para seus dispositivos. Acontece que o Send to Kindle é temperamental, trava muito e às vezes simplesmente não simpatiza com um artigo e não o envia a não ser após várias tentativas.

Algumas aplicações para navegador foram criadas especialmente para o device, como o Push to Kindle, e reza a lenda que ele é o mais funcional de todos. Lembre-se de que para utilizar esses complementos é necessário colocar os e-mails deles na lista autorizada a enviar material para o seu Kindle. Para fazer isso, entre na sua conta da Amazon e acesse as “Configurações de Documentos Pessoais”.

4. Envie arquivos para o seu Kindle por e-mail

Você também pode enviar arquivos para o seu Kindle por e-mail. Para isso, entre na sua conta da Amazon e clique na opção “Gerencie seu Kindle”. Depois, à esquerda da tela, entre em “Configurações de Documentos Pessoais” e adicione os endereços de e-mail que poderão mandar conteúdo para o seu aparelho. Os arquivos que forem enviados de outros e-mails serão descartados. Depois de fazer a configuração, é só anexar um arquivo [no formato .mobi] e mandar ver. Um truque: se o arquivo for um PDF, você pode enviá-lo no formato original, mas alguns PDFs ficam ilegíveis no Kindle. Então coloque a palavra “convert” no título do e-mail e ele será convertido automaticamente. Só que pode demorar e nem sempre dá certo.

5. Leia seus feeds favoritos no Kindle

Do vício em livros para o vício em blogs é um pulo. Dá para ler alguns dos seus feeds preferidos no leitor digital usando o Kindle4rss, que monta uma revistinha com o conteúdo que você acompanha. A versão gratuita permite a assinatura de até 12 feeds com 25 artigos por edição, mas é preciso que você coloque o conteúdo manualmente no seu Kindle. A versão paga custa $1,90 por mês, oferece até 300 assinaturas com número ilimitado de artigos por edição e ainda envia os arquivos automaticamente para o aparelho.

6. Acesse o conteúdo do seu Kindle em outros aparelhos

Aí a bateria do Kindle acabou numa situação em que não dá pra recarregar bem quando você pretendia continuar uma leitura. Não precisa chorar: é possível acessar o conteúdo do seu Kindle em outros devices através de aplicativos disponibilizados pela Amazon. Tem pra iPhone, iPod Touch, iPad, Android, tablet Android e tablet com Windows 8.

7. Seus arquivos e a nuvem da Amazon

Nem todos os arquivos que você coloca no Kindle ficam guardados nos servidores da Amazon. Tudo aquilo que você compra ou envia para o Kindle via e-mail ou complementos de navegador fica armazenado tanto no aparelho como na nuvem da Amazon. No entanto, os arquivos que são colocados no Kindle via cabo USB ficam somente no aparelho. Se acontecer alguma coisa com seu device, eles se perdem.

8. Use o Kindle para ler quadrinhos

O Kindle e o Kindle Paperwhite não são os devices ideais para a leitura de quadrinhos, tanto pelo tamanho da tela como pela ausência de cores. Mas se a vontade for maior que o juízo, sempre há um jeitinho.

Pelo site da Amazon é possível baixar gratuitamente o Kindle Comic Creator, um software que permite que os quadrinistas criem HQs em .mobi para vendê-las no site. Você pode baixá-lo e converter as HQs que estão no seu computador, só que como o foco da ferramenta não está nos usuários, mas nos criadores, utilizá-la não é fácil nem rápido.

Já o Mangle foi criado com o objetivo de tornar a leitura de mangás possível no Kindle. Como os mangás costumam ter um formato menor que o dos comics americanos e geralmente são em preto e branco, a experiência não fica muito prejudicada.

9. Coloque uma senha no seu Kindle

Digamos que você seja Professor Doutor em Literatura Russa, resolva ler Crepúsculo [só para entender o fenômeno, lógico] e não queira que ninguém descubra para evitar situações academicamente embaraçosas. Simples: coloque uma senha no seu Kindle. Tanto o modelo simples quanto o Paperwhite oferecem em seus menus de configurações a opção de criar uma senha numérica para o dispositivo.

10. Quanto mais línguas, mais dicionários

O Kindle já vem com dicionários, mas quem é poliglota ou está estudando outras línguas pode adicionar mais alguns. Aqui você encontra dicionários já no formato nativo do leitor da Amazon.

11. Faça backup do seu arquivo de anotações

O Kindle permite que você faça marcações e notas nos seus livros. Essas anotações ficam armazenadas num documento que seu Kindle chamará de “Meus Recortes”. É sempre bom fazer o backup periódico desse arquivo, que fica na pasta raiz do aparelho, para que as suas informações estejam sempre atualizadas. Outra dica é: você pode sincronizar os dados para que o documento esteja disponível em todos os devices nos quais você utiliza a plataforma Kindle. Para fazer isso, vá até as configurações e se certifique de a opção “Backup de anotações” está ligada. Você também pode ver os trechos que as pessoas mais destacam nos livros e permitir que suas notas sejam vistas pelas pessoas que você segue na Amazon: basta entrar nas suas configurações e ligar as opções “Destaques Populares” e “Notas públicas”.

12. Use seu Kindle para revisar textos

Muita gente acha melhor imprimir documentos para revisá-los. Você pode repassar seus textos no Kindle, economizar papel e contribuir para a vida das arvorezinhas. Envie o documento a ser revisto para o seu Kindle e faça as correções usando as ferramentas de notas e marcações.

13. Um sistema operacional alternativo para o Kindle

Uma pequena empresa chinesa decidiu que não tem medo do Jeff Bezos e desenvolveu o Duokan, nada menos que um sistema operacional alternativo para o Kindle. Ele permite que o Kindle leia ePub, o formato padrão de e-books, que é mais compacto que o .mobi. O Duokan também conta com um auto-ajuste para arquivos PDF. Agora a dura verdade: a instalação do sistema é por sua conta e risco: se tudo der certo, seu Kindle fica tunado. Se der errado, ele vai virar um belíssimo peso de papéis. Além disso, com a instalação do Duokan, o Kindle deixa de receber as atualizações de software da Amazon.

14. Screenshots no Kindle Paperwhite

No Kindle Paperwhite é possível tirar screenshots tocando as extremidades opostas da tela, como mostra este vídeo. O arquivo vai para a pasta raiz do aparelho.

O Paperwhite também permite que você faça uma pesquisa na Wikipedia Inline a partir de uma palavra do texto. Quando a palavra for pesquisada, abaixo da definição vai aparecer um botão “Mais”: clicando nele, você será encaminhando para a definição do termo no site.

15. Pequenas funcionalidades, grande ajuda

O Kindle permite que você personalize algumas configurações do arquivo que você está lendo: é possível mudar o tamanho da fonte e o espaçamento entre as linhas, além de rotacionar a tela e, em alguns arquivos, usar o zoom.

Apesar de o Kindle manter os livros digitais na página em que você os deixou, se quiser ficar fuçando pra lá e pra cá no arquivo [o Kindle não tem numeração de página: ele usa um sistema de porcentagem de leitura], é possível criar um marcador. É só ativar o menu, clicar na opção “Marcador de Página” e vai aparecer uma dobrinha digital no canto da página em que você estiver.

Você também pode compartilhar suas notas e destaques via Twitter ou Facebook ativando as redes sociais na parte de configurações do aparelho. Essa funcionalidade só está disponível para os livros comprados na Amazon.

O Kindle é feito para ser carregado via USB através do computador, mas você também pode carregá-lo direto na tomada, desde que compre um adaptador para USB ou use um carregador compatível [dica: o do iPhone 5 funciona perfeitamente].

No menu do Kindle há a opção “Experimental”, que oferece um navegador beta. Você pode experimentá-lo e enviar a sua opinião para que a Amazon o aperfeiçoe.

Recentemente a Amazon liberou o serviço de atualização automática de livro. Se você ativá-la na sua conta, os livros recebem atualizações caso a editora opte por substituir a edição que você comprou por uma versão aperfeiçoada.

Agora você não tem mais desculpa para não dar um jeito no seu Kindle. Se você conhece outros truques, compartilhe nos comentários!

Por: Nadiajda Ferreira | Publicado originalmente em GIZMODO Brasil | 20 de outubro de 2013, às 14:15

Amazon lança nova versão do Kindle Paperwhite


Programa permite que clientes adquiram a versão digital de qualquer livro físico já comprado por US$ 2,99 ou menos

Novo Kindle Paperwhite é mais rápido que a versão atual e traz novas ferramentas David Paul Morris / David Paul Morris/Bloomberg  Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/tecnologia/amazon-lanca-nova-versao-do-kindle-paperwhite-9819669#ixzz2e2lKuMFN  © 1996 - 2013. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.

Novo Kindle Paperwhite é mais rápido que a versão atual e traz novas ferramentas David Paul Morris / David Paul Morris/Bloomberg

SEATTLE – A Amazon anunciou nesta quarta-feira a nova versão do Kindle Paperwhite. De acordo com a empresa, o leitor digital tem maior contraste, melhor iluminação e processador 25% mais rápido que o modelo atual. O produto já está disponível para encomendas pelo site americano da loja virtual por US$ 119.

O Kindle é o leitor digital mais vendido do mundo por seis anos consecutivos. Ninguém investe tanto no benefício dos leitores, empurrando os limites de hardware, software e conteúdo”, afirmou Jeff Bezos, diretor executivo da Amazon, em comunicado.

A Amazon também anunciou o programa Kindle MatchBook, que vai ao ar em outubro. Ao comprar um livro físico na loja virtual, o leitor tem a opção de comprar a versão digital por preços que variam entre US$ 0,99 e US$ 2,99. É possível até mesmo receber o livro digital gratuitamente. A facilidade se estende a todos os livros já comprados desde a fundação da empresa, em 1995.

O novo Kindle traz novidades de software. A tecnologia Page Flip abre uma tela sobreposta à página que o leitor estiver, facilitando a navegação em outras partes do livro. O Goodreads Integration permite que os usuários interajam na maior comunidade de leitores on-line, com mais de 20 milhões de pessoas.

O Kindle FreeTime incentiva a leitura das crianças e permite que os pais acompanhem o progresso dos filhos. À medida que se avança, o pequeno leitor recebe emblemas e os pais recebem informações sobre tempo de leitura, número de palavras lidas, emblemas ganhos e livros lidos.

O Vocabulary Builder reúne as palavras mais buscadas no dicionário em uma lista de acesso rápido e permite a construção de questionários sobre os significados das mesmas. O Smart Lookup busca referências no X-Ray e na Wikipedia para retornar ao leitor o real significado de expressões. O Footnotes permite a leitura de notas de rodapé apenas com um toque na tela, sem sair da página que o leitor estiver.

Publicado originalmente e clipado à partir de O Globo | 04/09/2013 | © 1996 – 2013. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A.

Kobo lança novos e-readers e Amazon chega ao México


Amazon e Kobo na “Guerra dos Tronos” do mercado digital

Kobo Aura HD

Kobo Aura HD

Um grande anúncio da Kobo nunca está muito distante de um grande anúncio da Amazon. Na última terça, 27/08, Michael Serbinis, CEO da empresa canadense, chacoalhou os veículos de tecnologia ao anunciar o lançamento de uma nova linha de aparelhos Kobo, que segue a linha do “porsche dos e-books” [inclusive no preço] Aura HD. A Kobo lançou também uma livraria virtual para crianças – uma “seção” dentro da loja da Kobo, onde os pais teriam controle dos gastos e conteúdo que os filhos compram – além de outros recursos, como a adaptação do formato das revistas nos aparelhos, utilizando tecnologia da Aquafadas [e explicando, finalmente, o motivo da compra da francesa Aquafadas pela Kobo em 2012] e a opção “modo de leitura”, uma espécie de “modo avião” para evitar distrações durante a leitura.

AmazonDois dias depois, a Amazon anuncia sua chegada ao México. Hoje, 29/08, a gigante de Seattle lançou sua loja Kindle com mais de 70 mil e-books em espanhol e mil títulos a partir de MXN 9, cerca de R$ 1,6. Se o aparelho Kindle Paperwhite não acompanhou a estreia da Amazon no Brasil, ele já está sendo vendido em terras mexicanas, na livraria Gandhi Store – que, curiosamente, possui seu próprio e-reader, o Enos. O México se assemelha ao Brasil na questão da dificuldade de acesso a livrarias, o que não passou despercebido pela Amazon. “A grande maioria dos mexicanos não tem acesso a uma livraria em sua cidade, então estamos felizes de lançar a loja mexicana do Kindle e trazer uma enorme livraria com mais de 2 milhões de títulos para qualquer pessoa que estiver conectada à Internet”, afirmou em nota Pedro Huerta, Diretor de Conteúdo do Kindle para a América Latina.

Por Iona Teixeira Stevens | PublishNews | 29/08/2013

Kindle Paperwhite é bom, mas tela tátil decepciona


A Amazon começou a vender no Brasil o Kindle Paperwhite [R$ 479], seu modelo de e-reader mais avançado. As principais diferenças em relação ao Kindle básico, lançado por aqui no final do ano passado, são a tela sensível ao toque, a resolução maior e a iluminação embutida. São acréscimos bem-vindos, mas a implantação deles poderia ter desempenho melhor.

A iluminação é muito útil para a leitura em ambientes escuros, mas a tela não recebe luz de maneira uniforme. Nesse quesito, o Kobo Glo, seu principal concorrente, é melhor. O Paperwhite, por sua vez, permite um ajuste mais preciso da intensidade da luz –com um porém: não é possível apagá-la por completo durante a leitura.

A tela sensível ao toque responde bem à maioria dos comandos, mas toques rápidos não são registrados com precisão. O teclado exige uma digitação lenta.

O Kindle Paperwhite, leitor de livros eletrônicos da Amazon, durante o evento de lançamento brasileiro, em São Paulo | Fonte:  Adriano Vizoni - Folhapress - 18/03/2013

O Kindle Paperwhite, leitor de livros eletrônicos da Amazon, durante o evento de lançamento brasileiro, em São Paulo | Fonte: Adriano Vizoni – Folhapress – 18/03/2013

A qualidade da imagem é um pouco decepcionante. A tela tem resolução maior que a do Kindle básico, mas essa vantagem é pouco pronunciada – devido basicamente ao baixo contraste e à falta de nitidez. Os caracteres são exibidos com uma tonalidade muito clara, e as bordas aparecem suaves demais.

A resolução do Paperwhite permite o uso de fontes tipográficas mais detalhadas e com exibição mais “limpa”. As curvas, por exemplo, têm aparência menos serrilhada, principalmente com letras pequenas. Ainda assim, sua legibilidade é inferior à do Kindle básico, que exibe letras mais escuras e com bordas mais abruptas, bem definidas. Por isso, opções de ajuste de contraste e nitidez seriam bons recursos a serem oferecidos no Paperwhite.

Amazon Kindle Paperwhite | Fonte: Folhapress

O hardware, no geral, é bom. O aparelho é leve, compacto e resistente. Tem aparência sóbria e, nas costas, textura emborrachada – que é agradável, mas suja com facilidade. Infelizmente, não tem botões físicos para trocar a página, ajustar o brilho ou voltar à tela inicial, que seriam bem convenientes.

O Kindle Paperwhite é vendido em duas versões. A mais barata [R$ 479] tem apenas conexão wi-fi; e a mais cara [R$ 699] inclui acesso a redes 3G em mais de cem países, sem necessidade de assinar um plano de dados.

A conexão 3G, apesar de bem limitada, pode ser usada para comprar e baixar conteúdo, sincronizar dados, traduzir trechos do livro [com a ferramenta embutida, que usa o Bing] e acessar a Amazon e a Wikipédia.

A versão com 3G pode ser útil para quem tem pouco acesso a redes wi-fi ou faz questão de conexão ubíqua e permanente pelo mundo. Para os outros, é difícil justificar a diferença de preço.

Prateleira | Fonte: Folhapress

Prateleira | Fonte: Folhapress

POR EMERSON KIMURA | Publicado originalmente e clipado à partir de Folha de S.Paulo | Caderno TEC | 08/04/2013, às 03h30

Aura HD tem a melhor tela entre os e-readers, mas é caro


Maior concorrente da Amazon no mercado de e-readers, a canadense Kobo aproveitou a London Book Fair, um dos principais eventos editoriais do mundo, para apresentar seu novo leitor eletrônico topo de linha, o Aura HD.

Seu recurso mais alardeado é a tela de 6,8 polegadas sensível ao toque e com resolução de 265 ppi, a maior do mercado. De fato, os 1.440 pontos x 1.080 pontos dão ao Aura uma boa definição, que faz diferença na exibição de imagens, mas o design talvez seja sua maior virtude.

Embora seja mais pesado que seus rivais, o leitor tem a parte traseira chanfrada, com um relevo que encaixa nos dedos e permite uma pegada confortável e firme.

De maneira geral, a experiência de leitura é agradável e o controle por gestos contribui para que a mudança de páginas seja ágil e fácil -até quando o gadget é segurado com apenas uma das mãos.

A agilidade no ambiente dos e-books, contudo, não é reproduzida no resto do software, o que torna a navegação por menus uma tarefa bastante irritante. Na busca on-line por livros, por exemplo, passar de uma página para a outra demorou quase dois segundos no teste. Outro problema é o wi-fi, que se conecta e desconecta à rede o tempo todo.

A iluminação embutida, de intensidade ajustável e presente também no Kobo Glo, impressiona pela distribuição uniforme da luz, mas tem matiz azulado, o que dá uma aparência menos natural do que a do Kindle Paperwhite.

O Aura HD tem capacidade de armazenamento de 4 Gbytes, suficiente para guardar milhares de livros e revistas, que pode ser expandida para até 32 Gbytes com um cartão microSD. Já a bateria, tal qual a do Kindle Paperwhite, promete durar dois meses com um uso diário de 30 minutos.

Entre os recursos extras, há alguns jogos simples, um navegador de web bastante limitado e o interessante “Reading Life”, que fornece estatísticas detalhadas sobre os hábitos de leitura do usuário.

Ainda sem preço definido, o Aura HD chegará ao Brasil entre junho e julho deste ano. Na América do Norte e na Europa, já está em pré-venda por US$ 169, mais caro que seu irmão Glo [US$ 129 nos EUA, R$ 449 no Brasil] e que seu rival Paperwhite [US$ 119 nos EUA, R$ 479 no Brasil].

PRATELEIRA

Segundo a Kobo, o leitor não é o sucessor do Glo, mas uma edição especial voltada para um público restrito. A aposta é que a experiência de leitura, de fato superior à de outros modelos, seja suficiente para atrair os leitores mais assíduos.

Se a intenção, porém, era produzir um leitor irretocável, faltou, por exemplo, incluir conexão 3G, oferecida nos EUA pelo Paperwhite no modelo que custa US$ 179.

POR BRUNO FÁVERO | COLABORAÇÃO PARA A FOLHA | 2/04/2013, 03h30

Amazon lança leitor ‘top’ e cresce com promoções no Brasil


A Amazon começa a vender hoje no Brasil seu modelo mais avançado de leitor eletrônico, o Kindle Paperwhite, com tela iluminada e sensível ao toque.

Passa a oferecer também a opção com 3G gratuito, sem mensalidade, que permite baixar livros a qualquer momento, de qualquer lugar.

O aparelho sai por R$ 479 [com wi-fi] ou R$ 699 [com wi-fi e 3G] no pontofrio.com.br, na Livraria da Vila e em quiosques em shoppings no Rio e em São Paulo. Na importação pelo site americano, com taxas, sairia por R$ 620 ou R$ 851.

“Deixamos de ganhar no aparelho para ganhar na venda de e-books”, diz Alex Szapiro, vice-presidente da Amazon Kindle. Os aparelhos da concorrente canadense Kobo custam de R$ 289 a R$ 449.

Até hoje, a Amazon só vendia por aqui, a R$ 299, seu modelo mais simples, sem tela sensível ao toque nem iluminação interna. Com o Paperwhite, espera melhorar seu desempenho no país.

O lançamento ocorre após o início de uma série promoções semanais, de até 70% -definidas caso a caso com as editoras, segundo Szapiro-, com as quais a Amazon vem crescendo no mercado.

“Crash” [LeYa, 2011], de Alexandre Versignassi, por exemplo, passou de R$ 27,99 para R$ 9,90 na sexta-feira, pulando da 800ª posição para a 11ª na lista da Amazon em menos de 24 horas. Com isso, tornou-se o segundo e-book mais vendido da LeYa nos últimos sete dias, consideradas as vendas em todas as lojas.

RANKING

Os primeiros meses de operação no Brasil foram difíceis para a varejista. Ela estreou em dezembro, junto com a Kobo [parceira da Livraria Cultura] e a venda de e-books nacionais pelo Google Play.

Por semanas, penou o penúltimo lugar entre as grandes do gênero no Brasil, à frente só da Kobo/Cultura. A Apple, que entrou nesse mercado em outubro, sempre manteve a liderança com folga.

Recentemente, a Amazon deixou para trás o Google e a Saraiva. No geral, é a segunda loja que mais vende no país.

Sua estratégia, avaliam editores, é ganhar mercado no chamado fundo de catálogo, com livros mais antigos. É mais fácil negociar descontos neles sem incomodar concorrentes.

O desafio é crescer nos lançamentos. Um problema é a proporção de aparelhos: enquanto há estimados 3 milhões de iPads e iPhones no país, o Kindle alcança só dezenas de milhares de leitores.

POR RAQUEL COZER | Publicado e clipado à partir de Folha de S.Paulo | 19/03/2013, às 03h20

Rival do Amazon Kindle, Kobo Touch é boa opção para ler eBooks brasileiros


E-reader lançado no Brasil pela Livraria Cultura pode ser usado com livros adquiridos em outras lojas no país

O mercado brasileiro de e-readers, os leitores de livros eletrônicos, carece de boas opções. A Livraria Cultura, em parceria com a Kobo, tenta mudar esse cenário.

A Kobo, que pertence à empresa japonesa Rakuten, é uma das principais marcas de e-reader do mundo. Seus aparelhos concorrem de igual para igual com os da Amazon [Kindle], os da Barnes & Noble [Nook] e os da Sony.

Na semana passada, a Cultura lançou no Brasil o Kobo Touch, modelo com tela sensível ao toque que foi anunciado nos EUA em maio do ano passado.

O Kobo Touch, leitor de livros eletrônicos (e-books) lançado no Brasil em parceria da fabricante com a Livraria Cultura, tem tela sensível ao toque

O Kobo Touch, leitor de livros eletrônicos [eBooks] lançado no Brasil em parceria da fabricante com a Livraria Cultura, tem tela sensível ao toque

Leve [185 gramas] e compacto [11,4 x 16,5 x 1 cm], ele tem construção sólida e resistente, com uma agradável textura nas costas. O acabamento emborrachado garante uma pegada firme – o aparelho escorrega menos nas mãos. É vendido em quatro cores: preto, prata, lilás e azul.

Um botão na frente do aparelho, abaixo da tela, leva o usuário à tela inicial. Outro, no topo, serve para ligar, desligar ou colocar para dormir. Na parte inferior, há uma porta micro-USB, para conexão ao computador e carregamento da bateria. Um buraco na lateral esquerda serve como leitor de cartão microSD – recurso ausente no Kindle, que não permite aumentar o espaço de armazenamento.

O Kobo não tem botões físicos para mudar a página, o que é uma pena, pois eles facilitam o manuseio do aparelho com apenas uma mão. Botões laterais, como o do Kindle Keyboard e o do Nook Touch, permitem folhear o livro com a mesma mão que segura o e-reader – basta pressioná-los com o polegar. Sem eles, é necessário deslocar o polegar até a tela para mudar a página, o que não é trabalhoso, mas exige maior cuidado e esforço ao segurar o aparelho.

A resposta ao toque na tela costuma ser rápida, mas as falhas são frequentes. Felizmente, elas raramente ocorrem ao folhear o livro – são mais comuns ao digitar, selecionar palavras no meio do texto ou tocar ícones nos cantos da tela. A borda do aparelho, alta em relação à tela [devido à tecnologia de infravermelho usada para detectar os toques], também atrapalha o acesso aos comandos nos cantos, além de causar uma pequena sombra sobre a margem da página, a depender da iluminação ambiente.

PAPEL ELETRÔNICO

A tela do Kobo usa tecnologia de papel eletrônico E Ink, presente nos principais modelos de e-reader do mercado. Ela consome pouca energia, permite a leitura mesmo sob a luz do Sol, oferece bom ângulo de visão e, teoricamente, cansa menos os olhos do que telas de LCD, por exemplo. Por outro lado, tem baixa taxa de atualização, o que deixa animações e transições lentas e travadas.

Nos próximos parágrafos, falo um pouco mais sobre o E Ink. Se o assunto não lhe interessa, pule para o infográfico, mais abaixo.

Grosso modo, a tinta eletrônica da E Ink é formada por uma camada de microcápsulas que fica entre dois elétrodos [nesse caso, placas condutoras de corrente elétrica]. Cada microcápsula tem o diâmetro de um fio de cabelo e leva em seu interior um fluido claro com partículas brancas [com carga elétrica positiva] e pretas [carga negativa] que se movem conforme a carga elétrica aplicada no elétrodo inferior.

Uma carga positiva no elétrodo inferior empurra as partículas brancas para o topo da microcápsula, deixando-as visíveis através do elétrodo superior, que é transparente – assim, a tela fica branca. Do mesmo modo, a aplicação de uma carga negativa faz com que as partículas pretas subam e escureçam a superfície da tela. A combinação dessas partículas pretas e brancas forma a imagem exibida pelo papel eletrônico.

Seu consumo de energia é baixo basicamente por dois fatores: ele não tem iluminação própria, e a retenção da imagem estática na tela não gasta energia.

Diferente de telas que são iluminadas com luz traseira [backlight], como as de LCD, o papel eletrônico é reflexivo, ou seja, reflete a luz ambiente – artificial ou natural [solar]. Por não emitir a própria luz, ele supostamente cansa menos os olhos do usuário e consome menos energia, mas normalmente não é legível no escuro sem o auxílio de iluminação auxiliar.

Outras características comuns do papel eletrônico são o bom ângulo de visão, que permite uma boa legibilidade mesmo a partir de uma posição não perpendicular dos olhos em relação à tela; a baixa taxa de atualização, o que torna animações e transições – como mudanças de página – um tanto lentas; e o “ghosting” – tendência a exibir “fantasmas” [resquícios de uma imagem anterior] – geralmente solucionado com uma atualização completa da tela antes de formar a nova imagem.

O papel eletrônico implantado em e-readers geralmente exibe imagens apenas em preto e branco. Existem modelos coloridos, mas seu uso é bastante limitado ou deixa a desejar.

Kobo TouchTELA

A resolução da tela do Kobo [600 x 800 pontos] é boa, mas inferior à dos e-readers mais modernos, que exibem desenhos e textos mais nítidos. A diferença é perceptível principalmente em caracteres menores e linhas mais finas.

Como ela tem superfície fosca, seu reflexo raramente incomoda.

A mudança de páginas ocorre com rapidez, e é possível definir o número de páginas viradas a cada atualização completa da tela – que elimina os artefatos visuais [“fantasmas”] que se acumulam a cada troca de página.

No geral, a experiência de leitura é agradável. Se julgar necessário, você poderá configurar itens como fontes tipográficas, tamanho dos caracteres, espaçamento entre as linhas, tamanho das margens e tipo de justificação. Nisso, o Kobo ganha de lavada do Kindle, que oferece opções bem mais limitadas de ajuste para a leitura.

O dicionário embutido funciona bem. Ao deixar seu dedo sobre uma palavra, uma janela aparece mostrando suas acepções. Há também a opção de traduzi-la, mas aparentemente o recurso não identifica automaticamente o idioma da palavra selecionada. O software identifica bem variações como plurais e conjugações verbais.

O aparelho ainda permite que você destaque trechos de livros e acrescente anotações. Tanto esses recursos quando os dicionários, porém, só funcionam com arquivos de alguns formatos. Nos meus testes, consegui usá-los apenas com livros em EPUB – o padrão nos livros para o Kobo e o mais comum [com o PDF] nas lojas on-line brasileiras, mas diferente do usado pela Amazon. O Kindle, por outro lado, não lê arquivos em EPUB, mas oferece um suporte melhor a PDF, com dicionário e anotações.

FORMATOS

Uma das principais atrações do aparelho é o suporte a diversos formatos de arquivo, mas o recurso ainda precisa melhorar bastante. É justamente quando você tenta ler arquivos que não usam o formato EPUB que a leitura no Kobo deixa de ser agradável.

Além das limitações no uso de dicionários e anotações, é normal ver travamentos e lentidão com livros em formatos como MOBI, PDF e até TXT. Durante os meus testes com arquivos de diferentes tipos, tive que reiniciar o Kobo diversas vezes, pois ele simplesmente parava de funcionar –isso quando o aparelho não fazia a reinicialização por conta própria, repentinamente.

É possível ler histórias em quadrinhos nos formatos CBR e CBZ, mas o tamanho diminuto da tela atrapalha.

O Kobo também sofre ao lidar com grandes quantidades de arquivos em diferentes formatos. Coloquei nele mais de 600 itens – entre livros, documentos e imagens–, mas a biblioteca do aparelho mostrava apenas cerca de 400. Vários livros em EPUB não apareciam listados. Para eles aparecerem, tive que apagar alguns arquivos e mudar uma pasta de local. Trabalhoso.

Copiei os mesmos arquivos para um Kindle. Como ele não suporta EPUB, listou um número bem menor de itens, mas, diferentemente do Kobo, exibiu todos os arquivos que tinham formatos compatíveis.

Ao fazer esse teste, tive que apagar algumas das histórias em quadrinhos que havia selecionado, pois o espaço de armazenamento do Kobo é limitado – são apenas 2 Gbytes, dos quais pouco mais de 1 Gbyte pode ser usado. Segundo a Kobo, 1 Gbyte é o suficiente para cerca de mil livros – pode ser pouco, porém, para quem deseja lotar o negócio com itens em PDF e histórias em quadrinhos. Para isso, é recomendável usar um cartão de memória microSD.

Mas o melhor mesmo é evitar colocar muita coisa no aparelho. Até porque a navegação pela biblioteca é muito ruim – faltam opções de filtros para você achar um determinado arquivo, e procurá-lo por dezenas de páginas é cansativo. A solução é usar a busca.

Navegar pela loja da Kobo é ainda mais frustrante, pois o carregamento de cada página é lento demais. Novamente, o jeito é usar a busca. Ou desistir de comprar pelo aparelho e usar um computador – ou, ainda, ir a uma loja física.

O e-reader tem quatro recursos que a Kobo define como extras: o navegador de web, que funciona muito mal e tem poucas funcionalidades [é bem inferior ao do Kindle]; o sudoku, com quatro níveis de dificuldade; o xadrez, com cinco níveis de dificuldade; e o sketchbook, um aplicativo ultrabásico para desenho e anotações.

Assim como seus principais concorrentes, o Kobo não tem suporte a áudio – não há alto-falantes nem saída para fone de ouvido. Para usar audiolivros ou algum recurso de leitura de texto [text-to-speech], você pode recorrer a um celular ou um tablet – ou, ainda, ao velho e bom Kindle Keyboard.

O Kobo também não tem opção de modelo com conexão a redes 3G, uma desvantagem em relação ao Kindle.

O aparelho vem apenas com um cabo USB, sem adaptador para ligá-lo à tomada. Para carregar a bateria [que dura cerca de um mês, segundo a Kobo], você pode conectar o e-reader ao computador – ou usar o carregador do seu celular, por exemplo.

O que vem por aíKOBO OU KINDLE?

Apesar das falhas, o Kobo Touch é um bom e-reader e, no Brasil, tem apenas um concorrente.

Mas é um concorrente e tanto: o Kindle, que começou a ser anunciado nesta quinta-feira [6] no site brasileiro da Amazon. As vendas começam “nas próximas semanas” com o “preço sugerido” [termo curioso –ou o e-reader não será vendido pela própria loja?] de R$ 299.

O modelo anunciado no Brasil é o mais básico, que leva apenas o nome Kindle e não tem tela sensível ao toque – recurso presente no Kobo Touch, vendido pela Livraria Cultura por R$ 399.

Mais do que detalhes técnicos, porém, o que deve guiar a escolha do seu e-reader é o catálogo de obras disponível para ele.

Escolher um e-reader é, também, escolher uma provedora de conteúdo. Nos EUA, por exemplo, quem é cliente ou prefere o catálogo da Barnes & Noble tem o Nook como a melhor opção; os fãs da Amazon devem escolher o Kindle. Talvez a maior desvantagem do Kobo nos EUA, aliás, seja exatamente o seu catálogo, que é bem menor do que o dessas duas.

E no Brasil, é melhor comprar um Kindle ou um Kobo?

A maioria dos potenciais compradores de e-reader no Brasil provavelmente deseja ler principalmente livros editados no país. E é para essa massa que a escolha é mais complicada, pois o nosso mercado de e-books ainda é bastante imaturo. Muitas obras ainda não ganharam formato eletrônico, poucas livrarias têm uma plataforma digital decente, e é difícil prever o que acontecerá no futuro próximo. As editoras apostarão mesmo nos e-books? Elas favorecerão algum formato? Como vai se desenvolver a relação delas com as lojas e os consumidores? Haverá outra loja forte além da Amazon e da Cultura? Isso tudo, entre outras coisas, pode fazer com que você se arrependa de ter um comprado um determinado e-reader. Ou dar-lhe a certeza de que fez um bom negócio.

Com isso, o melhor é esperar – até porque modelos melhores não devem demorar muito para chegar ao país.

Para quem não pode esperar e quer comprar já, listo três quesitos que podem ajudar na escolha:

1] Catálogo em português. A maioria das lojas brasileiras que vendem e-books trabalha com o EPUB, formato compatível com o Kobo e incompatível com o Kindle. A Amazon vende livros apenas para o Kindle. Procure descobrir qual catálogo é o melhor – o resultado poderá depender das preferências literárias de cada um. Quem gostar mais do da Amazon deverá escolher o Kindle; quem preferir o das lojas que trabalham com EPUB [Cultura, Saraiva etc.] deverá optar pelo Kobo.

2] Catálogo em outras línguas. Quem quiser ler bastante em inglês deve escolher o Kindle, pois o catálogo da Amazon é seguramente superior ao da Cultura nesse idioma. Para ler em outras línguas, o processo de escolha é mais complicado e pode variar com o país e o idioma. Em alguns, o catálogo da Amazon será superior – ponto para o Kindle. Em outros, pode haver ausência da Amazon ou presença de rivais à altura da gigante norte-americana – ponto para o Kobo, se esses rivais venderem livros no formato EPUB.

3] Características técnicas. O Kobo leva vantagem em pelo menos dois quesitos: o aparelho em si – que tem tela sensível ao toque, leitor de cartão microSD e mais opções de ajuste de leitura – e, mais importante, o suporte ao EPUB.

A Amazon usa formatos proprietários de e-book, o que “tranca” o usuário. Basicamente, livros para o Kindle só podem ser comprados na própria Amazon e lidos com os e-readers e os aplicativos da própria Amazon – estes, por sua vez, não oferecem suporte ao popular formato EPUB.

Ao usar o EPUB como padrão, o Kobo oferece mais liberdade. Livros em EPUB podem ser comprados em diversas lojas e lidos com e-readers e aplicativos de várias empresas.

Uma vantagem do Kindle sobre o Kobo é o melhor suporte a arquivos em PDF, mas tablets são mais adequados para ler conteúdo nesse formato.

Por fim, quem já tem títulos nos mais diferentes formatos e não quer comprar mais de um e-reader pode lê-los com aplicativos para celular, tablet ou computador, mas sem o conforto da tela de papel eletrônico.

FUTURO

A Livraria Cultura planeja lançar mais três aparelhos com a marca Kobo no primeiro trimestre do ano que vem: o tablet Arc e os e-readers Mini e Glo. Se você puder esperar até lá, os dois últimos podem ser opções melhores do que o Touch.

O Mini parece ser um bom aparelho para quem quiser um modelo mais compacto, e o Glo, com iluminação embutida e tela com melhor resolução [758 x 1.024 pontos], é uma evolução do Touch – superior a ele em praticamente todos os aspectos.

Nos EUA, a Amazon vende outros modelos de Kindle – os e-readers Paperwhite e Keyboard e o tablet Fire.

Lançado em 2010, o Keyboard é o Kindle mais antigo ainda à venda. Sem tela sensível ao toque, tem um teclado físico especialmente útil para fazer anotações.

O Kindle Paperwhite é o e-reader topo de linha da Amazon. Assim como o Kobo Glo, tem tela de alta resolução sensível ao toque e iluminação embutida.

A Amazon não informa se e quando esses modelos chegarão ao Brasil.

Por Emerson Kimura | Publicado originalmente em Folha de S. Paulo | 06/12/2012

Amazon lança Kindle no Japão


E-reader em lingua japonesa está disponível para pré-venda

A gigante americana atravessou o Pacífico, vai abrir uma loja Kindle e lançar os Kindle Fire e Paperwhite em terras nipônicas. O e-reader da Amazon custa entre $ 106 e $ 162 dólares e já está disponível para pré-venda – o envio do produto começa dia 19 de novembro. A loja Kindle japonesa, que será inaugurada amanhã, 25 de outubro [ou seja, logo mais no fuso horário asiático], conta com um catálogo de mais de 50 mil livros Kindle em língua japonesa e mais de 15 mil títulos de mangás, alguns renomados como os da coleção Neon Genesis Evangelion. O catálogo inclui também mais de 10 mil títulos japoneses gratuitos e livros exclusivos, como a série Shinsekay Yori de Yusuke Kishi. Assim como na Índia, o Kindle japonês também será vendido em lojas especializadas e nas livrarias Tsutaya.

Por Iona Teixeira Stevens | PublishNews | 24/10/2012

Amazon lança novas versões do Kindle Fire e de leitor digital


SÃO PAULO | A Amazon anunciou há pouco uma nova versão de seu tablet. O Kindle Fire HD terá duas opções de telas – 7 polegadas e 8,9 polegadas -, com capacidade para apresentar conteúdo em alta definição. O aparelho também é mais rápido e tem mais espaço para armazenar arquivos (a versão mais básica terá 16 gigabytes de espaço, contra 8 do Kindle Fire original).

O Kinlde Fire HD será vendido por US$ 199, na versão de 7 polegadas, e a US$ 299 no modelo de 8,9 polegadas. A versão de 7 polegadas chegará ao mercado em 14 de setembro e a de 8,9 polegadas em 20 de novembro.

O aparelho de 8,9 polegadas terá uma versão de US$ 500 que virá acompanhada de um plano de acesso às redes 4G, com 250 megabits por mês, 20 GB de espaço de armazenamento e US$ 10 de crédito para compras na loja de aplicativos da Amazon. Segundo a Amazon, o Fire, que foi lançado em setembro do ano passado, representa 22% das vendas de tablets nos EUA.

A companhia também anunciou que continuará a vender o Kinlde Fire original. O aparelho recebeu algumas melhorias em seu desempenho e será vendido por US$ 159 – US$ 40 a menos do que o preço anterior. “Queremos ter o tablet mais barato em todas as categorias do mercado”, afirmou o executivo-chefe e fundador da companhia, Jeff Bezos, durante o evento de lançamento dos aparelhos.

A expectativa com relação ao anúncio de um novo Kindle fizeram as ações da Amazon atingirem uma alta histórica hoje. Os papéis chegaram a subir 2,3%, sendo cotadas a US$ 251,99.

Além de novidades do tablet, a Amazon também anunciou um novo modelo do leitor de livros eletrônicos Kindle. O Kindle Paperwhite tem tela com melhor qualidade que seus antecessores e uma interface que lembra a do Fire. O aparelho chega às lojas no dia 14 e será vendido por US$ 119 na versão wi-Fi e US$ 179 com acesso 3G. A versão mais barata do Kindle teve seu preço reduzido, de US$ 79 para US$ 69.

Por Gustavo Brigatto | Valor Econômico | 06/09/2012 | © 2000 – 2012. Todos os direitos reservados ao Valor Econômico S.A.

Amazon anuncia novos modelos de tablet e leitor eletrônico


A Amazon anunciou nesta quinta-feira [6] o Kindle Fire HD, tablet com tela de resolução superior à dos outros feitos pela empresa e que será vendido nas versões de sete polegadas [US$ 199] e de 8,9 polegadas [US$ 299].

A empresa também anunciou o Kindle Fire 2, outro tablet com tela de sete polegadas, e o Kindle Paperwhite, nova versão do leitor de livros eletrônicos.

Kindle Fire HD na versão de sete polegadas, anunciado nesta quinta [6]

Kindle Fire HD na versão de sete polegadas, anunciado nesta quinta [6]

Os aparelhos começarão a ser vendidos nos EUA a partir do dia 14 de setembro –salvo o Kindle Fire HD de 8,9 polegadas, cuja venda começa no dia 20 de novembro.

Não há informações sobre o lançamento no Brasil.

KINDLE FIRE HD

Maior novidade da série de lançamentos da Amazon, o Kindle Fire HD de 8,9 polegadas é um concorrente direto do iPad, apesar de o tablet da Apple possuir 0,8 polegada de tela a mais.

A tela do iPad de última geração tem 264 pixels por polegada de densidade, enquanto o novo aparelho da Amazon terá 254 pixels por polegada [resolução de 1.920×1.200 pixels].

O processador do aparelho é um OMAP 4470, de núcleo duplo e clock de 1,8 GHz, fabricado pela Texas Instruments.

Segundo a empresa, o chip é até 40% mais rápido ao Nvidia Tegra 3, processador empregado por tablets de fabricantes concorrentes.

A conectividade do dispositivo fica por conta de Wi-Fi de duas bandas: a tradicional, de 2,4 GHz, e uma outra de 5 GHz de frequência, que, em tese, faz proveito de uma faixa de rádio menos poluída para prover conexão mais estável [o que requer um roteador com a mesma capacidade].

Haverá, também, conectividade Bluetooth e saída HDMI.

O armazenamento básico dos Kindle Fire HD será de 16 Gbytes internos, mas o modelo de 8,9 polegadas terá uma versão extra, com 32 Gbytes e conectividade 4G do tipo LTE [indisponível no Brasil] pelo preço de US$ 499 –o mesmo do iPad de 16 Gbytes com conexão Wi-Fi e sem 3G/4G nos EUA.

No campo do software, o aparelho virá pré-instalado com aplicativos para e-mail, Facebook, Skype e conteúdo voltado para crianças.

Para melhorar a experiência de compra e de visualização de filmes usando o tablet, haverá a função chamada X-Ray, por meio da qual o usuário poderá verificar informações sobre o diretor, os atores, sinopse e congêneres do título.

É provável que, nesta funcionalidade específica, haja integração do aparelho com o site de cinema IMDB, um dos maiores do tipo, que é controlado pela Amazon.

A espessura da versão de 8,9 polegadas será de 0,9 cm e, seu peso, de 566 g [o iPad pesa 662 g, enquanto o Google Nexus 7 pesa 340 g].

KINDLE PAPERWHITE

O Kindle Paperwhite custará US$ 119 [versão com Wi-Fi] e US$ 179 [com Wi-Fi e 3G] e começará a ser vendido nos EUA a partir do dia 14 de setembro.

Diferente dos e-readers que o antecederam, o novo Kindle tem tela retroiluminada, com contraste 25% maior e 62% mais pixels, segundo a Amazon.

Jeff Bezos, CEO da Amazon, apresenta o Kindle Paperwhite durante evento em Santa Monica, na Califórnia

Jeff Bezos, CEO da Amazon, apresenta o Kindle Paperwhite durante evento em Santa Monica, na Califórnia

Ainda que tenha ganhado retroiluminação, o aparelho continuará tendo boa vida de bateria. O aparelho poderá ficar oito semanas ativo e com retroiluminação ligada, segundo sua fabricante.

O aparelho tem 0,9 cm de espessura e pesa cerca de 215 g.

BRASIL

A Amazon não divulgou uma data oficial para a abertura de sua loja virtual ou para o lançamento dos modelos de Kindle no Brasil.

Na Bienal do Livro, no mês passado, o vice-presidente mundial de Kindle, Russ Grandinetti, disse desejar ampliar o alcance da Amazon.

Estamos vivendo um momento interessante para a indústria editorial. Talvez em alguns anos, depois que todas as leis de propriedade intelectual forem debatidas, teremos um horizonte mais promissor no Brasil“, afirmou.

Publicado originalmente em Folha de S.Paulo | 06/09/2012 – Atualizado às 16h34