Qual é o caminho para o mercado de livros ilustrados?


Por Mike Shatzkin | Publicado originalmente em Publishnews | 24/08/2012 | Tradução: Marcelo Barbão

Mike Shatzkin

No início do mês, fiquei interessado por uma história no The Bookseller que reconheceu que ebooks simplesmente não funcionaram para os livros ilustrados. Parece que os editores de livros ilustrados com quem eles falaram pensam que a situação é temporária. O Diretor-Gerente da Thames & Hudson, Jamie Camplin, é citado dizendo: “você precisa fazer uma distinção muito clara entre a situação agora e a situação daqui a cinco anos”. E o CEO da Dorling Kindersley, John Duhigg, enfatizou que sua equipe está sendo mantida com fluxos de trabalho digitais e inovações, assim podem “estar ali com o produto certo na hora certa”.

Mas talvez, exceto por uma oportunidade aqui ou ali, não haverá nunca o “momento certo” para as editoras de livros ilustrados que buscam explorar o mesmo desenvolvimento criativo tanto em impresso quanto digital. Não existe garantia para isso.

Duhigg caracterizou o chamado “negócio digital branco e preto” os livros cuja leitura flui [eu acho que seria mais precisamente descrito como “negócio digital de leitura imersiva”], e admite que é muito diferente para as empresas com “catálogos totalmente ilustrados”.

Isso está correto. Esperar que a coisa vai mudar pode ser apenas otimismo exagerado.

Livros ilustrados em formato impresso dependem de livrarias mais do que romances e biografias. Se o valor de um livro está em sua apresentação visual, então todos querem olhar antes de comprar, e a visão que se consegue online pode não fazer justiça ao livro impresso.

Camplin vê isso de forma otimista. Ele tem uma visão agressivamente modernista do que vai acontecer com os romances. “Não vejo como os impressos vão sobreviver para ficção, além do bibliófilo”, o que poderia abrir mais espaço nas livrarias para os livros ilustrados.

Mas, se os compradores de Patterson e Evanovich e de 50 Tons de Cinza não estão visitando livrarias para fazer nenhuma compra, haverá público para olhar os livros ilustrados, por mais bem expostos que estejam?

Este problema tem me preocupado faz um tempo. Livros são ilustrados por duas razões: beleza ou propósito de explicação, mais a segunda do que a primeira. Se são ilustrados para explicar melhor, como tricotar, fazer uma vela ou uma joia, não seria um vídeo uma opção melhor na maioria das vezes? Se a ilustração for um mapa, não é provável que organizar digitalmente as camadas [pelo movimento do tempo, das tropas num campo de batalha ou o ajuste das fronteiras] vai trazer mais clareza do que as imagens nos livros?

Claro, as editoras podem fazer estas coisas as versões digitais. Mas elas exigem criar, ou licenciar, depois integrar novo conteúdo, repensar e redesenhar a apresentação. E isso sem contar o trabalho envolvido para ajustar o conteúdo a múltiplos tamanhos de tela, um problema que vai ficando mais desafiador, já que tablets e telefones com tamanhos de telas diferentes vão sendo lançados.

Tem uma grande editora que conheço que está realmente fazendo esforços para publicar ebooks de todos os novos títulos lançados, inclusive de selos que lançam vários livros ilustrados. Como todas outras editoras, suas vendas de e-books representam cerca de 50% ou mais na ficção, e 25% ou mais em não-ficção de leitura imersiva. Mas os livros ilustrados estão em porcentagens de um dígito na maior parte do tempo, com alguns dos mais bem-sucedidos na categoria chegando a dois dígitos.

Isto nos EUA – dois anos ou mais depois do lançamento do iPad e do Nook Color e quase um ano depois do lançamento do Kindle Fire. Baixas vendas de e-books ilustrados não podem mais ser atribuídas à falta de aparelhos eficientes.

E a ubiquidade destes aparelhos de alta capacidade trazem novas dores de cabeça. Estava discutindo com nosso especialista favorito em hábitos de leitura, Peter Hildick-Smith, do Codex Group, sobre o recente informe Bowker, que afirma que mais pessoas estão lendo ebooks em aparelhos de multi-função do que em leitores de e-ink dedicados. Ele concorda e diz que, como resultado, o consumo de ebook por leitor ameaça cair.

Hildick-Smith afirma que o tablet é uma mudança profunda na história do conteúdo e do consumo. Até agora, cada conteúdo tinha seu próprio mecanismo de distribuição. Discos, K7s e até MP3s eram distribuídos através de aparelhos feitos para eles, assim como a programação na TV e rádio. Livros em Kindles e Nooks replicaram este paradigma. Quando você liga seu Kindle, se enterra no seu livro como fazia quando estava no papel.

Já não é mais verdade. Se o livro que você está lendo num iPad, Kindle Fire ou Nexus 7 está chato, ou você se cansou, pode mudar para um filme, o New York Times, sua música favorita ou Angry Birds com o mesmo aparelho. Ou seu iPhone vai tocar e você vai deixar o livro para responder a um email.

Para o editor de romances, isso significa que o livro está competindo com outras mídias que teriam um propósito diferente. Para o editor de livros ilustrados, o livro também deve competir com mídia com o mesmo objetivo [quantos novos vídeos sobre pontos de tricô ou com técnicas de criação de joias são postados no YouTube todo dia?]. Mas eles não podem publicar pelo mesmo preço, por que a maioria é gratuita.

Então, o editor de livros ilustrados não só precisa aprender a fazer vídeos [uma habilidade que nunca foram obrigados a ter antes], como também precisam criar um modelo de negócios que permita que seus livros sejam parte de um produto com preço comercial, competindo com legiões de coisas parecidas que são gratuitas. E eles precisam financiar um componente criativo substancial que não está contribuindo com nenhum valor ao impresso.

Sabemos que nossa indústria está mudando radicalmente. Diferentes modelos de negócio estão sendo desafiados de diferentes maneiras. A maior parte do tempo neste blog, talvez tempo demais, estamos contemplando como isso afeta as maiores editoras e os maiores livros. Há uma razão para isso. Grandes livros sempre impulsionaram o negócio de livro do consumidor e isso parece ser mais verdade hoje do que nunca.

Mas o desafio para – muito especificamente – “publicação de livros ilustrados gerais” parece muito mais severo. Os grandes editores com quem falei, aparentemente estão vendo isso. Ninguém foi explícito, mas parece que eles podem ver um caminho lucrativo para navegar pela mudança digital com livros de leitura imersiva, mas não com os ilustrados.

Também falei com editoras de livros ilustrados. Ninguém disse: “você está errado, Mike. É assim que vamos continuar sendo bem-sucedidos, usando nossas habilidades de desenvolvimento de conteúdo, capacidades de marketing e rede de talentos quando o espaço nas livrarias se tornar insignificante.” Alguns deles disseram “não concordo” sem especificar. A maioria admite que vê o problema, mas ainda não encontraram uma solução.

Pode ser que não exista.

Camplin, da Thames & Hudson, está citado no final da matéria no The Bookseller dizendo: “Assumir que o mercado existe [no momento] é perder dinheiro; no entanto, seria estúpido dizer que ficará assim para sempre”.

Poderia também ser besteira dizer, ou apostar, que não vai.

Claro, há uma estratégia que pode funcionar: a vertical. Se estiver usando livros ilustrados para construir uma comunidade de interessados, então você será capaz, é o que se presume, de vender outras coisas a eles [software, eventos ao vivo, bases de dados, serviços] quando os livros ilustrados ficarem datados. É a estratégia da Osprey e da F+W e você pode ver algum sentido nela porque livros são somente parte e quase certamente uma porcentagem cada vez menor, de seu portfólio de vendas.

Na verdade, são empresas como essas que poderiam usar tecnologia como Aerbook Maker de Ron Martinez e usar seus livros como um trampolim para produtos digitais com valor comercial. Eles provavelmente também querem descobrir o esquema “advanceImages” para micropagamento de royalties da fotoLibra em vez de pagar licenciamentos para fotografias. O que Aerbook e fotoLlibra estão oferecendo pode reduzir o custo de criar um e-book ilustrado ou enhanced em 80%. Isso certamente ajudaria.

Já faz tempo que me parece evidente que gerenciar o lado do custo da criação de enhanced e-book é crítico, por isso fiquei animado com o lançamento original do Blio em dezembro de 2009.

Para as editoras que buscam a solução na estratégia vertical, a métrica para analisar são as vendas que fazem de coisas além de livros e as vendas que fazem fora das livrarias. Ou seja: acompanhar o que é sustentável e tem potencial para crescer, não o que está destinado a afundar.

Fatos relevantes: lembro que alguém na Wiley me contou há alguns anos que um grande portfólio de fotografias acrescentava rendimentos mensuráveis em seus sites de viagem. Por um custo muito baixo, eles podiam fazer uma seleção de fotografias disponíveis para pesquisa. As pessoas clicavam nelas escolhendo uma nova a cada vez. Esta será a “publicação de livros ilustrados” do futuro, mas começa tendo uma audiência.

Por Mike Shatzkin | Publicado originalmente em Publishnews | 24/08/2012 | Tradução: Marcelo Barbão

Mike Shatzkin tem mais de 40 anos de experiência no mercado editorial. É fundador e diretor-presidente da consultoria editorial The Idea Logical Co., com sede em Nova York, e acompanha e analisa diariamente os desafios e as oportunidades da indústria editorial nesta nova realidade digital. Oraganiza anualmente a Digital Book World, uma conferência em Nova York sobre o futuro digital do livro.

Nos Arquivos de Shatzkin, o consultor novaiorquino aborda os desafios e oportunidades apresentados pela nova era digital. O texto de sua coluna é publicado originalmente em seu blog, The Shatzkin Files [www.idealog.com/blog].

Barnes & Noble venderá leitor digital Nook no Reino Unido


O leitor eletrônico Nook, da Barnes & Noble

O leitor eletrônico Nook, da Barnes & Noble

A Barnes & Noble disse nesta segunda-feira [20] que levará seu leitor digital Nook para o Reino Unido nos próximos meses, a sua primeira expansão internacional.

A companhia começará a vender seu Nook Simple Touch por meio de alguns varejistas britânicos em outubro. A companhia disse que indicará o nome das redes que venderão os produtos em breve.

Também será lançada uma loja on-line exclusiva para o Nook no país.

O Nook tem sido um produto popular nos EUA, ajudando a Barnes & Noble a mitigar a queda nas livrarias físicas.

A varejista disse ter conquistado 27% do mercado de leitores eletrônicos nos Estados Unidos, mas também tem cortado os preços do Nook na tentativa de concorrer com o leitor digital Kindle e o tablet Kindle Fire, ambos da Amazon.

DA REUTERS | Folha de S.Paulo | 20/08/2012 – 16h18

Receita maior, lucro menor, e Amazon destaca self-publishing


Vinte dos cem livros mais vendidos para Kindle foram autopublicados em programa da gigante virtual

A Amazon anunciou ontem, 26/7, seus resultados para o segundo trimestre de 2012. A gigante de Seattle registrou forte crescimento de sua receita, mas seu lucro foi baixo. A receita da empresa alcançou 12,83 bilhões de dólares no período, uma alta de 29 por cento em relação ao mesmo período do ano passado. Já o lucro líquido no trimestre foi de 7 milhões de dólares, ou 0,01 dólar por ação, enquanto que no segundo trimestre de 2011 o lucro foi de 191 milhões de dólares, ou 0,41 dólar por ação.

Entre os destaques do anúncio dos resultados, que pode ser acessado em inglês, está o sucesso do Kindle Fire que, segundoa Amazon, é o produto mais vendidos da empresa entre todos os milhões de itens de seu catálogo Outro destaque é o projeto Kindle Owners’ Lending Library – que permite a proprietários de Kindle com conta Prime emprestarem e-books gratuitamente – tem agora um catálogo de mais de 170 mil títulos. A empresa ainda ressaltou que durante o segundo trimestre do ano, 20 dos 100 e-books mais vendidos para o Kindle eram de autoria de participantes do programa de autopublicação Kindle Direct Publishing.

Por Carlo Carrenho | PublishNews | 27/07/2012

eBooks ajudam editoras a entender hábitos do leitor


O leitor típico leva apenas sete horas para ler o último livro da trilogia “Jogos Vorazes” no leitor digital Kobo — cerca de 57 páginas por hora. Quase 18.000 leitores que usaram o Kindle, da Amazon.com, marcaram a seguinte frase do segundo tomo da série de Suzanne Collins: “Porque, às vezes, acontecem coisas com as pessoas com as quais elas não estão preparadas para lidar“. Já no Nook, o leitor digital da Barnes & Noble, a maior rede americana de livrarias, a primeira coisa que a maioria dos leitores faz ao terminar o primeiro volume da trilogia é baixar o segundo.

Antigamente, nem editora nem autor tinham como saber o que acontece quando um leitor senta para ler um livro. Desiste depois de três páginas? Ou termina o livro em uma sentada? A maioria pula a introdução? Ou a lê com interesse, sublinhando trechos e fazendo anotações nas margens?

Isso mudou. O livro eletrônico — o “e-book” — abriu uma janela para a história por trás das cifras de vendas, revelando não só quanta gente compra um determinado livro, mas com que intensidade a obra foi lida.

Durante séculos, a leitura foi, basicamente, um ato solitário e privado, uma troca íntima entre o leitor e as palavras impressas no papel. Mas a popularização do livro digital provocou uma profunda mudança na modo como se lê, transformando a atividade em algo mensurável — e de caráter quase público.

Os principais nomes no setor de e-books — Amazon, Apple e Google — podem facilmente saber o quanto um leitor já avançou no livro, quanto tempo dedica à leitura e que palavras usou na pesquisa para encontrar a obra. Aplicativos de leitura para tablets como iPad, Kindle Fire e Nook registram quantas vezes o leitor abre o aplicativo e quanto tempo passa lendo. Varejistas, e certas editoras, começam agora a digerir esses dados, que renderão uma visão sem precedentes da relação do público com livros.

O meio editorial sempre perdeu para o resto da indústria de entretenimento na hora de determinar gostos e hábitos do consumidor. Na televisão, produtores testam incessantemente novos programas em grupos de discussão; estúdios de cinema submetem filmes a uma bateria de testes e alteram o produto final com base na reação do público. Já no mundo editorial, a satisfação do leitor até aqui era avaliada com dados de vendas e resenhas — o que dá uma medida “post mortem” do êxito, mas não ajuda a influenciar ou a prever o sucesso. Isso começa a mudar à medida que editoras e livreiros vasculham a montanha de dados a seu dispor e que mais firmas tecnológicas entram no negócio.

A Barnes & Noble, dona do leitor digital Nook e de 25% a 30% do mercado de livros eletrônicos nos Estados Unidos, começou há pouco a estudar os hábitos de leitura digital do público. Dados colhidos via Nook revelam, por exemplo, até onde o leitor chega em um determinado livro e qual a relação de leitores deste ou daquele gênero com o livro. Jim Hilt, diretor de e-books da empresa, diz que a Barnes & Noble já começa a dividir suas descobertas com editoras para ajudá-las a criar livros que prendam mais a atenção das pessoas.

Para a empresa, que busca uma fatia ainda maior do mercado eletrônico, há muito em jogo. No último ano fiscal, as vendas do Nook subiram 45% e a de livros digitais para o aparelho, 119%. No todo, a Barnes & Nobble faturou US$ 1,3 bilhão com Nooks e e-books, em comparação com US$ 880 milhões no ano anterior. A Microsoft há pouco pagou US$ 300 milhões por uma fatia de 17,6% do Nook.

Hilt, diz que a empresa ainda está “nos estágios iniciais de um profundo [processo] de análise” e está vasculhando “mais dados do que poderia usar”. Mas toda essa informação — reunida por grupos de leitores, não individualmente — já rendeu dados úteis. Algumas simplesmente confirmam o que o varejo já sabia só de examinar listas de best-sellers. Um exemplo: quem usa o Nook para ler o primeiro livro de uma série infanto-juvenil popular como a “Divergente”, da escritora Veronica Roth [que a Rocco lança no Brasil em novembro], tende a emendar a leitura de um tomo com a do seguinte, quase como se estivesse lendo um único romance.

Graças à análise de dados gerados pelo Nook, a Barnes & Noble já descobriu que se o livro é de não ficção a leitura tende a ser intermitente, que um romance costuma ser lido de uma só vez e que livros de não ficção tendem a ser abandonados antes. Fãs de ficção científica, romances populares e policiais costumam ler mais obras, e mais depressa, do que leitores de ficção literária.

São revelações que já estão influenciando o tipo de obra que a Barnes & Noble vende no Nook. Hilt diz que quando os dados mostraram que o leitor volta e meia não chega ao fim de longas obras de não ficção, a empresa buscou maneiras de envolver mais o leitor de não ficção e longos ensaios jornalísticos. Daí veio a ideia de lançar a coleção “Nook Snaps”, com obras curtas sobre temas variados como religião e o movimento Ocupe Wall Street.

Saber exatamente em que ponto o leitor se cansa também poderia ajudar editoras a criar edições digitais com mais firulas — um vídeo, um link ou algum outro recurso multimídia, diz Hilt. Daria para saber, por exemplo, que o interesse em uma série de ficção está caindo se leitores que compraram e devoraram os dois primeiros volumes de repente perdem o pique para ler novos tomos da série, ou simplesmente desistam.

A maior tendência que estamos tentando descobrir é em que ponto ocorre esse abandono com determinados tipos de livro e o que daria para fazer com as editoras para evitá-lo“, explica Hilt. “Se pudermos ajudar escritores a criar livros ainda melhores do que hoje, todo mundo ganha“.

Tem escritor que adora a ideia. O romancista Scott Turow diz que sempre achou frustrante a incapacidade do setor de estudar a base de clientes. “Quando reclamei a um dos meus editores que, depois de tanto tempo publicando, ele ainda não sabia quem comprava meus livros, ele respondeu: ‘E aí? Ninguém no meio editorial sabe.'”. Turow, que é presidente da associação dos escritores dos EUA, a Authors Guild, acrescenta: “Se der para saber que um livro é longo demais e que é preciso ser mais rigoroso no corte, eu, pessoalmente, adoraria ter essa informação“.

Outros temem que esse apego a dados acabe impedindo o escritor de assumir o risco da criação — risco que produz a grande literatura. Um livro “pode ser excêntrico, do tamanho que tiver de ser e, nesse quesito, o leitor não devia meter o bedelho“, diz Jonathan Galassi, diretor de operações da editora Farrar, Straus & Giroux. “Não vamos encurtar ‘Guerra e Paz’ só porque alguém não conseguiu chegar ao fim“.

A Amazon, em particular, tem uma vantagem na arena: por ser, ao mesmo tempo, varejista e editora, tem condições únicas de usar dados que coleta sobre os hábitos de leitura de clientes. Não é segredo que a Amazon e outras lojas de livros digitais coletam e guardam informações sobre o consumidor — que livros comprou, que livros leu. Usuários do Kindle assinam um termo que autoriza a empresa a armazenar dados gerados pelo aparelho — incluindo a última página lida pelo usuário, além de seus marcadores, observações e anotações — em servidores da empresa.

A Amazon consegue saber que trechos de livros digitais são populares com o público leitor — e exibe parte dessa informação publicamente em seu site.

Vemos isso como a inteligência coletiva de todas as pessoas que leem pelo Kindle“, diz Kinley Pearsall, porta-voz da Amazon.

Certos defensores da privacidade acham que quem lê um livro eletrônico devia ter a garantia de que seus hábitos de leitura digitais não serão registrados. “Há um ideal na sociedade de que o que alguém lê não é da conta de ninguém“, diz Cindy Cohn, diretora jurídica da Electronic Frontier Foundation, uma ONG que defende direitos e a privacidade do consumidor. “Hoje, não há nenhuma maneira de dizer à Amazon que eu quero comprar um livro [no site], mas não quero que xeretem o que estou lendo“.

A Amazon não quis comentar a análise e o uso que faz de dados coletados via Kindle.

A migração para o livro digital deflagrou uma verdadeira corrida entre novas empresas de tecnologia interessadas em faturar com a montanha de dados reunida por leitores digitais e aplicativos de leitura. A Kobo, que fabrica leitores, tem um serviço que armazena 2,5 milhões de livros e conta com mais de oito milhões de usuários, verifica quantas horas os leitores dedicam a este ou àquele título e até onde avançam na leitura.

Certas editoras já estão começando a testar digitalmente livros antes de lançar a versão impressa. Mas poucas foram tão longe quanto a Coliloquy. A editora digital, que vende pelo Kindle, pelo Nook e em leitores com sistema Android, tem um formato — o “escolha sua própria aventura” — que permite ao leitor alterar personagens e tramas. Engenheiros da empresa consolidam os dados obtidos de seleções feitas por leitores e mandam o resultado para o autor, que pode ajustar a trama dos próximos livros para refletir a opinião do público.

Queríamos criar um mecanismo de feedback que até então não existia entre escritor e leitor“, diz Waynn Lue, engenheiro da computação que é um dos fundadores da Coliloquy.

Por Alexandra Alter | Publicado originalmente em The Wall Street Journal | Updated July 4, 2012, 6:55 p.m. ET

Kindle, da Amazon, perde participação de mercado no 1º trimestre


Os aparelhos Kindle Fire, da Amazon, foram um presente popular durante a temporada de festas de fim de ano, mas as remessas do tablet, que custa US$ 199, caíram drasticamente nos meses seguintes.

A participação de mercado do Kindle Fire, que foi lançado com muitas expectativas pela Amazon em novembro, caiu para cerca de 4% no trimestre de janeiro a março, de 16,8% no quarto trimestre de 2011, de acordo com a empresa de pesquisas IDC.

O iPad da Apple continuou na primeira posição, com vendas de 11,8 milhões de tablets. A Apple aumentou sua fatia global do mercado de tablets para 68% no primeiro trimestre ante 54,7% no último trimestre de 2011.

A rival Samsung Electronics voltou para o segundo lugar, diante das fracas vendas do Kindle Fire, seguida da Lenovo no quarto lugar e a Barnes & Noble no quinto, disse a IDC.

No geral, as vendas de tablets no mundo somaram um resultado de 17,4 milhões de unidades, representando uma queda de 1,2 milhão de unidades em relação às projeções do IDC.

O total ainda representa um aumento na comparação anual de 120%, disse o IDC.

Folha.com | 03/05/2012 – 18h03

Kindle Fire tem mais da metade do mercado de tablets com Android nos EUA


Um novo estudo, lançado nesta quinta-feira [26], revela que o Kindle Fire, da Amazon, tem mais da metade do mercado de tablets com Android nos EUA.

A pesquisa, que foi realizada pela comScore, revela que a presença do Kindle Fire saltou de 29,4% em dezembro de 2011 para 54,4% em fevereiro de 2012 no país.

Kindle Fire, tablet da Amazon, exibido em evento em Nova York | Mark Lennihan - 28.set.2011/Associated Press

Kindle Fire, tablet da Amazon, exibido em evento em Nova York | Mark Lennihan - 28.set.2011/Associated Press

No mesmo período em que o tablet da Amazon popularizou-se nos EUA, seus principais concorrentes perderam espaço. O Samsung Galaxy Tab, que ocupa o segundo lugar entre os tablets mais populares com Android do país, teve uma queda de 23,8% para 15,4% em sua participação no mercado. O Motorola Xoom, no terceiro lugar, caiu de 11,8% para 7%.

O estudo ainda revela que usuários de tablets com telas maiores consomem mais conteúdo do que donos de aparelhos com pequenas telas.

FOLHA.COM | 27/04/2012 – 15h07

CURSO | O Livro como Mídia Digital


Ednei Procópio

As emergentes mídias digitais estão influenciando diretamente no concorrido tempo dos consumidores modernos e transformando o hábito de leitura em todo o mundo. O livro não é mais lido apenas no papel. Ele está também onipresente em uma miríade de suportes suspensos e em uma diversidade de aparelhos tecnológicos, móveis e de comunicação.

E uma série de meios é o que está transformando definitivamente a realidade dos livros, jornais e revistas através de uma convergência digital e cultural sem precedentes.

O objetivo do curso “O Livro como Mídia Digital” é fazer um review de todo o mercado editorial convencional presente, frente às transformações das mídias digitais, do ponto de vista exclusivamente dos negócios ou da atualização enquanto profissional.

CONTEÚDO DO CURSO

  • O que é um livro digital
  • A questão os dos hardwares | Smartphones, netbooks, tablets [iPad, Xoom, Galaxy, etc.] e e-reader devices [Sony Reader, Kindle, Nook, etc.].
  • A questão os dos softwares | Sistemas Android, iOS, etc. | Digital Rights Management | Aplicativos
  • A questão do conteúdo | Formatos: PDF, ePub e HTML5 | Conversão, digitalização e produção
  • Plataformas e eBookStores | Modelos de negócios
  • Números do mercado e entraves
  • A cadeia produtiva do livro antes e depois dos eBooks

A QUEM SE DESTINA O CURSO

O curso se destina a todos os interessados em livros digitais; profissionais da cadeira produtiva da indústria editorial brasileira, desde os que atuam na produção e na área editorial quanto os profissionais que atuam nas vendas, comercialização e marketing dos livros. Isto inclui os profissionais que atuam dentro das editoras, das livrarias, distribuidoras, bibliotecas etc.

ANOTE NA SUA AGENDA A DATA DO CURSO

Dia: 3 de março de 2012, sábado.
Horário: 9h00 às 13h00
Valor único: R$ 130,00
Docente: Ednei Procópio, especialista em livros digitais.

ONDE

Escola do Escritor
Rua Mourato Coelho, 393 conjunto 1 |esquina com Rua Teodoro Sampaio
CEP 05417-010 – Bairro de Pinheiros, São Paulo, SP.
Telefone: [11] 3034.2981
www.escoladoescritor.com.br

Lucro da Amazon cai em 2011


EUA | A Amazon informou que sua receita líquida em 2011 subiu 41% para US$ 48,08 bilhões em relação a 2010. Já o lucro da varejista americana caiu 45% no ano, para US$ 631 milhões, contra US$ 1,15 bilhão no período anterior. Apenas no quarto trimestre do ano, o lucro da empresa caiu 57%, mesmo com as receitas tendo crescimento de 35% entre os meses de outubro e dezembro. De acordo com reportagem do jornal Valor Econômico, a queda nos ganhos é associada ao forte aumento nas vendas do tablet Kindle Fire, cuja produção representou um custo operacional alto. As vendas de todos os produtos Kindle cresceram 177% nas últimas nove semanas de 2011 – período de compras do fim do ano – em relação a igual período do ano anterior. Para o primeiro trimestre de 2012, a companhia projeta receita líquida entre US$ 12 bilhões e US$ 13,4 bilhões, o que representará crescimento de 22% a 34%. A companhia também estima prejuízo operacional entre US$ 100 milhões e US$ 200 milhões.

PublishNews | 01/02/2012

Editores estão pessimistas em relação ao tablet


EUA | Enquanto as vendas de tablets aumentam e pressionam para baixo o crescimento do mercado de dispositivos exclusivos para leitura, os editores estão pessimistas quanto aos tablets representarem uma plataforma de leitura realmente atraente.

De acordo com uma pesquisa recente do Digital Book World, conduzida pela Forrester Research, 31% dos editores acham que o iPad e outros computadores são a plataforma ideal para a leitura de e-books, menos do que os 46% que pensavam a mesma coisa há um ano. E apenas 30% dos editores acreditam que os chamados tablets de leitura como o Nook Color e o Kindle Fire são os dispositivos ideais. Esta pergunta não foi feita no ano anterior.

A pesquisa ouviu editoras que respondem por 74% das receitas do mercado editorial americano. “Esses dispositivos [tablets] oferecem tantas distrações mais”, disse James L. McQuivey, vice-presidente e principal analista da Forrester. “Se você tem um iPad e 15 minutos para matar, você vai fazer algo que é cognitivamente mais difícil, como ler, ou algo simples que não exige nada do cérebro, como entrar no Facebook ou assistir um vídeo no YouTube?”. De qualquer forma, dispositivos que estão na intersecção, como o Fire – que não é um tablet completo como o iPad, mas é muito mais do que um e-reader tradicional –, podem funcionar. Pesquisa recente com 216 usuários do aparelho da Amazon mostra que, para 71% deles, ler é uma das duas atividades que mais fazem no dispositivo.

Por Jeremy Greenfield | Digital Book World | 30/01/2012

Os donos do fogo


A biblioteca de empréstimos do Kindle incomodou o mercado ao relativizar a propriedade do e-book

Para o lançamento de seu mais recente tablet, o Fire, a Amazon encontrou um inesperado porta-voz na figura de Voltaire. Um anúncio de televisão, que resumia seiscentos anos de evolução do processo de publicação de forma a culminar com o Kindle Fire, foi embalado pela seguinte frase do escritor francês: “A instrução que encontramos nos livros é como o fogo [“Fire”]. Nós o buscamos nos vizinhos, o atiçamos [“Kindle”] em casa, o comunicamos com os outros, e ele torna-se propriedade de todos.

É talvez com propósito, ou com ironia, que a Amazon tenha escolhido uma citação que prega que os livros são “propriedade de todos”. Afinal, desde que o livro se tornou uma mercadoria física e estocável [mais ou menos no período de Voltaire], sabe-se que a “propriedade” de um livro divide-se entre quem o escreveu [propriedade intelectual, que seja], quem o comprou na livraria e, principalmente, quem o produziu, o detentor do copyright, a editora.

O lançamento da biblioteca de empréstimo do Kindle [Kindle Lending Library] conseguiu incomodar a todos os envolvidos — autores, agentes, editores, livrarias — ao relativizar a propriedade do livro eletrônico. Em resumo, é um sistema de assinatura, em que o leitor paga U$ 79 por ano e tem direito de baixar um livro por mês. Quando tiver lido, [ou desistir da leitura], o assinante pode baixar outro livro, e o anterior será apagado de seu Kindle. Os livros ficam brevemente em posse do leitor [no Kindle] — mas não são sua propriedade.

Um dos argumentos a favor da empreitada é a comparação com a bem-sucedida Netflix, empresa de assinatura de filmes que funciona nos mesmos moldes. Há de se considerar, porém, que o hábito de comprar filmes é bem recente. Começou com as fitas VHS nos anos 1980, passou para o DVD, e sempre conviveu com as locadoras. Já os leitores têm o peso da tradição de seis séculos de livros comprados e enfileirados nas estantes.

Assim, o que foi de fácil acepção pelo cinéfilo pode ser um choque para o leitor. A Amazon tenta anular ceticismos ao dizer que pagará às editoras, por livro “emprestado”, exatamente o que paga por livro vendido. Em resumo, ela “comprará” o livro da editora a cada vez que ele for “emprestado”. Na ponta do lápis, isso faz sentido, uma vez que uma assinatura anual de U$ 79 representa, no máximo, a venda de 12 livros ao custo unitário de U$ 6,58, o que, por sua vez, no modelo de distribuição com margem de 35%, significa preços de capa em torno de U$ 10 — não muito longe do patamar atual.

Mesmo com essa conta, as editoras continuam desconfiadas. Das grandes, somente a Houghton Mifflin Harcourt aceitou participar, porém “com oito títulos, para fazer um teste”. As Big Six, ainda ressabiadas com a pressão para abandonar o sistema de agenciamento, não querem nem ouvir falar em empréstimos.

Mais enfáticos são os agentes e escritores, que acusam a Amazon de “emprestar” livros sem a devida autorização, já que a prática não está prevista nos contratos com as editoras. A Guilda de Autores[organização de escritores] e a Associação dos Representantes de Autores [que reúne os agentes] querem que seja acordado, antes de tudo, um novo mecanismo de royalties — ou que sejam eles a negociar com a Amazon, não as editoras. [A fórmula de pagamento de direitos autorais também é uma questão a ser resolvida no projeto Nuvem de Livros, da Gol editora, como se viu em recente debate na Primavera dos Livros].

Negociação direta com os autores talvez seja exatamente o que quer a gigante de Jeff Bezos. Afinal, boa parte do que está disponível para empréstimo foi autopublicado, através das plataformas da Amazon para o escritor individual, Kindle Direct Publishing e Create Space. Outra parte veio dos selos próprios da Amazon, onde o acordo entre escritores foi fechado sem a intermediação de editoras tradicionais.

A estratégia de atrair o autor individual, no entanto, foi o que suscitou a reação mais colérica. E não foi entre as editoras tradicionais, mas entre plataformas de publicação, como a SmashWords. Tudo porque a Amazon acaba de lançar o KDP Select, um fundo de pelo menos U$ 6 milhões de dólares anuais para distribuir entre os autores que publicarem diretamente [leia-se: sem editoras ou agentes] na Amazon e liberarem seus livros na Lending Library. Pela regra, o bolo vai ser dividido entre os escritores na proporção que seus livros obtiverem no número total de empréstimos.

Considerando que, no momento, há cerca de cinco mil títulos, cada autor começa, potencialmente, com um quinhão de U$ 1.200. Segundo o próprio exemplo da Amazon, quem mantiver ao longo do ano meros 1,5% do número de empréstimos levará respeitáveis U$ 90 mil.

Mark Coker, em artigo inflamado no Huffington Post, alerta para graves riscos na iniciativa do KDP Select, e faz insinuações sombrias sobre as reais intenções da Amazon.

Aqui está a pegadinha. Na verdade, há muitos ardis no lista de Termos e Condições do programa. Alguns deles trazem implicações anticoncorrência e práticas anticomerciais. Assim que o autor inscreve seus livros no programa, ele não pode distribuir ou vender seu livro em qualquer outro lugar. Nem na Apple iBookstore, nem na Barnes & Noble, nem na Smashwords, nem na Kobo, nem na Sony — e sequer em seu blog ou site pessoal. O livro tem que ser 100% exclusivo da Amazon.

Segundo Coker, a intenção da Amazon é, em última análise, reduzir todos os papéis da indústria editorial para apenas três: os autores, os leitores e, entre eles, a Amazon. Nada de livrarias concorrentes, nada de editoras ou agentes, nada de sites de autopublicação. É o fim daquilo que ele chama de editoras e livrarias indie [independentes]. Dramático, o criador do Smashwords alerta que podemos estar nos encaminhando para uma versão editorial da Grande Fome da Irlanda, que, no século 19, matou um quarto da população morreu desnutrida depois que o país inteiro apostou em uma única fonte de alimentação: a batata.

Muitas páginas serão escritas, impressas e baixadas sobre o assunto, até que se estabeleçam as novas práticas comerciais e novos papéis. Iniciativas como a Amazon Lending Library e a Nuvem de Livros parecem indicar que o livro deixará de ser uma mercadoria para tornar-se um serviço, como a água ou a eletricidade. Pode-se apostar, porém, que, ao contrário do livro-fogo de Voltaire, o livro-Fire não será “propriedade de todos”.

Por Julio Silveira | Publicado originalmente em PublishNews | 22/12/

Julio Silveira é editor, fundador da Ímã Editorial e autor do blog AUTOR 2.0.

Kindle Fire, o produto de maior sucesso da Amazon


Varejista reporta que vendas do tablet e de outros modelos do Kindle ultrapassam um milhão de unidades por semana

A Amazon anunciou ontem que, pela terceira semana consecutiva, as vendas dos diferentes modelos do Kindle ultrapassam “bem mais” do que um milhão de unidades por semana. O produto continua sendo o mais procurado da temporada de compras do fim do ano. No site da varejista, o Kindle Fire permanece em primeiro lugar entre os itens mais vendidos, mais presenteados e mais desejados, desde que foi lançado há 11 semanas.

O Kindle Fire é o produto de maior sucesso que já lançamos – já vendemos milhões de unidades e estamos fabricando milhões mais para atender a demanda”, disse Dave Limp, vice-presidente da Amazon Kindle. “Na verdade, a demanda está acelerando – as vendas de Kindle Fire aumentaram semana após semana, nas últimas três semanas.” A Amazon não informou o total de unidades comercializadas do produto até agora.

O Fire é um tablet que custa US$ 199, enquanto outros modelos do Kindle são leitores eletrônicos, cujos preços variam entre US$ 79 e US$ 149.

Apenas como referência, aqui vão alguns números do tablet de maior sucesso até agora: o iPad, lançado pela Apple em abril do ano passado, vendeu três milhões de unidades em 80 dias; 15 milhões de unidades no primeiro ano e 11 milhões apenas no quarto trimestre fiscal deste ano – um aumento de 166% em relação ao mesmo período de 2010.

Alguns especialistas que já compararam o Kindle Fire com o iPad afirmam que quase não há o que comparar, uma vez que o produto da Amazon seria um dispositivo totalmente voltado para o consumo de conteúdo vendido pela empresa varejista, como livros, filmes e séries de TV, enquanto o tablet da Apple realiza muitas das funções de um computador. Bem, os preços do iPad, que está em sua segunda versão, também não são comparáveis com os da Amazon: variam entre US$ 499 e US$ 829.

Por Roberta Campassi | Publicado originalmente em PublishNews | 16/12/2011

Publicidade do Nook é corrigida


O Nook não roda vídeo em alta-definição, mas sua tela é mais nítida do que a dos concorrentes. Foto por Brian Snyder, da Reuters. To match Special Report PUBLISHING/EBOOKS

O Nook não joga vídeo de alta definição, mas mostrar o comprimido de vídeo se parece mais acentuada do que seus concorrentes.

Na semana passada, nesta mesma coluna, critiquei duramente a Barnes & Noble.

Destaquei que o slogan do novo tablet Nook é “O melhor em entretenimento HD” e que, no site do Nook, a primeiríssima característica anunciada é “Filmes e programas de TV em HD”. Fui além, dizendo:

Então, na página “Saiba mais”, há nove outras referências à capacidade do tablet Nook de reproduzir vídeos em alta definição. “Exibição fluida de vídeos em HD via streaming.” “Desfrute dos vídeos em alta definição.” “O melhor em entretenimento HD.” “Netflix e Hulu Plus pré-instalados para a exibição instantânea de filmes em HD.” “Vídeos em HD via streaming e mais.” “Suporte a conteúdo HD de até 1080p.” E assim por diante.

Hmm. Não sei quanto a você, mas, no meu caso, ao ler tudo isto, é possível que eu fique com a impressão de que o tablet Nook é capaz de exibir vídeos em alta definição!

Ora, adivinhe só? O Nook não é capaz de fazê-lo.

A resolução da sua tela é de 1024 por 600 pixels. Algo muito distante da alta definição.

Esta não foi a primeira vez que a B&N se equivocou ao anunciar as especificações técnicas do seu Nook. No ano passado, flagrei a empresa roubando algumas gramas do peso anunciado do leitor Nook original. E, neste ano, o tablet Nook é anunciado com capacidade de armazenamento de 16GB – mas apenas 1GB está disponível para os arquivos do usuário; o restante é reservado para os produtos comprados na B&N.

[Ainda acho que o recurso de empréstimo da B&N é alvo de uma empolgação exagerada. As restrições são absurdas: pode-se emprestar um livro a uma pessoa, durante duas semanas, uma única vez por título. E, ainda assim, são poucos os títulos que podem ser emprestados – é necessária a aprovação da editora. É claro que tais restrições são exigidas pelas editoras paranoicas, e não pela B&N – ainda assim, tudo isto corresponde a uma boa quantidade de texto em letras miúdas.]

Enfim. Depois da publicação da coluna da semana passada, recebi um telefonema de William Lynch, diretor executivo da Barnes & Noble. Ele disse que tinha ficado surpreso com a agressividade do meu texto, e perguntou a si mesmo se eu teria outros motivos para falar daquela maneira.

Photo Paul Taggart Bloomberg News

Ele também afirmou que não havia nenhuma tentativa de embuste no anúncio do tablet Nook como plataforma capaz de reproduzir vídeos em formato HD. Em nenhum momento a questão foi formulada em termos de “exibição em HD” e nem “reprodução em HD”. Ele disse que os advogados da empresa aprovaram a terminologia usada.

Lynch disse que, em vez disso, o tablet Nook de fato faz algo de muito útil: o aparelho aceita conteúdo em alta definição transmitido via streaming pela Netflix e os adapta para a tela de 1024-por-600-pixels do Nook, reduzindo assim a qualidade da imagem. O conteúdo deixa de ser exibido em alta definição – mas a resolução é melhor do que aquela exibida pelo principal concorrente, o Kindle Fire, da Amazon. O Fire parte do conteúdo em definição normal da Netflix e então amplia a imagem para fazê-la caber na tela de 1024-por-600-pixels.

O método do Nook pareceu ser um recurso legitimamente atraente. Que motivo haveria, portanto, para exagerar as coisas? Eu disse que o material publicitário dá a entender que o usuário obterá imagens em alta definição – e não é isto que ocorre. “Suporte a conteúdo HD de até 1080p”? Ora, vamos!

Desde a nossa conversa telefônica, dois fatos novos entraram em cena.

Primeiro: a B&N finalmente concordou que alguns consumidores poderiam ser iludidos por tantas referências ao “vídeo em formato HD”. A empresa finalmente eliminou todas as referências ao “formato HD” no seu site. Em vez das nove instâncias nas quais o termo aparecia, agora não o encontramos em parte nenhuma da página.

Isto me parece ser a atitude certa, independentemente do que digam os advogados.

Segundo: comparei o Nook Tablet ao Kindle Fire. Coloquei-os lado a lado, exibindo um mesmo filme em perfeita sincronia a partir do mesmo stream da Netflix.

Não há espaço para dúvidas: o vídeo da Netflix exibido pelo tablet Nook parecia ter qualidade muito superior.

Ora, na ausência de uma comparação lado a lado, seria difícil queixar-se da qualidade de vídeo exibida pelo Fire. Mas, numa comparação direta com o Nook… podemos esquecer o Fire. A clareza e a definição da imagem exibida pelo Nook a partir do streaming da Netflix torna-se imediatamente óbvia. [Quando o vídeo original é de definição padrão, como no caso do material do Hulu, a diferença de clareza é imperceptível.]

Como escrevi na semana passada, acho que esta vantagem é motivo de orgulho. Trata-se de algo que a B&N deveria anunciar. “Desfrute dos filmes da Netflix via streaming exclusivo em alta resolução”, ou algo do tipo. Simplesmente não há motivo para implicar que a exibição seria em alta definição quando isto não é verdadeiro.

Quanto à queixa de Lynch, que me acusou de ser mais mordaz ao escrever sobre a B&N do que sobre a Amazon – descobri onde estava o problema.

Se uma empresa se esforça ao máximo, mas fracassa… bem, isto acontece.

Mas, se ela tenta vencer por meio da tapeação… ora, eis aí algo que não posso tolerar. Minha função é fazer o papel de defensor do consumidor e, por isso, empresas que tentam passar a perna na freguesia me causam péssima impressão. [Lembra-se de quando a Verizon cobrava US$ 2 por cada vez em que pressionávamos o botão ‘Para Cima’ do celular por engano? Aquilo me irritou profundamente, e o governo americano
concordou comigo.]

Na opinião de Lynch, isto não é tudo que está ocorrendo neste caso. Não há cultura de tapeação corporativa. Ele diz que o erro no peso do Nook foi um equívoco como qualquer outro; as limitações de recursos como o empréstimo de livros eletrônicos são claramente enunciadas na rede; e, ao menos agora, não existe mais nenhuma possibilidade de confundir os consumidores quanto às capacidades do tablet Nook referentes à exibição de material em HD.

Por David Pogue | TRADUÇÃO AUGUSTO CALIL | Post publicado originalmente em 1/12/2011 | Publicado no Estadão 2 de dezembro de 2011, 19h10

Bom para o Kindle


A edição deste ano da Black Friday, o dia das grandes liquidações nos Estados Unidos, foi a melhor para a venda do Kindle. Os consumidores compraram quatro vezes mais desses aparelhos fabricados pela Amazon na última sexta-feira, em comparação com a mesma data no ano passado. O Kindle Fire, o tablet lançado recentemente pela Amazon, foi o item que a varejista americana mais vendeu durante a Black Friday, e é o produto mais vendido há oito semanas consecutivas no site da empresa.

Publishers Weekly | 29/11/2011

Só preço salva o Kindle Fire, tablet da Amazon


A princípio, ele lembra o popular slogan de eletrodomésticos brasileiros. Afinal, o Kindle Fire não é, assim, nenhum iPad. Quando se vê o preço, porém, o novo tablet da Amazon vira uma opção deveras interessante para quem cobiça o aparelhinho, mas hesita quanto a seu uso.

O Fire, encarnação de tela colorida e sensível ao toque do leitor eletrônico que a Amazon lançou em 2007, serve para bem mais do que ler [e comprar] livros: navega na internet, roda jogos e vídeo, tem aplicativos de toda sorte e lê documentos com extensões PDF, DOC e outras.

Sem câmera, sem GPS e com tela menor, precisa evoluir para se comparar ao iPad. Mas como reclamar diante do preço de US$ 200, 60% menor que o do rival?

O ponto mais frágil está na oferta de apps, mais limitada. Os aplicativos dos jornais são basicamente versões coloridas do que havia no Kindle original, sem interatividade [revistas, como a “Wired”, já têm versões próprias]. Além disso, a loja criada pela empresa não funciona fora dos EUA [leia mais ao lado].

Também faltava o YouTube. Em seu lugar, um player pouco amigável para o site de vídeos, o FREEdi, não rodou no teste da Folha.

A julgar pelo que ocorreu com o Android, entretanto, é de esperar que o número de apps -hoje vagamente classificado pela Amazon como “milhares”- se multiplique logo. O sistema operacional utilizado pelo Fire, aliás, é uma versão adaptada daquele criado pelo Google.

Funciona bem. Mas alguns detalhes que aumentam os passos na navegação, como a tela que enfileira aplicativos ou os categoriza, tiram pontos diante do ultrainstintivo iOS 5, da Apple.

Uma das características trompeteadas pela Amazon é a rapidez de seu novo navegador, o Amazon Silk. É fato. Mas a resposta ao toque -zoom e rotação, ou o toque para acionar vídeos- é lenta, e às vezes engasga.

Diferentemente do que se torna frequente com o iPad, os sites não reconhecem imediatamente o Fire como tablet e carregam sua versão completa. Porque a tela é significativamente menor, a leitura se torna menos confortável do que no rival.

Faz falta também um ajuste de som no próprio aparelho -o controle, virtual, aparece na tela. Já a qualidade dos vídeos é excelente, mesmo com a tela menor.

Dois pequenos trunfos do Fire sobre o iPad são a porta Micro-USB e a portabilidade [o rival pesa 50% mais].

Ao evoluir, porém, o Fire deixou de lado aquilo que fazia seu irmão mais velho tão especial frente ao iPad: o conforto para ler livros.

Ainda estão ali dicionários, marcações e consultas. Mas a tela luminosa é bem menos confortável aos olhos do que a de E Ink dos Kindles antigos, e o peso é 2,5 vezes maior. Além disso, a bateria da versão simples durava até um mês -no Fire, a promessa é de oito horas em uso intenso.

Por Luciana Coelho | De Washington | Publicado originalmente por Folha de S.Paulo | 27/11/2011

Kindle Fire com tela de 8,9″ em 2012


Um novo modelo do tablet Kindle Fire, com tela de 8,9 polegadas, deve ser lançado pela Amazon no final do segundo trimestre do ano que vem.

A informação é do jornal de Taiwan “DigiTimes”, que ainda diz que a escolha do tamanho deve-se à promoção de painéis de 8,9 polegadas da LG e da Samsung e a uma estratégia para evitar competição direta contra produtos com telas de 9,7 e 10 polegadas –como o iPad, da Apple.

O Kindle Fire de 8,9 polegadas seria produzido pela Foxconn -que, no primeiro trimestre do ano que vem, diz o “DigiTimes”, deve se tornar a segunda fabricante do modelo de sete polegadas. Atualmente, ele já é montado pela Quanta Computer.

Folha.com | Tec | 22/11/2011 – 21h59

Mediocridade planejada


Nem de longe o novo tablet da Amazon é tão bom quanto o iPad. Porém, é bom o bastante _ e muito barato. O Kindle Fire não é um equipamento espetacular, mas pode ser revolucionário. Isso parece contraditório, mas como já escrevi, até hoje todo concorrente do iPad prometeu fazer mais do que o tablet da Apple _ eles anunciaram desempenho melhor, melhor compatibilidade com PCs e a capacidade de rodar Flash. Mas todos fracassaram, não cumprindo o prometido. A Amazon adotou uma postura mais inteligente. Custando US$ 199, menos da metade do preço do iPad, o Kindle Fire nem sequer promete ser do mesmo nível que o aparelho da Apple. Depois de usá-lo alguns dias, cheguei à conclusão de que ele cumpre o prometido. A Amazon decidiu construir um tablet de desempenho inferior e foi exatamente isso o que fez.

O Fire _ menor e mais leve do que o iPad, e também mais volumoso e feio _ parece barato e pouco elegante nas mãos. No modo retrato, é curto demais para segurar com ambas as mãos, mas grande demais para uma só. Ele tem um dos piores alto-falantes que já vi num equipamento móvel. [Se quiser fazer qualquer coisa envolvendo áudio, você terá de usar fones de ouvido]. Também faltam no Fire importantes recursos de hardware _ como botões físicos para voltar à tela inicial e ajustar o volume _ o que não seriam um problema se a interface sensível ao toque funcionasse bem. Só que não funciona. Às vezes é preciso apertar os botões da tela várias vezes para que eles entendam, e nem assim se tem certeza que deu certo, pois o Fire costuma interpretar errado o que se pretendia pressionar.

O software está infestado não apenas de falhas _ os aplicativos embutidos “deram pau” diversas vezes, incluindo uma em que eu apenas estava tentando achar a livraria do Kindle _ como também de erros de projeto. Passar de um aplicativo para outro requer toques demais, e não existe forma de personalizar o Fire segundo suas preferências. Entre outras coisas, não dá para apagar determinados ícones da tela inicial; a primeira página do Fire apresenta um ícone grande para cada tipo de mídia encontrada no aparelho, e se quiser mostrar outra coisa, azar o seu. [Eu queria saber como o Fire lidava com revistas coloridas, e por isso comprei um exemplar da “Maxim” do aplicativo Newstand do tablet. Agora não consigo tirar a capa da “Maxim” da tela inicial. Que vergonha!]

Os fãs do iPad verão tais defeitos como uma derrota total, e muitos desprezarão o aparelho da Amazon como apenas mais um na longa lista dos matadores fracassados do iPad. Contudo, seria uma avaliação errada. O Fire tem um monte de problemas, mas nenhum deles sobrepuja sua principal vantagem _ ele é muito barato. Nos meus poucos dias usando o equipamento, consegui fazer praticamente tudo que gosto de fazer no meu iPad. Mesmo assim, quando se leva em conta suas capacidades reduzidas e interface inferior, eu o classificaria como sendo 70 por cento de um iPad. No entanto, quando se leva em consideração que o Fire custa apenas 40 por cento de um tablet da Apple, não se trata de um negócio ruim. Se gastar US$ 500 para comprar o artigo verdadeiro cabe no seu bolso, sem dúvida nenhuma vá a uma loja da Apple. Contudo, se estiver procurando algo que seja 70 por cento de um iPad, por que gastar mais?

Caso só esteja interessado somente em vídeo e livros, o Fire pode ser o tablet mais indicado para você. O Netflix roda lindamente no aparelho, e dá para comprar e ver via “stream” milhares de títulos da própria loja de vídeo da Amazon. Membros do Amazon Prime têm acesso livre a quase 13 mil filmes e programas de TV; o Fire oferece um mês de assinatura de graça do Prime, que depois passa a US$ 79 por ano. É claro, por ser um Kindle, o Fire também está ligado à imensa livraria online da Amazon. Fãs da tela E-Ink do Kindle padrão não vão curtir a de LCD do aparelho, mas para quem estiver acostumado a ler no celular ou iPad, o Fire vai parecer igual. Ao contrário da E-Ink do Kindle, também dá para ler no escuro.

A melhor forma de resumir todos os outros recursos do Fire é “É, serve”. Seu navegador não é tão veloz quanto o do iPad, mas será adequado para a maioria das pessoas. [O Fire também reproduz vídeos em Flash, embora a qualidade não seja fantástica.] A loja de aplicativos embutida do Fire tem um monte de programas populares _ Facebook, Hulu Plus, Pandora, vários clientes do Twitter _, mas se você for amigo de aplicativos, se dará melhor com o iPad. E, finalmente, embora o Fire seja bom com livros, não é tão genial com jornais e revistas. Alguns dos títulos da loja Newstand do Kindle não se esforçam muito para serem vistos no tablet _ o “New York Times”, por exemplo, publica suas reportagens como uma desinteressante lista. Outros títulos tentam copiar as páginas impressas, mas também fica esquisito. Como as páginas das revistas têm uma proporção diferente da usada pelo Fire, uma página inteira não cabe no aparelho. É preciso reduzir para vê-la por inteiro, mas tudo parece muito pequeno; se ampliar, é necessário rolar bastante a tela para vê-la por completo. Resumindo: se você curte a “Maxim”, fique com a versão impressa.

Logo depois que Jeff Bezos lançou o Fire em setembro, a empresa de pesquisa iSuppli informou que a Amazon provavelmente paga uns US$ 210 para fabricar cada unidade. Trocando em miúdos, a Amazon está perdendo pelo menos US$ 10 a cada tablet vendido. Isso não é surpresa. Bezos é o Crazy Eddie [loja famosa por promoções] do setor da tecnologia, e seu modelo de negócios, com o Fire, é levar o aparelho a milhões de pessoas e tirar a diferença com todos os livros, músicas, filmes e assinaturas do Prime que espera vender.

Antes de usar o Fire, eu pensava que essa era uma forma tortuosa de ganhar dinheiro. Embora não seja tão sinuoso quanto o plano do Google de dar o Android de graça para um dia lucrar com anúncios em celulares, nem de longe é tão direto quanto a forma antiquada pela qual a Apple ganha dinheiro _ vendendo seus produtos por mais do que gasta para fabricá-los. Ainda assim, quanto mais eu usava o Fire, mais gostava da estratégia de Bezos. O Fire, a exemplo do Kindle com E-Ink, é fenomenalmente bom em separar os usuários de seu dinheiro. Sempre se está a apenas uns cliques de uma compra, e quando você compra alguma coisa, não existem barreiras _ nem é preciso digitar a senha. Bezos uma vez contou que os donos do Kindle se tornam compradores vorazes de livros; depois que se tem um Kindle, passa-se a comprar quase duas vezes mais livros que antes. Suspeito que o Fire terá um efeito ainda maior nas compras, com uma eficácia muito grande em levar as pessoas a assinar o Amazon Prime. De acordo com estimativas, o assinante típico do Prime duplica as compras na Amazon no primeiro ano de uso do serviço. Se um Kindle Fire barato não passa de um cavalo de Tróia para vender assinaturas do Prime, então ele pode ser uma mina de ouro para a empresa.

Ainda assim, duvido que a Amazon consiga o mesmo lucro com seu tablet que a Apple com o iPad. [A Apple gasta cerca de US$ 300 para fabricar a versão mais barata; vendida a US$ 499.] Mas vejamos: se o Fire fizer sucesso, a Apple talvez não tenha escolha a não ser reduzir o preço do iPad. Isso não deve ocorrer no ano que vem, porque a demanda pelo iPad continua excepcional. Entretanto, lembre-se que Bezos vive cortando preços. Eu não me surpreenderia se, ao longo dos próximos anos, o preço do Fire caísse para US$ 150 ou mesmo US$ 100. Nessa hora, a Apple terá de responder com iPads mais baratos para todos. É por isso que todos nós devemos aclamar o tablet superbarato e não muito bom da Amazon; ser bom o bastante por não muito dinheiro pode mudar tudo.

Por Farhad Manjoo | Publicado originalmente em The New York Times News | 21/11/2011 21:23.

Farhad Manjoo é o colunista de tecnologia da Slate e autor de “True Enough: Learning To Live in a Post-Fact Society”.

The New York Times News Service/Syndicate – Todos os direitos reservados.

Custo de produção de tablet da Amazon é quase igual a seu preço


Para cada tablet Kindle Fire que vende, a Amazon recebe praticamente o mesmo valor que gastou para produzi-lo, estimou a consultoria IHS iSuppli, ressaltando a agressividade com a qual a empresa tenta controlar o custo de um dispositivo que encabeça a sua incursão no mercado de tablets.

O Fire, de US$ 199, é vendido por menos da metade do preço do iPad mais barato da Apple e tem o objetivo de ser uma “máquina de vendas” para músicas, vídeos e livros vendidos pela Amazon na internet.

O custo total de componentes do aparelho totaliza US$ 185,60. Somado ao custo de montagem, o preço sobe para US$ 201,70, estimou a IHS iSuppli.

Kindle Fire, tablet da Amazon, exibido em coletiva de imprensa em Nova York | Mark Lennihan - 28.set.2011/Associated Press

O aparelho da Amazon obteve análises positivas por seu preço atrativo e pela conexão com a bem-sucedida rede da companhia de varejo. Mas o aparelho não tem grandes recursos -faltam-lhe uma câmera, um microfone e outros atrativos típicos– e é considerado menos versátil que o iPad e que tablets rivais como o Galaxy Tab, da Samsung.

Analistas esperam que de 4 milhões a 6 milhões de aparelhos sejam vendidos durante o trimestre dos feriados de fim de ano.

DA REUTERS | Publicado originalmente por FOLHA.COM, TEC | 18/11/2011 – 20h55

Kindle Fire tem componentes de Texas Instruments, Samsung e LG


O Kindle Fire, tablet da Amazon, utiliza componentes da Texas Instruments, da Samsung, da LG e da Hynix Semiconductor, de acordo com a empresa iFixit, que abriu o dispositivo na terça-feira [15].

A Amazon pretende vender pelo menos 5 milhões de unidades do Fire no último trimestre deste ano. O número pode não ser tão alto quanto o do iPad, líder do mercado, mas é o suficiente para atrair a atenção de investidores. “Três a cinco milhões de unidades por trimestre pode ser significativo para certos fabricantes de componentes”, disse Brad Gastwirth, da empresa de pesquisa ABR Investment Strategy.

De acordo com a iFixit, o processador principal é um Texas Instruments OMAP 4430. A Samsung forneceu o chip de 8 Gbytes de memória flash, e a Hynix fez o componente de RAM DDR2 [512 Mbytes] para o dispositivo. A tela do tablet é da LG.

As especificações e os componentes são parecidos com os do BlackBerry PlayBook, da Research in Motion, o que levou analistas a especular que os dispositivos têm os mesmos componentes.

Ainda segundo a iFixit, eles têm os mesmos componentes básicos –placa mãe, bateria, display e processador. O case abre-se como o do PlayBook, mas o Fire tem um layout interno completamente diferente, com uma bateria menor e orientações diferentes para seus componentes.

FOLHA.COM | DE SÃO PAULO | COM REUTERS | 16/11/2011 – 18h47

Kindle Fire x iPad


O Kindle Fire, o tablet de US$ 199 da Amazon, chegou às mãos dos primeiros usuários americanos no dia 15 e agora começam a sair as primeiras avaliações. A Publishers Weekly publicou uma resenha em que o compara com o iPad, da Apple. Quando o novo aparelho da Amazon foi anunciado, em outubro, surgiram perguntas como: o Kindle Fire vai matar o iPad, vai de fato ser um concorrente? Segundo Craig Morgan Teicher, a resposta é não, de jeito nenhum. “O iPad e o Kindle Fire não estão de maneira alguma na mesma categoria.

O iPad é uma evolução do computador pessoal – é portátil, um aparelho multifuncional onde se pode consumir, mas também criar todo tipo de conteúdo”, escreveu. Já o Fire é uma espécie de parente distante das antigas TVs portáteis. “Você pode consumir um monte de coisas quase sem esforço no Fire – filmes, música, revistas, alguns tipos de aplicativos e, mais importante para nós, livros; mas a verdadeira inovação é como o aparelho torna fácil, e tentador, comprar conteúdo – da Amazon.” Para Teicher, o Fire é pesado, tem um browser de internet lento e oferece possibilidades bem mais limitadas de uso, mas é barato, fácil de comprar e cheio de conteúdo.

Por Craig Morgan Teicher | Publishers Weekly | 16/11/2011

Amazon começa a vender Kindle Fire um dia antes do previsto


A Amazon, fabricante do popular leitor de livros eletrônicos Kindle, começou a vender, nesta segunda-feira [14], seu novo tablet Kindle Fire, um dia antes do previsto.

A própria Amazon anunciou a antecipação da distribuição do Kindle Fire, que deve enfrentar a partir desta semana a concorrência do Nook Tablet, da livraria Barnes & Noble.

Os dois aparelhos – que custam US$ 199 [Kindle Fire] e US$ 249 [Nook Tablet] – estão destinados ao mercado americano, fortemente dominado pelo iPad, da Apple, que custa US$ 499.

Jeff Bezos, executivo-chefe da Amazon, apresenta o tablet Kindle Fire | Photo Emmanuel Dunand, France-Presse

O Kindle Fire se transformou rapidamente no item mais vendido de toda a página Amazon.com e, em vista da reação dos consumidores, vamos fabricar outros milhões além dos que tínhamos previsto“, destacou em um comunicado Dave Limp, vice-presidente da Amazon, encarregado da família de produtos Kindle.

A Amazon não divulgou os números de vendas.

DA FRANCE-PRESSE, EM WASHINGTON | Publicado por Folha.com | 14/11/2011 – 18h13

Kindle Fire, da Amazon, merece sucesso, mas precisa ser refinado


Se você acha que o ritmo do progresso tecnológico já anda rápido demais, evite olhar para os leitores eletrônicos ou poderá sofrer um choque.

Os fabricantes de leitores eletrônicos estão repentinamente inundando o mercado com novos modelos, todos ao mesmo tempo. Dá quase para pensar que estamos chegando a alguma grande temporada de compras.

A maior manchete entre os leitores eletrônicos cabe sem dúvida ao novo tablet colorido e equipado com tela de toque da Amazon, o Kindle Fire. [Um trocadilho com “kindle” – alumiar – e “fire” – fogo -, percebe?] Na verdade, a grande notícia não é o aparelho, mas sim seu preço de US$ 200. Como os demais tablets custam por volta de US$ 500, um modelo vendido por US$ 200 é realmente importante. Voltaremos ao assunto em breve.

A Amazon lançou um total de três novos modelos de Kindle. Os dois mais baratos certamente atrairão menos atenção, devido à fumaça do Fire, mas é uma lástima, pois são realmente espetaculares.

KDa esquerda para a direita, os aparelhos Kindle Fire, Kindle Touch e Kindle, da Amazon

E INK

O Kindle padrão, chamado simplesmente Kindle, tem uma versão melhorada da tela E Ink padrão de seis polegadas, que mostra texto nítido, preto, e imagens em tons de cinza sobre um fundo cinza claro. O clarão irritante de branco-preto-branco que surge quando se vira uma página de tela E Ink agora só acontece a cada seis páginas. A tela está se tornando espantosamente semelhante ao papel. E, como o papel, ela não brilha; para ler com um Kindle, você precisa de luzes.

O novo Kindle é pequeno a ponto de caber no bolso da calça. Mas, de novo, a verdadeira notícia sobre ele é o preço: US$ 80.

Você faz ideia de como esse número espanta? O primeiro Kindle, lançado em novembro de 2007, custava US$ 400. O novo modelo pesa 40% menos, ocupa um terço menos de espaço e armazena sete vezes mais livros – e por 20% do preço original.

Se as coisas continuarem assim, dentro de um ano, a Amazon vai nos pagar para ler com o Kindle.

Há alguns benefícios adicionais que elevam um pouco o preço. Por exemplo, o modelo de US$ 80 exibe publicidade. Não durante a leitura –apenas na tela de “repouso” e em uma faixa na porção inferior da tela de menu. A maior parte dos anúncios oferece descontos, o que os torna bem mais palatáveis. Mas o mesmo Kindle está disponível sem publicidade ao preço de US$ 110.

O segundo modelo novo, o Kindle Touch, é quase idêntico -mas, no lugar de navegar usando um controle direcional mecânico, você usa uma tela de toque. O sistema funciona com perfeição. O modelo está disponível com anúncios por US$ 100 e sem eles a US$ 140.

Todos eles são conectáveis a redes Wi-Fi – para baixar novos livros, por exemplo. Mas o Touch também oferece conexão 3G, onde quer que você esteja. [O modelo 3G custa US$ 150 com anúncios e US$ 190 sem.] O acesso à internet é gratuito.

Kindle Fire, tablet da Amazon, é exibiado em coletiva de imprensa em Nova York | Photo Emmanuel Dunand, France-Presse

FIRE

Bem, quanto ao Kindle Fire.

É um objeto espesso, preto e reluzente, com tela de sete polegadas. Opera com o Android, software do Google que aciona diversos celulares e tablets de outras empresas, mas isso é imperceptível, porque a Amazon alterou o design do Google a ponto de quase soterrá-lo.

A página inicial é colorida e exibe uma estante de madeira. O conteúdo que essa tela oferece é acessado por meio de pequenos cartazes que mostram livros, discos, programas de TV, filmes, documentos em PDF, aplicativos e páginas de preferências na internet. Na prateleira inferior da estante, você pode colocar os ícones que usa com mais frequência.

Mas, se você sentir um sobressalto e exclamar que “é como um iPad – e por US$ 200!”, estará fazendo uma comparação perigosa.

Para começar, o Fire não é nem de longe tão versátil quanto um verdadeiro tablet. Seu design serve para consumir conteúdo, especialmente conteúdo comprado da Amazon, a exemplo de livros, jornais e música. Ele não conta com câmera, microfone, função GPS, entrada para cartão de memória ou conexão Bluetooth. O programa de e-mail é funcional, mas o aparelho não oferece agenda ou bloco de anotações.

O mais problemático é que o Fire não funciona com a elegância e a velocidade do iPad. O preço de US$ 200 se faz sentir a cada vez que você move os dedos na tela. As animações são lentas e instáveis – mesmo as viradas de páginas que, seria de imaginar, a equipe de designers do Fire está acostumada a simular. Os toques na tela ocasionalmente não são registrados. Não existem ícones de espera ou de progresso de tarefa, e por isso você muitas vezes fica sem saber se a máquina registrou sua instrução. O timing das animações não foi calculado corretamente, o que deixa tudo meio irascível.

As revistas deveriam ser uma das melhores experiências do novo aparelho. A maioria oferece duas formas de ver páginas. O modo Page View mostra o layout original da revista – mas pequeno demais para que você possa ler, porque o zoom é limitado. O modo Text View oferece apenas texto sobre um fundo branco. É ótimo para leitura, mas você perde o design e o layout, que são metade da alegria na leitura de uma revista. E o Text View às vezes come palavras, legendas de fotos e quadrinhos, etc.

Livros infantis, para os quais a cor é importante, nunca funcionaram bem nos tablets com tela E Ink, e por isso fazem com o Fire sua primeira aparição na família Kindle. A contribuição da Amazon para isso é que tocar a tela permite ampliar um bloco de texto para leitura –uma escolha peculiar, porque livros infantis já tendem a ter letras grandes.

O sistema de vídeo funciona bem, mas filmes e programas de TV não se enquadram nas proporções da tela e não é possível usar zoom para remover as faixas pretas nas laterais da tela. Reflexos também são problema, nessa tela de alto polimento.
O navegador de internet incluído supostamente acelera o download de páginas ao transferir parte da tarefa a servidores da Amazon. Além disso, se você visitar, por exemplo, a home page do “New York Times”, a Amazon tenta adivinhar que link você procura com base na popularidade dos links, e encaminha certas porções de página automaticamente ao Kindle, o que pode tornar o processo ainda mais rápido.

Na prática, a vantagem não é perceptível: o site do “New York Times” demora dez segundos para ser carregado; o do eBay, 17 segundos; e o da Amazon, oito segundos. No caso do iPad, a demora é 50% menor. Por outro lado, o Fire pode executar vídeos em Flash [ainda que aos trancos], o que o iPad não faz.

Aplicativos criados para tablets equipados com o Android precisam de adaptação para funcionar no Fire. Os essenciais já estão disponíveis – Angry Birds, Netflix, rádio Pandora, Facebook, Twitter, Hulu Plus -, e a Amazon promete milhares de outros.

Mistura de Kindle e iPad, o Fire merece ser uma força gigantesca e perturbadora, mas precisa ser refinado | Stuart Goldenberg/The New York Times

ESCOLHA

A escolha de um leitor eletrônico é decisão importante. Os livros eletrônicos de cada empresa são distribuídos em formatos fechados, e o comprador não pode vendê-los ou doá-los. Assim, se você escolher um Kindle em vez de um Nook, da Barnes & Nobles, mudar de ideia pode custar caro.

O argumento em favor da Amazon é que ela domina o mercado. Conta com lojas on-line de música e filmes. E 11 mil bibliotecas públicas nos Estados Unidos emprestam livros para o Kindle.

Tudo o que for comprado ficará armazenado em um arquivo pessoal on-line pela Amazon, e por isso você conta com backup permanente e pode acessá-lo com qualquer outro aparelho da Amazon. Se você estiver assistindo a um filme com o Fire, seu Roku ou TiVo caseiro saberão em que ponto você parou e permitirão que retome a partir dele.

O pacote Amazon Prime, que custa US$ 80 ao ano, oferece transmissão ilimitada de 13 mil filmes e programas de TV, entrega gratuita de produtos em dois dias para suas compras na Amazon e um livro grátis para empréstimo no Kindle a cada mês [mas de um acervo bastante limitado].

A Barnes & Noble, por outro lado, oferece a conveniência de assistência técnica pessoal em sua rede de 700 lojas. E também prepara um tablet baseado no Android, que resenharei assim que for lançado.

Caso a leitura seja seu interesse primário em um leitor eletrônico, a escolha óbvia é o Kindle ou o Kindle Touch.

O Fire merece ser uma força gigantesca e perturbadora – é uma mistura de Kindle e iPad, um aparelho mais compacto para ver vídeos e acessar a internet, e tem preço ótimo. Mas por enquanto ainda precisa ser refinado; se você está acostumado com o iPad ou um tablet Android “real”, os probleminhas de software vão deixá-lo furioso.

Mas a Amazon tende a remover os defeitos de suas criações 1.0 até que produza um sucesso. Ou, como se diz no mundo da tecnologia, “se a safra atual de leitores eletrônicos não o agrada, basta esperar um minuto”.

POR DAVID POGUE | Publicado originalmente em “THE NEW YORK TIMES” | Tradução de PAULO MIGLIACCI | Publicado no Brasil por Folha.com | 14/11/2011 – 17h50

Kindle de US$ 79 custa US$ 84 para ser produzido, diz análise


Uma análise recente da IHS iSuppli determinou que o modelo mais barato do Kindle, da Amazon, vendido por US$ 79, custa US$ 84,25 para ser produzido.

No resultado, a iSuppli concluiu que o custo de materiais do Kindle é de US 78,59, incluindo a tela de 6 polegadas com tecnologia e-ink, com preço de US$ 30,50. A empresa de pesquisas estima que os custos de produção ficam na casa dos US$ 5,66 por aparelho.

Kindle Touch, novo leitor de livros eletrônicos da Amazon | Shannon Stapleton /Reuters

Mesmo que a Amazon pague mais do que US$ 79 pelo Kindle, a empresa tem outros meios de fazer dinheiro com o aparelho. Esse modelo de Kindle inclui propagandas que são exibidas na tela de descanso e no rodapé da tela inicial do aparelho.

A empresa enxerga cada aparelho da família Kindle como uma forma de aumentar as vendas de livros digitais, músicas, jogos e aplicativos.

DA ASSOCIATED PRESS, EM SAN FRANCISCO | Publicado por Folha.com | 11/11/2011 – 17h20

Barnes & Noble lança Nook Tablet, novo rival do Kindle Fire


A Barnes & Noble lançou um novo tablet para competir com a Amazon e a Apple nas vendas de fim de ano.

Ela vai cobrar US$ 249 pelo Nook Tablet, que deve chegar às prateleiras no final da semana que vem. O Kindle Fire, da Amazon, custa US$ 199 e começa a ser enviado em 15 de novembro.

William Lynch, executivo-chefe da Barnes & Noble, apresenta o novo Nook Tablet durante evento em Nova York | Shannon Stapleton/Reuters

O tablet Nook tem tela de sete polegadas, 16 Gbytes de armazenamento e cerca de 400 gramas de peso. Ele aguenta nove horas de reprodução de vídeo e é integrado com as bibliotecas de vídeo do Netflix e com o serviço de streaming Hulu Plus, disse o executivo-chefe da Barnes & Noble, William Lynch.

Lynch disse também que os 8 Gbytes de memória oferecidos pelo Kindle Fire são “insuficientes”.

O novo Nook é equipado com processador de duplo núcleo de 1 GHz e 1 Gbyte de RAM.

O Nook Tablet, durante uma demonstração no evento de lançamento do aparelho | Shannon Stapleton/Reuters

A Barnes & Noble tem enfrentado anos de encolhimento nas vendas de livros, por isso está investindo dezenas de milhões de dólares para desenvolver o Nook, a fim de se reinventar conforme os leitores adotam livros eletrônicos. A empresa afirma deter, no momento, cerca de um quarto do mercado de livros digitais.

DA REUTERS, EM NOVA YORK | Publicado por Folha.com | 07/11/2011 – 15h34

Barnes & Noble vai lançar modelo de tablet no dia 16/11


A rede de livrarias americana Barnes & Noble vai lançar um tablet no dia 16 de novembro, segundo o Engadget. O modelo seria o primeiro tablet a fazer parte da linha Nook, composta hoje só por leitores eletrônicos.

Recentemente, a Amazon.com, que fabrica o leitor eletrônico Kindle, um dos principais rivais do Nook, inseriu um tablet nessa linha, o Kindle Fire. O novo Nook seria a resposta da Barnes & Noble a esse lançamento.

O tablet da Barnes & Noble será semelhante ao leitor eletrônico Nook Color, diz o Engadget, com tela sensível ao toque de 7 polegadas.

Mulher experimenta o Nook Color em uma loja da Barnes & Noble | Brian Snyder - 18.mar.11/Reuters

O preço do tablet Nook vai ser US$ 249, US$ 50 mais alto que o do Kindle Fire.

Em compensação, o tablet da Barnes & Noble terá memória duas vezes maior e espaço interno também duas vezes maior que o do Fire, afirma o Engadget.

As pré-vendas começam na próxima segunda-feira [7].

Folha.com | Com informações da Engadget | 04/11/2011 – 17h49

Apple diz não temer Kindle Fire, tablet da Amazon


Para Tim Cook, executivo-chefe, e Peter Oppenheimer, chefe financeiro da Apple, o tablet Kindle Fire, da Amazon, será mais uma forma de fragmentar ainda mais o Android. O relato foi feito por Ben Reitzes, analista da Barclays Capital, que se reuniu com ambos recentemente.

Quanto mais fragmentação, melhor, diz a Apple, já que assim mais usuários procurarão a plataforma estável da Apple“, afirma Reitzes, segundo o Business Insider. Ele diz ainda que mesmo o preço de US$ 199 – metade do preço inicial do iPad – não deixa a empresa temerosa.

Kindle Fire, tablet da Amazon, exibido em coletiva de imprensa em Nova York | Mark Lennihan - 28.set.2011/Associated Press

O Kindle Fire será lançado oficialmente no dia 15 de novembro e conta com uma versão completamente modificada do sistema operacional do Google. A Amazon o redesenhou para que o usuário navegue em boa parte do tempo dentro apenas do ecossistema criado pela empresa, com livros, filmes e jogos.

Folha.com | 04/11/2011 – 06h42

Amazon lança serviço de biblioteca de livro digital


A Amazon anunciou que os donos de Kindle que também forem membros do programa Amazon Prime agora terão acesso ao novo serviço de biblioteca digital da companhia.

Kindle Fire, tablet da Amazon, exibido em coletiva de imprensa em Nova York | Mark Lennihan - 28.set.2011/Associated Press

Tais assinantes poderão escolher entre milhares de títulos para ler de graça no Kindle, incluindo mais de 100 best-sellers atuais e antigos do “New York Times”, com limite de um livro por mês, afirmou a companhia.

O Amazon Prime custa US$ 79 por ano nos Estados Unidos e dá aos membros o envio gratuito de itens em dois dias além de acesso livre a quase 13 mil programas de TV e filmes.

Folha.com | 03/11/2011 – 11h09

Ler livros em um tablet


Testamos o Kobo, o aplicativo de leitura para o PlayBook. As diferenças entre um tablet e um eReader.

Uma das grandes perguntas do momento: Um tablet é a mesma coisa que um eReader? A resposta é: Não.

Os livros digitais, como o Amazon Kindle ou o Papyre da Grammata, foram pensados para o conceito de leitura aplicada aos livros de papel e não para serem reprodutores multimídia ou navegadores web e de redes sociais. A tecnologia por trás dos eReaders – dispositivos que usam tinta digital – está composta por um polímero em formato de pequenas bolinhas que, por condução elétrica, forma as palavras e as ilustrações de um livro digital. Isto possibilita que o aparelho gaste muito pouca energia, e por não ser retroiluminado, não cansa tanto a vista durante a leitura e sua autonomia é de semanas e não horas como em um tablet.

A Amazon já lançou também o seu próprio tablet, o Kindle Fire de 7 polegadas, e porque ele não usa tinta eletrônica na tela, ele não cumpre com as normas de um eReader.

Mas como é a experiência de ler em um tablet? Usemos o PlayBook de exemplo.

A BlackBerry achou que o fato do seu tablet possuir uma tela de 7 polegadas era uma boa oportunidade para oferecer uma loja com um aplicativo para comprar livros e, assim, levar um e-book para dentro do PlayBook. Para isso escolheu a Kobo, uma livraria virtual que tem mais de 2 milhões de títulos em vários idiomas [a Kobo também vende um e-Book de baixo custo].

O aplicativo da Kobo não vem pré-instalado no PlayBook, portanto é preciso fazer o download – gratuito – dele na loja AppWord. Quando estiver em funcionamento no nosso tablet, teremos que abrir uma conta na Kobo para gerar nosso usuário e, assim, podermos ir às compras. Ainda não há grande variedade de títulos em português na área de novidades, mas é possível conseguir clássicos. Se, por exemplo, você estiver buscando a saga da famosa série de televisão “Game of Thrones”, de George R. R. Martin, só encontrará no idioma de Shakespeare.

De qualquer forma o Kobo não é muito viável se estamos famintos por best sellers recentes traduzidos ao português. Pelo PlayBook também é possível ter acesso a 184 livros [em inglês] gratuitamente. Entre eles há bons títulos como ‘Alice no País das Maravilhas’, ‘A Arte da Guerra’, ‘A lenda do Cavaleiro Sem-Cabeça’, ‘Drácula’, entre tantos outros.

O aplicativo de leitura inclui o e-shop para a compra de títulos [rondam os US$ 9,59] e nossa biblioteca, onde se você vai organizando os livros baixados. Quando estivermos na biblioteca, podemos escolher os títulos simplesmente tocando a tela com o dedo, e o livro se abrirá. Nos momentos de leitura, o mais cômodo será colocar o tablet na posição vertical e, em seguida, baixar o brilho da tela [dentro do próprio aplicativo] para que se ajuste melhor aos olhos. 25% menos que o brilho máximo é o tom mais similar ao do papel e consome menos bateria.

Quando quisermos marcar uma página como favorita, podemos fazer uma “DogEar” [dobrar a orelha superior do livro] de forma virtual, e teremos uma lista de páginas destacadas que poderemos consultar a partir do menu de “DogEars”.

Cada vez que interrompermos a leitura, o livro ganhará automaticamente um marcador virtual, para mostrar onde paramos. Quando retomarmos, o e-Book abrirá diretamente nessa última página marcada.

O PlayBook oferece uma boa sensação durante a leitura, porque o dispositivo não é pesado e não cansa as mãos nem a vista [com o brilho reduzido], embora se sinta a ausência de uma maior quantidade de livros em português.

Se você é fluente em inglês ou bilíngue e tem um PlayBook, o aplicativo da Kobo é superindicado, já que de cara temos quase 200 livros grátis e de ótima qualidade para baixar. E também podemos dar uma volta pelo e-shop para ver se encontramos algum lançamento que ainda não foi publicado no nosso idioma.

Se você quer saber mais sobre este tablet, visite-nos em http://br.blackberry.com/playbook-tablet.

Publicado originalmente em MSN TECNOLOGIA | 30/10/2011 16:31

Tablet da Amazon pode ser o grande sucesso deste final de ano


O tablet Kindle Fire pode ser o eletrônico mais vendido nas férias deste fim de ano nos Estados Unidos, pressionando as margens de lucro da Amazon, mas dando à maior varejista da internet milhões de potenciais clientes dispostos a utilizar o aparelho para fazer compras on-line.

Desde que o executivo-chefe da Amazon, Jeff Bezos, lançou, em 28 de setembro, o tablet por US$ 199, um preço inferior ao esperado, alguns analistas elevaram suas estimativas de vendas para o dispositivo.

Jeff Bezos, executivo-chefe da Amazon, apresenta o tablet Kindle Fire | Photo Emmanuel Dunand, France-Presse

A Amazon recebeu 95 mil pedidos pelo aparelho no primeiro dia de vendas e tem registrado, em média, cerca de 20 mil pedidos diários desde então, estimou a empresa de monitoração de e-mails eDataSource. O aparelho começa a ser vendido em 15 de novembro.

O site de tecnologia AllThingsD noticiou em 6 de novembro que a Amazon está vendendo mais de 25 mil unidades de Kindle Fire por dia, citando fontes não identificadas próximas da companhia.

Os números que andam circulando pela internet são muito baixos“, disse Mark Gerber, analista da Detwiler Fenton & Co. “As compras em pré-venda e o surpreendente preço de US$ 199 significam que eles venderão facilmente cinco milhões de unidades neste trimestre.

Gerber esperava anteriormente que a Amazon vendesse de três a quatro milhões de tablets no quarto trimestre.

A Amazon se recusou a comentar o assunto. Mas Gerber e outros analistas estarão observando de perto pistas sobre as encomendas do tablet quando a companhia divulgar seus resultados em 25 de outubro.

Espera-se que a empresa tenha lucro de US$ 0,24 por ação e receita de US$ 10,93 bilhões no terceiro trimestre fiscal, segundo a Thomson Reuters I/B/E/S.

DA REUTERS | Publicado na Folha.com | TEC | 20/10/2011 – 07h21

Amazon aumenta produção de tablets Kindle Fire, diz site


A Amazon aumentou o número de encomendas de tablets Kindle Fire para mais de 5 milhões de unidades, disseram fornecedores de componentes ao jornal “DigiTimes”.

Seria uma resposta à alta demanda pelo produto, diz o site da publicação.

Jeff Bezos, executivo-chefe da Amazon, apresenta o tablet Kindle Fire | Photo Emmanuel Dunand, France-Presse

Cnet diz que a medida pode parecer um tanto confiante para um dispositivo que ainda nem chegou aos consumidores, mas lembra que, segundo estimativas, a Amazon teria comercializado quase 100 mil unidades do Kindle Fire no primeiro dia da pré-venda e cerca de 20 mil por dia nos seis dias seguintes.

O “DigiTimes” diz que a loja virtual norte-americana já fizera um pedido de aumento no terceiro trimestre do ano – de 3,5 milhões para 4 milhões de unidades.

Wintek, Chunghwa Picture Tubes, LG Display, Ilitek, Quanta Computer, Aces Connectors e Wah Hong Industrial são algumas parceiras da Amazon que devem se beneficiar do aumento de produção do tablet, diz a publicação.

Folha.com | 10/11/2011 – 12h47

iPad traz mais opções para público infantil


Falta de aplicativos específicos para crianças é o principal entrave para os tablets com Android Honeycomb

Oferta de apps para o aparelho da Apple é maior, mas grande parte do conteúdo está disponível só em inglês

Apesar de haver diversas opções de tablets nas lojas brasileiras, poucos aparelhos desempenham bem essa função de primeiro computador infantil. O grande entrave é a falta de conteúdo específico.

O cenário esvaziado acontece pela escolha do sistema operacional: a maioria dos fabricantes opta pelo Android Honeycomb, a versão turbinada do sistema do

Google para tablets. O software mistura elementos de desktop -como a barra fixa na parte inferior- com recursos sensíveis ao toque.

Porém a loja de aplicativos para esses tablets ainda não deslanchou, e a oferta de programas para os mais pequenos é muito limitada. São apenas cerca de
500 apps para o Honeycomb -poucas dezenas dedicados às crianças.

Isso faz com que o navegador de web seja o principal canal de conteúdo desses aparelhos, algo que desktops e notebooks já oferecem, com preço menor.

Livros com vídeo e áudio, revistas especializadas e até os principais jogos voltados para o público infantil são encontrados em outro aparelho: o iPad 2, da Apple.

Por ter atraído grande parte dos desenvolvedores para a plataforma iOS, a loja de aplicativos da Apple traz centenas de apps criados para crianças e adolescentes.

Um exemplo é o livro “The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore”. Citado em várias listas de melhores apps do ano, ele mistura animação, narração e interatividade e tem preço menor que o de um livro físico [US$ 5].

Há também soluções de pintura digital, música e aprendizado em digitação.

Mas há dois problemas para os pais: grande parte do conteúdo é em inglês -um impedimento para a maioria das crianças-, e a App Store brasileira não oferece todos os milhares de aplicativos para iPad -é preciso improvisar e criar uma conta americana para ter acesso a tudo.

DOIS EM UM

Apesar do marasmo da loja do Android, os concorrentes da Apple têm alguns trunfos na disputa com o iPad.

O Eee Pad Transformer, da Asus, por exemplo, oferece um teclado físico destacável que transforma o tablet em um netbook -facilitando o aprendizado da escrita em teclado físico e fazendo a função de dois aparelhos.

Já o Galaxy Tab 10.1, da Samsung, traz um sistema redesenhado, intuitivo e próximo ao de um notebook, e tem peso reduzido [565 gramas].

Quem quiser deixar a compra do aparelho para o futuro pode ter no Kindle Fire uma boa opção. O recém-anunciado tablet da Amazon está em pré-venda nos EUA e ainda não tem previsão de chegada ao Brasil.

Mas, quando aterrissar por aqui, o Kindle Fire deve trazer todo o catálogo da loja on-line: mais de 17 milhões de músicas, 800 mil livros e milhares de apps. Com tela de sete polegadas e muito leve [414 gramas], tem potencial para agradar ao público infantil.

POR LEONARDO MARTINS | COLABORAÇÃO PARA A FOLHA | 05/10/2011

Amazon Kindle continua com falta de suporte ao formato ePub


Kindle [AZW], TXT, PDF, Audible [Audible Enhanced [AA,AAX], MP3, MOBI não protegido, PRC nativamente; HTML, DOC, DOCX, JPEG, GIF, PNG, BMP por meio de conversão.

Esses são os formatos de conteúdo suportados pelo novo Kindle Touch, da Amazon. O modelo mais barato, chamado apenas de Kindle, não reproduz áudio. O tablet Kindle Fire, por sua vez, suporta mais alguns formatos, como OGG, MP4 e VP8.

Foi meio decepcionante ver que nenhum dos novos modelos de Kindle [assim como os velhos] oferece suporte a EPUB, um padrão bem difundido de distribuição de documentos digitais. Gratuito e aberto, é adotado por muitos repositórios de livros eletrônicos e compatível com leitores como Barnes & Noble Nook, iRiver Story e Sony Reader, além de vários tablets. Mas não com o e-reader da Amazon.

Vejo dois perfis de leitores que, por conta dessa limitação, podem se frustrar muito ao ter um Kindle: 1] os que leem sobretudo obras que estão em domínio público; 2] os que não querem ler em inglês.

Para os leitores do primeiro tipo, tenho a impressão de que a coisa está melhorando – parece-me cada vez mais fácil achar obras em domínio público disponíveis no formato do Kindle. Para os do segundo, o negócio é mais complicado. No Brasil, especificamente, as lojas costumam vender e-books apenas em EPUB ou PDF, e o catálogo em português na Amazon é bem limitado.

A farta disponibilidade de obras em domínio público e em português [ou outras línguas que não o inglês] no padrão PDF, que é compatível com o Kindle, não melhora muito as coisas, pois o aparelho da Amazon oferece um suporte muito limitado ao formato. Os níveis de zoom, por exemplo, são todos predefinidos [ajustar para caber, tamanho real, 150%, 200%, 300%] – não é possível dar um zoom de 130%. [Essa opinião sobre o suporte a PDF é baseada na minha experiência com o Kindle 3, atual Kindle Keyboard, mas acredito que os novos modelos – com exceção do Fire – não apresentem melhora significativa nesse quesito.]

Os donos de Kindle nos Estados Unidos ainda sofrem com o problema de muitas bibliotecas trabalharem prioritariamente com EPUB.

A questão do EPUB gera discussões intermináveis, como esta no fórum da Amazon, com 642 posts desde dezembro do ano passado. Não são raros os comentários na linha “comprei um Nook/Sony Reader/outro concorrente em vez de um Kindle por causa da falta de suporte deste a EPUB”.

Uma solução comumente utilizada é converter arquivos em EPUB [ou mesmo em PDF] para MOBI, formato semelhante ao AZW. O resultado, porém, pode variar.

Escrito por Emerson Kimura | Publicado Folha Online | 05/10/2011, 06h54

Vendido a US$ 199, tablet da Amazon custa US$ 210 para fabricar


Os custos de fabricação do novo tablet da Amazon.com, o Kindle Fire, serão de US$ 209,63, afirmou a consultoria IHS iSuppli nesta sexta-feira, mostrando como a gigante do comércio eletrônico está tendo um prejuízo financeiro inicial para fazer com que o aparelho chegue ao maior número possível de consumidores.

Kindle Fire, tablet da Amazon

O executivo-chefe da Amazon, Jeff Bezos, divulgou o Kindle Fire na quarta-feira com um preço menor que o esperado: US$ 199.

O lançamento motivou preocupações sobre uma guerra de preços no mercado de tablets de baixo custo, atualmente dominado por aparelhos que rodam o sistema operacional Android, do Google, de empresas como Samsung, Motorola Mobility e HTC.

O executivo-chefe da Amazon, Jeff Bezos, mostra novos dispositivos da empresa | Photo Justin Lane | Efe

A IHS iSuppli disse que os componentes empregados na fabricação do Kindle Fire custam US$ 191,65. Despesas de fabricação adicionais levam o custo total para 209,63 dólares.

De acordo com as estimativas da IHS iSuppli, a companhia pode perder pouco menos de US$ 10 em cada Fire vendido. Mas a Amazon está esperando que o aparelho estimule usuários a comprar mais produtos e serviços da empresa, compensando o prejuízo inicial.

“O real benefício do Kindle Fire para a Amazon não será nas vendas de hardware ou conteúdos digitais. Em vez disso, o Kindle Fire, e toda a demanda por conteúdo que ele estimula, servirá para promover as vendas de todos os tipos de bens físicos que compreendem a maioria dos negócios do Amazon”, disse a IHS iSuppli em comunicado.

DA REUTERS, EM SAN FRANCISCO | Publicado por Folha.com, TEC | 30/09/2011 – 19h29

Kindle Fire a US$199 desperta questões sobre suprimento e margem


O preço baixíssimo do novo tablet Kindle Fire está despertando questões sobre a capacidade da Amazon.com para atender à demanda pelo aparelho e seu possível efeito sobre as margens de lucros já baixas da empresa.

Jeff Bezos, o bilionário presidente-executivo da Amazon, mostrou o Fire na quarta-feira, anunciando preço de US$ 199, inferior ao esperado.

Bezos anunciou que a companhia estava produzindo “milhões” de unidades do novo aparelho, sem acrescentar números mais específicos. Mas instou os consumidores a fazerem pré-encomendas do produto o mais cedo que pudessem.

Quando Bezos disse que as pessoas deveriam pedir o mais rápido possível, não estava apenas promovendo as vendas“, disse Brian Blair, analista da Wedge Partners. “Estava também anunciando às pessoas que os estoques do Fire vão se esgotar.

Quando o primeiro Kindle foi lançado, em 2007, a Amazon não produziu o aparelho em volume suficiente e o estoque inicial se esgotou em menos de uma semana. Isso implicou em vendas perdidas e em colocar o aparelho nas mãos de menor número de clientes, prejudicando a adoção rápida.

Espero que tenham aprendido a lição que isso ensinou“, disse Vinita Jakhanwal, analista da IHS iSuppli, que estuda as cadeias de suprimentos do setor de eletrônicos.

Porta-vozes da Amazon não responderam a pedidos de comentários na quinta-feira.

A Amazon encomendou entre quatro milhões e cinco milhões de telas para o Fire no quarto trimestre, um volume “bastante significativo,” disse Jakhanwal.

Mas a tecnologia usada nas telas do Fire já está em circulação há pelo menos um ano, e vem sendo produzida em volume elevado, o que reduz a chance de uma escassez de componentes, disse Jakhanwal.

Um dos componentes que enfrentava escassez de oferta no primeiro semestre de 2011 eram as telas de 10 polegadas, em larga medida devido ao iPad, de acordo com Bradley Gastwirth, do grupo de pesquisa de tecnologia ABR Investment Strategy.

Essa deve ter sido uma das principais razões para que a Amazon começasse com o formato de sete polegadas“, disse.

O preço de US$ 199 também causa preocupações aos analistas quanto às margens de lucros da Amazon.

A companhia sempre concorre agressivamente em termos de preços, e muitas vezes absorve prejuízos ao ingressar em novos mercados. Gene Munster, analista da PiperJaffray, estima que a companhia possa perder US$ 50 com cada Fire vendido.

DA REUTERS | Publicado por Folha.com | TEC | 30/09/2011 – 11h41

Kindle Fire terá quadrinhos da DC Entertainment com exclusividade


A DC Entertainment anunciou hoje que seus quadrinhos serão vendidos com exclusividade pela Amazon para o Kindle Fire, novo tablet anunciado ontem pela empresa.

Cem títulos estão disponíveis na Kindle Store, entre eles as famosas séries “Watchmen”, “V de Vingança”, “Superman: Earth One” [ainda inédito no Brasil], “Sandman” e “O Cavaleiro das Trevas” [veja aqui a lista completa].

“Estamos entusiasmados de trabalhar com o líder em livros digitais para trazer muitas das mais amadas e vendidas graphic novels do mundo aos leitores do Kindle”, disse Jim Lee, copublisher da DC Entertainment, ao site oficial da empresa.

Algumas dessas HQs nunca estiveram disponíveis em formato digital“, disse também ao site o vice-presidente de conteúdo do Kindle, Russ Grandinetti. “Acreditamos que os consumidores irão amá-las.

Segundo a DC Entertainment, as graphic novels estarão disponíveis para usuários do Kindle Fire na Kindle Store em breve. “Watchmen” e “Superman: Earth One” já estão disponíveeis em pré-venda, apenas para os Estados Unidos.

Jim Lee, copublisher da DC Entertainment, mostra a graphic novel "Superman: Earth One" em um Kindle Fire

Folha.com | 29/09/2011 – 16h14