Enhanced eBooks


Por Felipe Lindoso | Publicado originalmente em PublishNews o no Blog O Xis do Problema | 11/11/2014

Recentemente a newsletter DBW – Digital Book World Daily publicou extenso artigo sobre as razões pelas quais os chamados livros digitais enriquecidos [enhanced] não haviam ganhado impulso. O artigo, The Real Reason Enhanced Ebooks Haven’t Taken Off [Or, Evan Schnittman Was Right… For the Most Part], escrito por Peter Constanzo, destacava palestra de Evan Schnittman, pensador da indústria digital e diretor de vendas da Hachette Book Group na Feira de Londres em 2011. Nessa apresentação, Schnittman disse que o formato estava praticamente morto e era um beco sem saída para os editores.

O fato é que, alguns anos antes disso, inclusive em um dos Congressos do Livro Digital da CBL, essa moda do livro digital enriquecido – que permitia a inserção de áudio e vídeo de modo dinâmico – havia sido apresentado como a evolução mais importante do setor editorial. Esse segmento da indústria editorial, o dos livros eletrônicos, apesar de bem recente, já viveu alguns modismos que desapareceram rapidamente, como o das “leituras sociais” [quem tem paciência, mesmo, de ficar lendo em conjunto com um bando de desconhecidos?] e os apps autônomos para a publicação de livros, que só subsistem hoje para alguns livros ilustrados infantis.

Mas voltemos ao assunto.

Schnittman assinalava um ponto indiscutível, e que até hoje representa um entrave considerável. Os formatos enhanced não podem ser lidos com a mesma eficácia em todas as plataformas. O que funciona bem para tablets, e em especial para o iPad, mesmo que distribuído pela Amazon [suponho que também funcione bem para o Kindle Fire]. O formato não é “trans-plataforma”. Comparando com música e jogos, Constanzo assinala que podemos escutar a música baixada online em qualquer aparelho digital, assim como se pode jogar “Call of Duty” em várias plataformas, com o mesmo resultado. O mesmo vale para filmes vistos em streaming ou nos DVDs comprados ou alugados. Mas isso não acontecia com os livros “transmedia” elaborados com o ePub3.

Eu já havia observado publicações transmedia e em ePub 3 [ou desenvolvidos com HTML5] muito eficazes em publicações científicas. Acreditava que as editoras de CTP estavam mais bem capacitadas para usar esses formatos com grande eficiência, inclusive porque a maior parte de suas publicações era mesmo lida em desktops ou tablets, e online.

Minha experiência com leitores de e-books – tanto o Kindle como o Kobo – deixava evidente as limitações para visão de fotografias [mesmo em preto&branco] e, principalmente, de mapas e diagramas. É realmente difícil. E por isso mesmo mantinha em reserva minhas dúvidas quanto aos formatos transmedia.

Bom: Constanzo desenvolve o artigo dizendo que, em absoluto, não é o caso de desprezar os empreendimentos editoriais em ePub3 de livros enriquecidos. Diz ele que, especialmente “para livros de não-ficção selecionados, podem ser muito bem combinados com áudio e vídeos selecionados com curadoria”.

Na recente II Conferência Revolução e-Book, promovida pelo Eduardo Melo e sua equipe da Simplíssimo, assisti a uma amostra de que essa observação é realmente correta. Em casos específicos, os e-books avançados podem realmente proporcionar ao leitor uma experiência diferenciada.

A palestra de Cindy Leopoldo e Maria de Fátima Fernandes, da Intrínseca, sobre a Coleção Ditadura – a reedição dos livros do jornalista Elio Gaspari sobre o golpe civil-militar de 1964, sua evolução e dissolução final – foi muito esclarecedora.

Os livros do Gaspari  tiveram novas edições em papel e em vários formatos de e-books, como podemos ver nesta tabela que extraí da apresentação de Cindy Leopoldo durante a conferência:

Fonte: Apresentação de Cindy Leopoldo

Fonte: Apresentação de Cindy Leopoldo

A simples tabela mostra como o conteúdo foi muito enriquecido com o formato mais avançado.

Entretanto, as limitações para leitura nos aparelhos comuns são evidentes. A tabela abaixo, também retirada da apresentação de Cindy, explicita isso:

Fonte: Apresentação de Cindy Leopoldo

Fonte: Apresentação de Cindy Leopoldo

Como se vê, os livros vendidos pela Amazon só podem ser plenamente desfrutados se abertos nos apps da varejista no iPad [talvez no Kindle Fire]. Na loja brasileira da Amazon, esse tal de KEAV é acrônimo para Kindle Editions with Audio/Video. Lá diz também que esse tipo de arquivo pode ser aberto em todos os formatos do Kindle, mas eu testei e, de fato, no Kindle Paperwhite, nem o áudio nem o vídeo funcionam. Outro aviso da Amazon diz que “o título tem layouts complexos e foi otimizado para leitura em dispositivos com telas maiores”, mas não explicita suas deficiências de leitura nos Kindle normais. Pegadinha… Ou, como escreveu Erick Schonfeld no TechCrunc,“se você quiser essas características adicionais, a Amazon está basicamente lhe dizendo que compre um iPad”.

Um ponto muito importante na palestra da Cindy e da Maria de Fátima é que a produção do ePub3 e os acréscimos foram realmente objeto de uma cuidadosa curadoria, e colocados de modo que o leitor tenha acesso opcional a esses materiais adicionais. Segundo as duas, o autor fazia questões que a fluidez da leitura do texto não fosse prejudicada. Ao contrário, que pudesse ser enriquecida para os leitores que procurassem conhecer documentos originais, gravações de áudio e vídeo que estão referidos ou mencionados no texto.

Para que isso fosse possível, a Intrínseca teve que contratar assessoria específica para elaborar um verdadeiro roteiro da inserção desse material adicional. O trabalho foi muito grande, apesar das dificuldades propriamente técnicas não serem exatamente difíceis, usando as ferramentas disponíveis no HTML5.

Cindy teve a gentileza de me enviar links promocionais para baixar os livros na loja da Apple e, realmente, os livros são muito enriquecidos com esses anexos. As notas aparecem em pop-up, as transcrições de áudio e vídeo funcionam corretamente.

Na palestra, Cindy Leopoldo foi questionada sobre o resultado das vendas para a editora. Declinou responder, afirmando que não tinha informações da área comercial da editora.

Os quatro livros foram produzidos internamente na Intrínseca. O processo é realmente complexo, e no total foram produzidas vinte versões [cinco para cada tomo]. Evidentemente trata-se de um investimento de vulto que, com certeza, só poderá ser recuperado a longo prazo.

O conjunto do trabalho corrobora as observações de Constanzo. O esforço só compensa para certo tipo de livros de não ficção [ou quem sabe, algumas versões bem especiais de livros de ficção, e me ocorre particularmente a possibilidade de uma versão em ePub3 do romance The select works of T. S. Spivet, de Leif Larsen – The Penguin Press [O mundo explicado por T.S. Spivet – Nova Fronteira. Não li em português, mas a edição em inglês é belíssima e curiosa, e o livro virou filme em cartaz]. E, certamente, os livros técnico científicos.

São produções caras e trabalhosas, que produzem resultados muito interessantes. Mas as limitações para sua expansão são bem reais. Só lamento não haverem completado o esforço e os recursos do HTML5 e do ePUB3 para lançar de vez em formato acessível para deficientes visuais. Segundo Cindy, houve pressão de prazo para não perder o aniversário do triste golpe. Mas esse mercado está aí, ansioso por conteúdo.

De qualquer maneira, parabéns à Intrínseca pela iniciativa corajosa, e à Cindy Leopoldo e sua equipe pelo belo trabalho.

Comentários e observações são bem vindas no blog www.oxisdoproblema.com.br.

Por Felipe Lindoso | Publicado originalmente em PublishNews o no Blog O Xis do Problema | 11/11/2014

Felipe Lindoso

Felipe Lindoso é jornalista, tradutor, editor e consultor de políticas públicas para o livro e leitura. Foi sócio da Editora Marco Zero, diretor da Câmara Brasileira do Livro e consultor do CERLALC – Centro Regional para o Livro na América Latina e Caribe, órgão da UNESCO. Publicou, em 2004, O Brasil pode ser um país de leitores? Política para a cultura, política para o livro, pela Summus Editorial. Mantêm o blogwww.oxisdoproblema.com.br

A coluna O X da questão traz reflexões sobre as peculiaridades e dificuldades da vida editorial nesse nosso país de dimensões continentais, sem bibliotecas e com uma rede de livrarias muito precária. Sob uma visão sociológica, este espaço analisa, entre outras coisas, as razões que impedem belos e substanciosos livros de chegarem às mãos dos leitores brasileiros na quantidade e preço que merecem.

Amazon lança leitor portátil para pagamentos com cartões


Serviço poderá ser usado em tablets, smartphones e Kindle

 

Briga: o Local Register vai concorrer com Square, PayPal e GoPayment | Uncredited / AP

Briga: o Local Register vai concorrer com Square, PayPal e GoPayment | Uncredited / AP

NOVA YORK | De olho no setor de dispositivos móveis de pagamento, a Amazon anunciou nesta quarta-feira o lançamento do Amazon Local Register, um processador de cartões de crédito e débito e um aplicativo móvel desenhados para ajudar pequenas empresas e profissionais de serviços diversos a aceitarem pagamento mediante smartphones e tablets. A iniciativa coloca a gigante do varejo on-line em concorrência direta com a Square e outros sistemas de processamento móvel de pagamento, como o PayPal Here e GoPayment, do Intuit.

A tecnologia da Amazon inclui um leitor de cartão que é aclopado a smartphone, Kindle ou tablet. O dispositivo processa pagamentos de cartões de crédito e débito por meio de rede segura da Amazon, a mesma que processa as compras na Amazon.com. O serviço é desenhado para servir donos de pequenos negócios ou serviços que de outra forma aceitariam receber apenas dinheiro ou cheque. São profissionais como terapeutas e massagistas, entre outros.

Para que esses pequenos negócios e serviços comecem a usar o Local Register é preciso criar uma conta no endereço do serviço. É preciso ainda adquirir o leitor de cartões da Amazon por US$ 10, e fazer o download gratuito do aplicativo diretamente da Amazon app store, da Apple app store ou do Google Play. O aplicativo funciona com a maioria dos smartphones e tablets, inclusive o Kindle Fire.

GUERRA DE PREÇOS

Para concorrer com os rivais do setor de pagamento móvel, a Amazon recorrerá à sua estratégia característica: o preço. Para clientes que se inscreverem para o receber o serviço até 31 de outubro, a Amazon vai cobrar como taxa 1,75% de cada pagamento processado, ou cada “swipe” do cartão. Trata-se de uma taxa especial que vai durar até 1º de janeiro de 2016. Para pessoas que se inscreverem após 31 de outubro, a Amazon cobrará uma taxa de 2,5% por cada pagamento processado.

Os primeiros US$ 10 em taxas cobradas serão devolvidos ao cliente, essencialmente apagando o custo do leitor de cartões.

Esses valores estão bem abaixo das taxas da concorrência. A Square cobra 2,75% por cada transação; e a PayPal Here, 2,7%. As taxas cobradas pela GoPayment começam a 1,75%, se os usuários tiverem um plano mensal de US$ 19,95; ou 2,4%, se não tiverem um plano mensal.

— Alguns empresários disseram que a única coisa que os fariam mudar de sistema seria a economia de custos — disse Matt Swann, vice-presidente de Comércio Local da Amazon.

Publicado originalmente em O Globo | 13/08/2014, às 22:39

Tudo o que você precisa saber sobre o Kindle Unlimited, o “Netflix de livros” da Amazon


Por Paulo Higa | Publicado originalmente em Tecnoblog | 18/07/2014 às 14h49

Kindle Unlimited oferece mais de 600 mil ebooks por 10 dólares mensais

A Amazon confirmou as expectativas e lançou, nesta sexta-feira [18], o Kindle Unlimited, um serviço que oferece acesso ilimitado a um catálogo de mais de 600 mil ebooks e milhares de audiobooks com uma assinatura mensal de US$ 9,99. Sem prazo de devolução, os livros podem ser lidos tanto nos leitores Kindle quanto nos smartphones, tablets e computadores com o aplicativo gratuito do Kindle.

Como funciona esse negócio?

Pensar no Kindle Unlimited como um “Netflix de livros” é a maneira mais fácil de entender como o serviço funciona. Na página da Amazon, há uma opção para degustar o Kindle Unlimited por 30 dias. Enquanto você for assinante, receberá uma cobrança mensal de 10 dólares no cartão de crédito e poderá ler quantos livros quiser nos dispositivos atrelados à sua conta. Ao cancelar a assinatura, os ebooks são automaticamente retirados da sua coleção.

Tanto no Kindle quanto na loja da Amazon, próximo ao botão de compra, haverá um botão para “ler de graça” em mais de 600 mil obras. Depois que o ebook for baixado, você pode lê-lo como se fosse seu: há sincronização com o Whispersync, o que significa que a página, as marcações e as anotações são sincronizadas entre todos os seus dispositivos.

Não há prazo de devolução, mas há um limite de 10 ebooks emprestados simultaneamente. Quando você tentar ler o décimo primeiro livro, a Amazon irá sugerir a devolução do ebook emprestado há mais tempo — mas é possível selecionar outro. A qualquer momento, um ebook emprestado anteriormente pode ser baixado novamente, inclusive com as marcações sincronizadas na nuvem.

Além de livros em texto, o Kindle Unlimited permite acessar pouco mais de 2 mil audiobooks, mas eles só podem ser ouvidos em dispositivos com som, o que não inclui nenhum dos leitores Kindle vendidos hoje [Kindle e Kindle Paperwhite], só os tablets Kindle Fire e dispositivos Android e iOS com o aplicativo oficial do Kindle. O tamanho dos arquivos varia; aqui, gastei 156 MB para baixar o audiobook de The Hobbit.

Não está disponível no Brasil, mas…

O Kindle Unlimited só foi lançado nos Estados Unidos, mas o serviço funciona no Brasil caso você possua uma conta americana da Amazon com um endereço americano. O cartão de crédito precisa ser internacional, mas não necessariamente emitido nos Estados Unidos.

Se você se enquadra no caso acima, não deve ter dificuldade para testar e assinar o serviço. Se a conta for brasileira, é possível migrá-la para uma americana sem perder as compras já realizadas [no entanto, você não poderá adquirir novos conteúdos na Amazon.com.br]. Basta entrar em Gerencie seu Kindle e selecionar “Configurações do país”. Em “Brasil”, clique no link “Mudar”, preencha com o endereço americano e salve as alterações. É possível voltar para uma conta brasileira a qualquer momento fazendo o caminho inverso.

Em comparação com a Amazon brasileira, a Amazon americana possui uma quantidade maior de ebooks [2,7 milhões contra 2,2 milhões], mas menos títulos em português [27 mil contra 35 mil]. Os preços não estão totalmente conectados: alguns livros são mais baratos na loja americana; outros, na brasileira.

Na Amazon americana, é possível comprar audiobooks e fazer assinaturas de jornais e revistas, como O GloboZero HoraThe New York TimesNational Geographic e Vogue. Estranhamente, mesmo com jornais brasileiros, a assinatura não está disponível no Brasil, por isso, se você fizer o caminho inverso [migrar uma conta americana para uma brasileira], suas assinaturas serão automaticamente canceladas.

E quando o Kindle Unlimited será lançado oficialmente no Brasil? Procurada pelo Tecnoblog, a Amazon declarou que “não comenta planos futuros”. Como o serviço ainda não funciona nem no Reino Unido, outro mercado grande para a Amazon, é bom esperar sentado.

O que tem de bom para ler?

No momento em que escrevo este parágrafo, há 639 mil livros disponíveis no Kindle Unlimited, pouco menos de um quarto dos 2,7 milhões de ebooks da loja americana. Muitos títulos não estão disponíveis, mas a Amazon destaca algumas obras conhecidas: dá para ler a trilogia de The Lord of The Rings, os sete livros de Harry Potter, bem como 2001: A Space OdysseyThe Hobbit e Life of Pi, por exemplo.

Todos os livros acima estão em inglês, mas também há pouco menos de 8 mil títulos em português no Kindle Unlimited.

O problema é que, assim como na Netflix, liberar os conteúdos exige acordos comerciais. E as cinco grandes editoras americanas [Hachette, HarperCollins, Macmillan, Penguin Random House e Simon & Schuster] não disponibilizaram muitos livros, logo, há uma série de títulos famosos faltando. Boa parte dos livros do Kindle Unlimited, incluindo as obras em português, são de pequenas editoras ou autores independentes.

Portanto, mesmo que 600 mil ebooks pareça muito, na prática a história é um pouco diferente, e o acervo ainda é fraco se você estiver interessado apenas nos best sellers.

Quão fraco? Entre a lista dos 20 ebooks Kindle mais vendidos, apenas 3 estão no Kindle Unlimited: My Mother Was Nuts, em 1º; Pines, em 13º; e One Lavender Ribbon, em 20º. Na categoria Computadores e Tecnologia, a situação melhora [10 dos 20 podem ser lidos gratuitamente], mas a maioria dos livros são guias e tutoriais — nada de ler de graça a biografia do Steve Jobs ou o novo livro de Glenn Greenwald, portanto.

Entre os livros em português, a coisa é ainda mais triste, mas isso é até compreensível se considerarmos que o serviço, oficialmente, nem funciona no Brasil. Da lista dos 20 mais vendidos, só um está no Kindle Unlimited. E, na verdade, esse único livro não é voltado para brasileiros, mas sim para estrangeiros que desejam aprender a língua portuguesa.

Vale a pena o esforço?

O preço de US$ 9,99 por mês é bem atraente. Se você considerar que muitos ebooks custam esse preço ou até mais, basta pedir apenas um ou dois livros emprestados e a assinatura mensal já valeu a pena.

Só que a Amazon ainda precisa melhorar o acervo para o Kindle Unlimited ser realmente vantajoso. 600 mil ebooks é muita coisa, mas uma parcela bem pequena desses livros representa o que as pessoas querem ler. Eu tenho certeza que grande parte dos que estão lendo este texto passariam tranquilamente 10 horas por mês assistindo a filmes e séries na Netflix, mas não gastariam a mesma quantidade de horas lendo livros aleatórios na Amazon.

Resta saber se a Amazon conseguirá aumentar a disponibilidade de livros e, mais importante, se será capaz de convencer as editoras de que o modelo de negócios é interessante. Estamos até acostumados com serviços de streaming de músicas ou filmes, mas não de livros — embora já existissem opções antes do Kindle Unlimited, como o Oyster. Eu, como leitor, acho ótimo pagar só 10 dólares para ler quantos livros quiser. Mas, se estivesse do outro lado, comandando uma editora, não sei se toparia receber só alguns centavos por usuário.

Por Paulo Higa | Publicado originalmente em Tecnoblog | 18/07/2014 às 14h49

“A Revolução dos eBooks”, por Ednei Procópio


POR EDNEI PROCÓPIO

Hoje, terça-feira, dia 25, às 18h30, estarei lançando [simultaneamente em versão impressa e digital] o meu terceiro livro sobre os eBooks. Será na Livraria Martins Fontes da Avenida Paulista, aqui em São Paulo, e tenho o prazer convidar os colegas que acompanham este blog.

Na ocasião, ministrarei uma palestra sobre assunto onde tratarei dos dois eixos centrais que considero importante para a boa manutenção do mercado editorial brasileiro. O primeiro seria o eixo econômico, aquele que viabiliza e sustenta toda a cadeira produtiva do livro. E o segunda eixo é o político que, inevitavelmente, precede o primeiro quando se trata de políticas públicas voltadas ao livro em especial as bibliotecas públicas digitais, os livros digitais didáticos, etc…

Nos meus primeiros dois livros, eu já havia tratado e, de certo modo, refletido toda uma revolução tecnológica prevista por inúmeros especialistas como Michael Hart, Don Tapscott, Chris Anderson e Tim Berners-Lee, líderes que aprecio e cujas ideias projetaram as mídias digitais ao mainstream.

Costumo sempre reafirmar em minhas palestras, cursos e entrevistas que esta revolução tecnológica não só, finalmente, alcançou o mundo dos livros como também transformou profundamente a realidade de seu mercado criando novos horizontes, possibilidades e, claro, desafios. E a questão central agora são exatamente os desafios. O mercado editorial, mesmo com sua consagrada manufatura de produção cultural, alcançou níveis alarmantes de riscos em seu histórico modelo de negócios.

Modelo de negócios para os livros digitais é, portanto, neste meu novo livro, a preocupação central. Nele, faço uma análise profunda do futuro mercantil dos livros frente a uma iminente revolução causada pelo advento da Internet. Em “A Revolução dos eBooks” busco desmistificar os livros digitais usando conceitos básicos que ajudarão profissionais a desbravarem o que considero como um cenário único de oportunidades.

Nos vemos lá! Eddie

Scribd, o “Netflix dos livros”, e a segunda onda dos eBooks


Por Renata Honorato | Publicado originalmente e clipado à partir de Veja On Line | 15/02/2014

Criador e CEO do serviço de “aluguel” de livros digitais diz que “leitores devem se preocupar com o que ler, e não com o que comprar”

Trip Adler, CEO da Scribd - Jeff Chiu/AP

Trip Adler, CEO da Scribd – Jeff Chiu/AP

Os leitores devem se preocupar com o que ler, e não com o que comprar“, diz o americano Trip Adler, de 29 anos. Adler é cofundador e CEO do Scribd, plataforma criada para facilitar o compartilhamento de arquivos e que desde outubro de 2013 ganhou uma nova função: vender assinaturas de uma biblioteca digital. O usuário paga uma mensalidade 8,99 dólares [menos do que o preço de um livro, em geral] e ganha acesso ilimitado a um catálogo de, por ora, 100.000 e-books que podem ser acessados a qualquer momento, a partir do computador, do tablet, do smartphone. O serviço faz com os livros digitais o que o Netflix fez com vídeos e o Spotify com a música. Não há compra — nem da obra em papel, nem de sua versão virtual. Nos Estados Unidos, a nova maneira de consumir literatura ganha corpo. Por lá, o rival é o Oyster, lançado no ano passado. A gigante Amazon também tem algo parecido, mas menos em conta: por 79 dólares ao ano, é possível escolher uma obra por mês em um catálogo de 350.000 títulos. No Brasil, há pelo menos três iniciativas similares: Nuvem de Livros, Biblioteca Digital e Minha Biblioteca. O catálogo do Scribd ainda é relativamente modesto [nos Estados Unidos, a Amazon, oferece cerca de 2 milhões de e-books para venda]. O acervo se concentra em obras publicadas até 2012, ou seja, lançamentos mais recentes estão fora do alcance do assinante. Além disso, há muitas obras que já caíram em domínio público e,assim, já estão disponíveis em outros sites. Na entrevista a seguir, Adler diz que mantém negociações com editoras e autores, inclusive brasileiros, para oferecer mais títulos. Ele descreve ainda a reação ao novo modelo dos atores da indústria do livro — leitores, autores, editores e também a rival Amazon.

Como surgiu a ideia do modelo de assinatura de e-books?

Trabalhamos com um grande número de editoras há alguns anos e, a certa altura, começamos a discutir com elas um novo modelo de negócio. Estávamos em busca de mais leitores e, é claro, de mais receita. Foi assim que tivemos a ideia de apostar em um modelo de venda de assinaturas em lugar de venda de e-books. Chegamos à conclusão de que esse modelo poderia render dinheiro às editoras e funcionar como um negócio interessante para o Scribd.

Quantos assinantes esse serviço possui?

Não temos esses números ainda, porque o serviço é recente. Toda a plataforma Scribd possui 80 milhões de usuários. Lançamos o recurso de assinatura de conteúdos compartilhados por usuários no começo de 2013 e, desde então, registramos um crescimento de 60% ao mês. O catálogo de livros, contudo, só começou a ser oferecido em outubro do ano passado.

Qual é o perfil dos assinantes do serviço de assinatura de e-books?

Em geral, são pessoas que realmente gostam de ler. Gente interessada em conhecer novos livros de uma forma diferente, não importando o gênero. Oferecemos uma biblioteca digital: portanto, os leitores devem se preocupar com o que ler, e não com o que comprar. É muito mais divertido descobrir e experimentar novos livros por meio da plataforma.

Você acredita que esse é o modelo de consumo de livros do futuro?

Sim. Esse modelo de assinatura funciona para música, vídeos, jornais e revistas. Por que não funcionaria para livros? O usuário paga o valor de um e-book, mas tem acesso a um catálogo de milhares de livros. E toda vez que essas obras são lidas, o editor ganha dinheiro.

Qual é o modelo de negócio? Como autores e editores são remunerados?

Pagamos os autores e editoras toda vez que um e-book é lido. Ao invés de pagar pelo arquivo, como acontece na venda de livros digitais, nós pagamos por leitura.

E o que acontece quando um livro não é lido integralmente?

Depende muito do acordo fechado com as editoras. Em alguns casos, pagamos por página, em outros, há uma remuneração parcial. Tudo depende do tipo de acordo fechado.

Qual é a reação dos leitores ao modelo?

A nossa percepção é de que os usuários adoram o serviço. Eles podem usá-lo em diferentes plataformas. Oferecemos o Scribd, por exemplo, no formato de aplicativos na App Store e Google Play. Nessas lojas, a nossa avaliação média é de quatro ou cinco estrelas. Temos usuários muito engajados. Alguns leem, em média, 40 horas por semana. Claro que ainda é muito cedo, mas acho que o serviço se tornará muito popular em um prazo curto.

E a indústria do livro, incluindo editoras e autores, como vem reagindo?

Nosso relacionamento com os autores e editoras têm sido tranquilo até o momento. Fechamos uma grande parceria com uma das maiores editoras dos Estados Unidos, a HarperCollins, e outros contratos estão a caminho. No começo, todos ficaram apreensivos, tentando compreender o novo modelo de negócio, mas agora o conceito ganha força a cada semana. Temos mantido um contato intenso com editoras e autores. Conversamos o tempo todo com esse público a fim de escutar sugestões e implementar novas ideias. Somos muito abertos.

A Amazon parece ser uma rival óbvia do serviço. Qual a relação do Scribd com a gigante do varejo?

Lançamos um aplicativo para o Kindle Fire e o Kindle PaperWhite [dispositivos da Amazon], mas a Amazon não nos deixou colocá-lo à disposição dos leitores em sua loja de apps. Passamos, então, a oferecê-lo em nosso site.

Quando o Scribd chegará a outros países?

Nossa plataforma está disponível internacionalmente e já temos, inclusive, alguns assinantes brasileiros. Eu acredito que, ao oferecer mais conteúdo em português, nossa base de usuários brasileiros crescerá. Essa é, inclusive, uma estratégia interessante para conseguir mais assinantes no exterior.

Você tem planos de fechar parcerias com editoras brasileiras?

O Brasil é um mercado grande e temos recebido muitos pedidos de autores e editoras brasileiras interessados em incluir seus livros na plataforma. Nós temos cerca de 500 livros em português em nossa biblioteca e sabemos que para conquistar mais leitores no país será preciso aumentar a oferta de obras no idioma local.

O que você acha do apelido que o Scribd ganhou: “Netflix dos livros”?

Eu não vejo problema. Trata-se de um modelo de negócio semelhante. Ele possui algumas características próprias, porque temos além dos livros um catálogo grande de documentos compartilhados por usuários. Mas acho “OK” nos comparem ao Netflix.

PALESTRA | O AUTOR E O NOVO MERCADO EDITORIAL


O novo cenário da publicação, comercialização
e divulgação de livros no Brasil

Muito se tem falado em aplicativos, redes sociais, plataformas e tecnologias voltadas aos livros. Tecnologias que, antes, pareciam estar distantes do alcance do autor, agora fazem parte de um universo de opções que podem ajudá-lo na publicação, comercialização e divulgação de seus livros.
A Livrus desenvolveu a palestra “O autor e o novo mercado editorial” especialmente para escritores que desejam saber mais sobre os novos meios de edição de obras. Abordando a produção, a comercialização, os direitos autorais e outros temas ligados ao universo editorial, a palestra será gratuita, com vagas limitadas, e será realizado em 8 de fevereiro no auditório da Livraria Martins Fontes Paulista. Os autores interessados devem inscrever-se até o dia 7 de fevereiro por intermédio do telefone [11] 3101-3286.

CONTEÚDO DA PALESTRA
  • O Livro na Era Digital
  • A Nova Cadeia Produtiva do Livro
  • A Questão dos Hardwares, Softwares e Formatos
  • A Questão da Divulgação e Marketing Digital
  • A Gestão dos Direitos Autorais
ANOTE NA SUA AGENDA
Palestra | O autor e o novo mercado editorial [gratuita]
Quando | 8 de Fevereiro de 2014, sábado
Horário | das 10h às 12h
Local | Livraria Martins Fontes Paulista
Endereço | Avenida Paulista, 509 – Bela Vista – São Paulo
INSCRIÇÕES RSVP
Confirme sua presença até o dia 7/2/2014. Vagas gratuitas e limitadas.
Cris Donizete | Publisher
Telefone: [11] 3101-3286

PALESTRA | O AUTOR E O NOVO MERCADO EDITORIAL


O novo cenário da publicação, comercialização
e divulgação de livros no Brasil

Muito se tem falado em aplicativos, redes sociais, plataformas e tecnologias voltadas aos livros. Tecnologias que, antes, pareciam estar distantes do alcance do autor, agora fazem parte de um universo de opções que podem ajudá-lo na publicação, comercialização e divulgação de seus livros.
A Livrus desenvolveu a palestra “O autor e o novo mercado editorial” especialmente para escritores que desejam saber mais sobre os novos meios de edição de obras. Abordando a produção, a comercialização, os direitos autorais e outros temas ligados ao universo editorial, a palestra será gratuita, com vagas limitadas, e será realizado em 8 de fevereiro no auditório da Livraria Martins Fontes Paulista. Os autores interessados devem inscrever-se até o dia 7 de fevereiro por intermédio do telefone [11] 3101-3286.

CONTEÚDO DA PALESTRA
  • O Livro na Era Digital
  • A Nova Cadeia Produtiva do Livro
  • A Questão dos Hardwares, Softwares e Formatos
  • A Questão da Divulgação e Marketing Digital
  • A Gestão dos Direitos Autorais
ANOTE NA SUA AGENDA
Palestra | O autor e o novo mercado editorial [gratuita]
Quando | 8 de Fevereiro de 2014, sábado
Horário | das 10h às 12h
Local | Livraria Martins Fontes Paulista
Endereço | Avenida Paulista, 509 – Bela Vista – São Paulo
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Cris Donizete | Publisher
Telefone: [11] 3101-3286

Amazon estreia loja brasileira de aplicativos para Android


A americana Amazon, maior varejista do mundo, anuncia hoje versão brasileira de sua loja virtual de aplicativos para celulares e tablets com o sistema Android. A principal vantagem para o usuário é o pagamento em reais e com cartão de crédito nacional. Tanto o site, que foi ao ar ontem, quanto o aplicativo são traduzidos para o português.

A Amazon Appstore [amazon.com.br/appstore] tem cerca de 5.000 mil aplicativos locais. A empresa não revela seu número de usuários.

Queríamos trazer essa experiência local“, diz Alex Szapiro, diretor de operações da Amazon no Brasil. “Com a loja brasileira, o consumidor deixa de pagar IOF [Imposto sobre Operação Financeira] e compra o aplicativo exatamente pelo preço que vê.

Na loja oficial de apps para Android, a Google Play, o preço em reais é apenas uma estimativa do quanto deve ser faturado do cartão de crédito – internacional – do cliente. Em rápido teste, um app que aparecia como custando R$ 15,99 sairia por R$ 16,89 com a cotação do dólar de ontem.

A Amazon Appstore brasileira, loja com aplicativos para Android

A Amazon Appstore brasileira, loja com aplicativos para Android

A Google Play atingiu a marca de 1 milhão de aplicativos em julho, segundo a empresa. O menor número de apps na Amazon Appstore tem a ver com a seleção que é feita, com base em testes de segurança e na relevância para seus consumidores, diz a Amazon.

Outras alternativas à Play são a Samsung Apps, a AppBrain, a SlideME e a PocketGear.

O preço dos aplicativos estrangeiros, contudo, variará conforme a cotação das moedas. O uso de cartão de crédito segue sendo obrigatório. Usuários brasileiros da Amazon Appstore estrangeira serão convidados a transferir sua conta para a versão local.

Nem todos os cerca de 100 mil apps que a Amazon diz disponibilizar na loja internacional poderão ser baixados pela versão brasileira. “O Brasil terá acesso à grande maioria deles. Não dizemos 100%, mas que todos os que são relevantes estarão.

Entre os apps mais baixados na Amazon Appstore brasileira figuram o Deezer e o Soundcloud, de música, os games Angry Birds e Candy Crush e o Netflix, de vídeos.

A loja também conta com uma promoção diária, em que oferece gratuitamente um app que é normalmente pago. Os primeiros serão os games Angry Birds Seasons e Age of Zombies e o TuneIn Radio Pro.

NEGÓCIOS DIVERSIFICADOS

Os tablets da Amazon, chamados Kindle Fire, também usam o sistema operacional do Google. O Kindle é originalmente a marca dos aparelhos de leitura de livros digitais da empresa, que usam software proprietário.

Diversas informações supostamente vazadas na imprensa internacional disseram que a gigante do varejo lançaria um smartphone. O mais recente, divulgado pelo site “Apple Insider”, diz que o celular da Amazon sairia no segundo trimestre do ano que vem.

YURI GONZAGA, DE SÃO PAULO | 21/11/2013, às 03h30

Oficina de eBooks com Ednei Procópio na Fliporto 2013


Ednei Procópio

A Fliporto 2013 promove em novembro a oficina gratuita sobre eBooks, livros digitais que podem ser lidos em equipamentos eletrônicos. A oficina será ministrada pelo especialista em eBooks, Ednei Procópio, que volta ao evento a pedidos do público. As inscrições poderão ser feitas no site www.fliporto.net.

As aulas acontecerão entre os dias 15 e 17 de novembro, das 10h às 12h, dentro da programação da E-Porto Party. Dividido em módulos, a oficina contará com aulas intensas para que os participantes fiquem prontos para contar suas próprias histórias. A programação inclui o que é um livro digital? A história dos livros digitais no Brasil e no mundo, cadeia produtiva antes e depois dos eBooks, hardwares, softwares, formatos, conversão, digitalização, produção, catálogo, conteúdo e gestão dos direitos autorais.

CONTEÚDO DA OFICINA

  • O que é um Livro Digital
  • A História dos Livros Digitais no Brasil e no Mundo
  • A Cadeia Produtiva do Livro Antes e Depois dos eBooks
  • A Questão dos Hardwares [smartphones, tablets, e-readers, etc.]
  • A Questão dos Softwares [Android, iOS, Windows Phone, etc.]
  • A Questão dos Formatos [PDF, ePub, HTML5 e o livro-aplicativo ou enhanced books]
  • A Questão da Conversão, Digitalização e Produção dos eBooks
  • A Gestão de Catálogo e Conteúdo [Publicação, comercialização e distribuição dos livros digitais.]
  • A Gestão dos Direitos Autorais

QUEM PODE SE BENEFICIAR DO CURSO

O curso se destina a todos os interessados em livros eletrônicos; profissionais da cadeia produtiva da indústria editorial brasileira, desde os que atuam na produção e na área editorial quanto os profissionais que atuam nas vendas, comercialização e marketing dos livros. Incluindo profissionais que atuam dentro das editoras, das livrarias, distribuidoras, bibliotecas etc.

SOBRE EDNEI PROCÓPIO

Ednei Procópio tem 37 anos, é empresário e um dos maiores especialistas em livros digitais no Brasil, atuando na área desde 1998. Como editor e sócio-fundador de selos editoriais ajudou na publicação, comercialização e divulgação de mais de mil títulos em versão impressa sob demanda, ebook e audiobook. Em 2005, Procópio publicou “Construindo uma biblioteca digital“, e em 2010 lançou “O livro na era digital“. Ednei Procópio fundou a startup LIVRUS (www.livrus.com.br), cujo escritório está sediado em São Paulo. A Livrus Negócios Editoriais é uma empresa de comunicação especializada, que tem como objetivo levar autores e suas obras à era digital.

Oficina de eBooks com Ednei Procópio na Fliporto 2013


Ednei Procópio

Uma boa notícia para os amantes dos livros eletrônicos. A Fliporto promove em novembro a oficina gratuita sobre eBooks, livros digitais que podem ser lidos em equipamentos eletrônicos. A oficina será ministrada pelo especialista em eBooks, Ednei Procópio, que volta ao evento a pedidos do público. As inscrições poderão ser feitas no site http://www.fliporto.net.

As aulas acontecerão entre os dias 15 e 17 de novembro, das 10h às 12h, dentro da programação da E-Porto Party. Dividido em nove módulos, a oficina contará com aulas intensas e laboratórios para que os participantes fiquem prontos para contar suas próprias histórias. A programação inclui os temas, o que é um livro digital? A história dos livros digitais no Brasil e no mundo, cadeia produtiva antes e depois dos eBooks, hardwares, softwares, formatos, conversão, digitalização, produção, catálogo, conteúdo e gestão dos direitos autorais.

CONTEÚDO DA OFICINA

  • O que é um Livro Digital
  • A História dos Livros Digitais no Brasil e no Mundo
  • A Cadeia Produtiva do Livro Antes e Depois dos eBooks
  • A Questão dos Hardwares [smartphones, tablets, e-readers, etc.]
  • A Questão dos Softwares [Android, iOS, Windows Phone, etc.]
  • A Questão dos Formatos [PDF, ePub, HTML5 e o livro-aplicativo ou enhanced books]
  • A Questão da Conversão, Digitalização e Produção dos eBooks
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  • A Gestão dos Direitos Autorais

QUEM PODE SE BENEFICIAR DO CURSO

O curso se destina a todos os interessados em livros eletrônicos; profissionais da cadeia produtiva da indústria editorial brasileira, desde os que atuam na produção e na área editorial quanto os profissionais que atuam nas vendas, comercialização e marketing dos livros. Incluindo profissionais que atuam dentro das editoras, das livrarias, distribuidoras, bibliotecas etc.

SOBRE EDNEI PROCÓPIO

Ednei Procópio, 37 anos, é empresário e um dos maiores especialistas em livros digitais no Brasil, atuando na área desde 1998. Como editor e sócio-fundador de selos editoriais ajudou na publicação, comercialização e divulgação de mais de mil títulos em versão impressa sob demanda, ebook e audiobook. Em 2005, Procópio publicou Construindo uma biblioteca digital, e em 2010 lançou O livro na era digital. Ednei Procópio fundou a startup LIVRUS (www.livrus.com.br), cujo escritório está sediado em São Paulo. A Livrus Negócios Editoriais é uma empresa de comunicação especializada, que tem como objetivo levar autores e suas obras à era digital.

Kindle Fire HDX: um campeão entre os tablets pequenos


Novo aparelho da Amazon tem preço acessível e vem com o que há de mais moderno da categoria

Foto: Gizmodo

Foto: Gizmodo

O Kindle Fire HDX é um grande avanço em comparação aos seus antecessores. Ele recebeu um redesign bacana, hardware mais rápido e alguns truques novos. Acima de tudo, ele é um dos melhores tablets pequenos que existem agora.

O que é?

Um tablet de 7 polegadas de US$ 230 feito pela Amazon. É a terceira geração da linha Kindle Fire, com hardware mais poderoso, uma nova tela maravilhosa e um corpo completamente novo. Assim como o Kindle Fire original, ele é uma vitrine para comprar coisas na Amazon, porém de forma bem mais fantástica que seus antecessores.

Para quem ele foi feito?

Para quem quer ver filmes e ler livros em um tablet, e para quem está mergulhado no mundo da Amazon. Sim, a versão brasileira da loja online vende apenas e-books, mas você pode assim mesmo aproveitar o tablet por aqui. Afinal, ele também tem uma tela fantástica e alto-falantes excelentes por um bom preço. Funciona como qualquer tablet, mas funciona melhor integrado à Amazon.

Design

Uma beleza angular. Enquanto o Kindle Fire original era basicamente um retângulo, e o Kindle Fire HD era levemente curvado, o HDX mistura o que há de melhor em ambos. Ele tem um corpo de magnésio sólido, coberto por um plástico suave que oferece uma boa pegada; no entanto, ele ficará coberto de marcas dos seus dedos.

Os cantos traseiros do HDX são levemente angulados: isso não só é atraente, como faz bastante sentido ergonômico – seus dedos ficam relaxados ao segurar as bordas.

O HDX tem acabamento um pouco melhor do que seu antecessor. Ele é menos volumoso em torno das bordas, graças a uma moldura ligeiramente reduzida, mas você ainda terá dificuldade para colocá-lo no seu bolso. Com 311 gramas, o HDX é bem mais leve do que o Kindle Fire HD de 395 g, e levemente mais pesado do que o iPad Mini [303 g]. O campeão em portabilidade ainda é o novo Nexus 7, com seus 289 gramas e o bônus de ser fino o suficiente para caber no bolso. Mas o HDX aparece logo em segundo.

Os botões são melhores do que eram na versão anterior, mas ainda assim são um pouco estranhos. Como eles são côncavos, em vez de saltarem da superfície do tablet, você precisa da ponta dos dedos para encontrá-los e usá-los. Além disso, quando o tablet está em modo paisagem com a câmera frontal na parte superior, os botões de volume ficam no lado direito da parte traseira. Ao segurá-lo com a mão direita, de repente você ouve aquela explosão altíssima de som – você aumentou o volume sem querer… [Canhotos, vocês se deram bem desta vez!] Parece algo pequeno, mas neste ponto o Nexus 7 é superior.

A posição do speaker é perfeita. O Kindle Fire HD tinha problemas nessa área, mas o HDX recebeu grandes melhorias ao mover os speakers para o canto angulado traseiro, bem distante de onde seus dedos costumam ficar – assim, eles não atrapalham a emissão de som.

Outros tablets costumam ter problemas de som quando você passa o dedo por um speaker, e isso prejudica toda a experiência de ver um filme, algo que não ocorre com o HDX.

Kindle Fire HDX | Photo: Gizmodo

Kindle Fire HDX | Photo: Gizmodo

Usando

À primeira vista, pode parecer estranho que um tablet projetado especialmente para ver filmes e ler livros e revistas tenha tanta potência: processador Snapdragon 800 quad-core de 2,2 GHz, e 2 GB de RAM. Mas quando você coloca o HDX nas suas mãos, tudo começa a fazer sentido.

Fazer qualquer coisa no HDX é prazeroso e fluido. Com uma tela 1920×1200 com 323 pixels por polegada – empatada com a tela do Nexus 7 e superada apenas pela tela do HDX 8,9 com 399 PPI – o HDX tem mais pixels do que nunca, e eles são belíssimos. Dá para passar minutos inteiros brincando no carrossel da tela inicial do HDX, apenas apreciando sua nitidez.

A enorme quantidade de pixels traz ótimos benefícios para o aparelho. A resolução permite que vídeos brilhem, e o contraste estelar e os pretos profundos da tela superam a qualidade do Nexus 7 2013 quando você os compara lado a lado.

Livros também ficam ótimos na tela, nítida o suficiente para você quase esquecer que está olhando para uma tela LCD em algumas circunstâncias. O sensor de luz ambiente do HDX- que ajuda a ajustar o contraste debaixo de luz solar – facilita a leitura em ambientes abertos e ensolarados, mas ainda assim é uma experiência ruim; você provavelmente vai preferir evitar isso.

O melhor de tudo, porém, é que o HDX economiza bateria quando está no modo leitura: conseguimos 17 horas seguidas de tela sempre ligada com apenas uma carga.

E então chegamos à qualidade do áudio, que é mesmo impressionante. É possível ouvir bem as frequências baixas de som, o que dá mais profundidade ao áudio – ele parece flutuar ao seu redor. Não parece que ele está vindo de um tablet; ele está simplesmente lá.

Software

O Kindle Fire HDX tem diversos truques diferentes de software, mas um se destaca em relação aos outros. Historicamente, a interface do Kindle Fire estava centralizada ao redor de um carrossel. Um fluxo com álbuns, livros, filmes, apps e qualquer outra coisa disponível no aparelho. Ainda é assim, mas a Fire UI 3.0 enfim adicionou uma gaveta de apps.

Isso faz do HDX um tablet completamente diferente.

Antes, a interface do Kindle Fire era carregada de apps. Não do ponto de vista de processamento [embora por vezes também isso], mas do ponto de vista organizacional. Era como uma mochila: quanto mais coisas você colocava, mais difícil ficava de encontrar algo. Mas com a nova opção de uma app drawer, os aplicativos estão muito mais acessíveis. Antes, a grade de apps ficava meio escondida – você precisava tocar a aba “Apps” no meio das categorias, e eles tinham o mesmo destaque de coisas como “Audiobooks” e “Banca de revistas”. Agora, os apps ganharam um espaço dedicado para brilharem na sua tela inicial.

E, como um sistema operacional crescido, o Fire OS 3.0 conta com multitarefa que permite que você alterne não apenas entre apps, mas também entre livros! Ou seja, como você pode alternar entre conteúdos, o tablet não vai reunir seus e-books em uma só opção “Livros” na barra de multitarefa. Não é uma mudança tão grande quando a nova gaveta de apps, mas ainda assim é um passo à frente.

Nós testamos o Mayday, o novo suporte técnico por videochamada do Kindle Fire, e ele funciona exatamente como prometido. Toquei no botão e, cerca de cinco segundos depois, estava falando com Jace, que – após confirmar meu endereço de email por motivos de segurança – começou a desenhar na minha tela e a mover seu avatar. Foi mágico. Mas mesmo que o Mayday não ative a sua câmera, ainda há algo perturbador nele. Eles não podem te ver, mas você ainda se sente vigiado.


A seta foi desenhada por ele. E o rosto pixelizado foi ideia minha, achei educado.

Vale ressaltar que o Mayday ainda não está sob muita pressão. O volume das chamadas era bem baixo, e aposto que a Amazon considerou o fato de que os primeiros suportes seriam feitos a pessoas como eu, que testam o aparelho. Ainda assim, minha experiência foi bem prazerosa, e a sua também deve ser [se você um dia precisar da ajuda dele].

O Mayday não é necessário para amantes de gadgets, ou qualquer um que entenda como funciona uma interface moderna. Mas é bom saber que aqueles com menos familiaridade têm a quem recorrer em caso de ajuda. Por enquanto não há como desabilitar o botão Mayday, que fica na área de notificações, mas nos disseram que uma configuração para isso será liberada antes do lançamento oficial do tablet.

O X-ray para músicas é mais uma ótima adição de software, apesar de não ser nada crucial. Ele permite acessar a letra de uma música e, ao tocar nas palavras, você é levado ao ponto da música onde essa palavra é cantada – algo bem divertido. E, diferentemente do X-ray para filmes, que é mais valioso como fonte de trívias, ou o X-ray para livros, que traz informações durante a leitura, o X-ray para músicas é mais como um brinquedo.

Gostei

Assistir filmes e programas de TV no HDX é demais. Entre a belíssima tela [quando está exibindo conteúdo HD], o som excelente e a ergonomia confortável do tablet, você vai se perguntar por que se preocupar em ter uma TV. O HDX não é apenas um rosto bonito, ou algo poderoso – ele é tudo isso e ainda é muito portátil.

Kindle Fire HDX | Photo: Gizmodo

Kindle Fire HDX | Photo: Gizmodo

A navegação geral do HDX é igualmente fantástica. Em partes por causa do processador de 2,2 GHz, mas o Jelly Bean 4.2.2 [no qual a Fire UI é baseada] também ajuda. Afinal, ele inclui o Project Butter, iniciativa do Google para tornar o Android mais rápido e fluido, e consequentemente isso acontece com o Fire UI 3.0.

Também vemos a ausência de engasgos no mundo dos apps: o Kindle Fire HDX pode rodar [e bem!] praticamente qualquer app que você quiser. Testamos Dead Trigger, um pouco de Angry Birds e alguns outros jogos, e todos pareciam um sonho. Mesmo com tantos pixels para processar, é complicado imaginar algo que dê trabalho para o HDX.

Não gostei

Os botões do Kindle Fire HDX são melhores do que os virtualmente invisíveis do Fire HD, mas, como ressaltamos, eles ainda são estranhos. E há alguns outros problemas também. A entrada microUSB, onde você encaixa o carregador, é angulada de forma estranha. Isso significa que o cabo fica em um ângulo nem um pouco natural, e plugá-lo é sempre estranho e forçado – parece que algo vai quebrar.

Não são grandes problemas, mas contribui para uma sensação geral de estranhamento. Ou talvez seja algo que diminui a sensação de solidez e normalidade. De qualquer forma, é uma desvantagem.

Existem algumas questões maiores também. A linha Kindle Fire nunca teve a intenção de ser uma máquina para e-mail e calendário. Ele foi feito para ver filmes, ler quadrinhos e livros. Tecnicamente, é um Kindle. Desta vez, o HDX tentou expandir os horizontes com hardware mais poderoso e acesso melhorado aos apps. Mas poderia ser melhor.

Existem alguns problemas como a ausência dos apps do Google, mas não é exatamente uma falha, e sim uma escolha que pode não agradá-lo. Ainda assim, esta escolha traz muitas consequências. A Amazon App Store tem uma seleção melhor do que antes – muitos dos apps famosos já estão aqui – mas ainda está distante do mundo maravilhoso do Google Play em alguns pontos importantes. Apps que você já comprou pela Play Store não podem ser transferidos para o Kindle Fire HDX. Atualizações de apps precisam ser aprovadas pela Amazon antes de chegar ao Kindle. O melhor é não pensar no Kindle Fire como um tablet com Android; o Fire OS é tão distante do Android que é uma experiência completamente diferente, com as próprias regras e próprios apps. O fato dele compartilhar algumas coisas com o Android é um bônus, não uma parte integral do que ele pretende ser.

Além disso, você não conta com acesso a serviços cada vez melhores do Google, como o Google Now, ou o Voice Search, e não há sincronização de contas entre dispositivos como no Google. É o preço a se pagar por escolher a Amazon [e seu hardware excelente e barato].

A Fire UI também tem as suas próprias deficiências. As notificações dos apps são acumuladas como meros números no topo de barra de notificações, sem nenhuma maneira mais informativa como um pop-up. Você verá apenas um “1″ ou “2″, por exemplo, e não vai ter ideia do que se trata antes de verificar a central de notificações. É algo pequeno, mas irritante.

Notas de teste

A Amazon diz que a bateria dura 17 horas no modo leitura. Parece loucura, mas é verdade: nós conseguimos mais ou menos esse tempo com ele ligado em brilho automático.

Nos testes de vídeo [10 horas de Nyan Cat, também com brilho automático] também conseguimos as 11 horas divulgadas pela Amazon.

Seria negligência da minha parte não fazer ao menos uma comparação com o iPad Mini, mas, ao mesmo tempo, isso é um tanto cruel. Não é uma briga justa. O iPad Mini já tem um ano de vida, e também está em um universo diferente de preço; o HDX custa a partir de US$ 230, enquanto o iPad Mini custa US$ 330. Mas um novo iPad Mini vem aí, e ele deve ser um grande avanço em relação ao antecessor. O HDX é melhor que o iPad Mini do ano passado, é claro. Mas com o iPad Mini 2 a história deve ser diferente.

O Kindle Fire HDX de 7 polegadas chega em diferentes opções de armazenamento e conexão. Ele custa US$ 230, US$ 270 e US$ 310 por 16GB/32GB/64GB. E então você pode adicionar US$ 100 por 4G LTE. E também pode pagar US$ 14 para eliminar os anúncios na tela de bloqueio.

Há ainda uma capa exclusiva para o HDX, que serve de suporte. Ela se chama Origami Case, se prende ao HDX através de ímãs, e pode ser colocada em modo paisagem ou retrato. Mas, por US$ 65, é um pouco caro, ainda mais para um tablet que não precisa de um case para ser bom.

Kindle Fire HDX | Photo: Gizmodo

Kindle Fire HDX | Photo: Gizmodo

Eu deveria comprar um?

Com o preço inicial de US$ 230, o HDX concorre diretamente com o novo Nexus 7, e em praticamente todas as categorias ele vence. Então mesmo que o Android padrão e a Play Store sejam importantes para você, é melhor pensar bem.

Você gosta de assistir vídeos no tablet? O Kindle Fire HDX tem uma excelente tela – a melhor de todas. No Brasil, você não pode ver conteúdo da Amazon, mas pode acessar o Netflix e vídeos nativos, por exemplo. Ele tem suporte a arquivos MP4 e MKV, entre outros.

Você gosta de ouvir coisas no seu tablet sem fone de ouvido? O Kindle Fire HDX tem alto-falantes excelentes, e muito bem posicionados, o que é muito mais raro do que deveria ser.

Você gosta de uma interface de usuário fluida, capaz de rodar de tudo? O Kindle Fire HDX tem um baita processador. É um Snapdragon 800 de 2,2 GHz que continuará sendo excelente por um bom tempo. Ele roda muito bem qualquer app disponível na Amazon App Store. O Nexus 7, com seu Snapdragon 600, não tem a mesma potência.

Você gosta de checar seu email e redes sociais, além de navegar na web direto no seu tablet? O Kindle Fire HDX faz isso muito bem. O app pré-instalado de email e o navegador Silk não são os melhores da categoria, mas funcionam legal. Há também apps para Twitter, Facebook e outras redes sociais.

Você gosta de ler livros? O Kindle HDX não tem uma tela e-ink, mas possui sensor de luz que ajusta o contraste, e uma bateria que dura 17 horas no modo leitura. É a melhor experiência que você conseguirá fora de um e-reader.

Se o Android padrão e a Play Store são mais importantes do que tudo isso, compre um Nexus 7. Mas se um gadget pode fazer você reconsiderar suas prioridades, é este aqui. A linha Kindle Fire recebe críticas por não ter um tablet com Android de verdade, só que ele faz o mesmo que os outros – e até melhor, na maioria das vezes.

Mas eis algo a se levar em conta: a nova versão do iPad Mini está chegando. Não sabemos ao certo como ela é, mas pode concorrer a “melhor tablet pequeno”. O próximo grande evento da Apple para o iPad deve ser agora em outubro.

Por enquanto, o Kindle Fire HDX é vitorioso, superando o já surpreendente Nexus 7 2013. Será que a Apple supera? Talvez sim, talvez não. Mas, agora, o HDX é o grande líder da categoria.

Especificações técnicas do Kindle Fire HDX

Processador: Snapdragon 800 2.2 GHz quad-core
Tela: IPS LCD de 7 polegadas
Resolução: 1920×1200 pixels [323 ppi]
Memória: 2 GB
Armazenamento: 16GB/32GB/64GB
OS: Android 4.2.2 [Modificado]
Câmera: frontal
Gravação de vídeo: “HD”
Rede: WiFi [5GHz MIMO]
Peso: 303 gramas [Wi-Fi]; 311 g [4G]
Dimensões: 186 mm x 128 mm x 9 mm

Por Eric Limer | Publicado originalmente em Gizmodo | MSN Tecnologia | 03/10/2013

CURSO | A Revolução dos Livros Digitais


Escola do Escritor

Muito se tem estudado sobre a atuação de empresas como Google, Kobo, Apple e Amazon no Brasil. As plataformas que esses players oferecem podem estar mais próximas do alcance das editoras, e do autor, do que possa imaginar. Mas ainda é preciso preparar-se para um novo cenário no mercado editorial.

Pensando em desmistificar um tema aparentemente complicado, a Escola do Escritor desenvolveu um curso especialmente para autores e profissionais que desejam compreender mais sobre esse novo meio de edição e publicação dos livros.

Venha aprender como a sua obra pode estar ao mesmo tempo em diversas mídias e porque o livro se tornou alvo das maiores empresas de tecnologia do mundo e, portanto, o artefato cultural mais influente da História.

O CONTEÚDO

• O que é um Livro Digital
• A História dos Livros Digitais no Brasil e no Mundo
• A Cadeia Produtiva do Livro Antes e Depois dos eBooks
• A Questão dos Hardwares [smartphones, tablets, e-readers, etc.]
• A Questão dos Softwares [Android, iOS, Windows Phone, etc.]
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QUEM PODE SE BENEFICIAR DO CURSO

O curso se destina a todos os interessados em livros eletrônicos; profissionais da cadeira produtiva da indústria editorial brasileira, desde os que atuam na produção e na área editorial quanto os profissionais que atuam nas vendas, comercialização e marketing dos livros. Incluindo profissionais que atuam dentro das editoras, das livrarias, distribuidoras, bibliotecas etc.

SOBRE O PROFESSOR

Ednei Procópio, um dos maiores especialista em livros digitais do País, junta arte e tecnologia em um curso inspirador, voltado para quem gosta das histórias por trás da História; mas também para quem pretende entrar na Era Digital através dos livros.

ANOTE NA SUA AGENDA

Dia: 13 de Julho de 2013, sábado
Carga horária: 6 horas
Horário: Das 9h00 às 15h00
20 vagas | Valor único: R$ 170,00

INSCRIÇÕES

Escola do Escritor
Rua Deputado Lacerda Franco, 253 | Pinheiros
Metrô Faria Lima – Saída Teodoro Sampaio
escoladoescritor@escoladoescritor.com.br
Telefone: [11] 3032-8300

Curso | A Revolução dos Livros Digitais


Escola do Escritor

Muito se tem falado sobre a chegada de empresas como Google, Kobo, Copia e Amazon ao Brasil. As plataformas que esses players oferecem podem no entanto estar mais próximas do alcance do autor do que ele possa imaginar. Mas é preciso preparar-se.

Pensando em desmistificar um tema aparentemente complicado, a Escola do Escritor desenvolveu um curso especialmente para autores que desejam saber mais sobre esse novo meio de edição e publicação dos livros.

Ednei Procópio, um dos maiores especialista em livros digitais do País, junta arte e tecnologia em um curso inspirador, voltado para quem gosta das histórias por trás da História; mas também para quem pretende entrar na Era Digital através dos livros.

Venha aprender como a sua obra pode estar ao mesmo tempo em diversas mídias e porque o livro se tornou alvo das maiores empresas de tecnologia do mundo e, portanto, o artefato cultural mais influente da História.

O Conteúdo

• O que é um Livro Digital
• A História dos Livros Digitais no Brasil e no Mundo
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Quem Pode se Beneficiar do Curso

O curso se destina a todos os interessados em livros eletrônicos; profissionais da cadeira produtiva da indústria editorial brasileira, desde os que atuam na produção e na área editorial quanto os profissionais que atuam nas vendas, comercialização e marketing dos livros. Incluindo profissionais que atuam dentro das editoras, das livrarias, distribuidoras, bibliotecas etc.

Anote na agenda

A Revolução dos Livros Digitais
Quando: 23 de fevereiro de 2013, sábado
Carga horária: 6 horas
Horário: 9h00 às 15h00
Valor único: R$ 170,00
Lotação: 20 vagas

Sala de aula

Rua Deputado Lacerda Franco, nº 253
CEP 05418-000 – Pinheiros, São Paulo, SP
Metrô Faria Lima – Saída Teodoro Sampaio

Escola do Escritor
escoladoescritor@escoladoescritor.com.br
http://www.escoladoescritor.com.br
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Tablets e e-readers mudam hábitos de leitura nos EUA


Parcela dos americanos que leem livros digitais subiu de 16% para 23%, enquanto os leitores de livros impressos caíram de 72% para 67%

A obsessão dos Estados Unidos pelos tablets começa a provocar um aumento da leitura de livros eletrônicos, mostra uma recente pesquisa, uma tendência que deverá reduzir o apelo dos livros impressos e abalar o negócio secular das editoras.

A parcela de americanos que leem livros digitais aumentou de 16% para 23%, enquanto o número de adultos que leem livros impressos caiu de 72% para 67%, de acordo com os dados de um estudo divulgado na quinta-feira pela Pew Internet & American Life Project.

A rápida e dramática mudança dos hábitos de leitura foi produzida pelo aumento da popularidade dos tablets e dos aparelhos para leitura, que foram adquiridos por um terço da população americana até este momento.

Os tablets – uma categoria criada pela Apple há apenas dois anos – ultrapassaram os leitores eletrônicos, como o Nook, da Barnes & Noble, ou o Kindle, da Amazon, segundo a Pew. Um em cada quatro livros eletrônicos está sendo lido num tablet, em comparação com um em cada dez, no ano passado.

“Ainda não chegamos a este ponto, mas podemos imaginar que a experiência com livros no futuro será drasticamente diferente do que é hoje”, disse Lee Rainie, diretor da Pew Internet & American Life Project. “Será uma experiência multimídia, extremamente socializada e talvez implique até uma ampla colaboração.” Os tablets, como o iPad, foram vendidos a um ritmo recorde tratando-se de um novo hardware, e o apetite dos consumidores por estes gadgets não dá sinais de se reduzir.

Outras companhias, que tentam abocanhar a fatia de mercado da Apple, trataram de lançar rapidamente ofertas mais baratas, como os tablets Nexus, do Google, e o Kindle Fire, da Amazon.

As vendas tornaram a leitura digital uma tendência dos negócios totalmente peculiar este ano, dizem os analistas. A IDC, empresa de pesquisa na área de tecnologia, elevou suas previsões de vendas dos tablets para 122,3 milhões para este ano, afirmando que a demanda de aparelhos de computação móveis foi muito maior do que o previsto.

Editoras. A evolução para os livros eletrônicos começa a afetar a economia das editoras de livros modernos. A Borders, gigante das livrarias, faliu no ano passado por não conseguir manter o custo de suas lojas físicas. Ao mesmo tempo, a Barnes & Noble luta para permanecer concorrendo no mercado com o seu Nook.

Até o momento, as editoras se beneficiaram com as vendas de livros eletrônicos. Elas conseguem margens de lucro maiores com os livros digitais porque estes não precisam ser impressos nem distribuídos. Uma vez baixados, muitos títulos podem ser compartilhados e guardados de forma permanente.

Mas o fenômeno do livro eletrônico também concentrou o poder de fixação dos preços nas mãos de um número menor ainda de varejistas.

Neste campo, as vendas são dominadas pela Amazon. No início deste ano, algumas grandes editoras de livros e a Apple foram acusadas de conluio para elevar os preços dos títulos digitais.

A maior parte dessas companhias optou por acordos extrajudiciais, embora a Apple e a Macmillan tenham prometido contestar as acusações.

Os especialistas não acreditam que os livros digitais superarão as páginas impressas. Os livros físicos se prestam mais para presentes, e fotografias e imagens ficam melhor no papel do que na tinta digital, na opinião de Jeremy Greenfield, diretor editorial da Digital Book World.

Mas os livros eletrônicos acabarão talvez se tornando a maneira mais comum de ler livros, particularmente porque as escolas começaram a adotar os tablets, dizem os especialistas.

Um grande número de escolas públicas e privadas adotou programas que colocam tablets nas mãos de crianças em idade pré-escolar. As editoras de livros de texto fizeram parcerias com a Apple e outras fabricantes de aparelhos para colocar mapas, livros de história e revistas de palavras cruzadas nos aplicativos. Cresce o número de bibliotecas que oferecem títulos digitais que podem emprestados, segundo a Pew.

A leitura eletrônica está sendo adotada muito mais rapidamente por adultos ricos, brancos e negros, do que por hispânicos, americanos mais pobres e com um grau de escolaridade menor, disse a pesquisa, destacando uma crescente discrepância em matéria de renda entre os leitores de livros eletrônicos e os que dependem dos impressos.

E quanto leem os americanos? Segundo a Pew, pessoas a partir dos 16 anos leram em média seis livros – digitais ou de papel – no ano passado.

Para a sua pesquisa, a Pew entrevistou por telefone 2.252 pessoas com mais de 16 anos.

1.Os tablets, como o iPad, e e-readers, como o Kindle, já foram adquiridos por cerca de um terço da população americana, o que deu impulso aos livros digitais.

2. Os tablets ganham cada vez mais importância nesse cenário: um em cada quatro livros eletrônicos já está sendo lido em um tablet. No ano passado, essa proporção era de um para cada dez.

POR CECILIA KANG, THE WASHINGTON POST | Publicado originalmente em português em O Estado de S.Paulo | 29 de dezembro de 2012 | 2h 05

Amazon e Google em rota de colisão em 2013


Publicidade online, varejo para dispositivos móveis e computação em nuvem estão entre suas áreas rivais

Google vs. AmazonSÃO FRANCISCO | Quando o CEO Jeff Bezos, da Amazon, recebeu a notícia de um projeto do Google de digitalizar e escanear catálogos de produtos, uma década atrás, as sementes de uma crescente rivalidade estavam sendo plantadas.

A notícia foi uma “chamada de despertar” para Bezos, um dos primeiros investidores no Google. Ele a viu como um alerta de que o serviço de busca na web poderia avançar sobre seu império de varejo online, de acordo com um ex-executivo da Amazon.

Ele percebeu que o escaneamento de catálogos era interessante para o Google, mas a verdadeira vitória para o Google seria a de conseguir que todos os livros fossem escaneados e digitalizados” para depois vender edições eletrônicas, disse o ex-executivo.

Assim começou uma rivalidade que vai ganhar força em 2013, à medida que as áreas rivais das duas empresas crescem, abrangendo a publicidade online e de varejo para dispositivos móveis e computação em nuvem.

Isso poderia pôr fim às últimas áreas remanescentes de cooperação entre as duas empresas. Um exemplo: a decisão da Amazon de usar uma versão simplificada do sistema Android, do Google, em seu novo tablet Kindle Fire, conjugada aos ambiciosos planos do Google para sua unidade de dispositivos móveis da Motorola, só vão provocar mais tensão.

O confronto marca a mais recente frente em uma guerra da indústria de tecnologia em que muitos combatentes estão se espalhando por territórios uns dos outros. À espreita nas sombras do Google e Amazon está o Facebook, com o seu próprio serviço de busca e ambições de publicidade.

A Amazon quer ser o lugar único onde você compra tudo. O Google quer ser o lugar único onde você encontra tudo, e onde a compra de coisas é uma consequência”, disse Chi-Chien Hua, sócio da empresa de capital de risco Kleiner Perkins Caufield & Byers. “Assim, quando se juntam esses fatos, acho que vamos ver uma colisão natural.

Ambas as empresas têm muito em jogo.

A capitalização de mercado do Google, de 235 bilhões de dólares, é aproximadamente o dobro da da Amazon, em grande parte porque o Google obtém enormes lucros líquidos. Segundo a projeção dos analistas, esse lucro será de 13,2 bilhões dólares este ano, com base em uma enorme margem de lucro de 32 por cento, de acordo com a Thomson Reuters I/B/E/S. Quanto à Amazon, a previsão é que vá reportar uma pequena perda este ano.

Acionistas da Amazon têm sido pacientes, já que a empresa tem investido visando ao crescimento, mas ela vai ter que começar a produzir fortes lucros em algum momento — algo mais provável se crescer em áreas de maior margem, como a publicidade. O preço da ação da Google, por sua vez, é vulnerável aos sinais de desaceleração da margem de crescimento.

Não muito tempo depois de Bezos ter se inteirado dos planos do Google para os livros, a Amazon começou a digitalizar obras e a oferecer trechos para pesquisa. Seu e-reader Kindle, lançado alguns anos depois, deve muito de sua inspiração à notícia do catálogo, disse o executivo.

Agora, a Amazon está impulsionando seus esforços de publicidade online, ameaçando atrair usuários e receita do principal site de buscas do Google.

O negócio incipiente de anúncios da Amazon ainda é uma fração do administrado pelo Google. A Robert W. Baird & Co. estima que a Amazon está no caminho certo para gerar cerca de 500 milhões de dólares em receitas de publicidade anual – um valor pequeno, dado que registrou 48 bilhões de dólares de receita total em 2011. Já no Google, 96 por cento dos 38 bilhões em vendas em 2011 vieram de publicidade.

Reuters | Publicado originalmente do LINK | 25 de dezembro de 2012, às 15h51

Novo capítulo


Chegada dos livros eletrônicos da Amazon e do Google Play abre nova fase na venda de conteúdo digital. Mas o Brasil está preparado?

SÃO PAULO | Os livros digitais ou e-books chegaram de vez ao Brasil, país que não só ainda tem uma baixa penetração de e-readers e tablets como também índices baixíssimos de leitura. Amazon, Google, Apple e Kobo estão ansiosos para ver suas lojas virtuais jorrando livros digitais, mas há dúvidas sobre se ou quando isso realmente acontecerá.

O brasileiro em geral lê pouco. Mas a gente pode atingir um novo público atraído pelo digital”, diz Fabio Uehara, responsável pelos negócios digitais da Companhia das Letras. “Se não tem tantas livrarias quanto se deveria, agora com um ponto de internet e um tablet ou e-reader é possível comprar qualquer livro, e tanto faz se estou em São Paulo ou no Oiapoque.

Kindle | FOTO: Helvio Romero | Estadão

Kindle | FOTO: Helvio Romero | Estadão

As livrarias estrangeiras levaram mais tempo para chegar do que o planejado e chegaram com preços não tão baixos quanto o esperado.

Boa parte da responsabilidade é das editoras. Elas se debruçaram sobre os imensos contratos, refizeram alguns acordos mais antigos com autores [de quando não se previa o formato digital], bateram o pé para o preço não ser menor do que 70% do valor do livro físico e demoraram para aprender a converter seu catálogo da forma correta.

Acho que as editoras brasileiras foram muito espertas ao negociar com esses players internacionais”, diz Edward Nawotka, editor do site Publishing Perspectives, especializado no setor. “Elas conseguiram obter contratos de vendas realmente decentes da Amazon. Problemas podem surgir se a Amazon adquirir muita fatia de mercado, então eles passarão a exercer pressão sobre as editoras por acordos melhores para eles, como aconteceu nos Estados Unidos.

Por aqui, a Associação Nacional das Livrarias também se arma. Em uma carta aberta, ela defendeu que lançamentos demorem 120 dias para chegar ao digital. “É bom que o livro digital venha, mas é importante que as livrarias sobrevivam”, diz o vice-presidente da ANL, Augusto Kater. A medida, para a presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros, Sônia Machado Jardim, só incentivaria mais a pirataria que, para ela, é o “maior inimigo”. “Se o livro que estiver bombando não estiver no digital, as pessoas vão escanear e lerão do mesmo jeito.

Na questão do preço, o Brasil seguiu uma espécie de convenção internacional que limita em 30% o desconto do livro físico para o digital. Isso garante competitividade ao papel, mas não anima o consumidor.

Para analistas, o mercado de e-books deverá ficar restrito a um pequeno público, composto basicamente de pessoas de renda mais alta e que já tenham tido contato com dispositivos móveis de leitura. “Quem compra livros impressos hoje, com preços médios de R$ 50, não terá dificuldade em adquirir e-readers”, diz Gerson Ramos, consultor de mercado editorial para a Nielsen e para a Fundação Biblioteca Nacional. “Estamos falando de um poder aquisitivo bem maior do que a média – grande parte inclusive já possui tais aparelhos.

Ramos diz ainda que o e-reader da Amazon oferece os melhores preços de e-books no Brasil – mas tem limitações. “O Kindle, por ser um aparelho de uso exclusivo tende a ter um alcance menor, pois além de tudo, ele não permite outras funcionalidades além da leitura de e-books.

Há quem aposte no fracasso dos e-readers [que tiveram suas vendas reduzidas em 75% entre o fim de 2011 e o início de 2012] diante dos tablets. Além de serem multifuncionais, os aparelhos estão ficando mais baratos – caso do Kindle Fire e do Google Nexus 7, com preço inicial de US$ 200 – e não demoraram para aterrissar por aqui.

Sai ganhando o aparelho mais amigável e o que oferecer conteúdo mais barato. A Livraria Cultura e seu Kobo, Google e Apple aceitam ler e-books de outras empresas [basta baixar o respectivo aplicativo]. Resta saber se Kindle, restrito apenas ao formato da Amazon e preço de R$ 300 no Brasil, terá aqui a mesma adesão que tem lá fora.

Estantes

Por Murilo Roncolato | Publicado originalmente em LINK | 9 de dezembro de 2012, às 19h21

Amazon dobra vendas do Kindle no começo do período de festas


A Amazon anunciou na última terça [27] que as vendas de seu tablet Kindle Fire e as de seus leitores digitais Kindle mais do que dobraram no fim de semana que deu início à temporada de vendas de fim de ano.

A gigante das vendas on-line informou que a “Cyber Monday”, dia de ofertas na internet que acontece após o Dia de Ação de Graças, foi a data de maior venda do tablet no mundo.

A Amazon lançou recentemente novos modelos da família Kindle, que se tornou um dos principais rivais do iPad, dispositivo da Apple que domina o mercado.

Além disso, a empresa começou a vender tablets em mercados internacionais que ainda não havia explorado.

Jeff Bezos, executivo-chefe da Amazon, apresenta o tablet Kindle Fire HD durante evento em Santa Mônica, EUA | Reed Saxon/Associated Press

Jeff Bezos, executivo-chefe da Amazon, apresenta o tablet Kindle Fire HD durante evento em Santa Mônica, EUA | Reed Saxon/Associated Press

Estamos emocionados com o fato de os consumidores terem feito da ‘Black Friday’ (dia de ofertas posterior ao Dia de Ação de Graças) e da ‘Cyber Monday’ as melhores da história do Kindle“, comemorou o vice-presidente da Amazon Kindle, Dave Limp.

A empresa não divulgou dados sobre o faturamento, embora tenha informado este ano que o tablet Kindle Fire abocanhou uma fatia de 22% do mercado americano.

DA FRANCE PRESSE, EM NOVA YORK | 28/11/2012, às 16h39

Amazon lança Kindle no Japão


E-reader em lingua japonesa está disponível para pré-venda

A gigante americana atravessou o Pacífico, vai abrir uma loja Kindle e lançar os Kindle Fire e Paperwhite em terras nipônicas. O e-reader da Amazon custa entre $ 106 e $ 162 dólares e já está disponível para pré-venda – o envio do produto começa dia 19 de novembro. A loja Kindle japonesa, que será inaugurada amanhã, 25 de outubro [ou seja, logo mais no fuso horário asiático], conta com um catálogo de mais de 50 mil livros Kindle em língua japonesa e mais de 15 mil títulos de mangás, alguns renomados como os da coleção Neon Genesis Evangelion. O catálogo inclui também mais de 10 mil títulos japoneses gratuitos e livros exclusivos, como a série Shinsekay Yori de Yusuke Kishi. Assim como na Índia, o Kindle japonês também será vendido em lojas especializadas e nas livrarias Tsutaya.

Por Iona Teixeira Stevens | PublishNews | 24/10/2012

Ao encontro do que leitores preferem, ‘NYT’ adota HTML5


O “New York Times” lançou ontem um aplicativo para tablets baseado na web, no padrão HTML5. Descrito como “experimental” e com serviços restritos, o app vai na contramão da estratégia do jornal até então, de desenvolver versões específicas para iPhone e iPad, da Apple, Android, do Google, e Windows Phone, da Microsoft.

O aplicativo está disponível diretamente no endereço app.nytimes.com, desde ontem, só para assinantes.

O jornal nega, mas a decisão foi recebida como primeiro passo para seu afastamento das grandes empresas de tecnologia, que cobram até 30% para vender os apps em suas lojas on-line.

Mais precisamente, poderia levar ao rompimento com a Apple. “O ‘NYT’ não tem planos de remover” seu aplicativo da App Store, prometeu o jornal, em nota.

No ano passado, o “Financial Times” também lançou um web app e, logo em seguida, retirou da App Store seu aplicativo em iOS, o sistema da Apple. O jornal financeiro britânico vem servindo de modelo para o “NYT” em ações no ambiente on-line, como a adoção de um “paywall” [muro de pagamento] poroso, para as assinaturas on-line.

Além do “FT”, o “Boston Globe”, que é do próprio “NYT”, apostou num web app no ano passado. Também a Folha desenvolveu seu aplicativo no padrão HTML5, lançado no final de 2011.

De início limitado ao browser para tablets da própria Apple, o Safari, o web app do “NYT” vai ganhar uma versão para o Chrome, do Google, “brevemente”, segundo a editora de plataformas emergentes, Fiona Spruill.

PREFERÊNCIA PELA WEB

O analista de mídia Joshua Benton, diretor do Nieman Journalism Lab, da Universidade Harvard, anota que o anúncio vem no rastro de um distanciamento entre a Apple e o jornal -devido a uma série de reportagens sobre as más condições de trabalho nas fábricas dos aparelhos da empresa na China.

Benton também relaciona o lançamento do aplicativo baseado na web, que o próprio “NYT” admite ter corrido para lançar, com um estudo do instituto Pew que mostrou anteontem que os consumidores de notícias em aparelhos móveis usam mais o acesso direto pela internet do que os aplicativos, na proporção de dois para um.

E o movimento é crescente, segundo o levantamento, realizado junto com a revista “The Economist”. No caso de tablets, 60% dos 9.500 adultos americanos ouvidos pela pesquisa disseram usar browser para acessar notícias, ante 40% no ano passado.

O estudo também identificou uma mudança no perfil dos tablets no país. O iPad, da Apple, que respondia por 81% dos aparelhos um ano atrás, caiu para 52%. Os tablets no sistema Android atingem agora 48%, sendo que o Kindle Fire, da Amazon, responde por quase metade – e 21% do total.

POR NELSON DE SÁ, DE SÃO PAULO | Clipado de Folha de S.Paulo | 03/10/2012, às 05h30

Kobo chega a Portugal


Se o mercado editorial digital fosse o jogo “War”, a Kobo e a Amazon estariam disputando a liderança [e a Barnes&Noble estaria começando a conquistar novos territórios]. Dentro dos Estados Unidos, a Amazon abocanhou, segundo a empresa, cerca de 22% do mercado de tablets nacional graças ao Kindle Fire, enquanto que a Kobo emplacou um super acordo com as livrarias independentes. No resto do mundo, a Amazon aterrisou na Índia, que possui um mercado interno gigantesco, enquanto que a Kobo fechou acordo com as livrarias do Reino Unido, chegou antes no Brasil e, agora, em Portugal.

A canadense anunciou ontem uma parceria com a FNAC Portugal, que irá vender o catálogo de 3 milhões de títulos de e-books, além do e-reader Kobo touch, que será vendido por €99,90. A diretora da FNAC portuguesa Cláudia Almeida e Silva afirmou em nota a aposta da empresa no crescimento do número de e-books em língua portuguesa:“A língua portuguesa é herança comum de 4% dos 7 milhões de habitantes no mundo, em cinco continentes. Sentimos que a chegada do e-book no mercado português é uma prioridade para a FNAC, dado seu potencial de crescimento.”

Por Iona Teixeira Stevens | PublishNews | 25/09/2012

Palmas para a Amazon


Por Mike Shatzkin | Publicado originalmente em Publishnews | 11/09/2012 | Tradução: Marcelo Barbão

Mike Shatzkin

Quando escreverem a história de como a Amazon conseguiu dominar o mercado de consumo de livros, daqui a dez anos, haverá um capítulo intitulado “6 de setembro de 2012”.

Claro, este foi o dia em que a juíza Cote aprovou o acordo entre a HarperCollins, Hachette e Simon & Schuster, e começou a desfazer o regime de preços criados pela editora, que ficou conhecido como modelo de agência. Este modelo foi criado, na verdade, para liberar amplos descontos no mercado dos e-books e acho que logo veremos provas de que será bem-sucedido neste objetivo, muito além do que qualquer pessoa pode imaginar. [Eu muitas vezes expressei minhas preocupações sobre o que acho serão as consequências inevitáveis desta situação.]

Mas não foi só isso que a Amazon conquistou em 6 de setembro de 2012. Nem de longe. Na verdade, a única coisa que não foi boa em relação ao anúncio do juiz foi que ele tirou a atenção do feitos que não precisam da ajuda do governo.

Um dia após a concorrente Kobo tentar superá-los anunciando atualizações em seu conjunto de aparelhos, a Amazon combinou melhor desempenho e menores preços em seus aparelhos, superando não só a Kobo, mas também o Nook, Apple e Google. Não foi nem a inovação dos aparelhos que mais me impressionou. Houve várias outras inovações que vão exigir muito mais de todo mundo para competir com o ecossistema Kindle.

1. Alavancando sua propriedade da Audible, a empresa dominante em audiobooks para download, a Amazon apresentou um recurso Whispersync que permite a mudança simples entre ler um e-book e ouvir a versão audiobook. Uma das minhas cunhadas, que é professora de crianças com dificuldades de leituras e ajuda outras professoras que fazem o mesmo, me perguntou a alguns meses por que ninguém tinha feito isso antes. Perguntei por aí e me disseram que “é complicado”. Editoras não podem fazer porque não controlam os ecossistemas de entrega. Outras livrarias de e-book não podem fazer isso por que não entregam áudio.

Só a Amazon poderia ter feito. Agora, fizeram.

1A. Além do uso do Whispersync para permitir a mudança entre ler e ouvir, Kindle apresentou um recurso chamado “Immersion Reading” que permite que você leia e ouça ao mesmo tempo.

Está claro que isso cria um forte motivo para comprar tanto um audiobook quanto um e-book do mesmo título? Autores e editores podem celebrar.

Esta inovação específica é especialmente irônica se nos lembramos da seguinte história: nos primeiros dias do Kindle, Amazon queria colocar num recurso text-to-speech que entregasse um audiobook através de automação de todo e-book. Agentes e editores criaram problemas por causa dos óbvios problemas de direitos; audiobooks são uma fonte de lucros separados para todos, e ninguém com algum interesse comercial quer ver isso ameaçado, apesar de que muitos acham que a leitura automática não vai realmente satisfazer um cliente de audiobook.

Mas ninguém terá problemas com esta solução. O consumidor compra duas vezes.

E, incidentalmente, mais alguém pode escrever todo um post de blog sobre como este conjunto de recursos pode ser usado para criar oportunidades nos mercados estudantis!

2. Alavancando sua propriedade do IMDb [o banco de dados de filmes e programas de TV], a Amazon está melhorando a experiência de assistir vídeos ao fazer com que as informações sobre filmes e atores esteja disponível com um clique. No mês passado, os blogueiros estavam explicando que a Google comprou a Frommer’s de Wiley porque queriam transformar conteúdo em metadados. Agora a Amazon está demonstrando muito bem por que isso é útil e importante.

3. Alavancando seus recursos de publicação e seu papel como a única livraria com uma audiência grande suficiente para distribuir uma massa crítica de leitores sozinha, estão apresentando a serialização por assinatura com o Kindle Serials. A investida inicial é modesta: uma seleção de oito romances em série com preço baixo distribuídos em pedaços de pelo menos 10.000 palavras. Mas este “teste”, o modelo de conseguir pessoas para comprar algo antecipadamente sabendo que será entregue em partes.

[Quando explorei a viabilidade do modelo de assinatura para ebooks, especulei que a única empresa que realmente poderia montar um esquema assim para leitores em geral seria a Amazon. Agora isso parece que está começando.]

Por um lado, isso lembra o sucesso do romance parcialmente autopublicado, chamado “Wool” de Hugh Howey. Mas também poderia ser a base para algo como o modelo “publicação ágil” de Dominique Raccah, que é um experimento ativo agora em sua empresa, a Sourcebooks, com o autor David Houle. A Amazon teria a grande vantagem de possuir uma audiência muito maior para “convidar” a uma experiência deste tipo e, quando você estiver dependendo da participação para o sucesso, poder apelar a mais pessoas é uma enorme vantagem.

4. A Amazon está subsidiando todos seus aparelhos com anúncios que funcionam como telas de proteção. Eles estavam inicialmente planejando mudar a prática anterior de oferecer aparelhos com preços mais altos para que os consumidores pudessem evitar os anúncios. O primeiro anúncio afirmou que todos os aparelhos vinham com propagandas, e sem uma opção “pague mais” para evitar isso. Apesar de a reação inicial ter aparentemente forçado uma mudança, e eles agora estarem oferecendo o Kindle Fire sem anúncios por $15 a mais, isso ainda abre uma série de outros pensamentos e perguntas.

Como alguém pode competir em termos de preços de aparelhos com um concorrente que não só tem o contato mais direto com clientes, mas que também consegue anúncios para subsidiar preços mais baratos?

Isso significa que a Amazon “sabe” que a maioria dos consumidores escolheriam economizar dinheiro e não ligariam para os anúncios?

Estão montando uma rede de comunicação para promover conteúdo e cobrar os criadores de conteúdo pelo equivalente a vitrines e balcões de entrada da nova geração?

Achei que a Google era a campeã de publicidade. Por que não pensaram primeiro nisso para o Nexus 7?

5. O recurso X-Ray da Amazon, que basicamente coleta metadados [caracteres, cenas] de livros e filmes, é um bloco de construção para distribuir resumos e esboços que poderiam ser um incrível recurso adicional único da plataforma. Poderia também ser um começo de conteúdo estilo “Cliffs Notes” de geração automática que poderia ter até uma taxa de compras separada.

6. A Amazon tinha construído um recurso de controle de pais em seu ecossistema Kindle chamado FreeTime, assim as crianças podem usar o aparelho e até obter conteúdo, mas só se for aprovado. Há iniciativas novas como Storia de Scholastic e a já veterana marca da PBS, Reading Rainbow, para o qual uma das propostas centrais é criar um ambiente de leitura para crianças com controles para adultos. Estas plataformas voltadas para crianças foram obviamente criadas para apresentar ambientes que pais e professores verão como superiores para incentivar a leitura de crianças. Eles, de repente, terão concorrência mais séria vinda da plataforma mais séria que existe.

E a Amazon inseriu uma app incrível, e que os outros provavelmente nem imaginaram: eles conseguem aparentemente controlar a quantidade de tempo que uma criança pode passar fazendo várias atividades em seu aparelho, assim os pais podem organizar o tempo de leitura, o tempo de filmes e de jogos. Tenho certeza que alguns pais vão ficar maravilhados com isso.

********

A decisão da juíza Cote também é uma boa notícia para a Amazon e foi por isso que os jornalistas ligaram no dia da conferência de imprensa que anunciou tudo que escrevi acima. A análise completa de Michael Cader [sobre a qual escrevi umas poucas palavras a mais acima] esclarece o que ainda não sabemos sobre a velocidade e a complexidade da implementação, inclusive sobre se haverá um apelo e se a implementação será adiada de acordo com isso.

Mas parece que há boas chances de que muitos dos controles, que evitaram que a Amazon desse descontos nos livros de alto perfil nos últimos 18 meses, terminarão em um ou talvez dois meses, antes do Natal.

Acho que a Amazon vai dar descontos agressivos. Sua “marca” tem, entre outras coisas, a ver com “baixos preços para o consumidor”. E eles sempre usaram o preço como uma ferramenta para mercado. É provável que continuem assim.

O estabelecimento de preços não será feito por humanos; será feito por bots e algoritmos, respondendo ao que está acontecendo no mercado entre seus concorrentes todo dia. A Amazon é muito boa nisso; é o que fazem há anos. É presumível que a BN.com tem um conjunto similar de habilidades e ferramentas. É presumível que todo mundo exceto a Apple tenha de precificar competitivamente pelo menos seus livros comprados de distribuidoras.

A Apple foi protegida pelos MFNs que permanecem igual para todos, menos as editoras que firmaram o acordo. Mas sem esta proteção, como a Apple vai competir? Eles nunca tiveram de trabalhar com preços competitivos de produtos antes. Eu vou ficar bem impressionado se a Apple conseguir sair desta briga de preços que está por acontecer sem um olho roxo bem óbvio. Eles não foram treinados para isso.

No geral, isso poderia significar outra explosão de crescimento no mercado de e-books, que viu uma queda importante em sua taxa de crescimento no último ano. Não veremos os ebooks crescendo em dobro novamente, mas estamos a ponto de ver uma luta de preços digitais agressiva, que irá fazer com que todos os consumidores de livros impressos se perguntem se deveriam considerar fazer a mudança que os leitores pesados já fizeram.

Quando o acordo for implementado, as três editoras que assinaram o acordo terão os preços de seus livros cortados pelas livrarias, independente de seus preços de listas, e não importa o que negociem a próxima rodada de termos comerciais. Mas as três editoras que ainda podem usar os preços de agência – Random House, e a Macmillan e a Penguin, que ainda continuam o litígio – provavelmente descobrirão que serão forçadas a baixar os preços para manter seus principais livros competitivos. Pelo menos essa é a minha expectativa. Será muito interessante ver como isso vai funcionar nos próximos meses.

Preciso agradecer a meu sócio na Publishers Lunch Conference, Michael Cader, e suas habilidades como repórter do cenário editorial. Seus quatro posts na sexta-feira: sobre a decisão da juízasobre o que acontecerá como resultadosobre o novo hardware e sobre os vários recursos de leitura e consumo que foram assunto da maior parte deste post, comprimiram – de longe – a mais clara e mais profunda explicação de um conjunto incrível de informações complexas. Claro, Michael é mais do que um repórter do setor; ele é parte dela nos últimos 25 anos.

Eu realmente não entendo como os jornalistas que não têm o benefício desta base podem justificar não lê-lo. [Paga-se $20 por mês para fazer uma assinatura. Qualquer um que trabalha no mercado editorial não terá problemas com esta proposição de valor.] Eles certamente fariam um trabalho melhor se assinassem.

Por Mike Shatzkin | Publicado originalmente em Publishnews | 11/09/2012 | Tradução: Marcelo Barbão

Mike Shatzkin tem mais de 40 anos de experiência no mercado editorial. É fundador e diretor-presidente da consultoria editorial The Idea Logical Co., com sede em Nova York, e acompanha e analisa diariamente os desafios e as oportunidades da indústria editorial nesta nova realidade digital. Oraganiza anualmente a Digital Book World, uma conferência em Nova York sobre o futuro digital do livro.

Nos Arquivos de Shatzkin, o consultor novaiorquino aborda os desafios e oportunidades apresentados pela nova era digital. O texto de sua coluna é publicado originalmente em seu blog, The Shatzkin Files [www.idealog.com/blog].

Amazon atualiza linha de tablets e apresenta novos Kindles Fire ao mercado


Jeff Bezos, diretor-executivo da Amazon, exibe os tablets Kindle Fire HD durante evento nos EUA

Jeff Bezos, diretor-executivo da Amazon, exibe os tablets Kindle Fire HD durante evento nos EUA

A Amazon, empresa de comércio eletrônico americana, anunciou nesta quinta-feira [6] três novos modelos de tablet: o Kindle Fire HD de 7 polegadas, Kindle Fire HD de 8,9 polegadas e o Kindle Fire HD 4G com tela de 8,9 polegadas. A pré-venda dos aparelhos no mercado americano começará no mês de setembro.

O Kindle Fire HD apenas com Wi-Fi será vendido em duas versões: uma com tela de 7 polegadas [US$ 199] e outra de 8,9 polegadas (US$ 299). O tablet terá 8,8 milímetros de espessura , 16 GB de armazenamento e processador dual-core TI OMAP 4470. O sistema operacional continua sendo o Android, mas com personalizações da Amazon. Os aparelhos estarão disponíveis no dia 14 de setembro.

Haverá ainda uma terceira versão do Kindle Fire HD com Wi-Fi e conexão sem fio via 4G. Além de suportar internet móvel, o tablet terá tela de 8,9 polegadas e 32 GB de capacidade. O portátil será vendido por US$ 499. Ao adquiri-lo, o usuário deverá assinar um plano de US$ 50 por ano. Com isso, ele terá direito a uma franquia mensal de 250 MB, 20 GB de armazenamento e US$ 10 de crédito na loja de aplicativos da Amazon. É possível fazer a reserva do aparelho a partir desta quinta [6], mas ele só estará disponível em 20 de novembro.

Já o Kindle Fire convencional recebeu uma atualização de hardware: terá um novo processador, que o deixará 40% mais rápido e o dobro de memória RAM. Ele continuará com uma tela de 7 polegadas, conexão Wi-Fi e apenas uma câmera frontal. A pré-venda do portátil começará em 14 de setembro e custará US$ 159. Durante o evento, não foram dadas especificações de hardware do aparelho.

UOL Notícias TECNOLOGIA | 06/09/2012, 19h48

Kobo anuncia novos e-readers


Após acordo com American Publishers Association e contratação no Brasil, Kobo lançará novos e-readers e tablet

Amazon esgota Kindle Fire, Barnes & Noble venderá o Nook do outro lado do Atlântico e Apple continua criando expectativa para o lançamento do mini iPad. Agora é a vez da canadense Kobo entrar na corrida para as vendas de natal, anunciando o lançamento de dois novos e-readers e um tablet. Em outubro serão lançados os e-readers Kobo Glo, com tela de 6 polegadas, iluminado com tecnologia ComfortLight, e o Kobo Mini, o menor e-reader do mercado, com uma tela de 5 polegadas. No mês seguinte, em novembro, a empresa lançará o Kobo Arc, um tablet Android 4.0, com uma interface Tapestries, em versões de 8G e 16G. Os preços variam de U$ 79,99 a U$ 249,99. O anúncio da Kobo não poderia ser mais oportuno, já que os olhos do mercado estavam todos virados para Santa Monica, na Califórnia, onde a gigante Amazon deve anunciar hoje a tarde a nova linha de Kindles. Papai Noel vai encher o trenó de e-readers esse ano.

Por Iona Teixeira Stevens | PublishNews | 06/09/2012

Amazon lançará nova arma em guerra de tablets


A Amazon deve lançar um novo tablet nesta quinta-feira [6], a mais recente empreitada numa guerra pelo controle do acesso à internet por meio de dispositivos móveis.

A Amazon deve anunciar pelo menos uma nova versão de seu Kindle Fire, com tela de sete polegadas, numa coletiva de imprensa perto de Los Angeles. Um tablet maior também pode ser apresentado, além de uma nova versão do popular e-reader Kindle.

O fator decisivo na expectativa pelo novo Kindle Fire pode ser quão baixo será seu preço“, disse a analista So Young Lee, do SunTrust Robinson Humphrey.

A Amazon está disposta a lucrar pouco ou nada vendendo tablets e e-readers, pois deseja conseguir o maior número de consumidores possível, para então vender conteúdo digital com altas margens de lucro, como e-books, vídeos, jogos, aplicativos e música, para uma base de consumidores mais conectada e engajada.

De maneira mais ampla, a Amazon está disputando com a Apple, com o Google e com outros gigantes do setor tecnológico por uma entrada no mercado de tablets, de rápida expansão, já que esses aparelhos estão rapidamente se tornando a ferramenta preferencial de acesso à internet. Como maior rede de comércio virtual do mundo, é essencial para a Amazon conquistar uma forte presença nesse setor.

Um tablet bem-sucedido é muito mais importante para a Amazon do que para o Google“, disse o analista Chad Bartley, do Pacific Crest Securities.

A Amazon é uma das principais vendedoras de livros físicos, CDs, DVDs e videogames. Mas esses produtos estão se tornando digitais, então a empresa está se apressando para se garantir em manter sua fatia desse mercado em evolução.

A Amazon tem de ter aparelhos que permitem que clientes comprem e consumam conteúdo digital“, disse Bartley.

DA REUTERS, EM SAN FRANCISCO| 05/09/2012 – 16h34

Amazon esquenta guerra dos tablets com novo Kindle


A Amazon.com Inc. está aumentando a pressão sobre os preços na guerra dos tablets ao lançar um novo aparelho apoiado por publicidade que custará menos que modelos semelhantes, disseram pessoas envolvidas nas discussões.

O tablet fará parte de uma série de novos aparelhos que devem chegar ao mercado com a esperança de atrair consumidores, numa época em que o aperto na economia ameaça as vendas da crucial temporada de fim de ano.

Nesta quarta-feira, a Nokia Corp. deve apresentar em Nova York sua primeira linha de smartphones com o novo sistema operacional Windows 8, da Microsoft. No mesmo dia, também em Nova York, a Motorola Mobility deve fazer seu primeiro grande lançamento de um telefone desde que foi adquirida pela Google Inc.

E, na quinta-feira, a Amazon fará um evento para a mídia em Santa Monica, na Califórnia, onde se espera que ela lance uma nova versão do tablet Kindle Fire.

Essas empresas estão tentando passar à frente da rival Apple Inc., que em 12 de setembro deve revelar um novo iPhone.

A Apple também está trabalhando com seus fornecedores em uma versão menor do iPad que será semelhante em tamanho ao Kindle Fire atual, disseram pessoas a par do assunto. A Microsoft, por sua vez, informou que vai começar a vender seu novo tablet Surface nos próximos meses.

Há uma enxurrada de concorrentes no mercado de tablets“, diz o analista independente Jeff Kagan. “O pessoal de marketing tem de descobrir como diferenciar seus aparelhos, seja no preço ou nas funções. Provavelmente levará alguns anos para chegarmos lá.

O modelo mais barato e apoiado por anúncios da Amazon, juntamente com outros aparelhos desenvolvidos por fabricantes de eletrônicos, podem colocar pressão sobre a Apple — que se tornou a empresa mais valiosa do mundo por estabelecer preços altos para seus aparelhos, entre outras coisas.

Uma porta-voz da Apple não quis comentar.

A Amazon entrou no mercado de eletrônicos inicialmente em 2007, quando lançou a primeira linha Kindle de leitores de livros digitais.

Desde então, a empresa, que tem sede em Seattle, reduziu o preço do Kindle significativamente. O aparelho custava originalmente US$ 399 nos Estados Unidos e logo caiu para US$ 299, numa versão posterior.

No ano passado, a Amazon lançou uma nova série de leitores Kindle com preços entre US$ 109 e US$ 189, e as pessoas dispostas a receber anúncios poderiam comprar os mesmos modelos por US$ 30 a US$ 50. A publicidade aparece na forma de protetores de tela e de banners na parte inferior de certas imagens.

A Amazon entrou para a arena do tablet em novembro do ano passado, quando lançou seu Kindle Fire, vendido por US$ 199 nos EUA. O preço do aparelho, que tem uma tela de sete polegadas, foi definido de forma agressiva em relação ao iPad, da Apple, cujo preço mínimo é de US$ 499.

Na quinta-feira, a Amazon disse que havia vendido todos os Kindle Fire que produziu, prometendo “um roteiro emocionante pela frente.

Não está claro quanto o Kindle Fire da Amazon faturou. A empresa não divulga dados específicos de vendas.

O novo tablet da Amazon apoiado por anúncios seria vendido com um desconto em relação aos tablets sem subsídio de publicidade, disseram pessoas envolvidas nas discussões sobre o produto. O preço exato e quais anunciantes estão envolvidos não foram revelados.

O novo tablet exibiria um anúncio depois de o usuário “acordar” o aparelho, disse uma pessoa informada sobre o assunto.

A Amazon já comentou que algumas versões do novo tablet teriam acesso à Internet apenas através de redes Wi-Fi, disse uma pessoa informada sobre o produto.

Além disso, a Amazon está testando seu próprio smartphone para fazer frente ao iPhone da Apple, e pode lançá-lo ainda este ano, disseram em julho executivos de fornecedores de peças da Amazon que não quiseram ser identificados.

No fim do segundo trimestre, o Kindle Fire da Amazon tinha apenas 4,2% do mercado mundial de tablets em termos de vendas de unidades, em comparação com 70% do iPad, segundo a empresa de pesquisa IHS Inc.

A Amazon informou na semana passada que o Fire tem 22% do mercado de tablets dos EUA.

O Kindle ainda não foi lançado no Brasil, embora seja possível obter conteúdo em português no aparelho.

Por Greg Bensinger | Publicado originalmente e clipado à partir de The Wall Street Journal | 04/09/2012

Tablets e eBooks, uma relação complicada?


De acordo com a revista norte-americana Forbes, as vendas de e-books possuem uma relação inversa às vendas de tablets

Usuários leem menos livros que o esperado nos tablets

Usuários leem menos livros que o esperado nos tablets

São Paulo | Nos Estados Unidos, um em cada cinco leitores de e-books utiliza um Kindle Fire para leitura e quase o mesmo número confia em seus iPads. Mesmo com números interessantes para os tablets, a pesquisa também aponta uma tendência preocupante: os usuários de tablets estão lendo menos.

De acordo com a revista norte-americana Forbes, as vendas de e-books possuem uma relação inversa às vendas de tablets. Ou seja, os números mostram que quanto mais tablets são vendidos no mercado norte-americano, menos espaço é destinado aos e-books e e-readers. Conforme os tablets ganham a preferência dos consumidores no lugar dos tradicionais Kindle, Nook ou mesmo Positivo Alfa, os livros digitais passam a competir com aplicativos, e-mails, navegação na web e redes sociais.

Nos e-readers, que têm como função exclusiva a leitura, a disputa pela atenção do usuário ocorre com o mundo físico a seu redor. Nos tablets, a situação é muito diferente. Afinal, quem nunca perdeu a concentração por conta de um alerta do Twitter ou Gmail que atire o primeiro mouse.

No Brasil, a situação dos livros digitais é ainda mais complexa. Segundo dados da Fundação Pró-Livro, e-books fazem parte da rotina de 9,5 milhões de brasileiros. Comparado ao universo total de leitores, o número é tímido. De acordo com a pesquisa, 45% dos entrevistados nunca ouviu falar em e-books ou livros digitais. Mesmo assim, os números e o espelho no mercado norte-americano são suficientes para deixar as editoras preparadas. “Não há sentido para que os livros digitais não emplaquem no Brasil”, diz Susanna Florissi, diretora e coordenadora da área digital da Câmara Brasileira do Livro [CBL].

Para ela, os tablets não são vistos como inimigos, mas como facilitadores nesse processo. Isso se deve ao cenário completamente distinto em relação aos Estados Unidos, onde as tecnologias já são estabelecidas e os livros digitais têm boa penetração. Para Susanna, uma grande aposta para alavancar o mercado digital são os livros didáticos. “Já há conteúdos didáticos interativos com vídeos, exercícios para serem resolvidos e explicações em áudio. Nesse ponto, algumas editoras já estão prontas para oferecer livros que vão além do texto”.

Susanna completa que as editoras também estão prontas, na teoria, para oferecer seu conteúdo no formato PDF, mas o e-pub – tipo de arquivo lido por e-readers e tablets – ainda é um problema.

Além das reduções de custo óbvias, como logística, impressão e arte, os livros digitais em formato PDF podem atrair consumidores a um preço mais acessível. Nos tablets, com a adição de interatividade e conteúdo multimídia, o preço para o consumidor final deve ser ainda mais alto que as edições impressas. “Se o livro estiver em um formato interativo, o próprio consumidor perceberá o investimento feito e que ele nem sempre pode ser mais barato. Imagine que um vídeo ou áudio seja inserido, você precisa produzir e hospedar esse conteúdo em algum lugar“, explica Susanna.

Para Marcilio Pousada, diretor-presidente da Saraiva, os tablets não são um temido inimigo. “Com certeza a venda deste tipo de aparelho ajuda a desenvolver o mercado de livros digitais. Tanto que fomos pioneiros no Brasil em lançar um aplicativo para venda e leitura de e-books”, diz. Pousada destaca que, se fossem reunidas como uma única loja, as vendas de e-books colocariam o Saraiva Digital Reader na quadragésima nona colocação dentre toda a rede da Saraiva, que conta com 98 lojas físicas e a Saraiva.com.

A aposta do diretor é que o mercado se desenvolva com as vendas crescentes de tablets no país. Mas ressalta que é preciso ampliar o acervo de livros digitais e desenvolver softwares de leitura com qualidade. “Temos certeza que uma parte do que vendemos será digitalizado e acreditamos que todos os formatos irão conviver em harmonia no futuro. Tem espaço e mercado para todos os formatos”, completa Pousada.

Por Cauã Taborda | Exame | 03/09/2012

Amazon vende 6 milhões de unidades e esgota Kindle Fire


Varejista lançará novo modelo do Kindle semana que vem

Kindle Fire, tablet Android com 7", da Amazon | AP

Kindle Fire, tablet Android com 7″, da Amazon | AP

Jeff Bezos anunciou ontem que o Kindle fire está esgotado, mas que a empresa tem planos estimulantes pela frente. O CEO tem motivos de sobra para comemorar: em 9 meses de venda, o Kindle Fire vendeu 6 milhões de unidades, estima o site Publishers Weekly e, segundo a Amazon, conquistou 22% de vendas de tablets nos EUA.

Bezos chama 2012 de o “grande ano dos produtos digitais” afinal, conta ele, 10 dos 10 produtos mais vendidos na loja, entre aparelhos e conteúdo, são relacionados ao Kindle. A expectativa do mercado fica agora por conta do lançamento do novo modelo do Kindle Fire, com um frenesi que se assemelha cada vez mais às antecipações dos lançamentos da Apple.

Por Iona Teixeira Stevens | PublishNews | 31/08/2012

Kindle Fire está esgotado e detém 22% do mercado americano de tablets, diz Amazon


Jeff Bezos, presidente-executivo da Amazon, apresenta o tablet Kindle Fire, em setembro do ano passado | Emmanuel Dunand - 28.set.11/France-Presse

Jeff Bezos, presidente-executivo da Amazon, apresenta o tablet Kindle Fire, em setembro do ano passado | Emmanuel Dunand – 28.set.11/France-Presse

A Amazon disse nesta quinta-feira [30] que seu tablet Kindle Fire detém 22% das vendas de tablets nos Estados Unidos e que o dispositivo está esgotado.

Ele chegou às lojas em novembro do ano passado a um custo menor que o líder do mercado iPad, da Apple. A Amazon vai realizar um evento para a imprensa na próxima semana em Santa Monica, Califórnia, alimentando as especulações de que lançará novos aparelhos.

Desde o lançamento do Kindle Fire, o Google desenvolveu o Nexus 7, um tablet com tela de sete polegadas que obteve bons resultados de vendas. O Nook Tablet, da Barnes & Noble lançado no último outono, também é popular no mercado americano.

A Amazon disse que o tablet está esgotado, mas o comunicado não informou quando o produto volta ao mercado e nem quantos dispositivos foram vendidos pela companhia.

DA REUTERS | Publicado em Folha de S.Paulo | 30/08/2012 – 19h55

Evento envolvendo Kindle eleva expectativas sobre novo tablet da Amazon


Kindle Fire, tablet da Amazon, pode ter um sucessor anunciado no dia 6 de setembro | Mark Lennihan - 28.set.2011/Associated Press

Kindle Fire, tablet da Amazon, pode ter um sucessor anunciado no dia 6 de setembro | Mark Lennihan – 28.set.2011/Associated Press

A Amazon enviou convites nesta quinta [23] para uma coletiva de imprensa que acontecerá no dia 6 de setembro perto da cidade californiana de Los Angeles, reacendendo as especulações sobre um possível novo tablet da maior varejista do mundo.

Amazon não revelou o motivo do anúncio, mas o evento está sendo organizado pela divisão Kindle, negócio da empresa que inclui serviço de livros digitais, dispositivos de e-readers e o tablet Kindle Fire.

Tem havido vários rumores sobre a possibilidade de um novo tablet Kindle“, disse o analista de tablet da Frost & Sullivan Pete Finalle. A Amazon pretende expandir sua plataforma móvel e oferta de dispositivos, informaram desenvolvedores e parceiros varejistas no mês passado.

Há mais de um ano especula-se sobre um tablet maior da Amazon que iria competir diretamente com o iPad e que, segundo diversos blogs, tem o codinome Hollywood.

Pode ser bom para a Amazon ter mais de um tablet em seu portfólio” disse Finalle. “Ter um tablet maior com um preço menor que o iPad da Apple pode ser particularmente benéfico“.

CONCORRÊNCIA

O lançamento do Nexus 7, tablet do Google, é um provável fator que levaria a Amazon a renovar seu Kindle Fire, já que o concorrente tem dimensões e preço semelhantes.

Acredita-se que a Apple também vá lançar um novo tablet, que teria tela de cerca de 7,9 polegadas. Até agora, a imprensa tem-se referido ao hipotético aparelho, que seria produzido também no Brasil como “iPad mini”.

DA REUTERS, DE SAN FRANCISCO | COLABORAÇÃO PARA A FOLHA | 24/08/2012 – 13h48