Kindle Fire HDX: um campeão entre os tablets pequenos


Novo aparelho da Amazon tem preço acessível e vem com o que há de mais moderno da categoria

Foto: Gizmodo

Foto: Gizmodo

O Kindle Fire HDX é um grande avanço em comparação aos seus antecessores. Ele recebeu um redesign bacana, hardware mais rápido e alguns truques novos. Acima de tudo, ele é um dos melhores tablets pequenos que existem agora.

O que é?

Um tablet de 7 polegadas de US$ 230 feito pela Amazon. É a terceira geração da linha Kindle Fire, com hardware mais poderoso, uma nova tela maravilhosa e um corpo completamente novo. Assim como o Kindle Fire original, ele é uma vitrine para comprar coisas na Amazon, porém de forma bem mais fantástica que seus antecessores.

Para quem ele foi feito?

Para quem quer ver filmes e ler livros em um tablet, e para quem está mergulhado no mundo da Amazon. Sim, a versão brasileira da loja online vende apenas e-books, mas você pode assim mesmo aproveitar o tablet por aqui. Afinal, ele também tem uma tela fantástica e alto-falantes excelentes por um bom preço. Funciona como qualquer tablet, mas funciona melhor integrado à Amazon.

Design

Uma beleza angular. Enquanto o Kindle Fire original era basicamente um retângulo, e o Kindle Fire HD era levemente curvado, o HDX mistura o que há de melhor em ambos. Ele tem um corpo de magnésio sólido, coberto por um plástico suave que oferece uma boa pegada; no entanto, ele ficará coberto de marcas dos seus dedos.

Os cantos traseiros do HDX são levemente angulados: isso não só é atraente, como faz bastante sentido ergonômico – seus dedos ficam relaxados ao segurar as bordas.

O HDX tem acabamento um pouco melhor do que seu antecessor. Ele é menos volumoso em torno das bordas, graças a uma moldura ligeiramente reduzida, mas você ainda terá dificuldade para colocá-lo no seu bolso. Com 311 gramas, o HDX é bem mais leve do que o Kindle Fire HD de 395 g, e levemente mais pesado do que o iPad Mini [303 g]. O campeão em portabilidade ainda é o novo Nexus 7, com seus 289 gramas e o bônus de ser fino o suficiente para caber no bolso. Mas o HDX aparece logo em segundo.

Os botões são melhores do que eram na versão anterior, mas ainda assim são um pouco estranhos. Como eles são côncavos, em vez de saltarem da superfície do tablet, você precisa da ponta dos dedos para encontrá-los e usá-los. Além disso, quando o tablet está em modo paisagem com a câmera frontal na parte superior, os botões de volume ficam no lado direito da parte traseira. Ao segurá-lo com a mão direita, de repente você ouve aquela explosão altíssima de som – você aumentou o volume sem querer… [Canhotos, vocês se deram bem desta vez!] Parece algo pequeno, mas neste ponto o Nexus 7 é superior.

A posição do speaker é perfeita. O Kindle Fire HD tinha problemas nessa área, mas o HDX recebeu grandes melhorias ao mover os speakers para o canto angulado traseiro, bem distante de onde seus dedos costumam ficar – assim, eles não atrapalham a emissão de som.

Outros tablets costumam ter problemas de som quando você passa o dedo por um speaker, e isso prejudica toda a experiência de ver um filme, algo que não ocorre com o HDX.

Kindle Fire HDX | Photo: Gizmodo

Kindle Fire HDX | Photo: Gizmodo

Usando

À primeira vista, pode parecer estranho que um tablet projetado especialmente para ver filmes e ler livros e revistas tenha tanta potência: processador Snapdragon 800 quad-core de 2,2 GHz, e 2 GB de RAM. Mas quando você coloca o HDX nas suas mãos, tudo começa a fazer sentido.

Fazer qualquer coisa no HDX é prazeroso e fluido. Com uma tela 1920×1200 com 323 pixels por polegada – empatada com a tela do Nexus 7 e superada apenas pela tela do HDX 8,9 com 399 PPI – o HDX tem mais pixels do que nunca, e eles são belíssimos. Dá para passar minutos inteiros brincando no carrossel da tela inicial do HDX, apenas apreciando sua nitidez.

A enorme quantidade de pixels traz ótimos benefícios para o aparelho. A resolução permite que vídeos brilhem, e o contraste estelar e os pretos profundos da tela superam a qualidade do Nexus 7 2013 quando você os compara lado a lado.

Livros também ficam ótimos na tela, nítida o suficiente para você quase esquecer que está olhando para uma tela LCD em algumas circunstâncias. O sensor de luz ambiente do HDX- que ajuda a ajustar o contraste debaixo de luz solar – facilita a leitura em ambientes abertos e ensolarados, mas ainda assim é uma experiência ruim; você provavelmente vai preferir evitar isso.

O melhor de tudo, porém, é que o HDX economiza bateria quando está no modo leitura: conseguimos 17 horas seguidas de tela sempre ligada com apenas uma carga.

E então chegamos à qualidade do áudio, que é mesmo impressionante. É possível ouvir bem as frequências baixas de som, o que dá mais profundidade ao áudio – ele parece flutuar ao seu redor. Não parece que ele está vindo de um tablet; ele está simplesmente lá.

Software

O Kindle Fire HDX tem diversos truques diferentes de software, mas um se destaca em relação aos outros. Historicamente, a interface do Kindle Fire estava centralizada ao redor de um carrossel. Um fluxo com álbuns, livros, filmes, apps e qualquer outra coisa disponível no aparelho. Ainda é assim, mas a Fire UI 3.0 enfim adicionou uma gaveta de apps.

Isso faz do HDX um tablet completamente diferente.

Antes, a interface do Kindle Fire era carregada de apps. Não do ponto de vista de processamento [embora por vezes também isso], mas do ponto de vista organizacional. Era como uma mochila: quanto mais coisas você colocava, mais difícil ficava de encontrar algo. Mas com a nova opção de uma app drawer, os aplicativos estão muito mais acessíveis. Antes, a grade de apps ficava meio escondida – você precisava tocar a aba “Apps” no meio das categorias, e eles tinham o mesmo destaque de coisas como “Audiobooks” e “Banca de revistas”. Agora, os apps ganharam um espaço dedicado para brilharem na sua tela inicial.

E, como um sistema operacional crescido, o Fire OS 3.0 conta com multitarefa que permite que você alterne não apenas entre apps, mas também entre livros! Ou seja, como você pode alternar entre conteúdos, o tablet não vai reunir seus e-books em uma só opção “Livros” na barra de multitarefa. Não é uma mudança tão grande quando a nova gaveta de apps, mas ainda assim é um passo à frente.

Nós testamos o Mayday, o novo suporte técnico por videochamada do Kindle Fire, e ele funciona exatamente como prometido. Toquei no botão e, cerca de cinco segundos depois, estava falando com Jace, que – após confirmar meu endereço de email por motivos de segurança – começou a desenhar na minha tela e a mover seu avatar. Foi mágico. Mas mesmo que o Mayday não ative a sua câmera, ainda há algo perturbador nele. Eles não podem te ver, mas você ainda se sente vigiado.


A seta foi desenhada por ele. E o rosto pixelizado foi ideia minha, achei educado.

Vale ressaltar que o Mayday ainda não está sob muita pressão. O volume das chamadas era bem baixo, e aposto que a Amazon considerou o fato de que os primeiros suportes seriam feitos a pessoas como eu, que testam o aparelho. Ainda assim, minha experiência foi bem prazerosa, e a sua também deve ser [se você um dia precisar da ajuda dele].

O Mayday não é necessário para amantes de gadgets, ou qualquer um que entenda como funciona uma interface moderna. Mas é bom saber que aqueles com menos familiaridade têm a quem recorrer em caso de ajuda. Por enquanto não há como desabilitar o botão Mayday, que fica na área de notificações, mas nos disseram que uma configuração para isso será liberada antes do lançamento oficial do tablet.

O X-ray para músicas é mais uma ótima adição de software, apesar de não ser nada crucial. Ele permite acessar a letra de uma música e, ao tocar nas palavras, você é levado ao ponto da música onde essa palavra é cantada – algo bem divertido. E, diferentemente do X-ray para filmes, que é mais valioso como fonte de trívias, ou o X-ray para livros, que traz informações durante a leitura, o X-ray para músicas é mais como um brinquedo.

Gostei

Assistir filmes e programas de TV no HDX é demais. Entre a belíssima tela [quando está exibindo conteúdo HD], o som excelente e a ergonomia confortável do tablet, você vai se perguntar por que se preocupar em ter uma TV. O HDX não é apenas um rosto bonito, ou algo poderoso – ele é tudo isso e ainda é muito portátil.

Kindle Fire HDX | Photo: Gizmodo

Kindle Fire HDX | Photo: Gizmodo

A navegação geral do HDX é igualmente fantástica. Em partes por causa do processador de 2,2 GHz, mas o Jelly Bean 4.2.2 [no qual a Fire UI é baseada] também ajuda. Afinal, ele inclui o Project Butter, iniciativa do Google para tornar o Android mais rápido e fluido, e consequentemente isso acontece com o Fire UI 3.0.

Também vemos a ausência de engasgos no mundo dos apps: o Kindle Fire HDX pode rodar [e bem!] praticamente qualquer app que você quiser. Testamos Dead Trigger, um pouco de Angry Birds e alguns outros jogos, e todos pareciam um sonho. Mesmo com tantos pixels para processar, é complicado imaginar algo que dê trabalho para o HDX.

Não gostei

Os botões do Kindle Fire HDX são melhores do que os virtualmente invisíveis do Fire HD, mas, como ressaltamos, eles ainda são estranhos. E há alguns outros problemas também. A entrada microUSB, onde você encaixa o carregador, é angulada de forma estranha. Isso significa que o cabo fica em um ângulo nem um pouco natural, e plugá-lo é sempre estranho e forçado – parece que algo vai quebrar.

Não são grandes problemas, mas contribui para uma sensação geral de estranhamento. Ou talvez seja algo que diminui a sensação de solidez e normalidade. De qualquer forma, é uma desvantagem.

Existem algumas questões maiores também. A linha Kindle Fire nunca teve a intenção de ser uma máquina para e-mail e calendário. Ele foi feito para ver filmes, ler quadrinhos e livros. Tecnicamente, é um Kindle. Desta vez, o HDX tentou expandir os horizontes com hardware mais poderoso e acesso melhorado aos apps. Mas poderia ser melhor.

Existem alguns problemas como a ausência dos apps do Google, mas não é exatamente uma falha, e sim uma escolha que pode não agradá-lo. Ainda assim, esta escolha traz muitas consequências. A Amazon App Store tem uma seleção melhor do que antes – muitos dos apps famosos já estão aqui – mas ainda está distante do mundo maravilhoso do Google Play em alguns pontos importantes. Apps que você já comprou pela Play Store não podem ser transferidos para o Kindle Fire HDX. Atualizações de apps precisam ser aprovadas pela Amazon antes de chegar ao Kindle. O melhor é não pensar no Kindle Fire como um tablet com Android; o Fire OS é tão distante do Android que é uma experiência completamente diferente, com as próprias regras e próprios apps. O fato dele compartilhar algumas coisas com o Android é um bônus, não uma parte integral do que ele pretende ser.

Além disso, você não conta com acesso a serviços cada vez melhores do Google, como o Google Now, ou o Voice Search, e não há sincronização de contas entre dispositivos como no Google. É o preço a se pagar por escolher a Amazon [e seu hardware excelente e barato].

A Fire UI também tem as suas próprias deficiências. As notificações dos apps são acumuladas como meros números no topo de barra de notificações, sem nenhuma maneira mais informativa como um pop-up. Você verá apenas um “1″ ou “2″, por exemplo, e não vai ter ideia do que se trata antes de verificar a central de notificações. É algo pequeno, mas irritante.

Notas de teste

A Amazon diz que a bateria dura 17 horas no modo leitura. Parece loucura, mas é verdade: nós conseguimos mais ou menos esse tempo com ele ligado em brilho automático.

Nos testes de vídeo [10 horas de Nyan Cat, também com brilho automático] também conseguimos as 11 horas divulgadas pela Amazon.

Seria negligência da minha parte não fazer ao menos uma comparação com o iPad Mini, mas, ao mesmo tempo, isso é um tanto cruel. Não é uma briga justa. O iPad Mini já tem um ano de vida, e também está em um universo diferente de preço; o HDX custa a partir de US$ 230, enquanto o iPad Mini custa US$ 330. Mas um novo iPad Mini vem aí, e ele deve ser um grande avanço em relação ao antecessor. O HDX é melhor que o iPad Mini do ano passado, é claro. Mas com o iPad Mini 2 a história deve ser diferente.

O Kindle Fire HDX de 7 polegadas chega em diferentes opções de armazenamento e conexão. Ele custa US$ 230, US$ 270 e US$ 310 por 16GB/32GB/64GB. E então você pode adicionar US$ 100 por 4G LTE. E também pode pagar US$ 14 para eliminar os anúncios na tela de bloqueio.

Há ainda uma capa exclusiva para o HDX, que serve de suporte. Ela se chama Origami Case, se prende ao HDX através de ímãs, e pode ser colocada em modo paisagem ou retrato. Mas, por US$ 65, é um pouco caro, ainda mais para um tablet que não precisa de um case para ser bom.

Kindle Fire HDX | Photo: Gizmodo

Kindle Fire HDX | Photo: Gizmodo

Eu deveria comprar um?

Com o preço inicial de US$ 230, o HDX concorre diretamente com o novo Nexus 7, e em praticamente todas as categorias ele vence. Então mesmo que o Android padrão e a Play Store sejam importantes para você, é melhor pensar bem.

Você gosta de assistir vídeos no tablet? O Kindle Fire HDX tem uma excelente tela – a melhor de todas. No Brasil, você não pode ver conteúdo da Amazon, mas pode acessar o Netflix e vídeos nativos, por exemplo. Ele tem suporte a arquivos MP4 e MKV, entre outros.

Você gosta de ouvir coisas no seu tablet sem fone de ouvido? O Kindle Fire HDX tem alto-falantes excelentes, e muito bem posicionados, o que é muito mais raro do que deveria ser.

Você gosta de uma interface de usuário fluida, capaz de rodar de tudo? O Kindle Fire HDX tem um baita processador. É um Snapdragon 800 de 2,2 GHz que continuará sendo excelente por um bom tempo. Ele roda muito bem qualquer app disponível na Amazon App Store. O Nexus 7, com seu Snapdragon 600, não tem a mesma potência.

Você gosta de checar seu email e redes sociais, além de navegar na web direto no seu tablet? O Kindle Fire HDX faz isso muito bem. O app pré-instalado de email e o navegador Silk não são os melhores da categoria, mas funcionam legal. Há também apps para Twitter, Facebook e outras redes sociais.

Você gosta de ler livros? O Kindle HDX não tem uma tela e-ink, mas possui sensor de luz que ajusta o contraste, e uma bateria que dura 17 horas no modo leitura. É a melhor experiência que você conseguirá fora de um e-reader.

Se o Android padrão e a Play Store são mais importantes do que tudo isso, compre um Nexus 7. Mas se um gadget pode fazer você reconsiderar suas prioridades, é este aqui. A linha Kindle Fire recebe críticas por não ter um tablet com Android de verdade, só que ele faz o mesmo que os outros – e até melhor, na maioria das vezes.

Mas eis algo a se levar em conta: a nova versão do iPad Mini está chegando. Não sabemos ao certo como ela é, mas pode concorrer a “melhor tablet pequeno”. O próximo grande evento da Apple para o iPad deve ser agora em outubro.

Por enquanto, o Kindle Fire HDX é vitorioso, superando o já surpreendente Nexus 7 2013. Será que a Apple supera? Talvez sim, talvez não. Mas, agora, o HDX é o grande líder da categoria.

Especificações técnicas do Kindle Fire HDX

Processador: Snapdragon 800 2.2 GHz quad-core
Tela: IPS LCD de 7 polegadas
Resolução: 1920×1200 pixels [323 ppi]
Memória: 2 GB
Armazenamento: 16GB/32GB/64GB
OS: Android 4.2.2 [Modificado]
Câmera: frontal
Gravação de vídeo: “HD”
Rede: WiFi [5GHz MIMO]
Peso: 303 gramas [Wi-Fi]; 311 g [4G]
Dimensões: 186 mm x 128 mm x 9 mm

Por Eric Limer | Publicado originalmente em Gizmodo | MSN Tecnologia | 03/10/2013

Amazon corta preço de maior versão do tablet Kindle Fire


A Amazon informou ter cortado o preço de seu maior modelo de seu tablet Kindle Fire, parte de um esforço da maior varejista de internet do mundo para colocar o dispositivo nas mãos do máximo possível de consumidores.

Jeff Bezos demonstra o Kindle Fire HD à época do lançamento do tablet, durante o ano passado, nos Estados Unidos

Jeff Bezos demonstra o Kindle Fire HD à época do lançamento do tablet, durante o ano passado, nos Estados Unidos

O Kindle Fire HD, de 8,9 polegadas e com tecnologia de acesso à rede local sem fio [Wi-Fi], agora terá preço de US$ 269 nos Estados Unidos, ante US$ 299 anteriormente. A versão com acesso à rede 4G será vendida a US$ 399, comparado a US$ 499 antes, disse a Amazon.

A Amazon está lançando seu tablet maior no Reino Unido, Alemanha, Itália, Espanha e Japão. Dave Limp, presidente da divisão do Kindle, disse que a companhia aumentou a produção dos dispositivos em conjunto com o lançamento internacional.

O custo de produzir tablets caiu devido às economias obtidas com o aumento da escala, permitindo que a Amazon corte preços, disse ele.

DA REUTERS, EM SAN FRANCISCO | Publicado original e clipado à partir de Folha de S.Paulo | TEC |  13/03/2013 – 17h45

Amazon diz que Kindle Fire HD é líder de vendas da empresa


A Amazon disse na segunda-feira [22] que o tablet Kindle Fire HD tem sido o produto mais vendido no site da empresa desde o começo das vendas do dispositivo, há mais de um mês. O dispositivo custa US$ 199.

A companhia começou a vender uma série de Kindle Fires no último dia 6 de setembro e diz que o modelo de 7 polegadas superou as vendas de todos os outros produtos da Amazon pelo mundo desde então.

DA REUTERS | 23/10/2012, às 12h43

Varejistas americanas contra o Kindle


Depois da Target, a rede Walmart também deixará de vender o aparelho da Amazon

A rede varejista Walmart Stores não vai mais vender os produtos Kindle, da Amazon.com, apostando que os consumidores estão mais interessados em outros aparelhos. A varejista informou que a decisão se insere na sua estratégia de merchandising geral.

Embora a Walmart consiga eclipsar as outras varejistas em se tratando de vendas totais, ela fica atrás da Amazon e outras lojas no campo das vendas online, e está tentando melhorar seus negócios pela internet.

Os consumidores que adquirem tablets Kindle, como o novo Kindle Fire HD, compram os aparelhos para outros usos além dos livros digitais, o que coloca a Amazon numa concorrência mais intensa com as lojas.

Estoques. “Tomamos a decisão recentemente de não negociar com os tablets e leitores eletrônicos da Amazon além do que temos nos estoques e nossos compromissos de compra“, anunciou a Walmart num memorando enviado a gerentes de lojas. “Isso inclui todos os modelos Kindle da Amazon atuais e anunciados recentemente.” Uma porta-voz da Walmart confirmou a decisão, afirmando que a companhia continuará a vender “um amplo sortimento” de tablets e leitores eletrônicos.

A decisão da Walmart de parar de vender os produtos Kindle, vem cerca de cinco meses depois de outra rede americana importante, a Target, deixar de vender os produtos.

A Amazon quer que o seu tablet vá para as mãos dos consumidores para fazer disso uma espécie de caixa registradora, disse Scott Tilghman, analista da Caris & Company. Pode se argumentar que, se a Walmart e a Target venderem os tablets Kindle, elas estão prejudicando suas próprias vendas, porque a Amazon deseja monopolizar as vendas aos consumidores, seja de e-books, ou uma longa lista de outros artigos, afirmou.

Ao mesmo tempo, as margens da Amazon na venda dos produtos Kindle são menores do que as de outras fabricantes de produtos eletrônicos, em particular a Apple, fabricante do iPad, o tablet mais vendido do mundo.

Como resultado, a empresa pode não estar em condição de dividir lucros com lojas como a Walmart.

Acho que parte da decisão tem a ver com as margens, embora a questão maior é que a Walmart e a Target veem na Amazon uma concorrente em potencial“, disse Tilghman.

Mercado. Os leitores eletrônicos da Amazon são muito vendidos, com a primeira versão do Kindle Fire abocanhando cerca de um quinto do mercado de tablets nos Estados Unidos. A Amazon lançou uma série de novos tablets no início deste mês, alguns direcionados para o mercado mais de luxo, para competir com o iPad, da Apple.

A Walmart continua a vender iPads, o Nook, da rede de livrarias Barnes & Noble Inc., o Nexus-7, do Google, e o Galaxy Tab fabricado pela coreana Samsung, entre outros.

Os proprietários de tablets estão mais satisfeitos com o iPad, da Apple, seguido dos produtos da Amazon, de acordo com um estudo de satisfação realizado pela empresa J.D. Power and Associates e divulgado na semana passada.

Buscas pelo Kindle nos websites da Walmart e da sua cadeia atacadista Sam’s Club deram como resultado artigos como protetores de tela e caixas usados com o Kindle, como também gadgets de outras empresas.

O Estado de S. Paulo | 21 de setembro de 2012, 3h 06 | COM INFORMAÇÕES DA REUTERS

Kindle Fire é um dos tablets mais baratos no mercado, mas tem limitações e defeitos


Kindle Fire HD de 8,9 polegadas terá versão 4G

Kindle Fire HD de 8,9 polegadas terá versão 4G

Eu não sei o que está se infiltrando na água dos escritórios da Amazon em Seattle, mas está deixando os executivos um pouco débeis.

Eles estão saudando o novo tablet da Amazon, o Kindle Fire HD, como “o melhor tablet para qualquer faixa de preço”.

Bem, vamos ver. O Fire HD não tem câmera na traseira, não tem navegação por GPS, não tem reconhecimento de fala, não tem lista de coisas a fazer e nem aplicativos de anotações. Ele fica atrás do iPad em espessura, tamanho de tela, nitidez, velocidade de Internet, desempenho do software e disponibilidade de aplicativos. Ele só pode sonhar com o universo de acessórios, estojos e bases do iPad.

Agora, leia meus lábios: o Kindle Fire HD não é uma decepção. Não é! Ou melhor, não será, assim que Amazon concluir as correções do software.

Os preços são os mais baixos de todos; US$ 200 por uma tela de 7 polegadas, US$ 300 pela de 8,9 polegadas, US$ 500 pela de 8,9 polegadas com Internet por celular [US$ 50 pelo primeiro ano, US$ 15 por mês depois]. O preço sobe em US$ 15 se você quiser eliminar as propagandas de livros e filmes que aparecem na proteção de tela.

De qualquer forma, isso é muito menos caro do que os rivais semelhantes, ou muito melhor equipado do que os rivais da mesma faixa de preço.

Por David Pogue | Do New York Times | 17/09/2012, às 06h00 | Publicado em UOL Notícias Tecnologia

Novo tablet da Amazon tem recepção morna de analistas nos EUA


SÃO FRANCISCO, Estados Unidos [Reuters] | O novo tablet de 199 dólares da Amazon foi recebido com pouco entusiasmo por alguns dos resenhistas mais importantes de produtos eletrônicos dos Estados Unidos, o que pode representar um tropeço para o esforço da empresa de ampliar sua participação de mercado em um dos segmentos mais quentes da indústria de tecnologia.

David Pogue, do New York Times, afirmou que o novo Kindle Fire HD, de 7 polegadas, não tem câmera traseira, navegação por GPS, reconhecimento de voz e fica aquém do Apple iPad, mais caro, em espessura, tamanho e definição de tela, velocidade de acesso à Web, eficiência do software e disponibilidade de aplicativos.

Walt Mossberg, do Wall Street Journal, disse que o novo Kindle Fire HD não é tão “bem acabado, fluido ou versátil” quanto o iPad. Após uso prolongado, alguns aplicativos e conteúdo demoram mais a ser iniciados e páginas da Web são carregadas mais devagar que no iPad, acrescentou.

Anúncios “atacam” os usuários cada vez que ligam o aparelho ou o reativam depois de uma pausa, apontou Mossberg. A Amazon anunciou no final de semana que os usuários poderão desativar os anúncios por 15 dólares.

A revista Consumer Reports destacou a limitação no número de aplicativos disponíveis para o aparelho, apontando também que a memória aumentou, para 16 gigabytes, mas continua limitada. O tablet é vendido sem carregador, o que a revista definiu como “irritante”.

Talvez não seja o produto ideal para todos“, definiu Paul Reynolds, editor de eletrônicos na Consumer Reports.

Uma porta-voz da Amazon não respondeu a pedidos de comentários sobre as resenhas, na quarta-feira.

A nova linha de tablets da Amazon, lançada na semana passada, é crucial para a meta da empresa de vender mais conteúdo digital, como livros eletrônicos, música, videogames e aplicativos.

As resenhas podem afastar alguns compradores, mas o preço baixo dos novos tablets Kindle deve garantir vendas sólidas, dizem analistas.

O Kindle Fire original também teve críticas mornas no ano passado, mas vendeu bem desde o começo“, disse R. J. Hottovy, analista de ações da Morningstar. “O software, recursos e serviços que o produto oferece são intrigantes o bastante para atrair consumidores.

A Consumer Reports não terminou a avaliação do Kindle Fire HD de 7 polegadas, mas Reynolds afirmou que o aparelho da Amazon “parece um competidor bem promissor“.

12/09/2012, às 14:43 | © Thomson Reuters 2012 All rights reserved.

Amazon lança novas versões do Kindle Fire e de leitor digital


SÃO PAULO | A Amazon anunciou há pouco uma nova versão de seu tablet. O Kindle Fire HD terá duas opções de telas – 7 polegadas e 8,9 polegadas -, com capacidade para apresentar conteúdo em alta definição. O aparelho também é mais rápido e tem mais espaço para armazenar arquivos (a versão mais básica terá 16 gigabytes de espaço, contra 8 do Kindle Fire original).

O Kinlde Fire HD será vendido por US$ 199, na versão de 7 polegadas, e a US$ 299 no modelo de 8,9 polegadas. A versão de 7 polegadas chegará ao mercado em 14 de setembro e a de 8,9 polegadas em 20 de novembro.

O aparelho de 8,9 polegadas terá uma versão de US$ 500 que virá acompanhada de um plano de acesso às redes 4G, com 250 megabits por mês, 20 GB de espaço de armazenamento e US$ 10 de crédito para compras na loja de aplicativos da Amazon. Segundo a Amazon, o Fire, que foi lançado em setembro do ano passado, representa 22% das vendas de tablets nos EUA.

A companhia também anunciou que continuará a vender o Kinlde Fire original. O aparelho recebeu algumas melhorias em seu desempenho e será vendido por US$ 159 – US$ 40 a menos do que o preço anterior. “Queremos ter o tablet mais barato em todas as categorias do mercado”, afirmou o executivo-chefe e fundador da companhia, Jeff Bezos, durante o evento de lançamento dos aparelhos.

A expectativa com relação ao anúncio de um novo Kindle fizeram as ações da Amazon atingirem uma alta histórica hoje. Os papéis chegaram a subir 2,3%, sendo cotadas a US$ 251,99.

Além de novidades do tablet, a Amazon também anunciou um novo modelo do leitor de livros eletrônicos Kindle. O Kindle Paperwhite tem tela com melhor qualidade que seus antecessores e uma interface que lembra a do Fire. O aparelho chega às lojas no dia 14 e será vendido por US$ 119 na versão wi-Fi e US$ 179 com acesso 3G. A versão mais barata do Kindle teve seu preço reduzido, de US$ 79 para US$ 69.

Por Gustavo Brigatto | Valor Econômico | 06/09/2012 | © 2000 – 2012. Todos os direitos reservados ao Valor Econômico S.A.

Amazon atualiza linha de tablets e apresenta novos Kindles Fire ao mercado


Jeff Bezos, diretor-executivo da Amazon, exibe os tablets Kindle Fire HD durante evento nos EUA

Jeff Bezos, diretor-executivo da Amazon, exibe os tablets Kindle Fire HD durante evento nos EUA

A Amazon, empresa de comércio eletrônico americana, anunciou nesta quinta-feira [6] três novos modelos de tablet: o Kindle Fire HD de 7 polegadas, Kindle Fire HD de 8,9 polegadas e o Kindle Fire HD 4G com tela de 8,9 polegadas. A pré-venda dos aparelhos no mercado americano começará no mês de setembro.

O Kindle Fire HD apenas com Wi-Fi será vendido em duas versões: uma com tela de 7 polegadas [US$ 199] e outra de 8,9 polegadas (US$ 299). O tablet terá 8,8 milímetros de espessura , 16 GB de armazenamento e processador dual-core TI OMAP 4470. O sistema operacional continua sendo o Android, mas com personalizações da Amazon. Os aparelhos estarão disponíveis no dia 14 de setembro.

Haverá ainda uma terceira versão do Kindle Fire HD com Wi-Fi e conexão sem fio via 4G. Além de suportar internet móvel, o tablet terá tela de 8,9 polegadas e 32 GB de capacidade. O portátil será vendido por US$ 499. Ao adquiri-lo, o usuário deverá assinar um plano de US$ 50 por ano. Com isso, ele terá direito a uma franquia mensal de 250 MB, 20 GB de armazenamento e US$ 10 de crédito na loja de aplicativos da Amazon. É possível fazer a reserva do aparelho a partir desta quinta [6], mas ele só estará disponível em 20 de novembro.

Já o Kindle Fire convencional recebeu uma atualização de hardware: terá um novo processador, que o deixará 40% mais rápido e o dobro de memória RAM. Ele continuará com uma tela de 7 polegadas, conexão Wi-Fi e apenas uma câmera frontal. A pré-venda do portátil começará em 14 de setembro e custará US$ 159. Durante o evento, não foram dadas especificações de hardware do aparelho.

UOL Notícias TECNOLOGIA | 06/09/2012, 19h48

Amazon anuncia novos modelos de tablet e leitor eletrônico


A Amazon anunciou nesta quinta-feira [6] o Kindle Fire HD, tablet com tela de resolução superior à dos outros feitos pela empresa e que será vendido nas versões de sete polegadas [US$ 199] e de 8,9 polegadas [US$ 299].

A empresa também anunciou o Kindle Fire 2, outro tablet com tela de sete polegadas, e o Kindle Paperwhite, nova versão do leitor de livros eletrônicos.

Kindle Fire HD na versão de sete polegadas, anunciado nesta quinta [6]

Kindle Fire HD na versão de sete polegadas, anunciado nesta quinta [6]

Os aparelhos começarão a ser vendidos nos EUA a partir do dia 14 de setembro –salvo o Kindle Fire HD de 8,9 polegadas, cuja venda começa no dia 20 de novembro.

Não há informações sobre o lançamento no Brasil.

KINDLE FIRE HD

Maior novidade da série de lançamentos da Amazon, o Kindle Fire HD de 8,9 polegadas é um concorrente direto do iPad, apesar de o tablet da Apple possuir 0,8 polegada de tela a mais.

A tela do iPad de última geração tem 264 pixels por polegada de densidade, enquanto o novo aparelho da Amazon terá 254 pixels por polegada [resolução de 1.920×1.200 pixels].

O processador do aparelho é um OMAP 4470, de núcleo duplo e clock de 1,8 GHz, fabricado pela Texas Instruments.

Segundo a empresa, o chip é até 40% mais rápido ao Nvidia Tegra 3, processador empregado por tablets de fabricantes concorrentes.

A conectividade do dispositivo fica por conta de Wi-Fi de duas bandas: a tradicional, de 2,4 GHz, e uma outra de 5 GHz de frequência, que, em tese, faz proveito de uma faixa de rádio menos poluída para prover conexão mais estável [o que requer um roteador com a mesma capacidade].

Haverá, também, conectividade Bluetooth e saída HDMI.

O armazenamento básico dos Kindle Fire HD será de 16 Gbytes internos, mas o modelo de 8,9 polegadas terá uma versão extra, com 32 Gbytes e conectividade 4G do tipo LTE [indisponível no Brasil] pelo preço de US$ 499 –o mesmo do iPad de 16 Gbytes com conexão Wi-Fi e sem 3G/4G nos EUA.

No campo do software, o aparelho virá pré-instalado com aplicativos para e-mail, Facebook, Skype e conteúdo voltado para crianças.

Para melhorar a experiência de compra e de visualização de filmes usando o tablet, haverá a função chamada X-Ray, por meio da qual o usuário poderá verificar informações sobre o diretor, os atores, sinopse e congêneres do título.

É provável que, nesta funcionalidade específica, haja integração do aparelho com o site de cinema IMDB, um dos maiores do tipo, que é controlado pela Amazon.

A espessura da versão de 8,9 polegadas será de 0,9 cm e, seu peso, de 566 g [o iPad pesa 662 g, enquanto o Google Nexus 7 pesa 340 g].

KINDLE PAPERWHITE

O Kindle Paperwhite custará US$ 119 [versão com Wi-Fi] e US$ 179 [com Wi-Fi e 3G] e começará a ser vendido nos EUA a partir do dia 14 de setembro.

Diferente dos e-readers que o antecederam, o novo Kindle tem tela retroiluminada, com contraste 25% maior e 62% mais pixels, segundo a Amazon.

Jeff Bezos, CEO da Amazon, apresenta o Kindle Paperwhite durante evento em Santa Monica, na Califórnia

Jeff Bezos, CEO da Amazon, apresenta o Kindle Paperwhite durante evento em Santa Monica, na Califórnia

Ainda que tenha ganhado retroiluminação, o aparelho continuará tendo boa vida de bateria. O aparelho poderá ficar oito semanas ativo e com retroiluminação ligada, segundo sua fabricante.

O aparelho tem 0,9 cm de espessura e pesa cerca de 215 g.

BRASIL

A Amazon não divulgou uma data oficial para a abertura de sua loja virtual ou para o lançamento dos modelos de Kindle no Brasil.

Na Bienal do Livro, no mês passado, o vice-presidente mundial de Kindle, Russ Grandinetti, disse desejar ampliar o alcance da Amazon.

Estamos vivendo um momento interessante para a indústria editorial. Talvez em alguns anos, depois que todas as leis de propriedade intelectual forem debatidas, teremos um horizonte mais promissor no Brasil“, afirmou.

Publicado originalmente em Folha de S.Paulo | 06/09/2012 – Atualizado às 16h34