Leitor digital à prova d’água pode só valer a pena se você lê na piscina


Um dos benefícios de um leitor de livros digitais é poder levar as suas leituras em um só dispositivo para todo lugar. Mas usar um aparelho assim na beira da piscina causa um certo receio por causa da água.

Lançado por R$ 799, o Aura H2O, da Kobo, tenta resolver isso e livra o usuário de preocupações com respingos ou mergulhos acidentais rasos. É o primeiro à prova d’água dessa categoria.

O aparelho pode ficar submerso por até 30 minutos numa profundidade de 1 m, desde que a tampa de vedação, na parte debaixo do aparelho, esteja fechada. Ela protege a entrada micro USB e o espaço para um cartão de memória microSD de até 32 Gbytes.

Aura H2O, que tem tela de 6,8 polegadas e boa resolução | Foto: Anderson Leonardo/Folhapress

Aura H2O, que tem tela de 6,8 polegadas e boa resolução | Foto: Anderson Leonardo/Folhapress

Ao detectar líquidos em sua tela, o aparelho exibe uma mensagem recomendando secá-la rapidamente. Isso porque a resposta do e-reader aos comandos por toque pode ficar comprometida, o que é normal enquanto ele está molhado

Mas a compra do e-reader, um dos mais caros vendidos no país, só se justifica se essa característica realmente influenciar forma como você lê seus livros.

O novo leitor eletrônico da canadense Kobo herda do modelo Aura HD a tela de 6,8 polegadas, que tem boa resolução. Mas o Aura H2O é ainda mais largo que a média e segurá-lo com uma só mão pode não ser confortável.

Apesar de não possuir ajuste automático de luz, presente no rival Kindle Voyage [e-reader “premium” da Amazon vendido nos EUA por US$ 199, ou cerca de R$650], o Aura H2O permite aumentar ou diminuir o brilho da tela deslizando o dedo pelo seu canto esquerdo, o que é prático.

Como usuário de Kindle, prefiro a interface mais informativa e elegante dos e-readers da Kobo. Opções mais avançadas de personalização tipográfica [como peso e nitidez] também são um atrativo dos modelos, que têm até uma fonte específica para disléxicos.

Não há versão com 3G: o Aura H2O só se conecta à internet por wi-fi. Em compensação, ele suporta uma gama de arquivos bem maior que os Kindles [veja na ficha técnica abaixo], e sua bateria pode durar até dois meses, segundo a Kobo.

Seu baixo poder de processamento, no entanto, pode dificultar a execução de alguns formatos de arquivos. Foi dificílimo, por exemplo, ler um arquivo em PDF durante os testes. Mas, se você usar o e-reader majoritariamente com os livros comprados na loja on-line, não terá problemas.

KOBO AURA H2O
TELA 6,8 polegadas, carta e-ink HD [1430 pixels x 1080 pixels]
PROCESSADOR 1 GHz
ARMAZENAMENTO 4 Gbytes [expansível com cartão microSD de até 32 Gbytes]
FORMATOS SUPORTADOS EPUB, EPUB3, PDF, MOBI, JPEG, GIF, PNG, TIFF, TXT, HTML, XHTML, RTF, CBZ e CRM
CONEXÕES Wi-fi e micro USB
DIMENSÕES 17,9 cm x 12,9 cm x 0,97 cm
PESO 233 g
ONDE ptbr.kobo.com/koboaurah2o
QUANTO R$ 799

POR ANDERSON LEONARDO | COLABORAÇÃO PARA A FOLHA | 17/03/2015, às 02h00

Como aproveitar melhor o Kindle


Como aproveitar melhor o Kindle

O KINDLE PAPERWHITE [ FOTO: FLICKR/ CREATIVE COMMONS ]

O KINDLE PAPERWHITE [ FOTO: FLICKR/ CREATIVE COMMONS ]

Reviews comparando a experiência de um Kindle com um livro impresso você já viu aos montes. E artigos falando sobre as novas funcionalidades do Kindle Paperwhite também. Já contei, em uma coluna, que essa discussão impresso x e-book já venceu e não faz lá muito sentido para meus hábitos de leitora. Então, em vez de preparar um simples review, resolvi compartilhar os macetes que aprendi nos últimos dias que permitem aproveitar ao máximo a experiência no reader e com a sua conta da Amazon.

Depois dessas dicas, vai ser difícil desgrudar do aparelho:

Envie arquivos por e-mail

Esqueça a ideia de transferir arquivos por USB – há um jeito muito mais prático de enviar arquivos para o Kindle. Quando você cadastrou a sua conta na Amazon, automaticamente foi gerado um email com final @kindle.com com suas credenciais. Normalmente, o início do email é o mesmo do email que você usou no cadastro [confirme no painel ‘Sua Conta’, após fazer login na Amazon].

Depois de confirmar o seu email @kindle, aproveite para verificar se você está autorizado a enviar mensagens e arquivos para o endereço – ele só recebe conteúdo de contas previamente selecionadas. Por default, o email que você usou para criar a conta já é autorizado. Mas, caso você use bastante outro endereço, como um email do trabalho, ou se quer autorizar outra pessoa a enviar documentos para seu gadget, autorize-os aqui.

Agora basta entrar no seu serviço de email normal e enviar um email para a conta @kindle com o conteúdo desejado anexado. Você não precisa nem ativar um comando no Kindle – basta o aparelho estar conectado à internet que o download será automático. O que quer dizer que, mesmo que seu reader esteja longe, você pode enviar documentos para ler depois através dele – se você estiver no escritório e o Kindle estiver em casa, por exemplo,

Para enviar PDFs, crie um email, anexe arquivo PDF e coloque, como assunto, ‘convert’. O comando irá fazer com que o seu gadget, assim que for conectado à internet, receba automaticamente o PDF que você enviou e o converta para leitura no reader. Sim,automaticamente.

Mas que tipos de arquivos podem ser abertos no Kindle?

Além dos PDFs em caráter experimental, podem ser convertidos  DOC, HTML, JPEG, TXT , GIF, PNG e  BMP. Seu arquivo não é de nenhum desses tipos? Use os programas online Cloud Convert e o Online Convert ou o software Calibre.

Leia artigos da web em seu Kindle

HTML pode ser convertido? Então significa que você pode ler uma página da web, digamos um artigo longo que encontrou online, no Kindle? Salve uma página da web como HTML em seu computador e então a envie para seu email @kindle. Ela continuará formatada como no browser.

A Amazon oferece também o prático app Send to Kindle. Instale o programa em seu navegador e, quando encontrar um artigo interessante, aperte o botão do aplicativo. Pronto! Ele estará te esperando no leitor. Mas, antes de começar a usá-lo, você vai precisar autorizar o email do app na sua conta da Amazon [como expliquei lá no começo].

Crie coleções

Se você, como essa que vos escreve, tem ~probleminhas~ e é viciado em livros, a melhor maneira de não se perder em sua biblioteca digital é criar coleções. Por enquanto, como não tenho tantos arquivos assim, separei meus livros em ‘lidos’, ‘lendo’, ‘não lidos’ e ‘trabalho’ [as provas que ganho para analisar aqui na GALILEU – aliás, você já leu a seção de livros da revista? ela é feita com o coração].

As amostras são suas melhores amigas

A não ser que você esteja absolutamente certo que comprar um determinado livro, recomendo de coração que você baixe a amostra dele antes de fazer a transação final. Essa funcionalidade já me salvou do frenesi polissilábico que faria com que eu comprasse livros que ficariam encostados pra sempre na minha estante digital [ou me julgando, através da coleção de ‘não lidos’].

Leia notícias em seu Kindle

Kindle 4rss cria um feed com links selecionados por você em seu Kindle. A versão gratuita suporta até 12 sites que mostram até 25 artigos por edição. Acha pouco? Por uma assinatura de US$ 1,99 você tem direito de cadastrar 300 sites e ter uma edição com número ilimitado de artigos.

POR LUCIANA GALASTRI | 17/01/2014, às 16H01

A arrancada dos eBooks no Brasil


Um ano após a chegada das gigantes Amazon, Kobo e Google Play Livros ao Brasil, o segmento de livros digitais chega a uma participação entre 2% e 4% do faturamento total do mercado editorial. O número pode parecer baixo, mas é festejado por especialistas e profissionais da área, que veem uma arrancada superior à de países como os EUA e estimam fatia de até 10% ao fim de 2014

Kobo Glo | Foto: Divulgação

Kobo Glo | Foto: Divulgação

No começo da noite de 5 de dezembro de 2012, a Livraria Cultura iniciou a venda do primeiro leitor digital dedicado no Brasil, o Kobo, produzido pela empresa canadense de mesmo nome, hoje uma propriedade do grupo japonês de comércio eletrônico Rakuten. Poucas horas depois, por volta da meia-noite, entravam em atividade no país, praticamente ao mesmo tempo, dois grandes nomes da tecnologia americana: a Amazon, com um site ponto-br, e as seções de livros e filmes da loja de aplicativos do Android, a plataforma móvel do Google. A chegada das gigantes do e-book causou frisson entre editores, livrarias e leitores, divididos entre as expectativas de mudanças no mercado e nos hábitos de leitura, que incluíam temores sobre o futuro do livro impresso. Foi aí, afirmam especialistas e profissionais da área, que teve início de fato o negócio do livro digital no Brasil. Em doze meses, o segmento se expandiu do traço para algo entre 2% e 4% do faturamento total de títulos comercializados. O número pode parecer baixo, mas é festejado por especialistas e profissionais da área, que veem uma arrancada superior à de países como os EUA e estimam uma participação de até 10% ao fim de 2014.

Segundo o economista Carlo Carrenho, que atua como consultor do mercado editorial, o e-book só se tornou popular no Brasil com a chegada das três gigantes. Antes, ele era vendido – de forma tímida e sem alcançar 1% do mercado total – por redes de livrarias como Saraiva e Cultura e pelo site Gato Sabido, o primeiro a comercializar livros digitais no país, ainda em 2009. De dezembro de 2012 para cá, nas contas do consultor, foram vendidos cerca de 3 milhões de livros virtuais no país.

O desempenho no período, que é considerado o início de fato do negócio no país, pode ser comparado ao americano, diz Carrenho. A curva de crescimento é semelhante, mas ainda mais acentuada por aqui. Nos Estados Unidos, o segmento fechou o que foi considerado o seu primeiro ano, o intervalo de 2007 a 2008, com algo como 1% do setor editorial total. Hoje, cinco anos depois, já passa dos 25%, patamar que o Brasil pode atingir em menos tempo, alcançando a estabilidade que se vê hoje nos EUA e também na Europa, igualmente em torno de 25%.

O patamar é entendido como um sinal de maturidade do mercado, de acordo com Mauro Palermo, diretor-geral da Globo Livros, editora que investe na digitalização de livros de olho no crescimento que se projeta pela frente. Com 30% do seu catálogo de 1.000 títulos convertidos, a Globo Livros teve de 2,5% a 3% de sua receita gerada pela venda de e-books neste ano. “Eu considero o desempenho brasileiro dentro da expectativa”, diz Palermo. “Até porque poucas pessoas têm leitores de livros digitais, os aparelhos aqui são caros se comparados aos vendidos em outros países. O número é bom para um primeiro ano.

A Globo não está sozinha na aposta no livro digital. A Intrínseca, por exemplo, já tem aproximadamente 90% de seu catálogo, formado por 250 títulos, em versão digital. “Até meados de 2014, esperamos ter o catálogo todo em e-book”, afirma o dono da editora, Jorge Oakim. No balanço da empresa, o livro virtual deve representar até 4% do faturamento em 2013. Otimista, é Oakim quem dá o maior lance nas apostas para 2014: ele acredita que o segmento digital pode atingir 10% do mercado editorial total daqui a um ano.

Os principais leitores de e-books vendidos no Brasil

O modelo de Kindle que chega ao Brasil é o básico, de quinta geração. Ele tem uma tela de 6 polegadas, 2 GB de memória interna – o que garante capacidade para 1.400 livros –  e Wi-Fi para baixar obras pela internet. É o mais leve dos dispositivos comercializados pela Amazon, pesando apenas 170 gramas. Suas medidas são 165,75 x 114,5 x 8.7 milímetros. A recarga pode ser feita via tomada, com um adaptador AC, ou pela entrada USB do desktop. Um dos pontos mais notáveis do aparelho é duração da bateria: são mais de quatro semanas seguidas, caso a conexão sem fio esteja desabilitada.  Formatos de arquivos aceitos: PDF, AZW3, AZW, MOBI, TXT, HTML, DOC, DOCX, PRC, JPEG, GIF, PNG e BMP Preço: 299 reais

O modelo de Kindle que chega ao Brasil é o básico, de quinta geração. Ele tem uma tela de 6 polegadas, 2 GB de memória interna | o que garante capacidade para 1.400 livros – e Wi-Fi para baixar obras pela internet. É o mais leve dos dispositivos comercializados pela Amazon, pesando apenas 170 gramas. Suas medidas são 165,75 x 114,5 x 8.7 milímetros. A recarga pode ser feita via tomada, com um adaptador AC, ou pela entrada USB do desktop. Um dos pontos mais notáveis do aparelho é duração da bateria: são mais de quatro semanas seguidas, caso a conexão sem fio esteja desabilitada. Formatos de arquivos aceitos: PDF, AZW3, AZW, MOBI, TXT, HTML, DOC, DOCX, PRC, JPEG, GIF, PNG e BMP
Preço: 299 reais

O Kobo, comercializado pela livraria cultura no Brasil, oferece aos leitores uma tela sensível ao toquede 6 polegadas, com tamanho idêntico à utilizada pelo rival da Amazon. Apesar da semelhança, ele ganha na capacidade de armazenamento. Sua memória interna é de 1 GB, o que é suficiente para 1.000 livros, mas ele também conta com slot para cartões de memória – o que pode elevar sua capacidade em 32 GB. O leitor pesa 220 gramas e suas medidas são: 184 x 120 x 10 milímetros. O Kobo é capaz de se conectar à internet via rede sem fio e a duração de seu bateria tem média de quatro semanas.  Formatos de arquivos aceitos: PDF, EPUB, MOBI, TXT, RTF, HTML, JPG, GIF, PNG, BMP, TIFF, CBZ e CBR Preço: 399 reais

O Kobo, comercializado pela livraria cultura no Brasil, oferece aos leitores uma tela sensível ao toquede 6 polegadas, com tamanho idêntico à utilizada pelo rival da Amazon. Apesar da semelhança, ele ganha na capacidade de armazenamento. Sua memória interna é de 1 GB, o que é suficiente para 1.000 livros, mas ele também conta com slot para cartões de memória – o que pode elevar sua capacidade em 32 GB. O leitor pesa 220 gramas e suas medidas são: 184 x 120 x 10 milímetros. O Kobo é capaz de se conectar à internet via rede sem fio e a duração de seu bateria tem média de quatro semanas.
Formatos de arquivos aceitos: PDF, EPUB, MOBI, TXT, RTF, HTML, JPG, GIF, PNG, BMP, TIFF, CBZ e CBR
Preço: 399 reais

O Cool-er, introduzido no Brasil pela Gato Sabido, foi o primeiro leitor de livros eletrônicos a chegar oficialmente ao país. Ele apresenta tela de 6 polegadas, 1 GB de armazenamento e um slot para cartões de memória com até 4 GB de capacidade. O dispositivo pesa 178 gramas, e suas dimensões são 180 x115 x 10 milímetros. A bateria tem autonomia de três semanas, ou 8.000 “viradas de páginas” – como aponta o manual do produto.  Formatos de arquivos aceitos: PDF, EPUB, TXT, RTF, HTML, PRC, FB2, MP3 e JPG Preço: 550 reais

O Cool-er, introduzido no Brasil pela Gato Sabido, foi o primeiro leitor de livros eletrônicos a chegar oficialmente ao país. Ele apresenta tela de 6 polegadas, 1 GB de armazenamento e um slot para cartões de memória com até 4 GB de capacidade. O dispositivo pesa 178 gramas, e suas dimensões são 180 x115 x 10 milímetros. A bateria tem autonomia de três semanas, ou 8.000 “viradas de páginas” – como aponta o manual do produto.
Formatos de arquivos aceitos: PDF, EPUB, TXT, RTF, HTML, PRC, FB2, MP3 e JPG
Preço: 550 reais

Lançado em 2012, o Paperwhite traz uma tela de 6 polegadas com maior definição, 212 pontos por polegada, e iluminação interna para leitura em locais com pouca luz. Apesar de ser o dispositivos mais avançado do mundo, ele traz apenas 2 GB de memória interna. Desembarcou no mercado brasileiro em março. Formatos de arquivos aceitos: Kindle (AZW), TXT, PDF, MOBI sem proteção, PRC naturalmente; HTML, DOC, DOCX, JPEG, GIF, PNG, BMP através de conversão Preço: de 479 a 699 reais.

Lançado em 2012, o Paperwhite traz uma tela de 6 polegadas com maior definição, 212 pontos por polegada, e iluminação interna para leitura em locais com pouca luz. Apesar de ser o dispositivos mais avançado do mundo, ele traz apenas 2 GB de memória interna. Desembarcou no mercado brasileiro em março.
Formatos de arquivos aceitos: Kindle (AZW), TXT, PDF, MOBI sem proteção, PRC naturalmente; HTML, DOC, DOCX, JPEG, GIF, PNG, BMP através de conversão
Preço: de 479 a 699 reais.

A Companhia das Letras tem aposta um pouco mais modesta. Fabio Uehara, responsável pelos e-books na editora, afirma que o setor pode abocanhar até 8% do bolo total em 2014 – ou seja, no mínimo dobrar a representatividade atual. Como a Globo, a empresa tem 30% de seu catálogo convertido – um catálogo que chega a 3 000 títulos. Como prova do investimento no segmento, a editora criou em julho o selo Breve Companhia, exclusivamente de e-books.

Ao todo, de acordo com Carrenho, que também dirige um site especializado no mercado editorial, o PublishNews, o catálogo brasileiro de e-books conta com cerca de 30 000 títulos. Para efeito de comparação, o chamado catálogo vivo de impressos, isto é, aquele composto por livros que estão disponíveis para a venda, possui entre 180 000 e 200 000 títulos, segundo dados da empresa de pesquisas Nielsen.

Perfil do leitor – Para Fabio Uehara, o consumidor de e-books não difere muito daquele que prefere o livro impresso. Nem a idade é vista como um diferencial – ao contrário do que pode se imaginar, os jovens não são mais atraídos pelo formato.

Susanna Florissi, diretora livreira da Câmara Brasileira do Livro (CBL), faz análise semelhante. “Não há diferença. É só uma questão de preferência e de adaptação aos novos formatos e suportes. Há sempre os extremos: pessoas que afirmam que jamais lerão livros no formato digital e outras que jamais o farão no formato impresso.

Para Palermo, da Globo, os e-readers atraem principalmente quem compra bastante livro e vê na tecnologia um investimento interessante. “Essas pessoas enxergam o leitor como um investimento, pois elas vão recuperar o valor gasto no aparelho ao economizar com os e-books, que custam cerca de 30% menos do que os livros impressos.

A evolução da família Kindle

Lançada em 2007, a primeira versão do Kindle custava 399 dólares, tinha apenas 250 MB de armazenamento interno e tela de 6 polegadas. Foi a única a trazer um slot para cartões de memória SD. Com sua tecnologia de tinta eletrônica, que forma as palavras na tela a partir de pulsos elétricos, o dispositivo foi o responsável por revolucionar o setor de livros eletrônicos. Apenas cinco horas após seu lançamento, o dispositivo já estava esgotado. A reposição levou cerca de cinco meses para acontecer, em abril de 2008.

Lançada em 2007, a primeira versão do Kindle custava 399 dólares, tinha apenas 250 MB de armazenamento interno e tela de 6 polegadas. Foi a única a trazer um slot para cartões de memória SD. Com sua tecnologia de tinta eletrônica, que forma as palavras na tela a partir de pulsos elétricos, o dispositivo foi o responsável por revolucionar o setor de livros eletrônicos. Apenas cinco horas após seu lançamento, o dispositivo já estava esgotado. A reposição levou cerca de cinco meses para acontecer, em abril de 2008.

A Amazon promoveu mudanças na modelo lançado em 2009: diminui o tamanho do Kindle e inseriu um teclado mais compacto. O slot para cartões foi removido, e a ampresa introduziu um disco de 2 GB para o armazenamento de livros eletrônicos e músicas digitalizadas. Ele custava 359 dólares.

A Amazon promoveu mudanças na modelo lançado em 2009: diminui o tamanho do Kindle e inseriu um teclado mais compacto. O slot para cartões foi removido, e a ampresa introduziu um disco de 2 GB para o armazenamento de livros eletrônicos e músicas digitalizadas. Ele custava 359 dólares.

Apresentado ao mercado em 2009, o Kindle DX tinha uma tela de 9,7 polegadas que fugia ao padrão adotado pela companhia. Além do tamanho, a principal novidade do aparelho era a capacidade de se comunicar com a rede 3G da Amazon, a Whispernet, fora dos Estados Unidos. Ele tinha 4 GB de armazenamento interno e custava 489 dólares.

Apresentado ao mercado em 2009, o Kindle DX tinha uma tela de 9,7 polegadas que fugia ao padrão adotado pela companhia. Além do tamanho, a principal novidade do aparelho era a capacidade de se comunicar com a rede 3G da Amazon, a Whispernet, fora dos Estados Unidos. Ele tinha 4 GB de armazenamento interno e custava 489 dólares.

O Kindle 3, de 2010, marcou o início de uma nova era para a Amazon. Além de ser menor que os modelos anteriores, apesar de mantar a tela de 6 polegadas, ele foi lançado em duas versões: Wi-Fi e 3G, vendidas por 139 e 189 dólares, respectivamente. Com a estratégia, a empresa conseguiu aumentar a aceitação de seu produto no mercado. No mesmo ano, a Amazon lançou uma versão especial do leitor com anúncios, que ajudaram a reduzir o preço do dispositivo para 114 dólares.

O Kindle 3, de 2010, marcou o início de uma nova era para a Amazon. Além de ser menor que os modelos anteriores, apesar de mantar a tela de 6 polegadas, ele foi lançado em duas versões: Wi-Fi e 3G, vendidas por 139 e 189 dólares, respectivamente. Com a estratégia, a empresa conseguiu aumentar a aceitação de seu produto no mercado. No mesmo ano, a Amazon lançou uma versão especial do leitor com anúncios, que ajudaram a reduzir o preço do dispositivo para 114 dólares.

Em 2011, apenas um modelo de Kindle 4 foi lançando, com uma tela de 6 polegadas, 2 GB de armazenamento e sem o teclado físico. A Amazon preferiu diminuir o aparelho, inluindo apenas os botões de navegação. Para criar anotações, o usuário precisa acessar um teclado virtual, controlado pelos quatro botões. O preço do aparelho era de 109 dólares.

Em 2011, apenas um modelo de Kindle 4 foi lançando, com uma tela de 6 polegadas, 2 GB de armazenamento e sem o teclado físico. A Amazon preferiu diminuir o aparelho, inluindo apenas os botões de navegação. Para criar anotações, o usuário precisa acessar um teclado virtual, controlado pelos quatro botões. O preço do aparelho era de 109 dólares.

Ainda em 2011, a Amazon supreendeu o mercado ao lançar um leitor de livros digitais com tela totalmente sensível ao toque. O Kindle Touch Wi-Fi chegou ao mercado por 139 dólares, com seus 4 GB de memória e tela de 6 polegadas. A versão 3G, com a mesma configuração, custava 189 dólares.

Ainda em 2011, a Amazon supreendeu o mercado ao lançar um leitor de livros digitais com tela totalmente sensível ao toque. O Kindle Touch Wi-Fi chegou ao mercado por 139 dólares, com seus 4 GB de memória e tela de 6 polegadas. A versão 3G, com a mesma configuração, custava 189 dólares.

Lançado em 2011, o Kindle Fire marcou a entrada da companhia no mercado dos tablets. Capaz de rodar jogos e filmes, o dispositivo passou a ser um ótimo canal para a distribuição do conteúdo digital da companhia. Sua tela de LCD de 7 polegadas era inferior à dos rivais, mas era no preço que ele se destacava: 199 dólares. Com ele, a Amazom passou a ser a terceira maior empresa no mercado de tablets, atrás de Apple e Samsung.

Lançado em 2011, o Kindle Fire marcou a entrada da companhia no mercado dos tablets. Capaz de rodar jogos e filmes, o dispositivo passou a ser um ótimo canal para a distribuição do conteúdo digital da companhia. Sua tela de LCD de 7 polegadas era inferior à dos rivais, mas era no preço que ele se destacava: 199 dólares. Com ele, a Amazom passou a ser a terceira maior empresa no mercado de tablets, atrás de Apple e Samsung.

Preço – Ainda que sejam financeiramente mais atraentes, os títulos digitais estão longe de ter o preço dos sonhos do consumidor. Sem custos como a impressão e a distribuição, há de se esperar que as obras tenham custo mais amigável para o bolso. Não é exatamente o que acontece. “O custo editorial de um livro vai continuar o mesmo, pois, no lugar do gasto com impressão, temos o investimento na tecnologia de digitalização e na publicidade feita nas livrarias virtuais”, justifica Mauro Palermo, da Globo Livros.

O consultor Carlo Carrenho dá outras razões para a pequena diferença de preço. “Uma das questões é que os editores não querem canibalizar as vendas, ou seja, deixar o livro digital tão barato que o leitor perca o interesse pelo físico, que continua sendo a maior fonte de renda para eles.” Além da estratégia comercial, há custos envolvidos que impedem que o e-book custe menos de 50% do que o seu equivalente impresso.

O consultor afirma ainda que agentes literários podem exigir por contrato que a diferença de preços não seja tão grande. Em defesa dos autores que representam e dos próprios ganhos, em países com o mercado digital consolidado, como os Estados Unidos e o Reino Unido, alguns agentes chegam a vender os direitos autorais de e-books por valores mais altos. “Eles argumentam que, já que as casas editoriais não pagam papel e gráfica para imprimir as obras, elas podem aumentar a quantia destinada aos autores, que acabam com uma margem de lucro maior do que têm com a publicação daqueles mesmos livros em versão impressa”, diz.

Ranking de VEJA – A partir desta semana, está no ar no site de VEJA uma lista com os e-books mais vendidos no Brasil. Os dados são fornecidos pela loja virtual da Amazon e atualizados de hora em hora. Para Alex Szapiro, gerente da gigante no país, que oferece 2,1 milhões de livros em todas as línguas, 26 000 deles em português, os brasileiros são apaixonados pela leitura, mas esbarram na ausência de livrarias em todas as cidades e no alto preço de capa dos livros impressos. Aspectos em que o digital leva vantagem e pode ajudar a vencer.

Por Meire Kusumoto | Publicado originalmente e clipado à patir de VEJA | 01/12/2013, às 09:41

Amazon Kindle continua com falta de suporte ao formato ePub


Kindle [AZW], TXT, PDF, Audible [Audible Enhanced [AA,AAX], MP3, MOBI não protegido, PRC nativamente; HTML, DOC, DOCX, JPEG, GIF, PNG, BMP por meio de conversão.

Esses são os formatos de conteúdo suportados pelo novo Kindle Touch, da Amazon. O modelo mais barato, chamado apenas de Kindle, não reproduz áudio. O tablet Kindle Fire, por sua vez, suporta mais alguns formatos, como OGG, MP4 e VP8.

Foi meio decepcionante ver que nenhum dos novos modelos de Kindle [assim como os velhos] oferece suporte a EPUB, um padrão bem difundido de distribuição de documentos digitais. Gratuito e aberto, é adotado por muitos repositórios de livros eletrônicos e compatível com leitores como Barnes & Noble Nook, iRiver Story e Sony Reader, além de vários tablets. Mas não com o e-reader da Amazon.

Vejo dois perfis de leitores que, por conta dessa limitação, podem se frustrar muito ao ter um Kindle: 1] os que leem sobretudo obras que estão em domínio público; 2] os que não querem ler em inglês.

Para os leitores do primeiro tipo, tenho a impressão de que a coisa está melhorando – parece-me cada vez mais fácil achar obras em domínio público disponíveis no formato do Kindle. Para os do segundo, o negócio é mais complicado. No Brasil, especificamente, as lojas costumam vender e-books apenas em EPUB ou PDF, e o catálogo em português na Amazon é bem limitado.

A farta disponibilidade de obras em domínio público e em português [ou outras línguas que não o inglês] no padrão PDF, que é compatível com o Kindle, não melhora muito as coisas, pois o aparelho da Amazon oferece um suporte muito limitado ao formato. Os níveis de zoom, por exemplo, são todos predefinidos [ajustar para caber, tamanho real, 150%, 200%, 300%] – não é possível dar um zoom de 130%. [Essa opinião sobre o suporte a PDF é baseada na minha experiência com o Kindle 3, atual Kindle Keyboard, mas acredito que os novos modelos – com exceção do Fire – não apresentem melhora significativa nesse quesito.]

Os donos de Kindle nos Estados Unidos ainda sofrem com o problema de muitas bibliotecas trabalharem prioritariamente com EPUB.

A questão do EPUB gera discussões intermináveis, como esta no fórum da Amazon, com 642 posts desde dezembro do ano passado. Não são raros os comentários na linha “comprei um Nook/Sony Reader/outro concorrente em vez de um Kindle por causa da falta de suporte deste a EPUB”.

Uma solução comumente utilizada é converter arquivos em EPUB [ou mesmo em PDF] para MOBI, formato semelhante ao AZW. O resultado, porém, pode variar.

Escrito por Emerson Kimura | Publicado Folha Online | 05/10/2011, 06h54

Livros digitais ganham força, mas falta de aparelhos complica vida dos brasileiros


Maior parte dos e-reader está disponível apenas para compra no exterior

Nook, leitor digital'Barnes & Nobles, não está disponível no Brasil. Photo: Getty Images

Quem viu de perto o surgimento do televisor, na década de 50, vivenciou também a dúvida sobre o quanto a tecnologia impactaria no futuro do rádio. E como tudo que é novo, o e-book ou livro digital , que começa a ganhar força no Brasil neste ano, chega assombrando, no caso, o livro impresso.
Quem está há muitos anos em meio a milhares de páginas garante que a tendência é irreversível, mas não dominante. O mercado de livros, nos próximos anos, não será exclusivamente online, aposta o presidente da Câmara Mineira do Livro, José de Alencar Mayrink, certo de que o primeiro exemplar de um livro dificilmente será digital.

Para ele, autores e editoras darão preferência para o lançamento nos dois formatos e só depois definirem quais obras devem ficar restrita à distribuição por meio digital.

– Brasileiro adora tecnologia e o livro digital pode até aumentar o número de leitores no país. Antes, quem não tinha disposição para abrir um livro e passar as páginas, hoje pode rolar o mouse e acompanhar a história na tela.

Apesar dos e-readers [leitores eletrônicos] terem alavancado o setor, o livro digital existe antes desses dispositivos. Há muito tempo já se usa o livro digital. Eles são “passados” para o computador em formato PDF, extensão do Adobe Reader, e lidos em notebooks, desktops e smartphones. O surgimento dos e-readers é que tornou possível transportar mais obras e ter acesso a elas a qualquer hora e lugar. Os aparelhos com menor memória cerca de 2 gigabytes armazenam até 3.000 títulos.

O mais famoso dos e-readers até por ter sido o primeiro do mundo a chegar mais perto do que desejavam os consumidores é Kindle, criado e vendido pela empresa norte-americana Amazon.

Produto sem o qual o médico Joaquim Bonfim não consegue mais viver. Ele comprou o aparelho há apenas um mês e já instalou 44 livros e assinou um jornal diário. Para quem duvida do conforto visual que esses dispositivos oferecem, o médico garante não perceber diferenças.

– Trabalho com medicina de diagnóstico por imagem. Por isso sei que a tecnologia e-ink, que imita o papel original, é perfeita para a saúde. É como ler um papel comum. Não tem comparação com a leitura em um computador ou celular.

O aparelho escolhido por Bonfim foi o Kindle DX, chamado também de internacional, que possui conexão 3G, tela de 9,7 polegadas e lê arquivos não só no formato AZW [sob o qual estão os livros vendidos no portal da fabricante] como nos primeiros modelos da Amazon, mas também PDF, TXT, PRC, DOC, MOBI, JPEG, HTML, GIF, PNG e BMP. Ou seja, dá para variar bastante.

“Diagramação” ao gosto do leitor

Mas se a moda vai pegar ou não, talvez ainda seja cedo para dizer. Há quem acredite que a adaptação ao livro digital será demorada, muito maior do que a rápida adesão aos formatos MP3 e MP4, reprodutores de música e vídeos digitais.

Para o diretor de mídias digitais da Editora Gente, Roberto Melo, a experiência de ler um livro é diferente conforme o dispositivo, ao contrário de quando se ouve música.

– Não importa se o jazz está rodando em um CD, player MP3 ou telefone celular. A música que chegará aos ouvidos é a mesma. Mas, ler um conto de Machado de Assis em um livro impresso é totalmente diferente de ler em uma tela de um smartphone ou do computador.

Mas existem pessoas que, por exemplo, preferem ler livros técnicos em leitores digitais e computadores pelo fato de poderem inserir anotações, marcações e cálculos, sem danificar a obra.

Além de afirmar que a experiência da leitura digital varia de acordo com o perfil de cada leitor, Melo diz que os e-readers podem oferecer vantagens e desvantagens. Um lado bom é a possibilidade de o usuário diagramar o texto da melhor forma que lhe convir, pois a maioria dos livros eletrônicos são editados de forma que é possível alterar a fonte e ajustar o conteúdo de acordo com o tamanho da tela.

Um deles é o ePub, arquivo programado na linguagem XML, que permite a conversão automática de conteúdos escritos. O aspecto negativo atinge os designers que trabalharam na construção do livro, que por essa possibilidade temem o desemprego. Outro fantasma que anda de mãos dadas com a tecnologia.

Poucas opções chegam ao mercado nacional

São incontáveis os fabricantes e modelos de e-readers no mercado desde o surgimento dos livros digitais. Uns mais conhecidos, outros menos. Mas pouquíssimos estão disponíveis no Brasil. A Sony, por exemplo, em 2007, logo após o lançamento do primeiro Kindle, soltou no mercado seu primeiro e-reader, para competir com o produto da Amazon: o Sony PR-300. Desde então, vem lançando vários outros modelos e os mais recentes são o PRS-600 Touch Screen e o PRS-900 Touch Screen. Mas só estão à venda na Europa e nos Estados Unidos.

A Samsung também lançou seu e-reader, em março deste ano, em Nova York. Com preço de U$299, o dispositivo tem tela 6 polegadas e, em vez de touch screen, é sensível à caneta de ressonância magnética. Aceita arquivos nos formatos ePub, PDF, TXT, BMP e JPG, com memória de 2GB que pode ser expandida com cartão SD.

Além disso, a empresa anunciou parceria com a rede de livrarias Barnes & Nobles para os usuários terem acesso ao acervo das lojas. Mais uma vez, só compra quem for à terra do Tio Sam. Além da Sony e da Samsung, fabricantes como Onyx, Neolux Corporation, Lbook, Elonex, Endless Ideas, Astak e Aluratek também investem em leitores de livros digitais e lançam novidades periodicamente.

A pouca disponibilidade desse tipo de aparelho no Brasil pode ser explicada pela recente chegada do livro eletrônico no país. Nas livrarias que já vendem as obras digitais, não há comparação entre os títulos estrangeiros com os nacionais. Os daqui, perto das mil unidades. Os de fora, ultrapassam as 100 mil. Por isso o mercado ainda não tenha visto motivos para investir nos dispositivos.

Mas se você ficou curioso ou mesmo interessado em um e-reader, fique atento a algumas dicas para comprar um que seja adequado ao seu perfil. Primeiro, veja se há necessidade de conexão sem fio e 3G – quando o cotidiano é um corre-corre, é o indicado, pois pode-se comprar livros de qualquer lugar. Se for um aficionado por livros, daqueles que lêem em filas de espera, bancos de praça, em todo lugar, o ideal é um e-reader com tela menor, que caiba na bolsa ou mochila.

Cada vez mais os e-readers adequam aos diferentes formatos, mas é bom observar esse detalhe antes de comprar. Quanto maior o suporte a diferentes arquivos, melhor. Se você gosta de fazer anotações enquanto lê, de preferência aos dispositivos com esse diferencial. Assim não é necessário um e-reader e papel e caneta ao lado.

Vale dar uma conferida para ver se o seu estilo de livros preferido já tem muitas versões digitais, para não gastar dinheiro a toa. E a pesquisa de preços continua valendo como velha e boa dica.

Por Franciele Xavier, do Hoje em Dia | Publicado no Portal R7 em 23/08/2010 às 15h44