Em expansão nos tablets, quadrinhos atraem ao ganhar som e movimento


Tudo aquilo que pode ser digitalizado – como músicas, filmes e livros– migrou do mundo físico para o digital. Com as revistas em quadrinhos, o processo também está acontecendo.

Assim como o iPod incentivou os downloads de arquivos MP3, a mudança no universo dos gibis ganhou força, há quatro anos, por conta de uma classe específica de dispositivos, quando o primeiro iPad deu origem aos tablets.

Desde então, o mercado de quadrinhos digitais está em plena expansão. Em 2011 e 2012, apresentou taxa de crescimento de 300% em todo o mundo, segundo a “ICv2”, publicação americana que monitora o setor.

Magenta King

Magenta King

Coleciono e leio quadrinhos desde os 10 anos. Não compro uma edição física com regularidade há uns dois ou três, enquanto a biblioteca digital vai crescendo em progressão geométrica“, conta Gustavo Vieira, 36, editor do site Espinafrando.com, guia de quadrinhos digitais e cultura pop.

O segmento existe desde o final da década de 1990, mas o que mudou desde a chegada dos tablets?

Primeiro, há o próprio formato do aparelho, muito próximo ao de uma revista, o que melhora a vida de quem antes podia ler só no PC. Em seguida, vem a tela, que realça cores [revistas físicas estão sujeitas a impressões ruins], permite leitura no escuro e tem funções como zoom.

Além disso, há a questão da conveniência. É mais fácil comprar e armazenar as publicações — um fã de quadrinhos não se contenta com uma ou duas revistas, comprando centenas, milhares.

Isso sem contar a introdução de novos elementos, que mudam a experiência de ler gibis, como a leitura guiada (um quadrinho por vez) e a inclusão de som e animações.

A sensação de ler em papel ainda é insuperável, mas o tablet acaba sendo bem mais prático e tem mais recursos“, afirma Vieira.

NOVOS NEGÓCIOS

O potencial de crescimento dos quadrinhos digitais atiçou a sanha infinita da Amazon de vender toda e qualquer coisa. No final de abril, a gigante abocanhou, por uma quantia não revelada, a Comixology, maior loja da internet do ramo.

No ano passado, foi o aplicativo de maior receita para iPad desconsiderando games (e 11º no ranking geral). Em quatro anos de existência, entregou 6 bilhões de páginas de quadrinhos aos leitores e, atualmente, comercializa mais de 50 mil títulos de 75 editoras diferentes.

Além dos números da loja, a Amazon deve ter levado em conta as previsões de vendas de tablets no mundo.

A consultoria Yankee Group calcula que 560 milhões de tablets serão vendidos no ano que vem –em 2017, espera 1 bilhão. Já o Gartner estima que o comércio de pranchetas superará o de PCs e notebooks até 2015.

POR BRUNO ROMANI | COLABORAÇÃO PARA A FOLHA | Publicado originalmente em Folha de S. Paulo | 16/06/2014, às 02h00

CURSO | O Livro como Mídia Digital


Ednei Procópio

As emergentes mídias digitais estão influenciando diretamente no concorrido tempo dos consumidores modernos e transformando o hábito de leitura em todo o mundo. O livro não é mais lido apenas no papel. Ele está também onipresente em uma miríade de suportes suspensos e em uma diversidade de aparelhos tecnológicos, móveis e de comunicação.

E uma série de meios é o que está transformando definitivamente a realidade dos livros, jornais e revistas através de uma convergência digital e cultural sem precedentes.

O objetivo do curso “O Livro como Mídia Digital” é fazer um review de todo o mercado editorial convencional presente, frente às transformações das mídias digitais, do ponto de vista exclusivamente dos negócios ou da atualização enquanto profissional.

CONTEÚDO DO CURSO

  • O que é um livro digital
  • A questão os dos hardwares | Smartphones, netbooks, tablets [iPad, Xoom, Galaxy, etc.] e e-reader devices [Sony Reader, Kindle, Nook, etc.].
  • A questão os dos softwares | Sistemas Android, iOS, etc. | Digital Rights Management | Aplicativos
  • A questão do conteúdo | Formatos: PDF, ePub e HTML5 | Conversão, digitalização e produção
  • Plataformas e eBookStores | Modelos de negócios
  • Números do mercado e entraves
  • A cadeia produtiva do livro antes e depois dos eBooks

A QUEM SE DESTINA O CURSO

O curso se destina a todos os interessados em livros digitais; profissionais da cadeira produtiva da indústria editorial brasileira, desde os que atuam na produção e na área editorial quanto os profissionais que atuam nas vendas, comercialização e marketing dos livros. Isto inclui os profissionais que atuam dentro das editoras, das livrarias, distribuidoras, bibliotecas etc.

ANOTE NA SUA AGENDA A DATA DO CURSO

Dia: 3 de março de 2012, sábado.
Horário: 9h00 às 13h00
Valor único: R$ 130,00
Docente: Ednei Procópio, especialista em livros digitais.

ONDE

Escola do Escritor
Rua Mourato Coelho, 393 conjunto 1 |esquina com Rua Teodoro Sampaio
CEP 05417-010 – Bairro de Pinheiros, São Paulo, SP.
Telefone: [11] 3034.2981
www.escoladoescritor.com.br

Crie personagens da Turma da Mônica com aplicativo gratuito


Novo aplicativo da Turma da Mônica

Já imaginou entrar para a Turma da Mônica e virar amigo do Cebolinha, da Magali e até do Cascão?

O novo aplicativo “Quero ser Turma da Mônica” permite que os usuários criem personagens da turminha bem parecidos com pessoas da vida real. É possível escolher a roupa, o tipo do cabelo, a cor dos olhos e outras especificações.

Depois de pronto, o avatar pode ser salvo na galeria de fotos do aplicativo, que é gratuito e pode ser baixado na App Store.

“Quero ser Turma da Mônica” está disponível para iPad, iPhone e iPod-Touch e já tem mais de 30 mil downloadas. Além de exercitar a imaginação, é possível compartilhar os personagens criados nas redes sociais.

Folha.com | 31/01/2012 – 15h19

Gerenciamento de Catálogo e Conteúdo para Livros Digitais


Gerenciamento de Catálogo e Conteúdo para Livros Digitais

Escola do Livro: Gestão de Catálogo e Conteúdo para Livros Digitais


Ednei Procópio

O curso “Gestão de Catálogo e Conteúdo para Livros Digitais”, oferecido pela Escola do Livro, da CBL [Câmara Brasileira do Livro], acontece no dia 6 de outubro de 2011, das 9h30 às 13h30.

A iniciativa tem como objetivo evidenciar o processo de criação de catálogos de livros digitais, bem como uma visão global sobre o assunto. Plataformas, formatos e DRM [Digital Rights Management] fazem parte do conteúdo do curso, que conta ainda com a apresentação de cases na área. Também serão apresentados aspectos do gerenciamento de conteúdo.

O curso será ministrado por Ednei Procópio, que é editor e sócio-fundador da Livrus Negócios Editoriais. Procópio atua há 10 anos no mercado de livros digitais. É ainda autor da obra “O Livro na Era Digital” e coordenador Geral do Cadastro Nacional do Livro, desenvolvido pela CBL.

Mais informações sobre o curso podem ser obtidas pelo e-mail escoladolivro@cbl.org.br ou pelo telefone [11] 3069-1300.

CBL Informa | 27 de Setembro de 2011

CBL oferece curso de Gestão de Catálogo e Conteúdo para Livros Digitais


Ednei Procópio

O curso “Gestão de Catálogo e Conteúdo para Livros Digitais”, oferecido pela Escola do Livro, da CBL [Câmara Brasileira do Livro], acontece no dia 6 de outubro de 2011, das 9h30 às 13h30.

A iniciativa tem como objetivo evidenciar o processo de criação de catálogos de livros digitais, bem como uma visão global sobre o assunto. Plataformas, formatos e DRM [Digital Rights Management] fazem parte do conteúdo do curso, que conta ainda com a apresentação de cases na área. Também serão apresentados aspectos do gerenciamento de conteúdo.

O curso será ministrado por Ednei Procópio, que é editor e sócio-fundador da Livrus Negócios Editoriais. Procópio atua há 10 anos no mercado de livros digitais. É ainda autor da obra “O Livro na Era Digital” e coordenador Geral do Cadastro Nacional do Livro, desenvolvido pela CBL.

Mais informações sobre o curso podem ser obtidas pelo e-mail escoladolivro@cbl.org.br ou pelo telefone [11] 3069-1300.

CBL Informa – 25 de Agosto de 2011

Curso “O Livro na Era Digital | Edição e Suportes”


As emergentes mídias digitais estão influenciando diretamente no concorrido tempo dos consumidores modernos e transformando o hábito de leitura em todo o mundo. O texto não é mais lido apenas no papel. Ele está também onipresente em uma miríade de suportes suspensos e em uma diversidade de aparelhos tecnológicos, móveis e de comunicação.

E uma série de meios é o que está transformando definitivamente a realidade dos livros, jornais e revistas através de uma convergência digital e cultural sem precedentes.

O objetivo do curso é fazer um review de todo o mercado editorial convencional presente, frente às transformações das mídias digitais, do ponto de vista exclusivamente dos negócios ou da atualização enquanto profissional.

CONTEÚDO

  • O que é um eBook?
  • A questão os dos hardwares | Smartphones, netbooks, tablets [iPad, Xoom, Galaxy, etc.] e e-reader devices [Sony Reader, Kindle, Nook, etc.].
  • A questão os dos softwares | Sistemas Android, iOS, etc. | Digital Rights Management | Aplicativos
  • A questão do conteúdo | Formatos: PDF, ePub e HTML5 | Conversão, digitalização e produção
  • Plataformas e eBookStores | Modelos de negócios
  • Números do mercado e entraves
  • A cadeia produtiva do livro antes e depois dos eBooks

A QUEM SE DESTINA O CURSO

O curso se destina a todos os interessados em livros digitais; profissionais da cadeira produtiva da indústria editorial brasileira, desde os que atuam na produção e na área editorial quanto os profissionais que atuam nas vendas, comercialização e marketing dos livros. Isto inclui os profissionais que atuam dentro das editoras, das livrarias, distribuidoras, bibliotecas etc.

ANOTE NA SUA AGENDA

Dia: 20 de agosto de 2011, sábado.
Horário: 9h00 às 13h00
Valor único: R$ 130,00
Docente: Ednei Procópio, especialista em livros digitais.

ONDE

Rua Mourato Coelho, 393 conjunto 1 |esquina com Rua Teodoro Sampaio
CEP 05417-010 – Bairro de Pinheiros, São Paulo, SP.
Telefone: [11] 3034.2981
http://www.escoladoescritor.com.br

Mais uma forma de ler livro digital


Nos últimos dois anos, a Amazon criou e aprimorou seus aplicativos de leitura e os consumidores puderam escolher entre ler seus livros digitais no Kindle, iPad, iPhone, iPod Touch, PC, Mac, telefone com sistema operacional Android, tablets ou no BlackBerry. Hoje, a empresa apresenta mais uma opção de leitura. Trata-se do Kindle Cloud Reader, um aplicativo desenvolvido em HTML5 que permite que se leia usando apenas o browser. A leitura pode ser on-line ou off-line, e não é necessário fazer downloads ou instalações de aplicativos.

Independentemente do meio escolhido pelo usuário para ler seu livro, essa obra estará disponível em todos os seus aplicativos e sincronizada com a biblioteca de livros digitais dele. A última página lida, os grifos e as anotações também aparecerão sempre o que o livro for aberto. A nova ferramenta está disponível para Safari [iPad e desktop] e Chrome no site www.amazon.com/cloudreader.

Dorothy Nicholls, diretor da Amazon Kindle, disse em comunicado que a empresa integrou sua Kindle Store ao Cloud Reader. Com apenas um clique o cliente pode fazer sua compra e já começar a ler. A Amazon disse que em breve o Kindle Cloud Reader também estará rodando no Internet Explorer, Firefox, browser do BlackBerry PlayBook e outros.

Por MariaFernanda Rodrigues | PublishNews | 10/08/2011

Panda entra no mercado de livro digital com aplicativos de livros sobre futebol


A Panda Books lança seus dois primeiros aplicativos para serem lidos em iPhone, iPod Touch ou iPad. São eles: Enciclopédia dos craques [US$ 4,99] e Todas as camisas da história do Corinthians [US$ 5,99].

O primeiro reúne dados de 1.686 jogadores [nome completo, posição, local e data de nascimento, clubes por onde passaram e títulos] compilados por Marcelo Duarte e Mário Mendes, autores da versão original. Nele você conhece os principais. O segundo traz mais de cem anos de camisas do Timão, desde a primeira em 1910 até maio de 2011. Os autores desse trabalho são Paulo Gini, Rodolfo Rodrigues e Maurício Rito, os mesmos dos livros A história das camisas dos 12 maiores times do Brasil e A história das camisas de todos os jogos das Copas do Mundo.

PublishNews | 09/08/2011

Aluguel de eBooks didáticos na Amazon


A Amazon anunciou nesta segunda-feira, dia 18, um novo negócio na sua Kindle Store: o aluguel de livros didáticos – o Kindle Textbooks. A partir de agora estudantes podem alugar e-books didáticos para Kindle por períodos de 30 a 360 dias, pagando até 80% menos do que custaria o livro impresso. Eles ainda podem estender o aluguel – até por apenas um dia – ou decidir pela compra do livro que estão lendo. Uma das vantagens é que o aluno guardará suas anotações. “Quando eles vendem um livro impresso usado no final do semestre perdem todas as suas anotações que fizeram no texto ou nas margens. Com o Kindle Textbooks isso não vai acontecer. As anotações ficarão guardadas na Amazon Cloud e o sistema de sincronização do Kindle e estarão disponíveis a qualquer momento, em qualquer lugar, mesmo depois do fim do aluguel. E se adquirir o livro no futuro, as anotações serão sincronizadas com o e-book comprado”, comentou Dave Limp, vice-presidente da Amazon Kindle. O serviço foi lançado com obras da John Wiley & Sons, Elsevier e Taylor & Francis, e estará disponível também em todas os aplicativos Kindle para PC, Mac, iPad, iPod touch, iPhone, BlackBerry, Windows Phone e equipamentos que rodam Android.

Por Ricardo Costa | PublishNews | 19/07/2011

Kobo lança eBookstore na Alemanha


A Kobo [eBookstore de origem canadense] chegou à Alemanha com um catálogo de 2,4 milhões de e-books, dos quais 80 mil títulos são em alemão.

A empresa está prometendo também que os seus e-readers estarão à venda em uma grande rede de lojas físicas de produtos eletrônicos a partir de agosto. A Kobo ainda desenvolveu Apps gratuitas em alemão para iPhone, iPad, iPod Touch e Android – e em breve chega também o app para PlayBook [o tablet Blackberry]. Ela também anunciou para breve o lançamento de suas lojas on-line na Espanha, França, Itália e Holanda. Essa ação coloca a Kobo à frente da Amazon no desenvolvimento do mercado digital na Europa.

A Kindle Store da Amazon.de foi lançada este ano, mas com apenas 25 mil títulos em alemão. “A comunidade leitora europeia está faminta por e-books”, comentou Michael Serbinis, CEO da Kobo.

Por Philip Jones | The Bookseller | 13/07/2011

Flip no iPhone


Pela primeira vez, a organização da Flip criou um aplicativo para iPhone, iPad e iPod Touch com a programação da festa, biografia dos autores e sinopse das mesas. Ele permite ainda que o visitante monte a sua própria programação e dá dicas de restaurantes e informações turísticas de Paraty em português e em inglês. A iniciativa é fruto de uma parceria da Associação Casa Azul com a Bei Editora e o Grupo ABC. A notícia é boa e não é. Usuários da Vivo e da Claro conseguiam usar seus telefones quase que normalmente ontem à noite. Os das outras operadoras começaram a passar nervoso cedo, quando a cidade ainda estava vazia. Para baixar o “Guia Flip 2011”, gratuito, basta clicar aqui. Há também o mapa da Flip do Google Maps, que pode ser acessado de qualquer smartphone.

Por Maria Fernanda Rodrigues | PublishNews | 06/07/2011

Disney lança quadrinhos digitais para iPad, iPhone e iPod


Para quem quiser reler aquelas antigas revistas em quadrinhos do Mickey, Pateta, Pato Donald e cia. e também conferir as histórias criadas para os personagens da Pixar como Carros, Toy Story, entre outros, a Disney Publishing Worldwide acaba de colocar na AppStore da Apple o aplicativo Disney Comics.

Por enquanto, estão disponíveis mais de 50 publicações, que incluiu alguns dos personagens clássicos da Disney e material desenvolvido para a série High School Musical, Tron: Legacy e Enrolados [Tangled], animação inspirada no conto da Rapunzel. A empresa ainda garantiu que serão lançados 2 novas títulos por semana.

O aplicativo, compatível para iPhone, iPad e iPod touch, fez sua estreia nos EUA mas estará nas AppStores da Apple de mais de 80 países localizados nas Américas, Europa, Ásia, África e Austrália.

“Nós criamos mais de 25 mil páginas a cada ano e é imprescindível que entreguemos esse conteúdo para todos os leitores ao redor do mundo. Temos mais de 1 bilhão de leitores hoje e o aplicativo irá fazer nossa audiência crescer”, declarou o presidente da Disney Publishing Worldwide, Russell Hampton.

Entre os recursos oferecidos para o Disney Comics estão a inclusão de efeitos sonoros para as histórias em quadrinhos, a personalização do modo de leitura e compartilhamento dos títulos preferidos via Facebook e e-mail. Na página dedicada a “estante de revistas em quadrinhos”, existe uma divisão para títulos, personagens e categorias.

O aplicativo e os títulos da seção DigiFree podem ser baixados gratuitamente. Quanto ao conteúdo catalogado e apresentado na DigiStore, o preço varia entre $.99 a $4.99.

Por Bárbara Gaia | TechTudo | 24/06/2011 | Via Enhanced Online News

Os números da Apple


Por Ednei Procópio

Tenho reparado numa série de dificuldades, por parte das editoras nacionais, em disponibilizar eBooks na plataforma iTunes/iBooks. Aliás, descobri uma plataforma nova baseada em PDF, muito parecida com o Zinio, que quero comentar assim que conseguir terminar de testar.

Embora eu ainda considere o caminho Apple um pouco burocrático, e por isso custoso para os padrão editorial brasileiro, uma da coisas que eu mais gosto na Apple é que ela mantém uma política de divulgar bem os seus números. Algo que a Amazon sempre esconde ou manipula.

Durante a última Conferência Internacional de Desenvolvedores da Apple, a AllThingsD divulgou alguns números referentes a plataforma da maçã. Eu estava, como sempre, sem tempo pra divulgar estes números aqui, mas vamos lá:

HARDWARE

São 25 milhões de unidades do iPad em todo o mundo.

SOFTWARE

O iOS [sistema que roda nos hardwares iPads, iPhones e iPods Touch] representa 44% de todo o mercado móvel mundial.

São pelo menos 200 milhões de hardwares que rodam o sistema operacional iOS. À propósito,  eu às vezes me pergunto porque a Apple não abre o seu iOS para outros fabricantes [?].

CONTEÚDO

425 mil aplicativos estão disponíveis no iTunes.

90 mil aplicativos dos quais rodam exclusivamente no hardware iPad.

Até agora, o iTunes comercializou cerca de 30 milhões de livros digitais via aplicativo iBooks.

Outros 14 bilhões de aplicativos foram baixados em menos de três anos.

O montante de negócios para os desenvolvedores giram em torno de US$ 2,5 bilhões.

Adorei os números. Bem que poderia haver uma Apple do Brasil, né, pra gente poder trafegar de modo mais rápido e simples o nosso conteúdo naquela plataforma.

Por Ednei Procópio

Custo dos eBooks desafia editoras


Apesar de ganharem relevância na discussão sobre a migração dos livros em papel para os meios digitais, os livros eletrônicos, ou e-books, ainda desafiam as editoras nos custos de tecnologia.

Segundo empresas ouvidas pela Folha, os gastos para converter os textos impressos para a versão digital e para revisar todas as edições ainda são uma equação não solucionada pelas editoras.

Para se converter mil títulos para a versão digital, por exemplo, são gastos de R$ 300.000 a R$ 500.000 adicionais, valores que incluem o trabalho e as revisões“, afirma Sérgio Machado, presidente da editora Record.

Na avaliação de Machado, hoje o e-book está relacionado principalmente à comodidade de compra de um livro digital, e não necessariamente à experiência de leitura. No entanto, não podem ficar para trás da demanda.

Por enquanto ainda não há uma mina de ouro. Até agora só existem investimentos, mas não podemos ignorar esse setor“, resume.

Ao lado da Record e integrante da DLD [Distribuidora de Livros Digitais, que entregam o conteúdo adaptado para livrarias], a editora Objetiva afirma que as empresas estão adaptando seus modelos de negócio para a era digital.

Os livros digitais ainda estão se preparando para decolar no fim de 2011 e início de 2012“, diz Roberto Feith, diretor geral da Objetiva e presidente do conselho da DLD.

No entanto, está mais fácil contratar os direitos autorais dos autores para publicações digitais porque não há mais tanta insegurança jurídica quanto há cerca de três anos sobre o modelo de remuneração.

Em média, segundo Feith, enquanto a participação dos autores nos livros impressos era de 20%, nas publicações digitais chegam a 25%.

Na avaliação de Mariana Zahar, diretora executiva da Zahar, uma das primeiras editoras do Brasil a entrar no negócio on-line, embora o mercado precise amadurecer, ainda há possibilidade de explorar novos conteúdos dos livros digitais com a era dos tablets.

A possibilidade de exploração de elementos audiovisuais está muito maior“, afirma.

LOJAS EM PREPARAÇÃO

As livrarias também se preparam para o triunfo dos livros eletrônicos, embora ainda apontem restrições para que a categoria deslanche no país.

Hoje são três principais entraves: criação de software compatível da loja digital com os aparelhos a venda, acervo em português e preço dos leitores eletrônicos. Quando as três questões estiverem resolvidas, o mercado deverá deslanchar“, diz Marcílio Pousada, presidente da Livraria Saraiva.

Há quase um ano com uma loja virtual de títulos que podem ser livros no computador, nos tablets ou nos leitores digitais –como o Alfa, da Positivo -, a Saraiva tem hoje 220 mil títulos em inglês e 3.600 em português.

O faturamento da loja on-line é o 80º entre as 99 operações da empresa do país, segundo Pousada.

Já a Livraria Cultura aposta na forma de convergência da tecnologia com os livros. A empresa está lançando os “livros como aplicativos” em que os usuários podem baixar os títulos digitais acompanhados com audiolivros para iPhone e iPad.

AMAZON NO BRASIL

Caso a chegada da Amazon ao Brasil se confirme para os próximos meses, ela deverá ajudar a impulsionar os números de vendas de livros on-line no país.

Segundo a Folha apurou, a gigante americana do varejo prepara sua estréia com operações exclusivamente on-line, com a venda do leitor Kindle.

Segundo a consultoria ebit, no ano passado a categoria representou 12% de todos os pedidos on-line no país. O comércio eletrônico movimentou R$ 15 bilhões e a categoria “livros e assinaturas de revistas” foi a segunda mais influente nas vendas.

A expectativa para este ano é que o segmento atinja R$ 20 bilhões.

POR CAMILA FUSCO | Folha.com | 24/05/2011 – 06h30

Estação das Letras lança curso sobre livro digital


Curso pretende preparar profissional do livro para o já real cenário digital; curadoria é do PublishNews

Até bem pouco tempo, os livros digitais eram uma realidade distante. Mas nos últimos dois anos, os e-books saltaram da quase ficção científica para a realidade. Nos Estados Unidos, responderam, só no ano passado, por cerca de 9% do faturamento, crescimento de 200% em relação a 2009 e de 800% em relação a 2008. No Brasil, as grandes livrarias já lançaram, ou estão lançando, suas lojas de e-books; há duas distribuidoras digitais em operação e nenhuma editora pode mais se dar ao luxo de ignorar o que antes era chamado futuro digital.

Com este cenário em mente, a Estação das Letras, no Rio, coloca na rua o curso “Editando livros digitais”, inédito no país. Com uma carga horária de 22h, o curso será realizado em junho e julho e terá aulas ministradas por profissionais do mercado de livros digitais e aborda desde a produção e a criação literária de e-books até o marketing, a distribuição e a comercialização de conteúdo digital. A curadoria do curso é do PublishNews.

“Ainda não havia no mercado brasileiro um curso pragmático e rápido que oferecesse uma visão ampla não apenas do futuro do livro digital, mas também do seu presente e das práticas que o mercado já vem adotando”, explica Carlo Carrenho, fundador do PublishNews e coordenador do curso na Estação.

O objetivo, segundo Carrenho, é que cada aluno, ao fim do curso, esteja preparado para o futuro digital e consciente desta realidade, que já existe tanto no mercado brasileiro quanto no internacional.

Para José Henrique Grossi, consultor comercial da distribuidora digital Xeriph, o curso é de fato bem-vindo. “Depois de anos no mercado editorial de livros de papel, eu migrei recentemente para o mercado de e-books. Este é o curso que eu gostaria de ter feito no momento da minha transição”, afirma Grossi, que ministrará a aula “O mercado nacional de livros digitais”.

Os outros professores são Cristiane Costa [UFRJ], Roberto Cassano [Agência Frog], Bruno Valente [Punch], Camila Cabete [Gato Sabido], Newton Neto [Singular Digital] e Carlo Carrenho [PublishNews].

Serviço
“Editando livros digitais”
Dias 18 e 25 de junho / 2 e 9 de julho, das 10h às 17h [total 22h/aula]
Local: a definir
Preço: R$ 900
Inscrições: 21 3237-3947
Organização: Estação das Letras
Apoio e curadoria: PublishNews

Estação das Letras
Rua Marquês de Abrantes, 177 – Loja 107 Flamengo/RJ
Telefone: [21] 3237-3947

Programa do curso Editando livros digitais

18 de junho

Aspectos gerais do mercado digital – Uma introdução | 2 horas | Carlo Carrenho

Apresentação do curso
Apresentação dos alunos
Um panorama geral do cenário digital
Os últimos acontecimentos do mercado digital
Conceitos básicos

O mercado internacional de livros digitais | 3 horas | Carlo Carrenho

Os números do mercado dos EUA
Um panorama do resto do mundo
Os três mosqueteiros: Amazon, Apple, Google e Kobo
A Barnes&Noble
Self-publishing & outros modelos
Os livros texto digitais

Carlo Carrenho é formado em Economia pela FEA-USP e especializou-se em Editoração no Radcliffe College, da Universidade de Harvard. Já possui 15 anos de experiência no mercado editorial, tendo passado por editoras acadêmicas, religiosas e de mercado geral, como a Thomas Nelson Brasil. Em 2001, criou o PublishNews, um informativo diário com todas as notícias do mercado editorial brasileiro que hoje já possui mais de 10 mil assinantes. Atualmente acompanha de perto a revolução digital do mercado editorial e atua como consultor para empresas do setor. Apesar de paulista, é flamenguista.

25 de junho

Novas estratégias narrativas para a mídia digital |3 horas | Cristiane Costa

As tecnologias do livro: do manuscrito ao iPad
Leitor passivo x leitor ativo
Novas estratégias de storytelling

Cristiane Costa é pesquisadora do pós-doutorado do Programa Avançado de Cultura Contemporânea da UFRJ, onde desenvolve estudo sobre novas estratégias narrativas em mídias digitais, com o apoio da Faperj. Coordenadora do curso de Jornalismo da ECO-UFRJ, é uma das curadoras do ciclo Oi Cabeça, dedicado à literatura eletrônica.

O mercado nacional de livros digitais | 2 horas | José Henrique Grossi

Os principais players
Os distribuidores digitais brasileiros
As e-bookstores brasileiras
Os desafios do mercado digital nacional
Estratégias sadias para o sucesso digital

José Henrique Grossi é consultor comercial da distribuidora digital Xeriph. Economista, entrou no mercado editorial em 1973 como divulgador da editora Saraiva, empresa de onde saiu nove anos depois como gerente de promoção. Trabalhou na Abril Educação e na Nova Cultural e, em 1997, criou a Grossi Representações. Foi vice-presidente da Câmara Brasileira do Livro em 1999. É santista roxo.

2 de julho

Livros Digitais, pequenas editoras e processo de produção | 3 horas | Camila Cabete

Os desafios de se montar uma editora digital
Definindo uma estratégia
Negociação com os grandes players
O processo de produção

Camila Cabete [@camilacabete] tem formação clássica em História, mas foi responsável pelo setor editorial de uma tradicional editora técnica por alguns anos [Ciência Moderna]. Hoje, é responsável pelo setor editorial da primeira livraria digital do Brasil, a Gato Sabido [@gatosabido]. É ainda consultora comercial da Xeriph, a primeira distribuidora de conteúdo digital do Brasil e sócia fundadora da Caki Books [@cakibooks], uma editora cross-mídia que publica livros em todos os formatos possíveis e imagináveis.

As vantagens da impressão por demanda e como aproveitá-las | 3 horas | Newton Neto

Como funciona a impressão por demanda
O status atual da impressão por demanda nos EUA
O status atual da impressão por demanda no Brasil
Os benefícios da impressão por demanda para editoras
Os benefícios da impressão por demanda para autores
Self-publishing no Brasil

Newton Neto é diretor-executivo da Singular, braço do grupo Ediouro [do qual fazem parte as editoras Agir, Nova Fronteira, Plugme, entre outras] dedicado às novas tecnologias. Possui uma experiência de oito anos na área de conteúdo e tecnologia, abrangendo desde conteúdo para celulares a livros digitais. Recifense, é fanático pela Santa Cruz.

9 de julho

Marketing Digital para Livros Digitais | Roberto Cassano [Agência Frog] | 3 horas

O que é marketing digital
As mídias sociais: Facebook, Orkut, Twitter e FourSquare
Estratégias de sucesso para o marketing online de livros
Os erros e acertos dos sites de editoras, livros e autores
Métrica de resultados

Roberto Cassano é formado em Jornalismo, com MBA em Marketing. Atua em Publicidade desde 2001 e em Mídia On-line desde 1996. Participou dos movimentos iniciais do primeiro jornal brasileiro na internet, o JB On-Line, e das pioneiras revistas “internet.br” e “Internet Business”. Foi executivo do portal de tecnologia Canal Web e diretor de Mídias Digitais na Seluloid. É diretor de Criação e Estratégia da Agência Frog, com ênfase em mídias sociais e palestrante em instituições como Fundação Getulio Vargas, Facha e Casa do Saber

E-books e apps | 3 horas | Bruno Valente

Uma breve história dos e-books
Uma breve história das Apps
ePubs: o caminho para chegar até eles
Erros e acertos na produção de ePubs
Apps: o caminho para chegar a elas
Uma questão de equilibro: até onde uma app pode chegar antes de virar filme ou vídeo-game?
Aspectos financeiros de apps e e-books

Bruno Valente é formado em Comunicação Social [Rádio e TV] pela UFRJ, onde produziu uma das pesquisas sobre HDTV no Brasil. Pós-graduado no MBA Film & Television Business pela Fundação Getúlio Vargas. Atua no Mercado Audiovisual há 15 anos. É sócio diretor da Punch! Comunicação & Tecnologia, que desenvolve aplicativos móveis de produtos, marcas e educacionais para Apple[ iPhone, iPads, iPod Touch], Research in Motion [Blackberry] e Android, além de trabalhar com produção audiovisual transmídia e captação de recursos para projetos variados através de leis de incentivo. No Mercado Editorial, realiza aplicativos de editoras, livros e publicações e conversão de livros para o formato ePUB, sempre tendo como objetivo divulgar o conteúdo, gerar público e receita para seus clientes.

PublishNews | 13/05/2011

Empresa de eBooks vai à falência após Apple mudar as regras “no meio do jogo”


Cobrança de 30% do valor por todo conteúdo vendido em aplicativos fez com que criadora do iFlowReader fechasse as portas.

A partir de 31/5, o aplicativo iFlow Reader e sua desenvolvedora BeamItDown Software deixarão de existir. A precoce extinção dessa pequena empresa e seu software é a história de uma companhia que agiu de acordo com as regras do jogo e alcançou sucesso – até que a Apple resolveu mudar as regras e acabou com ela.

Uma carta aberta no site da empresa explica a situação. “Nós absolutamente não queremos fazer isso, mas a Apple tornou completamente impossível para qualquer um além deles conseguir ter lucro vendendo e-books contemporâneos em qualquer aparelho iOS. Nós não podemos sobreviver vendendo livros tendo prejuízo e por isso fomos forçados a fechar. Nós apostamos tudo na Apple e no iOS e então a Apple nos matou ao mudar as regras no meio do jogo.”

Mas o que é o iFlowReader? É um inovador aplicativo para a leitura de livros eletrônicos no formato padrão ePub. O aplicativo do iFlowReader está [ou estava] disponível na App Store para uso no iPhone, iPad e iPod Touch.

O iFlowReader é apenas uma gota no mar em comparação aos grandes do negócio – a Apple com o iBooks, a Amazon com o Kindle e a Barnes and Noble com o Nook, entre outros. A companhia por trás dele foi forçada a fechar porque foi atingida no fogo cruzado, já que a Apple mudou as regras para tentar ganhar vantagem competitiva para o iBooks frente ao Amazon Kindle, em aparelhos iOS.

Por PC World / EUA | Publicado em IDG Now! | Atualizada em 12 de maio de 2011 às 16h22

Usuários do Kindle mais perto do acervo de 11 mil bibliotecas


Amazon vai permitir que usuários do Kindle ou de seus aplicativos emprestem livros de bibliotecas americanas

Usuários do Kindle vão poder pegar livros digitais emprestados de mais de 11 mil bibliotecas americanas ainda neste ano e ler no Kindle ou em seus aplicativos gratuitos para Android, iPad, iPod touch, iPhone, PC, Mac, BlackBerry ou Windows Phone. Se o usuário resolver pegar este mesmo livro emprestado uma segunda vez ou mesmo comprá-lo na Amazon, encontrará todas as anotações que fez na primeira vez. O projeto está sendo desenvolvido com a empresa OverDrive e não tem data certa para começar a funcionar.

PublishNews | 22/04/2011

Uma biblioteca ao toque dos dedos


Um relatório da Association of American Publishers, entidade que reúne as 200 principais editoras dos Estados Unidos, publicado recentemente, trouxe uma informação já esperada pelo mercado editorial. A popularidade dos livros eletrônicos [e-books] nos EUA já é maior do que a dos livros de papel, em termos de vendas.

Os números de fevereiro deste ano mostram que a tendência é irreversível. Em relação a fevereiro de 2010, o crescimento no volume de vendas dos e-books foi de mais de 202%, gerando negócios da ordem de mais de US$ 90 milhões.

A popularização dos aparelhos e-readers [como o Kindle, da Amazon, o Reader, da Sony, o Nook, da Barnes & Noble, o e-reader, da Kobo e o Novel, da Pandigital] além dos tablets, com o iPad da Apple e o Xoom da Motorola, só para citar dois já disponíveis no Brasil, alavancou as vendas de livros eletrônicos. Ainda mais a partir do fim do ano passado, quando muitos ganharam ou adquiriram seus aparelhos no Natal.

Por aqui, os e-readers ainda são raros e caros. Mas há muitas alternativas interessantes para desfrutar de e-books em tablets e celulares.

Para ler no celular ou no tablet

Ótimos aplicativos para levar e ler seus e-books em qualquer lugar não faltam para os dois sistemas operacionais para dispositivos móveis mais difundidos na atualidade, o Android, do Google, e o iOS, da Apple.

A Amazon disponibiliza o Kindle para Android e para iOS [iPhone, iPad, iPod touch]. Esse app permite a compra, download e leitura dos livros com proteção digital de direitos autorais [DRM] adquiridos na Kindle Store, que dispõe de cerca de 900.000 títulos, entre eles muitos best sellers.

Lojas eletrônicas brasileiras, como a Saraiva e o Submarino também já oferecem a venda dos livros digitais.

Livros eletrônicos sem proteção de direitos, em arquivos com a extensão .epub – comprados ou convertidos pelo próprio usuário – podem ser lidos em outros apps específicos.

Para o Android, as alternativas mais conhecidas são o Aldiko Book Reader, que tem versões gratuita e paga [R$ 4,71 no Android Market] e o Laputa Reader, gratuito, mas com funcionalidades adicionais mediante doação. O FBReader, também gratuito, lançado recentemente, vem ganhando elogios de quem instalou.

Para adicionar os livros nos celulares e tablets com Android, basta arrastar e soltar os arquivos ao cartão de memória. Os apps localizam e adicionam as obras à biblioteca.

O Laputa Reader para Android

No iOS, certamente o app mais conhecido é o iBooks, da própria Apple. É necessário fazer a sincronização dos arquivos em .epub via iTunes, direto ao iPhone, iPod touch ou iPad. O iBooks permite também a compra de obras pelo próprio dispositivo, através da iTunes store.

O iBooks, no iPad

Em todos esses apps, para ambos os sistemas operacionais, a apresentação dos livros é bem parecida, e bastante agradável. As obras ficam dispostas em prateleiras virtuais.

Uma vez aberto um livro, é possível pesquisar trechos ou palavras, adicionar “favoritos” a capítulos ou frases e marcar onde a leitura parou. Há ainda o efeito gráfico de virar a página, tal como num livro de papel.

Tanto as alternativas para Android quanto as existentes para o iOS permitem também que o usuário faça downloads de obras de domínio público, geralmente obras clássicas e de referência, gratuitamente, em vários sites, e pelos próprios aplicativos. São milhares de opções.

Quem também aderiu à onda do livro digital foi o poderoso Google. O Google Books já tem um app para Android e para iOS, que libera o acesso à biblioteca digital do usuário direto no tablet ou celular. Há muitas obras e trechos de obras gratuitos e pagos para download.

Por Daniel Gonzales | Publicado originalmente em O Estado de S. Paulo | 18 de abril de 2011 | 17h13

Android supera iPhone em número de usuários nos EUA


Um estudo divulgado pela empresa Comscore – líder em medições sobre o mercado digital – publicada no dia 1º de abril, revelou que o sistema operacional para smartphones da Google, o Android, ultrapassou o sistema operacional da Apple, vigente no iPhone e iPod Touch.

Entre novembro de 2010 e fevereiro de 2011, o Android registrou aumento de 7% no índice de usuários, de 26% para 33%; enquanto que o sistema Apple permaneceu estável, com índices de 25% e 25,2%.

O sistema Blackberry, da RIM, perdeu mercado, com queda de 4,6% no período; assim como a Microsoft, que caiu 1,3% e Palm, que perdeu 0,8% do mercado. Se a tendência continuar, em pouco tempo, apenas Apple e Google devem dividir o mercado de sistemas para smartphone.

A pesquisa também apontou que o acesso às redes sociais via smartphones também cresceu, de 23,5% para 26,8%, assim como o download de aplicativos, que subiu 3,2% nos três meses avaliados. Mesmo assim, a atividade preferida dos usuários ainda é o envio de mensagens de texto (torpedos SMS), que subiu que 67,1% para 68,8%.

Redação Portal IMPRENSA | 06/04/2011 13:44

Gerenciamento de Catálogo e Conteúdo para Livros Digitais


Gerenciamento de Cátalogo e Conteúdo para Livros Digitais

Livro de psiquiatria ganha versão digital


Terceiro aplicativo do Grupo A pode ser acessado através dos leitores iPad, iPod e iPod Touch

O Grupo A está lançando o terceiro aplicado para iPad, iPod e iPod Touch e o primeiro na área de psiquiatria do Brasil. Trata-se do livro Psicofármacos – Consulta rápida [Artmed], escrito pelo médico psiquiatra Aristides Cordioli com a colaboração de diversos especialistas. O aplicativo vai oferecer ao usuário, além de conteúdo atualizado sobre os mais recentes medicamentos psiquiátricos no Brasil, várias opções de interatividade. Neste novo formato, as quatro seções do livro estão interrelacionadas de forma dinâmica devido aos mecanismos de referência rápida construídos para este formato. Entre os recursos, o usuário dispõe da possibilidade de visualização em uma mesma tela de drogas que possuem interação medicamentosa.

PublishNews | 29/03/2011

Como adicionar eBooks em PDF no iBooks para ler em seu iPad, iPod Touch ou iPhone


Este breve tutorial irá lhe mostrar como adicionar arquivos PDF para iBooks para que você possa lê-los em seu iPad, iPod Touch ou iPhone.

Há também uma maneira interessante para utilizar o software Dropbox para adicionar arquivos PDF no iBooks – mas se ele é um grande arquivo PDF, você provavelmente vai querer ficar com o método descrito a seguir.

1. Primeiro vamos fazer a suposição de que você tem instalado o aplicativo iBooks em seu iPad, iPod Touch ou iPhone. Se não, clique aqui para instalá-lo.

2. Agora abra o iTunes, que também deve estar devidamente instalado. Selecione ARQUIVO > ADICIONAR À BIBLIOTECA

3. No iTunes, navegue até o arquivo PDF que deseja adicionar ao aplicativo iBooks. Você pode selecionar mais de um arquivo, ou selecionar uma pasta inteira. Uma vez que você fizer sua seleção, clique em ESCOLHER.

4. Agora selecione LIVROS na biblioteca do iTunes. Você deverá ver o arquivo PDF que você acabou de adicionar, agora listado.

5. Clique com o botão direito do mouse [CTRL + clique botão para Mac] sobre o recém-adicionado PDF e selecione GET INFO.

6. Primeiro selecione a guia OPÇÕES. Certifique-se que o TIPO DE MÍDIA [Media Kind]: é definido como LIVRO [BOOK].

7. Agora, selecione a guia INFO. A partir daí você pode adicionar alguma informação que falta – o nome do autor, o ano, etc. Enfim, os metadados. Quando terminar, clique em OK.

8. Calma. Ainda não acabou. Agora selecione o iPad, iPod Touch ou iPhone a partir de DEVICES na lista do iTunes. Selecione a guia LIVROS da lista na parte superior. Certifique-se que a opção SYNC BOOKS está marcada. Se você deseja sincronizar todos os livros que você tenha adicionado ao iTunes, selecione a opção TODOS OS LIVROS e, em seguida, clique no botão SYNC. Se você quiser sincronizar apenas livros específicos, selecione LIVROS ESCOLHIDOS e, em seguida, coloque uma verificação ao lado de cada um dos livros que você deseja sincronizar [e, em seguida, clique no botão SYNC].

9. Agora, com o aplicativo iBooks aberto. Você verá um botão PDF na parte superior. Bastas clicar, ou tocar na opção.

10. Será apresentada uma lista com todos os PDFs que você adicionou através do iTunes. Toque em um deles.

11. E o eBook vai abrir no aplicativo iBooks. A qualquer momento você pode tocar na tela e um menu aparecerá no topo. A partir daí você pode alterar o brilho da tela, procurar por um novo PDF, usar a ferramenta de marcador de página, etc.

12. É isso aí, está pronto!

Publicado originalmente no site Simple Help | Outubro 2010

“O poder passa do editor ao leitor”


Riccardo Cavallero

A primeira coisa que Riccardo Cavallero disse ao se sentar à mesa de sua casa, onde viveu o fundador da Mondadori, Arnoldo Mondadori, em Milão, é que esta mudança é séria; aquilo que sempre se disse, que um dia este universo mudaria, é por fim verdade. E numa frase muito simples [“O poder passa do editor ao leitor”], este manager de editoras que cruzou da Europa à América e depois fez a viagem de volta, passando pela Espanha, propõe atuações diante da nova situação. Gutenberg ainda está por aí, e continuará, mas a internet, “o digital”, como ele disse, já marca o futuro.

Cavallero é diretor-geral de livros da Mondadori para a Itália, a Espanha e a América Latina; a Mondadori engloba os selos Einaudi, Piemme, Sperling & Kupfer, Mondadori e Random House Mondadori. Ele nasceu perto de Turim e tem 48 anos; está casado com Teresa, toscana, e tem um filho, Giulio, de 13 anos, nascido em Barcelona. Além do amor a Cadaqués, deixou na Espanha [onde ocupou diversos cargos editoriais, primeiro na Grijalbo e depois na Random House Mondadori] muitos afetos [entre outros, o de seu saudoso mestre Toni López] e experiências que agora fazem parte de sua memória de editor… Exerceu uma tarefa executiva, como conselheiro delegado da Random House Mondadori, primeiro em Nova York e depois em Barcelona…

É economista e nadador. Por acaso, essas duas características lhe servem agora para saber como se nada nas águas do futuro no qual ainda flutua o universo Gutenberg. Eis a entrevista.

El País – É a primeira vez que algo muda de verdade, parece.
Riccardo Cavallero
– Sim, pela primeira vez o mundo editorial está mudando. O digital supõe um grande impacto porque o poder passa do editor ao leitor. Desde Gutenberg não muda nada. Houve mudanças mecânicas, mas o processo e o negócio não mudavam. Os editores tinham o poder de decidir o que se lia em um país. Isto fez com que os editores entendessem mal a sua atividade, que a tenham confundido com a de impressor ou distribuidor, esquecendo-se da de editor.

E com o livro digital, isto muda.

R.C. – O poder passa ao leitor, que é quem decide o que quer, quando quer, como quer e a que preço. Poderíamos compará-lo com a revolução de Copérnico. Não é o mundo que dá voltas ao redor da Terra, mas a Terra é um planeta que gira ao redor de um sol, o consumidor, o leitor. Esta é a grande mudança.

E é recebida com naturalidade?
R.C. – O mundo editorial não está pronto para isto. O que marcará a diferença – como com os dinossauros – é que para sobreviver é preciso mudar de habitat. E há muitos que neste momento não têm a força mental para mudar sua forma de trabalhar…

Ao menos já existe o e-book ocupando seu terreno…, e as editoras o estão adotando…
R.C. – O e-book como tal não vale nada. Já nasce velho. O importante é a revolução digital, mudar a nossa forma de trabalhar contando com o leitor que está do outro lado. Temos que entender pela primeira vez o que o leitor quer. Até agora temos vivido numa bolha de luxo onde quase se podia prescindir do que o leitor queria.

O editor tem que ser diferente?
R.C. – O será, sem dúvida. Houve um momento em que não se sabia se o editor era impressor ou distribuidor… Muda a forma de veicular e entregar um conteúdo. Creio que em cinco ou dez anos o editor será um bibliotecário. Manusearemos um conteúdo que teremos que locar. Já não seremos proprietários de algo, mas possuiremos o que nos servirem no momento.

Então, o papel do editor será menos importante.
R.C. – Continuará sendo muito importante, mas não será o mesmo, será um pouco diferente. A revolução digital é uma mudança impressionante, mas o que não mudará durante um longo tempo deste caminho é a forma de criação, de escrever. O digital não irá influir nisto no curto prazo. O escritor fará experimentos. Já foram feitos livros de SMS, livros para telefones celulares… Nesta primeira fase há um grande porre: o autor está convencido de que o editor já não lhe serve, que é o agente que tem que fazer seu trabalho. O que acontece é que atualmente se encontra um monte de informações disponíveis, um monte de livros que se podem auto-editar sem nenhum problema, mas não se sabe como manejá-lo… O editor encontrará e manterá seu papel, que é o de ensinar a fazer uma seleção e, por outro lado, terá que estar muito atento ao que os leitores querem… Caso contrário, será excluído. As posições de privilégio destes últimos séculos, reduzidas basicamente à distribuição física, se acabam… Dentro de dez anos, isto não existirá mais. Os editores de grandes grupos, que basearam seu sucesso na distribuição, terão que buscar novas vantagens competitivas porque tudo será liberado…

O que vai acontecer com os direitos autorais? Escorrerão como água na cesta, como cantava Harry Belafonte?
R.C. – Mais ou menos. É verdade que o papel do editor muda. Será um editor que não venderá algo, mas que o apresentará. Creio que no mundo digital o editor terá o que atualmente é uma televisão paga, com canais que venderão por assinatura. Estamos acostumados a fazê-lo de maneira simples: liquidamos os direitos por cada exemplar vendido. Isto já não pode ser assim, como nos filmes de cinema. A entrada gerava direitos para o filme. Creio que isso terá que mudar também em relação aos livros. É mais complicado porque a mudança se produzirá dentro de 20 anos, possivelmente. E atualmente o digital já está produzindo muitos problemas para os advogados porque é difícil quantificar o dinheiro necessário para pagar os direitos. Esse é o problema.

Você acredita que se entenderá que não compramos o livro, mas que o emprestamos?
R.C. – Cuidado. Como editores, o jogo será vencido por quem conseguir trabalhar sobre o conteúdo. Meu objetivo é vender e por isso não creio que o livro impresso irá desaparecer. Como nos jornais, creio que estamos no amanhecer do digital. Se eu compro o Financial Times como assinatura digital, tenho também o direito de receber a versão impressa. Assim como um livro. Se quero te vender o último livro de Murakami e você compra o livro físico, com o preço que me está pagando por esse livro tem direito a outras opções: há a versão impressa e digital. E esta é uma forma de comprar que continuará existindo, mas ambas as formas conectadas, porque a versão impressa sem o digital não poderá ser feito no curto prazo…

E depois há a locação…
R.C. – Sim, a forma pela qual opta outro tipo de leitor, que não quer comprar esse livro mas quer pegá-lo emprestado, como em uma biblioteca. Quem diz: “Eu quero uma assinatura de dez euros ao mês com a que tenha acesso a uma oferta de livros.” E esses livros podem ser todas as novidades, ou todo o romance rosa, ou o que for… São dois clientes diferentes, mas cuidado, são duas formas de usufruir de um livro… Pode ser que muita gente queira comprar livros de Murakami, García Márquez ou Vargas Llosa para conservá-los na biblioteca e prefira outros livros de entretenimento, como o romance histórico, de que goste, mas que não queira guardar em casa…

O editor parece o capitão de um barco e o mar provoca duas sensações: solidão e medo. Você tem agora alguma dessas duas sensações?
R.C. – Se me permite brincar, sou muito bom em natação e por isso o mar não me dá muito medo. O mar produz uma sensação de profundo respeito porque você sabes que tem na sua frente uma onda muito forte que pode te arrastar. No mundo literário acontece mais ou menos a mesma coisa… Produzir livros é a coisa mais simples. O trabalho de um editor é entregar os livros ao leitor de uma forma clara e inteligível e isso só se pode fazer através de coleções e selos. E do ponto de vista da gestão, da que também me encarrego como publisher [o responsável global de uma editora], é disso que me encarrego. A empresa se constrói em torno da figura dos editores; eles são o coração do negócio. Minha receita é muito simples, é a única que conheço e é a que aplico na América, na Europa, e até agora tem funcionado. Nada de solidão ou de medo. O medo começa quando se começa a esquecer disto e se aumenta a produção para chegar a um faturamento que é efêmero, a recolher devoluções…; é então quando o mar te engole e acabas como no filme Tempestade Perfeita.

Estamos em uma tempestade?
R.C. – Não, não é nenhuma tempestade. Estamos no momento da grande mudança pelo que acontece com o digital. Um momento em que devemos ter a coragem de renunciar aos privilégios que conseguimos, e que nos mantiveram como líderes até agora; é um momento para reinventar o nosso trabalho; como todos os momentos de mudança, este pode ser doloroso, incômodo, porque no mínimo até agora você controlava tudo, sabia tudo sobre o seu mundo. Agora é preciso assumir riscos, ter muita curiosidade, experimentar e, sobretudo, estar treinado para se equivocar. Quem nos próximos cinco anos não se equivocar, e não se equivocar de maneira importante, creio que não chegará aos dez anos.

Já há riscos. O pirata está aí esperando que seja rentável roubar livros.
R.C. – Sim. A pirataria é um fato muito sério, muito doloroso, em alguns países mais que em outros. Mas, se me permite, os piratas são os únicos que conhecem verdadeiramente os best sellers. Para um autor, ser pirateado é quase uma satisfação porque significa que está vendendo muito. O pirata nunca erra!… Agora, falando seriamente, é certo combater a questão da pirataria até onde se pode, mas lhe digo a verdade: a responsabilidade da pirataria [falo da digital, sobretudo] é dos editores… A música não tinha barreiras de idioma, era vendida muito cara, te obrigavam a comprar um CD para ouvir, às vezes, apenas uma música. Em nível comercial, isto era sem dúvida um estímulo para piratear. Todos pirateamos música; aos doze ou aos quinze anos já gravamos uma canção de um disco para presentear uma fita cassete a uma noiva. Creio que não há ninguém no mundo que não o tenha feito. Portanto, não é preciso assustar-se com isso.

Mas é um problema para o editor…
R.C. – Quando a pirataria se converte em um fenômeno econômico tão relevante, não é a polícia que tem que resolver isso. Deve-se buscar uma solução econômica a nível editorial. Para o livro, sem dúvida, foi a edição de bolso, que não tinha até agora um desenvolvimento completo nem no mundo de fala hispânica nem no italiano. O mesmo acontecerá com o livro digital. Piratear o digital é muito mais fácil. E, além disso, se o consumidor digital quer alguma coisa, o quer para já, não está disposto a aceitar os planos da editora. O quer já, e se o encontra em outro lugar, o pirateia.

Fácil assim?
R.C. – Eu não sou pirata, mas baixo os Beatles no meu iPod caso não puder comprá-los. No digital, o que os editores têm que entender quando digo que perdemos o poder é isto: nós já não mandamos, já não dizemos: “Isto te dou, isto não.” Alguém diz: “Se você não me der, eu o encontrarei, pois existe em algum lugar do mundo…” Temos que mudar a nossa atitude, perder o poder significa que nós não mandamos e que temos que respeitar verdadeiramente o consumidor. Respeitá-lo significa dar-lhe o que quer e ao preço que quer. Temos que mudar a nossa mentalidade, saber construir uma estrutura econômica que possa suportar esta mudança. Se não somos capazes, não merecemos continuar como editores. Isso se chama seleção natural. Creio que Darwin continua sendo a minha luz!

Todo o poder é do consumidor?
R.C. – Não. O poder está com o escritor e o consumidor. O editor é um intermediário, um contato. O que fará é colocar o escritor em contato com seu público, que também mudará porque é um público que tem uma comunidade de interesses; já não é o público de antes que todos conhecíamos. Não. Sabia-se quem eram aqueles que gostavam de romance rosa, em que há sexo… Com o romance digital, estamos vendendo muito mais o selo do romance rosa porque há muita gente que se envergonha de andar pela rua com um livro rosa. E o lê no formato digital. Como acontecia com a pornografia, que você escondia dentro do Financial Times… Para voltar ao começo, o editor perde poder? Sim, evidentemente, tem que perdê-lo. O poder está com o autor que escreve e meu trabalho como publisher é colocá-lo em contato com o seu público. Caso contrário, o autor me deixará por outro que sabe como chegar ao seu público. Antes, o problema principal era saber distribuir e chegar com a distribuição, e isso era verdade tanto para o editor grande como para o pequeno. Agora não há distinção entre o editor grande e o pequeno. A ferramenta baixou tanto o custo que já não existe essa diferença. Agora não há desculpas para dizer que não se consegue ter sucesso porque se é pequeno e os grandes grupos o estão matando. Agora vai se ver de verdade quem vale alguma coisa.

Reproduzido do site do IHU – Instituto Humanitas Unisinos; publicado originalmente no El País [13/03/2011], com tradução do Cepat.

Por Juan Cruz | El Pais | 16/03/2011

Livros de ouvir e clicar


Por Thaís Tüchumantel | O Mundo da Usinagem Digital

Audiolivros e e-books são formatos alternativos para leitura de clássicos da literatura e têm conquistado um público crescente

Muitos daqueles que folheiam com gosto as páginas de um clássico da literatura ou que sentem prazer em acomodar-se em uma poltrona para desfrutar de um bom livro ainda podem sentir certa resistência quando se deparam com tecnologias alternativas de leitura, como os audiolivros ou os e-books [abreviação de electronic books]. No entanto, estes formatos têm ganhado mais espaço no mercado editorial na última década e conquistado um público específico.

Segundo estimativas da Distribuidora de Livros Digitais [DLD], grupo que reúne sete editoras brasileiras, nos próximos anos cerca de 6,3 milhões de livros deverão estar disponíveis em formato digital no mercado brasileiro.

No mercado de audiolivros, o cenário é semelhante. Claudio Wulkan, fundador e diretor da Editora Universidade Falada – empresa que publica conteúdos literários em áudio – afirma que nos últimos quatro anos o crescimento do mercado têm sido significativo.

Claudio Wulkan, da Editora Universidade Falada: "Começamos com o objetivo de difundir a cultura por preços simbólicos e hoje já temos aproximadamente 350 produtos disponíveis"

Nossas vendas têm aumentado a cada mês e acredito que isso tenha ocorrido porque as pessoas começaram a entender pouco a pouco o que é exatamente este formato“, analisa Wulkan.

Alternativo, não substituto

Gino Murta, diretor de Planejamento da Editora Autêntica – empresa que também publica obras literárias para iPod, iPad e iTouch –, considera que estes formatos de livros são complementares aos livros impressos. “Estas tecnologias estão sendo mais difundidas ultimamente, principalmente os e-books, mas acredito que sejam apenas diferentes formas de disseminar o mesmo conhecimento, ou seja, apenas outros canais pelo qual estes produtos também podem ser consumidos“, opina Murta.

Cerca de 6,3 milhões de livros deverão estar disponíveis em formato digital no mercado brasileiro nos próximos anos

Para o diretor de Planejamento, o avanço destas tecnologias pode ser comparado ao processo pelo qual a indústria do cinema passou quando os videocassetes, e posteriormente os DVDs, colaboraram para a disseminação dos filmes. “Mesmo com estes novos suportes as pessoas não deixaram de ir ao cinema, já que a experiência é diferente entre assistir os filmes em casa e no cinema“, compara Murta.

Livro falado

Para as pessoas que têm uma rotina intensa de atividades, muitas vezes fica difícil encontrar tempo para apreciar uma boa leitura impressa. Nos anos 1990, Wulkan, fundador da Editora Universidade Falada, enfrentava esta mesma dificuldade. Trabalhava como médico dermatologista e ainda buscava tempo para se dedicar à família, e o resultado era que restava pouco tempo para estudar assuntos que lhe interessavam como astronomia, filosofia e mitologia. Para possibilitar este estudo, Wulkan recorreu aos audiolivros durante os intervalos das consultas.

Mas foi só em 2006 que o médico decidiu transformar seu hobby em profissão. Montou um estúdio profissional e trouxe locutores e professores para gravar livros em formato de áudio. “Começamos este projeto com o objetivo de difundir a cultura por preços simbólicos e hoje já temos aproximadamente 350 produtos disponíveis no Portal da Universidade Falada“, comemora. Para disponibilizar as obras, Wulkan reuniu diversas empresas que produziam audiolivros e disponibilizou as obras, em formato de CD e em MP3, para serem comercializadas.

O diretor da editora ressalta que os audiolivros são uma boa solução para pessoas que não encontram tempo para ler o livro impresso e assim podem ouvir as histórias enquanto realizam outras atividades. “Os usuários podem usufruir desta tecnologia enquanto praticam esportes ou no caminho para o trabalho e principalmente no carro, tempo que pode ser bem aproveitado com um audiolivro“, sugere.

Mas não é apenas como atividade paralela que os audiolivros podem ser utilizados. Para aqueles que não têm a possibilidade de ler um livro impresso, este formato pode ser uma solução. A Fundação Dorina Nowill para Cegos, entidade que se dedica à inclusão social das pessoas com deficiência visual, disponibiliza gratuitamente ao público obras de sua Biblioteca Circulante do Livro Falado, que conta com mais de 860 títulos. O acervo dispõe de opções variadas como as revistas Veja e Cláudia, clássicos da literatura brasileira e até best-sellers internacionais.

Milton Assumpção, da M. Books: "No caso dos livros digitais, é preciso conseguir licença dos autores e arcar com custos relacionados aos direitos autorais".

Digitalizando a cultura

Para Murta, da Editora Autêntica, os e-books não são apenas formatos práticos, mas apresentam em termos de tecnologia possibilidades inovadoras de leitura. “Principalmente para publicações técnicas, como para engenheiros, médicos ou advogados, os livros digitalizados tornam a busca de um determinado termo mais ágil, pois possuem mecanismos que facilitam este processo“, justifica o diretor.

Além de sua propriedade enciclopédica, os e-books possibilitam uma leitura mais dinâmica também nas publicações destinadas ao público infantil. “Estamos preparando histórias em quadrinhos para o ePub, que oferece a possibilidade de aumentar o tamanho dos quadros e movimentálos de acordo com a leitura”, adianta o diretor de Planejamento da Editora Autêntica.

O formato ePub é um arquivo digital utilizado para leituras de livros e periódicos em dispositivos móveis como smartphones, PDAs, tablets, computadores ultraportáteis e leitores digitais como Kindle, Nook, Sony Reader, entre outros.

Milton Assumpção, fundador e diretor executivo da M.Books, indica que os formatos digitais não exigem investimentos muito altos, por isso são mais viáveis em termos de produção. “Para este suporte, é preciso conseguir licença dos autores, caso necessário, e arcar com custos relacionados aos direitos autorais“, explica Assumpção.

Obras seguras na Internet

Uma das questões essenciais ao se tratar de livros digitais são os direitos autorais. Todos os livros que são comercializados em sites de venda de ebooks devem ser protegidos pelas leis dos direitos autorais, que dão o devido crédito ao autor da obra e à editora responsável por sua publicação impressa. Essa proteção evita que os livros sejam alterados, plagiados ou comercializados sem a autorização necessária.

No entanto, a pirataria deste tipo de produto é muito comum e pode acabar dificultando o desenvolvimento do mercado. Ednei Procópio, Coordenador Geral do Cadastro Nacional de Livro e editor especialista em livros digitais, afirma que esta é uma questão que ainda deve ser resolvida no mercado editorial. “Acredito que a tendência para os livros digitais no futuro é uma solução mista: enquanto algumas obras serão disponibilizadas sem custo e sem segurança, outras podem apresentar restrições e serem disponibilizadas a partir de um pagamento”, prevê o coordenador.

Outros leitores

Estes meios alternativos para leitura apresentam algumas particularidades quanto ao público que atingem. Ednei Procópio, Coordenador Geral do Cadastro Nacional de Livros e autor do livro O Livro na Era Digital, aponta que o maior número de leitores de livros impressos e de livros digitais estão localizados nas regiões Sul e Sudeste do País, entre as classes A e B; mas que, mesmo assim, têm perfis diferentes.

“Geralmente, os leitores de e-books são internautas e têm um perfil específico; são pessoas que preferem o meio digital ao formato impresso”, observa Procópio, que também é leitor assíduo de e-books.

Ednei Procópio, autor do livro "O Livro na Era Digital": "Base instalada de suportes para os livros digitais ainda não é favorável no Brasil"

O editor enfatiza que, apesar de a tecnologia ter apresentado crescimento, a base instalada de suportes para os livros digitais ainda não apresenta uma situação favorável. “Hoje, no Brasil, a maior base instalada é a de celulares, e depois a de computadores“, relata. “No entanto, a tela do celular é muito pequena para a leitura de livros e os computadores são muito pesados. Os smartphones, que têm a tela um pouco maior e facilitam a leitura, representam atualmente apenas 3% do total de celulares no Brasil“, informa Procópio.

Segundo o editor, outra opção seriam os tablets, suporte que no momento tem base instalada muito pequena no País. “Temos ainda um longo caminho pela frente para que esta tecnologia possa ser difundida“, opina Procópio.


Para “ler” ouvindo ou clicando

Confira os sites que disponibilizam versões digitais e de audiolivros para que você também possa aproveitar as tecnologias alternativas de leitura, seja no carro, enquanto pratica esportes ou espera na fila do banco.

* www.universidadefalada.com.br – O portal disponibiliza atualmente cerca de 350 audiolivros entre CDs e livros em formato MP3. Os produtos mais vendidos são livros de mitologia, fi losofi a e a série de Sherlock Holmes

* www.meuebook.com.br – Portal lançado em parceria com a Universidade Falada que tem como objetivo difundir a cultura pelo Brasil, na forma de e-books. As obras neste portal podem ser gratuitas [de domínio público ou não] ou pagas [pertencentes a editoras nacionais]

* www.autenticaeditora.com.br/livros_digitais – Editora disponibiliza livros que estão esgotados em formato impresso e que podem ser acessados na versão digital gratuitamente. Além disso, também oferece livros infantis neste formato

* www.brasiliana.usp.br – Portal mantém cerca de 3.000 volumes, incluindo obras raras. Digitaliza algumas das obras cedidas pela família Mindlin à Universidade de São Paulo [USP]

* www.dominiopublico.gov.br – Biblioteca digital do Ministério da Educação que dispõe obras de domínio público da língua portuguesa nos formatos de texto digitalizado, som, vídeo e imagem

IDEIAS E PENSAMENTOS – Conteúdo Online Exclusivo

Os primórdios dos livros digitais

Apesar do crescimento recente do mercado de e-books, os formatos que deram a base para esta tecnologia já tem uma história bem mais antiga. Ednei Procópio, Coordenador Geral do Cadastro Nacional de Livro e editor especialista em livros digitais, indica que a primeira experiência com e-books foi o Projeto Gutemberg, em 1971. Já o primeiro formato adaptado para a web foi disponibilizado pela Sony em 1993, o Discdata. No Brasil, uma das primeiras bibliotecas com acervo digital foi a Biblioteca Virtual do Estudante Brasileiro, que hoje já está fora do ar.

Para ler as publicações digitais disponibilizadas nesta época, eram utilizados os e-readers de primeira geração, como os palms, que hoje já foram substituídos por aparelhos como iPhone e Blackberry.

Segundo informações da GfK, empresa que realiza pesquisas de mercado, atualmente 67% dos brasileiros não conhece os e-books, aparelhos destinados a leitura de publicações digitais. Hoje, os aparelhos destinados especificamente a esta função que já estão disponíveis no Brasil são o Kindle, o iRiver, o Cool-er, o Alfa e o iPad, lançado no Brasil no início de dezembro do ano passado.

Por Thaís Tüchumantel | O Mundo da Usinagem Digital

Apple bloqueia iBooks em iPhones, iPads e iPods com jailbreak


A batalha entre a Apple e os usuários que fazem jailbreak já se arrasta por anos. Desde que o primeiro jailbreak foi lançado a Apple tenta corrigir as falhas do iOS exploradas por eles e os desenvolvedores do método tentam encontrar novas. Essa semana, no entanto, a empresa de Steve Jobs mandou um recado bem dado para quem usa o aplicativo iBooks e curte o jailbreak: nada mais de ler livros digitais.

Com a última atualização, liberada na semana passada, o iBooks passou a não abrir em dispositivos que receberam jailbreak. A Apple pode ter feito isso por vários motivos, mas o principal deles envolve o DRM de livros comprados na loja. Com o jailbreak, fica mais fácil dos livros terem sua proteção contra cópia retirada, permitindo a distribuição ilegal dos arquivos.

Segundo o desenvolvedor para plataforma iOS Comex, a empresa executa um teste bem inteligente para detectar o jailbreak. Ao abrir o aplicativo iBooks, ele cria um aplicativo fantasma com código não-assinado e tenta executá-lo. Se ele for executado com sucesso, o iBooks detecta que o aparelho sofreu jailbreak, mostra um aviso na tela pedindo para restaurar o dispositivo e fecha. Caso contrário, abre normalmente.

Apesar do jailbreak não ser considerado ilegal, a Apple diz que ele quebra a garantia e abre o dispositivo para hackers e por isso tenta de qualquer forma coibir o seu uso. Essa é só mais uma das cartas na manga da empresa.

Por Rafael Silva | Publicado originalmente em Tecnoblog | 15/02/2011 | Via Read Write Web

Inclusão digital através dos tablets


Desde que o iPad foi apresentado por Steve Jobs, eu o vi como um dispositivo que poderia fazer a diferença para milhões de pessoas. Não exatamante para mim, pois ainda não achei necessário entrar nesse mundo. E nem com aquele papo marqueteiro de “mágico e revolucionário”, já que os profissionais de mídia e publicidade são os mais adeptos à novidade. Mas sim, como uma ferramenta de inclusão digital.

De um modo geral, donos de iPad já tiveram algum contato com produtos da Apple, como Macs, iPhones ou iPods e conhecem a filosofia da fabricante, que une simplicidade, intuitividade e beleza. Junto ao grande público leigo, goste-se ou não do tablet, a percepção é que o dispositivo é um extra ao PC ou ao smartphone; ainda não vi nenhum formador de opinião atestar que o produto pode substituir tudo isso. No Brasil não é muito diferente, com o agravante de se enxergá-lo como um brinquedo de luxo, voltado para pessoas mais preocupadas com status que produtividade.

Depois do período de 6 meses de “experimentação”, onde o iPad reinou sozinho com absoluto sucesso no mercado, outras fabricantes passaram a apostar no conceito. Uma imensa tela, sensível ao toque, rodando um sistema operacional móvel, que é bem mais fácil de usar que o dos PCs convencionais. A grande verdade é que a concorrência demorou a se mexer porque ela mesma não apostava no sucesso de uma nova e desconhecida categoria de produto. Durante todo o ano de 2010, o iPad provou que não é apenas uma febre: empresas e veículos de comunicação passaram a apostar na novidade, fornecendo aplicativos do iPhone adaptados à telona. E a demanda só cresce.

Há 2 públicos negligenciados, de imenso potencial e que podem se beneficiar com os tablets mais que qualquer outro: crianças e idosos.

Por menor e mais simples que um laptop ou netbook seja, ele roda um sistema operacional que dá mais trabalho que um sistema móvel. Boot longo, instalações complicadas, excesso de menus, alertas pop-up esquisitos, antivírus, antispyware, desfragmentação, limpeza de disco, etc etc etc. Vamos combinar: só nerd faz essas coisas e ainda sente prazer…

Já um tablet exige uma linha de aprendizado bastante enxuta, não se tornando empecilho para crianças, jovens e idosos. Eles podem se tornar uma ferramenta educacional valiosíssima, ainda mais numa época em que tudo que é digital colabora como motivador para o aprendizado. Para os idosos, uma maneira de manter contato com a família e amigos, além de uma ferramenta de leitura e pesquisa.

Um vídeo no YouTube ficou famoso, mostrando uma senhora de 99 anos, com visão limitada, interagindo com um iPad e mostrando como ele se tornou precioso:

Veja o vídeo.

No Brasil a história ganha novo contorno. Assim como nos demais países emergentes, o primeiro contato das pessoas com o mundo digital se dá através de plataformas móveis ao invés de fixas. O Brasil é um país geograficamente gigante e cheio de reveses topológicos. No momento, discute-se as novas medidas de inclusão da população à banda larga. Há alguns anos, os PCs e laptops ganharam incentivos fiscais que os tornaram mais baratos, ajudando a popularizá-los, mas atualmente, o que é um PC desconectado?

O tablet entra aqui como um curinga. Minimalista, simplificado, e ainda por cima pode acessar a internet por banda larga fixa [através do wifi] ou móvel [através da tecnologia 3G]. Tecnicamente é perfeito para promover a inclusão digital, mas esbarra no preço. O “custo Brasil” envolve custos altos com pessoal, infraestrutura e até status, mas uma política renúncia fiscal ajudaria bastante.

A presidente Dilma mostrou que á fã dos tablets, e mostrou-se disposta a popularizar o dispositivo. Resultado: o governo já estuda maneiras de diminuir custos e promover a fabricação em território nacional. E o ministro Paulo Bernardo, que esteve na Campus Party, disse que a medida está sendo avaliada, e que definirá detalhes como configurações mínimas e o preço máximo — ressaltando que deverão ter acesso à internet. A intenção é classificá-los como PCs e aproveitar a isenção de 9,75% de IPI, PIS e Cofins garantida a desktops e notebooks no programa “Computador para Todos”.

Os fabricantes aprovam a discussão, e empresas como a Positivo Informática [que já se mostrou disposta a entrar nesse segmento] poderão criar tablets a preços mais acessíveis.

Agora é torcer para que a idéia decole. Mais do que um modismo ou mero bem de consumo, dispositivos móveis conectados hoje são sinônimo de conhecimento, informação e interação.

Por Bia Kunze | Publicado originalmente em G1 | 24/01/2011

iFlow permite ler e-books da Cultura no iPad [sem quebrar o DRM]


No início de dezembro de 2010, uma nova app chegou discretamente à loja de apps da Apple. Com o nome de iFlow, a princípio parecia ser apena mais um e-reader para iPhone/iPod e iPad. Mas uma pequena análise do aplicativo já demonstrou que havia algo mais ali. A grande vantagem do iFlow é que, apesar da existência de uma iFlow Bookstore, ele permite que você leia nele qualquer outro livro digital em formato ePub. Até aí os leitores da Kobo e o próprio iBooks fazem isso, mas o iFlow abre ePubs com DRM da Adobe Editions! Isto quer dizer que livros comprados em e-bookstores da Google, Sony, Borders e Kobo podem ser lidos no iFlow! E, no que interessa a nós, tupiniquins, livros comprados nas ebookstores brasileiras como Livraria Cultura, Gato Sabido e Saraiva também podem ser abertos e lidos no novo aplicativo, mantendo-se o DRM dos arquivos intactos.

A vantagem para quem compra livros da Livraria Cultura [e de outras ebookstores menores como a soteropolitana Grioti] é óbvia: graças ao iFlow é possível ler os livros no iPad e iPhone/iPod, já que estas lojas não possuem apps próprias. Para e-bookstores com aplicativos próprios para iPad e iPhone, como a Saraiva e a Gato Sabido, a vantagem pode parecer menor, mas para mim ela ainda é imensa. Explico: assim como ninguém tem em casa uma prateleira para cada livraria onde compra livros, ninguém vai querer ter uma app para cada e-bookstore onde adquire e-books. Assim, apps que aceitam livros com DRM de outras lojas trazem uma grande vantagem.

Eu acredito que a maioria das pessoas vai sempre ter a app da Amazon em seus iGadgets, primeiro por ela ser uma condição sine qua non para usar o modelo proprietário da gigante de Seattle e, segundo, porque a app deles é excelente. Além da app da Amazon, acho que o público leitor de iPads e iPhones terá um ou dois aplicativos em suas telas para ler ePubs. E talvez um destes seja o iFlow. Aliás, vale lembrar que o iBooks não tem agradado muito à torcida. Eu mesmo acho meio patético aquelas páginas virtuais virando…

A outra grande novidade do iFlow é que ele trata os e-books como um conteúdo que flui, ignorando a paginação – daí o nome iFlow. Ou seja, você lê passando as páginas verticalmente, como a leitura que já estamos habituados a fazer em tela. Quem quiser “virar as páginas” também pode por meio de dois botões virtuais. Pode-se também optar pelo fluxo automático das páginas e regular a velocidade… Mas haja concentração!

Para ler os livros de outras lojas no iFlow é preciso fazer o cadastro gratuito no aplicativo ou no site [www.iflowreader.com]. No processo, deve-se cadastrar o username e senha da Adobe Editions. E é aí que vem a pegadinha. Pelo menos por enquanto não é possível importar os ePubs DRMizados no iPad ou no iPhone. Isto tem de ser feito no site, mas é um processo simples e indolor. Basta clicar em “Import a Book” depois de fazer o login e escolher os arquivos .epub dos livros que você quer importar. Os livros da Cultura e Gato Sabido ficam no diretório “My Digital Editions” dentro de “Meus Documentos”. Os eBooks da Saraiva ficam dentro de “Livro Digital Saraiva” também em “Meus Documentos”. Outras lojas virtuais, como a Sony, criam diretórios dentro de “My Books”. Enfim, a primeira vez pode ser difícil achar, mas depois fica fácil.

O iFlow é uma ótima alternativa de app de leitura para iPad e iPhone. Ainda tem muito para melhorar, mas já é melhor que qualquer app de leitura nacional.

Texto escrito por Carlo Carrenho | Publicado originalmente no Blog Tipos Digitais | 08/01/2011

eBooks no Windows Phone 7


Kindle for Windows Phone 7Os e-books Kindle já podem ser lidos em aparelhos como o próprio Kindle, Kindle 3G e Kindle DX e também no iPad, iPod touch, iPhone, PC, Mac, BlackBerry e aparelhos Androide. Na quarta-feira [5], a Amazon expandiu seu aplicativo gratuito “Buy Once, Read Everywhere”, que pode ser agora usado também no Windows Phone 7.

PublishNews | 06/01/2011

Amazon anuncia lançamento de aplicativo do Kindle para tablets com Android e Windows


A Amazon anunciou, nesta terça-feira [4], que planeja o lançamento de aplicativos gratuitos do Kindle para tablets com os sistemas Android, do Google, e Windows, da Microsoft.

Os aplicativos permitirão que os donos desses aparelhos adquiram e leiam livros digitais vendidos na loja virtual da Amazon.

O recurso de sincronia automática entre equipamentos também estará presente. Se o usuário já comprou e-books por meio de desktops, smartphones, iPods ou pelo próprio Kindle, eles também estarão disponíveis para download em seu tablet.

O anúncio da Amazon precede a CES [Consumer Electronics Show], feira que começa na próxima quinta-feira em Las Vegas. A expectativa é de que as empresas do setor de eletrônicos apresentem novos tablets com os dois sistemas operacionais.

Folha.com | 04/01/2011 – 19h09 | A informação é do site Mashable.

Psicanálise na Terra do Nunca


Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

Link no iTunes para a Psicanálise na Terra do Nunca — Mapa do Livro.

Este aplicativo é o mapa do livro “Psicanálise na Terra do Nunca: ensaios sobre fantasias”, onde você pode ver quais assuntos são cobertos no livro.

Dos mesmos autores de Fadas no divã, Psicanálise na Terra do Nunca: ensaios sobre fantasias é um livro que parte da premissa de que a ficção é muito mais do que uma forma de diversão, é também o veículo através do qual se estabelece um cânone, um padrão imaginário. Nossas histórias favoritas são decisivas para o que nos tornamos e acabam sendo fontes de inspiração e de identificação.

Sobre os autores

Diana Lichtenstein Corso: Diana nasceu em Montevidéu, em 1960. É psicanalista, membro da Associação Psicanalítica de Porto Alegre [APPOA].

http://twitter.com/DianaCorso

Mário Corso: Mário nasceu em Passo Fundo [RS], em 1959. Psicanalista, é professor e membro da Associação Psicanalítica de Porto Alegre [APPOA].

Este aplicativo baseado no livro apresenta a funcionalidade de Twitter, para conversar com pessoas que estão falando sobre o livro, além de publicar seus próprios comentários.

* Desenvolvido pela Touché|Mobile para a Editora Artmed SA.
* A Artmed detém todos os direitos sobre o conteúdo do aplicativo.

Fonte: touché|mobile

Jovens trocam livros por ‘leitura digital’


Gerações anteriores só liam as obras cobradas pela escola; agora, a prática é diferente: são sites, redes sociais, SMS e e-mails

No bolso do jeans, um BlackBerry. Na escrivaninha do quarto, um laptop. Dentro da mochila da escola, um iPod Touch com conexão wireless. Tudo ao redor dos jovens de hoje oferece conexão 24 horas por dia nas mais diversas redes sociais. Como deixar de lado todas as infinitas possibilidades que o mundo digital oferece e se dedicar à leitura de um livro, com suas centenas de páginas, cheias de palavras e letras inertes, exigindo concentração para serem decifradas?

Família conectada. Na casa de Hermina Ejzenmesser, além do computador de uso comum, o marido e os três filhos têm cada um o seu notebook; Renato (à esq.) é o mais antenado

Dados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes [Pisa] divulgados nesta semana afirmam que a leitura não está entre as prioridades dos jovens de 15 anos. Nos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico [OCDE], 46% dos estudantes afirmam que leem apenas para obter as informações que precisam; 41% só leem se forem obrigados; e 24% acham que ler é um desperdício de tempo. Apenas um terço disse que a leitura é um dos hobbies favoritos.

 

Apesar dos dados do Pisa, especialistas em educação e tecnologia discordam da ideia de que o jovem de hoje lê menos. Muito pelo contrário: afirmam que os adolescentes nunca leram tanto. A diferença é que, agora, não são só os livros que são “lidos”, mas vídeos, sites, SMS, e-mails e uma gama imensa de informações.

O adolescente lê e escreve muito, comunica-se muito mais por escrito. As gerações anteriores liam só os livros da escola. Os jovens de hoje não: estão sempre se informando dentro dessa vida social digitalizada“, diz Rosa Maria Farah, coordenadora do Núcleo de Pesquisas da Psicologia em Informática da PUC-SP.

O que perdeu espaço na vida dos jovens não é o hábito de ler, mas a leitura formal que os livros, por exemplo, oferecem. “O texto existe, só que de outras formas, e agora oferece acesso amplo e irrestrito. A leitura digital é mais lúdica e interessante porque não é linear e permite uma liberdade multimidiática“, explica Claudemir Viana, pesquisador do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária [Cenpec].

Segundo Viana, trocar SMS com os amigos, postar no Twitter e ver recados no Facebook são atividades mais prazerosas que ler um clássico literário porque dão mais autonomia. “Se cansar do site em que está navegando, é só abrir um outro link. Não precisa mais ler página por página, na ordem. Por isso, o que o jovem está perdendo é a paciência, não a concentração.

O maior desafio do jovem é lidar com a diversidade de estímulos que recebe de todos os lados – o que não significa que ele esteja mais distraído, afirmam especialistas. “O adolescente tem de prestar atenção em várias coisas ao mesmo tempo. Ele é multifocal e deve se dividir por vários canais“, diz a psicóloga Ivete Palange, da Associação Brasileira de Educação a Distância [Abed].

Dar atenção a várias mídias sem perder o interesse no conteúdo de cada uma delas é o que acontece na casa da empresária Hermina Ejzenmesser, de 44 anos. Além do computador da família, de uso comum, seu marido e cada um de seus três filhos têm um notebook. Renato, de 16 anos, é o mais antenado: tem iPhone e usa diversos programas em seu laptop. “Antes, eu até gostava mais de ler livros, mas fui perdendo o estímulo. Gosto de jornal, mas se você for pegar para ler no fim da manhã, já está tudo velho“, diz Gustavo.

Para Hermina, o gosto de Renato por tecnologia é positivo. “Ele faz trabalhos em vídeo, edita e coloca áudio. E estuda muito com os amigos via Skype.

Aptidões perdidas. Para os educadores, a falta de interesse pela leitura formal pode levar à perda da habilidade de se concentrar quando necessário. “O jovem não consegue mais ler um texto inteiro. Ele não cria essa habilidade porque não precisa mais dela“, explica Teresa Ferreira, psicopedagoga da Unifesp.

Ainda é cedo para afirmar o quanto isso pode ser prejudicial no futuro. Mas os especialistas alertam: ler apenas o essencial e aquilo que interessa pode levar à perda da aptidão para analisar situações com mais profundidade. “O jovem sabe de tudo o que acontece, mas não aprofunda o conhecimento dos fatos”, destaca a psicóloga Dora Sampaio Góes, do Programa de Dependência da Internet do Ambulatório Integrado dos Transtornos do Impulso [Amiti], da USP. “A dúvida é: até que ponto essa abordagem generalista é benéfica?

VANTAGENS E DESVANTAGENS

Leitura formal

Para os educadores, ler os livros clássicos faz com que as crianças e os jovens consigam formar referências culturais e, portanto, sejam capazes de aprofundar o conhecimento sobre o mundo e analisar os fatos de modo mais profundo. No entanto, a leitura dos materiais impressos, como também são os jornais e as revistas, são arbitrárias e não permitem a interação do leitor com a informação, que é sempre linear.

Leitura digital

Para os educadores, a possibilidade de ter contato com várias mídias ao mesmo tempo [como vídeo, áudio, imagem e texto] é o grande trunfo das novas tecnologias. O jovem consegue se comunicar de diversas formas e, por essa razão, nunca leu e escreveu tanto. Porém, ao dividir a atenção entre tantas mídias, o adolescente pode perder a capacidade de focar seu interesse em uma só coisa, prejudicando a concentração.

PRESTE ATENÇÃO…

1. Jornais. Assinar jornais é uma opção para motivar a leitura. Educadores sugerem que os pais comentem reportagens interessantes com as crianças.

2. Revistas. Comprar revistas para adolescentes, com temas do interesse dos jovens, pode ser um bom começo para exercitar a concentração.

3. Revistas em quadrinhos. Gibis são uma boa ideia para incentivar crianças muito pequenas a ler, porque contêm imagens e mensagens curtas.

4. Livros clássicos. Os pais devem dar o exemplo aos filhos, lendo bons livros e sempre deixando à vista, em casa, os clássicos da literatura.

5. Livros para adolescentes. Obras de ficção e de ação – inclusive best sellers – são de fácil leitura e costumam agradar crianças de todas as idades.

6. Sites. É ideal que os pais acompanhem o conteúdo das páginas em que os filhos navegam, para evitar a exposição a crimes virtuais.

Por Mariana Mandelli | O Estado de S. Paulo | 12 de dezembro de 2010 | 0h 00

Autêntica começa a vender e-books infantis


Já estão disponíveis na App Store, para serem lidos em iPad, iPhone e iPod Touch, os seguintes títulos da Autêntica Editora: O gato e a menina, O menino e a gaiola, A menina e o tambor, Os feitiços do vizinho e A velhinha na janela. Todos eles foram escritos por Sonia Junqueira e custam R$ 27 na versão tradicional. No formato e-book, cada uma das obras custa US$ 4,99. Outro fato interessante: o livro pode vir em português, espanhol, francês ou inglês, de acordo com a língua que esteja instalada no aparelho do comprador.

PublishNews | 09/12/2010

Sony lançará aplicativo de e-reader para outras plataformas


A Reader Store venderá livros direto nos dispositivos com Android e iOS, além do PC, que podem ser lidos na tela dos aparelhos

A Sony promete para dezembro o lançamento de um aplicativo para leitura de livros nas plataformas Android e iOS, de acordo com informações publicadas pela empresa em seu site. Desse modo, a Sony segue os passos da Amazon e Barnes and Noble ao oferecer um app complementar ao seu leitor de livros eletrônicos.

A Reader Store, da Sony, vai vender livros direto nos dispositivos com Android e iOS, além do PC, que podem ser lidos na tela dos aparelhos. Assim como os concorrentes, o Reader vai permitir fazer marcações, ajustar o tamanho da fonte e tomar notas nas páginas dos títulos.

O Amazon Kindle, principal concorrente da Reader Store, já está presente em outras plataformas, como Windows, Mac, iPhone/iPod touch, Android e BlackBerry, além dos leitores de e-books Kindle e Kindle DX. A loja de livros da Sony para as plataformas móveis deve estrear ainda em dezembro.

Por Zumo Notícias | Publicado por Portal Terra | 26 de novembro de 2010 • 12h39