15 truques para você usar [de verdade] seu Kindle


Por: Nadiajda Ferreira | Publicado originalmente em GIZMODO Brasil | 20 de outubro de 2013, às 14:15

O mercado brasileiro de livros eletrônicos ainda está engatinhando e em breve [torçamos] será expressivo a ponto de a compra de e-books se tornar financeiramente vantajosa para o consumidor. Mas a praticidade dos leitores digitais é um fato: você pode dispensá-la, mas negá-la é complicado.

A discussão sobre o futuro do livro físico e sua pretensa obliteração pelo formato digital já está desgastada, mas é bom não esquecer que boa parte dos leitores está [e permanecerá] em cima do muro: mesmo tendo adquirido leitores digitais, eles não deixaram de comprar livros físcos. De modo que o apocalipse do livro de papel pode ser adiado em alguns anos.

Se você não é o tipo de pessoa que vai perder essa mão na roda só pra levantar a bandeirinha do tradicionalismo sem limites, é possível que já tenha optado ou esteja pensando em optar por um Kindle. Embora os dois modelos disponíveis hoje no Brasil sejam simples e não sigam a regra do device-que-faz-absolutamente-tudo-que-você-precisa-na-sua-vida, os leitores digitais da Amazon guardam alguns segredinhos nem tão secretos assim e descobri-los vai facilitar a sua vida. Ainda mais.

1. Hora de criar a sua biblioteca digital

A maioria das pessoas compra o leitor digital com um só objetivo: ler livros. Se você [secretamente, claro], já parou para pensar no seu consumo de literatura como uma dependência grave e passível de tratamento, prepare-se para alcançar um pouquinho de redenção ao adquirir um Kindle: os livros digitais são um pouco mais baratos, você poderá ler no transporte público sem precisar fazer malabarismo para equilibrar um calhamaço numa mão só, vai carregar menos peso e se o livro acabar no meio do caminho, não tem problema: tem mais alguns bem ali. Embora a oferta brasileira de e-books ainda não seja uma maravilha e o preço das versões eletrônicas não apresente grandes vantagens sobre as edições físicas, o leitor digital ainda representa economia. Sabe aquele monte de arquivos de livros que você acumulou a vida inteira no seu HD, jurando que um dia iria ler mesmo com toda a canseira causada pela tela do computador? Então, amigo, chegou a hora de colocar toda essa biblioteca alternativa no Kindle. Se você é essa pessoa equilibrada que não passou anos acumulando arquivos, parabéns. E meus pêsames, porque isso vai mudar agora mesmo.

Calibre é a ferramenta mais utilizada para converter arquivos para .mobi, o formato nativo do Kindle. Basta fazer o download do programa e ta-dam, é possível converter todos aqueles livros não lidos ou mezzo lidos e passá-los para o seu leitor via USB. Só que além de exigir que você faça as conversões e coloque os arquivos dentro do device no muque, o Calibre não é a ferramenta mais bonita e amigável que você verá na sua vida. Pra ser bem realista, ele é o tipo de software que sua tia [sim, a que te envia aqueles PPTs com mensagens de amor e esperança ilustradas com fotos de gatinhos e desenhos de artistas especialmente inaptos] criaria se ela fosse desenvolvedora.

Se você usa várias máquinas e não está na vibe de baixar um programa de conversão, nada tema: existem as opções que não precisam de instalação. O Cloud Convert e o Online Convert podem ser usados direto no site e transformam seus livros e documentos em arquivos .mobi, prontinhos para serem lidos no Kindle.

Mas tem um jeito ainda mais fácil: a própria Amazon oferece um software para desktop que envia seus arquivos para o Kindle e você pode baixar as versões para PC e Mac aqui. Depois de instalar, é só clicar com o botão direito do mouse sobre um arquivo e aparecerá a opção “Send to Kindle”. O programa faz a conversão do documento para .mobi, mas pode demorar para que ele chegue ao seu leitor.

2. Organize sua biblioteca digital como você quiser

Você pode organizar seus livros digitais de duas maneiras: deixando uma lista de livros na sua tela inicial [as opções de exibição são por mais recentes, por título ou por autor] ou criando coleções. Se você tem mais de 20 livros no seu Kindle, a melhor opção para fugir da insanidade organizacional são as coleções.

O mesmo livro pode estar dentro de diferentes coleções, de modo que se seu nível de TOC for alto, é possível criar múltiplos grupos com diferentes divisões: por autor, por gênero, por língua, por tema e o que mais der pra inventar. Se optar pelas coleções, o Kindle sempre vai manter no alto da tela a última coleção na qual você entrou. Assim, uma ideia é criar três coleções funcionais: a de livros lidos, a de livros que você está lendo e a de livros a serem lidos, e manter as duas últimas no topo da lista. Dois lembretes importantes: excluir as coleções não exclui os arquivos de livros ou documentos contidos nelas; se acontecer alguma coisa com seu Kindle e você tiver que adquirir outro, a conta da Amazon continuará sendo a mesma e seus livros estarão lá. Mas as coleções vão sumir e [sim, é uma tristeza] será preciso organizar tudo de novo.

3. Envie textos do seu navegador direto para o Kindle

Você está aproveitando seus cinco minutos de internet e de repente encontra um artigo legal. Você poderia lê-lo, mas coisas incômodas como trabalho, obrigações ou responsabilidades são impedimentos. Suas opções são deixar o link aberto no navegador [e depois fechar todas as abas sem querer], favoritá-lo [e esquecer pra sempre], mandar pra você mesmo por e-mail [e nunca ler] ou usar uma ferramenta de curadoria de links [e acumular mais artigos do que poderia ler numa vida inteira, mesmo se passasse 24 horas por dia fazendo isso]. É possível acreditar em pequenos milagres quando o staff das principais ferramentas de armazenamento de favoritos tem a epifania de se integrar com o Kindle.

Instapaper, um dos mais conhecidos sites de favoritos, disponibiliza o envio dos textos salvos para o seu Kindle. Eles vêm num só arquivo e dá para escolher a periodicidade e quantidade de artigos enviados, mas não espere um grande primor da arte da diagramação. Ele também não permite a visualização de imagens e não dá pra adicionar o arquivo de artigos a uma das suas coleções.

Readability é um complemento para navegador que também guarda seus links para leitura posterior. A opção de envio de artigos para o Kindle cria documentos minimalistas e oferece aquela que provavelmente é a melhor experiência de leitura de artigos no Kindle, embora o envio de imagens também seja um problema.

A Amazon não perdeu tempo e criou seu próprio complemento para enviar artigos do browser, o Send to Kindle. Ele tem até um botão que você coloca no seu site ou blog para que os leitores possam enviar os artigos diretamente para seus dispositivos. Acontece que o Send to Kindle é temperamental, trava muito e às vezes simplesmente não simpatiza com um artigo e não o envia a não ser após várias tentativas.

Algumas aplicações para navegador foram criadas especialmente para o device, como o Push to Kindle, e reza a lenda que ele é o mais funcional de todos. Lembre-se de que para utilizar esses complementos é necessário colocar os e-mails deles na lista autorizada a enviar material para o seu Kindle. Para fazer isso, entre na sua conta da Amazon e acesse as “Configurações de Documentos Pessoais”.

4. Envie arquivos para o seu Kindle por e-mail

Você também pode enviar arquivos para o seu Kindle por e-mail. Para isso, entre na sua conta da Amazon e clique na opção “Gerencie seu Kindle”. Depois, à esquerda da tela, entre em “Configurações de Documentos Pessoais” e adicione os endereços de e-mail que poderão mandar conteúdo para o seu aparelho. Os arquivos que forem enviados de outros e-mails serão descartados. Depois de fazer a configuração, é só anexar um arquivo [no formato .mobi] e mandar ver. Um truque: se o arquivo for um PDF, você pode enviá-lo no formato original, mas alguns PDFs ficam ilegíveis no Kindle. Então coloque a palavra “convert” no título do e-mail e ele será convertido automaticamente. Só que pode demorar e nem sempre dá certo.

5. Leia seus feeds favoritos no Kindle

Do vício em livros para o vício em blogs é um pulo. Dá para ler alguns dos seus feeds preferidos no leitor digital usando o Kindle4rss, que monta uma revistinha com o conteúdo que você acompanha. A versão gratuita permite a assinatura de até 12 feeds com 25 artigos por edição, mas é preciso que você coloque o conteúdo manualmente no seu Kindle. A versão paga custa $1,90 por mês, oferece até 300 assinaturas com número ilimitado de artigos por edição e ainda envia os arquivos automaticamente para o aparelho.

6. Acesse o conteúdo do seu Kindle em outros aparelhos

Aí a bateria do Kindle acabou numa situação em que não dá pra recarregar bem quando você pretendia continuar uma leitura. Não precisa chorar: é possível acessar o conteúdo do seu Kindle em outros devices através de aplicativos disponibilizados pela Amazon. Tem pra iPhone, iPod Touch, iPad, Android, tablet Android e tablet com Windows 8.

7. Seus arquivos e a nuvem da Amazon

Nem todos os arquivos que você coloca no Kindle ficam guardados nos servidores da Amazon. Tudo aquilo que você compra ou envia para o Kindle via e-mail ou complementos de navegador fica armazenado tanto no aparelho como na nuvem da Amazon. No entanto, os arquivos que são colocados no Kindle via cabo USB ficam somente no aparelho. Se acontecer alguma coisa com seu device, eles se perdem.

8. Use o Kindle para ler quadrinhos

O Kindle e o Kindle Paperwhite não são os devices ideais para a leitura de quadrinhos, tanto pelo tamanho da tela como pela ausência de cores. Mas se a vontade for maior que o juízo, sempre há um jeitinho.

Pelo site da Amazon é possível baixar gratuitamente o Kindle Comic Creator, um software que permite que os quadrinistas criem HQs em .mobi para vendê-las no site. Você pode baixá-lo e converter as HQs que estão no seu computador, só que como o foco da ferramenta não está nos usuários, mas nos criadores, utilizá-la não é fácil nem rápido.

Já o Mangle foi criado com o objetivo de tornar a leitura de mangás possível no Kindle. Como os mangás costumam ter um formato menor que o dos comics americanos e geralmente são em preto e branco, a experiência não fica muito prejudicada.

9. Coloque uma senha no seu Kindle

Digamos que você seja Professor Doutor em Literatura Russa, resolva ler Crepúsculo [só para entender o fenômeno, lógico] e não queira que ninguém descubra para evitar situações academicamente embaraçosas. Simples: coloque uma senha no seu Kindle. Tanto o modelo simples quanto o Paperwhite oferecem em seus menus de configurações a opção de criar uma senha numérica para o dispositivo.

10. Quanto mais línguas, mais dicionários

O Kindle já vem com dicionários, mas quem é poliglota ou está estudando outras línguas pode adicionar mais alguns. Aqui você encontra dicionários já no formato nativo do leitor da Amazon.

11. Faça backup do seu arquivo de anotações

O Kindle permite que você faça marcações e notas nos seus livros. Essas anotações ficam armazenadas num documento que seu Kindle chamará de “Meus Recortes”. É sempre bom fazer o backup periódico desse arquivo, que fica na pasta raiz do aparelho, para que as suas informações estejam sempre atualizadas. Outra dica é: você pode sincronizar os dados para que o documento esteja disponível em todos os devices nos quais você utiliza a plataforma Kindle. Para fazer isso, vá até as configurações e se certifique de a opção “Backup de anotações” está ligada. Você também pode ver os trechos que as pessoas mais destacam nos livros e permitir que suas notas sejam vistas pelas pessoas que você segue na Amazon: basta entrar nas suas configurações e ligar as opções “Destaques Populares” e “Notas públicas”.

12. Use seu Kindle para revisar textos

Muita gente acha melhor imprimir documentos para revisá-los. Você pode repassar seus textos no Kindle, economizar papel e contribuir para a vida das arvorezinhas. Envie o documento a ser revisto para o seu Kindle e faça as correções usando as ferramentas de notas e marcações.

13. Um sistema operacional alternativo para o Kindle

Uma pequena empresa chinesa decidiu que não tem medo do Jeff Bezos e desenvolveu o Duokan, nada menos que um sistema operacional alternativo para o Kindle. Ele permite que o Kindle leia ePub, o formato padrão de e-books, que é mais compacto que o .mobi. O Duokan também conta com um auto-ajuste para arquivos PDF. Agora a dura verdade: a instalação do sistema é por sua conta e risco: se tudo der certo, seu Kindle fica tunado. Se der errado, ele vai virar um belíssimo peso de papéis. Além disso, com a instalação do Duokan, o Kindle deixa de receber as atualizações de software da Amazon.

14. Screenshots no Kindle Paperwhite

No Kindle Paperwhite é possível tirar screenshots tocando as extremidades opostas da tela, como mostra este vídeo. O arquivo vai para a pasta raiz do aparelho.

O Paperwhite também permite que você faça uma pesquisa na Wikipedia Inline a partir de uma palavra do texto. Quando a palavra for pesquisada, abaixo da definição vai aparecer um botão “Mais”: clicando nele, você será encaminhando para a definição do termo no site.

15. Pequenas funcionalidades, grande ajuda

O Kindle permite que você personalize algumas configurações do arquivo que você está lendo: é possível mudar o tamanho da fonte e o espaçamento entre as linhas, além de rotacionar a tela e, em alguns arquivos, usar o zoom.

Apesar de o Kindle manter os livros digitais na página em que você os deixou, se quiser ficar fuçando pra lá e pra cá no arquivo [o Kindle não tem numeração de página: ele usa um sistema de porcentagem de leitura], é possível criar um marcador. É só ativar o menu, clicar na opção “Marcador de Página” e vai aparecer uma dobrinha digital no canto da página em que você estiver.

Você também pode compartilhar suas notas e destaques via Twitter ou Facebook ativando as redes sociais na parte de configurações do aparelho. Essa funcionalidade só está disponível para os livros comprados na Amazon.

O Kindle é feito para ser carregado via USB através do computador, mas você também pode carregá-lo direto na tomada, desde que compre um adaptador para USB ou use um carregador compatível [dica: o do iPhone 5 funciona perfeitamente].

No menu do Kindle há a opção “Experimental”, que oferece um navegador beta. Você pode experimentá-lo e enviar a sua opinião para que a Amazon o aperfeiçoe.

Recentemente a Amazon liberou o serviço de atualização automática de livro. Se você ativá-la na sua conta, os livros recebem atualizações caso a editora opte por substituir a edição que você comprou por uma versão aperfeiçoada.

Agora você não tem mais desculpa para não dar um jeito no seu Kindle. Se você conhece outros truques, compartilhe nos comentários!

Por: Nadiajda Ferreira | Publicado originalmente em GIZMODO Brasil | 20 de outubro de 2013, às 14:15

Apple começa a publicar livros na iBookstore brasileira


Na véspera do evento da terça-feira, 23, a Apple começou a dar os primeiros passos para o lançamento da iBookstore brasileira, o que indica que ela será realmente oficializada na apresentação em San Jose, na Califórnia. Alguns títulos já apareceram nesta segunda-feira na loja virtual brasileira de livros digitais para iPhone, iPad e iPod Touch, mostrando preços em dólar e descrição em português. Oficialmente, ainda não é possível nenhuma transação, mas é provável que a Apple libere isso até o final do dia ou em tempo do evento na terça.

A iBookstore, acessível pelo aplicativo iBook, não havia sido lançada anteriormente no Brasil por um impasse entre a Apple e grandes editoras nacionais. Adotando a venda com preços em dólar, a companhia consegue escapar de burocracias tributárias para distribuição de conteúdo digital, mas esbarra na necessidade de o consumidor ter de pagar IOF de 6,38% sobre compras realizadas no exterior. No entanto, este parece ser o caminho mais adequado: a mesma prática foi adotada, com sucesso, com a categoria de jogos na App Store, lançada somente neste ano.

O evento da terça-feira, segundo rumores de mercado, deverá ser focado em educação e livros digitais, o que seria a deixa para a Apple apresentar o iPad mini, com tela de 7,85 polegadas e supostamente fabricado na planta da Foxconn no Brasil. O produto deverá ter como alvo o nicho de mercado de tablets menores, mais indicados para leitura, como o Amazon Kindle HD e o Google Nexus 7. A apresentação deverá mostrar ainda novas versões dos computadores Macs.

Publicado originalmente em TI INSIDE Online | 22 de outubro de 2012, às 13h10

iBookstore, loja de eBooks da Apple, chegará ao país este mês


Fontes do mercado editorial dizem que negociações com a Apple estão avançadas

RIO — A iBookstore, loja que vende livros eletrônicos do aplicativo iBooks, da Apple, será lançada no Brasil ainda este mês, de acordo com fontes do mercado editorial ouvidas pelo GLOBO. A empresa de Tim Cook está em avançadas negociações com editoras e distribuidoras brasileiras e, pelo visto, seu modelo estará definido por aqui antes do da Amazon.

— Já praticamente fechamos contrato com a Apple, e a iBookstore tem 80% de chance de ser lançada ainda este mês. Se não for, chega bem no comecinho de maio — afirmou uma das fontes envolvidas nas negociações.

Procurada, a Apple informou através de sua assessoria que não tinha nenhum anúncio a fazer sobre sua livraria digital. O iBooks, aplicativo de download e leitura de e-books para iPad, iPhone e iPod touch, foi lançado em janeiro de 2010 junto com o iPad e, com ele, uma coleção inicial de 60 mil títulos na iBookstore. Hoje a loja tem mais de 700 mil livros. Um iPad com 16GB livres poderia em tese conter aproximadamente 8 mil livros do tamanho típico de 2MB informado pela Apple. Já alguns livros com mais conteúdo multimídia poderiam chegar a 1GB ou mais, exigindo um iPad de memória mais robusta.

Apple teria modelo mais flexível que Amazon

Segundo as fontes, as negociações do mercado editorial brasileiro com a Apple estão mais avançadas do que as feitas com a Amazon porque a companhia cofundada por Steve Jobs segue o chamado “modelo de agência”, preferido por elas, que lhes dá mais controle sobre os livros — diferentemente do chamado “modelo de distribuição” praticado pela Amazon.

— A Apple permite às editoras estabelecer os preços de suas obras, e cobra 30% sobre elas, sem interferir — explica uma fonte. — Já a Amazon quer pegar um livro que na ponta é vendido a R$ 30, R$ 40, e botar em seu Kindle a R$ 9,99. Isso pode destruir o modelo de negócio das editoras.

Outra fonte é ainda mais incisiva, dizendo que o modelo da empresa fundada por Jeff Bezos cria um monopólio onde só ela fatura, e as editoras ficam a ver navios.

— E o negócio da editora é dispendioso. Numa grande editora, um livro não vai para o prelo sem um copidesque completo, mais diversas revisões — pondera outro executivo do setor, que confirma as negociações. — Além disso, pagam-se muitas vezes adiantamentos vultosos aos autores, sem falar dos direitos autorais. Por isso o modelo seguido pela Amazon é visto como ameaça. Não vamos dizer que a Apple é boazinha, mas ela tem mais respeito pela sustentabilidade necessária ao meio editorial. Não foi por acaso que as maiores editoras dos Estados Unidos procuraram se juntar a ela.

O formato de livro digital sustentado pela iBookstore é o ePub, embora o iBooks também aceite PDFs e seu formato proprietário, o IBA.

— A questão toda com a Amazon é que ela quer ser editora e também livraria — reclama uma terceira fonte a par das negociações. — Daqui a pouco as pessoas vão achar que não precisam mais de editoras. Nada contra o self-publishing, sei que até há casos de sucesso, mas a questão é que com esse esquema as pessoas começam a publicar obras de caráter pessoal, que na maioria dos casos não passam por uma avaliação de mercado.

O GLOBO tentou contato com a Amazon, mas a empresa não retornou até o fechamento da edição.

Por André Machado | O Globo | 03/04/2012 | © 1996 – 2012. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A.

Nintendo pode transformar Wii U e 3DS em leitores eletrônicos


A Nintendo planeja lançar um serviço de leitura de revistas, jornais, livros e outras publicações para seu novo videogame, o Wii U.

O site Forget the Box, por meio de uma fonte que trabalha em uma desenvolvedora de software, relatou que a Nintendo ofereceu ajuda à empresa na conversão de aplicativos do iOS [sistema utilizado no iPhone, no iPad e no iPod Touch] para o Wii U.

Demonstração do console Wii U, durante a feira E3

As publicações seriam lidas na tela sensível ao toque do controle do Wii U, que se parece com um tablet. Outro serviço, o de guias oficias da Nintendo para games, também pode chegar às telinhas dos controles do Wii U.

A fonte disse ainda que o portátil da empresa japonesa, o 3DS, também será capaz de ler as publicações digitais (com um sistema de zoom) e compartilhará serviços e produtos com o Wii U, assim como o iPad se comunica com o iPod e o iPhone.

Folha.com | TEC |05/01/2012 – 07h51

Aplicativo de livro eletrônico da Apple permite ler livros no escuro


A Apple atualizou seu aplicativo que dá acesso a livros eletrônicos com funções como a que facilita a leitura no escuro e a que acrescenta um novo design da área de anotações, informou a companhia nesta quarta-feira.

Com novas fontes como Athelas, Charter, Iowan e Seravek e a possibilidade de visualização da tela cheia, que permite que o leitor se concentre no texto sem distrações, a versão 1.5 do iBooks melhora a estabilidade e o rendimento do programa, destaca a Apple em uma nota.

A área de anotações incorpora uma novidade bastante útil, já que permite selecionar uma cor para ressaltar certos fragmentos do texto.

O aplicativo iBooks para iPad, iPhone e iPod Touch recria uma biblioteca virtual que permite ao usuário colocar sua coleção de livros eletrônicos em uma estante, virar as páginas dos exemplares deslizando o dedo e acrescentar notas à medida que avança na leitura.

EFE | 07/12/2011