Cardiologista lança livro gratuito com dicas médicas para viagens


A cardiologista e professora Dra. Marisa Campos Moraes Amato está lançando o livro Seleções de Dicas Médicas, com o objetivo de suprir a carência de seus pacientes em obter informações e orientações confiáveis sobre problemas de saúde, que podem ocorrer em suas viagens. “Ao longo de minha carreira detectei que são muitas questões que afligem o viajante leigo a respeito de como resolver alguns problemas. Às vezes são problemas banais e outras mais complicados, mas que são esquecidos durante o planejamento de uma viagem. E quando surgem, podem atrapalhar muito o passeio”, explica a Dra. Marisa.

Seleção de Dicas Médicas traz dicas de quais vacinas tomar antes de cada viagem, remédios que devem ser levados, sangramentos nasais, dores de ouvido e inchaço nos voos, o que comer, náuseas, tonturas e vômitos. Também aborda riscos do desenvolvimento de trombose e embolia pulmonar durante as viagens de avião e como lidar com o jet lag, entre tantas outras dúvidas, mais simples ou mais complexas, apresentadas pelos seus clientes

O livro está disponível gratuitamente na Apple Store. Para baixar é necessário espaço disponível no: iPad com iBooks 2 ou posterior, iOS 5 ou posterior; iPhone com o iOS 8.4 ou posterior; ou Mac com OS X 10.9 ou posterior. A versão impressa pode ser adquirida por US$ 9,99, no site LuLu.

Sobre o Autor

Prof. Dra. Marisa Campos Moraes Amato, doutorada pela Universidade de São Paulo em1988, é especializada em cardiologia pela Associação Médica Brasileira. Também tem Mestrado em Ciências, na área de Fisiologia Humana, pela Universidade de São Paulo. Foi bolsista de pós-doutorado, do governo alemão, pela Fundação Alexander von Humboldt, em Hamburg, 1992/1993. Professora Livre Docente de Cardiologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, 1998.

Produziu vários artigos científicos com repercussão internacional. Um deles, publicado na Heart British Medical Journal, em 2001, é referência para o Consenso Europeu de Cardiopatias Valvares. Foi Presidente da Academia de Medicina de São Paulo, em 1997/1998 e Membro do Conselho de Cultura da Associação Paulista de Medicina, em 1999/2002; também foi Presidente do Clube Humboldt do Brasil entre 2008 e 2010. Desde 2008, é Membro do Conselho de Economia, Sociologia e Política da Federação do Comércio do Estado de São Paulo do Sesc e do Senac.

Serviço:

Livro versão Online na Apple Store
Seleção de Dicas Médicas
Autor: Prof. Dra. Marisa Campos Moraes Amato – cardiologista
Editor: Amato Instituto de Medicina Avançada
Idioma: Português
Valor: Gratuito
Local de venda: https://www.amato.com.br/selecao-dicas-medicas

Versão Impressa
Seleção de Dicas Médicas -1ª Edição
Autor: Prof. Dra. Marisa Campos Moraes Amato – cardiologista
Editor: Amato Instituto de Medicina Avançada
Número de páginas: 100
Idioma: Português
Valor: US$ 9,99
Local de venda: https://www.amato.com.br/selecao-dicas-medicas

Anúncios

Amazon fecha parceria com Nestlé para distribuir 30 milhões de eBooks


Vouchers para baixar e-books gratuitamente serão colcoados em caixas de bombons da Nestlé e Garoto

Alex Szapiro [Amazon] e Liberato Milo [Nestlè] comemoram parceria no projeto Bombom de Ler | © Divulgação

Alex Szapiro [Amazon] e Liberato Milo [Nestlè] comemoram parceria no projeto Bombom de Ler | © Divulgação

A Amazon brasileira acaba de fechar uma parceria com a Nestlé para uma ação chamada Bombom de ler. Com a iniciativa, serão distribuídos 30 milhões de e-books nas caixas de bombons da marca. O objetivo, segundo a varejista, é estimular à leitura e ao livro digital. Clientes que comprarem caixas de bombons Nestlé ou Garoto terão a possibilidade de escolher um dentre dez best-sellers da Amazon para baixar gratuitamente para ler nos apps de leitura digital da Amazon ou no Kindle.

A Nestlé e a Amazon estão unindo forças para promover a leitura para qualquer brasileiro que compre os bombons neste fim de ano. Chocolates e livros são sempre excelentes presentes e estamos oferecendo aos nossos clientes dois presentes em uma única caixa, bombons e livros digitais. Estamos muito felizes por ter a Nestlé como uma grande parceira para fomentar o hábito da leitura no Brasil”, disse, em comunicado, Alex Szapiro, country manager da Amazon no Brasil. “Os clientes que baixarem os livros também terão a opção de testar o serviço Kindle Unlimited gratuitamente por 30 dias. Esta é a união perfeita da doçura dos chocolates Nestlé com o prazer do ato de ler”.

Para participar é simples, após comprar as caixas de bombons das marcas Nestlé ou Garoto, o consumidor deverá entrar no site da ação, escolher um dos dez títulos selecionados e digitar o código impresso dentro das caixas. Os consumidores poderão ler os e-books participantes na família de dispositivos Kindle, nos aplicativos gratuitos Kindle para iOS, Android e outras plataformas, ou em qualquer navegador compatível com o Kindle Cloud Reader (ler.amazon.com.br). Os livros poderão ser baixados até 30 de abril de 2016.

Confira abaixo os títulos participantes da promoção:

• 1808, de Laurentino Gomes
• Scrum – a arte de fazer o dobro de trabalho na metade do tempo, de Jeff Sutherland
• 25 Anos do Menino Maluquinho, de Ziraldo
• As melhores receitas do ‘Que Marravilha!’, de Claude Troisgros
• Memórias da Emília, de Monteiro Lobato
• Guerra dos tronos – volume 1, de George R. R. Martin
• Guia politicamente incorreto do futebol, de Jones Rossi e Leonardo Mendes Jr
• Com Carinho, Lucy B. Parker: menina x superstar, de Robin Palmer
• Não pare! Você entregaria sua vida nas mãos da morte? – Edição 1, de FML Pepper
• Casei e agora? As aventuras do meu descasamento, de Tatiana Amaral

Por Leonardo Neto | PublishNews | 10/12/2015

Árvore de Livros cria índice de dificuldade para eBooks


A startup brasileira Árvore de Livros vai lançar uma ferramenta que define o índice de dificuldade de leitura para cada livro. Desenvolvido em parceria com o Instituto de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro [UFRJ], o algoritmo vai analisar todos os livros digitais disponíveis no serviço e gerar uma nota que mostra o nível de complexidade da leitura. O programa leva em consideração mais de 250 critérios, como comprimento médio das frases, significado das palavras e velocidade média de leitura das pessoas.

A partir da classificação dos livros, a plataforma vai oferecer sugestões de títulos personalizadas para cada usuário. “A ferramenta vai reduzir o risco de a pessoa se desmotivar caso comece por livros que ele não compreenda bem”, diz o cofundador da startup, João Leal. Para os professores, será possível identificar como está o nível de leitura em uma sala e em cada aluno individualmente.

Presente em mais de 800 escolas, a Árvore de Livros dá acesso a um acervo de mais de 14 mil títulos – o preço, pago pela escola, varia conforme o número de alunos.

O serviço funciona como uma biblioteca virtual, na qual os alunos pedem livros emprestados. Os livros podem ser lidos em smartphones e tablets com iOS e Android e também no navegador. Os alunos podem salvar livros para ler quando estiverem sem conexão com a internet. O serviço permite que professores façam atividades relacionadas à leitura com os alunos.

Os índices de leitura no Brasil são baixos. De acordo com pesquisa da Federação do Comércio do Rio de Janeiro, divulgada em abril, sete em cada dez brasileiros não leram um livro sequer no ano passado. O último levantamento do Instituto Pró-Livro, feito em 2012, revelou que o brasileiro lê, em média, apenas 2,1 livros até o fim por ano. Para estimular o hábito de leitura, a Árvore de Livros realiza competições em que os alunos que leem mais ganham pontos. Ao final a escola e os alunos mais bem colocados são premiados.

Modelo de negócio. Para ter acesso ao serviço, a instituição paga uma mensalidade com base na quantidade de usuários – atualmente, cerca de 53 mil pessoas utilizam a plataforma. A startup paga às editoras por cada livro oferecido e pode emprestá-lo até cem vezes para um aluno de cada vez. A estante virtual do usuário pode ter no máximo três livros emprestados. Caso ele queira um novo livro, é preciso devolver um dos títulos.

Thiago Sawada | O Estado de S. Paulo | 23/11/2015

Leituras no papel e também na tela


Como a tecnologia digital afeta o mundo literário

Por Mayara Zago e Vitória Hirata | Publicado originalmente em ACONTECE | Página 5

 Os e-books têm ganhado grande atenção na mídia por se tratarem de uma maneira mais prática de ler. Entretanto, segundo Ednei Procópio, criador do site “eBook Reader” e especialista em e-books, o mercado nacional de e-books não chegou a 3% se comparado ao mercado estagnado dos impressos. Apesar disso, os digitais continuam em ritmo de alta com um faturamento de cerca de 17 milhões só em 2014.

Observando a grande oferta no mercado nacional livreiro, percebe-se que o consumo está aquecido. Acredito que existe espaço para ambos os segmentos” comenta Milsa Maria Tassi Marques, assessora pedagógica em literatura da Editora Moderna.

A aparente aceitação do público se dá por diversos fatores, como a facilidade de acesso aos conteúdos digitais, que ultrapassa fronteiras e gera proximidade entre o leitor e o autor; a liberdade de modificar a formatação a gosto de quem o utiliza [margem, espaçamento e tamanho da fonte]; ajustes de brilho; caixa de atalho para pesquisa [find/search]; oportunidade de fazer anotações; possibilidade da reedição do livro pelo autor e a leveza do produto. “Você pode levar uma biblioteca para ler em qualquer lugar sem ter o excesso de peso em malas” diz César Rocha Lima, sociólogo, teólogo e autor de e-books.

Outro beneficio é a rapidez do envio sem qualquer taxa nas entregas. “Por causa da viabilidade e facilidade de compra, quando você quer um livro já faz o download para o seu aparelho. Esta acessibilidade é maravilhosa.” Diz Solange Lima, pedagoga e leitora de livros digitais. Com isso, as plataformas preferidas pelo público são IOS [iBooksStore], Android [Google Play], Kindle [Amazon] e Kobo [oferecido pela Livraria Cultura].

Há vantagens também para quem escreve. A tecnologia oferece um meio alternativo para escritores independentes ao dispensar o custo da taxa de entrega e distribuição. É o caso da renomada escritora independente australiana Jaymin Eve, autora da série Walker Saga, que por meio de seus livros publicados na plataforma digital conquista leitores de todos os lugares. “Autores independentes estão quebrando barreiras todos os dias” diz ela.

Jaymin acredita ainda que as grandes editoras monopolizam o mercado ao escolherem qual será a próxima “febre”. A publicação independente abriu um novo mundo de possibilidades ao atender todos os tipos de público, e por meio do contato com os leitores e a divulgação pelas redes sociais é estabelecido uma proximidade maior entre quem escreve e quem lê. “E daí que o livro é horrível? Se há pelo menos uma pessoa que goste da história, não há razão para o livro não estar disponível ao público.” completa Jaymin.

Aplicativo de eBooks infantis aproxima pais e filhos


Motivar pais e filhos a passar mais tempo juntos, brincando e aprendendo enquanto viajam pela literatura infantil em e-books interativos, divertidos e educativos. Esta é a proposta do Kidint [www.kidint.com], um clube de assinaturas de livros infantis para crianças até 7 anos que pode ser acessado em smartphones e tablets.

O Kidint é um aplicativo da família que aproxima pais e filhos incentivando a leitura na primeira infância. As crianças estão acostumadas a usar tecnologia e a acessar a Internet desde muito pequenos e acabam se afastando do convívio familiar ao passar horas em jogos e conteúdos que não trazem nenhum aprendizado. Com o Kidint elas não só irão cultivar o hábito da leitura, como também estarão mais próximas dos pais”, diz Bruno Sanovicz, co-fundador do Kidint.

Já disponível para Android e iOS, a biblioteca da primeira versão do Kidint inclui mais de 100 livros interativos, ilustrados e sonorizados com trilhas, em português, inglês e espanhol, incluindo contos e fábulas como Branca de Neve, Chapeuzinho Vermelho e A Formiga e a Cigarra. No lançamento, a empresa oferece aos assinantes um mês gratuito para que possam conhecer e testar o aplicativo. A assinatura mensal custará R$9,90 e a anual R$89,90.

Além dos clássicos, o acervo do Kidint já oferece e irá publicar e-books infantis de novos e também de consagrados autores. Os livros podem ser lidos ou ouvidos, já que todas as obras estão disponíveis em áudio, ajudando no desenvolvimento das habilidades de leitura, escrita e pronúncia.

Os pais também podem ser narradores gravando o texto com as próprias vozes, o que cria um vínculo mais afetivo da criança com o livro. O aplicativo também permite criar um perfil para cada filho para monitorar individualmente, através de gráficos, diversas estatísticas sobre o progresso das crianças, como tempo de leitura, número de livros lidos e quantidade de perguntas respondidas corretamente e erradas. Além disso, o Kidint envia diariamente aos pais dicas e sugestões de atividades para realizarem com seus filhos com base nos interesses que demonstram quando estão navegando no app.

A maioria das soluções voltadas para educação não leva em conta que, durante a primeira parte da infância, os mais capacitados para educar as crianças são os próprios pais. Nosso objetivo é incentivá-los a participar de maneira ativa no desenvolvimento de seus filhos e, quando chegarem em casa, perguntem como foi o dia na escola, coloquem os pequenos no colo e contem uma história antes de dormir. Crianças que têm maior vínculo afetivo com os pais se sentem mais seguras para enfrentar as dificuldades do dia a dia”, observa Bruno Sanovicz.

Queremos ser uma das empresas mais inovadoras no mundo que usam tecnologia para associar educação e diversão para crianças e pais. Os pais também podem participar, criando uma maior aproximação com os filhos através do despertar, desde os primeiros passos na alfabetização, do prazer da leitura e do aprendizado de línguas, já que os livros interativos estão disponíveis em três idiomas”, acrescenta.

Para motivar as crianças, o aplicativo oferece medalhas na medida em que avançam na leitura e na realização das atividades. A criança também é premiada ao trocar um fundo do perfil ou avatar e ao baixar, avaliar ou marcar o primeiro livro favorito.

Nunca comparamos uma criança com outra. Se ela errar, nada acontece, mas se acertar é parabenizada e recebe uma medalha. Os pais podem conhecer a evolução individual de cada criança, em quais inteligências têm mais ou menos facilidade, mas sem nunca estabelecer qualquer comparação, mesmo entre irmãos. Nosso objetivo é ajudá-los a conhecer melhor seus filhos”, diz o empreendedor Luis Loyola, sócio-fundador e CEO do Kidint.

O aplicativo segue o conceito do edutainment e foi desenvolvido a partir da teoria das inteligências múltiplas, do Doutor Howard Gardner, professor de Harvard, incluindo perguntas feitas no meio das obras e sugestões de atividades depois do término da leitura para o aprimoramento de diversas habilidades cognitivas – matemática, musical, visual-espacial e linguística, que podem ser aplicadas diretamente na leitura e intepretação de textos, além de interpessoal, intrapessoal, cinestésica e naturalista.

Os recursos multimídia, as atividades e as perguntas interativas para testar o conhecimento dos pequenos leitores sobre as obras tornam o aprendizado mais divertido e natural para esta geração de nativos digitais. São crianças que não conhecem e imaginam um mundo sem Internet e já mexem em celulares e tablets praticamente desde os primeiros dias de vida. Queremos ajudar a reduzir a dificuldade dos pais em acompanhar e participar da primeira fase da educação da criança, a da alfabetização, que é a mais importante”, assinala Luis Loyola.

Impacto Social – Recentemente, a aceleradora de negócios sociais Artemisia selecionou nove startups para integrar seu próximo programa de aceleração e a Kidint está entre as escolhidas. O critério da aceleradora foi identificar empresas que podem tornar o mundo um lugar melhor. O projeto da Kidint chamou a atenção por ter forte impacto social.

O reconhecimento da Artemisia nos deixa ainda mais motivados para disseminar o Kidint pelo Brasil e novos mercados que anunciaremos em breve”, diz Bruno Sanovicz.

História do Kidint – Luis Loyola teve a ideia de criar o Kidint há 3 anos. Ele trabalhou no Japão e na Alemanha durante mais de uma década em diversas empresas na área de pesquisa e desenvolvimento.

Com uma visão global e sempre muito interessado pelas grandes mudanças trazidas pelas novas tecnologias na educação, especialmente em países emergentes, convidou Bruno Sanovicz para ser co-fundador da empresa e comandar a área de marketing no Brasil, um dos primeiros países em que o Kidint inicia suas operações.

Para viabilizar o projeto, Luis Loyola buscou investidores e conseguiu o apoio financeiro da ALLM Japan, empresa pioneira em tecnologia para as áreas de saúde e educação, onde foi executivo durante seis anos.

Luis Loyola é formado em engenharia civil elétrica pela Universidade do Chile e realizou mestrado e doutorado no Japão na área de infocomunicação. Reúne numerosas publicações em revistas científicas e já expôs em importantes conferências internacionais na área das telecomunicações e informática. Trabalhou como pesquisador sênior do Research Laboratories NTT Docomo e NTT no Japão e na Alemanha e atuou por seis anos como diretor de pesquisa e desenvolvimento da ALLM Japan.

Bruno Sanovicz é um jovem empresário e entusiasta da tecnologia que sempre teve o desejo de dedicar-se a um projeto com grande potencial de gerar impacto social. Tem experiência na área de produtos e marketing, tendo trabalhado em grandes corporações, como a LG. Antes de trabalhar na Kidint, Bruno liderou a área de produtos de outra startup, chamada Broou.

Fechamento da Oyster não tem nada a ver com a viabilidade da assinatura de eBooks


Não é que a assinatura fracassou, mas que um ator de negócios puramente de livros faliu

A notícia de que a empresa de assinaturas de e-books Oyster está jogando a toalha não foi realmente uma surpresa. O modelo de negócio que foram forçados a adotar pelas grandes editoras – pagar o preço total para cada uso de um livro com um gatilho de pagamento a bem menos que uma leitura completa enquanto, ao mesmo tempo, oferecendo aos consumidores uma assinatura mensal que não cobria a venda de um livro, muito menos dois – era inevitavelmente pouco lucrativa. A esperança deles era que iriam construir uma audiência grande o suficiente para que as editoras se tornassem dependentes, de alguma forma, deles [pelo menos da renda que produziriam] e concordariam com termos diferentes.

Seria um erro interpretar o fechamento da Oyster como uma clara evidência de que “assinaturas para e-books não funcionam”. Claro que isso pode funcionar. Safari tem sido um negócio bem-sucedido e lucrativo por quase duas décadas. A 24Symbols da Espanha está operando um serviço de assinatura de e-books, principalmente fora dos EUA e principalmente em outros idiomas além do inglês, há vários anos e exclusivamente com dinheiro de investidores. Scribd tem publicamente [e um pouco desastrosamente, na minha opinião] ajustado seu modelo de assinatura para acomodar o que eram segmentos pouco lucrativos em e-books de romance e audiobooks. Mas a inferência seria que para outros segmentos o modelo de negócios está funcionando bem. E também está o Kindle Unlimited da Amazon, que é sui generis porque eles controlam muitas partes, incluindo a decisão mais ou menos unilateral de quanto vão pagar pelo conteúdo.

O que parecia óbvio para muitos de nós dede o começo, no entanto, era que uma oferta de assinatura para livros gerais não poderia funcionar no atual ambiente comercial. As Cinco Grandes editoras controlam a parte dos livros comerciais que qualquer serviço geral iria precisar. Todas essas editoras operam em termos de “agência”, o que torna extremamente difícil, se não impossível, que um serviço de assinaturas disponibilize esses livros a menos que a editora permita. Os termos que as editoras exigiam para participar nos serviços de assinaturas, que eram, aparentemente, o pagamento total pelo livro depois que uma certa porcentagem tenha sido “lida” por um assinante, combinada com um número limitado de títulos oferecido [não os lançamentos], faz com que a oferta de assinatura seja inerentemente pouco lucrativa.

As editoras veem as ofertas de assinatura como um negócio arriscado para livros que estão atualmente vendendo bem à la carte. Não só ameaçariam essas vendas, ameaçam transformar os leitores de compras à la carte em usuários de serviços de assinatura. Para as editoras, parece outra Amazon em potencial: um intermediário que controlaria os olhos dos leitores e com força cada vez maior para reescrever os contratos.

Então eles só participaram de uma forma limitada. A Penguin Random House [a maior e sozinha com metade dos livros mais comerciais] e o Hachette Book Group nem fizeram a experiência com os serviços de assinatura, apenas com a Amazon. HarperCollins, Simon & Schuster e, de forma menos extensa, a Macmillan, participaram de forma muito limitada. Múltiplas motivações levaram à participação que aconteceu. O principal estímulo, provavelmente, foi simplesmente enfrentar a Amazon. Ter clientes aninhados em qualquer lugar, exceto perto do monstro de Seattle, pode parecer uma boa ideia para a maioria das editoras. Mas deveria receber pelo menos parte desse dinheiro de investidores colocado em modelos de negócios com poucas chances de funcionar antes de terminar. E como as editoras é que decidem quais livros incluir, poderiam escolher títulos de catálogo que não estavam gerando muito dinheiro e que poderiam se beneficiar da “descobertabilidade” dentro do serviço de assinatura.

[Carolyn Reidy, a CEO da Simon & Schuster, deu essa dica em seu discurso na semana passada durante o BISG Annual Meeting onde mencionou especificamente o valor da descoberta que S&S viu acontecer nas plataformas de assinatura.]

Mas nem todos os serviços de assinatura eram iguais. O estabelecido Safari está em um nicho de mercado, servindo principalmente a clientes B2B em empresas de tecnologia. [Eles recentemente fizeram uma expansão na oferta porque trabalhadores da Boeing e da Microsoft não precisam apenas de livros sobre programação; também são pais e cozinheiros e jardineiros então não-ficção de interesse geral pode ter um apelo para eles. Mas essa não é a base do negócio da Safari e não estão tentando oferecer ficção.] O Scribd foi criado como um tipo de “YouTube para documentos” que o negócio de assinatura de e-books tanto construiu quanto aumentou. Para a Amazon, o Kindle Unlimited só deu a eles outra forma de fazer transações com o cliente do livro e outra saída para o conteúdo exclusivo de conteúdo para Kindle.

Só Oyster e outra start-up criada simultaneamente, Entitle [que tinha uma proposta que parecia mais um clube do livro do que um serviço de assinatura], estavam tentando transformar o fluxo de renda alternativa em um negócio independente. A Entitle faliu antes da Oyster. Librify, outra variação sobre o mesmo tema, foi comprada pelo Scribd.

Então o fracasso da Oyster é, na verdade, outra demonstração de uma “nova” realidade sobre a edição de livros, exceto que não é nova. A edição de livros — ea venda de livros — não são mais negócios independentes. Publicar e vender livros são funções, e podem ser complementares a outros negócios. E como adjuntos a outros negócios, não precisa realmente ser lucrativo para ser valioso. O que isso significa é que entidades tentando tornar os negócios lucrativo – ou pior, exigindo que seja lucrativo para sobreviver – começam com uma forte desvantagem competitiva.

A Amazon é grande mestre em tornar essa realidade bem óbvia. Lembramos que eles começaram como “loja de livros” e nada mais. Baseavam-se nos depósitos da Ingram no Oregon para permitir a existência de seu modelo de negócios, que era receber o pedido de um livro e aceitar pagamento, depois pegar esse livro da Ingram e enviar ao cliente, um pouco depois pagar a conta da Ingram. Esse modelo de fluxo de caixa positivo era tão brilhante que a Ingram poderia ter rapidamente permitido muitas cópias, e eles formaram uma divisão chamada Ingram Internet Support Services para fazer exatamente isso. Então a Amazon matou essa ideia ao cortar seus preços para o nível mais baixo possível e desencorajou outras pessoas a entrarem no jogo. Isso foi no final dos anos 1990.

Conseguiram fazer isso porque a comunidade financeira já tinha aceitado a estratégia da Amazon de usar livros para construir uma base de clientes e medir as perspectivas futuras dos negócios por LCV – o “lifetime customer value” das pessoas com quem faziam negócios. E ficou bastante claro rapidamente que podiam vender aos leitores de livros outras coisas, por isso vendas com baixa ou nenhuma margem era simplesmente uma tática de aquisição de clientes. Foi um jogo que a Barnes & Noble e a Borders não puderam disputar.

Agora as vendas de livros e e-books representam quase certamente apenas uma porcentagem de um dígito do total da renda da Amazon. Kindle Unlimited, como seus empreendimentos editoriais e ofertas de autopublicação, são pequenas partes de uma organização poderosa que possui muitas formas de ganhar com cada cliente que recrutam.

O Scribd não é tão poderoso quanto a Amazon, mas começaram com uma rede de criadores e consumidores de conteúdo. Isso deu a eles uma vantagem de marketing sobre a Oyster – nem todo cliente precisava ser adquirido a um custo alto já que muitos clientes potenciais já estavam “dentro da tenda”. Mas também deu a eles alguma estabilidade. Sobrancelhas foram levantadas recentemente quando o Scribd colocou os freios no empréstimo de romances e audiobooks. Mas ajustar o modelo de negócio para essas áreas verticais simultaneamente deixa aberto que o modelo na verdade está funcionando em outros nichos.

Podemos ver isso acontecendo de uma forma muito mais limitada nas lojas Barnes & Noble, onde os livros estão sendo substituídos nas prateleiras por brinquedos e jogos. Mas não é provável que haja diversificação suficiente no longo prazo. Certamente a B&N não vai chegar ao mesmo patamar da Amazon, onde bem mais de nove de cada dez dólares vem de algo que não são os livros. E a Barnes & Noble não está nem perto da Amazon: onde o lucro das vendas de livros é incidental se eles trouxerem novos clientes e também mantiverem a lealdade.

A história sobre a Oyster, ainda incompleta por enquanto, é que boa parte de sua equipe de gerência está indo para a Google, que, na verdade, “comprou” a empresa para tê-los. O Google parece estar tentando eliminar a ideia de que compraram a Oyster, só contrataram a equipe da Oyster. Obviamente, o Google se encaixa na descrição de uma empresa com muitos outros interesses nos quais os livros podem ser uma parte. No começo, tudo se resumia a buscas. Agora tudo tem a ver com o ecossistema Android e venda de mídia no geral. Um negócio de assinatura de e-books, ou até um negócio de assinatura de conteúdo, poderia fazer sentido no mundo do Google. Mas seria algo relativamente menor para eles. Meu palpite, e é só um palpite, é que eles estão pensando em algo mais do que um mero “serviço de assinatura de livros” e querem usar a equipe da Oyster nisso. Observadores mais inteligentes do que eu parecem acreditar que o pessoal que o Google recrutou vai fornecer conhecimento sobre a leitura móvel e a tecnologia de descoberta da Oyster. Claro, isso é informação essencial para o Google.

Da mesma forma, a Apple, que agora tem um serviço de assinatura para música, também poderia pensar em fazer um para livros – ou para toda a mídia – no iOS em algum momento. Eles não têm as vantagens da Amazon – uma grande quantidade de propriedade intelectual que controlam – mas seu negócio é criar um ecossistema no qual as pessoas entram e não querem sair. A assinatura de livros poderia aumentar isso.

Mas o ponto central que eu tiraria disso não é que a assinatura fracassou, mas que um ator de negócios puramente de livros faliu. Uma pergunta óbvia que provoca é quando vamos ver alguns sinais de sinergia entre Kobo e seus donos na Rakuten, que presumivelmente têm ambições mais ao estilo da Amazon, mas não parecem ter usado o negócio de e-book para ajudá-los a seguir nessa direção.

E o que é verdade nas livrarias também é verdade na publicação de livros, como observamos nesse espaço há algum tempo. Tanto a publicação quanto a venda de livros vão se tornar, cada vez mais, complementos a empreendimentos maiores e cada vez menos atividades isoladas às quais as empresas podem se dedicar para ter lucro.

O The New York Times publicou um artigo de primeira página afirmando essencialmente que a onda dos e-books acabou, pelo menos por enquanto, e que o negócio dos impressos parece estável. Isso é uma ótima notícia para editoras se a tendência for real. Infelizmente, alguns poucos pontos importantes foram ou suprimidos ou ignorados, e poderiam minar a narrativa.

Um é que, enquanto as editoras informam as vendas de e-books como porcentagem do total de vendas de livros com resultados regulares ou levemente em declínio, a Amazon afirma [e Russell Grandinetti foi citado no artigo] que as vendas de e-books deles está crescendo. Assumindo que tudo isso é verdade, é talvez a diferença da migração das vendas das editoras [cujas vendas seriam informadas pelas estatísticas da AAP] e passando para títulos independente mais baratos disponíveis somente através da Amazon [quais vendas não passam por ela?].

Outro é que as editoras estão aumentando os preços em e-books. Toda a resistência às vendas criada por preços mais altos resulta em vendas de impressos, ou parte disso faz com que o livro seja rejeitado por algo mais barato? Em outras palavras, poderia ser que as vendas totais de muitos títulos sejam menores do que as procuravam antes? [Pelo menos um agente me diz que é isso.]

E outra é que o ressurgimento das livrarias independentes ocorreu nos anos seguintes à falência da Border’s e a mudança para uma mistura de vários produtos na Barners & Noble. Vale a pena perguntar se as independentes são beneficiárias temporárias de uma súbita deficiência de espaço nas prateleiras ou se estamos realmente vendo não só um aumento na leitura de impressos, mas um renovado interesse dos leitores de livros em ir às livrarias para comprar um impresso. Essa pergunta não está colocada nesse post.

Por Mike Shatzkin | Publicado originalmente em PublishNews | 25/09/2015

Mike ShatzkinMike Shatzkin tem mais de 40 anos de experiência no mercado editorial. É fundador e diretor-presidente da consultoria editorial The Idea Logical Co., com sede em Nova York, e acompanha e analisa diariamente os desafios e as oportunidades da indústria editorial nesta nova realidade digital. Organiza anualmente a Digital Book World, uma conferência em Nova York sobre o futuro digital do livro. Em sua coluna, o consultor novaiorquino aborda os desafios e oportunidades apresentados pela nova era tecnológica. O texto de sua coluna é publicado originalmente em seu blog, The Shatzkin

Aplicativo transforma livros em mensagens de texto


Um aplicativo criado por um casal de desenvolvedores quer usar a tecnologia para revolucionar a leitura de livros em dispositivos móveis. O Hooked é um app para iOS que usa o formato de mensagens de texto para contar uma história ao leitor. Em vez de páginas, os parágrafos são divididos em mensagens de texto. Para avançar até o próximo, basta tocar na tela. “Nós não achamos que a ficção está morrendo e sim que que há maneiras de melhorar a forma como ela é apresentada e produzida atualmente”, explica Prerna Gupta, um dos fundadores da Telepathic.

De acordo com os desenvolvedores, as vantagens em relação ao formato tradicional são três: maior proximidade com a interface de smartphones e a sensação natural de leitura nele, facilidade em acompanhar o texto em pequenos trechos ao esperar, por exemplo, um metrô e a agilidade, ajudando o leitor a se interessar na maneira de contar a história, querendo continuá-la.
O casal explica ainda que, no futuro, a ideia é adicionar abordagens interativas nas histórias. O app oferece um número ilimitado de histórias grátis, mas para se inscrever é preciso desembolsar US$ 2,99 por semana.

A empresa já arrecadou US$ 1,2 milhões em investimentos de 500 startups.

Publicado originalmente em Olhar Digital | 17/09/2015

Duas notícias que prognosticam mudanças no mercado dos eBooks


Como o aumento do uso de celulares para leitura e a eliminação de DRM por algumas editoras afetam o mercado de e-books na Europa e nos EUA? Shatzkin responde.

Duas notícias recentes e como as coisas estão se desenvolvendo prognosticam algumas coisas sobre a direção do mercado e-book. Uma notícia é que a leitura em telefones está realmente decolando. Mais da metade dos consumidores de e-book usam seus celulares pelo menos por algum tempo e o número dos que leemprincipalmente nos celulares chega a um em cada sete. A outra é que o mercado de e-books alemão está eliminando, em sua maioria, o DRM. A Random House seguiu editora Holtzbrinck e abandonou as travas digitais, fazendo com que um dos maiores mercados do mundo entre num caminho no qual o mercado de língua inglesa se recusou determinadamente a pisar. [Há exceções, é claro – O’Reilly, Tor, o selo digital da Harlequin, Carina, Baen, e outras editoras pequenas, voltadas principalmente para nichos literários.]

Um monte de teorias sobre os e-books estão prestes a ser testadas.

Minha reação pessoal para a adoção da leitura no celular é “por que demorou tanto?” Comecei a ler e-books em um Palm Pilot em 1999. Fiquei animado porque trouxe livros para um aparelho que já carregava comigo o tempo todo. Desde o começo, na minha opinião, era para isso que os e-books existiam: não precisava de outro dispositivo além do que já levava comigo o tempo todo. Em 2002, houve um meme ativo por um tempo questionando qual o valor dos e-books. Por que alguém iria querer essa coisa? Falei numa Conferência Seybold sobre isso dando uma resposta simples:

Se você realmente usa um Personal Digital Assistant [PDA] todo dia, se está entre o número cada vez maior de quem carrega um deles com você o tempo todo, não precisa que ninguém explique o valor e a utilidade dos e-books. O inverso disso é que se você não usa um PDA regularmente, os e-books terão muito pouco valor para você. Há alguma utilidade menor em ter livros e algum software leitor no seu notebook, mas não muitas.

Pode ter sido essa busca por mais “valor” nos e-books que levou a anos de experimentação para torná-los algo mais do que texto apresentados em telas, tentando adicionar funcionalidade usando a capacidade digital em uma longa sucessão de fracassos comerciais.

Meu amigo, Joe Esposito, um dos pensadores mais criativos da área editorial,identificou e deu o nome ao conceito de “leitura intersticial” há alguns anos, com isso ele estava falando de quando lemos um livro enquanto esperamos em uma fila ou enquanto esperamos que o filme comece. Lembro-me de um antigo vizinho que tinha sempre um livro na mão quando entrava no elevador no 14º andar e lia uma ou duas páginas à medida que descíamos para o térreo. Aquele era um hábito peculiar com um livro impresso; vai ser uma prática cada vez mais comum à medida que mais gente ler em portáteis que sempre estão conosco.

Pode ser que a editora Judith Curr do selo Atria na S&S tenha acertado quando previu que o futuro da leitura está nos celulares e no papel.

Uma questão importante daqui para frente é como a leitura no celular afetará os padrões de compras. Aqui temos uma dicotomia interessante que depende do uso individual. Que tipo de celular que você tem, Apple ou Android? E qual ecossistema de leitura prefere: Kindle da Amazon, iBooks da Apple ou outro como Google, Kobo ou Nook?

Explico por que isso é importante. Quando você usa o app iBooks em um iPhone, pode comprar livros diretamente no aplicativo. Nunca fiz isso, exceto para comprar um livro que já sabia que queria. Normalmente leio no app Kindle e ocasionalmente no aplicativo Google Play. Nos dois casos, faço minhas compras do meu PC no site do Kindle ou do Google Play. Minha compra está acessível instantaneamente no meu telefone depois disso, mas é um processo de compra em duas máquinas.

Claro, também posso acessar os sites do Kindle ou do Google Play através do navegador do meu celular. É um requisito sair do aplicativo, mas não é preciso usar outro dispositivo. [Francamente, é apenas mais fácil fazer as compras com uma tela e um teclado de verdade.]

As limitações nos dispositivos iOS são criados porque a Apple insiste em cobrar 30% para as vendas feitas dentro de seus aplicativos. O Android não obriga a nada disso, então as versões dos apps Android permitem compras dentro do app. Mesmo assim, como com quase tudo, parece que os usuários iOS fazem mais compras e consumo de conteúdo do que os usuários de Android.

Seria de esperar que com o aumento da leitura em celulares, isso favoreceria “lojas da casa” nos próprios celulares. Elas existem no iBooks e no Google Play. Obviamente isso não significa nenhum tipo de golpe mortal no Kindle se minha própria experiência, mantendo o hábito do uso do Kindle de forma quase ininterrupta, serve de guia. Mas é definitivamente um pouco mais fácil comprar dentro do aplicativo que você usa para ler do que precisar sair dele.

Já se disse muitas vezes que os celulares vêm com distrações internas, como os e-mails e as mensagens de texto que chegam o tempo todo. Mas os tablets – que vêm compartilhando a leitura com os livros impressos e os dispositivos de leitura dedicados há alguns anos – também têm e-mail chegando o tempo todo. E os tablets oferecem toda a web como uma distração em potencial também, como os telefones. Não acho que o componente distração tenha mudado muita coisa recentemente durante o crescimento da leitura no celular.

E há muitos escritores que já escrevem capítulos muito curtos [como o que mais vende entre todos, James Patterson] que podem satisfazer as janelas de “leitura intersticial”. Será preciso analisar, e provavelmente não existem metadados para decidir, se os livros que já são escritos em “blocos” estão se beneficiando do movimento para leitura no celular.

Novos hábitos de leitura levam a novas iniciativas editoriais. Nossa amiga, Molly Barton [diretora há muito tempo da Penguin digital], tem uma startup editorial chamada Serial Box que planeja dividir romances longos em pedaços independentes.

O mercado de e-books alemão é muito menor, no total de vendas de livros, do que o norte-americano, uma estimativa que ronda os 5% das vendas, em vez dos mais de 20% nos EUA. Isso acontece por uma combinação de fatores econômicos – incluindo que a Amazon é obrigada a manter preços fixos o que a impede de dar descontos nos e-books – assim como outras questões culturais. [As vendas de livros online na Alemanha são estimadas entre 15% e 25% – talvez metade dos números nos EUA. A Amazon domina a maior parte disso. Livrarias ficam com a metade do negócio; o restante é dividido entre vendas diretas, grandes lojas, outros varejistas que não são livrarias e catálogos.]

Mas várias editoras concluíram que colocar uma marca d’água [que muitas vezes é chamado de “DRM soft”] é toda a restrição necessária para evitar os repasses e o compartilhamento casual. Agora todas as grandes editoras vão funcionar dessa maneira.

Meus amigos me dizem que, na Alemanha, existem ainda pequenas editoras que querem manter o DRM, algo que poderão continuar fazendo por algum tempo. Na verdade, o Adobe DRM mantém a informação sobre quem é um comprador válido, então pode não ser tão fácil para as lojas deixá-lo mesmo depois que as travas não forem mais exigidas se quiserem fazer mais do que adivinhar se um cliente querendo fazer novamente o download de uma compra anterior tem direito a isso. E também poderia ser difícil para o mercado abrir mão totalmente do DRM, se as editoras de língua inglesa ainda quiserem aplicá-lo aos livros em seu idioma vendidos na Alemanha. Isso é um negócio substancial e as livrarias – especialmente a Amazon – não gostariam de forçar uma situação onde a produção das editoras dos EUA e do Reino Unido devem ou não ter de DRM ou não estar disponível no mercado alemão.

Sempre foi a preocupação de muitos editores, agentes e grandes autores que a remoção do DRM resultaria em compartilhamento irrestrito que realmente poderia prejudicar as vendas de livros. Um cético do DRM de longa data, editor e pensador da indústria, Tim O’Reilly, já caracterizou o DRM como “tributação progressiva”, o que parece validar a noção de que os grandes autores têm algo para se preocupar. [O’Reilly publica conteúdo profissional que sofre alterações e atualizações constantes; precisamente o oposto, do ponto de vista do medo do compartilhamento, do que publica James Patterson.] Claramente, as editoras alemãs observando o que aconteceu em seu mercado não têm esse medo. O editor norte-americano e parte do grupo editorial Holtzbrinck, Tom Doherty, também falou publicamente sobre a [falta de] impacto da mudança da Tor para e-books sem DRM: “… a ausência de DRM nos e-books da Tor não aumentou a quantidade de livros da editora disponíveis online de forma ilegal, nem afetou visivelmente as vendas”.

Além do potencial de perda de vendas através do repasse, o outro impacto da remoção do DRM poderia ser torná-lo mais fácil para qualquer um ser varejista de e-book colocando conteúdo em praticamente qualquer dispositivo. A necessidade de fornecer DRM sempre foi responsabilizado como uma das barreiras, por causa dos custos e dos investimentos em tecnologia, que mantiveram os varejistas fora do mercado e-books. Teoricamente, o custo de ser um varejista e-book em um ambiente livre de DRM poderia ser muito menor, incluindo uma diminuição reivindicada e esperada dos requisitos de atendimento ao cliente. Se for verdade, isso poderia ser muito importante para as vendas de e-books com catálogos verticais, onde uma boa quantidade de conteúdo poderia ser um adicional interessante nas ofertas do varejista. As pessoas que vendem bens duráveis não querem lidar com DRM e os requisitos de serviço ao cliente que ele cria.

Esses detalhes de tecnologia são bem mais profundos do que meu conhecimento, mas as pessoas que conhecem tudo isso me advertem para não esperar muitas mudanças nesse sentido. A marca d’água [DRM “soft”, ou DRM sem “travas digitais”] não é nada simples de um ponto de vista técnico. Novos sistemas de leitura poderiam proliferar sem a disciplina do DRM, o que também poderia criar exigências de atendimento ao cliente. A afirmação de facilidade de uso poderia sair pela culatra. Vamos ver.

Sempre foi minha impressão que a discussão sobre DRM era mais forte do que o efeito realmente garantido. Como nunca quis mover um e-book de um ecossistema para outro, ou passar um e-book para outra pessoa, o DRM nunca me atrapalhou. Mas era algo, obviamente, que bloqueava a entrada de novos operadores no varejo de e-books e criava grandes problemas de atendimento ao cliente para livrarias independentes.

As duas coisas que devemos observar na Alemanha são se as vendas de e-books, especialmente para os principais títulos, continuam iguais ou diminuem de alguma maneira por causa do repasse e, pelo menos tão importante, se vai crescer o número de livrarias vendendo e-books pela diminuição das exigências do DRM. A marca d’água vai ajudar as editoras a encontrar a fonte dos e-books que acabam sendo postados ou pirateados publicamente. Eu não esperaria uma explosão da pirataria, mas certamente haverá muito o que aprender.

As chances são muito boas de que esse resultado possa levar ao crescimento de e-books sem DRM no mercado em inglês também nos próximos anos.

Por Mike Shatzkin | Publicado originalmente por PublishNews | 03/09/2015

Mike Shatzkin

Mike Shatzkin

Mike Shatzkin tem mais de 40 anos de experiência no mercado editorial. É fundador e diretor-presidente da consultoria editorial The Idea Logical Co., com sede em Nova York, e acompanha e analisa diariamente os desafios e as oportunidades da indústria editorial nesta nova realidade digital. Organiza anualmente a Digital Book World, uma conferência em Nova York sobre o futuro digital do livro. Em sua coluna, o consultor novaiorquino aborda os desafios e oportunidades apresentados pela nova era tecnológica. O texto de sua coluna é publicado originalmente em seu blog, The Shatzkin Files.

Saraiva lança novo aplicativo de leitura e vende eBooks com 80% de desconto


Com versões para iOS e Android o aplicativo Lev Saraiva foi desenvolvido pela empresa ucraniana Obreey Products

Em comunicado ao mercado, a Saraiva divulgou o lançamento de um novo aplicativo para leitura de e-books: o Lev Saraiva, disponível tanto para o sistema iOS como para Android. Segundo a empresa, trata-se de um “novo aplicativo gratuito para a leitura de livros digitais, desenvolvido para proporcionar a melhor experiência com e-books em qualquer dispositivo, hora e lugar“.

Ainda segundo o comunicado, “o aplicativo permite continuar a leitura do ponto exato onde foi interrompida, seja no próprio app em tablets e smartphones ou no LEV, o leitor portátil [e-reader] de livros digitais da Saraiva, criando, assim, um ecossistema integrado de acesso ao conteúdo“. E importante ressaltar que o aplicativo permite o acesso à biblioteca do usuário no ecossistema da Saraiva, mas, assim como os aplicativos Kindle da Amazon, não permite que compras de livro sejam feitas por meio dele. O novo aplicativo foi desenvolvido pela empresa ucraniana Obreey Products, que também produz uma linha de tablets androids e outra de leitores dedicados chamados PocketBook eReaders.

A Saraiva disponibilizou uma página com informações sobre o Lev Saraiva, que pode ser baixado aqui para a plataforma iOS e aqui para a plataforma Android. A empresa informa que já possui um catálogo de 50 mil e-books em português disponibilizado em sua loja.

O Lev, o leitor dedicado da Saraiva, acaba de completar seu primeiro aniversário no dia 5/8. E para comemorar o primeiro aniversário do seu gadget proprietário, a Saraiva vem desde a semana passada promovendo um mês com descontos de até 80% em seus e-books. As ações podem ser tanto instantâneas, durando apenas 24 horas, ou se estender por mais tempo. A loja também vem promovendo promoções de um título especial por dia, o que é bastante similar aos “Daily Deals” da concorrente Amazon. Entre as editoras participantes destas promoções estão Ediouro, Geração Editorial, LeYa e a própria editora Saraiva.

Por Carlo Carrenho | Publicado originalmente em PublishNews | 31/08/2015

Distribuidora de livros lança app voltado para professores de idiomas


A revista New Routes, publicação quadrimestral, produzida pela Disal Distribuidora e direcionada a profissionais de ensino de idiomas, ganha um reforço. É que a Disal acaba de colocar nas appstores um aplicativo pelo qual os leitores da revista poderão acessar seus conteúdos gratuitamente. A revista traz entrevistas e artigos de autores reconhecidos mundialmente e professionais de ensino de inglês, espanhol, francês, italiano e alemão, além de abordar assuntos relacionados a o que há de mais novo em materiais de ensino. O aplicativo está disponível para os sistemas Android e iOS.

PublishNews | 05/08/2015

Startup oferece soluções digitais para a Educação Superior


Editora Viva já tem soluções para Direito e, em breve, entrará nas áreas de Saúde e Finanças

Durante um ano, três baianos se debruçaram sobre o desafio de criar uma multiplataforma de educação superior que reunisse e-books, audiolivros e videoaulas nas áreas de Direito, Finanças e Saúde. O resultado acaba de ganhar corpo: a agregadora de conteúdos educacionais Editora Viva. O acesso pode ser feito via site ou via aplicativos na App Store e no Google Play. Um dos aplicativos já disponíveis é o Viva Direito ] para Apple e para Android], uma livraria jurídica digital, com conteúdos para estudantes de direito e para quem está se preparando para concursos públicos. Para o consumidor, funciona como uma livraria digital: ao fazer seu login, pode comprar e-books e acessar os livros digitais já comprados. O diferencial está nos conteúdos extras: vídeo aulas, notícias sobre o universo jurídico. Para Rico Néry, um dos sócios, a multiplataforma é voltada para um público ávido por consumo de informações e cada vez mais dependente de seus gadgets. “É preciso oferecer educação de qualidade dentro do universo digital”, defende. “Aplicativos não servem apenas para jogar ou conversar com amigos nas redes sociais. Eles também devem educar”, completa.

Para dar peso ao seu catálogo, os baianos fecharam parceria com provedores de materiais especializados, como a JusPodivm [líder no setor de vendas de material jurídico, com mais de 200 títulos publicados em 2014], a LTr, a Múltipla, o Instituto Baiano de Direito Processual e Penal [IBADPP] e a Freitas Bastos. Estendeu-se ainda para a área das finanças, fechando contrato com a AZ FuturaInvest [Azimut Group] para o desenvolvimento da sua segunda plataforma, a ClickInvest, que em breve será lançada no mercado.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 21/07/2015

Brasileiro cria “Cosmic” para estimular HQs nacionais


Plataforma Cosmic disponibilizará acervo de HQs a 16 reais mensais e reverterá 70% da receita aos autores e editoras. Lançamento acontece em novembro

Uma nova plataforma promete revolucionar o mercado nacional de quadrinhos. Chamado de Cosmic, o aplicativo de leitura digital vai disponibilizar um acervo de HQs seguindo o modelo de assinatura de streaming, que busca oferecer facilidade de acesso e disponibilidade em diversos dispositivos. O serviço tem lançamento previsto para novembro, com mensalidade de 16 reais.

De acordo com seus idealizadores, o Cosmic quer incentivar a criação nacional, cortando os custos de impressão e distribuição dos quadrinhos, proibitivos à maioria dos artistas independentes, que são obrigados a recorrer a sites de financiamento coletivo para viabilizar suas publicações.

Nos últimos anos, o preço cada vez mais alto do papel tem dificultado a venda e o acesso aos quadrinhos. Reduzindo custos de distribuição, pretendemos potencializar o papel mais importante das editoras, que é encontrar grandes talentos, criar selos e editar material de qualidade”, afirma Ramon Cavalcante, criador das webcomics Até o Fim do Mundo e Barafunda e um dos idealizadores da plataforma. “Nosso objetivo é facilitar a publicação digital para criadores e oferecer ao público de quadrinhos uma plataforma digital com todas as funcionalidades indispensáveis”.

O Cosmic se baseia em um sistema de remuneração por volume de leitura, onde 30% do valor das assinaturas fica com a plataforma para cobrir os custos de servidores, manutenção e equipe. Os 70% restantes são encaminhados às editoras e autores independentes proporcionalmente ao número de páginas lidas de suas respectivas obras.

Acreditamos que esse sistema recompensa editoras e autores que realmente trazem leitores e sustentam rendimento. Ele permite que um público razoável, mas fiel, gere renda significativa para a publicação”, explica Cavalcante.

Para o idealizador, o Brasil tem uma cultura de quadrinhos tradicionalmente rica, com editoras de sucesso e autores que publicam fora do país. Estudos internos do Cosmic apontaram para o hábito nacional de ler quadrinhos em dispositivos digitais visando comodidade e facilidade de acesso.

O mercado digital de leitura é uma tendência mundial, e o Brasil não é diferente. O leitor de quadrinhos gosta de colecionar, de ter a obra física para preservar e guardar, mas também gosta de experimentar e de ler muitas obras com facilidade, até para poder escolher o que vai comprar no impresso. Acreditamos que nosso modelo se encaixa perfeitamente nessa demanda”, pontua.

O cronograma de lançamento da plataforma ainda está em fase inicial e a periodicidade das atualizações, as editoras envolvidas e o tamanho do acervo inicial ainda não foram divulgados. “Pretendemos disponibilizar quadrinhos com uma boa frequência, com uma periodicidade que nos permita ter acesso a obras de alta qualidade e diversidade. No caso de séries, dependerá muito do ritmo do autor e será alinhado individualmente com autores e editoras”, esclarece Cavalcante, antecipando que nomes de renome integrarão o projeto, que prevê dezenas de títulos para seu lançamento.

O aplicativo gratuito do Cosmic poderá ser utilizado como solução única para a leitura de HQs baixadas pelo usuário [sendo ou não assinante], organizando os arquivos em uma biblioteca pessoal. As funcionalidades do leitor estarão disponíveis ainda este mês para Windows, Mac OS X e Linux. Para o lançamento do serviço de assinatura, o app ganha versões para Android e iOS.

Por Maria Clara Moreira | Publicado originalmentem em IDG NOW | 16/07/2015, às 16:57

IDGNow! é marca registrada da International Data Group, licenciada exclusiva no Brasil pela DigitalNetwork!Brasileiros, divisão de mídia digital da Brasileiros Editora

Questões preliminares sobre ePub3


Por Josué de Oliveira | Publicado originalmente em COLOFÃO | 1 de julho de 2015

O ePub3 é uma atualização do formato ePub que permite criar publicações digitais que operam com base em HTML5 e CSS3. Na prática, isso significa que e-books nesse formato podem conter recursos mais avançados, como áudios, vídeos, animações e certas interatividades. O IDPF, consórcio internacional que define os padrões do formato, o tem como aprovado desde 2011.

Quatro anos, e ainda assim publicar em ePub3 ainda é um desafio. Se as plataformas/ambientes de leitura dão trabalho aos mais simples arquivos ePub2, um formato mais avançado não encontraria caminho menos árduo. Os padrões variantes podem tornar a experiência um tanto complicada.

O que segue abaixo é um conjunto de observações preliminares que podem ajudar na hora de tomar a decisão de produzir ou não em ePub3, e, em caso positivo, como organizar os processos envolvidos.

Observação: o foco serão livros de texto. Não entraremos no terreno do layout fixo, assunto deveras mais complexo que ficará para uma outra ocasião.

Se você ainda está pensando no assunto, há duas questões gerais a considerar:

Não vai funcionar em todos os lugares.
Não se aventure sem ter isso em mente. O formato não é suportado por todos os aplicativos, e há variação entre os que oferecem suporte: o aplicativo iOS de uma loja pode aceitar determinado recurso que não funciona no aplicativo Android da mesma loja. Há ainda os eReaders, onde jamais funcionará. É necessário considerar essa realidade.

Podem ser necessárias várias versões.
A Coleção Ditadura, da Intrínseca, é exemplo disso. As diferenças entre as plataformas obrigaram a equipe a produzir nada menos que cinco versões de cada arquivo, uma vez que a versão “simples” [ePub2/mobi, sem recursos avançados e com preço final menor] também precisava ser lançada. O trabalho de gerenciamento, bem como de produção em si, pode ter um aumento exponencial, dependendo dos recursos que se quer utilizar. Deve-se avaliar o escopo do projeto e ver se há estrutura [e recursos] para isso.

Se já se decidiu por fazer, considere o seguinte:

A dificuldade provavelmente não está onde você imagina.
Num ePub3, o difícil não é a conversão em si para o formato nem inserir vídeos ou áudios. A conversão pode ser feita pelo próprio InDesign ou por um plugin acionado pelo Sigil, e a linha de código para chamar um vídeo ou áudio é tão simples quanto a que serviria para uma imagem. A dificuldade maior está justamente no gerenciamento da produção, sobretudo se também é necessário lançar a versão ePub2/mobi [e ainda a versão avançada para a Amazon!1], como falado acima. As dificuldades técnicas existem, naturalmente, mas — e aqui falo da minha própria experiência — é a organização do workflow que nos pega pelo pé.

1 A Amazon tem seu próprio formato para livros avançados, o KF8, que se assemelha ao ePub3 em alguns pontos. Logo, isso significa mais uma versão do e-book, agora atendendo as especificações desta loja. Detalhe: recursos como áudios e vídeos não funcionam no aplicativo do Kindle para Android, apenas iOS e, naturalmente, no Kindle Fire.

Testes, testes e mais testes.
Testes são um exercício de descoberta, como falei em outro texto. Não existe outra forma de aprender o que funciona e o que não funciona, das muitas possibilidades abarcadas pelo ePub3. Áudios, vídeos, notas em pop-up, conteúdos não lineares, javascript: é essencial conhecer o que o formato permite e refletir, a partir disso, como esses recursos podem beneficiar o projeto.

Como observação mais geral, deixo esta última:

Muito se fala sobre o uso do ePub3 [geralmente associado ao layout fixo] para publicações digitais destinadas ao público infantil, e de fato o formato cai como uma luva para livros desse tipo. No entanto, livros “adultos”, sobretudo de não-ficção, podem ser servidos pelo ePub3 de maneiras igualmente empolgantes. Bons exemplos são a biografia deGetúlio Vargas e A Grande Orquestra da Natureza [baixe uma amostra da Apple, encaixe os fones de ouvido e veja do que estou falando], em que mídias diferentes dialogam com a escrita e expandem a experiência de leitura.

Bem, estas são questões gerais que se impõem quando o assunto é produção de ePub3. Espero que possam ajudar você, editor ou autor, que está pensando no assunto.


Josué de Oliveira

Josué de Oliveira

Por Josué de Oliveira | Publicado originalmente em COLOFÃO | 1 de julho de 2015

Josué de Oliveira tem 24 anos e trabalha com e-books há pouco mais de três. Integra a equipe de digitais da editora Intrínseca, lidando diretamente com a produção dos mesmos, da conversão à finalização. É formado em Estudos de Mídia pela Universidade Federal Fluminense. Gosta de ler, escrever, ver filmes esquisitos e curte bandas que ninguém conhece. Tem alguns contos publicados em antologias e um romance policial que, segundo rumores, um dia ficará pronto.

Clube Leiturinha lança serviço de assinatura de eBooks


Leiturinha Digital oferece acervo de 500 títulos para crianças de 0 a 12 anos

A Leiturinha, que mantém um clube de assinatura de livros infantis, o Clube Leiturinha, expandiu suas operações e acaba de lançar a  Digital, um acervo de e-books infantis, disponíveis ilimitadamente por meio de assinatura mensal. Para ter acesso ao catálogo com mais de 500 títulos para crianças de 0 a 12 anos, o assinante realiza a sua inscrição e recebe um e-mail com o link para baixar o aplicativo, disponível para tablets com sistemas IOS e Android.  O valor da assinatura mensal é de R$ 12,90. A Leiturinha Digital já possui cerca de 10 mil usuários. A previsão é chegar até o final deste ano com 50 mil e triplicar o acervo atual de títulos. Para obter mais informações sobre o serviço, clique aqui.

PublishNews | 02/06/2015

O eBook cuja história viaja com o leitor


Imagine ler um eBook cuja história se passa na cidade onde você está. Rio de Janeiro, Bueno Aires, Nova Iorque, Paris, Roma e Liboa. Trip Book Smiles é o primeiro eBook que se adapta ao roteiro da viagem do leitor.

O leitor também pode ter a experiência do Trip Book Smiles quando quiser. Basta baixar o aplicativo para iOS ou Android e embarcar nesta aventura. O leitor baixa o aplicativo Trip Book Smiles. Viaja e leva o tablet com ele. O aplicativo reconhece a cidade onde ó leitor se encontra e a versão do eBook correspondente.

Confira o case!

Marcelo Rubens Paiva lança livro digital onde a história viaja junto com leitor


O escritor Marcelo Rubens Paiva escreveu uma história diferente, que vai viajar junto com seus leitores. É um romance que muda de locação de acordo com o lugar do mundo onde o leitor está. A história é sempre a mesma, a trama também, mas as referências culturais e geográficas [museus, praças, restaurantes, etc.] mudam de acordo com o roteiro de viagem do leitor.

Para criar o “Trip Book Smiles”, a FCB Brasil desenvolveu uma tecnologia especial que identifica onde o leitor está por geolocalização. Ele estará disponível em e-reader especial e também em um aplicativo, que poderá ser baixado gratuitamente para usuários de iOS e Android.

O “Trip Book” será lançado no dia 27 de abril e abre caminho para um novo jeito de contar histórias. É o primeiro do gênero no país e faz parte das comemorações de 20 anos do programa de fidelidade Smiles . As primeiras cidades disponíveis são Buenos Aires, São Paulo, Lisboa, Rio de Janeiro, Roma, Paris e Nova York.

PUBLICADO ORIGINALMENTE EM VIAGEM LIVRE | 16/04/2015, às 13:46

Biblioteca virtual E-volution ganha novo layout


Biblioteca virtual da Elsevier tem mais de 600 obras

A biblioteca digital e-volution, da Elsevier, ganha novo layout, funcionalidades e recursos. Com mais de 600 títulos no seu acervo, composto por obras acadêmicas e profissionais, a nova plataforma ganha versões mobile feitas para Android e iOS, que permite o acesso off-line aos e-books via smartphones e tablets. Além disso, os usuários passam a ter a possibilidade de fazer anotações e marcações no texto e os livros passam a ser enriquecidos com conteúdos multimídia [vídeos, animações, banco de imagens, testes online, casos clínicos, etc].

PublishNews | 12/03/2015

Mauricio de Sousa lança app com mais de 500 gibis da Mônica


Quadrinhos da Turma da Mônica publicados desde a década de 1980 ganham aplicativo que garante acesso a 50 edições por vez mediante assinatura

 

Primeiras edições de ‘Turma da Mônica’ surgiram na década de 1960. FOTO: Reprodução

Primeiras edições de ‘Turma da Mônica’ surgiram na década de 1960. FOTO: Reprodução

SÃO PAULO – Mauricio de Sousa acaba de dar o passo mais importante da história da sua franquia, a Turma da Mônica, no meio digital. O cartunista colocou no ar o aplicativo Caixa de Quadrinhos que oferecerá acesso a todo o acervo de revistas publicadas desde a década de 1980 mediante assinatura.

O usuário poderá optar por uma assinatura mensal [US$ 5 no iOS, e R$ 13,07 no Android] ou anual [US$ 40 no iOS, e R$ 104,96 no Android] e ter acesso a 50 edições por vez. As revistas escolhidas serão substituídas por outras quinzenalmente. Quem optar por não assinar, terá acesso apenas a algumas tirinhas [e não a revistas completas].

No total, temos mais de 500 revistas digitalizadas”, diz Marcos Saraiva, gerente comercial da área digital da Mauricio de Sousa Produções. “O Mauricio avalia todo roteiro já publicado entre bom e ótimo. Para as primeiras edições do aplicativo, a gente escolheu as mais bem cotadas.

No acervo disponível, é possível filtrar as histórias que se quer ler por personagens, como Magali, Cebolinha, Cascão ou Chico Bento. O aplicativo permite também que se baixem edições para serem lidas dentro do app mesmo quando o usuário não estiver conectado. Caso a assinatura seja cancelada, as edições deixam de estar acessíveis automaticamente.

Há alguns anos, já tínhamos claro a direção que o digital apontava. Por isso, começamos a investir e, assim, fizemos apps de games, começamos a trabalhar forte nas redes sociais e remodelamos o site”, disse. “Mas o objetivo sempre foi colocar o conteúdo onde as crianças estão, e há tempos a plataforma dos tablets vem se mostrando forte nesse sentido.

Além das edições históricas do acervo, a ideia é concentrar no aplicativo diversos produtos, inclusive uma espécie de banca virtual para a venda das versões digitalizadas dos gibis da marca conforme forem para as bancas [físicas]. Para o futuro, a ideia é traduzir o aplicativo [e as revistinhas] para outros idiomas.

‘Mauricio de Sousa nunca acreditou na canibalização do digital’. FOTO: Estadão

‘Mauricio de Sousa nunca acreditou na canibalização do digital’. FOTO: Estadão

A empresa de Mauricio de Sousa está otimista sobre a recepção que o aplicativo terá. “Acreditamos que entre seis meses e um ano vamos ter o investimento recuperado”, disse Saraiva, sem dar valores.

Tem uma demanda forte de gente que sempre pediu versões digitais dos gibis para o Mauricio. E ele sempre viu isso de forma positiva, nunca acreditou na canibalização da revista física pelo digital. Para ele, são produtos complementares.

A gente esperou o momento certo para apostar nesse modelo de assinatura”, diz Saraiva. “E, a nosso favor, temos essa maior maturidade gerada com a penetração de smartphones e tablets no Brasil.

O aplicativo pode ser baixado gratuitamente em celulares e tablets Android e iOS.

Por Murilo Roncolato | Publicado originalmente em O Estado de S. Paulo | 10/03/2015, às 19h04

40 mil freeboks estão disponíveis na plataforma Kobo/Livraria Cultura


São tantas as novidades e inovações no campo tecnológico que cada vez mais nos encontramos ao alcance de apenas um clique de distância de nossas necessidades, desejos e curiosidades.

Sabendo disso, o aplicativo Kobo nos dá a oportunidade de ter fácil acesso ao conhecimento, cultura e diversão. Por que? O Kobo disponibilizou agora mais de 40 mil livros digitais totalmente grátis, além de todos os outros ebooks pagos. Incluindo na sua biblioteca digital best-sellers, histórias infantis, clássicos, lançamentos e muitas outras variedades.

Para os interessados em uma boa leitura, o app pode ser baixado para as plataformas iOS, Windows, Android, em dispositivos Blackberry, no Google Play para aparelhos móveis e também no seu Mac ou PC. E pode ser baixado gratuitamente.

Para completar toda a dedicação que o aplicativo tem com o cliente, pensando no seu conforto há recursos que te ajudam a ler onde estiver. Está indo dormir? Diminua o brilho da tela e acione o modo de leitura. A iluminação do ambiente está fraca? Basta aumentar o brilho. Você ainda pode optar por diferentes estilos de fontes para evitar que a vista fique cansada.

Saiba mais sobre o aplicativo Kobo.

Diário da Manhã – 27/02/2015

Os melhores ‘apps’ para ler e estudar


unnamedFolhas de papel, agendas, cadernos, livros. Quilos e quilos de papel que até poucos anos atrás pesavam sobre as costas e ocupavam mochilas, bolsas e mesas. Estão desaparecendo, pouco a pouco, da vida dos estudantes. A digitalização dos alunos nas universidades caminha no mesmo ritmo que eles; segundo o último estudo do serviço de telefonia Tuenti Móvil e da empresa de pesquisa de mercado IPSOS, 84% dos jovens pesquisados se conecta à Internet a partir do telefone celular e 40% utiliza o aparelho para estudar, trocar anotações ou trabalhar em grupo.

Celulares e tablets foram banindo a caneta e o papel para melhorar, maximizar e otimizar as tarefas dos universitários; deixaram que ser um elemento de distração durante as aulas para se tornarem uma ferramenta de trabalho. Quase sempre. Álex Rayón é professor na Faculdade de Engenharia da Universidade de Deusto e responsável pela TI [Tecnologia da Informação] nesse centro universitário. É ele quem está colocando em funcionamento a maquinaria que habilita as tecnologias de informação e comunicação na universidade basca: “Todo o plano de formação em competências digitais. Acredito que com isso é preciso ser valente”.

Os alunos ainda sentem dificuldades no uso dos aplicativos durante as aulas, embora fora delas isso já se tornou um hábito. “Os professores demoram em se acostumar. O maior medo é que, com o telefone na mão, os alunos possam estar fazendo outras coisas que não sejam da disciplina”. Facebook, Twitter, Whatsapp. “O que acontece então? Os celulares são proibidos em sala de aula”, conta Rayón. “Mas o que devemos fazer, e o que eu tento a cada dia, é levar as aulas ao celular, monopolizar a atenção dos alunos”.

Rayón dá aulas de Inovação e empreendedorismo na Universidade de Deusto e de Estratégia digital na Deusto Business School. Uma parte delas navega na nuvem, no Youtube e no Google Drive. “Quando os alunos fazem seminários, peço que gravem; depois postamos o material em canais temáticos que criamos no Youtube e se faz uma revisão por grupos. É uma das formas de levar a aula ao ambiente dos dispositivos móveis”. Com a ajuda de aplicativos como o Evernote, para gestão de conteúdos, e o Mindomo, para criar mapas conceituais, Rayón consegue colocar a aula no celular. “E não ao contrário, para aproveitar ao máximo todos os recursos disponíveis”.

Para ajudar a atingir esse objetivo, apresentamos os melhores aplicativos de iOS, Android e Windows Phone para compactar o curso.

Com a mão levantada

Para não perder o hábito de mover o pulso e o cotovelo ao escrever, reunimos aplicativos com os quais você poderá continuar escrevendo de forma tradicional, mas sobre uma tela.

  • Penultimate: Um aplicativo simples, intuitivo, extremamente bem cuidado visualmente e com uma gestão impecável da tinta. Pode-se escrever com o dedo, mas para aproveitá-lo ao máximo um stylus é a melhor opção. Disponível para iPad e gratuito.
  • Papyrus: Clara e fácil de usar, essa ferramenta tem uma janela para os clientes do Google Play for Education, que podem instalar este app e o Papyrus Licence EDU 2014-2015 para desbloquear as vantagens da versão premium. Disponível para Android e gratuito.
  • OneNote: A ferramenta para tomar notas do pacote Office da Microsoft é uma plataforma agradável e limpa visualmente. Permite escrever à mão, embora seja recomendável um lápis adequado. Disponível para Windows Phone, iOS e Android de forma gratuita.

Organizado e a tempo

Para quem não se importa em prescindir de agendas, post-its e papeizinhos no meio de dezenas de cadernos, seis ferramentas que ajudam a organizar, lembrar e guardar.

  • Evernote: Para tomar notas, fazer fotos, criar listas, gravar voz, guardar links. Tem sincronização na nuvem e capacidade para fazer apresentações com um clique. Gratuito. Para iOS, Android e Windows Phone em versão gratuita, premium [5 euros por mês, cerca de 14,65 reais] e business [10 euros por mês como usuário].
  • iStudiez Pro: Combina agenda, lista de tarefas e anotações com uma interface fluída e visualmente bonita. Disponível para iOS e Windows Phone por 8,7 euros.
  • My Study Life: Agenda, lista de tarefas e avisos em um único aplicativo para iOS, Android e Windows Phone. Gratuito.
  • Any.do: Combina tudo, do calendário à lista de tarefas. Sincroniza e compartilha com outros dispositivos. Com cada nova mudança, seus desenvolvedores sempre repetiram o mesmo: “Há muitos apps para cada coisa, por que não usar um que sincronize tudo?”. Disponível para iOS e Android de forma gratuita.
  • FantastiCal 2: Um calendário intuitivo, completo e com aperfeiçoamentos contínuos. Só está disponível para iOS, por 4,99 euros.
  • Wunderlist: Um aplicativo simples e intuitivo para organizar e compartilhar tarefas. Para iOS e Android, tem uma versão gratuita e outra paga, por 4,20 euros.

Guardar e compartilhar

Antes, se tiravam fotocópias. Agora, sobem-se arquivos à nuvem. Três lugares virtuais onde armazenar qualquer tipo de arquivo e poder acessá-lo a partir de qualquer dispositivo, compartilhar com os colegas do grupo de trabalho ou com os professores.

  • Google Drive: Compartilha, edita e guarda de forma instantânea. Disponível para iOS, Android e Windows Phone e gratuito.
  • Dropbox: Tudo vai para a nuvem, para consultar e sincronizar de forma instantânea com outros dispositivos. Para iOS, Android e Windows Phone de forma gratuita.
  • OneDrive: É o serviço de armazenamento de arquivos da Microsoft, embora tenha aplicativos para iOS e Android. Gratuito até 15 GB.

Página a página

Para muitos, o romantismo de virar as páginas dos livros e sentir seu aroma não é motivo suficiente. Nos leitores digitais se podem armazenar milhares de títulos, todos disponíveis de forma imediata.

  • iBooks: É o aplicativo da Apple para baixar e ler livros, sublinhar e acrescentar notas. Tem acesso direto à biblioteca da empresa da maçã.
  • GoodReader: Para ler e tomar notas em arquivos; sincroniza com o Dropbox, OneDrive, SugarSync, e qualquer servidor SFTP, FTP, SMB, AFP ou WebDAV. Disponível apenas para iOS, por 4,2 euros.
  • Kindle: A experiência e a interface dos clássicos do Kindle transformados em um aplicativo disponível para iOS, Android e Windows Phone de forma gratuita.

Sempre útil

Para escanear, fazer cálculos ou desconectar a rede wifi, que às vezes se torna mais tentação do que ajuda, uma reunião de aplicativos que podem ser um auxílio pontual.

  • Quick Graph: Uma potente calculadora gráfica com versão premium por 1,7 euros. Disponível apenas para iOS, embora seus desenvolvedores estejam trabalhando em uma versão para Android.
  • Genius Scan e CamScanner: Dois aplicativos para escanear, digitalizar, editar e enviar documentos e fotografias. Ambos disponíveis para iOS, Android e Windows Phone de forma gratuita.
  • Ommwriter: Se você não é capaz de desconectar a rede wifi do tablet ou não consegue pôr o celular em modo avião, este aplicativo lhe ajudará a se concentrar para trabalhar. Enquanto estiver aberto, as notificações não o atrapalharão. Disponível apenas para iOS, por 4,99 euros.
  • Pocket: Bolso virtual que permite guardar artigos, vídeos ou fotografias a partir de qualquer Web ou aplicativo para vê-los mais tarde. Disponível para iOS e Android e é gratuito.

El País | 28/01/2015

“Nuvem de Livros” abre biblioteca virtual e “democrática” na Espanha


Democrática, plural e muito responsável. Assim define a “Nuvem de Livros” o criador do projeto, Jonas Suassuna, que após conseguir 2,5 milhões de assinantes para 14 mil títulos no Brasil, desembarca nesta quarta-feira na Espanha com uma biblioteca virtual “rigorosa e ampla” a 3,99 euros por assinatura, metade do valor habitual.

Suassuna, presidente de Grupo Gol, apresentou hoje em Madri junto com o executivo-chefe da plataforma, Roberto Bahiense, e o diretor-geral da Fundação Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes, Manuel Bravo, um projeto que, afirmou, terá versões em francês e inglês, além de português e espanhol.

A ideia de Suassuna, segundo o próprio, é de que a plataforma, que oferece títulos de todos os gêneros, de romance a atlas, jogos educativos e notícias em tempo real, produzidas em mais de 160 países pelas agências Efe e France Press, seja neste mesmo ano uma realidade também em Portugal, México, Chile, Peru, Argentina “e a parte espanhola” dos Estados Unidos.

Ao contrário de outras bibliotecas digitais, a “Nuvem de livros” oferece um catálogo “rigoroso e amplo”, que inclui clássicos da literatura e conteúdos da Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes, que por enquanto abriga 420.000 títulos.

Na Espanha, onde começará funcionando com suporte da operadora de telefonia móvel Orange, já oferece 3.000 referências bibliográficas, selecionadas “com rigor e critério” por editores e “curadores”, sem “aceitar conteúdos publicitários”, explicou o presidente do Grupo Gol.

Quando comecei com esta ideia, nem meu cachorro acreditava nela. É preciso dizer que o Brasil tem o mesmo número de livrarias que Buenos Aires, ou seja, um país com muito baixa capacidade de leitura. Me diziam que estava louco, e quando há três anos nos estabelecemos na Espanha, me perguntaram ‘como você vai para um país em crise?’. ‘Porque os brasileiros amamos as crises’, respondia“.

Suassuna optou pela Espanha – “onde estão os melhores editores do mundo” – como segunda nação de desenvolvimento de seu projeto porque o país “é encantador” e queria que fosse “a central de operações para a Europa”. Além disso, afirmou estar “muito satisfeito” com o trabalho desenvolvido até agora, com o “grande” apoio de empresas como a Agência Efe, ressaltou.

O criador do projeto reiterou que apesar de os internautas terem que pagar para acessar a Nuvem de Livros, o valor “é muito pequeno, a metade do que a concorrência cobra e em relação ao muito que oferece”, uma biblioteca “pertinente e próxima”.

Os conteúdos podem ser acessados por meio da Orange – com a possibilidade de pagar o serviço pela conta de telefone – pelo site “www.nubedelibros.com” ou um aplicativo próprio [disponível para Android e iOS no Google Play e na App Store], e durante os primeiros 30 dias poderão ser testados gratuitamente.

O Grupo Gol também tem o plano de expandir sua “Nuvem do Jornaleiro”, que no Brasil já oferece 300 publicações e as notícias de EFE, AP, AFP e BBC, que fazem de tablets e celulares o “suporte frenético da leitura de notícias”, uma ferramenta que começará a funcionar em seis meses na Espanha.

Já Roberto Bahiense lembrou que, como diz Umberto Eco, a internet é “perigosa para o ignorante e útil para o sábio”, “um mundo selvagem” que pode “fazer mal” se não for hierarquizado e organizado.

A Nuvem de Livros, disse, se insere na tradição que goza “do silêncio absoluto dos templos”, nos quais reinam “os deuses das palavras”, ou seja, as bibliotecas, “mas sem sua segunda parte”, “tecas”.

“É preciso deconstruir respeitosamente esse sufixo e deixar de considerar ‘teké’, em seu significado de depósito, de caixa. As bibliotecas físicas se transformarão em espaços simbólicos”, previu Bahiense, seguro de que o futuro passará por “uma assembleia de usuários do conhecimento estejam onde estiverem”.

Após sua experiência no Brasil, acrescentou, o desafio da Nuvem é “oferecer a uma sociedade culturalmente rica e exigente como a Espanha uma biblioteca responsável, contemporânea e atrativa que atenda as exigências de uma sociedade mais madura”.

Manuel Bravo, por sua vez, lembrou que a Fundação Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes começou a colaborar com o Grupo Gol em 2013 e que, desde então, as duas entidades desenvolveram “um projeto muito complementar” que terá, segundo ele, “um grande sucesso na Espanha e na região ibero-americana” por seu “excelente catálogo”.

Da Nuvem de Livros fazem parte índices das editoras Nowtilus, Siruela, Susaeta, DK, Nórdica, Roca Editorial, Internet Academi, UNED, Geointeractiva e Elesapiens, entre outras.

Por Agência EFE | Publicado originalmente por Info Online | 21/01/2015