Startup Árvore de Livros é selecionada durante a Pitch Corporate Educação


Em 7 de maio aconteceu na sede da Microsoft, em São Paulo, o Pitch Corporate Educação. Organizado pela ABStartups [Associação Brasileira de Startups] – que anunciou uma nova diretoria -, o evento reuniu 10 startups do setor de educação.

Na ocasião, essas pequenas empresas têm a oportunidade de apresentarem seus “pitchs” a grandes organizações que são referência em seus respectivos mercados, como educação, saúde, varejo, tecnologia e entretenimento.

Queremos passar a mensagem para os empreendedores que o dinheiro mais barato que eles podem ter vem dos clientes, e não de investidores. Por isso nosso foco é gerar negócios”, disse Guilherme Junqueira, gerente executivo da ABStartups e coordenador do Pitch Corporate.

No ano passado, segundo Junqueira, de cada dez startups que apresentaram seus produtos para grandes empresas, sete conseguiram agendar reuniões e quatro fecharam ótimos negócios.

Esta foi a segunda edição do Pitch Corporate Educação e conta com o patrocínio da Estácio, Kroton e Microsoft e o apoio da Fundação Lemann, Gera Ventures, CI&T, Intel, Positivo, Edu4Me, Agência TrustMe, Plug, ABRAII e Comitê de EdTech da ABStartups.

Abaixo, as 10 startups que participam do evento.

Árvore de Livros – https://www.arvoredelivros.com.br
Aulalivre – http://aulalivre.net
Beenoculus – http://www.beenoculus.com
Eduk – http://www.eduk.com.br
EngagED – http://engaged.com.br
Grid Class – http://gridclass.com.br
Já Entendi – http://jaentendi.com.br
MBA 60 – http://www.mba60.com
Me passa aí – https://mepassaai.com.br
Opusphere – http://opusphere.com

Outras cinco startups foram escolhidas como Menção Honrosa: Dito, Ekole, Meu Tutor, Neolude e Outclass.

Pequenas Empresas & Grandes Negócios | 08/05/2015

Os planos da Houghton Mifflin para o Brasil


Por Leonardo Neto | Publicado originalmente em PublishNews | 13/10/2014

Executivo da editora número 15 no ranking global de editoras fala dos planos para o Brasil

Tim Cannon

Tim Cannon

O PublishNews contou, em agosto, que três executivos da Houghton Mifflin Harcourt [HMH] desembarcaram no Brasil em busca de novas oportunidades no mercado brasileiro. Tim Cannon, vice-presidente executivos para alianças estratégicas globais, fazia parte da comitiva. Agora, o executivo concedeu entrevista ao PublishNews na qual contou quais os planos da editora número 15 do Ranking Global para o Brasil. Cannon detectou que o País tem um potencial nas áreas de conteúdo digital e serviços para escolas internacionais e bilíngues. E é esse mercado que a editora quer explorar. “ Estamos animados com o potencial de tecnologia para ajudar a transformação do aprendizado de forma a garantir o sucesso dos estudantes nesta era digital”, comentou. Para alcançar estes objetivos, Cannon quer contar com parceiros brasileiros com quem quer desenvolver vendas, distribuição, tradução e adaptação dos produtos já ofertados pela HMH. “Recentemente trabalhamos com uma empresa de ensino local, Planeta Educação, para criar uma versão traduzida e localizada de nosso programa líder de mercado ScienceFusion para 1ª – 5ªsérie, que será lançado em outubro de 2014”, exemplificou o executivo. Leia abaixo a íntegra da entrevista concedida por Cannon ao PublishNews.

PublishNews | Como muitas outras editoras internacionais, a Houghton Mifflin vê o Brasil como um mercado promissor. Quais são seus planos para o Brasil?

Tim Cannon | O mercado brasileiro apresenta uma enorme oportunidade para a HMH nas áreas de conteúdo digital e serviços para escolas internacionais e bilíngues, assim como em soluções digitais localizadas em parceria com fornecedores locais.  Estamos animados com o potencial de tecnologia para ajudar a transformação do aprendizado de forma a garantir o sucesso dos estudantes nesta era digital. Como uma empresa global voltada para o ensino, apresentamos um bom número de elementos ao mercado brasileiro, incluindo conteúdo educativo interessante, baseado em pesquisas nos assuntos centrais como matemática, ciência e leitura. Além disso, oferecemos soluções digitais, serviços profissionais e sistemas de gerenciamento de dados como edFusion que facilitam análises e relatórios de dados em tempo real. Também estamos trazendo parcerias estratégicas com líderes da indústria e de tecnologia incluindo Apple, Google, Intel e Microsoft, além de marcas que são ícones como Curious George e Carmen Sandiego, games que são conhecidas entre estudantes, educadores e pais, em todo o mundo. Nosso objetivo é aumentar o conhecimento da marca e as vendas, primeiro através de um modelo de parceria – identificar parceiros locais estratégicos que possam complementar nossa competência comprovada e eficiente em conteúdo educacional, além de serviços profissionais com conhecimento local e relacionamentos. Abrimos recentemente um escritório em São Paulo, e expandimos nossa equipe local para aumentar a presença no país.

PN | Que tipo de parceiras vocês procuram no mercado editorial e entre os distribuidores/livrarias brasileiras?

TC | Parceiros locais são parte integral de nossa estratégia – eles fornecem conhecimentos incomparáveis, um forte canal de vendas e a capacidade de trabalhar conosco para desenvolver estratégias de mercado apropriadas. Nosso objetivo é ter parcerias não só com empresas editoriais locais, mas também com empresas de tecnologia de educação e escolas particulares. Estamos procurando parceiros fortes para trabalhar conosco em vendas e distribuição, tradução e adaptação local, assim como desenvolvimento conjunto de produtos baseados nas peculiaridades locais. Por exemplo, recentemente trabalhamos com uma empresa de ensino local, Planeta Educação, para criar uma versão traduzida e localizada de nosso programa líder de mercado ScienceFusion para 1ª – 5ª série, que será lançado em outubro de 2014.

PN | Há planos para uma operação editorial no Brasil com as marcas da Houghton Mifflin, como joint venture ou sozinha?

TC | Neste momento estamos focados em parcerias que permitirão alavancar o conhecimento local para desenvolver produtos localizados baseados na qualidade pelo qual o conteúdo educacional da HMH é conhecido.

PN | Uma recente pesquisa realizada pela Fipe [Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas], a pedido da CBL e da SNEL, mostrou que o lucro do mercado editorial cresceu 7,52% de 2012 a 2013. O crescimento aconteceu quase exclusivamente graças às compras do governo que chegaram a R$ 1,47 bilhão em 2013. Isso representa 27,51% do lucro das editoras neste ano. A Houghton Mifflin deve conhecer estes números. Quais são os objetivos da Editora no mercado governamental e quais ações poderiam ser tomadas?

TC | A HMH contribui com conhecimento e experiência significativos em adoções pelo governo dentro e fora dos EUA. Nosso objetivo no Brasil é trabalhar com o governo e não apenas com o Ministério da Educação, também com estados e municípios.