Para ler nas nuvens


Os programas para você buscar, comprar, guardar e aproveitar seus escritores preferidos no celular, no tablet ou no computador pessoal

Desde o lançamento do leitor digital Kindle, que catapultou o crescimento do mercado de livros eletrônicos a partir de 2007, a leitura digital tem dividido opiniões. De um lado, há quem defenda a experiência prazerosa de ler no papel, supostamente inimitável pela tecnologia. De outro, entusiastas dos livros digitais desfilam pelas ruas com seus e-readers [os aparelhos de leitura] e exaltam a praticidade dos e-books [as obras digitais]. Há, porém, um terceiro grupo, no qual está inclusa a maior parte dos consumidores: aqueles que não se importam o suficiente para defender um dos lados da disputa [ou mesmo comprar um e-reader], mas gostariam de desfrutar as facilidades dos e-books. Desde que não dê muito trabalho. A seguir uma seleção de aplicativos baratos ou gratuitos para desbravar o acervo crescente de livros digitais.

FACILIDADE O editor de livros Paulo Tadeu e seu tablet. Desde que aderiu aos e-books, ele compra mais livros estrangeiros | Foto: Filipe Redondo/ÉPOCA

Os e-readers como o Kindle, da Amazon, oferecem uma experiência mais semelhante à do papel, com telas desenvolvidas para não irritar os olhos. Mas os aplicativos para computadores, tablets e smartphones são opções mais acessíveis para quem não quer investir em um aparelho dedicado para livros. “Optei por um tablet, no lugar de um e-reader, porque ele tem outras funcionalidades, e a leitura é muito confortável”, diz o editor de livros Paulo Tadeu, recém-convertido ao mundo dos e-books.

Outro ponto forte dos aplicativos é a possibilidade de ler o mesmo livro em vários dispositivos [incluindo e-readers], retomando a leitura no ponto anterior. Depois que você começa a ler um livro digital no smarthphone, se abrir a mesma obra no aplicativo do computador, tem a opção de ir para o ponto onde parou. “Uso o iPad de dia, quando estou em algum intervalo no trabalho ou no café”, diz o programador Daniel Filho. “O Kindle, uso em casa, antes de dormir, por proporcionar uma leitura mais confortável.”

Para explorar esse mercado, as principais lojas de livros digitais já criaram aplicativos que funcionam em várias plataformas. Um dos mais populares é o Kindle, da Amazon, que busca reproduzir em outros dispositivos as funções do popular e-reader da empresa. A Apple também disputa o público com o iBooks, que permite comprar e ler livros digitais. Outras livrarias virtuais do Brasil e de outros países aderiram à moda [leia o quadro abaixo]. Por enquanto, a tecnologia tem algumas limitações importantes – sobretudo para os leitores brasileiros. Além de lidar com um acervo escasso de livros digitais em português, os usuários do país não têm acesso a alguns dos principais aplicativos do gênero. E muitas livrarias digitais estrangeiras impõem restrições às vendas para o Brasil. Para comprar um livro digital na Fnac francesa é preciso ter um cartão de crédito daquele país. Mas as restrições devem durar pouco: aplicativos como o Kobo, o Kindle e o iBooks já oferecem formas de pagamento mais flexíveis. Dificilmente a tendência será ignorada por outros. O entusiasmo dos usuários e sua disposição para as compras virtuais justificam o esforço. “A oferta de conteúdo aumentou meu volume de leitura. Estou sempre lendo quatro ou cinco e-books ao mesmo tempo”, afirma Paulo.

POR DANILO VENTICINQUE | ÉPOCA | TECNOLOGIA | 30/09/2011 15h12

Escola do Livro: Gestão de Catálogo e Conteúdo para Livros Digitais


Ednei Procópio

O curso “Gestão de Catálogo e Conteúdo para Livros Digitais”, oferecido pela Escola do Livro, da CBL [Câmara Brasileira do Livro], acontece no dia 6 de outubro de 2011, das 9h30 às 13h30.

A iniciativa tem como objetivo evidenciar o processo de criação de catálogos de livros digitais, bem como uma visão global sobre o assunto. Plataformas, formatos e DRM [Digital Rights Management] fazem parte do conteúdo do curso, que conta ainda com a apresentação de cases na área. Também serão apresentados aspectos do gerenciamento de conteúdo.

O curso será ministrado por Ednei Procópio, que é editor e sócio-fundador da Livrus Negócios Editoriais. Procópio atua há 10 anos no mercado de livros digitais. É ainda autor da obra “O Livro na Era Digital” e coordenador Geral do Cadastro Nacional do Livro, desenvolvido pela CBL.

Mais informações sobre o curso podem ser obtidas pelo e-mail escoladolivro@cbl.org.br ou pelo telefone [11] 3069-1300.

CBL Informa | 27 de Setembro de 2011

CBL oferece curso de Gestão de Catálogo e Conteúdo para Livros Digitais


Ednei Procópio

O curso “Gestão de Catálogo e Conteúdo para Livros Digitais”, oferecido pela Escola do Livro, da CBL [Câmara Brasileira do Livro], acontece no dia 6 de outubro de 2011, das 9h30 às 13h30.

A iniciativa tem como objetivo evidenciar o processo de criação de catálogos de livros digitais, bem como uma visão global sobre o assunto. Plataformas, formatos e DRM [Digital Rights Management] fazem parte do conteúdo do curso, que conta ainda com a apresentação de cases na área. Também serão apresentados aspectos do gerenciamento de conteúdo.

O curso será ministrado por Ednei Procópio, que é editor e sócio-fundador da Livrus Negócios Editoriais. Procópio atua há 10 anos no mercado de livros digitais. É ainda autor da obra “O Livro na Era Digital” e coordenador Geral do Cadastro Nacional do Livro, desenvolvido pela CBL.

Mais informações sobre o curso podem ser obtidas pelo e-mail escoladolivro@cbl.org.br ou pelo telefone [11] 3069-1300.

CBL Informa – 25 de Agosto de 2011

Curso “O Livro na Era Digital | Edição e Suportes”


As emergentes mídias digitais estão influenciando diretamente no concorrido tempo dos consumidores modernos e transformando o hábito de leitura em todo o mundo. O texto não é mais lido apenas no papel. Ele está também onipresente em uma miríade de suportes suspensos e em uma diversidade de aparelhos tecnológicos, móveis e de comunicação.

E uma série de meios é o que está transformando definitivamente a realidade dos livros, jornais e revistas através de uma convergência digital e cultural sem precedentes.

O objetivo do curso é fazer um review de todo o mercado editorial convencional presente, frente às transformações das mídias digitais, do ponto de vista exclusivamente dos negócios ou da atualização enquanto profissional.

CONTEÚDO

  • O que é um eBook?
  • A questão os dos hardwares | Smartphones, netbooks, tablets [iPad, Xoom, Galaxy, etc.] e e-reader devices [Sony Reader, Kindle, Nook, etc.].
  • A questão os dos softwares | Sistemas Android, iOS, etc. | Digital Rights Management | Aplicativos
  • A questão do conteúdo | Formatos: PDF, ePub e HTML5 | Conversão, digitalização e produção
  • Plataformas e eBookStores | Modelos de negócios
  • Números do mercado e entraves
  • A cadeia produtiva do livro antes e depois dos eBooks

A QUEM SE DESTINA O CURSO

O curso se destina a todos os interessados em livros digitais; profissionais da cadeira produtiva da indústria editorial brasileira, desde os que atuam na produção e na área editorial quanto os profissionais que atuam nas vendas, comercialização e marketing dos livros. Isto inclui os profissionais que atuam dentro das editoras, das livrarias, distribuidoras, bibliotecas etc.

ANOTE NA SUA AGENDA

Dia: 20 de agosto de 2011, sábado.
Horário: 9h00 às 13h00
Valor único: R$ 130,00
Docente: Ednei Procópio, especialista em livros digitais.

ONDE

Rua Mourato Coelho, 393 conjunto 1 |esquina com Rua Teodoro Sampaio
CEP 05417-010 – Bairro de Pinheiros, São Paulo, SP.
Telefone: [11] 3034.2981
http://www.escoladoescritor.com.br

Empresa de eBooks vai à falência após Apple mudar as regras “no meio do jogo”


Cobrança de 30% do valor por todo conteúdo vendido em aplicativos fez com que criadora do iFlowReader fechasse as portas.

A partir de 31/5, o aplicativo iFlow Reader e sua desenvolvedora BeamItDown Software deixarão de existir. A precoce extinção dessa pequena empresa e seu software é a história de uma companhia que agiu de acordo com as regras do jogo e alcançou sucesso – até que a Apple resolveu mudar as regras e acabou com ela.

Uma carta aberta no site da empresa explica a situação. “Nós absolutamente não queremos fazer isso, mas a Apple tornou completamente impossível para qualquer um além deles conseguir ter lucro vendendo e-books contemporâneos em qualquer aparelho iOS. Nós não podemos sobreviver vendendo livros tendo prejuízo e por isso fomos forçados a fechar. Nós apostamos tudo na Apple e no iOS e então a Apple nos matou ao mudar as regras no meio do jogo.”

Mas o que é o iFlowReader? É um inovador aplicativo para a leitura de livros eletrônicos no formato padrão ePub. O aplicativo do iFlowReader está [ou estava] disponível na App Store para uso no iPhone, iPad e iPod Touch.

O iFlowReader é apenas uma gota no mar em comparação aos grandes do negócio – a Apple com o iBooks, a Amazon com o Kindle e a Barnes and Noble com o Nook, entre outros. A companhia por trás dele foi forçada a fechar porque foi atingida no fogo cruzado, já que a Apple mudou as regras para tentar ganhar vantagem competitiva para o iBooks frente ao Amazon Kindle, em aparelhos iOS.

Por PC World / EUA | Publicado em IDG Now! | Atualizada em 12 de maio de 2011 às 16h22

Uma biblioteca ao toque dos dedos


Um relatório da Association of American Publishers, entidade que reúne as 200 principais editoras dos Estados Unidos, publicado recentemente, trouxe uma informação já esperada pelo mercado editorial. A popularidade dos livros eletrônicos [e-books] nos EUA já é maior do que a dos livros de papel, em termos de vendas.

Os números de fevereiro deste ano mostram que a tendência é irreversível. Em relação a fevereiro de 2010, o crescimento no volume de vendas dos e-books foi de mais de 202%, gerando negócios da ordem de mais de US$ 90 milhões.

A popularização dos aparelhos e-readers [como o Kindle, da Amazon, o Reader, da Sony, o Nook, da Barnes & Noble, o e-reader, da Kobo e o Novel, da Pandigital] além dos tablets, com o iPad da Apple e o Xoom da Motorola, só para citar dois já disponíveis no Brasil, alavancou as vendas de livros eletrônicos. Ainda mais a partir do fim do ano passado, quando muitos ganharam ou adquiriram seus aparelhos no Natal.

Por aqui, os e-readers ainda são raros e caros. Mas há muitas alternativas interessantes para desfrutar de e-books em tablets e celulares.

Para ler no celular ou no tablet

Ótimos aplicativos para levar e ler seus e-books em qualquer lugar não faltam para os dois sistemas operacionais para dispositivos móveis mais difundidos na atualidade, o Android, do Google, e o iOS, da Apple.

A Amazon disponibiliza o Kindle para Android e para iOS [iPhone, iPad, iPod touch]. Esse app permite a compra, download e leitura dos livros com proteção digital de direitos autorais [DRM] adquiridos na Kindle Store, que dispõe de cerca de 900.000 títulos, entre eles muitos best sellers.

Lojas eletrônicas brasileiras, como a Saraiva e o Submarino também já oferecem a venda dos livros digitais.

Livros eletrônicos sem proteção de direitos, em arquivos com a extensão .epub – comprados ou convertidos pelo próprio usuário – podem ser lidos em outros apps específicos.

Para o Android, as alternativas mais conhecidas são o Aldiko Book Reader, que tem versões gratuita e paga [R$ 4,71 no Android Market] e o Laputa Reader, gratuito, mas com funcionalidades adicionais mediante doação. O FBReader, também gratuito, lançado recentemente, vem ganhando elogios de quem instalou.

Para adicionar os livros nos celulares e tablets com Android, basta arrastar e soltar os arquivos ao cartão de memória. Os apps localizam e adicionam as obras à biblioteca.

O Laputa Reader para Android

No iOS, certamente o app mais conhecido é o iBooks, da própria Apple. É necessário fazer a sincronização dos arquivos em .epub via iTunes, direto ao iPhone, iPod touch ou iPad. O iBooks permite também a compra de obras pelo próprio dispositivo, através da iTunes store.

O iBooks, no iPad

Em todos esses apps, para ambos os sistemas operacionais, a apresentação dos livros é bem parecida, e bastante agradável. As obras ficam dispostas em prateleiras virtuais.

Uma vez aberto um livro, é possível pesquisar trechos ou palavras, adicionar “favoritos” a capítulos ou frases e marcar onde a leitura parou. Há ainda o efeito gráfico de virar a página, tal como num livro de papel.

Tanto as alternativas para Android quanto as existentes para o iOS permitem também que o usuário faça downloads de obras de domínio público, geralmente obras clássicas e de referência, gratuitamente, em vários sites, e pelos próprios aplicativos. São milhares de opções.

Quem também aderiu à onda do livro digital foi o poderoso Google. O Google Books já tem um app para Android e para iOS, que libera o acesso à biblioteca digital do usuário direto no tablet ou celular. Há muitas obras e trechos de obras gratuitos e pagos para download.

Por Daniel Gonzales | Publicado originalmente em O Estado de S. Paulo | 18 de abril de 2011 | 17h13

Gerenciamento de Catálogo e Conteúdo para Livros Digitais


Gerenciamento de Cátalogo e Conteúdo para Livros Digitais

Apple bloqueia iBooks em iPhones, iPads e iPods com jailbreak


A batalha entre a Apple e os usuários que fazem jailbreak já se arrasta por anos. Desde que o primeiro jailbreak foi lançado a Apple tenta corrigir as falhas do iOS exploradas por eles e os desenvolvedores do método tentam encontrar novas. Essa semana, no entanto, a empresa de Steve Jobs mandou um recado bem dado para quem usa o aplicativo iBooks e curte o jailbreak: nada mais de ler livros digitais.

Com a última atualização, liberada na semana passada, o iBooks passou a não abrir em dispositivos que receberam jailbreak. A Apple pode ter feito isso por vários motivos, mas o principal deles envolve o DRM de livros comprados na loja. Com o jailbreak, fica mais fácil dos livros terem sua proteção contra cópia retirada, permitindo a distribuição ilegal dos arquivos.

Segundo o desenvolvedor para plataforma iOS Comex, a empresa executa um teste bem inteligente para detectar o jailbreak. Ao abrir o aplicativo iBooks, ele cria um aplicativo fantasma com código não-assinado e tenta executá-lo. Se ele for executado com sucesso, o iBooks detecta que o aparelho sofreu jailbreak, mostra um aviso na tela pedindo para restaurar o dispositivo e fecha. Caso contrário, abre normalmente.

Apesar do jailbreak não ser considerado ilegal, a Apple diz que ele quebra a garantia e abre o dispositivo para hackers e por isso tenta de qualquer forma coibir o seu uso. Essa é só mais uma das cartas na manga da empresa.

Por Rafael Silva | Publicado originalmente em Tecnoblog | 15/02/2011 | Via Read Write Web

iFlow permite ler e-books da Cultura no iPad [sem quebrar o DRM]


No início de dezembro de 2010, uma nova app chegou discretamente à loja de apps da Apple. Com o nome de iFlow, a princípio parecia ser apena mais um e-reader para iPhone/iPod e iPad. Mas uma pequena análise do aplicativo já demonstrou que havia algo mais ali. A grande vantagem do iFlow é que, apesar da existência de uma iFlow Bookstore, ele permite que você leia nele qualquer outro livro digital em formato ePub. Até aí os leitores da Kobo e o próprio iBooks fazem isso, mas o iFlow abre ePubs com DRM da Adobe Editions! Isto quer dizer que livros comprados em e-bookstores da Google, Sony, Borders e Kobo podem ser lidos no iFlow! E, no que interessa a nós, tupiniquins, livros comprados nas ebookstores brasileiras como Livraria Cultura, Gato Sabido e Saraiva também podem ser abertos e lidos no novo aplicativo, mantendo-se o DRM dos arquivos intactos.

A vantagem para quem compra livros da Livraria Cultura [e de outras ebookstores menores como a soteropolitana Grioti] é óbvia: graças ao iFlow é possível ler os livros no iPad e iPhone/iPod, já que estas lojas não possuem apps próprias. Para e-bookstores com aplicativos próprios para iPad e iPhone, como a Saraiva e a Gato Sabido, a vantagem pode parecer menor, mas para mim ela ainda é imensa. Explico: assim como ninguém tem em casa uma prateleira para cada livraria onde compra livros, ninguém vai querer ter uma app para cada e-bookstore onde adquire e-books. Assim, apps que aceitam livros com DRM de outras lojas trazem uma grande vantagem.

Eu acredito que a maioria das pessoas vai sempre ter a app da Amazon em seus iGadgets, primeiro por ela ser uma condição sine qua non para usar o modelo proprietário da gigante de Seattle e, segundo, porque a app deles é excelente. Além da app da Amazon, acho que o público leitor de iPads e iPhones terá um ou dois aplicativos em suas telas para ler ePubs. E talvez um destes seja o iFlow. Aliás, vale lembrar que o iBooks não tem agradado muito à torcida. Eu mesmo acho meio patético aquelas páginas virtuais virando…

A outra grande novidade do iFlow é que ele trata os e-books como um conteúdo que flui, ignorando a paginação – daí o nome iFlow. Ou seja, você lê passando as páginas verticalmente, como a leitura que já estamos habituados a fazer em tela. Quem quiser “virar as páginas” também pode por meio de dois botões virtuais. Pode-se também optar pelo fluxo automático das páginas e regular a velocidade… Mas haja concentração!

Para ler os livros de outras lojas no iFlow é preciso fazer o cadastro gratuito no aplicativo ou no site [www.iflowreader.com]. No processo, deve-se cadastrar o username e senha da Adobe Editions. E é aí que vem a pegadinha. Pelo menos por enquanto não é possível importar os ePubs DRMizados no iPad ou no iPhone. Isto tem de ser feito no site, mas é um processo simples e indolor. Basta clicar em “Import a Book” depois de fazer o login e escolher os arquivos .epub dos livros que você quer importar. Os livros da Cultura e Gato Sabido ficam no diretório “My Digital Editions” dentro de “Meus Documentos”. Os eBooks da Saraiva ficam dentro de “Livro Digital Saraiva” também em “Meus Documentos”. Outras lojas virtuais, como a Sony, criam diretórios dentro de “My Books”. Enfim, a primeira vez pode ser difícil achar, mas depois fica fácil.

O iFlow é uma ótima alternativa de app de leitura para iPad e iPhone. Ainda tem muito para melhorar, mas já é melhor que qualquer app de leitura nacional.

Texto escrito por Carlo Carrenho | Publicado originalmente no Blog Tipos Digitais | 08/01/2011

Como ganhar a briga pela venda dos e-books?


Eu leio todos meus livros no meu iPhone e costumo ter diferentes livros abertos em vários e-book readers ao mesmo tempo. Essa é uma mudança drástica no velho hábito de ler um livro por vez. Nunca pensei que seria divertido ler dessa forma porque as limitações físicas de carregar vários livros de papel para todos os lados nunca me encorajou a pensar em algo assim.

No momento estou lendo Joe Cronin, de Mark Armour, e Crossing the Chasm, de Geoffrey A. Moore no Google Books; Washington, de Ron Chernow no Nook reader [que agora percebi que não marcou minha última leitura e está me forçando a descobrir em que parte eu estava, o que não é nada bom]; Brooklyn Dodgers: The Last Great Pennant Drive, de John Nordell no Kobo; e The Autobiography of Mark Twain, no Kindle. Tenho o iBooks reader no telefone, mas não compro na loja dele porque nunca vi nenhuma vantagem especial no reader e a loja possui bem menos títulos do que os concorrentes.

Agora, você se importou com os detalhes do que falei? Aposto que a maioria dos leitores não, a não ser dentro do limite de que esperam que eu faça alguma discussão conceitual sobre esses detalhes pessoais que falei no parágrafo anterior [e é claro que vou fazer]. Meu palpite é que a maioria leu o primeiro parágrafo curto e passou por cima do segundo que, francamente, não é realmente necessário para mostrar minha ideia. Mas creio que alguns poucos ficaram bastante interessados. [Mas por favor não me contem seus detalhes, eu faço parte da maioria].

Onde eu compro os livros é algo bem caótico. Minha ordem de preferência para ler [no momento porque isso muda e eu uso todas as possibilidades] é Kobo, Kindle, Google, Nook. Kobo, Kindle e Nook possuem dicionários incluídos; pressione [só tocar não adianta] em cima da palavra e aparecerá uma definição e a possibilidade de criar uma nota, ou então um link para a Google ou a Wikipedia. O problema para mim é que, no iPhone, nem sempre consigo fazer esse recurso funcionar. Minha experiência pessoal mostra que a funcionalidade é mais confiável no Kobo e bem menos no Kindle e na B&N, mas não sei se essa experiência pode ser considerada representativa em comparação com outras pessoas com iPhones, dedos e livros diferentes.

A Google ainda não oferece essa capacidade, nem mesmo simples marcação de página [que todos os outros têm], mas aposto que isso não vai demorar para ser implementado.

Nenhuma das plataformas oferece um desempenho perfeito na minha experiência de uso [e a sua pode ser diferente]. Meu Kobo já “travou”, forçando-me a reiniciar o telefone para que voltasse a funcionar. A formatação do “Mark Twain” do Nook no meu iPhone era um desastre. [Falei sobre isso com algumas pessoas da B&N; talvez tenham consertado. Quando perguntei ao editor da UC Press, a resposta foi que o arquivo funcionava bem no aparelho Nook, mas sei que não funcionava no meu Nook para iPhone. Dá para ler muito bem no Kindle para iPhone.] O Kindle é frustrante para mim porque eu gosto muito de ler com alinhamento à esquerda e, até onde sei, o Kindle sempre mostra as páginas justificadas e não há como mudar. Acho que a navegação do Google e do Kobo são mais intuitivas para mim e me dão mais controle da experiência de leitura. O Nook não parece ter uma forma de travar com a tela na vertical então não dá para ler na cama de lado.

Se penso num livro que quero quando estou lendo outro, é mais provável que compre no reader que estou usando só porque é o que está aberto. Graças à combinação de modelo de agência e monitoramento do preço em tempo integral, é improvável que haja qualquer vantagem financeira de ficar procurando em várias lojas. Se eu sei exatamente qual livro quero, não existe nenhuma diferença especial entre os quatro em termos de facilidade de uso ou velocidade de transação.

Há uma dinâmica que claramente favorece o Kindle. Tenho um aparelho Kindle, que comprei nas primeiras semanas em que este saiu ao mercado. Li muitos livros nele no primeiro ano. Dei o aparelho para minha mulher quando o Kindle colocou sua vasta seleção disponível no iPhone. Martha lê muito mais livros do que eu; mas os gostos são muito diferentes. Quando decidi que queria ler Stieg Larsson, ela já tinha comprado para Kindle, então li no aparelho [é tudo a mesma conta.] E quando comprei o novo Ken Follett do Nook, ela o acessou em Nova York enquanto eu estava lendo em Frankfurt usando o iPad que compartilhamos [mas que nenhum dos dois gosta de usar para ler livros porque é muito pesado.]

Tudo isso leva à pergunta conceitual que prometi acima: o que uma loja deve fazer para fidelizar seus clientes? E para responder essa pergunta devemos também ter algo em mente: os pequenos grupos são importantes.

Vamos olhar no passado e dizer que havia um relativamente pequeno grupo de usuários iniciais do Kindle que foram os principais catalisadores de cada vez mais profundas mudanças na edição de livros [mudanças que ainda estão começando]. A Amazon estava numa posição única para entregar uma proposta nova e com valor para as pessoas que podiam se beneficiar mais dos aparelhos de leitura. E eles capturaram e, por um tempo, fidelizaram um grupo relativamente pequeno de pessoas que leem muito, porque quanto mais livros você lê, maior o benefício relativo do Kindle, em termos de funcionalidade e de economia.

Pode ser que um dia o formato de arquivo [relativamente] fechado do Kindle se torne um problema para as vendas, mas é difícil ver que isso vai acontecer agora, principalmente se a Amazon cumprir com seu recente anúncio de que em breve vai produzir um Kindle baseado em browser. [Eu deveria acrescentar que li relatórios de que o Google books funciona bem num aparelho Kindle através do web browser do aparelho. Como meu Kindle é um dos primeiros modelos, sem wi-fi e com uma conexão muito lenta, não estou em posição de confirmar isso.] Mas, por agora, a Amazon possui muitos milhões de felizes donos de aparelhos para quem comprar um livro de qualquer outra forma seria mais um problema do que uma solução.

Então, de qual outra forma a loja pode fidelizar o cliente? A Google tentou vender o valor de que você será o gerente da sua “estante” onde todos seus livros estarão disponíveis o tempo todo, em qualquer aparelho, etc. A ideia parece ser tirada do conceito do iTunes, mas esse é outro exemplo que nos faz lembrar que “livros não são iguais a música”. É importante ter toda sua música num só lugar. Nunca vou ter nenhum motivo para precisar que “Washington” e “Joe Cronin” estejam no mesmo reader, mas seria importante ter uma música de 1958 e uma de 1992 tocando consecutivamente quando eu quiser.

Então, o importante para a iTunes foi: a] permitir que fosse fácil ripar facilmente seus CDs, e para isso o banco de dados de metadata foi um recurso extremamente importante; e b] permitir que se comprasse qualquer outra música que se quisesse pelo método de download em algum sistema de hospedagem. Posso ser um extremo na desorganização dos meus hábitos de leitura, mas acho que poucas pessoas iriam exigir algo parecido às capacidades de agregação do iTunes para seu material de leitura.

Então, o que mais? A The Copia [nosso cliente durante uma boa parte do ano passado, que estará no meu iPhone assim que o aplicativo deles estiver pronto] possui uma proposta para tentar resolver isso, que é criar um aplicativo de rede social em conjunto com o leitor. Se eu estivesse no The Copia e tivesse todos os livros dos quais estou falando no aplicativo deles, vocês seriam capazes de ver os detalhes que eu apresentei no segundo parágrafo sem que eu tivesse de contar.

E isso me leva à segunda questão: que pequenos grupos são importantes. Porque, claramente, há pessoas que se importam com o que os outros estão lendo e que querem compartilhar suas anotações para que os outros possam ver. E se eu me importar em mostrar minhas experiências de leituras, vou querer que todos meus livros estejam no The Copia. Isso é um método de fidelização. E, quem sabe, pode ser que eu descubra que vale a pena compartilhar informações com outras pessoas loucas pela história do beisebol. [Apesar de que me pergunto se sou a única pessoa que acha o sublinhado sutil do Kindle, que mostra, quando você passa o mouse sobre um item, que “87 pessoas destacaram essa passagem”, ao mesmo tempo inútil e distrativo.]

Fidelizar um pequeno grupo é o que a Kobo está pensando com os novos recursos de leitura social que acabaram de introduzir. Estão disponíveis agora somente na versão iPad do aplicativo, mas eles “acompanham” sua leitura, dão recompensas por terminar um livro e permitem que o mundo saiba em que ponto você está de um livro. As pessoas que acham isso bom, e existem algumas, agora terão um motivo para usar o Kobo e somente o Kobo, assim como as pessoas que possuem um Kindle tem uma razão para usar somente a Amazon e o The Copia espera ganhar as pessoas que gostam de redes sociais e que conseguem ver menos valor no resto.

Por outro lado, espero que as capacidades centrais fiquem mais parecidas com o tempo. A Google vai acrescentar links externos para dicionários e fontes de referência. Todas as plataformas vão melhorar a resposta de seus aplicativos para meus dedos gordos no iPhone. Se as estatísticas sociais da Kobo provarem ser algo que arrasta os consumidores, os outros vão acrescentar algo parecido.

Uma coisa que descobri ser muito legal de fazer no iPhone é a capacidade de copiar a tela como se fosse uma foto, o que me permite enviar por e-mail. Há um fabuloso gráfico no novo livro de Robert Reich, “Aftershock”, que deixa muito claro o fato de que uma coisa que atrapalha muito a economia norte-americana é que o 1% dos mais ricos é dono de uma parte muito grande da renda nacional. Adorei ser capaz de copiar aquela tabela como foto e enviá-la para meus amigos. Acho que uma tela de iPhone de conteúdo é pequena o suficiente para não ser considerada pirataria. [Essa é a minha versão e eu a defendo.]

Mas o que mais me importa é a experiência de merchandising e de compra, que a Kobo parece estar ganhando até o momento, mas que não é excelente a ponto de não poder ser superada. [E, como eu apontei acima, se você sabe qual livro em especial quer comprar, todas as lojas são iguais e é difícil que se destaquem.] Há muitas formas de melhorar a experiência de compra, mas eu vou deixar meus pensamentos para outro post.

Então, a maioria dos cavalos já saiu da linha de largada e a Amazon está claramente na dianteira. Mas qualquer um que acha que a corrida pela venda de e-books terminou deveria pensar nisso: não sabemos ainda nem qual é o conjunto de recursos que irá ganhar, muito menos quem vai conseguir descobri-lo no longo prazo.

Sei que essa análise está incompleta. Não leva em conta os readers exclusivos como o IBIS Reader da Liza Daly nem as lojas de e-book independentes como a pioneira Diesel Ebooks. Não fala da Sony, que pode ainda ter um pedaço maior do mercado do que a Kobo [apesar de que, se possuem, minha previsão é que não será por muito tempo]. Nos dias antes do Kindle, quando eu lia meus e-books em formato Palm num aparelho Palm ou outro PDA, comprava na Diesel. Não descarto as chances de ninguém nesse momento, já que ainda é o princípio do desenvolvimento da infraestrutura da leitura digital, mas acho que meu iPhone e esse post capturam as fontes que oferecem a maior seleção de conteúdo que poderiam me interessar. E estou razoavelmente certo de que estou falando aqui das empresas que fornecem a grande maioria dos e-books lidos nos EUA, no geral mais de 90% e provavelmente perto de 95%.

Texto escritor por Mike Shatzkin | Publicado originalmente em PublishNews | 23/12/2010

O Livro Na Era Digtal na USP


A palestra “O Livro na Era Digital” ministrada por Ednei Procópio no dia 26/10/10, às 9h, no evento “XIII Semana do Livro e da Biblioteca”, realizado na USP/ESALQ/DIBD em Piracicaba.

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

O estado atual do mercado de e-book


Mike Shatzkin

Tive a chance, nessa semana, de conversar com uma pessoa muito inteligente de uma empresa que trabalha bastante com editores de livros. Algumas coisas saíram dessa conversa – um dos meus colaboradores favoritos, Mark Bide, sempre observa que “aprendemos muitos conversando” – e vale a pena publicá-las [enquanto preservo o anonimato do meu amigo].

Conversamos sobre a atual situação da distribuição do e-book: modelo de agência, modelo de distribuidora e o que está sendo chamar de modelo “híbrido”, mas que eu simplesmente chamo de “uma confusão que não se sustentará” [notem que essa é uma conversa e análise pré-Google Editions; quando o GE chegar, será um divisor de águas e mudará muitas coisas, mas sem saber se ela começará na semana que vem, no mês que vem ou no próximo ano, essa análise tem a ver com as coisas acontecendo agora].

Nossa conversa chegou a cinco conclusões:

– O modelo “híbrido” para distribuição de e-Book, pelo qual alguns editores estão vendendo para a Apple em termos de agência e para Amazon como distribuidora, é arriscado e provavelmente não vai durar.
– A Amazon está garantindo seus interesses ao forçar algumas editoras a adotar o modelo híbrido.
– A iBookstore poderia pode estar com um grande problema e vai ser difícil construir uma base de títulos que lhe dê uma posição sustentável de vendas.
– Grandes editoras são forçadas a serem falsas em sua estratégia ou o que deveria ser sua estratégia: manter as vendas de livros impressos o mais robustas possível, pela maior quantidade de tempo possível.
– A Amazon também é forçada a ser falsa em sua estratégia, ou o que deveria ser sua estratégia: conseguir o maior número de leitores possível para seu aparelho Kindle porque, do jeito que é hoje, a única maneira fácil de colocar um livro num Kindle é comprando da Amazon.

O modelo híbrido


Quando a Apple abriu a iBookstore, eles “insistiram” no modelo de agência, no qual os editores colocam o preço de venda e pagam uma porcentagem fixa [dizem que de 30%] para o “agente” cujo site faz a venda. Isso se diferencia do modelo de distribuidora, no qual o editor “vende” o livro para a loja web que depois o revende pelo preço que quiser ao consumidor.

Como a Amazon tem muito dinheiro e teve o primeiro leitor de e-Book bem-sucedido do mercado não tinha problema em dar bons descontos a grandes best-sellers para conquistar market share [Vejam que a Amazon sempre afirmou que sua margem vinha dos livros e sempre teve lucro com a venda do Kindle. O que me contaram uma vez, foi que 4% dos títulos tinham descontos abaixo dos custos e eram responsáveis por 25% das vendas. Esse dado era de antes dos iBooks e o modelo de agência ter reduzido o número de títulos com grandes descontos].

Quando cinco das seis grandes editoras apresentaram a decisão à Amazon de mudar para o modelo de agência, ela concordou em mudar [depois de criar obstáculos inicialmente, no famoso caso de tirar temporariamente o botão de compras da Macmillan], mas só para as cinco editoras. Todas as outras tiveram de manter as condições de distribuição, permitindo que continuassem com os descontos.

Algumas poucas editoras responderam tentando trabalhar nos dois modelos. Isso exige algum jogo de cintura porque o preço que o editor estabelece para um livro no modelo agência [que é o que o público irá pagar] é consideravelmente menor – metade ou menos da metade – do preço que um editor estabelece para basear o desconto se estiverem vendendo no modelo distribuidora. Então um livro impresso que custa US$ 30 poderia se tornar um e-Book de US$ 30 para a distribuidora, com a loja pagando US$ 15 e talvez cobrando US$ 9,99. O mesmo livro teria um preço de US$ 12,99 ou US$ 14,99 na agência, com o editor recebendo 70% disso [entre US$ 9,09 ou US$ 10,49]. Mas não é isso que torna o modelo insustentável.

O acordo estilo agência com a Apple aparentemente [eu nunca vi um contrato] permite que a empresa equipare o preço com o que os outros cobram na web. Então, se a Amazon realmente vende o livro acima por US$ 9,99 e a Apple equipara o valor, eles só devem pagar US$ 6,99 ao editor! Por quanto tempo vocês acham que a Amazon ficaria pagando mais do que o dobro da concorrência? Por quanto você aceitaria isso?

Eu falei com um editor que usa os dois modelos: ele não tinha achado que a situação era insustentável. A Apple o avisa sobre livros que precisam de reajuste de preço, mas até agora o número foi pequeno e não havia nenhum best-seller importante que distorceria a questão. Mas esse editor, e qualquer outro tentando trabalhar nos dois modelos, deve se sentir bastante vulnerável e, de alguma forma, temer o best-seller incontrolável que poderia começar uma espiral de cortes de preços.

O interesse da Amazon


O objetivo da Amazon aqui é desencorajar editores de colocar seus livros na loja da Apple. Nisso, eles parecem ter sucesso. A iBookstore se tornou uma loja de shopping center: tem a maioria dos best-sellers [nem todos, porque a Random House não está] e não muito mais. Enquanto isso, a Amazon e a Barnes & Noble [e Kobo, apesar de repercussões ruins na imprensa em relação a alguns acordos com pequenas editoras] estão construindo seleções cada vez maiores de títulos. Com a paridade de preços, no mínimo, e o fato de que qualquer pessoa que use o iBooks [um e-Reader para iPad ou iPhone] poderia também facilmente comprar seus e-Books de qualquer uma das outras três grandes lojas – a postura dura da Amazon está fazendo com que muitas editoras pequenas ou médias questionem se precisam estar na loja da Apple.

O que acontece com a iBooks?


É difícil para mim ver muito futuro na iBook a menos que eles amenizem sua postura sobre comprar somente como agência ou, ainda menos provável, a menos que a Amazon amenize sua postura sobre aceitar livros de editores fora do grupo das Cinco Grandes somente em termos de distribuidora. A diferença entre o que eles têm a vender e o que outras grandes lojas têm vai continuar a crescer. Todas as outras três [e o The Copia por falar nisso, quando eles inaugurarem o site] vendem e-Books que podem ser lidos em muitos aparelhos. Compras de iBooks só podem ser lidas em um iPad ou iPhone. Com o tempo, a única razão que posso pensar para alguém comprar na iBooks seria usar o recurso de duas páginas em seu iPad. Se existe alguma outra proposta que possa atrair um comprador, não sei qual é.

Além do mais, a Apple não dedicou os mesmos esforços que seus concorrentes para conseguir mais livros. Eles possuem menos pessoas e menos interação com editores. É como se não ligassem se a iBooks vive ou morre. E talvez não se importem mesmo, já que qualquer pessoa que possui um dos seus aparelhos consegue ler livros com conteúdo da Amazon, B&N ou Kobo.

O que os editores não podem ou não querem falar


Escrevi e falei muitas vezes, desde 2007 e até antes, que grandes editoras gerais dependem de uma rede de livrarias para sobreviver. A proposta central é “colocar livros nas prateleiras”; é isso que exige a escala e o conhecimento que eles possuem e contra o qual mais ninguém pode competir. Quando o espaço na prateleira da loja desaparece, não há muita coisa que um grande editor possa fazer que não possa ser copiado por alguém com dinheiro para juntar uma equipe de freelancers e enxertá-los em alguma empresa de fornecimento de serviços.

Mas como a resposta à minha pergunta “por que você está matando as livrarias” que foi tema de um post aqui alguns meses atrás deixou claro, “defender o velho modelo” é uma posição muito impopular que simplesmente cai no ridículo. Nenhuma grande editora vai dizer que essa é a estratégia deles: evitar o domínio do e-Book para salvar os livros impressos, mas eles seriam estúpidos se não pensassem assim.

O que a Amazon não pode ou não quer falar


Mas se a Amazon gosta de ridicularizar editoras por colocarem preços absurdos [algo que as editoras estão fazendo para manter os preços altos e restringir o movimento de papel para digital], eles também não falam sobre a estratégia central: levar o maior número possível de leitores para o Kindle. Apesar de poder comprar de quem quiser para ler num iPad, na prática, você só pode comprar da Amazon se quiser ler num Kindle. Todo leitor “convertido” ao Kindle é um consumidor perdido para todas as outras lojas.

Então enquanto as editoras dizem qualquer coisa menos “precisamos diminuir a velocidade da mudança para o digital” quando falam em “manter a percepção de valor” ou “os custos que existem nos e-Books” como justificativa para as políticas de agência e de preços, a Amazon é igualmente falsa quando fala em preços para suas edições Kindle. “Oferecer grande valor aos consumidores” e “preços de acordo com algoritmos científicos” são explicações muito mais palatáveis do que “estamos tentando conquistar o máximo de mercado, avançar o máximo que conseguirmos”.

Tenho um amigo em uma das grandes editoras que só analisa o mercado e pensa em estratégia o dia todo, um dos poucos empregos no mercado editorial que eu até poderia realizar! Ele é muito inteligente. Por isso me disse que não está convencido de que colocar preços mais altos nos e-Books irá impedir que as pessoas deixem os livros em papel. Posso acreditar que ele veja isso em dados, mas não consigo acreditar que seja verdade em relação ao diferencial de preços. Manter os preços dos e-Books altos também tem a ver com preservar os ganhos enquanto o mercado muda para o digital, mas o meu palpite aqui é que também não deixa de ser uma forma de manter as pessoas com os livros impressos por mais tempo do que se a atração dos preços para mudar fosse mais forte.

Este texto foi escrito por Mike Shatzkin | E publicado publicado originalmente no blog The Idea Logical Blog | Traduzido e publicado no Brasil por PublishNews | 27/10/2010

Aplicativo iBooks já é mais popular que o Facebook e o Twitter


O aplicativo iBooks para iPad é um dos mais populares do device, ultrapassando os de redes sociais como o Facebook e o Twitter. Apesar dos muitos relatórios mostrando as habilidades do tablet em exibir filmes de alta definição, em usar a internet e armazenar fotos, aqueles que compram o iPad também querem ler livros nele.

De acordo com o relatório YouGov’s TabletTracker, 78% dos proprietários de iPad [wi-fi e3G] fizeram downloads de livros pelo iBooks. Facebook ficou com 52% e Twitter, 34%. A pesquisa mostra ainda que cerca da metade o usa ao menos três vezes por semana. E 25%, diariamente. YouGov ouviu, on-line, 3.317 pessoas entre 28 de julho e 2 de agosto.

The Bookseller | 17/09/2010 | Graeme Neill

Leitura aos bits


O livro digital é como o gás encanado. O produto é idêntico ao que chega pelo botijão – mas você só precisa abrir o registro para usá-lo. A comparação é de Zeca Fonseca, autor que publicou eletronicamente seu primeiro livro, O Adorador, e só depois recorreu ao papel para divulgar sua obra. Para ele, os e-books vieram para difundir todo o conhecimento criado pelas pessoas, mas de forma mais rápida.

Mike Shatzkin, fundador e CEO da The Idea Logical Company, que presta serviços de consultoria sobre toda a cadeia produtiva do livro, acredita em uma mudança de hábitos dos leitores e prevê que os livros digitais superarão em poucas décadas, em quantidade e em preferência, seus primos impressos. Ele falará sobre o futuro do livro amanhã, no Fórum Internacional do Livro Digital, evento a ser apresentado nos dois dias anteriores ao início da Bienal do Livro de São Paulo [que acontece entre os dias 12 e 22 no Anhembi].

Só nos EUA, o mercado editorial eletrônico mais que duplica a cada ano. A Amazon, por exemplo, já experimenta os efeitos dessa migração: em um ano, a venda dos mais de 630 mil títulos de e-books representaram um crescimento de 200%, superando a de livros de papel.

Pessimistas preveem o fim das editoras, mas a maioria dos especialistas acha que esse é o momento certo para elas se reinventarem. O americano Mark Coker aposta em um modelo de publicação digital baseado na autonomia dos autores e na interatividade entre leitores. Em 2009, criou a plataforma Smashwords, que hoje já conta com mais de 6.500 autores profissionais e centenas de independentes.
Funciona assim: o autor formata seu livro de acordo com um manual disponível no site e sobe o arquivo de Word no Smashwords. O site converte-o para o formato certo dos livros digitais e disponibiliza nas maiores lojas de e-books, como Kindle Store, iBooks, Sony Reader Store e Barnes & Noble. Quem determina o preço é o próprio autor, que fica com 85% da receita gerada pelas vendas [menos as taxas cobradas pelo serviço de pagamento online], contra o máximo de 25% pagos pelas grandes editoras americanas.

Esse é um modelo em que autores independentes têm mais facilidade para lançar seus livros no mercado, sem que precisem passar pelo crivo das editoras. Coker diz que não considera justo um editor julgar a obra de alguém e decidir quanto ela vale levando em conta seu potencial de venda. Para ele, o autor deve ter o direito de decidir como seu livro será oferecido aos leitores. “Todos têm o direito de publicar um livro, de fazer parte da literatura”, diz.

O risco da pirataria é superestimado, segundo Coker. Sim, no ambiente digital é mais fácil copiar livros e deixar de pagar direitos autorais. Mas o criador do Smashwords crê que os leitores estão dispostos a pagar para ler eletronicamente e que travar um arquivo – como faz a maioria das revendedoras de e-books, com o DRM – é tratar o leitor como um criminoso.

Ao contrário dos usuários exclusivos de computadores, que estão habituados a adquirir conteúdo gratuitamente, quem usa smartphones e e-readers já está acostumado a pagar pequenas quantias por aplicativos, por exemplo. Pensando nisso, distribuidores de e-books focam prioritariamente na leitura em tablets para rentabilizar seus negócios. Os irmãos Luciana e Duda Ernanny começaram a Gato Sabido, primeira e-bookstore brasileira com o propósito de vender de tudo: de best-sellers a edições que não são mais encontradas em papel e obras inéditas de autores independentes. Para incentivar a compra de livros digitais, que ainda engatinha no Brasil, importam e comercializam o Cool-er, leitor digital que usa a tecnologia de tinta eletrônica, similar a do Kindle.

O Smashwords pretende chegar em breve ao Brasil. Com uma parceria fechada com a editora Singular Digital, todo o conteúdo lá disponível será vendido nos canais brasileiros, e as obras de autores nacionais serão comercializadas nas lojas estrangeiras que abastecem os e-readers de todo o mundo. Até o fim do ano, diz Newton Neto, diretor-executivo da Singular, o Smashwords deve ser trazido completamente traduzido para o País.

Outra aposta da Singular é o livro sob demanda, que permite a impressão rentável de pequenas tiragens. Esse modelo provou ser bem sucedido com a Amazon, que já tem mais de 85% de seus livros vendidos dessa forma. Para Neto, grandes tiragens não fazem mais sentido para a maioria dos livros, pois geram um gasto desnecessário de impressão e armazenamento – além do risco de encalhe. Além disso, dificultam que os leitores encontrem essas obras quando suas edições estão esgotadas, mas ainda não há demanda suficiente para que se imprima outra. Segundo ele, a expansão do mercado de livros digitais nos Estados Unidos foi precedida, do ponto de vista das editoras, pelo modelo de impressão sob demanda, que tornou a experiência de compra mais proveitosa para o leitor e capitalizou os arquivos digitalizados das obras.

AS OPÇÕES

Publicado originalmente em ESTADÃO.COM.BR | Por Carla Peralva | 8 de agosto de 2010 | 20h00

Lonely Planet lança guias de viagem para o iPad


A Lonely Planet, editora de uma popular linha de guias de viagens, lançou ontem versões eletrônicas e interativas para iPad de guias sobre Itália, Espanha, França, Reino Unido e Irlanda. A US$ 14,99, cada livro eletrônico contém mais de três mil links e pontos de interesse integrados e está disponível na loja iBook, da Apple. “O livro eletrônico na loja iBook foi uma nova fronteira para nós, que realmente cria um nível de atividade que não existia anteriormente”, disse John Boris, vice-presidente executivo da editora. “Acreditamos que sejam os guias eletrônicos de viagem mais dotados de recursos no mercado”. Os cinco primeiros guias eletrônicos — de destinos europeus — serão seguidos por títulos sobre Japão, Tailândia e Austrália, que estão entre os mais visitados pelos americanos nesta época do ano. Os aparelhos de leitura eletrônica estão mudando o setor editorial e ganhando popularidade. A Forrester Research, empresa independente de pesquisa de mercado e tecnologia, estimou em 2009 que 10 milhões de aparelhos serão vendidos nos EUA até o fim deste ano.

O Globo | 03/08/2010

Kindle? iPad? Ainda é mais rápido ler em um livro de papel


Apesar de toda a novidade tecnológica, livros de papel se saíram melhor no teste. Foto: Getty Images

Criado para ser muito mais do que um leitor de livros eletrônicos, o iPad ainda assim foi mais rápido do que o e-reader Kindle em um teste da empresa Nielsen Norman Group. Mas o campeão de rapidez na leitura não é eletrônico. Foi um livro de papel.

Vinte e quatro pessoas leram o mesmo conto do escritor americano Ernest Hemingway usando os dois dispositivos eletrônicos e também um livro. O estudo não revela qual foi o conto, mas afirma que o escritor foi escolhido por usar linguagem acessível à média de leitores e oferecer um texto “agradável”. Os participantes foram escolhidos entre leitores de ficção.

Na pesquisa, os leitores que usaram o iPad levaram 6,2% mais tempo para terminar a história do que quem leu o livro. Já o Kindle se mostrou 10,7% mais lento. Ao final, os participantes tiveram de que dar uma nota de 1 a 7 a cada meio de leitura. Na média, o livro recebeu nota 5,6; o Kindle, 5,7; e o iPad, 5,8.

Eles [os leitores] não gostaram do iPad ser tão pesado e do Kindle mostrar as letras de um jeito um pouco cinzento“, diz Jakob Nielsen, que coordenou a pesquisa. “As pessoas não gostam da falta de uma paginação verdadeira [física, como no livro] e preferem a maneira com que o iPad – na verdade um aplicativo, o iBook – indica a quantidade de texto que falta em um capítulo“.

Por fim, a pesquisa decreta: “Nós não podemos dizer ao certo qual dispositivo [entre os eletrônicos] oferece a maior velocidade de leitura. Mas nós podemos dizer que os tablets ainda não superam o livro impresso“.

A pesquisa, em inglês, pode ser lida aqui.

Portal Terra | 06 de julho de 2010 • 17h26

Livros impressos são lidos mais rapidamente do que e-books, diz estudo


O tempo que uma pessoa leva para ler um livro é maior nos dispositivos eletrônicos, segundo estudo recente de Jakob Nielsen, da empresa de consultoria Nielsen Norman Group. A informação foi divulgada pelo site da revista “PC World”.

A pesquisa analisou o tempo de leitura de 24 usuários em um Kindle 2, no programa iBooks do iPad, no monitor de um computador e no tradicional papel. Eles leram contos de Ernest Hemingway nas quatro plataformas.

No geral, o levantamento mostrou que um usuário leva até 10,7% mais tempo para ler em um tablet eletrônico, se comparado à leitura do livro impresso. Apesar disso, informa a “PC World”, os leitores preferiam mais ler nos tablets do que no papel.

Folha Online | Tec | 05/07/2010 | 12h48

Apple Clama ter 22 Porcento do Mercado de eBooks


Com certeza esse patamar foi alcançado com o iPad. A Apple anunciou em pleno WWDC 2010 [World Wide Developers Conference] que detém uma fatia de 22 porcento de todo o mercado de livros digitais e similares. De acordo com Steve Jobs, criador e CEO da Apple, a companhia já vendeu mais de 5 milhões de livros digitais somente para os novos proprietários do tablet da empresa. E de cola, em plena San Francisco, Jobs anunciou que os livros digitais estão sendo atualizados, e que permitirão suporte a bookmark, notas, marcações [highlight] em o uso de PDFs para leitura.

Jobs afirma que “os editores nos informaram que as vendas de eBooks estão em 22 por cento neste exato momento, sendo 22 porcento somente em iBooks”. Ele ainda completa dizendo que “nós estamos fazendo algumas mudanças hoje, [por exemplo], notas, você já pode fazer anotações aqui, novos bookmarks, e uma nova página mostrando as suas anotações e bookmarks”.

Enquanto isso, Marco Tabini da MacWorld notou que os iBookx já suportam arquivos PDF, o que expande a capacidade do aplicativo de apresentar livros em um grande número de títulos. Tabini completa, comentando que “[esse é um extra] a todos os tipos de documentos salvos no formato da família Adobe Portable Document”. Entretanto, Jobs não menciona se o suporte a PDF estende-se para o LADO proprietário da Adobe e sua tecnologia DRM, o que permitiria a importação e uso de livros adquiridos através de livrarias que suportam esse formato”.

Essa é uma verdadeira inovação [mesmo que tímida], para os ainda estáticos livros digitais, que de nada aproveitam a imensa capacidade de interação com seus usuários, que a Web 2.0 tem a oferecer. Agora o problema é outro. Será que a Apple seguirá neste mercado utilizando tecnologias abertas como HTML5, CSS3, SVG, XML e Javascript? Ou a empresa da maça ficará com os pacotes de desenvolvimento da Adobe, só para criar um padrão fechado que beneficie a manutenção e crescimento de seu mercado?

Acredito que o uso de tecnologias abertas realmente beneficiariam o mercado como um todo, aperfeiçoando os atuais [e ainda desatualizados] padrões abertos como DocBook, permitindo uma migração definitiva do papel para o meio digital. O único entrave seria o hardware, que precisa permitir a segurança dos dados contra qualquer tipo de acidente ou catástrofe. Como todos sabem temos vantagens e desvantagens tanto no meio físico [papel] quanto no meio digital. Mas o número de desvantagens do meio digital ainda são tantos, que o meio físico consegue manter com folga e facilidade a sua supremacia, mesmo com a constante desatualização do mercado de impressos, a falta de espaço, e o famigerado mofo :-D

Afinal de contas, quem não gostaria que nossos livros impressos viessem com pelo menos um CTRL+F? Depois de tanto utilizar livros digitais, você pelo menos deve sentir falta de um “sistema de busca” mais eficaz nos livros impressos. Mas por outro lado, um EMP nem faz cócegas em uma obra impressa. Já o seu disco rígido… são outros 500.

Sabemos que hoje em dia, nenhuma sociedade consegue mais acompanhar o volume diário de informação gerada em todo o mundo. Por isso precisamos pensar em um meio de armazenar com segurança, não somente todo esse conteúdo digital, assim como, meios para a reprodução dos mesmos.

Under-Linux.Org | Publicado em 07/06/2010

Autores independentes se beneficiam dos e-books


Na corrida pelo domínio do mercado de livros eletrônicos protagonizada pelos gigantes da tecnologia [como Apple, Google e Amazon], os beneficiados vão além dos aficionados por leitura.
Escritores independentes, aqueles que publicam as próprias obras sem ajuda de uma editora, também podem tirar vantagem da concorrência.
Entre os ganhos estão maior retorno financeiro, variedade de plataformas e ferramentas para promoção com potencial de atingir muita gente.
As primeiras pistas da nova era da autopublicação foram dadas pela Amazon ainda em janeiro, quando a Apple anunciou ao mundo a vinda do iPad. A loja virtual estabeleceu o aumento dos direitos autorais relacionados a livros eletrônicos. A partir de 30 de junho, escritores que vendem na Amazon receberão 70% do preço da venda -o valor atual é de 35%.
A Apple deu o troco e costurou parcerias para levar ao iPad, por meio do aplicativo iBook, livros eletrônicos de escritores independentes . Os sites Lulu e Smashwords ganharam a benção da empresa de Steve Jobs para ser a porta de entrada para o badalado tablet.
“A guerra tecnológica tem um grande benefício, que é colocar a possibilidade da autopublicação em destaque”, diz Ricardo Almeida, diretor-geral do Clube dos Autores, site que funciona como ferramenta para escritores independentes brasileiros.
Há 15 dias, o Google revelou um novo serviço que deve expandir ainda mais as fronteiras da autopublicação. Com o Google Editions, a gigante das buscas passará a vender livros eletrônicos, incluindo aqueles de escritores independentes.
“Comercializaremos qualquer livro com ISBN disponível pelo Google Book Search cujo detentor de direitos nos autorizar a comercializar suas obras por meio do Editions. O preço de cada livro será determinado pelo detentor dos direitos”, disse à Folha Rodrigo Velloso, representante da empresa no Brasil.
O Google deverá esquentar ainda mais o mercado de livros eletrônicos, caso se confirme o projeto de seu próprio tablet.

ONDE PUBLICAR

LULU
Famoso site de autopublicação, tem parceria com a Apple e faz distribuição por meio do iBook, aplicativo que leva livros eletrônicos para o iPad -a Apple embolsa 30% do valor da venda. O restante é dividido entre o Lulu e o escritor -vão 20% para o serviço e 80% ficam para o autor
lulu.com

CLUBE DOS AUTORES
Site mais conhecido do gênero no Brasil, ainda experimenta com plataformas focadas em e-books. Os autores podem converter arquivos de Word para PDF e fazer uma capa para o livro. As vendas acontecem no próprio site, que não retém direitos autorais sobre a obra. Os serviços são gratuitos
clubedosautores.com.br

SMASHWORDS
Distribui livros eletrônicos em várias plataformas, como a loja virtual voltada aos e-readers da Sony, o site da rede de livrarias Barnes & Noble e aplicativos de e-books para smartphones. O serviço é gratuito e o autor recebe 85% do valor das vendas
smashwords.com

DIGITAL TEXT PLATFORM
Serviço gratuito da loja virtual Amazon que permite a publicação no formato do Kindle. Tem suporte para obras em português e, partir de 30 de junho, os autores receberão 70% do valor da venda
dtp.amazon.com

CREATSPACE
Permite que o autor crie sua lojinha virtual para vender suas obras e tem um sistema flexível para determinar os preços, lucros e canais de venda. O site também conta com uma comunidade de escritores que promete ajuda, mas funciona melhor em inglês
creatspace.com

Folha de S. Paulo | 19/05/2010 | Por Bruno Romani

Apple corre contra o relógio para garantir conteúdo para o iPad


Em duas semanas, a Apple começa a vender o iPad, mas as indefinições continuam

A Apple Inc. ainda está trabalhando para conseguir conteúdo para o iPad a somente duas semanas do lançamento do novo aparelho, disseram pessoas a par do assunto, enquanto a empresa diminui um pouco suas ambições iniciais em relação ao superbadalado minicomputador. Desde que o iPad tornou-se disponível para pré-venda, na sexta-feira passada, a Apple já vendeu centenas de milhares de aparelhos, disseram pessoas a par do assunto. Uma dessas pessoas disse que a Apple pode vender mais iPads nos primeiros três meses do que vendeu iPhones em igual período após o lançamento do celular. Mas a Apple ainda está negociando com empresas de mídia um desconto para os programas de TV que as pessoas vão poder baixar no aparelho, disseram pessoas familiarizadas com o assunto. A Apple também tinha esperança de trabalhar de perto com jornais, revistas e editoras de livros escolares para descobrir novas maneiras de apresentar digitalmente conteúdo impresso no iPad, mas por ora colocou esse esforço em banho-maria para se focar em outros conteúdos, disse uma dessas pessoas. Uma área que parece estar dentro do cronograma é a nova livraria virtual da Apple, iBooks. Pessoas a par do assunto disseram que as maiores editoras devem entregar a maioria de seu catálogo, e a livraria deve ter quase todos os livros à disposição de leitores que usam os aparelhos Kindle, da Amazon.com Inc., e Nook, da Barnes & Noble Inc.

Valor Econômico – 19/03/2010 – Por Yukari Iwatani Kane e Sam Schechner

iPad terá leitura em voz alta e suporte a livros gratuitos


A pré-venda do iPad começou nesta sexta-feira [12], trazendo mais informações sobre os recursos presentes no primeiro tablet da Apple. Entre as novidades, destaque para um recurso de áudio que permite a leitura em voz alta pelo próprio gadget e o suporte a e-books gratuitos.

O iBooks trabalha com VoiceOver, o leitor de tela no iPad, que pode ler o conteúdo de qualquer página para você”, diz a Apple sobre a ferramenta de acessibilidade que, ao ditar qualquer texto, permite ajudar usuários portadores de deficiência visual.

Com recurso semelhante de leitura de texto, o Kindle 2, da Amazon, foi alvo da Authors Guild, organização dos direitos dos autores nos EUA, que questionou o não-licenciamento de áudio para e-books, lembrou a “Wired”. E, mesmo afirmando que “nenhuma cópia é feita, nenhum trabalho derivado é criado e nenhuma performance é feita”, a Amazon acabou por dar aos autores o direito de optar por habilitar ou desabilitar a função de áudio de cada título em fevereiro de 2009.

Até o momento, a Author’s Guild não se pronunciou a respeito do recurso agora presente no tablet da Apple. Ao contrário da Federação Nacional dos Deficientes Visuais, que aplaudiu a inclusão do VoiceOver no iPad.

O aplicativo iBooks usa o formato EPUB – o formato de livro aberto mais popular do mundo”, diz o texto no site da Apple. “Isso torna mais fácil para os editores criarem versões para o iBooks de suas leituras favoritas. E você pode adicionar títulos EPUB gratuitos para o iTunes e sincronizá-los para o aplicativo em seu iBooks no iPad”.

3 de abril

O iPad estará à venda nos Estados Unidos a partir do dia 3 de abril, apenas na versão com Wi-Fi, com preços de US$ 499 [16 GB], US$ 599 [32 GB] e US$ 699 [64 GB]. Os modelos 3G chegam às lojas americanas no fim de abril, custando US$ 629 [16 GB], US$ 729 [32 GB] e US$ 829 [64 GB].

Anunciado no fim de janeiro pela Apple, o lançamento mundial do iPad estava prometido para o fim de março, mas o tablet chega a países como Austrália, Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Espanha, Suíça e Reino Unido no final de abril.

A assessoria de imprensa da Apple no Brasil informou que não há previsão para a data de lançamento do produto no país.

O iPad pesa pouco menos de 700 gramas e tem tela sensível ao toque de 9,7 polegadas, com espessura total de 1,2 centímetro. O usuário pode usar teclas virtuais exibidas na tela sensível ao toque ou ligá-lo a um teclado externo próprio.

Com o aparelho, será possível escutar músicas, assistir a vídeos, ouvir podcasts e acessar a internet, além de ler livros digitais.

G1 – 12/03/2010

iPad já afeta mercado de livros virtuais


O lançamento do iPad, na semana passada, já afetou o mercado de livros para aparelhos de leitura [eBooks] como o Kindle, da Amazon. Editoras, usando a força da entrada da Apple na disputa, decidiram pressionar as empresas até agora controladoras do mercado a não imporem mais seus preços.

Durante o Natal, a Amazon havia reduzido o preço dos livros de algumas editoras vendidos para o Kindle para apenas US$ 9,99. A diminuição se baseou no corte do porcentual direcionado às editoras na venda dos livros.

Como a concorrência da Amazon era restrita apenas a Barnes&Noble e outras companhias sem a mesma força, ficava fácil para a fabricante do Kindle controlar o mercado e determinar os valores.

Agora, com a Apple, as editoras buscam renegociar o acordo. Em alguns casos, retiram livros do catálogo da Amazon por não concordarem com os preços praticados, considerados abaixo de mercado. Em um embate no fim de semana, a editora Macmillan, uma das maiores dos EUA, conseguiu impor os seus termos na negociação com a Amazon. A partir de agora, a empresa fabricante do Kindle elevará os preços dos livros para valores entre US$ 12,99 e US$ 14,99, aumentando a margem para a editora.

Em comunicado oficial, a Amazon afirmou não concordar com os termos. “Mas tivemos que capitular porque a Macmillan possui o monopólio de seus títulos e nós queremos oferecê-los a nossos clientes, ainda que esses preços sejam desnecessariamente altos para e-books“, afirmou. Outras cinco editoras tendem a seguir o mesmo caminho, colocando em cheque a política da Amazon de vender livros a preços bem menores do que os valores das edições impressas para dominar o mercado.

As principais editoras chegaram a um acordo de preços com a Apple antes do lançamento do iPad para vender seus livros na iBookstore. Agora, pretendem utilizar termos similares com a Amazon e a Barnes&Noble, fabricante do Nook. No modelo de vendas introduzido pela Apple, que agradou às editoras, elas receberão 70% do total da venda de cada livro. Esse porcentual pode ser ainda mais elevado para a Amazon e a Barnes&Noble, segundo analistas.

Atualmente, a Amazon domina cerca de 60% do mercado dos eBooks, com a Barnes&Noble e outras livrarias menores dividindo o restante. A expectativa é que a Apple altere a disputa. Porém há céticos. Primeiro, a tela do iPad emite luz como um computador comum, o que cansa a vista, prejudicando a leitura. Já no Kindle e no Nook as telas imitam a página de um livro e dá para ler com mais facilidade ao ar livre. Mas no caso de revistas e jornais, o iPad leva vantagem por possuir aplicativos e ter uma plataforma para a publicação de anúncios.

Estado.com – 02/02/2010 – Por Gustavo Chacra

O que já dá para saber sobre o iPad


A Apple vai redefinir uma categoria de produtos, o que não é fácil”, disse Michael Gartenberg, do instituto de pesquisas Interpret LLCSteve Jobs nunca desaponta. O mestre das apresentações tomou o palco mais uma vez na última quarta-feira para revelar a entrada, esperada há muito tempo, da Apple no mercado de tablets. O iPad foi instantaneamente saudado como uma categoria inteiramente nova de produto e igualmente atacado como um aparelho de nome infeliz [pad, em inglês, quer dizer absorvente feminino] e sem muitas das características que eram reivindicadas por usuários.

Os primeiros exemplares do iPad – o nome foi imediatamente satirizado por mulheres no Twitter como iO.B. – chegarão às prateleiras norte-americanas em março com cara de iPhone grandão e realizando quase as mesmas funções que o smartphone da marca desempenha, só que em uma escala maior.

A Apple vai redefinir uma categoria de produtos, o que não é fácil de fazer“, disse Michael Gartenberg, vice-presidente de estratégias e análises da Interpret LLC, uma empresa de pesquisas de mercado.

Se o iPad virar sensação, o tablet pode acabar tendo enorme impacto na indústria da mídia. Editores de livros, revistas e jornais, todos têm antecipado a chegada dele e tentado descobrir maneiras de aproveitá-lo.

Um dos primeiros parceiros a entrar no palco de Jobs na quarta-feira foi o New York Times, e Martin Nisenholtz, o chefe de conteúdo digital do jornal, disse que o iPad combinaria o melhor do diário impresso com o melhor do online. As reportagens poderiam expor vídeos com fotos.

Estamos incrivelmente animados em explorar a próxima geração do jornalismo digital“, disse Nisenholtz.

A primeira empresa a confirma a existência do iPad, no dia anterior ao anúncio da Apple, foi o grupo McGraw-Hill, cujo CEO Terry McGraw disse que planejava produzir livros escolares para o aparelho. “Editores de livros agora têm um empresa bastante convincente e um produto interessante com que podem trabalhar“, disse Mike McGuire, vice-presidente de pesquisas da Gartner, empresa de análises e pesquisas do Vale do Silício. “Será interessante ver como a Amazon e a Sony responderão agora que a Apple entrou no mercado de venda de livros digitais.

O iPad está mirando diretamente no mercado de leitores de livros digitais, simbolizado pelo Kindle da Amazon, e no mercado de laptops. Jobs e outros executivos da Apple vangloriam-se da loja de livros digitais, a iBook Store, que facilitará a compra e a leitura de livros assim como o iPod e a iTunes Store fizeram, tornando popular a compra de música via web.

Jobs não disse quanto os livros irão custar. O que ele falou mesmo foi sobre as parcerias, já assinadas, com as cinco maiores editoras dos EUA [ Penguin, HarperCollins, Simon & Schuster, MacMillan e Hachette ]. No caso da iTunes Store, a política da Apple de vender músicas por 99 centavos de dólar cada irritou os executivos da indústria musical, que não puderam dar nem palpite sobre o preço cobrado por seus produtos.

ACERTOS E ERROS

A vantagem que o iPad parece ter sobre o Kindle e outros e-readers, como o Nook, da Barnes & Noble, e o Sony Reader, é que, além de ser um aparelho elegante, com páginas “viráveis” e índices de livros que se pode tocar com o dedo, também tem muitos outros destaques, como a habilidade de tocar filmes, colocar vídeos dentro do conteúdo de um livro e checar o e-mail. A desvantagem, por outro lado, é que, ao contrário do iPad, o Kindle e outros aparelhos são feitos para ler em qualquer condição de luz, mesmo ao sol [o que não acontece com o tablet da Apple]. Isso sem falar que os concorrentes largaram na frente da Apple, reunindo público leitor e editoras no mesmo lugar.

Jobs também partiu para o ataque aos netbooks – aqueles laptops pequenos, baratos, leves e que ganharam popularidade no ano passado – dizendo que eles não são particularmente úteis. A Apple fez um show de como seu software iWork faz do iPad um aparelho produtivo para os negócios – com ele, o aparelho cria documentos de texto, planilhas e apresentações de slide. O aparelho se conecta à internet tanto por Wi-Fi quanto por redes 3G.

Mas os netbooks podem rodar vários programas ao mesmo tempo, coisa que o iPad não faz e que é uma habilidade obrigatória para usar um aparelho para o trabalho. Muitos acreditam que enquanto a Apple não transformar o iPad em um aparelho multitarefa, ele vai atrair sobretudo usuários casuais e jogadores de games. E enquanto um netbook pode custar tão pouco quanto US$ 200, o preço do iPad começa em US$ 500, por um gadget que só tem Wi-Fi e 16 GB de memória. O valor pode chegar a US$ 830, por uma versão de 64 GB e conexão 3G [que ainda tem a mensalidade de uma operadora de celular].

Além do mais, o iPad não exibe sites em Flash – um problema que ele compartilha com o iPhone. Críticos também cutucaram que o iPad não tem câmera para filmar ou bater fotos.

Mas ele traz muitas novidades. E muitos comentários indicam que as pessoas mal esperam para comprar um. Ele é compatível com 140 mil aplicativos já disponíveis na App Store, e desenvolvedores estão trabalhando para criar programas específicos para ele.

Opa, estamos recebendo alguns iPads. Tipo, uns 20 deles”, escreveu no Twitter Ge Wang, cofundador da Smule, que faz aplicativos musicais para o iPhone, como o Ocarina e o LeafTrombone. Wang, que esteve no evento da Apple, disse que o iPad “combina a intimidade que as pessoas têm com o celular com o poder de um laptop“.

Om Malik, que cridou a rede de sites GigaOm, saudou Jobs por ter a coragem de criar um novo produto que pode competir com os outros eletrônicos da própria Apple. “Como você pode liderar uma empresa como se ela estivesse começando hoje?“, disse Malik. “É isso que o Steve Jobs faz. Ele vai canibalizar o mercado do MacBook, e canibalizar o mercado do iPod Touch, mas é isso mesmo que ele deve fazer.”

Com certeza o iPad também vai enfrentar a concorrência de fora da Apple. Quando a Microsoft lançou o Windows 7, no ano passado, já o deixou preparado para operar em telas sensíveis ao toque dos tablets, e muitos fabricantes começaram a mostrar seus produtos na Consumer Electronics Show em Las Vegas, no início deste ano.

Os primeiros iPads começam a ser vendidos em 60 dias, no início de março [ só os modelos com Wi-Fi]. As outras versões que também funcionam na rede 3G da operadora AT&T serão vendidos 30 dias depois. Mensalmente, os planos de dados, para usar a internet na rede 3G, irão custar US$ 15, por 250 MB de tráfego por mês, ou US$ 30 por um pacote ilimitado. E você pode cancelá-lo a qualquer momento.

A tela grande vai atrair uma ampla variedade de desenvolvedores, particularmente criadores de games e empresas de mídia. Gráficos e vídeos terão uma aparência muito melhor com as polegadas extras.

A Apple vai vender um teclado externo, mas o mesmo teclado virtual do iPhone está lá. Na horizontal, as teclas ficam quase tão grandes quanto as de um netbook, mas ainda assim elas ficam abarrotadas para teclar com os 10 dedos. Também dá para usar o teclado com o aparelho na vertical.

Coloque um desses [teclados externos] no escritório, e quando você quiser escrever o seu Guerra e Paz, ele está pronto“, disse Jobs. Outro acessório externo é um estojo que não apenas protege, mas também serve como base para o aparelho, útil para assistir a filmes.

Jobs disse que a Apple preparou tudo para rodar até melhor no iPad do que no MacBook ou no iPhone, desde navegar na web a ver fotos e checar e-mails, ou mesmo para ver calendários e mapas, na rua. Realmente os aplicativos são elegantes e inteligentes.

O iPad tem uma bateria com autonomia de 10 horas e menos materiais tóxicos – não tem arsênico ou mercúrio.

Vai matar o Kindle?

Jobs foi diplomático. Na apresentação, disse que “a Amazon fez um grande trabalho de pioneira“, mas que a Apple estaria agora na sua cola. Se não matar o Kindle, o iPad rouba boa parte dos clientes do Jeff Bezos. Com o lançamento de um gadget mais completo e da iBooks Store, o Kindle deve se voltar ao nicho daqueles que gostam ou que precisam ler muito. A vantagem do e-reader da Amazon é a tela de tinta eletrônica, que não emite luz, mais amigável aos longos períodos de leitura.

É só um iPhonão?

Que nada. O iPad está mais para um iPodão Touch, embora isso também não seja o suficiente para descrevê-lo. O tamanho da tela [9,71’] faz diferença na hora de ver filmes, séries e ler livros, revistas e jornais. O software da iBook Store, o iTunes das letras, deve satisfazer o pessoal que teima em forçar a vista lendo e-books no iPhone. Jobs brincou: “Se o tablet lembra um iPod, ao menos 250 milhões de pessoas já saberão usá-lo”.

Parceiros

Entre os jornais e as revistas, os grandes parceiros da Apple por enquanto são o jornal New York Times e a Condé Nast [que publica, entre outros títulos, Wired, New Yorker e Vogue]. Já a iBooks Store tem cinco das maiores editoras dos EUA: Penguin, HarperCollins, Simon & Schuster, Macmillan e Hachette. Disney e CBS estão responsáveis por levar a TV para o tablet. Eletronic Arts vai cuidar dos games.

Falta algo?

Falta, e muito: câmeras na frente e atrás para teleconferências, saída HDMI para conexão com um monitor HD, mais memória, entrada USB, suporte flash para vídeos em streaming e, principalmente, a capacidade de ser multitarefa. O pior é a incapacidade de rodar duas funções ao mesmo tempo. Ao que parece, o usuário do tablet da Apple não poderá ouvir uma música enquanto digita um texto.

Lembra?

Em maio de 2009, o Kindle DX era lançado e a capa do ‘Link’ perguntava se ele seria o iPod do papel. Aí nesta semana veio o iPad. E a gente resolveu aproveitar a mesma capa, afinal, foi só trocar o nome de um gadget pelo de outro. Será que a gente ainda vai usar essa capa mais algumas vezes. Ou será que agora foi?

Dan Fost – Estadão – 31/01/2010

iPad versus Kindle


O minicomputador tablet da Apple, o iPad, lançado nesta quarta-feira (27); aparelho não deve substituir o Kindle.

Analistas acreditam que o Kindle não será afetado a curto prazo pela chegada do iPad. Mas o fato é que, ao criar uma loja de eBooks e um programa para leitura no tablet, a Apple botou seu pezinho em um mercado atualmente dominado pela Amazon.

Por isso, embora não sejam concorrentes diretos, é provável que muitos consumidores acabem optando por um ou outro na hora de decidir o que fazer com seu salário. Veja aqui uma comparação entre os dois dispositivos, levando em conta cinco quesitos.

1 – Preço

Vencedor: Kindle

A versão mais barata do Kindle custa 259 dólares. É bem menos do que os 499 dólares do modelo mais básico do iPad. Mas vale observar que o Kindle mais barato tem tela de apenas seis polegadas. O Kindle DX, que tem tela de tamanho similar à do iPad, custa 489 dólares, apenas 10 dólares a menos do que o tablet da Apple. Ainda assim, pequena vantagem para a Amazon.

2 – Interface de leitura

Empate

A tela do Kindle, baseada na tecnologia de tinta eletrônica E-Ink, é confortável para ler durante horas e horas. Mas não dá pra esquecer que é uma tela preto-e-branco, adequada para ler romances e pequenos artigos.

E no caso de revistas com fotos e livros científicos com gráficos? Aí, a tela colorida do iPad é uma opção melhor, ainda que, em tese, canse mais os olhos devido à tecnologia LCD. Nesse quesito, portanto, o melhor aparelho depende muito do perfil de leitura de cada usuário.

3 – Oferta de livros

Vencedor: iPad

Um detalhe importante nesse quesito é que existe um aplicativo da Kindle Store para iPhone. Como todos os programas de iPhone rodam também no tablet, será possível comprar livros na loja da Amazon diretamente pelo iPad. Assim, o iPad terá não só terá sua própria loja, a iBooks Store, como também poderá receber livros da Kindle Store.

4 – Bateria

Vencedor: Kindle

A Apple promete 10 horas de bateria para o seu iPad. O valor é bem menor dos sete dias de uso que a bateria do Kindle proporciona, segundo a Amazon.

5 – Variedade de funções

Vencedor: iPad

O Kindle serve para ler livros e… ler livros. Tudo bem, ele até tem um navegador e consegue tocar arquivos em MP3, mas ambos os recursos são bastante precários. Para melhorar a versatilidade do Kindle, a Amazon anunciou recentemente que vai criar uma loja de aplicativos para o Kindle. Mas, com um hardware bastante limitado, as aplicações não devem ser lá grande coisa.

Já o iPad traz muitas das funções de um computador convencional, como navegação na web, reprodução de vídeos e áudio e edição de documentos. Além disso, já nasce com mais de cem mil programas do iPhone. Todos os programas feitos para o smartphone rodam no tablet.

Conclusão

O iPad é muito superior em termos de hardware e recursos, enquanto o Kindle tem sua força concentrada na leitura de e-books. Ainda é cedo para especular se a Amazon tentará acompanhar os tablets com versões melhoradas do Kindle ou, possivelmente, sair do negócio de hardware e se concentrar em vender livros pela Kindle Store para todo tipo de tablet. É esperar para ver.

André Cardozo – 28/01 – 17:22hs

iPad chega e vem com iBookstore


O tão esperado – e sonhado – tablet da Apple finalmente foi apresentado por Steve Jobs ontem, em grande evento realizado pela empresa da maçãzinha. Segundo definiu Jobs, o tablet, batizado de iPad, é uma “terceira categoria” de equipamento – algo entre um smartphone e um laptop – que tem a “missão” de ser muito melhor do que um netbook. Bem equipado pra isso ele está: tela de 9,7”, 1cm de espessura e menos de 700 gramas. Tem ainda Wi-Fi e Bluetooth de última geração. E Steve prometeu duração de 10 horas pra bateria, mesmo assistindo a um filme. E, na festa, o mundo dos textos não ficou em segundo plano. Steve Jobs surfou pelos sites do The New York Times e da Time. Mas o grande anúncio para os livros [e seus fãs] foi o iBook, um novo aplicativo de eBook que usa a plataforma ePub. A iBooks Store segue o padrão App Store e iTunes e chega em parceria com as cinco maiores editoras da terra do Tio Sam – Penguin, HarperCollins, Simon & Schuster, Macmillan e Hachette Book Group [só a Random House ficou de fora]. Não foram dados detalhes do modelo de negócios na apresentação [ confira  no site da Publishers Lunch o vídeo de apresentação do iBook – em inglês], mas o funcionamento da loja, armazenamento dos livros em uma “estante” e a leitura de cada um pareceram muito simples e eficientes. O todo-poderoso da Apple aproveitou pra cutucar a concorrência: “A Amazon foi pioneira e fez um ótimo trabalho com o Kindle. Mas nós vamos além. […] Esperamos que este seja um grande leitor não só para livros de literatura, mas também para os didáticos.” Preços? Começa em U$ 499 e vai até U$ 899, dependendo do tamanho do HD [16Gb, 32Gb ou 64Gb] e das conexões wireless [apenas Wi-Fi ou com 3G incluído]. Segundo o The Bookseller, para Dan Franklin, editor digital da britânica Canongate, “estava olhando o tablet e pensando: ‘isso é o que esperávamos para a nossa indústria’.” Assista aqui o vídeo completo da apresentação [em inglês].

PublishNews – 28/01/2010 – Por Redação

Apple apresenta iPad


O executivo-chefe da Apple, Steve Jobs, apresenta o iPad, computador tablet da empresa, em San Francisco.

A Apple lançou nesta quarta-feira [27] o iPad, minicomputador cuja interface parece um “iPhone expandido”, nas palavras do próprio fundador da companhia, Steve Jobs. O anúncio foi feito em um evento da empresa em San Francisco, nos EUA.

O iPad chega às prateleiras no final de abril nos EUA. Modelos com 3G estarão no mercado no final de maio. Serão três tamanhos de armazenamento: 16 Gbytes, 32 Gbytes e 64 Gbytes.

O preço inicial do tablet é US$ 499 [16 Gbytes, sem conexão 3G]. O iPad mais caro é o 64 Gbytes e conexão 3G: custa US$ 829. Sem conexão 3G, o iPad 32 Gbytes custa US$ 599 e o 64 Gbytes, US$ 699. Caso se deseje a conexão, há um custo extra de US$ 130 sobre cada dispositivo.

Nos EUA, a assinatura para tráfego de dados via operadora AT&T custará US$ 14,99 para um limite de até 250 MBytes e US$ 29,99 para tráfego de dados ilimitado. A Apple estima que o valor dos pacotes em demais países seja fechado entre junho e julho.

A tela do iPad tem 9,7 polegadas de dimensão. A espessura do aparelho é de 1,2 centímetro. Ele pesa 680 gramas. O chip foi desenvolvido pela própria Apple, e leva o nome de A4. A duração da bateria, de acordo com a empresa, é de 10h.

Apresentação

Que tipo de tarefas [o iPad executa]? Navega na internet, checa e-mails, compartilha imagens, exibe vídeos, toca música, roda games e livros“, listou Jobs, no início da apresentação de hoje.

Quanto mais eu vejo este dispositivo, mais eu começo a pensar que a Apple realmente quer que você substitua seu laptop com essa coisa“, provocou.

Para mostrar que iPad executa vídeos em alta definição, o executivo exibiu um trailer do filme “Star Trek”. A tela do aparelho é sensível a múltiplos toques simultaneamente. O aparelho terá um teclado opcional, que será acoplado ao dispositivo.

A resolução da tela pode ter seu desempenho duplicado, segundo demonstrou Scott Forstall, vice-presidente de software da Apple.

A prancheta digital é baseada no mesmo sistema operacional do iPhone –o que significa que arquivos e aplicativos voltados ao smartphone serão compatíveis com o novo dispositivo da Apple. Assim como no iPhone, a plataforma do tablet estará aberta para que programadores desenvolvam aplicativos.

Agora algumas pessoas acham que se trata de um netbook – o problema é que os netbooks não são os melhores [produtos]“, disse o executivo. “É um caminho melhor do que um laptop, melhor do que um telefone. Você pode escolher qualquer alternativa que quiser. Ver uma página inteira é sensacional.

Livros e jornais

O vice-presidente também apareceu no palco para reforçar o apelo editorial do novo produto.

Achamos que capturamos a essência da leitura de jornais. Uma experiência superior na aplicação nativa“, disse Frostall. O layout do jornal “The New York Times” aparecia em formato de papel standard.

À medida que se navega no jornal, as fotos se ampliam. Vídeos do “NYT” também rodam no iPad.

Minutos depois, Steve Jobs voltou ao palco para demonstrar um aplicativo voltado para livros, o iBooks. “A Amazon fez um excelente trabalho pioneiro, e nós vamos atrás disto. Nosso novo aplicativo se chama iBooks”, anunciou. A principal característica do iBooks é a possibilidade de mudança de fonte, segundo demonstrou o executivo.

A compra de livros será feita por meio da loja virtual. As grandes editoras norte-americanas já formalizaram parceria com a Apple.

iWork

A Apple também anunciou a criação do iWork – uma suíte de todos os aplicativos “que milhões de consumidores amam“, nas palavras de Phil Schiller, diretor de marketing de produto da Apple.

Trata-se de pacote de aplicativos que compila programas semelhantes ao Power Point e ao Photoshop, com diagramador de texto e imagens, tabelas variadas [desde organização simples de dados até estatísticas] e galerias de documentos com transições animadas. Entretanto, os aplicativos serão vendidos separadamente – cada um por US$ 9,99.

Mercado

O lançamento do tablet vem em um momento em que analistas estimam um lucro de US$ 1 bilhão para a Apple no mercado de aplicativos.

Recentemente, a empresa de pesquisas Gartner divulgou um relatório no qual aponta que mais de US$ 4,24 bilhões foram gastos em aplicativos móveis em 2009, com participação da Apple contabilizada em 99,4% deste segmento, em um total de 2,516 bilhões de downloads.

Ainda segundo a projeção, o mercado deve se ampliar para US$ 6,8 bilhões de dólares em 2010, e US$ 29,5 bilhões de dólares em 2013.

Folha Online – 27/01/2010 – 17h40

Apple funde iPhone e laptop em seu novo iPad


Em uma aparente resposta ao boom dos livros eletrônicos e dos chamados netbooks, a Apple apresentou hoje na Califórnia o aguardado iPad, um aparelho que está entre o iPhone e os computadores Mac.

Há espaço para um produto entre o iPhone e o computador portátil, e a solução não é um netbook“, afirmou Steve Jobs, executivo-chefe da Apple, diante das dezenas de jornalistas que foram ao evento em San Francisco.

A solução da Apple se chama iPad e tem o aspecto de um iPhone grande com funções de computador. Com apenas 700 gramas de peso e 1,2 centímetro de espessura, o iPad conta com uma avançada tela tátil de 9,7 polegadas, conexão Wifi e uma bateria de dez horas de duração.

A última tábua que gerou uma expectativa semelhante levava os dez mandamentos gravados nela“, brincava recentemente o diário americano “The Wall Street Journal”.

E o jornal tinha razão. Rumores sobre o iPad circulavam há meses na imprensa e acredita-se que Steve Jobs tenha se envolvido pessoalmente no desenvolvimento do aparelho, mesmo na época em que teve que passar por um transplante de fígado.

O nome, no entanto, ninguém acertou. Especialistas asseguravam que se chamaria Tablet, iTablet ou iSlate, e a escolha de iPad gerou mais discussões.

O iPad oferece funções interessantes e infinitas possibilidades de negócio para a Apple, que pode arrecadar entre US$ 2,8 e 3,5 bilhões com vendas, segundo previsões de analistas.

Com ele, a Apple aposta oficialmente nos dispositivos eletrônicos móveis, com os quais já gera a maior parte de sua receita. “A Apple é a maior companhia mundial de aparelhos móveis”, anunciou hoje Jobs, um dos fundadores da empresa na década de 70 e responsável pelo desenvolvimento do Mac.

O iPad permite navegar na internet, escutar e baixar música, ver filmes e jogar videogames. Além disso, inclui um teclado virtual de tamanho quase real, o que o torna uma excelente ferramenta para trabalhar com e-mail.

Mas a grande jogada para a Apple são as três lojas na internet que possui integradas: iTunes, a loja de aplicativos do iPhone e a nova iBooks.

No iTunes, os usuários poderão baixar músicas, filmes, podcasts e séries de televisão como fazem até agora em seus IPods ou computadores. A tela do iPad permite ver os conteúdos com uma grande qualidade e se assemelha a ter um televisor de alta definição nas mãos, só que menor.

A loja de aplicativos do iPhone, na qual já há nada menos que 140 mil programas, também está disponível no iPad.

A ideia, no entanto, é que os programadores adaptem esses aplicativos às características específicas do iPad e, sobretudo, achem novos especialmente feitos para o aparelho recém-lançado.

Como ocorreu com o iPhone, fica aberto assim um mundo de possibilidades e oportunidades de negócio para a Apple, que atualmente tem 30% da receita derivada dos aplicativos para telefone.

Mas o iPad quer ser algo mais e pretende se aproveitar do cada vez mais atraente mercado de livros eletrônicos.

O novo computador tablet inclui um aplicativo chamado iBooks para download legal de livros, que, segundo a demonstração de hoje, oferece uma qualidade de leitura superior à de outros leitores eletrônicos atualmente no mercado.

Assinamos acordos com cinco grandes grupos editoriais“, explicou Jobs, que assinalou que a ideia é incluir o mais rapidamente possível muitos mais. “Estou também muito emocionado com a possibilidade de abrir no iBooks os livros“, acrescentou.

Uma das principais surpresas da apresentação foi o preço do iPad, que os analistas tinham antecipado que rondaria US$ 1 mil.

O aparelho de 16 GB custará US$ 499; o de 32 GB US$ 599 e o de 64 GB US$ 699. Os preços aumentam US$ 130 se o aparelho for adquirido com, além de WiFi, conexão 3G.

Os que já queiram comprar o iPad terão, no entanto, que esperar dois meses, três se quiserem a versão 3G. Fora dos Estados Unidos a espera será ainda mais longa, pois a Apple está negociando com as operadoras telefônicas o acesso à internet e não espera conseguir acordos até o meio do ano.

Paula Gil – EFE – 27/01/2010

Revista do Observatório do Livro e da Leitura – 29/02/2010