Cardiologista lança livro gratuito com dicas médicas para viagens


A cardiologista e professora Dra. Marisa Campos Moraes Amato está lançando o livro Seleções de Dicas Médicas, com o objetivo de suprir a carência de seus pacientes em obter informações e orientações confiáveis sobre problemas de saúde, que podem ocorrer em suas viagens. “Ao longo de minha carreira detectei que são muitas questões que afligem o viajante leigo a respeito de como resolver alguns problemas. Às vezes são problemas banais e outras mais complicados, mas que são esquecidos durante o planejamento de uma viagem. E quando surgem, podem atrapalhar muito o passeio”, explica a Dra. Marisa.

Seleção de Dicas Médicas traz dicas de quais vacinas tomar antes de cada viagem, remédios que devem ser levados, sangramentos nasais, dores de ouvido e inchaço nos voos, o que comer, náuseas, tonturas e vômitos. Também aborda riscos do desenvolvimento de trombose e embolia pulmonar durante as viagens de avião e como lidar com o jet lag, entre tantas outras dúvidas, mais simples ou mais complexas, apresentadas pelos seus clientes

O livro está disponível gratuitamente na Apple Store. Para baixar é necessário espaço disponível no: iPad com iBooks 2 ou posterior, iOS 5 ou posterior; iPhone com o iOS 8.4 ou posterior; ou Mac com OS X 10.9 ou posterior. A versão impressa pode ser adquirida por US$ 9,99, no site LuLu.

Sobre o Autor

Prof. Dra. Marisa Campos Moraes Amato, doutorada pela Universidade de São Paulo em1988, é especializada em cardiologia pela Associação Médica Brasileira. Também tem Mestrado em Ciências, na área de Fisiologia Humana, pela Universidade de São Paulo. Foi bolsista de pós-doutorado, do governo alemão, pela Fundação Alexander von Humboldt, em Hamburg, 1992/1993. Professora Livre Docente de Cardiologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, 1998.

Produziu vários artigos científicos com repercussão internacional. Um deles, publicado na Heart British Medical Journal, em 2001, é referência para o Consenso Europeu de Cardiopatias Valvares. Foi Presidente da Academia de Medicina de São Paulo, em 1997/1998 e Membro do Conselho de Cultura da Associação Paulista de Medicina, em 1999/2002; também foi Presidente do Clube Humboldt do Brasil entre 2008 e 2010. Desde 2008, é Membro do Conselho de Economia, Sociologia e Política da Federação do Comércio do Estado de São Paulo do Sesc e do Senac.

Serviço:

Livro versão Online na Apple Store
Seleção de Dicas Médicas
Autor: Prof. Dra. Marisa Campos Moraes Amato – cardiologista
Editor: Amato Instituto de Medicina Avançada
Idioma: Português
Valor: Gratuito
Local de venda: https://www.amato.com.br/selecao-dicas-medicas

Versão Impressa
Seleção de Dicas Médicas -1ª Edição
Autor: Prof. Dra. Marisa Campos Moraes Amato – cardiologista
Editor: Amato Instituto de Medicina Avançada
Número de páginas: 100
Idioma: Português
Valor: US$ 9,99
Local de venda: https://www.amato.com.br/selecao-dicas-medicas

Duas notícias que prognosticam mudanças no mercado dos eBooks


Como o aumento do uso de celulares para leitura e a eliminação de DRM por algumas editoras afetam o mercado de e-books na Europa e nos EUA? Shatzkin responde.

Duas notícias recentes e como as coisas estão se desenvolvendo prognosticam algumas coisas sobre a direção do mercado e-book. Uma notícia é que a leitura em telefones está realmente decolando. Mais da metade dos consumidores de e-book usam seus celulares pelo menos por algum tempo e o número dos que leemprincipalmente nos celulares chega a um em cada sete. A outra é que o mercado de e-books alemão está eliminando, em sua maioria, o DRM. A Random House seguiu editora Holtzbrinck e abandonou as travas digitais, fazendo com que um dos maiores mercados do mundo entre num caminho no qual o mercado de língua inglesa se recusou determinadamente a pisar. [Há exceções, é claro – O’Reilly, Tor, o selo digital da Harlequin, Carina, Baen, e outras editoras pequenas, voltadas principalmente para nichos literários.]

Um monte de teorias sobre os e-books estão prestes a ser testadas.

Minha reação pessoal para a adoção da leitura no celular é “por que demorou tanto?” Comecei a ler e-books em um Palm Pilot em 1999. Fiquei animado porque trouxe livros para um aparelho que já carregava comigo o tempo todo. Desde o começo, na minha opinião, era para isso que os e-books existiam: não precisava de outro dispositivo além do que já levava comigo o tempo todo. Em 2002, houve um meme ativo por um tempo questionando qual o valor dos e-books. Por que alguém iria querer essa coisa? Falei numa Conferência Seybold sobre isso dando uma resposta simples:

Se você realmente usa um Personal Digital Assistant [PDA] todo dia, se está entre o número cada vez maior de quem carrega um deles com você o tempo todo, não precisa que ninguém explique o valor e a utilidade dos e-books. O inverso disso é que se você não usa um PDA regularmente, os e-books terão muito pouco valor para você. Há alguma utilidade menor em ter livros e algum software leitor no seu notebook, mas não muitas.

Pode ter sido essa busca por mais “valor” nos e-books que levou a anos de experimentação para torná-los algo mais do que texto apresentados em telas, tentando adicionar funcionalidade usando a capacidade digital em uma longa sucessão de fracassos comerciais.

Meu amigo, Joe Esposito, um dos pensadores mais criativos da área editorial,identificou e deu o nome ao conceito de “leitura intersticial” há alguns anos, com isso ele estava falando de quando lemos um livro enquanto esperamos em uma fila ou enquanto esperamos que o filme comece. Lembro-me de um antigo vizinho que tinha sempre um livro na mão quando entrava no elevador no 14º andar e lia uma ou duas páginas à medida que descíamos para o térreo. Aquele era um hábito peculiar com um livro impresso; vai ser uma prática cada vez mais comum à medida que mais gente ler em portáteis que sempre estão conosco.

Pode ser que a editora Judith Curr do selo Atria na S&S tenha acertado quando previu que o futuro da leitura está nos celulares e no papel.

Uma questão importante daqui para frente é como a leitura no celular afetará os padrões de compras. Aqui temos uma dicotomia interessante que depende do uso individual. Que tipo de celular que você tem, Apple ou Android? E qual ecossistema de leitura prefere: Kindle da Amazon, iBooks da Apple ou outro como Google, Kobo ou Nook?

Explico por que isso é importante. Quando você usa o app iBooks em um iPhone, pode comprar livros diretamente no aplicativo. Nunca fiz isso, exceto para comprar um livro que já sabia que queria. Normalmente leio no app Kindle e ocasionalmente no aplicativo Google Play. Nos dois casos, faço minhas compras do meu PC no site do Kindle ou do Google Play. Minha compra está acessível instantaneamente no meu telefone depois disso, mas é um processo de compra em duas máquinas.

Claro, também posso acessar os sites do Kindle ou do Google Play através do navegador do meu celular. É um requisito sair do aplicativo, mas não é preciso usar outro dispositivo. [Francamente, é apenas mais fácil fazer as compras com uma tela e um teclado de verdade.]

As limitações nos dispositivos iOS são criados porque a Apple insiste em cobrar 30% para as vendas feitas dentro de seus aplicativos. O Android não obriga a nada disso, então as versões dos apps Android permitem compras dentro do app. Mesmo assim, como com quase tudo, parece que os usuários iOS fazem mais compras e consumo de conteúdo do que os usuários de Android.

Seria de esperar que com o aumento da leitura em celulares, isso favoreceria “lojas da casa” nos próprios celulares. Elas existem no iBooks e no Google Play. Obviamente isso não significa nenhum tipo de golpe mortal no Kindle se minha própria experiência, mantendo o hábito do uso do Kindle de forma quase ininterrupta, serve de guia. Mas é definitivamente um pouco mais fácil comprar dentro do aplicativo que você usa para ler do que precisar sair dele.

Já se disse muitas vezes que os celulares vêm com distrações internas, como os e-mails e as mensagens de texto que chegam o tempo todo. Mas os tablets – que vêm compartilhando a leitura com os livros impressos e os dispositivos de leitura dedicados há alguns anos – também têm e-mail chegando o tempo todo. E os tablets oferecem toda a web como uma distração em potencial também, como os telefones. Não acho que o componente distração tenha mudado muita coisa recentemente durante o crescimento da leitura no celular.

E há muitos escritores que já escrevem capítulos muito curtos [como o que mais vende entre todos, James Patterson] que podem satisfazer as janelas de “leitura intersticial”. Será preciso analisar, e provavelmente não existem metadados para decidir, se os livros que já são escritos em “blocos” estão se beneficiando do movimento para leitura no celular.

Novos hábitos de leitura levam a novas iniciativas editoriais. Nossa amiga, Molly Barton [diretora há muito tempo da Penguin digital], tem uma startup editorial chamada Serial Box que planeja dividir romances longos em pedaços independentes.

O mercado de e-books alemão é muito menor, no total de vendas de livros, do que o norte-americano, uma estimativa que ronda os 5% das vendas, em vez dos mais de 20% nos EUA. Isso acontece por uma combinação de fatores econômicos – incluindo que a Amazon é obrigada a manter preços fixos o que a impede de dar descontos nos e-books – assim como outras questões culturais. [As vendas de livros online na Alemanha são estimadas entre 15% e 25% – talvez metade dos números nos EUA. A Amazon domina a maior parte disso. Livrarias ficam com a metade do negócio; o restante é dividido entre vendas diretas, grandes lojas, outros varejistas que não são livrarias e catálogos.]

Mas várias editoras concluíram que colocar uma marca d’água [que muitas vezes é chamado de “DRM soft”] é toda a restrição necessária para evitar os repasses e o compartilhamento casual. Agora todas as grandes editoras vão funcionar dessa maneira.

Meus amigos me dizem que, na Alemanha, existem ainda pequenas editoras que querem manter o DRM, algo que poderão continuar fazendo por algum tempo. Na verdade, o Adobe DRM mantém a informação sobre quem é um comprador válido, então pode não ser tão fácil para as lojas deixá-lo mesmo depois que as travas não forem mais exigidas se quiserem fazer mais do que adivinhar se um cliente querendo fazer novamente o download de uma compra anterior tem direito a isso. E também poderia ser difícil para o mercado abrir mão totalmente do DRM, se as editoras de língua inglesa ainda quiserem aplicá-lo aos livros em seu idioma vendidos na Alemanha. Isso é um negócio substancial e as livrarias – especialmente a Amazon – não gostariam de forçar uma situação onde a produção das editoras dos EUA e do Reino Unido devem ou não ter de DRM ou não estar disponível no mercado alemão.

Sempre foi a preocupação de muitos editores, agentes e grandes autores que a remoção do DRM resultaria em compartilhamento irrestrito que realmente poderia prejudicar as vendas de livros. Um cético do DRM de longa data, editor e pensador da indústria, Tim O’Reilly, já caracterizou o DRM como “tributação progressiva”, o que parece validar a noção de que os grandes autores têm algo para se preocupar. [O’Reilly publica conteúdo profissional que sofre alterações e atualizações constantes; precisamente o oposto, do ponto de vista do medo do compartilhamento, do que publica James Patterson.] Claramente, as editoras alemãs observando o que aconteceu em seu mercado não têm esse medo. O editor norte-americano e parte do grupo editorial Holtzbrinck, Tom Doherty, também falou publicamente sobre a [falta de] impacto da mudança da Tor para e-books sem DRM: “… a ausência de DRM nos e-books da Tor não aumentou a quantidade de livros da editora disponíveis online de forma ilegal, nem afetou visivelmente as vendas”.

Além do potencial de perda de vendas através do repasse, o outro impacto da remoção do DRM poderia ser torná-lo mais fácil para qualquer um ser varejista de e-book colocando conteúdo em praticamente qualquer dispositivo. A necessidade de fornecer DRM sempre foi responsabilizado como uma das barreiras, por causa dos custos e dos investimentos em tecnologia, que mantiveram os varejistas fora do mercado e-books. Teoricamente, o custo de ser um varejista e-book em um ambiente livre de DRM poderia ser muito menor, incluindo uma diminuição reivindicada e esperada dos requisitos de atendimento ao cliente. Se for verdade, isso poderia ser muito importante para as vendas de e-books com catálogos verticais, onde uma boa quantidade de conteúdo poderia ser um adicional interessante nas ofertas do varejista. As pessoas que vendem bens duráveis não querem lidar com DRM e os requisitos de serviço ao cliente que ele cria.

Esses detalhes de tecnologia são bem mais profundos do que meu conhecimento, mas as pessoas que conhecem tudo isso me advertem para não esperar muitas mudanças nesse sentido. A marca d’água [DRM “soft”, ou DRM sem “travas digitais”] não é nada simples de um ponto de vista técnico. Novos sistemas de leitura poderiam proliferar sem a disciplina do DRM, o que também poderia criar exigências de atendimento ao cliente. A afirmação de facilidade de uso poderia sair pela culatra. Vamos ver.

Sempre foi minha impressão que a discussão sobre DRM era mais forte do que o efeito realmente garantido. Como nunca quis mover um e-book de um ecossistema para outro, ou passar um e-book para outra pessoa, o DRM nunca me atrapalhou. Mas era algo, obviamente, que bloqueava a entrada de novos operadores no varejo de e-books e criava grandes problemas de atendimento ao cliente para livrarias independentes.

As duas coisas que devemos observar na Alemanha são se as vendas de e-books, especialmente para os principais títulos, continuam iguais ou diminuem de alguma maneira por causa do repasse e, pelo menos tão importante, se vai crescer o número de livrarias vendendo e-books pela diminuição das exigências do DRM. A marca d’água vai ajudar as editoras a encontrar a fonte dos e-books que acabam sendo postados ou pirateados publicamente. Eu não esperaria uma explosão da pirataria, mas certamente haverá muito o que aprender.

As chances são muito boas de que esse resultado possa levar ao crescimento de e-books sem DRM no mercado em inglês também nos próximos anos.

Por Mike Shatzkin | Publicado originalmente por PublishNews | 03/09/2015

Mike Shatzkin

Mike Shatzkin

Mike Shatzkin tem mais de 40 anos de experiência no mercado editorial. É fundador e diretor-presidente da consultoria editorial The Idea Logical Co., com sede em Nova York, e acompanha e analisa diariamente os desafios e as oportunidades da indústria editorial nesta nova realidade digital. Organiza anualmente a Digital Book World, uma conferência em Nova York sobre o futuro digital do livro. Em sua coluna, o consultor novaiorquino aborda os desafios e oportunidades apresentados pela nova era tecnológica. O texto de sua coluna é publicado originalmente em seu blog, The Shatzkin Files.

Dicas práticas para produção de ePub3


Por Josué de Oliveira | Publicado originalmente em COLOFÃO | 26 de agosto de 2015

Em meu último texto, chamei atenção para algumas questões de cunho teórico que precisam ser levadas em conta quando se trata de produzir em ePub3. Dando continuidade a esse mesmo assunto, gostaria de destacar aqui alguns outros tópicos, agora de caráter mais prático. Não será um texto com tutoriais, mas com dicas gerais, inclusive de fluxo de trabalho.

Antes, vale dizer que a mesma ressalva feita no primeiro texto vale também para este: o que tenho em mente são livros de texto, não layout fixo, assunto deveras mais complexo que ficará para outra ocasião.

1. Permanecendo no Sigil até o limite

O Sigil, editor de ePub gratuito e open source que todos nós amamos, ainda não dá suporte para o ePub3, de modo que, quando um e-book já está no novo formato, o programa não é capaz de editá-lo corretamente. É bom evitar até mesmo abrir um ePub3 no Sigil, pois o código do arquivo pode acabar alterado. No entanto, o Sigil permanece sendo um dos melhores recursos na produção como um todo de um ePub3, mesmo que não seja possível editar diretamente nele.

E isso porque você não precisa, logo de saída, já ter um ePub3. Uma vez que o Sigil é tão prático, o melhor é extrair dele todo o possível antes de deixá-lo.

A recomendação é a seguinte: trate seu e-book como um ePub2 tradicional nas etapas iniciais da produção. Você pode convertê-lo pelo InDesign ou outro método do seu agrado, realizar a adaptação do projeto, inserir fontes e imagens, deixar o arquivo pronto para a revisão e inserir as emendas apontadas, tudo exatamente como teria feito por padrão se o e-book não fosse ganhar uma versão avançada. Só então, quando essas etapas [inclusive correções de texto] estiverem concluídas, prossiga para a conversão para ePub3.

Essa organização tende a otimizar o tempo, pois, do contrário, seria necessário utilizar um editor de HTML desde o início, além de compactar diversas versões do mesmo arquivo para realizar testes nos aplicativos. Concentrando a produção no Sigil até que este não possa mais ajudar, tem-se um processo mais fluído.

No caso de um projeto amplo, em que um livro precisa ter também uma versão ePub2, essa recomendação é ainda mais enfática, afinal esse arquivo será de fato necessário.

2. Conversão

O Sigil pode ser utilizado inclusive para converter seu arquivo ePub2 para ePub3. Com alguns cliques — como falei no primeiro texto, essa parte não é nem de longe a mais difícil –, você usa o plugin ePub-itizer e obtém uma versão confiável do arquivo no qual já vinha trabalhando atualizada para o novo formato. É a partir desse momento que o Sigil não poderá mais ser usado para edição. Lembre-se: você tem um arquivo já bem-encaminhado, com imagens e fontes já inseridas, bem como emendas de texto. Tudo que é comum entre o ePub2 e o ePub3 já está feito. O que vem agora é que será particular desse último.

3. Compiladores e editores de HTML

De agora em diante, você terá de trabalhar com seu arquivo descompactado. Para descompactá-lo, você pode utilizar programas como o ePubPackePubZip/Unzip [os mesmos podem ser utilizados depois para compactar] ou até mesmo abrir o ePub pelo WinRar e arrastar os conteúdos para uma pasta separada. Para editar as páginas agora descompactadas, será necessário um editor de HTML, comoNotepad++TextWrangler. Lembre-se: agora as facilidades do Sigil acabaram. Se novos arquivos, como áudios e vídeos, forem inseridos, terão de ser manualmente. Isso significa inclusive declará-los no content.opf.

4. Uma palavra sobre áudios e vídeos

Áudios e vídeos podem ficar estocados na pasta Misc, padrão em ePubs, mas você também pode, para melhor se organizar, criar pastas específicas [uma pasta “Audio” e outra “Video”].

Já que estamos falando sobre áudios e vídeos, um toque sobre suporte. Como tantos outros recursos do ePub3, estes dois não funcionam em todas as plataformas. De todas, a Apple é a quem melhor suporte. Nas outras, há limitações. O app Android da Kobo, por exemplo, não roda áudios, embora os vídeos funcionem. O mesmo ocorre com a Amazon [que tem um formato próprio para livros avaçados, como destacado no texto anterior, mas que pode ser adaptado a partir do ePub3]. Na Google, os áudios e vídeos do ePub3 de teste que utilizei não abriram nem na plataforma iOS nem na Android.

O ideal é utilizar uma mensagem de fallback, que será visualizada caso o e-book seja aberto num ambiente de leitura que não suporta algum dos recursos, como apontado nesse texto.Basta inserir a mensagem dentro da linha de código que chama o áudio ou o vídeo.

Exemplo:

<audio src=”../Audios/audio-exemplo.mp3”><p>Este conteúdo não pode ser visualizado nessa plataforma</p></audio>
Assim, a mensagem alertará o leitor de que ali há um certo conteúdo que não está sendo visualizado.

5. Testes

Para testes, recomendo priorizar o iBooks, onde o maior número de recursos funciona. Isso não exclui, naturalmente, a necessidade de testar em outras plataformas, mas, para testes rápidos, me parece a melhor opção. E agora não é mais necessário passar por um processo longo [como subir o arquivo para uma conta no Dropbox e depois abri-lo no iPad ou iPhone] para jogar o arquivo no aplicativo, já que as versões mais novas do sistema operacional contam com o iBooks para Mac.

6. Notas em pop-up na Apple

Um recurso interessante, que já abordei em outro texto de cunho mais técnico. Outras plataformas, como Kobo e Kindle, já geram a visualização de notas na forma de pop-ups em e-books tradicionais automaticamente, mas, no iBooks, é necessário fazer adaptações — um pouco complexas, é verdade complexas — no código para que o recurso funcione.

Mas pode ser interessante atentar para esse recurso na plataforma da Apple para utilizá-lo para outros fins, uma vez que, para essa plataforma, utiliza-se o <aside> para produzir as pop-ups. Essa serve para agrupar conteúdos relacionados ao principal, de modo que não é apenas nas notas que irá funcionar. Respostas para quizzes podem ficar escondidas até que um link seja acessado, por exemplo; ou, saindo um pouco da caixa, livros de ficção que se proponham interativos podem se valer dos pop-ups para escondem informações do leitor.

Esses foram alguns elementos que achei interessante destacar, muito com base na experiência que tive. Espero que possam ser úteis.

Até a próxima.

Josué de Oliveira

Josué de Oliveira

Por Josué de Oliveira | Publicado originalmente em COLOFÃO | 26 de agosto de 2015

Josué de Oliveira tem 24 anos e trabalha com e-books há pouco mais de três. Integra a equipe de digitais da editora Intrínseca, lidando diretamente com a produção dos mesmos, da conversão à finalização. É formado em Estudos de Mídia pela Universidade Federal Fluminense. Gosta de ler, escrever, ver filmes esquisitos e curte bandas que ninguém conhece. Tem alguns contos publicados em antologias e um romance policial que, segundo rumores, um dia ficará pronto.

Os melhores ‘apps’ para ler e estudar


unnamedFolhas de papel, agendas, cadernos, livros. Quilos e quilos de papel que até poucos anos atrás pesavam sobre as costas e ocupavam mochilas, bolsas e mesas. Estão desaparecendo, pouco a pouco, da vida dos estudantes. A digitalização dos alunos nas universidades caminha no mesmo ritmo que eles; segundo o último estudo do serviço de telefonia Tuenti Móvil e da empresa de pesquisa de mercado IPSOS, 84% dos jovens pesquisados se conecta à Internet a partir do telefone celular e 40% utiliza o aparelho para estudar, trocar anotações ou trabalhar em grupo.

Celulares e tablets foram banindo a caneta e o papel para melhorar, maximizar e otimizar as tarefas dos universitários; deixaram que ser um elemento de distração durante as aulas para se tornarem uma ferramenta de trabalho. Quase sempre. Álex Rayón é professor na Faculdade de Engenharia da Universidade de Deusto e responsável pela TI [Tecnologia da Informação] nesse centro universitário. É ele quem está colocando em funcionamento a maquinaria que habilita as tecnologias de informação e comunicação na universidade basca: “Todo o plano de formação em competências digitais. Acredito que com isso é preciso ser valente”.

Os alunos ainda sentem dificuldades no uso dos aplicativos durante as aulas, embora fora delas isso já se tornou um hábito. “Os professores demoram em se acostumar. O maior medo é que, com o telefone na mão, os alunos possam estar fazendo outras coisas que não sejam da disciplina”. Facebook, Twitter, Whatsapp. “O que acontece então? Os celulares são proibidos em sala de aula”, conta Rayón. “Mas o que devemos fazer, e o que eu tento a cada dia, é levar as aulas ao celular, monopolizar a atenção dos alunos”.

Rayón dá aulas de Inovação e empreendedorismo na Universidade de Deusto e de Estratégia digital na Deusto Business School. Uma parte delas navega na nuvem, no Youtube e no Google Drive. “Quando os alunos fazem seminários, peço que gravem; depois postamos o material em canais temáticos que criamos no Youtube e se faz uma revisão por grupos. É uma das formas de levar a aula ao ambiente dos dispositivos móveis”. Com a ajuda de aplicativos como o Evernote, para gestão de conteúdos, e o Mindomo, para criar mapas conceituais, Rayón consegue colocar a aula no celular. “E não ao contrário, para aproveitar ao máximo todos os recursos disponíveis”.

Para ajudar a atingir esse objetivo, apresentamos os melhores aplicativos de iOS, Android e Windows Phone para compactar o curso.

Com a mão levantada

Para não perder o hábito de mover o pulso e o cotovelo ao escrever, reunimos aplicativos com os quais você poderá continuar escrevendo de forma tradicional, mas sobre uma tela.

  • Penultimate: Um aplicativo simples, intuitivo, extremamente bem cuidado visualmente e com uma gestão impecável da tinta. Pode-se escrever com o dedo, mas para aproveitá-lo ao máximo um stylus é a melhor opção. Disponível para iPad e gratuito.
  • Papyrus: Clara e fácil de usar, essa ferramenta tem uma janela para os clientes do Google Play for Education, que podem instalar este app e o Papyrus Licence EDU 2014-2015 para desbloquear as vantagens da versão premium. Disponível para Android e gratuito.
  • OneNote: A ferramenta para tomar notas do pacote Office da Microsoft é uma plataforma agradável e limpa visualmente. Permite escrever à mão, embora seja recomendável um lápis adequado. Disponível para Windows Phone, iOS e Android de forma gratuita.

Organizado e a tempo

Para quem não se importa em prescindir de agendas, post-its e papeizinhos no meio de dezenas de cadernos, seis ferramentas que ajudam a organizar, lembrar e guardar.

  • Evernote: Para tomar notas, fazer fotos, criar listas, gravar voz, guardar links. Tem sincronização na nuvem e capacidade para fazer apresentações com um clique. Gratuito. Para iOS, Android e Windows Phone em versão gratuita, premium [5 euros por mês, cerca de 14,65 reais] e business [10 euros por mês como usuário].
  • iStudiez Pro: Combina agenda, lista de tarefas e anotações com uma interface fluída e visualmente bonita. Disponível para iOS e Windows Phone por 8,7 euros.
  • My Study Life: Agenda, lista de tarefas e avisos em um único aplicativo para iOS, Android e Windows Phone. Gratuito.
  • Any.do: Combina tudo, do calendário à lista de tarefas. Sincroniza e compartilha com outros dispositivos. Com cada nova mudança, seus desenvolvedores sempre repetiram o mesmo: “Há muitos apps para cada coisa, por que não usar um que sincronize tudo?”. Disponível para iOS e Android de forma gratuita.
  • FantastiCal 2: Um calendário intuitivo, completo e com aperfeiçoamentos contínuos. Só está disponível para iOS, por 4,99 euros.
  • Wunderlist: Um aplicativo simples e intuitivo para organizar e compartilhar tarefas. Para iOS e Android, tem uma versão gratuita e outra paga, por 4,20 euros.

Guardar e compartilhar

Antes, se tiravam fotocópias. Agora, sobem-se arquivos à nuvem. Três lugares virtuais onde armazenar qualquer tipo de arquivo e poder acessá-lo a partir de qualquer dispositivo, compartilhar com os colegas do grupo de trabalho ou com os professores.

  • Google Drive: Compartilha, edita e guarda de forma instantânea. Disponível para iOS, Android e Windows Phone e gratuito.
  • Dropbox: Tudo vai para a nuvem, para consultar e sincronizar de forma instantânea com outros dispositivos. Para iOS, Android e Windows Phone de forma gratuita.
  • OneDrive: É o serviço de armazenamento de arquivos da Microsoft, embora tenha aplicativos para iOS e Android. Gratuito até 15 GB.

Página a página

Para muitos, o romantismo de virar as páginas dos livros e sentir seu aroma não é motivo suficiente. Nos leitores digitais se podem armazenar milhares de títulos, todos disponíveis de forma imediata.

  • iBooks: É o aplicativo da Apple para baixar e ler livros, sublinhar e acrescentar notas. Tem acesso direto à biblioteca da empresa da maçã.
  • GoodReader: Para ler e tomar notas em arquivos; sincroniza com o Dropbox, OneDrive, SugarSync, e qualquer servidor SFTP, FTP, SMB, AFP ou WebDAV. Disponível apenas para iOS, por 4,2 euros.
  • Kindle: A experiência e a interface dos clássicos do Kindle transformados em um aplicativo disponível para iOS, Android e Windows Phone de forma gratuita.

Sempre útil

Para escanear, fazer cálculos ou desconectar a rede wifi, que às vezes se torna mais tentação do que ajuda, uma reunião de aplicativos que podem ser um auxílio pontual.

  • Quick Graph: Uma potente calculadora gráfica com versão premium por 1,7 euros. Disponível apenas para iOS, embora seus desenvolvedores estejam trabalhando em uma versão para Android.
  • Genius Scan e CamScanner: Dois aplicativos para escanear, digitalizar, editar e enviar documentos e fotografias. Ambos disponíveis para iOS, Android e Windows Phone de forma gratuita.
  • Ommwriter: Se você não é capaz de desconectar a rede wifi do tablet ou não consegue pôr o celular em modo avião, este aplicativo lhe ajudará a se concentrar para trabalhar. Enquanto estiver aberto, as notificações não o atrapalharão. Disponível apenas para iOS, por 4,99 euros.
  • Pocket: Bolso virtual que permite guardar artigos, vídeos ou fotografias a partir de qualquer Web ou aplicativo para vê-los mais tarde. Disponível para iOS e Android e é gratuito.

El País | 28/01/2015

Aos 10 anos, autora mirim cria livro digital para ganhar mesada no RS


Todo pai e toda mãe estão acostumados. Sempre chega uma fase em que um assunto é inevitável: a hora de começar a receber mesada. Foi em uma conversa assim, na casa da família do biólogo e empreendedor Paulo Lima, em Porto Alegre, que nasceu uma maneira criativa de ajudar a filha Larissa a começar a ganhar seu próprio dinheiro. Aos 10 anos, a menina se tornou autora mirim e já tem seu primeiro livro disponível à venda em uma loja virtual.

Quando Larissa foi até o pai pedir para ganhar dinheiro como as amigas da escola, Paulo devolveu uma proposta. “Minha geração não foi acostumada a ser empreendedora. O sonho era conseguir carteira assinada. Eu mesmo só descobri o empreendedorismo mais tarde. Então eu disse para ela que não ia dar o dinheiro, mas que ia ajudá-la a encontrar uma maneira de ganhar o próprio dinheiro”, conta o pai.

Enquanto Paulo pensava que a filha viria com a ideia de pedir um kit de miçangas para fazer pulseiras e vender, Larissa o surpreendeu: queria escrever livros. A menina cresceu cercada por livros e histórias. Desde cedo, segundo o pai, ela já tinha a própria biblioteca com clássicos de Hans Christian Andersen, das histórias da Disney e da escritora gaúcha de cabelo azul, Léia Cassol. Ainda pequena, Larissa ensaiou fazer seus primeiros livros. Andando pela casa, a menina agarrava blocos de lembretes e criava suas histórias em muitas páginas. Por isso, a ideia de escrever veio naturalmente.

O primeiro livro de Larissa, “O espanta-tranqueiras”, conta a história de duas crianças que descobrem na fazenda dos avós um robô construído para ensinar como comer bem. Com a industrialização ,os avós deixaram de manter a fazenda como um local saudável, onde latinhas de refrigerante crescem em árvores, por exemplo. Mas o robô é recuperado e ajuda a fazer da fazenda da família um local onde se produz e se come apenas alimentos saudáveis.

Ela sempre teve alimentação saudável e se preocupa com os coleguinhas que estão acima do peso e que só se alimentam de refrigerantes e tranqueiras. Uma das meninas da sala dela foi inclusive diagnosticada com diabetes”, diz Paulo.

Empresário de uma editora especializada em publicações digitais há um ano e meio, Paulo se encarregou de cuidar da publicação da história da filha. Enquanto Larissa escreveu as aventuras de seus personagens, foi ele quem fez as ilustrações e animações digitais. As narrações foram um trabalho em conjunto da dupla.

Depois de finalizado, o livro foi enviado para avaliação da loja da Apple, a iBooks. Há uma semana, a empresa colocou a obra de Larissa à venda em sua loja virtual. Já nos primeiros dias, “O espanta-tranqueiras” obteve cerca de 60 downloads e lucro de quase U$S 100 [R$ 223]. Agora, a autora mirim passa os dias em frente ao site para acompanhar o sucesso editorial de sua primeira obra.

Me surpreendeu positivamente. Esperava que desse certo mas não tão certo. Não esperava vê-la com esse espírito tão empreendedor”, declara o pai, orgulhoso. Paulo tem experiência com este espírito. Desde 2007, ele trabalha desenvolvendo projetos de aplicativos e vídeo-aulas, até abraçar a ideia da editora de publicações digitais.

Sobre os caminhos que pretende seguir quando crescer, já passaram pela cabeça de Larissa ser designer de roupas de cachorro ou arquiteta. A certeza dela, porém, é de que em qualquer área em que venha a atuar no futuro a menina quer ser escritora. Ela já tem planos para a primeira mesada conquistada com seu livro na internet.

Ela quer comprar um teclado, desde pequena ela vê o padrinho tocando e tem vontade de aprender”, revela o pai. Paulo, porém, toma cuidado em ensinar a menina sobre os investimentos com o dinheiro em mãos. “Aí entra também a questão da economia familiar, de ensinarmos para eles que o dinheiro não pode ser gasto todo de uma vez. Temos de ensinar a gerenciar e deixar investido no banco”, explica ele.

De acordo com o pai, Larissa não pretende parar. Ela já anunciou em casa que tem ideias para seu próximo livro. E já até virou influência na família. “O Caio, meu filho de cinco anos, uma noite dessas, disse que também quer fazer o livro dele. Vamos ver”, ri Paulo.

G1 | 17/07/2014

iOS 8 vai permitir o compartilhamento de eBooks 


iBookstoreA Apple apresentou na última segunda-feira [2] a sua maior novidade desde o lançamento da App Store. O iOS8 oferece uma interface mais simples, rápida e intuitiva, com mais facilidades por meio de seus dispositivos, novos recursos de compartilhamento de mensagens de voz, vídeo ou fotografia e até um novo aplicativo de saúde que dá uma visão clara sobre o estado de saúde do usuário. O iOS 8 apresenta ainda o Compartilhamento Familiar. Até seis membros da mesma família vão poder compartilhar compras e downloads feitos no iTunes, iBooks ou App Store.

Digital Book World | 02/06/2014

O livro está morto, viva o livro!


Por Greg Bateman | Publicado originalmente em Publishnews| 14/05/2014

No mês passado, eu acordei com uma notícia alarmante: o crescimento dos e-books nos EUA ficou estagnado – um pequeno aumento de 4% no rendimento. Em um mercado que esteve crescendo pelo menos 3% ano a ano desde o lançamento do Kindle, parece uma Grande Depressão.

Mas dificilmente podemos dizer que houve alguma inovação no e-book nos últimos dois anos. A Barnes & Noble que esteve liderando as inovações com Nook Study e Nook Kids agora está recuando em sua permanente batalha contra a Amazon. Esta continua a avançar com seus Paperwhites mais brancos, acrescentando algumas quinquilharias, mas a tecnologia central continua estagnada. A Apple colocou o iBooks pré-instalado em seus novos OS X para desktop, mas limitado à mesma funcionalidade de seus apps iOS.

Todas as grandes livrarias de e-book ainda estão com o foco no mercado geral.

Talvez para balançar a Grande Depressão dos e-books, a indústria deveria correr alguns riscos e sair da zona de conforto dos “livros gerais”. Agora temos um padrão ePub3 estabelecido que dá às editoras quase todas as ferramentas que precisam para fazer um livro de referência “não-linear” para Direito, Engenharia ou Medicina. Ou talvez um livro de texto que libere testes de autoavaliação a partir de suas encarnações estáticas no corpo e se reprograme em objetos interativos. Um dos meus novos favoritos no mundo da culinária é “Speakeasy Cocktails“. Claro que foi feito usando uma plataforma especial de autoria para livros HTML5, mas nada aqui poderia ser feito com o padrão ePub3.

Os desenvolvedores do app e-book certamente não estão ajudando a questão. Mesmo o reader mais importante, iBooks, tem apenas 68% de suporte à especificação do ePub 3 necessária para toda interatividade. Sem mencionar que temos pelo menos duas grandes livrarias de e-books no Brasil com zero suporte ao padrão. Poucas editoras arriscariam um grande investimento em livros interativos se menos da metade das livrarias vão ajudar a recuperar esta aposta.

Mas antes de começarmos a reclamar da falta de apoio a conteúdo inovador no ecossistema do e-book, vamos tratar de um assunto bem mais alarmante: os brasileiros não leem livros. Ou pelo menos é o que parece desta última pesquisa pela Secretaria de Comunicação Social [obrigado, Carlo Carrenho, por me mostrar esta pesquisa]. O brasileiro médio gasta pelo menos seis horas por semana na Internet, seis horas na TV, seis horas ouvindo rádio, uma hora lendo revistas e uma hora lendo jornais. Livros nem são listados como uma forma de mídia na pesquisa!

Livros parecem não estar registrados como uma mídia relevante para os brasileiros.

Grande problema para as editoras de livros? Sim. Epidemia social? Não na minha opinião. Nós, como criadores de conteúdo e curadores, temos a responsabilidade de tornar o conteúdo mais relevante para o público. Certamente, se um brasileiro quiser passar mais de 18 horas por semana na tv+internet+rádio, por que não tentamos criar uma experiência de conteúdo que una o melhor de todos os mundos? Livros de história ganham vida com um vídeo que mostre como era aquela época. Livros espirituais narrados por uma pessoa respeitada. Livros “sociais” conectados via internet que permitem perguntas e respostas feitas a um especialista.

Então, se acreditamos na revolução do e-book brasileiro e queremos que ela continue bem além dos 30% de penetração que já chegou nos EUA, precisamos de duas coisas simples:

1. As livrarias de e-book devem atualizar sua tecnologia para permitir mais criatividade.

2. As editoras precisam correr alguns riscos e pensar diferente sobre seu conteúdo

O livro está morto, longa vida ao livro!

Greg Bateman

Greg Bateman

Por Greg Bateman | Publicado originalmente em Publishnews| 14/05/2014

Greg Bateman, expert em tecnologia e empreendedor do negócio de e-books, é conhecido pelo seu envolvimento na criação de produtos extremamente bem-sucedidos, como os smartphones da Samsung e o Kindle, da Amazon. Na Vook, ele desenvolveu uma eficiente cadeia de produção de centenas de e-books por semana. Greg, que nasceu nos Estados Unidos, viveu nove anos no exterior, onde intermediou várias parcerias envolvendo Coreia, China, Japão e EUA. Hoje mora no Brasil, em São Paulo. Ele é pesquisador visitante da Universidade de Tóquio, tem duas graduações pela Universidade da Califórnia em Berkeley [engenharia elétrica/ciência da computação e literatura japonesa] e um MBA pela Columbia Business School.

A coluna E-Gringo discute a fundo o negócio e o lado técnico dos e-books a partir de uma perspectiva global. Às quartas-feiras, quinzenalmente, ela vai apresentar plataformas e tendências do mundo todo e, claro, do Brasil. Para enviar comentários, escreva para greg@hondana.com.br .

“A Revolução dos eBooks”, por Ednei Procópio


POR EDNEI PROCÓPIO

Hoje, terça-feira, dia 25, às 18h30, estarei lançando [simultaneamente em versão impressa e digital] o meu terceiro livro sobre os eBooks. Será na Livraria Martins Fontes da Avenida Paulista, aqui em São Paulo, e tenho o prazer convidar os colegas que acompanham este blog.

Na ocasião, ministrarei uma palestra sobre assunto onde tratarei dos dois eixos centrais que considero importante para a boa manutenção do mercado editorial brasileiro. O primeiro seria o eixo econômico, aquele que viabiliza e sustenta toda a cadeira produtiva do livro. E o segunda eixo é o político que, inevitavelmente, precede o primeiro quando se trata de políticas públicas voltadas ao livro em especial as bibliotecas públicas digitais, os livros digitais didáticos, etc…

Nos meus primeiros dois livros, eu já havia tratado e, de certo modo, refletido toda uma revolução tecnológica prevista por inúmeros especialistas como Michael Hart, Don Tapscott, Chris Anderson e Tim Berners-Lee, líderes que aprecio e cujas ideias projetaram as mídias digitais ao mainstream.

Costumo sempre reafirmar em minhas palestras, cursos e entrevistas que esta revolução tecnológica não só, finalmente, alcançou o mundo dos livros como também transformou profundamente a realidade de seu mercado criando novos horizontes, possibilidades e, claro, desafios. E a questão central agora são exatamente os desafios. O mercado editorial, mesmo com sua consagrada manufatura de produção cultural, alcançou níveis alarmantes de riscos em seu histórico modelo de negócios.

Modelo de negócios para os livros digitais é, portanto, neste meu novo livro, a preocupação central. Nele, faço uma análise profunda do futuro mercantil dos livros frente a uma iminente revolução causada pelo advento da Internet. Em “A Revolução dos eBooks” busco desmistificar os livros digitais usando conceitos básicos que ajudarão profissionais a desbravarem o que considero como um cenário único de oportunidades.

Nos vemos lá! Eddie

PALESTRA | O AUTOR E O NOVO MERCADO EDITORIAL


O novo cenário da publicação, comercialização
e divulgação de livros no Brasil

Muito se tem falado em aplicativos, redes sociais, plataformas e tecnologias voltadas aos livros. Tecnologias que, antes, pareciam estar distantes do alcance do autor, agora fazem parte de um universo de opções que podem ajudá-lo na publicação, comercialização e divulgação de seus livros.
A Livrus desenvolveu a palestra “O autor e o novo mercado editorial” especialmente para escritores que desejam saber mais sobre os novos meios de edição de obras. Abordando a produção, a comercialização, os direitos autorais e outros temas ligados ao universo editorial, a palestra será gratuita, com vagas limitadas, e será realizado em 8 de fevereiro no auditório da Livraria Martins Fontes Paulista. Os autores interessados devem inscrever-se até o dia 7 de fevereiro por intermédio do telefone [11] 3101-3286.

CONTEÚDO DA PALESTRA
  • O Livro na Era Digital
  • A Nova Cadeia Produtiva do Livro
  • A Questão dos Hardwares, Softwares e Formatos
  • A Questão da Divulgação e Marketing Digital
  • A Gestão dos Direitos Autorais
ANOTE NA SUA AGENDA
Palestra | O autor e o novo mercado editorial [gratuita]
Quando | 8 de Fevereiro de 2014, sábado
Horário | das 10h às 12h
Local | Livraria Martins Fontes Paulista
Endereço | Avenida Paulista, 509 – Bela Vista – São Paulo
INSCRIÇÕES RSVP
Confirme sua presença até o dia 7/2/2014. Vagas gratuitas e limitadas.
Cris Donizete | Publisher
Telefone: [11] 3101-3286

Brasil já pode comercializar didáticos interativos pela loja virtual da Apple


Brasil e outros 50 países já podem comercializar didáticos interativos pela loja virtual da Apple

Em comunicado enviado pela Apple à imprensa na tarde de ontem, a companhia criada por Steve Jobs informou que o Brasil [e outros 50 países da América Latina, Ásia e Europa] está na linha de expansão da iBooks, a livraria digital da Apple. A partir de agora, editores e autores independentes poderão comercializar livros didáticos pela plataforma. Não só isso. A iBooks permite criar livros digitais dinâmicos, com gráficos interativos, diagramas com rotação em 3D, além de possibilitar a atualização de conteúdos a qualquer momento.

Ainda de acordo com o comunicado, existem hoje cerca de 25 mil títulos educacionais, incluindo alguns criados pelas universidades de Cambridge, Oxford e pela editora britânica Hodder Education. Nos EUA e no Reino Unido, os didáticos vendidos pela iBook já cobrem 100% do currículo escolar do ensino médio.

Para Eddy Cue, vice-presidente de Software e Serviços de Internet da Apple, o serviço, agora ampliado para outros países, pode dar início a uma revolução. “Os incríveis conteúdos e ferramentas disponíveis para iPad permitem que professores personalizem o aprendizado de uma forma como nunca foi vista antes. Não podíamos mais esperar para ver professores em mais países criando planos de aulas com livros didáticos interativos, aplicativos e conteúdo digitais dessa qualidade”, afirmou no comunicado.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 23/01/2014

Apple evita temporariamente monitoramento de eBooks


Tribunal livrou temporariamente a companhia de ser submetida a um monitoramento externo para assegurar o cumprimento das leis de defesa da concorrência

Aplicativo iBooks em um iPad da Apple: empresa foi considerada culpada no ano passado de conspirar com cinco editoras para fixar os preços dos livros eletrônicos

Aplicativo iBooks em um iPad da Apple: empresa foi considerada culpada no ano passado de conspirar com cinco editoras para fixar os preços dos livros eletrônicos

Nova York – Um tribunal federal de apelações livrou temporariamente a Apple nesta terça-feira de ser submetida a um monitoramento externo para assegurar o cumprimento das leis de defesa da concorrência, depois de a empresa ter sido considerada culpada no ano passado de conspirar com cinco editoras para fixar os preços dos livros eletrônicos.

O Segundo Circuito do Tribunal de Apelações de Nova York concedeu à Apple uma “suspensão administrativa” da ordem judicial nomeando o monitor Michael Bromwich, enquanto a empresa busca permissão para uma suspensão mais longa em sua apelação.

A Apple alegou que Bromwich tem sido muito intrusivo, pedindo reuniões com executivos de alto escalão e membros do Conselho da empresa, e tem cobrado 1,1 mil dólares por hora de serviço. Alegou ainda que as atividades do monitor poderiam interferir na capacidade da empresa de desenvolver novos produtos.

REUTERS | EUA | 21/01/2014 17:08

Livro Digital Etc.


Conheça dispositivos de leitura, processos de produção e modelos de negócio

Se editores e autores trabalharem juntos e conectados à demanda do mercado, verão que existe espaço para livros impressos e digitais caminharem juntos tranquilamente por muito tempo.

Porém, o leitor já não se contenta mais com apenas um canal de distribuição; ele quer escolher onde, como e quando acessar o conteúdo, seja papel, web ou dispositivos móveis, em tempo real quando for necessário ou de maneira assíncrona quando for conveniente.

Neste livro você encontrará conceitos como:

  • Rumo ao digital: a mudança de paradigma.
  • Formatos e características do livro digital: TXT, PDF, HTML, ePUB,ePUB3, iBooks, Mobi, AZW, KF8 e APPs.
  • A importância da linguagem HTML como centro nevrálgico do livro digital em seus vários formatos.
  • O formato ePUB como a grande plataforma aberta de publicação.
  • O livro na Open Web: a fusão livro/web.

Dados técnicos do livro

  • ISBN: 978-85-7452-639-3
  • Edição: 1
  • Páginas: 144
  • Largura: 14
  • Comprimento: 21
  • Lombada: 0.8
  • Volume: 235.2
  • Ano: 2014
  • Lançamento: 27/01/2014
Fábio Flatschart

Fábio Flatschart

Sobreo autor Fábio Flatschart

Marketing e Digital Publishing da Soyuz Sistemas e Sócio da Flatschart Consultoria LTDA, empresas com as quais participou do desenvolvimento e da implantação de projetos pioneiros nas áreas de Open Web Platform no Brasil e de programas de capacitação e consultoria para grandes empresas como Editora Moderna, Senac, Editora Pearson e Grupo Editorial Nacional [GEN]. Colunista do portal iMasters e colaborador de artigos para veículos como Portal G1, IBM DeveloperWorks e Portal EAD Senac. Professor dos mais renomados MBAs do Brasil [FGV, FIA e Trevisan]. Autor de “ActionScript 3.0 – Interatividade e Multimídia do Adobe Flash CS5” e “HTML5 – Embarque Imediato” e coautor de “Open Web Platform”, também publicados pela Brasport.

Manifesto diz que inovação está no livro físico, não em eBooks


Ao mesmo tempo em que o universo dos textos impressos encolhe, o livro -ou, pelo menos, algumas de suas características mais conhecidas – revela uma capacidade notável de continuar vivo on-line.

Parece que a ideia do livro está tão profundamente enraizada no inconsciente coletivo que ninguém suporta deixá -la para trás.

A Amazon alega que, em seu mais recente e -reader, “as páginas são virtualmente indistinguíveis de um livro físico“. Estantes de livros em salas de estar podem estar virando coisa do passado, mas compre um e -book do iBooks e a Apple prometerá “descarregar livros para sua estante” imediatamente.

Algumas funções dos livros físicos que não parecem ter lugar na era digital estão sendo conservadas, mesmo assim. As editoras ainda encomendam capas para e-books, apesar de a função delas -atrair a atenção de leitores numa loja repleta de títulos – ter deixado de existir.

Muitas das tentativas de modificar a experiência fundamental do livro fracassaram.

A Social Books, que permitia que os usuários comentassem trechos específicos de livros, virou Rethink Books e depois fracassou.

Peter Meyers, autor de "Breaking the Page", sobre o futuro dos livros, em seu escritório, em Nova York |  Photo: Hiroko Masuike - 27.nov.13/The New York Times

Peter Meyers, autor de “Breaking the Page”, sobre o futuro dos livros, em seu escritório, em Nova York | Photo: Hiroko Masuike – 27.nov.13/The New York Times

A Push Pop Press, que misturava textos, imagens, áudio, vídeo e gráficos interativos, foi comprada pelo Facebook em 2011, e não se ouviu falar mais nela.

A mais recente a tropeçar foi a Small Demons, que explora as relações entre livros. Por exemplo, um usuário que se interessasse pelo “Ziegfeld Follies” ao ler “O Grande Gatsby” poderia seguir um link apontando para trechos em que o espetáculo de teatro de revista aparece em 67 outros livros. A Small Demons informou que vai fechar neste mês, sem ter conseguido um novo investidor.

Muitas dessas soluções nasceram da capacidade de um programador de criar alguma coisa, mais do que do entusiasmo dos leitores por coisas de que precisam“, disse Peter Meyers, autor de “Breaking the Page”, análise ainda inédita da transformação digital dos livros.

O inovador digital Bob Stein escreveu recentemente que “as pessoas com frequência me pedem reflexões sobre ‘o futuro do livro’“. Como ele é fundador do Instituto para o Futuro do Livro, seria lógico imaginar que ele pudesse prever e até saudar a pergunta. “Francamente, não a suporto“, escreveu.

MANIFESTO

Existe até um movimento que proclama que os mecanismos mais inovadores para a reprodução e a leitura de histórias estão sendo desenvolvidos não nos e -books, mas em livros físicos.

O manifesto do movimento está impresso na capa de um novo volume, “Fully Booked: Ink on Paper: Design & Concepts for New Publications”, que ironiza a noção da internet como sendo a novidade mais recente.

Quando a internet se popularizou, pareceu que os livros precisavam de uma revisão.

O livro físico tinha se tornado algo bastante limitado, avesso ao design fora de sua capa“, comentou Peter Brantley, que administra a conferência Books in Browsers, em San Francisco.

Depois, todas as limitações desapareceram.

Algumas start -ups optaram por uma abordagem básica: pegam um texto e o dividem em partes. O serviço Safari Flow, da Safari Books, oferece capítulos de manuais técnicos por uma assinatura mensal de US$ 29. A Inkling faz o mesmo com títulos voltados ao consumidor geral. Se você quiser comprar apenas o capítulo sobre massas, pode adquiri -lo por US$ 4,99, em vez de ter a obrigação de comprar o livro de receitas na íntegra.

O enfoque da Citia é mais ambicioso. Trabalhando em cooperação com um autor, seus editores pegam um livro de não ficção e reorganizam as ideias dele em fichas digitais que podem ser lidas em aparelhos diversos e transmitidas pelas redes sociais.

‘DECISÃO DIFÍCIL’

A decisão de dedicar 10 ou 15 horas de tempo à leitura de um livro será cada vez mais difícil de ser tomada“, explicou Meyers, vice -presidente de inovação editorial e de conteúdo da Citia. “Por isso, precisamos libertar as ideias presas dentro dos livros.

Um dos primeiros livros a ser submetido ao tratamento da Citia foi “Para Onde nos Leva a Tecnologia”, de Kevin Kelly. Seções do livro são resumidas em uma ficha, e depois o leitor pode mergulhar nas divisões de cada seção.

Mas, desde que surgiu, em 2012, a empresa criou fichas de apenas quatro livros. Ela está em negociações com agências de publicidade e talentos, empresas de serviços financeiros e de produtos ao consumidor. “Todas as empresas estão se tornando empresas de mídia“, disse Meyers. “Todas precisam contar histórias sobre seus produtos.

Como rotular essas histórias é outra questão.

Quando um livro é colocado on -line, pode ser apenas por saudosismo que ele continue a ser conhecido por seu nome antigo. “Vamos continuar a reconhecer e -books como sendo livros, mas nossa visão do trabalho de contar histórias vai se ampliar, inevitavelmente“, disse Brantley.

POR DAVID STREITFELD | DO “NEW YORK TIMES”, EM SAN FRANCISCO | Clipado à partir de Folha de S.Paulo | 17/12/2013, às 02h30

Apple inicia novo capítulo na plataforma iBooks


O OS X Mavericks, o novo sistema operacional da Apple, é também o início de um novo capítulo na história do iBooks, a plicativo para eBooks da maçã. Agora, os livros digitais que o leitor já baixou nos dispositivos iPad, iPhone ou iPod touch aparecem automaticamente no iBooks do Mac.

De best-sellers e clássicos da literatura a livros didáticos, é fácil encontrar o que você procura na iBooks Store. Você pode pesquisar por título, autor ou gênero e clicar para ver os detalhes, as críticas ou ler uma amostra grátis.

De best-sellers e clássicos da literatura a livros didáticos, é fácil encontrar o que leitor procura na iBooksStore. O leitor pode pesquisar por título, autor ou gênero e clicar para ver os detalhes, as críticas ou ler uma amostra grátis.

Há mais de 1,8 milhões de livros na iBooksStore para serem baixados. Ler livros no Mac se mostra tão intuitivo quanto em um dispositivo portátil da linha iOS. O leitor vira as páginas deslizando, aumente imagens com um movimento de pinça ou role por todas as páginas.

Quando o leitor compra um livro em seu Mac, o iCloud envia automaticamente para todos os seus dispositivos com iOS. Se o leitor estiver lendo um livro no seu iPad e destacar um texto ou fizer anotações, encontrará tudo do jeito que deixou quando continuar a leitura no seu Mac ou iPhone. O iCloud até lembra em que página parou.

Quando o leitor compra um livro em seu Mac, o iCloud envia automaticamente para todos os seus dispositivos com iOS. Se o leitor estiver lendo um livro no seu iPad e destacar um texto ou fizer anotações, encontrará tudo do jeito que deixou quando continuar a leitura no seu Mac ou iPhone. O iCloud até lembra em que página parou.

Se o leitor estiver estudando, ele pode manter abertos quantos livros quiser enquanto pesquisa com facilidade. Quando o leitor copia uma parte de um livro em um trabalho, o iBooks adiciona a citação. E quando o leitor faz anotações, destaca trechos ou adiciona um marcador no Mac, o iCloud, serviço de armazenamento pessoal, envia tudo automaticamente para todos os seus dispositivos. Assim, o leitor pode ver as anotações no dispositivo que levar para a sala de aula.

Os diagramas, fotos e vídeos interativos dos livros do iBooks ganham vida com os movimentos do seu trackpad Multi-Touch. Suas anotações e destaques são exibidos no painel de Notas.

Os diagramas, fotos e vídeos interativos dos livros do iBooks ganham vida com os movimentos do seu trackpad Multi-Touch. Suas anotações e destaques são exibidos no painel de Notas.

O iCloud até lembra em que página o leitor parou. Então, se o leitor começar a ler no seu iPad, iPhone ou iPod touch, pode continuar no Mac, do ponto onde parou.

O leitor pode deixar abertos quantos livros quiser. Isso é perfeito para estudar, fazer pesquisas ou quando quiser ver mais de um livro ao mesmo tempo.

O leitor pode deixar abertos quantos livros quiser. Isso é perfeito para estudar, fazer pesquisas ou quando quiser ver mais de um livro ao mesmo tempo.

CURSO | A Revolução dos Livros Digitais


Escola do Escritor

Muito se tem estudado sobre a atuação de empresas como Google, Kobo, Apple e Amazon no Brasil. As plataformas que esses players oferecem podem estar mais próximas do alcance das editoras, e do autor, do que possa imaginar. Mas ainda é preciso preparar-se para um novo cenário no mercado editorial.

Pensando em desmistificar um tema aparentemente complicado, a Escola do Escritor desenvolveu um curso especialmente para autores e profissionais que desejam compreender mais sobre esse novo meio de edição e publicação dos livros.

Venha aprender como a sua obra pode estar ao mesmo tempo em diversas mídias e porque o livro se tornou alvo das maiores empresas de tecnologia do mundo e, portanto, o artefato cultural mais influente da História.

O CONTEÚDO

• O que é um Livro Digital
• A História dos Livros Digitais no Brasil e no Mundo
• A Cadeia Produtiva do Livro Antes e Depois dos eBooks
• A Questão dos Hardwares [smartphones, tablets, e-readers, etc.]
• A Questão dos Softwares [Android, iOS, Windows Phone, etc.]
• A Questão dos Formatos [PDF, ePub, HTML5 e o livro-aplicativo ou enhanced books]
• A Questão da Conversão, Digitalização e Produção dos eBooks
• A Gestão de Catálogo e Conteúdo [Publicação, comercialização e distribuição dos livros digitais.]
• A Gestão dos Direitos Autorais

QUEM PODE SE BENEFICIAR DO CURSO

O curso se destina a todos os interessados em livros eletrônicos; profissionais da cadeira produtiva da indústria editorial brasileira, desde os que atuam na produção e na área editorial quanto os profissionais que atuam nas vendas, comercialização e marketing dos livros. Incluindo profissionais que atuam dentro das editoras, das livrarias, distribuidoras, bibliotecas etc.

SOBRE O PROFESSOR

Ednei Procópio, um dos maiores especialista em livros digitais do País, junta arte e tecnologia em um curso inspirador, voltado para quem gosta das histórias por trás da História; mas também para quem pretende entrar na Era Digital através dos livros.

ANOTE NA SUA AGENDA

Dia: 13 de Julho de 2013, sábado
Carga horária: 6 horas
Horário: Das 9h00 às 15h00
20 vagas | Valor único: R$ 170,00

INSCRIÇÕES

Escola do Escritor
Rua Deputado Lacerda Franco, 253 | Pinheiros
Metrô Faria Lima – Saída Teodoro Sampaio
escoladoescritor@escoladoescritor.com.br
Telefone: [11] 3032-8300

Os autores e os ambientes digitais | Como publicar no formato digital


Os Autores e os Ambientes Digitais: Como publicar no formato digital

Muito se tem falado sobre  tablets, e-readers, smartphones, aplicativos e plataformas de livros digitais, mas esses termos parecem estar distantes do alcance do autor. Pensando em desmistificar esse assunto aparentemente complicado, será ministrado, durante o “13º Encontro de Férias HUB/SBS | Tecnologia e Educação: desconstruindo mitos e receios“, o workshop OS AUTORES e OS AMBIENTES DIGITAIS: Como publicar no formato digital. O workshop especialmente criado para escritores que desejam saber mais desse novo meio de edição abordará a produção, a comercialização, os direitos autorais e outros temas ligados ao universo digital.

O workshop OS AUTORES e OS AMBIENTES DIGITAIS: Como publicar no formato digital será ministrado pelo editor Ednei Procópio, que é especialista em eBooks e autor de livros sobre o tema. Mantém o Blog eBook Reader [www.ebookreader.com.br]. É membro da Comissão do Livro Digital da Câmara Brasileira do Livro [CBL] e CEO da startup Livrus Negócios Editorais, uma empresa especializada e com o objetivo levar autores e obras para a Era Digital.

ANOTE NA SUA AGENDA

Workshop: Os Autores e os ambientes Digitais: Como publicar no formato digital
Quando: 17 de janeiro, quinta-feira, às 14h
Onde: Instituto Cervantes
Avenida Paulista, 2.439 | Metrô Consolação
Inscrições gratuitas

Qual será a maior eBookstore brasileira no fim de 2013?


Por Carlo Carrenho | Publicado originalmente em Tipos Digitais | 18/12/2012

You cant beat being in a good bookshop. And Kindle would agreeCom um excelente e responsável trabalho de apuração, a jornalista petropolitana Raquel Cozer informou em sua coluna Painel das Letras, publicada na Folha de S.Paulo no último sábado, 15/12, que a Apple está na frente da concorrência na venda de livros digitais: “É a Apple, e não a Amazon, a loja que mais está vendendo e-books no país. E muito mais. O dado surpreendeu o mercado, especialmente porque a Apple chegou na surdina e vendendo livros em dólares, com cobrança de IOF”, informou Cozer. Realmente, com todo o alarde em cima dos lançamentos da Amazon, Google e Kobo, não era de se esperar que a supremacia da Apple durasse mais que alguns dias, mas o fato é que a empresa de Cupertino continua em primeiro lugar.

Mas antes de analisarmos a situação no Brasil, vale a pena olharmos para os EUA, onde a brincadeira digital começou para valer em 2007, e vermos como anda a briga pela venda de e-books por lá. O problema, ou desafio, é que ninguém divulga as vendas e fazer um ranking das empresas e determinar seus market shares é um trabalho de chute. Ou, como dizem os americanos, de forma discreta ou mais elegante, trata-se de “guesstimates”. Eu enfrentei o problema na prática alguns meses atrás quando fui buscar estes dados e escrevi aos maiores especialistas em livros digitais do mundo e ninguém tinha números ou relatórios precisos. Ainda assim, consegui elaborar a seguinte estimativa para os EUA que me parece bem próxima da verdade:

Ranking nos EUA

Amazon – 60%
Barnes & Noble – 25%
Apple – 7 %
Google – 7 %
Kobo e outros – 1%

Vale lembrar que a Kobo tem um participação bem fraca nos EUA, uma vez que perdeu seu distribuidor no país dois anos atrás, no caso a Borders. Mas agora que fecharam um acordo para serem distribuídos pelas livrarias independentes, começando já em 2013, a empresa canadense deve ganhar terreno. Já a Apple não vende tanto porque possui um catálogo bem menor que a concorrência, enquanto a Google nunca focou os e-books como os concorrentes. A Amazon segue suprema porque foi quem começou a brincadeira de verdade, e a Barnes & Noble – que a imprensa brasileira adora declarar como falida – conseguiu abocanhar um quarto do mercado americano e ainda fechar uma parceria com a Microsoft que não apenas trouxe capital para a empresa como vai permitir que o aplicativo do Nook esteja presente em todos os computadores com Windows 8.

Mas, voltando para terras tupiniquins e ainda baseado na pesquisa da Raquel Cozer, temos a seguinte situação a grosso modo:

Ranking nacional

Apple
Google
Saraiva
Amazon
Kobo / Cultura

A grande pergunta é se este ranking vai continuar assim. E eu opino que não. Acho que em seis meses já teremos mudanças grandes e, para 2014, este ranking estará bastante alterado.

A Apple está em primeiro lugar basicamente por três fatores:

Foi a primeira loja a oferecer um catálogo brasileiro de tamanho considerável, conquistando leitores em português que não leem em inglês.
É uma marca conhecida que oferece um processo de compra simples e já conhecido dos consumidores que compravam música e aplicativos.
Os livros aparecem automaticamente em buscas feitas no iTunes e em seus aplicativos para iPhone e iPad [ainda que a compra em si ocorra no IBooks]
O primeiro fator explica porque, com tanta gente já utilizando o Kindle e seus apps no Brasil, a Apple se mantem no alto. Na verdade, a briga agora é pelo mercado local, por leitores brasileiros que não querem ou não podem ler em inglês. E este público nunca usou o Kindle porque praticamente não havia conteúdo nacional. De repente, uma loja começa a vender livros digitais brasileiros e esta forte demanda reprimida de um público adepto à tecnologia – possuem iPads e iPhones – é suficiente para catapultar a Apple às alturas. Isto, aliado à confiança no processo de compra, já experimentado por estes consumidores, e ao fato de que nem foi preciso investir em publicidade, uma vez que as buscas por música e apps apresentavam livros nos resultados, fortaleceu ainda mais a empresa da maçã mordida.

E por que a Amazon ainda não decolou? Esta é fácil. Por mais que a empresa tenha ótimos apps de leitura para iOS, Android etc., é o leitor dedicado, o Kindle, que não apenas oferece a melhor experiência de leitura, como é o grande garoto-propaganda da plataforma. E onde estão os kindles? Tudo indica que em algum depósito alfandegário aguardando liberação, pois a amazon.com.br continua prometendo o mesmo para as “próximas semanas”. Outra coisa, a filial amazônica brasileira ainda não começou nenhuma campanha de marketing por aqui. Nos outros países onde o Kindle foi lançado, houve fortes campanhas de publicidade bastante presentes na mídia [veja anúncio veiculado na Inglaterra acima].

Agora algumas conjecturas… A Google também é uma supresa em segundo lugar, e isto provavelmente se deve à promoção de sua loja e dos livros nos próprios resultados de pesquisa. A Saraiva está em um interessante terceiro lugar provavelmente porque o fuzuê da mídia em torno do livro digital acabou beneficiando a iniciativa nacional neste primeiro momento. Sem falar que é possível comprar um livro na Saraiva e lê-lo no leitor da Kobo/Cultura. Esta última, por sua vez, ainda precisa de um tempo para promover a marca. E também vale lembrar que, para o consumidor final, a e-bookstore da Livraria Cultura não mudou muito. A novidade foi o aumento do catálogo em formato ePub e a chegada do e-reader Kobo Touch, mas não o lançamento de uma loja.

Mas vamos às profecias. Como estará o ranking de e-bookstores brasileiras em seis meses no meu melhor guesstimate? Veja abaixo:

Ranking no Brasil em 6 meses:

Amazon
Apple
Google
Kobo / Cultura
Saraiva

E justifico de forma breve. Os leitores Kindles vão chegar e a Amazon vai investir muito em publicidade e promoção, chegando rapidamente à posição número 1. A Apple deve abrir sua loja em reais e a facilidade de se comprar na moeda local e sem IOF, aliada às vantagens já citadas, deve segurar a empresa na segunda posição. A parceria paulistano-canadense Cultura / Kobo com certeza passa a Saraiva por oferecer um bom e-reader e o melhor aplicativo de leitura para iOS do mercado. E a Google fica onde está.

E na virada para 2014? Como estará o raniking em um ano? Aqui vai minha previsão:

Ranking no Brasil em 1 ano

Amazon
Kobo / Cultura
Apple
Saraiva
Google

E vamos às justificativas, começando pela Amazon. Acredito que em um ano, a empresa vai se consolidar. Suas campanhas de marketing, a chegada do Kindle, o boca-a-boca, a excelente plataforma e o bom gerenciamento da loja com algoritimos vão começar a mostrar resultados de peso. Além disso, ao longo dos próximos 12 meses, a empresa poderá começar a vender livros físicos e oferecer os Kindles de ponta, com touchscreen e 3G, no Brasil, o que ajudaria a consolidar sua posição. A parceria Kobo / Cultura terá conseguido estabelecer sua marca e seu e-reader e, ajudada pelas livrarias físicas da Cultura, provavelmente alcançará um honroso segundo lugar. A Apple deve começar a perder terreno porque não deve tratar o e-book como prioridade. Pelo menos tem sido assim em outros mercados. Um exemplo que já ocorre hoje: enquanto Amazon, Kobo e Google já possuem executivos brasileiros no Brasil atrás de conteúdo, a Apple segue expandindo seu catálogo à distância, lá de Cupertino. A Google, por sua vez, carece da mesma falta de foco em e-books que a Apple, e deve ficar para trás também. Se a Apple quer vender coisas que brilham, como já disse o editor Julio Silveira, a Google quer vender publicidade. E os livros digitais são apenas meios que levam a fins para as duas empresas.

Mantidas todas as premissas, a todo-poderosa Saraiva deve amargar a quarta posição daqui um ano. Mas é difícil acreditar que o grande grupo livreiro e editorial, que tem capital aberto e ações na bolsa, vá ficar quieto diante de tanto rebuliço. A Saraiva hoje é como um animal ferido, e deve reagir à altura, o que seria muito bem-vindo para a manutenção da concorrência.

E também não podemos esquecer a Barnes & Noble, que tem estado quieta, mas nunca deixou de ter o Brasil sob seu radar. Se a maior livraria americana resolver aportar por aqui, estes rankings vão mudar.

O momento, portanto, é de aguardar e ver como a maior livraria americana e maior livraria brasileira vão se comportar e reagir em relação à chegada dos grandes players internacionais no Brasil. E dependendo do que fizerem, juntas ou separadas, tudo pode mudar.

Por Carlo Carrenho | Publicado originalmente em Tipos Digitais | 18/12/2012

Escolas e recursos digitais: sim ou não?


Por Gabriela Dias | Publicado originalmente em PublishNews | 06/12/2012

O ano vai chegando ao fim, e com isso a agitação nas editoras escolares atinge seu ponto máximo [ou quase]. Como serão as vendas e adoções em 2013? E que impacto os novos produtos digitais vão ter no mercado?

Ainda não dá para ter clareza dos números, mas o fato é que a oferta eletrônica para as escolas particulares cresceu bastante – seja em decorrência do PNLD 2014, seja como parte de outras estratégias.

Ainda o “efeito PNLD”

Como já adiantado nesta coluna, a entrada do MEC nessa seara parece ter sido um fator decisivo para os lançamentos digitais, já que boa parte é voltada para o segmento do último PNLD [6º a 9º anos]. Os exemplos incluem produtos de editoras como SaraivaSM e Leya.

Há também estratégias mais amplas, como no caso da Moderna e >Ática, que estão lançando recursos digitais tanto para coleções dos anos finais do Ensino Fundamental quanto para o Ensino Médio.

Correndo por fora, há os sistemas de ensino, que vêm oferecendo esse tipo de recurso até há mais tempo do que as editoras. Nesse front, a grande novidade veio do UNO – agora com um modelo internacionalamplamente baseado na introdução do iPad em sala de aula.

Oferta x demanda

Em meio a tanto lançamento, a pergunta que se faz necessária é: será que existe demanda nas escolas brasileiras para tudo isso?

A julgar pela 2ª Feira do Livro Digital, ocorrida em 14 de novembro no colégio Santa Cruz [São Paulo], a resposta é sim. E não!

Nesse evento “dirigido a escolas, editoras, autores e desenvolvedores de conteúdo digital”, professores de escolas da elite paulistana encararam temas como “Experiências com o Kindle em sala de aula”, “Impactos da mudança na produção e no consumo de conteúdo digital” e “Uso de apps abertos para produção didática”. Em paralelo, editoras e fabricantes de soluções tecnológicas deram palestras e apresentaram seus produtos.

Muitas vezes, o tom era de decepção com as editoras. “Começamos a usar o iPad na escola há um ano e meio, mas elas não estavam preparadas”, disse o coordenador de tecnologia educacional da Escola Internacional de Alphaville, Francisco Mendes. Hoje, a escola usa cerca de 200 aplicativos recomendados pelos professores, a maioria em inglês – não só por ser bilíngue, mas por “quase não haver opção no mercado nacional”.

A mesma reclamação foi feita pelo professor Paulo Fontes, da Albert Sabin. Segundo ele, “ainda há carência de apps nacionais adequados para os conteúdos com os quais se trabalha na escola”.

Tais declarações soam como demanda editorial reprimida. O negócio é que as ofertas das editoras estão indo por outro caminho, centrado basicamente nas premissas do MEC [livros interativos e objetos digitais] – além de alguns adendos ocasionais, como recursos de Sistema de Gestão de Aprendizagem, conhecido como LMS [do inglês Learning Management System].

Enquanto isso, na sala dos professores…

Parte das escolas relatou experiências avançadas com recursos digitais – sejam eles livros ou não. Para a professora Cleide Diniz, do Colégio Marista Arquidiocesano, a inserção do tablet em sala de aula “atrapalha um pouco a lógica do livro, altera o currículo, muda a didática”.

Já os colégios Dante e Bandeirantes enfatizaram atividades de protagonismo e autoria com o uso de tablets – em que professores e alunos produzem o próprio conteúdo em plataformas como iBooks [Mac/iPad] ou Moglue [PCs e Macs/Android e iPad]. Para Maria Isabel Roux, professora do Santa Cruz, a “autoria do professor faz com que ele se sinta incluído”.

O negócio [de novo] é que as editoras estão oferecendo produtos digitais em que alunos e professores, em geral, só podem comentar o conteúdo.

Sim e não

Portanto, SIM, há demanda – mas nem sempre ela é apenas por livros fantasiados de “digitais”.

É claro que as escolas top lá no Santa Cruz não refletem a maioria do universo educacional brasileiro – bem longe disso. Mas elas representam uma parcela do mercado particular que, no mínimo, é formadora de opinião – pelo sim, pelo não, é melhor ficar atento ao que elas dizem.

Afinal, os paradigmas estão mudando rápido, e quem não se comunicar pode se trumbicar, como já dizia o velho e bom Chacrinha.

Por Gabriela Dias | Publicado originalmente em PublishNews | 06/12/2012

Gabriela Dias

Gabriela Dias

Gabriela Dias [@gabidias] é formada em Editoração pela ECA-USP e transita desde 1996 entre o papel e o virtual. Atualmente, presta consultoria e realiza projetos nas áreas de educação e edição digital.

A coluna Cartas do Front é um relato de quem observa o mercado educacional no Brasil e no mundo. Periodicamente, ela traz novidades e indagações sobre o setor editorial didático – e sobre o impacto da tecnologia nos livros escolares e na sala de aula.

O case Booktype


Estou terminando um post sobre a história da empresa SoftBook Press, inspiradora para quem curte o mundo dos eBooks. Posto ela em breve.

Já faz algum tempo que eu deveria, porém, ter postado aqui um texto sobre a plataforma Booktype, mas, como sempre, eu estava sem tempo. Escrevi então este texto aqui ontem, em uma pousada em Olinda, quando estava descansando para a minha última palestra na Fliporto.

Booktype é uma plataforma que se diz Open Source, mas que, na prática, já demonstra um viés mais comercial com a sua versão Pro. A plataforma tem como objetivo tornar fácil para as pessoas e organizações o processo de organizar, editar e publicar livros. E promete facilitar também os processos de produção colaborativa em contraposição às plataformas wikis e os pesados CMS´s.

Booktype promete integrar o autor e aditora diretamente aos canais Amazon, Lulu, iBooks [Apple, e em uma diversidade de outros canais e-readers. Com ferramentas sociais, fluxos de trabalho simples e liberdade para escolher suas próprias licenças [Copyright ou CopyLeft], Booktype pode ser usado por editoras, autores e e instituições de ensino para a produção de jornais, serviços de impressão sob demanda.

A Sourcefabric, empresa responsável pela plataforma Booktype oferece serviços de instalação, hospedagem, atualizações e segurança. Já estamos instalando e testando o Booktype. Se valer à pena voltamos a tocar neste assunto.

POR EDNEI PROCÓPIO

iBooks


Mantenha sua leitura sempre em dia com o iBooks. Baixe o app iBooks na App Store e encha a sua biblioteca com os livros disponíveis na iBookstore. Leve-os para lugares que você nunca imaginou ter um livro com você. E quando você abrir um deles no seu iPhone, ficará encantado.

Toda boa história começa na iBookstore.

Comece pela estante. Com um toque ela gira e mostra a iBookstore, onde você encontrará uma grande variedade de livros. Veja o que há disponível na iBookstore ou busque por título, autor ou gênero. Encontre um livro que você goste e dê um toque para ver mais detalhes e comentários de quem já leu. Com o iCloud, os livros novos adquiridos no iPad são baixados automaticamente também no seu iPhone e iPod touch1. Eles vão aparecer na sua estante, onde você desejar.

Ler ficou tão interessante quanto a história.

Ler no iPad é como ler um livro. Mas assim que você dá um toque e vê a primeira página, percebe que está prestes a ter uma experiência totalmente nova. Leia uma página por vez ou gire o iPad lateralmente para ver duas páginas ao mesmo tempo. Dê um toque para ler em tela cheia, sem nada para distrair a sua atenção ou leia no modo noturno, em branco sobre preto. Você pode até alterar a aparência da maioria dos livros mudando a fonte e o tamanho do texto.

Toma notas, define e é brilhante comoum marca-texto.

Com o iBooks, todas as ferramentas necessárias estão quase que literalmente na ponta dos seus dedos. Deslize o seu dedo por uma linha de texto para colocá-la em destaque. Dê um toque em uma seção em destaque para ver uma paleta. Altere as cores, sublinhe e acrescente uma nota, se desejar. Alterne para o modo Notes para ver todas as anotações e destaques imediatamente e organizados em um só lugar, com links nos quais você toca para ir até as respectivas passagens. Achou uma palavra estranha? Procure no dicionário interno, Wikipedia ou na web. Você também pode fazer buscas dentro do próprio livro. O iBooks funciona com o VoiceOver, o leitor de tela do iPad, para a leitura do conteúdo de qualquer página.

Novos livros Multi-Touch para iPad.

Tenha acesso aos livros mais surpreendentes que você já leu. Livros feitos para aproveitar tudo o que o iPad oferece em Multi-Touch, áudio, vídeo e muito mais. Livros que capturam a imaginação e levam o aprendizado a um patamar totalmente novo. Agora você pode percorrer um livro deslizando o dedo pelas imagens em miniatura de cada página. Você não está mais limitado às páginas planas de um livro em papel: se desejar, percorra uma galeria de fotos, use seu dedo para girar um objeto em 3D ou dê vida a um texto usando áudio. Você nunca viu nada igual e não vai querer parar de ver.

Encontre seus livros e PDFs em um único lugar.

Organize sua estante pela sua coleção de livros. Os documentos em PDF, como guias de usuário, propostas comerciais e projetos, vão todos para a estante também. Se alguém lhe enviar um PDF por e-mail, você poderá abrir no iBooks. Sincronize seus PDFs no Mac ou PC com o iPad via iTunes. Depois é só ir até a estante e dar um toque para abrir qualquer um deles.

Nova versão do iBooks é integrada a redes sociais e à nuvem da Apple


Tim Cook fala sobre a nova versão do iBooks | Marcio Jose Sanchez/Associated Press

Tim Cook fala sobre a nova versão do iBooks | Marcio Jose Sanchez/Associated Press

A Apple confirmou uma nova versão para o app iBooks durante o evento desta terça-feira.

Embora o executivo-chefe da Apple, Tim Cook, tenha dito que o app estaria disponível ainda hoje na loja virtual da companhia, ele ainda não estava disponível até a publicação desta reportagem.

Dentre as novidades, a integração mais precisa com o iCloud fará a marcação de onde você parou de ler –para, posteriormente, continuar deste ponto. O serviço é similar ao oferecido pela Amazon para o Kindle, que leva o nome de Whispersync.

Também haverá rolagem de página contínua no novo app.

O app terá suporte para 40 idiomas – espera-se que o português também esteja no pacote da companhia.

A Apple informou que foram mais de 400 milhões de downloads de e-books em uma estante virtual de 1,5 milhão de livros.

Folha de S.Paulo | 23/10/2012, às 15h20

IDPF irá lançar ferramenta para avaliar suporte de eReaders ao ePub3


O IDPF [International Digital Publishing Forum], entidade que organiza a padronização dos livros digitais, lançará em breve uma ferramenta de testes para avaliar o grau de compatibilidade de eReaders, apps e softwares, com o formato EPUB3.

Como paulatinamente as editoras estão descobrindo, é possível criar eBooks ricos e interativos sem tecnologia proprietária, usando o padrão EPUB3 e HTML5… só não é possível usá-los em todos os aparelhos, já que o suporte ao formato EPUB3 varia barbaramente conforme o fabricante/desenvolvedor do eReader.

A expectativa do IDPF com a nova ferramenta é revelar com mais clareza quem não dá suporte completo ao formato, quais recursos já são aceitos por algumas empresas e quais ainda não são. O exemplo dado por Bill McCoy, diretor executivo do IDPF, é o aplicativo iBooks da Apple: embora suporte vários recursos do EPUB3, o iBooks não suporta alguns elementos de Javascript e outros recursos. A ideia da nova ferramenta, portanto, é mostrar o que está faltando em cada eReader para o formato EPUB3 funcionar por completo.

Por Eduardo Melo | Revolução eBook | 03/10/2012 –

Leitura na nuvem sem mistérios


Por Greg Bateman | Publicado originalmente em Publishnews| 18/07/2012

O que é a nuvem?

Até pouco tempo atrás, todos os nossos arquivos estiveram fisicamente armazenados em hard-drives, CDs e outros dispositivos de memória. Se quaisquer desses suportes fossem perdidos, danificados ou roubados, azar – e provavelmente você sentirria saudades da perenidade do papel e dos livros. Mas, graças à inventividade da tecnologia, já existe um jeito melhor de armazenagem. Ao manter seus conteúdo e arquivos na nuvem, você pode acessá-los em qualquer lugar.

Por que isso interessa aos leitores?

No contexto dos e-books, a nuvem é ainda mais importante. Enquanto alguns formatos de arquivos vêm e vão, com a nuvem um e-book comprado hoje vai durar para sempre. Você deixou uma cópia do seu e-book no seu PC, em casa? Nenhum problema, você pode lê-lo pelo browser do seu telefone Android onde quer que você esteja. Deixou o seu precioso iPhone 4S cair numa poça na Avenida Faria Lima? Em apenas alguns segundos você pode refazer o download de graça pelo iBooks no seu novo celular.

A leitura na nuvem desmistificada

Certamente uma área de crescimento em 2012, a leitura em nuvem de fato começou a decolar. Mas, para tornar a situação um pouco mais “nebulosa”, há várias formas de nuvem. Farei o melhor que puder para clarear tudo isso.

Sincronização

Compre uma única vez e sincronize todo o conteúdo em qualquer lugar fazendo o download de uma cópia “local” em cada dispositivo que você usa. Não é surpresa nenhuma que a Amazon foi pioneira nisso com sua tecnologia Cloud Reader, por meio da qual os livros Kindle podem ser sincronizados não apenas no aparelho Kindle, mas também no iPad e no PC, por meio de aplicações para cada um desses dispositivos. A O’Reilly Media, editora norte-americana que adora inovações tecnológicas, uniu-se à Dropbox, empresa de armazenagem em nuvem, para que todo o conteúdo da O’Reilly comprado possa ser guardado de forma segura gratuitamente em nuvem.

Leitura no celular

Leia livros no seu aparelho conectado à internet, aonde quer que você vá. Enquanto há diversas empresas internacionais tentando fazer isso, eu considero as soluções propostas pela Xeriph e pela Gol Mobile, duas empresas do Rio de Janeiro, particularmente interessantes. E qual a inovação aqui? A Nuvem de Livros, da Gol, dá aos leitores acesso a toda uma biblioteca no estilo “coma quanto puder” por R$ 0,99 mais impostos por semana, em parceria com a Vivo. Já a Xeriph, por meio de uma parceria com a Claro, permite aos assinantes da Claro Leitura que eles leiam até três livros por semana por R$ 3,99.

Fim da dependência em relação aos dispositivos

O próximo capítulo na história da leitura em nuvem é uma solução que permite verdadeiramente uma independência em relação a plataformas e provê uma experiência de fato consistente em qualquer aparelho conectado à internet. Sem entrar em detalhes, empresas de tecnologia podem tornar esse sonho realidade usando a linguagem de programação HTML5, que permite em qualquer navegador de internet uma experiência semelhante à do uso de um “app”. A Google Play Books é um ótimo exemplo, vendendo e-books que podem ser comprados e lidos em vários aparelhos. A Vook, empresa de tecnologia de e-books, deu um passo além. Ela oferece às editoras um leitor e loja próprios e elegantes, bem como experiências de leitura enriquecidas por áudio e vídeo, por exemplo.

Com a leitura em nuvem, a promessa do conteúdo universalmente acessível finalmente chegou.

Greg Bateman

Greg Bateman

Por Greg Bateman | Publicado originalmente em Publishnews| 18/07/2012

Greg Bateman, expert em tecnologia e empreendedor do negócio de e-books, é conhecido pelo seu envolvimento na criação de produtos extremamente bem-sucedidos, como os smartphones da Samsung e o Kindle, da Amazon. Na Vook, ele desenvolveu uma eficiente cadeia de produção de centenas de e-books por semana. Greg, que nasceu nos Estados Unidos, viveu nove anos no exterior, onde intermediou várias parcerias envolvendo Coreia, China, Japão e EUA. Hoje mora no Brasil, em São Paulo. Ele é pesquisador visitante da Universidade de Tóquio, tem duas graduações pela Universidade da Califórnia em Berkeley [engenharia elétrica/ciência da computação e literatura japonesa] e um MBA pela Columbia Business School.

A coluna E-Gringo discute a fundo o negócio e o lado técnico dos e-books a partir de uma perspectiva global. Às quartas-feiras, quinzenalmente, ela vai apresentar plataformas e tendências do mundo todo e, claro, do Brasil. Para enviar comentários, escreva para greg@hondana.com.br .

Apple muda de planos


Estão cancelados, por ora, os planos da Apple de lançar a versão brasileira da iBookstore, com preços em reais. Em conversas com editores, a empresa havia previsto a estreia da livraria digital para abril, mas empacou em questões tributárias. Agora, corre para estrear ainda neste semestre uma loja latino-americana, com preços em dólares. A vantagem será que o consumidor brasileiro não precisará ter um cartão de crédito com endereço americano para comprar iBooks, mas ainda precisará de um cartão internacional. A distribuidora Xeriph continua sendo a parceira no Brasil, mas nem ela nem a Apple se manifestam sobre o assunto.

Por Raquel Cozer | Folha de S. Paulo | 05/05/2012

Os eBooks estão chegando


O desembarque da Amazon e da livraria digital da Apple no Brasil agita as editoras nacionais e promete mudar o hábito de leitura de milhões de brasileiros

Thalita Rebouças vendeu mais de um milhão de livros de papel, mas é fã da leitura nos e-readers

Thalita Rebouças vendeu mais de um milhão de livros de papel, mas é fã da leitura nos e-readers

A constante reclamação de que o brasileiro lê pouco não incomoda os executivos da Amazon e da Apple, os dois gigantes globais dos livros eletrônicos. Esse “pouco” foi suficiente para fazer com que pelo menos um deles chegue ao País em breve, segundo rumores do mercado editorial. Aproveitando os entraves que tomaram conta das já avançadas negociações entre a Amazon – maior livraria online do mundo – e as editoras nacionais, a Apple mandou executivos para o Brasil, que já teriam firmado acordos para começar nas próximas semanas as vendas de títulos em português pelo aplicativo iBooks, disponível para iPad.

Apesar de planejar o início das operações no Brasil para o segundo semestre, a Amazon pretendia ter em seu portfólio pelo menos 100 editoras nacionais, mas fechou acordo com apenas dez, sendo só uma de grande porte. Está claro, portanto, que o grande obstáculo para a implantação da loja virtual criada pelo americano Jeff Bezos, presente em nove países e criadora do leitor Kindle, é vencer a resistência das editoras brasileiras. Segundo fontes ouvidas por ISTOÉ, elas temem sofrer represálias das livrarias físicas presentes no País, caso fechem um acordo com a Amazon.
Outro entrave é o contrato-padrão da livraria eletrônica, com cláusulas que incluem o acesso a todo o catálogo da editora para a digitalização, pedidos de exclusividade e comissões em torno de 50% do preço. No Brasil, esse percentual para as edições em papel é, em média, de 35%. A demora nas negociações e a chegada da Apple podem fazer com que a Amazon flexibilize suas regras. Mas Bezos é conhecido pela agressividade nos negócios. Uma das alternativas que ele tem na manga é entrar de sola também no mercado tradicional de livros de papel, tranquilizando as editoras que temem um boicote das livrarias. Cabe lembrar que a Amazon surgiu na era anterior aos e-books, vendendo obras de papel na internet.

Marcelo Duarte, da Panda Books, já digitalizou parte do seu catálogo

Marcelo Duarte, da Panda Books, já digitalizou parte do seu catálogo

É uma questão de mercado. Alguém vai acabar cedendo”, diz Karine Pansa, presidente da Câmara Brasileira do Livro [CBL], que promove um congresso sobre obras digitais em maio. Se apenas a Apple firmar um acordo com as maiores editoras brasileiras, nada muda para a publicitária Alana Della Nina, que comprou um Kindle nos EUA há dois anos e adquire ao menos quatro e-books [em inglês] por mês na Amazon americana. “O Kindle é quase prosaico. Essa é a grande sacada dele. O iPad não serve para ler textos grandes. A leitura se torna desconfortável em pouco tempo”, diz.

A mesma opinião tem a escritora Thalita Rebouças, que já vendeu mais de um milhão de livros de papel. “Tenho iPad e Kindle e adoro os dois”, diz. “Mas o primeiro é bom para assistir a vídeos e ler, no máximo, uma revista. Já o outro é leve e tem uma tela tão confortável para os olhos quanto o papel”, compara. Dos 13 títulos publicados pela autora, nove estão disponíveis no formato e-book nos sites de livrarias como Saraiva, Cultura, Submarino e Positivo, entre outras.

Alana Della Nina, publicitária e dona de um e-reader Kindle, da Amazon

Alana Della Nina, publicitária e dona de um e-reader Kindle, da Amazon

Para ter mais poder de barganha nas negociações das versões eletrônicas de seus títulos, a editora que publica as obras de Thalita, a Rocco, se uniu à Record, Sextante, L&PM, Planeta e Objetiva – as maiores do País – para formar a DLD [Distribuidora de Livros Digitais]. “É muito bom para o autor que o trabalho esteja disponível em vários formatos”, diz Thalita. “Mas o papel ainda tem uma longa vida pela frente.

Os defensores do e-book argumentam que ele sempre será mais barato [em torno de R$ 20] por não ter o custo de impressão. Mas nem todos concordam. “O livro digital é barato porque parte do preço é dividido com o título impresso”, diz Marcelo Duarte, jornalista e diretor-editorial da editora Panda Books, que tem 42 de seus 380 títulos em versão para iPad. Ele acredita que versões exclusivas para e-readers serão mais salgadas. “A impressão é apenas parte do custo. Há outros processos, como diagramação, tradução e edição”, afirma Duarte.

Uma coisa é certa: não dá mais para desprezar o mercado brasileiro. Mesmo não havendo dados sobre as vendas por aqui, o enorme potencial é consenso. O segmento educacional é prova disso. O Ministério da Educação e Cultura [MEC] realizou recentemente um pregão para adquirir 900 mil tablets. Os equipamentos serão repassados aos professores do ensino médio das escolas públicas ainda este ano. Não por acaso, a Apple estaria apostando no segmento de livros eletrônicos didáticos.

Independentemente de a Apple ou a Amazon virem para o Brasil, as empresas daqui estão estabelecidas e são bem-sucedidas”, defende Karine, da CBL. Recém-chegada de um dos maiores eventos do setor, a London Book Fair, na Inglaterra, ocorrido na semana passada, Karine ficou impressionada com o interesse dos estrangeiros pelo País. “Quando eu dizia que era brasileira, invariavelmente ouvia: ‘O Brasil está bombando!’”, conta. De fato, o País atrai quem domina o segmento como uma mina de ouro.

Quando a Amazon lançou o Kindle nos EUA, em 2007, o mercado de e-books americano praticamente não existia. Hoje, no entanto, a empresa vende mais livros digitais do que em papel. Segundo a Associação Americana de Livros, as vendas de e-books naquele país cresceram 117% em 2011. Com cada vez mais brasileiros tendo acesso a bens de consumo e à cultura, não é de admirar a ferocidade com que os gigantes da tecnologia estão travando a guerra pelo nosso mercado.

Por André Julião | Publicado originalmente por Isto É | 24/04/2012

iBookstore, loja de eBooks da Apple, chegará ao país este mês


Fontes do mercado editorial dizem que negociações com a Apple estão avançadas

RIO — A iBookstore, loja que vende livros eletrônicos do aplicativo iBooks, da Apple, será lançada no Brasil ainda este mês, de acordo com fontes do mercado editorial ouvidas pelo GLOBO. A empresa de Tim Cook está em avançadas negociações com editoras e distribuidoras brasileiras e, pelo visto, seu modelo estará definido por aqui antes do da Amazon.

— Já praticamente fechamos contrato com a Apple, e a iBookstore tem 80% de chance de ser lançada ainda este mês. Se não for, chega bem no comecinho de maio — afirmou uma das fontes envolvidas nas negociações.

Procurada, a Apple informou através de sua assessoria que não tinha nenhum anúncio a fazer sobre sua livraria digital. O iBooks, aplicativo de download e leitura de e-books para iPad, iPhone e iPod touch, foi lançado em janeiro de 2010 junto com o iPad e, com ele, uma coleção inicial de 60 mil títulos na iBookstore. Hoje a loja tem mais de 700 mil livros. Um iPad com 16GB livres poderia em tese conter aproximadamente 8 mil livros do tamanho típico de 2MB informado pela Apple. Já alguns livros com mais conteúdo multimídia poderiam chegar a 1GB ou mais, exigindo um iPad de memória mais robusta.

Apple teria modelo mais flexível que Amazon

Segundo as fontes, as negociações do mercado editorial brasileiro com a Apple estão mais avançadas do que as feitas com a Amazon porque a companhia cofundada por Steve Jobs segue o chamado “modelo de agência”, preferido por elas, que lhes dá mais controle sobre os livros — diferentemente do chamado “modelo de distribuição” praticado pela Amazon.

— A Apple permite às editoras estabelecer os preços de suas obras, e cobra 30% sobre elas, sem interferir — explica uma fonte. — Já a Amazon quer pegar um livro que na ponta é vendido a R$ 30, R$ 40, e botar em seu Kindle a R$ 9,99. Isso pode destruir o modelo de negócio das editoras.

Outra fonte é ainda mais incisiva, dizendo que o modelo da empresa fundada por Jeff Bezos cria um monopólio onde só ela fatura, e as editoras ficam a ver navios.

— E o negócio da editora é dispendioso. Numa grande editora, um livro não vai para o prelo sem um copidesque completo, mais diversas revisões — pondera outro executivo do setor, que confirma as negociações. — Além disso, pagam-se muitas vezes adiantamentos vultosos aos autores, sem falar dos direitos autorais. Por isso o modelo seguido pela Amazon é visto como ameaça. Não vamos dizer que a Apple é boazinha, mas ela tem mais respeito pela sustentabilidade necessária ao meio editorial. Não foi por acaso que as maiores editoras dos Estados Unidos procuraram se juntar a ela.

O formato de livro digital sustentado pela iBookstore é o ePub, embora o iBooks também aceite PDFs e seu formato proprietário, o IBA.

— A questão toda com a Amazon é que ela quer ser editora e também livraria — reclama uma terceira fonte a par das negociações. — Daqui a pouco as pessoas vão achar que não precisam mais de editoras. Nada contra o self-publishing, sei que até há casos de sucesso, mas a questão é que com esse esquema as pessoas começam a publicar obras de caráter pessoal, que na maioria dos casos não passam por uma avaliação de mercado.

O GLOBO tentou contato com a Amazon, mas a empresa não retornou até o fechamento da edição.

Por André Machado | O Globo | 03/04/2012 | © 1996 – 2012. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A.

O que o lançamento da Apple significa para as editoras


O tablet deverá elevar a expectativa dos leitores e a linha que define um e-book de qualidade

As mudanças feitas no novo iPad são principalmente no hardware – um processador A5X e uma tela “Retina”, com resolução de 2048 x 1536 pixels, o que efetivamente duplica a resolução do iPad 2 e que suporta vídeos Full HD [1080p] – veja uma comparação entre as telas.

Essas características, junto com uma câmera melhor e os aplicativos iLife, significam que o novo iPad traz impressionantes e rápidas experiências interativas de alta definição para os seus usuários.

Os consumidores de conteúdo e de mídia continuarão sendo o maior público do novo iPad. A combinação da nova tela retina com maior velocidade de processamento vai melhorar e enriquecer a experiência de leitura de livros, jornais, revistas e catálogos.

Implicações na produção

O que o novo iPad significa para a indústria editorial? E qual impacto ele vai ter na evolução do e-book?

As editoras podem usar o poder do hardware do novo iPad para criar e-books mais impactantes, com recursos interativos melhores, recursos visuais esplêndidos, gráficos 3D aperfeiçoados, e tudo isso com uma banda larga o suficiente para que todos esses componentes fluam sem interrupção por meio de redes 4G. [Note que a produção desses novos recursos melhorados têm custo maior perto dos tradicionais.]

A Apple garantiu que o novo iPad seja compatível com todos os iBooks existentes e também com os iBooks 2, lançados em janeiro.

Para as editoras, isso significa que as equipes de produção editorial vão precisar tomar decisões cuidadosas em relação a projetos de livros em andamento que têm layouts aprimorados e fixos.

Se uma editora quiser oferecer um livro com algum recurso interativo em HD, para venda exclusiva na iBook Store da Apple, então o caminho para a produção dentro do ecossistema da Apple é claro: use o aplicativo iBooks Author para produzir um arquivo em formato ibook, e mande o e-book para que a Apple o aprove e o coloque à venda na loja.

Se, no entanto, uma editora quiser distribuir e-books com recursos interativos para uma grande gama de lojas, além da iBook Store da Apple, então o planejamento do produto deve ser feito com base em tipos de arquivos que podem ser facilmente convertidos ou transformados para o formato de cada loja.

Um processo de trabalho ótimo inclui o uso de padrões abertos como o EPUB do IDPF [International Digital Publishing Forum]. A adoção do padrão EPUB como formato de e-book dá às editoras uma base para a produção de outros formatos – que podem incluir o KF8 para o Kindle Fire, da Amazon, ou algumas adaptações para os aparelhos Nook Tablet, da Barnes & Noble, ou o Kobo Vox.

As editoras devem assegurar tempo na sua grade de produção para acrescentar recursos aos e-books e para testar seus títulos em todas as plataformas para as quais estão sendo criados.

Um novo padrão para a indústria

Mais pixels e maior velocidade de processamento oferecem oportunidades únicas para criar novas experiências de uso e abrem uma gama de possibilidades para o e-book e, especialmente, para os “enhanced e-books”.

O novo iPad vai sem dúvida elevar as expectativas dos consumidores e, portanto, a linha que define um e-book de qualidade.

Enquanto os editores começam a explorar o potencial do novo iPad, a Apple pode descansar [embora rapidamente], sabendo que ultrapassou a concorrência e fez com que o resto da indústria de tablets tenha que correr atrás, mais uma vez.

Por Jean Kaplansky | Digital Book World | 07/03/2012 | Publicado originalmente em PublishNews

CURSO | O Livro como Mídia Digital


Ednei Procópio

As emergentes mídias digitais estão influenciando diretamente no concorrido tempo dos consumidores modernos e transformando o hábito de leitura em todo o mundo. O livro não é mais lido apenas no papel. Ele está também onipresente em uma miríade de suportes suspensos e em uma diversidade de aparelhos tecnológicos, móveis e de comunicação.

E uma série de meios é o que está transformando definitivamente a realidade dos livros, jornais e revistas através de uma convergência digital e cultural sem precedentes.

O objetivo do curso “O Livro como Mídia Digital” é fazer um review de todo o mercado editorial convencional presente, frente às transformações das mídias digitais, do ponto de vista exclusivamente dos negócios ou da atualização enquanto profissional.

CONTEÚDO DO CURSO

  • O que é um livro digital
  • A questão os dos hardwares | Smartphones, netbooks, tablets [iPad, Xoom, Galaxy, etc.] e e-reader devices [Sony Reader, Kindle, Nook, etc.].
  • A questão os dos softwares | Sistemas Android, iOS, etc. | Digital Rights Management | Aplicativos
  • A questão do conteúdo | Formatos: PDF, ePub e HTML5 | Conversão, digitalização e produção
  • Plataformas e eBookStores | Modelos de negócios
  • Números do mercado e entraves
  • A cadeia produtiva do livro antes e depois dos eBooks

A QUEM SE DESTINA O CURSO

O curso se destina a todos os interessados em livros digitais; profissionais da cadeira produtiva da indústria editorial brasileira, desde os que atuam na produção e na área editorial quanto os profissionais que atuam nas vendas, comercialização e marketing dos livros. Isto inclui os profissionais que atuam dentro das editoras, das livrarias, distribuidoras, bibliotecas etc.

ANOTE NA SUA AGENDA A DATA DO CURSO

Dia: 3 de março de 2012, sábado.
Horário: 9h00 às 13h00
Valor único: R$ 130,00
Docente: Ednei Procópio, especialista em livros digitais.

ONDE

Escola do Escritor
Rua Mourato Coelho, 393 conjunto 1 |esquina com Rua Teodoro Sampaio
CEP 05417-010 – Bairro de Pinheiros, São Paulo, SP.
Telefone: [11] 3034.2981
www.escoladoescritor.com.br

As novidades da Apple


Companhia avança no mercado de didáticos e de autopublicação

A Apple anunciou novidades, ontem, para o mundo dos livros e da educação. A companhia americana lançou a segunda versão do aplicativo iBooks, que permite o uso de livros didáticos multimídia no iPad, de olho no aumento do uso de tablets para ensino.

A empresa também deu um passo importante para disputar o segmento autopublicação ao anunciar o iBooks Author, um app com o qual autores podem criar seus próprios e-books e colocá-los à venda na iBookstore, de forma independente.

Por fim, a Apple anunciou um novo iTunes U, que permite a educadores criar e distribuir cursos completos, com recursos de áudio e vídeo, entre outros.

O iBooks 2 foi anunciado em conjunto com uma primeira leva de e-books didáticos criados em parceria com Pearson, McGraw-Hill e Houghton Mifflin Harcourt, grandes grupos de publicações educacionais. A Apple disse que o aplicativo vai, em algum momento, incluir obras de todas as disciplinas para todos os níveis de ensino.

Os livros didáticos disponíveis para compra no iPad custarão US$ 14,99 ou menos, segundo a companhia, e oferecem diversos recursos, incluindo animação. Os estudantes também podem responder perguntas interativas sobre o conteúdo e usar o dedo para ressaltar parte dos textos.

Já o iBooks Author foi descrito como “a mais avançada, a mais poderosa e a mais divertida ferramenta para a autoria de e-books já criada”, de acordo com Phil Schiller, vice-presidente de marketing global da Apple.

O lançamento significa que a companhia passa a brigar de frente com serviços como o Kindle Direct Publishing, da Amazon, que permite que os autores publiquem seus e-books diretamente, sem o intermédio de uma editora. Segundo a Apple, o novo app permite criar um e-book atrativo, com diferentes recursos, a partir de um simples arquivo de Word. Embora o lançamento tenha sido associado ao segmento de obras educacionais, nada impede que seja usado por autores de qualquer tipo de livro.

Em entrevista ao site da The Bookseller, o agente literário Peter Cox observou que a Apple tornou mais fácil do que nunca produzir um “enhanced e-book”. “Eles [a Apple] eliminaram os obstáculos técnicos que existiam. Isso vai ter grandes implicações no crescente mercado de autopublicação – e não só nos livros didáticos.

Já a venda de livros educacionais no iPad por “14,99 ou menos” vai significar, para o agente, uma nova corrida por preços mais baixos, com impactos significativos para o mercado.

Para Gabriela Dias, gerente no Brasil de pesquisa e desenvolvimento de conteúdos digitais na Edições SM, grupo espanhol de publicações educacionais, os lançamentos da Apple abrem uma porta importante para a autopublicação, permitindo que mais autores e escolas que não usam sistemas de ensino desenvolvam e disponibilizem conteúdos próprios, a custos baixos. Por outro lado, o conteúdo serva apenas para o iPad, o que coloca a questão de quão relevante será a mudança proporcionada pela Apple. “Pelo menos no Brasil, o iPad alcança um público muito restrito, por ser muito caro. Ainda não há uma escola que faça uso massivo dele”, avalia.

Para Dias, as editoras brasileiras, que já vêm sendo pressionadas pelas escolas particulares e também pelo governo [veja a coluna escrita por ela no PublishNews], devem produzir conteúdo multiplataforma – podendo utilizar as ferramentas da Apple para produzir conteúdo para iPad, mas sem ficarem restritas a esse sistema. “A Apple sem dúvida está facilitando a produção de livros didáticos, mas ainda há barreiras para a inserção desse conteúdo na sala de aula”, diz.

Por Roberta Campassi | Publicado originalmente em PublishNews | 20/01/2012

Os eBooks e as startups


Por Cindy Leopoldo | Publicado originalmente em PublishNews | 17/01/2012

Em primeiro lugar, peço desculpas por me manter no assunto dos e-books quando minha coluna prometia ser uma espécie de conversa sobre os bastidores do departamento editorial. O que ocorre é que o os e-books invadiram o editorial e, principalmente, invadiram minha vida de tal forma que está complicado pensar em outra coisa.

Os livros digitais me fascinam desde que li sobre eles em O negócio dos livros, de Jason Epstein, e não pelo yuppismo tecnológico [apesar de eu não poder negar que os aparelhinhos me divertem], mas pela destruição em massa que eles iriam causar nas certezas editoriais. O editorial [e muitos outros setores das editoras], na minha visão e de outros colegas, estava muito engessado, havia regra para tudo há 500 anos, e fugir delas não era de bom tom. Porém, agora, com o digital, voltamos tão ao zero que sequer sabemos como nossos leitores leem. E, o melhor, é um mercado tão dinâmico que, quando soubermos, eles já poderão estar lendo de outras formas…

Os e-books exigem uma entrega profunda por parte dos que trabalham com eles. Você não pode, por exemplo, simplesmente aprender a converter um “.doc” para “.epub” e repetir isso infinitamente, pois cada “.epub” convertido traz problemas que você nunca viu antes. E isso acontece por diferentes motivos: bugs do software que converte, bugs do software que lê e inexperiência de quase todo mundo no assunto. E, quando dizemos “e-books”, podemos estar falando de pdf, e-books para Kindle, para iBooks, e-books que são aplicativos, formato fixo, ePubs para Adobe Digital Editions… Cada um desses tem custo, contrato, possibilidades de design e formas de produzir diferentes uns dos outros. Diz-se que o formato universal é o ePub para ADE, mas na prática cada conteúdo pede um deles e, se você trabalha com e-books dentro de uma editora, você tem que ler muitas vezes para saber que tipo seria melhor. Por isso, se decidir direcionar sua carreira para essa área, aconselho que goste tanto disso que não se sinta infeliz quando perceber que estará estudando em vários de seus horários livres. E estudar não é pegar um livro e ler; você tem que inventar sua forma de estudar, porque as informações estão espalhadas pela internet. Você tem que aprender onde encontrar as que são realmente relevantes e confiáveis.

Toda essa velocidade nos aproxima muito dos setores de tecnologia, principalmente os relacionados a web. Da mesma forma que já achei [e ainda acho] que poderíamos aprender muito com a engenharia de produção, agora acredito que ganharemos muito analisando as chamadas startups. Meu conhecimento sobre o assunto é raso, mas pretendo, aqui, apenas apresentar a ideia geral para que possamos aprofundá-la depois.

Em uma entrevista para a Exame, em 2010, Yuri Gitahy diz que: “Muitas pessoas dizem que qualquer pequena empresa em seu período inicial pode ser considerada uma startup. Outros defendem que startup é uma empresa com custos de manutenção muito baixos, mas que consegue crescer rapidamente e gerar lucros cada vez maiores. Mas há uma definição mais atual, que parece satisfazer a diversos especialistas e investidores: startup é um grupo de pessoas à procura de um modelo de negócios repetível e escalável, trabalhando em condições de extrema incerteza.”
 
Além de me identificar com as “condições de extrema incerteza”, uma das coisas que mais me interessam nas startups é sua capacidade e desejo de ouvir as pessoas para desenvolver um produto que elas queiram ou que elas nem sabem que querem, porque nunca acharam que fosse possível produzi-lo. Acho isso diretamente relacionado ao editor de aquisições, que tem que sentir o que um país pode estar querendo ler, mas tem poucas formas de confirmar essa informação.

Para quem trabalha com e-books, é ainda mais fundamental descobrir não necessariamente o que as pessoas querem ler, mas como elas querem. Elas querem que seja igual ao impresso? Elas querem muitas cores? Elas querem animações? Ou até: elas querem mesmo ler livros em aparelhos eletrônicos? Se sim, em quais circunstâncias? As startups desenvolveram seus métodos de lidar com toda essa incerteza. Por que não segui-los?

E, finalmente, chegamos à questão que se repete das mais variadas formas: as editoras estão mesmo dispostas a apostar em inovação ou acreditam que não são como a indústria fonográfica? Eu, sinceramente, não vejo muitas saídas para as editoras que não alterarem seu modelo de negócio e se reinventarem – buscando reinventar também o mercado -, e ficarem apenas esperando que alguma espécie de Spotify venha mostrar um caminho depois de anos de prejuízo.

Por Cindy Leopoldo | Publicado originalmente em PublishNews | 17/01/2012

Cindy Leopoldo

Cindy Leopoldo é graduada em Letras pela Universidade Federal do Rio de Janeiro [UFRJ] e pós-graduada em Gerenciamento de Projetos pela Universidade Federal Fluminense [UFF]. Trabalha em departamentos editoriais há 7 anos. Escreve quinzenalmente para o PublishNews, sempre às terças-feiras. A coluna Making of trata do mundo que existe do lado de dentro das editoras. Mais especificamente, dentro de seus departamentos editoriais.

Aplicativo de livro eletrônico da Apple permite ler livros no escuro


A Apple atualizou seu aplicativo que dá acesso a livros eletrônicos com funções como a que facilita a leitura no escuro e a que acrescenta um novo design da área de anotações, informou a companhia nesta quarta-feira.

Com novas fontes como Athelas, Charter, Iowan e Seravek e a possibilidade de visualização da tela cheia, que permite que o leitor se concentre no texto sem distrações, a versão 1.5 do iBooks melhora a estabilidade e o rendimento do programa, destaca a Apple em uma nota.

A área de anotações incorpora uma novidade bastante útil, já que permite selecionar uma cor para ressaltar certos fragmentos do texto.

O aplicativo iBooks para iPad, iPhone e iPod Touch recria uma biblioteca virtual que permite ao usuário colocar sua coleção de livros eletrônicos em uma estante, virar as páginas dos exemplares deslizando o dedo e acrescentar notas à medida que avança na leitura.

EFE | 07/12/2011

Gerenciamento de Catálogo e Conteúdo para Livros Digitais


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