Iba desiste dos eBooks


Empresa focará no serviço de assinatura de revistas

O dia está agitado no mundo da leitura digital. Não bastasse o anúncio oficial do lançamento do LEV pela Saraiva, o iba prevê para o final de agosto o fim das comercializações de e-books. A empresa, que integra o Grupo Abril, disse em comunicado que focará seu negócio exclusivamente na venda de assinaturas digitais de revistas, segmento que já conta com 570 mil assinaturas. O iba garante que os leitores de e-books que adquiriram publicações na loja continuarão com acesso integral aos conteúdos comprados por meio dos aplicativos iba, mantendo os mesmos prazos e condições acordados no momento da compra dos produtos.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 05/08/2014

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Livros digitais nas escolas brasileiras


Google, iba e Árvore de Livros também poderão distribuir livros digitais

O caso MEC feat. Amazon iniciado no meio de março com o anúncio feito pela varejista como escolhida para distribuição de livros digitais às escolas brasileiras tem novos personagens. Já era sabido que a Saraivatambém tinha disto escolhida para a hercúlea missão de levar os livros digitais a alunos e professores da complexa rede pública de ensino brasileira. Agora, está confirmada a seleção do Google, do iba e da Árvore de Livros no páreo.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 17/04/2014

Editora lança ferramenta de autopublicação


A Escrytos, que tem milhões de adeptos no mundo, permite a autopublicação em formato digital

De olho no potencial de jovens escritores brasileiros, a LeYa acaba de colocar em operação a sua plataforma de autopublicação. Pioneira em Portugal, a Escrytos não tinha chegado ainda ao Brasil. A plataforma dá ao autor acesso gratuito a uma variedade de serviços que vão da conversão em ePub, construção da capa, distribuição e comercialização em grandes varejistas on line como LeyaOnline, Amazon, Apple Store, Barnes & Noble, Fnac.pt, Gato Sabido, Google, IBA, Kobo, Livraria Cultura, Submarino, Wook. Há outros serviços pagos como parecer editorial, edição, revisão, produção de booktrailler e até release para imprensa. “A plataforma vai ao encontro da estratégia de estimular a criatividade editorial e também da procura por novos talentos da língua portuguesa. O fato da ferramenta estar associada a uma editora já consolidada no mercado proporciona um diferencial e uma vantagem competitiva atraente para os novos autores”, afirma Pascoal Soto, diretor da Leya Brasil.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 08/04/2014

Iba dá acesso ilimitado às revistas digitais


O serviço conta com títulos da Abril e de outras editoras

Como o PublishNews adiantou em fevereiro, o iba, plataforma de venda, distribuição e consumo de conteúdo digital, colocou no ar o seu ‘Netflix’ de revistas. A nova ferramenta – apelidada de iba clube –permite que usuários acessem todas as edições digitais de quatro revistas mensais que escolher, podendo complementar o plano com publicações quinzenais e semanais por um valor adicional. O primeiro mês é gratuito para todos os usuários. O serviço conta com títulos da Abril e de outras editoras, como Editora Waves, Editora Alto Astral, Editora Rickdan e Editora Europa. A ideia é expandir o portfólio, ofertando revistas de outras editoras e planos para e-books.

PublishNews | 25/03/2014

O Iba completa dois anos no mercado


Para marcar a data, plataforma coloca mais de 100 obras em promoção

iba, plataforma brasileira de venda, distribuição e consumo de conteúdo digital, completa dois anos de lançamento em março e, para comemorar, oferece aos leitores descontos que alcançam até 88% em mais de 100 publicações, entre e-books e revistas. “Para conseguirmos oferecer os descontos agressivos, fechamos parcerias com as principais editoras do país, como Ediouro, Arqueiro, Record, Elsevier, Planeta, Novo Conceito, Companhia das Letras, Universo dos Livros, Cosac Naify e Rocco”, afirma Michelle Ramos, gerente de marketing do iba. A promoção vale só até hoje.

PublishNews | 12/03/2014

Editora lança novo selo


Formas breves é dedicado ao conto

A editora digital e-galáxia acaba de lançar um novo selo, o Formas Breves. Trata-se de uma coleção de contos com traduções diretas e exclusivas de grandes clássicos do conto universal ou com narrativas da nova geração de escritores em língua portuguesa. O selo também vai ter traduções exclusivas: do sueco, Luciano Dutra apresentará os contos de Hjalmar Söderberg, e do inglês, a tradutora Denise Bottmann prepara uma série de contos de Virginia Woolf. Todos os textos estarão à venda exclusivamente em e-book, nas lojas Amazon, Apple, Google Play, Livraria Cultura, Saraiva e Iba, e com o valor de U$ 0,99, ou R$ 1,99, por conto.

PublishNews | 21/02/2014

Iba terá serviço de assinatura de livros e revistas


Iba terá um ‘Netflix’ de revistas. A ideia é ampliar o serviço para e-books ainda nesse ano

O agradável Terraço Abril, no topo do prédio da editora Abril na Marginal Pinheiros, em São Paulo, serviu de cenário para um almoço com Ricardo Garrido, diretor de operações do Iba. Já de início, o assunto do dia: a vinda ou não da Barnes & Noble ao Brasil. “Isso de a B&N vir para o Brasil pelas mãos da Iba soa como música aos meus ouvidos, mas infelizmente, não é verdade”, afiança desmentindo os rumores que pairaram no ar na tarde da última quarta-feira.

Mas o almoço era mais para falar sobre os rumos do Iba e Ricardo conta que já no primeiro trimestre de 2014, o Iba promete colocar na praça um novo modelo de negócios. Vai vender assinatura de revista por assinatura. Não, não erramos ao repetir a palavra assinatura. É isso mesmo. “Essa é uma grande aposta do Iba para 2014. Vamos ter um ‘Netflix’ de revistas. O usuário paga um valor e poderá ler todas as revistas do nosso portfólio e, logo depois, queremos estender esse modelo de negócio aos livros também”, conta Garrido. Para isso, o Iba deve investir R$ 10 milhões em tecnologia ao longo de 2014.

Durante o almoço, Ricardo pega um de seus devices – à mesa, ele estava com um iPhone e um iPad – e diz orgulhoso: “Em média, temos 1.500 novos usuários por dia, mas ontem chegamos a 2.600”. Os números do Iba, a propósito são mesmo de deixar qualquer um retumbante de alegria. A plataforma fechou 2012 – ano de sua criação – com quase 315 mil usuários. Em 2013, um boom elevou esse número a 1,3 milhão. O crescimento de vendas também acompanhou a explosão e fechou 2013 com crescimento de 245% no número de itens vendidos em relação ao ano anterior.

O portfólio também se diversificou nesse período. Em 2012, estavam a venda 12 mil e-books. Esse número fermentou e chegou a 23 mil títulos em 2013. O mesmo aconteceu com as revistas. Se em 2012, o portfólio do Iba contava com apenas duas editoras (Mymag e Rickdan), em 2013, o número subiu para 21 editoras, 146 publicações (já contabilizadas 28 revistas da casa).

Ecossistema

O Iba quer ocupar novos espaços no mercado. “Uma das nossas grandes missões pro ano é ampliar a nossa participação no ecossistema”, aponta Garrido. O primeiro passo nesse sentido foi dado no apagar das luzes do ano passado, quando o Iba passou a ser responsável pela comercialização de e-books da varejista Extra.com. Foi ampliada a parceria com a Abril Educação para comercialização de didáticos. Além disso, o Iba fez parcerias com fabricantes de tablets que têm Android como sistema operacional e eles já saem de fábrica com os aplicativos do Iba instalados. Outro filão que o Iba pretende abocanhar em 2014 é o das vendas para o governo e já está em processo de qualificação junto ao FNDE.

Além disso, por meio de uma parceria com a distribuidora global de e-books OverDrive, o Iba já oferece 30 mil títulos em língua estrangeira. A meta para 2014 é chegar a 200 mil.

Engajamento

Do universo de 1,3 milhões de usuários, Ricardo estima que apenas 10% deles sejam realmente ativos, comprando e lendo pelos aplicativos do Iba. “Essa é uma métrica nova, ninguém nunca se preocupou em medir quantas pessoas entravam numa banca de revistas e folheava, sem comprar, uma revista”, pondera. Para isso, estão sendo pensadas ações para engajar os usuários do Iba. O primeiro passo foi a reestruturação completa dos 15 aplicativos Iba preparados para rodar nos mais diversos devices. “Remontamos completamente as nossas plataformas. Trocamos absolutamente todas as linhas de código dos nossos primeiros aplicativos feitos em 2012”, conta Garrido. Michelle Campos, gerente de marketing, que também participou do almoço, contou que a ideia é entrar com tudo com referências cruzadas para dinamizar e estimular a experiência de leitura pelo Iba. “Com isso, queremos aumentar a recorrência dos usuários, ampliar a escala e acelerar a curva de adoção”, explica Michelle.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 13/02/2014

Pedras no caminho


Até um gigante do varejo como a Amazon sofre para se viabilizar comercialmente sob o impacto do custo Brasil

Amazon

Ao anunciar sua entrada no mercado editorial brasileiro, em 6 de dezembro de 2012, a Amazon, gigante americano da venda on-line, apostava que aquele seria o Natal do Kindle, o pequeno leitor digital que dá acesso a um universo de milhões de livros. Mas não foi. 0 primeiro obstáculo apresentou-se logo na largada: o lote inicial ficou retido na alfândega de Vitória, no Espírito Santo, aguardando liberação da Anatel, e só pôde começar a ser vendido duas semanas depois. De lá para cá, tem sido uma dificuldade atrás da outra. Imprensada entre os impostos altíssimos — por causa deles, seu leitor aqui é o mais caro do mundo —, os labirintos da burocracia, a feroz resistência das livrarias e a falta de mão de obra especializada [a vaga do número 2 da operação levou meses para ser preenchida], a Amazon, um portento com faturamento de 61 bilhões de dólares em 2012, completou um ano de atividade no país em marcha lenta. Trata-se de um caso emblemático de como o custo de fazer negócios no Brasil pode minar as intenções até mesmo de uma empresa que tem poder de vida ou morte em seu setor.

Apenas 60 000 Kindles foram vendidos até agora no Brasil, contra 3 milhões de iPads. Um problemão, já que o Kindle representa arma indispensável na fidelização de clientes: é fácil de carregar, fácil de ler em qualquer lugar e nele é facílimo fazer download dos milhões de e-books à venda na Amazon — este, seu negócio mais lucrativo na livraria. Erro de estratégia? Não exatamente. A Amazon sabia o que a esperava — preparava a vinda desde 2009 —, só que o chamado custo Brasil saiu mais caro do que o previsto. O peso dos impostos é um bom exemplo. A empresa tinha plena consciência dele, tanto que contratou Welber Barrai, ex-secretário de Comércio Exterior do governo Lula, para batalhar no Congresso por um projeto de lei que, em nome da cultura, isenta o Kindle de impostos; o lobby deu resultado no Senado, mas ainda se arrasta na Câmara. Com isso, o preço ficou nas alturas: o Kindle simples está custando 299 reais. O mesmo aparelho sai pelo equivalente a 260 reais na Inglaterra, 180 reais na França e 150 reais nos Estados Unidos. “Se zerarem os impostos, como aconteceu em outros países, o preço se reduziria 60%“, afirma Alex Szapiro, presidente da Amazon no Brasil.

Além de caro, o Kindle é difícil de encontrar. As livrarias brasileiras se recusam a vendê-lo, sob o argumento [justificado, aliás] de que a Amazon é uma máquina de preços baixíssimos que já levou à falência redes tradicionais. Em demonstração explícita do exacerbado protecionismo do mercado, Marcílio Pousada, ex-presidente da Saraiva, a maior rede de livrarias do país, chegou a telefonar para os donos de editoras ameaçando boicotar quem firmasse contratos favoráveis demais com a Amazon.

Quiosques montados em shoppings fecharam por falta de compradores, e s agora a empresa parece enfim, a ponto de firmar com fornecimento com uma grande rede varejista. Também emperra os negócios da loja virtual brasileira o fato de que, dos 2 milhões de títulos oferecidos, apenas 30000 são em português. Por causa, em parte, da pressão das livrarias e, em parte, de sua própria inação, até recentemente o e-book não era prioridade nas editoras. A Amazon veio sacudir essa morosidade. Para atenuar a preocupação dos livreiros e estimular a produção de livros digitais, a empresa aceitou até uma cláusula inédita em seus contratos; nas promoções que fizer, o preço do e-book, que já é 30% menor que o do livro de papel, pode baixar no máximo 10% — nos Estados Unidos, não há limite.

Atualmente, todo novo título lançado no Brasil tem seu equivalente digital, mas poucos dos antigos estão disponíveis. “O problema é que renegociai- velhos contratos dá muito trabalho“, explica Ricardo Garrido, diretor de operações do iba, empresa do Grupo Abril que produz e comercializa títulos digitais. Diante de tantos entraves, a média diária de e-books baixados na loja brasileira da Amazon não passa de 3 000, e a operação representa apenas 1% do faturamento global da empresa — mesmo assim, ela é líder de vendas de livros digitais no Brasil [detém 40% do mercado], seguida da Apple [20%] e do Google [10%]. Outra luta inglória, esta não só da Amazon, tem sido travada contra a pirataria. No ano passado foram rastreados 108279 links para downloads ilegais de livros por brasileiros, quase 50% a mais do que em 2012, de acordo com a Associação Brasileira de Direitos Reprográficos.

Criada em 1994 para vender livros físicos on-line, a Amazon comercializa de ostras a motor de lancha e tem livrarias virtuais em treze países. Em busca de alternativas agora que as vendas de e-books deixaram de aumentar em praças tradicionais, como Estados Unidos e Inglaterra [onde correspondem a 20% do faturamento das editoras], e avançam lentamente em outras, como França e Alemanha, a empresa decidiu apostar em economias emergentes; são mercados difíceis, mas promissores, como México, índia. China e o próprio Brasil. Por aqui, somente 3% dos livros vendidos são digitais. Impávida diante dos obstáculos, já anunciou que em março ou abril começará a vender livros físicos aqui, comprando nova briga com as editoras — para escapar do Judiciário brasileiro, a empresa tenta emplacar uma cláusula segundo a qual qualquer desacordo será decidido em câmaras de arbitragem, e em inglês. Aos leitores, só resta torcer por um acordo que lhes traga livros mais baratos e mais acessíveis.

Por Thiago Prado | Revista Veja | 27/01/2014

eBooks gratuitos da Eduel


Obras da Eduel são disponibilizadas pela plataforma iba

A plataforma iba, da Abril, está disponibilizando, gratuitamente, diversos e-books da Editora da Universidade Estadual de Londrina [Eduel]. As obras abrangem várias áreas, como história, geografia, linguística e saúde, escritos por autores do campo acadêmico. As obras podem ser lidas gratuitamente no iba por meio do aplicativo iba e-books.

PublishNews | 04/12/2013

Mobilidade para leitura


Penguin, lá fora, e IBA, por aqui, apostam nos aparelhos móveis

A cada seis meses aparece um novo ‘it’ suporte para leitura digital. Ultimamente, a atenção tem se voltado para a leitura no celular. Lá fora, a Penguin fechou parceria com a Readmill, uma start up de Berlin, que vai permitir que os leitores comprem os e-books  no site da editora e mandem os títulos diretamente para os aparelhos telefônicos. E, com milhões de smartphones vendidos no Brasil, as plataformas brasileiras também apostam no formato. Dos maiores, o aplicativo Saraiva Reader já é disponível em telefones, agora é a vez do IBA, da editora Abril. Segundo a coluna Babel, o IBA vai lançar seu aplicativo de leitura de e-books em smartphones na primeira quinzena de dezembro.

Por Iona Teixeira Stevens | PublishNews | 25/11/2013

PNLD e Bienal: realidades digitais bem distintas


Por Gabriela Dias | Publicado e clipado originalmente de PublishNews | 28/08/2013

O fim de agosto está contrapondo, sem querer, realidades digitais bem distintas. No último dia 23, acabou o prazo de entrega dos e-books do PNLD 2015 [Programa Nacional do Livro Didático]; no dia 29, começa a 16ª Bienal do Livro, que em 2013 comemora 30 anos quase sem falar de livro digital.

Com o PNLD 2015, o segmento didático parece ter dado um salto à frente do resto do mercado no que tange à cultura digital. Instigadas pelo MEC a entregar livros digitais enriquecidos, as editoras didáticas tiveram que aprender [ainda que aos trancos e barrancos] o que significa fazer um e-book – que não basta produzir no formato X ou Y, por exemplo; que há que se considerar também o peso dos arquivos, a[s] forma[s] como eles serão distribuídos e a[s] plataforma[s] de leitura nos diversos dispositivos.

Tudo isso significou um primeiro semestre muito duro para essas editoras: horas extras, incontáveis reuniões, muito investimento e experimentação. O trabalho foi tão intenso que tanto o prazo de entrega dos livros físicos quanto o dos digitais teve que ser adiado – o que, na prática, quer dizer que o segundo semestre será tão ou mais puxado que o anterior.

Mas será que valeu a pena?

Depois da tempestade, vem a bonança

Passada a tempestade de oito meses de incertezas e dúvidas, minha impressão é que esse “intensivão” teve saldo positivo. O período de reorganização de fluxos e processos não só agregou o digital de vez às estruturas produtivas das editoras didáticas, como também fez dele moeda corrente entre os funcionários em geral.

Se até 2012 o digital ainda era visto como “aquela coisa estranha que um departamento específico faz”, em 2013 ele passou a ser assunto de todos e para todos. Essa mudança de mentalidade se refletiu no organograma de algumas editoras, em que o departamento digital deixou de ser algo à parte para ser incorporado às estruturas editorais já existentes.

Pudemos sentir isso na primeira turma do curso Alt+Tab, em maio. Pensado para profissionais de qualquer setor editorial, o curso “Livro Digital: o que você sempre quis saber [mas tinha medo de perguntar]” acabou atraindo 80% de pessoas oriundas de editoras didáticas em sua edição inicial. A ansiedade era grande, e a avidez por informação também – o que se refletiu no engajamento da turma no ambiente online do curso, mesmo após as aulas terminarem.

A mudança é tão forte que até os autores de livros educativos estão começando a se preparar para a nova era. Sua associação, a Abrale, começa este mês uma série de eventos destinados ao debate sobre o livro digital.

Por enquanto, a transformação é mais intensa nas equipes ligadas à criação e à produção dos livros. Mas é questão de tempo para que a mudança se intensifique em áreas como marketing e vendas – basta chegar a hora apropriada, seguindo-se o calendário do PNLD.

Os números [não] mentem

O avanço digital do segmento didático não se refletiu ainda nos números de vendas. Na pesquisa “Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro” referente a 2012, divulgada em julho pela Câmara Brasileira do Livro [CBL] e Sindicato Nacional dos Editores de Livros [SNEL], o setor aparece como o último do mercado em número de e-books e aplicativos vendidos e o penúltimo em faturamento com conteúdo digital.

Mas como interpretar esses dados quando a prática do setor tem sido “dar” o digital como acessório na compra do livro impresso? E como medir a penetração do conteúdo didático digital sem considerar o uso nos sistemas de ensino, cuja venda não se baseia apenas em e-books e apps?

É por essas e outras que, quando me perguntam dos números digitais do setor, sempre digo que não há estatísticas confiáveis. Na verdade, se não nos prepararmos para fazer essa medição de modo apropriado aos novos modelos de negócio trazidos pelo digital, pode ser que continuemos tendo números irrelevantes por um tempo – o que renderia uma coluna à parte.

Enquanto isso, na Bienal…

Apenas seis dias separam a entrega dos e-books do PNLD da Bienal no Rio, mas parecem anos de distância. Só como exercício, tentem buscar a palavra “e-book” no site oficial da feira e vejam o que acontece.

Após muito esforço, consegui descobrir que o evento reservou o digital para públicos como o jovem [no#acampamentonabienal] e o profissional [com a Contec e o colóquio “O acesso à biblioteca no clique do mouse: a Mediateca Digital”]. O mesmo ocorreu na Flip em julho, quando o digital só apareceu em eventos paralelos como os da Casa Kobo Livraria Cultura.

Pelo visto, as iniciativas digitais na Bienal 2013 ficarão por conta dos expositores – Kobo [no pavilhão Azul], Amazon e Google [ambas no pavilhão Verde] terão estandes pela primeira vez. Detalhe: o IBA, plataforma digital da Abril, é patrocinador do Café Literário.

Considerando que o evento é o ponto alto do ano para os setores de obras gerais; religiosas; e científicas, técnicas ou profissionais, e que há apostas de que as vendas de e-books no Brasil cheguem a 3 milhões de unidades já em 2013, será que ainda deveria ser assim?

Por Gabriela Dias | Publicado e clipado originalmente de PublishNews | 28/08/2013

Gabriela Dias

Gabriela Dias

Gabriela Dias [@gabidias] é formada em Editoração pela ECA-USP e transita desde 1996 entre o papel e o virtual. Atualmente, presta consultoria e realiza projetos nas áreas de educação e edição digital.

A coluna Cartas do Front é um relato de quem observa o mercado educacional no Brasil e no mundo. Periodicamente, ela traz novidades e indagações sobre o setor editorial didático – e sobre o impacto da tecnologia nos livros escolares e na sala de aula.

Grupo Summus investe em livros digitais


O objetivo é alcançar 50% do catálogo em formato digital

Grupo Editorial SummusO Grupo Editorial Summus chega ao final de 2012 com cerca de 100 livros em e-book, sendo boa parte em formato ePub. O grupo firmou parceria com as maiores livrarias digitais, como Livraria Cultura e Kobo, Gato Sabido, Iba [do Grupo Abril], Saraiva, Amazon, Google e Apple. A Summus aposta no lançamento simultâneo do títulos nacionais em livro impresso e e-book – a meta é ter pelo menos 50% do catálogo de mais de mais de mil títulos no formato eletrônico até o fim de 2013 e com isso aumentar em 10% o faturamento do grupo com a venda de livro digitais. Entre os e-books mais vendidos está o título Deixar de ser gordo (selo MG Editores) do psicoterapeuta Flávio Gikovate.

PublishNews | 12/12/2012

Companhia das Letras fecha com Amazon


Em nota, Cia. das Letras confirma contrato com a varejista americana

Companhia das LetrasEm nota, a Companhia das Letras anunciou que, “ao lado da iBookstore, da Apple, com a qual começamos a trabalhar no mês passado, e de dez livrarias nacionais – Saraiva, Cultura, iba, Gato Sabido, Travessa, Positivo, Curitiba, Leitura.com, Submarino e Buqui – agora assinamos também com a Amazon, que vai representar mais um canal importante de contato com os nossos leitores”. Ainda em nota, a editora complementa: “O acordo com a Amazon e nossas conversas com outros players internacionais representam mais um passo na expansão do nosso catálogo digital”.

PublishNews | 30/11/2012

eBook de Anderson Silva permanece à venda


Comercialização da obra foi suspensa na terça-feira por ordem judicial

Anderson Spider Silva

Anderson Spider Silva

O livro Anderson Spider Silva, biografia do campeão de MMA editada pelo selo Primeira Pessoa, da Sextante, que teve sua comercialização suspensa a partir de terça-feira, 3, por determinação da Justiça do Paraná, continua à venda pelo menos em e-book e pelo menos em duas lojas, Iba e Gato Sabido. Hoje pela manhã, ainda era possível adquirir as versões digitais da obra. Já nas lojas virtuais da Saraiva, Livraria Cultura e Submarino, não era mais possível encontrar o e-book. No dia 2, a Sextante enviou um comunicado solicitando às livrarias a “interrupção da comercialização e exposição da obra” a partir do dia 3, até que a editora tenha o resultado do Agravo de Instrumento impetrado por ela, que busca reverter a decisão judicial que barra as vendas.

PublishNews | 05/07/2012

Ensinamentos de ‘A Menina do Vale’: 100.000 downloads em 7 dias


Bel Pesce | Autora de "A Menina do Vale"

Bel Pesce | Autora de “A Menina do Vale”

Aos 24 anos, Bel Pesce acaba de colocar mais uma estrela em seu breve – porém brilhante – currículo, que inclui passagens pela Microsoft e Google e a criação da própria empresa, a Lemon, responsável por um aplicativo que controla gastos pessoais. Em apenas uma semana, o livro lançado por Bel, A Menina do Vale, alcançou a marca de 100.000 downloads.

Dividida em 18 capítulos, a obra oferece conselhos a futuros empreendedores. As orientações foram lapidadas pela experiência de Bel no Vale do Silício, o pulmão californiano da tecnologia, e também no Massachusetts Institute of Technology [MIT], onde a brasileira se graduou em engenharia elétrica, ciências da computação, administração, economia e matemática.

Até agora, diz a autora, o que mais impressiona nos downloads de A Menina do Vale é a diversidade dos interessados no assunto. “Recebi mensagens de jovens que estão no ensino médio e também de pessoas com 50 ou 60, que querem mudar de vida. Todos procuram conselhos”, diz.

O livro A Menina do Vale pode ser baixado no site oficial da brasileira ou no Iba, loja on-line de livros, jornais e revistas da Abril Mídia, divisão da Editora Abril, que publica VEJA.

Veja On Line | 23/05/2012, às 7:00

Apagão de eBooks na Cultura


Rede perde títulos devido a problemas no servidor e falta de backup

A Livraria Cultura enfrenta um “apagão” de e-books desde quarta-feira passada, 11, devido a um problema em um servidor da empresa onde ficam hospedados os títulos digitais das editoras brasileiras. Segundo o site Revolução eBook, que noticiou o problema, a falta de backup teria feito com que inúmeros títulos fossem perdidos e não pudessem ser restaurados, de forma que vários e-books ficaram indisponíveis para venda nos últimos dias. Apenas os títulos fornecidos pela DLD [agregadora das editoras Sextante, Objetiva, Planeta, Record, L&PM e Rocco] e os e-books da editora Leya, que também tem distribuição própria, não teriam sido afetados. Procurada pelo PublishNews, a Cultura informou que de fato teve problemas com seu servidor e que estes “estarão resolvidos nos próximos dias”, mas não deu detalhes, nem confirmou ou negou as informações veiculadas.

A estimativa divulgada pelo Revolução eBook é que cerca de 3,5 mil livros digitais tenham sido perdidos – em março, a Cultura informou ter cinco mil e-books brasileiros em seu catálogo, número relevante no mercado nacional, embora menor que os catálogos de Saraiva, Gato Sabido e Iba, por exemplo. O site informou ainda que a Cultura estaria se preparando para começar a trabalhar com a Xeriph, distribuidora que tem um dos maiores catálogos do país e que é do mesmo grupo que a Gato Sabido, para restaurar o mais rapidamente possível a venda de livros digitais. A rede não confirma.

Por Roberta Campassi | PublishNews | 17/04/2012

Os Não eBooks


Livros digitais da editora gaúcha serão pelo menos 50% mais baratos que os impressos

A Não Editora, sediada em Porto Alegre, lançou seus primeiros 13 e-books na semana passada, e eles podem ser encontrados nas prateleiras virtuais da Gato Sabido, Iba, Saraiva, Travessa, Curitiba e Leitura, entre outras lojas on-line. A editora garante: os preços dos livros digitais serão sempre pelo menos 50% menores do que as versões físicas dos títulos, quando o desconto médio no mercado fica em torno de 30%. Os e-books, que você pode conferir no site da Não, foram todos lançados em PDF – o que, segundo a casa, preserva os projetos gráficos criados para a versão impressa dos livros –, e alguns também estão em formato ePub.

PublishNews | 11/04/2012

Iba registra 500 mil downloads grátis nas primeiras semanas


Loja on-line de conteúdo digital também promete a inclusão de novas editoras de livros

O Iba, loja on-line do grupo Abril que vende livros, revistas e jornais digitais, divulgou os números das primeiras semanas de operação. Segundo a loja, lançada no dia 6 de março, foram realizados até agora mais de meio milhão de downloads gratuitos de publicações – para promover o site, novos usuários têm direito a baixar conteúdo grátis até o dia 16 de abril. O site não revelou o número de clientes cadastrados, mas diz ter recebido 345 mil visitantes. O Iba promete a inclusão de novas editoras de livros – por ora, são 190, que oferecem 7,3 mil títulos de e-books. Na data da inauguração da loja, eram 170 editoras e 6 mil títulos.

PublishNews | 30/03/2012

Iba é lançada com seis mil eBooks


O mercado de publicações digitais ganhou ontem um concorrente de peso com o lançamento da Iba, loja do grupo Abril para jornais, revistas e livros. A plataforma, que desde o ano passado funcionava em versão experimental, foi ao ar oficialmente com oferta de 25 títulos de revista do grupo, 19 jornais e seis mil e-books de 170 editoras brasileiras, o que a coloca entre as três maiores lojas de livros eletrônicos do país – a Gato Sabido tinha cerca de 7,3 mil títulos em janeiro e a Saraiva, em torno de seis mil.

A estreia acontece num momento em que a concorrência promete se acirrar – e muito – com os desembarques da Amazon e do Google eBooks no Brasil, previstos para este ano, e do surgimento de outras plataformas nacionais – Mundo Positivo, Buqui e Travessa são alguns dos concorrentes que surgiram nos últimos meses. “Queremos estar entre as grandes do mercado de e-books”, diz Ricardo Garrido, diretor de operações da Iba. A loja recebeu até agora investimento de R$ 10 milhões e, nos próximos cinco anos, deve consumir um total de R$ 60 milhões, segundo o executivo.

Estão disponíveis os aplicativos de leitura da Iba para PC e iPad e, em breve, será lançado um para Android. “Estamos apostando no crescimento dos tablets e também na base já instalada de PCs no Brasil”, afirma Garrido. Segundo ele, a Iba estima que haverá nove milhões de tablets em uso no país nos próximos cinco anos, contra menos de um milhão existente hoje. Foi fechada parceria para que os tablets da Motorola e da Samsung – o Xoom e o Galaxy Tab – já cheguem às mãos do consumidor brasileiro com o aplicativo da Iba instalado. O mesmo acordo com feito com a HP para PCs.

Para atrair usuários, a Iba oferece gratuitamente cinco revistas, um jornal diário e mais dez livros – todos em domínio público – para quem se cadastrar até o dia 16 de abril. Ontem, segundo Garrido, três mil usuários haviam se cadastrado em menos de 24 horas. Hoje pela manhã, o aplicativo da loja para iPad era o terceiro mais baixado na App Store. A Iba permite, além da compra avulsa de exemplares, a assinatura dos jornais e revistas.

Garrido afirma esperar para os próximos meses um forte crescimento na base de e-books nacionais. “As editoras aceleraram muito a produção de e-books e acreditamos que haverá um aumento gigantesco na oferta nos próximos meses”, afirma. A Iba também deve fechar em breve acordos para a venda de títulos estrangeiros, segundo ele.

Em relação aos acordos comerciais com as editoras, Garrido afirma que os contratos variam conforme o porte e o tipo de publicação das editoras. Eles também preveem certos níveis de desconto nos preços dos livros para o consumidor final. “Mas nossa postura não é de pressionar as editoras, acreditamos numa boa convivência, como sempre foi no mundo impresso”, diz o executivo.

É uma referência sutil à Amazon, conhecida por sua prática agressiva de descontos [especialmente nos Estados Unidos], que ao longo do tempo passou a ser vista como vilã pelo mercado editorial – mas, certamente, não pelos leitores, que conseguem comprar livros por preços menores. A companhia americana planeja iniciar operações no Brasil ainda neste primeiro semestre.

Ao contrário do que se imagina, a distribuição digital não é tão barata, porque os volumes de venda são baixos no Brasil”, diz Garrido. “À medida que o volume crescer, haverá espaço para reduções maiores de preço, mas não é algo que vai acontecer no curto prazo”, avalia.

Em tempo: iba, em tupi-guarani, significa árvore, uma referência ao símbolo da Abril.

Por Roberta Campassi | PublishNews | 07/03/2012