Skoob produz infográfico sobre Harry Potter


Material traz as preferências de quem curte a saga

Que a saga Harry Potter atrai milhares de fãs em todo o mundo não é novidade. E é justamente por esse sucesso que o Skoob, rede social para leitores, produziu um infográfico com dados sobre as preferências de quem curte a saga. A informação foi baseada em números coletados no mês de setembro deste ano. Entre os dados apresentados, o material indica que mais de 500 mil pessoas marcaram como “lido” pelo menos um livro da série. Os livros da saga receberam 380 mil avaliações e a nota média dada aos livros é de 4,7 estrelas [numa escala que vai até cinco]. Para conferir o infográfico completo, clique aqui.

Publishnews | 06/10/2015

Levantamento revela trechos mais grifados pelos leitores em eBooks no país


Por Maurício Meireles | Publicado originalmente em O Globo | 13/06/2015, às 6:00

Autores independentes se destacam na lista; ‘A culpa é das estrelas’ é o mais marcado

John Green: campeão de grifos na Amazon | Tom Koene / Foto Divulgação

John Green: campeão de grifos na Amazon | Tom Koene / Foto Divulgação

RIO | John Green ainda se lembra bem: estava sentado num café perto de casa, nos Estados Unidos, pensando sobre a parte de “A culpa é das estrelas” [Intrínseca] que acabara de escrever. Gus, par romântico da protagonista, dizia a ela que há algo prazeroso e puro em declarações de amor. Depois de pensar, o autor emendou: “Estou apaixonado por você e não quero me negar o simples prazer de compartilhar algo verdadeiro. Estou apaixonado por você e sei que o amor é apenas um grito no vácuo, e que o esquecimento é inevitável, e que estamos todos condenados ao fim, e que haverá um dia em que tudo o que fizemos voltará ao pó, e sei que o sol vai engolir a única Terra que podemos chamar de nossa, e eu estou apaixonado por você.” Depois de “lutar” com esse parágrafo, John Green sentiu-se exausto, fechou o computador e voltou para casa.

Três anos depois de o romance ser lançado, o trecho acima tornou-se o mais grifado por usuários brasileiros do Kindle no e-book de “A culpa é das estrelas”. É o que mostra um levantamento exclusivo feito a pedido do GLOBO pela Amazon, a empresa que lidera o comércio de livros digitais no Brasil, sobre as passagens favoritas dos leitores nos 15 e-books mais vendidos no último ano.

A empresa também analisou algumas obras populares, mas que não apareceram entre os líderes de vendas do ano, como “Harry Potter e a pedra filosofal” [Rocco] e “Cinquenta tons mais escuros” [Intrínseca]. Se a leitura antes era uma atividade privada, o livro digital trouxe a possibilidade de espreitar o comportamento dos leitores — e é isso que a pesquisa mostra.

— Quando escrevi, esse trecho era consideravelmente maior e mais florido. Meu editor e eu cortamos muito durante a edição. Não imaginei que essa parte fosse se tornar tão popular, mas é um momento importante do livro — conta John Green. — Sempre achei interessante a ideia de que o som não pode viajar no vácuo, e muitas vezes nossos lamentos parecem não ser escutados. Por anos, eu costumava dizer meio de piada coisas como “Todo esforço é um grito no vácuo”. Não sei se ouvi ou li a frase em algum lugar, ou se veio de dentro de mim.

Tudo bem, John Green aparecer na lista não é surpresa alguma — afinal, seu livro é um best-seller internacional, e o Brasil não passou incólume a esse sucesso. Na pesquisa da Amazon, porém, a surpresa fica com a não ficção, a autoajuda e os autores independentes. Seis dos 15 livros da lista são de escritores autopublicados. A baiana Tatiana Amaral, por exemplo, aparece com dois livros da trilogia “Função CEO”: “A descoberta do amor”, o primeiro, é o quarto mais vendido; “A descoberta da verdade”, o segundo da série, é o sétimo.

FRASE AO CONTRÁRIO

Laurentino Gomes: frase de “1808” sobre “caixinha” de Dom João remete aos casos atuais de corrupção no país |  Camilla Maia

Laurentino Gomes: frase de “1808” sobre “caixinha” de Dom João remete aos casos atuais de corrupção no país | Camilla Maia

A história é quase a mesma de “Cinquenta tons de cinza”. Tatiana trabalhava como administradora numa empresa familiar de alimentos congelados, quando resolveu escrever um fan fiction sobre a saga “Crepúsculo” — que acabou servindo de ponto de partida para os romances. A série conta a história de Melissa, que vai trabalhar como secretária do CEO de uma empresa. Ele é casado, os dois se apaixonam, mas o poderosão não larga a mulher porque vive um “jogo” com ela — e quem ganhar fica com o dinheiro, as ações, tudo. A mulher do sujeito também é uma megera, que tenta até matar a secretária. A frase mais grifada mostra o momento em que o CEO pede a amante em casamento.

— Há muitos outros trechos que eu achei que iriam agradar mais às pessoas do que esse — reconhece Tatiana.

Outra surpresa aparece em “O pequeno príncipe”, sexto mais vendido no ano: a frase mais famosa do livro — “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas” — só aparece em segundo lugar. A campeã de grifos é “Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.”

Em livros como o terceiro volume da série “Eternidade por um fio” [Arqueiro], de Ken Follett, e “1808” [Planeta], de Laurentino Gomes, é a política que ganha destaque. No primeiro, a frase mais marcada pelos leitores está no famoso discurso “Eu tenho um sonho”, de Martin Luther King. No best-seller de Laurentino, é a intrigante passagem “Outra herança da época de Dom João é a prática da ‘caixinha’ nas concorrências e nos pagamentos dos serviços públicos.”

— O discurso do Luther King foi um marco fundamental de nossa História. Nos forçou a confrontar a crueldade do ódio racial na sociedade. Desde então, não pudemos mais fingir que era uma questão menor, que desapareceria gradualmente — afirma Follett. — O discurso ainda é profundamente comovente de se ler ou escutar. As palavras usadas e o ritmo das frases expressam a paixão e a dignidade de uma grande causa.

Ken Follett: discurso de Martin Luther King faz sucesso em “Eternidade por um fio” | Divulgação/Tom Stoddart

Ken Follett: discurso de Martin Luther King faz sucesso em “Eternidade por um fio” | Divulgação/Tom Stoddart

— No meu caso, acredito que a explicação esteja relacionada ao atual momento político brasileiro — pondera o autor de “1808”. — Inúmeros leitores me escrevem nas redes sociais perguntando a origem da corrupção no Brasil. Fiz até um post no blog citando esse primeiro trecho, sobre a prática da “caixinha” no governo de Dom João VI. A repercussão foi enorme, mais de 300 mil acessos.

Fora do ranking, um dos trechos que mais atraíram a atenção dos leitores está em “Harry Potter e a pedra filosofal” [Rocco], de J.K. Rowling: a estranhíssima frase “Oãça rocu esme ojesed osamo tso rueso ortso moãn.” Leia de frente para um espelho para decifrá-la.

Por Maurício Meireles | Publicado originalmente em O Globo | 13/06/2015, às 6:00

Livros publicados em rede social ganham páginas impressas


Autores revelados pelo Wattpad, rede social literária, atraem a atenção de editoras brasileiras

Nomes como Anna Todd, de ‘After’, chegam às livrarias do país após alcançarem até um bilhão de visualizações

RIO | Anna Todd era uma pós-adolescente recém-casada, que não sabia bem o que queria da vida. Ávida leitora, a americana descobriu numa rede social gratuita com foco em celulares e tablets a solução para o tédio atrás do balcão da loja em que trabalhava. Com o Wattpad, pegou gosto pelas histórias escritas pelos próprios usuários, publicadas em pequenos capítulos, geralmente semanais, formatadas para serem lidas em pequenas telas. Um belo dia, começou ela mesma a escrever e dali saiu uma fan fiction cujos personagens eram os integrantes da boy band One Direction transportados para uma universidade, com um leve toque erótico, formatado para adolescentes. De repente, boom. “After”, sua primeira trilogia, teve mais de um bilhão de visualizações e seis milhões de comentários no aplicativo, arrebanhando uma legião de fãs [outra de detratores] e, claro, chamando a atenção de grandes editoras do mundo todo e dos estúdios de cinema — a trama será adaptada pela Paramount.

No Brasil, “After” acaba de sair assim, com o título em inglês mesmo [a pedido das fãs de Anna], pelo selo Paralela, da Companhia das Letras. Chega às livrarias com 50 mil cópias, tiragem de best-seller, e a marca do Wattpad na capa. A versão impressa foi revisada, reformatada e ganhou trechos exclusivos, que apimentam a relação do protagonista [no papel, ele deixou de ser uma ficcionalização do cantor Harry Styles, rebatizado de Hardin Scott, como será no filme]. A segunda parte será lançada em janeiro, a terceira em fevereiro e a quarta em março, seguindo a estratégia do mercado internacional.

A americana Anna Todd, autora de 'After' | Foto: Divulgação

A americana Anna Todd, autora de ‘After’ | Foto: Divulgação

Mercado esse que está atento para absorver outros talentos surgidos na plataforma. A galesa Beth Reekles, que publicou “The kissing booth” na rede social quando tinha apenas 15 anos, entrou na lista de adolescentes mais influentes de 2013 da “Time”. Por aqui, já foram lançadas a paulistana Lilian Carmine [“Lost boys”, Leya], a sul-mato-grossense Camila Moreira [“O amor não tem leis”, Objetiva] e a americana Laurelin Paige [“Por você”, Rocco]. Em 2015, é a vez da carioca Nana Pauvolih [“A redenção do cafajeste”, Rocco], em fevereiro; da pernambucana Mila Wander [“O safado do 105”, Planeta], em março; e do inglês Taran Matharu [“The summoner”, ainda sem título em português, Galera Record], em maio. Os gêneros vão da ficção adolescente à ficção erótica, passando pela fantasia.

— Comecei a escrever fan fiction porque amava ler isso. Ser escritora era um sonho que eu nem sabia que tinha até começar. Quando publiquei o primeiro capítulo, nem fazia ideia de que alguém iria lê-lo, muito menos esperar que a coisa toda ficaria tão grande — conta Anna Todd, hoje com 25 anos, que escreveu “After” pelo diminuto teclado do celular pela facilidade de poder fazê-lo em qualquer lugar, e chegou às editoras tradicionais graças à equipe do Wattpad, que funcionou como um agente literário. — Quando vi as contas falsas nas redes sociais se comunicando como se fossem os personagens do livro pensei: “uau, os fãs realmente amam esses caras!”.

VERSÃO “BAUNILHA” DE “50 TONS”

A devoção dos fãs é fator essencial nessa onda. Graças ao empenho dos leitores em acompanhar as histórias, comentando e sugerindo modificações, os autores do Wattpad acabam ganhando edição gratuita, feita pelo principal alvo da indústria de best-sellers. A participação, por sua vez, faz com que os leitores se sintam responsáveis por aquela obra.

— De certa forma, estou surpresa por ver tantos fãs comprando um livro que já leram, mas eles sempre foram tão apaixonados pela história que me parece que querem ter uma peça sólida para poder pegar com as mãos — justifica Anna, que recebe, diariamente, uma enxurrada de vídeos e fotos dos fãs posando com o livro, uma versão “baunilha” de “50 tons de cinza”, como a própria autora define.

O escritor inglês Taran Matharu, autor de 'The summoner' | Foto: Divulgação

O escritor inglês Taran Matharu, autor de ‘The summoner’ | Foto: Divulgação

Acessível a qualquer pessoa com um computador [ou smartphone, ou tablet…] com conexão com a internet, o Wattpad é uma rede social como qualquer outra, reunindo autores com trajetórias diversas. Um dos mais aclamados é o inglês Taran Matharu, filho de um indiano e de uma brasileira. Bem diferente de Anna, que caiu nessa de paraquedas, o jovem de 23 anos sempre escreveu, mas guardava suas histórias para si. Quando começou a publicar “The summoner”, saga fantástica com elementos de “Harry Potter”, “Pókemon”, “O Senhor dos Anéis” e videogames como “Skyrim”, prometeu publicar um capítulo por dia e, no fim de um mês, já tinha cem mil leitores. No único dia em que resolveu tirar folga [era seu aniversário], levou bronca dos fãs. Isso o encorajou a dar passos maiores. Na época, Matharu estagiava no departamento de vendas digitais da Penguin Random House, uma das principais editoras do mundo.

— Perguntei para o meu então chefe quem eram os melhores agentes do Reino Unido. Mandei mensagem para seis deles pelo Facebook mostrando meus números no Wattpad e três horas depois um deles me ofereceu representação. O livro nem estava pronto quando fechamos o contrato — conta Matharu, arranhando o português, e frisando que, apesar da boa relação que mantém com o Wattpad, o aplicativo não intermediou sua publicação por editoras tradicionais. — Minha primeira oferta veio do Brasil, e meu livro foi para leilão em Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Alemanha, além de ser vendido na Espanha, na França e na Polônia. Até agora, foram mais de cinco milhões de visualizações.

Para agradecer aos leitores pelo apoio, Matharu está publicando no Wattpad um adendo à sua trilogia, contando a história anterior à de seu primeiro livro.

A carioca Nana Pauvolih escrevia há 25 anos, mas só começou a tornar suas histórias públicas há três, quando ficou viciada em autopublicação. Professora de História e Filosofia, chegou a reduzir sua carga horária para se dedicar à escrita, publicando sua literatura erótica em blogs e grupos do Facebook.

CONEXÕES E CONCURSO

Nana começou a tirar uns trocados com a venda de e-books na Amazon, e chegou ao Wattpad em busca de mais visibilidade.

— No começo, não entendia os métodos de divulgação, mas a própria comunidade me ensinou as técnicas. Em menos de um mês, tive 700 mil acessos — explica Nana, que costuma remover os capítulos do Wattpad depois de um tempo para estimular a venda dos e-books. Mesmo assim, a série “Redenção” teve mais de um milhão de acessos na plataforma, e o terceiro livro ainda está na metade. Atualmente, ela está licenciada do magistério e se dedica apenas a escrever.

Para Allen Lau, CEO do Wattpad, o alcance dos autores em outras mídias é benéfico para todos, inclusive para a rede.

— O Wattpad nasceu como um meio de dar às pessoas a chance de ler em qualquer lugar, bem como de permitir com que qualquer um compartilhasse conteúdo original. É um espaço em que escritores podem se expressar, testar ideias e se conectar com outros escritores e leitores — explica Lau. — Estamos orgulhosos de ter wattpadders reconhecidos dentro e fora da plataforma. Temos projetos que ajudam editores a conectar seus autores aos fãs, além de descobrir novos autores como o concurso que fizemos com a [editora] Harlequin, “So you think you can write” [“então você acha que pode escrever”, paródia de um reality show popular no Reino Unido].

Por Liv Brandão | Publicado originalmente em O Globo | 02/12/2014, às 10:44 | Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A.

HarperCollins aposta em vendas de eBooks globais e diretas ao consumidor


E lança aplicativo de leitura com loja embutida

HarperCollins Readernovo CEO da HarperCollins UK Charlie Redmayne mostrou finalmente porque voltou para a editora. A HarperCollins está apostando em vendas globais de e-books direto ao consumidor, com sites de livros de autores, como o www.cslewis.com e o www.narnia.com. A empresa de consultoria e tecnologia Accenture está operando a plataforma, disponível  em 6 países de língua inglesa [Reino Unido, EUA, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e África do Sul]. Além disso, a editora também lançou um aplicativo, o HarperCollins Reader, onde o leitor pode comprar diretamente os livros do catálogo. A nova jogada da HarperCollins poderia ter sido óbvia, afinal, Redmayne tem bastante experiência (e muito bem sucedida) com esse tipo de venda e distribuição de conteúdo: antes de ir para a HC, Redmayne era CEO da Pottermore, portal que recria mundo de Harry Potter e vende e-books diretamente pelo site.

Por Iona Teixeira Stevens | PublishNews | 30/10/2013

Versão em português de site da saga “Harry Potter” estreia nesta madrugada


A versão em português do Pottermore, site com conteúdo exclusivo da saga “Harry Potter“], de J.K. Rowling, entra no ar à 0h desta quarta [21].

Anunciado em junho de 2011 e aberto para o público geral no primeiro semestre de 2012, o Pottermore inclui, além das versões digitais do livro, conteúdos exclusivos como detalhes do processo criativo da autora e espaço para usuários reescreverem as tramas da série.

E-books e audiolivros da série, na tradução de Lia Wyler, estarão à venda também pelosite da Livraria Saraiva, parceira do projeto no Brasil.

Os livros digitais custarão US$ 7,99 cada [R$ 19], ou US$ 57,54 [R$ 138] na coleção completa, com os sete títulos, e os audiolivros, US$ 29,99 [R$ 71] cada um. Os preços na Saraiva estarão em reais, mas sujeitos à variação cambial, já que a finalização da compra será realizada no Pottermore original, com preços em dólar.

O ator Daniel Radcliffe com coruja durante as filmagens de "Harry Potter e a Pedra Filosofal", inspirado na série

O ator Daniel Radcliffe com coruja durante as filmagens de “Harry Potter e a Pedra Filosofal”, inspirado na série

Além dos sete livros originais da série, estarão disponíveis também “Animais Fantásticos & Onde Habitam”, “Quadribol Através dos Séculos” e “Os Contos de Beedle, o Bardo”.

Os e-books de “Harry Potter” estavam disponíveis até agora em inglês, francês, espanhol, italiano, japonês e alemão. Embora a tradução para o português seja de Lia Wyler, a mesma usada pela Rocco nos livros impressos, a editora não está relacionada ao projeto.

POR RAQUEL COZER | PUBLICADO ORIGINALMENTE EM FOLHA DE S.PAULO | 20/08/2013, às 19h01

Empresas lideram inovação no mercado editorial


Osprey, Pottermore e Sourcebooks, entre outros, apresentam projetos inovadores

A conferência Publishers Launch apresentou ontem as empresas que estão renovando o mercado editorial internacional com seus projetos digitais. De aplicativos shakespearianos a plataforma digital que recria o mundo de Harry Potter, essas empresas estão reinventando os modelos de negócios e estão à frente da revolução digital, sempre com o foco no conteúdo e no leitor.

Sourcebooks é uma das maiores editoras americanas independentes, responsável pelo Shakespearience, um e-book que amplia e visa facilitar a leitura de Shakespeare e, futuramente, os e-books da coleção de livros infantis bestsellers personalizados Put me in the story. A CEO Dominique Raccah insistiu na necessidade de se focar no usuário e citou Steve Jobs, dizendo que as empresas devem começar com a experiência do consumidor e a partir daí trabalhar a tecnologia.

Outro produto que promete ter similares mundo afora é a novela digital lançada por Helmut Pesch para a editora alemã Bastei Lubbe. A série de thrillers Apocalypsis foi lançada no passado como uma web-série multimídia, uma nova forma de entretenimento que foi publicada também em inglês e chinês.

A tradicional editora inglesa Faber and Faber vem chamando atenção por seu novo canal de serviços para novos autores, sua comunidade virtual, cursos de escrita e outros eventos que ligam a comunidade. Stephen Page, Publisher e diretor da Faber and Faber, falou que está investindo em novos copyrights e investindo em distribuição direta ao consumidor.

O lema da Osprey, grupo editorial americano, é fazer livros para o público, e não encontrar público para os livros. A diretora Rebecca Smart explicou como inverteu o processo de publicação de livros com temas “crowdsourced” e como isso coloca o grupo em nichos de mercado difíceis de se atingir. Um dos resultados das sugestões dos 40 mil usuários do site é um livro sobre a força expedicionária brasileira na segunda guerra mundial. “Nós nunca publicaríamos um livro com esse título, mas os leitores pediram”, brinca Smart.

A última empresa a ser apresentada foi a Pottermore. A plataforma digital que recria o mundo de Harry Potter já nasceu um sucesso. O CEO Charlie Redmanye brincou sobre o lançamento do site: “Por lançamento eu quero dizer: nós colocamos o site no ar e demos um tweet”. Como tudo que envolve Harry Potter, os números são impressionantes. São 140 milhões de visitas, 20 mil novos usuários por dia e 158 milhões de novos feitiços e poções criados.

Por Iona Stevens | Clipado de PublishNews | 09/10/2012

Harry Potter digital em breve em português


Pottermore lançará plataforma em português brasilero no começo de 2013

Pottermore, plataforma criada a partir da saga do bruxinho Harry Potter será lançada em português brasileiro. Charlie Redmayne, CEO da empresa digital inglesa, anunciou em sua palestra – a última da conferência Publishers Launch nesta segunda-feira – que o próximo passo do plano de expansão da Pottermore é o lançamento no Brasil. A plataforma não possui publicidade – um pedido de JK Rowling – mas tem um poderoso instrumento de venda: uma loja virtual de produtos de Harry Potter. Segundo o CEO, a plataforma brasileira será lançada no começo do ano que vem, em janeiro ou fevereiro.

Charlie Redmayne explicou que o lançamento em português brasileiro vai demorar mais porque, ao contrário das outras línguas, toda a plataforma está sendo desenvolvida neste idioma, incluindo o e-commerce. “O Brasil chama a atenção nos relatórios de vendas, pois vemos EUA, Reino Unido, Austrália e outros países de fala inglesa, e no meio deles está o Brasil”, explica o executivo surpreendido com as vendas em inglês para o mercado brasileiro. Redmayne ainda confirmou que as negociações já estão em andamento no Brasil. “Já estamos em contato com varejistas brasileiros”, declarou, “e ofereceremos uma experiência completa em português”.

Por Carlo Carrenho e Iona Stevens | Clipado de PublishNews | 08/10/2012

J.K. Rowling: clube do livro para Harry Potter, clube do bolinha contra piratas


Autora lança clube do livro online para amantes de Harry Potter e preocupa editores europeus com atraso de manuscrito.

Potteriófilos agora têm um novo destino na web: a autora dos livros mais adorados dos anos 90 e 2000, J.K. Rowling, lançou ontem um clube do livro online, informa agência de notícias Reuters.

O site informa que a Scholastic, publisher da autora britânica nos Estados Unidos, desenvolveu o site Harry Potter Reading Club não só para agregar a legião de fãs, como também para servir de instrumento para pais e professores que buscam criar clubes de livros para introduzir crianças à leitura. O nome do projeto é bem potteriano [como não poderia deixar de ser]: Pottermore, e busca vários formatos para leitura, a fim de atingir seus leitores antigos e conquistar novas gerações.

Em nota, a Scholastic afirma “Estamos felizes em apoiar Pottermore, pois sabemos o poder dos livros de Harry Potter de transformar crianças em leitores para a vida toda, e nós acreditamos que toda criança deveria passar pela experiência de Harry Potter – seja em e-books ou livros impressos.” O Harry Potter Reading Club vai incluir um guia que abrange tudo que há sobre o bruxinho, desde uma apresentação geral da série de livros à informações sobre a autora.

A nota completa: “Além disso, a Scholastic receberá royalty sobre as vendas da edição americana dos e-books”, afinal, não se pode ignorar a indústria lucrativa criada pela franquia, que vendeu cerca de 450 milhões de livros, gerou 8 filmes de sucesso e transformou J.K. Rowling na primeira autora bilionária.

J.K. Rowling, que já criou frenesi no mercado editorial esse ano com a expectativa do lançamento de seu novo livro “The Casual Vacancy”- hélas, sem bruxinhos – apareceu semana passada nas notícias por causa do atraso proposital na entrega do manuscrito do novo livro a publishers em diversos países.

O motivo? Medo de pirataria. Zoe King, sócia da agência literária de J.K. Rowling, a Blair Partnership, disse na última sexta ao site Publishers Weekly que o manuscrito está sendo segurado para “minimizar o risco de vazamento”. A aversão da autora bilionária à pirataria é notória, mas nesse caso está fazendo tradutores e editores chiarem, com medo da decisão acabar afetando a qualidade da publicação (já que o processo editorial, a ver principalmente a tradução, será muito acelerado) e as vendas, devido ao espaço de tempo que haverá entre a publicação em inglês e em outras línguas.

Bem entendido, os países que vão ter que esperar para receber o manuscrito – e correr para conseguir publicar a tempo para as vendas de fim de ano – são aqueles onde o risco é mais alto. O site cita a Eslovênia, Itália e Finlândia. Será que o Brasil faz parte desse time?

Por Iona Teixeira Stevens | PublishNews | 01/08/2012

Biblioteca da Amazon inclui eBooks de ‘Harry Potter’


Empresa anuncia que comprou licença exclusiva de J.K. Rowling para oferecer os livros

Os sete e-books da série Harry Potter em inglês, francês, italiano, alemão e espanhol, vão fazer parte do catálogo da biblioteca do Kindle, da Amazon, a Kindle Owners’Lending Library . A empresa “comprou uma licença exclusiva da Pottermore, de J.K. Rowling, para tornar a inclusão desses livros possível”, segundo informou hoje em comunicado. Por meio do serviço de biblioteca, os usuários podem “alugar” até um livro por mês, sem limitação de prazo, dentre 145 mil títulos. Já era esperado que a Amazon anunciasse alguma parceria com a Pottermore. Houve até especulações de que a empresa lançaria um Kindle com a marca Harry Potter. É, não foi desta vez.

PublishNews | 10/05/2012

Mais números da Pottermore


Foram três milhões de libras vendidos em e-books no primeiro mês de operação da loja Pottermore, abrigada no portal que expande na internet o universo dos livros Harry Potter. “Nas últimas duas semanas, vimos as vendas se estabilizarem, mas elas continuam muito significativas, e muito além do que originalmente projetamos”, disse o principal executivo da empresa, Charles Redmayne. Ele afirmou ainda que a pirataria diminuiu e que as vendas de cópias físicas dos livros da série aumentaram, contrariando o receio de que o lançamento dos e-books canibalizariam os impressos e estimulariam as cópias ilegais. O portal, que teve conteúdo interativo lançado há duas semanas, contabiliza no período 22 milhões de visitas de sete milhões de usuários únicos – além de 4,2 milhões de tentativas de fazer poções e 39,9 milhões de duelos de bruxos.

Por Philip Jones | The Bookseller | 04/05/2012

Harry Potter poliglota


Loja de e-books da saga começa a vender edições digitais em quatro idiomas, além do inglês

As edições em francês, italiano, alemão e castelhano dos e-books de Harry Potter foram colocadas à venda na Pottermore. A loja havia sido lançada no dia 27 de março apenas com as versões dos sete livros da saga em inglês e informou ter vendido um milhão de libras em e-books para clientes em mais de 100 países nos primeiros três dias de operação. Ainda não há data certa para o início da venda dos livros em outras línguas, mas, no caso do Brasil, por exemplo, a Pottermore já fechou acordo com a Rocco para comercializar em formato digital as edições feitas pela editora.

PublishNews | 24/04/2012

Sobre e-incunábulos, marcas d’águas digitais e ex-libris eletrônicos


Por Julio Silveira | Publicado originalmente em PublishNews | 05/04/2012

Uma bruxaria pode acabar com o medo dos e-books e salvar o mercado digital

Recém-surgidos, os livros digitais já têm história. E, em poucos anos de existência, sua evolução tem passado pelas mesmas etapas que seus correlatos, os livros impressos, levaram seis séculos para cruzar.

É justo dizer que ainda não sabemos o que é um livro digital, ou o que pode vir a ser um livro digital. Os e-books atuais deveriam se chamar, mais apropriadamente, de e-incunábulos. Assim como seus equivalentes do século 15 — os primeiros livros produzidos com a então revolucionária tecnologia de imprensa —, os incunábulos eletrônicos estão primeiramente preocupados em imitar, emular, simular. Os e-books têm “páginas” folheáveis, “capas” e, na maioria das vezes, dão as costas aos recursos digitais, tentando parecer o mais possível como um livro que acabasse de se tirar da estante. E os editores de e-books muitas vezes ainda se comportam como se vendessem pesados blocos de polpa de papel, e não informação e entretenimento imateriais.

Seis séculos atrás, a Bíblia impressa por Gutenberg tinha que parecer como se fosse manuscrita por um monge caprichoso. Um pouco mais tarde, quando a evolução da imprensa propiciou que todos os exemplares fossem iguais e, mais importante, tornou viável que uma pessoa pudesse comprar livros e montar uma biblioteca, foi criado um outro recurso para personalizar e proteger o livro, o ex-libris, uma marca em cada exemplar deixando bem claro quem era o dono do livro.

É curioso que a volta do ex-libris aos livros [digitais] venha pelas artes de uma figura tão medieval quanto um bruxo. Na semana passada, após meses de espera e muitas unhas roídas por parte dos fãs, finalmente foram lançadas as versões digitais dos livros de Harry Potter. E com elas novidades importantes para o mercado editorial, uma delas candidata a pedra filosofal: a marca d’água, que promete derrotar o maléfico DRM.

Para fins de marketing, pelo menos, seria mais apropriado chamar a watermark, esse registro individualizado eletrônico, por outra metáfora editorial, o ex-libris. Afinal, a marca d’água tradicional foi um recurso inventado pelos papeleiros e editoras para garantir a todos que o livro era feito por eles, enquanto que o ex-libris era um recurso que o leitor tinha para garantir a todos que o livro era dele. De fato, é isso o que acontece com a marca d’água digital: cada livro comprado [obrigatoriamente no site Pottermore, ainda que a compra em si seja feita no site da Amazon ou outra livraria], é individualizado com um código. Se esse e-book for passado adiante, levará o registro de dono. Se for encontrado, por exemplo, em um site de torrentes ilegais, como o Piratebay, ficará fácil enquadrar o bucaneiro responsável. Mal comparando, é como se alguém tentasse vender uma obra rara que trouxesse, na folha de rosto, um ex-libris dizendo “Acervo da Biblioteca Nacional”.

A diferença fundamental é que, enquanto os ex-libris tradicionais eram criados e colados pelos proprietários dos livros, a marca d’água digital é “embutida” pela editora. Por outro lado, para o leitor, não há qualquer constrangimento quanto a onde e quando ele pode ler. E aí reside a imensa evolução em relação ao que existia antes, o DRM.

O Gerenciador de Direitos Digitais, na sigla em inglês, é um resquício do tempo em que o mercado de conteúdo cultural [livros, música, filmes] ainda acreditava firmemente que as pessoas queriam comprar os suportes, e não o conteúdo. Ele define onde [em que aparelho, ou por quanto tempo] você pode desfrutar daquilo que você, por ter comprado, achava que era “seu”. O medo era de que cópias digitais, que quase nada rendiam às editoras, acabassem com o núcleo do negócio, os livros impressos. O sistema do DRM funciona basicamente na presunção de que o leitor/ouvinte/espectador vai cometer pirataria.

É evidente que essa abordagem, principalmente quando se tenta introduzir um novo produto ou formato, como é o caso dos e-books, já nasce viciada. Se você entra em uma relação com o cliente já desconfiando dele, que razões ele vai ter para confiar em você?

Em um contrato que assinei recentemente com uma das maiores redes brasileiras para distribuir meus e-books, havia uma cláusula que afirmava que o editor [eu] “expressamente reconhece que o DRM [Digital Rights Management] é eficaz para realizar a gestão de direitos digitais e restringir a difusão por cópia desautorizada de conteúdos digitais”. A cláusula deve ter sido escrita para tranquilizar editores temerosos, porém, quando a assinei, senti-me como um ateu forçado a rezar o Credo. Acho mais científico acreditar na “ressurreição da carne” do que na eficácia do DRM. Por pelo menos dois motivos simples: o primeiro é porque fracassou. Fracassou no caso dos CDs [os que sobreviveram não têm DRM] e fracassou no caso dos DVDs, onde o código foi imediatamente hackeado. Essa é a segunda razão: tentar restringir alguma coisa no mundo digital serve apenas para entreter um batalhão de hackers anônimos, como os que, segundo a Macworld, quebraram o código protetor dos DVDs “como se abrissem uma melancia com uma motossera”. [De fato, qualquer pessoa que saiba googlar e tenha algum tempo livre saberá desabilitar o DRM de um e-book.] Em 2007, o finado Steve Jobs escreveu uma singela carta à indústria fonográfica, apelando para que dessem um salto de fé e suspendessem o DRM nas músicas vendidas pela Apple — “em prol de um mercado verdadeiramente interoperável”. A indústria fonográfica resistiu, mas enfim aquiesceu, e a iTunes Store, a primeira loja a vender música sem DRM, é hoje sua maior fonte de renda.

Voltando ao Harry Potter, foi registrado que, entre o lançamento oficial e a primeira cópia em um site pirata pronta para download, passaram-se meras 48 horas. A boa notícia é que este primeiro exemplar pirateado trazia para quem soubesse ler a marca do comprador original, que está à distância de um e-mail [registrado no site Pottermore] de ser processado judicialmente. Mas a melhor notícia é que, para um e-book chegar a um site pirata, levou-se o dobro do tempo para que lá chegasse um livro impresso. Os lançamentos de J. K. Rowling em papel costumavam ser escaneados e convertidos em texto ou PDF e, em menos de um dia, estavam à disposição para download ilegal. [No caso do Brasil, traduções feitas em regime colaborativo faziam os livros chegarem à web antes da publicação pela Rocco]. Quero crer que isso é um sinal de que editores e leitores estão começando a ter um relacionamento mais respeitoso [e prazeroso] de ambas as partes: aqueles dão a esses a liberdade para ler, esses retribuem aqueles comprando. Mas nesse wishful thinking há um porém. Um detalhe que pode fazer toda a diferença: no caso do Pottermore, não é bem a editora quem está fazendo o mercado evoluir. É a autora. J. K. Rowling, que tem os recursos financeiros [e a inteligência] para prescindir das editoras [e de suas restrições] e ainda conseguiu subjugar uma gigante como a Amazon [você pode chegar ao livro por lá, mas a compra será efetuada diretamente no site da autora].

Mais poder ao autor e ao leitor?

Desintermediação? Ou simplesmente bruxaria?

Por Julio Silveira | Publicado originalmente em PublishNews | 05/04/2012

Julio Silveira é editor, formado em Administração, com extensão em Economia da Cultura. Foi cofundador da Casa da Palavra em 1996, gerente editorial da Agir/Nova Fronteira e publisher da Thomas Nelson. Desde julho de 2011, vem se dedicando à Ímã Editorial, explorando novos modelos de publicação propiciados pelo digital. Tem textos publicados em, entre outros, 10 livros que abalaram meu mundo e Paixão pelos livros[Casa da Palavra], O futuro do livro [Olhares, 2007] e LivroLivre [Ímã]. Coordena o fórum Autor 2.0, onde escritores e editores investigam as oportunidades e os riscos da publicação pós-digital.

A coluna LivroLivre aborda o impacto das novas tecnologias na indústria editorial e as novas formas de relacionamento entre seus componentes — autores, agentes, editores, livrarias e leitores. Ela é publicada quinzenalmente às quintas-feiras.

Um milhão de libras em três dias


Uma notícia no site da The Bookseller traz uma informação surpreendente. Os e-books da série Harry Potter, que começaram a ser vendidos pela Pottermore em 27 de março, faturaram mais de um milhão de libras esterlinas apenas nos primeiros três dias de lançamento. O número foi divulgado por Charlie Redmayne, principal executivo da Pottermore, durante uma entrevista para um programa de rádio, ontem. Os resultados, segundo ele, “ultrapassaram tudo o que havíamos previsto” e, embora as vendas tenham diminuído após a euforia dos primeiros dias, seguem surpreendendo. Nas palavras de Redmayne, as vendas são maiores “do que tudo que eu já vi em relação a e-books”.

Uma nota do Publishers Lunch de hoje relativiza um pouco essa declaração, lembrando que, em unidades, a cifra corresponde a cerca de 175 mil cópias, ou 25 mil exemplares para cada título da série, e que muitas editoras estão acostumadas com a venda de 25 mil cópias de um e-book em um único dia. A nota também ressalta que os e-books de Jogos vorazes têm tido desempenho excepcional.

De qualquer forma, vale lembrar que, enquanto o primeiro volume de Jogos vorazes foi publicado em 2008, o primeiro de Harry Potter data de 1997.

Houve um pequeno aumento na pirataria dos livros de Harry Potter no primeiro dia de venda dos e-books, segundo o executivo, mas ele afirmou que espera ver a prática diminuir. “Reagimos muito rápido”, disse. “Esperamos que ao torná-los disponíveis a pirataria caia.” Os livros digitais da série escrita por J.K. Rowling estão sendo lançados com marcas d’água, ao invés de ter o DRM como instrumento contra as cópias ilegais [você pode ler mais sobre isso na coluna de Julio Silveira].

Ainda não há previsão para a venda dos e-books da série no Brasil. Segundo a Rocco, editora que publica Harry Potter por aqui, todas as decisões e os negócios relativos ao formato digital da saga ficam a cargo da Pottermore. A empresa fechou um acordo para utilizar, nos e-books, as traduções da série para o português feitas pela Rocco. Segundo a editora brasileira, é um modelo de contrato que “foge do padrão” e cujos detalhes não podem ser divulgados.

Por Roberta Campassi | PublishNews | 05/04/2012 – 

DRM x marca d’água


E-books de ‘Harry Potter’ levam marca d’água ao invés do sistema de segurança mais difundido

Chamou atenção a o fato de que os e-books da saga Harry Potter foram lançados, ontem, sem DRM, o sistema de segurança que inibe cópias ilegais de conteúdo, hoje o mais usado por boa parte do mercado de e-books no mundo todo.

Os livros digitais da série literária de maior sucesso dos últimos anos, que compõem o ambicioso projeto daPottermore, controlado de perto pela autora JK Rowling, levam, ao invés de DRM, uma marca d’água. “Marca d’água” é outro nome, mais usado hoje em dia, para o chamado “DRM social”.

A ideia é bastante simples e nada hi-tech: cada e-book vendido contém uma marca com informações sobre o comprador. Se a cópia adquirida for distribuída ilegalmente e identificada, a marca d’água revelará o provável “pirata” por trás da ação. Explica a Pottermore: “a Loja Pottermore personaliza e-books com uma combinação de técnicas de marca d’água que se referem ao livro, ao comprador a ao horário da compra. Isto permite rastrear e responder a possíveis infrações de copyright”. No caso de e-books adquiridos para dar de presente, as cópias conterão as informações da pessoa presenteada.

Para Eduardo Melo, fundador da Simplíssimo, o fato de os e-books da série Harry Potter conterem a marca d’água pode indicar uma tendência. “Todo mundo sabe que a JK Rowling toma conta de todos os detalhes envolvendo a série, e certamente houve muito estudo para concluir que esse sistema é melhor do que o DRM”, diz. “O DRM é muito fácil de ser quebrado e também dificulta a compra.

Camila Cabete, consultora de eBooks e colunista do PublishNews, também acredita que a decisão da Pottermore deve influenciar o mercado de eBooks no sentido da adoção mais frequente do DRM social. Segundo ela, o sistema de marca d’água ainda não é usado no Brasil.

O uso do DRM divide opiniões. Se, por um lado, ele é apontado como tecnologia necessária para evitar cópias ilegais, de outro argumenta-se que, não apenas o sistema pode ser burlado, como ele gera várias inconveniências ao comprador do conteúdo – dificulta, por exemplo, a leitura de e-books em diferentes aparelhos. Há quem argumente, ainda, que o uso do DRM é antipático: pressupõe que o leitor é um potencial pirata.

Por Roberta Campassi e Flávia Leal | PublishNews | 28/03/2012

Livros da série “Harry Potter” são lançados em formato de e-book


J. K. Rowling, autora da série de livros Harry Potter

J. K. Rowling, autora da série de livros Harry Potter

Os livros da saga “Harry Potter”, da escritora J.K. Rowling, estão disponíveis pela primeira vez no formato de e-book.

Os sete volumes, que venderam aproximadamente 450 milhões de cópias no mundo e foram transformados em oito filmes, começaram a ser vendidos no site oficial da saga, “Pottermore”.

Os livros podem ser comprados – tanto no formato de e-book quanto na versão em áudio – somente na loja virtual do site [shop.pottermore.com].

Por enquanto, os textos só estão disponíveis em inglês. As versões em francês, italiano, alemão e espanhol devem sair nas próximas semanas. Depois disso, serão feitas traduções para outros idiomas.

Folha.com | Com agências internacionais | 27/03/2012 – 10h42

eBooks do Harry Potter vão ficar para 2012


Organizadores querem, neste momento, levar mais gente para o site Pottermore

Prometido para este mês, o lançamento dos e-books da série de livros sobre o bruxo Harry Potter, que seriam vendidos pelo site Pottermore, ficou para o primeiro semestre de 2012. No blog, contam que adiamento foi decidido porque querem concentrar os esforços, neste momento, para atrair mais pessoas para o site.

PublishNews | 03/10/2011

Primeiro livro de Harry Potter virá de graça no novo Sony Reader


Aparelho deve chegar às lojas europeias em outubro

De acordo com Graeme Heil, do The Bookseller, a versão em inglês de Harry Potter e a pedra filosofal poderá ser baixada gratuitamente por quem comprar o novo Sony Reader, que deve chegar às lojas na Europa em outubro – primeiro no Reino Unido. Nos Estados Unidos o novo aparelho deve custar US$ 149. O e-reader, com conexão wi-fi, também permitirá que seus usuários emprestem livros de bibliotecas, via Overdrive. O site também informa que o novo modelo de e-reader da Sony será construído em material plástico e terá 2GB de memória [que pode ser ampliado com um memory card], o que permite o armazenamento de cerca de 1.200 livros. A Sony anuncia também tela multitouch e web browser integrados ao novo equipamento.
Por Ricardo Costa | PublishNews | 05/09/2011

Pottermore em versão beta


O site Pottermore, da escritora J. K. Rowling, foi lançado ontem, em versão beta, para membros da imprensa e para um milhão de fãs que se registraram para acessar o site em primeira mão. As páginas dos eBooks e da loja on-line ainda não estão disponíveis, mas deverão estar operando no lançamento do site completo, em outubro. Cada visitante recebeu um login e senha, e uma homepage pessoal. Cada um pode criar o seu perfil e navegar por capítulos dos sete livros da série, coletando objetos e assistindo animações de passagens da história original, o que também dá acesso a novos conteúdos escritos por Rowling. Atualmente os usuários podem “viajar” apenas pelo primeiro livro do bruxinho, Harry Potter e a pedra filosofal. Os usuários já podem deixar comentários on-line, e alguns criticaram a falta de audio nas animações. Segundo um porta-voz, não há planos de adicionar som a essas animações.

Por Charlotte Williams | The Bookseller | 16/08/2011

Fãs de Harry Potter são alvos de ataques virtuais


Os fãs da série de livros e filmes Harry Potter estão sendo alvos de ataques na internet. Isso porque cibercriminosos estão usando a vontade dos fãs de conseguir se cadastrar no Pottermore – site que trará uma experiência interativa dos livros da série – como isca.

De acordo com um post no site da GfI Software, existem pessoas tentando vender contas de acesso ao site no eBay por cerca de US$ 100. Além disso, é possível encontrar opções de Download de supostas contas do site, além de resultados maliciosos quando se faz uma pesquisa pelo site.

A GfI Software informa que o próprio site Pottermore recomenda que o usuário não se envolva com outras pessoas que prometem fazer o registro em seu nome.

Folha.com | 05/08/2011 – 18h07