Curso | A Revolução dos Livros Digitais


Escola do Escritor

Muito se tem falado sobre a chegada de empresas como Google, Kobo, Copia e Amazon ao Brasil. As plataformas que esses players oferecem podem no entanto estar mais próximas do alcance do autor do que ele possa imaginar. Mas é preciso preparar-se.

Pensando em desmistificar um tema aparentemente complicado, a Escola do Escritor desenvolveu um curso especialmente para autores que desejam saber mais sobre esse novo meio de edição e publicação dos livros.

Ednei Procópio, um dos maiores especialista em livros digitais do País, junta arte e tecnologia em um curso inspirador, voltado para quem gosta das histórias por trás da História; mas também para quem pretende entrar na Era Digital através dos livros.

Venha aprender como a sua obra pode estar ao mesmo tempo em diversas mídias e porque o livro se tornou alvo das maiores empresas de tecnologia do mundo e, portanto, o artefato cultural mais influente da História.

O Conteúdo

• O que é um Livro Digital
• A História dos Livros Digitais no Brasil e no Mundo
• A Cadeia Produtiva do Livro Antes e Depois dos eBooks
• A Questão dos Hardwares [smartphones, tablets, e-readers, etc.]
• A Questão dos Softwares [Android, iOS, Windows Phone, etc.]
• A Questão dos Formatos [PDF, ePub, HTML5 e o livro-aplicativo ou enhanced books]
• A Questão da Conversão, Digitalização e Produção dos eBooks
• A Gestão de Catálogo e Conteúdo [Publicação, comercialização e distribuição dos livros digitais.]
• A Gestão dos Direitos Autorais

Quem Pode se Beneficiar do Curso

O curso se destina a todos os interessados em livros eletrônicos; profissionais da cadeira produtiva da indústria editorial brasileira, desde os que atuam na produção e na área editorial quanto os profissionais que atuam nas vendas, comercialização e marketing dos livros. Incluindo profissionais que atuam dentro das editoras, das livrarias, distribuidoras, bibliotecas etc.

Anote na agenda

A Revolução dos Livros Digitais
Quando: 23 de fevereiro de 2013, sábado
Carga horária: 6 horas
Horário: 9h00 às 15h00
Valor único: R$ 170,00
Lotação: 20 vagas

Sala de aula

Rua Deputado Lacerda Franco, nº 253
CEP 05418-000 – Pinheiros, São Paulo, SP
Metrô Faria Lima – Saída Teodoro Sampaio

Escola do Escritor
escoladoescritor@escoladoescritor.com.br
http://www.escoladoescritor.com.br
Telefone: [11] 3032-8300

Os autores e os ambientes digitais | Como publicar no formato digital


Os Autores e os Ambientes Digitais: Como publicar no formato digital

Muito se tem falado sobre  tablets, e-readers, smartphones, aplicativos e plataformas de livros digitais, mas esses termos parecem estar distantes do alcance do autor. Pensando em desmistificar esse assunto aparentemente complicado, será ministrado, durante o “13º Encontro de Férias HUB/SBS | Tecnologia e Educação: desconstruindo mitos e receios“, o workshop OS AUTORES e OS AMBIENTES DIGITAIS: Como publicar no formato digital. O workshop especialmente criado para escritores que desejam saber mais desse novo meio de edição abordará a produção, a comercialização, os direitos autorais e outros temas ligados ao universo digital.

O workshop OS AUTORES e OS AMBIENTES DIGITAIS: Como publicar no formato digital será ministrado pelo editor Ednei Procópio, que é especialista em eBooks e autor de livros sobre o tema. Mantém o Blog eBook Reader [www.ebookreader.com.br]. É membro da Comissão do Livro Digital da Câmara Brasileira do Livro [CBL] e CEO da startup Livrus Negócios Editorais, uma empresa especializada e com o objetivo levar autores e obras para a Era Digital.

ANOTE NA SUA AGENDA

Workshop: Os Autores e os ambientes Digitais: Como publicar no formato digital
Quando: 17 de janeiro, quinta-feira, às 14h
Onde: Instituto Cervantes
Avenida Paulista, 2.439 | Metrô Consolação
Inscrições gratuitas

O Livro Eletrônico no Brasil


Em entrevista exclusiva para o PodLer, Ednei Procópio fala dos atuais desafios da indústria de livros eletrônicos, explica como será o tablet do futuro, faz um alerta sobre o perigo do monopólio e mais. A entrevista foi concedida no Fantasticon 2012 – VI Simpósio de Literatura Fantástica, em São Paulo.

TV PodLer | 20 Setembro 2012

Iba é lançada com seis mil eBooks


O mercado de publicações digitais ganhou ontem um concorrente de peso com o lançamento da Iba, loja do grupo Abril para jornais, revistas e livros. A plataforma, que desde o ano passado funcionava em versão experimental, foi ao ar oficialmente com oferta de 25 títulos de revista do grupo, 19 jornais e seis mil e-books de 170 editoras brasileiras, o que a coloca entre as três maiores lojas de livros eletrônicos do país – a Gato Sabido tinha cerca de 7,3 mil títulos em janeiro e a Saraiva, em torno de seis mil.

A estreia acontece num momento em que a concorrência promete se acirrar – e muito – com os desembarques da Amazon e do Google eBooks no Brasil, previstos para este ano, e do surgimento de outras plataformas nacionais – Mundo Positivo, Buqui e Travessa são alguns dos concorrentes que surgiram nos últimos meses. “Queremos estar entre as grandes do mercado de e-books”, diz Ricardo Garrido, diretor de operações da Iba. A loja recebeu até agora investimento de R$ 10 milhões e, nos próximos cinco anos, deve consumir um total de R$ 60 milhões, segundo o executivo.

Estão disponíveis os aplicativos de leitura da Iba para PC e iPad e, em breve, será lançado um para Android. “Estamos apostando no crescimento dos tablets e também na base já instalada de PCs no Brasil”, afirma Garrido. Segundo ele, a Iba estima que haverá nove milhões de tablets em uso no país nos próximos cinco anos, contra menos de um milhão existente hoje. Foi fechada parceria para que os tablets da Motorola e da Samsung – o Xoom e o Galaxy Tab – já cheguem às mãos do consumidor brasileiro com o aplicativo da Iba instalado. O mesmo acordo com feito com a HP para PCs.

Para atrair usuários, a Iba oferece gratuitamente cinco revistas, um jornal diário e mais dez livros – todos em domínio público – para quem se cadastrar até o dia 16 de abril. Ontem, segundo Garrido, três mil usuários haviam se cadastrado em menos de 24 horas. Hoje pela manhã, o aplicativo da loja para iPad era o terceiro mais baixado na App Store. A Iba permite, além da compra avulsa de exemplares, a assinatura dos jornais e revistas.

Garrido afirma esperar para os próximos meses um forte crescimento na base de e-books nacionais. “As editoras aceleraram muito a produção de e-books e acreditamos que haverá um aumento gigantesco na oferta nos próximos meses”, afirma. A Iba também deve fechar em breve acordos para a venda de títulos estrangeiros, segundo ele.

Em relação aos acordos comerciais com as editoras, Garrido afirma que os contratos variam conforme o porte e o tipo de publicação das editoras. Eles também preveem certos níveis de desconto nos preços dos livros para o consumidor final. “Mas nossa postura não é de pressionar as editoras, acreditamos numa boa convivência, como sempre foi no mundo impresso”, diz o executivo.

É uma referência sutil à Amazon, conhecida por sua prática agressiva de descontos [especialmente nos Estados Unidos], que ao longo do tempo passou a ser vista como vilã pelo mercado editorial – mas, certamente, não pelos leitores, que conseguem comprar livros por preços menores. A companhia americana planeja iniciar operações no Brasil ainda neste primeiro semestre.

Ao contrário do que se imagina, a distribuição digital não é tão barata, porque os volumes de venda são baixos no Brasil”, diz Garrido. “À medida que o volume crescer, haverá espaço para reduções maiores de preço, mas não é algo que vai acontecer no curto prazo”, avalia.

Em tempo: iba, em tupi-guarani, significa árvore, uma referência ao símbolo da Abril.

Por Roberta Campassi | PublishNews | 07/03/2012

CURSO | O Livro como Mídia Digital


Ednei Procópio

As emergentes mídias digitais estão influenciando diretamente no concorrido tempo dos consumidores modernos e transformando o hábito de leitura em todo o mundo. O livro não é mais lido apenas no papel. Ele está também onipresente em uma miríade de suportes suspensos e em uma diversidade de aparelhos tecnológicos, móveis e de comunicação.

E uma série de meios é o que está transformando definitivamente a realidade dos livros, jornais e revistas através de uma convergência digital e cultural sem precedentes.

O objetivo do curso “O Livro como Mídia Digital” é fazer um review de todo o mercado editorial convencional presente, frente às transformações das mídias digitais, do ponto de vista exclusivamente dos negócios ou da atualização enquanto profissional.

CONTEÚDO DO CURSO

  • O que é um livro digital
  • A questão os dos hardwares | Smartphones, netbooks, tablets [iPad, Xoom, Galaxy, etc.] e e-reader devices [Sony Reader, Kindle, Nook, etc.].
  • A questão os dos softwares | Sistemas Android, iOS, etc. | Digital Rights Management | Aplicativos
  • A questão do conteúdo | Formatos: PDF, ePub e HTML5 | Conversão, digitalização e produção
  • Plataformas e eBookStores | Modelos de negócios
  • Números do mercado e entraves
  • A cadeia produtiva do livro antes e depois dos eBooks

A QUEM SE DESTINA O CURSO

O curso se destina a todos os interessados em livros digitais; profissionais da cadeira produtiva da indústria editorial brasileira, desde os que atuam na produção e na área editorial quanto os profissionais que atuam nas vendas, comercialização e marketing dos livros. Isto inclui os profissionais que atuam dentro das editoras, das livrarias, distribuidoras, bibliotecas etc.

ANOTE NA SUA AGENDA A DATA DO CURSO

Dia: 3 de março de 2012, sábado.
Horário: 9h00 às 13h00
Valor único: R$ 130,00
Docente: Ednei Procópio, especialista em livros digitais.

ONDE

Escola do Escritor
Rua Mourato Coelho, 393 conjunto 1 |esquina com Rua Teodoro Sampaio
CEP 05417-010 – Bairro de Pinheiros, São Paulo, SP.
Telefone: [11] 3034.2981
www.escoladoescritor.com.br

Évora fecha com Google Books


A editora paulistana Évora fechou uma parceira com o Google e irá disponibilizar 20% do conteúdo dos livros no Google Books para visuzaliação. A ideia, segundo a editora, é permitir aos leitores conhecer um pouco sobre as obras antes de comprá-las. O catálogo completo da casa estará disponível em 2012, mas já é possível vizualizar alguns dos principais títulos lançados, como A biografia de Roger Federer e A revolução da inovação aberta. O acordo não inclui a venda de e-books por meio do Google eBooks, um dos negócios que a empresa americana busca estruturar no Brasil.

PublishNews | 03/01/2012

Brasil é a bola da vez, aposta Google


O clima na saída da apresentação que o Google fez sobre a e-bookstore que quer inaugurar no Brasil em 2012, e que reuniu editores e livreiros em São Paulo na última quinta-feira, reflete bem o momento vivido pelo País na área de livros digitais. Do lado de quem ainda só assiste às mudanças, o sentimento era de animação pelas possibilidades que se abrem com a chegada da gigante americana, que promete até dar um empurrão para que pequenas livrarias também vendam e-books – coisa que já faz com cerca de 300 independentes nos EUA e algumas grandes na Austrália.

Aqui, todas estão na mira, e o fato de a Saraiva e a Cultura já terem feito investimentos nesse sentido não será um obstáculo para futuras parcerias, disse James Crawford, diretor de engenharia da empresa, em entrevista exclusiva ao Estado. “Elas ainda estão muito no início: não têm uma solução em nuvem nem o esquema que possibilita ler em qualquer aparelho.” Representantes das duas redes estavam lá. Na outra ponta, entre os que, de algum modo, já começaram seus catálogos digitais, a sensação foi de nada novo no front. Mas o Google veio para ficar.

O que faz de nós um mercado interessante para a empresa? “O Brasil é o sexto maior mercado do Google e isso é grande. O sistema operacional Androide está se popularizando. E em dois anos os e-books vão decolar no País. Enfim, é um ótimo momento.”

O Estado de S. Paulo | Coluna Babel| 10/12/2011

Para o Google, editoras brasileiras estão no caminho certo


Confira a entrevista com Tom Turvey, diretor de parcerias da empresa

Tom Turvey

Há oito dias, alguns dos principais executivos do Google responsáveis pelas parcerias da unidade de livros da empresa – que inclui o Google Books e o Google eBooks – apresentaram seus serviços oficialmente às editoras e livreiros brasileiros, durante um evento em São Paulo.

A companhia americana pretende lançar sua loja de e-books no Brasil em 2012 – já foram abertas lojas nos Estados Unidos, Austrália, Canadá e Reino Unido e outras na Europa devem ser inauguradas em breve – e busca parceiros locais, tanto editoras que fornecerão os produtos, quanto varejistas que tenham interesse em usar a plataforma do Google para vender livros digitais.

Tom Turvey, diretor de parcerias estratégicas da companhia, que esteve no Brasil na semana passada, deu uma entrevista por telefone ao PublishNews da sede do Google, na Califórnia. Ele explicou um pouco sobre como a empresa pretende trabalhar com parceiros locais, suas vantagens competitivas e a integração entre Google Books e eBooks. Também comentou sua percepção sobre o mercado editorial brasileiro. “Toda a indústria parece estar pensando nas coisas certas e se preparando para a inevitabilidade do livro digital. Isso é parecido com o que aconteceu nos Estados Unidos há alguns anos”, disse o executivo.

Também não faltaram comparações veladas com a Amazon, no que diz respeito ao fato de que a varejista americana, que atualmente domina o mercado de livros digitais no mundo, vem criando operações próprias em vários países e concorrendo diretamente com as livrarias locais, além de vender e-books num sistema “fechado”. Só quem tem o seu dispositivo Kindle pode comprar os produtos da Amazon – e só dela.

Turvey também afirmou, sem entrar em detalhes, que a estratégia de venda de livros que será implantada no sistema operacional Android, nos próximos anos, “vai beneficiar os editores de uma maneira que eles nunca viram”. Leia os principais trechos da entrevista.

Google e editoras

“O Google vai vender os e-books de cada editora em condições aceitáveis para as duas partes. Vamos assegurar que esses e-books estejam disponíveis para o mercado local, na maior quantidade de formatos possível. Temos uma plataforma aberta e isso é importante para que os consumidores possam comprar e ler e-books em quaisquer dispositivos, de um jeito que é muito parecido com a forma de comprar livros físicos hoje. Quando você compra um livro impresso da Saraiva ou da Cultura, você não é obrigado a comprar o próximo livro só da Saraiva ou só da Cultura. Você pode comprar de qualquer lugar que você queira.”

O serviço de digitalização do Google

“Os editores que digitalizam seus próprios livros obviamente são livres para fornecer para qualquer canal de vendas. No caso dos livros que o Google digitaliza de graça, nós mantemos esse arquivo conosco, para vender pelo próprio Google ou pelo site de nossos parceiros.

O que aconteceu com algumas de nossas editoras parceiras foi que elas investiram primeiro na digitalização dos seus best-sellers, e permitiram que nós digitalizássemos, de graça, a parte do catálogo que elas tinham dúvidas se venderia bem ou não. Ou seja, elas não precisaram digitalizar tudo de uma vez e puderam ver o que estava vendendo, para então investir recursos próprios na criação dos e-books. Normalmente, depois que elas fazem isso, distribuem os livros para todos os varejistas.”

Google e varejistas

Diferente de outras empresas, queremos ter parcerias locais com fornecedores locais de livros. Não queremos entrar num mercado e forçar os consumidores a comprar do Google. Queremos assegurar que quem já está no mercado possa ganhar com a transição do impresso para o digital. Por isso incluímos os varejistas que querem vender e-books, mas não têm uma plataforma para fazer isso.

Como qualquer empresa, queremos fechar parcerias com as grandes varejistas. Nos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido, pudemos fechar negócios com as livrarias independentes. Em ambos os casos, queremos ter certeza de que o esforço vai recompensar os dois lados (varejistas e Google). No Brasil, já há muitos anos temos uma parceria com a Livraria Cultura, que usa o Google Preview em seu site. Podemos estender essa relação para a venda de e-books – não estou afirmando que vamos fazer, mas apenas citando um exemplo do nosso interesse por parceiros locais.

Google Books e Google eBooks


O Google Books é o maior catálogo de livros do mundo. Nele, há mais de 20 milhões de obras, entre as que digitalizamos em bibliotecas, as que recebemos das editoras, por meio do Preview etc. Desses 20 milhões, entre dois milhões e três milhões são os livros que recebemos sob autorização das editoras por meio do Google Preview. Já fechamos acordos individuais com 40 mil editoras e estamos começando a vender os livros delas nos mercados em que já lançamos nossa loja de e-books (a Google eBooks): Estados Unidos, Reino Unido, Canadá e Austrália. Vamos vender esses livros diretamente e também por meio das parcerias com varejistas que querem vendê-los em seus próprios sites.

O mercado brasileiro de e-books


Mesmo que os e-books ainda representem menos de 1% do mercado no Brasil, parece que todos estão pensando seriamente na transição do impresso para o digital. As editoras, pelo menos as maiores, estão ativamente garantindo os direitos de publicação digital para suas obras. Os varejistas também parecem estar fazendo os investimentos certos em seus sites, e interessados em oferece algum aparelho de leitura.

Toda a indústria está pensando nas coisas certas e se preparando para a inevitabilidade do livro digital. Isso é parecido com o que aconteceu nos Estados Unidos. Há cinco anos, o mercado de livros digitais respondia por menos de 5% das receitas da indústria americana, e agora representa mais de 20% – é um intervalo de tempo relativamente curto. Aqueles que fizeram os investimentos certos e pensaram em como as coisas poderiam mudar, estão indo muito bem por aqui. Vejo evidências desse mesmo tipo de pensamento no Brasil, e saí daí muito encorajado.

O diferencial competitivo do Google


O que o Google está trazendo para esse mercado? Bem, há um par de vantagens que o Google usa para ajudar os editores a vender seus livros. Uma delas é a liderança e a popularidade da nossa ferramenta de busca. No caso do Google Books, por meio da nossa ferramenta de busca, as palavras buscadas podem ser encontradas em qualquer página de qualquer livro. Estamos permitindo que esses livros sejam encontrados de alguma forma, o que é realmente único. Os editores também estão vendo o tráfego aumentar na visualização de livros – e, consequentemente, estão vendo as vendas crescerem.

A outra vantagem é termos o Android, que nos próximos dois anos vai colocar em prática estratégias de varejo muito focadas e vai beneficiar os editores de uma maneira que eles nunca viram. Na medida em que os dispositivos equipados com o sistema operacional Android decolarem – smartphones, tablets – e que as pessoas começarem a comprar mais livros por meio de nosso aplicativo, haverá grandes mudanças.

E-readers


Embora no momento não descartemos nenhuma possibilidade, neste momento não estamos trabalhando para fabricar nenhum e-reader.

Perguntado se o Google busca parceiros para desenvolver esses aparelhos no Brasil, a resposta foi que a empresa não comenta especulações. No dia 8, o Google mencionou o iRiver, e-reader que, nos EUA, já vem com uma plataforma do Google eBooks.

Por Roberta Campassi e Ricardo Costa | Publicado originalmente em PublishNews | 16/12/2011

O Google está com a cabeça nas nuvens?


Por Ednei Procópio

Google Books é uma plataforma excelente, muito boa, mas ainda tomando forma.

Forma de uma nuvem, pois, dependendo do vento que nela bate, uma hora ela é uma coisa, outra hora é pode ser outra coisa.

Quanto mais as plataformas móveis, os tablets e o sistema Android em especial avançam, mais a gente percebe que o mercado de eBooks no Brasil é realmente uma nuvem. Literalmente uma gigantesca e tempestuosa nuvem.

Se não, vejamos. Todos nós sabemos que a nuvem é a união de partículas em suspensão que se apresenta de diversas formas e que pode variar em suas dimensões, números, distribuição espacial, etc. Aliás, conforme descrito na Wikipédia, a forma da nuvem aparecer lá no céu depende também dos ventos atmosféricos.

A forma e cor da nuvem depende da intensidade e da cor da luz que a nuvem recebe, bem como das posições relativas ocupadas pelo observador e da fonte de luz [sol, lua, raios] em relação à nuvem.

Entendeu?

Eu penso que, essencialmente, este é o verdadeiro problema do Google quando ele chega ao Brasil, de novo, dizendo as mesmas coisas sobre a sua solução para eBooks. Me parece que as editoras talvez ainda não tenham entendido a forma.

Agora, o Google nos trás o conceito da tal da nuvem, em sua solução para a circulação de eBooks, que não nasceu dentro da empresa e que portanto não faz dela uma pioneira na área.

Com a cabeça nas nuvens

O conceito da cloud computing começou lá atrás, com alguma coisa na área da telefonia. Se eu não estiver enganado, o termo foi criado na década de 1960 por um cientista da computação chamado John McCarthy [falecido recentemente]. Amazon, Apple, AT&T, HP, IBM, Microsoft e Yahoo são apenas alguns exemplos que me lembro, de cabeça, de empresas que entraram nesta onda de “tentar convencer o mercado a utilizar os meus serviços usando um termo da moda”.

Eu chamo isto de “vapoware”, ou seja, uma novidade tão efêmera que se desmancha com uma leve brisa, tal a sua força em comparação às tentativas de convencimentos anteriores.

O programa de parceiros do Google foi lançado em 2004. Portanto, já faz algum tempo que o Google vem tentando convencer o mercado editorial a utilizar a sua ferramenta como forma de comunicar livros.

Ou o mercado editorial brasileiro ainda não entendeu qual é a do Google [não é possível!] ou me parece que, depois de estar presente em mais de 100 países, com 40 mil editoras parceiras e com 2 milhões de títulos, o Google já deveria ter aprendido que, no Brasil, as coisas são bem diferentes. Cafezinho e tapinha nas costas não resolve a questão.

Às vezes brinco com meu filho de ver formas nas nuvens. Aí eu digo pra ele: “Olha, estou vendo um chapéu”. E ele me responde: “Não, ‘c’ tá maluco. Aquilo não é um chapéu, aquilo é uma jiboia engolindo um elefante. Então talvez o problema do Google seja este: pra uns o Google Books tem a forma de um chapéu, customizado dependendo do tamanho do seu catálogo, pra outros talvez seja uma jiboia engolindo um elefante.

“As jiboias engolem, sem mastigar, a presa inteira. Em seguida, não podem mover-se e dormem os seis meses da digestão.

Eu sou nuvem passageira

Aqui, no Brasil, a expressão “céu de brigadeiro” quer dizer um céu sem nuvens. E eu penso que isto de certo modo reflete nos números do Google no país: são apenas 200 editoras e 30 mil livros presentes na plataforma.

No Brasil, não é a primeira vez que o Google reúne o mercado para tentar vender o projeto Google Books e para tentar esclarecer as inúmeras dúvidas que norteiam não a plataforma, mas que norteiam a quase histórica descrença de um mercado cercado de vícios.

Hoje, quinta-feira, dia 8 de dezembro, na parte da manhã, o Google reuniu, mais uma vez, o mercado editorial brasileiro para [puts, como é que eu explico isto?] reapresentar a plataforma Google Books, agora em formato de nuvem.

Mas onde está a novidade? Usando uma frase que li hoje num newsletter, o que o Google disse aos livreiros e editores brasileiros?

Porra nenhuma. Sejamos francos, e não precisamos ‘fazer média’. Nada do que nós já não sabíamos.

Já não era óbvio que a ideia do Google era digitalizar os livros para, somente depois, lá na frente, bem lá no futuro, começar a comercializá-los? Então porque é que o Google já não disse isto lá atrás pra economizar o tempo de todo mundo?

Apesar de que, se não me falha a memória, o Google afirmou, categoriamente, que não, que não iria comercializar os livros eletrônicos, que a digitalização ia apenas ajudar na busca pelas obras impressas.

Parece-me que o conceito de nuvem se aplica bem aos negócios que ainda não estão bem, digamos, condensados, só para usar um termo da Física. Pois vejamos: a ideia original do Google Books era digitalizar o conteúdo offline de livros e, através das ótimas ferramentas do próprio Google, ajudar o usuário a encontrar um livro, em versão impressa, em uma estante em uma biblioteca ou livraria [físicas].

Só que vem um vento, soprando, que batizo de iCloud, e muda a direção das nuvens. Aí o Google muda de ideia também. E aí o Google passa a querer distribuir e comercializar o que já estava digitalizado.

Que com o vento se vai

Todos nós sabemos que a missão original do Google era “organizar as informações do mundo e torná-las mundialmente acessíveis e úteis”. Depois, o Google queria ser um indexador. O Google queria ser um buscador. Depois, o Google queria ser um digitalizador de coisas offline. Depois o Google queria ser uma biblioteca digital mundial, queria ser a única. E aí um distribuidor de eBooks comercializáveis. Depois uma plataforma para autores. E, por fim, bem, seria interessante se o Google fosse o seu próprio criador de conteúdos. Sugiro que o Google seja também o seu próprio consumidor e usuário. Já que ele agora pelo que me parece quer fazer de um tudo.

Mas do que eu estava falando mesmo? Ah, sim, do mercado editorial lá reunido, a cúpula, talvez a elite, digamos assim, reunida para que o Google pudesse mais uma vez tentar convencê-los de algo que nem o próprio Google em 2004, nem a Gato Sabido, nem a Xeriph, nem a Minha Biblioteca, nem a Nuvem de Livros, etc., etc., etc., conseguiu. E antes de todos eles a eBooksBrasil, a VirtualBooks, e muitos outros.

Os números

O Google nos diz, em uma das suas telas apresentadas no evento de hoje de manhã, que somos 80 milhões de internautas. Número que eu, mais uma vez, pela enésima vez, aliás, discordo em gênero, número e grau. Na minha percepção, o número é muito menor do que este. Mas tudo bem, eles são o Google, né?

Depois, o Google diz que as pessoas passam 28 horas por semana online. OK, perfeito, legal. Mas quanto deste tempo, as pessoas passam lendo livros?

Segundo a Anatel, nos números apresentados pelo Google, somos 232 milhões de celulares. De novo. OK, perfeito, legal. Mas quantos celulares são pós-pagos e quantos celulares são pré-pagos? E, mais do que isto, quantos têm a conta do tipo 3G? Afinal, para consumir livros digitais é preciso estar conectado. E quantos são smarts com telas pra leitura?

Alguns outros números apresentados, no entanto, foram muito interessantes.

A plataforma Google Books, integrada ao Android, já foi lançada no EUA, Canadá, Austrália, Inglaterra e países da Europa. No total, são mais de 7 mil editoras mantendo seus livros na plataforma.

Mais de 300 livreiros nos EUA e Reino Unido.

Mais de 600 varejistas nos EUA, Reino Unido, Canadá e Austrália.

Os números mostram 112 milhões de eBooks vendidos em 2010. O que soma $ 3,38 bilhões. E são 3,5 milhões de instalações do aplicativo do Google eBooks.

Mais do mesmo

Mas tirando os números acima citados, duvido que alguém ali tenha notado isto, a apresentação começou com algumas telas ensinando o que era o Google. O que demonstra o tom, um indício de com quem o Google achava que estava falando.

Aliás, eu achei sensacional esta parte inicial da apresentação porque eu já havia me esquecido como era o buscador do Google, de tanto usar o Bing.

Está bem, talvez eu não devesse escrever isto aqui, mas me parece que é sempre mais do mesmo, um blá, blá, blá sobre internet, redes sociais, compras online, um falatório sem fim, um viés de convencimento que simplesmente me pareceu desnecessário.

Ouvindo estas palestras sobre eBook me parece até que os profissionais do mercado ainda não se convenceram, ou realmente não estão preparados para o mundo digital. Então precisa de um café da manhã para, sei lá, dar um ultimato de quem não convence nem a si mesmo.

Raios e trovões

Uma coisa que o Google não conseguiu explicar direito, fora a questão dos percentuais das vendas para editores e livreiros, vamos dizer que talvez por causa do tempo curto, foi a questão da leitura offline dos eBooks ‘presos’ à nuvem. Me parece que a segurança do arquivo no caso da plataforma envolve um cash em pastas encripturadas. Algo que eu até já estava estudando para a nossa solução na Livrus.

Preciso ver isto mais de perto.

Mas mesmo com o bom crescimento do Android para smarts e tablets, o Google percebeu que existem outras plataformas de hardwares que ainda não utilizam o seu sistema. Com isto, o Google percebeu que haveria a necessidade de integração com outras plataformas. É o que aconteceu com o hardware iRiver Story HD, cuja integração foi necessária por conta desta leitura offline em e-readers. E aí, neste caso, a integração ficou perfeita, muito boa, bem diferente do casamento Adobe CS/Sony Reader.

Em resumo, para o a circulação de eBooks usando o conceito de nuvens, o desafio ainda é a segurança quando se quer ler a obra estando offline. E esta segurança é relativa quando se trata de conteúdo que veio lá da nuvem.

Enfim, creio que o que possam nascer desse cenário todo de nuvem pra cá, nuvem pra lá, sejam raios, relâmpagos e trovões.

Um raio, segundo a página digital do Sr. Jimmy Wales, “é um fenômeno em que para acontecer é preciso que existam cargas opostas entre nuvens”. É uma descarga elétrica que se produz pelo contato entre nuvens, pois “quando isso acontece, a atração é muito forte, então temos uma enorme descarga elétrica”. Disto isso, imaginemos, por exemplo, o que poderia acontecer com iniciativas como a  Nuvem de Livros quando se percebe que projetos como este concorrem diretamente com o Google eBooks?

Temos um mercado que se reúne várias vezes, sem rumo, como se um raio não caísse duas vezes num mesmo lugar.

Entro nessa?

Se vale à pena entrar no Google Books?

Mas é claro que sim. Vale muito à pena.

Ironias à parte, sei que exagero [ é que, às vezes, chega uma hora que é necessário], e levando em conta que o Google faz segredos sobre percentuais, mas assim que eu descobrir eu publico aqui, considero a plataforma do Google, de longe, a melhor de todas. Melhor que a plataforma da Apple. Melhor que a plataforma da Amazon. Não que as outras não sirvam, não é isto, mas levando em conta as nossas especificidades, sem sombra de dúvidas é uma das melhores opções para as editoras no Brasil.

Se o Google realmente trouxer, como prometeu, a plataforma Google eBooks integrada ao Android para 2012 creio que teremos finalmente uma solução inteligente para os nossos negócios.

É isto, testem a API do Google Preview. Que é maravilhoso. E, na boa, foi a única coisa bacana que eu gostei deles terem mostrado hoje.

Mas enfim

Eu saí da apresentação de hoje de manhã com a sensação de que o Google está querendo dizer o seguinte: “Venha para minha plataforma porque afinal eu sou o Google”. Então eu não deveria ter ido lá, eu teria ficado com aquela imagem sóbria que eu tinha do Google, de uma empresa com um motor de inovação sem igual, que não precisa convencer nenhuma empresa editorial brasileira do óbvio.

Mas já que eu fui, eu poderia agora mesmo acessar o buscador Google, que pretende um dia a tudo responder, e perguntar: Porque um usuário compraria um livro digital no Google eBooks se no Google Preview o acesso é gratuito?

Hoje, na apresentação, o Google citou uma música do Red Hot Chili Peppers, mas fico com a canção de Bob Dylan:

The answer, my friend, is blowin’ in the wind. The answer is blowin’ in the wind”.

Por Ednei Procópio

Gerenciamento de Catálogo e Conteúdo para Livros Digitais


Gerenciamento de Catálogo e Conteúdo para Livros Digitais

Escola do Livro: Gestão de Catálogo e Conteúdo para Livros Digitais


Ednei Procópio

O curso “Gestão de Catálogo e Conteúdo para Livros Digitais”, oferecido pela Escola do Livro, da CBL [Câmara Brasileira do Livro], acontece no dia 6 de outubro de 2011, das 9h30 às 13h30.

A iniciativa tem como objetivo evidenciar o processo de criação de catálogos de livros digitais, bem como uma visão global sobre o assunto. Plataformas, formatos e DRM [Digital Rights Management] fazem parte do conteúdo do curso, que conta ainda com a apresentação de cases na área. Também serão apresentados aspectos do gerenciamento de conteúdo.

O curso será ministrado por Ednei Procópio, que é editor e sócio-fundador da Livrus Negócios Editoriais. Procópio atua há 10 anos no mercado de livros digitais. É ainda autor da obra “O Livro na Era Digital” e coordenador Geral do Cadastro Nacional do Livro, desenvolvido pela CBL.

Mais informações sobre o curso podem ser obtidas pelo e-mail escoladolivro@cbl.org.br ou pelo telefone [11] 3069-1300.

CBL Informa | 27 de Setembro de 2011

O mercado de e-books poderia definitivamente confundir o consumidor médio


Por Mike Shatzkin | Publicado originalmente em Publishnews | 21/09/2011

Mike Shatzkin

Não há links neste post. Eu me refiro a pesquisas feitas em várias livrarias, mas as páginas de resultados são dinâmicas, então criar um link não garantiria que você visse os mesmos resultados que eu. Você pode replicar as buscas, mas pode ou não ver a mesma coisa.

Aqui mostro como o mercado de e-books pareceria sem o modelo de agência.

Depois de ler o livro 61, de Phil Pepe, sobre a grande temporada do jogador de beisebol Roger Maris há 50 anos, eu estava pronto para minha próxima leitura. Nenhum livro apareceu mais na imprensa, pelo que tenho lido nas últimas semanas, do que uma nova biografia de Jacqueline Kennedy: transcrições de entrevistas que ela deu ao historiador Arthur Schlensinger poucos meses depois do assassinato de JFK. Isso parecia uma boa escolha para mim.

[Aprendi através do exercício descrito aqui que o livro tem o copyright “by Caroline Kennedy”, que controlou a propriedade, editou e fez o contrato para sua publicação e também “by Michael Beschloss”, o historiador que escreveu a introdução.]

Apesar de ter vários leitores carregados no meu aparelho de leitura digital [o iPhone], recentemente me peguei sentindo falta da loja Kindle, porque é o melhor lugar para navegar. Ela permite buscas bem granulares por categoria e subcategoria [que as outras não permitem] e organizar as escolhas em ordem inversa de publicação [que as outras tampouco permitem, ou se permitem, não deixam muito óbvio ocomo]. Foi como eu encontrei 61 e The House That Ruth Built, minhas duas leituras mais recentes sobre a história do beisebol [meu assunto favorito].

No entanto, quando você sabe que quer um livro específico, todos os serviços de e-books são bastante iguais. Todos permitem que você faça buscas por título ou autor e mostram o que você está procurando. Como eu gosto de espalhar minha leitura para continuar em dia com as várias experiências, decidi procurar primeiro no Nook por “Jacqueline Kennedy”.

E o mecanismo de busca encontrou 22 itens, sendo que os dois primeiros eram o que eu estava procurando.

Mais ou menos.

O resultado número 1 era o livro que eu queria [Jacqueline Kennedy: Historic Conversations on Life with John F. Kennedy, de Caroline Kennedy], mas só estava disponível para pré-venda, disponível a partir de 3 de janeiro de 2012. O preço normal era de US$ 29,99 e o do Nook com desconto era de US$ 9,99. Obviamente, não era o modelo de agência. Aparentemente, a B&N vai aceitar uma perda de US$ 5 em cada cópia, assumido que eles fiquem com 50% dos US$ 29,99, dividindo com a editora Hyperion.

Mas eu quero ler agora!

O segundo resultado é o mesmo livro. No entanto é um “Nook Book Enhanced [e-book]”. Está disponível agora. O preço normal é de US$ 60 e o do Nook é de US$ 32! São trinta e dois dólares! Preço normal de SESSENTA dólares? Que m… é essa?

Vamos notar aqui que a B&N está aparentemente ganhando uma margem pequena se estão pagando 50% para a Hyperion. Mas como sou o maior gastador em e-books que conheço [comprei e li feliz tanto Fall of Giants quanto George Washington da Penguin por US$ 19,99 sem piscar; há alguns anos comprei um e-book biográfico de Grover Cleveland por US$ 28] e esse preço me pareceu exagerado, imagino se alguma outra pessoa o comprou.

Então continuei procurando.

Minha parada seguinte foi a Google e-Books. O livro que estou procurando não estava nas primeiras duas páginas de resultados na busca sobre Jacqueline Kennedy [no entanto, havia um livro chamado Inventing a Voice: The Rhetoric of American First Ladies of the Twentieth Century que estava à venda por US$ 42,36 e outro chamado The Kennedy Family: an American dynasty, a bibliography with indexes por US$ 55,20].

Então tentei a Kobo. Quando cheguei ao fim da primeira página de resultados, já estava em outras Jacquelines. E o livro que eu queria, o que estava tendo toda aquela publicidade, não apareceu.

Quase nunca uso a iBookstore porque a seleção é mais limitada. Mas decidi tentar dessa vez. Encontrei algo legal imediatamente: havia uma opção com o mecanismo de autocompletar, para “Jacqueline Kennedy”, depois de digitar algumas poucas letras de seu primeiro nome. Muito útil num iPhone.

Aqui encontrei uma variação do que já havia visto no Nook. A primeira lista era para o e-book comum, só que para pré-venda para entrega em 3 de janeiro de 2012, por $14,99 [iBookstore, ao contrário do Nook, não mostra o preço normal da editora].

O segundo item na lista anunciava Jacqueline Kennedy The Enhanced Edition por US$ 19,99, também sem me contar qual era o preço da editora.

Uma coisa era estranha. A iBookstore diz que o “quantidade de páginas” da edição enhanced é de 400 páginas e o da edição normal é de 256 páginas! Como eu achei que as “melhorias” seriam vídeo e áudio, isso é algo estranho.

Então, finalmente, fui até a loja Kindle. O primeiro resultado, disponível agora, era Jacqueline Kennedy[Kindle Edition with Audio/Video] por US$ 9,99. A página do livro dizia que o preço recomendado era de US$ 60 e o preço do Kindle significava uma economia de 83% [claro que comprei e posso dizer que a barra de progresso do meu iPhone diz que há 349 páginas no livro!].

O que isso sugere é que a Amazon poderia estar subsidiando as vendas deste livro em até US$ 20 por cópia vendida! [Da próxima vez que estiver com uma pessoa da Amazon, eu pago o café]. Estou assumindo que a Amazon está pagando metade do preço de tabela de US$ 60 para a Hyperion.

Os acordos entre as pessoas são particulares e não afirmo ter nenhuma informação privilegiada, mas entendo que tudo que os editores vendem para a Apple é de acordo com o modelo de agência [a editora estabelece um preço com a Apple e esta paga 70% dele], mas também é parte do acordo que a iBookstore pode baixar seu preço para competir e ajustar os pagamentos de acordo com esse novo preço. Talvez o que aconteceu aqui é que a Hyperion chegou a um acordo com a Apple de US$ 19,99, imaginando que mais ninguém [quer dizer Kindle ou Nook, neste caso, já que aparentemente Google e Kobo não têm o livro enhanced e não estão mostrando a versão normal para vendas futuras] iria diminuir o preço mais do que isso. Mas o Kindle baixou. Então, se estou certo sobre os termos, a iBookstore vai logo perceber isso, baixar o preço para US$ 9,99 e a Hyperion vai se encontrar recebendo 70% de US$ 9,99 da Apple em vez de 70% de US$ 19,99. E mesmo assim Kindle e Nook vão pagar US$ 30 por cópia com a Amazon preferindo perder US$ 20 por cópia vendida e a B&N preferindo não subsidiar e provavelmente tampouco vendendo nada.

A estratégia da Amazon antes do modelo de agência era dar descontos agressivos aos livros mais importantes, aqueles que o público leitor procurava com mais frequência, para mandar o sinal mais forte de que seus preços eram os mais baixos e forçar os concorrentes menores a entrar numa briga com preços mais altos. Neste caso, esta estratégia está sendo aplicada com sucesso, apesar de que tanto a iBookstore quanto a Nook podem responder. Não importa se você acha que é bom ou ruim que a livraria com mais bala na agulha possa gastar US$ 20 por cópia num livro para promover uma percepção de preço, mas isso demonstra claramente o que as editoras, os distribuidores e os consumidores enfrentam quando um livro importante e procurado é vendido sem a disciplina do preço do modelo de agência.

Claramente, algo precisa mudar aqui. Talvez a Google e a Kobo não estejam listando este título porque não podem ou não querem vender um enhanced e-book. Talvez a Hyperion não tenha oferecido a eles. Sabemos que a Apple insiste no modelo de agência e a Amazon está igualmente determinada a ficar com o modelo de varejo. Entendo que a B&N vai trabalhar com os dois apesar das declarações públicas de que parece apoiar o modelo de agência. Nesse caso, no entanto, eu esperava que a B&N seguisse os mesmos termos que a Apple [que, como inclui o controle de preços da editora, a Amazon não quer]. A B&N certamente não quer vender um e-book a US$ 32 enquanto seus concorrentes estão vendendo por US$ 10 ou US$ 20 menos do que isso e também não querem perder US$ 20 por cópia num título best-seller [talvez quando você estiver lendo isso, já tenha acontecido um ajuste de preços].

Mas se a B&N e a Apple tinham termos que permitiram o corte nos preços descontados da Amazon e pagam menos a cada e-book, é difícil ver como a Amazon poderia aceitar isso!

Infelizmente não há forma de apresentar isso sem criar confusão. Talvez um dos fornecedores de serviço ou especialista em nossa conferência “e-Books for Everyone Else” seja capaz de explicar melhor!

Tradução: Marcelo Barbão

Por Mike Shatzkin | Publicado originalmente em Publishnews | 21/09/2011

Mike Shatzkin tem mais de 40 anos de experiência no mercado editorial. É fundador e diretor-presidente da consultoria editorial The Idea Logical Co., com sede em Nova York, e acompanha e analisa diariamente os desafios e as oportunidades da indústria editorial nesta nova realidade digital. Oraganiza anualmente a Digital Book World, uma conferência em Nova York sobre o futuro digital do livro.

Nos Arquivos de Shatzkin, o consultor novaiorquino aborda os desafios e oportunidades apresentados pela nova era digital. O texto de sua coluna é publicado originalmente em seu blog, The Shatzkin Files [www.idealog.com/blog].

CBL oferece curso de Gestão de Catálogo e Conteúdo para Livros Digitais


Ednei Procópio

O curso “Gestão de Catálogo e Conteúdo para Livros Digitais”, oferecido pela Escola do Livro, da CBL [Câmara Brasileira do Livro], acontece no dia 6 de outubro de 2011, das 9h30 às 13h30.

A iniciativa tem como objetivo evidenciar o processo de criação de catálogos de livros digitais, bem como uma visão global sobre o assunto. Plataformas, formatos e DRM [Digital Rights Management] fazem parte do conteúdo do curso, que conta ainda com a apresentação de cases na área. Também serão apresentados aspectos do gerenciamento de conteúdo.

O curso será ministrado por Ednei Procópio, que é editor e sócio-fundador da Livrus Negócios Editoriais. Procópio atua há 10 anos no mercado de livros digitais. É ainda autor da obra “O Livro na Era Digital” e coordenador Geral do Cadastro Nacional do Livro, desenvolvido pela CBL.

Mais informações sobre o curso podem ser obtidas pelo e-mail escoladolivro@cbl.org.br ou pelo telefone [11] 3069-1300.

CBL Informa – 25 de Agosto de 2011

Curso “O Livro na Era Digital | Edição e Suportes”


As emergentes mídias digitais estão influenciando diretamente no concorrido tempo dos consumidores modernos e transformando o hábito de leitura em todo o mundo. O texto não é mais lido apenas no papel. Ele está também onipresente em uma miríade de suportes suspensos e em uma diversidade de aparelhos tecnológicos, móveis e de comunicação.

E uma série de meios é o que está transformando definitivamente a realidade dos livros, jornais e revistas através de uma convergência digital e cultural sem precedentes.

O objetivo do curso é fazer um review de todo o mercado editorial convencional presente, frente às transformações das mídias digitais, do ponto de vista exclusivamente dos negócios ou da atualização enquanto profissional.

CONTEÚDO

  • O que é um eBook?
  • A questão os dos hardwares | Smartphones, netbooks, tablets [iPad, Xoom, Galaxy, etc.] e e-reader devices [Sony Reader, Kindle, Nook, etc.].
  • A questão os dos softwares | Sistemas Android, iOS, etc. | Digital Rights Management | Aplicativos
  • A questão do conteúdo | Formatos: PDF, ePub e HTML5 | Conversão, digitalização e produção
  • Plataformas e eBookStores | Modelos de negócios
  • Números do mercado e entraves
  • A cadeia produtiva do livro antes e depois dos eBooks

A QUEM SE DESTINA O CURSO

O curso se destina a todos os interessados em livros digitais; profissionais da cadeira produtiva da indústria editorial brasileira, desde os que atuam na produção e na área editorial quanto os profissionais que atuam nas vendas, comercialização e marketing dos livros. Isto inclui os profissionais que atuam dentro das editoras, das livrarias, distribuidoras, bibliotecas etc.

ANOTE NA SUA AGENDA

Dia: 20 de agosto de 2011, sábado.
Horário: 9h00 às 13h00
Valor único: R$ 130,00
Docente: Ednei Procópio, especialista em livros digitais.

ONDE

Rua Mourato Coelho, 393 conjunto 1 |esquina com Rua Teodoro Sampaio
CEP 05417-010 – Bairro de Pinheiros, São Paulo, SP.
Telefone: [11] 3034.2981
http://www.escoladoescritor.com.br

Kindle ganha concorrente


Será lançado no domingo, nos Estados Unidos, o e-reader Story HD, um leitor de livros eletrônicos integrado com a plataforma eBooks, do Google. O preço é de US$ 139,99. Inicialmente, a rede de varejo Target terá exclusividade na venda.

Com conexão Wi-Fi, o aparelho deve ser mais um concorrente forte para o Kindle. No primeiro trimestre deste ano, segundo a IDC, o e-reader mais vendido foi o Color Nook, da Barnes & Noble, que, diferentemente do rival da Amazon, tem tela colorida.

As vendas mundiais de ereader devem crescer 24% este ano, chegando a 16,2 milhões de unidades, de acordo com a IDC.

Ethevaldo Siqueira | 13/07/2011

Os consumidores de eBooks amam os best-sellers ou isso é uma ilusão?


Por Mike Shatzkin | Publicado originalmente em Publishnews | 05/05/2011

Mike Shatzkin

Na teoria, quanto mais livros são vendidos on-line, mais as vendas deveriam acompanhar a cauda longa. Livrarias on-line têm a vantagem de “espaço ilimitado de prateleira”. Nada precisa ser deixado de fora do sortimento por causa de restrições de capital para inventário de estoque ou espaço para guardá-los. Além do mais, como Konrath e Eisler mostraram em sua extensa discussão de on-line versus impressão dentro de uma conversa maior sobre autopublicação ou editora, o impacto diferencial de exposição quando um título aparece muito e outro pouco nas livrarias é eliminado no mundo digital.

Mas isso não parece estar funcionando dessa forma. Enquanto as vendas gerais de e-books nos EUA ainda são calculadas entre 8-10% da renda das editoras, então se pode calcular talvez 10-12% de vendas unitárias [e-books em geral, apesar de que nem sempre, geram um pouco menos de renda do que uma cópia impressa] ou talvez até 15% para uma editora que ainda consegue grandes vendas em livros não disponíveis como e-books por qualquer razão, estamos ouvindo notícias frequentes de livros vendendo 50% ou mais de suas unidades como e-books, principalmente nas primeiras semanas de vida.

Então poderia parecer que as vendas de e-books estão ainda mais concentradas em uma faixa ainda menor do que a impressão.

Além do mais, informes ocasionais de enormes vendas unitárias por uma nova safra de autores-estrelas on-line como Amanda Hocking [disponível no ano que vem nas livrarias que continuarem abertas perto de você] e John Locke também tendem a apoiar a ideia de que as vendas de e-books estão mais concentradas, não menos, do que as vendas impressas. Espaço ilimitado na prateleira e mais “exposição” uniforme não parecem ter o efeito esperado.

Lembro de uma estatística recente que acredito ter vindo de Bowker, mostrando um painel grande de consumidores de livros, sugerindo que as livrarias ainda são o lugar onde mais acontece a “descoberta do livro”. O que me lembro de ouvir foi que 30% das pessoas afirmavam ter descoberto um livro que compraram numa livraria, muito mais do que qualquer fonte on-line.

Claro, isso não é verdade para Locke e Hocking e os livros de Joe Konrath que não estão nas livrarias [apesar de que, como mostra Joe, ele vende impressos através do CreateSpace, programa impressão sob demanda da Amazon]. Não vi mais ninguém falando sobre esse assunto, mas Konrath também diz que recebe uma parte desproporcional de suas vendas gerais do Kindle, muito mais do que a parcela de mercado de 50-60% que alguém ouve sendo dito por editores. Sei através de conversas privadas que a própria Amazon acredita que eles ajudam mais do que os outros formatos de e-books em relação aos autores autopublicado em proporção a seu tamanho. Queremos confirmar isso com mais autores do que apenas Konrath, mas se estiverem fazendo isso como estratégia, é muito boa. Um autor autopublicado não vai precisar de muita persuasão para não prestar atenção em outros formatos se ele/ela conseguir 90% das vendas esperadas com apenas um [que é o que Konrath me faz acreditar seja o caso dele, apesar de estar bem distribuído em outras plataformas].

Independente disso, a questão é que nenhuma das livrarias on-line descobriu como chegar perto do que uma livraria pode fazer para dar ao consumidor verdadeiras escolhas por segundo. E a principal ferramenta que livrarias on-line poderiam usar para superar a desvantagem de uma apresentação bidimensional – escolhas personalizadas para cada consumidor on-line – está muito pouco em evidência [exceto como sugestões no alto da página] na minha experiência de compra pessoal [o que se estende de forma regular para Kindle, Nook e Kobo, e ocasionalmente para iBookstore e Google].

O impacto da presença e exposição foi entendido por todos no mundo físico. Um livro que está na livraria em que o cliente compra regularmente tem uma chance infinitamente maior de ser comprado do que um livro que não está na loja. Comércios sofisticados como Barnes & Noble sabem quanto as vendas aumentam em livros que são mostrados na vitrine. Todos esperamos que o livro que está em destaque numa das prateleiras à altura da vista venda melhor que os livros nas prateleiras mais baixas, onde você precisa se abaixar para ver.

Durante anos, representantes de vendas agressivos ficavam mudando seus livros de lugar. Nos anos anteriores ao registro de inventário computadorizado, era incumbência dos representantes contar os livros que estavam na prateleira para persuadir que as livrarias fizessem mais pedidos; isso lhes dava amplas oportunidades para colocar livros em destaque, movê-los para cima e reclamar quando um livro estava no setor errado.

Agora o paradigma mudou. O balcão principal é a escolha dos títulos que aparecem primeiro na tela quando o programa/site da loja é aberto. Isso é quase sempre ocupado pelos best-sellers do varejo [e, até onde sei, isso não é personalizado para mim em nenhuma livraria; você ou minha esposa veriam a mesma tela padrão que eu].

Aí aparecem várias escolhas pré-empacotadas – pense nelas como “balcões” também – para os best-sellers do New York Times ou [percebi isso no Nook] “e-books custando menos de US$5” ou escolhas por menu de assunto [são como “seções da loja”]. Claro, quanto mais cedo e mais frequentemente um livro for apresentado a um consumidor em sua experiência de compra on-line, mais provável seja que ele venda.

A técnica padrão é que há um conjunto e um número limitado de títulos que um cliente consegue ver “num clique”. Se quiser ver mais, é preciso clicar de novo e [dependendo da velocidade da conexão] talvez esperar que mais títulos carreguem, o que normalmente serão outros 10 ou 12 ou talvez 25. Se você compra nas mesmas seções repetidamente [e quem não faz isso?], a maioria será de títulos que você já viu antes, tendo comprado ou rejeitado. Se você compra sempre, tentar encontrar algo novo pode ser exaustivo e ridículo em termos de tempo perdido.

Mesmo a mais simples assistência que ajudaria a evitar essa duplicação – como mostrar livros em ordem reversa de publicação [o mais recente primeiro] em vez de “por título” ou “por autor” – não está disponível [ou é rara].

A compra on-line é ótima se você sabe exatamente o que quer [por título ou autor]. As livrarias on-line podem encontrar o livro mais obscuro muito mais rapidamente do que o vendedor médio numa loja física e certamente mais rápido do que você encontraria sozinho. Procurar por título ou autor também quase sempre funciona extremamente bem.

Mas quando fica mais complicado do que isso – talvez você esteja procurando por “história do beisebol” ou “economia na Guerra Civil” – a combinação de metadados fornecida de forma inadequada pela editora e escolhas insuficientes fornecidas pela livraria podem fornecer um menu de opções que contém alguns títulos tão distantes que um vendedor seria demitido por sugeri-los.

Os Lockes e Hockings do mundo se beneficiam do mesmo efeito. São best-sellers e toda livraria tem um botão para apresentá-los, por gênero e às vezes por preço. Conseguir o status de best-seller é tão valioso que os autores autopublicados parecem empregar com frequência a técnica de abaixar o preço para 99 centavos a fim de conseguir o status de best-seller e depois voltar a preços mais lucrativos como $2,99 até que o efeito desapareça.

Então quem compra e-books faz suas escolhas a partir do que é apresentado a eles, o que é um número limitado de títulos. Não vamos concluir então que há algo nos e-books ou nos consumidores de e-books que está voltado ao que é mais popular. É a prática de merchandising que cria esse resultado, não o gosto do consumidor.

Por Mike Shatzkin | Publicado originalmente em Publishnews | 05/05/2011

Mike Shatzkin tem mais de 40 anos de experiência no mercado editorial. É fundador e diretor-presidente da consultoria editorial The Idea Logical Co., com sede em Nova York, e acompanha e analisa diariamente os desafios e as oportunidades da indústria editorial nesta nova realidade digital. Oraganiza anualmente a Digital Book World, uma conferência em Nova York sobre o futuro digital do livro.

Nos Arquivos de Shatzkin, o consultor novaiorquino aborda os desafios e oportunidades apresentados pela nova era digital. O texto de sua coluna é publicado originalmente em seu blog, The Shatzkin Files [www.idealog.com/blog].

Uma biblioteca ao toque dos dedos


Um relatório da Association of American Publishers, entidade que reúne as 200 principais editoras dos Estados Unidos, publicado recentemente, trouxe uma informação já esperada pelo mercado editorial. A popularidade dos livros eletrônicos [e-books] nos EUA já é maior do que a dos livros de papel, em termos de vendas.

Os números de fevereiro deste ano mostram que a tendência é irreversível. Em relação a fevereiro de 2010, o crescimento no volume de vendas dos e-books foi de mais de 202%, gerando negócios da ordem de mais de US$ 90 milhões.

A popularização dos aparelhos e-readers [como o Kindle, da Amazon, o Reader, da Sony, o Nook, da Barnes & Noble, o e-reader, da Kobo e o Novel, da Pandigital] além dos tablets, com o iPad da Apple e o Xoom da Motorola, só para citar dois já disponíveis no Brasil, alavancou as vendas de livros eletrônicos. Ainda mais a partir do fim do ano passado, quando muitos ganharam ou adquiriram seus aparelhos no Natal.

Por aqui, os e-readers ainda são raros e caros. Mas há muitas alternativas interessantes para desfrutar de e-books em tablets e celulares.

Para ler no celular ou no tablet

Ótimos aplicativos para levar e ler seus e-books em qualquer lugar não faltam para os dois sistemas operacionais para dispositivos móveis mais difundidos na atualidade, o Android, do Google, e o iOS, da Apple.

A Amazon disponibiliza o Kindle para Android e para iOS [iPhone, iPad, iPod touch]. Esse app permite a compra, download e leitura dos livros com proteção digital de direitos autorais [DRM] adquiridos na Kindle Store, que dispõe de cerca de 900.000 títulos, entre eles muitos best sellers.

Lojas eletrônicas brasileiras, como a Saraiva e o Submarino também já oferecem a venda dos livros digitais.

Livros eletrônicos sem proteção de direitos, em arquivos com a extensão .epub – comprados ou convertidos pelo próprio usuário – podem ser lidos em outros apps específicos.

Para o Android, as alternativas mais conhecidas são o Aldiko Book Reader, que tem versões gratuita e paga [R$ 4,71 no Android Market] e o Laputa Reader, gratuito, mas com funcionalidades adicionais mediante doação. O FBReader, também gratuito, lançado recentemente, vem ganhando elogios de quem instalou.

Para adicionar os livros nos celulares e tablets com Android, basta arrastar e soltar os arquivos ao cartão de memória. Os apps localizam e adicionam as obras à biblioteca.

O Laputa Reader para Android

No iOS, certamente o app mais conhecido é o iBooks, da própria Apple. É necessário fazer a sincronização dos arquivos em .epub via iTunes, direto ao iPhone, iPod touch ou iPad. O iBooks permite também a compra de obras pelo próprio dispositivo, através da iTunes store.

O iBooks, no iPad

Em todos esses apps, para ambos os sistemas operacionais, a apresentação dos livros é bem parecida, e bastante agradável. As obras ficam dispostas em prateleiras virtuais.

Uma vez aberto um livro, é possível pesquisar trechos ou palavras, adicionar “favoritos” a capítulos ou frases e marcar onde a leitura parou. Há ainda o efeito gráfico de virar a página, tal como num livro de papel.

Tanto as alternativas para Android quanto as existentes para o iOS permitem também que o usuário faça downloads de obras de domínio público, geralmente obras clássicas e de referência, gratuitamente, em vários sites, e pelos próprios aplicativos. São milhares de opções.

Quem também aderiu à onda do livro digital foi o poderoso Google. O Google Books já tem um app para Android e para iOS, que libera o acesso à biblioteca digital do usuário direto no tablet ou celular. Há muitas obras e trechos de obras gratuitos e pagos para download.

Por Daniel Gonzales | Publicado originalmente em O Estado de S. Paulo | 18 de abril de 2011 | 17h13

Gerenciamento de Catálogo e Conteúdo para Livros Digitais


Gerenciamento de Cátalogo e Conteúdo para Livros Digitais

Desacordo Google


FOTO: Carlos Osorio/AP

Os planos do Google de criar a maior biblioteca online do mundo, repleta de títulos raros, esgotados e órfãos [aqueles cujos detentores de direitos autorais são desconhecidos ou inacessíveis] sofreram duro golpe nesta semana, quando um juiz federal dos EUA rejeitou o acordo que previa que o Google pagasse US$ 125 milhões a autores e editoras pelo direito de colocar esses acervos na internet.

Para Denny Chin, o juiz, o acordo era “injusto, inadequado e irracional”. Ele sugeriu que o trato avançaria se valesse só para autores e donos de direitos autorais que aceitassem os termos. Isso não resolve, porém, casos de livros órfãos.

Por Redação Link | 27 de março de 2011 | 19h57

E-books não são livros! Como o mercado editorial vai reagir a essa constatação?


Por Lourdes Magalhães

Uma atividade que pouco se alterou ao longo dos anos, a leitura vive um processo de fragmentação.

Um excelente artigo publicado na edição The world in 2011, da revista The Economist – Curl up with a good screen, de Alix Christie e Ludwig Siegele – motivou uma reflexão sobre o quanto as novas tecnologias vão alterar o mercado editorial e a relação entre autores e leitores.

Enquanto 2010 passou à história como o ano em que os leitores eletrônicos e tablet se inseriram no cotidiano de leitores de diferentes perfis, 2011 será marcado pela ruptura com o formato atual do livro.

No ano passado, nos Estados Unidos, o mercado de leitores eletrônicos faturou US$ 11 milhões e a perspectiva é que neste ano o faturamento alcance os US$ 15 milhões, de acordo com o Forrester Research.

A ruptura com o formato convencional do livro está sendo potencializada com a popularização de dispositivos móveis – smartphones, iPad.

O novo paradigma é que o livro eletrônico deve ser encarado como app [aplicativos para download].

Nos Estados Unidos, as Diginovels [obras de ficção em formato digital] contam com recursos como vídeos, ilustrações em 3-D e aplicativos – recursos que tornam os textos interativos; o mesmo ocorre com alguns livros didáticos.

Essa verdadeira revolução tecnológica está mudando o livro e requer que os editores ampliem o conhecimento não apenas para desenvolver “produtos” diferenciados, mas para proteger autores e obras da constante ameaça da pirataria.

A indústria do livro está diante de novos desafios e oportunidades apresentadas pelo marketing online; algumas lojas norte-americanas – estabelecimentos reais, não online – já estão trabalhando com os books app.

“Clones” de leitores eletrônicos, produzidos em países emergentes, estão tornando o item mais barato e forçando um avanço veloz: a vida útil das baterias aumentou e o acesso sem fio para downloads deve se tornar padrão para dispositivos high-end.

O artigo cita que, por pressão da concorrência, os e-books devem ficar mais baratos em 2011.

Além disso, este ano deve marcar o lançamento do Google Editions – a terceira maior loja de livros digitais atrás de Amazon e Apple.

Nos Estados Unidos, em 2010, a participação do livro eletrônico nas vendas do mercado editorial foi de 10%; em 2011 será de 20%.

Diante desse cenário, os leitores se dividem entre os que apreciam o papel e os amantes da tecnologia.

Ou seja, o mercado editorial tem tratado a questão como se o e-book fosse de fato um livro.

Acredito, firmemente, que não seja. Há livros cuja narrativa convencional não se presta à mobilidade e interatividade.

Em paralelo, surgem novas narrativas como a japanese phone novel [obra de ficção japonesa] cujo conteúdo dá um novo impulso ao formato conto.

Não apenas a obra literária impressa e digital são diferentes, mas a relação entre o escritor e editor.

Tenho conhecimento, inclusive, de autores norte-americanos e europeus que comercializam diretamente para o formato digital sem passar pelos editores; a tendência é que novos autores sigam o exemplo.

Será, então, que o livro impresso e a profissão de editor estão vivendo os últimos suspiros? Não creio nisso.

Defendo – e acredito firmemente – na possibilidade de haver lucidez em elos da cadeia.

Entender que o e-book é um produto diferente do livro impresso é o primeiro passo para reinventar o negócio editorial.

Há público para os dois produtos e há profissionais com talento para reinventar ambos.

Como os autores do artigo, sei que o livro impresso nunca morrerá – da mesma forma como demonstram os “devotos” do vinil e do cinema.

No entanto, a vida dos livros depende da capacidade de se reinventar da indústria editorial e de seus profissionais.

Por Lourdes Magalhães | Publicado originalmente no site Baguete | 27/01/2011 – 13:20

* Lourdes Magalhães é presidente da Primavera Editorial, Executiva graduada em matemática pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo [PUC-SP], com mestrado em Administração [MBA] pela Universidade de São Paulo [USP] e especialização em Desenvolvimento Organizacional pela Wharton School [Universidade da Pennsylvania, EUA].

Google adquire tecnologia eBook


Após adquirir 25 empresas em 2010, o Google continua a sua onda de compras de ano novo com a da eBook Technologies, fornecedora de dispositivos de leitura de livros eletrônicos e tecnologia de distribuição de conteúdo.

O Google se recusou a fornecer detalhes específicos sobre seus planos futuros do produto. Nenhum preço para o negócio foi divulgado.

Em dezembro, o Google lançou sua plataforma de livros digitais, o Google eBooks. Tendo entrado na concorrência com a Amazon e a Apple, o Google tentou diferenciar-se pela caracterização do seu ecossistema como mais aberto do que o que é oferecido pelos seus rivais.

“Abrir”, no entanto, não significa conteúdo sem fechaduras digitais. Significa permitir que os parceiros tenham um papel significativo. Na verdade, o interesse do Google na eBook Technologies parece estar em proteger os conteúdos dos seus livros e proteger-se contra processos de patentes que poderão vir.

As licenças de tecnologia da eBook Technologies são de empresas vindas de dot com, que foram um boom na virada do segundo milênio: SoftBook Press, NuvoMedia e Gemstar. A companhia também parece ter alguns direitos relacionados com as patentes relevantes.

Por Thomas Claburn | InformationWeek | 14/01/2011

O evento editorial mais importante de 2010? Introduzindo o preço modelo de agência!


Ed Nawotka, o editor da revista online “Publishing Perspectives”, está publicando uma série de artigos com respostas à pergunta: “qual foi o evento mais importante no mercado editorial em 2010?” Aqui está a minha resposta:

O evento editorial mais importante de 2010? Essa é fácil. Foi o enfrentamento entre cinco das seis maiores editoras nos EUA e a Amazon sobre os termos de seus acordos no mercado de e-books: a mudança do modelo de distribuidora para o de agência.

Até na teoria, a mudança foi complicada. Os preços estabelecidos pelas editoras passaram de algo próximo aos dos livros impressos para quase a metade. A margem oferecida ao canal foi reduzida de 50% do preço estabelecido para 30%. O controle dos preços deixou de ser do comércio, que poderia cobrar o que quisesse no cenário de modelo de distribuidora, para a editora que exigia os mesmo preços em todos os pontos de contato com o consumidor no modelo agência.

Mas na prática foi ainda mais complexo do que parece na teoria. Mudança de controle de preços significava mudança de responsabilidade no ponto de venda e isso queria dizer que agora as editoras estavam responsáveis pelos impostos de vendas, não o comércio. [O mais estranho – e a falta de discussão pública desse ponto é como um cão que não late – é que isso não levou a que a editora, agora o vendedor documentado, soubesse quem é exatamente o cliente: o nome e o endereço de e-mail ainda são conhecidos somente pelo comércio.] Advogados [pelo menos alguns] aconselharam as editoras que o modelo agência exigia uma relação contratual entre elas e cada ponto de distribuição, resultando numa complexidade em termos de acordo que deixaria alguns varejistas sem livros das editoras com modelo agência mesmo seis meses depois da mudança.

E agentes literários representando os autores mais conhecidos fizeram um monte de exigências. Os royalties dos e-books são um ponto complicado nas negociações hoje em dia entre agentes e editores, e o modelo de agência reduziu os royalties por exemplar em todos os livros, pelo menos durante o período de comercialização da edição em capa dura. Claro, o que as editoras ganham por exemplar também foi reduzido, um ponto que mostraram quando forçaram os agentes a aceitar uma mudança que elas acreditaram ser necessária para evitar um potencial monopólio perpétuo nas vendas de e-books pela Amazon.

Acrescentando drama ao redor da mudança para agência estava o fato de que a maior das Seis Grandes editoras, a Random House, não participou. Isso coloca a Random House numa posição onde ela a] vende seus livros mais caro por unidade, b] vê seus livros oferecidos ao consumidor por um valor unitário menor, c] pode falar aos agentes que seus royalties são mais altos por exemplar, d] não está presente na iBookstore da Apple [mas seus títulos estão disponíveis em todos os aparelhos da Apple através do Kindle, Nook e Kobo, pelo menos], e e] ganha a inimizade das outras editoras entre as Seis Grandes.

As 5 do Modelo Agência veem que, não sem razão, sacrificaram renda num momento difícil para o bem da indústria no longo prazo enquanto a Random House usa vantagens táticas da mudança [e, nas palavras de um CEO, estão com uma atitude “soberba”]

[Meu comentário editorial: tudo isso pode ser verdade, mas não é o papel da gerência de uma empresa conseguir vantagens táticas das modificações em uma indústria? O ponto geral desse artigo, claro, é que eu aplaudo a mudança para o modelo de agência. Mas é difícil ver exatamente por que, do ponto de vista da Random House, eles abririam mão voluntariamente de uma vantagem que faz com que todos seus concorrentes ranjam os dentes. Como algumas análises que fiz sobre royalties mostram, as vantagens táticas do modelo distribuidora são maiores para livros de capa dura e podem até ser desvantajosa para livros em brochura, mas esse é um equilíbrio que a Random House é bastante capaz de calcular.]

O momento mais dramático desse evento já bastante dramático aconteceu em janeiro passado quando a Amazon fez um breve esforço em vão para impedir o movimento de mudança para o modelo de agência ao tirar os botões de compra dos livros da Macmillan, aparentemente porque foi a primeira editora a notificar oficialmente a Amazon da mudança que viria. A loja gigante retrocedeu 48 horas depois marcando a primeira vez na memória de todos que uma editora forçou-os a voltar atrás.

Apesar de que os aparelhos Nook e iPad certamente têm algo a ver com isso também, o modelo agência parece ter conseguido seu objetivo de evitar que a Amazon mantivesse o controle sobre a parcela de mercado do Kindle através da sua capacidade [seu grande bolso] para renunciar a uma margem para ganhar no preço. As outras lojas no mercado de ebook têm suas margens protegidas. Com a Google Editions ainda para entrar na briga, há grandes motivos para acreditar que pode existir um mercado amplo de e-books nos próximos anos. O que as 5 editoras com modelo de agência fizeram foi política e logisticamente difícil e, como envolveu a redução das margens de unidades, de alguma forma contrário ao bom senso. Demoraria mais de seis meses para aparecer que a tática conseguiu cumprir seus resultados.

O controle de preços desafia no curto prazo as editoras a conseguir formas sofisticadas, modernas e científicas de ter uma política de preços. Isso exigiria, numa formulação que primeiro ouvi de Peter Wiley [Presidente do Conselho da John Wiley & Sons], “experimentação constante e controlada”. Claro, isso acontece todo dia na Amazon.

Até o momento, claro, o agente de vendas está controlando todo o contato com o cliente. Cedo ou tarde isso provavelmente se tornará um ponto de desacordo entre editoras e seus “agentes de venda”. Poderia ser acelerar as coisas esperar que essa disputa vá começar com a próxima rodada de negociações de contrato de modelo de agência em 2011, mas acho que a discussão aparecerá na mesa só em 2012 ou 2013.

Texto escritor por Mike Shatzkin | Publicado originalmente em PublishNews | 15/12/2010

Bloomsburry assina com o Google


A Bloomsburry já assinou acordo com o Google eBooks para o seu lançamento no próximo ano. O diretor executivo da Bloomsburry, Ricahrd Charkin, disse: “Achamos simplesmente sensacional; acreditamos que seja bom para os autores, para os editores e para as livrarias independentes. Vai gerar mais vendas on-line, mas pelo menos as independentes agora têm uma chance.

O presidente do Google Books Europa, Santiago de la Mora, disse que as conversações com a Booksellers Association [BA] estão em andamento para levar a plataforma para a Europa em 2011, e Tim Godfray, CEO da BA, confirmou o contato constante há algum tempo.

Por Charlotte Williams | The Bookseller | 10/12/2010

Novo aplicativo para o Kindle para web deve trazer integração com sites


A Amazon deve lançar uma nova versão de aplicativo para internet do Kindle na quarta-feira [8], segundo informações do site de mídias sociais Mashable.

O lançamento vem logo após o Google lançar a sua própria plataforma, com mais de 3 milhões de títulos gratuitos e pagos.

O novo aplicativo deve “permitir que usuários leiam livros inteiros no navegador e que qualquer site venha a ser uma livraria virtual oferecendo livros do Kindle“, segundo informou um porta-voz da companhia.

A versão anterior do aplicativo para internet permitia a leitura de apenas alguns capítulos dos livros.

Folha.com | 07/12/2010, 17h51

O livro nas nuvens


O Google anunciou há tempos que entraria no mercado de livros digitais, adiou o lançamento do Google Editions por vezes e ontem, finalmente, tirou o projeto do papel e colocou os livros nas tão comentadas nuvens. Deu também outro nome a sua ebookstore. Agora, ela se chama Google eBooks e já tem cerca de 3 milhões de livros para venda ou download gratuito [mais para download, é certo] de 4 mil editoras. Segundo o Google, seus livros podem ser lidos em qualquer aparelho e em qualquer lugar, desde que o usuário esteja conectado à internet. Além disso, é possível começar a ler no computador e continuar, da mesma página, no iPhone, por exemplo.

Para que o leitor não se perca em meio a tanto conteúdo, a empresa fez algumas opções de busca e é possível selecionar as obras premiadas no ano, os best-sellers do New York Times e por aí vai. Seu banco de dados está disponível também para livrarias independentes, o que deixará o comprador mais livre para escolher quem vai ficar com o seu dinheiro, embora a empresa leve um percentual de cada venda. Essa parceria será boa para o Google, que não tem experiência com vendas, e para os livreiros, que começarão a vender e-books sem precisar de estrutura alguma e já contando com todo o conteúdo do Google. Por enquanto, a loja está restrita aos Estados Unidos, mas a partir de janeiro deve se expandir para outros países. Para ver o vídeo de apresentação, clique aqui.

Por Maria Fernanda Rodrigues | PublishNews | 07/12/2010

Google lança maior livraria digital da internet com 3 milhões de títulos


O gigante da internet Google lançou nesta segunda-feira [6] o Google eBooks, a maior livraria digital da rede com mais de três milhões de títulos disponíveis e com a qual a companhia espera concorrer com a Amazon pelo domínio do mercado dos livros eletrônicos.

Após meses de atraso, o ambicioso projeto finalmente foi lançado nesta segunda-feira nos EUA com um nome diferente do que se especulava até agora [Google Editions], mas sem alterar a filosofia prevista.

Projetamos o Google eBooks para que seja aberto. A maioria dos dispositivos com um navegador moderno são compatíveis com o Google eBooks, desde portáteis a netbooks, de tablets a smartphones“, comentou no blog da companhia Abraham Murray, chefe do departamento Google Books.

Esta plataforma digital é um serviço na nuvem, por isso que está hospedado nas bases de dados da empresa tecnológica e é acessível desde a internet através de uma conta de usuário do Google.

O Google eBooks conta com um leitor de livros digitais no site e oferece acesso à maior livraria existente na rede que combina exemplares digitalizados pelo Google desde 2004 junto a milhares de obras à venda.

No total, Murray indicou que há mais de 3 milhões de livros disponíveis através do Google eBooks, desde clássicos da literatura a “best-sellers” atuais.

O extenso catálogo, chamado de Google eBookstore, estreou na web dando preferência aos livros mais vendidos do momento, assim como às novas obras que chegaram ao mercado, com títulos como “The Confession” de John Grisham e o relato autobiográfico de George W. Bush, “Decision Points”.

A maioria das obras está disponível atualmente em inglês.Além do acesso mediante um endereço de internet, o Google anunciou que sua livraria contará com aplicações específicas para Android e Apple e que está negociando com editoras para lançar este serviço em outros países em 2011.

Muitos livros oferecerão a opção de selecionar o tipo de letra, tamanho, modo de leitura para dia e noite e entrelinhas”, disse Murray.

O Google eBooks memorizará a página na qual a pessoa parou de ler e voltará a ela quando o usuário se conectar novamente, independente do dispositivo que ele utiliza.

A obras poderão ser compradas a partir do Google eBookstore ou de livrarias associadas ao Google.

A aposta do gigante da internet é disputar o domínio do setor dos e-books com a Amazon, que domina 65% do mercado graças, em grande medida, às vendas de seu leitor Kindle.

Por Fernando Mexía | EFE | 06/12/2010