Relatório Global eBook ganha nova edição


Relatório organizado por Rüdiger Wischenbart está completamente reeditado em sua versão 2015 e dedica 14 páginas ao Brasil

A edição 2015 do Global eBook:a report on market trends and developments, organizado pelo consultor austríaco Rüdiger Wischenbart, acaba de ser publicada e já está disponível em www.global-ebook.com e nas principais lojas globais de e-books. O relatório apresenta uma visão geral dos mercados internacionais de livros digitais, trazendo os melhores dados e estatísticas disponíveis. “Esta edição de 2015 não é uma simples atualização das edições anteriores, uma vez que o relatório foi completamente reescrito”, explica Wischenbart. “Desta vez, procuramos enfatizar como o desenvolvimento digital acontece dentro da evolução geral dos mercados de livro, e apresentamos dados contextualizados e estatísticas históricas que permitem analisar as tendências e acontecimentos dos últimos 3 a 5 anos”, salientou o austríaco. O relatório dedica 14 páginas ao Brasil.

Com o patrocínio de empresas como Bookwire, Copyright Clearance Center, Klopotek e Tolino, o Global eBook aborda não apenas players tradicionais como editoras, livrarias e outros varejistas, mas também os novos modelos de negócio, como as plataformas de assinaturas e até iniciativas de pirataria que vem se transformando em negócios legítimos.

Em termos de estrutura, o relatório é composto de quatro seções principais. A primeira aborda o mercado editorial físico e digital no contexto global; a segunda traz perfis de cada país com dados e tendências; a terceira parte engloba capítulos temáticos sobre debates e tendências que vêm moldando o mercado editorial; e, finalmente, a quarta seção é uma espécie de páginas amarelas com mais de 350 empresas ligadas ao mercado digital.

É possível adquirir o relatório no formato digital na Amazon, Kobo e Apple. Ou então diretamente no site www.global-ebook.com. O preço de capa é 15 euros, mas a Amazon Brasil vendia o e-book por R$ 29,48 nesta terça [5].

PublishNews | 05/05/2015

Tendências digitais


Nos dois países onde os e-books já correspondem a pelo menos 20% do total de vendas do mercado editorial, EUA e Reino Unido, o crescimento do segmento tende à estagnação, enquanto localidades como França, Espanha e Alemanha, nas quais os digitais beiram os 5%, crescem em ritmo similar ao dos países de língua inglesa nos últimos anos. Essa é uma das constatações da pesquisa Global eBook, que será divulgada mundialmente na terça. O relatório foi feito em parceria com publicações internacionais sobre o mercado editorial (no Brasil, o parceiro foi o Publishnews) e estará disponível de graça no mês de outubro no site global-ebook.com.

// NETFLIX DOS LIVROS

Para o austríaco Ruediger Wischenbart, coordenador da pesquisa, um dos destaques do ano foi o crescimento de serviços de assinaturas de livros digitais por mês, similares ao Netflix (de filmes) e ao Spotify (de música), “dando pista clara de que esse é o próximo passo na transformação da cadeia do livro“.

A espanhola Telefônica anunciou anteontem a estreia do Nubico, pelo qual, mediante mensalidade de 8,99 euros (R$ 27), o usuário tem acesso a 3.000 títulos.

Outros serviços similares, o Oyster e o Scribd, ganharão em breve a adesão da HarperCollins, uma das maiores editoras do mundo, que colocará 1.400 títulos na primeira plataforma e 10 mil na segunda.

// NOVA FASE

As negociações com a Amazon foram as mais demoradas, mas as 33 editoras que distribuem e-books pela Digitaliza poderão, até o final do ano, vender pela loja. Dez delas, incluindo a Aleph, a Escrituras, a Matrix e a Vermelho Marinho, já terão títulos disponíveis no mês que vem.

Um motivo para a demora –as conversas com outras lojas, como a Apple e a Saraiva, foram concluídas há meses– foi que o grupo assinou a nova versão do contrato da Amazon, que trata também da venda de livros físicos, prevista para 2014. Editores dizem que tiveram de ceder mais do que gostariam, mas que “não dava para ficar de fora”.

Por Raquel Cozer [raquel.cozer@grupofolha.com.br] | Publicado originalmente em Folha de S. Paulo | PAINEL DAS LETRAS | 28/09/2013